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02 agosto, 2021

Medalhas (consen)suadas

A final da prova do salto em altura dos Jogos Olímpicos de Tóquio terminou de uma maneira invulgar.
Após não conseguir participar dos últimos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro, há cinco anos, em função de uma lesão no tornozelo às vésperas da competição, Gianmarco Tamberi viu a glória neste domingo (01/08) na Olimpíada de Tóquio - 2020.
O italiano de 29 anos foi o atleta a realizar o maior salto em altura, faturando a medalha de ouro.
Mas um fato curioso aconteceu no estádio. O ponto mais privilegiado do pódio foi compartilhado com Mutaz Essa Barshim, do Catar, por ele ter também atingido a mesma altura no salto: 2,37 metros.
Os atletas chegaram a tentar uma meta mais alta, de 2,39 metros, mas ambos falharam em suas tentativas. Com isso, Barshim não pensou duas vezes e perguntou: "Podemos ter dois ouros?".
Bastou o aval do oficial da prova para ambos comemorarem juntos o ouro em Tóquio.


Barshim e Tamberi comemorando. Imagem: CNN Brasil

Ler também: As medalhas da amizade

Consensar ou consensuar 
"Embora frequentemente utilizados em reuniões e acordos de trabalho, os verbos consensar e consensuar não se encontram dicionarizados, não sendo reconhecidos no Vocabulário Ortográfico da Academia Brasileira de Letras (conferido em 02/08/2021). Podem ser considerados um jargão profissional, ou seja, um vocabulário específico, próprio de um grupo. São utilizados para indicar que há consenso, isto é, aprovação, consentimento, anuência." (Flávia Neves, Professora de Português)

23 julho, 2021

As medalhas da amizade

Nas Olimpíadas de 1936, dois saltadores com vara japoneses, Shuhei Nashida e Sueo Oe, empataram em segundo lugar. Recusando-se a competir entre si, Nashida foi premiado com prata (com base em que Nishida havia superado a altura em menos tentativas) e Oe, com bronze.
No retorno ao Japão, eles tiveram as medalhas cortadas em duas, que foram unidas de modo a fazer duas de prata e bronze, "as medalhas da amizade".

OLIMPÍADAS EM FORMA DE CORDEL
Vídeo HISTÓRIA

25 dezembro, 2020

O Pássaro Osbick

Em "The Osbick Bird", Edward Gorey conta em versos a história do pássaro osbick - uma criatura surgida de sua imaginação selvagem e maravilhosa - que um dia pousa no chapéu de coco solitário e digno de Emblus Figby. Como que vindo do nada, ou melhor, do espaço negativo que existe no céu das minimalistas paisagens em preto e branco do autor.
E então, assim, Emblus Figby e o pássaro osbick começam uma vida juntos - como se a vida sempre tivesse que ser vivida nesse conjunto em particular; como se cada um tivesse sido feito para ser a rima do outro. Apesar das discussões ocasionais, os dois prosseguem amigos firmes.
Nessa vida compartilhada, charmosa e excêntrica, que os versos brincalhões de Gorey descrevem, eis que um dia o rolo se esgota (spoiler: Emblus Figby morre). E, após um período de luto apropriado, o pássaro osbick segue em frente. Voando para fora no último quadro (tal como havia voado para dentro no primeiro), em uma consonância milagrosa do improvável com o inevitável.

12 janeiro, 2020

Ricardão

— Ontem, minha mulher fugiu com Ricardo, meu melhor amigo.
— Desde quando Ricardo é seu melhor amigo?
— Desde ontem.
Fototrova #1

18 dezembro, 2019

Você e eu (2)

Você pode comprar uma casa mas não um lar. Pode comprar uma cama mas não o sono. Pode comprar um relógio mas não o tempo. Pode comprar um livro mas não o conhecimento. Pode comprar uma posição mas não o respeito. Pode comprar o remédio mas não a saúde. Pode comprar o sangue mas não a vida.
Você vê, o dinheiro não é tudo. E muitas vezes causa dor e sofrimento. Eu lhe digo tudo isso porque eu sou seu amigo, e como seu amigo eu quero livrá-lo da dor e do sofrimento.
Então me envie todo o seu dinheiro, e eu vou sofrer por você. Um amigo assim verdadeiro como eu, você nunca encontrará.

