Duzentos milhões de anos atrás, muito antes de caminharmos pela Terra, era um mundo de criaturas de sangue frio e cores opacas – uma espécie de mar terrestre de marrom e verde. Havia plantas, mas sua reprodução era um tênue jogo de azar – elas lançavam seu pólen no vento, na água, contra a incrível improbabilidade de que pudesse atingir outro indivíduo de sua espécie. Sem algoritmo, sem subterfúgio – apenas chance.
Mas então, no período Cretáceo, as flores apareceram e cobriram o mundo com uma rapidez surpreendente – porque, em algum sentido poético, elas inventaram o amor.
Uma vez que havia flores, havia frutas – aquela alquimia transcendente da luz do sol transformada em açúcar. Uma vez que houvesse frutas, as plantas poderiam contar com a ajuda dos animais em uma espécie de comércio: a doçura por uma carona. Os animais saborearam os açúcares das frutas, convertendo-os em energia e proteínas, e um novo mundo de mamíferos de sangue quente ganhou vida.
Sem flores, nós não haveríamos.
Darwin não conseguia compreender como as flores podiam surgir tão repentinamente e assumir o controle tão completamente. Ele chamou isso de "mistério abominável". Mas desse mistério nasceu um mundo novo, regido por uma maior complexidade, interdependência e desejo animal, tendo a flor como seu emblema de sedução.
https://www.themarginalian.org/2022/02/04/universe-in-verse-animated-episode-1/
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17 novembro, 2022
29 março, 2020
Ouvem as flores? Não é bobagem
As plantas podem não ter ouvidos, mas podem "ouvir" muito melhor do que pensávamos
DAVID NIELD, 19 jan 2019
As flores conseguem ouvir, de acordo com novas pesquisas - bem, de certa forma, pelo menos.
Os cientistas descobriram evidências de que as plantas podem realmente ouvir o zumbido das abelhas, passando a produzir em resposta um néctar mais doce a fim de seduzir estes insetos voadores. E, tecnicamente, as flores são seus "ouvidos".
Com base em observações de prímulas noturnas (Oenothera drummondii), a equipe responsável pelo novo estudo descobriu que, poucos minutos após sentir as vibrações das asas das abelhas nas pétalas das flores, a concentração de açúcar no néctar da planta aumentou em média 20 por cento.
As flores pareciam capazes de afinar os ruídos irrelevantes de fundo, como o vento.
Essa capacidade pode dar a algumas plantas uma vantagem evolutiva, dizem os cientistas, maximizando suas chances de espalhar o pólen.
Marine Veits, um dos autores do estudo, à National Geographic:
DAVID NIELD, 19 jan 2019
As flores conseguem ouvir, de acordo com novas pesquisas - bem, de certa forma, pelo menos.
Os cientistas descobriram evidências de que as plantas podem realmente ouvir o zumbido das abelhas, passando a produzir em resposta um néctar mais doce a fim de seduzir estes insetos voadores. E, tecnicamente, as flores são seus "ouvidos".
Com base em observações de prímulas noturnas (Oenothera drummondii), a equipe responsável pelo novo estudo descobriu que, poucos minutos após sentir as vibrações das asas das abelhas nas pétalas das flores, a concentração de açúcar no néctar da planta aumentou em média 20 por cento.
As flores pareciam capazes de afinar os ruídos irrelevantes de fundo, como o vento.
Essa capacidade pode dar a algumas plantas uma vantagem evolutiva, dizem os cientistas, maximizando suas chances de espalhar o pólen.
Marine Veits, um dos autores do estudo, à National Geographic:
"Gostaria de que as pessoas entendessem que ouvir não é apenas para os ouvidos".Ler MAIS.
