25 outubro, 2014

 

O terrorismo eleitoral da Veja - 2

O ato de terrorismo eleitoral articulado pela Veja e seus parceiros ocultos sofreu mais um revés no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com a decisão favorável à presidente Dilma para que a revista publique o Direito de Resposta.
Confira:
DIREITO DE RESPOSTA
Veja veicula a resposta conferida à Dilma Rousseff, para o fim de serem reparadas as informações publicadas na edição nº 2397 - ano 47 - nº 44 - de 29 de outubro de 2014.
A democracia brasileira assiste, mais uma vez, a setores que, às vésperas da manifestação da vontade soberana das urnas, tentam influenciar o processo eleitoral por meio de denúncias vazias, que não encontram qualquer respaldo na realidade, em desfavor do PT e de sua candidata.
A Coligação "Com a Força do Povo" vem a público condenar essa atitude e reiterar que o texto repete o método adotado no primeiro turno, igualmente condenado pelos sete ministros do TSE, por terem sido apresentadas acusações sem provas.
A publicação faz referência a um suposto depoimento de Alberto Youssef, no âmbito de um processo de delação premiada ainda em negociação, para tentar implicar a Presidente Dilma Rousseff e o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ilicitudes. Ocorre que o próprio advogado do investigado, Antônio Figueiredo Basto, rechaça a veracidade desse relato, uma vez que todos os depoimentos prestados por Yousseff foram acompanhados por Basto e/ou por sua equipe, que jamais presenciaram conversas com esse teor.

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Sucedâneo

Diz-se do medicamento que pode substituir outro porque produz aproximadamente os mesmos efeitos. Ou, por extensão, da coisa que pode substituir outra de mesma qualidade.


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Com o capacete (mas sem chifres)

O que um viking faria sem o seu capacete com chifres numa batalha?
Pense em usar um desses capacetes numa batalha.
Os chifres seriam alvos fáceis para o oponente acertar em sua cabeça, para levá-lo ao chão e para imobilizá-lo enquanto corta a sua garganta.
Um elmo com chifres, portanto, seria uma péssima ideia para um guerreiro viking.
É, por isso, que arqueólogos e paleontólogos nunca os encontraram em campos de batalhas dos vikings.
Assim, não há evidências de que tais elmos fossem por eles utilizados. Foram poetas e ilustradoras --- pessoas conhecidas por não ligarem muito para fatos reais --- que começaram a ver chifres em cabeça de viking. (*) Isso, já no final do século 19, quando os vikings não podiam mais pedir a correção desse engano.

No Wikipédia
"Muitos dizem que os vikings usavam elmos com chifres pois receavam, pelas suas crenças, de que o céu lhes pudesse vir a cair nas cabeças. Apesar desta conhecida imagem a respeito deles - que na realidade era uma crença celta e não nórdica - eles jamais utilizaram tais elmos. Essas características não passam de uma invenção artística das óperas do século XIX, que reforçavam as nacionalidades, no Romantismo, e que visavam a resgatar a imagem dos vikings como bárbaros cruéis, pois sua aparência era incerta. Os capacetes que os vikings verdadeiramente utilizavam eram cônicos e sem chifres (como se pode ver na imagem do "timoneiro viking", ao lado). Não existe qualquer tipo de evidência científica (paleográfica, histórica, arqueológica, epigráfica) de que os escandinavos da Era Viking tenham utilizado capacetes córneos. As artes plásticas e a literatura auxiliaram a divulgação dos estereótipos sobre os vikings, principalmente depois de 1880."

(*) Lembrar-me de incluir o presunto enlatado da Hormel Foods (a partir de 1930).

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24 outubro, 2014

 

O terrorismo eleitoral da Veja

Transcrição da fala da presidente Dilma sobre a última reportagem de capa da revista Veja:
"Meus amigos e minhas amigas, eu gostaria de encerrar minha campanha na TV de outra forma, mas não posso me calar frente a esse ato de terrorismo eleitoral articulado pela revista Veja e seus parceiros ocultos. Uma atitude que envergonha a imprensa e agride a nossa tradição democrática. Sem apresentar nenhuma prova concreta e mais uma vez baseando-se em supostas declarações de pessoas do submundo do crime, a revista tenta envolver a mim e ao presidente Lula nos episódios da Petrobras que estão sob investigação da justiça. Todos os eleitores sabem da campanha sistemática que a revista move há anos contra Lula e contra mim, mas dessa vez a Veja excedeu todos os limites. Desde que começaram as investigações sobre ações criminosas do Senhor Paulo Roberto Costa eu tenho dado total respaldo a Policia Federal e ao Ministério Público até a sua edição de hoje, às vésperas das eleições que em todas as pesquisas, apontam a minha nítida vantagem sobre meu adversário a maledicência da Veja tentava insinuar que eu poderia ter sido omissa na apuração dos fatos. Isso já era um absurdo, isso já era uma tremenda injustiça, hoje a revista excedeu todos os limites da decência e da falta de ética pois insinua que eu teria conhecimento prévio dos maus feitos na Petrobras e que o presidente Lula seria um de seus articuladores. A revista comete esta barbaridade, esta infâmia contra mim e contra o presidente Lula sem apresentar a mínima prova. Isso é um absurdo, isso é um crime, é mais do que clara a intenção malévola da Veja de interferir de forma desonesta e desleal nos resultados das eleições. A começar pela antecipação da edição semanal para hoje, sexta-feira, quando normalmente chega às para as bancas no domingo, mas como das outras vezes e nas outras eleições, Veja vai fracassar no seu intento criminoso, a única diferença é que dessa vez ela não ficará impune. A justiça livre desse país seguramente vai condená-la por esse crime. Ela e seus cúmplices tão pouco conseguirão sucesso no seu intento criminoso. O povo brasileiro tem maturidade suficiente para discernir entre a mentira e a verdade. O povo brasileiro sabe que não compactuo e nunca compactuei com a corrupção. A minha história mostra isso. Farei o necessário doa a quem doer, de investigar e de punir quem mexe com o patrimônio do povo. Sou uma defensora intransigente da liberdade de imprensa, mas a consciência livre da nação não pode aceitar que mais uma vez se divulgue falsas denúncias no meio de um processo eleitoral em que o que está em jogo é o futuro do Brasil. Os brasileiros darão sua resposta à Veja e seus cúmplices nas urnas e eu darei minha resposta na justiça." VÍDEO
Blogosfera
[1] A capa criminosa da Veja desta semana |  [2] Como funciona a "venda casada" entre a Veja e o JN |  [3] Ley de Medios começou: Dilma vai processar a Veja |  [4] PSDB em desespero: Veja tenta última cartada |  [5] Golpe de Veja forçará redemocratização da mídia | [6] Aposta da Veja é terceiro turno golpista | [7] A última tacada da Editora Abril | [8] Golpe midiático em marcha: Globo entra hoje no 'escândalo' da Veja | [9] Credibilidade da Veja vira piada nas redes
O valor da mentira e coisas afins
"Golbery do Couto e Silva dizia que a mentira tem mais valor que a verdade. A verdade é monótona, tem uma só leitura. Já a mentira traz um enorme conjunto de informações a serem pesquisadas, as intenções do mentiroso, a maneira como a mentira foi montada." ~ Luis Nassif
"Prova não é a palavra de ninguém – gravada, escrita ou dita em público. Porque o ser humano pode dizer qualquer coisa que imagine que vá beneficiá-lo ou prejudicar um opositor. Imagine que alguém queira destruir moralmente você. Ele afirma que você é pedófilo, por exemplo. Grava um vídeo e coloca no YouTube. O fato de ele haver falado que você é pedófilo não prova nada, evidentemente. Você o processa. A Justiça vai pedir provas. Se o difamador não as tiver, estará diante de uma encrenca considerável. O raciocínio acima não vale, infelizmente, para o jornalismo, dada a influência que as empresas de mídia exercem sobre a Justiça no Brasil. Mas vale em sociedades mais avançadas. O caso clássico, neste capítulo, é o de Paulo Francis." ~ Paulo Nogueira
"É hora de tratar os barões da mídia como de fato são: inimigos! Não do PT e da esquerda; inimigos de um projeto social generoso, inimigos da Democracia. Os barões da mídia representam o atraso, o preconceito, são o partido de direita no Brasil. Um partido extremista, que precisa ser enfrentado, e derrotado. Nas urnas e nas ruas." ~ Rodrigo Vianna

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A cerveja azul

Há cervejas artesanais, exclusivas e até cervejas descritas como funk (seja lá o que isso signifique aqui).
Mas, quando você pensava que já tinha visto de tudo, descobre que há também a cerveja azul. Como a que é produzida pela cervejaria Abashiri (também conhecida por fabricar a Bilk, uma mistura de cerveja e leite), de Hokkaido.
A cerveja azul é feita com a água proveniente de icebergs derretidos do Mar de Okhotsk, ao largo da costa do Japão, flores locais e algas azuis, obviamente.
Firebox

No Brasil
Governo e produtores de cerveja chegaram a um acordo sobre a nova composição da cerveja a partir de 2015. Ficou decidido que produtos de origem animal (leite e mel) e vegetal (frutas, ervas e flores) podem ser utilizados no processo de fabricação dessa bebida.

