16 setembro, 2019

Pensão em dobro

Justiça condena gêmeos a pagarem pensão à filha de um deles
Nenhum dos gêmeos assumiu espontaneamente a paternidade da criança. Segundo consta nos autos, os réus ficaram jogando essa responsabilidade de um para o outro.
Devido à semelhança entre os dois (que são gêmeos idênticos), a mãe da criança não teve condições de reconhecer com precisão quem a havia engravidado. Exames de DNA foram então realizados, mas indicaram que qualquer um deles poderia ser o pai, já que ambos compartilham a mesma carga genética.
Com isso, o juiz decidiu que a pensão alimentícia deverá ser paga pelos dois, (*) que terão os nomes incluídos na certidão de nascimento da criança..
O caso aconteceu em Cachoeira Alta, Goiás.
G1 - c/ vídeo

(*) Cada um terá de pagar 30% do salário mínimo como pensão. Isto significa que a menina receberá o dobro do que outras crianças de semelhante origem econômica costumam ganhar no Brasil.

Ver também: O crime do malaio.

Saúde e comunidade

Michael Foley (*)
Então, por que um registro tão impressionante de criatividade alcoólica entre os religiosos? Eu acredito que há duas razões subjacentes.
Primeiro, as condições eram certas para isso. Comunidades monásticas e ordens religiosas similares possuíam todas as qualidades necessárias para produzir bebidas alcoólicas finas. Eles tinham vastas extensões de terra para plantar uvas ou cevada, uma longa memória institucional através da qual o conhecimento especial poderia ser transmitido e aperfeiçoado, uma facilidade para o trabalho em equipe e um compromisso com a excelência, até mesmo nas menores tarefas, como meio de glorificar a Deus.
Em segundo lugar, é fácil esquecer, em nossa época atual, que durante grande parte da história humana o álcool foi fundamental na promoção da saúde. As fontes de água geralmente carregavam agentes patogênicos perigosos, e pequenas quantidades de álcool seriam misturadas com água para matar os germes.
Os soldados romanos, por exemplo, recebiam uma dose diária de vinho, não para embriagar-se, mas para purificar qualquer água que encontrassem em campanha. E dois bispos, Santo Arnulfo de Metz e São Arnold de Soissons, são responsáveis ​​por salvar centenas de pessoas de uma praga porque eles admoestaram seu rebanho a beber cerveja em vez de água. Uísque, licores de ervas e até mesmo bitters também foram inventados por razões medicinais.
E se a cerveja pode salvar almas da peste, não admira que a Igreja tenha uma bênção especial para ela que começa assim: "Ó Senhor, abençoe esta criatura (cerveja), que por Sua bondade e poder foi produzida a partir de grãos, e pode ser uma bebida saudável para a humanidade".
(*) Michael Foley é Professor Associado de Patrística na Baylor University. Este texto integra o artigo Feeling guilty about drinking? Well, ask the saints, originalmente publicado em The Conversation.

15 setembro, 2019

De fininho

Fernando Gurgel Filho
Aqui no Patropi, adotamos a expressão "sair à francesa" quando queremos sair de um evento sem longas despedidas. Normalmente, em eventos com muita gente conhecida — para não atrapalhar —, como em aniversários, batizados, casamentos etc.
Na realidade, segundo os entendidos, a expressão surgiu na França quando os franceses adotaram o hábito inglês de sair das festas sem se despedir de ninguém. Apesar de ficarem horrorizados com aquele costume inglês — mau costume, diziam —, sempre que queriam sair sem serem notados, diziam
eles lá que iam "sair à inglesa".
Mas o tempo passa e as expressões mudam quando um evento muito marcante acontece. Principalmente um evento traumático, acontecido com gente importante em cidade muito importante. Muito importante pra gente do lugar, claro. Foi o que aconteceu em uma bela cidade do interior aqui de Goiás, próxima ao Distrito Federal.
O Bio, nascido Severino em Pernambuco e ninguém sabe como foi parar lá naquela cidade, era um dos mais conhecidos frequentadores das casas das luzes vermelhas. Daquelas casas mais frequentadas pelos honrados pais de família da cidade.
👫 De repente, quase sumiu da boemia, dos bares e das casas das "primas". Saía de casa muito raramente. Tinha encontrado a mulher de sua vida. Assim, meio por acaso. Madrugava quando ia voltando pra casa e se deparou com uma bela morena descendo de um caminhão, com uma trouxa pesada nas mãos. Ofereceu ajuda. Papo vai, papo vem, a morena chamada Tereza disse que estava ali pra trabalhar e procurava um lugar onde ficar, mas acabou tomando umas saideiras com o Bio e aceitou o convite de dormir na casa dele. Nunca mais saiu dali e viveram felizes para sempre.
Até que um dia, como dizia o poeta, o "pra sempre sempre acaba" e Tereza simplesmente sumiu. Dizem as más línguas que fugiu, de madrugada, em um caminhão. Acabrunhado, Bio voltou a frequentar a boemia assiduamente e, claro, todos os amigos perguntavam o que tinha acontecido. E chegavam à pergunta fatal:
— E aí, cumpadre, cadê Tereza?
O Bio, os olhos cheios d'água, voz embargada, baixava a cabeça e sempre respondia:
— Tereza foi embora, não deixou nem um adeus!
Daí em diante, naquela próspera cidade goiana, quando alguém quer sair de uma festa sem se despedir, diz apenas:
— Olha, não repara, não. Vou sair igual Tereza.

Bônus: A beleza em Tereza
"Todo mundo se admira / da mancada que a Terezinha deu / que deu no pira / e ficou sem nada ter de seu. / Ela não quis levar fé / Na virada da maré." ~ Baden Powell e Paulo César Pinheiro

Andando para trás sem olhar

É uma cena básica em qualquer filme de palhaçada. Tentando uma foto mais ampla, um fotógrafo caminha de costas (sem olhar) e tropeça em algo. Divertido, talvez, mas em certas ocasiões também perigoso.



Estranho, então, que na literatura acadêmica sobre segurança e ergonomia, quase não há estudos acadêmicos sobre essa síndrome onipresente. Na verdade, só parece haver um - o experimento prático que o ergonomista profissional Dr. Kenneth Nemire, da Califórnia, criou para investigar o assunto.
Dois pesquisadores pediram a transeuntes que os fotografassem, mas acrescentaram um pedido para que o prédio atrás deles fizesse parte do cenário. Um terceiro pesquisador (invisível) ficou gravando os eventos em vídeo. Mais tarde, os vídeos foram analisados ​​para ver quantos passos os fotógrafos deram para trás e também se olhavam para trás.
A pesquisa revelou que, embora a maioria dos 39 participantes tenha olhado para trás antes de caminhar para trás, uma proporção significativa deles não o fez (13%). Não é uma porcentagem alta, talvez, mas tendo em mente o número de pessoas em todo o mundo que tiram fotos em qualquer dia, ainda é um número alto de acidentes potencialmente divertidos (ou, talvez, não tão divertidos).
Nenhum fotógrafo se feriu neste estudo observacional.
Via Improbable Research

Referência: Walking Backwards Without Looking: An Observational Study. Proceedings of the Human Factors and Ergonomics Society Annual Meeting. Volume: 56: 1, páginas: 685-689, dezembro de 2016.
https://doi.org/10.1177/1071181312561143

Ler também: Andando em círculos, Blog EM

14 setembro, 2019

Ensaio geral

Com receita, pode

Essa piada começa com uma mulher comprando arsênico...
Arsênico é talvez o veneno mais prolífico da história, e por várias razões: tem sido historicamente fácil de obter, é inodoro e insípido, pode ser introduzido calmamente, ao longo do tempo, em pequenas doses despretensiosas e, no final, os sintomas do envenenamento por ele imitam aqueles de algumas doenças comuns. Durante a maior parte da história, não havia maneira confiável de detectá-lo, e assim o arsênico era uma ameaça à espreita, com mortes comuns e sub-relatadas.
Numa cidadezinha do interior, uma mulher um tanto transtornada entra em uma farmácia e diz ao farmacêutico:
- Olá. Eu quero comprar arsênico, por favor.
O farmacêutico, assustado, responde à mulher:
- Minha senhora, infelizmente não posso vender isto! É veneno! Qual seria a finalidade?
- Matar meu marido! - responde ela.
O farmacêutico assustado retruca:
- Pior ainda! Não posso vender de jeito NENHUM!
A mulher, então, tira da bolsa uma fotografia do marido mantendo relações íntimas com a esposa do farmacêutico, que responde:
- Ah, bom... A senhora não me disse que tinha receita!

