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08 dezembro, 2024

Copacabana

Residindo no Ceará há trinta anos, mas nascido no interior do Estado do Rio de Janeiro, eu tive uma grande parte de minha infância e adolescência vivida em Copacabana, onde residiam dois dos meus tios. São lembranças gostosas dos passeios de bonde pela Av. N. Sra. de Copacabana, banhos no Posto Seis, sem que esqueçamos dos velhos e históricos lotações. Era um tempo de um Rio romântico, boêmio, seguro, onde malandro era o sambista que morava no morro. Copacabana adolescente, dos primeiros amores, dos primeiros porres, do Beco das Garrafas, onde imperavam Leny Andrade, Pery Ribeiro e o Tamba Trio. Da Cantina Fiorentina, já na divisa com o Leme, do feijão, arroz e quiabo, da madrugada na galeria da Siqueira Campos, onde se misturavam jornalistas, poetas, cantores, escritores, gays e putas, numa convivência das mais pacíficas e harmoniosas. Saudades das madrugadas indormidas, varando nas areias, aproveitando a brisa e a luz do luar. Copacabana é chamada de o bairro dos velhos. Porém, Copacabana não envelhece, se renova em cada esquina, em cada coração saudoso mesmo distante, e, pelas circunstâncias físicas, em meu caso, no desejo que tenho de revê-la. ~ Ismael Luiz

Resposta - Belo comentário, Ismael. Copacabana também fez parte de minha vida, em 1972, quando morei por lá (na Prado Júnior, Posto 2), antes de mudar-me para a Glória (rua Benjamin Constant), onde morei até 1974 (olhe, assisti à última função da Taberna da Glória). Colocaria depois estes dois bairros do Rio como pano de fundo de alguns textos que escrevi. Um dos quais publiquei em meu livro "Edição Êxtase", sobre uma noite que vivi no Beco das Garrafas, em 2022. ~ Paulo Gurgel

Copacabana composição de João de Barro e Alberto Ribeiro
c/ Dick Farney
Copacabana, princesinha do mar / Pelas manhãs tu és a vida a cantar / E à tardinha, ao sol poente / Deixas sempre uma saudade na gente.
http://youtu.be/63o4ev56Xvk?si=mzkuhkMg2Mxlpj5a

Nova Copacabana composição de Herivelto Martins e David Nasser (1953)
c/ Nelson Gonçalves
Se eu tivesse mil anos de vida / Novecentos e noventa e nove / Viveria em Copacabana / Que é bonita até quando chove.
http://youtu.be/GHn-9iiR3hA?si=c54bU_4VwLYxUuAY

Sábado em Copacabana composição de Dorival Caymmi e Carlos Guinle
c/ Dorival, Danilo e Alice Caymmi (vídeo)
O tempo passa tão depressa / Mas vou voltar se pra semana / Eu encontrar um novo amor / Copacabana.
c/ Sara Montiel, versão no filme "Samba"
La noche cierra su ventana / Para aguardar otra semana / Que voy amar el nuevo amor / Copacabana.
http://youtu.be/nwazQLNyxJw?si=RytC1GO9E6vfL6t5

Copacabana de Sempre composição de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli*
c/ Jô Alencar e Menescal (conjunto)
*A última letra de Bôscoli, uma obra prima para Copa, feita no leito do hospital.
Eu me confesso pequeno / Face a teu corpo moreno / Face ao Atlântico Sul / Copacabana.
http://youtu.be/HwU-QqNWBCw?si=z2LtpN13rYz2Bmp7

Ai de mim, Copacabana composição de Caetano Veloso e Torquato Neto
c/ Caetano Veloso
Um ano depois do outro / A teu lado ou sem ninguém / No mês que vem / Neste país que me engana / Ai de mim, Copacabana.
http://youtu.be/tMESBDJjYz0?si=zrWsON7JVMvX3YA2

Casaco Marrom composição de Renato Corrêa, Guarabira e Danilo Caymmi
c/ Evinha
Copacabana está dizendo que sim / Botou a brisa à minha disposição / A bomba H quer explodir no jardim / matar a flor em botão.
http://youtu.be/82HHyozoO5I?si=3hwNaQ37ZTR0UpMG

03 março, 2023

O caviar de Taubaté

Em 1945, em correspondência com Hermínia de Castro Natividade, o escritor Monteiro Lobato equiparou, do ponto de vista simbólico, o içá ao caviar. Isso aconteceu como forma de barganha. Lobato acabara de receber de Hermínia, que conseguiu com uma amiga, a D. Silvina Andrade, uma lata cheia de bundinhas do formigão. A oferta não foi gratuita. O preço a pagar seria um pensamento do escritor sobre o içá:
"A sugestão me incomodou porque nunca no mundo ninguém jamais 'pensou' sobre o içá – e pelo jeito é realmente coisa 'impensável'. Mas já que dona Silvina pede, faço um esforço e digo que o IÇÁ É O CAVIAR DA GENTE TAUBATEANA."
(Correspondência de Monteiro Lobato para Hermínia de Castro Natividade, em 18/11/1945. Consultada por mim no site "Almanaque Urupês", que consultou o livro "Culinária Tradicional do Vale do Paraíba", de Maria Morgado de Abreu e Paulo Camilher Florençano.)

