30 novembro, 2017

Um dia no museu

Os visitantes do Museu imperial, em Petrópolis, após passarem por magníficos e belos salões não têm como não ficarem admirados com tanta suntuosidade, com tanto luxo e requinte. Quase ao final da visita, todos têm que passar por uma mostra de retratos e de instrumentos da escravidão brasileira.
Uma senhora que estava em nosso grupo, ainda jovem, com dois filhos pequenos, ficou horrorizada com aquele final de percurso no museu. Parecia ter sido tomada de pavor por aquelas salas onde eram exibidos retratos de escravos e, também, pelourinhos, chicotes etc.
- Nossa, que coisa horrível. E puxou os filhos para que estes não vissem aquelas cenas.
Como ela estava muito perto de mim, falei:
- Mas, o que nos choca mais é que, se não fosse isto - apontei para o retrato dos escravos -, não existiria aquilo. E apontei em direção aos salões suntuosos.
E completei, exagerando um pouco:
- Até hoje, em nosso belo sistema, uma coisa ainda depende da outra.
- Que horror, quase gritou, mais apavorada ainda. Deu um "rabanão" com a cabeça e saiu quase correndo, puxando as crianças. Ao invés de lhes ensinar o significado daquilo tudo.

Fernando Gurgel

Gatuno

Publicação a pedido
(200 réis por linha)
Faço público que o Sr. Simão Alves Quarenta é um refinadíssimo patife que, quando o pai lhe morreu (por ter um filho tão ordinário, com certeza), roubou a herança das irmãs que dissipou em orgias; depois de gasta essa fortuna, suas irmãs obrigadas a esmolar para viver, este salafrário começou a passar contos de vigário nos incautos, fazendo transações em nome de firmas fantásticas, captou a confiança de uma viúva rica que lhe ouviu as lábias de velhaco e reduziu esta pobre também à mais tormentosa miséria; depois disso, empregou-se como caixa do Banco dos Sineiros e Repicadores, quebrando este importante estabelecimento de crédito, reduziu à miséria muitas famílias, e corrida essa lebre começou a negociar em gado nas feiras de Minas, presumindo-se que passando notas falsas, este sujeito está hoje de novo entre nós e estabeleceu um armazém na rua do Quebra Coco, cuidado com ele, vizinhança!!!

29 novembro, 2017

Uma nova modalidade de desconto na conta de um restaurante

Uma churrascaria em Pequim tornou-se um local de jantar favorito para a comunidade científica da capital, como relata Li Hongyang.
Quando Feng Shangqing publicou um artigo em uma revista científica, ela simplesmente esperava que isso fosse benéfico para sua carreira médica. Ela certamente não imaginou que o artigo resultaria numa oferta de desconto em um restaurante de Pequim.
A médica, que se formou numa universidade em Xian, província de Shaanxi, recebeu um desconto de 84 yuan (US $ 12,67) no Lancet Barbecue, um restaurante de churrasco que é popular entre os profissionais médicos, como resultado do Fator de Impacto (FI) do seu artigo. O desconto de 84 yuan foi um múltiplo do fator de impacto do artigo de 8,4, que é considerado uma boa pontuação.
De acordo com as regras do restaurante, cientistas, profissionais médicos e cientistas sociais são candidatos a um desconto se tiverem artigos recentemente publicados em revistas que estejam incluídas em bancos de dados como o Science Citation Index e o Social Citation Index.
O FI do artigo é multiplicado por 10 para determinar o desconto, que pode representar até 30% da conta.

O Fator de Impacto, abreviado como FI, é uma medida que reflete o número médio de citações de artigos científicos publicados em determinado periódico.

Ver também: FI do blog EM.

O matemático mais prolífico do século XX

Paul Erdős ensinando Terence Tao em 1985, na Universidade de Adelaide.
Imagem: Wikimedia Commons
O matemático Erdős (pronuncia-se "air-dish") não tinha casa, nem trabalho, nem hobbies. Em vez disso, por 60 anos, ele perambulou no mundo, ficando com cada uma das centenas de colaboradores apenas o tempo suficiente para terminar um projeto e, em seguida, tocar em frente. Paul Erdös estruturou sua vida para maximizar a quantidade de tempo que ele dispunha para a matemática.  Ele andava com uma mala desgastada e uma bolsa de plástico, cor laranja, com a logomarca do Centrum Aruhaz ("Armazém central"), uma grande loja de departamento em Budapeste. Na busca sem fim por bons problemas matemáticos e novos talentos matemáticos, o "mago de Budapeste" atravessou quatro continentes a um ritmo frenético, passando de uma universidade ou centro de pesquisa para o próximo. Seu modus operandi era aparecer na porta de um colega matemático e declarar: "Aqui estou: meu cérebro está aberto", trabalhar com o anfitrião por um ou dois dias, até que ele estivesse entediado ou seu anfitrião estivesse atarefado, e depois se mudar para outra casa.
Vegre nem butulok tovabb (Finalmente, estou deixando de ficar estúpido) foi o epitáfio que o "Mozart da matemática" escreveu para si mesmo.
Fontes:
The  Man Who Loved Only Numbers, por Paul Hoffman
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paul Erdös
Links internos:
O número de Erdös |  Café com matemática | Dados e números primos

15/12/2017 - Atualizando ...
"Para [Joel] Spencer e muitos outros matemáticos, Erdös era uma versão moderna de um monge mendicante medieval. Erdös é freqüentemente chamado, sem rastro de ironia, um santo. Na verdade, havia algo santo na generosidade de Erdös, em sua honestidade e seu apoio aos direitos do indivíduo. Mas a essência da santidade de que seus amigos falam foi sua total devoção à busca matemática da beleza pura. Erdös costumava dizer que "a propriedade é um incômodo". Na verdade, para Erdös, todos os aspectos da vida - empregos, dinheiro, propriedade e vínculos pessoais íntimos - que interferiram com sua devoção à matemática eram um incômodo a ser evitado. Enquanto poucas pessoas escolheram imitá-lo, a vida de Erdös foi um exemplo apreciado por muitos."
~ Bruce Schechter, em "My Brain Is Open"

28 novembro, 2017

LETRAS GARRAFAIS

A expressão «letras garrafais» designa, em gíria jornalística, os caracteres tipográficos a partir do corpo 72, embora só acima dos 100 pontos o leitor comece a ter uma sensação visual forte. Os títulos impressos nestes corpos (o tamanho da letra) têm de ser curtos, para adquirirem «volume» na página. A imprensa séria só em situações excepcionais utiliza corpos de letra dessa dimensão, mas a imprensa sensacionalista recorre a eles com grande frequência, para induzir no leitor uma ideia de importância que as notícias e as reportagens geralmente não têm.
A origem da expressão é, na minha opinião, espanhola.
Há, em Espanha, uma espécie de ginja (cereja) designada por ginja garrafal (em Portugal também existe a mesma designação), que se caracteriza por frutos maiores e mais duros do que os das restantes espécies. O garrafal, aqui, não tem qualquer relação com garrafa e aparece associado a uma noção de grandeza.

Todos os dias esvaziava uma garrafa, colocava dentro sua mensagem, e a entregava ao mar.
Nunca recebeu resposta.
Mas tornou-se alcoólatra.
Contos em letras garrafais, Marina Colasanti

Um museu dedicado à banana

Faça um passeio virtual no Washington Banana Museum, o Museu da Banana de Washington.
A curadora da exposição permanente é Ann Mitchell Lovell, que reuniu neste museu cerca de 6.000 itens: uma mistura de artefatos, arte popular e outras peculiaridades culturais dedicadas à fruta nº 1 do mundo.

30:00-30:15

The Gang's All Here (1943), full movie (blu-ray version)
Alice Faye, Carmen Miranda, Phil Baker e outros
Benny Goodman e orquestra
No Brasil : Entre a Loura e a Morena (versão dublada em português)

27 novembro, 2017

Os repugnantes anúncios relacionados a escravos

Abolida em 1888 e tendo contribuído para a queda do Império no ano seguinte, a escravidão foi o fato mais obscuro da história do Brasil em que índios e, principalmente, negros eram tratados como animais e sem qualquer direito civil. Pessoas vendiam, compravam e até alugavam escravos, em uma atividade que movimentava a economia brasileira no século 19.
Como se sabia quem vendia, quem comprava ou quem alugava? Como se reportava à fuga de escravos que, cansados de tanto sofrimento, fugiam de seus proprietários? Por meio de anúncios de jornal.
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Douglas Nascimento, do site São Paulo Antiga, fez uma seleção de 14 anúncios relacionados a escravos do jornal "Correio Paulistano", que foram veiculados entre os anos de 1857 e 1879. Considerados normais e corriqueiros naqueles tempos, os anúncios hoje causariam repulsa e indignação, confira-os.
Estes anúncios não podem ser esquecidos, pelo contrário. São provas documentais de um passado terrível da história do Brasil.

