18 novembro, 2017

A melancia em testes

A identificação do amadurecimento da melancia por sua aparência, tamanho ou cor da casca é muito difícil. O método comum subjetivo é geralmente baseado no som produzido por uma percussão aplicada na fruta. Este método, porém, é propenso a erros por fatores humanos. Pode ser uma boa maneira apenas para pessoas com muita experiência em sua execução. Por isso, pesquisadores estudam novos métodos acústicos para avaliar o grau de amadurecimento da melancia.
No Improbable Research, há a citação de três destes novos  testes científicos: dois realizados na Coreia do Sul e um no Irã.

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Dormindo com a melancia

"Cão Fila Km 26"

Imagem: veio daqui
Há bordões que por uma razão, ou outra, marcam definitivamente. "Ponha um tigre no seu carro" se referindo à gasolina dos postos Esso. "Maria sai da lata" se referindo ao óleo "Maria", (*) do avô do meu amigo Laodse de Abreu Duarte. Ou a famosa pichação, dos anos 60 e 70 nos muros e nas estradas paulistas: "Cão Fila Km 26" feitas pelo lendário criador de cachorros desta raça, Antenor Lara Campos, o Tozinho, que morreu com 87 anos, em 2012. Contava, em meio a muitos palavrões, achando graça, suas aventuras com essas pichações. Chegou a ser preso pelo militares que imaginaram pudesse ser a sigla de algum comando comunista. Tozinho morava na Estrada do Alvarenga, em São Bernardo, num sítio de 30 mil m², banhado pela represa Billings. O Km 26, que aparecia na inscrição, segundo Tozinho, não existe. "A estrada termina no Km 25. Aumentei um por minha conta." Mas nada o impediu de pichar, pessoalmente, usando uma camionete fornida de tinta, de São Paulo a Manaus. Tanto sucesso só se compara às pichações das casas Pernambucanas. Era um tempo em que não havia ainda os grafiteiros, e foram essas suas primeiras pichações escritas em pedras, porteiras, tronco de árvores, casas abandonadas, carcaça de automóveis, nas cidades e ao longo das estradas, muito poucas pavimentadas, àquela época, que mostraram a força da propaganda. "Cão Fila Km 26" chegou a ganhar premio de uma associação de publicidade e marketing. Tozinho nunca foi receber o premio em dinheiro com medo de ser preso e obrigado a pagar multa maior do que o premio.
http://elunardelli.blogspot.com.br/2014/04/aqui-ha-otis.html

(*) No Ceará, corresponderia à Neguinha do Pajeú, estampada na lata do óleo de cozinha Pajeú, personagem de um produto da Siqueira Gurgel que se  transformou em uma expressão bastante usada pelos cearenses para designar uma pessoa sapeca e sem modos. N. do E.

17 novembro, 2017

Rachel de Queiroz, em "O Dezessete"

Nascida em Fortaleza - CE, Rachel de Queiroz (1910 — 2003) foi romancista, dramaturga, tradutora e uma cronista prolífica na imprensa do nosso país. Autora de destaque na ficção social, seu romance "O Quinze", de 1930, trouxe forte impulso ao chamado "Ciclo do Nordeste" na literatura brasileira. Foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras.
Nesta sexta-feira, 17 de novembro (dia em que Rachel de Queiroz nasceu), o buscador Google presta uma significativa homenagem à grande escritora, com um doodle (uma espécie de logomarca comemorativa) alusivo a ela publicado em sua página principal.


Em "O Dez": O centenário de Rachel de Queiroz no blog EM.

A origem de tudo

Não pesquise no Google nem verifique isso com o Snopes. Eles vão mentir para você. Confie em mim!
No antigo Israel, aconteceu que um comerciante com o nome de Abraão Com tomou uma mulher jovem e saudável com o nome de Dorothy. E Dot Com era uma mulher bonita com seios generosos, ombros largos e pernas compridas. Na verdade, ela costumava ser chamada de Amazon Dot Com.
E ela disse a Abraão, seu marido, "Por que viajas tão longe de cidade para cidade com os teus produtos, quando podes trocá-los em tua tenda?"
E Abraão a olhou, como se estivesse com vários sacos sem carga na sela do camelo, e simplesmente disse: "Como, querida?"
E Dot respondeu: "Vou colocar tambores em todas as cidades, e também entre elas, para enviar mensagens a respeito do que você está vendendo, e eles responderão dizendo quem tem o melhor preço. A venda pode ser acertada através dos tambores e a entrega feita pelo Uriah's Pony Stable (UPS)".
Abraão pensou por algum tempo e decidiu que deixaria Dot ter a sua oportunidade com os tambores. E os tambores soaram e foram um sucesso imediato. Abraão vendeu todos os produtos que ele tinha ao preço mais alto, sem ter que se mudar de sua tenda.
Para evitar que as tribos vizinhas ouvissem o que os tambores estavam dizendo, Dot criou um sistema que só ela e os batedores de tambores conheciam. Era conhecido como Must Send Drum Over Sound (MSDOS), e ela também desenvolveu uma linguagem para transmitir ideias e imagens - Hebrew to the People (HTTP).
E os jovens aderiram ao comércio de Dot Com como a mosca gananciosa faz com o esterco dos camelos. Eles eram chamados de Nomadic Ecclesiastical Rich Dominican Sybarites ou NERDS. E eis que estavam todos a delirar de alegria com as novas riquezas, ao som ensurdecedor dos tambores, que ninguém percebeu que as verdadeiras riquezas estavam indo para as mãos daquele empreendedor comerciante de tambores,o Brother William of Gates, que tinha estocado para a revenda todos os tambores da Terra Santa. Na verdade, ele investiu um bom dinheiro em tambores, mas que só funcionavam com as baquetas Brother Gates.
E Dot disse: "Oh, Abraão, o que começamos está sendo tomado por outros". Mas Abraão, fitando a Bay of Ezekiel, ou eBay como era também conhecida a região em que viviam. acrescentou: "Precisamos de um nome que reflita o que somos".
E Dot respondeu: "Young Ambitious Hebrew Owner Operators". "YAHOO", resumiu Abraão. E porque era ideia de Dot, eles o chamaram de YAHOO Dot Com.
O primo de Abraão, Joshua, sendo o jovem Gregarious Energetic Educated Kid (GEEK) que ele era, logo começou a usar os tambores de Dot para localizar coisas ao redor do mundo.
Logo se tornou conhecido como o God’s Own Official Guide (GOOGLE).
Foi assim que tudo começou. E essa é a verdade. Eu não inventaria essas coisas.

