04 abril, 2020

In cauda venenum

Significa: "o veneno está na cauda". Os romanos usaram essa metáfora para descrever o escorpião, cuja parte perigosa é a cauda, ​​apesar das pinças vistosas. Por extensão, e provavelmente mais frequentemente usado, descreve palavras ou ações que são supostamente amigáveis ​​e aprovadoras, mas que, no final, têm um aguilhão.

Enquete
Um signo? Escorpião
Uma banda? Scorpions
Um filme? Escorpião Rei
Palavras preferidas? Ex, cor, pião.
Um ser especial? O escorpião voador

Panorpa communis

Deus deu asas a este aí, mas tirou o veneno. Não é uma "pessoinha pessonhenta".

O isolamento verbal do novo coronavírus

FOLHAPRESS - Nesta terça-feira (31), o ditador Gurbanguly Berdymukhamedov (foto) baniu o uso da palavra coronavírus no Turcomenistão. A proibição vale tanto para publicações oficiais como para a imprensa independente - que quase não existe por lá - e até mesmo para os cidadãos turcomanos.
A polícia pode prender, por exemplo, qualquer pessoa que use a palavra em algum local público, mesmo que seja apenas durante uma conversa com amigos.
Berdymukhamedov, 62, comanda o país desde 2007, sendo conhecido por suas excentricidades. O ditador tem uma verdadeira obsessão por cavalos, a ponto de decorar todo seu gabinete com motivos equinos. Ele também adora videoclipes com a estética dos anos 1980 e 1990, tendo estrelado em vários deles.
Localizado na Ásia Central, o Turcomenistão é um ex-integrante da União Soviética e um dos países mais fechados do planeta, sendo muitas vezes comparado à Coreia do Norte. O país é o último colocado no ranking de liberdade de imprensa feito pela ONG Repórteres Sem Fronteiras e o penúltimo no ranking de liberdade global feito pela Freedom House, entidade com sede em Washington.
Organizações de direitos humanos já denunciaram o regime de Berdymukhamedov pelo desaparecimento de dissidentes e por fraudes eleitorais.Em sua última reeleição, em 2017, ele recebeu 97.69% dos votos.

Fonte: Notícias ao Minuto

Na lista de excentricidades do ditador: O Turcomenistão branco

03 abril, 2020

As mãos suspensas de Keanu Reeves

As "hover hands" (algo como mãos suspensas) de Keanu Reeves estão dando o que falar. As pessoas noticiam nas mídias sociais que, ao tirar fotos com mulheres, o ator mantém suas mãos abertas e apenas próximas do corpo das mesmas, sem tocá-las.
Alguns dizem que isso é consequência do movimento #metoo, em que mulheres acusaram homens em posição de poder por assédio sexual. Outros dizem que é apenas uma questão de respeito, comentando inclusive que isso é costume em alguns países.
Há ainda quem diga que, qualquer que seja o motivo, é reconfortante ver um homem que respeita o espaço pessoal de uma mulher ao tirar fotos. Afinal, toda mulher é capaz de se lembrar de algum mão-boba (conhecido ou não) que se aproveitou do momento da foto para ser invasivo ou desrespeitoso.



Hover hands
É o termo dado ao gesto físico de alguém (geralmente um jovem do sexo masculino) que finge estar colocando os braços em volta do ombro ou do quadril de uma mulher. Urban Dictionary
Na tradução pelo Google, "hover hands" é "passar a mão sobre o mouse". A entender de onde surgiu essa correlação.

O trompetista feito prisioneiro




Um trompetista, feito prisioneiro,
Esperou ter a vida poupada ao dizer
Que não tomava parte da luta.
Mas eles lhe responderam "Certo,
E quanto à música que você tocava?"

Songs may serve a cause as well as swords.
As músicas podem servir tanto a uma causa quanto as espadas.

Crane Poetry Visual, Fables of Aesop

02 abril, 2020

Sinatras em "Downtown"

~ José Lázaro da Silva, em Quora:
Geralmente se diz que "saudade" é intraduzível, porém eu não diria que isto é verdade, porque devemos traduzir ideias e conceitos e não palavras! Para traduzir "tenho saudade de" para o inglês, usamos o verbo "to miss" (que indica um sentimento de perda, de sentir falta, e nada tem a ver com a palavra "miss" que significa senhorita).
Claro que "to miss" é um verbo, enquanto saudade é um substantivo abstrato. Isto não importa muito, o importante é a ideia ser traduzível.
Para uma palavra de nossa língua não ser traduzida, ela tem que representar algo peculiar de nossa cultura, e aí os outros idiomas terão que usar a nossa palavra.
Ouça Frank Sinatra e Nancy Sinatra na música "Downtown".


"Just listen to the rhythm of a gentle bossa nova
You'll be dancing with 'em too before the night is over."