No Blog
Quando o mel vira "mé" |  Sagres Preta Chocolate |  A primeira cerveja de cana do mundo | A cerveja em pó

Bônus
Pergaminho (do Bar Morto?) com "A História da Cerveja"

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Quando as calças foram inventadas?

Nos dias atuais, as calças são a nossa roupa de escolha. Mas, há muitos anos, nossos ancestrais usavam túnicas, mantos e vestidos, até que alguém decidiu que não queria mais ter a saia levantada pelo vento...
Teria sido isso?
Se não, o que então motivou essa mudança? E desde quando, exatamente, a calça de duas pernas se tornaria um item do vestuário humano?
Uma recente descoberta arqueológica nos dá uma pista. Os arqueólogos Ulrike Beck e Mayke Wagner, do Instituto Arqueológico de Berlim, escavando duas sepulturas antigas em um cemitério na região de Xinjiang, na China, descobriram, entre os restos mortais sepultados, duas calças de lã bem preservadas. A datação por radiocarbono, com resultados entre 3000 e 3300 anos de idade, identificou-as como as mais antigas calças descobertas até o momento.
Esse período de tempo corresponde ao surgimento do "pastoreio móvel" na Ásia Central. Quando povos nômades, montados a cavalo, começaram a mover seus rebanhos entre pastagens cada vez mais distantes. Túnicas e vestes assemelhadas não eram confortáveis ​​nem propícias a longas cavalgadas, nem a batalhas. Então, eles criaram as calças.
"A invenção das vestes inferiores bifurcadas para o corpo está relacionada com essa nova época de maior mobilidade", escrevem Beck e Wagner nas conclusões de seu artigo. Eles acreditam inclusive que as calças são, de fato, predecessoras das atuais calças de montaria. Pois, junto com as calças, os túmulos também continham instrumentos de equitação como rédeas e chicotes.

Why Did We Invent Pants? In: mental_floss

Bônus
Como colocar suas calças sem usar as mãos


Calça Jeans, Qual é o problema com as calças verdes e Calça baixa x Calça alta


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23 outubro, 2014

 

Em runas

Runas são os caracteres do alfabeto usado pelos vikings e por outros povos germânicos do segundo ao décimo quinto século d.C.
Algumas runas lembram vagamente as letras do nosso alfabeto, outras parecem mais com símbolos. Todas tinham significados para os povos da Europa do Norte, que as esculpiam em monumentos - nas chamadas pedras rúnicas - e também em ossos, madeiras, metais e pergaminhos.
Abaixo, o endereço de um site interativo em que você pode ver como ficam nomes de até 20 caracteres escritos em runas.

www.pbs.org/wgbh/nova/ancient/write-your-name-in-runes

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O homem e a lesma do mar

1 "O fenômeno (respiração) desenvolve-se em quatro grandes palcos: o meio ambiente, as entradas e as saídas do corpo humano (pulmões, tubo digestivo e rins), a circulação, e as células, representadas pelas mitocôndrias.
No meio ambiente, seis moléculas de água juntam-se a seis moléculas de CO2 para formar uma molécula de glicose. Esta reação, bem conhecida como fotossíntese, só ocorre em presença de energia solar e ao nível de folhas verdes. A importância ímpar da fotossíntese reside no fato de que, ao se formar a molécula de glicose, uma parcela da energia solar é nela envolucrada. E o oxigênio, simultaneamente produzido, é a "chave" que assegura a oportuna abertura deste envólucro.
No pulmão dá-se a captação do oxigênio, produzido pela fotossíntese, e a sua transposição para o sangue. No tubo digestivo dá.se a captação da glicose, também produzida pela fotossíntese, e a sua transferência, também para o sangue.
Cabe ao aparelho circulatório, na terceira etapa do processo, levar o oxigênio e a glicose a todas as células do organismo.
Ao nível das células, no interior das mitocôndrias, uma molécula de glicose e seis moléculas de oxigênio reagem entre si. Nesta reação, abre-se a molécula de glicose e dela sai a energia solar de que era portadora.
Os subprodutos da reação mitocondrial, seis moléculas de CO2, e seis moléculas de água, são apanhadas pelo sangue e, através, respectivamente, dos pulmões e dos rins, retornam ao meio ambiente para iniciar uma nova reação de fotossíntese.
O processo respiratório, como acima se resume, é o processo escolhido pela Criação para fazer de cada um de nós uma máquina biológica movida a energia solar." – Mario Rigatto

Extraído de Os seis corações do homem: Um ensaio, Publicações SBC



2 Esta lesma do mar é movida a energia solar.
Ela come algas e incorpora os cloroplastos das algas em seus próprios tecidos.
Eventualmente, ela para completamente de comer e passa a viver às custas (leia-se: diretamente) da energia solar.

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22 outubro, 2014

 

Vamos conversar?

"O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê penas severas para o motorista que dirige embriagado. Ele perde a carteira de motorista e responderá a processos se for apanhado dirigindo bêbado. No entanto, como costuma acontecer em nosso País, não há fiscalização efetiva sobre os transgressores. Parece não existir, ainda, por parte das autoridades e dos cidadãos, a preocupação com o fato de que o álcool é a grande causa de mortes no trânsito, e isso impede a adoção de medidas efetivas para resolver o problema."


Estudos da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego revelam que, do total de acidentes de trânsito no Brasil, trinta por cento dos casos envolveram o uso de bebidas alcoólicas. Se considerarmos os casos de acidente de trânsito que resultaram em mortes, os números são ainda mais alarmantes. O Ministério da Saúde relata que cinquenta por cento das mortes ocorridas por consequência de acidentes de trânsito estariam relacionadas à ingestão de bebidas alcoólicas por condutores de veículos automotores.
Fonte

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Pitagórica - 3

Igualdade de oportunidades - O teorema de Pitágoras funciona para todas as formas semelhantes e não apenas para os quadrados.

Na figura acima, A + B = C.
Futility Closet

Pitagóricas: 1 e 2

Slideshows do PG -Apresentação 341

Fanático por pizzas?
Atualize-se com as últimas novidades que foram criadas para pessoas como você.
PIZZAMANIA
Outros slideshows:
PIZZA e COMO CORTAR UMA PIZZA

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Um olhar para o passado


O quarto de um militar francês é mantido inalterado até hoje – 96 anos depois de sua morte na Primeira Guerra Mundial
De sua casa, na aldeia de Bélâbre, França, Hubert Rochereau obedientemente marchou para a guerra. Ele serviu como segundo tenente no 15º Regimento e, em 26 de abril de 1918, Rochereau morreu devido aos ferimentos sofridos numa batalha contra os alemães em Loker, Bélgica. Por sua coragem, a França lhe concedeu postumamente a Cruz de Guerra e a Legião de Honra.
Os pais de Rochereau ficaram inconsoláveis. Eles mantiveram em sua casa o quarto do filho morto da maneira que este o deixou ao partir para a guerra. Quando eles se mudaram em 1935, foi estipulado no contrato de venda que o quarto deveria permanecer como estava por, pelo menos, 500 anos.
Essa exigência era legalmente duvidosa, mas os novos proprietários respeitaram os desejos do casal enlutado. Como ainda faz o atual proprietário desde que herdou a casa de seus avós.
Neatorama

Pedaço de canção
"A saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu." ~ Chico Buarque

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21 outubro, 2014

 

Prefácios interessantíssimos

O "prefácio interessantíssimo" é o prefácio de Mário de Andrade ao seu próprio livro Pauliceia Desvairada, considerado a base do modernismo brasileiro. O prefácio não fala do livro, mas sim de uma atitude geral perante a literatura. É uma espécie de manifesto poético, em versos livres. No início do prefácio, ele próprio denuncia a sua atitude. Depois de afirmar que "está fundado o Desvairismo", afirma que o seu texto é meio a sério, meio a brincar. O que lhe dá um caráter inconfundível de, por um lado, programa poético e, por outro, paródia. Assim o sério e o divertimento se misturam num todo sem fronteiras definidas. Repare-se, ainda, que é um texto muito assertivo, provocativo e polêmico, como é característico do Modernismo.
+ + +
Sobre um certo historiador
"Ele nunca completou a sua História de Éfeso, mas seu nome foi mencionado em vários prefácios." ~ W. Craddle

