19 julho, 2019

Privatize-se tudo!

A mim parece-me bem.

Privatize-se Machu Picchu, privatize-se Chan Chan,
privatize-se a Capela Sistina,
privatize-se o Pártenon,
privatize-se o Nuno Gonçalves,
privatize-se a Catedral de Chartres,
privatize-se o Descimento da Cruz,
de Antonio da Crestalcore,
privatize-se o Pórtico da Glória
de Santiago de Compostela,
privatize-se a Cordilheira dos Andes,
privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu,
privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei,
privatize-se a nuvem que passa,
privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno
e de olhos abertos.

E, finalmente, para florão e remate de tanto privatizar,
privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez
a exploração deles a empresas privadas,
mediante concurso internacional.
Aí se encontra a salvação do mundo…

E, já agora, privatize-se também
a puta que os pariu a todos.

– José Saramago, em “Cadernos de Lanzarote – Diário III”. Lisboa: Editorial Caminho, 1996.
https://www.revistaprosaversoearte.com/privatize-se-tudo-jose-saramago/

Epílogo
Quando tudo for privado seremos privados de tudo.

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Os Cadernos de Lanzarote
São a reunião dos diários de José Saramago escritos no período de 1993 a 1995 na ilha de Lanzarote, arquipélago das Canárias onde ele viveu com sua mulher Pilar.

A melhor definição de diário é do próprio Saramago neste livro:

“Por muito que se diga, um diário não é um confessionário, um diário não passa de um modo incipiente de fazer ficção. Talvez pudesse chegar mesmo a ser um romance se a função da sua única personagem não fosse a de encobrir a pessoa do autor, servir-lhe de disfarce, de parapeito. Tanto no que declara como no que reserva, só aparentemente é que ela coincide com ele. De um diário se pode dizer que a parte protege o todo, o simples oculta o complexo. O rosto mostrado pergunta dissimuladamente: Sabeis quem sou?, e não só não espera resposta, como não está a pensar em dá-la.”
https://www.revistaprosaversoearte.com/privatize-se-tudo-jose-saramago/

18 julho, 2019

Exercícios físicos

NINGUÉM QUER OUVIR VOCÊ FALAR DE SEUS EXERCÍCIOS FÍSICOS.
A MENOS QUE SEJA DE UMA QUEDA QUE VOCÊ LEVOU NA ESTEIRA.

Que é cinesiologia?

Que é exercicio Kegel?

Um experimento de 500 anos em microbiologia

Em algum lugar da Universidade de Edimburgo, há uma caixa de carvalho contendo 400 frascos selados de vidro - bem, agora são alguns menos - que contêm esporos secos de B. subtilis e Chroococcidiopsis sp.

(A) Bacillus subtilis, uma bactéria Gram-positiva. (B) A estrutura de um esporo bacteriano típico. As múltiplas camadas do esporo servem para proteger o genoma, que está alojado no núcleo parcialmente desidratado. (C) Chroococcidiopsis sp., uma cianobactéria extrema tolerante à dessecação.
A 500-year experiment, por Charles Cockell

No Museu de História Natural de Londres há réplicas dessa caixa e do seu conteúdo.
Eles são o material de um experimento sobre a sobrevivência a longo prazo das bactérias. Tão longo é esse prazo que o experimento, que começou em 2014, não terminará até 30 de junho de 2514. Sim, é uma experiência que durará 500 anos . Então, não digam agora que os cientistas não são pacientes.
A ideia é que a cada dois anos, durante os primeiros 24 anos do experimento, seis frascos sejam retirados de cada uma das caixas, eles sejam abertos, os esporos sejam reidratados e sua capacidade de germinar seja observada.
Três dos frascos estão em uma caixa de papelão simples, os outros três em uma caixa de chumbo para protegê-los da radiação ambiente. A partir daí, o processo é repetido a cada 25 anos até atingir 2514.
Nas observações realizadas em 2014 e 2016 não foi encontrado que a capacidade de germinação dos esporos tenha sido reduzida; Os resultados de 2018 ainda não foram publicados, mas presume-se que não haja muita diferença.
O maior problema desta experiência é arranjar alguém que, dentro de vários séculos,, seja capaz de saber o que fazer com as amostras que estão nas caixas, assumindo-se que a civilização e a ciência continuem a existir, e que as caixas não estejam perdidas em um porão qualquer, é claro.


As experiências mais longas da história até agora:
A Campainha Oxford, que funciona com duas pilhas secas desde 1840. Desconhece-se a exata composição dessas pilhas que fornecem eletricidade para que a campainha funcione há 176 anos.
O Relógio Beverly, situado no Departamento de Física da Universidade de Otago, em Dunedin, Nova Zelândia. Acionado por variações de temperatura e pressão atmosférica, o relógio funciona desde que foi construído em 1864.
A Gota de Piche, na Universidade de Queensland, na Austrália, um experimento que teve início em 1927. Desde que o piche começou a fluir através de um funil já gotejou em nove ocasiões: a primeira, em 1938 (onze anos depois), e a última, em julho de 2013.

17 julho, 2019

O bombardeiro de mergulho Stuka

Símbolo do poder aéreo alemão na Guerra Civil Espanhola e na II Guerra Mundial, os aviões bombardeiros Stukas assombraram a Europa. Suas sirenes aterrorizantes, apelidadas de trombetas de Jericó, ampliavam o pânico que suas bombas e metralhadoras provocavam.
O projeto Stuka, criado por Ernst Udet (um às da I Guerra Mundial), foi uma evidência da transformação da guerra tradicional em guerra semiótica: apenas bombas explosivas que causam morte e destruição não eram suficientes. Era necessário que os sobreviventes carregassem para o resto das suas vidas o trauma e o horror em suas mentes.



Depoimento
"Havia Stukas atirando bombas em uma estação. Meu pai que estava perto da estação abraçou uma árvore. Apavorado, ele ficou grudado naquela árvore durante horas. Ele estava em estado de choque."

O estádio Janguito Malucelli

Considerado o primeiro eco-estádio do Brasil, o Janguito Malucelli, em Curitiba, teve os assentos de suas arquibancadas fixadas a um morro, sendo a madeira proveniente de reflorestamento e o ferro vindo de ferrovias desativadas.
O "Jotinha", como é também conhecido esse estádio (que tem capacidade para 4.200 torcedores) fica ao lado de um dos principais cartões postais da cidade, o Parque Barigui.


Vídeo

16 julho, 2019

A primeira fotografia de uma estrela

Na noite de 16 de julho de 1850, Vega se tornou a primeira estrela (além do Sol) a ser fotografada, quando teve sua imagem registrada por William Bond e John Adams Whipple no Observatório de Harvard.
A foto era um daguerreótipo. Para obter esta imagem foi necessário efetuar uma exposição de 100 s. Com a tecnologia existente na época, as estrelas de 1.ª magnitude necessitavam de tempos de exposição superiores a 60 s e as estrelas de 2.ª magnitude por vezes não eram registadas com sucesso.
No relatório de WC Bond sobre este feito, pode ler-se:
"Com a ajuda do senhor Whipple, daguerreotypist, obtivemos várias impressões da estrela Vega (α Lyrae). Temos razões para acreditar que esta seja a primeira experiência bem sucedida deste tipo, tanto em nosso país como no exterior. Pela facilidade com que foi executada, com a ajuda de nosso grande equatorial (telescópio refrator com 38 cm de abertura), fomos encorajados a crer que será uma abertura para novos progressos. Deverá ser bem sucedida, quando aplicada a estrelas do menos brilho do que α Lyrae, a fim de dar-nos fotos corretas de várias estrelas, e suas vantagens serão incalculáveis."
Vega
Na Constelação de Lira, (é a estrela/sol de onde foram transmitidos os sinais de rádio extraterrestres captados na Terra mostrados no livro de Carl Sagan e, mais tarde, no filme, "Contato", com Jodie Foster), Vega é a quinta estrela mais brilhante do céu.
Foi também a primeira estrela a ter seu espectro analisado (em 1872).
Bastante próxima de nós, a cerca de apenas 26 anos-luz de distância, o seu tempo de vida será de apenas mais um bilhão de anos, um décimo da vida do nosso Sol. É duas vezes e meia mais massiva e cinquenta vezes mais energética do que o Sol.
Por volta do ano 14,000, Vega (foto a seguir) será a Estrela Polar nos céus da Terra, no lugar de Polaris, devido à precessão dos equinócios.