(matéria sugerida pelo colaborador Jaime Nogueira)

O teorema das quatro cores - 2

O teorema das quatro cores foi conjeturado há mais de 150 anos e, de forma conclusiva, foi comprovado em 1976. É um excelente exemplo de como as idéias antigas se combinam com novas descobertas e técnicas em diferentes campos da matemática para fornecer novas abordagens para um problema. É também um exemplo de como um problema, inicialmente pensado em ser simples para ser "resolvido", tornou-se mais complexo. Além disso, é o primeiro espetacular exemplo em que um computador esteve envolvido para provar um teorema matemático.
O começo
A conjetura de que qualquer mapa poderia ser colorido usando apenas quatro cores apareceu pela primeira vez, em 1852, numa carta de Augustus De Morgan (1806-1871), professor de matemática do University College, em Londres, para seu amigo William Rowan Hamilton (1805-1865), famoso matemático irlandês.
O problema, tão simplesmente descrito, mas tão tentadoramente difícil de provar, atraiu a imaginação de muitos matemáticos na época. No final da década de 1860, o próprio De Morgan tomou para si o problema e tentou resolvê-lo usando um mapa com quatro regiões. Neste modelo, cada região tocava nas outras três, sendo uma delas completamente fechada pelas outras. Mas, por não encontrar uma maneira de provar, ele usou o modelo como um axioma - a base de sua prova.
Uma "prova" feita em um computador é uma prova adequada?
Como a prova foi feita com a ajuda de um computador, houve um protesto imediato. Muitos matemáticos e filósofos alegaram que a prova não era legítima. Alguns disseram que as provas só deveriam ser "comprovadas" pelas pessoas, e não pelas máquinas, enquanto outras, de uma mente mais prática, questionavam a confiabilidade dos algoritmos e da capacidade das máquinas para executá-las sem erros. No entanto, como muitas das provas escritas por matemáticos são consideradas defeituosas, então o argumento sobre a confiabilidade parece vazio. Independentemente das opiniões expressas, a situação produziu uma discussão séria sobre a natureza da prova que ainda continua atual.

The Four Theorem, por Leo Rogers, Projeto NRICH

26 novembro, 2017

Musical Madalena

para Luciano Hortencio

Chorar como eu chorei / Ninguém deve chorar / Amar como eu amei / Ninguém deve amar / Chorava que dava pena / Por amor a Madalena. (Ary Macedo e Ayrton Amorim)
https://youtu.be/o8V7gSHqjZU - c/ Linda Batista
https://youtu.be/wuRMYPhw9ng - c/ Miltinho

Madalena, Madalena / Você é meu bem querer / Eu vou falar pra todo mundo / Vou falar pra todo mundo / Que eu só quero é você. (adaptação de Martinho)
https://youtu.be/-94RB8byUVc - c/ Martinho da Vila

No outro dia eu fui acordando / Pois foi um sonho a grande jornada / Por isso mesmo eu creio em Madalena / A pecadora foi santificada / E será sempre minha protetora / Porque minh'alma já sente amparada. (Faísca)
https://youtu.be/j2Xpji6wm3M - c/ Criolo e Barrerito

Maria Madalena dos Anzóis Pereira / Teu beijo tem aroma de botões de laranjeira / Mas a pretoria não é brincadeira / Maria Madalena dos Anzóis Pereira. (Pedro Caetano)
https://youtu.be/VQkRYGAoFF8 - c/ Cyro Monteiro e Regional do Benedito Lacerda

Madalena, você foi ao samba sem me avisar / Parece incrível, mulher / Você não tem pensar / Veja se isto é hora / O sol já está de fora / Vou para o trabalho / E você no samba até agora.
https://youtu.be/ARMmjqHPyCo - c/ Mestre Marçal

Eu sei que Madalena chorou / Depois que o nosso amor se acabou / Arrependido, fui pedir-lhe perdão / Madalena me disse que não. (Darci de Oliveira e Valdemar Pereira)
https://youtu.be/iKPG2xbomEk - c/ Trio de Ouro

Ai, Madalena chorou / Ai, Madalena chorou / Chorou porque não viu o Claudionor / Na escola de samba que ele era o diretor. (Osvaldo França e Blecaute)
https://youtu.be/2CirTukYRkA - c/ Hebe Camargo

Madalena foi pro mar / E eu fiquei a ver navios / Quem com ela se encontrar / Diga lá no alto mar / Que é preciso voltar já / Pra cuidar dos nossos filhos. (Chico Buarque)
https://youtu.be/VTvRcb8zYRc - c/ Chico
https://youtu.be/XeARDvy_Ric - c/ Chico (em italiano)
https://youtu.be/4Fkwn3vXxhI - c/ Nara

Pra onde vai, Madalena? / Vou pra festa no arraiá / Volta pra casa, menina / Você não perdeu nada lá. (Zé Araújo e JC Souza)
https://youtu.be/18K5U-DXJIo - c/ Ary Lobo

Ô Madalena / O meu peito percebeu / Que o mar é uma gota / Comparado ao pranto meu. (Ivan Lins e Ronaldo Monteiro)
https://youtu.be/5GzcIK5pNUQ - c/ Elis
https://youtu.be/aGbPsDKqpcg - c/ Diogo Nogueira
https://youtu.be/iCDBpPdE3wE - c/ Ivan Lins

Eu tenho a boca que arde como o sol / O rosto e a cabeça quente / Com Madalena vou-me embora / Agora ninguém vai pegar a gente. (Bob Dylan)
https://youtu.be/Bct31oodjAw - c/ Fagner

Quando ela dança todo mundo se agita / E o povo grita o seu nome sem parar / É a cigana Sandra Rosa Madalena / É a mulher com quem eu vivo a sonhar. (Roberto Liv)
https://youtu.be/SDThFO9hbAk - c/ Sidney Magal

Entra em beco, sai em beco / Há um recurso, Madalena / Entra em beco, sai em beco / Há uma santa com seu nome / Entra em beco, sai em beco / Vai na próxima capela / E acende uma vela / Pra não passar fome. (Isidoro Oliveira)
https://youtu.be/JtuakMJchb8 - c/ Gilberto Gil

Con ese corazón tan cinco estrellas / Que hasta el hijo de un Dios / Una vez que la vio / se fue con ella / Y nunca le cobró la Magdalena. - c/ Joaquin Sabina (vídeo)


"Una Cancion para la Magdalena"
Compositores: Pablo Milanés, Joaquin Sabina

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O jornalista Nonato Albuquerque postou esta nota em Gente de Mídia, o blog mais lido no Ceará.

28 de novembro de 2017
LI POR AÍ. O nome de Madalena na MPB segundo Paulo Gurgel
O médico e blogueiro Paulo Gurgel reuniu letras onde a figura feminina de Madalena é citada.
http://gentedemidia.blogspot.com.br/2017/11/li-por-ai-o-nome-de-madalena-na-mpb.html

Billie Jean

"Billie Jean" é uma das músicas mais conhecidas de Michael Jackson, e o seu videoclipe ainda é considerado um dos vídeos musicais mais emblemáticos da década de 1980.
Aqui o guitarrista Steve Onotera revisita "Billie Jean", ao tocar esta música no estilo Spaghetti Western,
Guitarrista canadense de ascendência japonesa + violão clássico espanhol + música pop estadunidense + estilo de filme ocidental italiano = choque cultural



Spaghetti Western é um subgênero de filmes ocidentais que surgiram em meados da década de 1960, na sequência do estilo de produção de filmes de Sergio Leone. O típico time do Spaghetti Western era composto por um diretor italiano, uma equipe técnica ítalo-espanhola, um elenco de atores italianos, espanhóis, alemães e americanos e, às vezes, uma estrela de Hollywood desbotada (o que não foi o caso quando o jovem Clint Eastwood estrelou em três dos filmes de Sergio Leone).

Para relembrar: O bom, o mau e o feio

25 novembro, 2017

Onde foram buscar essa ideia do trabalho intermitente?

É só um palpite:


Empresas, grande mídia, instituições patronais, muitos políticos e todos aqueles que apoiam a reforma, no entanto, buscam suavizar seus impactos incorporando um senso de urgência heroica, que advém do principal argumento pró-reforma, a saber: o de que a suposta modernização da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) reverteria o quadro de desemprego no país, no médio prazo, quando sabemos que o único elemento capaz de dinamizar a economia e contribuir com a geração de emprego é o crescimento econômico, e não a flexibilização das relações laborais. [...]
O trabalho intermitente significa para todos nós, na condição de trabalhadores e assalariados, que teremos de estar disponíveis à empresa e à arbitrariedade do empregador ou gestor imediato para trabalhar somente quando e se lhes for julgado conveniente e, sobretudo, recebendo também somente por essas horas efetivamente trabalhadas.
Gabriel Quatrochi e Juliano Furne, Brasil Debate

26/11/2017 - Atualizando ...
Os escravos do final de semana, por Fernando Brito
Cinco horas, aos sábados e domingos – em geral, 9 dias por mês, a R$ 4,45 a hora.
Salário mensal de R$ 200.
R$ 184, líquidos, porque desconta previdência, um desconto que de nada vale se o empregado não tirar mais uns R$ 75, todo mês, para complementar a contribuição sobre o mínimo. Neste caso, sobram-lhe R$ 110.
Mas quem disse que o patrão vai dar vale-transporte? É obrigatório, mas será, para o “trabalhador intermitente”?
Não sendo, tome aí uns sete reais pela passagem de ida e volta, nove dias: R$ 63
Sobram R$ 47.

