26 julho, 2017

O planeta e a estrela


A 370 anos-luz de distância um planeta e uma estrela estão tendo um romance tumultuado.
O telescópio espacial Spitzer da NASA detectou pulsações incomuns na camada exterior de uma estrela chamada HAT-P-2. O melhor palpite dos cientistas é que um planeta orbitando de perto, chamado HAT-P-2b, seja a causa destas boas vibrações na estrela.
Descobrimos o primeiro exemplo de um planeta que parece estar causando "um comportamento de batimento cardíaco em sua estrela-mãe", disse Julien de Wit, do Instituto de Tecnologia de Cambridge, Massachusetts. E um estudo que descreve suas descobertas foi publicado na revista Astrophysical Journal Letters.
As pulsações da estrela são as variações mais sutis de luz a partir de qualquer fonte que Spitzer tenha já medido. Um efeito semelhante já foi observado em sistemas binários de estrelas, mas nunca antes entre uma estrela e um planeta.
Pesando cerca de oito vezes a massa de Júpiter, HAT-P-2b é um planeta relativamente maciço. É um "Júpiter quente", ou seja, um exoplaneta que é extremamente quente e orbita sua estrela firmemente. Mas Júpiter quente é pequeno em relação à sua estrela, que é cerca de 100 vezes mais massiva. Essa diferença de tamanho faz com que o efeito de pulsação seja ainda mais incomum. (Para efeito de comparação, o nosso sol é cerca de 1.000 vezes a massa de Júpiter.)

http://www.spitzer.caltech.edu/news/1921-ssc2017-01-Spitzer-Hears-Stellar-Heartbeat-from-Planetary-Companion

25 julho, 2017

Uma brecha na lei


"Eu dei ordem a meu filho para não sair. Ele vai ser advogado."

Viva Paint

A Microsoft anunciou que, a partir da próxima atualização do Windows 10, o Paint não vai estar em desenvolvimento ativo e, em versões futuras do Windows,  poderá ser descontinuado. O Paint será "deprecated", como a Microsoft diz aqui.
Evidentemente isto provocou desconforto em muitos internautas que gostam do aplicativo. E eles expressaram sua revolta no Twitter.
— Meu apego ao Paint só pode ser comparada ao que eu tenho com o Comic Sans.

24 julho, 2017

PDF é a quarta religião em popularidade


A descoberta de Carajás

por Breno Augusto dos Santos
[...] No dia seguinte, então o Demostino autorizou e nós fomos lá. Acertamos um aluguel pela pista e começamos a mudança do Xingu. O avião do Adão saía da ilha do Xingu, levava a equipe e material, e ia para Altamira abastecer, trazia combustível dentro do avião, saía de novo, fazia esse triângulo. Porque não tínhamos combustível no Xingu, então ele tinha que fazer o triângulo, o aviãozinho fazer esse triângulo com pernas de mais ou menos 300 quilômetros, duzentos e poucos quilômetros, fazendo essa triangulação para fazer a mudança. E chegou o dia de mudar o helicóptero, daí surgiu o primeiro impasse. O voo dava mais ou menos umas duas horas de helicóptero, contra o vento, com autonomia do helicóptero de duas horas. E helicóptero cair na mata é pior do que um avião porque não tem nem asa, então quando cai na mata ele afunda, nunca mais ninguém acha. Nunca mais ninguém acha! E eu, como Chefe da equipe, me julgava na obrigação de fazer o voo com o piloto, não mandar outra pessoa para fazer o voo, então eu tinha a responsabilidade de fazer. Eu estava com a equipe lá, e o Tolbert falou: "Faça a mudança". Autorizou, foi para o Rio e eu comecei a fazer a mudança com a equipe lá, na última semana de julho de 67. Aí dois fatos também que ajudaram. No dia em que eu fui admitido no Rio pelo Tolbert, tinha um mapa antigo do IBGE, aquele mapa que era todo meio torto, e de repente ele falou a região que a gente ia trabalhar e vi que ali tinha pouco rio e eu falei: "Como eu vou me orientar nessa região?" Aí, acidentalmente eu olhei, e tinha o rio Itacaiúnas que cortava leste-oeste, e lá do outro lado tinha o rio Xingu, rio Fresco, e saía um pequeno afluente do rio Fresco chamado Icarapanã, e no lugar da cabeceira dos dois rios, no afluente de Itacaiúnas, e no afluente do rio Fresco, quase se juntavam. O Itacaiúnas era afluente do Tocantins e o rio Fresco do Xingu, então dois rios secundários, e o terceiro rio, os dois terceiros rios, o Cateté e o Carapanã quase juntavam. Então, na visão intuitiva eu falei: "Bom, se eu me perder nessa região..." A ideia simplista de quem está no Rio de Janeiro, imagina? "... esses dois, têm um eixo hidroviário aqui nessa área." Então, quando chegou a hora de deslocar o helicóptero, esse eixo veio na minha cabeça e falei: "Se eu vou voar aqui sem nunca ter voado.." – era o meu primeiro voo de helicóptero, eu nunca tinha voado de helicóptero – "... eu vou voar num lugar que se eu cair alguém pelo menos sabe onde procurar." Só que daí tinha um problema, o voo em linha reta dava duas horas, e desse jeito dava quase quatro horas. Então, o jeito era levar a gasolina do helicóptero no bagageiro, e cada lugar que você encontrasse uma possibilidade de pouso, você descia e abastecia. O que significava isso? Que você tinha mais uma hora pela frente, que se não conseguisse pousar, voltava àquele lugar de novo. Então a cada 15 minutos que você voava, você ganhava mais 15 minutos. Então foi desse jeito. A gente saiu, foi até São Félix do Xingu, abasteceu, depois do rio Fresco pousamos num pedal no meio do rio, abastecia. No Icarapanã encontramos uma pedra no meio do rio, descemos, e no divisor de águas, quando se ficava sem rio nenhum, existia uma serra muito bem marcada, bem alcantilada e com uma pequena clareira que a gente via nas fotografias, semelhante às outras, só que menor. Então essa clareira foi escolhida também como um ponto de reabastecimento. Quando o helicóptero começou a baixar, tem um arbusto chamado canela-de-ema que tem muito em Goiás, em Tocantins e lá também tem. Parece uma pequena palmeirinha, e o piloto Aguiar, já falecido, que voava comigo e já tinha mais de 50 anos, ele me chamava de "chefinho" porque eu tinha 27 anos e eu era chefe dele. E ele falou: "Chefinho, olha o rotor de cauda para ver se não bate no arbusto". E o helicóptero começou a baixar e, quando começou a baixar, aquele mundão de canga de minério de ferro, aquele negócio preto ali no chão, e eu comecei a ficar entusiasmado com aquilo e me distraí, então o rotor de cauda bateu numa pequena árvore, um pequeno arbusto. O Aguiar falou então um sonoro palavrão, me deu uma bronca por não ter olhado, e foi mais para a frente. Então eu olhei direito, pousamos, e daí é imediatamente um raciocínio simples. Se minha neta pousasse lá ia falar: "Será que as outras clareiras também são de minério de ferro?" Um negócio assim primário! E depois, quando muitas pessoas me entrevistaram a respeito da descoberta e falaram: "O que você ganhou com a descoberta de Carajás?" Eu falei: "Ganhei aquele momento". Não tem preço! Você, como profissional da área, de repente você não sabe mas sente, eu não sabia que estava descobrindo, mas sentia que estava descobrindo algo muito grande. Quer dizer, aquele momento, você sozinho com o helicóptero no meio da selva sem nada em volta, e viver aquele momento, não tem preço. Não tem preço nenhum. Daí nós decolamos, e o Aguiar deu outra sugestão bem absurda, bem surrealista, que ele não ia desligar o motor do helicóptero para ver o dano por dois motivos: primeiro que poderia ser que depois o motor não pegasse, que a gente sempre tinha problema de magneto na partida, que nem sempre o motor pegava então de repente aí não conseguiria sair dali. O outro helicóptero não estava funcionando, então não tinha como sair daquele lugar. A pé nem pensar! E segundo, se ele visse que o dano tinha sido muito grande, ele ia ficar sem condição psicológica para decolar, então só havia um jeito: ir na loteria. E vai decidir o quê? Está decidido! Tem só uma solução. Aí nós decolamos daquele lugar, e o trecho mais crítico foi enquanto a gente tinha saído do Carapanã, estava na selva, e tinha que pegar o rio Cateté. Porque chega no Cateté o pior que acontecia era cair no rio. E no rio a gente, bem ou mal, ia seguindo o rio e íamos chegar na aldeia dos índios, onde a equipe estava nos esperando, o avião do Adão estava esperando, combustível etc. e tal. E para afastar o medo, porque a gente estava com medo, os dois estavam morrendo de medo, não vou dizer que não. Não tem herói sem medo! E naquele momento, tanto ele que era experiente, foi um dos pilotos de helicóptero pioneiros do Brasil, estava morrendo de medo, como eu estava morrendo de medo por ser o meu primeiro voo. Então o que nós encontramos para espantar o medo foi cantar, porque cantando o tempo ia passando, então naquele voo que durou uns 20 minutos até chegar na aldeia a gente foi cantando: "Vamos passear na floresta enquanto o lobo não vem". O lobo era o helicóptero cair. Isso a gente foi cantando, cantando, e felizmente conseguimos chegar na aldeia. Na aldeia dos índios, abastecemos, contamos já o que tinha acontecido para a turma, os geólogos não estavam lá, estava só a equipe de piloto, mecânico. Olharam o dano e acharam que o dano não era muito crítico e decolamos. Com dois minutos fora da aldeia houve um pane no motor. O motor começou a ratear, o magneto começou a falhar, o helicóptero começou a ficar bambo e nós conseguimos voltar para a aldeia e pousar de volta e prosseguimos a viagem até o Castanhal (do Cinzento) no avião do Adão. Dois, três dias depois, o geólogo Riter foi com o piloto buscar o helicóptero e para ir fazendo mapeamento do rio Itacaiúnas até chegar no Castanhal, pegando amostra, etc. e tal, e quando chegou de noite, ele não chegou. Aquela batida no rotor de cauda trincou o eixo do rotor de cauda, e o rotor estava virando. No dia 2, quando eles foram fazer o traslado, depois consertar o motor, o eixo rompeu em voo e no dia seguinte eles tinham desaparecido. Eu saí com o piloto Adão e sobrevoamos o local, eles tinham conseguido descer no meio de uma pedra e tinham passado a noite em cima da pedra. Nós jogamos remédio, bilhete para eles e um barco foi buscá-los naquele local. Quer dizer, poderia ter acontecido com a gente quando a gente decolou da área, e caído na selva, e eu não estaria aqui para contar a história, nem o piloto, quer dizer, então as coisas acontecem...
BRENO AUGUSTO DOS SANTOS - Nasceu em Olímpia, SP, em 01/07/1940. Geólogo, foi o responsável pela descoberta da reserva de minério de ferro de Carajás (1967).
Trecho extraído da página de Breno no Museu da Pessoa (www.museudapessoa.net)
Eldorado existe, o descobridor também: Breno, o geólogo. Geração Editorial
Vídeo: 50 ANOS DA DESCOBERTA DO Fe DE CARAJÁS (1967-2017) - Breno A dos Santos (Memórias)

