19 novembro, 2018

Por que os aviões não são construídos com o material da caixa-preta

Se um avião fosse construído com os mesmos materiais que protegem uma caixa-preta, o peso inviabilizaria o seu voo.
Só para ter uma ideia, um avião muito utilizado na aviação comercial brasileira, o modelo da Boing 737-700, pesa, no máximo, cerca de 70 t. Se a mesma aeronave fosse construída com resina e misturas de metais (os mesmos materiais que protegem as áreas eletrônicas da caixa-preta), seu peso seria de aproximadamente 550 t.
"Isso tornaria o voo inviável. Seriam necessários motores gigantescos para tirar esse avião do chão. É um projeto completamente descabido e inviável pela relação custo/benefício", afirma Hildebrando Hoffmann, professor da Faculdade de Ciências Aeronáuticas da PUC-RS. Ele explica que os aviões comerciais normalmente são construídos a partir de fibras de vidro e de carbono, materiais muito leves, resistentes e de baixa manutenção.
Caixa-laranja
De preta a caixa que contém informações preciosas sobre o voo só tem o nome. A caixa-preta é, na verdade, laranja. E tem duas faixas que refletem a luz. Assim fica mais fácil encontrá-la no mar, em florestas ou em meio aos destroços do avião.
Com cerca de 13 cm de altura, 22 cm de altura e 40 cm de comprimento, ela aguenta uma temperatura de até 1.100 ºC. Caso caia no mar, ela suporta uma pressão de 20 mil pés, ou aproximadamente 6 mil metros de profundidade.
"Dessa forma não há possibilidade de que a água danifique os circuitos eletrônicos, a 'memória' que guarda todas as informações importantes do voo", explica o Prof. Hoffmann.
Fonte: noticias.terra.com.br
A propósito:
«Os símbolos das unidades de medida são escritos com um espaço de intervalo dos algarismos (ex.: 3 min). O símbolo do grau Celsius é ºC. Portanto, o valor 1.100 ºC deve ser deste modo escrito».

Por que os aviões não são salvos por grandes paraquedas

18 novembro, 2018

O gato no campanário

FotoIl gatto sul campanile 
La Domenica del Corriere, 27 Maggio 1956

Alex Scrivener: "Sacerdote-aranha resgata gato, mas não de árvore."
Daniel McGuire: "Eu não entendo a ideia de 'resgatar' um gato. Se ele chegou lá, agora não pode mais descer? O que vai fazer, sentar lá e morrer?"
Brendan Foley: "Isso depende de como ele chegou lá. Alguns gatos são bons escaladores de árvores, outros não. Um gato poderia passar para um galho alto pulando de uma janela mais alta ou do teto de um prédio que ele pudesse alcançar pelas escadas ou por outros métodos. E o retorno pode agora lhe ser impossível, diante de uma queda que lhe pode causar ferimentos graves ou a morte.
De um site aleatório comentando sobre resgatar gatos em árvores:
"Gatos podem entrar em estado de choque, muito parecido com o que também ocorre no ser humano, pelo medo de cair e simplesmente por não ser mais  capaz de pensar claramente. Um gato pode estar tão amedrontado que não percebe que é capaz de escalar. Além disso, as garras curvas de um gato funcionam bem para subir em um tronco de árvore, mas, para descer, o gato precisa ir para trás do tronco. Isso não é fácil para alguns gatos fazerem naturalmente."

American Fotoplayer

Nos primórdios do cinema mudo, grandes salas de cinema dispunham de orquestras para criar uma sonoridade condizente com as cenas dos filmes. Salas modestas, que não tinham dinheiro ou espaço suficiente, podiam usar uma máquina chamada American Fotoplayer. Além da música, elas eram capazes de fornecer uma enorme gama de efeitos sonoros.
A maior completa delas foi a Fotoplayer Style 50, das quais apenas uma ainda está em condições operacionais. Era capaz de recriar o volume de uma orquestra completa, além de produzir uma incrível variedade de efeitos sonoros como o mugido de bois, o toque do telefone, ruídos do trânsito na rua e dos cascos de animais, a crepitação de chamas, a quebra de madeira, tiros de rifles, pistolas e metralhadoras, até mesmo o som de um canhão francês de 75 mm!


Neste vídeo: Joe Rinaudo apresenta ao American Fotoplayer "The Stars and Stripes Forever", de John Philip Sousa (6 de novembro de 1854 - 6 de março de 1932).

Sousa foi um compositor norte-americano e maestro da era romântica tardia, conhecida principalmente por marchas militares e patrióticas americanas. Por causa de seu domínio da composição da marcha, ele é conhecido como "O Rei da Marcha" ou o "Rei da Marcha Americana", devido a seu colega britânico, Kenneth J. Alford, também ser conhecido como "O Rei da Marcha". Em sua autobiografia, "Marching Along", Sousa escreveu que ele compôs esta marcha no dia de Natal de 1896. Ele estava em um transatlântico a caminho de casa, retornando de férias com sua esposa na Europa, e tinha acabado de saber da recente morte de David Blakely, o gerente da Banda Sousa. Então, Ele compôs a marcha mentalmente e entregou as anotações aos jornais na chegada aos Estados Unidos. Apresentada pela primeira vez na Filadélfia em 14 de maio de 1897, ela foi imediatamente recebida com entusiasmo.

17 novembro, 2018

Como não incomodar a esposa com muitas mensagens


Aniversário de Möbius

Feliz aniversário para August Ferdinand Möbius, nascido em 17 de novembro de 1790.
Ele era um astrônomo, mas é ainda mais famoso por sua criação da fita de Möbius - uma superfície 2D com apenas um lado. [1] [2] [3] [4] [5]
Comemorando a data, a matemática Eugenia Cheng esculpiu a fita num bagel, cobriu-a nos dois lados (que é um só lado) com salmão e comeu-a diante de uma câmera.
Foi assim no ano passado.
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Alguma ideia de como colocar umas velas de aniversário na fita de Möbius?

16 novembro, 2018

Por que eu uso etc.


Quando eu uso etc.

+ etc.