http://www.astrosurf.com/re/first_star_photograph.pdf
https://thoth3126.com.br/triangulo-de-estrelas-brilhantes-no-ceu/

Ver também: As primeiras fotografias da Lua e do Sol

Inclusões na moeda britânica

Deu na BBC (12 de março de 2019):
Prof. Stephen Hawking foi homenageado com uma nova moeda de 50p inspirada em seu trabalho pioneiro em buracos negros.
O físico morreu no ano passado, aos 76 anos, tendo se tornado um dos líderes mais renomados de sua área.
Ele se junta a um grupo da elite de cientistas que aparecem em moedas britânicas, incluindo Sir Isaac Newton e Charles Darwin.
O Prof. Hawking também foi sugerido como o novo rosto da nota de £ 50, que contará com um cientista. Uma decisão será tomada no verão.

Deu no Gizmodo (15 de julho de 2019):
A decisão foi finalmente tomada.
O Banco da Inglaterra anunciou que o matemático britânico e cientista da computação Alan Turing aparecerá na nova nota de £ 50 do Reino Unido. Ele foi escolhido entre milhares de nomes que foram submetidos pelo público para a possível inclusão na moeda britânica.
Turing trabalhou em Bletchley Park e ajudou a decifrar o código Enigma nazista durante a Segunda Guerra Mundial. É creditado como tendo sido responsável por apressar, através de seu trabalho, o fim da guerra.
A citação que aparece na nota diz:
"Esta é apenas uma prévia do que está por vir, e apenas a sombra do que vai ser".

15 julho, 2019

Falem baixo

"Temo o que pode acontecer a um país 
se os seus suprimentos de uísque e charutos terminarem."
Winston Spencer-Churchill (1875 – 1965)


Churchill sustentou a Inglaterra com sua bravura, coragem política e discurso engenhoso, e sustentou a si mesmo com as melhores comidas, bebidas e charutos que pudesse encontrar. Ele fumava de 8 a 10 charutos por dia, de preferência cubanos, e deu nome a um modelo de charuto.
O charuto e a bengala eram suas marcas registradas

Em 1932, quando fazia uma turnê de palestras nos Estados Unidos, Churchill obteve um atestado médico para fim de beber.
A nota, escrita pelo Dr. Otto Pickhardt, dizia:
"Esta é para certificar que o convalescente de um acidente Hon. Winston S. Churchill requer o uso de bebidas alcoólicas, especialmente nas refeições. A quantidade é naturalmente indeterminada, mas as necessidades mínimas seriam de 250 centímetros cúbicos."
E assim Sir Winston Churchill foi autorizado a beber livremente nos Estados Unidos, quando a todos era proibido o consumo de álcool devido à Lei Seca..

Esta história, favoritada por Fernando Gurgel Filho, começa com um repórter fazendo uma pergunta ao notável estadista britânico em sua senectude.
- Mr. Churchill, qual é o segredo de sua longevidade?
- Exercícios, meu caro, exercícios... Nunca os fiz.

Churchill fumava, bebia, não fazia exercícios e morreu aos 90 anos.
Falem baixo.

Truques assustadores para decorar a ordem dos planetas no Sistema Solar

Todos os exemplos consideram Plutão como planeta.

Minha Velha Tia Mandou Jogar Sal Úmido Nas Plantas.
Minha Vó Traga Meu Jantar: Sopa, Uva, Nabo e Pão.
Minha Vó Tem Matado Jacarés Sem Usar Nenhuma Pistola.
Minha Vó Tem Muitas Jóias, Sabe Usá-las No Pescoço.
Meu Vô Tá Me Julgando Ser Um Neto Porreta
Meu Vestido Todo Molhado, Já Secou Um Novo Pedaço.
Meu Velho Tio Mandou Júnior Saborear Umas Nove Pizzas.
Menino Você Tendo Muito Juízo Será Um Notável Patriota.
Maria Viu Tereza Morta Já Sem Unha No Pé.
Maligno, Vingativo, Tens Minha Jugular, Satanás. Universo Nos Pertence.

Usarei para sempre a ordem dos planetas no Sistema Solar para me lembrar da última frase. É o que eu chamo de processo mnemônico reverso.

14 julho, 2019

A vida sem os gigantes tecnológicos

A história da jornalista que tentou bloquear as grandes empresas de tecnologia de sua vida: Amazon, Facebook, Google, Microsoft e Apple.


Em A vida sem os gigantes tecnológicos (Gizmodo), a intrépida repórter Kashmir Hill conta como ela tentou eliminar de sua vida completamente todos os vestígios de aplicativos, serviços, dispositivos, rastreamento e dados dos cinco gigantes do mundo moderno. Por uma semana para cada empresa.
Para impedir que meus dispositivos conversassem com os servidores dos cinco grandes e vice-versa, a Dhruv criou uma rede privada virtual, ou VPN, para mim, através da qual eu enviava todo o meu tráfego de internet. Em seguida, ela usou a VPN para impedir que meus dispositivos usassem os endereços IP de propriedade da Amazon, do Google, do Facebook, da Microsoft e / ou da Apple, dependendo da semana.Em um dia normal, conforme medido pela VPN, eu costumo enviar dois milhões de pacotes de dados para a internet e mais da metade deles (60%) vão para os gigantes da tecnologia. Isso significava que mais da metade do meu uso normal da internet seria interrompido - incluindo praticamente todas as formas de comunicação com meus amigos, familiares e colegas.
Estes foram os resultados:
AMAZON: "Impossível"
FACEBOOK: "Eu perdi"
GOOGLE: "Tudo correu mal"
MICROSOFT: "Deveria ter sido removido"
APPLE: "Foi devastador"
Pessoas já fizeram experimentos mentais sobre qual dos “cinco terríveis” seria mais difícil viver sem, mas eu achei que seria mais esclarecedor, apesar de doloroso, fazer um experimento real: eu tentaria bloquear um gigante de tecnologia a cada semana, para contar a história da minha vida sem ele. Só no final dessas cinco semanas, eu tentaria bloquear todos eles de uma só vez. Deus me ajude.
Ler também: Um ano de vida bíblica

Como nós destruímos tudo



Música: "No Salão do Rei da Montanha" (em inglês: "In the Hall of Mountain King")
Quando o norueguês Edvard Grieg compôs esta música para a peça teatral de seu contemporâneo Henrik Ibsen não imaginou que a composição, algum dia, seria executada com relâmpagos.

