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29 outubro, 2024

Asterix, 65 anos

Asterix, o Gaulês (em francês, Astérix le Gaulois), é uma série de histórias em quadrinhos criada pelo roteirista René Goscinny (1926-1977) e pelo artista Albert Uderzo (1927-2020), que apareceu pela primeira vez em 29 de outubro de 1959 na revista Pilote,antes de ser publicada como um álbum.
Foi traduzida para 111 idiomas e dialetos (incluindo latim e grego antigo), tornando-se a história em quadrinhos francesa mais popular do mundo. Foram vendidas 380 milhões de cópias e é a mais popular do mundo francófono, juntamente com a belga Tintin.
Asterix vive por volta do ano 50 a.C. numa vila fictícia no noroeste da Gália, única parte do país que ainda não foi conquistada por Júlio César, também personagem da série. A aldeia é cercada por quatro acampamentos romanos: Babaorum, Aquarium , Laudanum e Petibonum.
A vida não é fácil para os legionários romanos, e a resistência dos aldeões gauleses se deve à força sobre-humana que adquirem após beberem uma poção mágica preparada pelo druida Panoramix. 
Muitas histórias de Astérix têm como enredo principal a tentativa do exército romano de ocupar a aldeia e impedir o druida de preparar a poção ou de obter parte dela para seu próprio benefício. Estas tentativas são sempre frustradas por Asterix e Obelix graças à poção mágica.

28 outubro, 2023

Frank - Popeye

Frank "Rocky" Fiegel, a inspiração para o personagem Popeye, foi um marinheiro polonês radicado em Illinois, nos Estados Unidos, que sempre andava metido em lutas e tretas. Conhecido por sua força descomunal, vencia os adversário muito maiores que enfrentava. Também é lembrado por seu bom coração e pelo carinho para com as crianças.
O cartunista Elzie Crisler Segar, que era vizinho de Frank, criou o personagem Popeye em 1919 para uma tira cômica do New York Journal, imortalizando o amigo.


Frank tinha um olho maior do que o outro e, por isso, o cartunista batizou o personagem de Pop-Eye; o nome em inglês de uma anomalia que acomete alguns peixes, deixando-os com um dos olhos estufado.
A lata de espinafre que dava força ao marinheiro também existia na vida real e era o lanche de Frank em seus intervalos de trabalho no porto. 
Já Olívia Palito foi inspirada em uma mulher da vida real chamada Dora Paskel, enquanto Brutus, foi inspirado em um rapaz muito forte que, chegando ao porto em que Franz 'Rocky' Fiegel trabalhava, lutou contra ele. Frank - Popeye, claro, ganhou a luta!

Espinafrando...

01 julho, 2023

Como Calvin acabou fazendo xixi em tudo?

Bill Watterson desenhou a amada história em quadrinhos Calvin and Hobbes de 1985 a 1995. Durante esse tempo, Watterson lutou incansavelmente para elevar a arte da história em quadrinhos e resistiu a lucrativos acordos de merchandising. Em seguida, ele aposentou o quadrinho e se retirou da vida pública no final de 1995. Ele se recusou a permitir que as velhas tiras de Calvin e Hobbes fossem distribuídas e proíbe todo o merchandising licenciado dos personagens.

É por isso que o único sinal que você vê de Calvin hoje é o adesivo em que você vê o garoto de 6 anos fazendo xixi com aquele sorriso malvado. É um sinal de desdém, e varia de acordo com o que o adesivo mostra em que ele está fazendo xixi - uma marca (v.g. Ford), um mascote de um time esportivo, uma figura política, você escolhe. Por que alguém iria querer usar uma imagem pirata de um personagem amado para chamar a atenção para o que se odeia é uma questão para outro dia.
 

19 agosto, 2022

18/08 - Dia do Estagiário

Parabéns atrasados a todos os estagiários que acompanham o Blog EM.

Em 18 de agosto, comemora-se o Dia do Estagiário no Brasil, data criada em 1982, com a publicação do Decreto n.º 87.497, que à época regulamentou a atividade de estagiário em nosso país. Já que vem ao caso, 87.497 é o número que está na camisa do estagiário da HQ.

