29 fevereiro, 2008

O vendedor de estrelas

Era mais um dia de tédio em Letícia, Colômbia. No restaurante do Hotel Anaconda, com o olhar pousado sobre o Rio Solimões, eu sorvia vagarosamente a quarta tulipa de suco de carambola. Contemplava o rio, seu eterno fluir na calha que a natureza lhe reservara, seu manto majestoso cor amarelo-tartaruga... De quando em vez, um boto na vadiação rompia o espelho das águas para quebrar a monotonia. Ou, então, levada de roldão pelo rio passava alguma terra caída - ilhota móvel de vegetação. Em Letícia imperava o tédio.
No cais fluvial, uns nativos tentavam meter uma robusta anta numa embarcação, a qual mais parecia uma Arca de Noé numa versão miniatural. (Mas não havia outros animais a embarcar, nem Noé.) Já bastante ferida pelos puxões imprimidos através das cordas, a anta ainda oferecia uma grande resistência. Homens e animais numa cena antológica. Depois de hora e meia de esforços inúteis, os homens deram um tempo. E entraram numa tasca onde rolavam estridentes cumbias e o estoque da "Costeña" era bom, generoso. No cais, ficou só a pobre anta inventariando os ferimentos.
Nisso, alguém me interrompeu nas divagações:
- Sr. Silva, Paulo G C ?
Bem, respondi que sim. Ao mesmo tempo em que deduzi o seguinte: ele catara o meu nome num catálogo telefônico. Em seguida, na qualidade de brasileiro cordial ainda não desnaturado pelo meio colombiano, eu lhe ofereci uma cadeira (para que sentasse, obviamente). Mas, ao fazê-lo, notei que ele sobraçava um imenso livro de capa sépia, de onde se desprendiam traças agonizantes. Percebendo também a sua intenção de abri-lo, pedi a um garçom que esvaziasse a mesa. Mas isso depois de conferir que o recém-chegado não desejava me acompanhar numa rodada de suco de carambola.
Ele, então, me passou o seu cartão de visita, no qual se lia:

Termine de ler este conto no Preblog.

28 fevereiro, 2008

No mundo das sombras

Se você estiver de pé e bem ereto não se importe com a postura de sua sombra. Sombra, às vezes, faz feio quando bebe (PGCS).
A seguir, alguns flagrantes comprovadores de que as sombras agem por conta própria.



Agem assim... sem sombra de dúvida, pessoal.

27 fevereiro, 2008

A calculadora de Hutchon

Facilita a vida de quem faz pesquisas clínicas este programa criado pelo médico ginecologista DJR Hutchon.
A partir de quatro dados básicos (verdadeiros positivos, verdadeiros negativos, falsos positivos e falsos negativos), obtidos estes pela comparação de um teste com outro considerado padrão-ouro para o diagnóstico de uma doença, o usuário desse programa (cuja apresentação é sob a forma de uma calculadora) pode, instantaneamente, obter as seguintes informações relativas ao teste pesquisado:

- Sensibilidade
- Especificidade
- Valor preditivo positivo
- Valor preditivo negativo
- Acurácia
- Prevalência da doença
- Razão de probabilidade

Endereço da calculadora na internet: www.hutchon.net

26 fevereiro, 2008

Firma a reconhecer

Quem você acha que é o autor desta rubrica?


a) René Descartes, filósofo e matemático francês.
b) Niels Bohr, Prêmio Nobel de Física de 1922.
c) Napoleão I, Imperador da França.
d) Rui Barbosa, jurista e político brasileiro.
e) Ricardo Reis, um dos heterônimos de Fernando Pessoa, poeta portugês.

Gabarito: ver Comentários.

