03 setembro, 2014

 

Trabalhos de pesquisa com títulos curtos

Se houver uma competição para escolher o trabalho de pesquisa que apresenta o título mais curto este é um forte candidato ao título:
“Q“. por Leon Knopoff. Reviews of Geophysics, vol. 2, no. 4, 1964, pp. 625-660.
Começa assim:
"Se não fosse pela atenuação intrínseca do som no interior da Terra, a energia dos terremotos do passado ainda estaria hoje reverberando no interior da Terra. O caos resultante dessa perspectiva impressionante é uma especulação que está fora do escopo deste artigo. E nossa tarefa aqui é investigar onde, na terra sísmica, a energia é convertida em calor; e se esta conversão é realizada com igual eficiência em todo seu interior, ou se algumas partes do interior são mais capazes de realizá-la do que outras."
Concorre com ele:
"E", por Christopher J. Mulvey, Supplemento ai Rendiconti del Circolo Matematico di Palermo, 1986.
(Em verdade, o título desse trabalho não é a conjunção aditiva "e". É o sinal que representa a conjunção latina "et", o qual é muito usado em nomes de empresas e que, por isso, é também conhecido como "e comercial". O caractere que parece um monograma. Lamentavelmente, não posso escrevê-lo no blogue porque ele é automaticamente modificado para "&". Coisas do HTML.)
Como compensação, no Journal of Applied Behavior Analysis (JABA), há um interessante artigo de Dennis Upper, intitulado The Unsuccessful Self-Treatment of a Case of “Writer’s Block” (O Fracassado Auto-Tratamento de um Caso de “Bloqueio do Escritor”), que pode ser lido de uma assentada, visto que o artigo completo apresenta conteúdo vazio (alguém já disse mais com menos palavras?). Resume-se ao título.
Ele foi publicado – sem revisão – com este entusiasmado comentário do Revisor A:
Eu estudei cuidadosamente este manuscrito, com suco de limão e raios-X, não detectando um só defeito no projeto ou no estilo da apresentação. Sugiro ser publicado sem revisão.
Já na categoria livros com títulos curtos, há-os em maior número. Vão de "A", de Andy Warhol, a "Z", de Vassilis Vassilikos. Confira-os aqui.
Embora a fonte indicada não explique por que Vassilis ignorou o "V".
(PGCS)

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02 setembro, 2014

 

Não é uma andorinha só

O artista Jeremy Meyer montou esta "andorinha" a partir de velhas máquinas de escrever. É assim que ele costuma criar suas esculturas.


Posts no Boing Boing sobre os trabalhos dele.

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Os 10 países mais visitados do mundo

A Organização Mundial do Turismo divulgou os destinos turísticos mais visitados do mundo em 2013.
Talvez sem surpresa, a França levou o primeiro lugar.

França 84, 7
Estados Unidos 69,8
Espanha 60,7
China 55,7
Itália 47,7
Turquia 37,8
Alemanha 31,5
Reino Unido 31,2
Rússia, 28,4
Tailândia 26,5
(em milhões de visitantes)

UNWTO

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01 setembro, 2014

 

O toque de tentenublo

"Ainda somos muito supersticiosos. Milhares de anos de fé cega e sobrenatural criaram, ao que parece, um gânglio religioso no cérebro humano. Atrofiado e quase desaparecido em algumas pessoas, persiste pujante e crescendo nas demais." – Ramón y Cajal, biólogo

O toque de tentenublo consiste no repicar dos sinos que é feito em certas regiões da Espanha com a finalidade de afastar as tempestades de granizo. O toque é acompanhado por orações a Santa Barbara e litanias como "si lluvia traes ven para acá, si piedra, vete para allá" (se chuva trazes vem para cá, se pedra, vai para lá).
Este costume fundamenta-se na crença de que, com o barulho dos sinos, as tempestades são dissipadas, ou pelo menos suavizadas, sem produzir os danos temidos no campo.
Ao som dos sinos, as pessoas recitam a seguinte ladainha: "Tente nublo, tente en ti, no te caigas, sobre mi, guarda el pan, guarda el vino, guarda los campos, que están floridos" (Tente praga, latente em você, não caia em mim, salve o pão, proteja o vinho, proteja os campos que estão floridos).
Atualmente, o número de paróquias que ainda adotam essa prática encontra-se reduzido.
No capítulo IV de "Recuerdos de mi vida", de Ramón y Cajal, encontro a seguinte passagem:
"Una voz salida de entre el gentío nos llamó la atención acerca de cierta figura extraña, negruzca, colgante en el pretil del campanario. En efecto, allí, bajo la campana, envuelto en denso humo, la cabeza suspendida por fuera del muro, yacía exánime el pobre sacerdote, que creyó poder conjurar la formidable borrasca con el imprudente doblar de la campana. Algunos hombres subieron a socorrerle y halláronle las ropas ardiendo y una terrible herida en el cuello, de que murió pocos días después. El rayo había pasado por él, mutilándole horriblemente. En la escuela, la maestra yacía sin sentido sobre el pupitre, fulminada también, aunque sin heridas importantes.
Poco a poco nos dimos cuenta de lo ocurrido: un rayo o centella había caído en la torre, fundiendo parcialmente la campana y electrocutando al párroco; continuando después sus giros caprichosos, penetró en la escuela por una ventana, horadó el techo del piso bajo, donde los chicos estábamos, derrumbando buena parte de la techumbre; pasó por detrás de la maestra, a quien privó de sentido, y, después de destrozar un cuadro del Salvador, colgante del muro, desapareció en el suelo por un boquete, especie de madriguera ratonil, labrada junto a la pared. Ocioso fuera encarecer el estupor que me causara el trágico suceso."