Teste de Marsh

13 setembro, 2019

A abdução das canetas

Cada caneta que desaparece contribui para fortalecer a hipótese de que as canetas são sondas que retornam a seus donos alienígenas.
As borrachas também. Conforme você vai apagando seus escritos, elas vão coletando as informações que levarão para um mundo distante.
Eu não conheço uma pessoa que já usou uma borracha até o final.
Sabe aquela teoria que diz que "do chão não passa"? É pura mentira!
Então, a caneta cai no chão e passa para uma outra dimensão?
O melhor da caneta Bic é a a tampa. Na hora de coçar o ouvido não tem nada melhor.
A Bic é a única empresa no planeta que produz os dois itens mais roubados da história: a caneta e o isqueiro, e esse ciclo nunca acabará.
[https://twitter.com/wwwmlna/status/1112049290908708866]

A abdução das canetas é fichinha diante da abdução dos guarda-chuvas. PGCS

Dia do Programador

Charles e Ada
Hoje, 13 de setembro, é comemorado o dia do programador.
E você sabe a razão? É que hoje é o 256º dia do ano, e 256 é o número de valores que podem ser representados em um byte de 8 bits. Pois é.
E sabe quem foi que começou esse negócio de programação? Uma mulher: Ada Lovelace (filha do poeta Lord Byron). Ela colaborou com Charles Babbage no projeto Máquina Analítica, o primeiro computador mecânico, criando algoritmos para serem processadas pela máquina — o primeiro programa de computador.

No BuzzFeed: 13 projetos criados por mulheres que combatem o machismo e o racismo na tecnologia https://bzfd.it/2CSvuF2 

#DiaDoProgramador
https://twitter.com/i/moments/1040376111518101504

12 setembro, 2019

Eu também quero creditar

"Arte é furto." Pablo Picasso
"Você começa como impostor e torna-se verdadeiro." Glenn O’Brien
"O que é originalidade? Plágio não detectado." William Ralph Inge
"Aqueles que não querem imitar, não produzem nada." Salvador Dali
"Genialidade: 1% de inspiração e 99% de transpiração." Thomas Edison


Nada é meu.
Créditos: calangoscansados, medium, tudo pela arte...

A berne como rito de passagem

Berne é uma infecção produzida por um estágio larval (tapuru, no popular) da mosca Dermatobia hominis, conhecida no Brasil como mosca-berneira, a qual infecta diversas espécies animais, eventualmente o ser humano.

Para a maioria, ter uma berne no corpo não seria motivo para comemorar.
Mas a maioria das pessoas não é entomologista (pessoas que estudam insetos), e aparentemente, alguns entomologistas topam essa parada. Segundo Phil Torres, biólogo tropical e entomologista, esse é um rito de passagem para aqueles que estudam insetos.
Phil Torres tem uma larva em suas costas.
"Conheço alguns entomologistas mais velhos que fizeram exatamente isso, e eles me contavam histórias quando eu ainda era universitário sobre a vez que pegaram uma berne e esperaram para ver quanto tempo aguentavam ficar com ela”, diz Torres. "Você pode dizer que é tipo um rito de passagem." [,,,]
"Não é segredo que entomologistas procuram oportunidades para ter a berne. Vemos isso quase como uma medalha de honra. No mundo dos trópicos há duas conquistas assim: ser picado por uma formiga-cabo-verde e outra é pegar uma berne. Consegui a picada da formiga alguns anos atrás. É a picada mais dolorosa do mundo, dói demais... É uma experiência interessante – você pode aprender mais sobre a natureza que estuda de um modo muito íntimo, por assim dizer." [...]
"É meio estranho, você consegue sentir a larva se mexendo..., Então, eu brinco com a minha esposa dizendo que 'ela está chutando', como se fosse um bebê."
Sua entrevista completa no site VICE Brasil.

Ler também: Como me tornei isca de sanguessugas

11 setembro, 2019

Alinhamento

De acordo com a NASA este tipo de alinhamento só acontece a cada 500 anos.


Linha dos alinhamentos no blog EM
[1] [2] [3] [4] [5]

BACURAU, o filme

Filme franco-brasileiro de 2019
Gênero: suspense
Duração: 130 min.
Roteiro e direção: Kleber Mendonça Filho (diretor de AQUARIUS) e Juliano Dornelles
Sinopse: Pouco após a morte de dona Carmelita, aos 94 anos, os moradores de um pequeno povoado localizado no sertão brasileiro, chamado Bacurau, descobrem que a comunidade não consta mais em qualquer mapa. Aos poucos, percebem algo estranho na região: enquanto drones passeiam pelos céus, estrangeiros chegam à cidade pela primeira vez. Quando carros se tornam alvos de tiros e cadáveres começam a aparecer, Teresa (Bárbara Colen), Domingas (Sônia Braga), Acácio (Thomas Aquino), Plínio (Wilson Rabelo), Lunga (Silvero Pereira) e outros habitantes chegam à conclusão de que estão sendo atacados. Falta identificar o inimigo e criar coletivamente um meio de defesa.

Trailer


BACURAU (Nighthawk, 2019) - Vencedor do prêmio do júri no Festival de Cannes e de melhor filme no festival de Munique, além de muito elogiado em mostras não competitivas em festivais pelo mundo.

Onde assistir BACURAU em Fortaleza
Cinépolis Riomar 16:15 e 22:00
Centerplex Via Sul 18:00 e 20:45
Kinoplex Iguatemi 13:55, 16:40, 19:25 e 22:10
e outras salas

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08/09/2019 - "Mas, atenção, mandantes arrogantes, inescrupulosos, insensíveis, vira-latas, truculentos, grosseiros, chulos, ignorantes! 'Nunca antes na história deste país' sua escória foi tão bem representada pela capa dirigente da nação – representada, sim, porque, como sempre, essa capa são apenas patas que tiram as castanhas quentes do fogo, ela não manda nada. Como dirigentes, tivemos ditadores e democratas, de esquerda e de direita, diplomados e sem-diploma. Mas nunca tivemos deficientes mentais. Viva a novidade! Contudo, o aplauso a eles cai numa velocidade surpreendente, graças à sua própria performance: o suposto 'piso' de 30% de aprovação ruiu como castelo de cartas, a jamanta desgovernada despenca ladeira abaixo, arrastando a popularidade para 20% e daqui a pouco para 10."
Bacurau é uma lição de resistência para os tempos atuais, por Fernando Holanda, Brasil 24/7

13/09/2019 - "Rapaz, é como se aquele sertão altivo, apesar de riscado do mapa, puxasse com o violeiro Carranca (personagem de Rodger Rogério, o lendário compositor do Pessoal do Ceará) um coro de provocação ao resto do Brasil: Ai essa terra ainda vai cumprir seu ideal, ainda vai tornar-se uma imensa Bacurau. Uma imensa Bacurau, repito o refrão, na ideia de sobrevivência, na arte de teimar em ser gente e algum cheirinho de vingança (humanum est) nas ventas. Pego bigu no fado do Chico e do Ruy Guerra para tomar o vilarejo do Velho Oeste pernambucano como exemplo de reação organizada ao tratamento ao plano de extermínio por parte dos gringos invasores aliados ao coronelismo-coxinha do prefeito Tony Jr., na interpretação fria e magistral do ator paraibano Thardelly Lima. [...] Corta para 2019. Saltei da poltrona e dei de cara, na esquina da Consolação com a Paulista, com manifestantes de luto contra a ordem bolsonarista. Saí imitando o “abuso” genial de Lunga, o vingador representado pelo ator cearense Silvero Pereira."
Essa terra ainda vai tornar-se uma imensa Bacurau: uma crônica política de Xico Sá sobre a teimosia em ser gente e permanecer no mapa brasileiro, EL PAÍS Brasil

10 setembro, 2019

De acordo com Adam Ries

Adam Ries ou Adam Riese (c. 1492 — 1559), matemático alemão.
Foi um dos primeiros autores de livros do ensino didático da matemática.
De notar que Adam Ries não publicou seus livros em latim — uma prática comum naquele tempo — mas sim em alemão. Dessa forma, ele alcançava uma maior audiência e, tal como Martinho Lutero, contribuiu para a padronização do idioma pátrio.
Ainda hoje, na língua alemã, se usa a expressão "nach Adam Riese" (de acordo com Adam Ries), para designar um cálculo correto, bem feito.
Ilustração: reprodução do selo emitido em 1959, por ocasião do 400.º aniversário da morte dele.

Em 2009, uma carta de cobrança para Ries foi enviada para seu antigo endereço, exigindo o acerto das mensalidades de TV atrasadas. O editor do blog EM não sabe informar se a carta veio com o selo acima.

Freada de arrumação

Esta expressão nos remete aos antigos paus-de-arara em que uma freada brusca servia para ajustar, ou melhor, organizar tudo que estava sendo transportado, mesmo com atropelos. A freada de arrumação, portanto, é algo que serve para arrumar de uma maneira rápida tudo o que está solto (gente, bichos e outras cargas).

Calar um grupo de mulheres, ao se dizer: "Fala uma de cada vez, começa a mais velha", é também uma freada de arrumação.