15/04/2019 - Atualizando ..
"O trabalho é a melhor das regularidades e a pior das intermitências." ~ Victor Hugo

Piazza San Marco, 1960

Um anúncio da Coca-Cola na Praça de São Marcos, Veneza, no citado ano:


Ingredientes:
– sementes para pássaros
– pombos, muitos pombos
– um fotógrafo ágil.
Além da famosa Piazza, claro.

24 novembro, 2017

Pura ignorância

Brasileiro é tão idiota e tem tanta superstição misturada com preconceito, que custa a acreditar como ele assimila costumes, atos e celebrações estrangeiras, principalmente se forem norte-americanas. Deve ser por pura ignorância mesmo.
Não vamos nem falar nessa coisa de Dia das Bruxas, sem nenhuma tradição entre nossas mentes colonizadas, e que tem uma enorme aceitação entre os mais fervorosos defensores de nossa nacionalidade. Pois bem!
Aí, ao juntar nossa superstição mais idiota a todas sextas-feiras ao nosso preconceito mais mesquinho aos negros, fica difícil acreditar que o Brazuca Azul de Anil aceite tão ardorosamente, quase amorosamente, essa coisa de "Black Friday". Deve ter alguma explicação sócio-econômico-cultural, dessas que apenas justificam mas não explicam nada. Tudo bem!
Tudo bem? Ora, repito, deve ser uma puta(ra) ignorância mesmo. Primeiro, sendo como são, como aceitam uma promoção de uma "sexta-feira negra"?
- Mas foi copiada dos "istadusunidu"!!!
Deve ser esta a única explicação. E tem mais, ao importar tais asneiras nem atentamos para o verdadeiro significado da coisa e a tal "Black Friday" vigora a semana inteira!
Pois é, tem "Black Friday" segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sábado, domingo... Vários comerciantes só não fazem na sexta-feira. Arriscar o azar assim de bobeira, né?
Acontece com a tal "Black Friday" o mesmo que a música "Imagine", do John Lennon, que algumas pessoas insistem em cantar em celebrações religiosas. Deve ser uma puta(ra) ignorância mesmo! Simples assim.
Fernando Gurgel


"Black Friday" no Brasil é fraude, diz Forbes (2014)

"Aqui há Otis"

1
O antigo diretor do Diário de Minas (José Oswaldo de Araújo, poeta parnasiano de renome estadual e futuro prefeito de Belo Horizonte) contaria, anos mais tarde, a impressão que lhe causou o comentário de um amigo, o escritor Afonso Pena Júnior, ao ler os primeiros poemas de Carlos Drummond de Andrade: "Aqui há Otis", sentenciou o futuro ensaísta de "A arte de furtar e seu autor", poeta simbolista já quarentão, que, em sua juventude, já brilhara em dois grupos literários belo-horizontinos, os "Cavaleiros do Luar" e os "Jardineiros do Ideal". "Aqui há Otis" - eram estes os dizeres das placas que anunciavam a instalação de elevadores, um dos símbolos da modernidade que, ufa, desembarcava na jovem capital de Minas.
— "O desatino da rapaziada", por Umberto Werneck
https://books.google.com.br
2
Ainda continuei trabalhando no hospital quase um ano. Já publicando, me pagavam 10 mil réis por desenho. Aí me devolviam os originais que eram grandes assim, e com esse desenhos do "Eu Vi" (revista em que o desenhista cearense Luiz Sá publicou seus primeiros desenhos no início da década de 1930) fiz uma exposição no Museu de Artes e Ofícios. Vendi um bocado de quadros. Inclusive um, "A Fundação da Cidade do Rio de Janeiro", um desenho todo estrambólico: aqueles índios trabalhando, tal e tal, um Estácio de Sá assim, e numa construção eu botei: "Aqui há Otis". Aí chegou um senhor, comprou na hora. Ele falou: "Esse seu quadro aqui, nas 400 agências da Otis no mundo inteiro, tem esse quadro". Então eu disse: "Estou muito importante". Não fiz com maldade nenhuma, que eu não tinha essa maldade de dar golpe. É porque a gente chegava ao Rio e via assim num prédio: "Aqui há Otis", "Aqui há Otis", era só o que se via. Ele me pagou 100 mil réis pelo quadro, que era dinheiro naquele tempo.
— Uma entrevista histórica dada por Luiz Sá ao também cartunista Fortuna, em abril de 1975, no terceiro número da revista "O Bicho".
http://www.onordeste.com
(Os grifos são nossos.)
3
— Uma demonstração da segurança do elevador
Blog EM, 14/08/2017

23 novembro, 2017

Pascal convertido

Cela de Pascal no convento de Port Royal
Depois de participar de grupos dados à libertinagem e aos jogos de azar, Pascal experimentou uma transformação em sua vida.
Em 1654, após escapar da morte em um acidente de carruagem numa das pontes de Paris, ele entrou em êxtase espiritual.  Em "Memorial", Pascal situou no tempo o início de sua crise mística:
"Ano da graça de 1654, segunda-feira, 23 de Novembro, dia de São Clemente, papa mártir, e de outros no martirológio. Vigília de São Crisógono, mártir, e de outros. Das dez horas e meia da noite, mais ou menos, até cerca de meia-noite e meia."
Logo depois, ele foi viver em meditação, no Convento de Port Royal, onde já havia entrado, como freira, sua irmã Jacqueline.
Num certo sentido, podemos afirmar que, convertido à religião, Pascal dedicou-se à filosofia.
Blaise Pascal foi uma exceção na sua época. Enquanto a maioria dos filósofos vivia quase exclusivamente da herança de Descartes, que defendia o racionalismo e a especulação lógica, fria, clara e precisa aplicada a toda e qualquer forma de ciência, seja ela exata ou humana, Pascal moveu uma guerra contra esses conceitos.
(http://webpages.fc.ul.pt/~ommartins/seminario/pasca_l/religiao.htm)

Castidade, mas não ainda

A máquina de Joseph para assar um peru

Aqui é Joseph. Ele construiu uma máquina de Rube Goldberg para assar um peru.
Em seu apartamento no Brooklyn, NY, ele registrou em vídeo como a máquina funciona.
Este é o vídeo:



Uma máquina de Rube Goldberg é uma máquina que resolve um problema da vida quotidiana com objetos familiares, porém de forma inusitada.
[1] [2] [3] [4] [5] [6] [7] [8]

22 novembro, 2017

Eclipses marciais

marcial, relativo a guerras (palavra com origem latina: na mitologia romana Marte era o deus da guerra)

O eclipse de Tales
De acordo com Heródoto, a aparição de um eclipse solar foi interpretada como um presságio e interrompeu uma batalha entre os medos e os lídios, no lugar que atualmente fica no centro da Turquia. A luta imediatamente parou, e eles concordaram em fazer uma trégua. Como os astrônomos podem calcular as datas dos eclipses históricos, Isaac Asimov descreveu essa batalha como o primeiro evento histórico cuja data é conhecida com a precisão do dia: 28 de maio de 585 a.C. ("Predicted Solar Eclipse Stops Battle", WIRED)


Uma versão americana
As tribos Seneca e Mohawk estavam se preparando para a guerra quando um eclipse solar total varreu a região no final da tarde de 28 de junho de 1451. As duas tribos imediatamente celebraram a paz. ("A Star Called the Sun", George Gamow).

O dia da lua morta
Em zulu, "Isandlwana" significa "o dia da lua morta". Em 22 de janeiro de 1879, por volta das 14 horas e meia, ocorreu na África do Sul um eclipse solar anular (em que a Lua é visualmente pequena para encobrir o Sol). Mas isso não teve influência sobre o resultado final desta batalha em que os zulus venceram os britânicos. (Falhanços militares, Blog EM)

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27/08/2018 - Incluindo ...

Em 413 a.C., um eclipse lunar causou pânico entre os marinheiros da frota de Atenas e afetou o resultado de uma batalha na Guerra do Peloponeso. Os atenienses estavam prontos para mover suas forças de Siracusa quando a lua foi eclipsada. Os soldados e marinheiros ficaram assustados com esse presságio celeste e relutaram em partir. Seu comandante, Nicias, consultou os adivinhos e adiou a partida por 27 dias. Esse atraso deu uma vantagem a seus inimigos, os siracusanos, que então derrotaram toda a frota ateniense e o exército, e mataram Nicias.

Chile tem dois ganhadores do Nobel de Literatura

 A chilena Gabriela Mistral (1889-1957), agraciada em 1945, foi a primeira mulher do continente americano a receber a distinção. A poeta, diplomata, feminista e pedagoga, autora de "Tala" e "Desolación", foi premiada "por sua poesia lírica, inspirada por fortes emoções, que fez de seu nome um símbolo das aspirações idealistas de todo o mundo latino-americano".
Um segundo chileno foi premiado com o Nobel em 1971. Pablo Neruda, autor de "uma poesia que, com a ação de uma força elemental, reaviva o destino e os sonhos de um continente", como assim justificou a Academia Sueca. Neruda (1904-1973), também político e diplomata, produziu uma vasta obra, com destaque para "Vinte poemas de amor e uma canção desesperada" e sua autobiografia "Confesso que vivi", entre outros trabalhos.
"Volver a los 17"
Violeta Parra foi uma compositora, cantora, artista plástica e ceramista chilena, considerada a mais importante folclorista e fundadora da música popular chilena.
Violeta Parra pode ser considerada a mãe da canção comprometida com a luta dos oprimidos e explorados, tendo sido autora de páginas inapagáveis, como a canção "Volver a los 17", que mereceu uma antológica gravação de Milton Nascimento e Mercedes Sosa. Outra de suas canções, "La Carta", cantada em momentos de enorme comoção revolucionária, nas barricadas e nas ocupações, tem entre os seus versos o que diz "Os famintos pedem pão; chumbo lhes dá a polícia". Mas suas canções não apenas são marcadas por versos demolidores contra toda a injustiça social. O lirismo dos versos de canções como "Gracias a la vida" (gravada por Elis Regina) embalou o ânimo de gerações de revolucionários latino-americanos em momentos em que a vida era questionada nos seus limites mais básicos, assim como a letra comovedora de "Rin de Angelito", quando descreve a morte de um bebê pobre: "No seu bercinho de terra um sino vai te embalar, enquanto a chuva te limpará a carinha na manhã".

