17 Fevereiro, 2012

 

Lembrando Darcy

"Não me consolo de constatar todo dia que o Brasil não deu certo. Ainda não deu certo. Não por culpa da terra, que é boa, nem do povo, que é ótimo. Mas das nossas classes dirigentes, tão tenazmente tacanhas que só sabem gastar gente a fim de lucrar e enricar. Para isso, sujigaram e mataram milhões de índios, estancando sua alegria de viver e corrompendo sua admirável adaptação ecológica à nossa terra. Para isso, caçaram em África, transladaram para cá e aqui consumiram, queimados no trabalho escravo, dezenas de milhões de negros.
O duplo produto desse espantoso desfazimento de povos pelo genocídio e pelo etnocídio é nossa elite infecunda, construída, de um lado, pelos descendentes de senhores de escravos, calejados na alma pelo exercício da opressão sobre o povo trabalhador, e de outro, pelos agentes e testas-de-ferro dos interesses estrangeiros que nos sangram. Todos eles bonitos, todos educados, todos formados, mas todos mancomunados para que o Brasil continue tal e qual. O outro produto - o principal, ainda que desde sempre desprezado - somos nós: um povão mestiço  na carne e na alma em busca de seu destino.

N. do E.
Em 17 de fevereiro de 1997 (há 15 anos) morria Darcy Ribeiro, antropólogo, escritor, cassado em 1964 e inventor da visão dos brasileiros como um "povo novo".

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16 Fevereiro, 2012

 

Sobre o nervo laríngeo

Este nervo é uma das ramificações de um nervo craniano que provém diretamente do cérebro, o vago. Em ambos os lados do pescoço, um dos ramos do nervo laríngeo dirige-se à laringe, seguindo um percurso direto tal como seria escolhido por um projetista. O outro, no entanto, dirige-se à laringe, mas realiza um desvio surpreendente. Mergulha no tórax, circunda uma das principais artérias que sai do coração (1) e depois regressa ao pescoço para terminar a viagem. (2)
Como resultado de um projeto este nervo (recorrente) seria um disparate. Do ponto de vista de evolutivo faz todo o sentido. Para compreender isto temos de recuar ao tempo em que os nossos antepassados eram peixes. Os embriões humanos com cinco semanas assemelham-se a peixes com brânquias.
Num embrião humano com vinte e seis dias veremos que o abastecimento sanguíneo às "brânquias" se assemelha fortemente ao abastecimento sanguíneo às brânquias de um peixe. Estas ramificações procuram os seus órgãos-alvo, as brânquias, pelo caminho mais direto e lógico. Durante a evolução dos mamíferos, contudo, o pescoço cresceu (os peixes não o têm) e as brânquias desapareceram, transformando-se em tiróide, paratiróide e laringe. Estes órgãos herdaram o abastecimento que outrora servia às brânquias.
Durante a evolução dos mamíferos os nervos e vasos sanguíneos foram puxados e esticados em direções diversas. No tubarão, esse nervo laríngeo não apresenta desvio, já na girafa (que melhor exemplo se poderia arranjar para esta situação?!), este nervo tem um desvio de 4,5 metros. (3) Em sua jornada descendente, o nervo passa perto da laringe, que é o seu destino final. Todavia continua para baixo, percorrendo todo o pescoço antes de inverter o sentido e fazer o caminho de volta até esta. Isto exemplifica à perfeição como os seres vivos estão longe de terem sido bem projetados e refuta consistentemente a ideia de um "projeto inteligente".

Fonte: "O espectáculo da vida", Richard Dawkins. Via Biogeonorte
Notas do Editor
(1) O laríngeo esquerdo passa por baixo da crossa da aorta; o direito circunda a subclávia direita.
(2) A lesão deste nervo por uma patologia endotorácica (tumor, aneurisma etc.) no ser humano, ou por uma cirurgia para removê-la, causa a paralisia da corda vocal correspondente. Se for bilateral, causa asfixia.
(3) Mais de quatro metros para chegar a um local a poucos centímetros da origem do nervo. Um engenheiro que projetasse algo assim seria despedido por justa causa!

Vídeo. Richard Dawkins na necropsia de uma girafa

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Capsaicina

Supostamente, os seres humanos foram feitos para evitar a pimenta. A fruta contém uma substância irritante chamado capsaicina. É tão ativa que um miligrama da substância, colocada na palma de uma mão, queima como um cigarro aceso, causando uma dor que dura horas.

capsaicina
A planta evoluiu esse mecanismo de defesa porque as suas sementes são destruídas no aparelho digestivo dos mamíferos. E a capsaicina foi a forma que a planta encontrou para afastá-los.
No entanto, as sementes da pimenta Chili sobrevivem ao serem comidas pelas aves, que não têm receptores para sentir a capsaicina. É como se a planta "desejasse" que suas frutas fossem comidas pelas aves, as quais são excelentes veículos para sua propagação.
Diferentemente da maioria dos mamíferos, os seres humanos desfrutam da ardência da capsaicina em sua alimentação.
Agora, há outra razão para apreciá-la além de sua forte emoção culinária: a capsaicina consegue neutralizar localmente os neurônios que enviam sinais de dor ao cérebro.
Este princípio está sendo explorado na fabricação de patches (adesivos transdérmicos) para o tratamento da dor de origem neuropática (*).

Chili peppers’ surprising pain relief, Boing Boing

(*) Exemplos: nevralgia pós-herpética, polineuropatia pelo HIV, neuropatia diabética, lesão traumática de nervo etc.

N. do E.
1 - No Brasil, a capsaicina é comercializada sob as formas de cremes e loção.
2 - Nenhum organismo rearquiteta a si próprio. Evolui através de alguma mutação AO ACASO que é passada a seus descendentes. Se esta mutação traz alguma vantagem, com relação aos demais da espécie, estes descendentes tenderão a predominar no meio competitivo em que vivem. Isso acontece em todo momento: no mundo dos microrganismos, por exemplo. Cepas resistentes de bactérias a antibióticos passam a ocupar cada vez mais o espaço das cepas sensíveis. No caso: sementes destruídas em tudo digestivo de mamíferos "não interessam" a plantas que produzem capsaicina; sementes preservadas em tubo digestivo de aves (melhores veículos de propagação, por sinal) "interessam". "Interessam" e "não interessam" aqui escritos entre aspas por serem fenômenos que não dependem da volição das plantas.