The Origin Of It All, Bits and Pieces
Tradução PGCS

16 novembro, 2017

Câmeras de bordo

O impacto do meteorito em Cheliabinsk (a 1493 km de Moscou), no dia 15 de fevereiro de 2013, teve a atenção quase que imediata da mídia. Dezenas de motoristas russos capturaram o meteorito cruzando o céu em suas câmeras nos carros e jogaram os vídeos na rede.
O amor dos russos pelas câmeras de bordo atraiu atenção mundial na época. Os estrangeiros estavam surpresos com a quantidade de câmeras nos veículos e se perguntavam se os motoristas no país eram obrigados a ter os equipamentos.
Não, não são. Mas elas são muito populares.
A principal razão para se ter uma câmera veicular (dashcam) na Rússia é para se defender de certos problemas no trânsito. As câmeras fornecem provas de vídeo sobre acidentes, fraudes de seguros e corrupção policial. E essas provas são importantes, pois muitos golpistas tentam enganar os motoristas para pegar o dinheiro deles. Por exemplo, pedestres podem se jogar nos capôs dos carros para fingir terem sido atingidos. Ou um carro na frente pode engatar a marcha-ré para provocar um acidente.
"Você pode entrar no carro sem as calças, mas nunca sem a câmera" disse Aleksêi Dozorov, um ativista dos direitos dos motoristas, numa entrevista em que ele recordou situações das quais se livrou por tê-las gravado com a câmera do carro.


As câmeras de bordo estão ganhando popularidade em muitas partes da Ásia, na Europa (particularmente em França), na Austrália e nos EUA. Elas são proibidas por lei na Áustria, onde o seu uso acarreta pesadas multas. Na Suíça, a sua utilização é fortemente desencorajada por violar o princípio da privacidade.

A raiva das ruas

A marcha dos lobos

Os 3 primeiros são os mais velhos ou os doentes e marcam o ritmo do grupo. Se fosse ao contrário, seriam deixados para trás e perderiam o contato com a alcateia. Em caso de emboscada, darão a vida em sacrifício pelos mais jovens. Eles são seguidos pelos 5 mais fortes que os defenderão em um ataque surpresa. No centro, seguem os demais membros da alcateia e, no final do grupo, seguem os outros 5 mais fortes que protegerão o grupo. Por último, sozinho, segue o lobo alfa, o líder da alcateia. Nessa posição, ele consegue controlar os demais, decidir a direção mais segura que o grupo deve seguir e antecipar os ataques dos predadores.
Em resumo, a alcateia segue ao ritmo dos anciões e sob o comando do líder que impõe o espírito de grupo, não deixando ninguém para trás.

Ver também: Filosofia com lobos

15 novembro, 2017

Confissões


AVISO
Hoje (sábado), as confissões serão ouvidas até exatamente 17h30. Há apenas um padre disponível na paróquia para administrar o sacramento do perdão. Portanto, diga apenas os pecados graves, e da forma mais objetiva possível. Não há necessidade de se justificar por tê-los cometido. Obrigado pela compreensão. 
PGCS

As cores em mudança do nosso planeta vivo

Vida. É a única coisa que, até agora, torna a Terra única entre os milhares de outros planetas que descobrimos. Desde o outono (no hemisfério norte) de 1997, os satélites da NASA observaram de forma contínua e global toda a vida vegetal na superfície da terra e do oceano. Durante a semana de 13 a 17 de novembro, a NASA está compartilhando histórias e vídeos de como essa visão da vida captada no espaço está promovendo o conhecimento do nosso planeta natal e a busca pela vida em outros mundos.


