04 agosto, 2015

A escravidão 2.0

De uma conversa em Paris, na École Normale Supérieure, entre David Graeber e Thomas Piketty, publicada na revista Mediapart e traduzida do francês para o site The Baffler.
.
Piketty: "Um dos pontos que eu mais aprecio no livro de David Graeber é o elo que ele mostra entre a escravidão e a dívida pública. A forma mais extrema de dívida, diz ele, é a escravidão: os escravos sempre pertencem a outras pessoas e o mesmo, potencialmente, acontece a seus filhos. Em princípio, um dos grandes avanços da civilização tem sido a abolição da escravatura.
Como Graeber explica, a transmissão intergeracional da dívida que a escravidão reencarnada encontrou foi a moderna forma no crescimento da dívida pública, o que permite a transferência de endividamento de uma geração para a seguinte. É possível imaginar um exemplo extremo disso, com uma quantidade infinita de dívida pública no valor de não apenas um, mas de dez ou vinte anos de PIB, um fato que cria, para todos os efeitos, uma sociedade escravista, em que toda a produção e toda a criação de riqueza são dedicados ao pagamento da dívida.
Dessa forma, a maioria seria escravizada pela minoria, o que implica uma reversão para os primórdios da nossa história.
Na realidade, ainda não estamos nesse ponto. Há ainda uma abundância de capital para compensar as dívidas. Mas essa forma de olhar para as coisas nos ajuda a entender a nossa estranha situação, em que somos considerados culpados e estamos continuamente assaltados pela afirmação de que cada um de nós é o "dono" de trinta a quarenta mil euros de dívida pública do país."
[...]
Piketty [ao final]: "Quando os governos ocidentais querem enviar um milhão de soldados para o Kuwait para impedir que o petróleo do Kuwait seja apreendido pelo Iraque, eles fazem isso. Vamos ser sérios: Se eles não têm medo de um Iraque, eles não têm razão para temer as Bahamas ou Nova Jersey. Cobrança de impostos progressivos sobre a riqueza e o capital não apresentam problemas técnicos. É uma questão de vontade política.

A que distância está a Lua?

Uma das maneiras mais comuns para mostrar a distância que separa a Terra da Lua é representá-las como uma bola de basquete (a Terra) e uma bola de tênis (a Lua). Em seguida, você pergunta às pessoas a que distância estariam proporcionalmente aos tamanhos em que foram representadas.
Elas geralmente abrem os braços para fazer uma estimativa da distância.
Mas,
A verdade é que se a Terra fosse uma bola de basquete e a Lua uma bola de tênis, teríamos que nos separar de cerca de 12 passos para ter a distância correta.

Vídeo Veritasium


Na distância entre a Terra e a Lua caberiam alinhados os demais planetas do sistema Solar.

03 agosto, 2015

A cartada nazista

A Lei de Goodwin
Conhecida também como A Regra das Analogias Nazistas de Godwin, tem por base uma afirmação feita em 1990 por Mike Godwin, um advogado americano conhecido por formular essa "lei", que diz:
“À medida que cresce uma discussão na internet, a probabilidade de surgir uma comparação envolvendo Adolf Hitler ou nazismo aproxima-se de 1 (100%).”
Há uma tradição em listas de discussões e fóruns que, se tal comparação é feita, é porque quem mencionou Hitler ou os nazis ficou sem argumentos. É o fim da linha — o que pode vir depois do mal absoluto? Entregou os pontos.
Tais comparações costumam aparecer em discussões políticas e religiosas.
Reductio ad Hitlerum
Uma criação do professor Leo Strauss, da Universidade de Chicago, que tem o mesmo sentido da Lei de Goodwin. Vê-se que é uma adaptação marota de outra expressão: “reductio ad absurdum”. Então, quando não se há mais o que dizer, quando a coisa fugiu ao controle, surge a cartada nazista. Pronto. Discussão perdida.

Raios em Utah

Em 1º. de setembro de 1939, um rebanho de 850 ovelhas deitou-se para dormir em Pine Canyon, nas montanhas do noroeste do Utah. Quando sobreveio uma tempestade, que fez cair um raio que matou 835 ovelhas, 98 por cento do rebanho.


Tempos atrás, em 18 de julho de 1918, dois raios haviam eletrocutado 654 ovelhas em Fork Canyon, na região centro-norte de Utah.

Todo cuidado é pouco no norte de Utah.

Por outro lado... 
The Sullivan Show | Um câncer curado por um raio

02 agosto, 2015

Mick e os tubarões

Atacado por um tubarão durante a etapa de Jeffrey's Bay, da World Surf League, o australiano Mick Fanning retornou pela primeira vez ao mar para uma gravação para o programa 60 Minutes, da televisão americana, e encontrou justamente o que mais temia.
O tricampeão mundial, que voltou a surfar na Austrália, garantiu ter visto um tubarão enquanto surfava para o programa. Fanning, ao ver aquela barbatana se aproximando, imediatamente subiu no jet-ski e deixou a água.