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O relógio do cão

Se um "ano cão" é equivalente a sete anos humanos, então o tempo passa sete vezes mais rapidamente para os cães do que para os seres humanos.
Em 1990, Rodney Metts inventou um relógio que refletindo esta relação, avançava em sete vezes a velocidade normal.
Esta é uma dica tanto para você quanto para o seu animal de estimação:
Se um cão é mantido trancado no porão de uma casa durante oito ou nove horas, por exemplo, enquanto o seu dono está ausente, o tempo decorrido no relógio do cão será de 56 a 63 horas ou cerca de dois dias e meio. Um passeio de uma hora em um automóvel irá registrar sete horas em um relógio do cão. Assim, o valor em "tempo cão" de uma atividade humana vai se tornar logo aparente.
Acima está é uma figura que ilustra a patente do invento. O item 10 é o cão.
Fast Forward, Futility Closet

Vá nessa
A caixa de aventuras

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20 outubro, 2014

 

Entrevista de Dilma à CartaCapital

247 - A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff concedeu uma entrevista à revista Carta Capital que chega às bancas nesta semana. Na publicação, Dilma aborda temas que vão desde as denúncias de corrupção contra o seu governo até os mecanismos criados pelos governos Lula e Dilma para punir corruptores e corruptos, passando pelas relações internacionais e pelo ensino profissionalizante. Ela também falou sobre o que ela considera uma campanha para desmoralizar a Petrobras orquestrada pela oposição e sobre o combate à inflação.
Segundo a presidente, o combate à corrupção foi intensificado no seu governo, ao contrário do que acontecia quando o PSDB governava o País com Fernando Henrique Cardoso ocupando a Presidência da República. Dilma relembrou que a figura do Procurador Geral da República acabou conhecida como Engavetador Geral da República, um "apelido dado por nós (PT)".
Dilma disse, ainda que o foro privilegiado foi uma criação de FH. Na entrevista, ela também questiona o fato do PSDB taxar o PT e muitos de seus membros como corruptos quando envolvidos em escândalos que envolvem o PSDB, como o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o ex-parlamentar Demóstenes Torres, não são sequer citados.
Dilma também criticou a pressa tucana em "nomear" ministros. "Por que o senhor Armínio Fraga foi "empossado" antecipadamente? O PSDB diz: com a mesma receita e o mesmo cozinheiro farei o mesmo prato", disse a presidente. Sobre a afirmação de Armínio de que a crise teria acabado, a presidente foi irônica.
"Ele diz que a crise acabou. Talvez por considerar que uma crise acaba quando os problemas dos bancos americanos cessam". "Com eles, numa crise menos grave que a atual, os juros chegaram a 45% e o desemprego a 15%, e o Governo foi de pires na mão ao FMI".
A situação da Petrobras também foi abordada e, segundo a presidente, atrelar o preço do petróleo ao mercado internacional só beneficiaria os acionistas nacionais e estrangeiros em detrimento da maioria da população. Dilma também atacou o que considera uma disputa para desmoralizar a estatal permitindo a exploração das camadas do pré-sal por empresas internacionais.
Um dos pontos centrais da campanha tucana para desacreditar o governo Dilma reside no combate à inflação. Neste ponto, Dilma foi enfática ao afirmar que a proposta tucana de levar a inflação para o patamar de 3%, como prega o adversário Aécio Neves (PSDB), implicará uma taxa de juros de 25% e elevará o índice de desemprego para um patamar em torno de 15%.
Ela também questionou o fato de Aécio, ao longo de seu governo, ter assinado um terno de responsabilidade com o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) por não ter investido R$ 7,6 bilhões na Saúde e R$ 8 bilhões na Educação. "Como acreditar que Aécio terá compromisso como presidente, com educação e saúde, se não teve quando governou Minas?", pontuou.

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Centralizado

Os filmes de Wes Anderson apresentam uma enorme quantidade de fotos extremamente simétricas. Confiram-no no videoclipe que inseri nesta postagem.



Claramente, portanto, o Sr. Anderson é um obcecado pela simetria. Sem que isto signifique que ele ignore a regra dos terços da fotografia.
O que é a regra dos terços
É uma técnica utilizada em fotografia. Para utilizá-la, deve-se dividir a fotografia em 9 quadros, traçando 2 linhas horizontais imaginárias e 2 linhas verticais imaginárias, e posicionando nos pontos de cruzamento o que se deseja destacar para se obter uma foto equilibrada.
Os dois terços da imagem atingem o número 0,666, o qual se aproxima do comprimento da seção áurea de um segmento, que é 0,618, o número de ouro.
O que é a seção áurea
Aqui não é a Wikipédia.

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O maior ser vivo da Terra

Sob o solo da Floresta Nacional de Malheur, no leste do estado norte-americano do Oregon, um Armillaria ostoyae, popularmente conhecido como cogumelo do mel, nasceu como uma partícula minúscula, impossível de ser observada a olho nu, e foi estendendo seus filamentos, os rizomorfos, durante um período estimado de 2.400 anos, matando árvores enquanto se desenvolvia. Atualmente, o fungo cobre uma área de 880 hectares, equivalente a 1.220 campos de futebol. Sobre a superfície, o colosso se manifesta na forma de pequenos cogumelos de aparência inocente. O fungo subterrâneo, que foi lentamente abrindo caminho por entre as raízes das árvores, durante séculos, acabou se transformando no maior organismo vivo já encontrado no planeta.

Fontes: AE, Cyclopaedia e outras.

Fungos no Acta
183 - A doença dos caçadores de tatus, 222 - Pinturas microbianas, 433 - Corpo humano. A temperatura ideal, 444 - Páginas populares em livros medievais e 518 - A riqueza fúngica no corpo humano

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19 outubro, 2014

 

Matérias que farão você relembrar como era o Brasil

“Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la.”
Por isso, reunimos aqui as manchetes de algumas matérias da Folha de SP que retratam o Brasil real - de quando o País era governado pelo PSDB do FH e do Aécio.
Plataforma de R$ 1 bi afunda no mar. P-36 vai a pique, e Petrobras tenta conter o vazamento de óleo
Brasil ganha 717 favelas em 9 anos, revela IBGE. Aumento foi de 22,5%, e Grande SP reúne mais de um quarto dos 3.905 aglomerados
Governo retém 90% do investimento. Até agosto só foi usado R$ 1,2 bilhão dos R$ 12 bilhões disponíveis
Brasil é o 3º em desempregados. Salta de 1,68% para 5,61% do total de desempregados em 141 países
Êxodo esvazia 27% dos municípios. A população diminuiu em 1.501 cidades devido à situação na área rural, mostra Censo
FHC gastará em publicidade mais que em estradas.
Brasil perde 59 mil leitos em 7 anos. 
Governo acaba com cestas básicas. Programa que distribui comida a 8,6 milhões de pessoas é extinto por ser considerado excessivamente assistencialista
STF declara FHC "omisso" por não conceder reajuste. de acordo com tribunal, emenda obriga reposição anual de salários
Brasil é o 125º em ranking de saúde. Fica atrás de países como El Salvador e Butão, segundo relatório da OMS
País termina anos 90 tão desigual como começou.
Pobreza volta a crescer no Brasil.
Governo reteve verba contra seca. Programas recebem menos de 50% do previsto em 2000
Apagão é necessário, dizem elétricas.
Escassez de água supera projeção.

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Procura-se este carro

AVISO
A Patrulha da Fonteira dos Estados Unidos (United States Border Patrol) avisa a todos que está procurando um Chevy 1951, vermelho. Suspeita de que esse carro esteja sendo utilizado para contrabandear imigrantes ilegais ao longo da fronteira do México com os EUA.
Se você vir um veículo como o da foto abaixo, e tendo razões para acreditar que se trate do veículo que estamos procurando, colabore conosco: entrando imediatamente em contato com a Patrulha da Fronteira.

