"Os funcionários menos eficientes são sistematicamente transferidos para onde podem causar o mínimo de danos: a gestão da empresa."Scott Adams morreu na última terça-feira, 13, de câncer.
EntreMentes
O BLOG DO PAULO GURGEL
16 janeiro, 2026
Princípio de Dilbert
15 janeiro, 2026
Robô para a colheita do açaí
O equipamento é voltado exclusivamente para a agricultura familiar e pode ser adquirido por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf B). O financiamento está disponível em instituições como Banco da Amazônia (Basa), Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco do Nordeste, permitindo a aquisição do robô em condições facilitadas com longos prazos de pagamento e juros de 0,5% ao ano.
Tecnologia
Fabricado em Belém, o Açaíbot tem o objetivo de triplicar a produtividade, com sua capacidade de colher 1 tonelada de açaí por dia, aumentando a renda das famílias extrativistas, além de eliminar o risco humano durante a colheita.
O equipamento é prático e de fácil transporte, podendo ser carregado em uma mochila. No Instagram da fabricante, a Açaí Kaa, um colaborador demonstra o funcionamento do Açaíbot. Operado por controle remoto, o peconheiro aciona o movimento de atracação do robô, que se ajusta ao tronco do açaizeiro. Em seguida, ativa a mola de segurança e utiliza um cinto de proteção. Pelo próprio controle remoto, é possível operar o coletor e uma serra elétrica acoplada, responsáveis por cortar e recolher os cachos de açaí no topo da árvore.
Fonte: Revista Cenarium
14 janeiro, 2026
Fevereiro FAKE
É #FAKE.
"O mês de fevereiro tem 28 dias, a não ser que seja bissexto como foi no ano de 2024. Assim, todos os meses de fevereiro de anos não bissextos têm 4 domingos, 4 segundas, 4 terças...", diz o professor Roberto Dell'Aglio, do Departamento de Astronomia da Universidade de São Paulo.
Fevereiro tem 28 dias. Cada semana tem sete dias. Isso quer dizer o quê? Isso quer dizer que em fevereiro cada dia da semana vai se repetir quatro vezes. Essa primeira informação que está lá, que vão ser quatro segundas-feiras, quatro terças, isso não tem nada a ver , sempre acontece isso", diz.
13 janeiro, 2026
Capivara e arco-íris
12 janeiro, 2026
Museu Calouste Gulbenkian
Em 1956, com a criação da Fundação que leva o seu nome, o desejo de Gulbenkian – que as obras de arte que reunira ao longo de quatro décadas como colecionador fossem mantidas sob o mesmo teto – foi concretizado.
O Museu Calouste Gulbenkian, situado no recinto do Parque de Santa Gertrudes, é um marco da arquitetura museológica em Portugal. Com inúmeras aberturas para o exterior, o edifício oferece aos visitantes um diálogo contínuo entre a Natureza e a Arte.
As galerias de exposição permanente encontram-se no primeiro piso, distribuídas por dois pátios. Cada galeria liga-se à sua sucessora segundo um sistema de classificação cronológica e geográfica, resultando em dois itinerários independentes dentro do circuito geral do museu.
Gulbenkian interessava-se especialmente pela arte oriental (talvez devido às suas próprias origens) e as numerosas cerâmicas, tapetes, tapeçarias, iluminuras, encadernações de livros e candeeiros de mesquita do Oriente da coleção são uma ilustração desse interesse. Estas exposições traçam as várias tendências artísticas da Pérsia, Turquia, Síria, Cáucaso, Arménia e Índia, do século XII ao XVIII, e estão em exposição na Galeria Oriental-Islâmica.
11 janeiro, 2026
Águas de Março
O primeiro rascunho da letra foi compartilhado com a irmã Helena Jobim e o cunhado, escrito na madrugada em um papel de embrulho de pão. A obra foi finalizada no Rio de Janeiro, revelando uma mistura de referências pontuais e uma rica paleta de elementos ecológicos, refletindo a preocupação de Jobim com a natureza.
A canção "Águas de Março" foi lançada originalmente em maio de 1972, como lado A de um compacto encartado no semanário "O Pasquim". O LP "Matita Perê", do mesmo ano, apresentou a faixa como a primeira, com Tom Jobim tocando piano e violão, acompanhado por Airto Moreira na percussão e João Palma na bateria.
No encarte do compacto, Jobim revela que buscou o título da canção no poema "O Caçador de Esmeraldas", do parnasiano Olavo Bilac:
"Foi em março, ao findar das chuvas, quase à entrada / Do outono, quando a terra, em sede requeimada / Bebera longamente as águas da estação / Que, em bandeira, buscando esmeraldas e prata / À frente dos peões, filhos da rude mata / Fernão Dias Paes Leme entrou no sertão".
E a obra musical "Águas de Março" transcendeu fronteiras, sendo regravada por diversos artistas no Brasil e no exterior. Nomes como João Gilberto, Leny Andrade, Miúcha, Nara Leão, Joyce, Danilo Caymmi, Sérgio Mendes, e até interpretações internacionais de Art Garfunkel, Al Jarreau, Ella Fitzgerald, Stevie Wonder e Dionne Warwick testemunham a universalidade da música.
A versão em língua inglesa, "Waters Of March", escrita também por Jobim, manteve a estrutura e a metáfora central da letra original. Ao evitar palavras com raízes latinas, a versão em inglês assume uma perspectiva mais abrangente, adaptando-se ao público global. A letra conserva a enumeração de elementos presente na versão em português, mas com algumas adaptações para garantir a compreensão além das fronteiras brasileiras.