A definição se cristalizou ao longo do tempo e o içá continua reconhecido como iguaria típica de Taubaté. Mas não é exclusividade dessa cidade, nem no Brasil.

N. do E.
O Ceará não está fora da entomofagia. Na Serra da Ibiapaba, por exemplo, há pessoas que destacam as "bundas" das formigas tanajuras (fêmeas aladas das saúvas, que aparecem em grande quantidade no início da estação chuvosa, quando são nessas ocasiões capturadas) com os fins de serem fritas, misturadas com farinha de mandioca e comidas.

14 dezembro, 2020

A carta de Solimão, o Magnífico

"Eu, que sou o sultão dos sultões, o soberano dos soberanos, o distribuidor de coroas aos monarcas da face da Terra, a sombra de Deus na Terra, o sultão e senhor soberano do Mediterrâneo e do Mar Negro, da Rumélia e Anatólia, da Karamânia e da terra de Rum, da Zulkadria, Diyarbakir, do Curdistão, do Azerbaijão, da Pérsia, Damasco, Cairo, Aleppo, de Meca e Medina, de Jerusalém, de toda Arábia, do Iêmen e de muitas outras terras, as quais meus nobres antepassados e meus gloriosos ancestrais - que Deus ilumine suas tumbas - conquistaram pela força dos seus braços e pelas quais minha augusta majestade as fizeram submissas à minha espada flamejante e sua vitoriosa lâmina, eu, Sultão Solimão, a tu, Francisco, o Rei da Província Francesa, blá, blá, blá..."
Com uma carta que começava nos termos acima, o sultão Solimão fez ciente o rei Francisco I, da França de que estava a caminho para livrá-lo do imperador Carlos V, do Sacro Império.
Se considerado um cara muito prolixo em sua correspondência, no campo de batalha, ao contrário, Solimão foi direto ao ponto. Em apenas duas horas, derrotou o imperador húngaro Luís II, aliado de Carlos V e por este patrocinado, o que transformou imediatamente os otomanos em vizinhos diretos do Sacro Império Romano, de Carlos V. Com isso, ele aliviou a pressão de Carlos V sobre o rei francês e a famosa aliança franco-otomana foi formada, durando mais de três séculos. É mole?

Batalha de Mohács (29 de agosto de 1526) ((Quora))

27 setembro, 2020

O preto no branco (2)

Olá Paulo,
Estava usando o gerador de QR que você mencionou em sua página aqui: blogdopg.blogspot.com/2008/07/  *
(Desculpe pelo e-mail em inglês, para mim é mais fácil ler do que escrever em português.)
Eu realmente gostei de trabalhar com qrcode.kaywa.com no passado, mas recentemente encontrei um novo que é visualmente mais atraente, tem muitas opções de personalização e é totalmente gratuito: https://www.websiteplanet.com/ webtools / free-qr-code- generator /
Ele permite que você crie seu próprio código QR personalizado (você pode escolher a cor, adicionar uma moldura e até mesmo adicionar o logotipo da sua empresa e / ou redes sociais), o que eu acho incrível.
Acredito que seria um ótimo complemento para sua página, tenho certeza que seus leitores irão gostar.
Na esperança de ter ajudado de volta,
Laurie

* O preto no branco (1), em 10 de julho 2008

14 dezembro, 2019

As Certinhas do Lalau (2)

Correspondência
Olá, amigo.
Sou também das antigas, carioca mas filho de cearenses, meu pai de Maranguape - Chico Anísio era parente nosso - e minha mãe de Fortaleza, fanzoca desse tema CERTINHAS, e também das vedetes.
Você falou em LISTA. Onde está essa Lista ? Tenho aqui em meus arquivos, uma Lista baixada não sei de onde, com uma Lista, cujos nomes nela constantes não bate com o meu conhecimento.
Queria saber dessa sua e cotejar com o que sei para fazermos uma lista final.
Que tal ?
Pode me responder para meu e-mail
- Sergio Costa