Do espaço, os satélites podem ver a Terra respirar. Uma nova visualização da NASA mostra 20 anos de observações contínuas da vida vegetal em terra e na superfície do oceano, de setembro de 1997 a setembro de 2017. Em terra, a vegetação aparece em uma escala de marrom (vegetação baixa) a verde escuro (muita vegetação). Na superfície do oceano, o fitoplâncton é indicado em uma escala de roxo (baixo) a amarelo (alto). Esta visualização foi criada com dados de satélites, incluindo o SeaWiFS, e instrumentos, incluindo NASA/NOAA Visible Infrared Imaging Radiometer Suite and the Moderate
Resolution Imaging Spectroradiometer. Créditos: NASA

14 novembro, 2017

A simplicidade das coisas

Em uma carta a Irving Langmuir, Ernest Rutherford escreveu:
"Eu sou um grande crente na simplicidade das coisas e, como você provavelmente sabe, estou inclinado a aguentar idéias amplas e simples até que a evidência seja muito forte para minha tenacidade." 
Nelson Ernest Rutherford, citado por Nathan Reingold e Ida H. Reingold, Science in America: A Documentary History 1900-1939 (1981), 354.


Falou e disse

Famoso por seus textos debochados, irônicos e irreverentes, o Pasquim inventou modismos como "pô", "paca", "sifu", "duca", "putsgrila", "quiuspa", "podiscrer" e "cacilda". Levou as gírias ipanemense para as páginas do tabloide e tirou o "paletó e a gravata do jornalismo", deixando os textos mais próximos da linguagem coloquial.
Seus editores e colaboradores escreviam do jeito como falavam. Assim era "O Pasquim", digo, "o pasca".
Na ilustração: Sig (abreviatura de Sigmund, em honra a Sigmund Freud), o rato símbolo do hebdomadário.
Fontes
http://seretecer.blogspot.com.br/2007/06/chega-s-livrarias-segunda-antologia-do.html
http://balsamohistoria.blogspot.com.br/2014/10/girias-dos-anos-6070.html

13 novembro, 2017

Os pinos redondos nos buracos quadrados

"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que veem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los."
Rob Siltanen e Ken Segal


Loucos e santos segundo Oscar Wilde

Um diamante é para sempre?

"Lovely dreamer", por Pierre Ino, 1955
Os gastos do casamento e a duração do casamento: estão relacionados?
Os professores Andrew M. Francis e Hugo M. Mialon, do Departamento de Economia, da Universidade Emory, nos EUA, expressam suas opiniões neste artigo intitulado "A diamond is forever" and other fairy tales: the relationship between wedding expenses and marriage duration ("Um diamante é para sempre" e outros contos de fadas: o relacionamento entre as despesas de casamento e a duração do casamento).
"A indústria do casamento tem consistentemente procurado vincular os gastos do casamento com os casamentos duradouros. Este artigo é o primeiro a examinar esta relação estatisticamente. Nós achamos que a duração do casamento não está associada ou inversamente associada aos gastos com o anel de noivado e cerimônia de casamento. Em geral, nossas descobertas fornecem pouca evidência para apoiar a validade da mensagem geral da indústria do casamento que relaciona os casamentos caros com resultados conjugais positivos."
Vídeo: comercial da De Beers

12 novembro, 2017

Como é prático o sistema métrico

No sistema métrico, ou Sistema Internacional de Unidades, um mililitro de água ocupa um centímetro cúbico, pesa um grama e requer uma caloria de energia para aquecer um grau centigrado - o que é 1 por cento da diferença entre seu ponto de congelamento e seu ponto de ebulição. Enquanto, no sistema americano, a resposta para "Quanta energia é necessária para ferver um galão de água que se encontra à temperatura ambiente?" é "Foda-se", porque você não pode relacionar diretamente nenhuma destas unidades. ~ Josh Bazell.
(https://alessandrorossini.org/tag/metric-units/)

Se é por falta de um processo mnemônico que você ainda não adotou o sistema métrico, aqui tem um:


Ver também: Como é gostoso dirigir em quilômetros

Relembrando "Margarida"

Independente do gênero / opção ou preferência sexual, o árbitro Jorge Emiliano ("Margarida") era um raro espécime: a cada jogo, roubava o espetáculo chamando a atenção para si.
Margarida não foi um grande árbitro, mas não foi dos piores.
Era divertido vê-lo correndo... para trás, com raríssima habilidade. Seus gestos teatrais empolgavam o público nos estádios de futebol.
(vídeo sugerido por JB Serra e Gurgel)



Relembrando Cidinho "Bola Nossa"

11 novembro, 2017

A tabela de optotipos para músicos

Em substituição à versão clássica de Snellen, esta é a tabela recomendada para avaliar a acuidade visual dos músicos.

É impressa por serigrafia em poliestireno lavável de alto impacto.

Ver: PornoTipos. Uma oftalmologia personalizada

Ver também no Slideshows do PG: Exames de Vista

Alcoofilia


Dizem as más línguas masculinas - e as boas línguas femininas aprovam - que mulher só reclama de duas coisas: de tudo e de nada.
Então, férias na praia, tem que reclamar da descontração do marido na barraca de praia. E o marido tem que levar no vai da valsa, senão complica.
- Precisa misturar desse jeito? Ficar sentado na barraca até anoitecer? Vai com calma, a bebida não vai acabar amanhã, não.
- Meu bem, mas eu nem gosto de misturar bebida...
- Gosta não, engraçadinho? Bebe cachaça, uísque, depois cerveja, campari... E bebe até querosene se trouxerem num copo!
- É porque sou flex!, e cai na gargalhada.
- Mas nunca gostei de misturar bebida, não. Tomo uma de cada vez. Quem gosta de mistura é baitola. Rabo-de-galo, (*) coquetel... Isso não é coisa de macho, não.
- E precisa ficar de porre todo dia?
- Mas nêga. Deve ser por causa da maresia, da água do mar, sei lá! Acaba deixando a gente mareado! Hehehehehe
- E quando chega em casa, final de semana? Lá não tem mar! Fica bêbado porquê?
- Sei lá, deve ser por causa da secura, da altitude...
- Engraçadinho!
- Brigadão!!!, e dá uns beijos na nêga.
Fernando Gurgel Filho
N. do E.
(*) A turma de Os Boêmios tem uma opinião divergente, Fernando. Eles acham que o rabo-de-galo, que combina cachaça barata com o vermute tinto ("para descer melhor"), é só para quem é "brabo".