Você e eu (1)

🙅 🙅🙅

O nigeriano dos e-mails
Foi encontrado morto com 27 bilhões de dólares em seu apartamento. Ele havia tentado distribuir sua fortuna ao longo de quinze anos. Mas ninguém respondia seus e-mails.
Agora, o que continua sendo um mistério:
Que fim levou o nigeriano que criava uma hiena?

18 abril, 2018

Dia da Amizade

Nacional: 18 de abril
Mundial: 20 de julho
"Quem tem um amigo tem um tesouro."


Renato Teixeira e Dominguinhos

Os verdadeiros amigos
Do peito, de fé
Os melhores amigos
Não trazem dentro da boca
Palavras fingidas ou falsas histórias
Sabem entender o silêncio.

17 janeiro, 2016

Palavras de despedida

O funeral de Amir Vehabović, em 2007, foi mal prestigiado – 46 pessoas haviam sido convidadas para a cerimônia, mas apenas sua mãe compareceu.
Os outros 45 receberam depois esta carta:
Para todos os meus queridos "amigos", 
Alguns de vocês eu conheci mais cedo, desde os tempos de escola. Outros, porém, do cultivo de um relacionamento nos últimos anos. Até o meu "funeral", eu considerava todos vocês meus amigos íntimos. Assim, foi com choque e, admito, com tristeza e raiva, que eu percebi que nenhum de vocês conseguiu encontrar tempo para vir e me dizer adeus, ao saber que eu estava para ser enterrado. Eu teria entendido se apenas alguns tivessem vindo, trazendo flores e palavras de desculpas em nome dos outros que não puderam fazê-lo. Mas nenhum. Nem um único de vocês veio para me render as últimas homenagens. Eu vivi por nossas amizades. Elas significavam tanto para mim quanto a própria vida. Mas como foi fácil, a vocês todos, esquecer as promessas de amizade eterna dos quais eu ouvi em tantas ocasiões. Quão diferentes nossas idéias de amizade parecem ser. Eu pago um monte de dinheiro para obter um atestado de óbito falso e para subornar agentes funerários a lidar com um caixão vazio. Eu pensei que meu "funeral" seria uma boa piada – o tipo de brincadeira que, às vezes, fazemos uns com os outros. Agora, eu tenho apenas uma última mensagem para vocês: meu "funeral" pode ter sido encenado, mas vocês podem me considerar morto, porque eu não tenho interesse em ver nenhum de vocês novamente.
Parting Words, Futility Closet

30 julho, 2014

O amigo de verdade



ELE PODE NÃO SER CAPAZ
DE TRAZER VOCÊ PARA O ALTO
MAS ELE ENCONTRA SEMPRE UM JEITO
DE NÃO DEIXAR VOCÊ CAIR.

Reconhecendo "a pertinência e a importância da amizade como sentimento nobre e valioso na vida dos seres humanos de todo o mundo", a Organização das Nações Unidas decidiu em Assembleia Geral designar o dia 30 de julho como Dia Internacional da Amizade.

Slideshows do PG - Apresentação 329

20 julho, 2013

Sobre a amizade

Hoje, 20 de julho, é o Dia da Amizade.
Recentemente, foi publicado nos Estados Unidos um livro que tem tudo para se transformar em um best seller, daqueles que ajudam muita gente a mudar a forma de ver a vida: "The top five regrets of the dying" (algo como “Os cinco principais arrependimentos de pacientes terminais”), que foi escrito por Bronnie Ware, uma enfermeira especializada em cuidar de pessoas próximas da morte.
Pois é, dentre os cinco maiores arrependimentos do ser humano, ao fim da vida, figura o "Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos".
Diz a Dra. Ana Cláudia Arantes – geriatra e especialista em cuidados paliativos– que comentou, a partir de sua experiência no Hospital Einstein, cada um dos arrependimentos levantados pela enfermeira americana:
“Nem sempre se tem histórias felizes com a própria família, mas com os amigos, sim. Os amigos são a família escolhida. Ao lado dos amigos, nós até vivemos fases difíceis, mas geralmente em uma relação de apoio."
Não mande um abraço para um amigo(a) hoje. Vá lá e dê um abraço bem arrochado.
Fernando Gurgel Filho

16 março, 2013

Amor e ódio


“No mundo sempre existirão pessoas que vão amá-lo pelo que você é, e outras que vão odiá-lo pelo mesmo motivo. Acostume-se com isto... Quem ama não vê defeitos... quem odeia não vê qualidades e, quem é amigo, vê as duas coisas!”
Anônimo, repassado por Winston Graça

10 maio, 2012

Círculos de amizade

Recebo de um colega esta mensagem:
Amigo,
Venho lhe pedir desculpas pelo fato de tê-lo ignorado ultimamente. É que agora eu tenho um novo círculo de amizades...