17 julho, 2022

Mundo Quino

Neste domingo (17/07), o Google celebra os 90 anos de nascimento de Joaquín Salvador Lavado Tejón, mais conhecido como Quino, cartunista argentino que criou a icônica personagem Mafalda.


Em seus desenhos, ele usava personagens infantis para fornecer comentários irônicos e mordazes sobre autoritarismo, censura e desigualdade. Ao capturar a mudança do cenário político na América Latina, quando o governo militar da Argentina começou a atacar e deter opositores do estado. Quino encerrou suas histórias em quadrinhos e se exilou em Milão, na Itália.
Embora ele não tenha ressuscitado Mafalda, seu trabalho posterior na Europa seguiu um tom semelhante, focado nas desventuras da classe trabalhadora.

Arquivo
2013 - A vida como ela será (slideshow)

06 fevereiro, 2021

Arquivo Z

Z de Ziraldo, cartunista, desenhista, jornalista, cronista, chargista, pintor e dramaturgo brasileiro.
Ziraldo Alves Pinto nasceu em Caratinga, Minas Gerais, no dia 24 de outubro de 1932. Seu nome de batismo vem da combinação dos nomes de sua mãe, Zizinha, e de seu pai, Geraldo. Desde criança já mostrava talento para o desenho. Com seis anos, ele teve um de seus desenhos publicado no jornal "Folha de Minas".
Criador de A Turma do Pererê, que foi publicada primeiramente em cartuns em 1959, nas páginas da revista "O Cruzeiro". Depois, sob o nome de "Pererê", passou a ser publicada mensalmente a partir de outubro de 1960 até abril de 1964. "Pererê", que foi a primeira revista brasileira de histórias em quadrinhos totalmente colorida, conquistou rápido sucesso no Brasil. O que permitiu que fossem publicadas 43 edições em sua primeira série, com tiragens de 120 mil exemplares em média.
Em 1975, as histórias em quadrinhos com os personagens da Mata do Fundão voltaram a ser publicados, com o título de "A Turma do Pererê", pela Editora Abril. No entanto, esta segunda série foi cancelada em 1976, com apenas 10 edições. Desde então os quadrinhos do Pererê passaram a ser apenas republicados em almanaques nos anos seguintes, com poucas histórias ainda inéditas. Até que, em 1980, Ziraldo passou a dedicar-se às histórias do Menino Maluquinho.
Ziraldo Pinto foi também um dos fundadores do hebdomadário O Pasquim, (1969), um porta-voz da contracultura e da indignação intelectual com o regime militar, e do semanário Bundas (1999), uma sátira ao mundo das celebridades exposto em "Caras" ("Quem mostrou a bunda em Caras, não mostrará a cara em Bundas", segundo ele).


Principais personagens do Pererê
Saci 
Boneca de Piche http://blogdopg.blogspot.com/2009/01/alm-de-coice-queda.html
Tininim (indiozinho)
Tuiuiú (indiazinha) http://blogdopg.blogspot.com/2020/01/a-fama-obriga.html
Moacir (jabuti) http://blogdopg.blogspot.com/2020/07/jabuti-em-foco.html
Galileu (onça)
Geraldinho (coelho)
Alan (macaco)
Pedro Vieira (tatu)

26 setembro, 2020

Asterix enfrenta Coronavirus na Itália

Astérix et la Transitalique (Asterix e a Transitálica)
O título em francês (e em português) do 37.º episódio da história em quadrinhos de Astérix, com roteiro de Jean-Yves Ferri, desenhado por Didier Conrad e colorido por Thierry Mébarki. Este álbum, publicado em 19 de outubro de 2017, revela a passagem de Asterix e Obelix na península italiana.
Coronavirus, um dos personagens do episódio 
Um piloto romano de carros, mascarado, principal inimigo de Asterix e Obelix, neste álbum, acompanhado por seu coquadrigário, Bacillus. O Coronavirus é apresentado como "o campeão com 1462 vitórias". É uma alusão a Diocles, o maior campeão da Roma antiga, que conquistou "3.000 vitórias em grandes corridas e 1.462 em quadrigas ou equipes ainda maiores". Quando ele não está usando sua máscara, o Coronavirus é representado sob o disfarce de Alain Prost.