Dragões, gigantes e a virtude plástica

O que as pessoas pensaram pela primeira vez quando encontraram ossos de dinossauros?
Karl Smallwood, Today I Found It
04/09/2019
De cerca de 250 a 66 milhões de anos atrás, muitas espécies de dinossauros vagavam pela Terra. Hoje, os únicos dinossauros que restam são os pássaros, que são dinossauros bípedes - e, o que é engraçado, do mesmo subgrupo a que o Tyrannosaurus pertenceu.
Além de sua descendência aviária, tudo o que principalmente resta dessas criaturas outrora dominantes são ossos fossilizados, pegadas e fezes. Enquanto muitos dinossauros eram, na verdade, muito pequenos, alguns eram comparativamente grandes, levando-nos à questão inicial - o que as pessoas pensaram quando puxaram aqueles enormes ossos da terra?
Para começar, geralmente se pensava que os ossos dos dinossauros são do mesmo tempo em que a humanidade existe. E parece que, pelo menos, algumas das criaturas gigantes da lenda antiga provavelmente se originaram da descoberta desses ossos e das tentativas subsequentes dos povos antigos para explicar o que eram.
Por exemplo, o historiador chinês Chang Qu, do século IV a.C., relatou a descoberta de "ossos de dragão" maciços na região de Wuchen. Na época e, de fato, por muitos séculos depois (incluindo alguns ainda recentes), os chineses sentiram que esses ossos tinham potentes poderes de cura, resultando em muitos deles serem moídos e transformados em elixires especiais.
Movendo-se para os gregos antigos, acredita-se que eles também tenham tropeçado em ossos de dinossauros maciços e, da mesma forma, assumiram que eles vieram de criaturas gigantes há muito tempo mortas, em alguns casos parecendo pensar que vieram de criaturas gigantes humanas.
Indo para a história mais bem documentada, nos séculos XVI a XIX, quando a ideia de que a Terra tinha apenas seis mil anos de idade estava firmemente enraizada no mundo ocidental, esses fósseis vieram a criar um grande quebra-cabeça para os cientistas que os estudavam. Até mesmo para Meriwether Lewis, da famosa expedição de Lewis e Clark, que encontrou um osso de dinossauro em Billings Montana. Mas, no caso específico, ele decidiu que devia ter vindo de um peixe enorme, o que era uma maneira comum de serem explicados, uma vez que em geral não pareciam combinar com qualquer criatura que caminhava sobre a Terra.
As várias idéias lançadas durante esses séculos foram descritas por Robert Plot, em sua "História Natural de Oxfordshire", em 1677. Inclusive a hipótese da "virtude plástica", em que os fósseis eram uma forma de cristais de sal que, por algum processo desconhecido, se formou e cresceu no solo assemelhando-se a ossos.
Assim, como se pensa haver acontecido com certos povos antigos, ele decidiu que alguns desses ossos devem ter vindo de humanos gigantes do passado. Durante a época de Plot, a menção bíblica de tais gigantes era frequentemente apresentada como evidência, como em Números 13, onde se afirma:
32 E infamaram a terra que tinham espiado, dizendo aos filhos de Israel: A terra, pela qual passamos a espiá-la, é a terra que consome os seus moradores; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura.
33 Também vimos ali gigantes, filhos de Anaque, descendentes dos gigantes; e éramos aos nossos olhos como gafanhotos, e assim também éramos aos seus olhos.
Embora o osso que Plot descreveu tenha sido desde então perdido para a história, ele deixou desenhos detalhados, pelos quais se acredita que tenham vindo da parte inferior do fêmur de um Megalossauro (literalmente, Grande Lagarto).
Mas antes de ser chamado de Megalossauro, ele teve um nome um pouco mais engraçado. Em 1763, quando um médico chamado Richard Brookes, estudando os desenhos de Plot, apelidou-o de "Scrotum humanum" porque achou ele que parecia um conjunto de testículos petrificados.

A prosseguir ...

01 abril, 2020

A origem proximal do novo coronavírus

O novo coronavírus SARS-CoV-2 surgiu como resultado de uma evolução natural, segundo um artigo publicado na Nature Medicine. A análise de dados públicos da sequência do genoma do vírus causador da Covid-19 comprovou que o organismo não foi produzido em laboratório ou manipulado de outra forma.
"Ao comparar os dados disponíveis da sequência do genoma para cepas conhecidas de outros coronavírus, pudemos determinar firmemente que o SARS-CoV-2 se originou a partir de processos naturais", disse Kristian Andersen, um dos autores do estudo, em comunicado.


Ao Editor:
SARS-CoV-2 é o sétimo coronavírus conhecido por infectar seres humanos. SARS-CoV, MERS-CoV e SARS-CoV-2 podem causar doença grave, enquanto HKU1, NL63, OC43 e 229E estão associados a sintomas leves. Aqui, revisamos o que pode ser deduzido sobre a origem do SARS-CoV-2 a partir da análise comparativa de dados genômicos. Oferecemos uma perspectiva sobre os recursos notáveis ​​do genoma SARS-CoV-2 e discutimos cenários pelos quais eles poderiam ter surgido. Nossas análises mostram claramente que o SARS-CoV-2 não é uma construção de laboratório ou um vírus propositadamente manipulado.
The proximal origin of SARS-CoV-2. Nat Med (2020). https://doi.org/10.1038/s41591-020-0820-9
Autores: Kristian G. Andersen (EUA), Andrew Rambaut (Grã-Bretanha), W. Ian Lipkin (EUA), Edward C. Holmes (Austrália) e Robert F. Garry (EUA).

O 1.º de abril da Radiopaedia

Os editores da Radiopaedia têm o compromisso recorrente de fazer "pegadinhas" com a comunidade da radiologia em 1.º de abril, que é conhecido como o dia da mentira.  Nesta data, que os editores aguardam com uma alegria infantil travessa, imagens com falsas patologias são postadas nas redes sociais do site.
A brincadeira, iniciada em 2012, vem tendo um número crescente de visitantes.
No ano passado, foi muito replicado no Brasil (Whatsapp e Facebook) o caso do ano de 2015: uma radiografia de tórax "sem a imagem do coração, pertencente a um homem de 25 anos, portador da síndrome de Tin Man", lembram-se dela?
Tudo manipulação digital.

