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22 janeiro, 2025

Cronologia (des)humana

Fernando Gurgel Filho

O ser humano diz ter nascido animalesco na Pré-História da mãe Terra.

Com um pouco de solidariedade e humanismo meio grotesco chegou à Idade Antiga.

Atingiu a suprema bestialidade ao chegar à Idade Média.

Chegou à Idade Moderna ainda com uma grande carga de herança medieval e diz estar na Idade Contemporânea, mesmo tendo se tornado cada vez mais atrasado mentalmente.

Será que a humanidade chegou à Idade Senil, bem próxima ao FIM, sem pelo menos ter atingido a Idade Adulta?

E se a humanidade atingir a Idade Adulta, terá alguma responsabilidade pelos seus atos atuais mais animalescos, grotescos, bestiais, medievais e desumanos?????

14 maio, 2020

Haverá mudanças?

Fernando Gurgel Filho
Em uma entrevista para O Estado de SP, à pergunta "Há muita expectativa sobre o que está por vir – do ponto de vista emocional, o que mudará na humanidade depois da pandemia: a solidariedade será maior? Haverá mais transcendentalismo ou materialismo?", Mia Couto respondeu: "Não sou muito otimista em relação a uma mudança total. Não iremos despertar amanhã, no final desse surto epidêmico, com uma mentalidade coletiva nova. Tenho dúvidas das mudanças que se alcançam por via do medo. Gostaria, no entanto, de acreditar que haverá lições importantes: por exemplo, uma percepção mais clara da importância do Estado, dos sistemas públicos de saúde e de educação, do ideal da cooperação solidária em vez da competição e da exclusão." 
Por coincidência, outro dia, estava justamente escrevendo algo sobre isto. Sobre o que mudará. E o que escrevi parece que está dentro da linha de pensamento do Mia Couto.
Tenho uma amiga que sempre repete: "Sobreviventes são perigosos porque sabem que podem sobreviver".
E, na solidão do isolamento social, comecei a pensar nesta frase, a partir de outra que as pessoas divulgam quase todos os dias: "O mundo depois da pandemia nunca mais será o mesmo". Querendo dizer, com isto, que a humanidade mudará radicalmente. E, da forma como anunciam isto, tende a mudar para melhor. O que a frase de início nos deixa em dúvidas quanto a esta mudança para melhor.
Ora, sabemos que o mundo não muda, assim, do dia pra noite. Pode ter mudado muito, depois do cataclismo da dimensão do que destruiu os dinossauros e quase toda a vida na superfície do planeta. Mas não existe nenhuma comprovação científica de que o que ficou, principalmente vidas, tenha sido melhor para o planeta do que o que foi destruído.
Aconteceram mudanças importantes depois das Grandes Guerras? Aconteceram mudanças importantes depois das grandes pandemias: peste negra, gripe espanhola...? Talvez. Algumas instituições, algumas formas de organização do Estado começaram a ser questionadas, mas, na minha opinião, o ser humano, em sua unicidade e, por consequência, em sua totalidade, não parece ter mudado muito, não.
E os sobreviventes, muitos dos quais, fortes o suficiente para sobreviver a uma tragédia, não parecem ter sido "escolhidos" por serem mais solidários, humanistas ou fraternos, do que os outros. Foram apenas por uma questão de melhor adaptabilidade às novas condições. Mas a essência do ser humano não mudou. Seus hábitos, sua luta pela sobrevivência, suas crenças, sua organização social... Nada disso mudou.
Não para melhor. Pelo menos, não a curto prazo. E somente aconteceram mudanças importantes no mundo, na sociedade, com muita luta dos que sobreviveram e que já tinham, antes da tragédia, outra perspectiva de vida para o mundo.
Enfim, uma pandemia, por si só, não quer dizer que a sociedade, a humanidade, vá melhorar. Muito pelo contrário. Infelizmente. Mesmo que a maioria dos seres humanos sofra muito com a doença e o isolamento social.