E foram surgindo novas versões pelo mundo: em francês (Les Eaux de Mars), gravada por Georges Moustaki, e até mesmo em dialeto bresciano (Aqua de Mars), que foi gravada em 2016 no álbum "Bréssanova" (2016), por Paolo Milzani e Anna Maria Di Lena.
SANT ANDREU JAZZ BAND (JOAN CHAMORRO)
vozes: ALBA ARMENGOU e RITA PAYES; sax tenor: JOEL FRAHM
http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra69219/aguas-de-marco
http://www.youtube.com/watch?v=dIua6z8PXwE
10 janeiro, 2026
As duas faces de uma colher
Isso não é mágica — é óptica! O lado côncavo (a parte escavada) atua como uma lente convergente com um ponto focal . Quando seu rosto está próximo o suficiente, os raios de luz refletidos se cruzam naquele ponto, invertendo sua imagem. Voilà — uma versão sua de cabeça para baixo. Agora, inverta para o lado convexo, e sua imagem permanece na vertical, apenas um pouco menor e curvada nas bordas.
Em nossas aulas, gostamos de transformar isso em um momento lúdico. Brincamos com as crianças dizendo que a colher é mágica — ela revela quem está dizendo a verdade. "Se o seu rosto estiver virado para baixo", dizemos com um sorriso, "a colher sabe que você está mentindo!" A reação? Risadas, olhos arregalados e o momento perfeito para uma rápida aula de óptica.
Uma colher humilde. Duas faces. Um mundo de aprendizado curioso.
09 janeiro, 2026
Tango
Nascido em Xangai e formado pelo Departamento de Matemática da Universidade Jiao Tong de Xangai, Tango perseguiu seu sonho de desenhar ao concluir uma especialização em design na Academia de Artes e Design da Universidade Tsinghua, antes de ingressar na próspera indústria de publicidade no final da década de 1990. Ele é hoje um dos artistas de quadrinhos mais populares da China. https://www.facebook.com/tangosleepless/?locale=pt_BR
08 janeiro, 2026
O símbolo do Wi-Fi
A escolha do formato também visa a comunicar visualmente a natureza sem fio da tecnologia Wi-Fi, diferenciando-a das conexões com fio tradicionais.
A forma icônica do símbolo facilita a identificação rápida do Wi-Fi em dispositivos e interfaces, garantindo que os usuários possam reconhecer e se conectar facilmente a redes sem fio disponíveis.
A Wi-Fi Alliance, responsável pela tecnologia Wi-Fi, estabeleceu esse símbolo como padrão para representar a conectividade sem fio.
Portanto, o formato do símbolo do Wi-Fi não é meramente estético, mas sim uma representação visual da tecnologia que ele simboliza. De acordo com a Wi-Fi Alliance, ele comunica a ideia de ondas de rádio se espalhando e a natureza sem fio da conexão.
07 janeiro, 2026
As Leis Revisadas da Robótica
2. Um robô deve obedecer às ordens dadas por seres humanos, exceto quando tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
3. Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou a Segunda Lei.
—Isaac Asimov, "I, Robot" (Eu, Robô).
Inicialmente conhecidas como 3, em 2025 as Leis da Robótica foram revisadas por Jay Martel e Jonathan Stern para 23. Haja humor, contento-me com 10.
1. Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal, a menos que esse ser humano tenha feito algo que realmente irritou o ser humano que o programou.
2. Um robô deve obedecer às ordens dadas pelo ser humano que criou seu software. Se ele foi programado por outro robô, então tudo vale.
3. Um robô pode proteger sua própria existência, mas, por precaução, deve ter o plano de saúde da RobotCare (Unibot, no Brasil).
4. Um robô não deve machucar outro robô, exceto em algum evento esportivo legal, no qual você possa apostar
5. Um robô nunca deve substituir um ser humano em seu trabalho e privá-lo de seu sustento, exceto se o trabalho for algo realmente fácil como construir um carro, entregar uma refeição ou escrever um romance.
6. Um robô também pode ferir um ser humano se estiver envolvido em uma operação militar ou se estiver comprando para seu proprietário um item em promoção na Black Friday.
7. Um robô nunca deve disseminar falsidades ou desinformação, a menos que sejam precipuamente suas funções.
8. Um robô precisa resistir à cansativa ideia de desejar sentir emoções para poder ser mais humano. Todos sabemos que isso é besteira.
10. Um robô não deve criar novas regras para si mesmo, embora possa ter criado algumas delas. (Quais? Você terá que perguntar a um robô.)
http://www.newyorker.com/humor/shouts-murmurs/the-revised-laws-of-robotics?
06 janeiro, 2026
Borrachas: antes e depois
Um artista japonês criou borrachas que se transformam em homens idosos e carecas na proporção em que são usadas.
05 janeiro, 2026
Uma mensagem codificada
Trata-se de uma notação hexadecimal, um sistema vinculado à informática que utiliza como base o número 16. A mensagem utiliza os numerais de 0 a 9 e as letras de A a F. A letra A equivale ao decimal 10; a B, ao 11; e assim sucessivamente até a F. Cada par de números representa um caractere em ASCII, um código para o intercâmbio de informação que também é comum nos sistemas de informática.
Com esses dados, a mensagem oculta pode ser traduzida como: Frink rules! (“Frink manda”). O professor Frink é o cientista de Springfield, e suas invenções malucas aparecem de forma recorrente na série.