Crítica
Existe um mal-entendido. Vamos dar uma olhada em qualquer espécie. Qualquer criatura viva tira a força vital das que estão abaixo dela. Vamos chamar de cadeia alimentar ou pirâmide alimentar. Talvez você pense que joaninhas são uma espécie mais adequada para herdar a terra? Mas, espere, as joaninhas devoram plantas e comem insetos. Se você fosse um Aphid, você pensaria que a joaninha é equivalente à Peste Negra. A morte se torna tudo o que interage com a joaninha. Tudo no planeta e até mesmo além, consome energia de algum tipo. Eu acho que o verdadeiro problema é com as pessoas que gastam excessivamente sem se importar com a natureza. Tenho quase certeza que a maioria das pessoas concorda que o desperdício é ruim. A moral da história é esta: não deixe seus filhos se tornarem pulgões.
hardino0311, usuário do YouTube

13 julho, 2019

Corpo e Alma

Fernando Gurgel Filho
Dostoiévski, no livro "Os Irmãos Karamázov", intuía a unicidade do Universo, ou seja, que tudo que existe se interliga, por fazer parte de uma coisa só, dizendo: "...tudo se derrama e comunica, toca-se num lugar e isto repercute na outra extremidade do mundo".
Estudos científicos, que desaguaram na Teoria do Caos, vieram confirmar a intuição de Dostoiévski. Edward Lorenz, um dos expoentes da Teoria do Caos, dizia praticamente a mesma coisa: "O bater das asas de uma borboleta num extremo do globo terrestre, pode provocar uma tormenta no outro extremo..."
A única diferença de ambas as frases é o século em que foram ditas. "Os Irmãos Karamázov" foi lançado em 1880 e a frase de Lorenz é do início dos anos 60. Ou seja, passaram-se 80 anos para que a intuição de Dostoiévski fosse considerada dentro do arcabouço de Leis que regem o Universo.
Dostoiévski ia além, dizendo, no mesmo livro citado, que todos eram responsáveis por tudo e por todos, intuindo que qualquer ação humana, principalmente, traria consequências para todos os outros seres vivos.
Mas sua religiosidade não permitia que visse a unicidade do próprio ser humano, fazendo distinção entre "corpo" e "alma" como se existisse essa dicotomia. Ora, hoje sabemos que, o que chamamos de Alma, nada mais é que o resultado de processos do Corpo ao ser afetado pelas coisas que o cerca, como diria Spinoza.
Então, creio eu, que o grande mal da cultura ocidental ainda está na crença de que possa existir uma Alma e um Corpo como entidades distintas e que estas algum dia possam existir de forma independente. Na morte, por exemplo, como acreditam os religiosos.
Esta crença, entretanto, não causaria nenhum mal à humanidade se não fosse o fato de que a medicina findou por se bipartir em medicina do Corpo e em medicina da Alma, quando o ser humano deveria ser estudado e tratado como a unicidade que é. Assim, para mantermos a saúde física e mental, bem como para tratarmos de ambas, deveríamos sempre atentar para o que está afetando os nossos sentidos, refletindo nos nossos sentimentos e, portanto, no nosso corpo.
Os profissionais da saúde, principalmente os médicos, deveriam ter, em primeiro lugar, ou antes, em primeirísso lugar, uma formação que incluísse o entendimento das causas efetivas das doenças, ou seja, deveriam ser bons conhecedores da psiquê humana para entenderem que a maioria dos problemas físicos nada mais são do que reflexos de problemas do dia a dia que estão a afetar o paciente.
A medicina psicossomática tem caminhado neste sentido, mas, em minha opinião, ainda de forma tímida, porque não considera a unicidade do ser humano como o padrão a ser estudado, entendendo que apenas alguns fatores podem provocar alterações que resultam no que chamamos de doença. Porém, ao atentarmos para a unicidade do ser humano, creio que a medicina psicossomática deveria ser o padrão de estudos de todos os que trabalham com a área de saúde e bem-estar, principalmente na área das Ciências Médicas.

N. do E.
🙏Senhor, pode me dar 10 minutos do seu tempo? É para UM CAFÉ LÁ EM CASA.
Endereço - Body and Soul, Canal de Nelson Farias no YouTube, com Nelson Faria e Alexandre Carvalho.

Os robôs mais famosos da ficção científica

A palavra "robô" origina-se da palavra checa "robota", que significa "trabalho forçado". Ela apareceu pela primeira vez, em janeiro de 1920, na obra do dramaturgo checoslovaco Karel Capek (1890-1938) chamada "Robôs Universais de Rossum", R.U.R., em que o protagonista Harry Domin cria uma empresa no meio do oceano dedicada à fabricação de criaturas com a aparência de seres humanos, com o objetivo de usá-las como mão de obra barata. Tudo funciona sem problemas até o Dr. Gall, chefe do Departamento de Psicologia dos Robôs Universais, dar alma a essas criaturas robóticas. O resultado é o esperado: os androides se rebelam por serem escravizados e declaram guerra à espécie humana.
(https://www.muyinteresante.es/tecnologia/fotos/los-robots-mas-famosos-de-la-historia)

Rosie, dos Jetsons
É a empregada doméstica robô da família. É um modelo fora-de-linha que os Jetsons amam e nunca o trocariam por outro mais moderno. Rosie faz todo o trabalho de casa e também ajuda como babá.
Criado em 1962 por William Hanna e Joseph Barbera.

Hal 9000, de Odisseia no Espaço
É um personagem ficcional de "Odissey Space", de Arthur C. Clarke, e foi imortalizado pela adaptação cinematográfica feita por Stanley Kubrick para "2001 - Uma Odisseia no Espaço". A representação física da inteligência artificial de Hal 9000 é um olho-câmera de cor vermelha. Ele foi um dos primeiros a ingressar no Robot Hall of Fame.
Criado em 1968 por Arthur C. Clarke.

R2-D2, de Star Wars.
Inseparável companheiro de C-3PO. Apesar dos protestos de C-3PO, este droide astromecânico de Luke Skywalker tem o hábito de salvar a Galáxia.
Criado em 1977 por George Lucas.

C-3PO, de Star Wars
Sempre junto com seu parceiro R2-D2, C-3PO aparece em todos os filmes da série. Um tanto tímido, sua figura dourada estilizada não passa despercebida. Domina mais de seis milhões de formas de comunicação e costuma apresentar-se negativo em questões de possibilidade de sobrevivência. Os Ewoks o consideram um deus.
Criado em 1977 por George Lucas.

Exterminador, de The Terminator
É um ciborgue assassino interpretado por Arnold Schwarzenegger, na série de filmes "The Terminator" (O Exterminador do Futuro). Seu nome técnico é Cyberdyne Systems Modelo 101, série 800 (que gera sua alcunha mais utilizada, T-800), exceto o de "Terminator 3: Rise of the Machines", série 850 (T-850).
Criado em 1984 por James Cameron.

Johnny 5, de Short Circuit
De "O Incrível Robô" (nome da película no Brasil), em que um robô fabricado inicialmente para fins militares é dotado acidentalmente de consciência após ser atingido por um raio. Trata-se de um dos poucos robôs da época que não desejavam acabar com a humanidade e nos mostravam seu lado mais amável.
Criado em 1986 por Syd Mead. LINK

Bender, de Futurama
Bender Bending Rodríguez é um personagem do desenho animado Futurama e apesar de não ser o personagem principal, é geralmente o mais lembrado pelos fãs da série. Fabricado em Tijuana, México, no ano de 2997, é um sociopata de aço (bem, de ferro, titânio, chumbo, zinco, dolomita e níquel), Bender atua como uma síntese de todos os defeitos do ser humano de uma forma muito divertida.
Criado em 1999 por Matt Groening.