Spoiler
Coronavirus não vence a corrida e os gauleses descobrem que o inimigo mascarado é, nada mais, nada menos, que o imperador Julio César, que queria provar seu poder sem revelar sua identidade.

05 setembro, 2020

André LeBlanc

Haitiano, tendo residido muito tempo no Brasil e depois nos Estados Unidos, André LeBlanc (1921 - 1988) ilustrou a coleção completa de Monteiro Lobato publicada pela "Brasiliense" em 1947 (exceto os dois volumes de "Os Doze Trabalhos de Hércules"). Só em 1971 outros ilustradores assumiram esse posto. Na mesma época, adaptou clássicos brasileiros para os quadrinhos, entre eles "O Guarani" e "Menino de Engenho", para a Editora Brasil-América (EBAL).
É difícil chamar seu trabalho competente e seguro de "genial". Ele não brilha, não causa impacto, é correto e eficiente. Quem se dispuser a examinar com calma o seu desenho, poderá perceber que todos os detalhes foram realizados com a segurança de quem sabe o que faz: a dobra das roupas, as proporções do corpo humano, as zonas escuras da face, o brilho nos cabelos. Essa versatilidade e perfeccionismo discreto o fizeram ideal para trabalhar como "ghost-assistant" para diversos artistas. (Érico Molero)
LeBlanc foi um pioneiro das HQs brasileiras, e com o beneplácito de Lobato recebeu a Ordem do Cruzeiro do Sul.
Perguntem-se: num mercado REALMENTE racista, até onde iria um imigrante haitiano no meio cultural brasileiro sem que um anti-racista famoso reconhecesse sua genialidade?
Graças à fama no Brasil, ele alçou vôos mais altos: foi para a Nova Iorque, lecionou na "The School of Visual Arts", e foi assistente dos lendários Will Eisner ("The Spirit") e Sy Barry ("O Fantasma").
Webgrafia
Erico Molero, Guia dos Quadrinhos
Sérgio Correa de Siqueira, Quora

07 julho, 2020

Jabuti: em foco

Provérbio
Jabuti não sobe em árvore.
(Se está lá, foi enchente ou mão de gente.)

Jargão
No processo legislativo brasileiro, jabuti é a inserção de uma norma alheia ao tema principal num projeto de lei ou numa medida provisória enviada ao Legislativo pelo Executivo.

Prêmio
Concedido pela Câmara Brasileira do Livro, o Jabuti é o mais tradicional prêmio literário do Brasil.

Moacir Viggiano - O Calmo Jabuti. Amigo de infância de Ziraldo, Moacir virou personagem de HQ da famosa Turma do Pererê.

30 março, 2020

Daniel Azulay (1947 - 2020)

Daniel Azulay ficou conhecido no Brasil como o desenhista e educador responsável pela criação da "Turma do lambe-lambe", um grupo de personagens infantis que protagonizou programas de TV e quadrinhos.
Ele morreu aos 72 nesta sexta-feira (27) vítima do novo coronavírus, no Rio de Janeiro.
Nascido no Rio em 30 de maio de 1947, Azulay foi um desenhista autodidata que se formou em Direito pela Universidade Cândido Mendes em 1969. Na mesma época, começou a publicar suas primeiras histórias em quadrinhos e cartuns em revistas e jornais.
Com o tempo, também se provou pintor, músico, escritor, ilustrador de livros infantis, apresentador de TV e educador, dedicando grande parte de sua carreira a desenvolver arte e educação para crianças e jovens.
Fonte: G1

Colegas de profissão fizeram esta homenagem ao artista.

24 março, 2020

Albert Uderzo (1927 - 2020)

Morreu o ilustrador francês Albert Uderzo, que ficou conhecido, ao lado de René Goscinny, pela criação de #Asterix nos anos 1950.
Este é o prólogo de todas as edições dos livros de Asterix, o gaulês:
"Estamos no ano 50 antes de Cristo. Toda a Gália foi ocupada pelos romanos ... Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses ainda resiste ao invasor. E a vida não é nada fácil para as guarnições de legionários romanos nos campos fortificados de Babaorum, Aquarium, Laudanum e Petibonum..."

