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12 fevereiro, 2020

O parafuso de Arquimedes

Tem sido usado para elevar a água a níveis mais altos desde os tempos antigos. Arquimedes (287-212 a.C.) é o inventor deste dispositivo, que foi originalmente usado para a irrigação no delta do Nilo e para bombear navios.
Há um parafuso de Arquimedes, do século XIX, que ainda funciona bombeando água em um moinho de vento em Schermerhoorn, na província de North Holland, na Holanda. Eleva a água a uma distância vertical de 1 metro.
Uma análise, usando o levantamento de bolas de gude em vez de água, é usada em quase todos os textos do século XIX. A extremidade inferior do tubo helicoidal mergulha em um prato de bolas de gude e pega uma. A hélice continua a girar, e a bolinha é continuamente elevada a uma curta distância em um plano inclinado. As forças de atrito são pequenas e a bolinha continua rolando por uma sucessão infinita de planos inclinados formados pela hélice em rotação.



O elevador Olds é uma máquina bastante simples sobre a qual ninguém cogitava até recentemente. Foi construído por um homem chamado Olds, a partir de "uma velha ideia maluca": o parafuso de Arquimedes.
Peter Olds possui a patente # US7314131B2, que descreve sua invenção.

10 dezembro, 2019

A matemática poderosa da alavanca

Arquimedes disse:
"Dê-me um lugar para ficar e eu moverei a Terra." 

No vídeo abaixo, Andy Peterson e Zack Patterson utilizam-se da gangorra para ilustrar as incríveis implicações e usos da alavanca. E revelam a distância inimaginável de que precisamos para verificar essa declaração de Arquimedes.


07 janeiro, 2018

Numa banheira

A matemática pura é o melhor jogo do mundo.
É mais absorvente do que o xadrez, do que uma aposta no pôquer...
E dura mais do que Monopoly.
É grátis. Pode ser jogado em qualquer lugar.
Arquimedes fez ISSO... numa banheira.
— Richard J. Trudeau

Vinícius de Moraes em sua banheira — o seu local de trabalho —, concedia entrevistas, recebia amigos e criava poemas e canções. No dia 9 de julho de 1980, depois de passar a madrugada compondo com o seu parceiro Toquinho, ele sentiu-se mal em sua banheira. Toquinho e Gilda Matoso, esposa de Vinicius, tentaram socorrê-lo mas em vão.


Ler também:
Vinicius e sua banheira: juntos até o fim
A foto do joelho de Vinicius, blog EM

Que tal nós dois numa banheira de espuma?
— Rita Lee e Roberto de Carvalho


Rita Lee na televisão italiana

26 fevereiro, 2016

Albert, o cão cientista

Em uma série de vídeos, o cão labrador Albert mostra seu conhecimento científico avançado para comer guloseimas que foram trancadas por seres humanos em diferentes recipientes.
Nesta experiência, ele tenta chegar a uma sopa de galinha colocada em um recipiente cilíndrico. Sua língua não consegue alcançar a sopa. Então, Albert coloca umas bolas no recipiente. E as bolas elevam o nível do líquido, de acordo com o famoso princípio de Arquimedes de Siracusa, possibilitando-lhe tomar a sopa.
Cãociente Consciente da importância de "dar uma canja" para o público, Albert publica os vídeos de suas experiências científicas em seu site DogScientist.com.



Segundo o dicionário Oxford, um cientista é "uma pessoa que estuda ou tem conhecimento especializado de uma ou mais ciências naturais ou físicas". Esses indivíduos tendem a apresentar as seguintes características:
Inteligência - Eles têm a aptidão para aprender coisas novas e aplicar suas habilidades para responder perguntas. Grandes cientistas são capazes de ver o mundo, de uma maneira que poucas pessoas veem, e também de fazer perguntas que ninguém nunca tinha pensado antes em perguntar. Albert Einstein, por exemplo, questionou como espaço e tempo estariam relacionados e descreveu essa relação através da sua teoria da relatividade.
Curiosidade - Eles são curiosos sobre o mundo. Charles Darwin passou 5 anos no HMS Beagle, detalhando as maravilhas do mundo natural e especulando a respeito de como elas poderiam ter surgido.
Persistência - Mantendo-se em um problema, eles não desistem. Marie Curie processou ​​toneladas de uraninita para isolar o rádio.
Mente lógica - Eles podem formular modelos do mundo que lhes permitam não apenas explicar as coisas, mas prevê-las. Os meteorologistas podem prever o tempo com base em modelos complexos e nos dados atuais do tempo. Newton foi capaz de formular suas equações para as leis do movimento, que nos permitem prever como os objetos se movem e como calcular o tempo que uma uma maçã leva para cair sobre a cabeça de alguém.
Albert

07 setembro, 2013

O raio da morte de Arquimedes

Luz solar refletida por edifício derrete carro
Um homem se queixou de que um arranha-céu londrino recém-construído derreteu partes de seu Jaguar (VÍDEO), o qual estava estacionado em uma rua próxima. Aparentemente, o problema foi causado pela luz solar ao ser refletida do edifício para o carro. De acordo com a  BBC News, a construtora prometeu pagar os reparos no veículo e a prefeitura da cidade, como medida de precaução, interditou três vagas de estacionamento enquanto aguarda as conclusões da investigação.
Será que isso é verdade mesmo?
Eis aqui qual foi a conclusão do E-FARSAS.