09 dezembro, 2019

O Legado de Apollo


As diferentes inovações tecnológicas que tivemos durante o século passado deram grandes passos. Alguns argumentam que certas tecnologias definitivamente foram saltos gigantescos para a sociedade humana, mas a "próxima grande coisa" provavelmente seria algo que pode revolucionar nosso modo de vida de maneiras monumentais.
O pouso na Lua foi um salto gigantesco para um homem - a vida de Armstrong mudou para sempre - mas, em retrospectiva, apenas um pequeno passo para a humanidade. Não é que colocar as pessoas na Lua não tenha sido uma conquista coletiva difícil - foi. Mas chegar à Lua fez pouco a longo prazo para mudar a sociedade humana.
Como Roger Launius, eminente historiador do espaço, escreve em seu novo livro "Apollo's Legacy", "Em um nível básico, a decisão do presidente de bancar o programa Apollo foi para os Estados Unidos o que a determinação dos faraós de construir as pirâmides foi para o Egito. Seu impacto mais ressonante não é uma tecnologia específica, mas simplesmente a metáfora: se podemos colocar um homem na lua, por que não podemos fazer "X"? 
Os "Xs" que geralmente surgem nessas discussões, como resolver os problemas da mudança climática ou da pobreza, "todos têm algum potencial para a aplicação de soluções técnicas", observa Launius."Mas eles são em grande parte problemas políticos e sociais". E Apollo não resolveu nenhum problema político ou social. Outros "Xs" - diz ele, como curar o câncer - dependem do desenvolvimento de novas formas de conhecimento científico.

Extraído de: What Neil Armstrong got wrong, MIT Technology Review

21 fevereiro, 2019

Asas da vida

A polinização é o ato da transferência de células reprodutivas masculina através dos grãos de pólen que estão localizados nas anteras de uma flor para o receptor feminino de outra flor da mesma espécie, ou para o seu próprio estigma. Pode-se dizer que a polinização é o ato sexual das plantas que é através deste processo que o gameta masculino pode alcançar o gameta feminino e fecundá-lo.
A transferência de pólen pode ser através de fatores bióticos, ou seja, com o auxílio de seres vivos, ou abióticos através de fatores ambientais.
A polinização é fundamental para a produção de alimentos. Estima-se que aproximadamente 73% das espécies cultivadas no mundo sejam polinizadas por alguma espécie de abelha, 19% por moscas, 6,5% por morcegos, 5% por vespas, 5% por besouros, 4% por pássaros e 4% por borboletas e mariposas. [Mr. Natural]
A ameaça aos polinizadores essenciais que produzem uma grande parte dos alimentos que ingerimos é também uma ameaça à humanidade. A sedutora dança de amor entre flores e polinizadores sustenta o tecido da vida e é o evento místico fundamental em que os mundos animal e vegetal se cruzam e fazem o mundo prosseguir.
Arquivo
Morcego e flor
Aula de Floricultura
O segredo que os figos escondem
A ameaça de extinção das abelhas
Água com açúcar
A beleza da polinização

04 novembro, 2017

Erros na previsão do futuro da inteligência artificial


por Rodney Brooks
A crença de que máquinas inteligentes virão a dominar a humanidade baseia-se em extrapolações erradas, imaginação ilimitada, argumentos de fé e outros erros comuns que nos distraem dos modos mais produtivos de pensar a respeito do futuro da inteligência artificial (IA).
Estamos inundados da histeria sobre o futuro da inteligência artificial e da robótica. Uma histeria para o poder que elas alcançarão, a velocidade com que elas farão isso e suas consequências no mercado de trabalho.
Recentemente, vi uma história que dizia que, entre 10 e 20 anos, os robôs teriam ficado com a metade dos empregos que existem hoje. Havia até um gráfico para provar os cálculos. Esta afirmação é absurda (eu tento manter uma linguagem profissional, mas às vezes custa). Por exemplo, o texto parece dizer que, nos EUA, de um milhão de trabalhadores da manutenção de edifícios e terrenos restarão apenas 50 mil nesse prazo, porque os robôs assumirão seus empregos. Quantos robôs estão atualmente operando nesses empregos? Zero. Quantas demonstrações realistas de robôs que trabalham neste campo existem? Zero.
Histórias semelhantes aplicam-se a todas as outras categorias onde é sugerido que veremos o fim de mais de 90% dos empregos que atualmente exigem a presença (física) de pessoas em alguma etapa em particular.
As previsões errôneas geram medos sobre coisas que não acontecerão, seja a destruição em larga escala de empregos, a singularidade ou o advento de uma IA com valores diferentes dos nossos que poderiam tentar nos destruir. Precisamos lutar contra esses erros. Onde nascem essas falhas? Eu vejo sete razões comuns.