23 julho, 2017

Fones de ouvido - 4

Qual é o chapéu mais adequado para usar simultaneamente com fones de ouvido?
Resposta:

Fones de ouvido: 1, 2 e 3

Devagar e sempre

Lembra-se daquela fábula de La Fontaine, "A Lebre e a Tartaruga"?
Você realmente nunca acreditou que uma lebre iria parar no meio de uma corrida para descansar. E que, no final, fosse perder a disputa por excesso de confiança.
Bem, aqui está uma recriação na vida real que confirma que a história contada naquela fábula pode ter de fato acontecido.



Na Tailândia, a velocidade potencial de uma lebre não foi páreo para a determinação e a persistência de uma tartaruga.
Devagar e sempre, esta ganhou a corrida!

Tocando em frente

22 julho, 2017

O comportamento perigoso do frango

A probabilidade de um evento é definida como um número entre zero e um.
Normalmente aproximamos a probabilidade de alguma coisa para cima ou para baixo porque elas são tão prováveis ou improváveis de ocorrer, que é fácil de reconhecê-las como probabilidade de um ou zero. Entretanto, isso pode levar a desentendimentos e comportamentos perigosos, porque é difícil distinguir entre, uma probabilidade de 10−4 e uma de 10−9, a despeito da grande diferença numérica entre elas. Por exemplo, se você espera atravessar uma estrada 105 ou 106 vezes na sua vida, definir o risco de atravessá-la em 10−9 significa que você está bem seguro pelo resto da sua vida. Entretanto, um risco de 10−4 significa que é bem provável que você tenha um acidente, mesmo que intuitivamente um risco de 1 por 10.000 pareça muito baixo.
É este detalhe que o frango não sabe.

O truque da moeda na caneca

Tudo que você precisa fazer é encher a caneca com água e colocá-la no congelador. Deixe a água congelar e, em seguida, coloque a moeda no topo do gelo formado. Por fim, mantenha a caneca no congelador. ~ Jaime Nogueira

Embora este truque possa parecer tolo, há uma boa razão para colocar a moeda em cima da água congelada. É para quando você voltar para casa, após um longo período de tempo, olhar em seu congelador e verificar se a moeda ainda está no topo do gelo ou se foi parar no fundo da xícara.
Caso a moeda esteja no fundo, significa que os alimentos foram totalmente descongelados e precisam ser jogados fora (epa!). Por outro lado, se a moeda ainda estiver no topo da xícara ou no meio, os alimentos ainda estão bons.

TudoComEpa!
Datas de validade nos alimentos não significam quase nada

21 julho, 2017

O personagem "Rabino" de Meryl

Quatro foram os personagens interpretados por Meryl Streep na minissérie "Angels in America", da HBO, em 2003. A imagem ao lado, mostra Meryl caracterizada como um deles, o personagem "Rabino" da minissérie, uma atuação que lhe rendeu o Globo de Ouro e o Emmy.
"Angels in America" é uma peça de Tony Kushner que virou minissérie e aborda o comportamento humano durante a epidemia de HIV/AIDS na década de 1980, no país governado por Ronald Reagan.

Pela blogosfera
A nota A lição de Meryl Streep, do blog EM, foi republicada pelo conterrâneo Nonato Albuquerque, em seu prestigioso GENTE DE MÍDIA.

O fogo pegou no breu

Significado de pegar no breu, por Luca Maribondo (MS):
Expressão que define situação irreversível; situação em que não é possível inverter o rumo, o sentido ou a direção; coisa sem possibilidade de retornar à etapa anterior; que prossegue até o final sem ser limitada pela reação inversa. A expressão é antiga e vem dos tempos em que se soltavam muitos balões nas festas juninas: a tocha dos balões, que a garotada chamava de mecha, era feita de sacos de estopa molhados com parafina de velas derretidas; no centro da mecha havia breu, substância sólida escura, inflamável, obtido a partir de secreções resinosas de várias plantas, usada na produção de colas, tintas e vernizes, comprada em qualquer depósito de material de construção. Como não era fácil colocar o balão no ar: ele pairava durante alguns minutos até que, de repente, o fogo atingia o centro da mecha, o balão tomava força e subia rapidamente. Resumindo, "pegar no breu" é uma alusão à expressão popular usada quando os balões das festas juninas pegam impulso.
A expressão ganhou força com uma frase do presidente Lula da Silva: "A coisa pegou no breu. Ou seja, quando eu convidei o Franklin [Martins] pra ser ministro, uma das coisas que eu disse pro Franklin foi: - Nós vamos fazer a TV pública, vamos fazer sem trololó". A frase foi dita no dia 12 de maio de 2007, a propósito da criação da nova TV pública brasileira. E se esta expressão agora está no DBF é porque também pegou no breu.
http://www.dicionarioinformal.com.br/pegar+no+breu/

Mo. Big mo. Mo de "momentum". É uma expressão em inglês — big mo — que significa, numa tradução livre, pegar no breu. Em física, "momentum" é momento. Mas aqui está no sentido figurado: é impulso, estímulo etc.

Histórico do DBF
05/10/2007 - "Bebel que a cidade comeu" e "Deite-se na cama e crie fama" AQUI
13/03/2014 - "Imagine se pega no olho?" AQUI
18/02/2015 - "Impitimam é meuzovo" AQUI
02/02/2016 - "Vá correndo fazendo vento" AQUI
09/07/2016 - "Boas cercas,bons vizinhos" AQUI
08/11/2016 - "Besta elevada ao quadrado" AQUI
25/01/2017 - "Não sou má, é que me desenharam assim" AQUI
16/03/2017 - "Chore um rio por mim" AQUI
18/06/2017 - "Vá direto ao assunto" AQUI

20 julho, 2017

Santosh Park

Vista aérea do bairro Santosh Park, área de Uttam Nagar, em Deli, Índia:


Muitos de seus moradores provavelmente nunca viram uma árvore.
Lembra um subúrbio de Coruscant, a capital da República, em Star Wars. O planeta inteiro é uma única cidade da qual os seres humanos partiram para povoar a Galáxia. Seus oceanos foram drenados para gigantescas cavernas subterrâneas e o planeta, felizmente, tem placas tectônicas bem comportadas.

Uma foto perfeitamente simétrica de um mergulho do martim-pescador


Durante os últimos 6 anos, o fotógrafo escocês da vida selvagem Alan McFadyen gastou cerca de 4.200 horas procurando a foto perfeita: uma imagem simétrica de um mergulho do martim-pescador com a sua reflexão na água em busca de uma presa. No mês passado, depois de 720.000 exposições, ele finalmente conseguiu. McFadyen certamente tirou centenas de outras imagens bem-sucedidas ao longo do caminho, mas essa foto como que especial - que existia em sua imaginação - escapou-lhe durante anos.
"Martins-pescadores mergulham tão rápido que eles são como balas, assim tomar uma boa foto requer muita sorte e muita paciência", disse McFadyen ao Daily Mail.
A dificuldade é agravada pelo fato de que as fêmeas raramente mergulham, então o momento é essencial.