Bits and Pieces
A fronteira México-Estados Unidos

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A Europa curvou-se ante o Brasil

O feito de Alberto Santos Dumont, contornando a Torre Eiffel em seu balão dirigível n° 6, no dia 19.10.1901, inspirou diversas composições, entre as quais a marcha "A Conquista do Ar", sucesso de 1902. Uma criação de Eduardo das Neves, a canção glorifica o inventor da aviação em versos desbragadamente ufanistas, que o público da época adorou ("A Europa curvou-se ante o Brasil / e clamou parabéns em meigo tom / brilhou lá no céu mais uma estrela / apareceu Santos Dumont.").
Palhaço de circo, poeta, compositor e principalmente cantor, Eduardo das Neves foi o nosso artista negro mais popular no início do século. Pai do também compositor Cândido das Neves, deixou modinhas, lundus, cançonetas, sendo de sua autoria os versos em homenagem ao encouraçado Minas Gerais, feitos sobre a melodia da valsa "Vieni sul Mar", do folclore veneziano. VÍDEO COM LUCIANO PAVAROTTI
Aliás, ainda sobre a mesma melodia, o radialista Paulo Roberto escreveria, em 1945, nova letra exaltando o estado mineiro ("Lindos campos batidos de sol / ondulando num verde sem fim..."), mantendo o refrão popular ("Ó Minas Gerais / ó Minas Gerais / quem te conhece não esquece jamais...").
No auge da carreira, Dudu das Neves apresentava-se nos palcos de smoking azul e chapéu de seda (Figura: a capa da partitura da canção "A Conquista do Ar", de autoria de Eduardo das Neves, em homenagem a Santos Dumont).
Fonte: MPB CIFRANTIGA – c/ áudio

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18 outubro, 2014

 

Dentes por chifres

Vikings chegaram a fazer dinheiro com a venda de chifres de unicórnios para a realeza europeia. Valiam o peso em ouro.
Estavam nos copos que os monarcas bebiam e no cetro que eles empunhavam. Elizabeth disse ter pago 10 mil libras por um chifre de unicórnio, o preço de um castelo.
Os vikings nunca revelavam a origem dos chifres que vendiam. Na verdade, eram presas do narval.


O macho da baleia narval apresenta esse dente diferenciado, que cresce trançado e em linha reta para fora da cabeça do animal.
Para que serve essa presa?
Teoriza-se que seja um órgão do sentido.
Extraído de The Mistery of the Sea Unicorn, National Geographic

Ciência e Magia, Onde se esconde o unicórnio e Polo [Norte] aquático

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Letra de médico



Que são CAPTCHAS?

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17 outubro, 2014

 

A vingança de Vargas contra Lacerda

por Rodrigo Vianna, Portal Fórum
Se Dilma ganhar, essa eleição vai significar também a vingança de Getúlio Vargas contra o lacerdismo.
Sei que o tempo presente nos chama. Mas um pouco de História vai bem. Na verdade, vou falar de um passado que é presente.
Vocês sabem que Carlos Lacerda foi o governador do Rio (e jornalista, e dono de jornal) que fazia oposição violenta contra Getúlio Vargas e o trabalhismo – isso tudo lá nos anos 1950 e 1960.
Chamado de "O Corvo" pelos getulistas, Lacerda era bancado pelos EUA. E tinha apoio de uma classe média furiosa com os direitos trabalhistas, com a criação da Petrobrás e com a entrada em cena da “ralé” (que passava a definir eleições – votando em Vargas ou nos candidatos apoiados por ele).
Qual era o discurso de Lacerda? Vargas seria um “corrupto”, um “bandido comandando uma quadrilha”.
Isso lembra alguma coisa a vocês?
Em 1954, o cerco se apertou. A imprensa passou a falar em "Mar de Lama" no governo. Vargas foi cercado no palácio. E num gesto dramático (esse papo de que no Brasil não há conflitos, e de que tudo se resolve "na boa", é balela!) o presidente meteu uma bala no peito.
Ali, Vargas virou o jogo. O povão que começava a ser influenciado pela campanha midiática anti-Vargas, ficou do lado do morto.
Não preciso dizer que "O Globo" e quase toda a imprensa estavam ao lado de Lacerda contra Vargas. O povão queimou carros e gráfica da família Marinho em 1954 – para se vingar.
Pois bem, o conservadorismo brasileiro é tão pouco criativo que nem disfarça.
Saltemos ao século XXI… Em 2006 (quando o PSDB imaginava que Lula seria derrotado fragorosamente graças ao "Mensalão"), FH lamentava "a falta que faz um Carlos Lacerda para tocar fogo no palheiro".
Na falta de um Lacerda de verdade, o PSDB terceirizou (eles são bons nisso): surgiram dezenas de lacerdinhas nos jornais, rádios, TVs e na revista da marginal. São blogueiros e jornalistas que fazem a agitação verbal para o PSDB – reproduzindo o mesmo discurso que hoje escutamos nas ruas: "o PT é uma quadrilha que precisa ser escorraçada".
Na campanha de 2014, Aécio Neves surfa nessa onda. Aproveita também os erros do PT e – sem programa que não seja arrocho e desemprego – Aécio tenta ganhar a eleição no grito: "Fora, PT", "abaixo a corrupção".
No debate da Band, qual foi a grande "sacada" de Aécio? Dizer que o Brasil vive um "Mar de Lama".
Hehe… É a mesma palavra de ordem dos que levaram Vargas ao suicídio em 1954. A direita é a mesma.
Só que Dilma não vai meter bala no coração. Não. Dilma disparou de volta, na testa de Aécio.
O rapaz mineiro (que fala em meritocracia, mas vive do que herdou da família) ficou atônito quando Dilma falou nos casos de corrupção do PSDB, e falou no episódio do aeroporto construído dentro da fazenda de um tio de Aécio. Falou também dos casos de nepotismo (Aécio empregou meia dúzia de parentes no governo de Minas).


O rapaz perdeu o rebolado.
Se Aécio fosse um monge budista, ainda assim esse discurso moralista de que "todo o problema do Brasil é a corrupção" não faria sentido (e a desigualdade? e o racismo? e a violência policial? e o poder do sistema financeiro? e o poder da Globo? Nada disso importa, né…).
Mas, pior: Aécio não tem moral pra falar em corrupção. Nem em bons costumes. Ele é o típico falso moralista – acusado até de bater na mulher.
Verdade que o “Mar de Lama” de Aécio foi parar na capa do “Estadão”. O combalido diário paulistano vibrou: a Família Mesquita (dona do jornal, apesar de endividada) deve ter achado que voltaram os bons tempos: uma manchete com cheiro de anos 50.
Com seu “Mar de Lama”, Aécio cheira (oops!) a naftalina. É o passado que volta à cena, com um terno bonitinho e sotaque mineiro.
E o passado precisa ser derrotado de vez.
Dilma, como venho dizendo desde 2010, significa o (re)encontro do PT com o varguismo. Dilma traz a herança brizolista, trabalhista, foi do velho PDT. Ela se formou nessa tradição.
Se Dilma ganhar (e tem toda as condições para isso, numa batalha que será duríssima), será a vitória de Vargas contra Lacerda. Só que dessa vez o tiro será disparado contra o outro lado.
Um tiro no lacerdismo rastaquera de Aécio, com seus aeroportos feitos em fazendas da família, com seus parentes no governo, com sua irmãzinha que tenta calar a imprensa.
Lacerda ainda tinha estilo. Aécio só tem a Globo, a Veja e seus lacerdinhas amestrados.

Ler também:
O "mar de lama" à Aécio, por Paulo Nogueira, DCM

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Black heron

Que é isso?

Uma cegonha preta.
Este pássaro ao caçar abre as asas para aumentar a sombra que faz no pântano. Assim fica melhor para localizar as presas.

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Roscas

Achille Varzi C. , que é professor de Filosofia na Universidade de Columbia, Nova Iorque, tem interesse nas implicações filosóficas de buracos e vazios, o que o levou a uma investigação única sobre um subconjunto especial de entidades com buracos - ou seja, os donuts.
"Um donut sempre vem com um buraco. Se você acha que tem exceção, pode simplesmente não ser um donut. Não ser um donut, por definição. Rosquinhas sem buraco são como quadrados redondos ou maridos solteiros - algo sem sentido conceitual. Então, quando você compra um donut, você realmente compra duas coisas: o material comestível, mais o pequeno pedaço de vazio no meio. A compra é uma operação casada. Você não pode simplesmente pegar o donut e deixar o buraco na mercearia. Em outro sentido, no entanto, você pode querer insistir em que o material comestível é tudo o que existe - e que,portanto, o buraco é nada!"
Nas dez páginas de Doughnuts, o seu ensaio publicado em 2001, o professor Achille analisa os buracos das rosquinhas sob os mais diversos ângulos. Ele não só examina a topologia da rosquinha simples, como também introduz outras rosquinhas teoricamente possíveis: donuts com entalhes, bifurcados e com cavidades complexas e extravagantes.
Improbable Research

O caso jelly donut
Popular em diversos países, o jelly donut não tem o buraco no meio. Se o tivesse, não haveria lugar para colocar a geleia. Recheado e polvilhado com açúcar, esta variedade de "rosca" lembra o nosso sonho.

A evolução das rosquinhas

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16 outubro, 2014

 

Há consumo após o consumo?