POEMA. O Grande Circo Místico

Jorge de Lima (1893 - 1953). In: "A Túnica Inconsútil" (1938)

O médico de câmara da imperatriz Teresa - Frederico Knieps -
resolveu que seu filho também fosse médico,
mas o rapaz fazendo relações com a equilibrista Agnes,
com ela se casou, fundando a dinastia de circo Knieps
de que tanto se tem ocupado a imprensa.
Charlote, filha de Frederico, se casou com o clown,
de que nasceram Marie e Oto.
E Oto se casou com Lily Braun a grande deslocadora
que tinha no ventre um santo tatuado.
A filha de Lily Braun - a tatuada no ventre
quis entrar para um convento,
mas Oto Frederico Knieps não atendeu,
e Margarete continuou a dinastia do circo
de que tanto se tem ocupado a imprensa.
Então, Margarete tatuou o corpo
sofrendo muito por amor de Deus,
pois gravou em sua pele rósea
a Via-Sacra do Senhor dos Passos.
E nenhum tigre a ofendeu jamais;
e o leão Nero que já havia comido dois ventríloquos,
quando ela entrava nua pela jaula adentro,
chorava como um recém-nascido.
Seu esposo - o trapezista Ludwig - nunca mais a pôde amar,
pois as gravuras sagradas afastavam
a pele dela o desejo dele.
Então, o boxeur Rudolf que era ateu
e era homem fera derrubou Margarete e a violou.
Quando acabou, o ateu se converteu, morreu.
Margarete pariu duas meninas que são o prodígio do Grande Circo Knieps.
Mas o maior milagre são as suas virgindades
em que os banqueiros e os homens de monóculo têm esbarrado;
são as suas levitações que a platéia pensa ser truque;
é a sua pureza em que ninguém acredita;
são as suas mágicas que os simples dizem que há o diabo;
mas as crianças creem nelas, são seus fiéis, seus amigos, seus devotos.
Marie e Helene se apresentam nuas,
dançam no arame e deslocam de tal forma os membros
que parece que os membros não são delas.
A platéia bisa coxas, bisa seios, bisa sovacos.
Marie e Helene se repartem todas,
se distribuem pelos homens cínicos,
mas ninguém vê as almas que elas conservam puras.
E quando atiram os membros para a visão dos homens,
atiram a alma para a visão de Deus.
Com a verdadeira história do grande circo Knieps
muito pouco se tem ocupado a imprensa.

DO POEMA AO ÁLBUM
A partir do tema, Chico Buarque e Edu Lobo criaram a trilha sonora para a apresentação do balé Guaíra, contando musicalmente, a saga da família austríaca proprietária do Grande Circo Knieps e do amor entre um aristocrata e uma acrobata, que vagavam de cidade em cidade, apresentando os seus números circenses. O sucesso do espetáculo musical originou uma longa turnê e um álbum clássico e imprescindível da MPB, reunindo grandes cantores como Gal Costa, Gilberto Gil, Simone, Tim Maia, Jane Duboc, Zizi Possi, Chico Buarque e Edu Lobo. Lançado em 1983 pela Som Livre, o álbum trazia 11 canções; mais tarde, quando lançado em CD, Edu Lobo acrescentou mais duas canções instrumentais, “Oremus” e “O Tatuador”, que pelo condicionamento do formato em vinil, ficaram de fora na época.

15 novembro, 2018

Chuquicamata subterrânea!

Chuquicamata subterrânea! Simplesmente a maior mina de cobre do Mundo, de propriedade da CODELCO (Corporación Nacional del Cobre de Chile). Ironicamente, não foi privatizada na época do Pinochet, apesar da enorme pressão de cunho ideológico dos Chicago Boys, pela razão simples que 10% de seu faturamento vai para as Forças Armadas. (https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2017/08/04/interna_internacional,889360/forcas-armadas-chilenas-mantem-privilegios-heranca-da-ditadura.shtml).
O tamanho da cava é indescritível (quando a conheci já estava com 700 metros de profundidade) e suas operações são usadas como campo de prova dos fabricantes de maiores equipamentos de lavra convencional existentes em pleno Deserto de Atacama.
Vale a pena dar uma olhada no Google Earth em Chuquicamata,  Calama, Chile.
Jaime Nogueira

Canudos de plástico x Meio ambiente

Quantos canudos plásticos você já usou em sua vida?
Nos Estados Unidos, são 500 milhões por dia.
Mas quem paga essa conta é a natureza.
A vida útil de um canudo é de, em média, quatro minutos – tempo suficiente para você terminar sua bebida.
Só que, feitos normalmente de polipropileno ou poliestireno, materiais que não são biodegradáveis, eles demoram até 200 anos para se decompor. Pior: quando descartados, se desintegram em pequenas partículas, que chegam aos oceanos e acabam engolidas pelos animais.
Segundo dados da ONG Ocean Conservancy, sediada nos Estados Unidos, foi o 7º item mais coletado nos oceanos em todo o mundo no ano passado.
Respondendo por 4% de todo o lixo plástico encontrado no mundo, os canudos ainda representam um desafio.
Agora, o mundo declarou guerra ao canudo de plástico.
Em meio à busca por alternativas ao plástico, outras opções já vêm sendo usadas, como canudos de metal, de vidro e até comestíveis.

Extraído de: Mundo declara guerra ao canudo plástico, por Luís Barrucho, da BBC Brasil
Crédito da imagem: #recuseocanudo, Deskgram

Vídeo: Poseidon e o homem na praia

14 novembro, 2018

A carta em que Einstein prevê os tempos obscuros do nazismo

"Aqui estão sendo gestados tempos obscuros, econômica e politicamente, por isso estou contente de poder ficar longe de tudo isso durante um semestre."
Foi esse o relato do físico Albert Einstein para sua irmã mais nova, Maja, em uma carta escrita em 1922, apenas dois anos depois da fundação do partido nazista. O documento acaba de se tornar público.
Na mensagem, o físico previa o terror que se avizinhava da Alemanha. Seu amigo Walther Rathenau, de origem judia e então ministro de Assuntos Exteriores alemão, havia sido assassinado pouco tempo antes por alemães antissemitas. O próprio Einstein havia sido advertido pela polícia de que sua vida corria perigo.
O cientista se viu, então, obrigado a sair de Berlim. Acabou se mudando para Kiel, no norte da Alemanha - onde, acredita-se, teria escrito a carta para a irmã.
Na mensagem, o físico ainda escreveu sobre o perigoso caminho que a Alemanha estava seguindo. Naquela altura, já estavam plantadas as sementes do antissemitismo como política de Estado. "Estou muito bem, apesar de haver antissemitas entre meus colegas alemães", disse para Maja.
https://www.bbc.com/portuguese/internacional-46187774
https://www.dn.pt/mundo/interior/carta-de-einstein-sobre-antissemitismo-alemao-vendida-por-mais-de-28-mil-euros-10174891.html


A carta manuscrita foi leiloada por 28 mil euros (32 mil dólares) na última terça-feira, 13, em Jerusalém. O que há de especial nela é que Einstein realmente previu - ele percebeu com 10 anos de antecedência - o que aconteceria na Alemanha. Isso torna esta carta particularmente significativa.