(Novo verbete do Dicionário Brasileiro de Frases)

09 setembro, 2019

"Elementar, meu caro Watson"

Nas histórias de Arthur Conan Doyle, Sherlock Holmes com frequência comentava que suas conclusões lógicas eram "elementares", considerando-as simples e óbvias. No entanto, a frase completa "Elementar, meu caro Watson" não aparece em nenhuma das 60 histórias de Holmes escritas por Doyle.
O começo de "The Crooked Man" (1893) é o mais próximo que "Elementar" e "meu caro Watson" aparecem no texto, mas as duas expressões estão separadas por um parágrafo - e estão na ordem invertida.
"Elementar, meu caro Watson" apareceria mais tarde no capítulo 19 de "Psmith, Journalist" (1915) de PG Wodehouse, e no final do filme de 1929, "O Retorno de Sherlock Holmes", o primeiro filme sonoro com este personagem. A frase também é proferida no filme de 1935, "O Triunfo de Sherlock Holmes", uma adaptação da história "O Vale do Medo".
en.wikiquote.org

Em 21/12/2018: "Toque de novo, Sam"

A singularidade de Prandtl-Glauert


É uma imagem incrível: um cone de vapor aparecendo em torno de uma aeronave que está viajando em uma velocidade transônica. Conhecida como a singularidade de Prandtl-Glauert, esse surpreendente efeito nos faz simultaneamente abrir os olhos e cair a mandíbula.
No entanto, como isso ocorre?
Embora seja compreensível o que é naturalmente assumido, o cone de vapor (como a singularidade também é conhecida) não é criado quando um avião quebra a barreira do som. Também ele é frequentemente associado a um boom sônico, o que é incorreto. Os motores a jato podem criar a singularidade na velocidade de decolagem, e isso ocorre porque as pás dos ventiladores estão operando em uma velocidade transônica, mas não o próprio veículo.
A singularidade de Prandtl-Glauert tem vários nomes — já nos referimos a ela como um cone de vapor. Outros nomes incluem colar de choque ou ovo de choque. Foi até mesmo chamado de "avião a jato em um tutu". Uma singularidade matemática na aerodinâmica pode não soar como o mais interessante dos assuntos, mas a ciência por trás da singularidade é fascinante.
Primeiro, imagine um objeto que esteja viajando na velocidade transônica. A velocidade transônica é diferente da velocidade do som. A barreira do som é quebrada a 768 milhas por hora. A velocidade transônica está abaixo ou acima da velocidade do som e varia de 600 a 900 milhas por hora. Assim, a singularidade pode ocorrer quando um jato está a uma velocidade menor que a do som ou, na verdade, igual ou acima da barreira do som.
É, no entanto, o som um dos dois ingredientes essenciais para um cone de vapor se tornar visível para nós. A forma do cone é causada pela fonte sonora - nos casos, os jatos - viajando mais rápido que as ondas sonoras produzidas. A singularidade ocorre simplesmente como resultado da natureza ondulatória dos sons.
Para que a singularidade de Prandtl-Glauert seja visível ao olho humano, você precisa de mais uma coisa — a umidade. Quando a umidade é suficientemente alta, o ar ao redor do cone se condensa e forma a nuvem que podemos ver. Assim que a pressão do ar retorna ao normal, a nuvem se dissipa. Isso explica a singularidade ser frequentemente vista em jatos voando acima do oceano no verão — a combinação de água e calor cria um nível de umidade alto o suficiente para formar a nuvem.
Outro mito pode ser explodido aqui. Alguns supõem que a singularidade de Prandtl-Glauert é causada como resultado da queima de combustível de aviação. Você provavelmente seria perdoado por pensar que o efeito é uma contrail — as nuvens não naturais que aparecem como rastros visíveis de vapor d'água condensado produzido pela exaustão dos motores das aeronaves. No entanto, este não é o caso. O vapor d'água já está lá — está no ar antes que o jato passe por ele.
O efeito de singularidade não está restrito a aviões a jato. Eles podem ser vistos frequentemente quando o ônibus espacial é lançado (foguetes em geral, na verdade) quando o veículo começa a viajar em velocidades transônicas. Isso geralmente ocorre em torno de 25 segundos após a decolagem.
A singularidade foi assim designada por dois cientistas proeminentes da aerodinâmica que primeiro escreveram sobre isso. Ludwig Prandtl (1875 — 1953), um cientista alemão conhecido por desenvolver análises matemáticas sistemáticas para fundamentar a aerodinâmica, e Hermann Glauert (1892 — 1934), que foi um aerodinamicista britânico. Ele foi diretor científico do Royal Aircraft Establishment até sua morte em um trágico acidente aéreo, aos 41 anos de idade.
Acredite ou não, se você quiser, você pode criar uma singularidade de Prandtl-Glauert por conta própria. Você precisa de duas coisas, no entanto: um chicote e um dia úmido. Se você puder fazer como Indiana Jones, que estala o chicote com sucesso, então será capaz de ver o efeito. Quando o chicote é estalado, uma nuvem perceptível é produzida na posição em que a ponta do chicote atinge a velocidade transônica.
Quem teria pensado que uma singularidade matemática na aerodinâmica poderia ser tão interessante?
Fontes
The Prandtl–Glauert Singularity – Amazing Jet Plane Shock Collar, Kuriositas
Como quebrar a barreira do som... em casa, blog EM
https://youtu.be/VeN67KgDaOs, YouTube

08 setembro, 2019

O velho e a dançarina



Comentários
O aquecimento global derreteu o gelo, ele escapou e agora vê a primeira fêmea.
Eu preciso de você, baby, para aquecer minha noite de solidão.
Quando você está tão bêbado que não sabe se é sonho ou realidade.
Virgem aos 70 anos.
Na Tailândia há muitas ladyboys.
[O melhor] Isto é o que acontece quando você, finalmente, sai de casa depois de jogar videogame por 35 anos seguidos.

Nova corrida lunar

China, Rússia e EUA disputam a corrida e foram os únicos não signatários de tratado sobre a propriedade compartilhada da Lua por toda a humanidade
"Os Estados Unidos estão voltando à superfície da Lua antes do que vocês pensam", escreveu o chefe da Nasa, Jim Bridenstine, em novembro passado.
Logo após essa declaração, a China enviou uma sonda espacial ao lado escuro da Lua pela primeira vez na história da humanidade.
Enquanto isso, na Rússia, o vice-chefe da agência espacial russa Roscosmos declarou cautelosamente: "Suponho que a corrida lunar recomeçou. Provavelmente, surgiu uma nova concorrência entre os três poderes espaciais". O terceiro é, obviamente, a Rússia.
A agência espacial russa promete apresentar seu novo conceito para a exploração da Lua até meados de 2019.
Por que todo mundo precisa ir à Lua?
O voo para a Lua é muito caro, mas os especialistas afirmam que o investimento trará bons dividendos no futuro: o estudo da Lua é importante para a ciência básica, o satélite é considerado um porto espacial para expedições a Marte com reservas de combustível e outros recursos.
Segundo o acordo das Nações Unidas de 1979, a Lua e seus fósseis são uma "herança comum da humanidade", e ninguém pode declarar sua soberania ali.
No entanto, nem a Rússia, nem os Estados Unidos, nem a China o ratificaram. Assim, novos debates sobre os recursos da Lua são, provavelmente, apenas uma questão de tempo.
Por exemplo, há na Lua um isótopo do hélio, o hélio-3, cujas reservas no satélite da Terra podem fornecer energia à humanidade por pelo menos 250 anos.

Siga lendo em RUSSIA BEYOND
https://br.rbth.com/ciencia/82030-nova-corrida-lunar

França, 1902 - Viagem à Lua

"Eis nosso homem. Ele pode sobreviver sem ar, água, comida, abrigo..."
(R. K. Laxman)

07 setembro, 2019

Tornando visível o invisível

Se os pássaros deixassem trilhas no céu como elas pareceriam?
Durante anos, o fotógrafo Xavi Bou, residente na Barcelona, ​​ficou fascinado com essa questão. Assim como uma impressão sinuosa aparece quando uma cobra desliza pela areia, ele imaginou, então, o padrão que se formaria no deslocamento aéreo de um pássaro. Mas é claro que os pássaros em voo não deixam vestígios - pelo menos, visíveis a olho nu. Bou, agora com 38 anos, passou os últimos cinco anos tentando capturar os contornos indescritíveis desenhados por pássaros em movimento ou, como ele diz, "tornando visível o invisível".


"No inverno, os estorninhos se reúnem em grandes grupos", diz Bou, que tirou essa foto na aldeia agrária de Arbeca, na Espanha.