Prossiga lendo em: Los siete grandes errores de quienes predicen el futuro de la inteligencia artificial

03 outubro, 2017

A ameaça de extinção das abelhas

Fernando Gurgel Filho
Não sei quem inventou, mas, segundo o Ministério do Meio Ambiente, hoje, 3 de outubro, é o Dia Nacional da Abelha.
Bem merecida a homenagem, quando se fala tanto de aquecimento global, mas a mídia se cala solenemente sobre um problema gravíssimo: a ameaça de extinção das abelhas.
Albert Einstein já se preocupava com o problema. O célebre cientista dizia: "Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. Sem abelhas, não há polinização, não há reprodução da flora; sem flora não há animais; sem animais não haverá a espécie humana".
Hoje, talvez a humanidade dure um pouco mais ao desaparecimento das abelhas. Em alguns locais, apesar de não muito eficaz, já está em curso a polinização por humanos, tão grave é o problema.
Não existe um diagnóstico preciso sobre o que vem causando a extinção de algumas espécies de abelhas. Além dos predadores naturais, como as vespas, outras causas são apontadas, como as mudanças ambientais que interferem com a vida das abelhas. inclusive a poluição pelos agrotóxicos.
E estas últimas causas se originam de onde? Adivinharam: da agroindústria.
Pois é. Se adivinharam, poderão adivinhar também: por onde as mudanças para salvar o planeta deveriam  começar; qual a probabilidade de haver uma correção na agroindústria; e, se este planeta tem mesmo futuro.

12 novembro, 2015

Os quinze ajustes que nos tornaram humanos

Os seres humanos são, possivelmente, as espécies mais estranhas que vivem na Terra. Temos grandes cérebros que nos permitem construir engenhocas complicadas, compreender conceitos abstratos e usar a linguagem para nos comunicarmos. Nós também estamos quase sem pelos, com mandíbulas fracas, e lutamos para dar à luz. Como tal bizarra criatura evoluiu?


25 setembro, 2014

Mortos x Vivos

Um dos erros demográficos mais comuns é dizer que o número de pessoas que atualmente vivem na Terra (mais de 7 bilhões) excede o número total de seres humanos que, em todos os tempos, já habitaram o planeta. A realidade, de acordo com cálculos do Population Reference Bureau, é muito diferente: como você pode ver nesta gravura da revista Quo, que compara o número dos seres humanos que vivem hoje com o número daqueles que já viveram.
Para fazer a comparação, o demógrafo Carl Haub decidiu começar a contagem a partir de 50 mil anos atrás, quando, sem dúvida, o Homo sapiens já povoava o nosso planeta. Embora haja insuficiente informação, Haub estimou as taxas de crescimento da população, para diferentes períodos históricos, e concluiu que, nestes 50 mil anos, nasceram e morreram cerca de 107 bilhões de pessoas na Terra.


Em termos globais, os mortos superam os vivos por 100 bilhões. Por isso, se houvesse um apocalipse zumbi, nós teríamos que lutar contra um exército muito superior em número.

Como se preparar para um apocalipse zumbi

Pensamento milenar
Herança é aquilo que os mortos deixam para que os vivos se matem. Anônimo

16 julho, 2014

Colocando o tempo em perspectiva

Os seres humanos são craques em muitas coisas. Mas não para colocar o tempo em perspectiva.
Não é nossa culpa: os períodos de tempo na história da humanidade e, mais ainda, na história natural são tão vastos, em comparação com os períodos de nossas vidas e da história recente, que é quase impossível entender as magnitudes deles.
Se a Terra se formou à meia-noite, e o momento atual é a meia-noite seguinte (24 horas depois), os seres humanos modernos surgimos em 23:59:59 – há 1 segundo. E, se a própria história da humanidade é que abrange 24 horas, 14 minutos representa o tempo decorrido desde Cristo.


