13 dezembro, 2019

Chuculatera(ê)

A palavra não consta do "Vocábulário Ortografico da Língua Portuguesa" (VOLP), nem de importantes dicionários como o Aurélio (2.ª edição), o Houaiss (1.ª edição) e o Mirador (4.ª edição). Tampouco está no "Dicionário de Gíria" (8.ª edição), de J.B. Serra e Gurgel, nem em alguns "webdicionários" que eu andei consultando. Num blog hispânico, encontrei uma postagem cujo título é "La líbélula chuculetera", que traz um termo foneticamente assemelhado a "chuculatera" (sem tradução para o português, conforme o Tradukka).
Analisando-se, porém, duas canções populares em que a palavra "chuculatera" aparece, supõe-se se tratar de um termo regional para designar algum tipo de chaleira. Talvez seja uma corruptela de "chocolateira", vasilha onde se prepara e/ou serve o chocolate (por extensão, o café e o chá). O Aurélio consigna o termo "chocolateira
1. Em "Boi bumbá", de Luiz Gonzaga e Luiz Gonzaga Júnior (Gonzaguinha)
1965, BMG Brasil Ltda.
Ê boi, ê boi
Ê boi do mangangá {bis}
Quem não tem chaculatêra
Não toma café nem chá. {bis}
2. Em "Chuculatêra" (1971), de Antonio Carlos e Jocafi
1971, "O Canto Jovem de Luiz Gonzaga" (primeira faixa do lado A), pela RCA Victor.
Chuculatêra fervendo de café cheinho ou meio
Me dê dois tons de conversa, morena, e baixa a saia do joelho
Que o povo que tá por perto fala muito e acha feio {bis}
Neste LP, Luiz Gonzaga gravou composições de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tom e Vinicius, Edu Lobo, Vandré, Gonzaguinha e outros. Os  próprios autores de "Chuculatera", Antonio Carlos e Jocafi, somente gravariam esta canção em 1974, no LP "Definitivamente", pela RCA Victor.

13 de dezembro é o Dia Nacional do Forró. Esta data, que referencia a data natalícia do músico Luiz Gonzaga do Nascimento (13/12/2012), foi instituída pela Lei nº 11.176, sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com origem no Projeto de Lei nº 4265/2001, de autoria da deputada federal Luiza Erundina.

Vídeos c/ "Treze de dezembro" [1] [2] no blog EM.

12 dezembro, 2019

Ópera dos Pássaros

Lindo, muito lindo - e com os créditos colocados no final!


InDICAção do vídeo: Nelson Cunha

Chico Buarque na literatura, teatro e cinema

LITERATURA - Ainda adolescente, publica suas primeiras crônicas no Verbâmidas, jornal do Colégio Santa Cruz.
Em 1966, publica em O Estado de S.Paulo o conto "Ulisses", incorporado depois no primeiro livro chamado "A banda" que trazia os manuscritos das primeiras canções.
Em 1974, sai a novela pecuária "Fazenda Modelo". Em 1979, é editado "Chapeuzinho amarelo" e, em 1981, "A bordo do Rui Barbosa", poema da década de 60 ilustrado por Vallandro Keating.
A partir do início dos anos 80, Chico tem alternado a produção musical com a literária: "Estorvo" (1991), "Benjamim" (1995), "Budapeste" (2003), "Leite derramado" (2009), "Irmão alemão" (2014) e "Essa gente" (2019).
TEATRO - Em 1965, a pedido de Roberto Freire, diretor do TUCA, Teatro da Universidade Católica de São Paulo, Chico musicou o poema "Morte e Vida Severina", de João Cabral de Melo Neto, para a montagem da peça. Desde então, sua presença no teatro brasileiro tem sido constante. Foram quatro peças ("Roda Viva", "Calabar", "Gota d'água", e "Ópera do Malandro") que Chico Buarque escreveu, além das diversas canções que ele compôs para o teatro.
CINEMA - Em 1966 fez seu primeiro trabalho para cinema compondo as canções para o filme "Anjo assassino", de Dionisio Azevedo.
Em 1980, chegou às telas o documentário "Certas palavras", de Mauricio Beiru, sobre sua vida.
Escreveu os roteiros de "Os saltimbancos trapalhões", de J. B. Tanko (1981) e Ópera do malandro", de Ruy Guerra (1986).
Como ator, participou de "Garota de Ipanema", de Leon Hirzman (1967); "Quando o carnaval chegar", de Cacá Diegues (1972) - para o qual compôs diversas canções além de organizar as peladas nos intervalos da filmagem; "Vai trabalhar vagabundo II – A volta", de Hugo Carvana (1991); "Ed Mort", de Alain Fresnot (1996); "O mandarim", de Júlio Bressane (1995); "Água e sal", de Teresa Villaverde (2001).
Compôs dezenas de canções para filmes ("Bye bye, Brasil", "Dona Flor e seus dois maridos", "O Grande Circo Místico", "A ostra e o vento", "Joana Francesa", "Eles não usam black-tie" e muitos outros) e participou de diversos documentários:
"O povo brasileiro", de Isa Grinspum Ferraz (2000); "Raízes do Brasil", uma cinebiografia de Sérgio Buarque de Holanda, de Nelson Pereira dos Santos (2003); "Vinicius de Moraes", de Miguel Faria Jr. (2005); "Fados", de Carlos Saura (2005); "Maria Bethânia: Música é perfume", de Georges Gachot (2005); "O Sol - Caminhando contra o vento", de Tetê Moraes, Martha Alencar (2006); "Oscar Niemeyer - A vida é um Sopro", de Fabiano Maciel (2007); "Palavra encantada", de Helena Solberg (2009)

www.chicobuarque.com.br, com acréscimos. Ainda há itens não incluídos que estão em: http://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-194465/filmografia/

11 dezembro, 2019

109.º aniversário de Noel Rosa

O doodle de hoje comemora o 109.º aniversário do cantor e compositor brasileiro Noel de Medeiros Rosa (RJ, 11 de dezembro de 1910 — RJ, 4 de maio de 1937).
Conhecido como «Poeta da Vila», seu estilo observacional e cômico lhe valeu um lugar especial na história da música popular brasileira
Nascido no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, em 1910, Noel Rosa cresceu em uma família musical. Ele começou a tocar bandolim aos 13 anos e logo aprendeu também violão.
Estudante talentoso, ele ingressou na faculdade de medicina em 1931. No entanto, quando teve que escolher entre medicina e música, a escolha de Rosa ficou clara. Noel Rosa dedicou sua energia à composição musical e criou seu próprio estilo de samba, combinando letras espirituosas com resoluções harmônicas imprevisíveis.
Compondo cerca de 260 músicas em um período de oito anos, Noel Rosa estabeleceu um corpo de trabalho que permanece imorredouro até hoje.


