19 dezembro, 2014

 

POLÊMICA. Ataulfo Alves x Carmen Costa

Faixa do disco "Eternamente Samba" (1966, gravadora Polydor), com Ataulfo Alves, Carmen Costa e o acompanhamento do "Regional do Caçulinha".
Pot-pourri
"Pois é" (Ataulfo Alves)
"A morena sou eu" (Mirabeau-Milton de Oliveira)
"Sai do meu caminho" (Ataulfo Alves)
"Conte o caso direito" (Valdenir-Nilton Carudo)
"Duro com duro" (Ataulfo Alves)
"O vento que venta lá" (Ataulfo Alves)
"Na ginga do samba" (Ataulfo Alves)



Trechos
ELE: Pois é
Falaram tanto
Que desta vez a morena foi embora
Disseram que ela era a maioral
E eu é quem não soube aproveitar
Endeusaram a morena tanto, tanto
Que ela resolveu me abandonar.
ELA: Aqui você rirá dizendo a todos
Pois é, pois é, pois é
Quem sabe a quentura da panela
É a colher, é a colher
Chega o que ela já sofreu
Quem de vocês já conhece
Que a morena sou eu. (bis)
ELE: Sai do meu caminho
Não estrague os dias meus
Deixe-me em paz
Pelo amor do santo deus
Minha morena que eu falei numa canção
É diferente da sua insinuação. (bis)
ELA: Foi o sucesso
Que lhe fez vaidoso
Mas pra seu governo
Sou filha de pai teimoso
Dê a mão à palmatória
E deixe de preconceito
Arrie a trouxa no chão
E conte o caso direito. (bis)
ELE: Se você não vem pra cá
Eu também não vou pra lá.
Mas que mulher caprichosa
Por qualquer coisa se queima
Você é muito dengosa
Mas eu sou o tira-teima. (bis)
ELA: O vento que venta lá
É o vento que venta cá. (bis)
ELE: Em Mangueira eu sou a corda
E você é a caçamba
Tudo isso é brincadeira
Nosso negócio é o samba.
(bis)
JUNTOS: É na ginga bonita
Que o samba tem
Quem não tem ginga
No samba não fica bem.

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A bunda, que engraçada

Carlos Drummond de Andrade
A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.

Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora — murmura a bunda — esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar
Esferas harmoniosas sobre o caos.

A bunda é a bunda
redunda.

Assim nasceu a bunda moderna

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18 dezembro, 2014

 

EUA e Cuba reatam relações diplomáticas

- Quando volveremos a hablar con los Estados Unidos, Fidel?
- Quando el papa sea argentino como tu, Che.
- Quê?
- Y el presidente americano sea negro, democrata y Nobel de la Paz.
- No me jodas, Fidel!!!
Felipe Pena



Tuitaram...
– EUA e Cuba retomando as relações diplomáticas, e o que isso quer dizer: são tempos difíceis para um "reaça". ~ Alexandre Silva
– Alguém tem dúvida que o San Lorenzo atropelará o Real Madrid no sábado? ~ Otávio Fortes
– "Coxinhas" e a direita tupiniquim vão cortar os pulsos. Obama teve um ataque bolivariano. ~ Fábio Gomes
– PSDB pede que ONU reconheça Fulgêncio Batista como verdadeiro presidente cubano. ~ Rodrigo Vianna
– Com a aproximação entre EUA e Cuba, quanto tempo vai demorar para o PSDB dizer que a ideia do Porto de Mariel é deles? ~ Fabrício Condé

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Sopros nasais

O chinês Nie Yongbing, da província de Sichuan, enche câmaras de pneus soprando-as pelo nariz. No início, ele soprava balões. Desde que um médico sugeriu a Nie esta prática "para melhorar a saúde".
Mas...
Nie resolveu enfrentar maiores desafios. E passou a encher câmaras de pneus com seus sopros nasais.


A cena acima mostra Nie soprando – ao mesmo tempo – quatro câmaras. Cada câmara suporta o peso de duas pessoas, pois se trata de um desafio plus. E o chinês consegue concluir a sua performance em 21 minutos.
In Focus

Paulin da Flauta Nasal |e A verdadeira flauta nasal, com um grupo canadense

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17 dezembro, 2014

 

Perspectiva Pictorum


Se você dobrar o retrato de Lincoln em uma nota de cinco dólares, poderá vê-lo:
1) mal-humorado, com uma carranca à Henry Fonda
2) sorrindo como um bobão.
De acordo com a posição que a cédula for colocada com relação a você.