Alan McFadyen no Flickr

19 julho, 2017

Um vestido para a esposa de Netuno

Este vestido originalmente era preto.
O artista israelense Sigalit Landau deixou-o imerso por dois anos no Mar Morto. E o sal, que foi se cristalizando no tecido, transformou-o numa espécie de escultura.
Na foto abaixo: o momento em que o vestido foi retirado do mar:


Uma peça da alta costura para a esposa de Netuno.

Thomas Edison e a lâmpada elétrica patenteada

Em 1880, Thomas Edison recebeu a patente US No. 223898 que foi simplesmente intitulada de "lâmpada elétrica".
Mas Edison  verdadeiramente não foi o inventor da lâmpada elétrica. Antes dele, outros cientistas, como Nernst e Swan, já haviam construído bulbos de vidro que iluminavam durante algumas horas. Com Edison, eles passaram a iluminar de 50 a 60 dias, tornando-se práticos.
Inicialmente,  Edison tentou utilizar filamentos metálicos. Foram necessárias muitas tentativas para descobrir o filamento ideal: um fio de algodão parcialmente carbonizado. Instalado num bulbo de vidro com vácuo, aquecia-se com a passagem da corrente elétrica até ficar incandescente, sem porém derreter, sublimar ou queimar.
Em 1879, uma lâmpada assim construída brilhou por 48 horas contínuas e, nas comemorações do final de ano, uma rua inteira, próxima ao laboratório, foi iluminada para demonstração pública.
O que é inteiramente justo é dizer que Thomas Edison inventou a primeira lâmpada comercialmente útil.

Thomas Edison and the electric lamp patented

Comprar lâmpadas nunca foi tão complicado quanto é agora.

18 julho, 2017

A ciência sob pressão

de um artigo do Microsiervos

A expressão publish or perish (publicar ou perecer) é bem conhecida no campo científico. Expressa a importância das publicações nos currículos dos pesquisadores. Em ciência não são suficientes: fazer observações, obter resultados e tirar conclusões. Há que torná-las públicas e, se possível, através de meios com a máxima divulgação internacional. A ciência que não se dá a conhecer, que não se publica, não existe. O problema é que disso, precisamente, passam a depender o sucesso da carreira dos pesquisadores e suas chances de reconhecimento e de promoção. Daí a conhecida expressão do princípio.[...]
O problema é que a pressão para publicar e para ter impacto comunicativo pode fazer com que alguns profissionais adotem um comportamento desonesto e contrário à ética profissional, prejudicando com isso, até mesmo completamente, o propósito da ciência e de sua transmissão para o corpo social inteiro. E ela também pode levar, e de fato tem levado, a que se configure um sistema de publicações científicas com anomalias.

Cientistas imaginários influentes, nestes tempos de fatos imaginários influentes

Quando você é um cientista, faz um grande avanço e... ninguém está por perto para ajudá-lo a comemorar:

A clarineta retal

Este instrumento no lo conocia… @escribircancion

ESTÁ PREPARADO?

A clarineta de cenoura

17 julho, 2017

Aurora colorida sobre a Islândia

O médico José Simões Albuquerque, natural de Aurora, Ceará, me enviou para publicação esta belíssima imagem de uma aurora (boreal) na Islândia. É do acervo da NASA, disponibilizada em sua página Astronomy Picture of the Day (Imagem de Astronomia do Dia).
Cada dia uma imagem ou fotografia diferente do nosso fascinante universo é apresentada na referida página, juntamente com uma breve explicação escrita por um astrônomo profissional. Esta é a foto que foi publicada em 6 de março de 2017.


Explicação
Você nem sempre vê uma cena tão bonita quando você caminha para um vulcão antigo — você tem que ter sorte. Quando o astrofotógrafo percebeu que as auroras estavam visíveis duas semanas atrás, ele fez uma viagem noturna ao topo da cratera para capturar esta aurora também refletida no lago central. Quando chegou, descobriu que... as luzes do norte eram ainda mais brilhantes e mais impressionantes do que antes! E a imagem que fez delas é o mosaico panorâmico de 13 quadros. O lago da cratera no centro é chamado Kerid (em islandês: Kerið) e tem aproximadamente 3 mil anos de idade. A "cabeça" da aurora mostra cores e bandas, com as cores vermelhas em situação mais alta na atmosfera da Terra do que as verdes. O céu do fundo é preenchido com os ícones da noite do norte inclusive a Polaris, o conjunto de estrelas das Plêiades e aquelas que compõem o punho da Big Dipper.

O prognosticador da tempestade

Conhecido também como o barômetro da sanguessuga, o prognosticador da tempestade (tempest prognosticator) é um invento do século XIX que o mundo está a dever a George Merryweather.
Nesta invenção, doze sanguessugas são mantidas em pequenas garrafas abaixo de um sino. Quando as sanguessugas se agitam por uma tempestade que está se aproximando, elas tentam sair das garrafas para entrar em tubos de metal e, com isso, acabam acionando um pequeno martelo que bate no sino.
A sanguessuga teria dificuldade em entrar nos tubos, mas tentaria fazê-lo se fosse suficientemente motivada pela probabilidade de mau tempo. Ao tocar o sino significaria que aquela sanguessuga individual está indicando que uma tempestade se aproxima. Merryweather referia-se às sanguessugas como seu "júri de conselheiros filosóficos" e que, quanto mais delas tocassem o sino, mais provável seria uma tempestade.
Em seu ensaio, Merryweather também observou outras características do projeto, incluindo o fato de que as sanguessugas eram colocadas em garrafas de vidro dispostas em um círculo para evitar que eles sentissem "a aflição do isolamento".
O Dr. Merryweather, curador honorário do Museu da Sociedade Literária e Filosófica de Whitby, detalhou a sensibilidade que as sanguessugas medicinais exibiam em reação às condições elétricas na atmosfera. Ele se inspirou nestas duas linhas do poema "Sinais de Chuva", de Edward Jenner: "The leech disturbed is newly risen; Quite to the summit of his prison".
Merryweather gastou muito do seu tempo, em 1850/51, desenvolvendo suas ideias e criando seis projetos a respeito de seu dispositivo "eletromagnético-atmosférico conduzido pelo instinto animal". Estes variaram de uma versão barata, que ele previu seria usado pelo governo e as indústrias navais, até um projeto bem mais caro. O design caro, inspirado na arquitetura dos templos indianos, foi feito por artesãos locais e mostrado na Grande Exposição de 1851, no Crystal Palace, em Londres.

https://en.wikipedia.org/wiki/Tempest_prognosticator - c/ imagens

16 julho, 2017

Uma galinha tecladista

Ela foi treinada para bicar um teclado que ilumina as notas em uma sequência preestabelecida. Nem por isso deve ser fácil para um ser com plumas e com TDAH dar conta do serviço.



"Quero esta galinha para ser a DJ da minha próxima festa."

Siglas
TDAH: transtorno do deficit de atenção com hiperatividade
DJ: código de 2 letras para Djibouti, dinner jacket, disc jockey etc.

Ernö e seu cubo

Ernö Rubik
Ernö Rubik (13 de julho de 1944), matemático húngaro, educador e inventor do cubo de Rubik (1974), que se tornou um brinquedo popular a partir da década de 1980.
O cubo de Rubik (ou cubo mágico) consiste em 26 cubos pequenos que rodam em um eixo central. Nove faces de cubos coloridos, em três fileiras de três, formam cada lado do cubo de Rubik. Quando o arranjo do cubo é randomizado, o jogador deve devolvê-lo à condição original de faces com cores correspondentes, que é uma das 43 quintilhões de possíveis configurações.
Originalmente, o cubo mágico apresenta as cores vermelha, laranja, verde, azul, branca e amarela, mas pode haver variações, de acordo com cada fabricante. O primeiro deles foi feito de madeira, sendo hoje mais comum encontrá-lo feito de plástico.
Ernő Rubik conseguiu solucionar seu quebra-cabeça em apenas 31 dias.