Caceta! Agora Mick deve ser o sonho de consumo de todo tubarão.

A sapiência de um tubarão |  Surfista perde braço para tubarão |  Tubarões em Recife

O método científico de cortar um bolo

Débora Schach, Blue Bus
Sabia dessa? Você tem cortado bolo do jeito errado durante toda a vida!
É matemática pura. O jeito que a maioria das pessoas fatia um bolo simplesmente não é interessante, a não ser que se coma o bolo inteiro de uma só vez. Isso porque o corte em pedaços triangulares deixa parte do bolo exposta ao ressecamento, o que compromete a qualidade do produto.
Neste vídeo, o autor britânico Alex Bellos demonstra uma teoria publicada na revista Nature, em 1906, que explica – de forma bastante convincente – qual seria a melhor forma de cortar um bolo.



À primeira vista pode até parecer que você está quebrando todas as regras de etiqueta, mas o resultado vale a pena. Prepare-se para mudar, de agora em diante, um hábito anacrônico de sua vida.

Vídeo
Como subtrair pedaços de uma pizza (sem ninguém desconfiar)

01 agosto, 2015

Quartos separados

Nove lobos compartilham um território comum em um zoológico. Como dividir o território usando apenas dois quadrados para que cada animal tenha seu espaço exclusivo?

Clique aqui para ver a solução.

Sábado é feijoada

A Fernando Gurgel Filho que trouxe o feijão para o caldeirão

Feijoada à minha moda
Vinicius de Moraes



Amiga Helena Sangirardi
Conforme um dia prometi
Onde, confesso que esqueci
E embora — perdoe — tão tarde

(Melhor do que nunca!) este poeta
Segundo manda a boa ética
Envia-lhe a receita (poética)
De sua feijoada completa.

Em atenção ao adiantado
Da hora em que abrimos o olho
O feijão deve, já catado
Nos esperar, feliz, de molho

E a cozinheira, por respeito
À nossa mestria na arte
Já deve ter tacado peito
E preparado e posto à parte

Os elementos componentes
De um saboroso refogado
Tais: cebolas, tomates, dentes
De alho — e o que mais for azado

Tudo picado desde cedo
De feição a sempre evitar
Qualquer contato mais... vulgar
Às nossas nobres mãos de aedo.

Enquanto nós, a dar uns toques
No que não nos seja a contento
Vigiaremos o cozimento
Tomando o nosso uísque on the rocks

Uma vez cozido o feijão
(Umas quatro horas, fogo médio)
Nós, bocejando o nosso tédio
Nos chegaremos ao fogão

E em elegante curvatura:
Um pé adiante e o braço às costas
Provaremos a rica negrura
Por onde devem boiar postas

De carne-seca suculenta
Gordos paios, nédio toucinho
(Nunca orelhas de bacorinho
Que a tornam em excesso opulenta!)
E — atenção! — segredo modesto
Mas meu, no tocante à feijoada:
Uma língua fresca pelada
Posta a cozer com todo o resto.

Feito o quê, retire-se o caroço
Bastante, que bem amassado
Junta-se ao belo refogado
De modo a ter-se um molho grosso

Que vai de volta ao caldeirão
No qual o poeta, em bom agouro
Deve esparzir folhas de louro
Com um gesto clássico e pagão.

Inútil dizer que, entrementes
Em chama à parte desta liça
Devem fritar, todas contentes
Lindas rodelas de lingüiça

Enquanto ao lado, em fogo brando
Dismilingüindo-se de gozo
Deve também se estar fritando
O torresminho delicioso

Em cuja gordura, de resto
(Melhor gordura nunca houve!)
Deve depois frigir a couve
Picada, em fogo alegre e presto.

Uma farofa? — tem seus dias...
Porém que seja na manteiga!
A laranja gelada, em fatias
(Seleta ou da Bahia) — e chega

Só na última cozedura
Para levar à mesa, deixa-se
Cair um pouco da gordura
Da lingüiça na iguaria — e mexa-se.

Que prazer mais um corpo pede
Após comido um tal feijão?
— Evidentemente uma rede
E um gato para passar a mão...

Dever cumprido. Nunca é vã
A palavra de um poeta...— jamais!
Abraça-a, em Brillat-Savarin
O seu Vinicius de Moraes.


Feijoada completa
Chico Buarque



Mulher, você vai gostar:
Tô levando uns amigos pra conversar.
Eles vão com uma fome
Que nem me contem;
Eles vão com uma sede de anteontem.
Salta a cerveja estupidamente
Gelada pr'um batalhão
E vamos botar água no feijão.

Mulher, não vá se afobar;
Não tem que pôr a mesa, nem dá lugar.
Ponha os pratos no chão e o chão tá posto
E prepare as linguiças pro tira-gosto.
Uca, açúcar, cumbuca de gelo, limão
E vamos botar água no feijão.

Mulher, você vai fritar
Um montão de torresmo pra acompanhar:
Arroz branco, farofa e a malagueta;
A laranja-bahia ou da seleta.
Joga o paio, carne seca,
Toucinho no caldeirão
E vamos botar água no feijão.