O que diz o site Unconsumption sobre o assunto:
Consumo é uma palavra usada para descrever atos de aquisição - geralmente, a aquisição de coisas em troca de dinheiro.
Unconsumption ( tradução: "desconsumo") é uma palavra usada para descrever tudo o que acontece depois de um ato de aquisição. Significa a decisão de reciclar corretamente o seu velho celular, em vez de deixá-lo jogado em uma gaveta. Significa a emoção de encontrar um novo uso para algo que você estava prestes a jogar fora. Significa desfrutar ao máximo das coisas que você possui e não apenas no momento da aquisição. Significa o prazer de usar um par de tênis até ficar verdadeiramente gasto, ao contrário de descartá-lo porque saiu de moda Significa sentir-se bem com o simples ato de desligar as luzes ao sair da sala. O "desconsumo", por conseguinte, não é sobre a rejeição ou a demonização das coisas. Não é um monte de regras. É uma ideia, um conjunto de comportamentos, uma nova maneira de pensar sobre o próprio consumo a partir de uma perspectiva inédita.
Exemplo
Se você tem uma velha vara de pescar que não é mais útil pode integrá-la a fotos de suas pescarias na decoração de uma parede:

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A Sociedade de Autópsia


Alguns anos atrás, sábios de Paris organizaram uma sociedade de autópsia com o objetivo de aprofundar os conhecimentos sobre a estrutura e a fisiologia do cérebro, correlacionando as características intelectuais dos indivíduos necropsiadas com as aparências post mortem de seus cérebros.
A coisa toda foi considerada uma piada científica, mas a existência da sociedade foi um fato real para um de seus membros: M. Asseline, que, havendo falecido recentemente, teve o cérebro cuidadosamente examinado pelos companheiros sobreviventes, que fizeram um relatório completo dos resultados para a Sociedade de Antropologia de Paris.
O seguinte relato sobre o assunto encontra-se em Nature, de 14 de agosto de 1879, p. 377:
"M. Asseline morreu em 1878, com a idade de 49. Ele era um republicano e um materialista; possuía uma enorme capacidade de trabalho, grande faculdade de assimilação mental e uma memória extraordinariamente retentiva, e tinha uma disposição gentil, benevolente, gosto refinado e inteligência sutil. Como escritor, ele sempre demonstrou grande aprendizado, força incomum de estilo e elegância de dicção, e na sua relação com os outros era modesto, sensível e até mesmo tímido. No entanto, a autópsia mostrou circunvoluções espessas e grosseiras, que M. Broca diria serem características de um cérebro inferior. A fossa ou depressões, especialmente a parieto-occipital esquerda, estavam muito marcadas, que Gratiolet as consideraria de um personagem símio e um sinal de inferioridade cerebral frequentemente encontrados em mulheres (sic) e em alguns homens de inferioridade intelectual indiscutível. Os ossos cranianos eram, em alguns pontos, finos e translúcidos, a sutura frontal não era totalmente ossificada, e um grau de assimetria se manifestava, com destaque, na região frontal direita. Pesava o cérebro 1.468 gramas, ou seja, cerca de 60 gramas acima da média dada por M. Broca para a idade de M. Asseline. As aparentes contradições entre o peso do cérebro e o caráter marcado das depressões parieto-occipitais, atraíram muita atenção, e os membros da Société d'Anthropologie foram seriamente convidados por M. Hovelacque para, em prol da ciência, se juntarem à Société d'Autopsie, com a qual a antropologia já estava em dívida por muitas observações importantes."
Chicago Medical Journal and Examiner, citado em New Orleans Medical and Surgical Journal, de janeiro de 1880

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15 outubro, 2014

 

O melhor e o pior na Rede

MARK ZUCKERBERG E ESPOSA DOAM US$ 25 MILHÕES PARA A LUTA CONTRA O EBOLA. Dinheiro vai para centros norte-americanos que atuam no combate à doença. "Esperamos que ajude a salvar vidas", declarou o CEO do Facebook. Link
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DONA DO EBOLA.COM VENDE DOMÍNIO POR US$ 150 MIL. A Blue String Ventures, sediada em Nevada (EUA), aproveita a epidemia da doença na África e o surgimento de casos em outros lugares para vender o endereço do site ebola.com. "Preço poderá subir se a epidemia piorar ainda mais", diz executivo da empresa. Link

Slideshows do PG – Apresentação 340
O MUNDO DAS COISAS INVISÍVEIS

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Caí do mundo e não sei voltar