Musicograma
2007 - Último desejo
2008 - Bando de Tangarás
2010 - Com que roupa?
2012 - Números de telefones (inclusive o de seu Osório)
2013 - Malandro medroso
2015 - Os fox-trots de Noel Rosa
2017 - POLÊMICA. Noel Rosa x Wilson Batista
2017 - Ao meu amigo Edgar

Mensagens ocultas em imagens

Paul Ducklin
A esteganografia é um truque fascinante para enviar mensagens secretas - e é intrigantemente diferente da criptografia, embora as duas técnicas sejam frequentemente agrupadas como se fossem as mesmas.
Simplificando, a criptografia embaralha mensagens para que apenas o destinatário pretendido possa lê-las.
De modo geral, os invasores que interceptam mensagens criptografadas sabem que algo foi dito, mas não conseguem descobrir o que era.
Por exemplo, posso prever com segurança que você não conseguirá desvendar o conteúdo original dessa mensagem codificada:
CBTEM YPQNE TUTMQ WLJFJ FKRBG
OFYIA DQTLP GNCBD LDOHN AHMOR
MHUUG EJOWN CSCXA VGTUH SXTLN
BOTXN ATFMU WLHID RXDWC IJMEA
KWQEI PUGMF KPHSL HCHUY TMUJE
Mas esses grupos de cinco letras, lembrando uma mensagem da Segunda Guerra Mundial, quase certamente farão você suspeitar.
Você pode, portanto, assumir que tenho algo importante para esconder, um fato que poderia me levar a água ainda mais quente do que se eu tivesse deixado escapar a mensagem abertamente.
Esteganografia, portanto, visa disfarçar mensagens não só para manter o conteúdo em segredo, mas também para esconder a existência de uma mensagem em primeiro lugar.
O processo pode ser tão simples quanto concordar com antecedência sobre uma interpretação especial de uma palavra ou gesto casual.
De acordo com os rumores, se a rainha Elizabeth II inocentemente roda sua aliança de casamento enquanto está em um evento, é um sinal discreto de que ela gostaria que uma de suas comitivas a extraísse graciosamente de sua conversa atual para que ela pudesse passar para outros convidados sem ofender.
Escondendo em imagens e som
Outra abordagem para a esteganografia envolve encontrar arquivos ou mensagens existentes que contenham dados que não sejam importantes e que provavelmente não serão examinados, e substituí-los por dados secretos, ocultando-os de maneira eficaz à vista.
Um truque bem conhecido para infiltrar dados em arquivos que são popularmente compartilhados envolve adicionar o que supostamente se parece com “ruído” em arquivos como fotos, vídeos ou músicas.
Por exemplo, cada pixel em uma foto em escala de cinza de 8 bits pode ter um valor de 0 (totalmente preto) a 255 (branco mais brilhante), mesmo que seja difícil dizer a diferença entre um nível de cinza de, digamos, 129 e 130, ou entre 8 e 9.
Na verdade, pode ser tecnicamente impossível discernir uma diferença, dada a combinação de imprecisões introduzidas pela câmera ao capturar a imagem, a tela ao exibi-la e o olho ao visualizá-la.
Portanto, você pode substituir alguns dos dados da imagem para codificar informações de outro lugar, por exemplo, sobrescrevendo os poucos bits inferiores de cada pixel da imagem com dados próprios.
Isso deixa você com um arquivo híbrido que é parte da imagem e parte das informações pessoais.
Mas se alguém abrir a sua imagem com dados dentro da caixa, ela ainda parece uma imagem, ainda que ruidosa ou de baixa qualidade.
Você pode então usar serviços públicos como sites de mídia social e serviços de compartilhamento de fotos para distribuir suas imagens de mensagens ocultas de uma maneira inocentemente aberta. [...]

Prossiga lendo em NAKED SECURITY

Esteganografia ≠ estenografia (como a taquigrafia é mais conhecida em Portugal), um termo geral que define todo método abreviado ou simbólico de escrita, com o objetivo de melhorar a velocidade da escrita ou a brevidade, em comparação com um método padrão de escrita.

Imagem de uma árvore contendo outra imagem esteganograficamente escondida. A imagem oculta é revelada removendo os bits de cada componente RGB da imagem, exceto os dois bits menos significativos de cada cor, seguindo-se de uma normalização da imagem resultante. A imagem oculta é mostrada abaixo.







Imagem de um gato, extraída da imagem acima.
Este xemplo foi retirado da página Steganography no WIKI.

10 dezembro, 2019

A matemática poderosa da alavanca

Arquimedes disse:
"Dê-me um lugar para ficar e eu moverei a Terra." 

No vídeo abaixo, Andy Peterson e Zack Patterson utilizam-se da gangorra para ilustrar as incríveis implicações e usos da alavanca. E revelam a distância inimaginável de que precisamos para verificar essa declaração de Arquimedes.


A profecia de Graciliano

"O futebol não pega, tenham certeza", escreveu Graciliano Ramos em 1921, fornecendo uma bela mostra de que é mais sábio fazer "previsões" depois dos fatos. Eu, por exemplo, tenho um palpite de que, poucos anos depois da declaração de Ramos, o futebol viraria um forte elemento da identidade brasileira.
Tim Vickery: ‘O futebol vai ser só fogo de palha’ - por que a profecia de Graciliano Ramos deu tão errado no Brasil?, BBC News

Concurso Miss Universo 2019

Graciliano errou. Aqui é ao contrário: evite você errar "prevendo" que isso aí é um traje típico do Brasil.