O Sistema Potrzebie

O escritor, cientista e programador Donald Knuth, aos 19 anos, publicou seu primeiro artigo "científico" em uma revista escolar em 1957, sob o título "O Sistema Potrzebie de Pesos e Medidas". Nele, Knuth definiu a unidade fundamental de comprimento do sistema como sendo a espessura da revista Mad n.º 26 (igual a 2.263348517438173216473 mm) e, para a unidade fundamental de força, ele nomeou a "whatmeworry".
Na edição n.º 33, de junho de 1557, a Mad Magazine republicou (na ilustração) este revolucionário artigo de Donald Knuth que tem o "potrzebie" na base do sistema.
Quando estudante da Milwaukee Lutheran High School, ele recebeu elogios acadêmicos, especialmente por causa das maneiras engenhosas que ele usava para resolver problemas. Por exemplo, na oitava série, ao participar de um concurso para encontrar o número de palavras que as letras de "Ziegler's Giant Bar" poderiam ser reorganizadas para criar outras palavras. Embora os juízes tivessem apenas 2.500 palavras em sua lista, Donald encontrou 4.500 delas, vencendo o concurso. Como prêmios, a escola recebeu um novo aparelho de televisão e barras de chocolate suficientes para todos os alunos da escola comerem.
 A calculadora do Google e o Wolfram Alpha, segundo afirma o matemático Pat Ballew, podem realizar conversões entre "potrzebies" e outras unidades. [2]
E a página do Qwika [3] traz uma fantástica relação de unidades que já foram criadas por cientistas (geralmente, físicos e matemáticos) e programadores, como resultados da combinação do humor com uma suposta conveniência prática.
Referências
[1] https://en.wikipedia.org/wiki/Donald_Knuth
[2] http://pballew.blogspot.com/2018/06/on-this-day-in-math-june-1.html#links
[3] http://wikipedia.qwika.com/en2pt/List_of_strange_units_of_measurement

13 novembro, 2018

Apresentando o livro...

A professora:
- É só abrir e ler. Não precisa de senha.

Bendegó, o meteorito incendiado do Museu Nacional que é a cara do Brasil

postado por Carlos Cardoso, 05/09/2018, em Meio Bit
Eu não vou falar muito sobre o incêndio do Museu Nacional, a mídia já publicou tudo que é possível ser dito, só me restaria xingar os responsáveis e a lista é imensa, cobrindo décadas. Hoje vamos conhecer uma historinha que representa muito da relação do Brasil com ciência, nossa teimosia, burrice e malandragem.
Com vocês a Saga do Meteorito de Bendegó, a Pedra Que Queimou Duas Vezes.

Meteorito Bendegó, de quatro bilhões de anos, em meio aos escombros do Museu Nacional.

A lição que tiramos disso é que a única forma da Ciência sobreviver no Brasil é ela ser feita de pedra, e essa pedra, ser feita de ferro. ~ Carlos Cardoso
(leitura sugerida por Jaime Nogueira)

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"Apesar das altas temperaturas que pode atingir na atmosfera na verdade esse calor não flui para o interior da rocha, o que aquece é a atmosfera comprimida à frente do meteoro (compressão adiabática). O ar superaquecido se torna plasma mas flui muito velozmente em torno da rocha podendo "queimar" apenas uma fina camada superficial sobre ela formando a crosta de fusão porém seu interior atinge no máximo temperaturas amenas.
Já uma exposição prolongada a altas temperaturas, como num incêndio, aquece a rocha como um todo, podendo alterar de forma irreversível a composição química e fazê-la explodir devido à expansão de gases e da umidade em seu interior.
No caso de meteoritos inteiramente metálicos (como o Bendegó e Santa Luzia ) o calor extremo prolongado pode destruir completamente a estrutura cristalina, transformando-o em uma mera massa amorfa de ferro e níquel."
Carlos Augusto Di Pietro

12 novembro, 2018

Nunca deixe seu guarda-chuva para trás!

1
De todos os bens, o guarda-chuva é certamente o mais esquecível.
Mas...
O que indica o frequente esquecimento deste bem pelo proprietário?
Pode ser o desejo que a pessoa tem de que não chova mais. Pode ser a tendência ao risco ("quem sai na chuva é pra se molhar"). Ou pode ser a vontade de voltar ao tempo sem guarda-chuva, quando tudo era molhado, isto é, ao tempo intra-uterino.
Esta última, que apela para a figura materna, trata-se de uma explicação freudiana.
2
Fique seco!
Para evitar que as pessoas percam seus guardiões da chuva, uma empresa lançou um guarda-chuva com alerta de esquecimento.
É o Davek Alert Umbrella, o guarda-chuva de alta tecnologia que você não pode perder.
Além de forte e elegante, este guarda-chuva incorpora a avançada tecnologia Loss Alert. Que permite transmitir, através de um pequeno chip embutido na alça, um "sinal de proximidade" a seu smartphone. Este sinal é lido por um aplicativo no smartphone que pode rastrear a distância entre o telefone e o guarda-chuva. Se a distância exceder os 10 metros o guarda-chuva enviará um alerta sutil para o seu telefone.
(nota não patrocinada)
3
Respingos na memória, blog EM
4

O duro odor do durião

Deu na BBC Brasil:

Passageiros reclamaram do forte odor do durião, uma fruta oriental com aspecto semelhante ao da jaca. A fruta é macia, suculenta e sua semente pode ser torrada e comida como uma castanha.
Cerca de duas toneladas de durião estavam sendo transportadas no compartimento de carga do avião - que voaria de Bengkulu, na Indonésia, para a capital do país, Jacarta (5).
Os passageiros exigiram que a fruta fosse removida e houve brigas com comissárias de bordo.
No fim, a companhia aérea, Sriwijaya Air, cedeu e removeu os sacos de fruta da aeronave, que decolou uma hora depois do planejado.
(7 nov 2018)