Novo recorde mundial no cubo de Rubik: 4,74 segundos
Novo recorde mundial no cubo de Rubik - para robôs: 0,637 segundos

15 julho, 2017

Chico Buarque, a Globo que faz a diferença e o fradinho do Henfil

por Luis Nassif , GGN
Existem o João e seu cunhado Francisco. João, de alcunha Gilberto, é sempre pule de dez; Francisco também Buarque, é uma seta certeira. Um ou outro já consagra a vida de qualquer foca. Basta uma frase, um bocejo, uma poesia do Tejo, um resmungo, um suspiro, qualquer coisa que se extraia de boca de um ou outro, é como a pepita rara bem no fundo da bateia, pouco importa a areia que sempre o editor coloca: quem entrevista o Chico, nunca mais será um foca.
Maranhão no fechamento, pensando na roda de sexta, ouve o Ascânio gritar: esqueçam os bacharéis, esqueçam os empresários, deixem Temer e seus sicários, data venia, e os infiéis, esqueçam a malta das ruas, as fontes indignadas, nem me fale em jogadores, em paspalhos ou atletas, parem as rotativas que quero ouvir os poetas chorando gotas de sangue, arrancando os cabelos, quero ouvi-los furibundos, maldizendo Deus e o mundo e a falta de futuro que aguarda seu presidente.
E ouviram os artistas de variada extração. Ouviram Silvia Buarque e o indefectível Lobão, e também Beth Carvalho e o famoso Barretão. Ouviram até Zé Padilha que tratou de caprichar, apurando o vernáculo com o mais chique que há, introjetando na frase a finesse de um "quiçá".
Mas o Ascânio, insistente, bateu o pé e exigiu: quero aqui um peso pesado, dizendo o que quiser. Foi então que um anjo torto soprou na sua orelha: se o Globo agora ousar mostrar alguma isenção, e salvar a cobertura das torpezas de esquerdistas, suas verrinas, seus fuxicos, já temos a solução: bota alguém pra ouvir o Chico. Ele fala e sua frase fica no meio de outras, pagamos a penitência, mostramos a tolerância, não damos nenhum destaque e ela morre no ar.
E foi assim que de noite, por volta das 20 horas, saiu o jovem repórter atrás da sua matéria. Ligou para o intermediário que frequentava o Olimpo e tinha acesso a Zeus, e pediu a frase santa, que seria a água benta batendo em testa de ateu: se conseguisse a frase, nunca mais o purgatório da reportagem geral: iria direto pro céu.
O produtor, cauteloso, levou o recado ao Chico. Ele negou de imediato, mas depois, considerou. Seus olhos brilharam estranhos, parecia estar a mil, andou de um lado a outro, abriu o baú de lembranças e de um Pasquim amarelo, saltou o Fradinho do Henfil.
Sem demora esculpiu frase de quatro palavras: e não era de sua lavra, muito menos do Henfil.
O repórter reportou para o chefe de plantão que gritou para o Ascânio: temos a frase de Chico, e, para nossa surpresa, finalmente ele admite o mérito de nossa imprensa. E, em letras garrafais se lia o elogio mendaz: Globo faz a diferença.
Aí o velho fantasma, a alma de dr. Roberto, que sempre andava por perto vigiando suas crianças, rugiu como vento rascante: Ascânio, ó seu demente, veja o que tem na sua frente e não me exponha ao ridículo, que a intenção do "textículo" é fazer troça da gente
E foi assim que a frase não saiu mas pouco importa. Para evitar mais atrito é possível que inspire um novo samba de Chico.
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O tempo mítico
Abaixo, um vídeo da música "Maninha", composta por Chico Buarque em 1977, na interpretação de Chico e Miúcha, mais alguns comentários do compositor sobre a música. Ao piano, Tom Jobim.



... pois hoje só dá erva daninha
No chão que ELE pisou.
... um dia ELE vai embora, maninha
Pra nunca mais voltar.

À primeira ouvida, traz a sensação de recordação de bons tempos que acabaram contra a vontade do EU que conta a história. Chega a dar a impressão de um mal de amor sofrido por alguém que foi abandonado. Chico conta que, na época, gostaria de escrever algo com a palavra "maninha" porque muito já se havia escrito com ela (assim como iaiá ioiô) e acabou por compô-la para Miúcha cantar, não pelo fato de serem irmãos. Segundo ele, maninha, na canção, tem o sentido de "querida". A música tem um tom metafórico muito utilizado nos anos 70, época do regime militar brasileiro. O próprio Chico, diz, no documentário "Vai passar", que o pronome ELE, do texto de Maninha, referia-se à situação da ditadura. Diz o compositor: "é uma canção zangada disfarçada de delicadeza, falando de uma infância imaginária". O país estava sob a repressão militar, (e a música)  é capaz de despertar uma nostalgia, uma saudade e uma procura pelo que fez algum sonho naufragar em nossa própria vida.

Uma cobra com emojis

Justin Kobylka cria cobras com padrões de pele exclusivos a fim de vendê-las.
Os padrões são causados ​​por mutações recessivas que ocorrem naturalmente, mas que são pouco prováveis que aconteçam na natureza.
Após oito anos de cruzamentos, ele chegou a esta cobra extremamente rara que poderia ser vendida por pelo menos US $ 4.500. Mas Justin disse à Business Insider que pretende manter este animal em particular devido a sua singularidade.

Emoji Ball Python

Um símbolo na berlinda

Aconteceu com o símbolo da multinacional Procter and Gamble, empresa estadunidense que detém as marcas Gilette, Oral-B, Pantene, Ace, Vick, Duracell, entre outras. Nos anos 80, esta empresa começou a sofrer uma série de acusações graves e sinistras, vendo-se obrigada a abandonar o símbolo que vinha usando desde 1930.
Seu símbolo mostrava a figura de um rosto masculino em forma de meia-lua contra um fundo de estrelas.
Mas...
Começaram a circular rumores de que os cachos na barba e nos cabelos do homem seriam chifres e esconderiam um "666" invertido, a chamada "a marca da besta".
A persistência dos rumores fez a empresa retirar os cachos da figura em 1985.  LOGOPEDIA
Em 2007, a Procter and Gamble ganhou US$ 19 milhões em um processo contra a concorrente Amway, acusada de espalhar acusações falsas sobre a ligação da multinacional com o satanismo.
Apesar de a Procter and Gamble ter inicialmente eliminado a imagem da lua, o astro acabou voltando em uma atualização de sua logomarca feita em 2013.

14 julho, 2017

Cálculo / calcular

1
A origem dessas duas palavras está na palavra grega kalyx para seixos ou pedras pequenas. As manipulações de pedras pequenas em tábuas de contagem para fazer operações aritméticas conduziram aos significados matemáticos atuais de cálculo e calcular.
A raiz de cascalho ainda está presente no uso médico da palavra cálculo, o termo utilizado para designar formações pétreas de composições diversas (cálcio, colesterol, urato etc.) no organismo humano, em especial nas vias urinárias e biliares, e também nos animais, podendo causar enfermidades.
O nome para o elemento cálcio vem da mesma raiz. O prefixo "calci" geralmente está relacionado ao cálcio ou de alguma forma ao calcário.
VÍDEO
PEDRA NOS RINS c/ o Dr. Drauzio Varella
Ao contrário do que se pensa, não faz bem beber água quando se tem uma crise de cólica renal.
Fonte: Acta
2
Estudantes que penaram em um curso de cálculo podem apreciar o seguinte conto da Mathematical Apocrypha, de Steven Krantz:
Um matemático famoso estava voltando de uma viagem ao exterior e teve que passar pela alfândega. O funcionário da alfândega perguntou o que ele estava fazendo durante sua estada de uma semana. A resposta foi que ele havia participado de uma simpósio de matemática. O funcionário chamou então este homem para um canto e o deteve por um longo tempo com muitas e tediosas perguntas sobre exatamente onde ele estava e o que ele fazia em cada momento da viagem. O matemático continuava olhando nervosamente para o relógio, preocupado em que poderia perder uma conexão. E o funcionário da alfândega chegou ao ponto de perguntar a nosso amigo o que ele tinha jantado todos os dias. Nisso, o matemático ergueu as mãos e exclamou: "Por que você está fazendo isso comigo?" O funcionário sorriu e disse: "Ah, agora você já sabe como eu me sentia quando aprendia cálculos".
Fonte: Math Words
3

Nelson e sua habilidade de ignorar ordens

 "Insubordinação só pode ser evidência de uma mente forte." - Napoleão Bonaparte (1817)

Horatio Nelson tem sido frequentemente chamado de melhor marinheiro da Grã-Bretanha. Além de sua capacidade inigualável para motivar aqueles que estavam sob seu comando, ele era um bruxo no campo da tática. Nelson não deixava que pequenos detalhes, como "ordens de seus superiores", o constrangessem. E, por não obedecer ordens, ele foi capaz de vencer batalhas críticas. A batalha de Copenhague é um exemplo disso.
Em 1801, os britânicos estavam lutando uma batalha crucial contra a Dinamarca. O Almirante Sir Hyde Parker era o comandante das forças britânicas. Vendo-se impossibilitado de tirar os navios de maior porte do alcance do inimigo – por causa das águas rasas, Parker enviou Nelson, seu segundo em comando, à frente com os navios mais leves. E, quando Parker achou que as coisas estavam indo mal, ele enviou o sinal de retirar-se.
Uma das formas preferidas de Nelson para não seguir ordens, e assim, ganhar batalhas críticas, era sua habilidade incomparável de não ver as mensagens indesejadas.
De acordo com testemunhas, quando Nelson viu o sinal voltou-se para Thomas Foley, seu substituto imediato, e disse: "Você sabe, Foley, eu tenho apenas um olho. Eu tenho o direito de ser cego, às vezes". Ele então transferiu sua luneta para o olho cego e concluiu: "Eu realmente não vejo o sinal". Você, provavelmente, já ouviu a expressão "fechar os olhos" (com o fim de não tomar conhecimento de algo óbvio). Se você já se perguntou de onde veio, ela veio de Horatio Nelson e sua habilidade de ignorar ordens.