Outros robôs: Wal-4, RoBoCop

12 julho, 2019

#ByeByeBeetle

🐞A montadora alemã Volkswagen encerrou oficialmente as produções do lendário Fusca, lançado em 1945. A última unidade foi produzida nesta semana na fábrica de Puebla, no México.
O automóvel foi desenvolvido na época da 2ª Guerra Mundial. Tem raízes militares, tendo sido criado na Alemanha de Hitler. Até o encerramento oficial, foram produzidas 21,5 milhões unidades em todo o mundo. Apenas no Brasil, foram 3 milhões.
No evento de despedida, a Volkswagen apresentou 1 cartaz com a frase: "é incrível como 1 carro tão pequeno deixa 1 vazio tão grande". A última unidade produzida ficará em exposição na fábrica. Trabalhadores se reuniram para dar o acabamento final. Nas camisetas dos funcionários, mensagens de agradecimento: "Gracias, Beetle".


Fonte: Poder 360

Aranha VW

Bônus:

O periquito tem um bócio

A temida carta de rejeição é, na maioria das vezes, uma experiência inteiramente infeliz para todos os envolvidos.
Receber uma é, instantaneamente e de uma só vez, ter as esperanças frustradas, a confiança diminuída e o humor dilacerado. Enviá-la é conscientemente chover a miséria sobre um estranho, cuja felicidade logo se dissolverá graças a uma decisão que você tomou por não ter outra escolha a fazer.
Ainda pior do que a carta de rejeição é a carta de rejeição em formulário padronizado, um pontapé sem vida nas entranhas apontado em massa para um grupo de pessoas inadequadas que são, ao que parece, indignas de um empurrão pessoal - uma sacudida de cabeça pré-impressa para os problemas de alguém.
Aqui está o melhor exemplo de carta de rejeição, escrito e às vezes enviado por Brian Doyle, atual editor da Portland Magazine.
Obrigado por sua submissão adorável e atenciosa à revista, que tememos que teremos de recusar por todos os motivos. O tempo está triste, nossas costas doem, já vimos muitos gatos hoje e, como você sabe, os gatos são os motivos pelos quais Deus inventou as armas. Há uma doce incoerência e auto-absorção em sua peça que achamos atraentes, mas publicamos muito disso nos últimos anos, na maior parte em abaixo-assinados. Nós mencionamos a melancolia úmida do tempo, nossos casamentos que são desleixados e infelizes, nossos filhos que são grosseiros e petulantes, e com uma sensação de direito que você imagina como eles se comportarão no mundo. Nós gastamos muito dinheiro recentemente em um design gráfico bobo e agora precisamos cortar o orçamento para contar histórias, nossas contas de seguro subiram vertiginosamente, o time de basquete feminino não ganha nos rebotes, uma tia nossa precisa de um sétimo quadril novo, o brilho de esperança que era o zeitgeist nacional parece estar cuidando de um grande buraco negro, e alguém deixou o rolo de papel higiênico vazio de novo, sem a menor consideração para quem paga por tais coisas. E havia toalhas molhadas no chão. E o periquito tem um bócio. E o cachorro vomitou lápis de cor. Por favor, sinta-se livre para nos enviar qualquer coisa que você acha que se encaixaria nestas páginas, e obrigado por considerar nossa revista para seu trabalho. É uma honra.
Remington Steele, o periquito, é preparado para a cirurgia no Animal Medical Center, NYC.

11 julho, 2019

Os animais em certa enciclopédia chinesa

Esse texto cita “uma certa enciclopédia chinesa” onde será escrito que “os animais se dividem em: a) pertencentes ao imperador, b) embalsamados, c) domesticados, d) leitões, e) sereias, f) fabulosos, g) cães em liberdade, h) incluídos na presente classificação, i) que se agitam como loucos, j) inumeráveis, k) desenhados com um pincel muito fino de pelo de camelo, l) et cetera, m) que acabam de quebrar a bilha, n) que de longe parecem moscas”.

Foucault, Michel, 1926-1984. Prefácio. Em: As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas. Tradução Salma Tannus Muchail. 8a ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999 [pp. IX-XXII].

Os detritos da Skylab realmente mataram uma vaca?

Há 40 anos
Em 11 de julho de 1979, a estação espacial Skylab dos EUA fez sua reentrada na atmosfera da Terra.
Ela se desintegrou, espalhando fragmentos pelo sudeste do Oceano Índico e por uma parte pouco povoada do oeste da Austrália, onde uma vaca morreu depois de ser atingida por um de seus fragmentos.
Os detritos do Skylab realmente mataram uma vaca?
Eu não penso assim, pelo menos não diretamente.
Alguns dos restos do Skylab caíram em diagonal na Austrália.
O Presidente Jimmy Carter enviou uma mensagem ao Primeiro Ministro da Austrália, Sr. Malcolm Fraser:
"Caro Malcolm,
Eu estava preocupado em saber que fragmentos de Skylab podem ter desembarcado na Austrália. Fico aliviado ao ouvir a avaliação preliminar do seu governo de que não houve feridos. No entanto, instruí o Departamento de Estado a entrar em contato com seu governo imediatamente e a oferecer qualquer assistência que você possa precisar.
Sinceramente, 
Jimmy Carter".
Resposta do Primeiro Ministro Fraser:
"Caro Jimmy,
Muito obrigado pela mensagem. Parece que todos podemos respirar aliviados. Enquanto receber Skylab é uma honra que nós teríamos alegremente esquecido, é o fim de uma conquista tecnológica magnífica pelos Estados Unidos, e os eventos dos últimos dias não devem obscurecer isso.
Se encontrarmos as peças, ficarei feliz em trocá-las por adições à cota de carne bovina.
Calorosos cumprimentos pessoais,
Malcolm Fraser".
A partir dessa piada australiana sobre a devolução aos EUA de restos da Skylab, em troca de cota adicional de carne bovina, alguém deve ter interpretado que vacas australianas foram mortas pela Skylab.
G'Day, companheiro!
David Goodman, in Quora

10 julho, 2019

Paulo Henrique Amorim (1942-2019)

Aos 77 anos, morre o jornalista Paulo Henrique Amorim, "o patrono da blogosfera" (crédito a Fernando Brito). Na madrugada de hoje (10), sofreu um infarto fulminante, em sua casa no RJ. Durante sua vida profissional, ele havia passado por Band, Globo e Record. Por pressões políticas, foi afastado no mês passado do "Domingo Espetacular", um programa semanal que ele apresentava na TV Record desde 2006. PHA também administrava o portal colaborativo Conversa Afiada e o canal de vídeos "Conversa Afiada com Paulo Henrique Amorim", com 985 mil seguidores inscritos no YouTube.