Aliás, depois de salgar
Faça um bom refogado,
Que é pra engrossar.
Aproveite a gordura da frigideira
Pra melhor temperar a couve mineira.
Diz que tá dura, pendura
A fatura no nosso irmão
E vamos botar água no feijão.


Uma feijoada só é realmente completa quando tem uma ambulância de plantão.
Stanislaw Ponte Preta

Ninguém consegue ser subversivo após uma feijoada.
Barbosa Lima Sobrinho

Na laranja e na couve picada - as cores brasileiras da feijoada.
Luiz Bacellar

Não gosto de futebol, feijoada, cerveja nacional e odeio Copa do Mundo. Se pudesse escolher, moraria em Paris, NY ou Londres.
Ed Motta

Infinitivamente pessoal. Frio, música pop internacional dos anos 70, pagode, feijoada, filme de suspense e um bom suco de laranja. Se você não gostar, não faz diferença pois eu vou continuar gostando do mesmo jeito!
Mestre Ariévlis

31 julho, 2015

Lua Azul

As fases da Lua referem-se à mudança aparente da porção visível iluminada do satélite devido à variação de sua posição em relação à Terra e ao Sol. O ciclo completo, denominado lunação, leva cerca de 29,5 dias para se completar,
Todo mês exceto fevereiro pode ter uma segunda lua cheia. Como acontece hoje (31).
Quando ocorrem duas luas cheias em um mesmo mês, o evento é conhecido pelo nome de Lua Azul, "Blue Moon" em inglês, cuja designação é difundida nos Estados Unidos, Canadá e Europa.
Acredita-se que o nome da segunda lua cheia de um mês tenha sido originalmente "Belew Moon", Lua Traiçoeira. Com a obsolescência da palavra "belew", esta foi alterada para "blue".
Em inglês de hoje, a expressão "once a blue moon" é usada para se referir a algo que acontece muito raramente.
No Brasil, o nome Lua Azul não é bem difundido. Mas a Lua não fica azul de fato.
As últimas ocorrências de duas luas cheias em um mesmo mês foram em 2 e 31 de agosto de 2012 e as próximas serão em 2 e 31 de janeiro de 2018.

Lobisomens e lunáticos em geral adoram esses meses com luas cheias em dobro.

Isto matará aquilo

"Ceci tuera cela - Se trata, em "Notre-Dame de Paris" (O corcunda de Notre-Dame), de Victor Hugo, da frase pronunciada por um clérigo que, ao abrir a janela do claustro, voltou os olhos à catedral parisiense e, logo a seguir, ao livro aberto sobre a mesa, lamentou: Isto matará aquilo. No capítulo II do Livro VI (Ceci tuera cela - Isto matará aquilo) Victor Hugo explica como a revolução de Gutemberg esvaziou e aniquilou a importância das obras de arte e arquiteturas antigas. Essas eram os livros da humanidade antes que a palavra impressa tornasse a herança das gerações algo indestrutível, exatamente por ser um instrumento simples, leve e infinito. Os novos monumentos deixaram de ser os templos, as igrejas e as pirâmides, e passaram a ser as grandes obras literárias. É nesse enfoque que Notre-Dame foi escrito, para se tornar uma edificação não ameaçada pela ruína." ~ M. Lobato

30 julho, 2015

Como se conta a idade de um fóssil

O guia de um museu disse aos visitantes: "Este fóssil é de 4 milhões e 16 anos".
No meio da multidão, uma pessoa questionou a informação: "Como você sabe disso? A idade dos fósseis não é assim tão precisa."
Ele respondeu: "Bem, me foi dito que era 4 milhões anos quando eu comecei a trabalhar aqui. Isso foi há 16 anos."

Poderá gostar de ver:
A vida sexual dos dinossauros

Tyson, Obama e Plutão

TYSON x PLUTÃO

┌∩┐(ಠ_ಠ)┌∩┐
OBAMA + PLUTÃO


Comentários
Então, por decreto presidencial, Plutão é um planeta! ~ Christopher Jones
Plutão não é um planeta. E você sabe o que mais não é um planeta? Quênia. ~ John Hattan
Não sabia que Obama é um planetólogo. ~ Ramy Zgheib
Hoje é muito fácil falsificar uma foto assim... ~ Jason Argiro  OBAMA HOLDING A SIGN
Plutão não limpou a vizinhança. ~ Wendy W.
Um planeta anão é tão pequeno que não pode tirar outros objetos do seu caminho. ~ Dian Pink
Plutão tem de renunciar e abjurar qualquer vassalagem para com Cinturão de Kuiper, a fim de recuperar seus deveres planetários. ~ Bulent Besim.
O que é um planeta? O que é uma lua? Uma das luas de Júpiter é o maior que Mercúrio. ~ Dimitar Panayotov
É hora de alguém anuncia que o nosso sistema solar tem oficialmente 376 planetas. Quero dizer, o fato de que o número 9 é mais fácil de ser lembrado para as crianças na escola não significa que o mundo inteiro tenha de manter uma ilusão sobre isso. ~ Brad Golden