10 novembro, 2017

A arqueira cega


(blind archer, blind woman archery)

Esta é a resposta para quem gosta de andar tocando por qualquer motivo uma campainha de bicicleta.

Gaveta de cartas

Carlos Pinto (Pernambuco). O seu conto não pode ser publicado por fugir aos moldes de nossa revista; é excessivamente picaresco.
T. Rocha (Porto Alegre). Aí vai uma amostra de seus versos:
"Uma flor quando no pé
Tem um valor duplicado
Colhida perde o seu garbo
O seu olor delicado
Portanto, filha, do galho
Não queiras tirar a flor
Que perdes com seu perfume
Doces carinhos de amor."
Estude, Sr. Rocha, leia os versos do Sr. Victruvio e outros notáveis poetas, que um dia poderá com eles ombrear.
Três Pontinhos (Niterói). Tenha paciência, mas os seus artigos foram para as cestas dos papéis sujos, por impublicáveis.
Carlos Taveira (Fortaleza). Para o satisfazer aí vão alguns versos seus:
"Somos dois anjos na vida
Dois arcanjos a voar
Um à procura da sorte
Outro das garras da morte
Sempre a fugir, a escapar..."
Está satisfeito? Pois lamba as unhas
Mauro C. (São Paulo). Nós não costumamos pegar no bico da chaleira. Faça o senhor seu elogio pessoalmente e não queira servir-se da gente para semelhantes coisas.
Sr. Magalhães (Bahia). Já passou o tempo da escola condoreira; seu
"O monge que habita os Andes
Com as barbas da cor do Céu"
é inteiramente incompreensível para a moderna geração literária.
Oscar Costa (Rio). É melhor o senhor não publicar livro algum.
J. C. de Moraes Rego (?). Seu madrigal foi para o lixo.
Anfrysio Correia (Campinas). Poucos versos costumamos publicar; nunca publicaremos, porém, como estes:
"A vida é uma hirsutação etérea
Que n'alvorada a pálida criança
Embala em sonhos a rudeza aérea
E mal aponta a tímida esperança
Desata em flocos d'amplidão funérea
A loira, fosca, esparramada trança!"
Sr. Anfrysio, um conselho: deixe a poesia e plante batatas.
Glauco (Rio). O seu soneto está muito bom. Mas, para que seja publicado, é necessário que o senhor compareça à nossa redação para deixar o nome, ainda que o soneto seja publicado com pseudônimo.
Revista Careta, 3 de abril de 1909 - edição 44
(transcritas com atualização ortográfica)

09 novembro, 2017

O Museu da Falha

Você sabia que a Suécia acaba de abrir um Museu da Falha ?
Não sei por que usei o artigo indefinido, pois não consigo pensar em nenhum outro lugar do mundo que tenha um. Dê uma olhada no site do museu.
Localizado em Helsinborg, este museu orgulha-se de proporcionar uma visão única sobre o porquê dos produtos e inovações falharem. Vamos esperar que ele não feche as portas na próxima semana.


Filmes inspirados em Darwin

A vida e a obra de Charles Darwin, o naturalista mais famoso da história e uma das figuras centrais da ciência moderna, já inspirou diversos filmes. Como a película "Inherit the wind" (O Vento Será tua Herança, legendado em português), de 1960, que conta o dramático caso do "julgamento do macaco" em que o professor John Scopes foi sentenciado por ensinar a teoria da evolução em uma escola secundária em Tennessee, quando uma lei local estabelecia que apenas o criacionismo poderia ser ensinado.
1925 - John T. Scopes foi proferido em uma audiência preliminar perante três juízes. Ele havia sido preso e acusado sob uma nova lei estadual do Tennessee, o ato Butler, que proibia o ensino da teoria da evolução de Darwin nas escolas públicas. Scopes concordou em participar de um desafio a essa lei, com o apoio de líderes locais em Dayton, Tennessee, e da União Americana de Liberdades Civis. Algumas semanas depois, no que ficou conhecido como o "Monkey Trial", ele foi considerado culpado e multado em US $ 100. Embora em apelo a multa foi julgada excessiva, a própria lei estatal não foi considerado inconstitucional. Posteriormente, a lei não foi mais aplicada, porém não foi revogada até 1967. * TIS
O estado do Tennessee ainda parece estar lutando com esta questão em 2011, diz o matemático Pat Ballew. [http://pballew.blogspot.com/2011/03/1781-william-herschel-discovers-uranus.html]
Outro filme, de 1972, chama-se "The Darwin Adventures" (A Aventura de Darwin). Dirigida por Jack Couffer, esta película descreve o naturalista quando jovem, suas aventuras como explorador e prioriza o aspecto científico de suas descobertas.
"Creation" (A Dúvida de Darwin), de 2009, explora outra realidade de sua vida: Darwin, filho de seu tempo, viveu durante anos um grande conflito emocional. Sua mulher, Emma, extremamente religiosa, via a obra de seu marido como se interpondo  a um destino superior e ao Criador.
Também a BBC produziu o documentário "The Voyage of Charles Darwin", em sete partes, e há rumores do interesse dos estúdios Disney em realizar a cinebiografia de Darwin.