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A aposta

por Fernando Gurgel Filho
Tem turista que beira o ridículo ao explorar as habilidades dos moradores do lugar. Estes querem apenas um pouco de atenção e, óbvio, ganhar uns trocados. Sabedores disso, alguns turistas chegam a ser muito cruéis e os exploram ao máximo.
Em uma barraca de praia, em Ilhéus, um dos atendentes era o Chicão, que gostava de exibir seu conhecimento de TODAS as capitais de TODOS os países do mundo.
Mas a sua maior habilidade era a de quebrar cocos com a mão. Sua habilidade era tanta que, segundo ele, se exibiu até no Fantástico.
Hoje está adoentado e abandonado à própria sorte.
Quando estava no auge, um belo dia, um grupo de turistas resolveu se divertir com o Chicão, dando-lhe um dos cocos mais duros que encontraram:
- Duas cervejas se você conseguir quebrar este!
Chicão topou, quebrou o coco com alguma dificuldade, nós dos dedos sangrando e as máquinas fotográficas dos turistas explodindo de alegria.
Um cliente antigo do Chicão, sentado numa mesa ao lado, ficou incomodado com a cena e chamou o Chicão:
- Aposta com esses idiotas que eu, Zeildo, negão baiano, jogo um coco para o alto e pego no dente.
Chicão, mesmo contra a vontade porque não queria que seu protetor se ferisse, fez a aposta e, claro, os turistas toparam imediatamente.
Zeildo chegou e acertou os detalhes, repetindo:
- Vou jogar um coco para o alto e pegar no dente. Todos de acordo?
Todos concordaram.
- Outra coisa, a aposta é com o Chicão, eu não quero nada.
Apenas uma senhora mais bem intencionada pediu para o Zeildo desistir, pois "tinha uns dentes tão bonitos" e falou que não queria ver aquilo.
Os outros não deram bola, queriam ver sangue e o Zeildo pediu para escolherem o coco. Deram-lhe um dos maiores e mais pesado. Zeildo tomou-o na mão direita e os turistas apontaram suas máquinas fotográficas. Fez que procurava a direção do vento com o indicador da mão esquerda, virou para o outro lado e os turistas todos se posicionaram em sua frente. Juntou mais turistas de outras mesas. Balançou o coco para cima e para baixo, observou novamente a direção do vento e, vagarosamente, virou para o lado da praia, com os turistas correndo para pegarem o melhor ângulo. Pediu para o pessoal se afastar um pouco, abrindo uma roda na sua frente. Sob intenso pipocar de flashes e gritos de alegria Zeildo, por fim, jogou o coco o mais alto que podia.
Colocou a mão direita nas costas e, com a mão esquerda, pegou no dente da frente.
Quando o coco desceu, numa velocidade vertiginosa, mais flashes e mais gritos.
O coco caiu no chão.
Silêncio total, as máquinas fotográficas paralisadas sob o olhar abobalhado dos turistas.
- Cadê?, falou alguém, entre acanhado e perplexo.
Ante a gargalhada do Chicão, que entendeu a brincadeira, Zeildo mostrou a todos que ainda estava pegando no dente.
Os dois quase foram linchados, os turistas deram queixa ao dono da barraca, pois "estavam sendo feitos de bobos", mas Zeildo exigiu o pagamento da aposta para o Chicão.
Um dos turistas mais exxxpertos gritou:
- Deixa de onda, cê falou que ia agarrar o coco com os dentes e não fez nada disso!
Zeildo pediu gentilmente para não mudarem o que foi combinado:
- Todos aqui devem se lembrar que falei apenas que ia jogar um coco para o alto e pegar no dente, certo? Então? Joguei o coco bem alto e ainda fiquei um tempão pegando no dente para dar tempo de todos fotografarem, não fiquei? Portanto, meus caros, trato cumprido, favor pagarem a aposta para o Chicão.
A confusão aumentou, mas, no fim, os turistas, quase fora de si, se descabelando e desmoralizados, foram obrigados a pagar a aposta para os nativos.
Que se divertiram com as cervejas grátis e se divertem até hoje com a história.

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15 Fevereiro, 2012

 

Aula de fotografia - 6

COMO A FOTOGRAFIA PODE MANIPULAR O NOSSO PONTO DE VISTA

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Cat Breading

A longa marcha do progresso humano finalmente acabou, chegamos a nosso destino. Descansemos e nos deliciemos com as manifestações estéticas de nossos criativos artistas, principalmente com suas novas formas de fazer arte. É para isso que existe a Internet.


+ CATS
O piano de gatos, Um gênio pode ser ingênuo, Gatos em queda, A galeria dos gatos molhados, Fisioterapia (por) animal, Um gato de guarda e Gato de Botas

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14 Fevereiro, 2012

 

Um novo uso para as inservíveis listas telefônicas


Sou do tempo em que as listas telefônicas tinham serventia. Pesquisando-se nelas a gente encontrava o que procurava: o telefone ou o endereço do assinante. Isso está longe de ser possível, atualmente.
Por isso, substituí-as pelo Google.
Mas permaneceu um problema: que destinação posso dar a essas listas telefônicas?
Pois não é que o pessoal do garten kultur encontrou a solução?!
A gente recorta uma circunferência, põe terra e planta no centro uma mudinha.

AmbienteBrasil

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THE SIMPSONS. Tema musical de abertura

O tema musical de abertura do programa The Simpsons apresenta uma complexidade melódica e harmônica pouco encontrada nas músicas do gênero.
Pesquisando no YouTube, deparei-me com um grande número de versões instrumentais para o tema. Dentre as mais interessantes:
  1. no piano
  2. no violão
  3. com duas guitarras
  4. a capela

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13 Fevereiro, 2012

 

Comemorar o medo

Mia Couto
O medo foi um dos meus primeiros mestres. Antes de ganhar confiança em celestiais criaturas aprendi a temer monstros, fantasmas e demônios. Os anjos, quando chegaram, já era para me guardarem. Os anjos atuavam como uma espécie de agentes de segurança privada das almas. Nem sempre os que me protegiam sabiam da diferença entre sentimento e realidade. Isso acontecia, por exemplo, quando me ensinaram a temer os desconhecidos.
Na realidade a maior parte da violência contra as crianças sempre foi praticada, não por estranhos, mas por parentes e conhecidos. Os fantasmas que serviam na minha infância reproduziam esse velho engano de que estamos mais seguros em ambiente que reconhecemos. Os meus anjos da guarda tinham a ingenuidade de acreditar que eu estaria mais protegido apenas por não me aventurar para além da fronteira da minha língua, da minha cultura, do meu território.
O medo foi afinal o mestre que mais me fez desaprender. Quando deixei a minha casa natal, uma invisível mão roubava-me a coragem de viver e a audácia de ser eu mesmo. No horizonte vislumbravam-se mais muros do que estradas. Nessa altura algo me sugeria o seguinte: que há neste mundo mais medo de coisas más do que coisas más propriamente ditas.
No Moçambique colonial em que nasci e cresci, a narrativa do medo tinha um invejável casting internacional. Os chineses que comiam crianças, os chamados terroristas que lutavam pela independência e um ateu barbudo com um nome alemão. Esses fantasmas tiveram o fim de todos os fantasmas: morreram quando morreu o medo. Os chineses abriram restaurantes à nossa porta, os ditos terroristas são hoje governantes respeitáveis e Carl Marx, o ateu barbudo, é um simpático avô que não deixou descendência.
O preço dessa construção de terror foi, no entanto, trágico para o continente africano. Em nome da luta contra o comunismo cometeram-se as mais indizíveis barbaridades. Em nome da segurança mundial foram colocados e conservados no poder alguns dos ditadores mais sanguinários de toda a história e, a mais grave dessa longa herança de intervenção externa, é a facilidade com que as elites africanas continuam a culpar os outros pelos seus próprios fracassos.
A guerra fria esfriou, mas o maniqueísmo que a sustinha não desarmou, inventando rapidamente outras geografias do medo a oriente e a ocidente e, por que se trata de entidades demoníacas, não bastam os seculares meios de governação, precisamos de intervenção com legitimidade divina. O que era ideologia passou a ser crença. O que era política tornou-se religião. O que era religião passou a ser estratégia de poder.
Para fabricar armas é preciso fabricar inimigos. Para produzir inimigos é imperioso sustentar fantasmas. A manutenção desse alvoroço requer um dispendioso aparato e um batalhão de especialistas que, em segredo, tomam decisões em nosso nome. Eis o que nos dizem: Para superarmos as ameaças domésticas precisamos de mais polícia, mais prisões, mais segurança privada e menos privacidade. Para enfrentarmos as ameaças globais precisamos de mais exércitos, mais serviços secretos e a suspensão temporária da nossa cidadania.
Todos sabemos que o caminho verdadeiro tem que ser outro. Todos sabemos que esse outro caminho poderia começar, por exemplo, pelo desejo de conhecermos melhor esses que, de um e de outro lado, aprendemos a chamar de “eles”. Aos adversários políticos e militares juntam-se agora o clima, a demografia e as epidemias. O sentimento que se criou é o seguinte: a realidade é perigosa, a natureza é traiçoeira e a humanidade, imprevisível. Vivemos como cidadãos e como espécie em permanente situação de emergência.
Como em qualquer outro estado de sítio as liberdades individuais devem ser contidas, a privacidade pode ser invadida e a racionalidade deve ser suspensa. Todas essas restrições servem para que não sejam feitas perguntas, como por exemplo, estas:
Por que motivo a crise financeira não atingiu a indústria do armamento?
Por que motivo se gastou, apenas no ano passado, um trilhão e meio de dólares em armamento militar?
Por que razão os que hoje tentam proteger os civis na Líbia são exatamente os que mais armas venderam ao regime do coronel Kadafi?
Por que motivo se realizam mais seminários sobre segurança do que sobre justiça?
Se queremos resolver e não apenas discutir a segurança mundial, teremos que enfrentar ameaças bem reais e urgentes. Há uma arma de destruição maciça que está sendo usada todos os dias, em todo o mundo, sem que seja preciso o pretexto da guerra, essa arma chama-se fome! Em pleno século XXI, um em cada seis seres humanos passa fome. O custo para superar a fome mundial seria uma fração muito pequena do que se gasta em armamento. A fome será, sem dúvida, a maior causa de insegurança do nosso tempo. Mencionarei ainda uma outra silenciada violência. Em todo o mundo uma em cada três mulheres, foi ou será, vítima de violência física ou sexual durante o seu tempo de vida. É verdade que sobre uma grande parte do nosso planeta pesa uma condenação antecipada pelo fato simples de serem mulheres.
A nossa indignação, porém é bem menor que o medo! Sem darmos conta fomos convertidos em soldados de um exército sem nome e, como militares sem farda, deixamos de questionar. Deixamos de fazer perguntas e discutir razões. As questões de ética são esquecidas, porque está provada a barbaridade dos outros e, porque estamos em guerra, não temos que fazer prova de coerência, nem de ética nem de legalidade. É sintomático que a única construção humana que pode ser vista do espaço seja uma muralha, a Grande Muralha, que foi erguida para proteger a China das guerras e das invasões. A Muralha não evitou conflitos nem parou os invasores. Possivelmente morreram mais chineses construindo a muralha do que vítimas das invasões que realmente aconteceram. Diz-se que alguns trabalhadores que morreram foram emparedados na sua própria construção.
Esses corpos convertidos em muro e pedra são uma metáfora do quanto o medo nos pode aprisionar. Há muros que separam nações, há muros que dividem pobres e ricos, mas não há hoje no mundo um muro que separe os que têm medo dos que não têm medo. Sob as mesmas nuvens cinzentas vivemos todos nós, do sul e do norte, do ocidente e do oriente. Citarei Eduardo Galeano acerca disto, que é o medo global, e dizer: Os que trabalham têm medo de perder o trabalho; os que não trabalham têm medo de nunca encontrar trabalho; quando não têm medo da fome têm medo da comida; os civis têm medo dos militares; os militares têm medo da falta de armas e as armas têm medo da falta de guerras e, se calhar, acrescento agora eu, há quem tenha medo que o medo acabe.
Muito obrigado!
Mia Couto é um escritor moçambicano. Dizendo-se incapaz de falar improvisadamente, ele leu esta instigante mensagem (a mim repassada pela amiga/colega Sonia Lôbo), reproduzida aqui integralmente, a qual foi o depoimento mais aplaudido de um dos painéis de "Conferências do Estoril, 2011".