1957: enfim, as Certinhas do Lalau
As edições de 1953 a 1956 foram chamadas por Stanislaw Ponte Preta de a seleção das Dez Mais Bem Despidas do Brasil. Porém, apesar do sucesso da lista, o termo "bem despida" era considerado atrevido e ousado demais para a época. Muitas mães, namorados e afins, das eleitas não se sentiam confortáveis com o título. Era, portanto, preciso substituí-lo.
Segundo o próprio Stanislaw, foi um comentário de seu próprio pai que lhe fez surgir a ideia. O pai de Stanislaw, ao ver passar uma moça pela calçada da praia, teria dito: "Mas, olha só, ela é toda certinha!" O termo "certinha" caiu como uma luva para identificar as eleitas da lista. Surgia, assim, em 1957, a primeira lista das 10 Certinhas do Lalau, que foi veiculada pelo jornal Última Hora, na edição do dia 31/12/1957.
1967, última lista de Certinhas
O ano de 1967 marcaria a edição da 15.ª lista das Certinhas do Lalau. Também seria a última, pois Stanislaw Ponte Preta, o Sérgio Porto, viria a falecer em Outubro de 1968. A publicação da lista sairia na edição do jornal Última Hora de 27/12/1967.
Em 1978
Dez anos depois da morte de Stanislaw Ponte Preta, a Rede Globo fez uma uma homenagem ao criador das Certinhas no programa chamado Brasil 78. Recriou-se, assim, a mesma atmosfera dos dez nomes de mulheres mais desejadas.

Fonte: AS CERTINHAS DO LALAU, do blog de Magalhães Jr., ou simplesmente o Maga.
http://baudomaga.com.br/certinhas/2014/10/06/1978-homenagem-as-certinhas/. Consultada em 30/06/2019

30 março, 2019

Breve história de quase tudo

[14/03] Meu caro Doutor,
Estou lhe encomendando uma pequena obra-prima, ótima para ler sem pressa, à altura de sua curiosidade.
Trata-se de :
BREVE HISTORIA DE QUASE TUDO (Bill Bryson - Companhia das Letras)
Confesso comprei este livro por causa de um capítulo específico: .15 BELEZA PERIGOSA - uma narrativa de terror relacionada ao Parque Nacional de Yellowstone e com suas condições geológicas de deixar as melenas (não é hemorragia intestinal) do Edgar Allan Poe arrepiadas. Ótima tradução, leitura muito agradável .
Mande-me suas coordenadas.
Jaime Nogueira

[15/03] OK.
Paulo Gurgel

[15/03] Segue o procedimento da aquisição do livro.
Ironicamente, creio que devido à onda inusitada de calor no Sudeste e às doideiras que assolam o país e nos preocupam, parece que as sinapses ficam mal conectadas e apareceu, de contrabando, no pedido "Um Espetáculo de Corrupção", que não o conheço, e deve ser coisa da República do Paraná.
Um ótimo fim de semana. Adoro a Estante Virtual, nunca me negou fogo.
Jaime Nogueira

[29/03] Acabo de receber os dois livros. Para minha agradável surpresa, "Um espetáculo de Corrupção" não é livro vinculado à famigerada República do Paraná, o que significa dizer que tanto vou ler BREVE HISTÓRIA DE QUASE TUDO quanto o contrapeso. O segundo, aliás, é um alentado romance de David Liss, premiado autor de livros de mistérios.
Paulo Gurgel

Ao constatar que ignorava o porquê dos oceanos serem salgados, o renomado escritor e cronista Bill Bryson percebeu, com certo desagrado, que tinha pouquíssimo conhecimento sobre o planeta em que vivia. A indagação o propeliu à tarefa épica de entender - e explicar - tudo o que sabemos sobre o mundo. Bryson parte da origem do universo e segue até os dias de hoje, tratando de assuntos relacionados à física, geologia, paleontologia e todas as outras disciplinas que considerava "maçantes" na escola. Antítese do texto didático tradicional, sua prosa foge dos jargões técnicos sem nunca abrir mão da profundidade. A preocupação do autor está em entender como os cientistas realizam suas descobertas. Para compilar esta "Breve história de quase tudo", Bryson consultou dezenas de obras e pesquisadores e montou o que pode ser considerado um delicioso guia de viagens pela ciência.
"Um clássico moderno da escrita científica." - The New York Times.
"Um diário de viagem pela ciência, escrito por um guia inteligente, engajado e bem-informado, que ama o assunto e está louco para dividir esse prazer" - The Times

INTRODUÇÃO (disponível na web), de que selecionei este enunciado:
"Um aspecto curioso de nossa existência é provirmos de um planeta exímio em promover a vida, mas ainda mais exímio em extingui-la."
Jaime Nogueira: perfil de um colaborador
Seus genes são oriundos da Serra da Mantiqueira onde nasceu (Itajubá, MG), por parte de sua mãe (Da Costa Machado) e dos sopés do Serrote de Quinamuiú (Tauá, CE) – seu pai (Alexandrino Nogueira). De um total de 5 irmãos formados na Escola de Engenharia da UFC, Jaime Nogueira desgarrou-se após casar e concluir o Mestrado no Instituto da Pesquisas Hidráulicas da UFRGS e começar a trabalhar no Rio, na então CVRD, por cerca de 30 anos – sempre envolvido com projetos de exploração mineral na Serra dos Carajás, PA (Fe, Au, Cu) e um trabalho de desenvolvimento tecnológico para purificação de SiO2 na Zona da Mata, MG. Em '87 passou uns 3 meses na DDR (Alemanha Oriental), na Escola de Minas de Freiberg, com direito ao Checkpoint Charlie, em Berlim, e a Autobahn usada para a Invasão dos Sudetos e, lógico, a fantástica cerveja da Saxônia.