Ver reportagem: www.nationalgeographic.com

O segundo hino de nossa nacionalidade

Ary Barroso compôs "Aquarela do Brasil" no início de 1939, numa noite de chuva torrencial, que o obrigou a ficar em casa, contrariando seus hábitos. Antes que a chuva terminasse, ainda teve inspiração para compor outra obra-prima, a valsa "Três lágrimas".
Com "Aquarela do Brasil", Ary Barroso pretendeu fazer, segundo o site Cifrantiga, "uma declaração de amor ao Brasil. É a obra mais representativa de grande fase de sua carreira (1938-1943), em que ele completa um processo de refinamento de seu repertório, incorporando-lhe requintes até então inusitados em nossa música popular. E como foi preferencialmente um compositor de samba, é neste gênero que melhor empregará esses requintes, de forma especial nos chamados sambas-exaltação, um novo tipo de música do qual é inventor e "Aquarela do Brasil", o paradigma. No que esse gênero ofereceria em qualidades e defeitos, esta composição apresenta em suas características fundamentais: os versos enaltecedores de nosso povo, nossas paisagens, tradições e riquezas naturais, a melodia forte, sincopada, sonoridades brilhantes tudo isso apresentado num crescendo, do prólogo ao final apoteótico, que procura transmitir uma visão romântica e ufanista".
"Aquarela do Brasil" é uma das mais populares canções brasileiras de todos os tempos. Sua primeira gravação aconteceria em 1939, por Francisco Alves, acompanhado por orquestra que executava um arranjo de Radamés Gnattali, grandiloquente como exigia a composição. Com esta gravação iniciava-se sua monumental discografia, que incluiria figuras como Sílvio Caldas, Antônio Carlos Jobim, Radamés Gnattali, o próprio Ary Barroso, Carmen Miranda, Elis Regina, Gal Costa, Tim Maia, João Gilberto, Erasmo Carlos, Caetano Veloso e Clara Nunes (vídeo), entre outros.
A carreira internacional de "Aquarela do Brasil" começou por Hollywood, em 1943, quando Walt Disney a incluiu no filme "Alô Amigos". No mesmo ano, gravada por Xavier Cugat, fez grande sucesso nos Estados Unidos, quando chegou a ultrapassar a marca de um milhão de execuções. Também gravaram esta composição as orquestras de Morton Gould, Billy Vaughn (em "La Paloma", de 1959, eu possuía este LP), Ray Conniff, Tommy e Jimmy Dorsey e os superastros Bing Crosby e Frank Sinatra.
A partir de então, popular no Brasil e no exterior, "Aquarela do Brasil" se consagraria como uma espécie de segundo hino de nossa nacionalidade.



Na página específica, a Wikipédia traz uma grande relação dos usos de "Aquarela do Brasil" na cultura popular: cinema e televisão. O último deles em 2017, em Star Wars - Episódio VIII.

06 setembro, 2019

Teoria dos conjuntos

Concluído o exame pré-natal, vinha a pergunta:
"Doutor, vou ter menino ou menina?"
Numa época em que a ultrassonografia ainda não dava suas cartas, um médico mais esperto adotou este truque para lidar com o "princípio da incerteza".

Quando o filósofo e matemático Bertrand Russell anunciou o nascimento do primeiro filho, um amigo disse:
“Parabéns, Bertie! É menino ou menina?"
Russell respondeu:
“Sim, claro. O que mais poderia ser?"

O ensinamento de Diógenes

Diógenes de Sinope (412 a.C. – 323 a.C.) foi um filósofo grego. Ele era o expoente máximo do cinismo (lembrando que a palavra cínico tem outro sentido no âmbito filosófico), uma corrente filosófica que exigia do praticante uma vida despojada de bens, o repúdio à maioria das convenções humanas e a completa independência da mente e do espírito.
Muitas anedotas sobre Diógenes referem-se a seu comportamento semelhante ao de um cão, e seu elogio às virtudes dos cães. Os modernos termos "cínico" e "cinismo" derivam da palavra grega "kynikos", a forma adjetiva de "kynon", que significa "cão".


Ele também gostava de usar a sagacidade para desafiar os valores e crenças de seus concidadãos na antiga Atenas.
Aqui está um exemplo.
A Diógenes foi perguntado: "Qual é a diferença entre a vida e a morte?"
Ele respondeu: "Nenhuma diferença".
"Bem, então, por que você permanece nesta vida?"
"Porque não há diferença", disse Diógenes.

Ler também: Tamerlão e a existência miserável

05 setembro, 2019

Acendedores de lampiões, por Debret

Esta aquarela de Jean-Baptiste Debret mostra o sistema de iluminação pública do Rio de Janeiro, na primeira metade do século 19, à base de óleo de baleia.


O desenho dá uma ideia de como era o serviço de iluminação pública no Rio, antes do advento do gás. Dois negros escravos, um descendo o lampião suspenso na fachada de uma casa, na antiga Rua da Ajuda, e outro trazendo à cabeça, enorme canjirão de óleo de baleia com o respectivo funil, preparam um candeeiro de quatro mechas para servir à noite.
Com as primeiras "minas" de petróleo sendo descobertas no Brasil, o óleo de baleia deixou de ser utilizado como fonte de energia para a iluminação pública, a partir da década de 1870, embora a função de acendedor de lampiões continuasse a existir nos tempos da iluminação com derivados do petróleo.

ANP. Petróleo e Estado. Rio de Janeiro: 2015. 310p. Arquivo PDF

O acendedor de lampiões 1 2

Como os manifestantes de Hong Kong estão lidando com o gás lacrimogênio

Uma dica meio subversiva do Jaime Nogueira:
Como escapar do gás lacrimogênio quando os gentis e delicados cavalheiros da PM partirem para cima de você em seu próximo protesto. Glück alf, negada...
  • Um vídeo viral mostra um manifestante em Hong Kong neutralizando um cartucho de gás lacrimogêneo, prendendo-o em uma garrafa térmica.
  • Um especialista em gás lacrimogêneo avalia as maneiras de neutralizar o agente químico.
  • Os produtos químicos encontrados no wasabi e na mostarda ativam os mesmos receptores nervosos que o gás lacrimogêneo.
Você provavelmente já viu este vídeo viral de um manifestante em Hong Kong, arrancando uma lata de gás lacrimogêneo do chão, colocando-a em uma garrafa térmica e selando a tampa. Então ele sacode. O que sai da garrafa térmica é uma pilha de lodo cinza escuro.
Alguns sugeriram que o manifestante neutralizou a caixa de gás lacrimogêneo com água, enquanto outros disseram que o nitrogênio líquido fez o truque. Então, um usuário do Twitter relatou que o manifestante no vídeo o procurou e revelou o conteúdo do contêiner: lama.
Se verdadeiro, é simples, eficaz e fácil de encontrar.
Mas estávamos curiosos sobre por que o gás lacrimogêneo é tão frequentemente usado em tumultos e, principalmente, como neutralizá-lo. Por isso, procuramos Sven Eric Jordt, um farmacologista da dor e toxicologista da Duke University, para saber mais.
Jordt diz que o agente do gás lacrimogêneo ativa receptores nos nervos sensoriais periféricos, uma rede sinuosa de fibras nervosas encontradas em todo o corpo. "Quando você é exposto à fumaça, isso queima seus olhos", diz Jordt.
Os efeitos podem ser horríveis (aula de demonstração na Escola de Instrução Especializada, no Realengo - GB, em 1972). Os expostos ao gás lacrimogêneo relataram tosse, inflamação respiratória e até ataques de asma. Pode queimar os olhos e a pele, deixando as vítimas incapacitadas por horas. Vômitos e náuseas também foram relatados.
Jordt e seus colegas descobriram anteriormente que o receptor ativado pelo gás lacrimogêneo também é ativado por produtos naturais, como os produtos químicos encontrados na mostarda e no wasabi. Mas o gás lacrimogêneo é muito mais potente, diz ele.
A lama definitivamente daria certo, diz Jordt. "Isso extinguiria os componentes em chamas, bloquearia o suprimento de oxigênio do cartucho e as aberturas por onde o aerossol sai."
Mas Jordt não estava convencido pelo vídeo de que havia água no recipiente. "Parece que um pó saiu com a carga", diz ele. "Se houvesse água lá dentro, você veria a água saindo."
Se houvesse nitrogênio líquido no contêiner, como sugeriu um tweet, Jordt diz que "esfriaria enormemente a carga e interromperia a reação química". Mas provavelmente haveria muita névoa saindo do contêiner.
"Também é possível que a carga seja extinta apenas colocando-a na garrafa térmica", diz Jordt. "É difícil dizer. Existem opções diferentes aqui. "O que quer que estivesse lá (refresco não é), foi eficaz para interromper a reação".

Jennifer Leman, POPULAR MECHANICS (3 de setembro de 2019)

Os grifos são nossos. PGCS

04 setembro, 2019

O sadismo cotidiano

Ao descrever um dos mais sórdidos personagens da literatura universal, Nikolai Stavógrin, no livro "Os demônios", Editora 34, tradução (magnífica) de Paulo Bezerra, pág. 666, Fiódor Dostoiévski usou estas palavras:
"Não era da vileza que eu gostava... Gostava do êxtase que me vinha da angustiante consciência da baixeza".