10 Military Victories Achieved by Not Following Orders, TOPTENZ

13 julho, 2017

A impossibilidade em sua forma mais pura

A Suécia emitiu três selos (25, 50 e 75), em 1982, retratando figuras impossíveis. O selo de valor nominal 25, em que cubos formam um triângulo, é mostrado ao lado.
Este triângulo torcido tem um nome?
Sim, A figura é chamada de tribar ou triângulo de Penrose. Foi primeiramente pintado, em 1934, pelo artista gráfico sueco Oscar Reutersvard. Supostamente, Oscar sofria de dislexia e tinha dificuldade para estimar a distância e o tamanho dos objetos. Mas sua família, que era uma família de artistas, o incentivou em seus esforços para a pintura e a escultura.
Ele desenhou sua versão de triângulo como um conjunto de cubos em projeção paralela.
O psiquiatra Lionel Penrose, e seu filho, Roger, conceberam e popularizam na década de 1950 a sua versão do triângulo, descrevendo-o como "a impossibilidade em sua forma mais pura". E Maurice Escher usou e popularizou ainda mais a ideia em seus desenhos.
Há pelo menos duas esculturas que mostram o tribar quando visto da perspectiva correta. Uma está em East Perth, Austrália (mostrada abaixo), e a outra, em Gotschuchen, na Áustria.

O triângulo impossível em Perth, uma ilusão de óptica
Embora seja possível construir analogias ao triângulo de Penrose com outros polígonos regulares para criar um polígono de Penrose, o efeito visual não é tão marcante, e à medida que os lados aumentam, o objeto parece ser meramente deformado ou torcido.

https://en.wikipedia.org/wiki/Penrose_triangle (v. tridente e arco)
http://pballew.blogspot.com.br/2017/02/on-this-day-in-math-february-16.html#links

Um museu das lutas democráticas do povo brasileiro

A democracia não caiu do céu. Demandou muita luta. Custou o sacrifício de muitos brasileiros e brasileiras, desde os tempos do Brasil-Colônia até hoje.




14/07/2017 - Atualizando ...
Em entrevista à Sputnik Mundo, o Nobel da Paz, argentino Adolfo Pérez Esquivel, vê como um golpe midiático-parlamentar-judicial a destituição de Dilma Rousseff da presidência do Brasil, em 2016, contra a qual não conseguiram comprovar nenhum ato de corrupção. Assim como o golpe contra Manuel Zelaya em Honduras, em 2009, e o golpe contra Fernando Lugo no Paraguai, em 2013.
E o jornalista Glenn Greenwald, um dos mais respeitados profissionais da imprensa global, em reportagem internacional da Agência Reuters, já trata o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) como o próximo presidente e se mostra perplexo com o fato de o Brasil, em pouco mais de um ano, ter migrado de um governo legítimo de centro-esquerda, o de Dilma Rousseff, para um de direita radical, sem que o eleitor tenha sido consultado.

12 julho, 2017

Crack house

"A vizinhança era boa até esta casa estragar tudo."

O ÁLBUM DOS "COFRINHOS". Partes 1 e 2

Coisinha do Pai

Há 20 anos...
Com a finalidade de "despertar" o robô Sojouner para mais um dia de trabalho na superfície de Marte, os cientistas da Nasa usaram, no dia 12 de julho de 1997, o samba "Coisinha do Pai", interpretado por Elba Ramalho e Jair Rodrigues, e pinçado do disco "Casa de samba 1" produzido por Rildo Hora.
A escolha da canção foi da brasileira Jacqueline Lyra, engenheira aeroespacial responsável pelo controle de temperatura do robô e da nave Pathfinder, que o levou ao planeta Marte.
A música, segundo a engenheira, é uma "forma simbólica" de enviar o sinal para que o robô comece a trabalhar.  Acrescentando: "É tradição na Nasa acordar os astronautas com uma música, a nossa equipe resolveu fazer isso também com os robôs. Como estou sempre escutando músicas do Brasil, achei que o samba era bem apropriado por dizer 'você vale ouro, todo meu tesouro'."
O inesquecível samba "Coisinha do Pai", composto por Jorge Aragão, Almir Guineto e Luiz Carlos, foi lançado no álbum "Beth Carvalho no Pagode" (1979), de Beth Carvalho.E foi também um dos grandes sucessos do tradicional bloco carnavalesco carioca Cacique de Ramos.
N. do E.
Marte é um planeta habitado exclusivamente por robôs.

11 julho, 2017

Quantos números podes ver?


Solução: em http://www.tecnovedosos.com

Criando uma senha

- repolho
- Sinto muito, a senha precisa ter pelo menos 8 caracteres.

- repolho cozido
- Sinto muito, a senha precisa ter pelo menos 1 numeral.

- 1 repolho cozido
- Sinto muito, a senha não pode ter espaços em branco.

- 50porrasderepolhoscozidos
- Sinto muito, a senha precisa ter pelo menos uma letra maiúscula.

- 50PorrasdeRepolhosCozidosEnfiadosNoSeuRabo,SeVocêNãoMeDerAcessoImediatamente
- Sinto muito, a senha não pode ter pontuação.

- AgoraEuFiqueiMuitoPuto50PorrasDeRepolhosCozidosEnfiadosNoSeuRaboSeVoceNãoMeDer
AcessoImediatamente
- Sinto muito, esta senha já existe. Tente outra.

[fazendo a ronda na internet também em imagem]

A senha
http://blogdopg.blogspot.com.br/2009/08/senha.html#links

10 julho, 2017

O segredo da felicidade

- Mestre, qual é o segredo da felicidade?
- Não discutir com idiotas.
- Não concordo, Mestre.
- Você tem razão.

Mafalda

Merecem chocolate

Richard Hamming (1915 — 1998) foi um matemático e professor estadunidense. Ele trabalhou no Projeto Manhattan, em 1945, programando um dos primeiros computadores eletrônicos digitais que calculava a solução de equações dos físicos do projeto. O objetivo do programa era descobrir se a detonação de uma bomba atômica poderia incendiar a atmosfera terrestre. O programa mostrou que isto não ocorreria.
Citações
"Máquinas devem trabalhar, pessoas devem pensar."
"É melhor resolver o problema certo da maneira errada que o problema errado da maneira certa."
"O propósito da computação é insight (discernimento intuitivo), não números."
"Existem comprimentos de ondas que pessoas não podem enxergar, sons que pessoas não podem ouvir, e talvez computadores tenham pensamentos que pessoas não poderiam ter."
"Newton disse: 'Se vi mais longe foi porque estava sobre ombros de gigantes'. Nos dias de hoje, estamos uns sobre os pés dos outros!"
"Quais são os mais importantes problemas em sua área? Você está trabalhando neles? Por que não?"
"Os bons professores merecem maçãs; os grandes professores merecem chocolate."
Insight, substantivo com origem no idioma inglês e que significa compreensão súbita de alguma coisa ou determinada situação. Nos desenhos, o insight é representado com o desenho de uma lâmpada acesa em cima da cabeça do personagem, indicando um momento único de esclarecimento em que se fez luz.

... sobre ombros de gigantes, trecho de uma carta de Newton para Robert Hooke, baseado numa metáfora atribuída a Bernardo de Chartres.

... merecem chocolate, a citação favorita de Hamming, que ele mandou escrever em caligrafia na porta do seu escritório.

09 julho, 2017

Dr. Carta Pácio e o sistema de tarifação das cartas

Recebo outra carta do Dr. Carta Pácio. Acho que ele está legislando em causa própria.

Meu prezado senhor,
É sabido que os selos surgiram na Inglaterra, em 1840, como uma necessidade de tarifar correspondências. Quem pagava pelo envio era o destinatário que, em diversos casos, se recusava a fazê-lo causando prejuízos às empresas de entrega. Para solucionar os desencontros, o professor Rowland Hill elaborou uma proposta: o valor seria cobrado na hora da postagem e comprovado o pagamento por um pequeno papel colado ao envelope – o selo postal.
O que proponho é uma volta à origem.
Os selos voltariam a ser pagos pelo destinatário.
Somente no caso de o destinatário não aceitar a cobrança é que, retornando a carta para o remetente, este pagaria em dobro. Os Correios não perderiam nada.

Fui curto e grosso:
Mande suas próximas cartas pelos pombos do seu quintal. Não vou pagar nada que venha por este novo velho sistema de tarifação. E fique tranquilo que seus pombos retornarão a seus pombais levando minhas respostas especialmente as desaforadas, pois eles são inigualáveis nesta função postal.

O loteamento humano | A proposta do Dr. Carta Pácio | Dr. Carta Pácio e suas meias palavras | Dr. Carta Pácio e as placas dos carros | Dr. Carta Pácio e os pombos

Hemoptises

1
O último ato da vida de Molière foi em 17 de fevereiro de 1673, numa noite de inverno. Menosprezando os conselhos dos médicos, que lhe diziam para ficar em repouso e não ir ao teatro, ele foi representar o hipocondríaco Argan em sua sua famosa peça, "Le Malade Imaginaire" ("O Doente Imaginário"), em que satirizava as práticas médicas de sua época. Quando recitava os versos da peça, Molière sofreu uma catastrófica hemoptise (de provável origem tuberculosa) no palco. Em seguida, enquanto a plateia delirava em aplausos, foi tomado por uma convulsão e levado para casa, onde morreu poucas horas depois.
2
Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.
Mandou chamar o médico:
- Diga trinta e três.
- Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
- Respire.
------------------------------------------------------------------------------------------------------------
- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.
Pneumotórax. In: Poesia Completa e Prosa, de Manuel Bandeira
3
[...]
Jeje, tua boca do lixo
escarra o sangue
de outra hemoptise
no Canal do Mangue. [...]
Nação. In: A Arte de João Bosco (disco)


08 julho, 2017

Porque eu prefiro o Twitter

não tem textão
não tem família
não há excesso de emojis
quase ninguém que eu conheço tem
não tem gente fingindo que leva uma vida perfeita
não expõe relacionamentos
as notícias são em tempo real
é uma fabrica de memes inteligentes
e, no Twitter, ninguém publica isto:


Quem nasceu pra compartilhar nunca chega a retuitar.