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A segunda pele de Le

Este indivíduo, cujo nome é Josh Le (foto), usou uma calça jeans por 15 meses sem lavar. Usou-a, dia sim e outro não,  para deixá-la "respirar" e mantê-la "controlada dos maus odores".
Depois disso, testes bacteriológicos foram realizados nos laboratórios da Universidade de Alberta (Canadá), e, de modo surpreendente, o número de colônias não foi particularmente elevado. E, conforme os resultados dos testes, a maioria dessas colônias era de bactérias não nocivas, provenientes da pele dele de Le.


Ler + em Tecnoculto.
Ler + em EntreMentes
Calça Jeans, de Nelson José Cunha.

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12 Fevereiro, 2012

 

O canto do grilo jurássico

Cientistas da Universidade de Bristol, Reino Unido, recriaram o canto de uma espécie de grilo que viveu no Período Jurássico. Analisando os fósseis deixados por esses insetos, eles chegaram à conclusão de que emitiam o som em uma frequência (*) mais alta do que a dos grilos atuais.
Prepare-se para ouvir o que ninguém escuta há 165 milhões de anos:



(*) Frequência não é intensidade. Mas o canto do grilo jurássico era chato do mesmo jeito.

Audição recomendada: Os donos da vozVozes de animais em diferentes idiomas

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Joshua: sem preço

Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer.
Eis que o sujeito desce na estação do metrô: vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal. Mesmo assim, durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.
Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.
Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custaram a bagatela de 1000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo (veja abaixo), mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino.
A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.
A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto. Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.
Esse é um exemplo daquelas tantas situações que acontecem em nossa vida que são únicas, singulares, e a que não damos a menor bola porque não vêm com a etiqueta de seu preço.


Pearls Before Breakfast por Gene WeinGarten

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11 Fevereiro, 2012

 

Briga de cachorro-quente

O "Comitê de Médicos por uma Medicina Responsável " - Physicians Committee for Responsible Medicine  emitiu este comunicado:
Cachorros quentes podem destruir sua saúde.
Comparando, através de outdoors patrocinados pelo Projeto Câncer do Comitê, o risco de comer cachorro-quente ao de fumar cigarros.


Cachorros-quentes são um dos pratos favoritos nos EUA, sendo servidos em cerca de 95 por cento das casas em todo o país. Os estadunidenses comeram mais de 16 bilhões de cachorros-quentes só no ano de 2010, de acordo com o "National Hot Dog and Sausage Council".
Em 1995, os responsáveis pelo comitê emitiram um comunicado contra a premiação Ig Nobel, por contemplar pessoas de que eles não gostavam. E os organizadores do Ig Nobel se defenderam por meio de outro comunicado.
“The Annals of Improbable Research”, que tem sido descrito como "a revista MAD da ciência", é o órgão que honra os indivíduos cujas conquistas "não podem ou não devem ser reproduzidos". E nomes importantes da  comunidade científica internacional estão se declarando chocados com o comportamento do comitê que resolveu criar a sua própria lista de "vencedores do Ig Nobel".
“Responsible” Physicians, Hot Dogs, Cigs and Ig Nobel Prizes

Comentário
EntreMentes não entra nem entrará jamais nessa briga de cachorro-quente... grande.

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A ratoeira

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!
A galinha, disse:
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até o porco e lhe disse:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!
- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranquilo que o senhor será lembrado em minhas preces.
O rato dirigiu-se, então, à vaca.
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!
A vaca respondeu:
- O quê, Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então, o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima.A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher.
O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor do que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e achar que este não lhe diz respeito, lembre-se de que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.
O problema de um pode ser de todos.
Fonte: internet

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10 Fevereiro, 2012

 

O vício estranho de Tamara

Tamara, 33, tem um vício chamado Boo. É como Tamara chama o travesseiro que ela leva a todos os lugares a que vai, como salão de beleza, academia e supermercado.
Se o travesseiro não está nos braços dela, tem que estar no mínimo por perto, dentro de seu campo de visão.
Boo foi comprado em 1982 numa loja de antiguidades, nunca foi lavado e, obviamente, é sujo. Mas a dona jura que ele não cheira mal.
Por causa de seu apego com ele, o relacionamento com o noivo está a perigo, o qual inclusive já cancelou o casamento.
jezebel.com

- Peraí, esse travesseiro, como diz o provérbio, é mesmo bom conselheiro?

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Anúncio protegido

California Poppy

O designer Sean Click (clique) criou um anúncio ecológico para o McDonald's: o símbolo desta rede de fast food formado com flores à beira de uma estrada na Califórnia. O mais interessante é que as flores utilizadas são do tipo California Poppy, que é a flor oficial do Estado da Califórnia, e a legislação estadual determina que elas não podem ser colhidas, destruídas ou arrancadas. Portanto, retirar os arcos dourados do "Mc" do local em que se encontram seria contra a lei.

Débora Schach, Blue Bus

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09 Fevereiro, 2012

 

O fantasma

Fernando Gurgel Filho
Sempre fui um medroso corajoso. Lembro que, ainda criança, quando tinha ainda a altura de uma mesa de jantar - não cresci muito depois disso, não - fui à cozinha beber água. Atravessei a sala de jantar, que não tinha nenhuma divisória com a cozinha, e me dirigi ao filtro de água.
A cozinha era separada do quintal apenas por um alpendre e, de dia, com a porta da cozinha aberta, podia-se avistar até o fundo do quintal. Naquele momento era noite e estava escuro. Era praticamente impossível ver-se qualquer coisa no quintal, mas divisei algo como um vulto se mexendo na direção da porta, que estava aberta.
Mesmo com o coração na boca, batendo mais forte que zabumba em forró, fui devagarinho conferir aquela visão. Sai do alpendre tentando ver algo naquela escuridão impenetrável, quando uma coisa enorme se destacou da escuridão e parecia vir na minha direção. O medo crescente chegou ao limite. Corri feito um desesperado.
Na corrida dei de frente com a mesa de jantar, ou seja, na ponta da mesa e cai sentado. Levantei e logo estava todo ensanguentado, com um furo do lado esquerdo da testa, que conservo de lembrança até hoje.
Conclusão, mesmo tendo coragem de conferir a origem do medo, este ultrapassou o limite aceitável pelas pernas, que me levou para longe. E o vulto? Era apenas um lençol branco estendido no varal.
Muito tempo depois - bota tempo nisso! - estava viajando de carro e, como não gosto de dirigir à noite, quase sempre paro em algum hotel ao anoitecer.
Numa dessas paradas, que não lembro em qual cidade muito menos em qual hotel ficamos hospedados, chegamos bem tarde.
Após todos tomarem banho, jantamos, demos uma volta na pracinha próxima ao hotel e fomos dormir.
Como estava morto de cansado, quando deitei, apaguei completamente.
De madrugada, acordei com sede e com vontade de urinar.
Sem acender as luzes do quarto, me dirigi primeiro ao banheiro, devagar, meio sonolento, cabeça vazia, quase sonâmbulo, parecia que apenas o instinto me guiava.
Acordei totalmente quando levei a mão à maçaneta do banheiro e vi, na penumbra, uma outra pessoa que estendia a mão na direção da minha.
Dei um salto e quase caí em cima de uma das camas.
Apenas depois do susto lembrei que o banheiro tinha um espelho enorme cobrindo quase toda a porta.
Creio que fui o primeiro ser humano a ver o próprio fantasma e fugir da própria figura.