29 julho, 2015

Uma pesquisa da satisfação dos clientes

Nos Estados Unidos, a maioria das residências tem na frente um belo gramado. E, para mantê-los com boa aparência, jardineiros autônomos são contratados para cuidar dos jardins.
Um dia, um empresário norte-americana chamou um desses jardineiros para o seu jardim.
Após sair da empresa e chegar a sua residência, o empresário viu que o jardineiro estava terminando o serviço para o qual havia sido contratado. Aproximando-se, o empresário viu que ele era muito jovem.
O empresário ficou realmente surpreso: o jardineiro era um rapaz que deveria ter no máximo 16 anos.
Findo o serviço, foi buscar dentro de casa o dinheiro para pagar o jardineiro. Enquanto isso, o jovem liga de seu celular para uma senhora.
O empresário retorna para pagar o garoto e escuta a conversa:
- A senhora está precisando de um jardineiro?
- Não. Eu já tenho um - respondeu a senhora.
- Mas, além de aparar a grama, eu também recolho o lixo.
- Isso o meu jardineiro também faz.
- Eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço – disse o jovem.
- Ora, isso o meu jardineiro também faz.
- Eu atendo o mais rápido possível.
- O meu jardineiro também me atende prontamente.
- O meu preço é muito bom.
- Não, muito obrigada! O preço do meu jardineiro também é muito bom. Estou satisfeita com ele e não pretendo trocá-lo.
Quando o jovem jardineiro desligou o telefone, o empresário lhe perguntou:
- Você perdeu um cliente, não foi? Eu sei como isso deve ser chato...
- Não - respondeu o jovem. - Eu já sou o jardineiro dela. Eu apenas estava verificando se ela continua satisfeita com o meu trabalho.
(texto de autor ignorado, reescrito)

O comentado jantar do Odebrecht

No face do Stanley Burburinho:


Comentário
No Brasil, a tarja preta representa tanto a honestidade intelectual da mídia quanto o republicanismo da PF e do MPF. Ela é polissêmica, minha gente.
Silvio L. Morais - No GGN
Comentário do comentário
Um exemplo de polissemia a gente encontra em uma palavra, tão velha como a serra, que pode significar: um instrumento cortante, a lâmina ou disco desse instrumento, uma cadeia de montanhas, um peixe da família dos tunídeos e um político vulnerável a qualquer concussão (cerebral, pois a palavra concussão é também polissêmica).
Vide: Incidente em Campo Grande e Incidente em Brighton.
Paulo Gurgel

28 julho, 2015

A matemática confirma

MAIS CURVAS = MAIS MULHER

Moderno Prometeu

Na mitologia grega, Prometeu era um semi-deus. Conhecido por sua astúcia, foi responsável por roubar o fogo de Zeus e o dar aos mortais. Zeus teria então o punido por este crime, deixando-o amarrado a uma rocha por toda a eternidade, enquanto uma águia comia todo dia seu fígado - que crescia novamente, no dia seguinte.



Em 1958, muitos dos atributos de seres vivos poderiam ser encontrados em nossa tecnologia: locomoção (carros), metabolismo (máquinas a vapor), armazenamento de energia (baterias), percepção de estímulos (iconoscópios) e atividade nervosa ou cerebral (computadores).
O elemento que faltava era a reprodução: nós ainda não tínhamos criado um artefato não-vivo que pudesse fazer cópias de si mesmo.
Então, o professor de química Homer Jacobson, do Brooklyn College, construiu um. Usando um modelo de ferrovia de bitola HO (*), ele projetou um "organismo" feito de carros que poderiam usar sensores para selecionar outros carros no percurso e montá-los em um tapume em modelos de si mesmo.
"Cabeça" de carros têm "cérebros", e "cauda" de carros têm "músculos" e "olhos". Juntos, uma cabeça e uma cauda fazem um "organismo", no qual a cabeça dirige a cauda para assistir os carros disponíveis em outros lugares do percurso e desviá-los adequadamente para o tapume em que será criado um novo organismo.
"Novos organismos formados continuam essa propagação de uma forma linear," escreveu Jacobson, "até que o ambiente fique sem peças ou não existam mais tapumes disponíveis. E, se um erro é cometido em algum lugar na operação de um ciclo, tem-se então uma 'mutação'. Tal efeito, como o que acontece com os seres vivos, é geralmente fatal."
(Homer Jacobson, "On Models of Reproduction", American Scientist, setembro de 1958)

(*) Bitola HO: é a bitola-padrão internacional (1,435 m) reduzida na escala HO (1:87,1) para 16,5 mm.

Contraditório
O sentido da vida - 2

27 julho, 2015

As margaridas bizarras do Japão

Um usuário do Twitter chamado San Kaido fotografou estas flores, em maio último, na cidade de Nasushiobara, a cerca de 100 quilômetros de Fukushima.