20 novembro, 2016

Paulo Gannam, inventor independente

Olá, Paulo Gurgel.
Prazer em conhecê-lo.
Gostaria de lhe deixar uma sugestão de pauta para o Blog.
Sou inventor independente. Crio novos produtos e solicito a patente desses produtos, visando fazê-los chegar um dia ao mercado. Veja estes 4 posts das minhas invenções que já estão com patente requerida no INPI:
https://paulogannam.wordpress.com/
Além destes produtos, tenho mais de 800 ideias "cruas" estocadas (não desenvolvidas e sem patente, somente breve descrição apontando um problema e sua solução pela criação de um novo produto), e procuro startups, empreendedor, investidor etc. para me ajudar a peneirar estas ideias, desenvolvê-las, patenteá-las e lançá-las no mercado.
Algo que poderia me ajudar a encontrar um parceiro, investidor, fabricante, seria a mídia, de modo que eu pudesse mostrar meus trabalhos e falar de meus objetivos.
Procuro ainda apoio para inserir projeto de alteração da lei de propriedade industrial, da lei de inovação e de alteração na CF para melhorar as condições de trabalho e direitos de inventores autônomos, pessoas físicas.
Escrevi alguns artigos escritos sobre o tema invenções e inovação que poderiam ajudar.
Veja dois deles:
http://www.curiosocia.com/2015/10/tive-uma-ideia-dos-deuses-e-agora.html#more
http://www.startupsstars.com/2016/08/inventores-e-empreendedores-beneficios-e-desafios-para-uma-atuacao-conjunta-por-paulo-gannam/
Aqui está um video que fiz em meu celular, de 11 minutos, falando sobre o meu trabalho como inventor:
https://www.youtube.com/watch?v=qgkqmNbJRvc
Caso considere que o tema renda uma boa pauta para seu veículo, ou puder oferecer gentil encaminhamento, ou ainda se puder ventilar o tema com seus amigos, fico à disposição.
Muito obrigado.
Paulo Gannam
pgannam@yahoo.com.br

08 abril, 2016

H. G. Wells pergunta por García Lorca

O escritor inglês H. G. Wells enviou o seguinte telegrama para as autoridades militares de Granada, Espanha:
H. G. Wells, presidente Pen Club de Londres, desea con ansiedad noticias de su distinguido colega Federico García Lorca, y apreciará grandemente la cortesía de una respuesta,
A resposta foi a seguinte:
Coronel gobernador de Granada a H. G. Wells.—Ignoro lugar hállase D. Federico García Lorca.—Firmado: Coronel Espinosa.
O poeta García Lorca tinha sido preso e executado a mando das autoridades franquistas. Esta resposta confirmava sua morte.


30 outubro, 2014

Pela blogosfera - 49

Paulo,
Sou seu leitor, gostaria de sugerir um assunto, talvez já saiba de algo.
Em 94, começou um projeto com a Universidade Washington, denominado Minerva, que forma quadros da esfera pública brasileira, ao custo de 30 mil dólares, por um curso de 4 meses, que ocorre duas vezes ao ano.
Há um instituto no Brasil com o mesmo nome, no Rio, parceiro do programa.
Há muitos conhecidos entre os alunos, dê uma olhada:
http://www.gwu.edu/~ibi/minerva_pics.htm
Parece ser uma escola de formação sobre gestão pública, mas muito ligada às instituições americanas.
Atentamente,
Eusébio
Resposta
Meu caro Eusébio,
Nada sei a respeito desse Institute of  Brazilian Issues. Mas 30 mil bucks não é pouca grana para se pagar por um curso de 4 meses. Além disso, presume-se, há muitas outras despesas a serem desembolsadas pelo participante. A menos que...
Bem, uma hipótese plausível é a de que o curso venha rolando por conta da esfera pública.
Dentre os minervistas (435 brasileiros, de 1994 a 2014), que estão sendo mostrados na página eletrônica do site, não consegui ver algum nome ou rosto conhecido (talvez eu tenha de dar mais atenção a meu networking).
Visitei seu blogue: é muito, muito bom. Adiante, irei recomendá-lo a meu leitorado.