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Estresse e gravidade

Um homem em sua cadeira de rodas motorizada perde a vez de entrar no elevador. Irritado, ele tenta abrir a "marradas" (bam, bam, bam) a porta do elevador.
Veja o que aconteceu:


Os organizadores do Darwin Awards agraciaram-no com o prêmio do século, postumamente e sob a seguinte justificativa:
"Nada simboliza tanto a queda da raça humana como uma queda real para baixo."

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08 Fevereiro, 2012

 

Aula de tatuagem - 1

:o)
spaceghetto
(o aluno é o da direita)

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Tutti inclinato

Ver também...
VADA A BORDO, CAZZO! e Schettino legendado.

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07 Fevereiro, 2012

 

Gambiarra

O termo é utilizado em diversas áreas profissionais como informática, programação, eletrônica, engenharia civil, cinema, teatro, artes plásticas, arquitetura, design, geralmente se referindo a soluções improvisadas, adaptações, ajustes, muitas vezes como uma solução que não se utiliza de métodos, plano ou projeto.
A gambiarra é muitas vezes entendida de forma pejorativa como algo precário, provisório, transitório, mal-acabado ou rústico.
O uso informal do termo [como improviso] denota uma propensão cultural relacionada ao que aqui se costuma chamar de jeitinho brasileiro. É uma manifestação não exclusiva, porém típica e muito presente na cultura popular brasileira.
Em www.thereifixedit.com você vai encontrá-la à maneira norte-americana.

Itapiúna - CE

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Como é o símbolo @ no Código Morse?

Apesar da crescente popularidade do e-mail nas últimas décadas o símbolo @ só entrou para o Código Morse a partir de 2004.


Essa sequência de pontos e traços (acima) é o resultado da junção invertida das letras "a" e "c", iniciais da expressâo "commercial at" (commat) que é usada para designar o símbolo "arroba" em inglês.
10 Fascinating Facts About E-Mail Mashable


Postagens relacionadas
A história d'@A história d'@, parte 2 e Pontos e traços.

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06 Fevereiro, 2012

 

O estande da baleia

Em 1831, o esqueleto de uma baleia de 29 metros foi exibido em um pavilhão de Charing Cross como parte de uma turnê que já havia estado em Ostend e Paris. Os visitantes subiam um lance de degraus até um palco montado dentro da caixa torácica do cetáceo, onde podiam sentar a uma mesa e escrever gracejos em seu livro de visitas.


Inner Views, Futility Closet

Visitar também: O estande do centauro.

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Que é a cartozoologia?

É a arte (segundo o Neatorama, a ciência) de descobrir contornos de animais nos mapas das ruas das cidades.
Minha fonte prossegue :
"Uma das características da psique humana é a nossa busca por significado e por compreensão além do mero conhecimento. Esse desejo é, naturalmente, acompanhado pelo pressuposto de que o sentido da existência está inscrito no mundo, na forma de mensagens, mais ou menos ocultas, que podem ser lidas e compreendidas por ela, ao adquirir os conhecimentos necessários e a habilidade. Destes ingredientes é que brotaram a ideia da cartozoologia."

+ informações
Não é algo novo. Nossos antepassados a praticavam quando, contemplando o céu à noite, identificavam formas humanas e animais nas constelações.
E Paul Middlewick identificou os contornos de diversos animais nos mapas do metrô de Londres. Confiram isto em O "ZOOLÓGICO SUBTERRÂNEO".

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05 Fevereiro, 2012

 

Casa do Ceará em Brasília

Fundação ► 15/10/1963
Localização ► SGAN Quadra 910 Conjunto F Asa Norte, 70.790-100 Brasília, Brasil
Informações gerais ► A Casa do Ceará em Brasília é uma Entidade reconhecida como de Utilidade Pública pelos Governos Federal, do Distrito Federal e do Estado do Ceará.
Histórico ► A Casa do Ceará praticamente nasceu com Brasília. É possível que as saudades da terra distante, a ausência da paisagem nordestina e o desejo de um aconchego humano tenha levado o espírito de Crysantho Moreira da Rocha a convocar alguns de seus inúmeros amigos para a tarefa de fundar uma instituição que irmanasse os cearenses que se encontravam em Brasília por diversos motivos. Assim nasceu a CASA DO CEARÁ, a princípio modesta, pequena mesmo, como em geral são as grandes coisas em seu nascedouro.
Missão ► A Casa do Ceará é uma entidade de assistência social que presta serviços e ações gratuitos, continuados e planejados, sem qualquer discriminação e sem exigência de contrapartida do usuário.
Sua principal função social é a Pousada Chrisantho Moreira da Rocha para idosos.
Para obter sua certificação, a Casa do Ceará
I - está inscrita no Conselho de Assistência Social do Distrito Federal.
II - integra o cadastro nacional de entidades e organizações de assistência e promoção social.
A Casa do Ceará além de desenvolver inúmeras atividades assistenciais, como distribuição de cestas básicas, vale-transporte, óculos e roupas, oferece assistência médica e odontológica, subsidiada, bem como cursos de capacitação profissional e de línguas para a comunidade do Distrito Federal e do Entorno.
Telefone ► 6135333800
Website ►http://www.casadoceara.org.br/

Estas informações sobre a Casa do Ceará em Brasília foram extraídas de sua  página no Facebook. A entidade está sendo aqui divulgada por sugestão de nosso colaborador Fernando Gurgel Filho.

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Escola para príncipes

:-)

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O dia do reencontro

O vídeo é um trecho do filme "O Concerto" baseado numa história que se passou na Rússia, em 1980, quando o maestro Andrei Filipov e alguns músicos, da Orquestra do Bolshoi foram despedidos por motivos políticos.
O maestro, para sobreviver financeiramente, aceitou o cargo de faxineiro do teatro.
Certo dia, ele interceptou um fax do Teatro Châtelet, de Paris, que convidava a orquestra para tocar, sem saber que a mesma estava provisoriamente suspensa.
O maestro teve a ideia de reunir os músicos despedidos para estes se apresentarem em Paris, como se fossem a Orquestra do Bolshoi. Antes da apresentação, um grupo de amigos, sem que o maestro soubesse, substituiu o solista por uma desconhecida violinista que era sua própria filha, a qual, em razão da perseguição promovida pelo regime ditatorial russo, sua esposa e seus amigos a entregaram, com apenas seis meses de idade, a uma violoncelista francesa que a levou para Paris.
A música da cena é o "Concerto para Violino" de Tchaikovsky.

Vídeo inDICAdo pelo colega José Roosevelt Luna

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04 Fevereiro, 2012

 

Zé KKK

fuckyeahdementia.com

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Piada de oculista - 2

Barak Obama e Gordon Brown estão num jantar na Casa Branca.
Um dos convidados aproxima-se deles e pergunta:
- De que estão conversando de forma tão animada?
- Estamos fazendo planos para atacar a Argentina para defender as Malvinas. Temos um pacto histórico com a Inglaterra. Um sempre apoia o outro, diz Obama.
- Uau!, exclama o convidado. E quais são esses planos?
- Vamos matar 14 milhões de argentinos com uma só bomba atômica em Buenos Aires e mais um oculista em Monlevade especializado em piadas de argentinos, responde Obama.
O convidado parece confuso e pergunta:
- Um.... oculista? Por que é que vão matar um oculista no Brasil?
Brown dá uma palmada nas costas de Obama e exclama:
- Não te disse? Ninguém vai perguntar pelos argentinos!