26 dezembro, 2019
O relógio floral de Lineu
Assim como os humanos têm um relógio interno que lhes diz quando ir dormir e acordar, as plantas também têm seu próprio sistema. Carlos Lineu (nome latinizado: Carolus Linnaeus) foi capaz de observar e estudar este fenômeno quando viu que certas espécies de plantas abrem e fecham suas flores em certos momentos do dia. Isso o levou a desenvolver o relógio floral.Dez anos depois de assumir a responsabilidade pelo Jardim Botânico da Universidade de Uppsala, na Suécia, Lineu publicou sua Philosophia botanica, onde compilou uma lista de quarenta e seis plantas que se abrem durante determinados momentos do dia. Ao organizar essas plantas na sequência em que elas floresciam durante o dia, ele construiu uma espécie de relógio floral,o Horologium florae como ele também chamava.
Lineu, por ter sido o criador da nomenclatura binomial para designar as espécies, é considerado o pai da taxonomia moderna. Ele também participou do desenvolvimento da escala centígrada de temperatura, invertendo a escala que Celsius havia proposto, ao passar o valor de 0° para o ponto de fusão da água e 100° para o ponto de ebulição. Ele também deu origem à prática de se usar os glifos de ♂ - (lança e escudo) Marte e ♀ - (espelho de mão) Vênus como símbolos de macho e fêmea.
15 março, 2018
16 janeiro, 2017
Jardinagem e liderança
Chamo a atenção para o trabalho do Dr. Thorsten Grahn (da Regent University, Virginia Beach, EUA), que faz analogias entre a jardinagem e a liderança organizacional."Há muitas boas razões para preferir as flores artificiais às flores naturais. Mesmo depois de muito tempo em um vaso, elas ainda estão em plena floração e suas folhas não se desprenderam, As flores artificiais não exigem água nem luz do sol – nenhuma nutrição! Elas nunca vão morrer.
Mas as flores artificiais têm uma desvantagem: eles não crescem! Elas permanecem as mesmas para sempre. Eles nunca vão morrer porque nunca viveram.
Às vezes, os líderes desejam que as pessoas de sua equipe se comportem como essas flores artificiais. No entanto, em breve vão descobrir que elas não crescem nem se adaptam a um ambiente em mudança. Na verdade, não mudam em nada.
As organizações precisam de pessoas que vivam e cresçam, e não de pessoas que querem manter o status quo. A liderança deve tratar as pessoas como plantas que precisam de muitos cuidados para viver, mas que, no longo prazo, vão ofuscar as "flores artificiais" da organização."
27 julho, 2015
As margaridas bizarras do Japão
Um usuário do Twitter chamado San Kaido fotografou estas flores, em maio último, na cidade de Nasushiobara, a cerca de 100 quilômetros de Fukushima.
A estranha descoberta destas flores com a aparência bizarra, perto do local do desastre nuclear de Fukushima, pode não ter a ver com radiação, afirma um especialista.
O botânico Guy Barter, da Royal Horticultural Society (RHS), disse que as imagens são consistentes com um fenômeno conhecido como fasciação, encontrado em todo o mundo.
A fasciação faz com que as flores, folhas ou caules de uma planta se apresentem em números e formas anormais. Ela pode ser causada por mutação genética, infecções virais e bacterianas, lesão física e radiação.
Barter disse a The Independent:
A estranha descoberta destas flores com a aparência bizarra, perto do local do desastre nuclear de Fukushima, pode não ter a ver com radiação, afirma um especialista.
O botânico Guy Barter, da Royal Horticultural Society (RHS), disse que as imagens são consistentes com um fenômeno conhecido como fasciação, encontrado em todo o mundo.
A fasciação faz com que as flores, folhas ou caules de uma planta se apresentem em números e formas anormais. Ela pode ser causada por mutação genética, infecções virais e bacterianas, lesão física e radiação.
Barter disse a The Independent:
"É provável que o fenômeno seja apenas aleatório. Temos muitos exemplos de fasciação enviados para o RHS a cada ano. Mas, neste caso, não é possível dizermos, com certeza, se está ligado à radiação. Para ter certeza, teríamos de examinar a sua incidência, ao longo de vários anos, na área em que o excesso de radiação esteja presente,"O nível de radiação perto das margaridas foi considerado um pouco acima do normal, mas seguro para a habitação.