08 novembro, 2017

A imensidão de 52!

Lembro-me de estar fascinado por uma descrição da eternidade em "The Shepherd Boy", dos Irmãos Grimm:
Na Baixa Pomerânia existe uma montanha que tem dois quilômetros de altura, dois quilômetros de largura e dois quilômetros de profundidade. A cada 100 anos, um passarinho vem e afia seu bico sobre ela, e quando toda a montanha estiver desgastada pela amolação (em dois sentidos) do passarinho, então o primeiro segundo da eternidade terminará.
Da mesma forma, Scott Czepiel tem um ensaio de como podemos imaginar a imensidão de 52!, isto é, 80658175170943878571660636856403766975289505440883277824000000000000, que é o número de maneiras que um baralho comum de cartas pode ser embaralhado.
Este número está além do astronomicamente grande. Digo além do astronomicamente grande porque a maioria dos números que já consideramos ser astronomicamente grandes são meras frações infinitesimais desse número. Assim, quão grande é ele?
Para embaralhar nossos neurônios em torno da magnitude deste número, Scott Czepiel nos transporta a um pequeno e divertido exercício teórico.

E se os animais fossem redondos?

Não necessariamente gordos, mas redondos em vez das formas que apresentam?
Eles não teriam que se mover andando, pois poderiam simplesmente rolar em todos os lugares. Mas isto nem sempre é uma coisa boa, como este vídeo mostra:


07 novembro, 2017

Um peixe chamado Vândalo

O martelo é comandado pelo peixe para quebrar coisas.


Ver os detalhes de como isto funciona no Robotic Gizmos.

Asas à imaginação

1
A "Farsa da Boa Preguiça" narra a história de Joaquim Simão, poeta de cordel, pobre e "preguiçoso", que só pensa em dormir. Joaquim é casado com Nevinha, mulher religiosa e dedicada ao marido e aos filhos. O casal mais rico da cidade, Aderaldo Catacão e Clarabela, possui um relacionamento aberto. Aderaldo é apaixonado por Nevinha e Clarabela quer conquistar Joaquim Simão. Três demônios fazem de tudo para que o pobre casal se renda à tentação e caia no pecado, enquanto dois santos tentam intervir. Jesus observa e avalia tudo. A partir daí, situações inusitadas e muito divertidas fazem deste texto uma das peças mais divertidas do teatro brasileiro.
Para o autor Ariano Suassuna, a "Farsa da Boa Preguiça" tem dois temas centrais. Nela, Ariano não defende indiscriminadamente a preguiça — coisa que, aliás, não poderia fazer, pois ela é um dos "sete vícios capitais" do Catecismo.
No Teatro antigo, havia uma convenção, segundo a qual, no fim da história, o autor podia dar sua opinião sobre o que acontecera no palco. Era a chamada "licença" ou "moralidade". Pois bem. Na "licença" da “Farsa", numa das estrofes finais do terceiro ato, diz um dos personagens:
"Há uma Preguiça com asas,
outra com chifres e rabo.
Há uma preguiça de Deus
e outra preguiça do Diabo."
http://www.cultura.rj.gov.br/evento/a-farsa-da-boa-preguica
2
Assim como o escritor, a psicóloga Mônica Quinan faz a distinção entre a má preguiça e o descanso ou ócio. "Desconexão laboral", é esse o modo como Mônica chama a famosa Boa Preguiça, o processo de repouso necessário à manutenção de uma qualidade de vida adequada.
"O ócio criativo é absolutamente salutar, tanto física, como mentalmente. Desempenha um papel libertador, uma vez que o tempo livre é necessário para a produção de ideias, que são a matéria dos sonhos, e são os sonhos que dão sentido e alegria à labuta diária", ressaltou a psicoterapeuta.
A psicóloga cita o célebre dissidente da corrente freudiana, Carl Jung, autor da frase “Quem olha pra fora sonha, e quem olha pra dentro acorda”. Sendo matéria prima para os sonhos, a Boa Preguiça que Joaquim Simão cultiva em sua rede de dormir não poderia deixar de ser louvada pelos amantes da arte. Fechar os olhos para o mundo exterior, não é estar alheio à vida. Tantas vezes, é estar ainda mais afinado com ela, conhecendo-se as estradas de dentro.
https://webnoticias.fic.ufg.br/n/70239-a-arte-sob-as-asas-da-boa-preguica
3
Mas voltemos ao oblomovismo. O nome deriva de Oblómov, o incrível romance satírico de Ivan Gontcharóv (1812-1891), publicado em 1859, agora publicado no Brasil (CosacNaify, 736 páginas, R$119) em tradução de Rubens Figueiredo. O herói epônimo do romance é um senhor de terras preguiçoso, que gasta seus dias na cama ou no sofá, sonhando em reformar sua propriedade e recebendo visitas de amigos. Personagens, ações e diálogos ocorrem em torno dele, como se ele fosse o centro de um universo. Seu antagonista é seu amigo, o "alemão" Andrei Stoltz, um empreendedor entusiasmado com as conquistas da indústria. Oblómov não se emociona com o capitalismo que se instala na velha Rússia. Prefere ficar parado. Quando Stoltz o convence a sair para uma festa, ele conhece uma amiga de Stoltz, Olga Ilinskaya. Apaixona-se por ela, pede-a em casamento, mas nada acontece. Em seu pendor pela inação, Oblómov se muda para o subúrbio de São Petersburgo, onde amarga a decadência sem reclamar. Na verdade, consegue ainda se apaixonar pela viúva Agáfa Matviéievna Pchenítsina. O casal tem um filho. Enquanto seu espírito se apaga, Olga e Stoltz se unem e adotam o filho de Oblómov. Para nosso herói, a vida continua igual a ela própria. Assim Goncharóv descreve Oblómov: "Os pensamentos voavam como pássaros pelo rosto, chegavam até os olhos, paravam nos lábios semicerrados, escondiam-se no franzir das sobrancelhas. Depois desapareciam de vez, e então todo o rosto coruscava com a luz da despreocupação".
http://revistaepoca.globo.com/cultura/luis-antonio-giron/noticia/2012/11/preguica-de-alto-desempenho.html
"O melhor da preguiça é dar asas à imaginação."