Esclarecimento
Nelson Cunha, de João Monlevade - MG, me enviou a piada com o título de "Argentinos e ingleses e as Ilhas Malvistas". Troquei este título pelo atual, aproveitando que já tem no blogue o Piada de oculista - 1. Afinal, é outra piada vinda de um oculista.

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Treinando para John Poppins

:-)

Para lembrar quem foi Mary Poppins.

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03 Fevereiro, 2012

 

Bicho digital

NELSON MOTTA - O Estado de S.Paulo
Depois de prender, seis dias seguidos, o mesmo bicheiro que anotava apostas próximo à sua casa, leva-lo à delegacia e vê-lo voltar para o ponto sem qualquer punição, o secretário de segurança José Mariano Beltrame, deu o ultimato: a sociedade tem que decidir de uma vez se legaliza ou proíbe o jogo do bicho.
A pior escolha é continuar gastando o tempo da policia com a farsa da "contravenção", em que a polícia finge que prende e o contraventor finge que é preso, para que tudo continue como está: o jogo do bicho como fonte inesgotável de corrupção policial, política e judicial.
Seja por um marketing eficiente ou por razões antropológicas que só o professor Da Matta pode explicar, o jogo do bicho é considerado um passatempo inocente, uma instituição secular da nossa cultura popular, e os bicheiros são vistos como grandes beneméritos de escolas de samba e de comunidades carentes. Embora as guerras por territórios entre bicheiros sejam sangrentas - recentemente o carro do chefão Rogério Andrade foi explodido por controle remoto à luz do dia -, o bicho é visto com tolerância, e até confiança, pela população.
Poucas instituições no Brasil têm mais credibilidade que o jogo do bicho, embora nunca tenha sido feita uma auditoria nos seus sorteios. Diz-se que é jogo de pobre, de pequenas apostas, pequenas perdas ou ganhos, alimentadas pelo sonho de acertar no milhar e a certeza de que o bicheiro vai pagar, garantida pela frase clássica impressa no talão: vale o escrito. É urgente legalizar, mas não faz sentido privatizar o bicho para deixá-lo nas mãos dos bandidos de sempre. Até os privatistas vão concordar que é um raro caso em que o Estado, que já administra inúmeras loterias, pode e deve assumir mais uma, zoológica - porque já tem estrutura, tecnologia e uma rede nacional eficiente.
Além da faxina ética, o governo poderia arrecadar uma CPMF com o jogo do bicho. Os bicheiros que vemos todo dia em suas cadeiras na calçada poderão continuar anotando apostas, mas em maquinetas eletrônicas ligadas à central de loterias da Caixa, emitindo talões com a nova garantia: vale o digitado.
(Fernando Gurgel indicou este artigo)

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Laços de família

Os significados dos nomes comuns usados para designar os membros de uma família têm-se diversificado muito com o passar do tempo. Por isso, há necessidade de constar nos modernos dicionários as novas acepções com que estes nomes estão sendo empregados. PG
Tia: professora.
Tio: motorista do ônibus escolar; qualquer trouxa abordado por um menor infrator.
Primos: certos números.
Cunhado: particípio do verbo cunhar.
Sobrinha: uma pequena sobra.
Sogra: feminino de ogro.
Pai: personagem incerto; elemento de composição do vocábulo "paitrocinador".
Mãe: única; rima com txucarramãe.

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02 Fevereiro, 2012

 

O Dia da Marmota

Punxsutawney Phil é uma marmota que reside em Punxsutawney, Pensilvânia. A 2 de fevereiro (Dia da Marmota) de cada ano, a cidade celebra a existência de seu bem-amado em uma atmosfera festiva de música e comida. Durante a cerimônia, que começa antes do nascer do sol, Phil emerge de sua casa temporária em Knob Gobbler, localizada em uma área rural da cidade. Segundo a tradição, se Phil vê sua sombra e retorna a seu buraco, ele previu mais seis semanas de inverno. Se Phil não vê sua sombra, ele previu um início de primavera. A data dos prognósticos de Phil é conhecida como Groundhog Day nos Estados Unidos e Canadá.  (1) Ele é considerado o mais famoso roedor do mundo dos prognósticos. (2)
Um seleto grupo, chamado Inner Circle, cuida de Phil e de sua esposa Phyllis durante todo o ano e também planeja a cerimônia anual. Membros desse grupo são reconhecíveis por suas cartolas e fraques. É apenas o presidente do Inner Circle (foto) que consegue compreender o prognóstico de Phil, traduzindo-o a seguir para o mundo inteiro. Phil, que já faz previsões meteorológicas desde 1887, é único, e as outras marmotas que saem das tocas com o mesmo objetivo são impostoras. Quanto ao fato de Phil estar vivendo há tanto tempo (marmotas sobrevivem seis anos em vida selvagem e dez anos em cativeiro), existe a devida explicação. A Phil é dado, anualmente, um gole do misterioso elixir Groundhog que magicamente prolonga sua vida.
Fonte
Notas
(1) Não há essa marmota do Dia da Marmota no Brasil.
(2) Os profetas da chuva não entram no ranking, pois a rigor não são roedores.

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SENHA. Graus de segurança

123456, password e qwerty são as senhas mais usadas em todo o mundo. O que também significa dizer que elas não apresentam segurança alguma.
Vejam agora os tempos médios com que um hacker viola as senhas pela internet:

Senha de 6 caracteres com...
letras minúsculas: 10 minutos
+ letras maiúsculas: 10 horas
+ números e símbolos: 18 dias

Senha de 7 caracteres com...
letras minúsculas: 4 horas
+ letras maiúsculas: 23 dias
+ números e símbolos: 4 anos

Senha de 8 caracteres com...
letras minúsculas: 4 dias
+ letras maiúsculas: 3 anos
+ números e símbolos: 463 anos

Senha de 9 caracteres com...
letras minúsculas: 4 meses
+ letras maiúsculas: 178 anos
+ números e símbolos: 44.530 anos
www.bussinessweek.com
Poderá também gostar de ver
A senha, O teclado e as senhas, Um novo vírusProteção de senhas e Uma nova tecnologia para o crime.

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01 Fevereiro, 2012

 

A Teoria do Queijo

Paulo,
Fiquei na dúvida se mandava um abraço ou um queijo para você. Mandei um queijo. Estará na casa de Dona Lindaura, depois desta quarta feira.
Em tempo:
A Teoria do Queijo existe. Trata-se da coleção de coincidências necessárias a efetivação de um desastre. Isso já é um outro tópico.
Nelson Cunha
A Teoria do Queijo (Suíço)

Quanto mais queijo, mais buracos.
Quanto mais buracos, menos queijo.
Logo, quanto mais queijo, menos queijo.

Desde Reason, e agora com Nelson Cunha, que esta teoria explica/tenta explicar como ocorrem certos desastres na humanidade. Eles acontecem quando há um "alinhamento dos buracos", isto é, das brechas que normalmente existem nas salvaguardas de um sistema.
Tal como é mostrado na figura abaixo:


O que não é o caso do queijo colonial que acabo de receber (obrigado, Nelson). Não sendo do tipo esburacado, o queijo será por mim consumido, não digo sem tugir nem mugir, mas sem receio de infortúnio. PG


Esta postagem tem 5 comentários. Deguste-os.

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Tudo se transforma em arte

É muito assunto para tão curta apresentação!

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31 Janeiro, 2012

 

Lembrando Harry Potter



Puxa! É bacana que Voldemort (ao lado) sempre deixe Harry concluir o ano escolar antes de tentar matá-lo. Isto significa que Voldemort, apesar de seus muitos defeitos, realmente se preocupa com a educação de Harry.

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A Mosca-Minuto

One Minute Fly tem uma vida útil muito limitada. Um minuto para experimentar tudo o que faz a vida valer a pena.


Poderá também gostar de ver...
Efeméridas, Mosca na sopa, Um relógio carnívoro, A entrevista da mosca e o slideshow Matando moscas...

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30 Janeiro, 2012

 

Discussão com a mulher - 2

Ver também... 
Discussão com a mulher - 1 e Como se vingam as mulheres desprezadas.