09 dezembro, 2019

Deus proverá

Esta impressionante estátua é o Cristo Rei de Świebodzin. Pesa cerca de 440 toneladas e mede 36 metros de altura (além de 3 metros de coroa e outros 13 de pedestal).  Este Cristo Rei, que está na Polônia, é mais alto que o Cristo Redentor do Corcovado, no Rio de Janeiro, e o Cristo Rey de Cali.
Outra curiosidade é que, além de ser uma atração para os turistas e peregrinos, o Cristo Rei de Świebodzin esconde um "segredo" em sua coroa: várias antenas de comunicação que fornecem o acesso à internet para as pessoas que estão na área. Como fica claro neste vídeo gravado por um drone que sobrevoou a estátua.
O provedor que instalou suas antenas no Cristo Rei diz que a situação é completamente legal.


As cinco maiores estátuas de Cristo no mundo, segundo o site Kuriositas:
Cristo de la Concordia, Bolívia (34,2 m)
Cristo Rei, Polônia (33 m) (*)
Cristo de Vang Tau, Vietnã (32 m)
Cristo Redentor, Brasil (30,1 m)
Cristo del Otero, Espanha (30 m)
(*) incluindo-se a coroa: 36 m.

O Legado de Apollo


As diferentes inovações tecnológicas que tivemos durante o século passado deram grandes passos. Alguns argumentam que certas tecnologias definitivamente foram saltos gigantescos para a sociedade humana, mas a "próxima grande coisa" provavelmente seria algo que pode revolucionar nosso modo de vida de maneiras monumentais.
O pouso na Lua foi um salto gigantesco para um homem - a vida de Armstrong mudou para sempre - mas, em retrospectiva, apenas um pequeno passo para a humanidade. Não é que colocar as pessoas na Lua não tenha sido uma conquista coletiva difícil - foi. Mas chegar à Lua fez pouco a longo prazo para mudar a sociedade humana.
Como Roger Launius, eminente historiador do espaço, escreve em seu novo livro "Apollo's Legacy", "Em um nível básico, a decisão do presidente de bancar o programa Apollo foi para os Estados Unidos o que a determinação dos faraós de construir as pirâmides foi para o Egito. Seu impacto mais ressonante não é uma tecnologia específica, mas simplesmente a metáfora: se podemos colocar um homem na lua, por que não podemos fazer "X"? 
Os "Xs" que geralmente surgem nessas discussões, como resolver os problemas da mudança climática ou da pobreza, "todos têm algum potencial para a aplicação de soluções técnicas", observa Launius."Mas eles são em grande parte problemas políticos e sociais". E Apollo não resolveu nenhum problema político ou social. Outros "Xs" - diz ele, como curar o câncer - dependem do desenvolvimento de novas formas de conhecimento científico.

Extraído de: What Neil Armstrong got wrong, MIT Technology Review

08 dezembro, 2019

A novidade que se cristaliza

Brasil 24/7 - Uma análise da pesquisa Datafolha de hoje:

1. Não há polarização: 30% dos eleitores são de direita; 30%, de esquerda e 40% totalmente voltados a um pragmatismo vivencial: para os excluídos, a melhor promessa do momento (aqui entram a manipulação midiático-empresarial e, no contexto atual, as redes de fake news de ultradireita) é que vale. A "promessa" já foi à esquerda, com Lula/Dilma; agora, à direita.

2. A novidade que se cristaliza nessa pesquisa: algo em torno de 15% da direita brasileira é protofascista (fascismo em sua vertente inicial).

2.1. O clã Bolsonaro e personagens como Olavo de Carvalho atuam para mobilizar essa parcela da população. São, claramente, antidemocráticos, autoritários e violentos. Constantemente, insuflam o terrorismo de Estado.

2.2. A direita tem uma arma poderosa em sociedades capitalistas: o poder do dinheiro - dos que não têm compromisso com a democracia de fato (empresários, banqueiros, latifundiários, think tanks...).

2.3. Mas, o poder dos sentimentos e dos afetos, ou seja, o poder simbólico, é a grande disputa do momento. Este jogo está em aberto.

3. Parte dos protofascistas estão a disputar o poder simbólico utilizando o discurso religioso (o meio mais eficaz de disseminar discursos de ódio). Há um imenso investimento financeiro no neopentecostalismo.

3.1. A esquerda, em boa medida, está sem uma bandeira afetiva e mobilizadora. Lula encarna, em certa medida, esse vácuo.

4. Mesmo assim, a direita, definitivamente, não é imbatível. Argentina provou que o ultraliberalismo não responde às demandas de sociedades marcadas pela desigualdade e injustiça estruturais.

4.1. Mas, a esquerda precisa radicalizar sua posição para mostrar as contradições brasileiras. Caso contrário, os 40% dos eleitores "folha de bananeira" (que vão à onda do vento) continuarão na passividade (altíssimos índices de absenteísmo eleitoral), na omissão (imobilização social) ou conivência com os que gritam mais alto.

Robson Sávio Reis Souza
Doutor em Ciências Sociais

A Fada do Dente

A tradição de deixar um dente debaixo de um travesseiro para ela coletar é praticada em vários países.
Mas qual é a aparência da Fada do Dente?
Uma resenha de livros infantis publicados e obras de arte populares encontrou-a retratada como uma criança com asas, um dragão, uma figura materna azul, uma bailarina voadora, dois homenzinhos, um higienista dentário, um homem voador barrigudo que fuma um charuto, um morcego, um urso e uma fada mesmo.
Quando seus filhos perguntarem como ela parece, mostre-lhes esta foto:


Bits and Pieces não joga no telhado sua credibilidade.