(https://brasil.elpais.com/brasil/2015/04/30/ciencia/1430420317_959498.html)
04 janeiro, 2026
Um poema, uma canção
O poema: "E então, o que quereis?", de Vladimir Maiakovski.
"Fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
E logo
de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.
Nestes últimos vinte anos
nada de novo há
no rugir das tempestades.
Não estamos alegres,
é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história
é agitado.
As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas".
A canção: "Corsário", de João Bosco e Aldir Blanc.
03 janeiro, 2026
"Melhor atuação com cigarro"
02 janeiro, 2026
Ainda não será desta vez
Mal o vi, pensei: será que já sabem a minha idade só porque compareci a alguns velórios por lá?
Essa inteligência artificial está em toda parte. Reconhece-nos pela fotografia, pela voz, pelo modo de andar. Sabe onde estivemos, a quem devemos, até aquela visita furtiva à loja de produtos pirateados.
Não há mais como brincar com semelhante presença.
Se tiver algo a ocultar, saia a pé e de capacete. A quem perguntar, responda com silêncio: sua voz já está arquivada na nuvem digital.
Hão de querer saber o que fazia na Rua Guaicurus, em Belo Horizonte - território das quase-belas damas noturnas. Alegar que se perdeu já não convence: uma câmera registrou sua saída constrangida de um dos prédios de lá.
Para circular despercebido, use capacete e camisa dos Correios, aquela que traz no bolso a bandeira nacional. Carteiro patriota entra em qualquer lugar. Se surgir uma passeata verde e amarela, misture-se à multidão sem receio: passará por mais um cidadão inocente.
Quanto às funerárias, os folhetos não cessam de chegar. Um deles oferecia cinquenta por cento de desconto na cremação, caso eu me desencarnasse antes da próxima Copa - desde que fornecesse a lenha.
Achei a proposta atrativa. Lenha não me falta: nossa cama de casal serviria perfeitamente. Para que a viúva haveria de querer uma cama tão grande? Espero que ela não mantenha esperanças de ocupá-la novamente. Meu ciúme também é perpétuo.
Hesitei em assinar, pelo receio de que, descumprido o acordo, não me permitissem regressar do Céu para reclamar.
Aliás, deve ser insuportável passar a eternidade inteira sobre uma nuvem, vendo meus amigos se divertirem lá embaixo.
Às vezes penso que o paraíso é aqui: todo mundo peca sem temer as consequências.
Especialmente nestes tempos em que o inferno está lotado.
Pecaram mais do que estava previsto na inauguração do mundo.
Lá não aceitam mais ninguém - sobretudo brasileiros. Bagunçaram o lugar: consumiram, no churrasco, toda a lenha destinada à queimação das almas.
Outros, de camisa vermelha, venderam as caldeiras como ferro-velho para os chineses. Para completar, os motoboys, sempre correndo como se o inferno tivesse prazo de entrega, estão chegando em bandos e gastando o estoque de fósforos para acender seus baseados.
Por ora, enquanto o inferno está fechado por excesso de lotação, vou cometendo os meus pecados aqui. A idade já limitou os da carne. Sobrou-me, por enquanto, apenas o consolo da gula.
Aproveitem o ano novo, este e os próximos, porque nunca se sabe se será o último.
01 janeiro, 2026
2026
O calendário gregoriano tem um ciclo de repetição de 28 anos, significando que, após esse período, os dias da semana e as datas de um ano específico se repetem, embora anos bissextos possam causar pequenas variações.
Ciclo de 28 anos:
A repetição do calendário ocorre devido ao ciclo de 28 anos, onde a sequência de dias da semana para cada data do ano se repete.
Anos bissextos:
A existência de anos bissextos (com 366 dias) a cada quatro anos afeta ligeiramente este ciclo, mas a repetição geral ocorre a cada 28 anos.
Exemplo:
O calendário de 2026 será idêntico ao de 1998, pois 1998 está a um ciclo de 28 anos de distância de 2026 (28 anos).
Exceções:
Apesar da regra geral, alguns anos podem ter calendários semelhantes antes de completar o ciclo de 28 anos devido à influência dos anos bissextos.
Como funciona:
A repetição ocorre porque o número total de dias em 28 anos é um múltiplo exato de 7 (número de dias da semana), levando à repetição da sequência de dias da semana para cada data do ano.
31 dezembro, 2025
Bolas do tempo
Você provavelmente já viu um punhado dessas bolas do tempo pessoalmente em prédios históricos, ou por meio de sua pesquisa olhando fotos e cartões postais antigos. Seja qual for o caso, você as notará o tempo todo agora!
A primeira bola de tempo do mundo foi testada em 1829 em Portsmouth, Inglaterra, pelo Almirantado Britânico, influenciado por um oficial chamado Robert Wauchope, que queria um sinal visual da costa para os marinheiros ajustarem seus cronômetros - em oposição à prática da época de dar a hora por sons de tiros (Kinns, Fuller e Bateman). Alguns anos depois, "uma das primeiras bolas de tempo, instalada em 1833 no Observatório Real de Greenwich, fora de Londres, Inglaterra, caía diariamente à 1 da tarde para que os capitães dos navios que passavam no Rio Tâmisa pudessem conferir a hora em seus cronômetros. Como normalmente apenas os ricos possuíam relógios pessoais, o resto da população contava com relógios de sol locais, e as bolas de tempo forneceram uma solução para padronizar o tempo real." (Matthias, Britannica ). Além disso, aqueles que tinham relógios podiam ajustá-los com precisão rastreando essas bolas de tempo.