April Fools' 2015: Ectopia cordis interna - Tin Man syndrome

Abril
Este mês é considerado o mês de Afrodite, a deusa grega do amor e da beleza. A palavra em si vem do termo latino "apeire", que significa abrir, e geralmente é referido em conexão com botões de flores que se abrem para florescer na primavera do Hemisfério Norte.
http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=14704

31 março, 2020

A arara azul de Churchill

Charlie, o pássaro de Churchill, uma arara conhecida por xingar Hitler e os nazistas, ainda está viva. Nascida em 1899, ela completou 120 anos, e já passou mais da metade de sua vida sem a companhia do estadista inglês, que faleceu em 1965.
"Churchill não está mais entre nós, mas graças a Charlie, seu espírito, seu palavreado e sua determinação perduram", afirmou James Hunt (foto) à AFP. Hunt é um dos cuidadores dessa arara azul, que foi comprada por Churchill, em 1937, e logo foi ensinada a xingar: 'malditos nazistas!', 'maldito Hitler!', que são os gritos que ela continua dando em Reigate, Surrey, ao sul de Londres.


Na natureza, a arara azul geralmente vive cerca de 50 anos. Mas pode durar mais (como está durando Charlie), quando bem cuidada em um meio saudável. No dia em que morrer, Charlie vai fazer muita falta à democracia, que é "a pior forma de governo, com exceção de todas as outras".

IN THE RAVE

PELO ANIVERSÁRIO DO GOLPE, MILITARES APAGAM 50 VELHINHAS
Publicado em 31/03/2014 no Piauí Herald
Via: Humor Político

CLUBE MILITAR – Dezenas de oficiais da reserva desembarcaram da nave de Cocoon para participar de uma rave temática organizada para comemorar os 50 anos do Movimento Democrático de 31 de março de 1964.
"Jovem, se você completou ou vai completar 80 anos, venha fazer parte dessa festa! Traga sua família, seu Deus e sua propriedade para balançar o esqueleto num ambiente protegido de maconheiros, comunistas e afetados", convocou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, enquanto ensaiava passos de In The Navy, sucesso do Village People.
Após comer dois brigadeiros, Jair Bolsonaro enumerou os malefícios provocados pelo excesso de democracia. "Em 1970, não havia Big Brother, Michel Teló e Galvão Bueno", gabou-se. Em seguida, cantou o hino nacional num aparelho de videokê.
Reunidos em volta de um pau de arara, autoridades entoaram um organizado "Parabéns para você". Durante a cerimônia, 50 velhinhas desapareceram, acusadas de tramar uma contrafesta.


30 março, 2020

Daniel Azulay (1947 - 2020)

Daniel Azulay ficou conhecido no Brasil como o desenhista e educador responsável pela criação da "Turma do lambe-lambe", um grupo de personagens infantis que protagonizou programas de TV e quadrinhos.
Ele morreu aos 72 nesta sexta-feira (27) vítima do novo coronavírus, no Rio de Janeiro.
Nascido no Rio em 30 de maio de 1947, Azulay foi um desenhista autodidata que se formou em Direito pela Universidade Cândido Mendes em 1969. Na mesma época, começou a publicar suas primeiras histórias em quadrinhos e cartuns em revistas e jornais.
Com o tempo, também se provou pintor, músico, escritor, ilustrador de livros infantis, apresentador de TV e educador, dedicando grande parte de sua carreira a desenvolver arte e educação para crianças e jovens.
Fonte: G1

Colegas de profissão fizeram esta homenagem ao artista.

A "Trégua do Lobo"

Uma história sobre soldados russos e alemães unindo armas para caçar lobos furiosos foi apenas isso: uma história.
Em abril de 2019, os autores do videogame "Tannenberg", um jogo de tiro ambientado na I Guerra Mundial e descrevendo eventos em torno da Batalha de Tannenberg (1914), introduziram um evento no jogo chamado "Wolf Truce" - basicamente um modo do jogo em que o jogador luta contra lobos.
Os desenvolvedores do jogo basearam o modo em um evento aparentemente real, supostamente relatado pelo "The New York Times", em 29 de julho de 1917.
Um recorte de jornal relatando o evento naquela época foi fornecido:
"No decurso da campanha do inverno passado, os lobos acumularam-se em um número tão grande, no setor de Kovno-Wilna-Minsk, que se tornaram uma verdadeira praga para as forças de combate russas e alemãs. Tão insolentes eram esses animais, em seus ataques a grupos de soldados, que se tornaram uma ameaça séria até mesmo para os homens que combatiam nas trincheiras.
Veneno, fogo de espingarda, granadas de mão e até metralhadoras foram utilizados sucessivamente na tentativa de erradicar o incômodo. Mas tudo em vão. Os lobos - em nenhum lugar tão grandes e poderosos como na Rússia - estavam desesperados com a fome e ignoravam o perigo. Bandos novos apareceriam no lugar daqueles que eram mortos pelas tropas russas e alemãs.
Como último recurso, os dois adversários, com o consentimento de seus comandantes, entraram em negociações para um armistício e uniram forças para superar a praga do lobo. Por um curto período, houve paz. E a tarefa de vencer o inimigo comum foi empreendida. Os lobos foram progressivamente cercados, várias centenas deles foram mortos e os restantes fugiram em todas as direções. É relatado que os soldados não foram mais molestados."
Essa "informação" chegou aos jornais da época e, posteriormente, até a algumas publicações históricas. No entanto, poucas pessoas verificaram as fontes do "The New York Times". A primeira foi o jornal "Bridgeport Evening Farmer", em 15 de fevereiro de 1917. "Hopkinsville Kentuckian" também publicou a "notícia" (usando quase as mesmas palavras), em 22 de fevereiro, seguida pelo "Daily Empire", do Alasca, em 16 de março.
Não há registros oficiais sobre a "Trégua do Lobo".