Mensagens

— Morre Paulo Henrique Amorim. Falamo-nos anteontem por mensagem. Mais de cem processos fraudulentos na "justiça", perda do emprego na Record por ação do nazifascista que nos "governa".
Eduardo Guimarães

— O jornalista Paulo Henrique Amorim partiu: nesta madrugada, seu coração apaixonado explodiu, parou de bater. Perdemos um jornalismo crítico, inquieto, problematizador. Fundamental no Brasil de hoje, com uma imprensa chapa branca, insossa, seduzida pelas facilidade$ do poder. Viva PHA!
Chico Alencar

— O dia começou com a triste notícia do falecimento de Paulo Henrique Amorim. Suas reportagens, crônicas, comentários mais que afiados, eram a representação de um jornalismo destemido. PHA fará muita falta!
Glauber Braga

— Que ano, gente, que ano... Estamos mesmo dentro de um pesadelo sem fim. Cuidem-se, protejam suas mentes. A realidade está tóxica demais. Obrigada por tudo, Paulo Henrique Amorim. Sentiremos sua falta. Saudações ao João Gilberto.
Elika Takimoto

— Com a morte de Paulo Henrique Amorim o jornalismo sério e democrático sofre uma perda irreparável.
Erika Kokay

— Nossas condolências à família do Paulo Henrique Amorim, companheiro de tantos anos da blogosfera, herdeiro da ironia e do escracho tradicionais do jornalismo carioca, corajoso e que nunca, jamais se deixou calar. Um choque!
VIOMUNDO

— É com muita tristeza que recebi a notícia da morte do jornalista Paulo Henrique Amorim nesta manhã. Era uma das grandes vozes na imprensa na defesa da democracia e do estado democrático. Fará muita falta ao jornalismo e à sociedade. Meus sentimentos à família e aos amigos.
HenriqueFontana

— Paulo Henrique Amorim, um jornalista de coragem. Tornou-se um campeão do YouTube, graças à sua enorme capacidade de identificar um tema, mirar no detalhe ridículo que ninguém percebia, e fuzilar com a pontaria dos grandes polemistas.
Luis Nassif

— Por que o afastamento do jornalista do seu vitorioso "Domingo Espetacular" só é possível no país da casa-grande e da senzala.
Mino Carta

— O ansioso blogueiro, como a si chamava, agora é, para sempre, um amigo navegante. Por outros mares, para onde todos iremos.
TIJOLAÇO

"Bohemian Rhapsody" ilustrada com memes

Luke Maynard adaptou seu slideshow viral no Face da clássica canção do Queen, "Bohemian Rhapsody", para o formato de vídeo.



Outros vídeos de "Bohemian Rhapsody":
1 - com Fred Mercury e a banda Queen
2 - com o músico brasileiro Joe Penna
3 - com o físico Timothy Blais
4 - com uma impressora

09 julho, 2019

Romanos vão para casa

"Romani ite domum" (Romanos vão para casa) é a frase latina corrigida para o graffito "Romanes eunt domus", de uma cena no filme "A Vida de Brian", de Monty Python.
A cena apresenta John Cleese como um centurião e Graham Chapman como Brian, nesse momento da  história um candidato a membro do grupo revolucionário "A Frente Popular da Judeia". Para fazer parte do grupo, Brian tem de grafitar o slogan anti-romano "Romanos voltem para casa" nas paredes do palácio do governador Pôncio Pilatos, em Jerusalém. Sob o manto das trevas, ele escreve em latim para que os romanos possam entender o protesto. Brian está para completar a frase "Romanes eunt domus", quando ele é pego por um centurião. Brian está aterrorizado e claramente espera ser morto no local. No entanto, ao ler a mensagem de Brian e perceber que sua ortografia e gramática são terríveis, o centurião decide corrigir os erros. Ele ensina Brian a escrever a frase correta, que é "Romani ite domum", ameaçando "cortar suas' bolas" se ele não fizer isso 100 vezes até o nascer do sol. Brian faz isso, cobrindo quase todas as superfícies da praça com os graffiti. Quando ele completa a tarefa na manhã seguinte, o centurião diz a ele que "não faça isso de novo" e sai. Assim que ele sai, três soldados aparecem e vêem os graffiti. Brian percebe sua situação e corre perseguido pelos soldados.
Nas cenas subsequentes, vários soldados romanos podem ser vistos apagando os graffiti com a mensagem sediciosa.



[Brian está grafitando na parede do palácio. O Centurião o flagra.]
Centurião: O que é isso, então? "Romanes eunt domus"? As pessoas chamam de Romanes, eles vão, a casa?
Brian: Diz: "Romanos vão para casa".
Centurião: Não, não! Qual é o latim para "romano"? Vamos! Vamos !
Brian: Er, "Romanus"!
Centurião: Vocativo plural de "Romanus" é?
Brian: Er, er, "Romani"!
Centurião: [Escreve "Romani" sobre o grafite de Brian] "Eunt"? O que é "eunt"? Conjugar o verbo "ir"!
Brian: Er, "Ire". Er, "eo", "é", "it", "imus", "itis", "eunt".
Centurião: Então, "eunt" é ...?
Brian: Terceira pessoa plural presente indicativo, "eles vão".
Centurião: Mas "Romanos, vão para casa" é uma ordem. Então você deve usar ...? [Ele torce a orelha de Brian]
Brian: Aaagh! O imperativo !
Centurião: Qual é ...?
Brian: Aaaagh! Er, er, "eu"!
Centurião: Quantos romanos?
Brian: Aaaaagh! Plural, plural, er, "ite"!
Centurião: [escreve "ite"] "Domus"? Nominativo? "Vá para casa" é o movimento em direção, não é?
Brian: Dativo! [o centurião encosta a espada na garganta]
Brian: Aaagh! Não o dativo, não o dativo! Er, er, acusativo, "Domum"!
Centurião: Mas "Domus" leva o locativo, que é ...?
Brian: Er, "Domum"!
Centurião: [Escreve "Domum"] Entenda? Agora, escreva cem vezes.
Brian: Sim senhor. Obrigado senhor. Salve César, senhor.
Centurião: Salve César! E se não for feito até o nascer do sol, vou cortar suas bolas.
(https://www.bradford-delong.com/2011/05/romanes-eunt-domus.html)

A reação de Newton

Gravura [por Morel, de 1874] da história apócrifa do cão de estimação de Newton que, por haver derrubado uma vela acesa, ateou fogo a seus papéis. Sir Isaac Newton tinha em sua mesa uma pilha de papéis sobre os quais estavam escritos cálculos que levaram vinte anos para serem feitos. Certa noite, ele deixou a sala por alguns minutos e, quando voltou, descobriu que seu cachorrinho"Diamond" (Diamante) havia virado uma vela e ateado fogo aos preciosos papéis, dos quais nada restava além de um monte de cinzas. Foi então que ele gritou: "Oh, Diamond! Diamond! Tu sabes o que mal fizeste!".

História publicada em A Vida de Sir Isaac Newton por David Brewster (1833) e, posteriormente, na revista St. Nicholas, vol. 5, n. 4, (fevereiro de 1878).