Como são feitos os ovos de Páscoa

-
Fonte: Web

25 fevereiro, 2008

Uma trova sem pai

Quando divulgo uma trova no Blog, o meu leitor imaginário da nota é Airton Soares. Porque, a partir da leitura que faço de seus escritos na internet, já me convenci de que o Professor Soares é um grande cultor da trova. Que há quem diga ser uma forma literária exclusiva da língua portuguesa.
Até onde vão os meus conhecimentos sobre o assunto, esta observação parece ser pertinente.
Mas, agora vamos a uma trova... com a citação final de seu autor:

“A trova é uma criança
Que de colo em colo vai.
Quanto mais glória alcança
Menos lembramos do pai.”


Quanto ao autor... Bem, hoje ninguém sabe mais quem foi. Não é uma ironia?

Pensamento meu

Para murídeos a serviço da “Dama do Esgoto”:



A meia verdade não é irmã siamesa da meia mentira: é da mentira e meia.


PGCS

24 fevereiro, 2008

Dolores Duran

O nome artístico da cantora e compositora Adiléa da Silva Rocha, nascida no Rio de Janeiro em 1930. Autora de músicas românticas como “A noite do meu bem”, “Castigo”, “Ternura antiga”, “Fim de caso”, “Se é por falta de adeus”, “Estrada do sol” e “Por causa de você” (estas três últimas com Tom Jobim).
Abaixo, ela aparece num filme brasileiro (não identificado) cantando um samba.



Dolores Duran teve uma morte prematura em 1959. Ricardo Cravo Albin, em seu “Dicionário da MPB” (neste blogroll), relata: “A cantora chegou a sua casa, às sete da manhã (após uma noitada). Ao dirigir-se para seu quarto, disse à empregada: ‘Não me acorde, estou muito cansada. Vou dormir até morrer.’ De fato, faleceu ainda naquela manhã, enquanto dormia. Suspeita-se de que havia abusado de barbitúricos e bebida alcoólica.”

22 fevereiro, 2008

Algaravia

Um conto em que coloquei o subtítulo de “Um pequeno conto árabe”. Pelo tema e, mais que isto, pelo vocabulário que usei – de origem árabe – para fazer a narrativa. Muitas palavras, porém, não passam de uma divertida farsa. A começar pelos nomes dos personagens de “Algaravia”: Al-Cunha, Al-Meida, Al-Merinda e o cavalo Al-Faras.

Era um desses albergues onde só vai dar o costado uma ou outra alma-perdida. Apesar disto, tomado de repentino e inesperado alento, Al-Cunha bateu na aldrava. E quem veio atendê-lo, após alongado tempo, foi o próprio dono da estalagem. Um albino de nome Al-Meida, o qual, aliás, se mostrou receoso em deixá-lo entrar. No máximo, o recém-chegado ficasse no alpendre e olhe lá. Mas, no que Al-Cunha lhe houvesse perguntado se tinha cara de aldravão, se aparentava ser algum escravo do álcool, se portava algum feio aleijão... "Alastrim" foi a resposta. Estava ocorrendo uma epidemia da doença na aldeia.
Ora, Al-Cunha atravessara terras alagadas, contornara despenhadeiros alcantilados, subira morros alcandorados, percorrera campos alcantifados... para agora estar ali, com o corpo alquebrado, a pedir o inadiável repouso... E o alojamento lhe era negado naquela... naquela aldeola. Sob o pretexto de que vigorava uma lei de quarentena assinada pelo alcaide - uma estúpida lei! Que não relaxava nem para o seu cavalo Al-Faras. Aí, para não aloprar, e mesmo porque as almorreimas já o incomodavam, ele continuou desapeado. E, na expectativa de que Alá interviesse em seu favor, até retirou o alforje da montaria.
Uma chuva começou a cair ensombrecendo o dia. E nada de se notar mudança no alvedrio do opinioso albergueiro - que inclusive gracejou: "A chuva... que há com a chuva? Do telhado ela cai no algeroz e vai se acumular na almácega, o que me garante por algum tempo água em abundância..." Ora, depois de receber tamanha alfinetada, a Al-Cunha só restava usar de uma aleivosia. Dizer a Al-Meida que era um mestre da aleuromancia (nome que os alfarrábios dão à arte de predizer por meio da farinha de trigo). Com esse tipo de charla, quem sabe, ele... Mas não chegou mesmo a ser preciso, entrou em cena Al-Merinda.