Uderzo nasceu em 25 de abril de 1927, perto de Reims, e era filho de imigrantes italianos. No final dos anos 1940, ele foi um dos desenhistas de maior sucesso da sua geração – apesar de ser daltônico. Em 1951, Uderzo conheceu então o talentoso contador de histórias Goscinny. Em 1959, os dois criaram os quadrinhos de Asterix e Obelix em 1959.
Juntamente com Goscinny, que morreu em 1977, aos 51 anos de idade, ambos publicaram 24 álbuns. Durante muito tempo, Uderzo se opôs à criação de novas histórias após a morte de seu colega. Em 2011, ele passou o legado a autores mais jovens, supervisionando o trabalho deles em todos os momentos.

Arquivo: Asterix, 60 anos (29/10/2019)

21 dezembro, 2019

Lampadinha

Little Helper, em inglês.
É um pequeno robô humanoide (com cerca de 20 cm de altura) que possui uma lâmpada no lugar da cabeça, finos braços e pernas metálicos, luvas brancas nas mãos e sapatos marrons.
A cabeça do robôzinho é uma lâmpada velha e usada do Pato Donald (Donald Duck). Na história em que aparece pela primeira vez, acidentalmente Professor Pardal (Gyro Gearloose) transmite parte de sua inteligência para a luminária de mesa do Pato Donald. E, para que ela pudesse ter movimentos, o cientista acrescenta pequenos braços e pernas de metal à lâmpada.
Lampadinha é o habilidoso assistente do Professor Pardal. Nas revistinhas do Pato Donald, ele é freqüentemente mostrado copiando as invenções do cientista. Por vezes, ele é um inventor melhor que o Professor e o salva de confusões.
Nos quadrinhos italianos, seu nome é Edi, em referência a Thomas Edison .

https://disney.fandom.com/wiki/Little_Helper

09 novembro, 2019

Dagwood divide o átomo



Em 1949, o King Features Syndicate produziu um livro ilustrado no estilo das HQ para explicar como a fissão nuclear funciona.
Foi estrelado por Dagwood e sua esposa Blondie (Belinda, no Brasil), com aparições de outros personagens cômicos do King Features: Popeye, Sobrinhos do Capitão, Reizinho e outros.
A ciência é explicada por Mandrake, o Mago!
As 36 páginas do livro foram digitalizadas e ampliadas em O efêmero. Esteja avisado, há um teste no final.


http://www.neatorama.com/2018/12/14/Dagwood-Splits-the-Atom

29 outubro, 2019

Asterix, 60 anos

Asterix  é uma série de histórias em quadrinhos criada na França por Albert Uderzo e René Goscinny no ano de 1959, baseadoa no povo gaulês e, em grande parte, no tempo do seu grande chefe guerreiro Vercingetorix.
As primeiras publicações surgiram na revista "Pilote", logo em seu primeiro número de 29 de outubro de 1959.
Este é o prólogo de todas as edições dos livros de Asterix, o gaulês:
"Estamos no ano 50 antes de Cristo. Toda a Gália foi ocupada pelos romanos ... Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses ainda resiste ao invasor. E a vida não é nada fácil para as guarnições de legionários romanos nos campos fortificados de Babaorum, Aquarium, Laudanum e Petibonum..."
Asterix reside com seus amigos em uma pequena aldeia gaulesa situada em uma península na Armórica, ao norte da antiga Gália. Para resistir ao domínio romano, os aldeões contam com a ajuda de uma poção mágica que lhes dá uma força sobre-humana, preparada pelo druida Panoramix. A exceção é Obelix, que caiu dentro de um caldeirão cheio da poção quando ainda era um bebê, e daí adquiriu permanentemente a superforça.
O humor de Asterix é tipicamente francês - - com trocadilhos, caricaturas e estereótipos. Certas piadas provêm de acontecimentos, invenções, frases ou ideias posteriores à época em que supostamente decorre a narrativa.