A fruta (Durio zibethinus) é apreciada em parte da Ásia, mas também é controversa. Há quem a adore e há quem a odeie. Seu odor faz com que ela seja banida do transporte público, de hotéis e até de aviões, em determinados países. O odor característico do durião (de origem sulfurosa) serve a um propósito importante na natureza: ajudar a atrair animais para comê-lo e depois dispersar suas sementes.
A propósito de outra fruta com odor, informe-se aqui sobre o abricó-de-macaco, uma fruta não relacionada ao durião mas que parece semelhante. [PGCS]

Ó flor! (a "flor cadáver")

11 novembro, 2018

No país das armas - 2

27/10/2018 - Um tiroteio em uma sinagoga de Pittsburgh, na Pensilvânia (EUA), deixou 11 mortos e 6 feridos na manhã deste sábado. De acordo com o relato de testemunhas, ele entrou no templo armado com um fuzil semiautomático AR-15 e com várias pistolas. O autor da chacina, que está sob custódia, é Robert Bowers, de 46 anos, que possui 21 armas de fogo. Ele gritou insultos antissemitas durante o ataque.

08/11/2018 - Mais um massacre a tiros, desta vez com 12 mortos, em Thousand Oaks, na Califórnia. O atirador foi Ian David Long, de 28 anos. Ele era veterano de guerra e serviu no Afeganistão.
Susan Orfanos disse que seu filho Telemachus Orfanos, de 27 anos, sobreviveu ao tiroteio de Las Vegas do ano passado, que matou 51 pessoas, mas não ao massacre de Thousand Oaks.
"Eu não quero orações", disse ela. "Eu não quero pensamentos. Eu quero o controle das armas... Não. Mais. Armas."
https://abcn.ws/2QxezKC
Os Estados Unidos são vítimas de sua própria cultura belicista. Onde o direito de alguém comprar armas é maior do que o seu direito de não ser morto por elas.


No país das armas - 1

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15/11/2018 - Atualizando ...
Por que médicos americanos estão postando fotos cobertos de sangue:
A NRA reclamou de médicos que protestavam por leis mais fortes de controle de armas nos EUA. Dizendo que eles deveriam "ficar na sua" (stay in your lane). Criticados por grupos pró-armas, os médicos reagiram com uma campanha nas redes sociais. 
Estatísticas indicam que, por causa das armas de fogo, 8,3 mil crianças são hospitalizadas todos os anos nos EUA. E relatos de médicos que cuidaram de vítimas de tiros tomaram o Twitter com a hashtag #ThisIsMyLane.
"A menos que você tenha o coração de alguém parando de bater em suas mãos, você não tem o direito de dizer no que podemos ou não podemos nos meter".

A voz de hidrogênio

Antes de se tornar a primeira vítima da aviação, tentando a travessia aérea do Canal da Mancha em 1785, Rozier estava acostumado a viver perigosamente. Uma de suas demonstrações preferidas nas palestras de Química que ele dava consistia em inalar o hidrogênio e depois falar com a voz modificada pela inalação.
Hoje, tende-se a usar o hélio. [1] [2] [3] [4] [5]
O floreio final era acender o hidrogênio exalado pela boca. Tal homem era obviamente o "Right Stuff" para pilotar aquele balão híbrido de hidrogênio e ar quente em 1785.
Em "A Short History of Nearly Everything" ("Uma breve história de quase tudo"), Bill Bryson escreveu:
"Na França, um químico chamado Pilatre de Rozier testou a inflamabilidade do hidrogênio engolindo um bocado desse gás e soprando-o através de uma chama acesa."
Com isso, provando de uma só vez que o hidrogênio é de fato um combustível explosivo e que as sobrancelhas não são necessariamente uma característica permanente do rosto de uma pessoa. "

O camaleão introvertido

Você já teve uma paixão à primeira vista?
Isto pode acontecer em qualquer lugar - na rua, num ônibus, num funeral. Para Darrel, um camaleão introvertido, essa paixão aconteceu numa estação de metrô. Então, o que exatamente um menino como ele precisa fazer antes que a oportunidade se esgote?
Possivelmente, não deve ser o que Darrel fez.



Poderá também gostar de ver:
Um duelo de camaleões

10 novembro, 2018

Visitas inesperadas

Related image

Uma dama britânica disse certa vez que, se chegam visitas inesperadas a sua casa, ela rapidamente pega o chapéu e o guarda-chuva. Caso a pessoa que acaba de chegar for do seu agrado, ela diz: "Ah, que bom, eu também acabei de chegar!". Mas se a visita é de alguém inoportuno, ela diz: "É uma pena que eu precise sair".
(https://incrivel.club/admiracao-curiosidades/25-regras-modernas-de-etiqueta-72205/)

Cerveja no claustro

Michel Fox, in CRUX
Embora a cerveja possa ter sido inventada pelos antigos babilônios, ela foi aperfeiçoada pelos mosteiros medievais que nos deram a cerveja como a conhecemos hoje. As imagens mais antigas de uma cervejaria moderna estão no Mosteiro de São Galo, na Suíça. Os desenhos, que datam de 820 d.C., mostram três cervejarias - uma para os hóspedes do mosteiro, uma para os peregrinos e os pobres e outra para os próprios monges.
Foi creditada a um santo, Arnold de Soissons, que viveu no século 11, a invenção do processo de filtragem. Até hoje, e apesar da proliferação de muitas microcervejarias de renome, a melhor cerveja do mundo ainda pode ser feita dentro do claustro - especificamente, dentro do claustro de um mosteiro trapista.


-----Foto: Aposentado, o Papa Bento XVI desfruta de uma cerveja em sua festa de aniversário (90 anos), no Vaticano. Também retratados: o irmão dele, Mons. Georg Ratzinger, à esquerda do papa, e o arcebispo Georg Ganswein, prefeito da casa papal, na retaguarda. (Crédito: CNS photo /  L'Osservatore Romano.)

Ordens religiosas e vinificação

09 novembro, 2018

Asas à imaginação [continuação]

4
«A imaginação é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado, enquanto a imaginação abraça o mundo inteiro, estimulando o progresso, dando à luz à evolução.» Um pensamento de Albert Einstein, publicado no livro "Sobre Religião Cósmica e Outras Opiniões e Aforismos", em 1931.
http://blogdopg.blogspot.com.br/2016/06/a-imaginacao-e-tudo.html
5
«O melhor da preguiça é dar asas à imaginação.»
(aqui era para haver uma imagem gif, que bateu asas, escafedeu-se)
Então:

6
Dar asas (ou azo?) à imaginação?
Estamos perante duas expressões com significados diferentes.
«Dar asas à imaginação» é uma bela metáfora porque quer dizer que deixamos a imaginação voar.
«Dar azo à imaginação» significa dar ocasião à imaginação ou dar oportunidade à imaginação.
A. Tavares Louro, Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
(Azo é um substantivo masculino que possui etimologia no antigo termo provençal “aize” e no latim “actum” com sentido de comodidade, estar confortável ou bem à vontade.)