Espero que você entenda o meu problema.
MRF

Resposta:
Amigo,
Caso não se adapte a essas novas amizades (tudo é possível), saiba que continua bem-vindo em nosso círculo...


PG

26 abril, 2011

Canção caiçara

José Martins Fontes (*)

De onde vens, patrício, camarada, amigo?
Salta da canoa, vem pousar em paz.
És dos Alcatrazes ou do Bom Abrigo?
De uma das Queimadas ou das Sanzalás?

Vens de Vila Bela, do Montão de Trigo?
Vais a Cananéia, vais aos Caraguás?
Venha de onde vieres, com prazer te sigo
Vás para onde fores, tu comigo irás.

É que em toda a costa, paulistanamente
Há uma só família, de tão boa gente
Que em qualquer momento teu irmão sou eu.

Sem saber teu nome dou-te meu afeto
E no comunismo do meu pobre teto
A farinha é tua, todo o peixe é teu.



(*) O autor deste soneto, José Martins Fontes, nasceu em Santos (SP), no dia 23 de junho de 1884. Formou-se em medicina no Rio de Janeiro (RJ), em 1906. Foi auxiliar de Oswaldo Cruz na campanha de saneamento do Rio de Janeiro, além de chefe da Assistência Escolar da Prefeitura. Trabalhou na Santa Casa de Misericórdia de Santos, onde se especializou em doenças do pulmão, com ênfase no tratamento da tuberculose. Mudou-se para Paris em 1914, e lá fundou, com Olavo Bilac, uma agência para serviços de propaganda dos produtos brasileiros na Europa e em outros países. Sua obra literária é bastante volumosa, tendo chegado a 59 títulos. É o patrono da cadeira nº 26 da Academia Paulista de Letras. Faleceu em Santos, no dia 25 de junho de 1937.

19 fevereiro, 2011

Da arte de julgar

Eram dois vizinhos. Um deles comprou um coelho para os filhos. Os filhos do outro vizinho também quiseram um animal de estimação. E os pais deles compraram um filhote de pastor alemão.
Começou uma conversa entre os dois vizinhos:
- Ele vai comer o meu coelho!
- De jeito nenhum. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos e fazer amizade!
É... Parece que o dono do cão tinha razão. Juntos cresceram e se tornaram amigos. Era comum ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. E as crianças, felizes, com os dois animais que criavam.


Eis que o dono do coelho foi viajar com a família, num fim de semana. E não levaram o coelho.
No domingo, à tarde, o dono do cachorro e sua família tomavam um lanche tranquilamente, quando, de repente, entra o pastor alemão com o coelho carregado entre os dentes, imundo, sujo de terra e morto.
O cão levou uma tremenda surra! Quase o mataram de tanta pancada.
Dizia o homem:
- O vizinho estava certo. Só podia dar nisso!
Mais algumas horas, os vizinhos iam chegar. E agora?!
Todos se olhavam. O cachorro, coitado, lá fora, lambendo os ferimentos.
- Já pensaram como vão ficar as crianças?
Não se sabe exatamente quem teve essa idéia, mas parecia infalível.
- Vamos lavar o coelho, deixá-lo limpinho, enxugá-lo com o secador e depois o colocamos em sua casinha.
E assim fizeram. Ficou com bom aspecto o animal morto. Parecia vivo, diziam as crianças.
Logo depois, veem os vizinhos chegando. Ouvem os gritos das crianças.
- Descobriram!
Em poucos minutos, o dono do coelho veio bater à porta, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.
- O que foi?! Que cara é essa?
- O coelho, o coelho...
- O que tem o coelho?
- Morreu!
- Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem.
- Morreu na sexta-feira!
- Na sexta?!
- Foi. Antes de viajarmos, as crianças o enterraram no fundo do quintal e agora ele reapareceu!