06 novembro, 2017

Judas






Foi a primeira pessoa no mundo
a deixar uma missa
antes que ela terminasse.

De caralho a passaralho

Caralho é um termo da língua portuguesa usado para designar o membro viril masculino. O termo encontra correspondente no castelhano carajo, no galego carallo, e no catalão carall, sendo exclusivo das línguas românicas da Península Ibérica, não se encontrando em nenhuma outra.
Documenta-se o uso do termo desde pelo menos o século X, surgindo regularmente nas cantigas de escárnio e maldizer da poesia trovadoresca medieval, sendo também registado nalguma documentação, além de vários usos antroponímicos e nas toponímias da Península Ibérica, em particular da Catalunha, onde se destacam os vários carall bernat.
Este uso do termo como nome próprio para descrever o membro viril, presente inclusive na documentação oficial, termina com a contrarreforma, passando então a ser considerado como obsceno e impróprio, conotação que mantém até aos dias de hoje. Não obstante, o termo manteve uma incrível vitalidade nas línguas romances ibéricas, sendo usado atualmente com dezenas de sentidos diferentes e como meio de expressar as mais diversas emoções, como estranheza, emoção, lambança ou ameaça, embora em algumas regiões tenha perdido o seu sentido original de membro viril.
O caralho marca presença na poesia e literatura modernas, especialmente como disfemismo e elemento provocador, e por vezes como erotismo, tendo entrado no panteão da mitologia brasileira como caralho-de-asas, que por sua vez inspirou um personagem de banda desenhada, o passaralho.
Caralho-de-asas
No Brasil, o caralho, na qualidade de órgão genital masculino, foi transformado no mito do caralho-de-asas. O mito difere conforme o narrador. Deste modo, numa versão de narrativa masculina, o "caralho-de-asas" define-se como a entidade responsável por uma gravidez de paternidade não-identificada, enquanto que numa narrativa em grupo feminino, a referência ao caralho-de-asas toma a forma de advertência às moças, para que não tomem banho de rio e de açude, bem como não durmam "desprevenidas", ou seja, sem roupas íntimas.
O mito do caralho-de-asas parece reminiscente da lenda grega de Leda e o cisne, segundo a qual Júpiter, metamorfoseado em cisne, manteve relações sexuais com a ninfa Leda, concebendo os gémeos Castor e Pólux. O mito entrou para a iconografia urbana, já documentada em cidades como o Rio de Janeiro e o Recife, estando presente também como personagem de banda desenhada em revistas de palavras cruzadas e enigmas destinadas ao público masculino, tomando o nome de "passaralho".

Passaralho
O termo passaralho tornou-se também um jargão no mercado de trabalho, em especial para o jornalismo e o funcionalismo público (terceirizado), com o significado de época ou movimento de demissão em massa.
A propósito, leiam  este artigo: A revoada dos passaralhos, de Camila Rodrigues e outros.

05 novembro, 2017

Fake news

O Dicionário Collins Online, publicado a partir de Glasgow, GB, escolheu como "palavra do ano" de 2017 a expressão "fake news".
Eles informam que "fake news", "notícias falsas", foi um termo amplamente usado por Donald Trump quando estava em campanha para a presidência, em geral para se referir a notícias negativas sobre ele, mas parece que o mundo inteiro passou a imitá-lo na utilização do termo. Em 2017, as menções a fake news aumentaram 365% em mídia de língua inglesa.
No Brasil, as várias modalidades de notícias falsas foram usadas por ocasião do impeachment da presidente Dilma Rousseff, acusada falsamente de improbidade administrativa. Também vêm sendo usadas no lawfare contra o ex-presidente Lula, que denunciou o fato através de seus advogados no Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos.
E o maior dos fake news continua sendo atribuir a invenção do termo ao presidente Donald Trump,
Últimos vencedores de "palavra do ano"
2016 - Brexit: Substantivo que significa a "saída do Reino Unido da União Europeia".
2015 - Binge-watch: Verbo que significa "assistir de uma vez a um grande número de programas televisivos, especialmente a todos os episódios de uma série".
2014 - Photobomb: Verbo que significa "estragar uma fotografia ao passar em frente de quem está sendo fotografado, normalmente fazendo algo bobo, como uma cara engraçada".
2013 - Geek: Substantivo que significa alguém com "talento no uso de computadores, e que parece se interessar mais por eles do que por pessoas".