Publicado em 1990 no livro “Efeitos Colaterais”. O conto todo está no Preblog.

21 fevereiro, 2008

Memória Júnior

Registro com pesar o falecimento, no dia de ontem, do médico José Maria Furtado Memória Júnior. Integrante do corpo clínico do Hospital de Messejana e de outros nosocômios em Fortaleza, o colega Memória Júnior foi um profissional de destaque nas áreas em que atuou: cirurgia, gestão hospitalar e pesquisa científica.
Na área da pesquisa, foi responsável pela criação de um novo modelo de oxigenador de sangue para uso em cirurgia cardiovascular.
Meus pêsames à família deste grande ser humano.

Penso, logo cito - 6

Francis Bacon, filósofo inglês:




"Os amigos são...
ladrões do tempo."

Criação da Terra

Ainda que eu seja um darwinista convicto não deixo de ficar maravilhado com esta versão criacionista da Terra segundo o cartunista Gary Larson.

20 fevereiro, 2008

O sutiã

Protetor, modelador ou apenas objeto de fetiche, o sutiã é uma peça muito importante do universo feminino. Ainda que, nos anos 60, como forma de protesto de alguns movimentos feministas, muitos deles tenham sido queimados em praças públicas.
No século XXI, ultimamente distante das fogueiras, esta peça íntima da mulher serve inclusive de tema para exposições. Como a que acontece atualmente, no Teatro Tuca (da Pontifícia Universidade Católica), na cidade de São Paulo, promovida pela Associação Brasileira dos Artistas Plásticos de Colagem (ABAPC).
Com o nome “Soutién”, a exposição reúne 25 trabalhos de artistas plásticos filiados à ABAPC. E o material utilizado nas peças expostas é o mais diversificado possível: madeira, metal, pano, arame, penas, areia, gesso, vidro, plásticos e até goma de mascar.
O modelo ao lado (meramente ilustrativo), que é recomendado pelo Blog por sua propriedade anti-mão-boba, não faz parte da mostra, a qual não fica atrás em matéria de versões conceituais para o sutiã.
Confira aqui.

19 fevereiro, 2008

A maldição de Ondina

São conhecidos cerca de 400 casos desta doença em todo o mundo. No entanto, por ser uma causa de morte súbita, acredita-se que este número represente apenas a ponta de um iceberg. E que, por conseguinte, uma em cada 200 mil crianças nascidas possa ter a doença.
A causa é apenas parcialmente conhecida. Atribui-se principalmente a uma ou várias mutações de natureza autossômica dominante no gene PHOX2B. Com isso, o mecanismo de controle da respiração involuntária, no portador dessa alteração, deixa de funcionar adequadamente durante o sono. Embora fique nele preservada a respiração voluntária, a qual acontece em estado de vigília.
Há formas leves da enfermidade, cujo principal sintoma é a sonolência diurna, em conseqüência das noites mal dormidas. E há as formas graves, em que os portadores da doença, devido ao risco de morte por paradas respiratórias, são obrigados a dormir sob ventilação mecânica assistida.

Ondina, por John William Waterhouse (1872)

Na mitologia germânica Ondina foi uma ninfa. Vítima de uma traição amorosa, ela lançou sobre o amante infiel uma maldição. No resto de sua vida, para que ele não parasse de respirar, deveria permanecer acordado.

18 fevereiro, 2008

Sem o navegador

Navegador ou browser é um programa que habilita o computador para a navegação na internet. Na atualidade, os dois browsers mais populares são o Internet Explorer e o Mozilla Firefox.
É possível, porém, a navegação sem o navegador. Se você aplicar em seu computador os seguintes passos:

1. Abra a Calculadora.
2. Clique em Ajuda, a seguir em Tópicos de Ajuda.
3. Clique agora com o segundo botão no Ícone da Calculadora (que aparece no canto superior esquerdo da tela).