18 maio, 2014

Saltando aos 80

O pesquisador cearense Miguel Ângelo de Azevedo, também conhecido por Nirez, comemorou seus 80 anos idade, no último dia 15, com a realização de um antigo sonho.
Dar um salto de paraquedas, o que fez com o apoio do sanfoneiro Waldonys.
Fontes: Nonato Albuquerque - Gente de Mídia e Luciano Hortencio - LN Online

Regozijo-me com os recentes feitos do musicólogo Nirez, postando em homenagem a ele este vídeo com a música "Paraquedista", um choro-gafieira de José Leocádio, na versão do maestro Urbano Medeiros.



Pesquisando Nirez aqui
O rolo que deu rolo | O berço do forró | Miss Hermengarda | Fortaleza de ontem

Correspondência
Ao Paulo Gurgel:
Rolo pornográfico é impagável.
Editei Waldick Soriano, ainda no tempo de sua 8 baixos, interpretando "Paraquedista". Utilizei a excelente foto do Nirez sobrevoando Fortaleza, com seu instrutor, logo após saltar de paraquedas em comemoração ao seu aniversário de 80 anos. Espero que gostes.
Luciano Hortencio
Ao Luciano Hortencio:
Gostei. Conhecia de Waldick a carreira de cantor ("Perfume de gardênia", "Angústia" etc.) e de compositor ("Tortura de amor", "A carta" e "Eu são cachorro, não", esta última vertida para a língua que Snowden chora em seu exílio como "I am not dog, no" pelo grande Falcão). Além disso, conhecia a fama de boêmio, macho assumido e grande conquistador do baiano bom de briga, mas essa de que ele tocava uma sanfona de oito baixos, não. Procura que procura, encontrei na internet que ele até gravou um LP inteiro tocando sua oito baixos e, no Jornal da Besta Fubana, também achei uma fotografia em que ele aparece, com a sanfona, em um dos programas do Flávio Cavalcanti. Ao que parece, "Durango Kid" também tocava violão, mas ignoro o nível.
Paulo Gurgel
Ao Paulo Gurgel:
Fiquei emocionado quando vi o Waldick Soriano tocar sua sanfoninha de oito baixos no show no Cine São Luis, para o filme que a Patricia Pilar estava rodando sobre ele.
(...) "encontrei na internet que ele até gravou um LP inteiro tocando sua oito baixos". Onde encontrastes? foi digitalizado? ainda tens?
No aguardo ansioso,
Gerardo Barbosa
Ao Gerardo Barbosa:
Todo o meu acervo de vinil, no qual se incluía um LP do Waldick (não era o que você procura), teve um fim trágico.
Leia aqui a história.
Na internet, porém, é possível encontrar informação sobre a existência desse disco (imagem da capa), cujo título é "Sua Majestade a 8 baixos, com Waldik Soriano e seu Conjunto". Foi lançado pela "Chantecler" em 1962 (CH-3038), e o choro Paraquedista" é a segunda faixa do lado 1.
O site Forró em vinil, além de dar essa informação, permite baixar o disco.
Paulo Gurgel
Ao Paulo Gurgel:
Ouvi a música "Paraquedista", com o conjunto do Waldik Soriano, no YouTube e baixei o disco do site "Forró em vinil".
Em ambos tem um telefone tocando em, pelo menos, dois momentos da música.
Será que no disco original tem isso mesmo?
Fernando Gurgel
Ao Fernando Gurgel:
Segundo Cravo Albin, "Paraquedista" foi lançado em 1946 pela Orquestra Tabajara, da qual o autor José Leocádio era um dos integrantes. Ponho o link (http://youtu.be/6By3qUR53MQ) para você conferir se o telefone também tocou, intencionalmente ou não, durante a gravação original.
Nos últimos dias, "Paraquedista" e "Seu Libório", esta outra de Braguinha e Alberto Ribeiro (http://youtu.be/2gy-6rVzg6s) andam "chicleteando" em minha cabeça. Não é que essas duas músicas apresentam trechos musicalmente coincidentes na segunda parte, quando elas passam para a dominante do relativo menor?
Há coincidência de linhas melódicas em alguns compassos, mas não parece haver um plágio musical.
Paulo Gurgel

06 março, 2014

Pescoço de galinha

Paulo,
Usando o tablet do Victor, estou mandando para você o mais sofisticado suporte estabilizador de câmeras do mundo (SteadyCam) . Insuperável por nenhuma tecnologia robótica atual.
Chama-se CHICKENNECK ou pescoço de galinha.
Nelson Cunha
Esclarecimentos do destinatário
Victor, de sobrenome materno Lupiañez, é o filho fotógrafo de Nelson. (1) (2) (3)
Nelson não me mandou um sofisticado suporte estabilizador de câmeras (nem ele a rigor disse isto), uma vez que o tablet do filho não teletransporta nada.
O que Nelson me mandou – por e-mail – foi exatamente um vídeo que se propõe a demonstrar as virtudes do SteadyCam.
Olha o risco: o e-mail chegou como spam.
Assistindo ao vídeo, não pude deixar de apreciar a precisão do sistema vestibular da galinha. Assim como já fiz com relação ao sistema vestibular da coruja.



