Todos vocês já os viram - - você pode até ter aparecido em um deles - - os cartazes que comunicam o desaparecimento de um parente querido. Ou anunciam a perda de um animal de estimação. Embora alguns os desaprovem por sua intrusão no espaço público, a maioria nem sonharia em removê-los. Na esperança de que ajudem na solução dos sumiços.
E depois há aqueles que os veem como uma forma de arte alternativa. E assim vão criando cartazes de perdidos que, em igual medida, divertem e irritam.
Nós preferimos ver o lado engraçado desses cartazes - - então, aqui está um dos melhores da rede.
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17 março, 2021
20 dezembro, 2019
A arte revolucionária de Emory Douglas
Emory Douglas: o designer por trás dos cartazes revolucionários das Panteras Negras
Douglas foi diretor de arte do Partido das Panteras Negras nos anos 60/70.
Nessa época, os EUA não era um bom lugar para ser negro. Tudo que ele viu e viveu contribuiu pra que sua arte fosse fundamental para o fortalecimento da comunidade negra.
Os recursos do partido eram escassos e não havia apoio midiático para a propagação da mensagem. Todo esse peso estava nas mãos de Emory que ficou responsável por produzir todo o material gráfico que sentenciaria a frase: "all power to the people" (todo poder ao povo).
O trabalho dele era minimamente pensado, desde a mensagem política às técnicas visuais. A produções sofriam pela limitação de recursos gráficos mas ainda sim, e através disso, ele consolidou a identidade marcante do partido usando apenas referências de xilogravura e poucas cores.
• Uma mãe negra com uma criança no colo enquanto segura uma arma:
Como Douglas disse: "as pessoas se viam na obra de arte. Elas se tornavam os heróis. Elas podiam ver seus pais ou irmãos e irmãs na arte".
Sua arte empoderava.
Emory Douglas já chegou a ser listado pelo FBI como um dos nomes de maior ameaça dos EUA por sua contribuição às Panteras Negras – acho que a polícia americana não curtia muito a ideia de ser retratada como porcos...
Todo seu trabalho até hoje é ignorado pelas grandes galerias e instituições artísticas, mas é inegável a relevância e riqueza que há nele. Esse cara arriscou sua vida e nos deixou um legado enquanto designer, enquanto ativista.
Emory Douglas é uma inspiração pra mim.
O Partido das Panteras Negras (em inglês, Black Panther Party ou BPP) foi uma organização urbana socialista revolucionária fundada por Bobby Seale e Huey Newton em 15 de outubro de 1966. O partido atuou nos Estados Unidos, de 1966 a 1982, com filiais internacionais que operaram no Reino Unido, no início da década de 1970, e na Argélia, de 1969 a 1972. No início, a prática principal do Partido das Panteras Negras foi a patrulha de cidadãos armados para monitorar o comportamento dos membros do Departamento de Polícia de Oakland, na Califórnia, e desafiar a brutalidade policial local. Em 1969, os programas sociais da comunidade se tornaram uma atividade central dos membros do partido. A adesão ao Partido das Panteras Negras alcançou o pico em 1970, com escritórios em 68 cidades e milhares de membros. Combatido pelo FBI (cujo diretor, J. Edgar Hoover, considerava as Panteras Negras como "a maior ameaça à segurança interna do país"), vilipendiado pela grande imprensa e enfraquecido por lutas internas, a influência do Partido sobre a comunidade negra estadunidense declinou nos anos seguintes. Em 1980, o Partido das Panteras Negras tinha apenas 27 membros.
Douglas foi diretor de arte do Partido das Panteras Negras nos anos 60/70.
Nessa época, os EUA não era um bom lugar para ser negro. Tudo que ele viu e viveu contribuiu pra que sua arte fosse fundamental para o fortalecimento da comunidade negra.
Os recursos do partido eram escassos e não havia apoio midiático para a propagação da mensagem. Todo esse peso estava nas mãos de Emory que ficou responsável por produzir todo o material gráfico que sentenciaria a frase: "all power to the people" (todo poder ao povo).
O trabalho dele era minimamente pensado, desde a mensagem política às técnicas visuais. A produções sofriam pela limitação de recursos gráficos mas ainda sim, e através disso, ele consolidou a identidade marcante do partido usando apenas referências de xilogravura e poucas cores.
• Uma mãe negra com uma criança no colo enquanto segura uma arma:
Como Douglas disse: "as pessoas se viam na obra de arte. Elas se tornavam os heróis. Elas podiam ver seus pais ou irmãos e irmãs na arte".
Sua arte empoderava.