Onde ver todos os gráficos: wait but why

N. do E.
Não somos para a Terra mais do que um irritante espirro de um resfriado de verão.

04 abril, 2014

A sobrevivência da humanidade

Quando se trata de especular sobre a extinção da espécie humana, não é uma questão de se, mas de quando. A extinção da espécie acontecerá, provavelmente, num futuro muito remoto, porém de forma inevitável, se a humanidade nunca deixar a Terra.
Como disse Robert Heinlein:
"A Terra é, para a espécie humana, uma cesta muito pequena e frágil para manter todos os seus ovos dentro." 
Precisamos de mais cestas. Precisamos habitar outros planetas, nos quais não repitamos os erros cometidos na Terra. Devidamente financiadas, a Ciência e a Tecnologia  podem dar estes primeiros passos que vão garantir a sobrevivência da humanidade.
Não vamos manter todos os ovos na mesma cesta.

Num mundo ideal, todos os homens deixariam a Terra. E a Terra passaria a ser o refúgio da vida selvagem.

06/04/2014 - Atualizando...
Quantas pessoas seriam necessárias para colonizar outro sistema estelar?
A fim de ser geneticamente saudável, a longo prazo, uma colônia humana extraterrestre precisaria de pelo menos 10.000 membros. É a opinião do antropólogo Cameron Smith. Para estar no lado seguro, o ideal, porém, é que a colônia fosse planejada para ter inicialmente 40.000 membros, acrescenta Smith. Pois assim, além de proteger a Humanidade 2.0 dos riscos da endogamia, cobriria as perdas possíveis durante uma viagem estelar ou no período precoce da colonização.
Leia mais em Neatorama.

17 dezembro, 2013

Nelson Mandela

Depois de séculos de dominação branca, religiosa cristã/protestante e pretensamente liberal, a África do Sul se transformou em um gueto onde seres humanos eram tratados pior que animais. Os colonizadores construíram uma barreira aparentemente intransponível de ódio, discriminação racial, humilhação e segregação.
Por isso a grandeza de Nelson Mandela deve ser vista em toda a sua dimensão. Um negro, ateu e humanista conseguiu mostrar o caminho da reconciliação, do caminhar juntos e, por fim, da conquista da liberdade tão sonhada para sua pátria.
O mundo não precisa de heróis, de salvadores da pátria, de deuses...
Precisa de seres humanos que respeitem todos os seres humanos como seus irmãos. Mais nada.
Fernando Gurgel Filho

Há cerca de 20 anos: ‘Enforquem Mandela’, pediram britânicos.

29 junho, 2013

O fato mais surpreendente

O astrofísico Dr. Neil de Grasse Tyson foi perguntado por um leitor da revista TIME:
"Qual é o fato mais surpreendente que você pode compartilhar conosco sobre o Universo?"
Esta foi a sua resposta.
"Sim, nós somos parte deste universo. Estamos neste universo. Mas talvez mais importante do que ambos os fatos... é que o universo está em nós."

Possivelmente, Tyson é o maior divulgador científico da atualidade. Recolhendo o legado de Sagan, vem desenvolvendo um projeto nos moldes da série Cosmos.

Temos um passado
A poeira das estrelas, O pálido ponto azul, A Sinfonia da Ciência, A solidão é progressiva, A Última Ceia da Ciência e O UNIVERSO.