Asas à imaginação, 1 - 3
(07/11/2017)

Valor literário

por Alberto Lins Caldas (*)
Como saber se um texto tem ou não "valor literário"? Como saber se um texto é realmente literário ou não passa de uma impostura? A gramática (normalmente o gramaticamente "correto" carrega uma boa dose de servilismo!) não pode ser aquilo que vai decidir sobre o "valor literário": a gramática é um ordenamento de poder, um círculo do já feito, do conhecido e reconhecido: a literatura vai sempre além desse círculo e seu limite; a língua também não pode decidir: a literatura é indiferente à língua: ela é somente seu suporte: não importa em qual língua a virtualidade literária se configure: ela não marca essa virtualidade; a região também em nada afeta o nascimento ou florescimento de uma obra, podendo, quando muito, fazê-la definhar por enquadrá-la a um pequeno significado vivencial, a um comodismo provinciano; uma tradição também não pode servir de parâmetro literário, pois a literatura sempre se fez a um passo depois das tradições, apesar de servir-se delas como nossa fome de um suculento pedaço de carne; gênero também não interessa: a grande literatura não pertence a nenhum gênero específico: não existe literatura negra ou branca, heterossexual ou homossexual, macho ou fêmea, moral ou imoral, infantil ou adulta, desenvolvida ou subdesenvolvida, prosa ou verso: o que há é literatura ou não literatura (parece que ninguém mais sabe o que é literatura e qualquer um que escreve é chamado de escritor); a história da literatura também não pode contribuir: as obras nascem sempre antes das outras obras de uma história: a origem de uma verdadeira obra literária é sempre anterior as suas "influências"; a economia também não resolve a questão: as classes sociais, a riqueza, o capital, a exploração, a mais valia, o roubo, o poder, a miséria, a história, os partidos, a política, o governo: nada disso cria ou impede a criação de uma grande literatura ou de uma grande obra: o "valor literário" não é uma conseqüência, em última instância, das determinantes econômicas. Então como saber se uma obra tem valor literário ou não?
Todas as obras de real valor literário possuem algo em comum: todas elas partem, sempre com um espírito de negação, de uma filosofia (F), de uma estética (E) e de uma visão de mundo (V) e constituem, em seus labirintos, uma visão de mundo própria, uma outra filosofia e uma nova estética: mas esses elementos só servem naquele universo, naquelas obras específicas: dali não nascem mais obras, a não ser como pastiches, reproduções de segunda mão, como em quase todas as obras provincianas: são reproduções simplificadas dos esquemas, das visões, das facilidades visíveis de uma obra, daqueles elementos que o poder difunde como qualidade e valor. Daí a misteriosa e espantosa multiplicação dos bilaquinhos, dos anjinhos, dos montelinhos, das lygiazinhas e dos coelhinhos: o que vemos aos montes em todas as províncias do mundo são pobres pastiches de algo que já foi feito e não poderia mais gerar nada a não ser a exaustão ou o delírio das críticas literárias, que fazem a festa exatamente sobre as FEV geradas pelas obras.
Mas ainda mantemos o mesmo problema: como saber se um texto tem ou não "valor literário"? É um longo caminho. Toda obra realmente literária gera uma rede de galerias onde se formatam em movimento sua FEV: cria-se uma espécie de "virtualidade singular" e uma forma de "virtualidade social". Há um intrincado virtual que é preciso levar em conta antes das análises do leitor, da língua, do estilo, dos discursos, dos gêneros, das formas, das estruturas, das funções. Precisamos, enquanto hermeneutas da obra literária, pensar sobre a FEV que propõe. É a partir desses componentes (FEV) que poderemos estabelecer se uma obra, em seus fundamentos, é somente uma reprodução sem valor, porquê mil vezes dita e dita mil vezes melhor, de uma “escola” qualquer, de um “autor” qualquer.
Uma “obra limite” sem história, sem personagem, sem lugar, sem perspectiva, sem narrador, sem temporalidade pode estruturar uma FEV inigualável. Sua significância nascerá da importância não do estilo, não da gramática, não da tradição, não da língua, não do gênero mas da sua específica FEV. Esse é um começo porque nenhuma obra literária se resume a sua FEV. Mas é dela que retira toda a sua força, todo a multiplicidade que devora as outras obras e exige a multiplicação da leitura e da interpretação; é dela que nasce nossa admiração, nosso amor, nosso espanto, nossa busca, nosso desejo, nosso olhar, nossa leitura. Fazer literatura não é somente escrever, contar uma história, construir um estilo: é criar uma FEV, é constitui-la com toda a nossa singularidade, com toda a sinceridade, coragem e unicidade que nos for possível. Como essa FEV pôs ao seu serviço um estilo, uma gramática, uma tradição, um gênero, uma história, uma língua é a nossa grande questão. Uma virtualidade singular que, para existir, precisa de uma outra voz, uma outra forma, uma outra perspectiva.
Daí porque é impossível para o artista ser "normal" e escrever (ou pintar ou esculpir ou criar qualquer coisa realmente em arte). Gerar filhotes, obedecer à família, entender o governo, participar de um partido político, sentir-se honrado por estar trabalhando ou estudando, amar pai e mãe, amar uma mulher ou à mulher sobre todas as coisas, defender a pátria, chorar de emoção com a bandeira, respeitar alguma coisa, gostar daquilo que todo mundo gosta, assistir televisão, gostar de programas de auditório e novelas, ler os autores da moda, ler os autores respeitados pela "escola" e pela "academia", desejar aquilo que todo mundo deseja e tolices do gênero são sintomas de uma quase FEV massificada que está há muito estabelecida, servindo somente a um mundo ridículo e cada vez mais pobre e fascista. Um escritor é aquele que, antes de tudo e depois de tudo, cria uma FEV própria, singular, como maneira de ver, sentir, dialogar, desejar e sonhar, viver e morrer.
Aqui resolvemos a nossa questão? Não! Para desalinharmos um bom pedaço desses fios é realmente preciso muito caminho e muita tinta. Aqui é somente um dos mil começos de algo sem começo que tem seu fim exatamente em todos os possíveis começos.
(*) Pernambucano de Gravatá, onde nasceu em 1957. Publicou Canto Fundamental e Cacimbas. Colabora em jornais do Recife (Diário de Pernambuco, Jornal do Commercio e Diário da Manhã) com artigos de critica literária e poesia. Fundador do grupo informal Poetas da Rua do Imperador. Cursou Historia e Arqueologia na UFPE. Ensaísta proustiano e poeta. 