Face x Twitter

Discussões políticas no Face


07 julho, 2017

Malthus e Darwin

Nascido em fevereiro de 1766, o economista e demógrafo inglês Thomas Robert Malthus pode ser considerado um sociólogo pioneiro. Ele foi um dos primeiros a analisar sistematicamente a sociedade humana ao publicar suas teorias em "Um Ensaio sobre o Princípio da População". Malthus previu que a população sempre ultrapassaria o suprimento de alimentos e que isso resultaria em fome, doença ou guerra para reduzir o número de pessoas. Como Malthus observou, A Revolução Industrial estava causando um rápido aumento da população, o que exigiria, para manter as condições sociais de então, impor limites estritos na reprodução. Lendo o livro, Charles Darwin inspirou-se a refletir sobre a sobrevivência dos indivíduos mais aptos no processo de seleção natural das espécies. (TIS)

"Em outubro de 1838, ou seja, quinze meses depois de eu ter iniciado minha investigação sistemática, passei a ler por diversão Malthus sobre a População , e estando bem preparado para apreciar a luta pela existência que, em todo lugar, decorre da observação prolongada dos hábitos de animais e plantas, logo me pareceu que, nessas circunstâncias, as variações favoráveis ​​tenderiam a ser preservadas e as desfavoráveis ​​a serem destruídas. O resultado disso seria a formação de novas espécies. Aqui, então, eu tinha finalmente uma teoria para trabalhar. Mas eu estava tão ansioso para evitar o preconceito que eu decidi não escrever, por algum tempo, até mesmo o mais breve esboço sobre o assunto." ~ Charles Darwin

Malthus Além

O gentílico brasileiro

Várias são as versões acerca da origem do gentílico "brasileiro". A mais aceita diz que, inicialmente, a palavra referia-se àquele que ia do Brasil para a Europa com o objetivo de comercializar o pau-brasil. E faz sentido, uma vez que usamos na língua portuguesa o sufixo "eiro" para designar inúmeras profissões: açougueiro, sapateiro, ferreiro, livreiro, tintureiro, barbeiro, torneiro, carpinteiro, garimpeiro, seringueiro etc.
Os habitantes naturais do Brasil são denominados brasileiros, cujo gentílico é registrado em português a partir de 1706 e que, como já foi dito, inicialmente se referia  apenas aos que comercializavam pau-brasil. Entretanto, foi apenas em 1824, na primeira constituição brasileira, que o gentílico "brasileiro" passou legalmente a designar as pessoas naturais do Brasil. O que surpreende é que o primeiro registro não seja mais antigo. A extração do pau-brasil foi a primeira coisa a que os portugueses se dedicaram no Brasil, mas que foi logo suplantada pelo negócio do açúcar assim que a colonização começou a sério, em meados de quinhentos,
Há ainda a possibilidade do uso de outros gentílicos, como "brasiliano", "brasílico" e "brasiliense", conforme consigna o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), para designar os naturais do Brasil. Quanto a "brasiliense", este só convém ser aplicado aos brasileiros nascidos em Brasília, com a finalidade de evitar confusão.
(O VOLP também traz o depreciativo "brasileirote", brasileiro sem importância.)
O sufixo "eiro", que é extremamente comum na língua portuguesa, serve também para formar desde nome de plantas, como tomateiro, até adjetivos abstratos, como prazenteiro (da antiga palavra prazente, agradável). Mas entre todos os países do planeta, o Brasil é o único cujo adjetivo nacional é formado com este sufixo. Enquanto outros países apresentam seus gentílicos com sufixos em "ês" (francês), "ano" (cubano), "ão" (alemão), "avo" (iugoslavo), "ino" (argentino), "eno" (chileno), "ense"(canadense), "enho" (panamenho), "ita" (israelita), "eco" (guatemalteco) e  "ol (espanhol)", entre outros.
(Somente uma língua artificial poderia resolver toda essa mixórdia.)
Portanto, o termo "brasileiro", com origem na profissão de brasileiro (comerciante de pau-brasil) constitui uma, digamos, exceção gramatical. Outras acontecem com o Estado de Minas Gerais, cujo gentílico é "mineiro" (trabalhador de minas), e com o município de Campinas-SP, cujo gentílico é "campineiro" (trabalhador do campo). O que evita deste modo, no último caso, "adotar o erudito campinense para não tomar tradições que pertence legitimamente à cidade de Campina Grande-PB".
Paulo Gurgel
Fontes
https://pt.wikipedia.org/wiki/Brasileiros
http://eusoubrasiliano.blogspot.com.br/
http://www.academia.org.br/nossa-lingua/busca-no-vocabulario
hhttps://campinasnostalgica.wordpress.com/2014/04/24/campineiro-ou-campinense-eis-a-questao/

06 julho, 2017

Dados e números primos

Deus não joga dados com o Universo." ~ Einstein
Deus pode não jogar dados com o Universo, mas algo estranho está acontecendo com os números primos. ~ Paul Erdös


http://pballew.blogspot.com.br/2017/01/on-this-day-in-math-january-30.html#links

Antes de entrar nesta "briga" de judeus grandes, saiba quem foi Paul Erdös, o matemático homenageado com o número de Erdös.

A planta de jarro

A planta de jarro (Cephalotus follicularis) é uma espécie de planta carnívora que cresce no sul da Austrália. O aroma de seu néctar atrai os insetos, que acabam ficando presos em folhas diferenciadas da planta (folhas com forma de jarro).
Lentamente, suas enzimas digestivas decompõem os corpos dos insetos, dos quais a planta se alimenta. Dentre as enzimas, a quitinase básica, que decompõe a quitina do exoesqueleto dos insetos, e a fosfatase ácida púrpura, que permite a planta assimilar o fósforo que rouba de suas vítimas.
Com isto, a C. follicularis "obtém, principalmente, nitrogênio e fósforo, nutrientes essenciais para a planta", diz o professor de genética da Universidade de Barcelona, Julio Rozas, e esta estratégia é "a resposta evolutiva das plantas que vivem em solos muito pobres".
Apesar das distâncias geográficas, outras espécies de plantas que crescem em solos pobres de nutrientes também desenvolveram estratégias semelhantes, transformando-se em plantas carnívoras. São exemplos de convergência evolutiva ou evolução paralela.



Ver também: Um relógio carnívoro

05 julho, 2017

O velcro do século 21

O velcro, inventado em 1948 pelo engenheiro suíço Georges de Mestral, é um sistema de aderência e fixação que se baseia em dois tecidos diferentes: um deles, com ganchos, e o outro, com fios entrelaçados. Ao serem justapostos, os dois tecidos se enredam entre si e se mantêm colados. É um sistema de aderência temporário, versátil e muito utilizado, inclusive na indústria espacial — como acontece também com a fita adesiva.
Sem dúvidas, nem o velcro nem a fita adesiva são sistemas de fixação temporários perfeitos: o velcro somente funciona aos pares (une um tecido com outro, mas não com outras superfícies diferentes) e a fita adesiva perde sua propriedade de aderência depois de algum uso. Ambos os métodos também deixam resíduos sobre as superfícies que são utilizadas.
Por estes motivos o Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA, em Pasadena, vem desenvolvendo um novo sistema de aderência temporário, inspirado nas patas das lagartixas e salamandras. Elas estão entre os trepadores mais eficientes que existem e são capazes de subir do chão ao teto de uma casa em apenas um par de segundos, independentemente de qual seja o tipo de parede e de qual seja o grau de rugosidade.
Esta habilidade das lagartixas e salamandras se baseia em um fenômeno conhecido como forças de van der Waals. As plantas dos pés do réptil estão cobertas de milhões de diminutos pelos que, em contato com outra superfície, criam um pequeno campo elétrico que gera uma atração entre as moléculas, de forma parecida à eletricidade estática, resultando em uma capacidade de grudar que persiste em condições extremas de temperatura e pressão.
Igualmente ao que sucede com os pelos das patas desses répteis, os "pelos" sintéticos do JPL fabricados com silício também apresentam o "poder pegajoso" das forças de van der Waals, mesmo sbmetidos a condições extremas.
Passados 70 anos desde a invenção do velcro, ainda não existe uma palavra para designar este "sistema de aderência temporária formado por duas tiras de tecidos diferentes que se engancham ao entrarem em contato". A palavra "velcro" é na realidade uma marca comercial, o nome da companhia que fabricou e comercializou originalmente o velcro até expirar a patente. Assim, hoje em dia, nem todos os "velcros" são Velcro.

