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07 agosto, 2021

O grande barco de Utnapishtim

Por volta de 2.100 a.C, os mesopotâmicos começaram a escrever a Epopeia de Gilgamesh, eventualmente compilando a história em uma série de 12 tábuas de argila. A história segue Gilgamesh, que já foi o rei de Uruk na vida real, e sua busca pela imortalidade.
Depois que um bom amigo morre, Gilgamesh procura o sábio Utnapishtim para aprender com ele como poderia evitar semelhante destino.
A história de fundo de Utnapishtim é anterior ao conto bíblico da arca de Noé, mas as duas narrativas contêm várias semelhanças.
Em Gilgamesh, deuses irados desencadeiam uma grande inundação na Terra, mas primeiro avisam Utnapishtim de seu plano. Utnapishtim então constrói um grande barco para proteger a si mesmo, sua família e seus animais. Depois de sobreviver à tempestade, ele envia um pássaro em busca de terra firme (imagem), assim como Noé fez depois com uma pomba.
Historiadores acreditam que este conto e um dilúvio real (que aconteceu cerca de 7.000 anos atrás) tenham inspirado a história bíblica de Noé.

Extraído de: The Bible Stories You Learned In Sunday School Exist In Other Religions (texto sugerido por Jaime Nogueira) NEW POSTS

18 dezembro, 2019

Cabo de remo

Alguém faça uma petição para o CABO DE REMO estar nos próximos Jogos Olímpicos.



Tira-dúvidas
1
Tug of war = cabo de guerra
Tug of oar = cabo de remo
2
"Por que diabos os caras da esquerda comemoram quando perdem?!"
"É que eles ganharam."
(Os dois grupos disputam impulsionando o barco para frente.)

19 dezembro, 2015

O barco movido a peixe

Earl S. Tupper, o criador da empresa Tupperware, foi um inventor incorrigível. Além dos recipientes plásticos para a conservação de alimentos, ele criou o cone de sorvete com calha para evitar fugas e tinha um monte de ideias a respeito de como deveriam ser os espartilhos.
No entanto, o mais importante de seus projetos trazia uma forma revolucionária de propulsão naval: o barco movido a peixe. Segundo esboços do projeto (V. gravura abaixo), o qual se encontra nos arquivos do Museu Nacional de História Americana, o barco iria ter um par de asas para impedir o peixe de mergulhar.


É certo que o barco ficaria menos hidrodinâmico, mas Tupper sabia mesmo como evitar que o barco fosse ao fundo. [PGCS]

Navegando na canção (Um barquinho, um violão) | O barco-banheira | O barco de Halkett

17 setembro, 2015

O barco de Halkett

É um tipo de barco leve e inflável, projetado pelo tenente Peter Halkett (1820-1885) durante a década de 1840.
Halkett estava a par das grandes dificuldades para se viajar no ártico canadense. E o seu projeto, para viajar naquelas condições climáticas extremas, consistia de um barco dobrável e inflável, feito de um pano emborrachado. Desinflado, o casco do barco poderia ser usado como uma capa, o remo, como uma bengala, e a vela, como um guarda-chuva.


Embora muito elogiado pelos exploradores canadense, o projeto de Halkett tinha um mercado restrito, e ele não foi capaz de convencer a Marinha Real da utilidade de seu barco para o serviço naval.
Promovido para pescar e caçar patos nos lagos, o barco também fracassou comercialmente.
Apenas dois exemplares do barco de Halkett ainda existem, estando expostos em museus canadenses. WIKIPÉDIA

21 março, 2014

Barcos contra a corrente

1 
A gente vai contra a corrente
Até não poder resisistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir.
(Chico Buarque - Roda viva)

2 
E assim nós prosseguimos, barcos contra a corrente, empurrados incessantemente de volta ao passado.
(F. Scott Fitzgerald - O Grande Gatsby)

F. Scott morreu em 1940, com 44 anos, sem dinheiro, fama e sem acreditar que um dia seu livro seria consagrado pela crítica e venderia 10 milhões de exemplares. Zelda (escritora e esposa de F. Scott) morreu em 1948, aos 48 anos, quando o hospital em que estava internada pegou fogo, matando-a e a outras oito pacientes. No túmulo dos dois, estão inscritas as palavras (item 2) que encerram “O grande Gatsby”. Zuenir Ventura

3
O barco virou e eu fiquei de bubuia, esperando alguém me salvar.
"Ficar de bubuia" - No Dicionário da Amazônia significa estar à mercê das águas, entregue à própria sorte.

26 agosto, 2013

O barco-banheira


Quando alguém chamar o seu velho barco de banheira saiba que pode estar fazendo um elogio.
Agora que surgiu o HotTug (foto), este híbrido de barco e banheira que permite o seu proprietário desfrutar um banho quente enquanto navega por um rio, lago ou canal.
Feito de madeira e vidro reforçado, o barco-banheira transporta de seis a oito pessoas e pode conter até 2 mil litros de água (aquecida a 38º C).
É uma invenção holandesa.


Poderá também gostar de ...
A prova da banheira e Inconfidência de uma banheira

03 novembro, 2010

Abóboras

1
No mês de setembro, Ludwigsburg, na Alemanha, realiza o seu Festival das Abóboras. O festival celebra tudo que tem relação com abóboras e marca o início da temporada do fruto no país.
Abóboras gigantes, que pesam até 90 kg, são transportadas para a cidade. E, numa das competições do festival, os participantes têm de atravessar um lago a bordo dessas abóboras, como se elas fossem barcos a remo.

2
Foi também em setembro, no dia 25, que a cidade de New Bremen, no estado de Ohio (EUA), estabeleceu um novo recorde para a maior torta de abóbora do mundo. Ela mediu 6,1 metros de diâmetro e pesou 1,68 tonelada. E o recorde anterior nessa categoria já pertencia à New Bremen.


25 maio, 2010

E pur si muove!

O homem que pilota este barco é Fabio Viale. Ele é italiano. escultor e, tal como os grandes mestres do Renascimento e do Barroco, elegeu o mármore como o material único e exclusivo de suas obras. Este barco, por exemplo.


E pur si muove! (Mas se move!)
Conta-se que o italiano Galileo Galilei teria murmurado a frase acima, diante da Inquisição, quando foi forçado a renegar a ideia de que a Terra girava em torno do Sol.

22 junho, 2007

Embarcou: tem de remar

Sobre o quadro Poeta, de Leon Girardet:


É uma cena romântica: um rio (ou será um lago?), um barco, um poeta e três raparigas em flor. O poeta faz um recital dos últimos poemas que escreveu. Cada uma das moças deve se imaginar a própria musa inspiradora de um, vários, muitos desses poemas... Até de todos, se uma delas for bisavó da Luana Piovani.
A propósito, não é uma cena contemporânea. O figurino das pessoas mostra que não pertencem ao nosso tempo. O bardo mantém uma distância respeitosa das três raparigas, que se acotovelam num dos cantos da embarcação. A qual, por sua vez, está quase encalhada no capim aquático.
Mas... há remos no barco à espera de braços dispostos. Não se faça de rogado, meu poeta. Está a terminar a leitura do livro em suas mãos, agora é empunhar os remos. E levar o barco, as moças, a si próprio para novas paisagens. Onde o enlevo, o encanto, o arrebatamento, tudo é feito sem palavras.
Sim, faça isto. Para não ser depois recomendado à Sociedade dos Poetas Mortos nas Calças.