Caixa de Música

A Madame Theodore von Schwartzenhoffen vai a uma loja de instrumentos musicais e compra uma pianola para o marido, como presente-surpresa de aniversário. Laurel e Hardy ficam encarregados de entregarem a pesada caixa no endereço indicado, que para desgosto de ambos fica numa casa no alto de uma gigantesca escadaria.
Diligentemente, a dupla faz um tremendo esforço para empurrar a caixa pelos inúmeros degraus, mas são atrapalhados por uma babá e seu carrinho de bebê e pelo próprio professor Theodore que ignora que a entrega é para ele. E, em meio às discussões, a caixa escalpa e volta ao ponto de partida várias vezes, tendo a dupla que recomeçar tudo de novo. Até que um carteiro avisa que há uma entrada ao nível da rua por outro lado e eles finalmente chegam ao endereço, mas sem encontrar ninguém em casa. Novamente é despendido um enorme esforço para transportar a caixa pela janela mas tudo parece em vão quando o professor chega e diz que não quer o piano e que deve ter havido algum engano.
Stan Laurel e Oliver Hardy filmaram "The Music Box" ("Caixa de Música"/ "Entrega a Domicílio") durante um período de 11 dias, de 7 de dezembro a 17 de dezembro, em 1931. Embora eles não tenham previsto isso, eles estavam filmando naqueles dias não apenas sua comédia cinematográfica mais duradoura e mais amada, mas também seu único filme (dos mais de 100 que trabalhavam juntos) pelo qual receberam um Oscar.
Como em qualquer filme de Laurel e Hardy, seus dois personagens são ineptos e incompetentes devido a três fatores principais: a interferência de outros, as leis da natureza, mas sobretudo a própria estupidez.


Numa versão dublada: https://youtu.be/bNQ40DEvjx8

A pianola

04 novembro, 2017

Erros na previsão do futuro da inteligência artificial


por Rodney Brooks
A crença de que máquinas inteligentes virão a dominar a humanidade baseia-se em extrapolações erradas, imaginação ilimitada, argumentos de fé e outros erros comuns que nos distraem dos modos mais produtivos de pensar a respeito do futuro da inteligência artificial (IA).
Estamos inundados da histeria sobre o futuro da inteligência artificial e da robótica. Uma histeria para o poder que elas alcançarão, a velocidade com que elas farão isso e suas consequências no mercado de trabalho.
Recentemente, vi uma história que dizia que, entre 10 e 20 anos, os robôs teriam ficado com a metade dos empregos que existem hoje. Havia até um gráfico para provar os cálculos. Esta afirmação é absurda (eu tento manter uma linguagem profissional, mas às vezes custa). Por exemplo, o texto parece dizer que, nos EUA, de um milhão de trabalhadores da manutenção de edifícios e terrenos restarão apenas 50 mil nesse prazo, porque os robôs assumirão seus empregos. Quantos robôs estão atualmente operando nesses empregos? Zero. Quantas demonstrações realistas de robôs que trabalham neste campo existem? Zero.
Histórias semelhantes aplicam-se a todas as outras categorias onde é sugerido que veremos o fim de mais de 90% dos empregos que atualmente exigem a presença (física) de pessoas em alguma etapa em particular.
As previsões errôneas geram medos sobre coisas que não acontecerão, seja a destruição em larga escala de empregos, a singularidade ou o advento de uma IA com valores diferentes dos nossos que poderiam tentar nos destruir. Precisamos lutar contra esses erros. Onde nascem essas falhas? Eu vejo sete razões comuns.

Prossiga lendo em: Los siete grandes errores de quienes predicen el futuro de la inteligencia artificial

O bêbado e o juiz

Cidade do interior, final de semana, boteco da esquina cheio, cadeiras até no meio da calçada e nenhuma mesa vazia. Havia só uma cadeira na mesa perto do balcão, onde uns amigos conversam e xingavam entre si. De repente, entra um senhor, acerca-se do balcão e pede um maço de cigarros e um refrigerante grande para levar. Como estava perto da mesa onde ainda havia uma cadeira um dos bebuns gritou:
– Aí, ó, baitola, senta aí mesmo!
– O senhor me chamou de quê, mesmo?, replicou o senhor, muito sério e visivelmente ofendido.
– Liga, não, meu irmãozinho, o Claudicleydson quando bebe, fala assim mas não é pra ofender, não. Senta aí, vai. Toma uma com a gente.
– Olha aqui, vocês todos...
E passou a apontar o dedo em riste para o bebum que o chamou de "baitola":
– Se der mais um pio vou mandar prendê-lo!
Silêncio geral.
Quando o senhor já ia virando as costas para o balcão, o tal bebum perguntou:
– Desculpe a ignorância, pois eu nunca vi o amigo na cidade, quem é o senhor pra mandar me prender?
– Sou o novo juiz da cidade. E, desculpe-me, mas não sou seu amigo.
– Tá bem. O senhor pode até mandar me prender, mas daqui uns dias tou solto, até porque sou amigo do delegado, e...
– O delegado é meu irmão, atalhou o senhor.
- De qualquer forma, logo, logo, estou soltinho, na rua, mas quando o senhor cair em minhas mãos, nunca mais - repito: nunca mais - o senhor vai ser solto. Por ninguém!!!
Ao que o senhor, intrigado, perguntou:
– E o senhor é o quê, posso saber?
– Sou o coveiro da cidade.
Riso geral. Mas o bebum foi preso assim mesmo, sob o protesto do bar inteiro.
Fernando Gurgel Filho
As mulheres e Nelson Rodrigues
c/ a banda "Velhas Virgens"
O rico e o pobre são duas pessoas
O soldado protege os dois
O operário trabalha pelos três
O cidadão paga pelos quatro
O vagabundo come pelos cinco
O advogado rouba os seis
O juiz condena os sete
O médico mata os oito
O coveiro enterra os nove
E o diabo leva os dez
Mas a mulher, a mulher engana os onze
A mulher engana os onze de uma vez.
https://www.vagalume.com.br/velhas-virgens/as-mulheres-e-nelson-rodrigues.html