Fontes
Velcro, blog EntreMentes
www.microsiervos.com
https://youtu.be/6zasTmmR95E (vídeo)

A lição de Meryl Streep

Aos 66 anos, a lenda do cinema Meryl Streep tem uma carreira prolífica que já dura mais de quatro décadas. Mas a estrela de Hollywood quase "jogou a toalha no ringue", depois que lhe disseram que ela era muito feia para um papel no "King Kong", filme de 1976.
Uma foto que Meryl postou com uma mensagem viralizou no Face. Na foto, tirada a caminho de casa, após a audição para o King Kong, pode-se ver uma Merly Streep sorridente em um vagão do metrô de Nova Iorque.


Aqui, a história completa:
Esta sou eu de volta para casa depois de uma audição para o King Kong, onde me disseram que eu era muito feia para o papel. Foi um momento decisivo em minha vida e em minha carreira, Esta simples, porém brutal opinião poderia me ter destruído os sonhos de me tornar uma atriz ou me forçado a pegar minha dignidade e seguir adiante com forças maiores acreditando em mim mesma. Respirei fundo e respondi: "Eu sinto que esta seja sua opinião, mas é apenas uma opinião num mar de milhares. E eu vou buscar águas mais tranquilas".
Hoje ela tem 18 prêmios da Academia.

04 julho, 2017

Apreciação de uma obra de arte

Vernet relatou que ele uma vez foi contratado para pintar uma paisagem, com uma caverna e São Jerônimo nela.
Ele pintou a paisagem, com São Jerônimo à entrada da caverna. Quando entregou o quadro, o comprador, que não entendia de perspectiva, disse:
- A paisagem e a caverna estão bem feitas, mas São Jerônimo não está na caverna.
- Eu compreendo, senhor - respondeu Vernet, e vou alterá-lo.
Tomou a pintura e tornou a sombra mais escura, de modo que o santo parecia sentar-se mais atrás. O cavalheiro foi buscar o quadro. Mas novamente achou que o santo não estava na caverna. Vernet então apagou a figura e devolveu o quadro ao cavalheiro, que parecia perfeitamente satisfeito.
Sempre que ele via estranhos a quem mostrava o quadro, ele dizia:
- Aqui você vê uma quadro de Vernet, com São Jerônimo na caverna.
- Mas não estamos vendo o santo - retrucavam os visitantes.
- Desculpem, cavalheiros - respondia o possuidor, mas ele está aí. Eu o vi de pé à entrada da caverna, e depois... mais para trás. Por isso, tenho certeza de que ele está dentro dela.

Thomas Byerley e Joseph Clinton Robertson, The Percy Anecdotes, 1821

O currículo elaborado pelo preenchimento automático do Google

CV
meu nome é khan
eu moro no morro ela na zona sul
meu telefone tocou 
meu e-mail é considerado spam 

Outros dados pessoais
Data de nascimento: eu nasci há dez mil anos atrás
Estado civil: eu sou casado e ela também
Nacionalidade: meu país zé ramalho
Línguas: minha língua está branca o que pode ser
Sexo: eu me identifico com direito

Perfil
eu sou bom mas não bombom
Formação acadêmica
sou especializado em matéria de amor e eu posso eu consigo
Competências
sou habilitado na categoria B
Experiência profissional
uma vez eu tive uma ilusão
Outros dados de interesse
eu acredito que o mundo será melhor

por favor me responda, pois eu preciso de ti senhor sou pequeno demais

muito obrigado por (sem preenchimento)

03 julho, 2017

O radar humano

Com os avanços da tecnologia certos postos trabalhos, que já foram considerados necessários, deixaram de existir. O radar humano foi um deles.
Seu trabalho consistia em detetar a aproximação dos aviões inimigos, uma função muito solicitada nas décadas de 1920 e 1930, antes do aparecimento dos radares por ondas de rádio de alta frequência.


15 profesiones que han desaparecido por culpa de la tecnología

A estranha história de ouvir antes do radar
http://mashable.com/2015/02/16/war-tubas-radar-wwi/

O dinheiro não nasce em árvores

Mensagens de texto
- Pai, me dá 50 reais.
- Você acha que dinheiro nasce em árvores?
- O dinheiro é feito de quê?
- Papel.
- E o papel vem de onde?
- Árvore.

Também pode lhe interessar: O dinheiro não cresce em árvores

Nadaver lacrou:

02 julho, 2017

Duas ilusões de óptica com linhas

1
A ilusão de Zöllner é uma ilusão óptica cujo nome deriva do seu descobridor, o astrofísico alemão Johann Karl Friedrich Zöllner. Em 1860, Zöllner revelou a sua descoberta numa carta dirigida ao físico Johann Christian Poggendorff, editor da revista Annalen der Physik und Chemie.
A ilusão refere-se ao fato de, na imagem, as linhas parecerem não ser paralelas quando realmente o são.
https://pt.wikipedia.org/wiki/ilusão_de_Zöllner


2
Esta é a ilusão de Poggendorff que envolve a percepção do cérebro entre as linhas diagonais interagindo com cantos verticais e horizontais. Recebeu o nome de seu descobridor Johann Poggendorff (1796-1877), um médico alemão que a descreveu em 1860. Na imagem acima a linha de cor preta preta e a vermelha estão sob o retângulo cinza. A linha azul aparenta ser a continuação da preta, ao invés da vermelha. A segunda imagem apenas remove o retângulo cinza. Se ainda estiver em dúvida, confira com uma régua.


Pensamento
Una linea è un punto che è andato a fare una passeggiata. (Uma linha é um ponto que foi passear.)

A versão em vídeo de estalar os dedos

Uma curta de animação chinês sobre um homem que estalou metodicamente os dedos da mão esquerda durante 60 anos para ver o que acontecia.



O homem foi Donald L. Unger, um médico da Califórnia, e o seu estudo - com um só participante, o autor, e tendo como grupo-controle a mão direita dele - já foi aqui comentado na nota Estalar os dedos causa artrite neles?

Referências
J Castellanos and D Axelrod "Effect of habitual knuckle cracking on hand function." Ann Rheum Dis. 1990 May; 49(5): 308–309
Unger DL."Does knuckle cracking lead to arthritis of the fingers?" Arthritis Rheum. 1998 May;41(5):949-50.
Kawchuk GN, Fryer J, Jaremko JL, Zeng H, Rowe L, Thompson R. 2015. Real-Time Visualization of Joint Cavitation. PLoS ONE 10(4): e0119470.
http://hk.apple.nextmedia.com/realtime/supplement/20161130/55980927

01 julho, 2017

A bebida do pânico

É a bebida padrão para quem não está familiarizado com as opções de um bar.
Exemplo:
Garçom — O que vai beber?
Eu (após demorada hesitação) — Cuba libre!
Garçom — O senhor sabia que aqui servimos uns coquetéis artesanais?
Eu — Obrigado. Não vou arriscar.
A cuba libre é a minha bebida do pânico.

No Preblog: MEMÓRIAS DE CUBAS...

De mala e cartola

No Twitter:
— Governo usará pinguins disfarçados para carregar dinheiro. Rocha Loures, nunca mais.

RT:
— A mala é meio pequena, mas com a reforma trabalhista o pinguim poderá compensar esta restrição. @EntreMentes

Quosque tandem?
O baixíssimo nível a que chegou o país nas garras desta quadrilha voraz que o capturou - pelo amor de Deus, isto é caso de polícia! Trata-se de quase uma respiração boca a boca feita por ex-alunos. ~ Jaime Nogueira
Fundo de Apoio ao Centro de Tecnologia da UFC
Ao colaborador JN:
A equipe "dos sonhos" da economia aqui repete a história do cavalo do inglês. Mas, como diz Fernando Brito, do "Tijolaço", o pobre do cavalo está fraco, fraco, guardando suas poucas forças para catar qualquer fiapo de capim que ainda sobra na baia. Por isso, ele não escoiceia o inglês.

A fruta kiwi. Curiosidades

A Actinidia deliciosa, vulgarmente conhecida como kiwi (quiuí), é um fruto comestível proveniente de algumas espécies do gênero Actinidia e de seus híbridos, originários do sul da China. São plantas típicas de locais com clima temperado ou subtropical de montanha. O fruto tem uma casca fibrosa, baça, castanho-esverdeada, que recobre uma polpa verde brilhante ou verde-amarelada que contém fileiras de pequenas sementes negras comestíveis.
Curiosidades
Devido à sua riqueza em clorofila, o kiwi é uma das poucas frutas que mantêm a coloração verde quando madura.
É considerado o fruto comercial com maior quantidade já identificada de vitamina C, com a exceção da acerola.
A Itália é, hoje, o maior produtor mundial do fruto, seguida pela Nova Zelândia, Chile e Grécia.
O kiwi é também produzido na China, a sua terra de origem, mas este país não integra a lista dos 10 maiores produtores mundiais.
Inicialmente chamado de "groselha chinesa", em meados do século XX o fruto foi rebatizado de kiwi na Nova Zelândia, o primeiro país em que foi produzido comercialmente em larga escala.
As sementes do Kiwi dividem o círculo em 36 seções iguais.


