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27 dezembro, 2019

Como este homem gostaria de ser conhecido

PERFIL

Jonathan Marks é professor do Departamento de Antropologia da Universidade da Carolina do Norte, em Charlotte, onde leciona desde o início do presente milênio, depois de breves períodos em Yale e Berkeley.

Embora ele tenha escrito livros intitulados "O que significa ser 98% chimpanzé" e "Por que não sou cientista", ele gostaria de ser conhecido como sendo "98% cientista e não um chimpanzé".

http://pages.uncc.edu/jonathan-marks/

05 março, 2018

O número de Dunbar

Fica entre 100 e 230 e sua estimativa mais comum é 150.
O número de Dunbar define o limite cognitivo teórico do número de pessoas com as quais um indivíduo pode manter relações sociais estáveis. Nesse tipo de relação o indivíduo conhece cada membro do grupo e sabe identificar em que relação cada indivíduo se encontra com os outros do grupo.
Este número foi proposto pela primeira vez, na década de 1990, pelo antropólogo britânico Robin Dunbar, ao encontrar uma correlação entre o tamanho médio do cérebro primata e o tamanho médio do seu grupo social. Usando o tamanho médio do cérebro primata  e extrapolando a partir dos resultados dos primatas, ele propôs que os seres humanos podem confortavelmente manter apenas 150 relações sociais estáveis.
Deve-se reparar que as pequenas comunidades - tribos, aldeias, grupos de interesse comum - costumam ficar mais ou menos nessa faixa encontrada pelo antropólogo.

07 setembro, 2016

O Povo Brasileiro, por Darcy Ribeiro

O Povo Brasileiro é uma obra do antropólogo Darcy Ribeiro, lançada em 1995, que aborda a história da formação do povo brasileiro, sua origem mestiça e a singularidade do sincretismo cultural que dela resultou. Com imagens captadas em todo o Brasil, material de arquivo raro e depoimentos, a série é um programa indispensável para educadores, estudantes e todos os interessados em conhecer um pouco mais sobre o nosso país.
Playlist com 10 vídeos no canal Preparatório Senado do YouTube:
Capitulo 1 - Matriz Tupi

Capítulo 2 - Matriz Lusa
Capítulo 3 - Matriz Afro
Capítulo 4 - Encontros e Desencontros
Capítulo 5 - O Brasil Crioulo
Capítulo 6 - O Brasil Sertanejo
Capítulo 7 - O Brasil Caipira
Capítulo 8 - O Brasil Sulino
Capítulo 9 - O Brasil Caboclo
Capítulo 10 - A Invenção do Brasil

16 outubro, 2014

A Sociedade de Autópsia


Alguns anos atrás, sábios de Paris organizaram uma sociedade de autópsia com o objetivo de aprofundar os conhecimentos sobre a estrutura e a fisiologia do cérebro, correlacionando as características intelectuais dos indivíduos necropsiadas com as aparências post mortem de seus cérebros.
A coisa toda foi considerada uma piada científica, mas a existência da sociedade foi um fato real para um de seus membros: M. Asseline, que, havendo falecido recentemente, teve o cérebro cuidadosamente examinado pelos companheiros sobreviventes, que fizeram um relatório completo dos resultados para a Sociedade de Antropologia de Paris.
O seguinte relato sobre o assunto encontra-se em Nature, de 14 de agosto de 1879, p. 377:
"M. Asseline morreu em 1878, com a idade de 49. Ele era um republicano e um materialista; possuía uma enorme capacidade de trabalho, grande faculdade de assimilação mental e uma memória extraordinariamente retentiva, e tinha uma disposição gentil, benevolente, gosto refinado e inteligência sutil. Como escritor, ele sempre demonstrou grande aprendizado, força incomum de estilo e elegância de dicção, e na sua relação com os outros era modesto, sensível e até mesmo tímido. No entanto, a autópsia mostrou circunvoluções espessas e grosseiras, que M. Broca diria serem características de um cérebro inferior. A fossa ou depressões, especialmente a parieto-occipital esquerda, estavam muito marcadas, que Gratiolet as consideraria de um personagem símio e um sinal de inferioridade cerebral frequentemente encontrados em mulheres (sic) e em alguns homens de inferioridade intelectual indiscutível. Os ossos cranianos eram, em alguns pontos, finos e translúcidos, a sutura frontal não era totalmente ossificada, e um grau de assimetria se manifestava, com destaque, na região frontal direita. Pesava o cérebro 1.468 gramas, ou seja, cerca de 60 gramas acima da média dada por M. Broca para a idade de M. Asseline. As aparentes contradições entre o peso do cérebro e o caráter marcado das depressões parieto-occipitais, atraíram muita atenção, e os membros da Société d'Anthropologie foram seriamente convidados por M. Hovelacque para, em prol da ciência, se juntarem à Société d'Autopsie, com a qual a antropologia já estava em dívida por muitas observações importantes."
Chicago Medical Journal and Examiner, citado em New Orleans Medical and Surgical Journal, de janeiro de 1880

03 maio, 2013

Você sabe o que é Ubuntu?

A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Florinópolis (2006), nos presenteou com esta história que aconteceu numa tribo em Ubuntu, na África do Sul.
Ela contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, ao terminar seu trabalho, propôs uma brincadeira (que achou ser inofensiva) para as crianças da tribo.
Comprou uma porção de guloseimas na cidade, organizou-as num cesto bem bonito e colocou tudo debaixo de uma árvore. Aí, chamou as crianças e combinou que, quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele falou "já!",instantaneamente todas as crianças deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore onde estava o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comê-los alegremente.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas... se uma só poderia ficar com o cesto e tudo que havia dentro.
Elas responderam:
“Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?”
Ele ficou desconcertado! Meses e meses estudando a tribo e ele ainda não havia compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?
Ubuntu significa: “Sou quem sou, porque somos todos nós!”
Desambiguação
Ubuntu também designa o sistema operacional de código aberto, construído a partir do núcleo Linux, baseado no Debian. Com este nome busca-se passar a ideologia do projeto, baseada nas liberdades do software livre e no trabalho comunitário de desenvolvimento. O sistema é muito comumente chamado "Ubuntu Linux", porém, oficialmente a Canonical, desenvolvedora do sistema, usa apenas o nome "Ubuntu", uma vez que o sistema pode ser transportado para além do Linux. WIKIPÉDIA
Logo do Ubuntu ►
É conhecido como Human Circle. Ele representa três pessoas abraçadas formando um círculo.
No site Chris B há algumas brincadeiras com o logo. Esta é uma delas.
Versão pão-doce