21 novembro, 2017

Tele picaretas

O telefone toca insistentemente. Mesmo sabendo que pode ser vendedor(a) de alguma empresa que não se preza nem ao consumidor, a senhora atende:
- Alô!
- Alô, boa tarde, gostaria de estar falando com o Senhor X.
- É sobre o quê, minha filha?
- A semana passada eu conversei com ele e fiquei de estar apresentando uma nova proposta de contrato da nossa TV a cabo. É um combo.
A senhora interrompeu, fingindo-se assustada:
- Falou com ele a semana passada? Como você conseguiu, minha santa!
- Liguei para este número e ele atendeu.
- Você deve ser uma pessoa muito especial.
- Mas ele atendeu, foi muito educado e pediu-me para estar apresentando o nosso produto...
- Pois é, filha, eu moro aqui e nunca mais consegui falar com ele. Gostaria tanto de ouvir a voz dele!
- Desculpe, minha senhora, ele não mora mais aí?
- Mora não, minha santa, desde que morreu, há uns seis anos...
Plaft, telefone abruptamente desligado na fuça da cliente.

Fernando Gurgel

Chico Buarque e seu apoio à FNCC

Jornal GGN – Chico Buarque declarou apoio à Frente Nacional Contra a Censura - FNCC, que será realidade no dia 21, quando será lançada em Belo Horizonte. O evento se dará no Palácio das Artes. Chico saúda o movimento e afirma ser necessário que artistas, bem como brasileiros esclarecidos em geral, se manifestem enquanto é tempo. A escalada dos movimentos ditos conservadores, mas que na realidade são fascistas é grande, e é preciso reagir.
Esses movimentos conservadores se valem de intimidação e de violência, tanto nas ruas quanto nas redes sociais, contra a liberdade de expressão, disse Chico. E, nos últimos meses, eles, os fascistas travestidos de moralistas, iniciaram uma cruzada moralista para cobrir as reais intenções, que é desviar a atenção do público para isso enquanto o Brasil é desmontado por Temer e sua patota. O Brasil vai sendo dilapidado. (*)
A Frente Nacional Contra a Censura publicou mensagem no Facebook que explica bem a que veio e o próximo evento em Belo Horizonte.
(*) "O golpe tem três eixos: retirar direitos, entregar riquezas e proteger corruptos." ~ Erika Kokay (PT - DF), entrevista à TV 247

"Passando por cima de direitos democráticos elementares; a onda obscurantista que assola o País vem condenando exposições, peças de teatro, apresentações de dança, shows e outras atividades artísticas e culturais e promove retrocessos em vários aspectos da vida nacional. Tal movimento visa controlar e cercear as liberdades de pensamento, de criação e manifestação artística legítimas de nosso povo.
Seguindo esse caminho de resistência, entidades da sociedade civil, intelectuais, artistas, personalidades e ativistas de diversas áreas e segmentos democráticos em âmbito nacional estão articulando uma – Frente Nacional Contra a Censura – a ser lançada formalmente no dia 21 de novembro, no Palácio das Artes."


N. do E.
Mata-burros são dispositivos que impedem a fuga de animais nas propriedades rurais, mesmo quando a porteira está aberta.

20 novembro, 2017

Terra S/A

As previsões de Stephen Hawking para a Terra
O astrofísico britânico afirmou que é necessário construir uma base lunar nos próximos 30 anos e colonizar Marte até 2025. Para ele, o futuro da humanidade depende da exploração do espaço. "Tentar se espalhar por aí talvez seja a única estratégia que pode nos salvar de nós mesmos. Estou convencido de que os seres humanos precisam sair da Terra."

Farinha de mandioca

"... o primeiro elemento de adaptação, acomodação e de conquista do português." ~ Célia Corsino

Provérbios
Sábado de aleluia, carne no prato, farinha na cuia.
Não há carne sem osso nem farinha sem caroço.
Farinha pouca, meu pirão primeiro.

Não é só na memória afetiva dos brasileiros que a mandioca é importante – dela, Jorge Amado escreveu em seu "Navegação de Cabotagem": "onde quer que esteja levo o Brasil comigo mas, ai de mim, não levo farinha de mandioca e sinto falta todos os dias, ao almoço e ao jantar". [1]

"Comida de pobre é farinha: engrossa o que está fino, esfria o que está quente e aumenta o que está pouco." ~ Otacílio Correia. [2]

Em 1817, na “Revolução dos Padres”, em Pernambuco, eles deixaram de fazer hóstias de trigo para fazê-las com tapioca. Mandioca, portanto. [3]

O Brasil não está fora do hábito da entomofagia. Na Serra da Ibiapaba, no Ceará, por exemplo, há pessoas que destacam as "bundas" das formigas tanajuras (fêmeas aladas das saúvas, que aparecem em grande quantidade no início da estação chuvosa e que são capturadas) para fritá-las, misturá-las com farinha de mandioca e... comê-las! [4]

Diálogo [5] [6]
— Gosta de mulher?
— Muito.
— E de farinha?
— Vixe!!!

Canto de capoeira
"Ô Inácio, ô Inácio
Mulher casa não come
Farinha do mesmo dia
Se ela come, ela morre
E seu filho não se cria." [7]

[1] http://www.tijolaco.com.br/blog/mandioca-e-os-idiotas/
[2] http://blogdopg.blogspot.com.br/2013/07/farinha.html
[3] http://www.folhape.com.br/noticias/noticias/especial/2017/03/06/NWS,19975,70,563,NOTICIAS,2190-O-PAO-TRIGO-FOI-SUBSTITUIDO-PELA-TAPIOCA-VINHO-PELA-CACHACA.aspx
[4] http://blogdopg.blogspot.com.br/2008/08/entomofagia.html
[5] http://blogdopg.blogspot.com.br/2017/10/quatro-antonios.html
[6] http://blogdopg.blogspot.com/2012/10/o-vicio-maldito.html
[7] http://www20.opovo.com.br/app/opovo/vidaearte/2014/10/04/noticiasjornalvidaearte,3325103/notas-politicas.shtml

19 novembro, 2017

1 biblioteca + 1 livro

Num país que o soit-disant Mundo Ocidental Cristão colocava em dúvida, há uns 30 a 40 anos atrás, sobre a capacidade de seu povo de pelo menos se alimentar decentemente.
Sem maiores comentários!
Jaime Nogueira



Meu caro Esculápio:
Estou lhe enviando em arquivo PDF um livro primoroso (23 COISAS QUE NÃO NOS CONTARAM SOBRE O CAPITALISMO), escrito pelo coreano Ha-Joon Chang, professor da Universidade de Cambridge e amante das boas polêmicas, que explica direitinho a lambança que Temeroso e sua Quadrilha estão a fazer no Brasil de hoje. Estilo e bom humor muito similar ao de John Kenneth Galbraith.
Jaime Nogueira

Dia Internacional do Homem

Põe tua mão esquerda sobre teu ombro direito e a outra mão sobre teu ombro esquerdo.
Aperta fortemente, felicitando a ti mesmo. Nenhuma mulher se lembrou da porra desta data.
Feliz Dia!

Como transformar um bundão em homem:


por Kellen Lopes, no blog Já Viu?!

18 novembro, 2017

A melancia em testes

A identificação do amadurecimento da melancia por sua aparência, tamanho ou cor da casca é muito difícil. O método comum subjetivo é geralmente baseado no som produzido por uma percussão aplicada na fruta. Este método, porém, é propenso a erros por fatores humanos. Pode ser uma boa maneira apenas para pessoas com muita experiência em sua execução. Por isso, pesquisadores estudam novos métodos acústicos para avaliar o grau de amadurecimento da melancia.
No Improbable Research, há a citação de três destes novos  testes científicos: dois realizados na Coreia do Sul e um no Irã.