Memorial
Abraham LincolnTuitaram... e Sobretudo ajudando a entender

Slideshows do PG - Apresentação 349

UMA ARQUITETURA INSPIRADA EM COMESTÍVEIS
Prédios projetados e construídos para atrair os estômagos que roncam das pessoas que passam por suas imediações.

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Como funcionam os óculos



Leitores escrevem como foi a primeira vez com os óculos
"Eu me senti indo de 240p para 1080p, tantos eram os detalhes."
"Uma boa regra é que, se você vê os jogos de vídeo melhor do que a vida real, provavelmente você precisa de óculos."
"Devo dizer que, até então, eu via tudo como um jogo de 8 bits."
"Vi linhas de alta tensão. Eu pensava que elas fossem coisas teóricas."
"Quando criança, eu estava convencido de que o céu à noite só tinha 3 ou 4 estrelas. Porque essa era a quantidade de estrelas que eu podia ver."
"Se você cresceu em São Paulo, como aconteceu comigo, você poderia dizer que o céu tinha apenas 3 ou 4 estrelas e estaria correto."
"Descobri que as pessoas tinham espinhas e sardas no rosto. De repente, todo mundo ficou feio."
"Antes de usar óculos eu sempre me perguntava: por que as pessoas gostam de futebol? Quero dizer, qual é a graça em ficar assistindo a uma tela verde de televisão verde durante horas e gritando para ela?"
"Puxa! Meus óculos processam as imagens melhor do que o meu laptop!"

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16 dezembro, 2014

 

A frase da Besta

ESPERE O DIABO
Como é esta frase em inglês?
EXPECT THE DEVIL
Quais são os algarismos romanos da frase?
X, C, D, V, I e L
Que número estes algarismos formam?
DCLXVI = 666

Bestialógicas
O adesivo 666, A taxa do diabo e O próximo Papa

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Um cartão de visitas para introvertidos

(O rosto não foi colocado na foto desta postagem a pedido dele.)

Dez mitos sobre introvertidos

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15 dezembro, 2014

 

A estratégia de Kutuzov

Em 1812, o célebre militar russo Marechal Kutuzov (1745-1813), durante a invasão napoleônica se utilizou dessa estratégia. Fazendo suas tropas recuarem para o interior do território russo, de modo a atrair Napoleão, que esticava cada vez mais a sua linha de suprimentos vinda do leste do Grão-Ducado da Polônia e do Grão-Ducado de Varsóvia (território então aliado do Império Napoleônico), ao mesmo tempo em que devastavam tudo o que não podiam levar. Ateavam fogo nas casas de madeira, deixando o exército napoleônico sem abrigos. Matavam os animais, deixando os invasores sem alimentos. E, com as linhas de abastecimento cada vez mais esticadas, podiam ser atacados pelas guerrilhas russas.
Napoleão ia se distanciando de seu ponto de partida e enfrentando progressivas dificuldades. Kutuzov simplesmente recuava cada vez mais – sem oferecer combate a Napoleão, e Napoleão, com esperanças de que, uma hora ou outra, os russos travassem alguma batalha, ao menos para defender Moscou que tinha grande valor histórico e político por ser a capital da Rússia.
Napoleão, porém, foi imprudente e não percebeu que a ideia de Kutuzov era sacrificar tudo, inclusive Moscou, para que Napoleão adentrasse o mais possível em território russo, até que chegasse o inverno. E Napoleão não estava preparado para o inverno.
Quando chegou o inverno, Napoleão estava muito distante de seu ponto de partida e teve que recuar em péssimas condições. Ele não tinha onde abrigar seu exército, nem como alimentá-lo.
Com o exército francês enfraquecido, houve o momento perfeito para que os russos atacassem. A retirada se torna extremamente catastrófica, e com o exército russo sempre atacando à retaguarda, ocorrem muitas baixas, soldados se dispersam, se entregam. O exército napoleônico literalmente se arrastou de volta para a Polônia, em meio a nevascas e sob ataques dos russos, os quais, finalmente, conseguem expulsar o exército de Napoleão da Russia. WIKIPÉDIA
N. do E.
Kutuzov cutucava o dragão com vara longa.

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Mensagem científica em uma garrafa



Em 1959, o geólogo Paul Walker colocou esta nota (►) em uma garrafa e deixou-a sob uma pilha de pedras em uma parte remota do Ártico. A nota solicitava que medissem a distância entre o monte de pedras onde estava a garrafa e uma geleira próxima e que, em seguida, enviassem a medida para ele.
O objetivo: documentar se a geleira estava avançando ou recuando.
Um grupo de cientistas descobriu a mensagem neste verão e seguiu suas instruções. O que eles observaram, provavelmente, não foi surpresa para quem acompanha o estado do gelo no Ártico, nas últimas décadas. Em 1959, a distância era 51 metros; atualmente, é 102 metros.