20 novembro, 2013

Verdade seja dita!

por Fernando Gurgel
Nesses tempos de falas politicamente corretas e comportamentos politicamente idiotas, muito piorado pela rapidez das comunicações, onde a idiotice corre mais rápido que a velocidade da luz e a verdade ainda caminha de cajado ao lado de um jumento doente, fica muito difícil se livrar da maldade humana.
Então, meus amigos, você que me conhecem profundamente, ajudem-me a restabelecer a verdade. Andam espalhando por aí que eu não gosto de animais, principalmente de cachorro, gato e outros animaizinhos de estimação.
Ora, todos que me conhecem sabem que eu NUNCA diria uma coisa dessas. Em toda minha vida sempre tive uma grande preocupação com meus elevados princípios humanistas. E estes se estendem a todos os animais, insetos e seres vivos do planeta.
E a verdade é uma só: eu NUNCA disse que não gostava de cachorros. Disse apenas que DETESTO, que tenho ÓDIO de cachorros.
Muito obrigado a todos que compartilharem com esta verdade.


Fernando,
Você tocou num ponto sensível a muita gente, mas mostrou que é um ser humano sincero.
Há outras pessoas que pensam como você, inclusive bichos. (►)
Só que elas ocultam essa aversão.
No meu caso, eu não detesto cães, eu não odeio cães, eu nunca disse que "cachorro bom é cachorro quente". São eles que me odeiam profundamente. Fosse um carteiro, talvez rolasse da parte deles um tratamento mais amistoso.
Ah, foi bom ter revelado essa verdade – no melhor estilo doa em quem doer!
Agora você é o cara menos suspeito em todo o Brasil de estar homiziando um Beagle.
PGCS

05 julho, 2013

Vesperal

Paulo,
Olha o que eu descobri arrumando uma gaveta de papéis!
Winston Graça

Obrigado, Winston.
Deve ter visto:
Errei na grafia do nome do ator quando publiquei o poema em um periódico local (mas fiz a correção, ao publicá-lo no eletrônico Preblog).
Ufa! Sabe lá se, depois de combater o dragão lunático, John Wayne, em espírito e osso, não vem tomar alguma satisfação comigo?
Um abraço.
PGCS

21 maio, 2012

Do trema à privataria

Paulo,
Veja que texto (1) bem concebido de autor desconhecido. Uma dessas coisas inteligentes que rodam por aí sem ligar para o ECAD (que quer dizer É.... CADÊ o meu? ). (2)
Segue a filosofia da minha amiga Darlene, gostosa que posou nua para o blog do meu cunhado. Recriminada, respondeu: "A vulva quando é bela tem que mostrar suas intimidades e descarregar a tensão dessa multidão de solitários". Tá certa, a Darlene!
O escritor inteligente não pode cobrar pelo que recebeu de graça. Bastam os convites das entusiasmadas e belas leitoras para um cineminha lá em casa. Ouviu, Paulo! Que sua madame não me leia. (3)
E por falar em direito autoral, proponho cobrar dos escritores gananciosos, direito autoral para Gutemberg, inventor da imprensa, e para os sumérios, inventores da escrita.
Os compositores da boa música pagariam a Guido d'Arezzo, inventor da notação musical e aos curiós de gaiola que ensinaram aos ruídos que, sem disciplina, nunca chegariam a melodia.
Dos compositores de funk, deveria ser cobrado direitos autorais para os chimpanzés pela inteligência dos seus textos, e para os marteletes hidráulicos pela ritmo e potência do som . Se vocês escutarem que o alto-falante do me vizinho "funqueiro" foi assassinado com três balaços no magneto, podem acreditar que foi um oculista atormentado (4) e, por isso mesmo, inimputável.
Paulo, petista (5) da antiga lavra, amigo de juventude responsável, colega de ganha-pão! A originalidade não existe, nem o pecado foi original, a safadeza já corria solta no paraíso e Eva não aguentava mais ver aquilo tudo do Adão sem provar. Acho que até Deus copiou esse mundo de algum lugar, ficou muito bem feito.
Somos todos uns ladrões de idéias, uns PIRATAS.
Então, deixem em paz a pirataria, mas abaixo a privataria. (6)
Nelson Cunha
N. do E.
Nelson,
(1) Trata-se de "A despedida do trema", um texto que deixei há tempos em estado de hibernação no blog, à espera do dia 21 de dezembro de 2012. Nesta data, o sinal gráfico enfim se despede da língua portuguesa. Rezo para que até lá a ilustração que reservei para o texto, um Ü em formato GIF animado, não venha a sofrer de alguma irremediável paralisia.
(2) O ECAD ensaiou recentemente cobrar aos blogueiros a inserção dos vídeos musicais. Felizmente, o YouTube fez o ECAD lembrar-se de que isso não era razoável. Seria duplicidade de pagamento (o YouTube já paga conforme a contagem das exibições). Eu, que  já estava me preparando para substituir os vídeos pelos respectivos links, me dei a última forma.
(3) ♪Pra que discutir com madame?♪ (Em vídeo, no blog.)
(4) Em dia de cão, aqui me referindo ao percussor de sua arma de fogo.
(5) Sou filiado ao PSB. Simpatizo o PT, sem isto ser considerado quase amor. Mas é um semper fidelis que tem limites: o PT não pode se misturar com os tucanos para comer do farelo mofado dos bicudos, nem pode pisar no chão orgânico da estrebaria dos demos.
(6) Sim, abaixo só a privataria! Pois com os piratas há que se aprender como devem ser tratados os "privatas".
PGCS