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Nunca antes na história da Disney

Os funcionários dos parques temáticos da Disney nos Estados Unidos poderão usar barba e bigode, algo proibido durante mais de 60 anos, anunciou a porta-voz da empresa na Flórida, Andrea Finger.
Até agora, nunca na história desses parques havia sido permitido que os trabalhadores da Disneylândia, que funciona na Califórnia desde 1955, e da Disney World, na Flórida desde 1972, deixassem de aparar os pelos do rosto.
Finalmente, a partir do dia 3 de fevereiro, essa regra será eliminada e os empregados poderão usar qualquer tipo de barba e bigode.
vírgula.uol.com.br


ACABOU A ERA DUNGA

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29 Janeiro, 2012

 

O Paganini da balalaica

A balalaica é um instrumento de cordas utilizado na música folclórica e tradicional da Rússia.
Ela possui três cordas, sendo duas delas com a mesma afinação e a terceira afinada uma quarta acima. A caixa de ressonância apresenta geralmente a forma piramidal e o braço do instrumento situa-se no vértice dessa pirâmide.
É construída em 6 tamanhos: de piccolo a contrabaixo.

Ilustração: fotografia de um sexteto russo de tocadores de balalaicas.


Ele consegue extrair uma incrível sonoridade deste primitivo instrumento musical. Em suas mãos, a balalaica soa como uma harpa, um cravo, um banjo, como, em última instância, todos os instrumentos de corda do mundo!
Atualmente tem 43 anos, é Alexsei Arkhipovski, o "Paganini da balalaica"!
Site oficial: www.arkhipovskiy.com

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O computador dodói

:-)
- Diga @@@h!

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28 Janeiro, 2012

 

Como remover anúncios de vídeos

Você está irritado com os anúncios nos vídeos do YouTube? Veja como removê-los!


Patrocinam o vídeo acima: Novo Babylon, PerCon e dpUNION, entre outros.

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Minha admiração por Luíses

Em ordem alfabética:
Louis Armstrong, Louis Pasteur, Luís da Câmara Cascudo, Luís de Camões, Luís Fernando Veríssimo, Luís Inácio Lula da Silva, Luís Nassif "Online", Luiz Bonfá, Luiz Carlos da Silva, Luiz Gonzaga Júnior, Luiz "Lua" Gonzaga, Luiz Vieira, Nonato Luís...

Luiz Carlos da Silva, meu pai, nascido a 28/01/1918, estaria completando 94 anos hoje se vivo fosse.
A Parte I PER IL CAPO DE LA FAMIGLIA, de "Refazendo o caminho: passado e presente de uma família", o próximo livro de Marcelo Gurgel, será mais uma homenagem a ele. Atuando como ghost-writer, Marcelo escreveu este capítulo procurando preservar o estilo e as concepções paternas, ambientando os textos nele enfeixados (seis ao todo) a um tempo recuado de várias décadas. Já em fase de impressão na "Expressão Gráfica", o livro será lançado em março próximo.

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A grávida de Taubaté

Fernando Gurgel Filho
Fantasia por fantasia, prefiro acreditar na velhinha de Taubaté, criação do Luis Fernando Veríssimo, do que na gravidez de quadrigêmeos da sua conterrânea. Nesta nem a velhinha acredita.
Mas o caso pode assumir contornos indesejáveis, com a possibilidade de acontecer com o marido da grávida de Taubaté o mesmo que aconteceu na piada de um outro marido cuja gravidez da esposa era falsa. Ou psicológica, o que dá no mesmo.
Na piada, o marido começa a dar tiro para todo o lado porque o pessoal na cidade passou a chamá-lo de "pai do vento".
Depois de muita confusão, o delegado da cidade, prendeu-o e passou algumas horas tentando mostrar ao "pai do vento" que ele não devia se importar com aquilo, que ele devia ignorar e que assim as pessoas esqueceriam o ocorrido.
No dia de soltá-lo ainda perguntou, esperando pela reação do preso:
- Como está o nosso famoso "pai do vento"?
- Não se preocupe, seu delegado, isso não me atinge mais.
No dia seguinte o "pai do vento" estava preso por homicídio:
- Não entendo, o senhor não afirmou que não se importava mais de as pessoas chamarem-lhe de "pai do vento"?
- E não me importo mesmo! Mas pedir para eu encher pneu de bicicleta com o meu bilau, não dá, né?

N. do E.
O texto foi escrito antes da divulgação de ser falsa a gravidez da pedagoga de Taubaté. O desfecho que, aliás, todos esperávamos que fosse acontecer.

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27 Janeiro, 2012

 

Quixadá

É um município brasileiro situado na Mesorregião dos Sertões Cearenses. Uma de suas características mais marcantes são as formações rochosas em diversos formatos, os monólitos, que "quebram" a aparente monotonia da paisagem sertaneja.
Sua população, segundo o Censo do IBGE, alcançou 80.605 habitantes em 2010 - com 67,3 por cento de taxa de urbanização. É um dos centros comerciais mais expressivos do Ceará, para onde afluem as comunidades dos municípios vizinhos, e abriga a sede de diversas faculdades.
Quixadá é também conhecido por ser a terra de escritores como Jáder de Carvalho e Raquel de Queirós. Apesar de haver nascido em Fortaleza, Raquel possuía uma relação muito forte com a cidade, visitando-a frequentemente, quando se hospedava em sua fazenda "Não Me Deixes".
Principais atrações turísticas
- Açude do Cedro
- Pedra da Galinha Choca
- Santuário N.S. Imaculada Rainha do Sertão
- Serra do Estêvão
- Pedra do Cruzeiro
- Chalé da Pedra (foto)
O acesso à cidade de Quixadá, a partir de Fortaleza, pode ser feito pela CE-060 ou pela BR-116, sendo as distâncias pelas duas rotas quase iguais. No entanto, através da BR-116, a viagem se faz mais rapidamente. A cidade dispõe de um bom número de hotéis e pousadas (Elba e eu estivemos hospedados no "Hotel Monólitos", ao lado da Rodoviária), casas de pasto (recomendamos a "Peixada do Abelardo", um restaurante com peculiar decoração, onde nos deliciamos com uma saborosíssima carne-do-sol) e pontos turísticos interessantes, como o Chalé da Pedra (reformado para ser um museu sobre a vida e a obra de Raquel de Queirós) cuja visita consideramos imperdível. PGCS

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A mão amiga

Um vídeo publicitário da Grip Studios para os violonistas descuidados.

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O perigo das definições

Omnis definitio periculosa est.

Tese é uma hipótese que não caiu do cavalo.

O mundo é uma orquestra. Uns carregam o piano, outros levem a vida na flauta.

A ordem dos fatores altera o produto. José Maria não é Maria José.

A toda primeira intenção corresponde uma segunda de maior intensidade.

De tanto ver triunfar as nulidades botei uns zeros à esquerda.

Não importa a cor do rato desde que ele não se deixe apanhar pelo gato.

Esse tal espírito corporativo - também chamado de espírito de corpo - só serve para encobrir uns espíritos de porco.

O amor é a parte burocrática da genética.

Hiperinflação é quando você quer trocar uma cédula e o outro diz: "Sim, mas só se você passar o seu dinheiro primeiro".

Agiota é uma palavra que diz tudo: um ágil de um lado e um idiota do outro.

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26 Janeiro, 2012

 

A falência da Kodak

A longa batalha da Eastman Kodak, empresa fundada há 131 anos e que desempenhou um papel crucial na transformação da fotografia num passatempo popular, mas que nunca conseguiu entrar verdadeiramente na era digital, chegou ao fim na quinta-feira passada (19/01), com o anúncio de abertura de falência e pedido de proteção contra os credores.
Via

- Pobre Kodak! Algum tempo atrás eles deviam ter inventado uma câmera com telefone.

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O corpo humano não é casa...