Boing Boing

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14 dezembro, 2014

 

Calourada

QUANDO FUI CALOURO
VI TUDO MUDAR

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Sua elegância matinal

Her Morning Elegance (sem título no Brasil), de Oren Lavie e Eyal Landesman, é um vídeo em stop-motion que pode ser considerado bem sucedido. Já foi indicado para um dos prêmios Grammy, exibido em festivais de cinema ao redor do mundo e acessado por internautas cerca de 28 milhões de vezes no YouTube.
O vídeo foi criado a partir de 2096 fotografias, tiradas e sequenciadas de forma a transmitir uma sensação de movimento.



Lyrics (letra da música em inglês) aqui.

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13 dezembro, 2014

 

Impagáveis do PG - 5


Estou sendo acusado de plágio.
Mas é apenas a palavra dele contra a minha 
(que ele afirma ser a sua palavra).

Imagem: Buzzle

Impagáveis: 1, 2, 3 e 4

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Um erro comum

Legendas traduzidas por PGCS

Embora a cultura popular tenha associado o nome Frankenstein à criatura, esta não é assim nomeada no romance de Mary Shelley. É referida como "criatura", "monstro", "demônio", "desgraçado" por seu criador. Após o lançamento do filme "Frankenstein", em 1933, o público passou a chamar de Frankenstein a criatura. Isso foi adotado mais tarde em outros filmes e histórias em quadrinhos.
Na célebre polêmica musical entre Noel Rosa e Wilson Batista, para ressaltar o defeito facial do "Poeta da Vila", o sambista Wilson Batista apelou para estes versos:
"Boa impressão nunca se tem
Quando se encontra um certo alguém
Que até parece um Frankenstein." (Frankenstein da Vila, 1936)

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12 dezembro, 2014

 

AQUECIMENTO GLOBAL. Pesquisa

AS ORCAS ESTÃO A FAVOR E A FOCA, CONTRA.

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Criador e criatura

"Todas as crianças, exceto uma, crescem. Elas logo sabem que vão crescer (...) este é o começo do fim." 
Eis o início (1) da clássica história em que o escritor James Barrie nos apresenta a turma de Peter Pan. Parece inocente, mas um olhar sobre a vida de Barrie dá um toque meio sinistro a essa história.
EU NÃO VOU CRESCER
"Toda a vida de James Barrie levou à criação de Peter Pan ", escreveu um dos seus biógrafos.
O ponto crucial aconteceu em 1866, quando Barrie, o caçula de uma família escocesa de dez filhos, tinha 6 anos: o irmão David, o orgulho da família, morreu em um acidente de patinação. A mãe de Barrie ficou arrasada. Para consolá-la, James começou a imitar o modo de falar e os maneirismos de David. Este comportamento bizarro (2) continuou por anos. E o mais estranho: quando James chegou aos 13, a idade em que David tinha morrido, ele literalmente parou de crescer. (3)
Ele não ficou mais alto do que 1,53 m, tinha a voz fina e estridente, e não fez a barba até que tivesse 24 anos.
.
Miss Celania, Neatorama

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11 dezembro, 2014

 

Camarões a jato

Vem do Japão esta maravilha da culinária:

COMO FRITAR CAMARÕES EM TRÊS SEGUNDOS



(Um vídeo Vine não seria suficiente para mostrar todo o processo?)

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O voo espacial do DNA

DNA pode sobreviver a um voo espacial, à reentrada na atmosfera da Terra, e ainda transmitir a informação genética
Uma equipe de cientistas da Universidade de Zurique (UZH) obteve estes surpreendentes resultados em um experimento da missão do foguete Texus-49.
Aplicadas por meio de pipetas ao escudo exterior da seção de carga do foguete, moléculas de DNA de fita dupla voaram para o espaço, a partir da Terra, e retornaram da viagem.
Suportando o lançamento do foguete, o voo espacial, a reentrada na atmosfera e a aterrissagem em nosso planeta, as moléculas de DNA de plasmídeo foram encontradas em todos os pontos em que foram aplicadas no foguete.
E essa não foi a única surpresa. Em maior parte, o DNA recuperado foi ainda capaz de transferir informações genéticas para células do tecido conjuntivo e para bactérias. "Este estudo fornece evidências experimentais de que a informação genética da DNA é essencialmente capaz de sobreviver às condições extremas do espaço e à reentrada na atmosfera densa da Terra", diz o chefe do estudo, Professor Oliver Ullrich, da Universidade de Zurique.