De onde vem a maldade?
É uma pergunta que muitos de nós já fizemos: por que algumas pessoas têm prazer em serem cruéis? Não aquelas classificadas como psicopatas ou condenadas por crimes violentos, mas especificamente os bullies das escolas, os trolls da internet e até membros da sociedade tidos como respeitáveis.
Recentemente, o psicólogo Delroy Paulhus, da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, examinou profundamente as partes mais sombrias da psique humana. "Preparamos questionários com perguntas extremas e descobrimos que alguns voluntários facilmente admitiam já ter causado dor em outras pessoas apenas por prazer", conta.
É muito fácil tirar conclusões rápidas e simplistas sobre esse tipo de indivíduo. "Temos uma tendência a querer simplificar o mundo, dividindo as pessoas entre as boas e as más", afirma o psicólogo. Mas existe uma "taxonomia" para os diferentes tipos de maldade encontradas no dia-a-dia.
Segundo ele, essa tendência não é apenas um mero reflexo do narcisismo, da psicopatia ou do maquiavelismo, mas sim uma subespécie de maldade, à qual deu o nome de "sadismo cotidiano".
Caça aos trolls
Paulhus acredita que esse comportamento é semelhante ao dos trolls da internet. "Eles são a versão online do sadista cotidiano porque passam um bom tempo procurando pessoas para atacar".
Um pesquisa anônima com indivíduos que deixam comentários com teor de trolagem na rede concluiu que eles são os que marcam mais pontos nos testes de personalidade cruel e têm o prazer como sua principal motivação.
Texto: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/02/150216_vert_fut_maldade_ml
Imagem: do tarot das redes sociais
Arquivo
Sobre trolls | A face da trollagem

Laboratório de violão

Ele poderia mudar de tom para ninar o bebê?


http://bitsandpieces.us/2019/03/guitar-lullaby/#respond

Coisas terríveis acontecem ao se tocar uma canção em Ré Maior.

Uma rede, um violão

03 setembro, 2019

Fones de ouvido - 14

Seus fones de ouvido estão sempre caindo?

Fim do problema.
(http://bitsandpieces.us/2019/03/life-hack/)
+ fones de ouvido
1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12 e 13

O Testemunho das Rochas

O Dr. Joseph Barratt foi um polímata excêntrico que viveu em Middletown, Connecticut, em meados do século XIX. Além da medicina, ele tinha muitas outras paixões como a botânica, a geologia, a paleontologia e línguas nativas.
Seu apartamento era repleto de minerais, rochas, fósseis, livros, esqueletos articulados, pássaros taxidermizados, folhas pressionadas, cérebros preservados em jarros e outras curiosidades naturais. Por fim, a saúde mental de Barratt deteriorou-se a ponto de ele ser enviado para uma instituição asilar, onde morreu em 1882.
Para celebrar a curiosidade científica de Barratt e reconhecer suas contribuições para a paleontologia, seus amigos coletaram duas placas de arenito de uma pedreira próxima para ser sua lápide. A pedra vertical, sobre a qual o nome de Barratt é esculpido, tem várias pegadas de dinossauros nas costas. A segunda laje, sobre a qual a primeiro repousa, contém os fósseis de dois tocos de árvores da era jurássica, juntamente com a inscrição "O Testemunho das Rochas".
Outras lápides
- de Diofanto
- de Walter Summerford
- de Alfred Schnittk
- do compositor Alfred Snichttke
- do túmulo mais visitado (em Utah, EUA)

02 setembro, 2019

Folha com trama hexagonal

É perfeita para desenhar moléculas orgânicas.


O site Em Síntese disponibiliza um arquivo em PDF para baixar e imprimir esta folha em tamanho A4.

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Avatar químico | Cobras e macacos em Química Orgânica

As maçãs inebriantes de Chapman

por Natasha Geiling
"Até a Lei Seca, uma maçã cultivada nos Estados Unidos era muito menos provável de ser comida do que acabar em um barril de sidra", escreve Michael Pollan em "The Botany of Desire" . "Nas áreas rurais, a sidra tomou o lugar não apenas do vinho e da cerveja, mas também do café e do chá, do suco e até mesmo da água".
Foi nesse mundo repleto de maçãs que John Chapman nasceu, em 26 de setembro de 1774, em Leominster, Massachusetts. Muitos de seus primeiros anos foram perdidos para a história, mas no início de 1800, Chapman reaparece, desta vez na fronteira ocidental da Pensilvânia, perto da fronteira ocidental em rápida expansão no país. Na virada do século 19, especuladores e empresas privadas estavam comprando grandes áreas de terra no Território do Noroeste., esperando pelos colonos chegarem. A partir de 1792, a Ohio Company of Associates fez um acordo com os possíveis colonos: quem quisesse formar uma herdade permanente no deserto além do primeiro assentamento permanente de Ohio receberia 100 acres de terra. Para provar que suas propriedades eram permanentes, os colonos foram obrigados a plantar 50 macieiras e 20 pessegueiros em três anos, uma vez que uma macieira média levava cerca de dez anos para dar frutos.
Sempre um homem de negócios experiente, Chapman percebeu que, se pudesse fazer o difícil trabalho de plantar esses pomares, poderia entregá-los em troca de lucro para os invasores da fronteira. Vagando da Pensilvânia para Illinois, Chapman avançaria logo à frente dos colonos, cultivando pomares que iria vendê-los quando eles chegassem, e depois iria para terras ainda não desenvolvidas. Como a caricatura que sobreviveu até os dias de hoje, Chapman realmente fez uma sacola cheia de sementes de maçã. Como membro de uma igreja, cujo sistema de crenças proibia explicitamente o enxerto (que eles acreditavam que causava sofrimento às plantas), Chapman plantou todos os seus pomares a partir de sementes, significando que suas maçãs eram, na maior parte, impróprias para alimentação.
Não era que Chapman - ou os colonos da fronteira - não possuíssem o conhecimento necessário para enxertar, mas, como os habitantes da Nova Inglaterra, descobriram que o esforço deles era mais bem gasto plantando maçãs para beber do que para comer. A sidra de maçã representava na fronteira uma fonte segura e estável de bebida e, em um tempo e lugar onde a água pudesse estar cheia de bactérias perigosas, a cidra poderia ser ingerida sem preocupação. Sidra era uma parte enorme da vida na fronteira, que Howard Means descreve como sendo vivida "através de uma névoa alcoólica". Os habitantes da Nova Inglaterra transferidos para a fronteira bebiam cerca de 10,5 onças de sidra por dia (para comparação, o americano médio hoje bebe 20 onças de água por dia). "A sidra forte", escreve Means, "era tanto uma parte da mesa de jantar quanto a carne ou o pão".
John Chapman morreu em 1845, e muitos de seus pomares e variedades de maçãs não sobreviveram por muito mais tempo. Durante a Lei Seca, as macieiras que produziam maçãs azedas e amargas, usadas para sidra, eram frequentemente cortadas pelos agentes do FBI, efetivamente apagando a sidra, juntamente com a verdadeira história de Chapman, da vida americana. "Os produtores de maçã foram forçados a celebrar a fruta não por seus valores inebriantes, mas por seus benefícios nutricionais", escreve Means, "por sua capacidade para, consumida uma vez por dia, manter o médico longe ..." De certa forma, esse aforismo - tão benigno pelos padrões modernos - era nada menos que um ataque a uma bebida tipicamente americana. Hoje, o mercado de sidra da América está passando por um ressurgimento modesto, enquanto Chapman permanece congelado no reino da Disney, destinado a vagar na memória coletiva dos Estados Unidos com um saco cheio de maçãs perfeitamente comestíveis e reluzentes.

Leia este artigo na íntegra em Smithsonian.com.

01 setembro, 2019

Vênus de Milo e Vitória de Samotrácia

Vênus de Milo, ou Afrodite de Milos, é uma das obras mais famosas da antiguidade. Criada em algum momento entre 130 e 100 a.C., a estátua foi descoberta por um camponês na ilha grega de Milos, na década de 1820. Acredita-se que retrata Afrodite, a deusa grega do amor e da beleza (Vênus, para os romanos). É uma escultura de mármore, ligeiramente maior que o tamanho natural, com 203 cm de altura. Ela segurava uma maçã na mão esquerda e segurava o vestido com a mão direita. Contudo, os braços e o plinto original foram perdidos após a descoberta da estátua. Com base em uma inscrição no pedestal, acredita-se que seja obra de Alexandros de Antioquia (antes, foi erroneamente atribuído ao mestre escultor Praxiteles). Atualmente, está em exibição permanente no Museu do Louvre, em Paris.
[http://www.venusdemilo.gr/]
Uma proposta de restauração de Adolf Furtwängler mostrando como a estátua pode ter parecido originalmente.