Kiwi x Kiwi

Comentário 1 de 2: eros thanatos (usuário Blogger) disse...
Fenakiwi ou Festa Nacional do Kiwi é a Feira da Indústria de Farroupilha que tem como mote festivo o Kiwi, pois a cidade é a maior produtora da fruta no Brasil. A festa acontece a cada dois anos no município de Farroupilha, no estado brasileiro do Rio Grande do Sul. Tem muita tradição, sendo realizada há mais de 20 anos. A 1ª edição da festa aconteceu em 19 a 28 de julho de 1991. A festa costuma reunir mais de 100 mil pessoas em seus três finais de semana. A Fenakiwi é promovida pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Farroupilha e Prefeitura Municipal.
3 de julho de 2017 08:37

Comentário 2 de 2: Paulo Gurgel disse...
Olá, et.
Gosto dos kiwis assim como gosto dos wikis.
Site da Fenakiwi 2017: www.fenakiwi.com.br
3 de julho de 2017 10:41

30 junho, 2017

Piar também é piada - 2

Nero, quando caçava na campanha romana, levava alguns palacianos para ajudá-lo a piar macuco. O déspota era impenitente e estava sempre a dizer-lhes: "deem melhores pios". Daí a frase ter ficado como exemplo de uma insistência implicante.

Di meliora piis, locução latina que significa "melhores dias [concedam os deuses] aos homens piedosos". Emprega-se para exprimir votos favoráveis.
Fonte: Virgílio, Geórgicas, III, 513
(Aqui transcrita para desfazer o mal-entendido que a frase de Nero possa ter trazido para a locução acima.)

Piar também é piada - 1

Paulo Nogueira (1956 – 2017)

por Kiko Nogueira
Paulo Nogueira morreu na noite de 29 de junho. Tinha 61 anos.
Estava com câncer. Depois de uma batalha de dez meses, finalmente descansou.
Paulo está vivo.
Paulo está em seus filhos: meus sobrinhos Emir, Pedro, Camila e Fernando. Paulo está em minhas cunhadas Erika e Luísa.
Está nos seus irmãos Mari, Zé, Kika. Nos seus sobrinhos e sobrinhas. Na minha tia Maria Ely. Nos amigos, como Sergio Berezovsky, Caco de Paula, Bia Parreiras e aqueles que peço desculpas por não citar nesse momento.
Está em mim e em você.
Está em seu legado vasto e generoso, digno do nosso pai, o jornalista Emir Nogueira, a quem Paulo dedicou linhas e linhas de beleza e gratidão.
Ele fez de tudo no jornalismo. Foi repórter, editor, diretor de redação, superintendente. A maior parte da carreira na Editora Abril, outra parte na Editora Globo, os anos mais recentes no Diário do Centro do Mundo.
Um dos maiores jornalistas do país, passou pela Veja, foi editor da Veja São Paulo, reinventou a Exame, lançou diversas outras publicações.
Deixou sua marca em cada uma delas. A vibração, a provocação, o apuro, a busca da excelência. Antecipou tendências, fez acontecer.
Nunca foi santo. Era duro. Era também de uma paciência infinita. Fez companheiros para a vida toda nas redações e revelou vários talentos. Fez inimigos, também, como todo grande homem.
“Sempre que você se desentender com alguém, lembre que em pouco tempo você e o outro estarão desaparecidos”, dizia, repetindo Marco Aurélio, o imperador romano, seu filósofo de cabeceira.
O DCM era seu projeto preferido. Ele falava do privilégio de poder exercer o ofício depois dos 50. Poderia ter tido uma aposentadoria tranquila, jogando tênis e pôquer às margens do Tâmisa.
Preferiu combater o bom combate, com a mesma paixão de sempre. Em 2012, quando começamos, comemorávamos quando conseguíamos alcançar 20 mil visualizações num dia. Ele de Londres, eu de São Paulo. Hoje são 500 mil.
O Paulo tinha uma visão e a perseguia com a mesma obstinação que tinha jogando futebol (um dia eu conto do gol mais bonito que ele fez. Um dia eu faço isso, quando não me doer desse jeito).
A utopia do Brasil escandinavo, um Brasil mais justo, foi a nossa bússola no DCM. Continuará sendo.
Uma vida intensa, um homem que fez tudo à sua maneira. Nasceu e morreu no mesmo quarto na casa dos nossos pais, no Jardim Previdência.
Como ele queria.
O Paulo vive. Obrigado, Fratello.

Mais luz!

para Luciano Hortencio

Em sua obra Teoria das Cores, Goethe dizia que a soma de todas as cores era o cinza – e não a luz branca como Newton propunha. Para Goethe, todas as cores produziam o cinza ao serem misturadas.
A tragédia de Goethe é que ele não diferenciava a "mistura aditiva" (somatória da luz colorida do arco-íris, em que se obtém a luz branca – que propôs Newton) da "mistura subtrativa" (somatória das matérias corantes, em que teremos o cinza/preto). Goethe não queria acreditar que elas obedeciam a leis diferentes das que eram seguidas pelas cores que estavam em sua caixa de aquarela (mistura subtrativa). Mas, acredite, ele não foi o único a pensar assim.
Suas últimas palavras antes de morrer foram: "Mais luz!" – seu grande e eterno problema.
Carol T. Moré (adaptado)

http://followthecolours.com.br/gotas-de-cor/cinza-50-curiosidades-interessantissimas-que-voce-nao-sabia-sobre-cor/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_das_cores

"Lich, mehr Licht!" (Luz, mais luz)
(últimas palavras atribuídas a Goethe)

"Luz, quero luz,
Sei que além das cortinas
São palcos azuis
E infinitas cortinas
Com palcos atrás."

https://www.vagalume.com.br/chico-buarque/vida-nao-cifrada.html
https://www.youtube.com/watch?v=6sLDf3ZpJEw (Luciano Hortencio)

29 junho, 2017

Hífen, meia-risca e travessão

Conhecendo-os melhor
Hífen, meia-risca e travessão são três tipos de traço muito parecidos e que, em um primeiro momento, podem causar confusão na maioria das pessoas. Uma forma básica de diferenciá-los é observar o tamanho. O hífen (-) é o menor deles, o segundo maior é a meia-risca (–) e o travessão (—) é bem maior do que os sinais anteriores.
Como são usados?
Apesar de parecerem semelhantes, estes três tipos de traço são usados em situações diferentes: o hífen é usado para formar palavras compostas (ex.: couve-flor) e na translineação (divisão de uma palavra no final da linha), a meia-risca, para unir os valores extremos de uma série (1–10, A–Z) e o travessão é utilizado para indicar mudança de interlocutor e para isolar palavras, expressões ou frases.

* * * * *  
Benê disse...
— Meu primeiro serviço na cidade, após cortar cana, arrancar amendoim etc. quando morava na roça, foi trabalhar numa gráfica "O Clarim", em Matão-SP, aos 12 anos, que no componedor onde juntávamos os tipos, letras, de livros do Allan Kardec, Chico Xavier e outros. Sempre Tipógrafo, depois Linotipista. Falávamos do menor de "traço de união" e o maior, de "Riscão" e "Travessão", rsrsrs! Após compor e tirar provas, era eu que ia ler os artigos e o Sr. Zeca corrigia. Eram tiradas umas cinco provas, dependendo de quem tinha composto aquele artigo, se errava mais, errava menos. Eu, como lia para o Sr. Zeca, tinha que falar as pontuações para ele que seguindo, corrigisse: Parágrafo, dois pontos, ponto e vírgula, Travessão. Nossa, que comentário grande, hein Doutor?!
Resposta
— Numa escala de hífen a travessão, eu classifico o seu comentário como travessão. "O Clarim", onde você trabalhou em Matão,  é um jornal supercentenário (completou 110 há 2 anos). Eu nem sabia o que era componedor, agora sei. Comente sempre, Benê.

Ondas cerebrais como opção de senha

Em New Scientist: Brainwaves could act as your password – but not if you’re drunk (Ondas cerebrais podem servir de senha - mas não, se você estiver bêbado).


As ondas cerebrais estão entre os indicadores biométricos que podem servir como uma opção de senha. A ideia é que uma pessoa poderia provar a sua identidade por meio da eletroencefalografia (EEG). Por exemplo, em vez de digitar uma senha no teclado, o computador poderia mostrar uma série de palavras na tela e medir a resposta do usuário no EEG. A assinatura eletroencefalográfica é única para cada pessoa e mais complexa do que qualquer senha, o que a torna muito difícil de ser violada.
De acordo com o pesquisador Tommy Chin, da empresa de consultoria de segurança cibernética Grimm, a precisão da assinatura eletroencefalográfica ronda os 94 por cento, embora a eletroencefalografia pode ser facilmente alterada por influências externas, tais como drogas, cafeína ou álcool, . "Por esta razão, verificar a identidade de uma pessoa pode ser um desafio se o usuário tiver bebido grandes quantidades de álcool ou café".
Fome, estresse, exercícios físicos e fadiga mental também reduzem a confiabilidade das leituras, por isso, um sistema de identificação por EEG teria de considerar todos esses fatores.