Referências
plus.google.com/+CiroVilla | phys.org/news | www.plosone.org

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10 dezembro, 2014

 

Pela blogosfera - 50

Recomendo aos leitores o Dicas do Zébio. Trata-se de um blogue especializado em áudio, eletrônica, manutenção e outras coisas.
Iniciado em novembro de 2011, o Dicas já recebeu nestes três anos 460 mil visitas, provando que Eusébio Pizutti consegue realmente atrair a atenção da internet para o que escreve.

Slideshows do PG - Apresentação 348

SALVANDO UM CORDEIRO
A história de dois homens que se arriscam para retirar um cordeiro das águas revoltas de um rio.

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Repercussão

VKontakte é a maior rede social russa. Sua presença na internet é como se fosse uma resposta da Rússia ao Facebook. O VK tem um monte de comunidades estranhas. Uma delas, Sila Slezki (The Power of Tears), parece ser popular entre os adolescentes na Rússia. Nela, adolescentes postam selfies chorando e pedem para avaliá-los. Alguns estão claramente à procura de um apoio emocional, enquanto outros estão chorando por sabe-se lá quais razões.
N.do E.
Encontrei o cartoon acima na página do Yakov Dlugach, usuário do VKontakte.
Assina o desenho Laerte. Será ele o famoso, culto, premiado e modesto cartunista brasileiro Laerte?

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09 dezembro, 2014

 

Pintura musical

Torino, dezembro de 2010
Matteo Negrin é o músico italiano por trás da melodia de "Lacrime di Giulietta" (Lágrimas de Julieta, em português). Em parceria com a ilustradora Alice Ninni, além de Alberto Filippini e Luca Cattaneo, do Smile Lab, criou um vídeo de um gênero batizado de “pintura musical”, em que a partitura de uma canção traz narrativas ilustradas.
http://www.zupi.com.br/tag/matteo-negrin/



Este vídeo (encantador) levou 15h para ser gravado + 15h para ser editado!

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Para a mão esquerda

1
Quando o pianista Paul Wittgenstein perdeu o braço direito na I Guerra Mundial, ele encomendou um "concerto de piano para a mão esquerda" ao compositor Maurice Ravel. YouTube (20:45)
2
Quando Dick Smolens teve um AVC na década de 1960, que dificultava o uso da mão esquerda, o seu amigo William Zinsser, lembrando-se de Ravel, escreveu uma "fantasia para a mão esquerda", que Smolens datilografava como um exercício de recuperação. Side Matters
crazed zebras craved egress
at a garage
scared bats vacated
watered carafe
begat a gaffe
at a cafe [...]
N. do E.
Todas as letras do poema (reproduzido acima em seus versos iniciais) ficam no lado esquerdo do teclado QWERTY.

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08 dezembro, 2014

 

Salomé

Não era apenas uma dançarina, mas, aparentemente, uma contorcionista. De acordo com esta iluminura do início do século 14:


Sabemos que é Salomé, pois a iluminura subsequente mostra a dançarina-contorcionista com a cabeça de João Batista numa bandeja:


Petrus de Raimbaucourt, Biblioteca Nacional da Holanda 
LINK

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Homenagem a Tom Jobim

"Todas as vezes que o Tom abriu o piano, o mundo melhorou."
Conta-se que, certa vez, Frank Sinatra interrompeu um show em Nova York para anunciar que na platéia estava o maior compositor do mundo: Antonio Carlos Jobim.
Nesta segunda-feira, dia 8 de dezembro, faz 20 anos que perdemos o Maestro Soberano.
Quanto mais o tempo passa, mais se valoriza a obra musical de Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, o compositor mais influente da música brasileira no século 20. Tom, na conceituada opinião do jornalista Nelson Motta, levou a bossa nova à consagração internacional.
Neste diário eletrônico: 8 anos COM Tom Jobim
Lua cris 2006
Uma homenagem ao Maestro Soberano 2007
A criação segundo Tom Jobim 2007
Não saia do Tom 2007
A harpa de Mariano Gonzalez 2008
♪Você vai ver♪ 2008
A peleja do Poeta Carioca com o Maestro Soberano 2010
Rio [a tragédia] de Janeiro 2011
♪Choro bandido♪ 2011
And so on 2011
Billy Blanco (1924-2011) 2011
♪Girl From Ipanema♪ 2012
♪Chega de Saudade (No More Blues)♪ 2013
Tom Jobim e as idiossincrasias do Brasil 2014
Ary reclama: E o Tom?
Como homem de rádio, Ary Barroso foi apresentador de vários programas de sucesso. No mais lendário deles, "Calouros em Desfile", aterrorizava os candidatos ao estrelato, mas era uma garantia de sucesso para quem realmente tivesse café no bule. Elza Soares, pobre "de marré", foi se apresentar lá. Magérrima, desgrenhada, com um vestido emprestado muito maior que ela, provocou o comentário imediato de Ary: – Mas... de que planeta você veio? E ela, na bucha: – Planeta Fome, seu Ary. Cantou e arrasou. Já outro candidato disse que ia interpretar "um sambinha"... do dono do programa ("Aquarela do Brasil"). Quase foi trucidado. Um terceiro estava prestes a interpretar uma página de Tom e Vinícius. O poeta e diplomata era então muito mais famoso que o jovem compositor, e o candidato lascou: – "Se Todos Fossem Iguais a Você", de Vinícius de Moraes. Ary, velho batalhador pela causa do direito autoral, reclamou já furioso: – Mas... como Vinícius?! E o Tom? – Mi maior, seu Ary.
Fonte

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07 dezembro, 2014

 

A história de Tortora

por Miguel do Rosário, O Cafezinho
A história de Claudio Marcello Enzo Tortora (1928 – 1988) oferece um alerta fundamental para os riscos da instituição da delação premiada, sobretudo em países onde a comoção pública parece se converter em linchamento, pressionando promotores e juízes a condenarem mesmo sem provas.
Aconteceu o seguinte.
Às quatro e quinze da manhã, do dia 17 de junho de 1983, o famoso apresentador de TV, Enzo Tortora, acordou ao som de fortes batidas em sua porta, no hotel em que vivia em Roma.
Eram "carabineri", a polícia italiana, que vinham lhe prender.
Tortora havia sido acusado de envolvimento com a Nova Camorra, uma das máfias mais poderosas do crime organizado italiano.
Em maio de 1982, o parlamento italiano havia aprovado a chamada "legge sui pentiti", a lei dos arrependidos, que previa redução da pena a quem se dispunha a colaborar com o Estado na luta contra o terrorismo e a criminalidade organizada.
Então, um presidiário ligado à máfia acusa Enzo Tortora de fazer parte do grupo, operando no tráfico de cocaína.
Tortora apresentava um programa do tipo bem comercial, em que os telespectadores enviavam produtos excêntricos, para que fossem leiloados ao vivo.
Um presidiário, ligado a Camorra, enviou um jogo de bordados que ele mesmo tinha feito, para o programa. Passado vários meses, o presidiário começou a escrever cartas perguntando o que tinha sido feito de seus bordados. A produção do programa pediu que o depósito fosse vistoriado, mas eles não foram encontrados.
Tortora, então, escreve uma carta ao camorrista, relatando o extravio do material e propondo uma indenização pecuniária.
O camorrista irá, em seguida, usar esta carta para incriminar Tortora, dizendo que ela vinha escrita em linguagem cifrada, e que o bordado significava drogas, e que a oferta de dinheiro relacionava-se à quantia a ser paga.
Quando Tortora se defende perante o juiz e imprensa, que acompanha o caso em tom sensacionalista, jurando que não conhecia o delator, o presidiário mostra a carta, como prova que eles mantinham contato.
Uma sequência de fatos se desencadeia em desfavor de Enzo Tortora.
Outros mafiosos, que ouviram a história na TV e a leram nos jornais, resolvem também delatar Enzo Tortora.
No apartamento de um dos delatores, a polícia encontra uma agenda onde se lia o nome "Tortora", ao lado de um número telefônico (em seguida, seria comprovado que o nome certo era Tortona, não Tortora, e que o número de telefone não era do apresentador).
Os jornais caem em cima de Tortora, sem piedade. Longos editoriais, artigos, crônicas, charges, são publicadas contra o pobre apresentador, que esbravejava inutilmente sua inocência. Raríssimos intelectuais saíram em sua defesa. Certamente, os que entendiam ética também como respeito absoluto as direitos individuais, onde se inclui o direito à dignidade, contra o Estado, a mídia e as massas.
Sua única defesa, perante tantos delatores lhe acusando, era que todos eram bandidos, e sua palavra não merecia fé.
Aí aparece um pintor, sem ligação com a máfia, afirmando que tinha visto Enzo Tortora vendendo cocaína num banheiro de uma festa VIP.
O tal pintor vai a todos os programas de TV possíveis.
A casa caiu para Enzo Tortora.
Ele não tinha mais como se defender.
Juízes e procuradores também usaram o caso para se promoverem.
Enzo Tortora, já visto por uma parcela da opinião pública como uma vítima de um judiciário negligente, mas ainda não absolvido pela Justiça, foi eleito deputado do parlamento europeu por um partido da nova esquerda italiana, o Partido Radical.
Mesmo eleito deputado, Tortora perdeu os últimos recursos a que tinha direito, e foi condenado a tantos anos de reclusão, logo convertida para prisão domiciliar. Ele renuncia ao parlamento europeu para cumprir a pena.
Anos depois, tudo começou a ruir.
Era tudo mentira. O pintor apenas queria aparecer. Descobriu-se que ele já tinha sido condenado, em outras ocasiões, por fazer acusações falsas.
Os mafiosos queriam apenas se beneficiar da delação premiada, e escolheram Enzo Tortora como um alvo perfeito. Era um cara importante o suficiente para fazer bonito junto à promotoria. E era inocente, ou seja, eles não denunciavam nenhum perigoso figurão da máfia, que naturalmente não ficaria satisfeito em ser delatado.
Ao cabo, um novo julgamento é realizado, e Tortora é totalmente absolvido.
No documentário, é comovente a cena do advogado de Tortora chorando copiosamente com o fim de um pesadelo de oito anos.
A delação premiada é o pesadelo dos advogados, que vê seu cliente ser acusado sem que seja apresentada nenhuma prova.
No Brasil, a instituição da delação premiada, que pode ser importante em alguns casos, está se tornando uma verdadeira panaceia, e a comunidade jurídica e política devem se insurgir contra a tentativa de torná-la em instrumento do arbítrio, sobretudo se manipulada inescrupulosamente pela mídia.
N. do E.