08 novembro, 2018

Nem lhes conto

Sergey Savitsky, de 55 anos, é engenheiro científico em um remoto posto avançado na Antártida. Ele e seu colega Oleg Beloguzov, de 52 anos, são leitores inveterados e costumam passar o tempo lendo livros na solidão do continente gelado.
Mas Beloguzov não parava de bancar o spoiler. Aborrecido com essa conduta do colega, Savintsky dias atrás não se conteve e esfaqueou-o.
A vítima, depois de removida da estação de pesquisa de Bellingshausen, na ilha King George, encontra-se em tratamento intensivo no Chile. E Savitsky voltou para São Petersburgo, onde está sob prisão domiciliar.
Acredita-se que, pela primeira vez, um homem é acusado de uma tentativa de assassinato na Antártida.


Spoiler tem origem no verbo spoil, que significa estragar, é um termo de origem inglesa. Spoiler é quando alguma fonte de informação, como um site, ou um amigo, revela informações sobre o conteúdo de algum livro, ou filme, sem que a pessoa tenha visto.
O spoiler é uma espécie de estraga-prazeres, pois ele é aquele indivíduo que conta os finais, ou o que vai ocorrer com determinado personagem em filmes, séries, livros, sem saber se a outra pessoa realmente quer saber. O spoiler não necessariamente precisa contar o fato todo, pode ser qualquer parte de uma fala, texto, imagem ou vídeo que faça revelações importantes sobre determinados assuntos.

Paisagens reunidas

As planícies de Vênus, Terra, Lua, Marte e Titã:


Astrônomos amadores interagindo...
Oceano não é planície.
É uma planície de inundação.
É onde a chuva na Espanha principalmente cai.
O que são aquelas coisas esquisitas em Vênus?
Venera 13, um lander soviético. Fundiu poucas horas depois de fotografar.
Titã, a maior lua de Saturno.
Eu pensei que tínhamos um novo planeta.
Corrigindo Terra:

07 novembro, 2018

Hey, James (4)

— Alô, James. Você poderia suprimir a placa de PISO MOLHADO desta fotografia? Obrigada!
— Seguramente.


James Fridman ajuda a realizar seus sonhos por meio do Photoshop.
(1) (2) (3)

HERE COMES THE SON

O dentista que comprou um dente de John Lennon mudou ligeiramente de ideia.
Ele agora está à procura de potenciais filhos amorosos do falecido Beatle numa tentativa de reivindicar uma fatia de bens e direitos de John Lennon avaliados em 400 milhões de libras.
Lennon, que foi baleado e morto em Nova Iorque em 1980, deu o dente para sua governanta Dot Jarlett, na década de 1960. Em 2011,  Dr. Michael Zuk, 45, de Alberta, Canadá, comprou em leilão esse molar decadente do lendário compositor por cerca de 20 mil libras.
Falando com o The Sun Online, o dentista revelou sensacionalmente que planeja usar o DNA daquela parte do corpo para legitimar as reivindicações sobre o vasto patrimônio do ícone da música.
Ele disse:
"Estou à procura de pessoas que acreditam que são filhos de John Lennon e que têm direito ao seu patrimônio.
"John era um cara muito popular que fazia sexo com muitas mulheres e eu duvido que o controle da natalidade estivesse em sua mente.
“Eles assinariam um acordo de comissão, o que significaria que, se eles fossem reconhecidos, pagariam à minha empresa uma porcentagem da herança.
"Como uma taxa de corretagem."
Aqui está a reportagem.

06 novembro, 2018

Réquiem para uma mídia impressa

Para quem gosta da VEJA, coisas do gênero e tem estômago. Será ou foi O Quarto Poder "de jure et de facto" do que sobrou da República?
Jaime Nogueira
Tenho a clara convicção de que a mídia impressa perdeu totalmente a força política e a reverência e credibilidade que tinha até os últimos 10 anos. Coitados dos italianos de Niterói donos de banca de Jornal, que atualmente sobrevivem vendendo cigarro, refrigerante, balas e coisas típicas de pequenas bodegas ou, melhor definido pelos pernambucanos, como "fiteiros". Foram-se os tempos em que as pessoas se aglomeravam em torno das bancas para bisbilhotar as manchetes do dia e cumprir o ritual de adquirir seu exemplar, quando não o recebia em casa, e dar aquela discreta espiadinha nas capas das revistas de mulher pelada com a devida discrição de quem compra camisinha numa farmácia cheia de mulheres conhecidas. O "modus operandi" desta mídia é por demais manjado - é a voz do dono do jornal e seus interesses, e só, como nas nostálgicas propagandas da RCA Victor.
O texto abaixo é um réquiem destas coisas. [JN]
A Corrupção Como Espetáculo Midiático: Análise das capas da revista Veja sobre a Lava Jato. Célia Ladeira MOTA e Paulo Henrique Soares de ALMEIDA.

A tragédia de Mariana: três anos depois

A tragédia de Mariana é o maior acidente da história em volume de material despejado por barragens de rejeitos de mineração. Os 62 milhões de metros cúbicos de lama que vazaram dos depósitos da Samarco, no dia 5 de novembro de 1915, representam uma quantidade duas vezes e meia maior que o segundo pior acidente do gênero, ocorrido em 4 de agosto de 2014, na mina canadense de Mount Polley, na Colúmbia Britânica.