A estranha descoberta destas flores com a aparência bizarra, perto do local do desastre nuclear de Fukushima, pode não ter a ver com radiação, afirma um especialista.
O botânico Guy Barter, da Royal Horticultural Society (RHS), disse que as imagens são consistentes com um fenômeno conhecido como fasciação, encontrado em todo o mundo.
A fasciação faz com que as flores, folhas ou caules de uma planta se apresentem em números e formas anormais. Ela pode ser causada por mutação genética, infecções virais e bacterianas, lesão física e radiação.
Barter disse a The Independent:
"É provável que o fenômeno seja apenas aleatório. Temos muitos exemplos de fasciação enviados para o RHS a cada ano. Mas, neste caso, não é possível dizermos, com certeza, se está ligado à radiação. Para ter certeza, teríamos de examinar a sua incidência, ao longo de vários anos, na área em que o excesso de radiação esteja presente,"
O nível de radiação perto das margaridas foi considerado um pouco acima do normal, mas seguro para a habitação.

Os Jogos Pan-Americanos de 2015

Encerrou-se ontem (26 de julho) o Pan Am 2015, em Toronto, Canadá.
Medalhas, medalhas, medalhas
Com os Estados Unidos em primeiro lugar geral, o Canadá, em segundo, e o Brasil, em terceiro.
O Brasil subiu ao pódio 141 vezes, 41 das quais para receber medalhas de ouro.

Veja aqui o quadro de medalhas dos 41 países participantes do Pan Am 2015
com a distribuição das premiações por categorias de esportes.

Sobre a continência de atletas à bandeira do Brasil
A atitude de alguns atletas brasileiros de prestar continência à bandeira do Brasil, durante a cerimônia de premiação, chamou a atenção no Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá. Eles são ligados às Forças Armadas e fazem parte de um programa de apoio a atletas de alto rendimento dos ministérios da Defesa e do Esporte.
Dos 590 atletas brasileiros que estão em Toronto, 123 fazem parte do projeto.
No judô, das 13 medalhas que o Brasil ganhou, 12 foram obtidas por atletas que integram o Programa de Incorporação de Atletas de Alto Rendimento nas Forças Armadas.
Cerca de 40 por cento das medalhas conquistadas pelo país, segundo o Ministério da Defesa, foram conquistadas por atletas que fazem parte das Forças Armadas como militares temporários. Apesar de muitos deles prestarem continência na hora de receber a premiação, essa saudação não era obrigatória.
Os atletas que a fizeram falam em orgulho e respeito por estarem representando o país.
O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) defendeu a atitude dos atletas. Informou que a continência foi uma demonstração de patriotismo, sem qualquer conotação política, e compatível com a emoção do atleta ao subir no pódio. Além de representar, segundo o COB, um reconhecimento pelo apoio que recebem das Forças Armadas.
Edição: Aécio Amado

26 julho, 2015

A democracia brasileira contra a parede

Excertos para um fim de semana
Izaías Almada
Ainda sob os eflúvios da passagem do Papa Francisco pela América do Sul, cujos países escolhidos e os certeiros discursos proferidos contra os que se julgam donos do mundo ainda darão o que falar, abro essa minha coluna quinzenal prestando uma homenagem e dando o meu incondicional apoio aos cidadãos Fernando Morais, Alexandre Padilha, Gregório Duvivier, Maria do Rosário, Guido Mantega e Jô Soares que, por se mostrarem dignos brasileiros, foram, por isso mesmo, vilipendiados em seus direitos e até mesmo ameaçados fisicamente pelo fascismo caboclo emergente, esse "fascismozinho" caipira, mas nem por isso menos perigoso e que deve ser combatido no nascedouro.
Aproveito para estender, já não sem tempo, a mesma solidariedade aos companheiros José Dirceu de Oliveira e José Genoíno Neto, primeiras vítimas políticas de uma sórdida armação judiciária, onde muitos brasileiros foram pegos de surpresa e outros tantos aderiram docilmente a uma campanha de desconstrução de lideranças populares e subversão de preceitos constitucionais e leis do Código Civil numa escalada que – sob o pretexto mais do que hipócrita da "moralização" e dos "bons costumes" – vai colocando a democracia brasileira contra a parede.
Tudo indica (e a lista de exemplos com certeza não será pequena, muito pelo contrário) que o brasileiro, independente de classe social, credo religioso ou ideologia, não se dá muito bem com a democracia e sempre que pode gosta de transformá-la na "casa da mãe Joana". Até que se instaure um novo regime autoritário. Os últimos 85 anos da nossa história não me deixam mentir.

Ler o artigo na íntegra no Blog da Boitempo
Data da publicação: 16/07/15

Izaías Almada, mineiro de Belo Horizonte, escritor, dramaturgo e roteirista, é autor de Teatro de Arena (Coleção Pauliceia da Boitempo) e dos romances "A metade arrancada de mim", "O medo por trás das janelas" e "Florão da América". Publicou ainda dois livros de contos, "Memórias emotivas" e "O vidente da Rua 46". Como ator, trabalhou no Teatro de Arena entre 1965 e 1968. Colabora com o Blog da Boitempo quinzenalmente, às quintas-feiras.