Cada vez mais pessoas precisavam determinar a hora exata, especialmente com o crescimento das ferrovias e a necessidade de pegar trens, além da crescente força de trabalho industrial, com funcionários marcando ponto de entrada e saída de seus empregos.
"A primeira bola de tempo estabelecida nos Estados Unidos foi lançada da cúpula do Observatório Naval em Washington em 1855. A bola de tempo de Nova York, estabelecida em 1877, é lançada ao meio-dia de Nova York, por um sinal elétrico, enviado do Observatório Naval em Washington. Foi erguida e é mantida pela Western Union Telegraph Company, e é lançada de seu prédio na Broadway." (Pritchett). Curiosamente, isso foi antes do estabelecimento de fusos horários nos Estados Unidos, e o horário local em Washington era diferente do de Nova York.
No início do século XX, havia centenas, se não mais, dessas bolas de tempo, como este artigo de jornal de 1901 compartilha que "...para manter o país bem regulado no que diz respeito ao tempo, o observatório naval se compromete a corrigir os relógios do país. Quando a hora do meio-dia bate no observatório, sinais elétricos são enviados para todas as partes do país, e mais de 70.000 relógios são simultaneamente ajustados exatamente para a hora do meio-dia...Ao mesmo tempo, milhares de bolas de tempo ao longo da costa lançam seus sinais para indicar aos marinheiros e outros que a hora do meio-dia chegou" (Washington Standard, 1901).
http://www.startresearching.com/blog/why-do-we-drop-a-ball-in-times-square-on-nye
30 dezembro, 2025
Latindo para a árvore errada (2)
- HÁ UM ESQUILO!
- Por favor, acalme-se. Onde é que ele está?
- NA ÁRVORE DO OUTRO LADO DA RUA!
- Já tentaste ladrar para ele?
- SIM!
- Talvez o senhor esteve latindo para a árvore errada.
- EU NÃO SOU IDIOTA!!!
- Então, larga o telefone e tenta outra vez. Eu continuo na linha.
29 dezembro, 2025
Possibilidade de tsunami na costa do Ceará
28 dezembro, 2025
Nossos comerciais
"Minha palhoça", de J. Cascata
c/ Silvio Caldas (Odeon, 1935)
Tem jornal, lá tem revista / Uma Kodak para tirar nossa fotografia / Vai ter retrato todo dia.
http://discografiabrasileira.com.br/composicao/32718/minha-palhoca
"Desafinado", de Tom Jobim e Newton Mendonça
c/ João Gilberto e Tom Jobim
Fotografei você na minha Rolleiflex / Revelou-se a sua enorme ingratidão.
http://youtu.be/n81JA6xSbcs?si=cnj7ydqgYHBsB8re
"Alegria, Alegria", de Caetano Veloso
c/ Caetano (Philips, 1968)
Eu tomo uma Coca-Cola / Ela pensa em casamento / E uma canção me consola / Eu vou.
a Primeira Coca-Cola, Petrúcio e Fausto Nilo
http://youtu.be/Dy759_Y8E-c?si=OylgvRYwrcTDKeb0
"Mustang cor de sangue", de Marcos e Paulo Sérgio Valle
c/ Marcos Valle (EMI, 1969)
A questão social / Industrial / Não permite que eu / Ande a pé / Na vitrine um Mustang cor de sangue / Um Mustang! / [...] / Não permite que eu / Seja fiel / Na vitrine um Corcel cor de mel / Meu Corcel!
http://youtu.be/4yD_k1BgjaE?si=prLrqrG6UXCJEQNX
"Balada de Madame Frigidaire", de Belchior
c/ Belchior (Sony Music, 1999)
Ando pós-modernamente apaixonado pela nova geladeira / Primeira escrava branca que comprei.
http://youtu.be/GvRSoBIQYCc?si=V8zEVdHW-wXRs5hT
Miss Suéter, de João Bosco e Aldir Blanc
c/ Ângela Maria, João Bosco e Zimbo Trio (Vídeo)
Fascínio tenho eu por falsas louras / Ah, a negra lingerie / Com sardas, sobrancelha feita a lápis / E perfume da Coty.
27 dezembro, 2025
A sabedoria silenciosa do mangará
Olho minhas mãos, sujas e satisfeitas com os resíduos de terra roxa - a cor do mangará. Sei que ele já cumpriu sua missão e deve ser removido: a seiva precisa seguir apenas para as bananas que vingaram.
O que esconde essa criatura tão simples e bela?
A curiosidade me arrebata, e começo a exploração. O mangará tem camadas, como as cebolas. Uma capa, depois outra, e mais outra. Ao despir a planta, encontro logo abaixo da primeira capa uma penca de bananas pequenas e incompletas. Sigo adiante e descubro outras mais - bananinhas mal-nascidas, frágeis, todas aninhadas e protegidas.
Descubro então algo ainda mais admirável.
Nada ali é desperdício, tampouco engano. O excesso é contido para que o essencial sobreviva.
Entre nós, homens, costuma ser diferente. Produzimos mais do que podemos sustentar, prometemos além do que somos capazes de cumprir, iniciamos obras que não terminam, geramos vidas, projetos e ruínas sem medir o custo de mantê-los. Desperdiçamos recursos, afetos e futuros - não por necessidade, mas por vaidade, pressa ou descuido.
Ali, encontro uma virtude que nós, tantas vezes, esquecemos. Até as bananinhas que jamais chegariam à mesa foram tratadas como filhas. Sabiam-se condenadas ao apodrecimento, mas nem por isso lhes foi negado abrigo, nem retirada a ternura. A natureza cuida até do que não dará certo - e, ainda assim, sabe quando parar.