RAIO. O que fazer?, Esta eu deixo com o Aleixo e The Sullivan Show (EntreMentes)
Um câncer curado por um raio (Acta Pulmonale)

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O acesso à Internet

O acesso à Internet é protegido pelas legislações de diversos países, e a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) já declarou, em 2011, o acesso à Internet como sendo um direito humano essencial ao cumprimento de outros direitos, como a liberdade de expressão, de opinião e de acesso à informação.
A ONU assinalou que este acesso deve ser mantido a todo custo, especialmente em momentos políticos importantes de uma nação como eleições, tempos de inquietação social ou aniversários históricos.
Ficou claro, pois, sem importar quão factível é do ponto de vista técnico desconectar a população de um país do acesso à Internet, que o governo que o fizer, por qualquer motivação, praticará uma violação dos direitos humanos fundamentais.
Em que posição está o seu país no mapa?

Risco de Desconexão da Internet, em novembro de 2012, conforme o Renesys

O Brasil deu exemplo, ao criar o Marco Civil da Internet (Lei Nº 12.965, de 23 abril de 2014) que, entre outras providências, consagra a neutralidade da rede.

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31 agosto, 2014

 

O Projeto Monarca

O retrato de uma borboleta elaborado com a ajuda de milhares de borboletas
O pessoal do jardim botânico Espace pour la vie, de Montreal, criou este retrato de uma borboleta monarca com a ajuda de milhares de borboletas da espécie. O truque foi deixá-las raspar com as patas as folhas de um papel esfumaçado, classificar em porcentagens de cinza os inúmeros pedaços dessas folhas e depois montá-los meticulosamente.
Bem preparado, fotografado e com um acompanhamento musical, o projeto tornou-se este vídeo encantador.



Ver também:
A fantástica migração das monarcas – c/ o vídeo "Como consertar uma asa quebrada de borboleta"

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31/08 = Blog

Em 2009, após algumas divagações sobre datas, sugeri fazer de 29 de fevereiro o Dia do Blog. E coloquei essa sugestão em consulta pública.
Em vão bloguei. Pois já existia o dia 31 de agosto para a "aldeia blogal" comemorar o seu Dia.
E sabem por que escolheram o 31 de agosto?
Porque 31/08 se assemelha com a palavra "Blog".

31/08 ► 3l08 ► 3log ► Blog

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30 agosto, 2014

 

Uma namorada invisível

"MINHA NAMORADA INVISÍVEL PERMITE-ME FOCAR EM MEU TRABALHO E NÃO EM MEU NAMORO!"
Joe Thompson

COMO FUNCIONA
1 ESCOLHA UM PLANO
Cada um dos nossos planos ajuda a criar uma namorada invisível em que acredite e inclui uma mistura de relacionamento virtual com relacionamento do mundo real.
2 ESCOLHA UMA NAMORADA
Depois de selecionar a sua namorada invisível em nossa extensa biblioteca, você vai customizar a personalidade dela e especificar como vocês dois vão interagir.
3 VIVA A SUA VIDA
Uma vez que você encontrou a sua namorada invisível, você passa a viver a sua vida em seus próprios termos, e não de acordo com os outros.
invisiblegirlfriend.com

Como deixar sua EX com ciúmes

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Tom Jobim e as idiossincrasias do Brasil

O maestro Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (1927–1994) amava este país. Mas tinha lá suas justas críticas com o povo que ele reverenciava referenciava em seu sobrenome:
"O Brasil não é para principiantes."
"No Brasil, sucesso é ofensa pessoal."
"Este é um país em que a prostituta goza, o cafetão tem ciúme, o traficante se vicia, e o pobre é da direita."(Com modificação esta frase é atribuída também ao Tim Maia.)
"Quando uma árvore é cortada, ela renasce em outro lugar. Quando eu morrer quero ir para esse lugar, onde as árvores vivem em paz."
 "É ou não é um país de cabeça para baixo?"
Diz-se que a idiossincrasia é uma característica comportamental ou estrutural peculiar a um indivíduo, a um grupo ou a um país. Nacionalista crítico, Tom Jobim gostava de destacar nossas idiossincrasias.
Mas,
além da jabuticaba velha de guerra, do ponto facultativo, do carnaval fora de época, da caipirinha e do cheque pré-datado, cá temos outras "brasileirices":
A "passagem molhada" ser interditada quando chove.
O caminhão tombar na estrada e, depois disso, a carga não ter mais dono.
O permanente de cabelo ser temporário.
O paciente adiar a consulta médica ao adoecer no dia marcado.
E aquele que mais grita “pega ladrão” ser aqui o próprio ladrão.
Bem, voltando ao maestro soberano. Ao instante em que lhe perguntaram porque sempre voltava ao Brasil, quando podia viver sossegado nos Estados Unidos:
"Volto para me aporrinhar. Para responder a esse tipo de pergunta. Para ser um dos cinco por cento de brasileiros que pagam imposto de renda. Para perder o apetite ou morrer de indigestão. Volto porque nunca saí daqui."