Eduardo Galeano, Tribuna da Internet
O que acontece comigo é que não consigo andar pelo mundo pegando coisas e trocando-as pelo modelo seguinte só por que alguém adicionou uma nova função ou a diminuiu um pouco…
Não faz muito, com minha mulher, lavávamos as fraldas dos filhos, pendurávamos na corda junto com outras roupinhas, passávamos, dobrávamos e as preparávamos para que voltassem a serem sujadas.
E eles, nossos nenês, apenas cresceram e tiveram seus próprios filhos se encarregaram de atirar tudo fora, incluindo as fraldas. Se entregaram, inescrupulosamente, às descartáveis!
Sim, já sei. À nossa geração sempre foi difícil jogar fora. Nem os defeituosos conseguíamos descartar! E, assim, andamos pelas ruas, guardando o muco no lenço de tecido, de bolso.
Nããão! Eu não digo que isto era melhor. O que digo é que, em algum momento, me distraí, caí do mundo e, agora, não sei por onde se volta.
O mais provável é que o de agora esteja bem, isto não discuto. O que acontece é que não consigo trocar os aparelhos de som uma vez por ano, o celular a cada três meses ou o monitor do computador por todas as novidades.
Guardo os copos descartáveis! Lavo as luvas de látex que eram para usar uma só vez. Os talheres de plástico convivem com os de aço inoxidável na gaveta dos talheres! É que venho de um tempo em que as coisas eram compradas para toda a vida!
É mais! Se compravam para a vida dos que vinham depois! A gente herdava relógios de parede, jogos de copas, vasilhas e até bacias de louça.
E acontece que em nosso, nem tão longo matrimônio, tivemos mais cozinhas do que as que havia em todo o bairro em minha infância, e trocamos de refrigerador três vezes.
Nos estão incomodando! Eu descobri! Fazem de propósito! Tudo se lasca, se gasta, se oxida, se quebra ou se consome em pouco tempo para que possamos trocar. Nada se arruma. O obsoleto é de fábrica.
Aonde estão os sapateiros fazendo meia-solas dos tênis Nike? Alguém viu algum colchoeiro encordoando colchões, casa por casa? Quem arruma as facas elétricas? o afiador ou o eletricista? Haverá teflon para os funileiros ou assentos de aviões para os talabarteiros?
Tudo se joga fora, tudo se descarta e, entretanto, produzimos mais e mais e mais lixo. Outro dia, li que se produziu mais lixo nos últimos 40 anos que em toda a história da humanidade.
Quem tem menos de 30 anos não vai acreditar: quando eu era pequeno, pela minha casa não passava o caminhão que recolhe o lixo! Eu juro! E tenho menos de … anos! Todos os descartáveis eram orgânicos e iam parar no galinheiro, aos patos ou aos coelhos (e não estou falando do século XVII). Não existia o plástico, nem o nylon. A borracha só víamos nas rodas dos autos e, as que não estavam rodando, as queimávamos na Festa de São João. Os poucos descartáveis que não eram comidos pelos animais, serviam de adubo ou se queimava..
Desse tempo venho eu. E não que tenha sido melhor…. É que não é fácil para uma pobre pessoa, que educaram com “guarde e guarde que alguma vez pode servir para alguma coisa”, mudar para o “compre e jogue fora que já vem um novo modelo”.
Troca-se de carro a cada três anos, no máximo, por que, caso contrário, és um pobretão. Ainda que o carro que tenhas esteja em bom estado… E precisamos viver endividados, eternamente, para pagar o novo!!! Mas… por amor de Deus!
Minha cabeça não resiste tanto. Agora, meus parentes e os filhos de meus amigos não só trocam de celular uma vez por semana, como, além disto, trocam o número, o endereço eletrônico e, até, o endereço real.
E a mim que me prepararam para viver com o mesmo número, a mesma mulher e o mesmo nome (e vá que era um nome para trocar). Me educaram para guardar tudo. Tuuuudo! O que servia e o que não servia. Por que, algum dia, as coisas poderiam voltar a servir.
Acreditávamos em tudo. Sim, já sei, tivemos um grande problema: nunca nos explicaram que coisas poderiam servir e que coisas não. E no afã de guardar (porque éramos de acreditar), guardávamos até o umbigo de nosso primeiro filho, o dente do segundo, os cadernos do jardim de infância e não sei como não guardamos o primeiro cocô.
Como querem que entenda a essa gente que se descarta de seu celular há poucos meses de o comprar? Será que quando as coisas são conseguidas tão facilmente, não se valorizam e se tornam descartáveis com a mesma facilidade com que foram conseguidas?
Em casa tínhamos um móvel com quatro gavetas. A primeira gaveta era para as toalhas de mesa e os panos de prato, a segunda para os talheres e a terceira e a quarta para tudo o que não fosse toalha ou talheres. E guardávamos…
Como guardávamos!! Tuuuudo!!! Guardávamos as tampinhas dos refrescos!! Como, para quê? Fazíamos limpadores de calçadas, para colocar diante da porta para tirar o barro. Dobradas e enganchadas numa corda, se tornavam cortinas para os bares. Ao fim das aulas, lhes tirávamos a cortiça, as martelávamos e as pregávamos em uma tabuinha para fazer instrumentos para a festa de fim de ano da escola.
Tuuudo guardávamos! Enquanto o mundo espremia o cérebro para inventar acendedores descartáveis ao término de seu tempo, inventávamos a recarga para acendedores descartáveis. E as Gillette até partidas ao meio se transformavam em apontadores por todo o tempo escolar. E nossas gavetas guardavam as chavezinhas das latas de sardinhas ou de corned-beef, na possibilidade de que alguma lata viesse sem sua chave.
E as pilhas! As pilhas dos primeiros rádios Spica passavam do congelador ao telhado da casa. Por que não sabíamos bem se se devia dar calor ou frio para que durassem um pouco mais. Não nos resignávamos que terminasse sua vida útil, não podíamos acreditar que algo vivesse menos que um jasmim. As coisas não eram descartáveis. Eram guardáveis.
Os jornais!!! Serviam para tudo: para servir de forro para as botas de borracha, para por no piso nos dias de chuva e por sobre todas as coisa para enrolar.
Às vezes sabíamos alguma notícia lendo o jornal tirado de um pedaço de carne!!! E guardávamos o papel de alumínio dos chocolates e dos cigarros para fazer guias de enfeites de natal, e as páginas dos almanaques para fazer quadros, e os conta-gotas dos remédios para algum medicamento que não o trouxesse, e os fósforos usados por que podíamos acender uma boca de fogão (Volcán era a marca de um fogão que funcionava com gás de querosene) desde outra que estivesse acesa, e as caixas de sapatos se transformavam nos primeiros álbuns de fotos e os baralhos se reutilizavam, mesmo que faltasse alguma carta, com a inscrição a mão em um valete de espada que dizia “esta é um 4 de copas”.
As gavetas guardavam pedaços esquerdos de prendedores de roupa e o ganchinho de metal. Ao tempo esperavam somente pedaços direitos que esperavam a sua outra metade, para voltar outra vez a ser um prendedor completo.
Eu sei o que nos acontecia: nos custava muito declarar a morte de nossos objetos. Assim como hoje as novas gerações decidem matá-los tão-logo aparentem deixar de ser úteis, aqueles tempos eram de não se declarar nada morto: nem a Walt Disney!!!
E quando nos venderam sorvetes em copinhos, cuja tampa se convertia em base, e nos disseram: Comam o sorvete e depois joguem o copinho fora, nós dizíamos que sim, mas, imagina que a tirávamos fora!!! As colocávamos a viver na estante dos copos e das taças. As latas de ervilhas e de pêssegos se transformavam em vasos e até telefones. As primeiras garrafas de plástico se transformaram em enfeites de duvidosa beleza. As caixas de ovos se converteram em depósitos de aquarelas, as tampas de garrafões em cinzeiros, as primeiras latas de cerveja em porta-lápis e as cortiças esperaram encontrar-se com uma garrafa.
E me mordo para não fazer um paralelo entre os valores que se descartam e os que preservávamos. Ah!!! Não vou fazer!!!
Morro por dizer que hoje não só os eletrodomésticos são descartáveis; também o matrimônio e até a amizade são descartáveis. Mas não cometerei a imprudência de comparar objetos com pessoas.
Me mordo para não falar da identidade que se vai perdendo, da memória coletiva que se vai descartando, do passado efêmero. Não vou fazer.
Não vou misturar os temas, não vou dizer que ao eterno tornaram caduco e ao caduco fizeram eterno.
Não vou dizer que aos velhos se declara a morte apenas começam a falhar em suas funções, que aos cônjuges se trocam por modelos mais novos, que as pessoas a que lhes falta alguma função se discrimina o que se valoriza aos mais bonitos, com brilhos, com brilhantina no cabelo e glamour.
Esta só é uma crônica que fala de fraldas e de celulares. Do contrário, se misturariam as coisas, teria que pensar seriamente em entregar à bruxa, como parte do pagamento de uma senhora com menos quilômetros e alguma função nova. Mas, como sou lento para transitar este mundo da reposição e corro o risco de que a bruxa me ganhe a mão e seja eu o entregue…
Eduardo Galeano, jornalista e escritor uruguaio. É o autor de "As veias abertas da América Latina".
► O 15 de outubro foi instituído como Dia do Consumo Consciente pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), em 2009, para despertar a consciência do público para os problemas sociais, econômicos, ambientais e políticos causados pelos padrões de produção e consumo excessivos e insustentáveis ora praticados.

21/10/2014 - Correspondência
Leitor disse...
Este artículo, al igual que (nos) ESTAMOS CONSUMIENDO (http://www.marcianoduran.com.uy/?p=1388), no pertenecen a Eduardo Galeano.

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14 outubro, 2014

 

Ah, é sim!

por Flávio Aguiar, para a Rede Brasil Atual, publicado em 12/10/2014, 
com o título de Dez coisas que o Brasil vai perder se eleger Aécio Neves

[...] Aqui está uma lista do que o Brasil vai perder caso Aécio Neves seja eleito presidente, com Armínio Fraga como seu braço direito na economia.
1) Empregos – Aécio e Armínio costumam falar coisas vagas, imprecisas. Mas nisto Armínio foi muito claro: mais desemprego não faria mal ao país. Por quê? Porque na visão deste tipo de economista o desemprego ajuda a comprimir os salários para baixo, e isto torna o Brasil "mais competitivo". Ou seja, eles pensam no modelo que está devastando as economias europeias, levando-as à recessão prolongada e atingido sobretudo os mais jovens.
2) Salários – Esqueça qualquer política de valorização do salário mínimo, dos salários em geral, das pensões e aposentadorias, da participação dos assalariados na renda nacional. As políticas sociais serão reduzidas, no mínimo. Tudo isto, que hoje faz o Brasil ser considerado um sucesso internacional, é condenável do ponto de vista desta visão econômica ortodoxa.
3) Poder aquisitivo – Em consequência, o poder aquisitivo da população é rebaixado. A economia entra em recessão para quem tem menos, embora possa até "melhorar" para quem já tem mais. É como o tipo de política que os conservadores estão mantendo e anunciando o aprofundamento na Inglaterra: compressão dos créditos, da disponibilidade monetária e da ajuda social para os mais pobres (pronunciamento do chanceler econômico inglês, George Osborne, que pode ser lido em The Guardian). Tudo em nome da “austeridade”.
Sim: "austeridade" para quem já leva uma vida austera; abono para quem já desfruta de uma vida abonada.
4) Investimentos produtivos – A prometida e esperada política de juros elevados se destina a favorecer e manipular a especulação com os títulos da dívida pública. Assim foi no governo FHC (que também "desfrutou" de uma altíssima taxa de desemprego, por exemplo, 25% em Salvador, atingindo também sobretudo os mais jovens).
Portanto, o ideal deste tipo de economia é tornar o Brasil atraente para os capitais especulativos – aqueles que se volatilizam e vão embora assim que surge a menor contrariedade ou aparecem praças mais atraentes. Como aconteceu na Irlanda, na Islândia, em Chipre e outros países que se tornaram momentaneamente as meninas dos olhos deste tipo de especulação.
Já os investimentos em setores produtivos exigem um controle e uma orientação dada pelo Estado e sinalizada (apoiada e garantida) pelos bancos públicos, justamente o setor que o tipo de política prevista por Aécio e Armínio quer restringir e coibir.
5) Infraestrutura – Esqueça. Este tipo de investimento, absolutamente necessário para garantir a dinâmica da economia e da vida brasileiras depende desta capacidade de garantir sua continuidade e orientação pelo setor público.
O Brasil necessita de estradas, portos, aeroportos, rede ferroviária, transporte urbano, saneamento, hidrovias, energia, revitalização do seu setor industrial. Isto só é possível se houver um projeto claro e de longo prazo para o país. Para visões como as de Aécio e Armínio, o Brasil não é um projeto: é uma praça, um mercado a ser explorado.
6) Mobilidade – Este foi um dos grandes temas das manifestações de junho. Sem investimentos adequados em infraestrutura, não vai haver melhor transporte nem melhor circulação urbana, nada disso. Mas “mobilidade” não significa apenas transporte: significa também mobilidade social, investimento em educação, em acesso a ela, à universidade, programas de apoio a ela em todos os níveis simultaneamente. Se o programa dos candidatos Aécio e Armínio preveem a diminuição do poder de intervenção do Estado, adeus tais investimentos.
7) Reforma política – Que reforma política poderá fazer um partido cuja aliança histórica principal foi com o DEM, ex-PFL, o velho coronelismo travestido de liberalismo, que manietava o Nordeste quase inteiro. Aliás, este é um tema interessante: para um certo tipo de pensamento preconceituoso, nordestino não sabe votar quando passa a votar em frentes populares; quando votava no PFL, era a gema das eleições brasileiras.
8) Luta contra a corrupção - Quem precisa de total autonomia não é o Banco Central, mas sim a Polícia Federal, como tem acontecido nos últimos anos. Nunca a Polícia Federal foi tão ativa em levantamentos de casos de corrupção e dos chamados crimes do colarinho branco.
Já nos tempos de FHC a dinâmica da PF era muito menor, vivíamos sob o programa do "Engavetador Geral da República", lembra-se? Aliás, o número de CPI engavetadas pelas maiorias do PSDB e seus aliados em São Paulo e Minas é inigualável.
9) Segurança – Se você acha que aumentar a segurança é baixar a idade penal, pode tirar ou pôr o cavalo na chuva. Aumento de segurança se consegue com políticas de pleno emprego, educação, reforma das polícias militares e estaduais, tudo aquilo que empodera e revê os padrões policiais do país. Nosso sistema carcerário e judicial precisa de reformas profundas. Já temos as chamadas universidades do crime nas penitenciárias, para adultos. Com os mais jovens, vamos criar também as escolas médias para a criminalidade.
10) Soberania – O Brasil é um dos únicos países que tem relações diplomáticas com todos os países da ONU. Sua aposta em fóruns multilaterais e na diversificação de sua política externa tem dado resultados muito bons para om país, ajudando a dinamizar relações comerciais e portanto a impulsionar nossa economia num momento de recessão mundial.
A visão do PSDB acusa a política externa de nosso país de ser "ideologizada", mas "ideologizada" será a deles, que querem arrefecer o Mercosul e a integração com os BRICS em nome de “se reaproximar” – leia-se, nos reatrelar de modo subalterno – àquilo que de mais recessivo existe hoje no mundo – as políticas periclitantes dos EUA e da Zona do Euro, nos reintegrando a um clima ideológico herdeiro dos tempos da Guerra Fria.[...]
É tudo isto que o Brasil perderá, se o candidato Aécio e seu cardeal econômico, Armínio Fraga, forem sufragados.
Cartum: Conversa Afiada