03 abril, 2014
23 setembro, 2012
♪Rancho das Flores♪
Um clipe da marcha-rancho "Rancho das Flores", produzido por Vanya Sant'Anna, aqui colocado para saudar a chegada da Primavera no Brasil.
Vinicius de Moraes fez esta letra para a música "Jesus Alegria dos Homens", de Johann Sebastian Bach.
Aqui a interpretação é da Banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro e Coral (do início da década de 1970). Muitos outros intérpretes ainda gravariam esta marcha-rancho: Luís Claudio, Pequenos Cantores da Guanabara, Trio Esperança, Fagner ...
Curiosidade
Uma referência de Vinicius de Moraes a "Rose is a rose is a rose is a rose", a frase célebre de Gertrude Stein que faz parte de seu poema "Sacred Emily", de 1913. Nesse poema, o primeiro "Rose" é o nome de uma pessoa. Stein usaria mais tarde, em outros escritos, variações sobre a frase como: "uma rosa é uma rosa é uma rosa", no sentido de dizer que "as coisas são o que são", "A é igual a A". Uma espécie de declaração da "lei da identidade".
Vinicius de Moraes fez esta letra para a música "Jesus Alegria dos Homens", de Johann Sebastian Bach.
Aqui a interpretação é da Banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro e Coral (do início da década de 1970). Muitos outros intérpretes ainda gravariam esta marcha-rancho: Luís Claudio, Pequenos Cantores da Guanabara, Trio Esperança, Fagner ...
Curiosidade
... uma rosa não é só uma flor,
uma rosa é uma rosa é uma rosa
é a mulher rescendendo de amor.
Uma referência de Vinicius de Moraes a "Rose is a rose is a rose is a rose", a frase célebre de Gertrude Stein que faz parte de seu poema "Sacred Emily", de 1913. Nesse poema, o primeiro "Rose" é o nome de uma pessoa. Stein usaria mais tarde, em outros escritos, variações sobre a frase como: "uma rosa é uma rosa é uma rosa", no sentido de dizer que "as coisas são o que são", "A é igual a A". Uma espécie de declaração da "lei da identidade".
12 junho, 2011
Flores, flores, flores
No ano passado, minha esposa outra vez se queixou de que eu não lhe dei o presente do Dia dos Namorados. Lembrando-me de que, em outros anos, eu não me esquecia de comprar uma "lembrancinha" para ela. Quando éramos namorados, para ser mais preciso.
Tenho cá minhas dúvidas se eu cheguei a tanto, mesmo naquele tempo. Foi muito curto o nosso período de namoro.
De qualquer maneira, as minhas desculpas pelas repetidas omissões têm sido:
Já somos casados, é só uma festa comercial, a data está sempre mudando...
Esta última é a mais inaceitável delas. Já que a publicidade não deixa ninguém sofrendo de amnésia a respeito do Dia dos Namorados.
Pois bem, como a esposa diz que se contenta em receber um bouquet, o que vale é ter sido lembrada, ontem eu passei numa floricultura. Lá, encomendei umas tantas flores. Numa quantidade que considerei suficiente para compensar os "esquecimentos" dos anos anteriores.
Mas acho que exagerei. Pois ouvi a dona da loja comentar que o rapaz das entregas faria uma viagem exclusiva à minha residência para levar as flores.
Bem, quando ele estava chegando, eu tirei esta FOTO.
Ver também...
Dos motivos para gostar de ser homem
Tenho cá minhas dúvidas se eu cheguei a tanto, mesmo naquele tempo. Foi muito curto o nosso período de namoro.
De qualquer maneira, as minhas desculpas pelas repetidas omissões têm sido:
Já somos casados, é só uma festa comercial, a data está sempre mudando...
Esta última é a mais inaceitável delas. Já que a publicidade não deixa ninguém sofrendo de amnésia a respeito do Dia dos Namorados.