4. O que vai fazer surgir a mensagem Ir para URL...
5. Clique-a para que abra a caixa de diálogo.
5. E preencha esta última com a URL do site que você deseja visitar. A URL deste blog, por exemplo, é http://blogdopgblogspot.com.

Aprendi essa dica com O Velho.

17 fevereiro, 2008

Merci, Henri

Pour ton art, ta musique, tes chansons, ton sourire.
Tu resteras toujours dans notre coeur.
Adieu, repose en paix.



Faleceu esta semana (dia 13), aos 90 anos de idade, o compositor e cantor francês Henri Salvador. Foi um grande amigo do Brasil e um fã incondicional da música brasileira. Fez gravações com Gilberto Gil, Caetano Veloso (que depois o citaria numa de suas canções) e Rosa Passos.
No vídeo postado acima, Henri Salvador canta “Dans mon île”. Composta por ele em 1957, foi esta música muito cultuada pela geração da bossa nova.

16 fevereiro, 2008

Medicina digital - 1

-
Fonte: Web

Não cortarás o 7

Não é correto cortar o número 7. Mas as pessoas insistem em cortá-lo, por um motivo que aparentemente remonta aos tempos bíblicos.
Pois se diz que Moisés, assim que desceu do Monte Sinai com as Tábuas dos Dez Mandamentos, reuniu os hebreus para que tomassem conhecimento do assunto.
E passou a ler os Dez Mandamentos, com o seu povo a escutá-lo em respeitoso silêncio.
Até chegar ao Sétimo:
- Não furtarás. (*)
Quando, insatisfeita com o que acabara de ouvir, a multidão se pôs a gritar:
- Corta o sete! Corta o sete!

(*) Corrigido. Ler comentários.

15 fevereiro, 2008

Mosca na sopa

Comecemos por aquilo que contém a mosca, isto é, a sopa. A qual já se encontra bem na sua frente, servida em prato fundo. Apenas aguardando que você - com a fome dos diabos em que se acha - meta logo a colher. Hum... tem cheiro agradável, parece apetitosa e há tentadores pãezinhos na mesa para o acompanhamento. Comme il faut, diria o cronista mundano. E assim poderemos saltar a etapa em que você teria gritado:
- Garçom, o meu prato está molhado.
E ele:
- É a sopa.
Sim , você já se encontra depois do equívoco em questão. Quando já está prestes a sorver a primeira colherada de uma refeição que consagrou o Zarur. Mas aí... de um modo absolutamente frustante, você constata: uma mosca na sopa! Uma hórrida mosca que só Deus sabe dos monturos e de outros locais abjetos por onde andara (o inseto, bem entendido). Até que, num adejo não bem calculado, acabou sendo - como disse o Raulzito - a mosca que pousou na sua sopa. Nojo, asco, repulsa... Pensar que você jamais entra num frege-moscas, que só vai a restaurante limpo, bem administrado e com chêf (a quem manda recomendações ao se retirar satisfeito).
Então, diante do desagradável incidente, agora é chamar o...
- Garçom.

Ilustração: charge de Bello na Tribuna de Minas.

Prossiga a leitura no Preblog.

14 fevereiro, 2008

Um enigma puxa outro

Nestes últimos dias a catraca eletrônica do Blog esteve muito movimentada. Por acessos de pessoas que aqui buscavam alguma informação sobre a recente descoberta do matemático Avraham Trakhtman. Imaginamos que essas pessoas desejavam ver como o matemático encontrou a resposta para um enigma de 40 anos. Infelizmente, aqui não a tínhamos.
Aliás, o que agora temos é um novo problema para ser proposto à comunidade científica. Da qual esperamos vir a respectiva solução, porém num tempo mais rápido.

Ei-lo: Como alguém que chega a primeira vez a uma cidade, cujas ruas não têm nomes, pode encontrar uma casa com perguntas de “tá quente?” e “tá frio?”

Como salvar o emprego?

-
O beija-mão é importante.

Mas só vale para os escalões superiores.