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Transtornos modernos

Qual destes ícones provoca mais pânico em você?


Referências
1 -Uma vara (projeto conceitual de Mike Thompson) que indica, através de diodos LED, a presença de sinais de internet sem fio numa determinada área. Em busca de Wi-Fi
2 - Gif animado. Eis um cara que odeia esse negócio
3 - A lei que estabelece que ter carga e algo interessante a comunicar nunca se darão ao mesmo tempo e o fenômeno que diferencia as pessoas normais das aventureiras. La Ley del Smartphone e Aventura urbana

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Um órgão que cai


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13 outubro, 2014

 

Não tem uma TV?

Nas décadas de 1950, 1960 e 1970 não ter um televisor era uma situação desconfortável.Você tinha de se submeter à humilhante situação de televizinho se quisesse assistir a um programa de TV. Afinal, o aparelho não estava ao alcance do seu bolso.
A televisão foi assumindo um papel preponderante em nossas vidas, o preço do aparelho tornou-se acessível, mas as pessoas passaram a ficar indiferentes ao fato de você possuir, ou não, um televisor.
Nos últimos anos, experimente dizer que não tem um televisor em casa. Só isso já rotula você como um fanfarrão. Mesmo porque você pode estar assistindo a programas de TV em seu computador ou num dispositivo portátil.
Este gráfico mostra como as pessoas se sentem quando dizem "eu não tenho uma TV" ao longo dos anos:

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Menino é morto por bode expiatório

Um estudante foi morto quando um bode expiatório pulou de um telhado e caiu sobre sua cabeça
Heval Yildirim, de 13 anos, estava brincando com amigos quando o animal – que também morreu – caiu de seis andares de um bloco de apartamentos (foto).
O pai do menino, Mehmet, havia trazido o bode para sacrificar no dia da festa muçulmana de Eid al-Adha.
Não encontrando um lugar adequado para deixá-lo, ele colocou o bode no telhado, acima da casa da família no último andar. 'Estou arrasado, mas o que mais posso dizer?", desabafou Mehmet. "Na verdade, não tenho nada a dizer."
A polícia disse que está investigando a morte de Heval, em Diyarbakir, sudeste da Turquia, acrescentando que esse foi o primeiro caso do gênero. [1]
Eid al-Adha homenageia a disposição de Abraão em sacrificar o filho Isaac, quando ordenado por Deus. Mas Deus, antes de Abraão cometer o filicídio, mudou de ideia, aceitando o sacrifício de um cordeiro no lugar de Isaac. [2]

[1] metro.co.uk
[2] Silva, PGC - Versículos Satíricos, Editora Mar Morto

Ver também:
Assentamentos

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12 outubro, 2014

 

Utilidade eleitoral da delação premiada

por Tereza Cruvinel, Brasil 247
A colaboração premiada foi instituída no Brasil para facilitar à Justiça a obtenção de provas na investigação de crimes e organizações criminosas. Mas sem apresentar provas, dois corruptos confessos e um juiz de primeira instância, que autorizou a gravação e divulgação de seus depoimentos, podem decidir a eleição presidencial. A alternância no poder é salutar para a democracia mas não pela criação de fatos destinados a afetar o resultado eleitoral.
Há uma sincronia entre as investigações das irregularidades na Petrobrás e a eleição presidencial em curso, que lembra a sintonia entre o julgamento dos réus do mensalão pelo STF e as eleições municipais de 2012. O acordo de delação premiada com Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef foi firmado antes do primeiro turno mas os depoimentos foram programados para acontecerem logo depois. O Juiz e os procuradores que o conduzem sabem o que estão fazendo.
E tanto sabem que recomendaram aos réus que, nos depoimentos gravados para serem divulgados, não mencionassem o nome de nenhuma autoridade com mandato eletivo. Se isso acontecesse, por força do foro privilegiado, o processo subiria imediatamente para a esfera do STF. E ali o presidente já não é Joaquim Barbosa, mas Ricardo Lewandowski, que não transigiria com as formalidades legais e rituais, evitando que os procedimentos judiciais ganhassem conotação eleitoral, a favor ou contra qualquer força política. Por isso Costa e Youssef falaram tanto em “agentes políticos” quando se referiam a figuras do PT, PP e PMDB que teriam relação com o esquema. Não se furtaram, porém, a mencionar três diretores da Petrobrás e o tesoureiro do PT, Vacari Neto, que não tendo mandatos, não forçam a mudança do processo para a instância superior. Os outros implicados serão citados mas eles podem ficar para depois. O alvo agora é o PT e a reeleição de Dilma Rousseff. E para isso, é bom que o processo continue na primeira instância.
A delação somente deve render vantagens aos delatores se as informações por eles fornecidas forem provadas e realmente contribuírem para o esclarecimento dos fatos. Youssef e Costa não apresentaram provas do que disseram mas jogaram uma bomba de alta potência sobre a campanha eleitoral. Embora a figura da delação seja considerada um avanço pelo meio jurídico em geral, há críticas à sua adoção e principalmente, à frágil regulamentação de sua aplicação.
O presidente do Instituto de Defesa do Direito de Defesa, Augusto de Arruda Botelho, em artigo hoje na Folha de São Paulo, pede o fim do instituto, alegando que os réus são submetidos a “um sombrio e triste percurso” até optarem pela delação: prisões ilegais, depoimentos coercitivos, torturas psicológicas e ameaças a parentes, entre outros recursos utilizados para quebrar a moral dos investigados. Este é um ponto de vista relacionado com a garantia democrática do direito de defesa.
Mas é também relevante o impacto das divulgação das delações premiadas – antes de provadas – sobre os processos sociais, entre eles o eleitoral. A Lei 12.850/2013 estabelece que as informações obtidas através da colaboração premiada (este é o verdadeiro nome da coisa, na lei), não bastam para incriminar terceiros. Essa é uma cautela para evitar que o premiado invente informações contra outros para se beneficiar. A lei teve esta preocupação com as supostas vitimas individuais dos delatores mas não considerou o impacto das denúncias sobre o coletivo e a vida social, nela incluído o processo eleitoral, questões de segurança ou mesmo de política externa.
Seu aprimoramento exigirá, em algum momento, que se regule melhor a questão da divulgação dos depoimentos, levando em conta o direito de terceiros e as circunstanciais sociais. No caso presente, o candidato de oposição, que chegou ao segundo turno por sua própria força junto a parcela expressiva do eleitorado, dispensa a colaboração de fatos que podem tisnar a pureza do processo eleitoral.
Via