RUSSIA BEYOND

29 março, 2020

Ouvem as flores? Não é bobagem

As plantas podem não ter ouvidos, mas podem "ouvir" muito melhor do que pensávamos
DAVID NIELD, 19 jan 2019


As flores conseguem ouvir, de acordo com novas pesquisas - bem, de certa forma, pelo menos.
Os cientistas descobriram evidências de que as plantas podem realmente ouvir o zumbido das abelhas, passando a produzir em resposta um néctar mais doce a fim de seduzir estes insetos voadores. E, tecnicamente, as flores são seus "ouvidos".
Com base em observações de prímulas noturnas (Oenothera drummondii), a equipe responsável pelo novo estudo descobriu que, poucos minutos após sentir as vibrações das asas das abelhas nas pétalas das flores, a concentração de açúcar no néctar da planta aumentou em média 20 por cento.
As flores pareciam capazes de afinar os ruídos irrelevantes de fundo, como o vento.
Essa capacidade pode dar a algumas plantas uma vantagem evolutiva, dizem os cientistas, maximizando suas chances de espalhar o pólen.
Marine Veits, um dos autores do estudo, à National Geographic:
"Gostaria de que as pessoas entendessem que ouvir não é apenas para os ouvidos".
Ler MAIS.

Piano Phantom


Local: Reino Unido
Site: http://www.pianophantom.com/

Piano Phantom converte lugares públicos como estações de metrô e shopping centers em salas improvisadas de concerto.
Disfarçado de faxineiro, este pianista profissional surpreende os usuários de uma estação de trem com uma execução inesquecível de Bohemian Rhapsody, do Queen.



28 março, 2020

Haja galalau!

Galalau, pessoa muito alta. Termo oriundo do Nordeste do Brasil. Sinônimos: galerão, varapau, manguari, gigante ...

Um cabo alemão com 2,21 metros de altura, Jacob Naken (foto), foi capturado em 1944 pelas forças inglesas.
Fluente em inglês, atuou como interprete nas negociações de rendição.
Tinha sido um artista de circo e, no pós-guerra, naturalizou-se cidadão americano.

James Scott - 2,21 m. O homem certo no lugar certo

André Renné - 2,24 m. André o Gigante

Ascenso Ferreira - quase 2 m. Ascensão

Um regimento de infantaria na Prússia - A altura mínima exigida para ser recrutado era 1,88 m, bem acima da média de altura para a época, e muitos deles tinham mais de 2 m. Gigantes de Potsdam

A deslumbrante libélula

São insetos alados da ordem Odonata, subordem Anisoptera, a qual abrange diversas espécies de libélulas.
Como características distintivas, contam-se:
O corpo fusiforme, com o abdômen muito alongado, olhos compostos e dois pares de asas semitransparentes.
Mesmo possuindo seis pernas, praticamente não conseguem andar com elas.
Você deve ter observado que as líbelulas, enquanto voam, ficam tocando na superfície da água. Elas fazem isso durante o voo nupcial e para realizarem a postura dos ovos.
Preferem sempre voar sobre águas límpidas e, por isso, são consideradas bioindicadores da qualidade dos corpos de água naturais como lagos, lagoas, riachos, poças de chuva.
São predadoras e alimentam-se de outros insetos, inclusive do Aedes aegypti. Caçam à base do sentido da visão, que é muito apurado, e da velocidade de voo que pode alcançar 85 km/h.
São bastante úteis no controle das populações de mosquitos (uma libélula pode consumir 600 insetos em 24 horas), prestando assim um serviço importante ao Homem.
No Nordeste brasileiro, devido a esse hábito de adejar sobre as poças d'água, a líbelula é popularmente chamada de... lava-bunda.

Imagem: artesanato de escritório (com clipes)

27 março, 2020

George e o Dragão

Um mendigo está viajando por uma estrada rural. Cansado e faminto, ele encontra um albergue chamado "George e o Dragão".
Embora seja tarde e a estalagem esteja fechada, ele bate na porta.
A esposa do estalajadeiro enfia a cabeça pela janela.
"Posso comer um pouco?", ele pergunta.
A mulher olha para as roupas surradas (obviamente, em más condições) do recém-chegado, e diz com firmeza:
"Não!"
"Alguma chance de uma cerveja, então?"
"Não!" ela diz novamente.
"Eu poderia pelo menos dormir no celeiro?"
"Não!"
(A essa altura, ela já estava gritando.)
O mendigo diz: "OK, então eu posso, por favor...?"
"Por favor o quê, agora?", a mulher grita impaciente.
"Por favor, eu posso falar com... George?"

http://bitsandpieces.us/2019/10/07/the-george-and-the-dragon-pub/

A esperança que faz sentido

A partir de uma reflexão de Václav Havel:
A esperança, em seu sentido mais profundo, não é o sentimento de que as coisas vão terminar bem. Mas, antes, a capacidade de lutar por algo porque é bom, e não apenas porque há chance de alcançar sucesso. Quanto mais despropositada a situação em que demonstramos ter esperança, mais poderosa é a esperança. Definitivamente, a esperança não é a mesma coisa que o otimismo. Não é a convicção de que algo vai dar certo, mas a certeza de que alguma coisa faz sentido, independentemente de como evolua.

Art Young, 1926

26 março, 2020

Tá me espiando...