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29 agosto, 2014

 

Silêncio, funeral



Apesar da péssima fama de como se comportam em uma loja de louças, os macacos são muito respeitosos quando um deles morre.
Nada de dar caráter festivo ao acontecimento. Eles não soltam fogos, não fazem mimimi nem tiram selfies.
Macacos me mordam, se estes, ao invés daquele barulho de sempre, não guardam um minuto de silêncio em homenagem ao que morreu. Sim, um minuto e... até mais. O tempo que for necessário para realizar o sepultamento.
Vejam, para confirmar o que digo, como foi O enterro de Dorothy.

Já os pinguins quando morrem...

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Estimativas populacionais dos estados e municípios brasileiros em 2014

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, divulgou ontem, 28 de agosto, as estimativas das populações residentes nos 5.570 municípios brasileiros, com data de referência em 1º de julho de 2014.
Estima-se que o Brasil tenha 202,7 milhões de habitantes e uma taxa de crescimento de 0,86% de 2013 para 2014.
Entre as unidades da federação, o estado mais populoso continua sendo São Paulo, que conta com mais de 44 milhões de residentes. O estado de Minas Gerais tem 20,7 milhões de habitantes e o Rio de Janeiro, 16,4 milhões. A Bahia tem 15,1 milhões e o Rio Grande do Sul, 11,2 milhões.
O município de São Paulo continua sendo o mais populoso, com 11,9 milhões de habitantes, seguido por Rio de Janeiro (6,5 milhões), Salvador (2,9 milhões), Brasília (2,9 milhões) e Fortaleza (2,6 milhões).
As estimativas populacionais são fundamentais para o cálculo de indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos intercensitários e são, também, um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União na distribuição do Fundo de Participação de Estados e Municípios.
A tabela com a população estimada para cada município foi publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.) de 28 de agosto de 2014. Uma análise completa das estimativas populacionais pode ser consultada no link www.ibge.gov.br.
N. do E.
No site do IBGE, o popclock (relógio populacional) atualiza essas estimativas para:

Tempo médio para o aumento da população: 19 segundos.

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28 agosto, 2014

 

Realidade dementada

Marty Cooper usa a experiência adquirida como desenhista de HQ para adicionar personagens engraçados em cenas reais.
Os resultados são interessantes.
Em imagens estáticas, veja-os aqui. E, sob a forma de animação, aprecie os clipes que estão compilados neste vídeo.


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Aula de anatomia quase patológica



Sobre uma forma variante do pé:

O SALTO ALTO

Descrição anatômica:
1- O pé de fato
2- A perna adicional

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27 agosto, 2014

 

O desafio do balde do gelo

Bits and Pieces

Inspirado no desafio, ao qual não têm faltado o apoio de muitas celebridades (pelo menos, nos Estados Unidos), alguém propôs praticá-lo em proporções maiores.
Aumentando-o com sustentabilidade.
Este é o projeto, melhor dizendo, o croqui de uma máquina perpétua de arrecadar dinheiro – dinheiro infinito. A ser todo aplicado nas pesquisas com a ELA.
Agora vai haver grana para a cura da doença.
N. do E.
Não liguem para a ausência de gelo. A queda d'água já é bastante gelada.


Slideshows do PG - Apresentação 333
XADREZ - PARTIDAS HISTÓRICAS

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O pequeno carro azul - 2

Este vídeo (sofa car), com 3:24 de duração, mostra uma luta insana para inserir um objeto em outro. É uma luta ainda contra algumas conhecidas, mas talvez não totalmente compreendidas, leis da física newtoniana.
Também é talvez uma ilustração do efeito Dunning-Kruger.



O que é o efeito Dunning-Kruger
É o fenômeno pelo qual indivíduos que possuem pouco conhecimento sobre um assunto acreditam saber mais que outros mais bem preparados, o que faz com que esses indivíduos tomem decisões erradas e cheguem a resultados indevidos, sendo tudo agravado pela incompetência que os restringe na habilidade de reconhecer os erros. Estas pessoas sofrem de superioridade ilusória.

O pequeno carro azul, versão 1

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26 agosto, 2014

 