08 julho, 2019

O trabalho dos astrônomos da ilha voadora de Laputa

Ilustração: J.J. Grandville
Um livro de ficção antigo - "Viagens de Gulliver", a lendária sátira de Jonathan Swift - apresenta uma surpreendente referência às luas de Marte. Apesar de bastante breve, nada mais do que meio parágrafo, é surpreendente que aquele livro de Swift tenha sido publicado em 1726 - mais de 150 anos da descoberta das duas luas pelo astrônomo Asaph Hall!
Na parte III de sua longa sátira, Swift coloca seu herói, Gulliver, na ilha flutuante de Laputa onde astrônomos estão trabalhando duro para mapear o firmamento. Sobre os astrônomos e sobre seu trabalho, Gulliver afirma:
Eles catalogaram dez mil estrelas fixas (...) Da mesma forma, eles descobriram duas estrelas menores, ou "satélites", que giram ao redor de Marte, das quais a mais interna está distante do centro do planeta exatamente três vezes seu diâmetro, e a mais externa, cinco. A primeira completa uma volta em dez horas, enquanto a segunda, em vinte e uma horas e meia.
A maior parte dos teóricos acredita que Swift "tomou emprestadas" as informações sobre os satélites de Marte dos cálculos realizados por Johannes Kepler, o descobridor das leis do movimento dos planetas, no século XVI, que também recebe os créditos, com frequência, por ter descoberto as luas de Marte. De qualquer forma, Kepler meramente especulou que o Planeta Vermelho teria duas luas, tendo como base para isso a crença de que Vênus não teria nenhum satélite natural e a Terra tinha uma, então, Marte deveria ter  duas. Havia uma ideia de que cada planeta consecutivo possuiria uma lua adicional. Essa crença ganhou força quando as quatro maiores luas de Júpiter foram descobertas. Mercúrio ainda era desconhecido e o (hipoteticamente) quinto planeta em ruínas, no qual o cinturão de asteroides está localizado, teria três luas, segundo este sistema de raciocínio. Hoje sabemos que essa "lei" planetária não faz sentido, mas Kepler poderia não ter esse conhecimento.
Isso, no entanto, cria um paradoxo: se Kepler não tinha informações específicas relacionadas às duas luas de Marte, como então Swift chegou aos cálculos apresentados em "Viagens de Gulliver"? Para reafirmar, ele comentou sobre a lua interna viajar ao redor do planeta em dez horas e a lua externa em 21 horas e meia. O tempo de órbita verdadeiro para cada lua é: Fobos, sete horas e quarenta e nove minutos; Deimos, trinta horas e dezoito minutos.
Em um artigo na Persuit, a publicação da Sociedade de Investigação do Inexplicado, o ex-diretor Robert J. Durant escrever: "No quesito exatidão, Swift deixa algo a desejar, mas seus números são, de qualquer forma, bastante aproximados. Qualquer um da mesma época na história [daquela era da astronomia] dificilmente conseguiria apontar falhas em Swift".
É possível que exista um registro antigo, em algum lugar, documentando a órbita e a posição de cada lua de Marte. Sobre tudo o que está fora de nossos tempos, nosso conhecimento em história é terrivelmente incompleto; o que sabemos de nosso próprio passado distante são hipóteses criadas a partir de uma estrutura de crenças cuidadosamente cultivada. Podemos ter subido e caído, repetidamente, com cada civilização redescobrindo o conhecimento do passado. O sistema solar pode ter sido mapeado e explorado, e até mesmo colonizado, em eras anteriores. Evidências disso, se existiram, provavelmente seriam encontradas  em Marte, ou mesmo em um de seus pequenos satélites.

UFOs: o último grande segredo / Curt Sutherly. São Paulo, Universo dos Livros, 2009. p.85-87

Abra os charutos e a champanhe

Break out the cigars and champagne. É uma frase muito usada em países anglófonos para celebrar os bons acontecimentos.
Charutos e champanhe são símbolos de celebração para negócios bem conduzidos. É claro que esses símbolos seriam rejeitados por alguém que não goste de fumar e beber. Uma alternativa criativa é distribuir charutos de chocolate, afinal, quem não gosta de chocolate?
O verbo frasal (break out) refere-se à circunstância de que os charutos, sendo embalados em celofane (à exceção dos produzidos em Cuba), e as garrafas de champanhe, cujas rolhas são protegidas com papel alumínio, serão logo mais abertos. A fim de que o pai orgulhoso com o nascimento de um filho possa festejar com os amigos.


Um nordestino autêntico preferiria convidar os amigos para BB o mijo do BB.

Bom para o Dicionário Brasileiro de Frases.

07 julho, 2019

Insetos Faber

É como são designados os insetos 4, 6 e 8 da série fotografada por Pascal Goet para seu projeto Pareidolias.

8: "Faber". Pachyrrhynchus gloriosus.

O nome Faber é uma alusão a Peter Carl Fabergé que, entre 1855 e 1917, projetou e produziu com uma equipe de assistentes os chamados ovos de Fabergé. Essas obras-primas da joalheria eram encomendadas a Fabergé e oferecidas, por ocasião da Páscoa, aos membros da família imperial da Rússia.

Slideshow: CADA MÁSCARA É UM INSETO (link futuro)

Vídeo: O mundo dos besouros

Feira de Mangaio e Cantiga de Caicó. Versões eruditas

Peça sinfônica composta por Sivuca a partir de "Feira de Mangaio", baião composto por ele, Sivuca, e por sua esposa, Glorinha Gadêlha.
Aqui interpretada por Sivuca (na sanfona) e pela Orquestra Sinfônica da Paraíba.



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A criação de música erudita com inspiração em popular foi muito usado por Villa-Lobos, como "Cantiga de Caicó" (Ô mana deixa eu ir) que era do domínio popular e o inspirou para uma das suas Bachianas.
Neste segundo vídeo, em magistral interpretação (voz e piano) de Ricardo Bacelar.


Bacelar: entre a ária e o árido

"Vento soprando sobre montanhas de pedras, num filme em preto e branco. Na sequência, as primeiras notas musicais e as cores surgindo. Assim começa o vídeo da canção “Oh Mana Deixa Eu Ir”, uma composição de Heitor Villa-Lobos, Milton Nascimento e Teca Calazans. A canção fala de sertão, de solitude. Nesse contexto entre o árido e o sensível, escolhemos como cenário os monólitos de Quixadá, em pleno sertão cearense." ~ Ricardo Bacelar, advogado e músico cearense

06 julho, 2019

Morre João Gilberto, ícone da bossa nova

"O Brasil precisa merecer a bossa nova."
~ Caetano Veloso
RIO - Responsável por uma revolução no modo de cantar e tocar violão, que mudou tudo na música brasileira, João Gilberto morreu neste sábado, 6, aos 88 anos. A causa da morte ainda não foi divulgada. Ele deixa três filhos, João Marcelo, Bebel e Luisa.
Natural de Juazeiro da Bahia. onde aprendeu a tocar violão em sua meninice, João Gilberto mudou-se para o Rio de Janeiro em 1950, disposto a ganhar o Brasil com seu violão e sua voz. Ganhou o mundo.
Grande e único. Graças a ele, a bossa nova se consolidou e a música brasileira teve portas abertas para conquistar seu lugar no mundo. A brilhante geração de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque não teria ido tão longe se não fosse a inspiração de "Chega de saudade", disco que João lançou em 1958.
Músico preciso e exigente, era conhecido por cobrar silêncio absoluto de suas plateias, tendo algumas vezes abandonado suas apresentações pelo meio, devido a ruídos no público ou problemas técnicos com o som. Ele tinha razão e direito. Sua música, delicada, só pode ser apreciada em sua inteireza com muita atenção.
Em 1965, o disco gravado por João com o saxofonista Stan Getz rendeu o Grammy de Álbum do Ano. Quais eram os adversários diretos na disputa? Os Rolling Stones e os Beatles.
Fez parte das vozes do Brasil moderno, do despertar nacional nas décadas de 1950 e 1960, e permanecerá  como um signo nacional reconhecido mundialmente.

Discografia de João

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Presidente da República homenageia João Gilberto
Quem viveu essa época, e mesmo quem não a viveu, não esquece a novidade de João Gilberto, nem o seu legado.
O cantor e compositor baiano que se instalou no Rio de Janeiro desencadeou uma revolução musical quando gravou, em 1958, «Chega de Saudade» e «Desafinado». A Bossa Nova, alegre e melancólica ao mesmo tempo, nasceu de uma vontade de, como disse João Gilberto, tirar os excessos, seguir o curso natural das coisas, dar as notas de modo a não prejudicar a poesia.
Uma voz baixa, um violão, uma batida e um sentimento poético-melódico ímpar deram à música popular brasileira um sucesso e um reconhecimento inéditos, concorrendo mesmo, na Europa e nos Estados Unidos, com os êxitos anglo-americanos das décadas do pós-guerra.
E ao lado de João Gilberto esteve toda uma geração de artistas excepcionais, como Tom Jobim e Vinicius de Moraes, enquanto inúmeros outros seguiram o caminho que ele desbravou, em 13 álbuns de originais, discos ao vivo, concertos e colaborações. «Uma vida dedicada a aperfeiçoar a perfeição», como resumiu um dos seus estudiosos.

