09 julho, 2026
Uma abordagem revolucionária para reverter a desertificação
Utilizando cianobactérias, microrganismos fotossintéticos especializados, os pesquisadores criaram crostas biológicas no solo, que formam uma camada viva na superfície das dunas em constante movimento.
Quando as crostas biológicas do solo são dispersas e aplicadas sobre a areia, elas fazem com que as cianobactérias secretem substâncias à base de açúcares, semelhantes a cola, que atuam unindo os grãos de areia em uma massa sólida e estável. Este processo reduz significamente o tempo necessário para a formação natural do solo, uma vez que aumenta rapidamente os níveis de nutrientes como nitrogênio e fósforo.
Como resultado, essas crostas biológicas do solo estabilizam a areia no leito do deserto e mantêm a umidade, proporcionando assim uma base economicamente viável e ambientavelmente sustentábel para o crescimento bem-sucedido das plantas em locais extremamente secos.
15 junho, 2026
Cavalgando o vento
Os seres humanos têm aproveitado a força do ar em movimento desde que o primeiro pano foi içado sobre um barco, dando origem à expressão "barco a vela". E desde que moinhos e bombas de vento impulsionam nossas máquinas, drenam nossas terras e moem nossas plantações com mais potência e praticidade do que qualquer força muscular.
O uso de combustíveis fósseis pode ter marginalizado a energia eólica, porém colocou nosso planeta em perigo. Em meio a um crescente desejo e necessidade por energia mais limpa, sem mencionar a tecnologia em constante aprimoramento, o mundo está se voltando para as turbinas eólicas em busca de energia não apenas limpa, mas também barata, sustentável e renovável, e que está sempre disponível, pronta para ser aproveitada.
As turbinas eólicas são muito importantes na China. Além de estarem no mar, você as encontrará em colinas e em campos abertos — basicamente em qualquer lugar onde haja vento suficiente.
"Essa é a beleza do vento", diz Zhang Lei, fundador e CEO da Envision. "Uma vez que você tenha espaço, você consegue aproveitar a energia eólica... É uma fonte infinita de fluxo de energia."
A China já instalou 520 gigawatts de energia eólica — quase a metade do total mundial. Os Estados Unidos ocupam o segundo lugar. Alemanha, Índia e Brasil vêm a seguir. E os números têm aumentado em toda a Europa. A quantidade de eletricidade produzida por energia eólica é quase 30 vezes maior do que era no início dos anos 2000.
Enquanto especialistas na Europa estão levando a energia das baterias a novos patamares, cientistas na China estão elevando a tecnologia de turbinas a novos patamares.
Em janeiro, uma empresa chinesa testou um sistema de turbina que flutua a centenas de metros de altura, gerando energia a partir de ventos em altitudes mais elevadas, que geralmente são mais fortes do que os ventos próximos ao solo.
Extraído de: CGTN
08 março, 2026
Robôs que realizam demonstração de kung fu artístico
Este vídeo da China Global Television Network (CGTN), em circulação nas redes sociais e que está agora no YouTube, foi um dos destaques do Festival de Gala da Primavera de 2026, transmitido pelo China Media Group. Nele, um grupo de robôs humanoides realiza - sem truques nem artifícios* - uma demonstração de rotinas sincronizadas de artes marciais, ao lado de crianças praticantes de kung fu.
09 janeiro, 2026
Tango
Nascido em Xangai e formado pelo Departamento de Matemática da Universidade Jiao Tong de Xangai, Tango perseguiu seu sonho de desenhar ao concluir uma especialização em design na Academia de Artes e Design da Universidade Tsinghua, antes de ingressar na próspera indústria de publicidade no final da década de 1990. Ele é hoje um dos artistas de quadrinhos mais populares da China. https://www.facebook.com/tangosleepless/?locale=pt_BR
12 novembro, 2025
A parábola do fazendeiro chinês
Era uma vez um fazendeiro chinês cujo cavalo fugiu. Naquela noite, todos os seus vizinhos vieram para lamentar. Eles disseram: "Sentimos muito que seu cavalo tenha fugido. Isso é uma pena." O fazendeiro disse: "Talvez." No dia seguinte, o cavalo voltou trazendo sete cavalos selvagens com ele, e à noite todos voltaram e disseram: "Oh, que sorte! Que grande reviravolta. Agora você tem oito cavalos!" O fazendeiro disse novamente: "Talvez." No dia seguinte, seu filho tentou domar um dos cavalos e, enquanto cavalgava, foi jogado e quebrou a perna. Os vizinhos então disseram: "Oh, céus, que pena!", e o fazendeiro respondeu: "Talvez." No dia seguinte, os oficiais de recrutamento vieram para recrutar pessoas para o exército, e rejeitaram seu filho porque ele tinha uma perna quebrada. Novamente todos os vizinhos vieram e disseram: "Isso não é ótimo?" Novamente, ele disse: "Talvez."