A ironia de Machado de Assis sobre a Abolição da Escravidão

Em 19 de maio de 1888, poucos dias após a Abolição da Escravatura, ocorrida oficialmente a 13 de maio de 1888, Machado de Assis publicou no jornal Gazeta de Notícias essa crônica (na verdade um pequeno conto irônico).
Bons dias!
Eu pertenço a uma família de profetas après coup, post factum, depois do gato morto, ou como melhor nome tenha em holandês. (*) Por isso digo, e juro se necessário for, que toda a história desta lei de 13 de maio estava por mim prevista, tanto que na segunda-feira, antes mesmo dos debates, tratei de alforriar um molecote que tinha, pessoa de seus dezoito anos, mais ou menos. Alforriá-lo era nada; entendi que, perdido por mil, perdido por mil e quinhentos, e dei um jantar.
Neste jantar, a que meus amigos deram o nome de banquete, em falta de outro melhor, reuni umas cinco pessoas, conquanto as notícias dissessem trinta e três (anos de Cristo), no intuito de lhe dar um aspecto simbólico.
No golpe do meio (coup du milieu, mas eu prefiro falar a minha língua), levantei-me eu com a taça de champanha e declarei que acompanhando as idéias pregadas por Cristo, há dezoito séculos, restituía a liberdade ao meu escravo Pancrácio; que entendia que a nação inteira devia acompanhar as mesmas ideias e imitar o meu exemplo; finalmente, que a liberdade era um dom de Deus, que os homens não podiam roubar sem pecado.
Pancrácio, que estava à espreita, entrou na sala, como um furacão, e veio abraçar-me os pés. Um dos meus amigos (creio que é ainda meu sobrinho) pegou de outra taça, e pediu à ilustre assembléia que correspondesse ao ato que acabava de publicar, brindando ao primeiro dos cariocas. Ouvi cabisbaixo; fiz outro discurso agradecendo, e entreguei a carta ao molecote. Todos os lenços comovidos apanharam as lágrimas de admiração. Caí na cadeira e não vi mais nada. De noite, recebi muitos cartões. Creio que estão pintando o meu retrato, e suponho que a óleo.
No dia seguinte, chamei o Pancrácio e disse-lhe com rara franqueza:
- Tu és livre, podes ir para onde quiseres. Aqui tens casa amiga, já conhecida e tens mais um ordenado, um ordenado que…
- Oh! meu senhô! fico.
- …Um ordenado pequeno, mas que há de crescer. Tudo cresce neste mundo; tu cresceste imensamente. Quando nasceste, eras um pirralho dêste tamanho; hoje estás mais alto que eu. Deixa ver; olha, és mais alto quatro dedos…
- Artura não qué dizê nada, não, senhô…
- Pequeno ordenado, repito, uns seis mil-reis; mas é de grão em grão que a galinha enche o seu papo. Tu vales muito mais que uma galinha.
- Justamente. Pois seis mil-reis. No fim de um ano, se andares bem, conta com oito. Oito ou sete.
Pancrácio aceitou tudo; aceitou até um peteleco que lhe dei no dia seguinte, por me não escovar bem as botas; efeitos da liberdade. Mas eu expliquei-lhe que o peteleco, sendo um impulso natural, não podia anular o direito civil adquirido por um título que lhe dei. Ele continuava livre, eu de mau humor; eram dois estados naturais, quase divinos.
Tudo compreendeu o meu bom Pancrácio; daí pra cá, tenho-lhe despedido alguns pontapés, um ou outro puxão de orelhas, e chamo-lhe besta quando lhe não chamo filho do diabo; cousas todas que ele recebe humildemente, e (Deus me perdoe!) creio que até alegre.
O meu plano está feito; quero ser deputado, e, na circular que mandarei aos meus eleitores, direi que, antes, muito antes da abolição legal, já eu, em casa, na modéstia da família, libertava um escravo, ato que comoveu a toda a gente que dele teve notícia; que esse escravo tendo aprendido a ler, escrever e contar, (simples suposições) é então professor de filosofia no Rio das Cobras; que os homens puros, grandes e verdadeiramente políticos, não são os que obedecem à lei, mas os que se antecipam a ela, dizendo ao escravo: és livre, antes que o digam os poderes públicos, sempre retardatários, trôpegos e incapazes de restaurar a justiça na terra, para satisfação do céu.
Boas noites.
(Texto extraído do livro; Assis, Machado de. Obra Completa, Vol III. 3ª edição. José Aguilar, Rio de Janeiro. 1973. p. 489 – 491)
(*) Achteraf is het makkelijk praten. No retrospecto é fácil falar. Machado vai ficar devendo essa: a mim e ao Tradukka.

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A República de Kiribati


Com suas brancas praias e coqueirais, Kiribati parece ser a quintessência das ilhas paradisíacas.
No entanto, em um mundo ameaçado pela elevação do nível do mar, esta pequena nação no meio do Pacífico, espalhada em 32 atóis que não se elevam a mais de um par de metros acima do oceano, encontra-se em uma posição precária.
Kiribati pode ser a primeira nação do mundo a desaparecer como consequência da mudança do clima.
www.environmentalgraffiti.com

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25 agosto, 2014

 

Devagar vindo de longe

Deu na BBC News:
Bactérias de vida longa, que reproduzem apenas uma vez a cada 10 mil anos, foram encontradas em rochas a 2,5 km abaixo do fundo do oceano.
As descobertas levantam questões sobre como a vida persiste em tais condições extremas.
É quase um estado zumbi.
As efeméridas precisam saber disso.