O Presidente da República (de Portugal, claro) achou que JOÃO GILBERTO era muito mais do que «uma pessoa conhecida, meus sentimentos à família, tá OK».
Por isso, homenageou-o de verdade.

Alguém sentado num vaso sanitário

ESPOSA
"O carro não dá partida. O painel mostra o símbolo de alguém sentado num vaso sanitário..."
MARIDO
"O quê?! Mande-me essa foto urgente."

(http://bitsandpieces.us/2019/01/the-car-wont-start/)

O pombo-correio

Pombo-correio / Voa depressa / E esta carta / Leva para o meu amor. ~ Moraes Moreira
Na letra desta canção há uma desinformação. Um pombo-correio nunca leva: traz.

O atual pombo-correio é o fruto de cruzamentos de algumas raças belgas e inglesas, efetuadas na segunda metade do século XIX. Esse padrão de pombo foi continuamente selecionado a fim de apurar duas características principais: a capacidade de orientação e um morfotipo atlético.

Columbófilos (criadores de pombos-correio) potencializam essas capacidades para que eles participem de competições. Com isso, eles desenvolvem velocidades máximas entre 87 e 102 km/h, em distâncias que podem chegar a mais de 1.200 quilômetros.

Portugal tem a columbofilia como o segundo desporto mais popular do país, contando com cerca de 4.500.000 de pombos para essa finalidade.

Em 2010, um pombo de corrida chamado Houdini desapareceu em uma corrida de 360 quilômetros na Grã-Bretanha e apareceu cinco semanas depois no Panamá, a 5.200 quilômetros de distância.
"Eu fiquei chocado. Eu nem sabia onde ficava o Panamá", disse o proprietário Darren Cubberley ao Daily Mirror. "Eu não tenho ideia de como Houdini chegou lá. Só posso supor que ela pegou uma carona em um navio para o outro lado do Atlântico."
O pássaro, supostamente em forma perfeita, não retornou mais para a Grã-Bretanha. Daí em diante permaneceu com Gustavo Ortiz, em cujo telhado ele havia pousado. Segundo o último relatório, Houdini estava aprendendo espanhol.

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Armando
19/03/19, BBC News - Um pombo-correio campeão de corridas foi vendido pelo preço recorde de 1,25 milhão de euros (cerca de R$ 5,3 milhões).
Armando (foto), como é chamado, foi descrito pela casa de leilões Pigeon Paradise (Pipa) como "o melhor pombo belga de longa distância de todos os tempos". Ele também é conhecido como "o Lewis Hamilton dos pombos" - uma referência ao piloto britânico de Fórmula 1, cinco vezes campeão mundial.
"Foi irreal, o sentimento - foi algo de outro mundo", disse à BBC Nikolaas Gyselbrecht, CEO da Pipa, quando alguém fez uma oferta de mais de 1 milhão de euros. "Nos nossos sonhos mais loucos, nunca imaginamos um valor como esse. Esperávamos algo em torno de 400 mil a 500 mil euros, e sonhávamos com só 600 mil euros".
Mas Armando não é um pombo qualquer. De acordo com Fred Vancaillie, presidente da associação local de entusiastas de pombos, ele é um dos melhores pombos da história do esporte, conhecido como columbofilia. As últimas três corridas da carreira dele foram disputadas no Campeonato de Pombos Ace 2018, na Olimpíada de Pombos 2019 e no Angoulême - e ele venceu todas as competições.
Prestes a completar cinco anos, Armando está agora aposentado das corridas. Mas, embora seus dias de competidor tenham ficado para trás, Gyselbrecht diz que os pombos de corrida podem ter filhotes até os 10 anos e costumam viver até 20 anos.
É provável, portanto, que os novos donos coloquem a ave para procriar na esperança de gerar uma ninhada de campeões.

05 julho, 2019

Criança Desesperança



LEMBRO-ME DE QUANDO  ERA CRIANÇA.
EU PODIA PASSAR POR UMA CONFEITARIA E VOLTAR PARA A CASA TRAZENDO DOCES, SALGADINHOS E UMA LATA DE REFRIGERANTE.
AGORA ELES TÊM CÂMERAS POR TODOS OS LADOS.

A arte de Mucha

para Elda Gurgel e Silva (*)

Voltemos no tempo para o fim do século XIX - início do século XX na Europa, para o período em que a arte foi principalmente representada pelo estilo Art Nouveau. Nessa época, a arte recuperou o aspecto jovial, e as pinturas se tornaram coloridas, com exuberância de curvas, e sendo adornadas com flores e ouro.
Uma das figuras mais proeminentes do período foi o pintor checo Alphonse Mucha (1860 - 1939), não obstante à restrição que ele fazia à expressão definidora de sua arte ("O que é isso, Art Nouveau? A arte nunca pode ser nova.").
A série de painéis decorativos que você vê abaixo é uma das obras mais conhecidas do pintor. Retrata as quatro estações do ano na forma de mulheres bonitas.


Além de painéis decorativos, Mucha produziu retratos de mulheres, ilustrações de livros, cartazes de teatro, anúncios diversos, cartões postais, calendários e até mesmo capas de menus. Ele também projetou os vitrais da Catedral de São Vito, em Praga
Depois de se tornar um pintor de renome mundial, Mucha retornou a Praga, onde fez o trabalho de sua vida: uma série de vinte telas monumentais conhecidas como "A Epopeia Eslava", retratando a história dos os povos eslavos, que ele pintou entre 1912 e 1926. Esta série encontra-se atualmente em exibição na Galeria Nacional de Praga .

(*) Minha mãe Elda, fã ardorosa de Mucha. gostava de reproduzir em suas tapeçarias as telas do pintor checo.

04 julho, 2019

Você já se perguntou para que serve aquele bolsinho da calça jeans?

O bolsinho da calça serve para:

- guardar moedas
- (nã, nã, nã, nã, não!) guardar nota graúda
- esconder a camisinha
- transportar o ingresso
- guardar o relógio de bolso

O bolso de relógio
Os primeiros jeans tinham quatro bolsos - apenas um atrás e, na frente, dois, além do pequeno bolso do relógio. Originalmente pensado como uma proteção para relógios de bolso, daí o nome watch pocket, o bolsinho extra tem cumprido outras funções evidenciadas em suas outras designações: bolso da camisinha, bolso das moedas, bolso da correspondência e bolso de ingresso, para citar alguns títulos.
Fonte: Levi-Strauss


Aqui vai minha contribuição: bolso do pendrive.

O gato é um líquido?

O físico francês Marc-Antoine Fardin foi premiado com o Ig Nobel de Física em 2017 por sua pesquisa inovadora em reologia, que é o estudo de como a matéria flui e se deforma. Um dos problemas na reologia é a definição de termos. A definição que aprendemos na escola é que um líquido é o estado da matéria que toma a forma de seu recipiente, mas não o volume.
(A definição é refinada para os cientistas.)
O ponto principal do artigo que ganhou o prêmio, "On the rheology of cats" (Sobre a reologia dos gatos), encontrado nesta revista, é que, se os gatos podem se encaixar na definição científica de um líquido. Como, talvez, a maioria de nós não saiba o suficiente sobre os estados da matéria, Fardin dá-nos, a nós que não somos físicos, um curso de curta duração em reologia.