"O fazendeiro se absteve firmemente de pensar nas coisas em termos de ganho ou perda, vantagem ou desvantagem, porque nunca se sabe... Na verdade, nunca sabemos realmente se um evento é sorte ou infortúnio, só conhecemos nossas reações em constante mudança a eventos em constante mudança." ~ Alan Watts (1915 - 1973), filósofo e escritor britânico.
15 maio, 2025
No mercado de exibição
Vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025, "Ainda Estou Aqui", dirigido por Walter Salles, foi apresentado ao público chinês nesta segunda-feira (12), durante uma pré-estreia em Pequim.
O longa brasileiro será exibido em mais de 10 mil salas de cinema da China, conforme relata o site Valor Econômico.
Baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, o filme revisita a história do pai do escritor, o ex-deputado Rubens Paiva, preso, torturado e assassinado pela ditadura militar brasileira, e conta a luta da viúva Eunice Paiva, mãe de Marcelo, para esclarecer o crime.
A Secretaria de Regulação da Ancine reuniu dados que demonstram o impacto do filme no mercado de exibição. Com 5,49 milhões de espectadores e R$ 111,5 milhões em renda, "Ainda Estou Aqui" se consolidou como a terceira maior bilheteria nacional desde 2018, atrás apenas de "Minha Mãe é uma Peça 3" (2018) e "Nada a Perder" (2019). Apenas em 2025, o filme já é responsável por 32% do público de filmes nacionais.
20 fevereiro, 2025
A Ponte Imortal
Esta formação rochosa atravessa um abismo no Monte Tai, uma das Cinco Grandes Montanhas da China.
Dizem que quem cruzar a ponte viverá para sempre.
25 novembro, 2023
Reprodução e saúde
11 setembro, 2023
Papel-moeda (século 10)
13 fevereiro, 2023
A planta que evolui para se esconder dos predadores humanos
Denominada Fritillaria delavayi, ela desenvolve de três a cinco folhas verdes brilhantes e um pequeno caule, e, uma vez por ano, produz uma flor brilhante em forma de tulipa, com tons amarelados. Mas aquela flor amarela atraente e aquelas folhas verdes vibrantes começaram a se tornar cinza e marrom nessa espécie do gênero Fritillaria. Cientistas suspeitam que a planta esteja desenvolvendo geneticamente partes descoloridas para se esconder de seu principal predador — nós, os seres humanos.
Em um estudo publicado na revista científica Current Biology, cientistas da China e do Reino Unido descobriram que em regiões onde a Fritillaria delavayi estava sendo colhida em grande número, a erva tinha mais probabilidade de se camuflar.
Para testar essa teoria, os pesquisadores primeiro consultaram herboristas locais que mantinham seis anos de registros mostrando onde as plantas cresceram e quantas delas foram colhidas. Eles determinaram quais áreas já haviam sofrido colheitas excessivas e as áreas de mais fácil acesso — em comparação com aquelas localizadas em terrenos rochosos e montanhosos. Por meio de uma ferramenta denominada espectrômetro, que mede os comprimentos de onda de luz para determinar a coloração, eles avaliaram a cor das plantas em diferentes locais e encontraram uma correlação entre o número de colheitas de uma população em um determinado local e a sua cor.
Em áreas menos acessíveis, de baixa transitação humana, as plantas ainda eram de um verde e amarelo brilhantes, mas em locais onde os bulbos eram colhidos em grande número, as cores estavam ficando mais opacas.
"É um artigo muito legal e inovador”, comenta Matthew Rubin, biólogo evolucionista do Danforth Plant Science Center, instituto de pesquisa de plantas em St. Louis, Missouri, que não participou da pesquisa.
"Sabemos que milhares de anos atrás os humanos moldaram a aparência das plantas com a domesticação, a forma como criamos as plantas para consumi-las", acrescenta Rubin. "Esse é um ótimo exemplo de seleção causada por nós na natureza, documentando uma alteração e relacionando de forma bastante convincente essa mudança a uma pressão humana, nesse caso, a colheita."
09 julho, 2020
O radiotelescópio de Guizhou
O ET ficou mais fácil de ser encontrado, agora que a China acabou de instalar os 4.450 painéis triangulares no FAST, o Five Hundred Meter Aperture Spherical Telescope (Telescópio Esférico de Abertura de Quinhentos Metros), na província de Guizhou. Com seu enorme tamanho de 30 campos de futebol, o FAST levou quase cinco anos para ficar pronto, ao custo de US $ 180 milhões.