Autodescrição

DESCREVA-SE EM TRÊS PALAVRAS:

Eu sou um rebelde.

Um pingue-pongue de rua

Amelie Kunzler, Sandro Engel e Holger Michel são estudantes da Universidade HAWK, em Hildesheim, na Alemanha. Eles queriam desencorajar as pessoas que costumam atravessar as ruas quando o sinal está fechado. Então, eles encontraram uma maneira de fazer com que o tempo de espera para sinal abrir ficasse mais  divertido. E inventaram este jogo de vídeo que já foi instalado em alguns postes de semáforos na Alemanha.



Este jogo só funciona enquanto o sinal está fechado para os pedestres. Em lados opostos da rua, os jogadores usam telas sensíveis ao toque para quicar a bola um para o outro.

25 julho, 2015

Linha e teorema

Esta imagem desenhada por Robert Bosch, baseada em um detalhe da famosa pintura de Michelangelo, "A Criação de Adão", é realmente notável. Porque foi feita integralmente a partir de uma curva fechada simples. Isso significa que é possível desenhar a imagem inteira com um lápis, começando e terminando no mesmo lugar, e com uma linha só que nunca cruza.
Teorema da curva de Jordan
Uma curva fechada simples desenhada no plano (tal como o da imagem) divide o plano em duas partes: uma interna, que é finita, e outra externa, que é infinita. É possível, portanto, colorir o interior da imagem sem deixar "furos".


Aplicação do teorema
Eu acho que essa imagem deveria ser impressa nos menus infantis dos restaurantes, com instruções para colorir no interior. Isso manteria as crianças ocupadas por um bom tempo.

A influência da força de Coriolis sobre o crescimento dos pelos corporais

O que se segue é o resumo de um artigo do The Annals of Improbable Research.
por John W. Woods Jr.
Watertown, Massachusetts, EUA

O efeito da força de Coriolis sobre a formação de alguns padrões da meteorologia é bem conhecido. Qualquer corpo que se move sobre a superfície da Terra está sujeito a uma força aparente que desvia o seu caminho para a direita no hemisfério norte e para a esquerda no hemisfério sul. Seu movimento no espaço é uma combinação do seu movimento em relação à Terra com o movimento da Terra. Devido principalmente à rotação do planeta, o caminho tem a configuração de uma curva.
A ocorrência desta força e da aceleração resultante foram descritas pela primeira vez, em meados do século 19, por Gaspard Gustave de Coriolis, um engenheiro civil francês. Por causa da força de Coriolis, o vento soprando de uma área de alta pressão atmosférica não flui diretamente para uma área de baixa pressão, mas é desviado para a direita no hemisfério norte e circula no sentido anti-horário no hemisfério sul. Outros fenômenos relacionados com a força de Coriolis podem ser também observados na deriva do gelo no mar e na erosão das margens dos rios.
Além disso, certos fenômenos biológicos, previamente não compreendidos, são também causados pela força de Coriolis. E as peças de um quebra-cabeças, sem solução pela biocinética, começam agora a tomar seus devidos lugares, depois que Woods passou a estudar os bigodes. De uma forma consistente, em Massachusetts, enrolavam-se para cima no lado direito do rosto e para baixo no lado esquerdo. Uma dedução simples fez com que ele concluísse que os pelos corporais se comportam, durante o crescimento, como um corpo sob a influência da força de Coriolis.
Abaixo, reproduzo uma documentação fotográfica do seu trabalho:

O crescimento do bigode em "norte-hemisferianos"
(Crédito da imagem: Kes47 )
No Brasil
Em 2014, o cientista político Fernando Gurgel Filho alertou para o efeito da força de Coriolis no preparo de uma Marinada.
http://blogdopg.blogspot.com.br/2014/09/marinada.html
Referências
http://www.neatorama.com/2015/07/22/Influence-of-Coriolis-Force-on-the-Growth-of-Body-Hair/#more http://www.improbable.com/airchives/paperair/volume21/v21i2/Influence%20of%20Coriolis%20Force.pdf
https://en.wikipedia.org/wiki/Coriolis_effect

24 julho, 2015

Um emblemático arco-íris

Quando a polícia de Istambul usava seus canhões de água, para dispersar uma parada local do orgulho gay, um emblemático arco-íris apareceu no céu. O resultado da passagem da luz solar pelas gotas de água dos jatos lançados pelos canhões.
Acidentalmente a ver com o tema dos protestos.

Orgulho Gay 2015, em Istambul, Turquia - Mirror

Eles acreditam nas cores vencendo o canhão.