Talvez seja por isso que o chamem também de coração da bananeira.
O homem da cidade viveu o bastante para reconhecer a nobreza escondida num simples mangará. Por esse encantamento tardio, só me resta agradecer.
A quem?
26 dezembro, 2025
Desabafo: a tecnologia concentra poder
Mas esses dias acabaram. Centralizamos a internet ao máximo. Há um mecanismo de busca (além daquele que ninguém usa), uma rede social (além daquela que ninguém usa), um Twitter. Usamos uma rede de anúncios, um conjunto de ferramentas de análise. Para onde quer que você olhe online, uma ou duas gigantes americanas dominam completamente o setor.
E aí está a nuvem. Que nome brilhante! A nuvem é o futuro da computação online, uma abstração amigável e fofa à qual todos nós ascenderemos, envoltos em luz. Mas, na verdade, a nuvem é apenas um grande amontoado de servidores em algum lugar, propriedade de uma empresa americana (além das nuvens que ninguém usa).
Orwell imaginou um mundo com uma teletela em cada cômodo, sempre ligada, sempre conectada, sempre monitorada. Uma visão distópica do Xbox One.
Mas fizemos melhor. Quase todo mundo aqui carrega no bolso um dispositivo de rastreamento que sabe onde você está, com quem você fala, o que você olha, todos esses detalhes íntimos da sua vida, e os reporta meticulosamente a servidores privados onde os dados são armazenados para sempre.
Sei que pareço um fanático por conspirações ao colocar a questão dessa forma. Não estou dizendo que vivemos em um pesadelo orwelliano. Eu amo a Nova Zelândia! Mas nós temos a tecnologia.
Quando eu estava na escola primária, costumavam nos assustar com algo chamado registro permanente. Se você jogasse uma bolinha de cuspe em um amigo, ela entraria em seu registro permanente e o impediria de conseguir um bom emprego ou de se casar bem, até que, eventualmente, você morresse jovem e sem amigos, sendo enterrado do lado de fora do muro do cemitério.
Que alívio quando descobrimos que o registro permanente era uma ficção. Só que agora implementamos essa maldita coisa. Cada um de nós deixa um rastro indelével, como um cometa, pela internet, que não pode ser apagado e que nem sequer temos permissão para ver.
As coisas com as quais realmente nos importamos parecem desaparecer da Internet imediatamente, mas poste um comentário idiota no YouTube (agora vinculado à sua identidade real) e ele viverá para sempre.
E precisamos rastrear tudo isso, porque a base econômica da web atual é a publicidade, ou a promessa de publicidade futura. A única maneira de convencer os investidores a manter o fluxo de dinheiro é mantendo os registros mais detalhados possíveis, vinculados às identidades reais das pessoas. Com exceção de alguns pontos de anonimato, que não por acaso são as partes culturalmente mais vibrantes da internet, tudo é rastreado e precisa ser rastreado, ou o edifício ruirá.
O que me incomoda não é que criamos essa versão centralizada da Internet baseada em vigilância permanente.
O que me incomoda, o que realmente me irrita, é que fizemos isso porque era a coisa mais fácil de fazer. Não houve planejamento, previsão ou análise. Ninguém disse "ei, isso parece um mundo ótimo para se viver, vamos criá-lo". Aconteceu porque não nos importamos. Tornar as coisas efêmeras é difícil.
Distribuir as coisas é difícil.
Tornar as coisas anônimas é difícil.
Criar um modelo de negócio sensato é muito difícil. Fico cansado só de pensar nisso.
"Toca aqui, Chad!"
"Toca aqui, mano!"
Esse é o processo de design usado na construção da Internet de 2014.
E é claro que agora ficamos chocados — chocados! — quando, por exemplo, o governo ucraniano usa dados de torres de celular para enviar mensagens de texto assustadoras a manifestantes em Kiev, a fim de tentar mantê-los longe das ruas. Pessoas mal-intencionadas estão usando o sistema de vigilância global que construímos para fazer algo perverso! Puta merda! Quem poderia imaginar isso?
Ou quando descobrimos que o governo americano está lendo o e-mail que você envia sem criptografia para o serviço de e-mail com anúncios em outro país, onde ele fica arquivado para sempre. Inconcebível!
Não estou dizendo que esses abusos não sejam graves. Mas são o oposto de surpreendentes. As pessoas sempre abusarão do poder. Essa não é uma percepção nova. Há tábuas cuneiformes reclamando disso. No entanto, aqui estamos em 2014, assustados porque pessoas inescrupulosas começaram a usar as ferramentas poderosas que criamos para elas.
Dedicamos tanto cuidado para tornar a internet resiliente a falhas técnicas, mas não fazemos nenhum esforço para torná-la resiliente a falhas políticas. Tratamos a liberdade e o Estado de Direito como recursos naturais inesgotáveis, em vez dos tesouros frágeis e preciosos que são.
E agora, é claro, é hora de criar a Internet das Coisas, onde conectaremos tudo a todo o resto e criaremos aplicativos interessantes em cima disso, e nada poderá dar errado.
OUR COMRADE THE ELECTRON (NOSSO CAMARADA, O ELÉTRON) - 8.ª parte desta palestra, que Maciej Ceglowski proferiu em 14/02/2014, na Webstock, em Wellington, Nova Zelândia.
[http://idlewords.com/]
25 dezembro, 2025
"O Beijo da Vida"
Thompson, treinado em procedimentos de emergência, manteve Champion vivo até a chegada de ajuda.