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Você é o que você compartilha

“Nem tudo que lemos na internet é verdade, assim como nem tudo que nos dizem é verdade. É preciso entender isso e buscar sempre pesquisar, saber se realmente a publicação é verdadeira, ir ao Google, buscar portais de maior credibilidade. Você é o que você compartilha, e se você compartilha mentira, as pessoas vão achar que o mentiroso é você, e não a notícia. Compartilhou, assinou embaixo.” – Gabriel Leite, presidente da empresa Mentes Digitais.
A pedido da Rede Brasil Atual, os analistas da Frog, uma agência de inteligência e soluções em mídias digitais, enumeraram os seguintes passos – simples e necessários – para evitar que você caia em armadilhas:
Desvendando hoaxes, farsas, mentiras e outras falcatruas na internet: e-farsasboatos!orgtruco! e quatrocantos.com

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24 agosto, 2014

 

A maratonista dos metrôs

Em 21 de abril de 1980, Rosie Ruiz, 23, foi a primeira mulher a cruzar a linha de chegada na Maratona de Boston. Ela tinha conseguido o terceiro melhor tempo já registrado por um corredor do sexo feminino em todas as maratonas (duas horas, 31 minutos e 56 segundo). O feito era ainda mais notável porque ela parecia livre de suor e bastante relaxada ao subir no pódio para receber sua coroa de flores (foto).
No entanto, oficiais da corrida logo após começaram a questionar sua vitória. O problema era que eles não se lembravam de tê-la visto durante a prova. Monitores em vários postos de controle da corrida tampouco a tinham visto, nem qualquer um dos outros corredores. Inúmeras fotografias tiradas durante a corrida não mostravam qualquer sinal dela. Sua ausência era esmagadora.
Finalmente, alguns membros da multidão apareceram para revelar que a tinham visto iniciar a corrida na última meia milha. Ela tinha simplesmente corrido no trecho da linha de chegada.
Enquanto os organizadores da maratona se preparavam para anunciar sua desclassificação, descobriram evidências de que ela também trapaceara na corrida de Nova Iorque (onde tinha se classificado para correr na maratona de Boston). Rosie Ruiz, aparentemente, conseguira seu tempo em Nova Iorque andando de metrô em dois terços da corrida.
Sua vitória em Boston foi anulada e concedido o título à verdadeira vencedora: Jackie Gareau.

Museum of Hoaxes

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A fronteira México-Estados Unidos

A fronteira entre o México e os Estados Unidos da América apresenta uma extensão total de 3.141 km. Atravessa uma grande variedade de terrenos, desde áreas urbanas populosas, rios e até desertos inóspitos.
Ela é a fronteira internacional mais frequentemente cruzada do mundo, com milhões de pessoas atravessando-a ilegalmente a cada ano.
Situados ao longo da fronteira, do lado mexicano estão os seguintes estados: Baja California, Sonora, Chihuahua, Coahuila, Nuevo León e Tamaulipas. E, do lado estadunidense, encontram-se os seguintes estados: Califórnia, Arizona, Novo México e Texas.
Mas...
É mais fácil memorizar a fronteira assim do jeito como está na figura ao lado.

Bônus
"Al Sur de la Frontera" (South of the Border) - O trompetista Billy Butterfield e a célebre orquestra de Ray Conniff interpretam esta canção, escrita em 1939, para a película do mesmo nome com o caubói Gene Autry. A canção é conhecida também como "En la frontera de México". Gravação de 1959.


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23 agosto, 2014

 

O surrealista Giger

O lendário artista suíço Hans Rudolph Giger morreu recentemente, aos 74 anos, em consequência de uma queda.
Artista prolífico durante mais de cincos décadas, ele ficou conhecido por seu trabalho em "Alien – O Oitavo passageiro", o clássico sci-fi, com que ganhou o Oscar de Melhores Efeitos Visuais, em 1980. Em suas imaginações e sonhos assombrados por visões de criaturas biomecânicas, Ginger encontrou a inspiração para sua obra.
H.R. Giger:
"Algumas pessoas diriam que minhas pinturas mostram um mundo futuro e talvez mostrem, mas eu pinto a realidade."
"Eu gosto de combinar seres humanos, criaturas e biomecânica."
"E eu adoraria trabalhar com ossos – que são elementares – e, afinal, fazem parte dos seres humanos."
"Algumas pessoas dizem que meu trabalho é, muitas vezes, deprimente e pessimista..."
"Com a ênfase na morte, sangue, superlotação, seres estranhos e, assim por diante, mas eu realmente não acho assim."
"Há uma esperança e um tipo de beleza em algum lugar, se você olhar para o que faço."
"Se as pessoas querem interpretar meu trabalho como avisos sobre superpopulação, doenças e a mecanização no futuro, então isso é com elas."
"Onde, diabos, acham que eu poderia ter ido buscar meus súditos? No inferno, talvez?"


Ridley Scott, cineasta inglês:
"Uma da grandes preocupações (em "Alien") era como realizá-lo. Quem iria fazer os projetos? Quando Ginger me mostrou o livro Necronomícron (de Lovecraft), eu quase caí da cadeira. E disse 'é isto'. Eu nunca estive tão certo sobre qualquer coisa em minha vida. Os projetos de Giger foram uma experiência única, especialmente para o público. O mundo simplesmente nunca tinha visto nada igual a isso antes. E seu trabalho contribuiu significativamente para o sucesso do filme."

Ver: www.buzzfeed.com

P.S.
Este post foi republicado em 26/08/2014 no jornal GGN, recebendo no site 5 comentários.

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Flagrante de uma reação humana

ELE ACABA DE CONSEGUIR UMA CONEXÃO GRÁTIS!