13 fevereiro, 2008

Ismália

de Alphonsus de Guimaraens
Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...


Este poema, publicado no livro "Pastoral aos crentes do amor e da morte", foi incluído por Ítalo Moriconi no livro "Os cem melhores poemas brasileiros do século", Editora Objetiva, Rio de Janeiro, 2001, página 45. Sobre o seu autor, Alphonsus de Guimaraens, nascido em Ouro Preto - MG (1870) e falecido em Mariana - MG (1921), ele é considerado um dos grandes nomes do Simbolismo. Em seus versos, melancólicos e musicais, tratou principalmente de amor, morte e religiosidade.

12 fevereiro, 2008

Adivinhe quem veio para jantar

-

Hey, Noney

Para início de conversa, o que é Noney?
Conforme o seu criador, Obadiah Eelcut (um anagrama de seu nome verdadeiro), o Noney (que rima com money) é a nova “tendência cultural” para se fazer pagamentos de qualquer quantia em qualquer lugar. Decidindo-se, na ocasião devida, o quanto o Noney vale, já que todas as cédulas desta moeda apresentam o valor de face zero.
Em suas várias versões, o Noney traz imagens de pessoas comuns de Providence, Rhode Island, ao lado das do pássaro e vegetal que lhes são favoritos.
Para ler mais a respeito do assunto: www.noney.net


Comentário do BPG
Considerando que a humanidade, depois de muito tempo na prática do escambo, já tem usado das antigas conchas às atuais “estalecas” do programa BBB, o Noney acaba sendo uma boa idéia.

11 fevereiro, 2008

As baterias humanas

Fonte: Portal G1

Pesquisadores no Canadá e nos Estados Unidos criaram um sistema que transforma os movimentos do joelho em eletricidade, com que fizeram funcionar alguns equipamentos eletrônicos. Dentre eles, telefones celulares e microcomputadores. Numa caminhada normal (a 5 km/h), por exemplo, os cientistas provaram que a energia produzida era suficiente para manter em funcionamento dois computadores pessoais.
O canadense Max Donelan, que dirigiu a pesquisa, em nenhum momento a considerou uma brincadeira. Vislumbrando a seguir muitas aplicações para o que foi experimentalmente demonstrado. Em benefício, principalmente, das pessoas que residem nas regiões do globo onde a energia elétrica é escassa ou inexistente.
Interessante que essa idéia das “baterias humanas” não é nova. Já andava na cabeça de muita gente, não necessariamente da área da ciência. Na fértil imaginação, por exemplo, de quem pintou a cena abaixo:

10 fevereiro, 2008

Papéis rápidos

Neste vídeo, o cômico Ennio Marchetto faz uma seqüência de imitações de pessoas famosas do mundo da música e do cinema. Trocando no palco, de acordo com o fundo musical que se modifica a todo instante, os figurinos que correspondem às celebridades. A velocidade dessas transformações burlescas é estonteante, o que faz o espetáculo ainda mais divertido.


Identifiquei vários dos artistas imitados aqui por Ennio Marchetto (ver caixa de comentários). E o leitor, enquanto testa os seus conhecimentos gerais, poderá me ajudar a completar esta lista de celebridades.

09 fevereiro, 2008

Na lata

Charles Kaufman usa tinta acrílica em suas pinturas. Muitos pintores contemporâneos, idem. Mas o que faz Kaufman diferente dos demais é que ele, por vezes, troca as telas por... latas amassadas de cervejas e refrigerantes.
Chama essa experiência de crushed can art.


toontoonz.com/canart

crushedcanart.blogspot.com

Ensaio cego

Em seu blog, Eliomar de Lima divulgou que Avraham Trakhtman, um matemático israelense de origem russa, acaba de resolver um problema que estava sem solução, desde que o mesmo fora formulado há 40 anos. Em sua versão mais simples, o problema era o seguinte: “como alguém que chega a primeira vez numa cidade, cujas ruas não têm nome, pode encontrar uma casa com indicações de... agora à esquerda e agora à direita?”
Eliomar:
Cá andávamos no BPG bem perto de resolver o problema pelo lado prático. Com o auxílio de um colaborador cego a quem eram dadas essas instruções: “agora à esquerda” e “agora à direita”. Em mictórios públicos os resultados alcançados já eram animadores (ver foto). E faltavam apenas alguns ajustes direcionais em nosso colaborador para que, a seguir, repetíssemos os experimentos - com boa probabilidade de sucesso - nas ruas de uma cidade.
Infelizmente para nós, Avraham foi mais rápido.