Em 1989, o sequestro do empresário Abílio Diniz foi relacionado ao Partido dos Trabalhadores. A investigação policial apontou depois que não houve esse envolvimento. Um dos criminosos acusou a polícia de obrigá-lo a vestir uma camisa da campanha de Lula para ser fotografado. E o desmentido do envolvimento do PT com o sequestro foi divulgado... somente após as eleições em que Lula perdeu para Collor. Em toda campanha, há denúncias que depois não se comprovam e que, após a eleição, ninguém é responsabilizado por elas. (PGCS)

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Samarica Parteira

- Oi sertão! - Ooi! - Sertão do Capitão Barbino! Sertão dos cabra valente... - Tá falando com ele!... - ...e dos cabra frouxo também. -...já num tô dento. - Há, há, há... [risos] - Sertão das muié bonita... - ôoopa - ...e dos cabra fei também, ha, ha - ...há, há, há... [risos] - Lula! - Pronto patrão. - Monte na bestinha melada e risque. Vá ligeiro buscar Samarica parteira que Juvita já tá com dô de menino. Ah, menino! Quando eu já ia riscando, Capitão Barbino ainda deu a última instrução: - Olha, Lula, vou cuspi no chão, hein?! Tu tem que vortá antes do cuspe secá! Foi a maior carreira que eu dei na minha vida. A eguinha tava miada. Piriri piriri piriri piriri piriri piriri piriri uma cancela: nheeeiim ... pá... Piriri piriri piriri piriri piriri piriri outra cancela: nheeeiim... pá! Piriri piriri piriri pir... êpa ! Cancela como o diabo nesse sertão: nheeeiim... pá! Piriri piriri piriri piriri Um lajedo: patatac patatac patatac patatac patatac . Saí por fora ! Piriri piriri piriri piriri piriri piriri piriri piriri Uma lagoa, lagoão: bluu bluu, oi oi, kik' k' - a saparia tava cantando. Aha! Ah menino! Na velocidade que eu vinha essa égua deu uma freada tão danada na beirada dessa lagoa, minha cabeça foi junto com a dela!... e o sapo gritou lá de dentro d'água: - ói, ói, ói ele agora quaje cai! ... Sapequei a espora pro suvaco no vazi' dessa égua, ela se jogou n'água parecia uma jangada cearense: [bluu bluu, oi oi, kik' k'] Tchi, tchi, tchi. Saí por fora. Piriri piriri piriri piriri piriri piriri piriri Outra cancela: nheeeiim... pá! piriri piriri piriri piriri piriri piriri Um rancho, rancho de pobe... - Au au! Cachorro de pobe, cachorro de pobe late fino... - Tá me estranhan'o cruvina? Era cruvina mermo. Balançô o rabo. Não sei porque cachorro de pobe tem sempre nome de peixe: é cruvina, traíra, piaba, matrinxã, baleia, piranha. Há! Maguinho mas caçadozinh' como o diabo! Cachorro de rico é gooordo, num caça nada, rabo grosso, só vive dormindo. Há há ... num presta prá nada, só presta prá bufar, agora o nome é bonito: é white, flike, rex, whiski, jumm. Há! Cachorro de pobe é ximbica! - Samarica, ooooh, Samarica parteeeeira! Qual o quê, aquelas hora no sertão, meu fi', só responde s'a gente dê o prefixo: - Louvado seja Nosso Senhor J'us Cristo! - Para sempre seja Deus louvado. - Samarica, é Lula... Capitão Barbino mandou vê a senhora que Dona Juvita já tá com dô de menino. - Essas hora, Lula? - Nesse instante, Capitão Barbino cuspiu no chão, eu tem que vortá antes do cuspe secá. Peguei o cavalo véi de Samarica que comia no murturo ? Todo cavalo de parteira é danado prá comer no murturo, não sei porque. Botei a sela no lombo desse cavalo e acochei a cia peguei a véia joguei em riba, quase que ela imbica p'outa banda. - Vamos s'imbora Samarica que eu tô avexado! - Vamo fazê um negócio Lula? Meu cavalin' é mago, sua eguinha é gorda, eu vou na frente. - Que é que há Samarica, prá gente num chegá hoje? Já viu cavalo andar na frente de égua, Samarica? Vamo s'imbora que eu tô avexado!! Piriri tic tic piriri tic tic piriri tic tic nheeeiim... pá! Piriri tic tic piriri tic tic bluu oi oi bluu oi, uu, uu - ói, ói, ói ele já voltoooou! Saí por fora. Piriri tic tic piriri tic tic piriri tic tic piriri tic tic Patateco teco teco, patateco teco teco, patateco teco teco Saí por fora da pedreira Piriri piriri tic tic piriri tic tic nheeeiim... pá ! Piriri tic tic piriri tic tic piriri tic tic nheeeiim... pá ! Piriri tic tic piriri tic tic piriri tic tic nheeeiim... pá! Piriri piriri tic tic piriri tic tic - Uu uu.
- Tá me estranhando, Nero? Capitão Barbino, Samarica chegou. - Samarica chegou!! Samarica sartou do cavalo véi embaixo, cumprimentou o Capitão, entrou prá camarinha, vestiu o vestido verde e amerelo, padrão nacioná, amarrou a cabeça c'um pano e foi dando as instrução: - Acende um incenso. Boa noite, D. Juvita. - Ai, Samarica, que dô ! - É assim mermo, minha fi'a, aproveite a dô. Chama as muié dessa casa, p'a rezá a oração de São Reimundo, que esse cristão vem ao mundo nesse instante. B'a noite, cumade Tota. - B'a noite, Samarica. - B'a noite, cumade Gerolina. - B'a noite, Samarica. - B'a noite, cumade Toinha. - B'a noite, Samarica. - B'a noite, cumade Zefa. - B'a noite, Samarica. - Vosmecês sabe a oração de São Reimundo? - Nós sabe. - Ah Sabe, né? Pois vão rezando aí, já viu?? [vozes rezando] - Capitão Barbiiino! Capitão Barbino tem fumo de Arapiraca? Me dê uma capinha pr' ela mastigar. Pegue D. Juvita, mastigue essa capinha de fumo e não se incomode. É do bom! Aguenta nas oração, muié! [vozes rezando] Mastiga o fumo, D. Juvita... Capitão Barbino, tem cebola do Cabrobró? - Ai Samarica! Cebola não, que eu espirro. - Pois é prá espirrar mesmo minha fi'a, ajuda. - Ui. - Aproveite a dor, minha fi'a. Aguenta nas oração, muié. [vozes rezando] Mastigue o fumo D. Juvita. - Capitão Barbiiino, bote uma faca fria na ponta do dedão do pé dela, bote. Mastigue o fumo, D. Juvita. Aguenta nas oração, muié. [vozes rezando alto]. - Ai Samarica, se eu soubesse que era assim, eu num tinha casado com o diabo desse véi macho. - Pois é assim merm' minha fi'a, vosmecê casou com o vein' pensando que ela num era de nada? Agora cumpra seu dever, minha fi'a. Desde que o mundo é muundo, que a muié tem que passar por esse pedacinh'. Ai, que saudade! Aguenta nas oração, muié! [vozes rezando alto].Mastigue o fumo, D. Juvita. - Ai, que dô! - Aproveite a dô, minha fi'a. Dê uma garrafa pr' ela soprá, dê. Ô, muié, hein? Essa é a oração de S. Reimundo, mermo? - É..é [muitas vozes]. - Vosmecês num sabe outra oração? - Nós num sabe... [muitas vozes]. - Uma oração mais forte que essa, vocês num têm? - Tem não, tem não, essa é boa [muitas vozes] - Pois deixe comigo, deixe comigo, eu vou rezar uma oração aqui, que se ele num nascer, ele num tá nem cum diabo de num nascer: "Sant' Antoin pequenino, mansadô de burro brabo, fazei nascer esse menino, com mil e seiscentos diabo!" [choro de criança] - Nasceu e é menino homem! - E é macho! - Ah, se é menino homem, olha se é? Venha vê os documento dele! E essa voz! Capitão Barbino foi lá detrás da porta, pegou o bacamarte que tava guardado pra mais de 8 dia, chegou no terreiro, destambocou no oco do mundo, deu um tiro tão danado, que lascou o cano. Samarica dixe: - Lascou, Capitão? - Lascou, Samarica. É mas em redor de 7 légua, não tem fi' duma égua que num tenha escutado. Prepare aí a meladinha, ah, prepare a meladinha, que o nome do menino... é Bastião. (transcrição da letra por Orlando Rodrigues)

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