Vitória de Samotrácia, a majestosa estátua que foi descoberta na ilha grega de Samotrácia, em 1863. Ela foi encontrada pelo cônsul francês e arqueólogo amador, Charles Champoiseau. Esculpida em mármore pariano dourado, acreditava-se que Vitória teria sido feita no século 2 a.C. para comemorar as vitórias navais da frota grega. Diversas tentativas foram feitas para recriar a cabeça e os membros que faltavam na estátua, mas elas pareciam desvirtuar em vez de aumentar a sua beleza. De fato, suas imperfeições só aumentam sua perfeição.
[http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=11714]

Helena, Helena, Helena

Helena
Valsa francesa de Jean-Pierre Guiran executada ao acordeão.
https://youtu.be/XZcleZfX0q0
Helena, Helena
De Antonio Almeida e Constantino Silva (1942)
Anjos do Inferno, Miltinho, Demônios da Garoa,
Eu ontem cheguei em casa, Helena / Te procurei e não encontrei / Fiquei tristonho a chorar / Passei o resto da noite a chamar / Helena, Helena, vem me consolar.
https://youtu.be/rrcRiDO6HhA
Helena, Helena, Helena
De Alberto Land
Talvez um dia / Por descuido ou fantasia / Helena, Helena, Helena / Nos meus braços debruçou.
https://jornalggn.com.br/noticia/helena-helena-helena
Em 1968, Alberto Land participou do I Festival Universitário da Música Popular Brasileira, promovido pela TV Tupi e pela Secretaria De Turismo da Guanabara, com a canção "Helena, Helena, Helena" que, defendida por Taiguara, conquistou o primeiro lugar e logo se tornou um sucesso popular. Esta canção também foi gravada por Lúcio Alves e Emílio Santiago.

c/ letra integral AQUI
Maria Helena
Muitos conhecem esta canção por seu título original "Tuyo Es Mi Corazón", mas no Brasil ficou consagrada como "Maria Helena". Composição do mexicano Lourenzo Barcelata Castro, esta música foi escrita originalmente para Maria Elena Torres Espinel em 1932 e foi tema do filme "Bordertown".
Maria Helena és tu / A minha inspiração / Maria Helena vem / Ouvir meu coração.
https://youtu.be/dXwWnk8FLNg
Acalanto para Helena (1971)
Chico Buarque fez para sua filha Helena
Dorme 'nha pequena / Não vale a pena despertar.
https://youtu.be/YhlZ8fE2lbw
Canção por Helena
Ludov
Vou, vou vivendo / sempre sempre correndo / corro contra chuva, contra o vento / pra dar tempo de te ver / Helena, Helena, Helena.
https://www.letras.mus.br/ludov/1580901/
Mulheres de Atenas (citação)
De Chico Buarque e Augusto Boal
Da peça "Mulheres de Atenas", do dramaturgo Augusto Boal, a qual foi baseada na obra "Lisístrata", do comediógrafo grego Aristófanes (447 a.C. - 385 a.C.).
http://blogdopg.blogspot.com/2013/06/mulheres-de-atenas.html
Quando eles se entopem de vinho / Costumam buscar o carinho / De outras falenas / Mas no fim da noite, aos pedaços / Quase sempre voltam pros braços / De suas pequenas Helenas.
https://youtu.be/q_OnBu1QJew
Mulher nova, bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor (citação)
De Zé Ramalho e Otacílio Batista
Amelinha, 1982
Numa luta de gregos e troianos / Por Helena, a mulher de Menelau / Conta a história de um cavalo de pau / Terminava uma guerra de dez anos.
https://youtu.be/Yf3K0mvXyeY
Enquanto engoma a calça (citação)
De Ednardo e Climério (1979)
Ai, mas como é triste / Essa nossa vida de artista / Depois de perder Vilma pra São Paulo / Perder Maria Helena pro dentista.
https://blogdopg.blogspot.com/2013/01/enquanto-engoma-as-calcas.html

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Musical Madalena, A beleza em Tereza, Apareceu Madalena, Carol, Carolina, A levada da Rita e Compilando Irene e "Rosa", de Pixinguinha

31 agosto, 2019

Nocaute é o que interessa...

Gostei desse tipo de luta.


Só tem uma proibição: Não pode bater abaixo nem acima da cintura.

Centenário de nascimento de Jackson do Pandeiro

Jackson do Pandeiro, nome artístico de José Gomes Filho (Alagoa Grande - PB, 31 de agosto de 1919 – Brasília - DF, 10 de julho de 1982), foi um cantor e compositor de forró e samba brasileiro, assim como de seus diversos subgêneros: baião, xote, xaxado, coco, arrasta pé, quadrilha, marcha, dentre outros.
Rei do Ritmo
Não apenas porque Jackson tocava – e muitíssimo bem – o pandeiro, mas também – aí o seu maior segredo – por empregar a voz com tal maestria, que ela também era um instrumento, ritmo e bossa. Tinha uma inigualável maneira de dividir a música, e diz-se que o próprio João Gilberto aprendeu a dividir com ele. Muitos o consideram o maior ritmista da história da Música Popular Brasileira.
Nordestinidade
Ao lado de Luiz Gonzaga, Jackson foi um dos responsáveis pela nacionalização de canções nascidas no seio do povo nordestino. Gilberto Gil, João Bosco e Alceu Valença, entre outros, são seus herdeiros artísticos. É de Alceu Valença esta declaração: "Costumo sempre dizer que o Gonzagão é o Pelé da música e o Jackson, o Garrincha."
Discografia e sucessos
Sua discografia compreende mais de 30 álbuns lançados no formato LP. Desde sua primeira gravação, "Forró em Limoeiro", de 1953, até o último álbum, "Isso é que é Forró!", de 1981, foram 29 anos de carreira artística. Seus principais êxitos, "Um a um", "Sebastiana", Cantiga do sapo", "Forró em Limoeiro", "Mulher do Aníbal", "Chiclete com banana" e "O canto da ema" revezavam-se por meses a fio no hit parade da época.


"Sebastiana" ★ "Um a um"

Em seu "Dicionário da MPB", relata Ricardo Cravo Albin:
"Certa vez, Jackson me visitou no Museu da Imagem e do Som. E ali eu testemunhei uma cena rara. Jacob do Bandolim, que estava comigo na sala, ao vê-lo entrar, levantou-se, impertigou-se solenemente e beijou a mão do Jackson, dizendo-lhe: 'Quero reverenciar o cantor que canta com maior sentido rítmico no Brasil'. Jackson resplandeceu. Não disse uma palavra, tirou duma sacola de pano o pandeiro e cantou durante quase meia hora para nós dois, que, embevecidos, degustávamos o raro e inesperado recital privado."
Arquivo
O nosso Jackson
A lei da compensação
Brasília, a musa de muitos artistas

30 agosto, 2019

Comparações dolorosas

PISAR EM CARVÃO EM BRASA É FÁCIL

QUERO VER É PISAR NO LEGO

COMO DEVE SER O INFERNO:

Chuck Norris descalço

Onde a grama é mais verde

Erma Bombeck (1927 — 1996) foi uma humorista americana que alcançou grande popularidade por sua coluna de jornal que descrevia a vida em uma casa suburbana a partir de meados da década de 1960 até o final dos anos 1990. Bombeck também publicou 15 livros, dos quais muitos se tornaram bestsellers. De 1965 a 1996, Erma Bombeck escreveu mais de 4.000 colunas de jornal narrando a vida comum de uma dona de casa suburbana do meio-oeste, com amplo e, por vezes, eloquente humor. Na década de 1970, suas colunas foram lidas, duas vezes por semana, por 30 milhões de leitores de 900 jornais dos Estados Unidos e Canadá. WIKI
Frases
"A insanidade é hereditária. Você pode pegá-la de seus filhos."
"Minha segunda tarefa doméstica favorita é passar roupa. Minha primeira é bater a cabeça no beliche superior até desmaiar."
"A grama é sempre mais verde sobre a fossa séptica." (1)
"Não há nada mais triste neste mundo do que acordar na manhã de Natal e não ser criança."
"Se um homem assiste três partidas de futebol em sequência, ele deve ser declarado legalmente morto".
"Aproveite o momento. Pense em todas aquelas mulheres no Titanic que deram as costas ao carrinho de sobremesa."
"Talvez devêssemos pegar aquele chapéu violeta mais cedo." (2)
"Quando meus filhos tornam-se selvagens e desregrados, eu uso um bom e seguro cercadinho. Então, quando eles estão exaustos, eu saio."
"É preciso muita coragem para mostrar seus sonhos a outra pessoa."
"Se você pode rir disso, você pode viver com isso."
"Eu não lutei até o topo da cadeia alimentar para ser vegetariano".
"Eu contei que estava doente." (3)
N. do E.
(1) Título de um de seus livros (McGraw-Hill, 1979).
(2) Autoria possível.
(3) Ela pediu que este fosse seu epitáfio.
Bônus
As plantinhas do consultório

29 agosto, 2019

Apresentando a vodca Atomik


"Esta é a única garrafa que existe - eu tremo só de pegar nela", diz o professor Jim Smith, da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, erguendo cuidadosamente uma garrafa da "vodca artesanal" Atomik.
A bebida é feita a partir dos cereais e da água da zona de exclusão ao redor da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia. É o primeiro produto para consumo proveniente da área abandonada em torno da usina, palco em 1986 do pior acidente nuclear da história.
A equipe, que iniciou o projeto para fabricação da vodca cultivando cereais em uma fazenda na zona de exclusão, inclui Smith e outros pesquisadores que trabalham há muitos anos na região, estudando como a terra se recupera desde o desastre nuclear.
O grupo espera usar o lucro das vendas da bebida para ajudar as comunidades ainda afetadas pelo impacto econômico do acidente na Ucrânia.
A bebida é radioativa?
"Não é mais radioativa do que qualquer outra vodca", responde Smith. "Quando você destila alguma coisa, as impurezas ficam nos resíduos."
Fonte: Época

AVISO
Desculpe, mas nós temos apenas uma garrafa experimental da ATOMIK até agora. Então, ainda não podemos vender nada. Mas se você quiser saber mais sobre o que estamos fazendo, por favor, acessem o nosso website Chernobyl Spirit Company.