O raio da morte de Arquimedes
Luciano de Samósata, escritor do século II, escreveu que durante o cerco a Siracusa (214–212 a.C.), Arquimedes destruiu navios inimigos com fogo. Séculos depois, Antêmio de Trales menciona espelhos ustórios como a arma utilizada por Arquimedes. O dispositivo, chamado de "raio de calor de Arquimedes" , teria sido usado para concentrar a luz solar em navios que se aproximavam, levando-os a pegar fogo.
A credibilidade desta história tem sido objeto de debate desde o Renascimento. René Descartes a considerou falsa, enquanto pesquisadores modernos tentaram recriar o efeito, usando apenas os meios que estavam disponíveis a Arquimedes. Foi sugerido que uma grande quantidade de escudos bem polidos de bronze ou cobre atuando como espelhos poderiam ter sido utilizados para concentrar a luz solar em um navio. Poderia ter-se usado o princípio do refletor parabólico de maneira similar a um forno solar de alta temperatura.
Um teste do raio de calor de Arquimedes foi realizado em 1973 pelo cientista grego Ioannis Sakkas. O experimento foi realizado na base naval de Skaramangas nos arredores de Atenas. Nesta ocasião 70 espelhos foram usados, cada um com um revestimento de cobre e com um tamanho de aproximadamente 1,5 por 1 m. Os espelhos foram apontados para uma réplica de um navio romano, feito de madeira compensada, a uma distância de aproximadamente 50 metros. Quando os espelhos foram enfocados com precisão, o navio irrompeu em chamas em questão de poucos segundos. O navio de madeira compensada era revestido por tinta de betume, o que pode ter facilitado a combustão.
Em outubro de 2005, um grupo de estudantes do MIT conduziu um experimento com 127 espelhos quadrados com lados de 30 cm, focados em uma maquete de navio de madeira a uma distância de cerca de 30 m. Chamas surgiram em uma parte do navio, mas só depois de o céu estar sem nuvens e o navio ter permanecido estacionário por cerca de dez minutos. Concluiu-se que o dispositivo era uma arma viável nessas condições. O grupo do MIT repetiu a experiência para o programa de televisão MythBusters, utilizando um barco pesqueiro de madeira em São Francisco como o alvo. Novamente alguma carbonização ocorreu, juntamente com uma pequena quantidade de chamas. Para pegar fogo, a madeira precisa atingir a sua temperatura de autoignição, que é de cerca de 300 °C.
Quando os MythBusters transmitiram o resultado do experimento de São Francisco, em janeiro de 2006, a afirmação foi categorizada como mentira ("mito detonado") devido à duração do tempo e as condições climáticas ideais necessárias para a combustão ocorrer. Também foi salientado que, como Siracusa vê o mar a leste, a frota romana teria de ter atacado durante a manhã para um ótimo acúmulo de luz usando-se os espelhos. Os MythBusters também salientaram que um armamento convencional, como flechas em chamas ou, ainda, catapultas, seriam uma maneira mais fácil de incendiar um navio a curta distância.
Em dezembro de 2010, os MythBusters (VÍDEO) tentaram novamente reproduzir a história do raio de calor em uma edição especial, com Barack Obama em destaque, intitulada "President's Challenge" (O Desafio do Presidente).  Vários experimentos foram realizados, incluindo um teste em larga escala com 500 crianças escolares mirando espelhos em uma maquete de um barco romano a 120 m de distância. Em todos os experimentos, a vela não alcançou os 210 °C  necessários para que pegasse fogo, e o veredito foi novamente o de "detonado". O programa concluiu que o efeito mais provável dos espelhos teria sido: cegar, ofuscar, ou distrair a tripulação do navio.

08 março, 2013

Sem navios e sem esponjas

O cartunista Randall Munroe gosta de responder a perguntas bizarras da Física em seu blog What If?.
Sua pergunta mais recente é:
Qual seria a queda do nível do mar, se todos os navios foram retirados de uma só vez dos oceanos?
O Princípio de Arquimedes nos diz que a água deslocada por um navio pesa tanto quanto o próprio navio. Se pudermos descobrir o peso total de todos os navios do mundo, poderemos descobrir a quantidade de água que é deslocada por eles; em seguida, dividindo esse volume pela área da superfície dos oceanos, conseguiremos descobrir em quanto o nível da água iria baixar.
E a sua resposta para a pergunta?
O nível do mar cairia 6 micra. Quer dizer: pouco mais do que o diâmetro de um fio de teia de aranha. Mas, porque o nível do mundo do mar está a subir de qualquer maneira (pelo derretimento das geleiras e pela expansão térmica da água, efeitos do aquecimento global), ele iria retornar para o nível anterior no prazo de 16 horas.
E o que dizer da velha piada sobre quanto mais profundo seriam os oceanos sem as esponjas?
Embora as estimativas da biomassa de esponjas sejam difíceis de encontrar, a resposta provavelmente é que, se você removeu todas elas, o nível do mar cairia em não mais do que algumas micra... ou muito menos se você espremeu as esponjas antes.

01 setembro, 2007

Isso é divertido!

Esqueçam a euforia de Arquimedes.
Para o cientista Isaac Asimov a mais excitante frase a ser ouvida de alguém que anuncia uma invenção não seria EUREKA! Seria THAT’S FUNNY!
Além de ser mais eficiente no marketing, imagino.