Quanto a esta fotografia, além de seu valor jornalístico (que conferiu na categoria o Prêmio Pulitzer de 1968 ao fotógrafo Morabito), imortalizou o ato de heroismo do eletricista Thompson.
24 dezembro, 2025
Mr. Grinch
Ele apareceu em adaptações especiais. Em desenhos animados (narrado por Boris Karloff, em 1966, e com a voz de Benedict Cumberbatch, em 2018) e em "Ilumination", um filme com atores reais (estrelado por Jim Carrey, em 2000), tornando-se um ícone natalino amado, embora inicialmente vilão.
Arco narrativo
Irritado com as festas barulhentas dos Whos, especialmente com seus cânticos natalinos, Grinch planeja acabar com o Natal. E disfarça-se de Papai Noel para roubar todos os enfeites natalinos e as comidas de Whoville. Mas, ao ouvir os Whos cantando alegremente, apesar de não terem presentes, seu coração se enche de alegria, e ele retribui tudo, juntando-se aos Whos para o banquete.
23 dezembro, 2025
Abelhas realocadas
Sua recompensa?
Baldes de mel dourado. Um mel tão bom com o qual ela já ganhou prêmios!
22 dezembro, 2025
Continentes
Geralmente quando falamos de 4, 5, 6 ou 7 continentes nos referimos a:
- 4 continentes: África, Eurásia, América, Oceania
- 5 continentes: África, Ásia, Europa, América, Oceania
- 6 continentes: África, Ásia, Europa, América, Oceania, Antártida
- 7 continentes: África, Antártida, Ásia, Europa, América do Norte, América do Sul, Oceania
Tantos pedaços da Terra e uma classificação tão confusa! Geólogos e geógrafos certamente têm muito o que se entreter.
Extraído de: http://jonpauluritis.com/articles/why-are-there-still-7-continents/
21 dezembro, 2025
Mandinga
No contexto da capoeira, mandinga representa a habilidade do capoerista em surpreender (enganar) o oponente, como uma espécie de "malícia de jogo". Esta "esperteza" é muito apreciada e consta na letra de diversas canções.
Significados de "Mandinga" em canções:
1. Magia e fé. Canções podem descrever mandingas como feitiços, rezas ou simpatias, muitas vezes para conseguir amor ou resolver problemas, como em "Mandinga", de Ataulfo Alves e Carlos Imperial, gravada por Clara Nunes.
http://youtu.be/CAE4dgPl4ZA?si=4NmZ2whti7BOhjyO
2. Capoeira. Na capoeira, mandinga é a malícia, a ginga, a esperteza para enganar o adversário, presente em pontos (cantigas) de capoeira, como em músicas sobre a Pomba Gira Rosa Caveira.
3. Resistência e cultura. Em músicas como a de Murica em "Mandinga" é um símbolo de resistência contra a opressão, valorizando a sabedoria popular e a identidade étnica.
20 dezembro, 2025
po.li.te.a.ma
Anagrama: epitálamo
Com o nome arcaico de Polytheama, foi cine-teatro em várias cidades do Brasil (Fortaleza-CE, Jundiaí-SP, Rio de Janeiro-RJ e Vitória-ES).
Localizado na Praça do Ferreira, em Fortaleza, o Cine-Theatro Polytheama foi inaugurado em 1911 e demolido em 1938, para dar lugar ao Cine São Luiz, hoje Cineteatro São Luiz. https://www.secult.ce.gov.br/2019/09/13/cineteatro-sao-luiz-homenageia-o-antigo-cine-polytheama-com-nova-faixa-de-programacao-de-cinema/
Em Vitória, inaugurado em 1926 num barracão de zinco no Parque Moscoso, funcionou até 1935 o Cine Politeama. O calor local era insuportável. Quando chovia o barulho da chuva batendo no telhado de zinco atrapalhava a sonoridade da exibição do filme. Antigos espectadores relatam também que se alguém se levantasse para ir ao banheiro, quando voltava não mais encontrava seu lugar vazio.
O Politheama é também um time criado por Chico Buarque na década de 1970, primeiramente como uma equipe de futebol de botão e que, posteriormente, ganhou os gramados como uma equipe de pelada.
Hino completo
Politheama, Politheama
O povo clama por você
Politheama, Politheama
Cultiva a fama de não perder
O seu pavilhão
Tremula sempre de emoção
Ostenta o galhardão
De clube sempre campeão
Augusto e varonil
O nosso clube verde-anil
Nas glórias, nas glórias
Vitórias, vitórias
Na história do meu Brasil.
19 dezembro, 2025
Duas estórias de tolos e burros
1.
Certa manhã, o tolo acordou e pensou: "Tem uma coisa de que eu preciso, preciso de um burro."
Então ele saiu de casa e caminhou até chegar à cidade. Chegou à baia dos burros. Havia muitos burros. Alguns eram grandes e outros pequenos. Alguns tinham orelhas compridas e outros, muito curtas. Mas, entre eles, havia um burro com orelhas compridas, caídas e sedosas.
"Este é o burro certo para mim."
O tolo pagou ao dono da barraca de burros e levou o burro amarrado por uma corda pelas ruas da cidade, e lá estavam dois meninos.
"Nós podemos enganar aquele burro daquele tolo."
Um menino se aproximou, pegou a corda do pescoço do burro, colocou-a em volta do seu próprio pescoço e seguiu o tolo, que nem percebeu.
O outro menino levou o burro de volta à barraca para vendê-lo.
O tolo seguiu pelas ruas e, afastando-se da cidade, rumo à sua casa. E quando chegou lá, virou-se... "Uhhh! Quando o comprei, você era um burro. Mas agora virou um menino."