28 fevereiro, 2013

Acredito no ser humano

Título alternativo: A chave do sucesso
por Fernando Gurgel Filho
Sou um dos maiores defensores do ser humano.
Acredito em sua evolução, rumo a uma espiritualidade que transcende o meramente material, financeiro, patrimonial e político, dentro de um contexto em que essa transcendência seja determinante e envolva todos os atos do ser humano, em sua trajetória em busca de um nível superior de consciência e fraternidade. (Putz, hoje tô mais epilético, dialético e dispéptico do que nunca.)
Todo este besteirol acima é para falar da seriedade que representa o ser humano no ambiente terrestre e de como ele evolui em linha reta, sempre em direção ao solo, não sei se por força da gravidade ou por causa do peso da fraude que se perpetua.
Ora, apenas uma análise superficial do comportamento de nossos ancestrais nas rotinas do dia a dia, e já veremos o quão evoluídos já somos.
A maioria da nossa elite empresarial, política e intelectual, descende de comerciantes, fazendeiros, bancários, servidores públicos... Gente que foi como a gente e que nos criou e educou, enfatiza um grande empresário.
Gente que vendia quilos de 800 gramas, colocava água no leite, fazia pequenos gatos na rede elétrica para alimentar o forno da padaria e do restaurante, receitava falsos medicamentos para emagrecer, embelezar, dormir etc. A lista é enorme. Deve incluir, também, os que passavam rasteiras profissionais nos colegas, atropelavam o bode do vizinho nas rodovias e colocavam a carcaça na carroceria, deixavam seus sócios na miséria e apropriavam-se de aposentadorias dos pais...
Mas seus descendentes evoluíram muito. Estão a anos-luz dessas práticas criminosas. Hoje, estão cuidando de licitações, de almoxarifados de hospitais e órgãos públicos, são políticos e servidores públicos bem sucedidos, têm empresas de genialidade indiscutível que faturam milhões de reais, assim, do dia para a noite, cuidam de associações, igrejas e ONGs que os tornam milionários da noite para o dia etc. Eles se esforçaram muito na direção do aperfeiçoamento pessoal e alcançaram o segredo do sucesso: a Chave do Erário Público.
E a evolução não deve parar por aí, pois o mundo é o limite.
Por isso acredito tanto no ser humano.

24 setembro, 2012

Recém-nascido perde a fé na humanidade

Em uma série de acontecimentos que abalaram a comunidade médica local e mundial, o bebê Nathan Jameson, que nasceu há seis dias, tornou-se a pessoa mais jovem a perder permanente e irrevogavelmente toda a fé na humanidade.
"Isso quebra todos os recordes anteriores", explica Douglas McAllister, psicólogo da Universidade de Chicago. "Em toda a história médica documentada, não há nenhum caso de um recém-nascido que, com menos de quatro meses de idade, tenha desenvolvido as faculdades mentais necessárias para compreender toda a extensão deste pesadelo existencial que chamamos de vida na Terra."
Acrescenta o psicólogo: "Considerando que ele já compreende a dura realidade por que muitas pessoas passam em suas existências terrenas, enquanto tentam superficialmente negá-la, é isso o que faz do bebê Nathan um fenômeno!"

(publicado em 17/09/2012 / acessado em 20/009/2012)



Houve um relato, ainda não confirmado, de que Nathan Jameson chegou a tentar suicídio usando um móbile musical para berço.

14/01/2016 - Atualizando ...
Reparem que há 4 anos ainda não havia o Wireless Baby Crib.

31 outubro, 2011

Qual é o seu número?

A humanidade, após um crescimento vagaroso na maior parte de sua existência, experimentou uma forte aceleração demográfica nos últimos 50 anos, período em que a população mundial aumentou de 3,1 bilhões de habitantes para 7 bilhões.
Este último número deve ter sido alcançado Hoje (31/10/2011), de acordo com as estimativas do Worldometer. A propósito, veja esta postagem, de 20/10, sobre a contagem feita pelo referido site.
Agora, talvez você queira saber qual é o seu número de ordem nos 7 bilhões de habitantes da Terra. Inserindo a sua data de nascimento no BBC News, você terá a resposta.
É por aí, mas não leve tão a sério a exatidão do número.


Falando nisso...
Chamo a atenção para duas charges que Nonato Albuquerque postou em Gente de Mídia. Assinadas pelo Clayton, de O Povo, e pelo Sinfrônio, do Diário do Nordeste, são exemplos da criatividade destes cartunistas.

05 setembro, 2011

Comendo o amanhã

“Se você correu, correu, correu tanto
E não chegou a lugar nenhum
Baby, oh Baby, bem vinda ao Século XXI”
Refrão de “Século XXI”, música do “Profeta” Raul Seixas, em disco de 1989.