A história termina aqui. O que aconteceu depois fica com a imaginação de cada um de nós. Mas o grande personagem desta história, sem dúvida alguma, é o cachorro. Imaginem que o coitado, desde sexta-feira, em vão procurou por seu amigo de infância. Até que, depois de muito farejar, descobriu que ele estava morto e enterrado. O que fez o cão, a seguir? Provavelmente, com o coração partido, desenterrou o amigo e foi mostrá-lo a seus donos, imaginando que estes poderiam ressuscitá-lo.
Fonte: internet, reescrita

04 agosto, 2009

A prova de uma amizade

Não sei porque duvidam do fato de o Presidente Serra ter sido amigo de Luiz Gonzaga, como ele declarou em sua recente visita a Exu, terra natal do grande compositor nordestino. O Presidente Serra não só foi amigo do Gonzagão, como o é de todos os nordestinos, os quais podem contar com ele para que possam viver dias melhores. Numa São Paulo de progresso onde não lhes faltem empregos de porteiros, ajudantes de pedreiro e garis.
A dificuldade para se acreditar em sua grande, sincera e profunda amizade ao sanfoneiro pernambucano pode ser, até certo ponto, compreensível. Pela carência de provas documentais. Algo assim como uma foto, uma reportagem, uma fita cassete ou um vídeo doméstico que o relacione, em algum momento do passado, ao velho e bom Lula. De modo a acabar com essa boataria de que tudo não passa de uma amizade póstuma.
Alguma prova que, ao surgir, fechasse logo a boca de seus detratores.
E... surgiu, finalmente. A amizade que, no tempo do onça, o Presidente Serra tinha ao Rei do Baião era tanta, que este até retribuiu compondo (com Humberto Bezerra) uma canção em sua homenagem. Confiram a seguir.

19 outubro, 2008

Alfabeto do amigo

"AMIGO É AQUELE QUE BEIJA VOCÊ COM CARINHO, DESEJA COM ENTUSIASMO SUA FELICIDADE E GARANTE A FIDELIDADE A VOCÊ. É O QUE ESTÁ PRONTO A QUALQUER HORA PARA OUVIR SUAS HISTÓRIAS E SEUS SONHOS IMPOSSÍVEIS. É QUEM, POR VOCÊ, JOGA TUDO PARA O ALTO E LARGA DO QUE MAIS GOSTA NA VIDA, PARA CUMPRIR COM A OBRIGAÇÃO DE PROTEGÊ-LO, DE LHE QUERER BEM E DE RESPEITAR SEU SILÊNCIO, TRAZENDO UM SORRISO NO ROSTO QUE FAÇA VOCÊ TAMBÉM SORRIR, XERETANDO SE PRECISO FOR E ZANGANDO-SE COM VOCÊ QUANDO NECESSÁRIO."

Via www.hamiltonbueno.com.br, modificado.

19 julho, 2008

Recordando Vladimir

Com Vladimir Morais (cuja morte prematura se deu há três dias) e sua esposa Lúcia tivemos muitos momentos agradáveis. Quando Elba, minha mulher, e eu nos encontrávamos com eles "casualmente" em algum point de nossa cidade. E, aproveitando essas horas boêmias, batíamos os mais inesquecíveis papos.
Ao som da boa música, podia-se apostar, pois que não a dispensávamos.
Alguma vez, acompanhados de nossos filhos, chegamos a passar o fim de semana fora de Fortaleza. Como um deles que passamos na Praia de Icaraí, Caucaia, hospedados num apartamento de meus pais. Estimando que tenha sido aí pelo final dos anos 80, consideradas as idades aparentes de Vladimir Filho e Érico, nossos filhos primogênitos, numas fotografias da ocasião.
Pois bem, são essas fotos que agora tratei de digitalizá-las e pôr no Flickr. Escolhendo duas delas para publicar também no Blog. Uma, que mostra Vladimir comigo numa mesa do Ugarte, o restaurante de Lúcio Brasileiro no Cumbuco. E outra, que mostra Lúcia e Elba (esta com Érico a dormir em seus braços) numa barraca de praia, possivelmente em Tabuba.