10 maio, 2012

Círculos de amizade

Recebo de um colega esta mensagem:
Amigo,
Venho lhe pedir desculpas pelo fato de tê-lo ignorado ultimamente. É que agora eu tenho um novo círculo de amizades...


Espero que você entenda o meu problema.
MRF

Resposta:
Amigo,
Caso não se adapte a essas novas amizades (tudo é possível), saiba que continua bem-vindo em nosso círculo...


PG

17 outubro, 2011

A compulsão de Scott

Sir Walter Scott era muito cuidadoso com as cartas endereçadas a ele. Recebia e respondia a todas, escrupulosamente. Mesmo que essa sua compulsão por cartas viesse a lhe custar uma pequena fortuna anual com as postagens.
Certa vez, um pesado pacote veio dos Estados Unidos. Pesava cinco quilos. Ao ser aberto, ele encontrou o manuscrito de um romance enviado por uma senhora de Nova Iorque. Ela pedia a Scott para o ler, corrigi-lo, escrever um prólogo e um epílogo, e ainda conseguir um editor.
Quinze dias após, outro pacote de cinco quilos chegou às mãos de Scott.
Era a cópia do mesmo romance - com uma nota da autora. Explicando que, como os correios andavam incertos, ela achara prudente enviar os originais em duplicata.

William Shepard Walsh, Handy-Book of Literary Curiosities, 1892

10 novembro, 2010

O PATO

Paulo,
Recebo e-mails continuamente com as advertências mais variadas. A maioria deles refere-se à saúde e quase todos são mentirosos. Melhor defini-los como boatos eletrônicos que produzem efeitos mais perniciosos do que os antigos boatos de orelha e passo curto.
Uma simples pesquisa na internet bastaria para desmenti-los, mas poucos fazem isso. Preferem reendereçá-los para multiplicar seu alcance. Nessa última eleição recebi vários deles com as acusações mais espantosas, especialmente contra a Dilma. O internauta não tem consciência da gravidade desses cliques que transferem aos amigos a tarefa de abrigá-los como verdadeiros e a prerrogativa de reenviá-los. O internauta ético não tem o direito de usar a influência que tem sobre seus amigos para propagar informações falsas.
Alguns e-mails ressaltam os efeitos colaterais de remédios transformando-os em puro veneno. Outros recomendam uma milagrosa semente ou o poder curativo de uma agulha quando espetada no lugar certo. Tem gente que acredita que um cabo de colher enfiada no gargalo possa impedir a saída do gás de um refrigerante. Tal propriedade é prontamente desmentida porque o gás escapa assim mesmo, mas o pseudocientista insiste e ainda defende com veemência o seu uso. Vejo pela cidade garrafas PET cheias de água ao lado do medidor de energia com o propósito de fazer o relógio andar mais devagar. Elétrica ignorância!
São exemplos da má qualidade da educação no Brasil. As escolas querem que o aluno acumule informações, mas não ensinam o que fazer com elas. A neurociência diz que a memória humana tem limitações e o cérebro “apaga” o que não lhe é essencial. Não fique frustrado se esqueceu a letra do Hino da Bandeira ou a data do descobrimento da América (*). O homem inteligente é muito mais do que uma enciclopédia. Para guardar tudo que nos ensinam, teríamos que ter a cabeça volumosa e pesada como a de um elefante e rodas para locomoção. As informações estão nos livros e agora na internet. Dentro de vinte anos, todo conhecimento humano caberá em minúsculos chips carregados na cintura. É só aprender a buscar a informação que se quer, usá-la e esquecê-la novamente. O nosso cérebro é insuperável na arte de pensar criticamente, inventar, julgar e sentir. As escolas não ensinam como aprender por dedução, como solucionar problemas e criar novidades. O que se vê são pessoas despreparadas para enfrentar o mundo porque renunciaram à tarefa de pensar. Quem não reflete sobre o que consome vira presa fácil da política e da religião. Do outro lado estará sempre alguém inteligente elaborando técnicas para escravizá-lo a uma ideologia, religião ou produto. O brasileiro não pode continuar sendo um PATO e para isso precisamos revolucionar a educação. Educar é ensinar a aprender, ensinar a duvidar, ensinar a resolver, ensinar a inventar.