O Espelho de Mozart

É uma composição em Sol Maior para dois violinos que tem a particularidade de que a partitura é feita de modo que cada violinista seja colocado em um dos lados, e um a siga de cima e para baixo, enquanto o outro a percorre em sentido contrário. Uma partitura única na qual um começa pelo primeiro compasso e o outro, pelo último, cruzam-se na metade e cada uma termina onde o outro começou. Para mim, não suficientemente versado nesses assuntos, isto parece ser de uma considerável complexidade.
Atribui-se esta obra a Mozart.





Crab Canon de Bach

07 dezembro, 2019

Cavalo de batalha


"Treina-se o cavalo para o dia da batalha, mas quem dá a vitória é o Senhor." (Provérbio 21: 30-31)

Os bárbaros venceram!

COMUNICADO
Com pesar, tenho que anunciar que, depois de 18 anos, decidi encerrar a Sociedade de Proteção ao Apóstrofo.
Há duas razões para isso. Uma é que, aos 96 anos, estou cortando meus compromissos e a segunda é que menos organizações e indivíduos estão se preocupando com o uso correto do apóstrofo no idioma inglês.
Nós e nossos muitos apoiadores em todo o mundo, fizemos o nosso melhor, mas a ignorância e a preguiça presentes nos tempos modernos venceram!
Este site (www.apostrophe.org.uk, idealizado por John Hale) permanecerá aberto por algum tempo para referência e interesse.
— John Richards, novembro de 2019
A Sociedade de Proteção ao Apóstrofo
foi iniciada em 2001 por John Richards com o objetivo específico de preservar o uso correto desse sinal de pontuação, atualmente muito sujeito a abusos em todas as formas de texto escritas no idioma inglês.

06 dezembro, 2019

A censura prévia no Pasquim

Nascido em junho de 1969, o jornal satírico O Pasquim esteve sob censura até 1975.
A primeira manifestação concreta da censura ocorreu em 1970, ao ser publicada no semanário uma reprodução de uma pintura de Pedro Américo ,"Independência ou Morte", realizada em 1888. O caricaturista e jornalista Jaguar, um dos criadores do Pasquim, usou uma reprodução do quadro que consagrou "a participação de Pedro Américo na montagem de um imaginário particularmente importante na construção simbólica do regime político, sobretudo em momentos de redefinição da identidade nacional". Jaguar transformou a imagem inicial e fez Dom Pedro I  dizer "Eu quero mocotó", referindo-se a uma canção de Erlon Chaves e Jorge BenJor, de 1970.
Após esse evento, o jornal contou com a presença física de censores dentro da redação, ao lado dos jornalistas, para vigiar e cortar as matérias antes mesmo da edição. A partir de 1974, a sede da censura mudou para Brasília, aonde o jornal tinha que mandar as matérias para a censura prévia, o que ocasionava inúmeros problemas técnicos e financeiros para a redação.
Alvos da censura, os desenhistas da redação do Pasquim rapidamente passaram a criticá-la, de
forma humorística, poética, irônica ou cínica. Uma charge, do Millôr Fernandes, representava a ação dos censores, os protagonistas de muitos desenhos e muitas críticas, pois a presença deles impactava de forma direta e concreta no trabalho cotidiano dos jornalistas. Aqui, sob o lápis irônico do Millôr, os responsáveis pela verificação dos conteúdos se empurram para poder ver as matérias, como se fosse um espetáculo. Uma inversão, portanto, opera-se na atitude dos censores, que manifestam um forte interesse pelas produções que teriam de criticar, denunciar e cortar.
Em 1977, Millôr Fernandes, ao comentar os anos de trabalho marcados pela censura nessa publicação, disse:
"Foram 300 semanas de um jornalismo aventuroso, com alguns momentos de extrema euforia e a maior parte de depressão e angústia diante da perseguição violenta e constante. Pois, dos seis anos quase completos que eu trabalhei no Pasquim, mais de cinco foram sob a bengala branca da censura mais cega que já existiu neste país – e eu sei bem do que falo."
Ao terminar a censura prévia a que estavam submetidos, os editores de O PASQUIM adotaram o recurso de inserir na publicação um selo com a seguinte mensagem:
ENQUANTO VOCÊ ENCONTRAR ESTE SELO
O PASQUIM CONTINUA SEM CENSURA PRÉVIA.
Era uma forma de avisar seus leitores de que estaria havendo recrudescimento da censura.
Webgrafia
Mélanie Toulhoat. Usos políticos do humor gráfico nas páginas do jornal Pasquim sob censura (1969-1975). FAFICH. II Encontro de Pesquisa em História da UFMG – II EPHIS, Jun 2013, Belo Horizonte, Brazil. 2013, Anais Eletrônicos do II Encontro de Pesquisa em História da UFMG – II EPHIS.
Censura Lendo o Material do Pasquim. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2019. Acesso em: 19 de Jun. 2019. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
Blog EM. https://blogdopg.blogspot.com/2019/04/eu-quero-mocoto.html

Ler também: O Pasquim e a MPB

João Cândido, o Almirante Negro

"Salve o navegante negro / que tem por monumento / as pedras pisadas do cais."
João Bosco e Aldir Blanc

Nascido em Encruzilhada do Sul (RS), João Cândido (24/07/1880 - 06/12/1969) entrou aos 14 anos para a Marinha do Brasil. Filho de ex-escravos, ao presenciar o uso de chibatadas como penalidade para os marinheiros, ele reivindicou melhores condições de trabalho nos navios brasileiros. Em 1910, ele liderou a chamada Revolta da Chibata.
Embora o movimento tenha terminado com o compromisso de o Governo Federal acabar com os castigos corporais e de conceder anistia aos revoltosos, João Cândido e os outros líderes foram detidos. Banido da Marinha, o Almirante Negro, como ficou conhecido, sofreu grandes privações, vivendo precariamente, trabalhando como estivador e descarregando peixes na Praça XV, no centro do Rio de Janeiro.
Faleceu em decorrência de um câncer, pobre e esquecido, em 1969, aos 89 anos.