Então, qual é o tamanho? Um dos cientistas que trabalhou na construção do FAST disse à agência de notícias Xinhua que, se o prato fosse completamente cheio de vinho, haveria o suficiente para dar cinco garrafas a todos os sete bilhões de pessoas na Terra.
O seguinte maior radiotelescópio é o Telescópio Arecibo, de 305 metros de largura, em Porto Rico, que foi concluído em 1963. Não mais detém a coroa do maior radiotelescópio do mundo. O FAST (RÁPIDO) é 64% maior. E seu potencial para descobrir uma civilização alienígena será 5 a 10 vezes superior.
http://pballew.blogspot.com/2020/07/on-this-day-in-math-july-6.html#links
http://www.space.com/33357-china-largest-radio-telescope-alien-life.html
03 março, 2020
Divisa China-Macau
Pagal Bachha
[http://blogdopg.blogspot.com/2013/07/onde-se-conduz-o-carro-pela-esquerda.html]
[http://blogdopg.blogspot.com/2016/05/suriname-high-lights-e-curiosidades.html]
02 março, 2020
Lembrem-se de Sun Tzu (2)
Sugiro lerem e refletirem sobre esta obra-prima do século IV AC. (Jaime Nogueira)
Em 2015, o livro inspirou este documentário do History Channel.
27 janeiro, 2020
Cobras, morcegos e o coronavírus chinês
Em partes subtropicais da África, na Ásia e ilhas da região do Pacífico, a sopa de morcego é um prato popular. Estes mamíferos voadores, no entanto, podem albergar mais de 60 tipos de vírus zoonóticos que podem infectar os seres humanos (o que é muito mais do que qualquer outro animal o faz) e, por isso, eles se tornam perigosos de serem comidos.
http://blogdopg.blogspot.com/2016/04/a-sopa-de-morcegos-frugivoros.html
A atual grande preocupação de autoridades de saúde no mundo
É um coronavírus, o vírus chinês originário na cidade de Wuhan que já matou 17 pessoas e infectou pelo menos outras 500 em cinco países diferentes.
O primeiro caso da doença aconteceu em dezembro do ano passado na cidade de Wuhan, e desde então ela tem se espalhado rapidamente por outras regiões da China e até outros países. O tipo coronavírus torna o agente viral uma espécie de "parente" de outros dois vírus que também já causaram pânico nas décadas passadas: o da SARS (Sindrome Respiratória Aguda Grave) e o da MERS (Síndrome Respiratória do Oriente Médio), mas por ser um vírus totalmente diferente desses dois (ainda que pertencendo à mesma família), qualquer remédio ou tratamento desenvolvido para eles não funciona com eficácia para o coronavírus chinês.
E exatamente por ser um coronavírus, que é um tipo intimamente ligado a animais como morcegos, cobras e pássaros, muita gente começou a divulgar na internet que o morcego teria sido o grande causador da doença. Isso porque o animal foi o responsável pelo surgimento do SARS e da MERS, e uma das iguarias culinárias da região de Wuhan é uma sopa feita de morcegos, que é cozida e servida com animais quase inteiros — apenas sem as vísceras do abdome.
Mas, apesar de tabloides sensacionalistas britânicos terem começado a divulgar essa história da sopa de morcego ter sido a causadora da epidemia, não há ainda comprovação científica que ligue esse prato à doença. Além disso, sopas de morcego não são exclusivas da região de Wuhan, e também são pratos existentes na África (em países como Serra Leoa e Guiné), na Oceania e até mesmo na própria Europa (apesar de o costume ter sido deixado de lado, a sopa de morcego foi durante muito tempo uma iguaria da província de Vicenza, na Itália).
Culpar um prato comum em diversas regiões do mundo por uma doença que se originou numa cidade em específico parece um tanto exagerado. Além disso, mesmo que o morcego tenha sido o responsável por outras duas doenças parecidas, em ambas a transmissão ocorreu após os humanos terem contato com o morcego vivo, e não com a ingestão do bicho em uma sopa ou qualquer outra "delícia" em que exista a cocção do animal.
A origem seria a cobra
Então, nada de morcego: de acordo com os cientistas que estão estudando o vírus, a maior probabilidade é de que ele tenha se originado de algumas cobras, mais precisamente o krait chinês e a naja atra, comuns na região de Wuhan.