08 fevereiro, 2008

O brasileiro cordial

Em 1990, quando escrevi este texto enviei uma cópia do mesmo à produção do programa “Jô Soares Onze e Meia”. Era costume de Jô Soares, em seu "talk show" então no SBT, ler alguma colaboração humorística antes de iniciar as entrevistas do programa. Através de amigos, soube depois que, num de seus programas, o entrevistador-humorista havia lido “O brasileiro cordial”. Como não assisti à edição do programa em que isto aconteceu, dou testemunho apenas por ouvir dizer.

Dizer que o brasileiro é cordial é incorrer num mito. Para início de conversa, ele não tem consideração com o próprio corpo. E só porque um dia lhe cortaram o cordão umbilical, ele então acha que pode fazer tudo. Pôr o dedo na ferida, torcer o nariz, bater perna na rua, sacudir as cadeiras, emprenhar pelo ouvidos, dar a mão à palmatória, queimar os miolos, as pestanas etc. Inclusive fazer corpo mole.
Atire a primeira pedra quem ainda não levou uma facada do brasileiro! Ou, por causa dele, não haja se metido numa fogueira, segurado um rabo de foguete.... Sobre ter o calo pisado, idem. É, os outros que o digam. Pois o brasileiro, além de assassinar o Português, de gastar o Latim, vive arranhando o Inglês, o Francês...
(O demônio não é tão feio, mas quem o pintou, hein?)
O desprezo que ele tem pela ecologia! Do contrário, ele não amolaria o boi, não afogaria o ganso, não cutucaria a onça com a vara curta, não deixaria a vaca ir para o brejo... Ah, o "não matarás" não é para o brasileiro, que vive matando cachorro a grito. E a cobra (que ele mata para mostrar o pau) e os coelhos (que ele mata com uma só cajadada) sabem disso perfeitamente. Como os sapos que ele também engole. É pouco? Pois o brasileiro dito cordial ainda gosta de dar no couro e ficar por cima da carne seca.

Leia o texto completo no Preblog.

07 fevereiro, 2008

O colecionador

Numa conversa com o empresário Gaudêncio Lucena, com o qual tenho laços de família, eu descubro que ele é um numismata. Pois coleciona cédulas do Brasil e de muitos países, sendo ele um grande estudioso sobre a história da moeda.
Além disto, o empresário colecionador mantém um website sobre a numismática com muitas interessantes seções. Que vão do utilitário ao curioso, fazendo a abordagem dos seguintes temas: padrões monetários, índices econômicos, cédulas raras e engraçadas, cotações das moedas, cédulas brasileiras, curiosidades etc.
No mesmo, existe ainda uma reprodução de sua coleção particular de cédulas para a apreciação dos interessados.
O website também disponibiliza para leitura e download o livro “HISTÓRIA DO DINHEIRO”, de Newton Freitas, com ilustrações do chargista Sinfrônio. E um mural eletrônico para que os adeptos do hobby negociem suas cédulas e moedas.

www.numismatic.com.br

06 fevereiro, 2008

666, finalmente

Desde que a Bíblia relacionou este número com a Besta (Apocalipse, 13:17, 18) que as pessoas tentam ver a sua presença em nosso mundo. Assim, em tempos passados, ela já foi identificada com Nero, Napoleão e Hitler, dentre outros. E, na época atual, são Bush e Bin Laden que emitem os mais fortes sinais de sua presença.
A verdade é que quase todo nome pode ser decodificado como 666. Dependendo do sistema de cálculo e/ou da língua escolhidos pelo aprendiz de Nostradamus com o fim de chegar ao nome desejado.
Isto inclui, ultimamente, o uso das línguas da computação.
Mas, aqui, 666 só quer dizer uma coisa: o número da postagem que hoje alcancei no Blog.