Também pode lhe interessar:
Dormindo com a melancia

"Cão Fila Km 26"

Imagem: veio daqui
Há bordões que por uma razão, ou outra, marcam definitivamente. "Ponha um tigre no seu carro" se referindo à gasolina dos postos Esso. "Maria sai da lata" se referindo ao óleo "Maria", (*) do avô do meu amigo Laodse de Abreu Duarte. Ou a famosa pichação, dos anos 60 e 70 nos muros e nas estradas paulistas: "Cão Fila Km 26" feitas pelo lendário criador de cachorros desta raça, Antenor Lara Campos, o Tozinho, que morreu com 87 anos, em 2012. Contava, em meio a muitos palavrões, achando graça, suas aventuras com essas pichações. Chegou a ser preso pelo militares que imaginaram pudesse ser a sigla de algum comando comunista. Tozinho morava na Estrada do Alvarenga, em São Bernardo, num sítio de 30 mil m², banhado pela represa Billings. O Km 26, que aparecia na inscrição, segundo Tozinho, não existe. "A estrada termina no Km 25. Aumentei um por minha conta." Mas nada o impediu de pichar, pessoalmente, usando uma camionete fornida de tinta, de São Paulo a Manaus. Tanto sucesso só se compara às pichações das casas Pernambucanas. Era um tempo em que não havia ainda os grafiteiros, e foram essas suas primeiras pichações escritas em pedras, porteiras, tronco de árvores, casas abandonadas, carcaça de automóveis, nas cidades e ao longo das estradas, muito poucas pavimentadas, àquela época, que mostraram a força da propaganda. "Cão Fila Km 26" chegou a ganhar premio de uma associação de publicidade e marketing. Tozinho nunca foi receber o premio em dinheiro com medo de ser preso e obrigado a pagar multa maior do que o premio.
http://elunardelli.blogspot.com.br/2014/04/aqui-ha-otis.html

(*) No Ceará, corresponderia à Neguinha do Pajeú, estampada na lata do óleo de cozinha Pajeú, personagem de um produto da Siqueira Gurgel que se  transformou em uma expressão bastante usada pelos cearenses para designar uma pessoa sapeca e sem modos. N. do E.

17 novembro, 2017

Rachel de Queiroz, em "O Dezessete"

Nascida em Fortaleza - CE, Raquel de Queirós (1910 — 2003) foi romancista, dramaturga, tradutora e uma cronista prolífica na imprensa do nosso país. Autora de destaque na ficção social, seu romance "O Quinze", de 1930, trouxe forte impulso ao chamado "Ciclo do Nordeste" na literatura brasileira. Foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras.
Nesta sexta-feira, 17 de novembro (dia em que Raquel de Queirós nasceu), o buscador Google presta uma significativa homenagem à grande escritora, com um doodle (uma espécie de logomarca comemorativa) alusivo a ela publicado em sua página principal.


Em "O Dez": O centenário de Rachel de Queiroz no blog EM.

A origem de tudo

Não pesquise no Google nem verifique isso com o Snopes. Eles vão mentir para você. Confie em mim!
No antigo Israel, aconteceu que um comerciante com o nome de Abraão Com tomou uma mulher jovem e saudável com o nome de Dorothy. E Dot Com era uma mulher bonita com seios generosos, ombros largos e pernas compridas. Na verdade, ela costumava ser chamada de Amazon Dot Com.
E ela disse a Abraão, seu marido, "Por que viajas tão longe de cidade para cidade com os teus produtos, quando podes trocá-los em tua tenda?"
E Abraão a olhou, como se estivesse com vários sacos sem carga na sela do camelo, e simplesmente disse: "Como, querida?"
E Dot respondeu: "Vou colocar tambores em todas as cidades, e também entre elas, para enviar mensagens a respeito do que você está vendendo, e eles responderão dizendo quem tem o melhor preço. A venda pode ser acertada através dos tambores e a entrega feita pelo Uriah's Pony Stable (UPS)".
Abraão pensou por algum tempo e decidiu que deixaria Dot ter a sua oportunidade com os tambores. E os tambores soaram e foram um sucesso imediato. Abraão vendeu todos os produtos que ele tinha ao preço mais alto, sem ter que se mudar de sua tenda.
Para evitar que as tribos vizinhas ouvissem o que os tambores estavam dizendo, Dot criou um sistema que só ela e os batedores de tambores conheciam. Era conhecido como Must Send Drum Over Sound (MSDOS), e ela também desenvolveu uma linguagem para transmitir ideias e imagens - Hebrew to the People (HTTP).
E os jovens aderiram ao comércio de Dot Com como a mosca gananciosa faz com o esterco dos camelos. Eles eram chamados de Nomadic Ecclesiastical Rich Dominican Sybarites ou NERDS. E eis que estavam todos a delirar de alegria com as novas riquezas, ao som ensurdecedor dos tambores, que ninguém percebeu que as verdadeiras riquezas estavam indo para as mãos daquele empreendedor comerciante de tambores,o Brother William of Gates, que tinha estocado para a revenda todos os tambores da Terra Santa. Na verdade, ele investiu um bom dinheiro em tambores, mas que só funcionavam com as baquetas Brother Gates.
E Dot disse: "Oh, Abraão, o que começamos está sendo tomado por outros". Mas Abraão, fitando a Bay of Ezekiel, ou eBay como era também conhecida a região em que viviam. acrescentou: "Precisamos de um nome que reflita o que somos".
E Dot respondeu: "Young Ambitious Hebrew Owner Operators". "YAHOO", resumiu Abraão. E porque era ideia de Dot, eles o chamaram de YAHOO Dot Com.
O primo de Abraão, Joshua, sendo o jovem Gregarious Energetic Educated Kid (GEEK) que ele era, logo começou a usar os tambores de Dot para localizar coisas ao redor do mundo.
Logo se tornou conhecido como o God’s Own Official Guide (GOOGLE).
Foi assim que tudo começou. E essa é a verdade. Eu não inventaria essas coisas.

The Origin Of It All, Bits and Pieces
Tradução PGCS

16 novembro, 2017

Câmeras de bordo

O impacto do meteorito em Cheliabinsk (a 1493 km de Moscou), no dia 15 de fevereiro de 2013, teve a atenção quase que imediata da mídia. Dezenas de motoristas russos capturaram o meteorito cruzando o céu em suas câmeras nos carros e jogaram os vídeos na rede.
O amor dos russos pelas câmeras de bordo atraiu atenção mundial na época. Os estrangeiros estavam surpresos com a quantidade de câmeras nos veículos e se perguntavam se os motoristas no país eram obrigados a ter os equipamentos.
Não, não são. Mas elas são muito populares.
A principal razão para se ter uma câmera veicular (dashcam) na Rússia é para se defender de certos problemas no trânsito. As câmeras fornecem provas de vídeo sobre acidentes, fraudes de seguros e corrupção policial. E essas provas são importantes, pois muitos golpistas tentam enganar os motoristas para pegar o dinheiro deles. Por exemplo, pedestres podem se jogar nos capôs dos carros para fingir terem sido atingidos. Ou um carro na frente pode engatar a marcha-ré para provocar um acidente.
"Você pode entrar no carro sem as calças, mas nunca sem a câmera" disse Aleksêi Dozorov, um ativista dos direitos dos motoristas, numa entrevista em que ele recordou situações das quais se livrou por tê-las gravado com a câmera do carro.


As câmeras de bordo estão ganhando popularidade em muitas partes da Ásia, na Europa (particularmente em França), na Austrália e nos EUA. Elas são proibidas por lei na Áustria, onde o seu uso acarreta pesadas multas. Na Suíça, a sua utilização é fortemente desencorajada por violar o princípio da privacidade.

A raiva das ruas

A marcha dos lobos

Os 3 primeiros são os mais velhos ou os doentes e marcam o ritmo do grupo. Se fosse ao contrário, seriam deixados para trás e perderiam o contato com a alcateia. Em caso de emboscada, darão a vida em sacrifício pelos mais jovens. Eles são seguidos pelos 5 mais fortes que os defenderão em um ataque surpresa. No centro, seguem os demais membros da alcateia e, no final do grupo, seguem os outros 5 mais fortes que protegerão o grupo. Por último, sozinho, segue o lobo alfa, o líder da alcateia. Nessa posição, ele consegue controlar os demais, decidir a direção mais segura que o grupo deve seguir e antecipar os ataques dos predadores.
Em resumo, a alcateia segue ao ritmo dos anciões e sob o comando do líder que impõe o espírito de grupo, não deixando ninguém para trás.

Ver também: Filosofia com lobos

15 novembro, 2017

Confissões


AVISO
Hoje (sábado), as confissões serão ouvidas até exatamente 17h30. Há apenas um padre disponível na paróquia para administrar o sacramento do perdão. Portanto, diga apenas os pecados graves, e da forma mais objetiva possível. Não há necessidade de se justificar por tê-los cometido. Obrigado pela compreensão. 
PGCS

As cores em mudança do nosso planeta vivo

Vida. É a única coisa que, até agora, torna a Terra única entre os milhares de outros planetas que descobrimos. Desde o outono (no hemisfério norte) de 1997, os satélites da NASA observaram de forma contínua e global toda a vida vegetal na superfície da terra e do oceano. Durante a semana de 13 a 17 de novembro, a NASA está compartilhando histórias e vídeos de como essa visão da vida captada no espaço está promovendo o conhecimento do nosso planeta natal e a busca pela vida em outros mundos.