Tenho certeza que não estou paranoico.
Tenho certeza também que estou apenas mais cuidadoso e não com ideia fixa, como estão falando.
Ando olhando pro chão pra não pisar em nenhum vírus; saio de casa e olho pra todos os lados pra ver se não tem nenhum vírus à espreita; pego as coisas apenas com luvas; em toda prateleira de supermercado vejo uns olhinhos de vírus me olhando...
Coisas assim, do dia a dia, normal.
Enfim, tenho certeza que não estou paranoico.
Fernando Gurgel

========================================================================









Vai ser por quanto tempo esse distanciamente social?  É que minha esposa continua tentando entrar em casa...

"Scrotum humanum", a piada perdida

A palavra "dinossauro" não foi cunhada até 1842, apesar de ossos fossilizados dessas criaturas já terem sido encontrados por pessoas que apreciavam cavar no chão. Elas atribuíam sua origem a tudo que se pudesse relacionar com dragões e gigantes. No entanto, a ciência da paleontologia avançou, com algumas histórias maravilhosas tendo surgido ao longo do caminho, como a dos primeiros ossos do Megalossauro que foram seriamente estudados.
Antes de ser chamado de Megalossauro, ele tinha um nome um pouco mais engraçado. Veja você, em 1763, um médico chamado Richard Brookes, estudando um dos desenhos de Robert Plot (em "Natural History of Oxfordshire", de 1677), apelidou-o de Scrotum humanum porque achava que parecia um conjunto de testículos petrificados.
(Para deixar claro, Brookes sabia que não era um fóssil de um par de testículos gigantes, mas, no entanto, decidiu nomeá-lo assim, porque os homens de todas as épocas na história da humanidade não podem deixar de fazer piadas com genitais em todas as oportunidades que surgem.)
Embora hilário, no século 20, isso representou um problema para a Comissão Internacional de Nomenclatura Zoológica (CINZ), quando chegou a hora de classificar formalmente o Megalossauro como tal. O problema era, é claro, que Brookes o havia nomeado primeiro.
Mas a CINZ decidiu que, como ninguém mais depois de Brookes, o havia chamado de Scrotum humanum, esse nome poderia ser considerado um nomen oblitum, um nome esquecido. Assim, o Megalosaurus venceu.
O que foi lamentável, porque a discussão sobre o Scrotum humanum ainda teria proporcionado boas piadas nas aulas de ciência em todo o mundo.

25 março, 2020

De nós, para vocês

Estamos nos adaptando a uma nova realidade e teremos que encontrar soluções para nos apoiarmos. As forças criativas nos ajudam, vamos pensar fora da caixa e usar a inovação para manter nossa conexão e fazê-la funcionar em conjunto.
~ Orquestra Filarmônica de Roterdã


Bravi tutti! 

A propósito de Ode à Alegria, gostaria de salientar que este é o 250º aniversário de Herr Beethoven. Nascido em 16 de dezembro de 1770, há 250 anos.
~ Rob Mounsey

https://blogdopg.blogspot.com/2012/12/ode-alegria.html
https://blogdopg.blogspot.com/2015/11/um-quadro-de-rembrandt-ao-vivo.html

A vida baseada em organossilício

Não há dúvida de que a sociabilidade do carbono quaternário levou as coisas longe demais.
~ PGCS, em SOBRE O TÉDIO

Embora o carbono, com o potencial de 4 ligações por átomo, seja imbatível em sua capacidade de formar um grande número de compostos químicos, o silício é considerado como a próxima melhor solução, se você quiser criar a complexidade necessária para a vida.
O silício, como o carbono, é muito comum em todo o universo e também admite 4 ligações por átomo, que são condições favoráveis a uma química igualmente complexa.
Utilizando-se de enzimas obtidas em um processo chamado de "evolução direcionada", cientistas da Caltech introduziram-nas em uma bactéria chamada Rhodothermus marinus. Após três sucessivas mutações, elas foram capazes de produzir 20 tipos diferentes de compostos de organossilício.


Esta é uma representação artística da vida baseada em organossilício. Os compostos de organossilício contêm ligações carbono-silício. Pesquisas recentes do laboratório de Frances Arnold mostram, pela primeira vez, que bactérias podem criar estes compostos. Isso não prova que a vida à base de silício ou organossilício seja possível, mas mostra que a vida pode ser persuadida a incorporar silício em seus componentes básicos.
Crédito: Lei Chen e Yan Liang (Beauty of Science) para Caltech.

24 março, 2020

Albert Uderzo (1927 - 2020)

Morreu o ilustrador francês Albert Uderzo, que ficou conhecido, ao lado de René Goscinny, pela criação de #Asterix nos anos 1950.
Este é o prólogo de todas as edições dos livros de Asterix, o gaulês:
"Estamos no ano 50 antes de Cristo. Toda a Gália foi ocupada pelos romanos ... Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses ainda resiste ao invasor. E a vida não é nada fácil para as guarnições de legionários romanos nos campos fortificados de Babaorum, Aquarium, Laudanum e Petibonum..."

Uderzo nasceu em 25 de abril de 1927, perto de Reims, e era filho de imigrantes italianos. No final dos anos 1940, ele foi um dos desenhistas de maior sucesso da sua geração – apesar de ser daltônico. Em 1951, Uderzo conheceu então o talentoso contador de histórias Goscinny. Em 1959, os dois criaram os quadrinhos de Asterix e Obelix em 1959.
Juntamente com Goscinny, que morreu em 1977, aos 51 anos de idade, ambos publicaram 24 álbuns. Durante muito tempo, Uderzo se opôs à criação de novas histórias após a morte de seu colega. Em 2011, ele passou o legado a autores mais jovens, supervisionando o trabalho deles em todos os momentos.