"O Mestre-sala dos Mares", de João Bosco e Aldir Blanc (vídeo)



GLOSSÁRIO (pela ordem de entrada)
dragão do mar, referência ao dragão do mar cearense, Francisco José do Nascimento, o jangadeiro Chico da Matilde, herói na luta por libertar os escravos no Estado do Ceará.
feiticeiro, marinheiro
navegante, almirante
acenar, navegar
alegria das regatas, bloco das fragatas
multidões, batalhões
santos, negros
cantos e chibatas, pontas das chibatas
pessoal do porão, tripulação

Arquivo: O marinheiro e o metalúrgico

05 dezembro, 2019

Como a inteligência artificial toma decisões?

A inteligência artificial (IA) já está presente em várias áreas na nossa vida: no diagnóstico médico, direção autônoma, assistente pessoal...
Mas como os algoritmos tomam decisões?
Pesquisadores desenvolveram uma ferramenta para analisar a inteligência artificial de forma mais profunda e se surpreenderam com os resultados.



Leitura complementar
Como o cavalo Hans tomava decisões?

Hamster morto!

Estes são comentários reais feitos em boletins escolares por professores do sistema escolar público de Nova Iorque no ano de 2007:

1. Desde meu último relatório, seu filho chegou ao fundo do poço e agora começou a cavar.
2. Eu não permitiria que este aluno se reproduzisse.
3. Seu filho estabelece baixos padrões pessoais e, em seguida, falha consistentemente em alcançá-los.
4. Esta criança tem trabalhado muito com cola.
5. Quando o QI de sua filha atingir 50 deve vender.
6. É impossível acreditar que o espermatozoide que gerou essa criança superou um milhão de outros.
7. A roda está girando, mas o hamster está definitivamente morto.


(https://pballew.blogspot.com/2007/12/passing-comment-or-not.html#links)

04 dezembro, 2019

Quanto pesa a internet?

Isabelle Robinson, M.Sc. 
20/04/2018, AZO Quantum
A internet é composta por vídeos, documentos, páginas da web etc. Ele contém uma enorme quantidade de informações que cresce a cada dia. Cada e-mail enviado, um comentário deixado e um artigo publicado cria mais dados que são armazenados em dígitos binários que são lidos por computadores. Dado que esses dados devem ter massa, quanto pesa toda a internet?
Um professor de Ciência da Computação da Universidade da Califórnia, Dr. John Kubiatowicz, usa o exemplo do e-reader Kindle para mostrar como a informação pode ter massa. Ele explicou que um Kindle usa um tipo de transistor que usa elétrons presos para distinguir entre os dois estados do binário.
"Embora o número total de elétrons na memória não mude à medida que os dados armazenados mudam", afirmou Kubiatowicz, "os elétrons aprisionados têm uma energia maior".
Usando famosa equação de Einstein (E = mc2) e uma estimativa conservadora de 10-15 joules por bit de dados armazenados, em seguida, a diferença entre a massa de um Kindle vazio e um Kindle completo pode ser calculado como aproximadamente 10-18 gramas. (Ray, 2011)
Levando isso adiante, Russell Seitz usou a ideia de que a internet é composta de redes de servidores que operam na internet. Ele estimou que 100 milhões de servidores estão operando em torno de 350 a 550 watts cada (Seitz, 2006) ou 40 bilhões de watts coletivamente. Dada essa informação, e o fato de a lógica binária do silício funcionar a aproximadamente 3 volts e um chip funcionar a um gigahertz, Seitz calcula que o peso total da internet é de aproximadamente 50 gramas, o mesmo que o peso de um morango grande (VSauce, 2011).
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É claro que este cálculo (não atualizado) leva em conta apenas os bilhões de bilhões de elétrons que se movem através da fiação, servidores, dispositivos e outros condutos que permitem o uso da internet, e não esses condutores em si. Como estamos acostumados a conectar nossos dispositivos à internet sem fio, podemos cometer o erro de imaginar dados flutuando no espaço. Na realidade, porém, os provedores de Internet tiveram que instalar milhões de quilômetros de cabos entre continentes e oceanos para permitir a conexão à Internet que temos hoje, que levou décadas. Sem esses cabos, a Internet não pode existir globalmente.
(http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=14199)

CORONADO: vista assim do alto

A Base Anfíbia Naval Coronado é uma instalação naval situada na baía de San Diego, Califórnia. É um dos oito componentes da Base Naval Coronado.
Os edifícios 320, 321, 322 e 323 da Base Anfíbia apresentam uma vista de planta em forma de uma suástica. Isso passou despercebido pelo público desde a sua construção na década de 1960 até 2007, quando foi mostrada em vistas aéreas do Google Earth.
A suástica é um símbolo controverso, e até mesmo uma ofensa, pois está relacionada a um período terrível da história. Então, imagine como foi embaraçoso para a Marinha dos Estados Unidos, ver que eles realmente fizeram uma construção que reproduzia o símbolo da suástica.


Embora modificações arquitetônicas e paisagísticas devessem ser feitas para obscurecer a forma, imagens de 24 de junho de 2017, as mais recentes usadas pelo Google Earth, não mostram nenhuma mudança substancial.

Google Maps


03 dezembro, 2019

Foice x Cortador de Grama

Uma competição épica do Festival Anual da Feira Verde em Somerset, Reino Unido, em junho de 2010.
Nada de truques com a videofilmagem. O vencedor é realmente tão rápido assim.



George Ivanoff escreveu:
"Agora sabemos porque a morte carrega uma foice, não um cortador de grama".

Moron

Qual é a origem, o significado e a tradução desta gíria inglesa?
Do grego mõron, "bobo", "tolo", a palavra inglesa moron foi inventada em 1910 pelos cientistas da American Association for the Study of the Feeble Minded, algo como Associação Americana para o Estudo de Débeis Mentais.
Moron também era o nome de um personagem bobo na peça de Molière, "La Princesse d’Elide".
A palavra moron foi usada como termo médico para designar um adulto com idade mental de uma criança de mais ou menos oito anos de idade.
Informalmente, é usada como palavra ofensiva para alguém que se comporta como idiota.
http://www.teclasap.com.br/moron/

O Pacote Anticrime #MELHORpaRATOdos vem com uma mensagem subliminar. Blog EM não é bobo.