A Era do Wi-Fi

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22 agosto, 2014

 

O Rohonc Codex


A história registrada do Rohonc Codex remonta a 1838, quando o Conde Gusztáv Batthyány doou o livro, como parte de sua biblioteca, para a Academia de Ciências da Hungria. O idioma em que foi escrito tem uma semelhança passageira com o velho húngaro (*) e com alguma língua diferente, tudo junto. Tal como o Manuscrito Voynich, ninguém até hoje decifrou com êxito o seu texto. Popularmente, acredita-se que a obra tenha sido uma fraude perpetrada pelo falsificador e nacionalista húngaro Sámuel Literáti Nemes, mas mesmo essa ardilosa autoria, de uma maneira ou de outra, nunca foi confirmada.

15 Weird and Mysterious Books, Business Pundit

(*) Na volta de um congresso de autores anônimos, Costa é obrigado a fazer uma escala imprevista na cidade título do romance, o que desencadeia uma série de eventos que constituem o centro da trama: casado com a apresentadora de telejornais Vanda, Costa conhece Kriska na Hungria, que o apelida de Zsoze Kósta e com quem aprende húngaro - segundo o narrador, "a única língua do mundo que, segundo as más línguas, o diabo respeita". Entre as diversas idas e vindas entre Budapeste e o Rio de Janeiro, a trama se alterna entre o seu enfeitiçamento pela língua húngara e o seu fascínio em ver seus escritos publicados por outros, bem como o seu envolvimento amoroso com Vanda e Kriska. (Do enredo do romance "Budapeste", de Chico Buarque.)

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♪Fiz uma viagem♪

Por Renato Braz (atenção para este violonista e intérprete) e o percussionista Bré. Outros músicos participaram desta gravação (sem os créditos informados no vídeo).
Uma canção de Dorival Caymmi. Ou de domínio público, tendo sido recolhida pelo compositor baiano.
Dia do Folclore
É festejado a 22 de agosto, porque foi nessa data, em 1846, que o inglês William John Thoms lançou a palavra "folclore", composta por duas expressões: "folk", do inglês, significando "povo", e "lore", significando "estudo".



:-) Eu fiz uma viagem
A qual foi pequenininha
Eu sai dos Olhos d'Água
Fui até Alagoinha
Agora colega veja
Como carregado eu vinha
Eu trazia minha nega
E também minha filhinha
Trazia o meu tatu-bola
Filho do tatu-bolinha
Trazia o meu facão
Com todo o aço que tinha
Vinte couros de boi manso
Só no bocal da bainha
Trazia uma capoeira
Com quatrocentas galinhas
Vinte sacos de feijão
E trinta sacos de farinha
:-( Mas a sorte desandou
Quando eu cheguei a Alagoinha
Bexiga deu na nega
Catapora na filhinha
Morreu o meu tatu-bola
Filho do tatu-bolinha
Roubaram o meu facão
Com todo o aço que tinha
Vinte couros de boi manso
Só no bocal da bainha
Morreu minha capoeira
Das quatrocentas galinhas
Gorgulho deu no feijão, colega
mofo deu na farinha

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21 agosto, 2014

 

Receitas para a cafeteira

"Meu sobrinho chegou do Afeganistão reclamando da comida no refeitório", diz Jody Anderson, um fotógrafo aposentado do sul do Oregon, EUA. "E os soldados eram autorizados apenas a usar cafeteiras nos alojamentos".
Então, Anderson começou a desenvolver receitas para cafeteiras, inclusive de mac 'n' cheese (macarrrão com queijo), costelas e canja de galinha.
"Eu coloquei todas as minhas receitas em um pequeno livro e enviei-o para os meninos no Afeganistão", diz Anderson. "Eu também enviei ervilhas e presunto enlatado para o meu sobrinho poder fazer umas sopas de ervilhas".
Como Anderson descreve, os recursos de uma máquina de café tradicional servem para as três técnicas básicas de cozinhar:

Fonte: Coffee Maker Cooking, www.npr.org

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As formigas de Maria

No Espírito Santo (Estado), sucessivas gerações de formigas cortadeiras que residem na casa de dona Maria Aparecida continuam dando o que falar.
São milhares de desenhos que lembram uma santa (Nossa Senhora das Lágrimas), com manto, coroa e terço, e que se acompanham de salmos, mensagens religiosas e outras exortações, que as formigas desenham e/ou escrevem nas folhas das árvores. (►)
E muitas histórias de graças alcançadas por quem frequenta ou chega àquela casa em momento de desespero. Como o caso da criança Gabriela, que sofria de convulsões e foi miraculosamente curada após ser levada ao "Lar das Formigas Bordadeiras".
Este assunto foi trazido à baila pela edição de 15/08/14 do Globo Repórter (vídeo). Mas, em verdade, elas fazem esses desenhos legendados desde a década de 1980.
Leiam, por exemplo, um trecho de um artigo da bióloga Eliane Evanovitch, escrito em 2007 (após a sua participação em um programa de debates na televisão local), e transcrito no Jornalísticamente Falando..., de Aurélio Moraes:
"Formigas apresentam mandíbulas cortadeiras e não fazem furos como mosquitos que atravessam as nossas peles. Parece que a fé de muitos dos presentes era de fato inabalável, como sempre repetia o apresentador, pois mesmo “PAZ” escrito com “S” não convenceu algumas pessoas a perceber a grosseira fraude."
Entrevistado pelo Globo Repórter, Marcelo Teixeira Tavares, professor da Universidade Federal do Espírito Santo, também observou que não há condições de que as formigas cortadeiras produzam esse tipo de perfuração nas folhas. É que o furos têm o formato de uma circunferência perfeita e tudo indica que foram produzidos por um objeto cilíndrico pontiagudo.
Traduzindo: alfinete.
O implacável Ceticismo.net foi outro que também alfinetou:
"Como sempre, a ICAR não diz que é milagre, mas não faz nada contra. Lava as mãos e... deixa pra lá. Afinal, enquanto o pessoal estiver indo pro santuário (da Nossa Senhora das Lágrimas), não estará frequentando a IURD."
Uma honrosa exceção, a meu ver, tem sido o parapsicólogo Padre Quevedo. Em 2007, no mesmo debate que aconteceu na televisão, ele foi peremptório:
- Isso "non ecziste"!