Os ladrões de livros de Londres

Na década de 1990, Londres foi um reduto de notórios ladrões de livros. Eles furtavam por encomenda para as lojas da Charing Cross Road, recebendo por seus furtos uma determinada fração dos preços de capa dos livros.
Um dos ladrões de livros mais notórios na cidade foi um homem chamado Roy Faith. Ele sempre fazia duas visitas a uma livraria. Durante a primeira, ele escolhia os livros que iria furtar e empilhava-os em algum lugar onde eles não seriam vistos. Depois de sair da loja de mãos vazias, Roy esperava por cerca de meia hora e voltava quando os vendedores estavam ocupados demais para avistá-lo. Levava apenas um minuto para Roy colocar discretamente a pilha de livros em sua enorme mochila e sair antes que alguém desse conta do furto.
Outro ladrão, conhecido como Barry, era especializado em roubar o Times Atlas. A 75 libras cada exemplar, esses atlas eram muito cobiçados pelos ladrões de livros. Mas, devido ao grande tamanho, eram difíceis de serem escondidos. Eles não cabiam em sacolas ou mochilas, porém Barry encontrou uma solução. Vestindo uma capa de chuva personalizada, com enormes bolsos no interior, ele era capaz de furtar dois atlas de cada vez.

Extraído de The book thieves of 1990s London, por Cory Doctorow. In: Boing Boing.


Recomenda-se (só a leitura)
Roubando livros, uma crônica de Roberto Gomes.

23 julho, 2015

O coração de Plutão

Logo após o aparecimento das primeiras fotos em alta resolução de Plutão, a internet enlouqueceu com uma área visualizada nas imagens que parece ter a forma de um coração.
Seja ou não um caso de pareidolia geral, a NASA já decidiu como a curiosa área será chamada.
Tombaugh Regio será o nome do "coração" de Plutão. Como um tributo a Clyde Tombaugh, o homem que, há 85 anos, viu pela primeira vez esse corpo celeste ao telescópio.
Falecido em 1997, as cinzas do homenageado viajam no New Horizons.

Fonte: Hipertextual

Tuitada do Tyson
Caro Plutão,
Com bom aspecto. Mas você ainda é um Planeta Anão – supere isso.
Love, Neil deGrasse Tyson

Quanto custa ser mordido de cobra nos EUA?

O americano Todd Fassler foi mordido por uma cascavel em San Diego, Califórnia.
Não seria notícia, porque há entre sete e oito mil ataques de cobras peçonhentas a seres humanos nos Estados Unidos, anualmente.
Mas virou, ao ser divulgada quanto custou a "mordida" do hospital que atendeu Fassler: US$ 153.000 (ou R$ 483 mil, em moeda brasileira).
O repórter Dan Haggerty compartilhou no Twitter uma foto que resume essa conta.
Como diz o título da reportagem do Washington Post sobre o assunto: "Esta mordida de cascavel de $ 153,000 é tudo de errado com os serviços de saúde (norte) americanos".
No Brasil
Aqui, é claro, não custaria nada, porque o Brasil trata o ofidismo como um problema de saúde pública. E construiu, com esforço, uma rede de produção e distribuição de soros – pelos quais cobraram US$ 83 mil ao americano – que, no dizer de Fernando Brito, do site Tijolaço, dão o sentido de heroísmo ao trabalho de gente como Vital Brazil, o grande nome que tivemos nessa luta.
A descoberta do médico sanitarista e pesquisador Vital Brazil sobre a especificidade dos soros antipeçonhentos estabeleceu um novo conceito na imunologia, e seu trabalho sobre a dosagem dos soros antiofídicos gerou tecnologia inédita. A criação dos soros antipeçonhentos específicos e o antiofídico polivalente ofereceu à Medicina, pela primeira vez, um produto realmente eficaz no tratamento do acidente ofídico que, sem substituto, permanece salvando centenas de vidas nos últimos cem anos.

22 julho, 2015

Sem pão


McDia Infeliz

A língua muda a nossa maneira de ver e recordar o mundo?


A pesquisadora Aneta Pavlenko acredita que sim. Segundo ela, o nome que colocamos nas coisas ou as nuances dos verbos de ação podem influenciar a forma como o nosso cérebro vê o mundo, a tal ponto que uma pessoa bilíngue pode mudar sua perspectiva, dependendo de que linguagem ela usa.
No site da NPR, Pavlenko lembra o que aconteceu ao famoso escritor Vladimir Nabokov em suas memórias. O autor de "Lolita", que falava perfeitamente russo, francês e inglês, publicou primeiro o seu livro em inglês, e quando lhe pediram uma edição russa, ele descobriu que se lembrava de outras coisas:
"Quando Nabokov começou a traduzir o livro para o russo, ele se lembrou de um monte de coisas que havia esquecido quando estava escrevendo em inglês; portanto, em essência "Lolita" se tornou um livro diferente", disse Pavlenko. "Ao ser publicado em russo, o autor percebeu que, para apresentar sua infância de maneira correta aos leitores de língua inglesa, teria de fazer uma nova versão. Assim, a versão da autobiografia de Nabokov, pelo que sabemos agora, é, na verdade, a terceira versão que ele escreveu com o que recordou a mais em russo e traduziu de volta para o inglês."
Continue lendo em ¿Cambia la lengua nuestra manera de ver y recordar el mundo?, Yahoo! Notícias