Mas tem porta, janela, cortina, parede, pia, bacia, cadeiras, vaso, compartimento, assoalho e forro.
  • Porta. No corpo humano, porta é uma veia. É a veia que conduz, para o fígado, o sangue do intestino delgado. do intestino grosso, do baço, e de partes do duodeno, do estômago e do pâncreas.
  • Janela. O corpo humano tem a janela oval e a janela redonda, dois orifícios existentes na parte interna da caixa do tímpano, que é óssea.
  • Cortina. A cortina do corpo humano é a secreção do córtex das glândulas suprarrenais.
  • Parede. Em órgãos ocos como os vasos sanguíneos, estômago e intestinos existem paredes.
  • Pia. Uma das três meninges (membranas que envolvem e protegem o encéfalo e a medula) chama-se pia-máter. As outras duas meninges são dura-máter e aracnóide.
  • Bacia. A bacia do corpo humano, também chamada de pelve, é o conjunto formado pelos dois ossos ilíacos e pelo osso sacro, e está localizada na cintura pélvica ou quadris.
  • Cadeiras. A nossa cintura pélvica é também chamada de cadeiras.
  • Vaso. O corpo humano está repleto de vasos, que são os condutos por onde circulam o sangue e a linfa.
  • Assoalho. No corpo humano existem o assoalho da boca, onde, aliás, a língua é presa por um freio chamado frênulo lingual, e o assoalho da bacia (períneo, região situada entre o ânus e os órgãos sexuais externos).
  • Forro. O revestimento interno de certos órgãos é uma espécie de forro. O endométrio, por exemplo, é o forro do útero. O endocárdio é o forro do coração.
(extraído de "O Corpo Humano É Engraçado",de Daniel Walker, 
eBooksBrasil.com, e aqui publicado com ligeiras modificações)

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25 Janeiro, 2012

 

Multa gravíssima

USE CAPACETE PARA NÃO SER MULTADO

Ver também: O radar já era?, Multa na estrada e O Detran adverte.

Rolou no Portal LN... ►
Comentário de Marco Antônio Nogueira:
Gurgel, só faltava essa: CAPACETE pra proteger o idem sem PA.
Resposta:
Bem bolado, Marco Antônio. CAPACETE - PA = ?
Comentário de José Roque da Silva Neto:
Gurgel e Marco, o problema é deixar a retaguarda descoberta. E se o fogo vier por trás?
Comentário de Valquiria Farias:
Olá, amigo Paulo Gurgel. Verdade, trata-se de uma multa gravíssima, ímpar. Alguma solução para impedir tamanha infração?
Comentário de Rogério Maestri:
Daqui a pouco as feministas de plantão vão dizer que isto é machismo, pois elas além do capacete vão precisar dos óculos de proteção.
Comentário de Marco Antônio Nogueira:
Maestri, você tá procurando confusão. Está recomendando a elas capacete sem pá? Cuidado, cara! Quem irá precisar de capacete é você.
Comentário de Valquiria Farias:
Rogério, hehehe. Esperarei pela resposta do Sr. Paulo, visse. Se é que há resposta plausível para tamanha multa.
Resposta:
Virou um salve o que puder.

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Um pedido a uma estrela

Sabe aquele pedido que você fez quando era criança a uma estrela? Um brinquedo, por exemplo, que ela jamais atendeu?
Ora, pare com essa decepção. O presente está a caminho...

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24 Janeiro, 2012

 

Schettino legendado

Capitão Prosecco Francesco Schettino, do transatlântico Costa Concordia, legendado através do MEME Generator:

3 de 97 itens



Itapiúna - CE

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VADA A BORDO, CAZZO!

"Volte para bordo. Isto é uma ordem. Não há nada mais para você considerar. Parece que você abandonou o barco. Eu estou dando as ordens agora. Volte para bordo. Está claro? Volte para o navio, caralho!" (Capitão Gregorio de Falco, da guarda costeira italiana, ao Capitão Schettino, comandante do navio Costa Concordia)

O grito do comandante da Capitania dos Portos italiana, no caso do naufrágio do navio Costa Concordia, é um brado para todos nós, medrosos de plantão, retomarmos nossas vidas, colocando o leme novamente em nossas mãos.
O medo talvez seja um dos principais mecanismos de defesa do ser humano desde os primórdios dos primeiros primatas bípedes. Ele nos alerta contra situações de perigo, real ou imaginário, e nos dá condições de enfrentá-lo ou fugir.
Por isso, não vejo mérito nenhum em quem diz não ter medo de nada e sai por aí enfrentando qualquer tipo de desafio como se não ligasse a mínima para as consequências ou como se desprezasse solenemente os riscos envolvidos na ação, seja ela qual for, desde sentar no parapeito da janela no décimo andar de um prédio até assumir dívida em banco.
Ora, se a pessoa não tem medo de nada no mundo é como se o risco não existisse para ela. Sem risco, onde está a coragem de quem enfrentou uma situação que, para uma pessoa normal, seria considerada perigosa?
Todo ser humano tem medo e somente pode ser chamado de corajoso quem sabe enfrentar o medo.
Para enfrentar o medo e ajudar alguém em dificuldades, o ser humano, além de corajoso tem que ter uma boa dose de solidariedade e saber se desfazer do instinto egoísta que o impele para o "salve-se quem puder e que eu seja o primeiro".
Senão a vida se desmorona a cada tempestade, a cada necessidade de termos ousadia e coragem. Ou a cada perigo de naufrágio.
Sejam esses perigos reais ou potenciais.
Como relata Joseph Conrad, no livro "Lord Jim", onde o primeiro oficial de um barco repleto de muçulmanos, abandona-os à própria sorte quando o barco ameaça naufragar. O barco não naufraga, todos se salvam e o primeiro oficial fica completamente desonrado. Porém, há a possibilidade de, em outra ocasião de sua vida, ele colocar à prova sua coragem e restabelecer sua biografia. Será que é possível?
Então, se a vida anda meio perigosa e você está com medo:
"VOLTE PARA O NAVIO, CARALHO!"
Fernando Gurgel Filho

Leitura complementar
MEDO, MEDO, MEDO...

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23 Janeiro, 2012

 

Icewine e tanajuras

Há duas notas bem interessantes recém-postadas no blog VIDA E ARTE de Luciano Rocha:

VOCÊ SABE O QUE É ICEWINE?
TANAJURAS, SEJAM BEM VINDAS!

"Cai, cai, tanajura, que é tempo de gordura!"
Ver também: Entomofagia

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RAIO. O que fazer?

-
e-merl.com

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Vidas gêmeas

1 As histórias de gêmeos com vidas quase idênticas costumam ser surpreendentes, mas nenhuma talvez seja mais do que as vidas destes irmãos gêmeos nascidos em Ohio. Eles foram separados por ocasião do nascimento, sendo adotados por famílias diferentes. Receberam delas o mesmo nome: James, e aqui as coincidências apenas começaram. Eles cresceram, sem sequer saber um do outro, seguiram a carreira jurídica e ambos possuíam habilidades em desenhos mecânicos e carpintaria. Cada um deles se casou com uma mulher chamada Linda e tiveram filhos chamados James Alan e James Allan. Depois, também se divorciaram de suas esposas e casaram-se com outras mulheres - ambas chamadas Betty. E ambos tiveram cães chamados Toy. Quarenta anos após separados, os irmãos gêmeos se reuniram para partilhar suas vidas com tantos detalhes semelhantes.

2 Em 2002, irmãos gêmeos de setenta anos de idade morreram no mesmo dia com uma diferença de poucas horas. Foram vítimas em acidentes separados - por uma distância de 1,5 quilômetro - numa mesma estrada no norte da Finlândia, a cerca de 600 quilômetros da capital Helsinki. "Apesar de a estrada ser bastante movimentada, acidentes não ocorrem por aqui todos os dias. Fiquei com os cabelos em pé quando tomei conhecimento de que os dois eram irmãos, gêmeos idênticos. E me veio à mente a ideia de que, talvez, alguém lá em cima tenha uma palavra a dizer sobre isso", declarou a policial Marja-Leena Huhtala que esteve nos locais dos dois acidentes.