02 dezembro, 2019

Cabeça de touro

Um dia, seu olhar inventivo pousou numa velha sela de bicicleta e num guidão. Colocando o guidão na parte de trás da sela na posição vertical, ele criou uma cabeça de touro com chifres. A ilusão foi impressionante e o virtuosismo da transformação conferiu uma espécie de notoriedade barulhenta a este Tête de taureau (Cabeça de touro). Quando foi exibida após a libertação de Paris, Picasso olhou para ela com um ar divertido. "Uma metamorfose ocorreu", disse ele a André Warnod, "mas agora gostaria de que outra metamorfose ocorresse na direção oposta. Suponhamos que a cabeça do meu touro fosse jogada no lixo, e um dia um homem aparecesse e dissesse para si mesmo: 'Há algo que eu poderia usar como guidão para a minha bicicleta'. Então, uma metamorfose dupla teria ao final acontecido".

- A. Vallentin, Picasso , 1963
https://www.futilitycloset.com/2019/06/19/there-and-back/

A escultura faz parte das coleções permanentes do Museu Picasso de Paris.

Quem ganhou a corrida espacial?

Cristen Conger, HowStuffWorks
(parte final)
A maioria das pessoas considera que a corrida espacial terminou em 20 de julho de 1969, quando Neil Armstrong pisou na lua pela primeira vez [fonte: National Air and Space Museum (em inglês) ]. Como o clímax da história espacial até então, o pouso lunar praticamente esmagou a competição acirrada entre os Estados Unidos e a URSS.
Mas a história não é aberta e fechada tão rapidamente. Embora os americanos colocassem um homem na Lua primeiro, esse triunfo foi precedido por uma série de realizações consecutivas dos soviéticos.
Por exemplo, entre 1957 e 1965, a URSS colocou o primeiro:
  • Míssil balístico intercontinental (agosto de 1957)
  • Satélite artificial (outubro de 1957)
  • Animal no espaço (novembro de 1957)
  • Satélite para orbitar a Lua (1959)
  • Homem no espaço (abril de 1961)
  • Homem para passar um dia em órbita (agosto de 1961)
  • Voo de longa duração por cinco dias (junho de 1963)
  • Mulher no espaço (junho de 1963)
  • Homem para realizar uma caminhada espacial (março de 1965)
Esta corrida espacial também ocorreu no contexto de recursos dramaticamente diferentes. Enquanto os Estados Unidos gastaram US $ 25 bilhões no programa Apollo para a Lua, a URSS gastou metade disso no máximo [fonte: Wall]. De fato, a União Soviética negou publicamente seu envolvimento em um programa lunar, embora documentos desclassificados tenham mostrado o contrário.
A principal diferença no desenvolvimento lunar do país se resumia a criar um foguete capaz de alcançar a lua com uma tripulação e equipamento. Para os Estados Unidos, o foguete Saturn V, desenvolvido em novembro de 1967, atingiu esse ponto ideal. O foguete lunar N-1 da URSS repetidamente falhou nos testes.
Em vez disso, os soviéticos enviaram o Luna 3, um satélite com um braço robótico destinado a trazer amostras da Lua. Embora tenha alcançado a Lua com sucesso em 1969, ficou preso em órbita e estava circulando a Lua quando Neil Armstrong pousou. Depois de uma série de tentativas adicionais de aperfeiçoar o foguete lunar para um voo tripulado, os soviéticos abandonaram o programa em 1974.
A URSS lançaria a primeira estação espacial Salyut 1 em 1971, mas o fervor da corrida espacial já havia diminuído.
O colapso da União Soviética e sua transformação na Rússia trouxe este país para a colaboração com os EUA. Ambos os países lideraram o mundo em tecnologia espacial e assinaram um acordo em 1993 para desenvolver uma estação espacial conjunta. Embora a escassez de financiamento no lado russo e problemas técnicos para os Estados Unidos tenham causado atritos, os dois continuam a trabalhar com outras 13 nações para a missão da Estação Espacial Internacional.
Com o domínio emergente da China no mundo, poderíamos ver outra corrida espacial à Lua nas próximas décadas. O presidente Bush anunciou em 2004 que os Estados Unidos retornariam à Lua até 2020. O Projeto 921 de exploração espacial da China envolve a mesma meta lunar em um cronograma similar [fonte: Ritter], o que levanta a questão: os Estados Unidos irão primeiro?

01 dezembro, 2019

Fatos importantes sobre o mundo em que vivemos

#1 A vida é transmitida sexualmente.

#2 Ela é como um pote de pimenta jalapeno. O que você faz hoje pode queimar seu traseiro amanhã.

#3 Boa saúde é apenas a taxa mais lenta possível com que se pode morrer.

#4 Todos nós poderíamos ter uma lição do tempo. O tempo não presta atenção às críticas.

#5 Os homens têm duas motivações: fome e cama, e não conseguem diferenciá-las. Se você vê um brilho nos olhos dele, faça algo para ele comer.

#6 Dê a uma pessoa um peixe e você a alimentou por um dia. Ensine uma pessoa a usar a internet e ela não o incomodará por semanas, meses, talvez até anos.

#7 Na década de 60, as pessoas tomavam ácido para tornar o mundo estranho. Agora o mundo é estranho e as pessoas tomam o Prozac para torná-lo normal.

#8 Nozes saudáveis um dia vão fazê-lo sentir estúpido, no leito de um hospital, morrendo de nada.

#9 A morte é o assassino número 1 do mundo.

Nine Important Facts To Remember As We Grow Older, Jokeindex.com

Alien é uma metáfora sobre o estupro?

E mais: estupro de homens, subvertendo a lógica tradicional da vulnerabilidade corporal das mulheres.