Três anos de lama
Ontem, fez três anos que a barragem de Fundão se rompeu, varrendo do mapa o distrito de Bento Rodrigues, a 35 km do centro do município de Mariana (MG). A poluição de terrenos e rios ao longo de 600 quilômetros entre Mariana e o Oceano Atlântico, que se seguiu ao acidente, faz deste o maior acidente ambiental do Brasil.
Morreram 19 pessoas nesta tragédia. Muitas outras perderam seus bens e ficaram desabrigadas. O rompimento da barragem acarretou problemas para pelo menos 500 mil pessoas em Minas Gerais e Espírito Santo (Fonte: Ministério Público Federal).
Ao todo, 21 réus estão sendo julgados pelos crimes de inundação, desabamento, lesão corporal e homicídio com dolo eventual. Ninguém foi preso.
Na área foram encontradas níveis de sódio, oriundo do hidróxido de sódio (utilizado na separação do minério de ferro), até 20 vezes acima do padrão de solo da Mata Atlântica. Experimentos com fungos e bactérias podem ajudar no reflorestamento de 2.200 hectares da mata devastada pela lama. E abre-se a possibilidade de que essa mesma técnica possa também ajudar na recuperação de lavouras (centenas de fazendas e sítios foram atingidos pelo rompimento da barragem)..
As multas do Ibama somam 350 milhões de reais. Mas a empresa recorreu e ainda não pagou nenhuma. Das 28 multas aplicadas pelo governo do Estado de Minas, a empresa só começou a pagar uma delas (Fonte: TV Globo, Jornal Hoje).

Mariana (pela Samarco), Barcarena (pela Hydro) ...
Qual será o próximo local? Meu palpite: costa brasileira, na área do pré-sal.

05 novembro, 2018

A chegada de Suassuna ao céu

Poema recitado por Rolando Boldrin:



Ariano foi Quixote
Que lutou de alma pura.
Contra a arte descartável
Vestiu a sua armadura
Em qualquer dia do ano
Eu digo: viva Ariano
Padroeiro da Cultura!
Autores: Klévisson Viana e Bule-Bule
http://www.vermelho.org.br/noticia/246987-1

Conteúdo extra
O tema da prova de redação do ENEM 2012 (arquivo)
O melhor [dos atrasados] do ENEM 2014 (arquivo)
Todo ano tem Carnaval e Enem (arquivo)
Perdi o ENEM 2018
04/11/2018 - O 1.º dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) manteve o perfil de abordar questões sobre os direitos humanos. Nas provas de Linguagens e Ciências Humanas, as questões trouxeram assuntos como os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e a ativista americana Rosa Parks, que ficou conhecida mundialmente ao desafiar a lei de segregação entre negros e brancos. Cultura africana, questões de gênero, escravidão e noção de democracia foram tópicos que voltaram a aparecer nos enunciados da prova. O Estado de SP

Azul, a mais sinfônica das cores

Com o poético Pálido Ponto Azul [1] [2] [3] de Carl Sagan em mente, me vi ultimamente pensando na cor azul e na forma como o tom elementar do nosso planeta, a mais sinfônica das cores, aparece em toda a nossa literatura como algo maior do que um mero fenômeno cromático - um símbolo, um estado de ser, uma posição para as alturas mais líricas e transcendentes da imaginação.
Aqui está um ramalhete azul de alguns dos meus encontros favoritos com essa cor na literatura dos últimos dois séculos.
JOHANN WOLFGANG DE GOETHE (1810)
Em seu sexagésimo primeiro ano, Johann Wolfgang von Goethe (28 de agosto de 1749 - 22 de março de 1832), até então o intelecto reinante da Europa, publicou Theory of Colors [4] - seu esforço para descobrir a ligação psicológica entre a cor e a emoção. quase um século antes do alvorecer da psicologia como um campo formal de estudo, escrito um pouco antes de seu compatriota Abraham Gottlob Werner lançar sua nomenclatura científica seminal da cor, que Darwin mais tarde retomaria no Beagle .
"Adoramos contemplar o azul", escreveu Goethe, "não porque ele avança para nós, mas porque nos atrai". O tratado, composto como uma refutação de Newton, acabou por não ter validade científica. Mas seus aspectos conceituais fascinaram e inspiraram gerações de filósofos e cientistas que vão de Arthur Schopenhauer a Kurt Gödel.
Goethe escreve na seção dedicada ao azul:
Como o amarelo é sempre acompanhado de luz, pode-se dizer que o azul ainda traz consigo um princípio de escuridão.
Essa cor tem um efeito peculiar e quase indescritível no olho. Como tonalidade, é poderoso - mas está do lado negativo e, em sua mais alta pureza, é, por assim dizer, uma negação estimulante. Sua aparência, então, é uma espécie de contradição entre excitação e repouso.
Como o céu superior e as montanhas distantes parecem azuis, uma superfície azul parece se afastar de nós.
Mas, à medida que prontamente seguimos um objeto agradável que se distancia de nós, amamos contemplar o azul - não porque ele avança para nós, mas porque nos atrai.
O azul nos dá uma impressão de frio, e assim, novamente, nos lembra de sombra... As salas pintadas em azul puro parecem, em algum grau, maiores, mas ao mesmo tempo são vazias e frias.
A aparência de objetos vistos através de um vidro azul é sombria e melancólica.
Extraído de: Two Hundred Years of Blue, de Maria Popova, publicado em Brain Pickings.

Em seu "ramalhete azul", a escritora inclui Thoreau, Virgínia Woolf, Vladimir Nabokov, Rachel Carson, Toni Morrison e outros mestres da literatura.

N. do T. Os números com links de referências são nossos.

04 novembro, 2018

Voltando à vaca fria

Voltar à vaca fria, é uma expressão usada para retornar ao assunto principal em uma conversa, discurso ou discussão, que foi interrompida por divagações em temas periféricos. Como a vaca entrou nessa, é outra história.
De acordo com o professor Ari Riboldi, esta expressão é a tradução de outra expressão muito usada na França,"revenons à nos moutons", ou seja, "voltemos a nossos carneiros". Esta frase fazia parte da peça teatral "La Farce de Maître Pathelin" (A Farsa do Advogado Pathelin), sobre um roubo de carneiros.
Esta peça, considerada a primeira comédia da literatura francesa, é do fim da Idade Média, precisamente do ano de 1460. Porém, não se tem conhecimento do seu autor.
Mas, voltemos a nossos carneiros. Em determinada cena da peça, o advogado do ladrão faz longas divagações fora da questão principal e o juiz chama a sua atenção com a frase "voltemos aos nossos carneiros", fazendo-o retomar o assunto.
Tantas fez Pierre Pathelin que orientou um cliente a fingir-se de carneiro, só respondendo "bééééé" no tribunal. Mas, findo o julgamento, ao tentar receber seus honorários, o ex-réu lhe respondeu: bééééé, bééééé... E não houve meio de arrancar-lhe um níquel.
Mas, voltemos à vaca fria neste DBF (Dicionário Brasileiro de Frases). Na tradução para o português da expressão, esta acabou transformando os carneiros em uma vaca. Essa distorção, segundo R. Magalhães Júnior, possivelmente se deva ao fato de que era costume, em Portugal, iniciarem-se as refeições com a vianda fria, um prato frio feito com carne de gado.
Referências
Voltando à vaca fria, cientificamente falando. http://blogdopg.blogspot.com.br/2018/05/voltando-vaca-fria.html
https://www.terra.com.br/noticias/educacao/voce-sabia/qual-origem-da-expressao-voltar-a-vaca-fria,6d18d8aec67ea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html
https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/a-origem-da-expressao-voltar-a-vaca-fria/21314

Chove no Sol?