"20 Most Amazing Coincidences"

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22 Janeiro, 2012

 

Salvador e Aracaju

Winston Graça
winstongraca.blogspot.com
Enfim, chegado de Salvador e Aracaju.
Como não diria Amy Winehouse: “back to whites”.
Salvador não continua a mesma: mais suja, o patrimônio histórico mais degradado e entregue às baratas, o Pelourinho e o Terreiro de Jesus tornando-se uma cracolândia, com os craqueiros perturbando os turistas!
As barracas de praia foram todas derrubadas por ordem judicial e permanecem em ruínas!
Escapam: restaurantes e equipamentos de lazer do dique do Tororó, alguns restaurantes finos em Ondina e Pituba (“Barbecoa”, p. ex.) e o Acarajé das baianas do Rio Vermelho.
Valem fotos: o pôr de sol no Farol da Barra, na marina do Iate Clube ou na sacada do Mercado Modelo.
As baianas “oficiais” do Largo da Mariquita foram expulsas! Por que? Só o prefeito sabe...
A lavagem do Bonfim se transformou em palanque político mas as baianas continuam lindas e o Senhor do Bonfim ainda emociona.
O ouro da Igreja de São Francisco ainda não foi roubado (talvez o único no Brasil que ainda não o foi...!)
Em compensação, a Praia do Forte e o Projeto Tamar, este a 50 km de Salvador, continuam sendo o must, o point: local para baianos e turistas passarem um dia bem agradável.
Winston Graça em Aracaju.
Restaurante "Corno Velho"
Aracaju é outra Fortaleza de 20 anos atrás que está dando certo: bons hotéis, ótimos restaurantes (no “Pizza D’ Oro” a pizza faz babar).
A beira-mar (“Orla”) é segura, extensa (abrange toda a orla marítima de um istmo da cidade, diferenciada e rica em equipamentos de lazer. Paga a viagem!
Ainda tem outra orla do outro lado da cidade, num braço do rio Sergipe que se mistura com o mar, menos equipada mas chamada de “Beira-mar”.
Os jornais não têm página policial. Aliás, vi uma nota num canto de página, dizendo que uma quadrilhas de cearenses explodiu um caixa eletrônico do Senac e logo a seguir foi presa.
Em uma palavra: se não tivesse raízes profundas aqui, era para lá que gostaria de emigrar, ao invés de ir para o Canadá.

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Outro emprego na Inglaterra

Os requisitos para ser admitido neste emprego são poucos:
- Saber administrar uma agenda de viagens.
- Poder passar três meses por ano fora de casa.
- Saber cuidar de uma cadeira de rodas e de uma van.
- Saber desenvolver e manter um sistema de comunicação, tipo "caixa preta" (sem manual de instruções e sem suporte técnico).
- Saber preparar gráficos de palestras.
- Saber atualizar um website.
- Saber falar para grande audiências e responder perguntas em público.
- Ter experiência em trabalhar sob pressão.

Este emprego surgiu na Inglaterra após o afastamento de Sam Blackburn, que, nos últimos cinco anos, vinha trabalhando para Stephen Hawking, 70, o genial físico inglês, autor de "Breve História do Tempo", o qual necessita de cuidados especiais por ser portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA).
Informação para contato: www.hawking.org.uk

Ver também: Um emprego na Inglaterra.

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Números de telefones (inclusive o do telefone do Seu Osório)

Números de telefones aparecem em canções e talvez o mais memorável deles seja o que aparece em Pennsylvania 6-5000, de Glenn Miller. Hoje, o número existe como (212) 736-5000 através do qual você pode chamar o Hotel Pennsylvania, do título da canção. E conferir que o hotel tem o número de telefone por mais tempo em uso contínuo em Nova Iorque.
Outros números que surgiram em músicas (para o desgosto das pessoas que possuem esses números com códigos de área diferentes) incluem: o 867-5309/Jenny, de Tommy Tutone e, mais recentemente, o 489-4608, que Alicia Feys mencionou na música Diary, como sendo o número de seu telefone, com isso provocando uma grande excitação entre seus fãs.
10 Fascinating Facts About Phone Numbers, Mashable
No Brasil
É imbatível o 344333, citado por Noel Rosa em Conversa de Botequim. Fez tanto sucesso que a empresa telefônica da época acabou ficando com o número para fazer uma propaganda.
Noel Rosa, LETRAS.com.br

"Conversa de Botequim", um samba da parceria Noel-Vadico, foi originalmente gravado pelo próprio Noel Rosa na Odeon (11257-B, matriz 5135), em 1935. Seu sucesso permanente é comprovado pelo grande número de intérpretes que o regravaram: Aracy de Almeida, Dolores Duran, Jorge Veiga, Moreira da Silva, Martinho da Vila, Dóris Monteiro...


Comentário
Se não me engano, creio que em uma música de Gabriel o Pensador foi citado um número que provocou certo reboliço. Não me lembro bem.
Euripedes Ribeiro de Sousa
Também não me lembrava. É o...
2345Meia78!
Tá na hora de molhar o biscoito!
http://letras.terra.com.br/gabriel-pensador/30440/
Devo-lhe esta, Eurípedes.

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21 Janeiro, 2012

 

A rapariga do Leste Europeu

Introdução - O mano Germano me enviou esta anedota em arquivo PowerPoint com música, risadas e animações. Convertendo-a em arquivo de texto, acredito haver prestado, por essa atividade simplificadora, um inestimável serviço à internet.

Era uma vez...
Uma rapariga vinda de um país do Leste, que casou com um moçoilo português, vivendo os dois em Lisboa.
A pobre rapariga não sabia falar português, nem mesmo algumas palavras, mas lá se ia entendendo com o marido.
O pior era quando tinha que ir às compras.
Um dia foi ao talho para comprar pés de porco.
Não sabendo como os pedir não teve outro remédio senão descalçar-se, mostrar os pés e roncar ao mesmo tempo.
Lá conseguiu levar os pés de porco para casa.
No dia seguinte foi comprar peito de galinha. Mais uma vez as coisas não correram lá muito bem e teve que desabotoar a camisa e mostrar o peito enquanto cacarejava.
Lá conseguiu levar os peitos de galinha para casa.
No terceiro dia pretendia comprar umas grandes salsichas e, como não conseguia explicar por si própria, resolveu levar o seu marido consigo.
Estão a imaginar a cena que se seguiu, não é?
Mas... o melhor mesmo é clicar aqui para ver como foi a A PANTOMIMA.

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Moby Dick

O mapa literário
A viagem do Pequod é um de uma série de doze mapas literários produzidos pela empresa Harris Seybold, de Cleveland, entre 1953 e 1964, baseados em clássicos literários britânicos e estadunidenses. Este mapa fez parte de um calendário impresso para divulgar as potencialidades do equipamento de impressão litográfica da empresa.
Everett Henry, responsável por essa ilustração, era um conhecido artista de Nova York que se destacava também por suas pinturas murais.

Everett Henry (1893-1961) The Voyage of the Pequod from the book
Moby Dick by Herman Melville.
Cleveland: Harris-Seybold, 1956

O site American Treasures of the Library of Congress tem mais de 225 mapas literários que registram a localização de lugares associados com autores e suas obras literárias e que servem de guia para seus mundos imaginativos.

O romance
A história começa quando Ismael, (*) já veterano do mar, decide embrenhar-se em um outro ramo da atividade marítima, a pesca de baleias. Para tal, viaja para uma região norte-americana especializada na referida pesca e instala-se na hospedaria "O Espiráculo", onde conhece Queequeg, o seu melhor amigo. Embarcam no navio The Pequod, mas antes Ismael recebe um aviso de um homem velho que o capitão, conhecido como Ahab, é louco e muito se compara com o diabo e seu navio, como o inferno. Ahab possui "demônios". E também anuncia que tem um único e vedadeiro ódio: a baleia Moby Dick.
A viagem baleeira tem a previsão de três anos de duração. O interesse da tripulação do Pequod é a obtenção de lucro a partir da pesca de baleias para extração de gordura, espermacete - fino produto e amplamente usado na época - e outros subprodutos da pesca. Todavia, o capitão Ahab tem por objetivo particular confrontar-se com Moby Dick, o cachalote responsável por arrancar-lhe a perna. Moby Dick é tido como um monstro pelos baleeiros, os quais, segundo o autor, evitam confrontar-se com ele quando o avistam. Melville vale-se de várias reflexões particulares para transformar o cotidiano de um navio baleeiro, bem como a pesca em si e as finalidades de tal labor (detalhes esses que o autor descreve exaustivamente) para construir uma metáfora acerca da condição do homem moderno.
A hora da batalha entre a razão humana e animal começa. O Pequod é destruído e só o destino promoveu vida ou morte, vitória ou perda para Ahab e Moby Dick. Ismael foi o único sobrevivente e não tem mais nenhuma atração em voltar ao mar à procura de baleias, aventura e confusão novamente. Wikipédia

Notas
(*) O romance inicia-se com uma das mais famosas citações da língua inglesa: "Me chame Ismael."
Ver também: Inícios inesquecíveis de romances.

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