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20 agosto, 2014

 

Que houve com a ironia?

Ocorre-me o seguinte:
Escreves um tweet ou publicas uma frase no Facebook, repleta de sagacidade, humor sutil, que fará com que todos teus amigos e seguidores queimem os mouses de tanto retuitear e clicar likes. Contudo, passa desapercebida. Ou, o que é pior, o pessoal te responde seriamente, sem entender a fina ironia de teu enunciado. "Deverias ter colocado um smiley no final?", pensas enquanto decides se apagas o frustante comentário.
Que explicação encontras para o que aconteceu?
  1. O modo online de consumir informação matou a ironia.
  2. Todos os teus amigos são subnormais.
  3. Todos os teus seguidores são sub-subnormais.
  4. Ninguém lê nada além do título.
Siga lendo La ironía ha muerto, por Javier Salas

Prossiga lendo Ferramenta computacional detecta humor e ironia na linguagem

Slideshows do PG - Apresentação 332
SINAIS DE TRÂNSITO ALTERNATIVOS

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Dilma já enfrentou torturadores piores

O RH da Globo entrevista candidatos a Presidente do Brasil
De: Flávio Duarte, face do CAf

Uma explicação para a postura imperial de William Bonner diante de candidatos, por Luiz Carlos Azenha
A mensagem do JN: eles não gostam dela, por Ricardo Amaral
Dilma já enfrentou torturadores piores que os do JN, por Eduardo Guimarães
Dilma livrou-se bem das joelhadas nas costas e das mordidas do JN, por Antonio Lassance
Bonner interrompeu Dilma 21 vezes. Entrevista?, por redação do 247, e
A hipocrisia do Faustão ao falar de Criança Esperança por Paulo Nogueira
PGCS

21/08/2014 - Eleitores sem-opção ou sem-noção?
Segundo a pesquisa, que estão chamando de "boca de túmulo" - a primeira do mundo - Marina adicionou ao PSB os descontentes com os políticos.
Isto é mais do que preocupante, pois quer dizer o seguinte: o eleitor que se sente sem opção para dar o seu voto, ao optar por alguém ou partido político apenas por sentimentalismo, religião ou pena, pode colocar o País no mais profundo poço de atraso, pobreza e instabilidade social.
Ou seja, os descontentes parecem ser os mais desinformados dos eleitores e, portanto, os piores eleitores do País. São os que caem no colo de qualquer demagogo oportunista.
Muito preocupante mesmo.
Fernando Gurgel
– Pesquisa de "boca de túmulo" foi uma grande sacada, Fernando.

23/08/2014 - Eleição histórica
Depois da inédita pesquisa de "boca de túmulo", vem aí a única eleição que pode ser decidida pela aviação civil, seja por causa de aeroportos e/ou de aeronaves.
Fernando  Gurgel

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19 agosto, 2014

 

Vergonhosa foto

Alguém publicou em sua página no Facebook a fotografia abaixo, acompanhada de um comentário satírico:

Vergonzosa foto de un cazador recreativo posando felizmente junto a un Triceratops que acababa de masacrar. Compártela por favor para que el mundo pueda identificar y avergonzar a este hombre despreciable.
Em questão de horas, a "notícia" se converteu em viral. Pelo interesse em republicá-la da parte de milhares de internautas que aproveitaram ainda para acrescentar suas impressões a respeito.
O "caçador" é o cineasta Steven Spielberg e o animal abatido, que muitos confundiram com algum grande herbívoro africano, é um... "triceratops". Como os demais dinossauros, essa espécie foi extinta há dezenas de milhões de anos.
Neste caso, trata-se de um triceratops animatrônico que foi usado durante a filmagem do "Jurassic Park".

Abadia Digital

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Horário eleitoral

Começou.

P.S.
Não estou aqui plagiando a postagem Uma ofegante epidemia, de 16 de fevereiro de 2007. Ainda que o texto se repita, o que pode caracterizar um "autoplágio", as imagens inseridas nessas minhas duas postagens foram criadas por autores diferentes: Li Lang e Lane.