05 fevereiro, 2008

Um trocadilho médico


Observa-se na legenda do cartoon.
A frase que o paciente diz ao médico, cuja tradução é: “Eu tive parte do meu cólon removida.”
Mas que, como trocadilho, faz sentido apenas em inglês. Porque:
1) semicolon = parte do cólon (intestino grosso);
2) semicolon = ponto-e-vírgula.

Pirâmide humana

- Recomendação do Blog:
Não tente fazer isto sozinho.

04 fevereiro, 2008

Ruminando...

Entraram para a história da propaganda estes versos que Bastos Tigre fez para o Rhum Creosotado:

“Veja ilustre passageiro
O belo tipo faceiro
Que o senhor tem a seu lado
E, no entanto, acredite
Quase morreu de bronquite
Salvou-o o Rhum Creosotado.”


Eram lidos em “reclames” colocados nos bondes do Rio antigo. Vamos e venhamos que os versos publicitários de Bastos Tigre tenham ajudado a dar longa vida ao Rhum Creosotado, pois até hoje o tal xarope existe. Confira.
Ainda que o poeta, com planos literários mais altos, não gostasse de assumir a paternidade dos versos. Deixando sem graça o responsável pelo Blog, que neles foi se inspirar para a seguinte paródia:

Veja ilustre internauta
Que nem assunto me falta
Quando dão por confirmado
Que esse triste bagulho
Quase morreu num mergulho
Salvou-o um Pum arretado.


02 fevereiro, 2008

A sociedade

Já está se acostumando a tanta violência que há risco de o estupro passar a ser considerado um ato cordial. PGCS

Eis uma cena do tempo em que gritar valia a pena.

Ponto e Vírgula

Era uma vez uma Vírgula que vivia na página tal de um livro. Colocada entre duas orações coordenadas assindéticas, ela se julgava a mais infeliz das criaturas. E fazia da linha onde virgulava o seu muro das lamentações. Por algum tempo, pensou-se que o problema da Vírgula seria apenas inveja da Aspa (com a qual guardava certo parentesco). Pois a Vírgula tinha sido vista, em diversas ocasiões, a dizer coisas depreciadoras sobre a Aspa. Que esta, além de não botar os pés no chão, só servia para aspear gírias etc.
Pelas asperezas que eram endereçadas à outra, a invídia realmente acontecia. Porém, o que infelicitava a Vírgula era mais embaixo: um outro tipo de ressentimento. Uma paixão desmedida, cega e doentia pelo tal Ponto Parágrafo. Do tipo paixão não correspondida, uma vez que o Ponto nem sequer olhava para ela. Mas, espere aí... Pontuando a palavra "timidez", não padeceria ele de igual defeito?... Ah, a Vírgula se perguntava e não obtinha uma resposta convincente. O Ponto era um fechado em si mesmo.
Formavam-se rodas para discutir a situação da desolada Vírgula.

Leia o conto todo no Preblog.

01 fevereiro, 2008

Fototrova # 2



Fazendo backups diários
(em que só há um senão:
seus disquetes ordinários.)
Só Cristo salva, meu'rmão.



PGCS

Lego

Meio século de existência deste brinquedo que já vendeu 400 bilhões de peças em todo o mundo.
Leia a notícia aqui.
Para homenagear o cinqüentenário do Lego organizei um slideshow. À base de objetos feitos com os famosos “tijolinhos”.
Aviso
Slide.com fechou suas portas em 6 de março de 2012. A partir desta data, este slideshow deixou de estar disponível na web. Contudo, as imagens que faziam parte do mesmo podem ainda ser vistas sob a forma de álbum no Google+.