Do espaço, os satélites podem ver a Terra respirar. Uma nova visualização da NASA mostra 20 anos de observações contínuas da vida vegetal em terra e na superfície do oceano, de setembro de 1997 a setembro de 2017. Em terra, a vegetação aparece em uma escala de marrom (vegetação baixa) a verde escuro (muita vegetação). Na superfície do oceano, o fitoplâncton é indicado em uma escala de roxo (baixo) a amarelo (alto). Esta visualização foi criada com dados de satélites, incluindo o SeaWiFS, e instrumentos, incluindo NASA/NOAA Visible Infrared Imaging Radiometer Suite and the Moderate
Resolution Imaging Spectroradiometer. Créditos: NASA

14 novembro, 2017

A simplicidade das coisas

Em uma carta a Irving Langmuir, Ernest Rutherford escreveu:
"Eu sou um grande crente na simplicidade das coisas e, como você provavelmente sabe, estou inclinado a aguentar idéias amplas e simples até que a evidência seja muito forte para minha tenacidade." 
Nelson Ernest Rutherford, citado por Nathan Reingold e Ida H. Reingold, Science in America: A Documentary History 1900-1939 (1981), 354.


Falou e disse

Famoso por seus textos debochados, irônicos e irreverentes, o Pasquim inventou modismos como "pô", "paca", "sifu", "duca", "putsgrila", "quiuspa", "podiscrer" e "cacilda". Levou as gírias ipanemense para as páginas do tabloide e tirou o "paletó e a gravata do jornalismo", deixando os textos mais próximos da linguagem coloquial.
Seus editores e colaboradores escreviam do jeito como falavam. Assim era "O Pasquim", digo, "o pasca".
Na ilustração: Sig (abreviatura de Sigmund, em honra a Sigmund Freud), o rato símbolo do hebdomadário.
Fontes
http://seretecer.blogspot.com.br/2007/06/chega-s-livrarias-segunda-antologia-do.html
http://balsamohistoria.blogspot.com.br/2014/10/girias-dos-anos-6070.html

13 novembro, 2017

Os pinos redondos nos buracos quadrados

"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que veem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los."
Rob Siltanen e Ken Segal


Loucos e santos segundo Oscar Wilde

Um diamante é para sempre?

"Lovely dreamer", por Pierre Ino, 1955
Os gastos do casamento e a duração do casamento: estão relacionados?
Os professores Andrew M. Francis e Hugo M. Mialon, do Departamento de Economia, da Universidade Emory, nos EUA, expressam suas opiniões neste artigo intitulado "A diamond is forever" and other fairy tales: the relationship between wedding expenses and marriage duration ("Um diamante é para sempre" e outros contos de fadas: o relacionamento entre as despesas de casamento e a duração do casamento).
"A indústria do casamento tem consistentemente procurado vincular os gastos do casamento com os casamentos duradouros. Este artigo é o primeiro a examinar esta relação estatisticamente. Nós achamos que a duração do casamento não está associada ou inversamente associada aos gastos com o anel de noivado e cerimônia de casamento. Em geral, nossas descobertas fornecem pouca evidência para apoiar a validade da mensagem geral da indústria do casamento que relaciona os casamentos caros com resultados conjugais positivos."
Vídeo: comercial da De Beers

12 novembro, 2017

Como é prático o sistema métrico

No sistema métrico, ou Sistema Internacional de Unidades, um mililitro de água ocupa um centímetro cúbico, pesa um grama e requer uma caloria de energia para aquecer um grau centigrado - o que é 1 por cento da diferença entre seu ponto de congelamento e seu ponto de ebulição. Enquanto, no sistema americano, a resposta para "Quanta energia é necessária para ferver um galão de água que se encontra à temperatura ambiente?" é "Foda-se", porque você não pode relacionar diretamente nenhuma destas unidades. ~ Josh Bazell.
(https://alessandrorossini.org/tag/metric-units/)

Se é por falta de um processo mnemônico que você ainda não adotou o sistema métrico, aqui tem um:


Ver também: Como é gostoso dirigir em quilômetros

Relembrando "Margarida"

Independente do gênero / opção ou preferência sexual, o árbitro Jorge Emiliano ("Margarida") era um raro espécime: a cada jogo, roubava o espetáculo chamando a atenção para si.
Margarida não foi um grande árbitro, mas não foi dos piores.
Era divertido vê-lo correndo... para trás, com raríssima habilidade. Seus gestos teatrais empolgavam o público nos estádios de futebol.
(vídeo sugerido por JB Serra e Gurgel)



Relembrando Cidinho "Bola Nossa"

11 novembro, 2017

A tabela de optotipos para músicos

Em substituição à versão clássica de Snellen, esta é a tabela recomendada para avaliar a acuidade visual dos músicos.

É impressa por serigrafia em poliestireno lavável de alto impacto.

Ver: PornoTipos. Uma oftalmologia personalizada

Ver também no Slideshows do PG: Exames de Vista

Alcoofilia


Dizem as más línguas masculinas - e as boas línguas femininas aprovam - que mulher só reclama de duas coisas: de tudo e de nada.
Então, férias na praia, tem que reclamar da descontração do marido na barraca de praia. E o marido tem que levar no vai da valsa, senão complica.
- Precisa misturar desse jeito? Ficar sentado na barraca até anoitecer? Vai com calma, a bebida não vai acabar amanhã, não.
- Meu bem, mas eu nem gosto de misturar bebida...
- Gosta não, engraçadinho? Bebe cachaça, uísque, depois cerveja, campari... E bebe até querosene se trouxerem num copo!
- É porque sou flex!, e cai na gargalhada.
- Mas nunca gostei de misturar bebida, não. Tomo uma de cada vez. Quem gosta de mistura é baitola. Rabo-de-galo, (*) coquetel... Isso não é coisa de macho, não.
- E precisa ficar de porre todo dia?
- Mas nêga. Deve ser por causa da maresia, da água do mar, sei lá! Acaba deixando a gente mareado! Hehehehehe
- E quando chega em casa, final de semana? Lá não tem mar! Fica bêbado porquê?
- Sei lá, deve ser por causa da secura, da altitude...
- Engraçadinho!
- Brigadão!!!, e dá uns beijos na nêga.
Fernando Gurgel Filho
N. do E.
(*) A turma de Os Boêmios tem uma opinião divergente, Fernando. Eles acham que o rabo-de-galo, que combina cachaça barata com o vermute tinto ("para descer melhor"), é só para quem é "brabo".

10 novembro, 2017

A arqueira cega


(blind archer, blind woman archery)

Esta é a resposta para quem gosta de andar tocando por qualquer motivo uma campainha de bicicleta.

Gaveta de cartas

Carlos Pinto (Pernambuco). O seu conto não pode ser publicado por fugir aos moldes de nossa revista; é excessivamente picaresco.
T. Rocha (Porto Alegre). Aí vai uma amostra de seus versos:
"Uma flor quando no pé
Tem um valor duplicado
Colhida perde o seu garbo
O seu olor delicado
Portanto, filha, do galho
Não queiras tirar a flor
Que perdes com seu perfume
Doces carinhos de amor."
Estude, Sr. Rocha, leia os versos do Sr. Victruvio e outros notáveis poetas, que um dia poderá com eles ombrear.
Três Pontinhos (Niterói). Tenha paciência, mas os seus artigos foram para as cestas dos papéis sujos, por impublicáveis.
Carlos Taveira (Fortaleza). Para o satisfazer aí vão alguns versos seus:
"Somos dois anjos na vida
Dois arcanjos a voar
Um à procura da sorte
Outro das garras da morte
Sempre a fugir, a escapar..."
Está satisfeito? Pois lamba as unhas
Mauro C. (São Paulo). Nós não costumamos pegar no bico da chaleira. Faça o senhor seu elogio pessoalmente e não queira servir-se da gente para semelhantes coisas.
Sr. Magalhães (Bahia). Já passou o tempo da escola condoreira; seu
"O monge que habita os Andes
Com as barbas da cor do Céu"
é inteiramente incompreensível para a moderna geração literária.
Oscar Costa (Rio). É melhor o senhor não publicar livro algum.
J. C. de Moraes Rego (?). Seu madrigal foi para o lixo.
Anfrysio Correia (Campinas). Poucos versos costumamos publicar; nunca publicaremos, porém, como estes:
"A vida é uma hirsutação etérea
Que n'alvorada a pálida criança
Embala em sonhos a rudeza aérea
E mal aponta a tímida esperança
Desata em flocos d'amplidão funérea
A loira, fosca, esparramada trança!"
Sr. Anfrysio, um conselho: deixe a poesia e plante batatas.
Glauco (Rio). O seu soneto está muito bom. Mas, para que seja publicado, é necessário que o senhor compareça à nossa redação para deixar o nome, ainda que o soneto seja publicado com pseudônimo.
Revista Careta, 3 de abril de 1909 - edição 44
(transcritas com atualização ortográfica)

09 novembro, 2017

O Museu da Falha

Você sabia que a Suécia acaba de abrir um Museu da Falha ?
Não sei por que usei o artigo indefinido, pois não consigo pensar em nenhum outro lugar do mundo que tenha um. Dê uma olhada no site do museu.
Localizado em Helsinborg, este museu orgulha-se de proporcionar uma visão única sobre o porquê dos produtos e inovações falharem. Vamos esperar que ele não feche as portas na próxima semana.