(*) Não esqueça a data do aniversário de casamento ou perderá a memória para sempre por traumatismo craniano.
Nelson Cunha
Um desses e-mails:

26 maio, 2010

Help!

Paulo,
Preciso comprar um apartamento em São Paulo, mas antes devo me matricular num curso de inglês para poder entender o anúncio. Quero saber o que estou comprando.
Pensei em você para traduzir. Assim não precisarei gastar tempo e dinheiro para realizar o sonho da casa própria. O corretor me disse que não vou morar num simples apartamento e sim numa style house.
Está on sale, ou seja, em promoção. Um apartamento, digo style home, de 100 m2 custa só um milhão de reais, e olha que tem 2 vagas, desculpe, 2 car bays. Acho que se continuar a falar português vou ter que mudar daqui.
Você ainda é dos que entendem o idioma de Camões, não é? Tenho sorte de ter amigos assim.
O Brasil tá virando uma pechincha em dólares.
Nelson Cunha

Residence
Gourmet space, home work, smart control, stand alone para o ar condicionado, babysitter center, dance hall, salão de jogos, drive range, piscinas, quadra de squash, snooker bar, beauty center, fitness lounge, sauna, personal line, salas de massagem e tudo mais para seu style house.


Nelson,
Como o meu domínio da língua inglesa não é all the basket, quero dizer, esse balaio todo, então lhe pergunto se não é melhor fazer exatamente o oposto. Passar para o inglês as poucas palavras que, I don't know why downpour, quero dizer, não sei por que cargas d'água, estão aí em português só para enfear o anúncio.
PG

24 maio, 2010

Sem relevo

Paulo,
Quanto aos PornoTipos, quero lhe dizer que é página virada. Agora estava usando uma modelo despida, lindíssima, em que as letras estavam tatuadas ao redor das partes envergonhadas, frente e verso.
É melhor marcar logo a consulta porque há fila de espera para a medida da acuidade visual.
Um cego me perguntou se poderia fazer o teste em Braille, eu disse que sim. Perdi o cliente e a modelo. Estão em lua-de-mel no Ceará. Mulher nenhuma resiste a uma poesia apaixonada quando dedilhada em seu próprio corpo.
Nelson Cunha

Nelson,
Localizei numa pensão em Mineirolândia, aqui no Ceará, o cego e a modelo. A fotografia (abaixo) mostra como os fujões passam a maior parte do tempo. Dá para ver que o cego, de tanto dedilhar sobre o corpo da mulher, já levou a escrita a perder o relevo. Mas ele não considera isso relevante, o que ele quer mesmo é rosetar.
PG

02 fevereiro, 2010

Laser não cura asma

Caro colega,

A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia tem como uma das suas funções a difusão do conhecimento científico na área das doenças respiratórias prioritárias e o zelo pela divulgação de Boas Práticas Clínicas. Foi com surpresa que verificamos a divulgação, em imprensa leiga, matéria na Revista Veja - Edição 2146 - ano 43 - n°1 - pagina 74, de 6 de janeiro de 2010, artigo referente a pesquisa desenvolvida no InCor com aplicação de Laser para obtenção de controle da asma. A reportagem sugeriu que asmáticos, após o tratamento com raios Laser, poderiam ter uma vida normal, sendo possível abandonar o tratamento anti-inflamatório com corticóides inalatórios, após a aplicação das ondas luminosas.
Compreendemos perfeitamente a missão da Universidade em pesquisar e divulgar tratamentos novos, bem como assegurar que esse conhecimento, ao ser transferido ao público leigo, seja sempre revestido dos devidos cuidados para que a falta de embasamento teórico da população não propicie uma má interpretação.
Essa reportagem, descrevendo um tratamento experimental como potencialmente mais eficaz do que o tratamento universalmente aceito como o mais efetivo para controle da asma (corticóides inalatórios: Evidencia A nas Diretrizes e Consensos mundiais), gera uma falsa impressão de conhecimento sólido e produzido em Instituição de credibilidade irrefutável.
Como especialistas sabemos que o Laser ainda carece de comprovação científica definitiva para ser recomendado como tratamento de primeira linha.
Sendo assim, encaminhamos, através de nossa Assessoria de Imprensa, uma resposta a VEJA, a qual não foi publicada. Estamos trabalhando para esclarecer a população de forma transparente e adequada.

Jussara Fiterman
Presidente da SBPT