Pois bem, como a esposa diz que se contenta em receber um bouquet, o que vale é ter sido lembrada, ontem eu passei numa floricultura. Lá, encomendei umas tantas flores. Numa quantidade que considerei suficiente para compensar os "esquecimentos" dos anos anteriores.
Mas acho que exagerei. Pois ouvi a dona da loja comentar que o rapaz das entregas faria uma viagem exclusiva à minha residência para levar as flores.
Bem, quando ele estava chegando, eu tirei esta FOTO.
Ver também...
Dos motivos para gostar de ser homem
22 abril, 2011
06 outubro, 2010
05 janeiro, 2010
09 maio, 2009
Pra não dizer que não falei de flores
Quando alguém fala em flores o que logo nos vem à mente? Rosas, em primeiro lugar. Depois: margaridas, antúrios, girassóis, cravos, violetas, lírios... Provavelmente, não nos lembraremos das flores que se tranformam em frutas, mesmo sendo estas tão presentes em nosso dia-a-dia.
Pois estas últimas flores podem ser tão belas quanto aquelas que foram citadas (que, em virtude da maior aceitação, encontram-se à venda nas floriculturas). É o que nos mostra Luciano Rocha, em seu blog Vida & Arte, no qual organizou uma galeria com as imagens destas... FLORES QUE NINGUÉM VÊ.
Um exemplo: a flor da laranjeira
10 setembro, 2008
Na blogosfera - 27
Luciano Rocha, de Natal - RN, publicou em seu "Vida e Arte" (fazendo referência ao controlador do Blog do PG) uma postagem sobre os tais "sapatos de plantas" do artista Tcherevkoff.
O blogueiro de Natal é dos que apreciam as curiosidades culinárias. Como, por exemplo, os pratos à base de flores comestíveis. Assim é que as receitas de dois deles - uma sopa de crisântemos e um pudim de rosas - já estão disponíveis em seu blog.
O blogueiro de Natal é dos que apreciam as curiosidades culinárias. Como, por exemplo, os pratos à base de flores comestíveis. Assim é que as receitas de dois deles - uma sopa de crisântemos e um pudim de rosas - já estão disponíveis em seu blog.
20 maio, 2008
Chamando a atenção
Que as flores usam os mais variados recursos para atrair os insetos, não há dúvida sobre isso. Assim é que apresentam cores vivas, formatos instigantes, fragrâncias agradáveis e, last but not the least, o néctar. O saboroso néctar, este regalo com que as flores costumam dar o definitivo "chega para cá" nos insetos.
E, como se não bastassem os citados recursos para chamar a atenção, as flores ainda usam mais um: o movimento. Considerando-se agora o que foi descoberto por experimentos recentes feitos no País de Gales. A conclusão científica de que as flores, quando são balançadas pelos ventos, também estariam a "acenar" para os insetos.
Mas, para que a artimanha do movimento funcione, é preciso que as flores tenham os caules no tamanho apropriado. Nem muito curto e grosso, que deixe a flor "meio paradona"; nem muito longo e fino, que a faça balançar em excesso. Pois "as flores que se movem demais acabam espantando os insetos, já que estes não conseguem pousar nelas", como afirmam Warren e Penn James, os autores dos experimentos.
Digamos que este último detalhe seja uma espécie de acerto de contas das flores com a Natureza.
E, como se não bastassem os citados recursos para chamar a atenção, as flores ainda usam mais um: o movimento. Considerando-se agora o que foi descoberto por experimentos recentes feitos no País de Gales. A conclusão científica de que as flores, quando são balançadas pelos ventos, também estariam a "acenar" para os insetos.

Mas, para que a artimanha do movimento funcione, é preciso que as flores tenham os caules no tamanho apropriado. Nem muito curto e grosso, que deixe a flor "meio paradona"; nem muito longo e fino, que a faça balançar em excesso. Pois "as flores que se movem demais acabam espantando os insetos, já que estes não conseguem pousar nelas", como afirmam Warren e Penn James, os autores dos experimentos.
Digamos que este último detalhe seja uma espécie de acerto de contas das flores com a Natureza.
Referência: BBC
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