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A cor oficial de 2015

Em 2013, a cor do ano foi o verde:
http://blogdopg.blogspot.com.br/2013/10/qual-e-o-problema-com-as-calcas-verdes.html
Em 2014, a cor oficial foi a Orquídea Radiante, uma espécie de roxo rosado:
http://blogdopg.blogspot.com.br/2014/01/a-cor-oficial-de-2014.html
Em 2015, será uma mistura de marrom com vermelho. Pantone, o autodeclarado organismo oficial de controle do espectro visível, bateu o prego e virou a ponta: a cor que ditará a moda em 2015 será a Marsala!
Você está olhando para ela.

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APANHEI-TE CAVAQUINHO

A história de um instrumento musical tipicamente português, APANHEI-TE CAVAQUINHO é o título de um dos mais famosos temas de sempre da música popular brasileira. Foi composto por Nazareth em 1914 como uma polca para piano, mas só mais tarde entrou nas rodas de choro e nos repertórios de bandolinistas e cavaquinhistas.
É a partir daqui que começa a nossa viagem, que é a viagem do cavaquinho! Uma viagem pela lusofonia, alegre e despretensiosa, desprovida de análises etnomusicológicas.
No princípio, era só um cavaco, um "braguinha", talvez com o nome da terra que lhe deu vida nos seus primórdios: Braga.
Nesta região de festas e romarias tinha a palavra o instrumento que melhor as personificava, num tempo em que as concertinas ainda não tinham chegado para lhe tomar o lugar de solista da animação popular.
Na zona de Braga, hoje ainda encontramos diversos construtores deste instrumento, bem como diversos executantes que ainda encontram nas rusgas e nas festividades joaninas refúgio para a estridência e alegria do cavaquinho.
Um instrumento cuja história se mistura em vários continentes: viajou de Portugal para o Brasil, para Cabo Verde e chegou aos Estados Unidos, ao Havai, onde é chamado de ukulele (ou ukelele).
Este é o roteiro conduzido por Henrique Cazes. Ele que é exímio tocador de cavaquinho e que se tem ocupado, desde há largos anos, a tornar mais próximos Portugal e Brasil, através dos elementos culturais mais comuns aos dois: a língua e o "braguinha".
Invista suas próximas quatro horas num imperdível passeio pelo mundo do ukulele-cavaquinho, ciceroneado pelo mestre Henrique Cazes. No quarto vídeo da série, a havaiana Taimane Gardner, aqui mostrada em "Tico-tico no ukulele", torna a aparecer.
Episódio I [http://youtu.be/RUcplYiu5oE]
Episódio II [http://youtu.be/j1j2pcEkr4g]
Episódio III [http://youtu.be/YEMJwv5hAo0]
Episódio IV [http://youtu.be/GIgAUHzmEiQ]