Usando amostras do vírus que foram isoladas de qualquer contato com células dos pacientes, cientistas chineses conseguiram fazer a leitura do código genético do coronavírus e tirar fotos da carga genética deles. Em um primeiro momento, o resultado encontrado até tinha familiaridades com o DNA de morcego, mas ao estudá-lo mais a fundo os cientistas descobriram que as proteínas que compõem o vírus tem uma maior similaridade com as encontradas no DNA do krait chinês e da naja atra, ambas espécies que podiam ser encontradas para venda no "mercadão" de onde surgiram os primeiros casos de pessoas infectadas com o vírus. E, assim como ocorreu em outras epidemias, os trabalhadores que foram os primeiros infectados teriam tido contato direto com essas cobras ainda vivas.
Por enquanto, ainda é cedo para se cravar que o vírus tenha surgido exatamente da cobra ou de outro animal, mas como os morcegos fazem parte da alimentação dessas cobras, uma teoria é de que, assim como no SARS e no MERS, o coronavírus tenha se desenvolvido dentro de morcegos que foram devorados por cobras, e então teria passado por mutações no corpo do réptil. Isso teria ajudado-o a se tornar mais nocivo para os humanos, mas ainda é uma hipotése que precisa ser comprovada por novos estudos.
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1002/jmv.25682
http://canaltech.com.br/saude/boletim-atualizado-coronavirus-viria-da-cobra-nao-do-morcego-dizem-cientistas-159467/
19 janeiro, 2020
Trocadilho internacional
A primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel em Fisiologia ou Medicina. E a pessoa mais confusa para cantar o Happy Birthday.
Tu Youyou não tem parentesco com a indiazinha Tuiuiú, da Turma do Pererê.
15 dezembro, 2019
Drones em formação na China
Apesar de centenas de drones, eles não bateram o recorde de 1.374 drones em formação (em Xi'an, China).
11 novembro, 2019
Rota da Seda
Estas rotas não só foram significativas para o desenvolvimento e florescimento de grandes civilizações, como o Egito Antigo, a Mesopotâmia, a China, a Pérsia, a Índia e até Roma, mas também ajudaram a fundamentar o início do mundo moderno. Rota da Seda é uma tradução do alemão Seidenstraße, a primeira denominação do caminho feita pelo geógrafo alemão Ferdinand von Richthofen no século XIX.
No passado remoto, os chineses aprenderam a fabricar seda a partir da fibra branca dos casulos dos bichos-da-seda. Só os chineses sabiam como fabricá-la e mantinham esse segredo muito bem guardado. Quando eles fizeram contato com as cidades do Ocidente, encontraram pessoas dispostas a pagar muito caro pela seda. Os dois lados da rota aprenderam muito sobre culturas diferentes das suas, e isso expandiu suas ideias sobre o mundo. O viajante, mercador e comerciante veneziano Marco Polo percorreu a Rota da Seda no século XIII. WIKI
Nova Rota da Seda
Em 14 maio de 2017, o presidente da China, Xi Jinping, discursando no Fórum sobre a "Nova Rota da Seda", anunciou o investimento de 70 bilhões de dólares no projeto.
26 outubro, 2019
O ábaco chinês
O ábaco 2/5 sobreviveu sem qualquer alteração até 1850, o ano em que aparece o ábaco do tipo 1/5, mais fácil de manusear.
Seu nome em mandarim é "suanpan", que significa "prato de cálculo". No quadro "Cenas à Beira-mar no Festival de Qingming", pintado em um pergaminho por Zhang Zeduan (1085-1145), um "suanpan" é visto em um apotecário ao lado de um livro de encargos e de prescrições do médico.
[https://www.custojusto.pt/setubal/coleccoes/abaco-chines-27733147]
Na Bozolândia - Em uma transmissão ao vivo no Face do presidente Jair, Abraham Weintraub usou barras de chocolate para explicar o bloqueio no orçamento repassado a universidades federais. No vídeo, ele espalhou 100 barras de doce na mesa, retirou "três, três e meio chocolatinhos" e afirmou que não estaria cortando e sim deixando para comer depois de setembro. No entanto, três chocolates e meio representam um bloqueio de 3,5% e não os 30% anunciados pelo MEC, o que gerou confusão.
[https://twitter.com/i/moments/1126797136547516417]
Jair nem esperou setembro. E entendeu que era para JÁ IR comendo a sua parte do chocolate contingenciado.
Ah, a falta que um ábaco faz!