Filmes inspirados em Darwin

A vida e a obra de Charles Darwin, o naturalista mais famoso da história e uma das figuras centrais da ciência moderna, já inspirou diversos filmes. Como a película "Inherit the wind" (O Vento Será tua Herança, legendado em português), de 1960, que conta o dramático caso do "julgamento do macaco" em que o professor John Scopes foi sentenciado por ensinar a teoria da evolução em uma escola secundária em Tennessee, quando uma lei local estabelecia que apenas o criacionismo poderia ser ensinado.
1925 - John T. Scopes foi proferido em uma audiência preliminar perante três juízes. Ele havia sido preso e acusado sob uma nova lei estadual do Tennessee, o ato Butler, que proibia o ensino da teoria da evolução de Darwin nas escolas públicas. Scopes concordou em participar de um desafio a essa lei, com o apoio de líderes locais em Dayton, Tennessee, e da União Americana de Liberdades Civis. Algumas semanas depois, no que ficou conhecido como o "Monkey Trial", ele foi considerado culpado e multado em US $ 100. Embora em apelo a multa foi julgada excessiva, a própria lei estatal não foi considerado inconstitucional. Posteriormente, a lei não foi mais aplicada, porém não foi revogada até 1967. * TIS
O estado do Tennessee ainda parece estar lutando com esta questão em 2011, diz o matemático Pat Ballew. [http://pballew.blogspot.com/2011/03/1781-william-herschel-discovers-uranus.html]
Outro filme, de 1972, chama-se "The Darwin Adventures" (A Aventura de Darwin). Dirigida por Jack Couffer, esta película descreve o naturalista quando jovem, suas aventuras como explorador e prioriza o aspecto científico de suas descobertas.
"Creation" (A Dúvida de Darwin), de 2009, explora outra realidade de sua vida: Darwin, filho de seu tempo, viveu durante anos um grande conflito emocional. Sua mulher, Emma, extremamente religiosa, via a obra de seu marido como se interpondo  a um destino superior e ao Criador.
Também a BBC produziu o documentário "The Voyage of Charles Darwin", em sete partes, e há rumores do interesse dos estúdios Disney em realizar a cinebiografia de Darwin.

08 novembro, 2017

A imensidão de 52!

Lembro-me de estar fascinado por uma descrição da eternidade em "The Shepherd Boy", dos Irmãos Grimm:
Na Baixa Pomerânia existe uma montanha que tem dois quilômetros de altura, dois quilômetros de largura e dois quilômetros de profundidade. A cada 100 anos, um passarinho vem e afia seu bico sobre ela, e quando toda a montanha estiver desgastada pela amolação (em dois sentidos) do passarinho, então o primeiro segundo da eternidade terminará.
Da mesma forma, Scott Czepiel tem um ensaio de como podemos imaginar a imensidão de 52!, isto é, 80658175170943878571660636856403766975289505440883277824000000000000, que é o número de maneiras que um baralho comum de cartas pode ser embaralhado.
Este número está além do astronomicamente grande. Digo além do astronomicamente grande porque a maioria dos números que já consideramos ser astronomicamente grandes são meras frações infinitesimais desse número. Assim, quão grande é ele?
Para embaralhar nossos neurônios em torno da magnitude deste número, Scott Czepiel nos transporta a um pequeno e divertido exercício teórico.

E se os animais fossem redondos?

Não necessariamente gordos, mas redondos em vez das formas que apresentam?
Eles não teriam que se mover andando, pois poderiam simplesmente rolar em todos os lugares. Mas isto nem sempre é uma coisa boa, como este vídeo mostra:


07 novembro, 2017

Um peixe chamado Vândalo

O martelo é comandado pelo peixe para quebrar coisas.


Ver os detalhes de como isto funciona no Robotic Gizmos.

Asas à imaginação

1
A "Farsa da Boa Preguiça" narra a história de Joaquim Simão, poeta de cordel, pobre e "preguiçoso", que só pensa em dormir. Joaquim é casado com Nevinha, mulher religiosa e dedicada ao marido e aos filhos. O casal mais rico da cidade, Aderaldo Catacão e Clarabela, possui um relacionamento aberto. Aderaldo é apaixonado por Nevinha e Clarabela quer conquistar Joaquim Simão. Três demônios fazem de tudo para que o pobre casal se renda à tentação e caia no pecado, enquanto dois santos tentam intervir. Jesus observa e avalia tudo. A partir daí, situações inusitadas e muito divertidas fazem deste texto uma das peças mais divertidas do teatro brasileiro.
Para o autor Ariano Suassuna, a "Farsa da Boa Preguiça" tem dois temas centrais. Nela, Ariano não defende indiscriminadamente a preguiça — coisa que, aliás, não poderia fazer, pois ela é um dos "sete vícios capitais" do Catecismo.
No Teatro antigo, havia uma convenção, segundo a qual, no fim da história, o autor podia dar sua opinião sobre o que acontecera no palco. Era a chamada "licença" ou "moralidade". Pois bem. Na "licença" da “Farsa", numa das estrofes finais do terceiro ato, diz um dos personagens:
"Há uma Preguiça com asas,
outra com chifres e rabo.
Há uma preguiça de Deus
e outra preguiça do Diabo."
http://www.cultura.rj.gov.br/evento/a-farsa-da-boa-preguica
2
Assim como o escritor, a psicóloga Mônica Quinan faz a distinção entre a má preguiça e o descanso ou ócio. "Desconexão laboral", é esse o modo como Mônica chama a famosa Boa Preguiça, o processo de repouso necessário à manutenção de uma qualidade de vida adequada.
"O ócio criativo é absolutamente salutar, tanto física, como mentalmente. Desempenha um papel libertador, uma vez que o tempo livre é necessário para a produção de ideias, que são a matéria dos sonhos, e são os sonhos que dão sentido e alegria à labuta diária", ressaltou a psicoterapeuta.
A psicóloga cita o célebre dissidente da corrente freudiana, Carl Jung, autor da frase “Quem olha pra fora sonha, e quem olha pra dentro acorda”. Sendo matéria prima para os sonhos, a Boa Preguiça que Joaquim Simão cultiva em sua rede de dormir não poderia deixar de ser louvada pelos amantes da arte. Fechar os olhos para o mundo exterior, não é estar alheio à vida. Tantas vezes, é estar ainda mais afinado com ela, conhecendo-se as estradas de dentro.
https://webnoticias.fic.ufg.br/n/70239-a-arte-sob-as-asas-da-boa-preguica
3
Mas voltemos ao oblomovismo. O nome deriva de Oblómov, o incrível romance satírico de Ivan Gontcharóv (1812-1891), publicado em 1859, agora publicado no Brasil (CosacNaify, 736 páginas, R$119) em tradução de Rubens Figueiredo. O herói epônimo do romance é um senhor de terras preguiçoso, que gasta seus dias na cama ou no sofá, sonhando em reformar sua propriedade e recebendo visitas de amigos. Personagens, ações e diálogos ocorrem em torno dele, como se ele fosse o centro de um universo. Seu antagonista é seu amigo, o "alemão" Andrei Stoltz, um empreendedor entusiasmado com as conquistas da indústria. Oblómov não se emociona com o capitalismo que se instala na velha Rússia. Prefere ficar parado. Quando Stoltz o convence a sair para uma festa, ele conhece uma amiga de Stoltz, Olga Ilinskaya. Apaixona-se por ela, pede-a em casamento, mas nada acontece. Em seu pendor pela inação, Oblómov se muda para o subúrbio de São Petersburgo, onde amarga a decadência sem reclamar. Na verdade, consegue ainda se apaixonar pela viúva Agáfa Matviéievna Pchenítsina. O casal tem um filho. Enquanto seu espírito se apaga, Olga e Stoltz se unem e adotam o filho de Oblómov. Para nosso herói, a vida continua igual a ela própria. Assim Goncharóv descreve Oblómov: "Os pensamentos voavam como pássaros pelo rosto, chegavam até os olhos, paravam nos lábios semicerrados, escondiam-se no franzir das sobrancelhas. Depois desapareciam de vez, e então todo o rosto coruscava com a luz da despreocupação".
http://revistaepoca.globo.com/cultura/luis-antonio-giron/noticia/2012/11/preguica-de-alto-desempenho.html
"O melhor da preguiça é dar asas à imaginação."

06 novembro, 2017

Judas






Foi a primeira pessoa no mundo
a deixar uma missa
antes que ela terminasse.