01 agosto, 2019

Sobrinhos do Capitão

Em 12 de dezembro de 1897, o estreante Rudolph Dirks começou a publicar as trapalhadas dos "Sobrinhos do Capitão" no jornal de W. R. Hearst.
O loiro Fritz e o moreno Hans vivem em alguma colônia alemã da África, a princípio em companhia da mãe, do pai e do avô. Com o passar dos anos, o pai e o avô simplesmente sumiram da tira e, em 1902, apareceu o Capitão: aquele que se tornaria seu pai adotivo e, principalmente, o alvo favorito dos garotos.
Hans e Fritz representam, em última análise, a guerra contra qualquer tipo de autoridade – paterna, escolar, administrativa.

Erico Molero, em Guia dos Quadrinhos, 2007

16 janeiro, 2019

Contagem de dedos


O Cebolinha usa sapatos. Mônica, Magali e Cascão, que andam descalços, não têm dedos nos pés. Por que só o Chico Bento tem esse privilégio? A explicação é simples: praticidade.
O Mauricio de Sousa queria economizar nos traços para publicar suas tiras. Então, a Monica, o Cascão e a Magali foram dispensados dos dedos nos pés.
Notem que o Cebolinha (personagem mais antigo) usa sapatos. Enquanto o Chico Bento, que é caipira (e tão antigo quanto), tem os seus pés no chão com todos os dedos.
Sobre isso:
Já houve até uma historinha com plot twist (reviravolta no enredo).


A se pensar: 
Maurício faz seus personagens com 5 dedos na mão.
Outros desenhistas fazem seus personagens com 4 dedos, como Matt Groening (dos Simpsons). Para Groening só Deus tem o quinto dedo.
http://blogdopg.blogspot.com/2013/02/o-quinto-dedo.html

10 setembro, 2018

Da HQ à vida real

Em 14 de setembro de 1964, um cargueiro do Kuwait que transportava uma carga de ovelhas afundou. Para resgatar o navio, o inventor dinamarquês Karl Krøyer propôs usar um tubo para preenchê-lo com bolas flutuantes. Consequentemente, 27 milhões de bolas de plástico foram trazidas de Berlim e bombadas para o compartimento de carga do navio e, em 31 de dezembro, o cargueiro emergiu, economizando quase US $ 2 milhões à companhia de seguros.
Krøyer patenteou sua técnica no Reino Unido e na Alemanha, mas o pedido de patente foi rejeitado na Holanda porque um funcionário local descobriu um número da revista Pato Donald, de 1949, em que Donald e seus sobrinhos fizeram flutuar um iate afundado, preenchendo-o com bolas de pingue-pongue.
As bolas de pingue-pongue são flutuantes, e os patos usaram um tubo para colocá-las no iate. Então, o escritório holandês determinou que a HQ tirava a originalidade da invenção de Krøyer. Era apenas uma revista de histórias em quadrinhos, mas esta tornou a ideia pública 15 anos antes de Krøyer tentar reivindicá-la.


Ninguém confirma se o problema foi exatamente este. Krøyer, seu advogado de patentes e o funcionário holandês já faleceram, a documentação foi destruída há anos e os motivos para a rejeição na Holanda não são claros. Mas ainda é um exemplo vívido para a advocacia da propriedade intelectual.