Arquivo: Asterix, 60 anos (29/10/2019)

Lacônicas - 5

"Garoto", o detetive falou laconicamente enquanto apagava o cigarro, "nunca ouviu o termo 'revelar lentamente' como uma maneira de aumentar a tensão narrativa?"

Pode ser observado, de uma maneira geral,
que a vida seria melhor, claramente.
se mais pessoas com nada a dizer
pudessem dizê-lo sucintamente.

— Piet Hein, O CAMINHO PARA A SABEDORIA (3)

Caluda!
  • Se não puder falar bem de uma pessoa, é melhor não dizer nada.
  • Sejamos senhores de nossa língua, para não sermos escravos de nossas palavras.
  • Nunca se esqueça: quem ama não vê defeitos. Quem odeia não vê qualidades. E quem é amigo vê as duas coisas.
Lacônicas: 1, 2, 3 e 4

23 março, 2020

Vestidos para meninos

A separação de gêneros foi bastante marcante em séculos passados. No entanto, as crianças não entravam nessa equação. De acordo com registros antigos, as roupas utilizadas por meninas e meninos podiam ser basicamente iguais até os sete anos de idade.
Ernest Hemingway e Franklin D. Roosevelt possuíam fotos de infância em que usavam saias brancas, consideradas neutras na época.
A tradição não deixava de fora nem as famílias reais: na foto abaixo, Alexei, filho do imperador russo Nicolau II, foi fotografado com um vestido semelhante aos que usavam suas irmãs.

E-D: Alexei, Olga, Tatiana, Maria e Anastasia

As razões para isso eram práticas. Como ainda não existiam zíperes e botões de pressão, era complicado para os meninos vestirem as calças estando sós. E para se despirem no banheiro, idem. O vestido, portanto, apresentava-se como a solução ideal, pois não demandava muito esforço para eles. Além disso, os vestidos serviam por mais tempo enquanto cresciam.
Aos sete anos, aproximadamente, os garotos não precisavam mais usar vestidos. Para a família, era um momento especial chamado de "breeching", significando que o garoto estava alcançando a masculinidade. Seu cabelo era cortado, ele colocava calças pela primeira vez e saía a caminhar pela vizinhança para mostrar o novo visual.

A longa fase pré-industrial da escova de dentes

Terminologias odontológicas como placa e gengivite são consideradas modernas. No entanto, desde que os seres humanos existem tem havido a necessidade da limpeza dos dentes. Quer tenha sido feito para fim de saúde bucal, ou simplesmente para remover um pedaço teimoso de milho preso entre os dentes, a escovação existe há milhares de anos.
As primeiras ferramentas a se assemelharem a uma escova de dentes eram simples varas de madeira com uma ponta desgastada. Tais "avanços tecnológicos" foram evidentes pela primeira vez em 3.000 a.C., na época dos babilônios e dos antigos egípcios. Esses bastões foram encontrados em tumbas de ricos egípcios, indicando que o cuidado com os dentes é uma preocupação antiga.
Distanciando-se dos primitivos pauzinhos para chegarmos aos primitivos bastões de mascar. Por volta de 1.600 a.C., os chineses inventaram o que pode ser considerado o equivalente a uma goma de mascar, o bastão de mascar. Foi sobretudo projetado para refrescar a respiração, em vez de servir para limpar os dentes. Era feito com galhos de árvores aromáticas, e foi provavelmente criado enquanto os chineses estavam descansando da construção da Grande Muralha.
A semelhança mais próxima de uma moderna escova de dentes apareceu por volta de 700 d.C. durante a dinastia Tang, na China. O cabo da escova era feita de bambu ou, em alguns casos, de ossos de animais e tinha cerca de 5 centímetros de comprimento. A cabeça da escova, onde estamos acostumados a ver as cerdas, era formada por pelos de porco. Quer se trate de porco, javali, marmota ou ouriço, não posso dizer com certeza. Isso só me leva a questionar acerca dos níveis de higiene da época.
Somente no século 17 é que a palavra "escova de dentes" entrou no dicionário britânico. Segundo relatos, foi usada pela primeira vez por um cavalheiro inglês chamado Anthony Wood. A palavra foi usada em sua autobiografia ao descrever seus hábitos diários.
A primeira escova de dentes produzida em escala de massa não surgiu até o início da década de 1780. Mais moderna, ele deve seu design a outro inglês chamado William Addis. O cabo da escova era feito de osso de boi, enquanto a cabeça, de cerdas de porco, pelos de cavalo ou penas. Assim, transcorreram-se mais de dois mil anos para refazer a escova de dentes (que os chineses já tinham criado) e colocá-la no sistema de produção em massa.

Fonte: http://dentaldorks.com

22 março, 2020

Wally hoje

2020: Vá para casa, meu bom Wally.

2013: Curtindo Wally
2015: Ninguém nunca pergunta: COMO está Wally?
2019: Aqui está Wally

"... ma non troppo"

É possível ser um bom compositor sem ser um bom instrumentista ou vice-versa?
Responde Elio Pastore, em Quora:
George Gershwin, autor de Rhapsody in Blue, foi um dos mais importantes compositores dos EUA no século XX. Entretanto, tinha uma maneira incomum de tocar piano, que lembrava a sonoridade de uma pianola.
Irving Berlin, que foi outro grande nome da música estadunidense, era reconhecidamente limitado: só sabia tocar uma música em uma tonalidade. Ele contornava essa limitação, usando um piano especial com teclado transpositor. No vídeo abaixo, ele próprio demonstra o funcionamento desse sistema.