O Bored Panda traz algumas provas irrefutáveis sobre a teoria de que os gatos são líquidos.

Pinterest

03 julho, 2019

A Web Solitária

Às vezes, quando estou me sentindo entorpecido pela cachoeira de novidades e tendências virais que aparecem nos meus feeds, eu uso um gerador de números aleatórios para fazer buscas no YouTube, por vídeos sem nome, aqueles que ninguém assistiu antes.
A sensação é de encontrar vídeos de câmeras de vigilância que aliens colocaram para observar a humanidade.
Existe algo de doce e sincero nesses vídeos. Eles ecoam uma época antiga da internet, quando ninguém sabia que diabos estava fazendo. Quando o sinistro, o desconcertante e o perigoso espreitavam há apenas alguns cliques de distância. Antes de uma combinação de serviços centralizadores criarem uma web previsível e higienizada. Na minha época, o pessoal tinha que dar muita volta pela web pra achar alguma coisa.
Aquela internet, antiga e esquisita, nunca desapareceu de verdade. Ela está apenas escondida das nossas plataformas de mídia social.
A maior parte do conteúdo da web é acessada por meio de algumas poucas plataformas. Essas empresas fazem dinheiro a partir da informação que os seus usuários postam, então, elas encorajam todo mundo a postar o máximo possível.
No entanto, isso causa um problema: tem muita coisa. Até mesmo o usuário mais ávido, com os olhos vidrados na rolagem infinita, passando por milhares de fotos de bebês, de artigos sensacionalistas e de anúncios não pode ver tudo o que é postado.
Ainda assim, embaixo dessa camada anestesiada e controlada, todas aquelas coisas desregulamentadas ainda existem.
Essa é a chamada "Web Solitária". Ela vive no espaço lamacento entre o mainstream e a deep web. O conteúdo é público e encontrável pelos motores de busca, mas difundido para uma audiência minúscula, deixado de fora pelos algoritmos e/ou difícil de encontrar usando as técnicas tradicionais de busca.
Qual é o tamanho da Web Solitária? Baseado em um estudo de 2009 que mostra que 53% dos vídeos do YouTube não passaram a marca das 500 visualizações, é seguro estimar que: ela é grande, muito grande.
Ela inclui, mas não se limita a: vídeos do YouTube que nunca foram vistos; contas do Twitter com centenas de tuítes e nenhum seguidor; bots de spam; vídeos com imagem borrada e som estourado; petições por causas perdidas; aplicativos que ninguém vai baixar; e posts anônimos no 4chan que desaparecem de repente, se extinguindo como estrelas distantes feitas da queima de lixo.
Existem até empresas na Web Solitária. Uma rede de fast food do Cazaquistão chamada Hardee’s, por exemplo, tem apenas 160 seguidores no Twitter. Por um tempo, a conta tuitava aleatoriamente uns códigos inexplicáveis, como uma emissora de números fast food.
Parece um tipo de conteúdo mais honesto do que muito da web mainstream, estereotipada e pré-embalada. Parece ser o resultado de plataformas dizendo agressivamente para as pessoas que as suas vozes são importantes e merecem ser ouvidas, sem deixá-las perceber enquanto a sua potência de transmissão é diminuída. A Web Solitária está repleta de desesperadas mensagens em garrafas, sendo levadas cada vez mais longe por uma correnteza de conteúdo irrelevante.
Existem ferramentas para se explorar a Web Solitária, se alguém for especialmente preguiçoso: sites como 0views e Petit YouTube colecionam vídeos “desinteressantes” que nunca foram visualizados; Sad Tweets encontra tuítes que foram ignorados; Forgotify rastreia o Spotify em busca de músicas que nunca foram tocadas; Hapax Phaenomena procura por “imagens historicamente únicas” na busca de imagens do Google e /r/deepintoyoutube, que foi criado por um estudante de 15 anos chamado Distin (vídeo favorito: “Motivational Lizard”) faz curadoria de vídeos obscuros e bizarros.
Mas eu prefiro a busca manual. Encontrar algo interessante ao acaso, com a ideia conceitual certa, é fascinante. É como pescaria, só que sem o ar puro, ou a atividade física, ou as minhocas esmagadas.

Recortes de: "Como a Internet Esquisita e Sem Filtros se Tornou uma Mina de Ouro para a Mídia". Artigo de Joe Veix, publicado em 12/05/2016 no site Noosfera, onde pode ser lido na íntegra.

O projeto da piscina infinita de Londres

Piscinas infinitas são um marco de resorts à beira-mar e hotéis de alto padrão - mas você provavelmente não viu um assim. A Compass Pools está planejando construir uma piscina infinita no topo de um arranha-céu de 55 andares em Londres, proporcionando uma visão de 360 ​​graus do horizonte.

Mas há um problema: as pessoas estão confusas sobre como se vai entrar e sair da piscina. Algumas, no Twitter, compararam o projeto a um experimento em "The Sims" que deu errado. (*)
O site da Compass Pools diz que os nadadores usariam uma escada em espiral "baseada na porta de um submarino" que se elevaria do piso da piscina.
Alex Kemsley, designer de piscinas e diretor técnico da Compass Pools, disse ao BUSSINESS INSIDER, que a escada funcionaria como "um tubo em um tubo".
"O primeiro tubo seria para 'cortar um caminho' através da água e criar uma eclusa de ar", disse Kemsley. "O segundo, para levar uma escada até o nível da água." A empresa optou por não adicionar escadas ao exterior do edifício porque isso iria estragar a vista.
Kemsley acrescentou que a escada seria controlada por um controlador lógico programável para garantir que todas as travas e válvulas operem no momento correto.
Mas isso não impediu que os espectadores especulassem sobre outras formas (heterodoxas) como os nadadores entrariam e sairiam da piscina.

(*) "Em vez de piscinas, escolhemos desenvolver novas funcionalidades no modo construção: manipulação direta, construir a casa divisão por divisão e poder trocar facilmente as vossas divisões personalizadas, para tornar o ambiente imediato mais relacionado e interativo para o vosso Sim". Explicação da Electronic Arts aos fãs de The Sims, versão 4.

02 julho, 2019

Cama de balanço

Qualquer um que tenha colocado uma criança pequena numa rede de dormir, [1] [2] [3] [4] sabe que, mais facilmente, a faz adormecer com movimentos de balanço. Agora, dois novos estudos relatados na revista Current Biology de 24 de janeiro, um realizado com adultos jovens e outro com camundongos, acrescentam novas evidências aos amplos benefícios dos movimentos de balanço para o sono.
Na verdade, os estudos em pessoas mostram que o balanço não só leva a um sono melhor como também aumenta a consolidação da memória durante o sono.
"Ter uma boa noite de sono significa adormecer rapidamente e depois permanecer dormindo durante toda a noite", diz Laurence Bayer, da Universidade de Genebra, na Suíça. "Nossos voluntários - mesmo que fossem todos bons dormidores - quando foram balançados adormeceram mais rapidamente e tiveram períodos mais longos de sono profundo, associados a menos despertares durante a noite. Assim, mostramos que o balanço é bom para o sono."

Este vídeo mostra a "cama de balanço" (rockin bed) usada pelos pesquisadores

Current Biology, Perrault et al.: "Whole-Night Continuous Rocking Entrains Spontaneous Neural Oscillations with Benefits for Sleep and Memory"
DOI: https://doi.org/10.1016/j.cub.2018.12.028