22/07/2015 - Comentário
O linguista e professor da Universidade de Brasília - Unb, Marcos Bagno, no livro "Preconceito Linguístico" - que recomendo muitíssimo - nos mostra como a linguagem molda a forma e como as classes dominantes mantêm o poder, discriminando e disseminando preconceitos contra os excluídos da sociedade, fazendo-os acreditar em uma inferioridade inexistente. Na maioria das vezes, apenas manifestando-se com repulsa ao modo de falar da população menos favorecida.
E a linguagem, como vemos neste texto, além de sua forma ideológica, é a nossa própria maneira de vermos e construirmos nosso mundo.
Fernando Gurgel

21 julho, 2015

Química poética

Em 1970, os editores do Journal of Organic Chemistry receberam um artigo para publicação apresentado em versos brancos.
Esse artigo, “Comparative Mobility of Halogens in Reactions of Dihalobenzenes With Potassium Amide in Ammonia”, de autoria de J.F. Bunnett and Francis Kearsley, químicos da Brown University, prolongava-se-se por três páginas.
A revista publicou-o com esta nota:
"Apesar de estarmos abertos a novos estilos e formatos para a publicação científica, devemos admitir a nossa surpresa ao recebermos este trabalho. No entanto, consideramos o trabalho uma novidade em sua composição química, e legível, em seus versos. Devido às maiores exigências de espaço e à possível dificuldade de alguns de nossos leitores não familiarizados com a poesia, originais neste formato enfrentam um futuro incerto na redação de nossa revista"
N. do E.
Não é fato recente a poesia servir de instrumento para a compreensão da química. No ano 60 a.C., o poeta romano Tito Lucrécio escreveu um longo poema intitulado "De rerum natura" (Sobre a natureza das coisas). Foi por intermédio dessa obra que o mundo tomou conhecimento da teoria atomísta de Demócrito de Abdera.

Isso é que é uma faca!


Olha também: A Faca.

20 julho, 2015

As atmosferas dos planetas do Sistema Solar

Planeta – Gás dominante
Mercúrio: oxigênio 42%
Vênus: gás carbônico 96%
Terra: nitrogênio 78%
Marte: gás carbônico 95%
Júpiter: hidrogênio 90%
Saturno: hidrogênio 96%
Urano: hidrogênio 83%
Netuno: hidrogênio 80%

Andy Brunning, um professor de química no Reino Unido, criou este gráfico sobre a composição das atmosferas dos planetas em nosso sistema solar. O gráfico também diferencia os "planetas terrestres" dos  "gigantes gasosos" e informa a pressão atmosférica de cada um.

Clique aqui para vê-lo na versão ampliada.

Brunnig edita um blog chamado Compound Interest (Juros Compostos).

Quatro razões para você ler literatura

Você provavelmente se lembra da sensação de desagrado quando tinha de ler livros de literatura como dever escolar. Era difícil ter o desejo de ler livros antigos sobre coisas antigas, quando havia tantas coisas acontecendo...
Mas... aqui estão quatro razões pelas quais você deve ler esses livros:
  1. Eles economizam seu tempo. Pode parecer uma perda de tempo, mas a literatura permite acessar e experimentar uma gama de emoções e informações que você levaria incontáveis ​​vidas para alcançar equivalentes resultados.
  2. Fazem de você uma pessoa mais agradável. A literatura lhe dá a oportunidade de ver as coisas do ponto de vista de outra pessoa, sendo a melhor maneira de desenvolver a empatia pelos outros.
  3. São uma cura para a solidão. Através dos livros, os escritores nos ajudam a refletir sobre quem somos. Somos todos meio estranhos, não é mesmo? E, às vezes, podemos nos sentir como ninguém. Mas a literatura abre nossos olhos para esta verdade: todo mundo é uma pessoa estranha e interessante.
  4. Eles preparam você para o fracasso. O medo do fracasso pode estar dentro de todos, mas quando você lê as histórias dos altos e baixos de tantos personagens, isso mostra que não há problema em falhar. Você pode ver que o fracasso é uma parte da vida.
Então, abra um livro e deixe-se perder nas histórias dos outros. O livro pode ajudá-lo em mais maneiras do que você pensava.

Four Reasons Why You Should Read Literature, por Patrick Allan. In: lifehacker

19 julho, 2015

Capitão Porto Rico


RECUSE IMITAÇÃO

Vemödalen

Quando tudo parece uma cópia de uma cópia de uma cópia...
Neste vídeo, com 465 quadros, logo a gente compreende o que é vemödalen.
Não, não é o nome de um móvel da Ikea. De acordo com The Dictionary of Obscure Sorrows (O Dicionário das Dores Obscuras), vemödalen é "a frustração de fotografar algo que parece impressionante (como um belíssimo pôr do sol), mas do qual já existem milhares de fotografias iguais".
Em comum
As centenas de fotos apresentadas neste vídeo foram feitas por pessoas que escolheram o mesmo local para compartilhá-lhas: o bom e velho Flickr.



"Você é único. Mas há sete bilhões de outras pessoas tão únicas quanto você."