DICAS DO BLOG EM

O teclado transpositor
Mecanismo de alguns órgãos do período Barroco e, posteriormente, de certos pianos. Facultava ao músico tocar a música em mais de uma tonalidade, transpondo-a sem que houvesse necessidade de alterar o dedilhado.
O capotraste
No violão, o capotraste cumpre a mesma função da pestana de apertar simultaneamente  todas ou várias cordas do violão em uma determinada casa. Deem uma olhada na imagem abaixo, onde um capotraste faz a pestana na segunda casa do braço do violão:


Utilizando o capotraste, você pode subir a tonalidade da música como se a estivesse tocando com as cordas soltas, ou seja, sem modificar os modelos dos acordes utilizados. Isso, sem dúvida, torna mais fácil a vida de muitos violonistas e ajuda a explicar por que este acessório é popular entre os iniciantes. Para subir a tonalidade da música de meio em meio tom utilizando o capotraste, basta colocá-lo na primeira casa, depois na segunda, na terceira, e assim por diante.

21 março, 2020

O significado de uma tatuagem

Ei, você que tem tatuagem: pode ou não perguntar o significado?
O @felipeneto acha que esta pergunta é uma coisa muito irritante. Vários tatuados concordam com ele. Mas também há muita gente argumentando que se trata apenas de um jeito de puxar conversa.
http://twitter.com/i/events/1179550855520874497
Respostas
- - - Depende. Se você não conhece a pessoa nem tem intimidade com ela, pode ser algo meio invasivo.
- - - Invasivo? Alguém faz uma tatuagem para mostrar! Manda fazer algo do qual gosta ou com o qual se identifica.... Mas aí não quer falar sobre o assunto. Putz! Tá foda! Muito sensível, esse Felipe Neto. De tudo ele reclama, cara!
- - - Mas é muito mimimi mesmo!
- - - Saímos de um tempo em que falamos de empatia com os sentimentos do próximo, e eu ainda vejo gente taxando esses sentimentos de mimimi.
- - - Véi, lembro uma vez em que eu perguntei na maior inocência, aí o grosso me respondeu: "A tatuagem é uma coisa que expressa o que eu sinto, e meus sentimentos eu só compartilho comigo mesmo".
- - - Eu sou a pessoa que pergunta o significado. Agora porque a pergunta incomoda é que eu não sei. Se não tem nenhum significado, responda logo: "Não tem, só achei bonito". E achar bonito já é um significado.
- - - Isso, cara! Pode sim. O que não pode é perguntar porque eu não tenho tatuagem. @EntreMentes

ponto e vírgula: uma pausa, mas não o fim

Ver também: Jogos de advinhação

A desigualdade de riqueza entre os caracóis

A economia dos caracóis - especificamente, o que se poderia chamar de "a economia do jogo de conchas" - fornece alguns dados e reflexões em um novo estudo.

"A Comparison of Wealth Inequality in Humans and Non-Humans" (Uma comparação da desigualdade de riqueza em humanos e não humanos), Ivan D. Chase , Raphael Douady e Dianna K. Padilla, Physica A: Statistical Mechanics and its Applications, 2019, 122962.

Os autores, da Stony Brook University, explicam :
"A desigualdade na distribuição de recursos materiais (riqueza) ocorre amplamente entre grupos humanos…. Apresentamos aqui a primeira descrição da desigualdade de recursos materiais em uma população animal: a distribuição de conchas gastrópodes (caracóis) habitadas pelo ermitão Pagurus longicarpus. Descobrimos que a distribuição dessas conchas entre os caranguejos se assemelha fortemente à forma característica de distribuição de riqueza em grupos humanos. A quantidade de desigualdade nos caranguejos é maior do que a de alguns grupos humanos de pequena escala, porém menor do que a das nações."

http://doi.org/10.1016/j.physa.2019.122962
http://www.improbable.com/2019/10/02/wealth-inequality-among-snails/
vídeo: http://youtu.be/NFqy7cwATP8

O velho Acordo Caracu EUA-Brasil (em que o Tio Sam entrou com a cara e o Brasil, com a segunda parte).

20 março, 2020

Santa Corona

Em Anzù, norte da Itália, há uma basílica onde as relíquias de São Victor e Santa Corona são preservadas desde o século IX.
Santa Corona tinha apenas quinze anos quando professou sua fé cristã, por volta de 165, durante a perseguição promovida pelo imperador romano Marco Aurélio.
Corona foi presa e amarrada pelos pés ao topo de duas palmeiras que estavam dobradas até o chão. Quando as palmeiras foram soltas, ela foi despedaçada. Segundo a Martirologia Romana, isso aconteceu na Síria.
Santa Corona é especialmente venerada na Áustria e na Baviera como a padroeira contra pragas e epidemias.
Sua data festiva é 14 de maio.

Fazendo o cerca-lourenço

Cerca-lourenço, s.m.
1. Bras. Hábito ou expediente de se aproximar de uma pessoa com uma série de rodeios, de alusões ou insinuações, para se beneficiar de algo ou encaixar um pedido.
2. P.ext. Qualquer circunlóquio, evasiva ou subterfúgio;
3. Palavreado sem objetividade; fala ou texto complicado, longo e de pouco significado;  enrolação, embromação.
"Todo o cerca-lourenço daquele longo parágrafo pode ser resumido em duas linhas."
Antônimos: ir direto ao assunto (ao ponto); sem nove horas etc.

Há diversas versões sobre a origem das "conversas de cerca-lourenço". Todas elas passam por um cerco a um personagem chamado Lourenço. O mais complicado dos assédios é o que está no conto de amor "Cerca Lourenço", de Fernando Cirino, que o autor postou no Recanto das Letras.
Assim conclui o narrador: "Dessas coisas há sempre quem duvide. Cá com meus botões confesso ter delas bem poucas certezas...".
Recomendo a leitura do conto.