Sim, embora o que cai não é água, mas plasma extremamente quente. Um exemplo ocorreu em meados de julho de 2012, após uma erupção no Sol que produziu tanto uma ejeção de massa coronal quanto uma moderada explosão solar . O mais incomum, no entanto, foi o que aconteceu em seguida. O plasma na vizinha coroa solar foi filmado resfriando e recuando, num fenômeno conhecido como chuva coronal. Porque elas são eletricamente carregadas, elétrons, prótons e íons da chuva foram graciosamente canalizados ao longo de alças magnéticas existentes perto da superfície do Sol, fazendo a cena parecer uma cachoeira surreal tridimensional. O espetáculo surpreendentemente sereno resultante é mostrado em luz ultravioleta e destaca a matéria que brilha a uma temperatura de cerca de 50.000 graus Kelvin . Cada segundo no lapso de tempo em destaque no vídeo leva cerca de 6 minutos em tempo real, de modo que toda a sequência da chuva coronal durou cerca de 10 horas. Observações recentes confirmaram que essa chuva coronal também pode ocorrer em alças menores por até 30 horas.



Afrânio Bizarria, ao trazer minha atenção para este vídeo, comentou: Vejam só a nossa pequenez!

Resposta - Quando eu penso no universo (onde tem buraco negro que mata uma estrela por dia...), logo desisto.

03 novembro, 2018

Maquete comestível de uma célula

2018 - Alunos de uma escola no Brasil criaram esta maquete comestível da estrutura de uma célula:


Cronologia
2012 - O blog EM prova que a divisão celular não é um atributo exclusivo dos seres vivos, ao publicar a imagem de um cookie em pleno processo de mitose.
2014 - A fotógrafa Petúnia, prata da casa do blog EM, concorrendo com a reportagem fotográfica Uma mitose quase concluída, é premiada com a medalha de ouro da revista Cell Phone.

Vox Asini

Saiu a última pesquisa Vox Asini, a mais exata compilação de votos da única nação do mundo em que o eleitor vota contra ele mesmo, faz uma força imensa para ser jogado no abismo e ainda comemora efusivamente como uma vitória pessoal.
Eleitor(a) que vota orgulhosamente no candidato que fala abertamente:
... que vai lhe tirar os direitos trabalhistas, reduzir sua renda e precarizar suas condições de trabalho (10 milhões de votos);
... que vai fuzilar a comunidade onde o(a) eleitor(a) mora (10 milhões de votos);
... que vai lhe tirar o emprego, privatizando a instituição em que o cidadão trabalha (7 milhões de votos);
... que vai lhe dar capim para comer (5 milhões de votos);
... contra os direitos das mulheres (5 milhões de votos);
... que vai entregar áreas preciosas e estratégicas do País para outra nação (5 milhões de votos);
... em "acabar" tudo e nunca falou em "construir" nada (5 milhões de votos);
... que tem horror à cor da própria pele (2 milhões de votos);
... que tem ódio à LGBT, sendo o(a) eleitor(a) da LGBT (1 milhão de votos);
Finalmente, eleitor(a) que vota orgulhosamente sem saber nada do que estão falando sobre o candidato (7,7 milhões de votos).
Total de votos do candidato: 57,7 milhões.
Total dos que ainda pensam e sentem que "o pulso ainda pulsa": 89,5 milhões.
Fernando Gurgel Filho


02 novembro, 2018

O homem visível

Nascido em Rangpur, Bangladesh, e radicado nos Estados Unidos, o artista multimídia Hasan Elahi (foto), de 46 anos, colocou toda a sua vida online.
Eis o que diz a revista Wired :
Dê uma olhada em seu site e você encontrará dezenas de milhares de imagens que remontam até o ano de 2005. Elahi documentou quase todas as horas da sua vida durante esse tempo. Ele posta cópias de cada transação com cartão de débito, para que você possa ver o que ele comprou, onde e quando. Um dispositivo GPS no bolso informa sua localização física em tempo real em um mapa.
O site de Elahi é o álibi perfeito. Ou um projeto de arte audacioso. Ou ambos. O norte-americano de Bangladesh diz que o governo dos EUA erroneamente o colocou em sua lista de vigilantes terroristas - e uma vez que você entra na lista, é difícil sair. Para convencer os federais de sua inocência, Elahi fez de sua vida um livro aberto. Sempre que quiserem, os funcionários podem ir a seu site e ver onde ele está e o que está fazendo. De fato, seus registros no servidor mostram acessos do Pentágono, do Secretário de Defesa e do Gabinete Executivo do Presidente, entre outros.
O especialista em viagens de negócios diz que sua vida superexposta começou em 2002, quando ele saiu de um voo da Holanda e foi detido no aeroporto de Detroit. Ele diz que os agentes do FBI disseram-lhe que foram informados de que ele estava acumulando explosivos em um determinado local na Flórida.
Testes subsequentes em um detector de mentiras convenceram os agentes de que Elahi não era o homem deles. Mas, com suas viagens frequentes - Elahi registra mais de 70.000 milhas aéreas por ano, exibindo seu trabalho de arte e participando de conferências - ele imaginou que era apenas uma questão de tempo até que ele fosse detido novamente. Ele podia até ser enviado para Gitmo (Guantanamo Bay Naval Base) antes que alguém percebesse o erro.
Os agentes do FBI haviam lhe dado o número de um telefone, então ele decidiu ligar para eles antes de cada viagem. Dessa forma, os agentes poderiam alertar os escritórios de campo. E ele não foi mais detido, desde então.