14 outubro, 2019
Da invenção da pólvora ao uso dos canhões
Mas as táticas e a mestria de Alexandre, usadas como referência durante vários séculos, tornaram-se completamente obsoletas no século XIV, quando a pólvora começou a encher os campos de batalha de fumo. Com a introdução e utilização da pólvora ao serviço dos exércitos, as táticas forçosamente tiveram de se adaptar às novas circunstâncias e danos, agora infligidos à distância. As armaduras, outrora tão úteis, tornaram-se completamente devassáveis e portanto inúteis para fazer face ao novo poder de destruição resultante da aplicação da pólvora.
O aparecimento da pólvora e das primeiras armas de fogo
A descoberta da pólvora tem sido consensualmente aceite na comunidade científica como originária da China no século IX. Descoberta pelos alquimistas chineses na busca do elixir da imortalidade, a pólvora resultou de séculos de experimentação. A palavra chinesa para "pólvora" significa “fogo da Medicina”, estando a primeira referência às propriedades incendiárias da pólvora descrita num texto "taoista" (真元妙道要略) de meados do século IX:
"... aquecidos juntos, enxofre, realgar (derivado do ácido sulfúrico) e salitre com mel originaram chamas e fumo, de tal forma que as suas mãos e rostos foram queimados, e até mesmo toda a casa ardeu."Nos séculos que se seguiram, foram descritos uma variedade de objetos propulsores criados pelos chineses, incluindo lança-chamas a pólvora, foguetes, bombas, entre outros. Os primeiros projéteis apareceram por volta de 904-906 – "flying fires".
No entanto, o primeiro registo do uso da pólvora ao serviço de um exército como propulsora de lanças foi descrito em 1232 na batalha de Kai-Keng entre a China e a Mongólia. Os mongóis após o combate criaram os seu próprios modelos e pensa-se terem sido uns dos responsáveis por sua disseminação pela Europa, a par de Roger Bacon, que importou e melhorou a formula da pólvora – descrita no seu livro "De nullitate magiæ" publicado em 1216 .
Os primeiros objetos propulsores de projéteis eram constituídos por um tubo de bambu preenchido por pedras ou outros objetos de arremesso onde uma mistura de salitre, enxofre e carvão em contato com o fogo criava um escape de gases responsável por expelir os objetos. Os dispositivos que utilizavam as propriedades propulsoras e explosivas do novo composto são mencionados pela primeira vez num manuscrito datado de 1326, em que se descreve um canhão em forma de vaso, capaz de disparar um projétil de ferro em forma de seta.
A introdução da pólvora na Europa rapidamente se fez acompanhar da sua utilização para fins bélicos. No século XIV surgiram os primeiros canhões de bronze e a sua consequente evolução deu origem a armas cada vez mais pequenas, capazes de serem transportadas e utilizadas por um só homem, as chamadas armas de fogo de roda de mecha – arcabuzes e mosquetes – que vieram revolucionar toda a tática militar de então.
A primeira arma de fogo individual usada na Europa teve origem na Hungria, com o nome de arcabuz, sendo que um em cada três soldados do exército austro-húngaro possuía um arcabuz. No final do século XV as armas de fogo eram apenas um complemento aos besteiros, mas em 1550 a sua importância estratégica tinha suplantado o uso da besta como arma principal de guerra, quer nos campos de batalha europeus quer nos do Novo Mundo. O mosquete, que sucedeu ao arcabuz, foi uma das primeiras armas de fogo usadas em larga escala pelos soldados de infantaria entre os séculos XVI e XVIII. A arma era carregada pela boca com pólvora e por aí era igualmente colocado o projétil. O sistema de disparo consistia em mechas incendiárias. O alcance máximo que um mosquete poderia alcançar era de cerca 90 a 100 metros.
A Batalha de Crécy – 26 de agosto de 1346
Segundo relatos da época, os canhões foram usados pela primeira vez na Europa, nos campos de Crécy, pelas tropas inglesas durante a Guerra dos Cem anos. A Batalha de Crécy teve lugar a 26 de Agosto de 1346 e foi o primeiro grande confronto da Guerra dos Cem Anos, entre os exércitos de Filipe VI, da França, e Eduardo III, da Inglaterra, que terminou com a vitória dos ingleses.
Extraído de: "As Primeiras Lesões por Armas de Fogo – novo paradigma para o cirurgião militar – Ambroise Paré"
Autores: Miguel Onofre Domingues Madalena Esperança Pina
Rev. Port. Cir. no.23 Lisboa dez. 2012
http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1646-69182012000400013
05 agosto, 2019
As incríveis esculturas de Li Hongbo
Mas são flexíveis. Elas podem se esticadas, entortadas e contraídas, mas sempre voltam à forma original.
InDICAção do vídeo: Nelson José Cunha | VIX
São esculturas feitas de papel. Isso mesmo de papel!