Histórico do DBF
05/10/2007 - "Bebel que a cidade comeu" e "Deite-se na cama e crie fama" AQUI
13/03/2014 - "Imagine se pega no olho?" AQUI
18/02/2015 - "Impitimam é meuzovo" AQUI
02/02/2016 - "Vá correndo fazendo vento" AQUI
09/07/2016 - "Boas cercas,bons vizinhos" AQUI
08/11/2016 - "Besta elevada ao quadrado" AQUI
25/01/2017 - "Não sou má, é que me desenharam assim" AQUI
16/03/2017 - "Chore um rio por mim" AQUI
18/06/2017 - "Vá direto ao assunto" AQUI
21/07/2017 - "O fogo pegou no breu"
15/12/2017 - "Botar suspensório em cobra" AQUI
19/01/2018 - "Passar o cerol" e "Aparar pela rabiola"
16/02/2018 - "Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa" AQUI
29/04/2018 - "A palo seco" AQUI
01/05/2018 - "Corre, trem" AQUI
27/07/2018 - "Batidas na madeira" AQUI
02/09/2018 - "Sem querer explicar, mas já explicando..." AQUI
04/11/2018 - "Voltando à vaca fria" AQUI
02/12/2018 - "Morreu Maria Preá" AQUI
04/01/2019 - "Enfiar o pé na jaca" AQUI
04/02/2019 - "Boto fé" AQUI
30/04/2019 - "Botar boneco" AQUI
10/09/2019 - "Freada de arrumação" AQUI
25/11/2019 - "Tomar chá de sumiço" e "Mais fraco do que chá de bila" AQUI
12/01/2020 - "Força na peruca!" AQUI
20/03/2020 - "Fazendo o cerca-lourenço"

19 março, 2020

A mulher que plantou milhões de árvores

Walt Whitman viu nas árvores o mais sábio dos professores e Hermann Hesse encontrou neles um alegre antídoto para a tristeza da nossa efemeridade. "A árvore que leva alguns a lágrimas de alegria é, aos olhos de outros, apenas uma coisa verde que se interpõe no caminho", escreveu William Blake. "Como um homem é, então ele vê a porra da árvore."
Muitos anéis de árvores depois de Blake, Whitman e Hesse, outro visionário se voltou para as árvores como um instrumento de desobediência civil, empoderamento e emancipação, promovendo a democracia, os direitos humanos e a justiça ambiental.
Nascida perto de uma figueira sagrada no planalto central do Quênia, vinte anos após o país se tornar uma colônia britânica, Wangari Maathai (1 de abril de 1940 a 25 de setembro de 2011) tornou-se a primeira mulher africana a ganhar o Prêmio Nobel da Paz, premiada por seu triunfo na promoção do "desenvolvimento social, econômico e cultural ecologicamente viável", fundando o Movimento Cinturão Verde responsável por plantar 30 milhões de árvores e capacitando as mulheres para participar de mudanças sociais - um ato de coragem e resistência pelas quais ela foi espancada e presa. várias vezes, mas que finalmente ajudaram a derrotar o presidente corrupto e autoritário do Quênia e abriram um novo caminho para a resiliência ecológica.
A autora de livros infantis franceses Franck Prévot e a ilustradora Aurélia Fronty contam sua notável história em Wangari Maathai: A mulher que plantou milhões de árvores - uma adição adorável às biografias mais inspiradoras de heróis culturais.

Extraído de: The woman who planted millions of trees, por Maria Popova. In: Brain Pickings

Asas caleidoscópicas

A asa de uma mosca da fruta (Closterocerus coffeellae), vista contra um fundo branco, parece monótona. É transparente, sem cores óbvias, exceto por algumas pequenas manchas acastanhadas.
Mas esta aparência pode ser enganosa. Se você colocar a asa na frente de um fundo preto, ela de repente explode em um caleidoscópio de cores. Laranjas, azuis, verdes, violetas - praticamente todo o arco-íris dança através da asa, exceto o vermelho.
Um cientista francês chamado Claude Charles Goureau notou pela primeira vez esses tons vívidos em 1843. Desde então, eles definhavam na obscuridade, "aparentemente despercebidos pelos biólogos contemporâneos". Sempre que novas espécies de vespas ou moscas são descritas, seus descobridores quase nunca mencionam os padrões coloridos das asas. Os pigmentos visíveis foram até descritos como " evolução em preto e branco ". É como andar por uma galeria de arte com os olhos vendados.
Esqueça borboletas
Agora, Ekaterina Shevtsova, da Universidade de Lund, levantou voo. Ao fotografar várias espécies contra fundos escuros, ela revelou um mundo de cores ocultas, rivalizando com o de obviamente mais belos insetos. "A alegação de que os padrões de asas de mosca e vespa não são páreo para a incrível diversidade de padrões coloridos de asas de borboleta é obsoleta", diz ela.


Ao estudar esses padrões, ela conseguiu diferenciar cinco espécies de vespas, três das quais eram novas para a ciência. À primeira vista, todas elas poderiam ser confundidos uma com as outras, mas seus padrões coloridos de asas denunciavam-nas.
Referências:
http://bit.ly/2y36js4
http://dx.doi.org/10.1073/pnas.1017393108

18 março, 2020

O diagrama de Venn da minha vida


http://bitsandpieces.us/2019/10/01/my-life-7/ Tradução: PGCS

http://blogdopg.blogspot.com/2014/08/homenagem-ao-matematico-john-venn.html
http://slideshows-pg.blogspot.com.br/2014/08/diagramas-de-venn.html