Intervenções de penetração craniana para combater zumbis

Um artigo no Journal of Neuroscience Nursing, de fevereiro de 2019, volume 51, número 1, discute a questão da evidência na avaliação de lesões cerebrais traumáticas (TBI), usando o exemplo dos zumbis.
O artigo começa:
"Apesar da evidência anedótica vista na televisão e nos filmes, não há pesquisas reais para apoiar a lesão cerebral traumática penetrante (traumatic brain injuries ou TBI, em inglês) como uma intervenção para matar zumbis (por exemplo, caminhantes). Por enquanto, vamos dispensar o enigma óbvio de que não se pode matar (acabar com a vida de) alguém ou algo que já está morto. Pelo contrário, nos concentraremos no conceito de evidência."
E conclui:
"Novamente, pode-se notar que existem dificuldades envolvidas na coleta de evidências sobre a questão da definição da morte em um ser não vivo. Talvez a limitação seja que esta não é uma intervenção com dados pré-clínicos adequados, ou talvez a teoria seja falha. Por causa da falta de dados de pesquisa, a única evidência disponível é a opinião de especialistas. Assim, concluímos que, se formos atacados por uma horda de caminhantes, nossa melhor opção prática baseada em evidências seria usar uma intervenção de penetração no crânio (classe de evidência, nível IIB; força de recomendação, nível C)."
Skull-Penetration Interventions to Combat Zombies, Improbable Research. Pode ser lido, na íntegra, aqui: Of Zombies and Evidence

N. do E.
Parece brincadeira, mas é verdade: o Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, conhecido como CDC, já normatizou como o governo norte-americano se comportaria em caso de um ataque zumbi. "No caso de zumbis circulando pelas ruas, o Centro iria investigar a situação como qualquer outra doença, com assistência técnica para cidades, estados e parceiros internacionais que estivessem lidando com o problema. A assistência poderia incluir consultas, testes e análises em laboratórios, cuidados e manejo dos pacientes infectados, rastreamento dos contatos e controle de infecção (inclusive isolamento e quarentena)".
In: Como se preparar para um apocalipse zumbi, blog EM

28 agosto, 2019

Matinas

Sua origem está na antiga oração de Matinas, palavra que significa madrugada. A partir do costume romano de dividir a noite em vigílias, as primeiras comunidades monásticas instituíram uma oração ao longo da madrugada, que previa vários noturnos, em que se interrompia o sono para a oração.

James Clerk Maxwell (1831 - 1879), físico e matemático escocês.
As pesquisas de Maxwell uniram eletricidade e magnetismo no conceito de campo eletromagnético. Suas ideias também abriram o caminho para a teoria da relatividade especial de Einstein e a teoria quântica.
Diz-se que, ao chegar na Universidade de Cambridge, ele foi informado de que haveria um serviço religioso obrigatório às 6 da manhã. Depois de um momento de reflexão, ele respondeu: "Como não? Acho que posso ficar acordado até tão tarde".

Fotografias aéreas (2)

Caricatura feita por Honoré Daunier para celebrar o primeiro fotógrafo aéreo, Nadar.
Foi publicada em 1862, em Le Boulevard, com a legenda NADAR: "élevant la Photographie à la hauter de l'Art" ("elevando a fotografia à condição de arte").
A primeira fotografia aérea conhecida foi tirada em 1858 pelo fotógrafo e balonista francês Gaspar Felix Tournachon, conhecido como Nadar. Era uma vista da aldeia francesa de Petit-Becetre, tirada de um balão de ar quente, amarrado a 80 metros do chão. Isso não foi uma tarefa fácil, dada a complexidade do processo fotográfico na época, que exigia ser levada uma câmara escura completa na cesta do balão.

Fotografias aéreas (1)

27 agosto, 2019

Roupas íntimas para flatulentos

Uma empresa têxtil do Reino Unido anunciou o lançamento de roupas interiores voltadas para usuários flatulentos.
As roupas apresentam um painel traseiro de carvão ativado que absorve os odores característicos dos flatos. O que significa dizer que elas podem reter o mau cheiro deles, impedindo-os de poluirem as áreas circunvizinhas.
As peças passaram por testes rigorosos em que se comprovou a extraordinária eficácia do tecido para absorver os mercaptanos. Seu componente principal é o mesmo que também se utiliza na fabricação de filtros e purificadores de ar domésticos.


Para obter o melhor resultado
A empresa orienta que você fique em pé com as pernas juntas e tente soltar os gases intestinais lentamente. Quando estiver sentado, mantenha os joelhos juntos para que passem através do painel de carvão. Se a roupa estiver encaixada corretamente, e você garantir que os gases eliminados passem pelo painel, todos os odores serão retidos. E, quando quiser removê-los do tecido, bastará simplesmente lavar a roupa.
As propriedades removedoras de Shreddies (post não patrocinado) permanecem efetivas por dois a três anos, após o que a opção de adquirir novas roupas interiores deve ser considerada.

📕Dicionário inglês-português de traduções fonéticas
pay day, a confissão de quem soltou (p)um.

¡No viene el toro!

O que está abaixo do nível dos olhos do touro aparentemente não o ameaça. É a conclusão que se tira após assistir a este vídeo.


Nova modalidade de tourada na Espanha.

26 agosto, 2019

🚀Plano para desviar um asteroide gigante

Brian May, estrela de rock e astrofísico, explicou que as agências espaciais dos EUA e da UE irão testar sua capacidade de desviar asteroides que ameaçam a Terra.
A próxima missão espacial pode ser crucial para salvar nosso planeta, pois seu objetivo é preparar a Terra para evitar uma ameaça real de um asteroide, afirmou Brian May.
O astrofísico e guitarrista explicou como a NASA e a ESA estariam se preparando para enfrentar a hipotética ameaça.
As agências devem testar a capacidade de desviar o Didymos 65803, (*) um asteroide potencialmente perigoso de 775 metros, orbitado por uma "lua" de 160 metros, informalmente chamada de "Didymoon".
"Apenas esta lua, aparentemente minúscula, já seria grande o suficiente para destruir uma cidade se ela colidisse com a Terra. Mas vamos descobrir se será possível desviá-la. Isso será muito, muito difícil", ressaltou May.
Primeiramente, a NASA vai atingir o asteroide menor com sua espaçonave impactadora DART (sigla para Teste de Redirecionamento de Asteroides Binários), a uma velocidade de seis quilômetros por segundo (21.600 km/h), informou May.
Logo após, a sonda HERA, da ESA, entrará para mapear a cratera resultante do impacto e medir a massa do asteroide, enquanto um par de CubeSats (satélites miniaturizados) examinará a rocha espacial a uma distância mais próxima, ou até mesmo, pousando nela.
"A escala desta experiência é muito grande, algum dia esses resultados poderão ser cruciais para salvar nosso planeta. A observação cuidadosa da sonda HERA após o impacto da DART ajudará a provar se os asteroides podem ou não ser desviados, bem como se essa será uma técnica de defesa eficaz ou não [...]", completou May.

Fonte: Sputink Brasil

(*) N. do E.
"Os antigos estavam corretos em sua crença de que os céus e o movimento dos corpos celestes afetam a vida na Terra - mas não da maneira como imaginavam", explica Martin Rees, um dos signatários da Declaração Asteroide 100X.

Vovó disse...




— Quando tinha sua idade vovó fazia o triplo do seu trabalho .
— Ela disse isto?
— Sim.
— No tempo dela havia cocaína nos refrigerantes.

25 agosto, 2019

Marcos na vida do macaco-rabo-de-fogo

A cada quatro anos algo marcante acontece na vidinha à toa do macaco-rabo-de-fogo.

2011. Ano em que ele foi descoberto. Vivendo exclusivamente na região entre os rios Aripuanã e Roosevelt, na amazônia brasileira, esse macaco teve a existência finalmente confirmada por uma expedição de cientistas brasileiros.

2015. Descrito como sendo uma nova espécie de primata, recebeu o nome científico de Callicebus miltoni. O macaco tem uma cauda de cor avermelhada que o torna reconhecível entre outras espécies.

2019. Por sua situação de vulnerabilidade, ele já foi catalogado na Lista Bolso-Nero. A espécie habita uma região que é situada em um arco de desmatamento, onde há violenta pressão de grilagem de terras, avanço de áreas agrícolas e atividade madeireira ilegal.

Drauzio entrevista LFV

O Dr. fez o criador da Velhinha de Taubaté e do Analista de Bagé falar muito!



00:26 - Velhinha de Taubaté
01:38 - Começo no jornalismo
06:38 - Pai escritor
08:38 - Copy desk e publicidade
10:50 - Experiências musicais
14:39 - O Analista de Bagé
18:40 - Disciplina
20:13 - Braguilha aberta
21:12 - Romances
24:48 - Tecnologias
27:08 - Charlie Parker
28:23 - Influências
29:24 - Ditadura
34:15 - Saúde e ateísmo

24 agosto, 2019

Moeda com Moai

A Ilha de Páscoa (Chile) é famosa por suas 887 estátuas monumentais chamadas Moai. Esta curiosa moeda local nos dá a visão tridimensional de uma delas.