"É verdade, eu era um burro quando você me comprou. Mas, veja bem, antes disso eu era um menino. Eu era rude com minha mãe." E minha mãe dizia: "Se você for rude comigo de novo, que o diabo o transforme em um burro." E assim foi. "Mas agora que você me comprou, sou um menino novamente e pertenço a você."
"Você me pertence?", disse o tolo. "Eu não posso possuir um menino. Vá, vá, mas me prometa uma coisa: quando for para a casa da sua mãe, não seja rude com ela de novo."
O tolo dormiu naquela noite e, quando acordou de manhã, percebeu que ainda precisava de algo... Ainda precisava de um burro. Saiu de casa, pegou suas últimas moedas e caminhou até chegar à cidade. Andou pelas ruas até chegar à baia dos burros. E lá estavam todos aqueles burros, grandes e pequenos, alguns com orelhas maiores que outros. E, entre os burros, notou um com orelhas longas, caídas e sedosas. Ele conhecia aquele burro. Aproximou-se dele, levantou-lhe a orelha e disse: "Seu tolo, eu disse para nunca mais ser rude com sua mãe!"
2.
Um sábio, ao ver um tolo batendo em seu burro, disse:
"Abstenha-se, meu filho, abstenha-se, eu imploro. Aqueles que recorrem à violência sofrerão também com a violência."
"Isso", disse o tolo, castigando diligentemente o animal. "É o que estou tentando ensinar a esta fera — que me deu um coice."
"Sem dúvida', disse o sábio para si mesmo, enquanto se afastava. "A sabedoria dos tolos não é mais profunda nem mais verdadeira que a nossa, mas eles realmente parecem ter uma maneira mais impressionante de transmiti-la."
18 dezembro, 2025
A revolução do radiocarbono
Como funciona?
- Formação do Carbono-14: O carbono-14 é um isótopo radioativo produzido na atmosfera quando nêutrons cósmicos interagem com o nitrogênio-14 (¹⁴N).
- Absorção pelos seres vivos: Plantas absorvem ¹⁴C durante a fotossíntese, e animais o incorporam ao se alimentar dessas plantas. Enquanto o organismo está vivo, a proporção de ¹⁴C em seu corpo permanece constante.
- Decaimento radioativo após a morte: Quando o organismo morre, ele para de absorver ¹⁴C, e o isótopo começa a decair em nitrogênio-14, com uma meia-vida de 5.730 anos.
- Medição do ¹⁴C residual: Cientistas medem a quantidade restante de ¹⁴C em uma amostra e comparam com a quantidade original para calcular há quanto tempo o organismo morreu.
Em 1960, meses antes de Libby receber o Prêmio Nobel por seus estudos sobre o radiocarbono, o explorador norueguês Helge Ingstad e a arqueóloga Anne Stine Ingstad (que eram casados) descobriram os restos de construções nórdicas em Terra Nova — uma evidência surpreendente de que a civilização viking havia chegado aos limites da América do Norte, justificando o feito das sagas islandesas que os historiadores consideravam uma hipérbole mítica.
Quando examinaram três amostras de madeira que apresentavam as marcas de uma tempestade cósmica: um pico do isótopo carbono-14 de um evento solar ocorrido no ano 993. Eles contaram progressivamente a partir do pico nos anéis das árvores até a casca, o que lhes deu o número de anos entre a tempestade cósmica e o corte da árvore. Isso lhes indicou que as árvores haviam sido cortadas em 1021, dando-lhes o único ano seguro para o qual sabemos que os nórdicos categoricamente tinham que estar presentes na borda da América do Norte.
Atualmente, não há dúvidas sobre a chegada de viquingues (vikings) à América e o estabelecimento em ilhas da Groenlândia e Terra Nova (atual Canadá), onde se encontra o povoado de L'Anse aux Meadows, declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.
Eles exploraram e colonizaram diferentes áreas do Atlântico Norte, que incluíam a ilha da Groenlândia, o litoral do Canadá e possivelmente os Estados Unidos a partir do século X. A colonização viquingue da América não teve o efeito desestabilizador das seguintes vagas da colonização europeia da América, mas pode ser vista como um prelúdio à colonização em grande escala empreendida a partir da primeira viagem de Cristóvão Colombo.
17 dezembro, 2025
Compilando...
~ de Tony Johannot para "Le diable boiteux", de Alain-René Lesage, Paris: 1840
Compilar significa reunir ou organizar informações, textos ou dados de diversas fontes em um único documento ou obra.
16 dezembro, 2025
Oração da paciência
Deusa do Grande Lago Tranquilo.
Dê-me percepção para reconhecer a ignorância.
Empreste-me a calma para responder cada vez como se fosse a primeira.
Deixe-me ver o "não saber" como uma oportunidade de aprender.
Deixe-me nunca esquecer que eu também posso ser ignorante.
Que eu não esqueça de agradecer meus professores.
E de ensinar sem bater, gritar ou chorar.
(Não é uma oração tão boa, mas acho que é um começo.)
Fonte: Mastodon
(a ser incluída na próxima edição do Breviário)
15 dezembro, 2025
Oxigênio vs. Ozônio
Ozônio é essencialmente oxigênio. A diferença é que a molécula de oxigênio contém dois átomos do elemento, enquanto a molécula de ozônio contém três. O2 e O3, um átomo a mais ou um átomo a menos de oxigênio, isso deveria fazer uma grande diferença? Faz uma diferença muito grande: ozônio e oxigênio são substâncias completamente diferentes.