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18 agosto, 2014

 

♪Lucy in the Sky with Diamonds♪

A história da canção
Em uma tarde, no início de 1967, Julian Lennon voltou do jardim de infância com um desenho que havia feito de sua colega de classe, Lucy O’Donnell, de quatro anos. Ao ser perguntado por John sobre o que se tratava, ele disse que era “Lucy no céu com diamantes”.
John ficou tão impressionado com o desenho e, especialmente, o título dado por seu filho, que começou a compor “Lucy in the Sky with Diamonds”, uma das três faixas de "Sgt. Pepper..." que supostamente falava de drogas. Logo que se apontou que as iniciais da canção formavam a sigla “LSD” parecia certo que John estava descrevendo uma viagem alucinógena. Ainda assim, ele negou isso veemente, pública e particularmente, mesmo nunca tendo evitado falar de músicas que realmente faziam referência às drogas. John sempre insistiu que a ideia surgira de um simples desenho infantil e que nada tinha a ver com drogas e alucinações. [...]
John afirmou que as imagens de alucinações na canção tinham sido inspiradas pelo capítulo de "Através do Espelho", de Lewis Carroll, em que Alice é levada rio abaixo em um barco a remo pela Rainha, que de repente se transforma em um carneiro. "Alice no País das Maravilhas" e "Através do Espelho" eram dois dos livros preferidos de John quando criança. Em uma entrevista de 1965, ele afirmou que quando criança os relia uma vez por ano. Em outro momento, ele declarou que, em parte, foi graças à leitura que ele percebeu que as imagens em sua cabeça não eram sintomas de insanidade. “Surrealismo para mim é realidade”, ele afirmou. “A visão psicodélica é realidade para mim e sempre foi”.
Outra inspiração para a canção fora o "The Goon Show", programa de rádio britânico com Spike Milligan, Harry Secombe e Peter Sellers transmitido pela BBC entre junho de 1952 e janeiro de 1960. Os roteiros, escritos principalmente por Milligan, satirizavam figuras do establishment, atacavam o conservadorismo do pós-guerra e popularizavam um humor bem nonsense. A famosa excentricidade de John devia muito aos Goons. Ele disse a Spike Milligan que “Lucy in the Sky with Diamonds” e diversas outras canções tinham sido parcialmente inspiradas em diálogos do "The Goon Show". [...]
The Beatles College
A canção
Com "The Beatles", legendada em inglês, traduzida pelo "Vagalume". Aqui
Com Dan Torres:



Os ócios do ofício
Em 1974, o professor Donald Johanson e o estudante Tom Gray atribuíram, inspirados pela canção que tocava no gravador do acampamento, o nome de "Lucy" ao fóssil de um hominídeo do sexo feminino, com 3,2 milhões de anos, descoberto por eles no deserto de Afar, na Etiópia.

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Enclaves

Imagem: Wikimedia Commons
A Índia contém 92 enclaves bengalis e Bangladesh contém 106 enclaves indianos.
O caso mais exacerbado é o de Dahala Khagrabari: trata-se de um enclave indiano (de terceira ordem) em um enclave de Bangladesh (de segunda ordem) em um enclave indiano (de primeira ordem) inserido no território principal de Bangladesh.
Deve ser um pesadelo para a aduana de lá.

Poderá também gostar de ver
Convite à imaginação



Tecnicamente: enclave x exclave
C é um exclave de B e enclave de A. Se C se tornar um país independente, continuaria sendo um enclave, mas deixaria de ser um exclave de B.

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17 agosto, 2014

 

Que beijinho doce!

O beijo sempre esteve associado à ideia de doçura.
Em seu romance mais célebre, José de Alencar descreveu a personagem Iracema como sendo "a virgem dos lábios de mel".
Depois vieram as Irmãs Galvão (vídeo), Tonico e Tinoco, Chitãozinho e Xororó, e muitos outros, que fizeram de "Que beijinho doce" um sucesso musical de todos os tempos.
Na novela "A Favorita" em que atuaram, Claudia Raia e Patrícia Pillar também cantavam essa música de João Alves dos Santos, o Nhô Pai.
Por fim, para ilustrar a presente postagem, reproduzo aqui uma foto (tirada por um mestre confeiteiro não identificado) que acabo de encontrar na Web.
Mais doce é impossível!

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♪O Guarani♪

Taunay - "Reminiscências", vol. I, pág. 87.
Ao aparecer a partitura de "O Guarani", José de Alencar mostrou-se, a princípio, desolado. Pouco a pouco, porém, se foi conformando, a ponto de dizer, apenas:
- O Gomes fez do meu Guarani uma embrulhada sem nome cheia de disparates, obrigando a pobre da Ceci a cantar duetos com o cacique dos Aimorés, que lhe oferece o trono da sua tribo e fazendo Peri jactar-se de ser o "leão" das nossas matas. Desculpo-lhe, porém, tudo, porque daqui a tempo, por causa talvez das suas espontâneas e inspiradas harmonias, não poucos hão de ir ler esse livro, senão relê-lo - o maior favor que pode merecer um autor.
Via Blog do Marcelo Gurgel

"Il Guarany" (em português, "O Guarani") é uma das óperas do compositor brasileiro Antônio Carlos Gomes. É uma ópera em quatro atos, em italiano, com o libreto de Antônio Scalvini, baseado no romance de José de Alencar, "O Guarani" e estreou no Teatro Scala de Milão, na Itália, em 19 de março de 1870, fazendo um grandioso sucesso. A ópera "Il Guarany" tem como maior destaque a sua abertura (vídeo). Esta é até hoje muito interpretada, além de muito conhecida por ser o tema do programa de rádio "A Voz do Brasil".
Wikipédia


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