— Se isto não é um pop-up eu quero encolher.

Moai. Estas enormes estátuas foram construídas pelos habitantes aborígines das ilhas polinésias, o povo Rapa Nui, durante os séculos 13-15. As estátuas são enormes, a maior delas tem 10 m de altura pesando 82 toneladas. No Valle Casablanca, no Chile, fiz esta foto de Elba junto a uns "moaizinhos" numa tienda de vinos.

Mercúrio, o planeta mais próximo da Terra

Ryan F. Mandelbaum
Uma equipe de cientistas acaba de demonstrar algo que pode surpreendê-lo: Mercúrio, e não Vênus, é o planeta mais próximo da Terra (em média).
Os pesquisadores apresentaram seus resultados esta semana em um artigo recente na revista Physics Today (12 mar 2019). Eles explicam que nossos métodos para calcular qual planeta é "o mais próximo" simplificam demais o assunto. Mas isso não é tudo. "Mercúrio é o vizinho mais próximo, em média, de cada um dos outros sete planetas do sistema solar", escrevem eles.
Nossas concepções errôneas sobre o quão próximos os planetas são um do outro vêm da maneira como geralmente estimamos distâncias para outros planetas. Normalmente, calculamos a distância média do planeta ao Sol. A distância média da Terra é de 1 unidade astronômica (UA), enquanto a de Vênus é de cerca de 0,72 UA. Se você fizer subtração, você verá que a distância média da Terra até Vênus é de 0,28 UA, a menor distância para qualquer par de planetas.
Mas um trio de pesquisadores percebeu que essa não é uma maneira precisa de calcular as distâncias dos planetas. Afinal, a Terra passa o mesmo tempo no lado oposto de sua órbita de Vênus, a 1.72 UA de distância. É preciso calcular a média da distância entre cada ponto ao longo da órbita de um planeta e cada ponto ao longo da órbita de outro planeta. Os pesquisadores realizaram uma simulação baseada em duas suposições: que as órbitas dos planetas eram aproximadamente circulares e que suas órbitas não estavam em um ângulo relativo entre si.
De fato, os pesquisadores descobriram que Mercúrio era o planeta mais próximo da Terra na maior parte do tempo, em média, assim como para todos os outros planetas do sistema solar. A órbita inclinada e excêntrica de Plutão não se encaixa nessas suposições, mas não é um planeta de qualquer maneira, de acordo com a União Astronômica Internacional.
(Por favor, não me envie um email sobre isso.)
Eu acho que é hora de dizer adeus a Vênus e boas vindas ao nosso vizinho mais próximo: o melhor planeta, Mercúrio.

El planeta más cercano a la Tierra es Mercurio y no Venus, GIZMODO

23 agosto, 2019

Medusa revisitada por Hosmer

Harriet Hosmer, em Arte e Ambição: Sobre o que é preciso para ser um grande artista
De acordo com a versão da lenda grega escolhida por Harriet Hosmer, a bela Medusa foi estuprada pelo deus do mar Poseidon - um crime cometido no templo de Atena, pelo qual a deusa da sabedoria decidiu aplicar a punição. Mas em um sutil lembrete de que os escritores desses mitos eram homens, a ciumenta Atena, em vez de punir o estuprador, puniu Medusa por ter atraído a atenção de Poseidon - ela transformou a adorável donzela em uma górgona tão horrível que os homens se transformavam em pedra à vista dela. Numa época em que era quase impossível processar a violação legal na terra natal de Hosmer, onde as esposas não tinham o direito legal de recusar sexo aos seus maridos e legiões de homens brancos estupravam mulheres negras com total impunidade legal e social.
A Medusa era um assunto popular entre os grandes mestres, mas ela era costumeiramente representada em sua forma monstruosa após o castigo de Atena. Hosmer escolheu capturar o momento da transfiguração - seu busto, concluído em 1854, retrata uma mulher orgulhosa e bonita, assim como seu cabelo está começando a se transformar em serpentes. Ela copiou o cabelo de Medusa de uma cobra real capturada em um deserto fora de Roma. Mas ela não teve coragem de matar a serpente, por isso anestesiou-a com clorofórmio, fez gesso mantendo-a engessada durante três horas e meia, depois a soltou de novo na natureza. Medusa de Hosmer - sua escolha de assunto, sua representação atípica, seu tratamento da serpente viva - encarna a relação complexa entre agente, vitima e a misericórdia tornada tangível.

Extraído de: Harriet Hosmer on Art and Ambition: On What It Takes to Be a Great Artist, por Maria Popova. In: Brain Pickings

Slideshow MEDUSA

A raposa, o pato e o saco de milho

Era uma vez um agricultor que foi a um mercado e comprou uma raposa, um pato e um saco de milho. A caminho de casa, o fazendeiro chegou à margem de um rio. Mas, para atravessar o rio de barco, o fazendeiro só podia levar consigo uma compra de cada vez: a raposa, o pato ou o saco de milho.
Se deixados juntos, a raposa comeria o pato, o pato comeria o feijão. O desafio do fazendeiro era carregar a si mesmo e suas compras para a outra margem do rio, permanecendo cada compra intacta. Como ele fez isso?
As ações para a solução estão aqui.

Este é um dos vários quebra-cabeças de travessia fluvial, onde o objetivo é levar, de uma margem do rio para a outra, um conjunto de itens sujeitos a várias restrições. A lógica destes quebra-cabeças, em que há três seres, A , B e C , é que nem A e B nem B e C podem ser deixados juntos.

Devo contar-lhes uma história horrível da minha tentativa de propor um quebra-cabeça para uma menina outro dia. Foi em um jantar, na sobremesa. Eu nunca a tinha visto antes, mas, enquanto ela estava sentada a meu lado, eu propus a ela, imprudentemente, experimentar o quebra-cabeça (eu diria que você sabe disso) da "raposa, o ganso e o saco de milho". Com alguns biscoitos para representar a raposa e as outras coisas. A mãe dela estava sentada do outro lado e disse: "Vai, resolve, minha querida, e faz certo!" As consequências foram terríveis! Ela gritou: “Eu não sei fazer isso! Eu não sei fazer isso! Mamãe! Mamãe!". Jogou-se no colo da mãe e começou a soluçar por vários minutos. Essa foi uma lição para mim sobre tentar desafiar crianças com enigmas e quebra-cabeças. Espero que o enigma da janela quadrada não produza nenhum efeito terrível em vocês!

A lógica deste tipo de história é que um matemático, uma menina e sua mãe não podem ser deixados juntos.

22 agosto, 2019

Por que Donald Trump quer fazer da Groenlândia o 51º estado americano?

APP - À primeira vista, este imenso território gelado oferece poucos atrativos, mas seus recursos naturais e sua situação geográfica fazem dele uma peça importante para o futuro, diante do apetite de outras superpotências no Ártico.
Copenhague e o governo local rejeitaram de forma categórica a oferta de compra da possessão dinamarquesa autônoma feita pelo presidente americano. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen classificou a proposta de compra como "absurda" e disse que Copenhague não tem o poder de vender a Groenlândia, que tem um alto grau de autonomia.
Em resposta, Trump cancelou uma visita que faria no início de setembro à Dinamarca, seu aliado na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).


A Groenlândia - "terra verde" em dinamarquês - tem verde apenas no nome. Com três quartos de sua superfície cercados pelas águas do oceano Ártico, esta ilha de quase dois milhões de quilômetros quadrados é 85% recoberta de gelo. Mais de 90% de seus 55 mil habitantes são inuits procedentes da Ásia Central. Cerca de 17 mil vivem na capital, Nuuk.
Para além da exportação de pescado, é sobretudo por suas entranhas que a Groenlândia desperta tanto interesse das potências estrangeiras: seu subsolo esconde minerais preciosos (ouro, rubi, urânio, olivina) e reservas de gás e petróleo. A China já tem uma licença para uma mina de terras-raras.
Já a Rússia espera se tornar, no Ártico, a primeira potência econômica e militar, também se beneficiando da rota do Norte, que reduz o trajeto entre os oceanos Pacífico e Atlântico.
Não é a primeira vez que os Estados Unidos tentam colocar as mãos na Groenlândia. Já em 1867, o Departamento de Estado havia manifestado seu interesse. Depois, em 1946, o presidente Harry S. Truman havia oferecido US$ 100 milhões no câmbio da época - em ouro - por essa ilha. Sem sucesso.
Talvez Donald Trump tenha consultado um manual de História ao propor a compra da Groenlândia à Dinamarca. Em 1916, o reino escandinavo concordou com a venda, por US$ 25 milhões, das Índias Ocidentais Dinamarquesas, nas Antilhas, que se tornaram as Ilhas Virgens Americanas.

Conheça mais sobre a Groenlândia, novo objeto do desejo de Trump, Yahoo