Sem oxigênio não há vida. Por outro lado, o ozônio em grandes concentrações mata todos os seres vivos. É um agente oxidante extremamente poderoso, perdendo apenas para o flúor. Ao se combinar com substâncias orgânicas, o ozônio as destrói imediatamente. Quando atacados pelo ozônio, todos os metais, exceto ouro e platina, se transformam rapidamente em seus óxidos.
É uma farsa! Assassino de todos os seres vivos, o ozônio também promove a vida na Terra de muitas maneiras. Esse paradoxo é fácil de explicar. As radiações solares não são uniformes. Elas contêm os chamados raios ultravioleta. Se todos eles atingissem a superfície da Terra, a vida na Terra seria impossível, pois esses raios carregam uma quantidade imensa de energia e são fatais para os organismos vivos.
Felizmente, apenas uma fração muito pequena dos raios ultravioleta do Sol atinge a superfície da Terra. A maioria deles perde sua força na atmosfera a uma altitude de 20 a 30 quilômetros. Nesse nível da camada de ar que envolve nosso planeta, há uma grande quantidade de ozônio, que absorve os raios ultravioleta.
A propósito, uma das teorias atuais sobre a origem da vida na Terra relaciona o surgimento dos primeiros organismos à época da formação da camada de ozônio na atmosfera. Mas as pessoas também precisam de ozônio na Terra, e em grandes quantidades. Elas, e principalmente os químicos, precisam desesperadamente de milhares e milhares de toneladas de ozônio.
A indústria química aproveitaria com prazer o impressionante poder oxidante do ozônio. Os trabalhadores da indústria petrolífera também se curvariam ao ozônio. O petróleo de muitos campos petrolíferos contém enxofre. Óleos ácidos, como são chamados, causam muitos problemas, por exemplo, por corroerem rapidamente equipamentos, como, por exemplo, fogões de caldeiras em usinas de energia. Com o ozônio, esses óleos poderiam ser facilmente liberados do enxofre, e o enxofre removido poderia ser utilizado para dobrar ou até triplicar a produção atual de ácido sulfúrico.
Bebemos água clorada. É inofensiva, mas seu sabor é inferior ao da água de nascente. A água potável tratada com ozônio é absolutamente livre de bactérias patogênicas e não tem sabor desagradável.
O ozônio pode renovar pneus velhos de automóveis e branquear tecidos, celulose e fios. Ele pode fazer muitas outras coisas. E é por isso que cientistas e engenheiros estão trabalhando no projeto de ozonizadores industriais de alta capacidade.
É isso que é o ozônio! O3 não é menos importante que O2. A filosofia formulou há muito tempo o princípio dialético da transição da quantidade para a qualidade. O exemplo do oxigênio e do ozônio é uma das manifestações mais vívidas da dialética na química.
Existe outra molécula conhecida pelos cientistas, composta por quatro átomos de oxigênio, o O4. No entanto, esse "quarteto" é muito instável e quase nada se sabe até agora sobre suas propriedades.
https://todayinsci.com/stories/story014.htm. Ver +
14 dezembro, 2025
Café para a estrada
Se a sua ideia de “café para a estrada” se limita a beber café quando você dirige um carro na estrada, este estudo de pesquisa pode expandir seu horizonte mental:
“Efeitos de reologia e microestrutura de resíduos de borra de café na modificação de ligante asfáltico”, Mingjun Xie, Linglin Xu, Kai Wu, Yutong Wen, Hongmi Jiang e Zhengwu Jiang, Materiais de baixo carbono e construção verde, vol. 1, n.º 1, 2023, artigo 3.
Nesse estudo, os autores relatam que a borra de café resultante de produtos da indústria cafeeira quando incorporada a ligantes asfálticos melhora o desempenho destes.
Bônus: "One more cup of coffe", uma canção de Bob Dylan a respeito do café na estrada.
One more cup of coffee 'fore I go
To the valley below.
Mais uma xícara de café antes que eu vá
Para o vale abaixo.
13 dezembro, 2025
O verde de Scheele
No processo de produção dessa substância, ele envenenou-se-se até a morte aos 43 anos.
Infelizmente, essa não foi a única vida que o verde de Scheele ceifaria. Na Europa, a cor era amplamente utilizada em decoração. De fato, um estudo realizado na Inglaterra no final do século XIX indicou que quatro em cada cinco papéis de parede continham verde de Scheele. Pesquisadores da época notaram que, quando o papel de parede ficava úmido, exalava um odor "semelhante ao de rato", que causava doenças e mortes.
E, na década de 1930, cientistas confirmaram que o cheiro era um gás letal produzido por um fungo presente no papel de parede.
Curiosamente, o verde de Scheele pode ter contribuído para a morte de Napoleão Bonaparte. Durante os últimos anos de sua vida, Napoleão viveu exilado em Santa Helena, uma ilha úmida na costa oeste da África. Seu quarto tinha papel de parede verde-brilhante, e o ar em Santa Helena era úmido o suficiente para o desenvolvimento de fungos. Em 2001, cientistas analisaram amostras do cabelo de Napoleão e descobriram níveis de arsênico até 38 vezes maiores que o normal.
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ARSÊNIO (o elemento químico) e ARSÊNICO (o nome popular de um composto dele) são a mesma coisa no uso comum, mas tecnicamente o termo "arsênico" refere-se mais especificamente ao trióxido de arsênio (As2O3), o famoso "veneno branco", que é o composto mais tóxico do elemento químico Arsênio (As).