Fernando,
Nem no dia que morre o coveiro falta no cemitério.

03 novembro, 2017

Uma avalanche de papel

É uma bagunça épica, e os concludentes da Basha High School, uma escola secundária em Chandler, Arizona, preparam-se para ela durante o ano letivo.
No último dia de aulas, todos os anos, os veteranos se reúnem para lançar restos de papel - todo o papel que podem encontrar - em uma escada da escola. E depois deslizam sobre a rampa de papel que acabaram de criar.
A coisa toda é barulhenta e fora de controle, mas os concludentes não são repreendidos pelas autoridades da escola: essa é uma tradição escolar muito apreciada.
É uma avalanche que continua descendo e descendo até que todo o papel esteja no chão.
O pessoal da limpeza não precisa se preocupar com as consequências da brincadeira. Sempre foi de responsabilidade dos estudantes novatos deixar tudo limpo.
Fonte; RNN

O lipograma

Inicialmente, não confundi-lo com o lipidograma que é o conjunto de exames das gorduras existentes no sangue.
Em Prazeres singulares, citei o lipograma ao falar brevemente das formas de escrever que se utilizam de técnicas restritivas. Estas restrições – que incluem o "S+7" (todo substantivo substituído pelo sétimo substantivo seguinte de um dicionário), a "bola de neve" (poema em que cada verso é uma palavra e que cada palavra é uma letra mais longa do que a anterior), o "univocalismo" (poema com uma só vogal), os palíndromos e o "lipograma" (escrita que exclui uma ou mais letras) - todas elas são consideradas meios de desencadear ideias e inspirações.
Para quem tiver interesse em ver um exemplo de lipograma, segue o link de um trecho do livro "O sonho de ser escritor", de Elder Prates, que foi escrito sem a letra "A".

02 novembro, 2017

Sempre juntos

O primeiro verme da informática

Às 18 horas do dia 2 de novembro de 1988, Robert Tappan Morris Jr, estudante da Universidade Cornell, estava no MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts) distribuindo o que seria considerado o primeiro código malicioso a se espalhar pela internet.
Ele escolheu liberá-lo do MIT, para disfarçar o fato de que a praga fora criada em Cornell.
O "Morris worm" (verme de Morris), como ficou conhecido, alastrou-se rapidamente e deixou computadores "catatônicos" em muitos locais, incluindo universidades, instalações militares e instalações de pesquisa médica. Estimativas sugerem que a praga infectou 10 por cento dos 60 mil computadores que formavam a rede mundial da época.
O worm pegou de surpresa os administradores e usuários da internet naquele ano, que nunca tinham visto um ataque parecido. Para se espalhar, a praga tirava proveito de brechas de segurança existentes em softwares como o "sendmail" – responsável pelo envio de correio eletrônico – e o "fingerd" – um fornecedor de informações de usuários.
Além de dar início à valorização da segurança em softwares, a mais notável consequência do episódio foi a criação do CERT (http://www.cert.org), um time de especialistas responsável pela comunicação e tratamento de incidentes de segurança. Muitos países e mesmo empresas hoje possuem equipes com o mesmo objetivo. Quem realiza estas funções na rede brasileira é o CERT.br (http://www.cert.br).
Robert Tappan Morris, criador da praga, foi condenado por fraude em computadores em 1990. Não foi para a cadeia, mas teve que pagar uma multa de 10 mil dólares e prestar 400 horas de serviços comunitários.
Quando Robert Morris Jr disseminou seu worm, seu pai, Robert Morris, trabalhava na Agência Nacional de Segurança dos EUA. Hoje, o "criador do primeiro verme da informática" é professor no MIT – a mesma instituição em que ele iniciou a propagação de seu worm.

Um worm (termo da língua inglesa que significa, literalmente, "verme") é um programa autorreplicante, diferente de um vírus. Enquanto o vírus infecta um programa e necessita deste programa hospedeiro para se alastrar, o worm é um programa completo e não precisa de outro para se propagar. Um worm pode ser projetado para tomar ações maliciosas após infestar um sistema. Além disso, pode deletar arquivos em um sistema, enviar documentos por e-mail e, pelo aumento de tráfego gerado por sua reprodução, pode causar lentidão numa rede de computadores.

01 novembro, 2017

É esperar para ver

Coisas estranhas acontecem a partir de 1:31:



Este vídeo melhorou muito meu humor. Estava péssimo desde que eu vi o que um pica-pau zumbi faz com os filhotes dos outros pássaros.