Não adianta esconder o sol com a peneira: a Terra não aguenta o consumismo humano!
E, diga-se de passagem, consumismo de uma parte muito pequena da humanidade. Um mínimo de pessoas que consome o máximo que o mundo produz, enquanto a maior parte consome o mínimo que consegue obter, ou nada, apenas sobrevive.
O fato é que o crescimento industrial, por mais acelerado que seja, NUNCA conseguirá satisfazer a maioria dos seres humanos, nem lhes dar o básico de forma equânime. Muito menos, o básico acrescido do supérfluo. Supérfluo que, para muitas sociedades, se tornou o básico-do-básico, como automóveis, motos, televisões, telefones, computadores, armas... Sem contar o básico-profilático, como perfumes, sabonetes, cremes, desinfetantes, detergentes... Que dizer então do básico-enfeite de móveis, roupas, calçados e comidas?
Até quando o planeta aguenta o acréscimo de mais consumidores para esses produtos? Sem falar no básico-real que consiste em morar, vestir, comer e saciar a sede. Tudo com dignidade.
O acesso de uma Ásia inteira (China, Índia, Paquistão, Coréia do Norte etc.) ao mercado de consumo levará fatalmente ao colapso anunciado do planeta. Afinal de contas estamos falando de “apenas” metade da população do globo. E a população da África miserável? E da América Latina?
Creio que hoje assistimos ao maior dilema que a humanidade já enfrentou. A percepção de que o crescimento econômico mundial não levará a lugar nenhum, ou antes, levará à destruição da Terra, pode fazer com que o desespero dos Donos do Mundo leve-os a enfrentamentos graves neste século. Isto porque as nações desenvolvidas não se conformarão em abrir mão do seu quinhão de bem-estar e as em desenvolvimento também querem sua fatia.
E ninguém fala em tomar outro rumo como, por exemplo, ao invés de crescimento da produção, porque não diminuir o crescimento populacional? O máximo que aconteceria neste caso seria um aumento momentâneo do número de idosos em relação aos jovens, depois a coisa retomaria seu curso natural.
Mas não. Uns preferem colocar obstáculos ao crescimento dos outros. E deixam o mundo caminhar numa direção cada vez mais perigosa. Talvez apostando numa catástrofe natural ou num crescimento indefinido e artificial como hoje se observa, embalado por matanças, roubos e misérias.
A redução da atividade industrial e do crescimento populacional seria benéfica em todos os aspectos, principalmente em relação à violência pois, hoje, o sistema financeiro mundial e, consequentemente, o aumento de produção no mundo, mantém-se em pé graças ao que se chama eufemisticamente de economia informal, mas que, na realidade, trata-se de imensa teia de atividades subterrâneas ilegais, como tráfico de drogas, de gente, de órgãos, pirataria e incentivo à atividades relacionadas à guerra e à segurança (sic), além da imensa fatia de dinheiro oriunda do desvio de dinheiro público de todos os países.
O mundo já teve um padrão-ouro, passou para um padrão-fiducia e, atualmente, vive a era do padrão-ilegalidade, pois a fiducia se foi há muito tempo. E é a ilegalidade que explica a atual liquidez internacional e é o que impede a implosão dessa montanha de capitais que circula sem lastro e sem explicação.
A desaceleração do crescimento econômico, aliada a um rígido controle populacional, talvez seja a única alternativa que resta à humanidade. E as nações industrializadas deveriam começar justamente por estancar totalmente a produção/comercialização/utilização de artefatos bélicos, promovendo a paz entre todos os povos, o que as deixaria livres para atuar nos outros graves problemas que afligem a humanidade, inclusive os relacionados ao meio-ambiente.
Isso exige, no mínimo, sabedoria e esta é a matéria-prima mais rara do mundo, principalmente entre os que mandam nele.
Enquanto isso, vamos continuar comendo o amanhã.

Fernando Gurgel Filho, de Brasília

01 junho, 2009

Assim morre a Humanidade

Fumando, bebendo, comendo, acidentando-se, de tédio, usando drogas, fazendo intercâmbio de germes e sendo ceifada pela mão vingativa da Natureza.
Além dessas causas, morre por procuração: guerreando.