De caralho a passaralho

Caralho é um termo da língua portuguesa usado para designar o membro viril masculino. O termo encontra correspondente no castelhano carajo, no galego carallo, e no catalão carall, sendo exclusivo das línguas românicas da Península Ibérica, não se encontrando em nenhuma outra.
Documenta-se o uso do termo desde pelo menos o século X, surgindo regularmente nas cantigas de escárnio e maldizer da poesia trovadoresca medieval, sendo também registado nalguma documentação, além de vários usos antroponímicos e nas toponímias da Península Ibérica, em particular da Catalunha, onde se destacam os vários carall bernat.
Este uso do termo como nome próprio para descrever o membro viril, presente inclusive na documentação oficial, termina com a contrarreforma, passando então a ser considerado como obsceno e impróprio, conotação que mantém até aos dias de hoje. Não obstante, o termo manteve uma incrível vitalidade nas línguas romances ibéricas, sendo usado atualmente com dezenas de sentidos diferentes e como meio de expressar as mais diversas emoções, como estranheza, emoção, lambança ou ameaça, embora em algumas regiões tenha perdido o seu sentido original de membro viril.
O caralho marca presença na poesia e literatura modernas, especialmente como disfemismo e elemento provocador, e por vezes como erotismo, tendo entrado no panteão da mitologia brasileira como caralho-de-asas, que por sua vez inspirou um personagem de banda desenhada, o passaralho.
Caralho-de-asas
No Brasil, o caralho, na qualidade de órgão genital masculino, foi transformado no mito do caralho-de-asas. O mito difere conforme o narrador. Deste modo, numa versão de narrativa masculina, o "caralho-de-asas" define-se como a entidade responsável por uma gravidez de paternidade não-identificada, enquanto que numa narrativa em grupo feminino, a referência ao caralho-de-asas toma a forma de advertência às moças, para que não tomem banho de rio e de açude, bem como não durmam "desprevenidas", ou seja, sem roupas íntimas.
O mito do caralho-de-asas parece reminiscente da lenda grega de Leda e o cisne, segundo a qual Júpiter, metamorfoseado em cisne, manteve relações sexuais com a ninfa Leda, concebendo os gémeos Castor e Pólux. O mito entrou para a iconografia urbana, já documentada em cidades como o Rio de Janeiro e o Recife, estando presente também como personagem de banda desenhada em revistas de palavras cruzadas e enigmas destinadas ao público masculino, tomando o nome de "passaralho".

Passaralho
O termo passaralho tornou-se também um jargão no mercado de trabalho, em especial para o jornalismo e o funcionalismo público (terceirizado), com o significado de época ou movimento de demissão em massa.
A propósito, leiam  este artigo: A revoada dos passaralhos, de Camila Rodrigues e outros.

05 novembro, 2017

Fake news

O Dicionário Collins Online, publicado a partir de Glasgow, GB, escolheu como "palavra do ano" de 2017 a expressão "fake news".
Eles informam que "fake news", "notícias falsas", foi um termo amplamente usado por Donald Trump quando estava em campanha para a presidência, em geral para se referir a notícias negativas sobre ele, mas parece que o mundo inteiro passou a imitá-lo na utilização do termo. Em 2017, as menções a fake news aumentaram 365% em mídia de língua inglesa.
No Brasil, as várias modalidades de notícias falsas foram usadas por ocasião do impeachment da presidente Dilma Rousseff, acusada falsamente de improbidade administrativa. Também vêm sendo usadas no lawfare contra o ex-presidente Lula, que denunciou o fato através de seus advogados no Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos.
E o maior dos fake news continua sendo atribuir a invenção do termo ao presidente Donald Trump,
Últimos vencedores de "palavra do ano"
2016 - Brexit: Substantivo que significa a "saída do Reino Unido da União Europeia".
2015 - Binge-watch: Verbo que significa "assistir de uma vez a um grande número de programas televisivos, especialmente a todos os episódios de uma série".
2014 - Photobomb: Verbo que significa "estragar uma fotografia ao passar em frente de quem está sendo fotografado, normalmente fazendo algo bobo, como uma cara engraçada".
2013 - Geek: Substantivo que significa alguém com "talento no uso de computadores, e que parece se interessar mais por eles do que por pessoas".

Caixa de Música

A Madame Theodore von Schwartzenhoffen vai a uma loja de instrumentos musicais e compra uma pianola para o marido, como presente-surpresa de aniversário. Laurel e Hardy ficam encarregados de entregarem a pesada caixa no endereço indicado, que para desgosto de ambos fica numa casa no alto de uma gigantesca escadaria.
Diligentemente, a dupla faz um tremendo esforço para empurrar a caixa pelos inúmeros degraus, mas são atrapalhados por uma babá e seu carrinho de bebê e pelo próprio professor Theodore que ignora que a entrega é para ele. E, em meio às discussões, a caixa escalpa e volta ao ponto de partida várias vezes, tendo a dupla que recomeçar tudo de novo. Até que um carteiro avisa que há uma entrada ao nível da rua por outro lado e eles finalmente chegam ao endereço, mas sem encontrar ninguém em casa. Novamente é despendido um enorme esforço para transportar a caixa pela janela mas tudo parece em vão quando o professor chega e diz que não quer o piano e que deve ter havido algum engano.
Stan Laurel e Oliver Hardy filmaram "The Music Box" ("Caixa de Música"/ "Entrega a Domicílio") durante um período de 11 dias, de 7 de dezembro a 17 de dezembro, em 1931. Embora eles não tenham previsto isso, eles estavam filmando naqueles dias não apenas sua comédia cinematográfica mais duradoura e mais amada, mas também seu único filme (dos mais de 100 que trabalhavam juntos) pelo qual receberam um Oscar.
Como em qualquer filme de Laurel e Hardy, seus dois personagens são ineptos e incompetentes devido a três fatores principais: a interferência de outros, as leis da natureza, mas sobretudo a própria estupidez.


Numa versão dublada: https://youtu.be/bNQ40DEvjx8

A pianola

04 novembro, 2017

Erros na previsão do futuro da inteligência artificial


por Rodney Brooks
A crença de que máquinas inteligentes virão a dominar a humanidade baseia-se em extrapolações erradas, imaginação ilimitada, argumentos de fé e outros erros comuns que nos distraem dos modos mais produtivos de pensar a respeito do futuro da inteligência artificial (IA).
Estamos inundados da histeria sobre o futuro da inteligência artificial e da robótica. Uma histeria para o poder que elas alcançarão, a velocidade com que elas farão isso e suas consequências no mercado de trabalho.
Recentemente, vi uma história que dizia que, entre 10 e 20 anos, os robôs teriam ficado com a metade dos empregos que existem hoje. Havia até um gráfico para provar os cálculos. Esta afirmação é absurda (eu tento manter uma linguagem profissional, mas às vezes custa). Por exemplo, o texto parece dizer que, nos EUA, de um milhão de trabalhadores da manutenção de edifícios e terrenos restarão apenas 50 mil nesse prazo, porque os robôs assumirão seus empregos. Quantos robôs estão atualmente operando nesses empregos? Zero. Quantas demonstrações realistas de robôs que trabalham neste campo existem? Zero.
Histórias semelhantes aplicam-se a todas as outras categorias onde é sugerido que veremos o fim de mais de 90% dos empregos que atualmente exigem a presença (física) de pessoas em alguma etapa em particular.
As previsões errôneas geram medos sobre coisas que não acontecerão, seja a destruição em larga escala de empregos, a singularidade ou o advento de uma IA com valores diferentes dos nossos que poderiam tentar nos destruir. Precisamos lutar contra esses erros. Onde nascem essas falhas? Eu vejo sete razões comuns.

Prossiga lendo em: Los siete grandes errores de quienes predicen el futuro de la inteligencia artificial

O bêbado e o juiz

Cidade do interior, final de semana, boteco da esquina cheio, cadeiras até no meio da calçada e nenhuma mesa vazia. Havia só uma cadeira na mesa perto do balcão, onde uns amigos conversam e xingavam entre si. De repente, entra um senhor, acerca-se do balcão e pede um maço de cigarros e um refrigerante grande para levar. Como estava perto da mesa onde ainda havia uma cadeira um dos bebuns gritou:
– Aí, ó, baitola, senta aí mesmo!
– O senhor me chamou de quê, mesmo?, replicou o senhor, muito sério e visivelmente ofendido.
– Liga, não, meu irmãozinho, o Claudicleydson quando bebe, fala assim mas não é pra ofender, não. Senta aí, vai. Toma uma com a gente.
– Olha aqui, vocês todos...
E passou a apontar o dedo em riste para o bebum que o chamou de "baitola":
– Se der mais um pio vou mandar prendê-lo!
Silêncio geral.
Quando o senhor já ia virando as costas para o balcão, o tal bebum perguntou:
– Desculpe a ignorância, pois eu nunca vi o amigo na cidade, quem é o senhor pra mandar me prender?
– Sou o novo juiz da cidade. E, desculpe-me, mas não sou seu amigo.
– Tá bem. O senhor pode até mandar me prender, mas daqui uns dias tou solto, até porque sou amigo do delegado, e...
– O delegado é meu irmão, atalhou o senhor.
- De qualquer forma, logo, logo, estou soltinho, na rua, mas quando o senhor cair em minhas mãos, nunca mais - repito: nunca mais - o senhor vai ser solto. Por ninguém!!!
Ao que o senhor, intrigado, perguntou:
– E o senhor é o quê, posso saber?
– Sou o coveiro da cidade.
Riso geral. Mas o bebum foi preso assim mesmo, sob o protesto do bar inteiro.
Fernando Gurgel Filho
As mulheres e Nelson Rodrigues
c/ a banda "Velhas Virgens"
O rico e o pobre são duas pessoas
O soldado protege os dois
O operário trabalha pelos três
O cidadão paga pelos quatro
O vagabundo come pelos cinco
O advogado rouba os seis
O juiz condena os sete
O médico mata os oito
O coveiro enterra os nove
E o diabo leva os dez
Mas a mulher, a mulher engana os onze
A mulher engana os onze de uma vez.
https://www.vagalume.com.br/velhas-virgens/as-mulheres-e-nelson-rodrigues.html

Fernando,
Nem no dia que morre o coveiro falta no cemitério.