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06 dezembro, 2014

 

A tecnologia felina do iPhone


Seu objetivo é preservar as áreas mais sensíveis do aparelho
Uma tecnologia capaz de girar o iPhone em pleno ar quando o aparelho estiver caindo, a fim de proteger as partes mais sensíveis como a tela de vidro e o sensor de câmera, foi patenteada pela Apple.
A invenção, segundo o documento da patente, permitirá que o dispositivo identifique uma situação de queda, determine qual parte do aparelho fará o iminente contato com o solo e, assim, altere o seu centro de gravidade, girando-o para que o choque ocorra com uma parte mais resistente.
Portal Vox

Fases e cronologia da invenção
O gato que flutua (2009)
Gatos em queda (2011)
Gatorrada (2013)

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Como reconhecer um ateu na multidão


DE HOMEM PARA HOMEM
— Ateu, não; agnóstico
— Pois eu te dou quinhentas pratas se você me disser o que quer dizer essa palavra.
— Ora, para começar você não tem quinhentas pratas. Estou conversando a sério e você me vem com molecagem. Acho que Deus é uma coisa, os padres outra. O ranço das sacristias me enoja. Tenho horror ao bafo clerical dos confessionários! O bem que a confissão pode nos fazer é o de uma catarse, um extravasamento, que a psicanálise também faz, e com mais sucesso. Estou mesmo com vontade de me especializar em psiquiatria.
— Só mesmo um doido te procuraria.
Mauro não pôde deixar de rir. Eduardo acrescentou:
— Você vai ter de se curar para depois curar os outros.
— É isso mesmo – concordou o outro, sério – Estou exatamente preocupado com o meu próprio caso. Já iniciei o que eu chamo de “a minha libertação”.
— E o que eu chamo de “a sua imbecilização”.
— Vista pela sua, que já é completa. O que eu chamo de libertação é a possibilidade de me afirmar integralmente, como homem. O homem é que interessa. Se Deus existe, posso vir a me entender com ele, mas há de ser de homem para homem.
Fernando Sabino

Comentário de Fernando Gurgel
Ateu = Sem Deus?????!!!!!
"Há meros devaneios tolos / A me torturar." – "Chão de Giz", Zé Ramalho
Os católicos, protestantes, cristãos de um modo geral, deveriam reavaliar o modo como rotulam aqueles que não compartilham com suas crenças.
Chamar de ateu, querendo dizer que a pessoa rotulada não tem "deus" - atheos -, creio que é um tiro no próprio pé.
Como podem afirmar que uma pessoa é "sem deus" se as próprias pessoas que cunharam este termo têm absoluta certeza da existência de um deus que criou tudo e todos?
Se alguém me chamar de apátrida posso provar, com facilidade, que tenho pátria.
Se alguém me chamar de aético posso provar, com mais facilidade ainda, que sempre fui ético em todas as atividades de minha vida.
Se alguém me chamar de amoral posso provar, com muito mais facilidade, que sempre mantive um comportamento acima de qualquer contestação.
Até se me rotularem de agnóstico - agnostos - posso mostrar-lhes meu conhecimento, inclusive de religião.
Então, não dá para crer em qualquer religião que exclua alguém dessa forma. Porque, sendo um ser humano que tem todas as virtudes, segundo os religiosos, de alguém que seja religioso e, em uma análise mais profunda, se eles acreditam que tudo, sem exceção, foi colocado no mundo por um ser superior, como pode alguém ser rotulado, por eles mesmo, de ateu, ou seja, de sem o ser que - repito, segundo os religiosos - criou tudo e todos.
Das duas uma: ou eles não acreditam no que pregam ou eles apenas querem um pretexto para excluir um ser humano de suas improváveis crenças. Na minha modesta opinião, se o deus dessas pessoas existisse, creio que os excluídos seriam eles.
Os muçulmanos que, ao conquistar parte da Europa, foram muito mais tolerantes com os que não professavam sua fé, chamavam de infiéis - e ainda chamam, apesar do radicalismo que praticam atualmente - os que não acreditavam em Alá. Menos mal, em termos de crença, pois não excluíam os que não acreditavam, simplesmente achavam que eles não tinham uma relação de fidelidade com aquele que acreditam ser o ser supremo.