Emory Douglas já chegou a ser listado pelo FBI como um dos nomes de maior ameaça dos EUA por sua contribuição às Panteras Negras – acho que a polícia americana não curtia muito a ideia de ser retratada como porcos...
Todo seu trabalho até hoje é ignorado pelas grandes galerias e instituições artísticas, mas é inegável a relevância e riqueza que há nele. Esse cara arriscou sua vida e nos deixou um legado enquanto designer, enquanto ativista.
Emory Douglas é uma inspiração pra mim.
Extraído de uma thread do designer @wagnercomdablio no Twitter
O Partido das Panteras Negras (em inglês, Black Panther Party ou BPP) foi uma organização urbana socialista revolucionária fundada por Bobby Seale e Huey Newton em 15 de outubro de 1966. O partido atuou nos Estados Unidos, de 1966 a 1982, com filiais internacionais que operaram no Reino Unido, no início da década de 1970, e na Argélia, de 1969 a 1972. No início, a prática principal do Partido das Panteras Negras foi a patrulha de cidadãos armados para monitorar o comportamento dos membros do Departamento de Polícia de Oakland, na Califórnia, e desafiar a brutalidade policial local. Em 1969, os programas sociais da comunidade se tornaram uma atividade central dos membros do partido. A adesão ao Partido das Panteras Negras alcançou o pico em 1970, com escritórios em 68 cidades e milhares de membros. Combatido pelo FBI (cujo diretor, J. Edgar Hoover, considerava as Panteras Negras como "a maior ameaça à segurança interna do país"), vilipendiado pela grande imprensa e enfraquecido por lutas internas, a influência do Partido sobre a comunidade negra estadunidense declinou nos anos seguintes. Em 1980, o Partido das Panteras Negras tinha apenas 27 membros.
12 outubro, 2015
O protesto das mães lactantes
Em julho (4), cerca de 40 mães que amamentam se reuniram em frente ao Lobby Hobby, em Orem, Utah, para pressionar a loja a educar os funcionários sobre os direitos legais das mães que amamentam. Isso resultou de um incidente que Brenda Morgan, uma mãe lactante, teve com o gerente da loja.
Brenda perguntou ao gerente onde ficava o local em que ela podia amamentar o filho, quando o gerente lhe indicou o banheiro. Ela disse: "Você come no WC?". E o gerente respondeu que não. Então, ela disse: "Exatamente... e nem meu filho".
Brenda afirma que o funcionário ameaçou retirá-la da loja.
Ela quer um pedido de desculpas e que a loja passe a reconhecer os direitos das mães que amamentam. Hobby Lobby ainda não comentou sobre esse protesto das mães lactantes.
Em São Paulo, as mulheres têm o direito de amamentar em público garantido por lei. O prefeito Fernando Haddad sancionou, em 14 de abril de 2015, a lei que garante o aleitamento materno em qualquer estabelecimento de São Paulo. Quem constranger ou proibir a mãe de amamentar seu filho em público pagará multa de R$ 500. Em caso de reincidência, o valor dobra. O local não precisa ter área específica para amamentação.
"Todo estabelecimento localizado no município de São Paulo deve permitir o aleitamento materno em seu interior. Para fins desta lei, estabelecimento é um local, que pode ser fechado ou aberto, destinado à atividade de comércio, cultural, recreativa ou de prestação de serviço público ou privado", diz um trecho da lei.
O aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e até os dois anos ou mais, em conjunto com outros alimentos, traz resultados fantásticos para a saúde da mãe e do bebê.
Brenda perguntou ao gerente onde ficava o local em que ela podia amamentar o filho, quando o gerente lhe indicou o banheiro. Ela disse: "Você come no WC?". E o gerente respondeu que não. Então, ela disse: "Exatamente... e nem meu filho".
Brenda afirma que o funcionário ameaçou retirá-la da loja.
Ela quer um pedido de desculpas e que a loja passe a reconhecer os direitos das mães que amamentam. Hobby Lobby ainda não comentou sobre esse protesto das mães lactantes.
"When Nurture Calls" (Quando a Nutrição Chama)
Três cartazes de uma campanha feita por estudantes da University of North Texas, com o intuito de fazer aprovar um projeto de lei que tramita no Congresso dos EUA sobre a amamentação em locais públicos
"Todo estabelecimento localizado no município de São Paulo deve permitir o aleitamento materno em seu interior. Para fins desta lei, estabelecimento é um local, que pode ser fechado ou aberto, destinado à atividade de comércio, cultural, recreativa ou de prestação de serviço público ou privado", diz um trecho da lei.
O aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e até os dois anos ou mais, em conjunto com outros alimentos, traz resultados fantásticos para a saúde da mãe e do bebê.
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