Criou Orlando Calheiros uma thread para esse clássico do terror e da ficção científica, no ano em que seu lançamento completa quatro décadas.
Alien é um filme sobre estupro, melhor, estupro de homens e isso nunca foi segredo algum. O roteirista Dan O’Bannon, autor do filme original fala abertamentamente disso no documentário "The Alien Saga".
Inclusive é fundamental lembrar que os xenomorfos (o nome dos "aliens") são uma especie composta (literalmente) por fêmeas.
O roteiro leva essa metáfora ao limite, não apenas coloca os homens no lugar de vulnerabilidade corporal (social) das mulheres, faz de seus corpos o alvo de um ser fálico (a cabeça de um xenomorfo é praticamente um pênis ereto) que penetra seus corpos, como os leva a experienciar uma das consequências dessa violência, a gravidez.


O homem dando à luz a um alien: https://youtu.be/vqNG_cfM07k

A construção do ambiente machista tem um objetivo central: mostrar o ambiente  se desmoronando (no segundo ato do filme), quando os homens, perseguidos pelo ser fálico, se percebem vulneráveis. Não é por outro motivo que todas as decisões burras do filme sejam tomadas por eles, desesperados diante da própria vulnerabilidade corporal recém-descoberta.
O protagonismo da personagem Ripley e de outras mulheres ao longo da série emerge, justamente, do costume, da ideia de que mulheres convivem com esse tipo de ameaça em seu cotidiano.
(No segundo filme) o roteiro se repete. E os fuzileiros reproduzem o universo masculino que desaba diante da própria vulnerabilidade. Agem como crianças diante dos seres fálicos que os perseguem, enquanto Ripley e uma menina de nome Rebecca assumem o protagonismo da situação.
Orlando Calheiros, @AnarcoFino

A arte tecnorganica-erótica do H.R. Giger complementa essa imaginação de maneira perfeita.

Dezembro
Vindo da palavra latina decem, que significa dez, este mês do calendário juliano era o décimo mês, enquanto é agora o 12.º mês do gregoriano. O nome latino é derivado de Decima, a Deusa do meio dos Três Destinos, a pessoa que personifica o presente.

30 novembro, 2019

O Brasil em imagens

Vamos com calma. Uma vítima imagem de cada vez.
O sequestrador, que está em um bar na Lapa, no centro do Rio de Janeiro, libertou há pouco o quarto refém. Outras três pessoas permanecem retidas pelo criminoso no interior do estabelecimento, sendo dois homens e uma mulher.
O sequestro começou por volta das 15h desta sexta-feira (29), quando um homem entrou no bar armado com uma faca.
A última pessoa libertada foi este senhor, que sai com uma cerveja (casco escuro) na mão e o sorriso no rosto.
O Fluminense, 29/11/2019 20:16

"O Brasil não é para principiantes."
~ Tom Jobim

Sem o conceito de tempo

Uma pequena cidade norueguesa quer acabar com o conceito de tempo
Vista da vila de Sommarøy, WIKI
O Sol se eleva no horizonte pela manhã e depois, algum tempo depois, se põe. Construímos nossas vidas e nossas sociedades em torno dessa periodicidade, com dias divididos em horas, minutos e segundos, e conseguimos gerenciar a conta graças aos relógios. Mas, em alguns lugares da Terra, o Sol só sai uma vez por ano e se põe uma vez por ano. Então, como seu conceito de dia está tão distante do resto do mundo, uma pequena cidade do Ártico começou a se perguntar: o que aconteceria se abandonássemos completamente o conceito de tempo?
Essa é a idéia do norueguês Kjell Ove Hveding, que mora ao norte do Círculo Ártico, (*) em uma cidade chamada Sommarøy. A idéia parece estar tomando forma e foi disseminada pela agência estatal de notícias da Noruega e outros grandes jornais do país. Em junho, Hveding encontrou-se com um membro local do parlamento para transmitir um estranho pedido: livrar-se do conceito de tempo na cidade. O objetivo de tudo isso, ao que parece, é fazer de Sommarøy um lugar onde as pessoas possam fazer o que quiserem, quando quiserem.
A proposta não entra em muitos detalhes e, para sermos honestos, ainda não sabemos  realmente o quanto é séria. Mas foi em parte relacionada com a discussão sobre a utilidade do horário de verão , que a União Européia derrubou este ano. Essas discussões não são importantes para as pessoas de Sommarøy, uma vez que o Sol só se põe por lá uma vez por ano. Sem o tempo, as lojas estariam abertas quando o comerciante quisesse. Obviamente, este tipo de estilo de vida não é para todos, mas Sommarøy tem apenas 321 habitantes desde 2017.
Isso me fez pensar: os humanos poderiam se livrar dos relógios? A resposta, em suma, é não. Vivemos em uma sociedade que precisa ser dividida em horas e minutos. Livrar-se dos relógios pode fazer tudo parecer mais flexível para quem quer viver fora dessas regras, mas, em última análise, o trabalho, a educação e o transporte precisam do tempo para funcionar adequadamente. Quando falamos com Hveding, ele estava prestes a pegar um voo, algo que provavelmente não seria possível sem relógios.

Extraído de: Esta pequeña ciudad noruega quiere acabar con el concepto de tiempo, por Ryan F. Mandelbaum, GIZMODO

N. do E. -  O Círculo Ártico atravessa Noruega, Suécia, Finlândia, Rússia, Alasca (EUA), Canadá, Groenlândia (Dinamarca) e Islândia. Devido ao clima frio rigoroso apenas 4 milhões de pessoas no mundo vivem ao norte do Círculo Ártico.

Assunto relacionado: A TV Lenta da Noruega

29 novembro, 2019

Voo de galinha

As galinhas domésticas não costumam voar (em certos casos porque as asas foram cortadas para evitar fugas). Já as selvagens podem voar, porém por curtas distâncias.
Em 2014, uma galinha voou por 13 segundos e percorreu uma distância de 91,90 metros, batendo o recorde de duração de voo para a espécie.

https://br.pinterest.com/pin/571957221400234696/?lp=true

Nunca mais vou usar a expressão "voo de galinha" quando estiver me referindo a um voo de galinha. Fica fora desta decisão o voo do Flyer 1 dos irmãos Wright.