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05 dezembro, 2014

 

Sopro de misericórdia


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O verão que não verão

Fernando Gurgel
As hienas rodeiam, riem nervosas,
Os urubus observam, pendurados no arame armado...
No solo calcinado, o calor, a poeira, o sol a pino,
As saúvas procuram um ramo verde para derrubar,
À volta, galhos ressequidos...
Aos necrófagos, falta-lhes a carniça,
O corpo em decomposição, putrefato, onde o verme faz a festa.
Para matar a presa e sobrar-lhes a carniça,
Falta-lhes o leão, o guepardo
Falta-lhes aquele a quem devem a vida, a carniça,
A quem devem obediência,
Resta-lhes rondar, rir nervosos, se pendurar,
Sobra-lhes o lixão, para fuçar os restos.

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Serenata sintética

Um poema intraduzível
Em seu livro de 1983, "En torno a la Taducción", o filólogo e tradutor espanhol Valentín García Yebra cita como intraduzível este poema, "Serenata sintética", do brasileiro Cassiano Ricardo:

Rua
Torta

Lua
Morta

Tua
Porta

Em termos gerais, é uma imagem de um encontro à noite, mas a sua importância é tão incorporada em sua linguagem que García Yebra se viu incapaz de transmiti-la em outra língua.
"Nesse curto poema a forma fonêmica é tudo", escreve Basil Hatim e Ian Mason em "Discurse and the Translator". "As próprias palavras são evocativas: uma pequena cidade com ruas sinuosas (rua torta), uma lua pálida (lua morta) e a sugestão de um caso amoroso (tua porta). Mas seu impacto é conseguido quase que exclusivamente através das rimas próximas e do ritmo; o significado é sobre-erguido do nível do banal à força da exploração de recursos que são indissociáveis ​​da língua portuguesa como um código.
García Yebra relata que ele desistiu de traduzir o poema até mesmo para o Espanhol, uma língua que compartilha certas características fonológicas com o Português.


Escrita em 1957 por Cassiano Ricardo, “Serenata sintética” é composta por seis versos, todos formados por apenas uma silaba poética.
De forma brilhante, o poeta constrói a figura de um eu-lírico que é levado por um caminho incerto e um céu sem o brilho do luar até a porta da amada. Comentário de Literatura em Foco.

Poderá também gostar de ler
A rua das rimas

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04 dezembro, 2014

 

Stephen Hawking na Sétima Arte

Stephen Hawking quer ser um vilão no próximo filme de James Bond
Sim, ele é um físico. Mas isso não é tudo. Prof. Stephen Hawking já apareceu em Star Trek: The Next Generation e The Big Bang Theory . Agora ele está pronto para a grande tela. Hawking acha que seria um grande vilão em um filme de James Bond.
Anita Singh escreveu para The Daily Telegraph:
"Meu papel ideal seria o de um vilão em um filme de James Bond. Eu acho que a cadeira de rodas e a voz de computador proporcionariam um espetáculo à parte", disse ele.
Em uma entrevista à revista Wired, Prof Hawking, de 72 anos, disse que gosta de se comunicar com o mundo:
"Usando o meu sintetizador de voz, embora ele me dê um sotaque americano. Mas venho mantendo essa voz, porque agora é minha marca registrada."
Que tipo de vilão no cinema deverá ser o Prof. Hawking?
Neatorama

Umas breves histórias
Outro emprego na Inglaterra, Uma festa que não aconteceu, Bônus, A sabedoria da TL;WIKIPEDIA e Uma pesquisa na Internet sobre viajantes do tempo

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A pipoca e o piruá

extraída da crônica A pipoca, do livro "O amor que acende a lua", de Rubem Alves
Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.
Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos.Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.
O piruá
... são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.
Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira...
Grato à Maria Tereza Cerqueira pelo envio desta crônica. Um dezembro com paz e saúde para você e seu esposo Sisvilan, meus colegas de turma na Faculdade de Medicina (UFC – 1971).

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03 dezembro, 2014

 

O mealheiro

Como criar uma grande empresa praticamente do nada
1 – Poupe. Guarde cada moeda que conseguir economizar.
2 – Analise as tendências do mercado em seus parâmetros clássicos: curto, médio e longo prazo.
3 – Selecione uma área de atividade que combine com suas aptidões administrativas.
4 – Doe algum para uma igreja evangélica. O diabo está nos pequenos detalhes.
4 – Aplique no processo de criação da empresa o dinheiro economizado, excluindo do montante aplicado o dinheiro da cola maluca.


5 – Retorne à etapa inicial de ora em diante designada por broken piggy. (PGCS)

Slideshows do PG - Apresentação347

PASSEANDO COM O CÃO - 3

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