Prior Art, Futility Closet

26 março, 2017

A Revolução Pernambucana de 1817 vira HQ

Pouco antes de se tornar oficialmente independente de Portugal, o Brasil abrigou, durante 74 dias, uma pequena república libertária e abolicionista, muito diferente da monarquia absolutista vigente.
Único movimento separatista do período colonial que ultrapassou a fase conspiratória, a Revolução Pernambucana de 1817 é pouco conhecida entre o grande público. Mas isso pode, aos poucos, mudar. Desenhista da Marvel e da DC Comics, o pernambucano Thony Silas acaba de lançar A Noiva, uma história em quadrinhos sobre a revolta republicana, que está completando 200 anos.
Conhecido por desenhar super-heróis como Homem-Aranha, Batman, Super-Homem e Mulher Maravilha, Silas adaptou seu traço e sua paleta de cores para contar a história do amor proibido entre Maria Teodora, filha de um rico comerciante português, e Domingos Martins, um dos principais líderes da revolução, conhecido com Leão Coroado. O casamento dos dois acabou sendo um dos momentos mais emblemáticos da revolução de 1817.
"Topei com a história por acaso durante um projeto de restauração de pontos históricos de Recife", conta Silas. "E, de imediato, a sensação que eu tive foi de uma frustração muito grande por não ter conhecido a história antes e ter podido produzir algo sobre ela já há muito tempo."
O roteiro, assinado por Eron Villar, é baseado no livro do jornalista Paulo Santos Oliveira, também pernambucano, A noiva da revolução, lançado há dez anos.
"Não é que a Revolução de 1817 não seja estudada por grandes historiadores; ela o é. Mas o conhecimento ficou restrito à academia", diz Oliveira. "O povo não tem a menor ideia do que aconteceu."
Siga lendo...
(matéria sugerida por Jaime Nogueira)

Ver também: A República do Crato.

21 janeiro, 2017

Por que o chapéu de Sluggo voa?

Nome original: Sluggo
Licenciador: United Feature Syndicate
Criado por: Ernie Bushmiller
Sluggo ("Marciano", na EBAL, e "Tico", na Idéia Editorial) é aquele menino feioso de cerca de oito anos amigo de Nancy (também chamada no Brasil de Periquita e Teca).
Em 1978, a dupla virou desenho animado, dentro da série de TV "Fabulous Funnies". Quando esse desenho foi exibido no Brasil, dublado pela Herbert Richers e transmitido pela Rede Globo, o personagem foi chamado tanto de “Sluggo” quanto de "Tico".
- Antônio Luiz Ribeiro, Guia dos Quadrinhos

Boa pergunta.
Voa (vide Chapéus que voam) para demonstrar surpresa, olho espetado por um embrulho, discordância, medo, queda num bueiro, susto, fuga etc.
Esta ainda é uma das melhores peças de jornalismo investigativo na Internet.

sparklepony.blogspot.com


É também preciso um estudo mais aprofundado a respeito de porque, às vezes, Sluggo tem linhas de movimento associadas com o chapéu voando e, às vezes, não. PGCS


Em preparação:
Por que o olhar de Sluggo pode ter linha pontilhada?

24 dezembro, 2016

Os 7 Perpétuos no Natal

por Marcelo Naranjo

  1. Panetone
  2. Peru
  3. Pernil
  4. Passas
  5. Papai Noel
  6. Parentes
  7. Pavê (ou Pacumê)

N. do E.
Os Perpétuos (Destino, Morte, Sonho, Destruição, Desejo, Desespero e Delírio) são um grupo de seres que personificam vários aspectos do universo na série de história em quadrinhos Sandman, de Neil Gaiman. Eles existem desde a aurora dos tempos e acredita-se que estão entre as criaturas mais poderosas (ou, pelo menos, influentes) do universo Sandman, desempenhando papel central ao longo da história, em que Sonho é o protagonista.
Os Perpétuos são uma família pouco convencional de sete irmãos. Em suas formas mais comuns, todos têm a pele branca (apesar de Destruição, Delírio e Destino serem bem menos pálidos que os outros) e a maioria tem cabelos negros, mas as aparências e personalidades variam bastante. Eles têm algum controle sobre os conceitos que representam mas, da mesma forma que os deuses retratados em Sandman, também são modelados a partir de expectativas e crenças subconscientes dos seres humanos. Em particular, a aparência de Sonho varia bastante, dependendo do observador.
Embora seja perdida na tradução em português, há uma aliteração interessante nos nomes da família dos Perpétuos: todos eles, no inglês original, começam com "D" (Destiny, Death, Dream, Destruction, Desire, Despair, Delirium/Delight). Existe inclusive a suspeita de que outros conceitos importantes, como Tempo, tenham ficado de fora da lista dos Perpétuos por não haver nenhuma palavra equivalente (em inglês) com "D" inicial. WIKIPÉDIA