Black Fraude, 2019

Black Friday é um nome informal para a sexta-feira seguinte ao Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos, que é comemorado na quarta quinta-feira de novembro. A Black Friday é considerada o início da temporada de compras de Natal dos Estados Unidos desde 1952, embora o termo "Black Friday" não tenha sido amplamente usado até décadas mais recentes.
Em 2013, um boato da internet alegou que a frase se originou no sul dos Estados Unidos antes da Guerra Civil , a partir da prática de vender escravos no dia seguinte ao Dia de Ação de Graças. Isso foi desmascarado pelo Snopes.com em 2016.
https://www.snopes.com/fact-check/black-friday-2

TUDO PELA METADE DO DOBRO
Não é de hoje. Cinco anos atrás:
"Black Friday" no Brasil é fraude, diz Forbes

Comentários avulsos
Essa coragem de ficar na fila quilométrica de uma loja para comprar 3 barras de chocolate por 10 reais eu perdi junto com o meu emprego.
Produto: 40,00, Frete: 10,00 --- Produto: 50,00, Frete: grátis
Se eu não comprar nada, o desconto é maior (Julius dando uma força para você não fraquejar).
Kit Gay para presentear seu bolsominion favorito.
Tem gente que compra o que não precisa com o dinheiro que não tem para mostrar pra quem não gosta.
Uma caneta esferográfica: é um presente que cabe no bolso.
Transforme sua mãe em minha sogra e concorra a muitos beijos todos os dias (promoção).
Comprei um Kinder Ovo por apenas 1/3 do meu salário.

indo----------------------------voltando

28 novembro, 2019

A visita de Borisov

"É surpreendente dar conta de quão pequena é a Terra perto deste visitante de outro sistema."
Pieter van Dokkum, astrônomo
Pesquisadores da Universidade Yale (Estados Unidos) registraram uma impressionante imagem de primeiro plano do cometa interestelar 2I/Borisov. A foto foi tirada em 24 de novembro, utilizando um espectrômetro do Observatório WM Keck, localizado no Havaí.
Esse comenta interestelar foi descoberto em agosto pelo astrônomo amador russo Gennady Borisov, utilizando um telescópio de 650 centímetros de diâmetro e fabricado por ele mesmo. 2I/Borisov é o segundo objeto interestelar descoberto na história.
Espera-se que o cometa alcance sua posição mais próxima do Sol – uns 305 milhões de quilômetros – em meados de dezembro, e da Terra – no fim deste mês, para depois se distanciar do nosso Sistema Solar.

Borisov, comparado com a Terra (imagem Yale)

Cientistas consideram que o 2I/Borisov tenha se formado em um sistema conhecido como Kruger 60, que se encontra na constelação de Cepheus, e que tenha sido repelido ao espaço interestelar como consequência de uma quase colisão com um planeta.
Gregory Laughlin, professor de astronomia da universidade norte-americana, indicou que o 2I/Borisov está evaporando, à medida que se aproxima de nosso planeta, deixando um rastro de gás e pó por onde passa. Os astrônomos se aproveitam da "visita de Borisov" para obter valiosas informações sobre a composição dos planetas em sistemas diferentes do nosso.
Estima-se que o núcleo sólido do cometa interestelar tenha pouco mais de um quilômetro e meio de diâmetro. E quando começou a reagir ao efeito de aquecimento do Sol, o cometa adquiriu uma aparência "fantasmagórica", acrescentaram os pesquisadores.


N. do E.
Bem-vindo, Borisov. Mas seja breve entre nós. A Terra é um planeta doente.

O olhar triste dos cães

Cientistas acreditam ter decifrado como os cães fazem para ganhar o afeto das pessoas: dois músculos situados em volta dos olhos os ajudam a ter um olhar triste, uma técnica também dominada pelos bebês humanos.
Os pesquisadores explicam que dissecaram cadáveres de cães domésticos e lobos selvagens, em um artigo publicado, em 17/06/2019, na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Eles comprovaram que os cães tinham esses dois músculos bem formados em volta dos olhos, diferentemente dos lobos. Ambos os animais separaram seus caminhos evolutivos há cerca de 33 mil anos.


Musculatura facial no cão (Canis familiaris) e no lobo  (Canis lupus) com diferenças na anatomia destacadas em vermelho. Imagem de cortesia de Tim D. Smith (Cambridge University Press, Cambridge, Reino Unido).

Em outra parte da pesquisa, os cientistas filmaram interações de dois minutos entre cães e uma pessoa desconhecida e, depois, entre lobos e uma pessoa igualmente desconhecida. Somente os cães conseguiram mover o contorno dos olhos com intensidade ao olhar para os seres humanos.

https://doi.org/10.1073/pnas.1820653116

Arquivo
Sobre a domesticação dos cães

27 novembro, 2019

El sufijito

Em espanhol o sufixo "ito" significa "pequeno". Então, a palavra "dorito" deve significar algo como "doro pequeno", o que implica existir um grande e lendário snack (lanche) chamado "doro".

(postagem não patrocinada)

Back to the Snacks. Trilogia
Doritos, pizzas e tranchettes fazem parte da ordem das comidas planas, isto é, aquelas que podem ser passadas por baixo da porta.

Dez, décimos e centésimos

O fato de considerarmos o dez, os décimos e  os centésimos como sendo especiais é, na verdade, apenas um acidente da evolução. Como temos dez dedos, baseamos no dez o nosso sistema de contagem mais usado. Se tivéssemos doze dedos, celebraríamos os aniversários especiais em doze e cento e quarenta e quatro. (1) Não consigo ver um súdito britânico recebendo um telegrama da Rainha pelo sistema duodecimal. (2) Se, como os Simpsons, tivéssemos apenas três dedos em cada mão, poderíamos fazer uma festa a cada seis anos, com uma festa extra a cada trinta e seis anos. (3)

O Matemático Renascentista

N. do E.
(1) Sem chance para esse 144.º aniversário. Até para o sujeito ser um supercentenário a coisa está difícil.
(2) Poderia receber biscoitos Orel - Uma sensação duodecimal.
(3) Os Simpsons possuem 4 dedos em cada mão, e más premissas levam a más conclusões.