31 maio, 2021

A marcha da pandemia no Twitter

André Dahmer (@malvados):

Roberto Silveira (@_RobertSilveira):

Paulo Silva(@EntreMentes):
Em 2023 as autoridades vão tirar o sofá da sala. Ce sera le fin.

O valor da discordância

Em 1907, Francis Galton (um primo de Charles Darwin) descobriu que, quando se pediu a uma multidão que adivinhasse o peso de um boi, o valor médio de suas respostas foi surpreendentemente preciso - no experimento de Galton, ficou dentro de 1% do peso real do boi. Esta é a "sabedoria das multidões": ao cancelar erros entre indivíduos, a resposta média geralmente se mostra mais precisa do que as estimativas individuais.

Uma versão simples desse experimento é imaginar cem pessoas sendo solicitadas a adivinhar o número de grãos em uma jarra - a maioria responderá erroneamente, mas, estatisticamente, a probabilidade é que a média das respostas fique próximo da realidade. (Este assunto é totalmente explorado no livro de James Surowiecki, "The Wisdom of Crowds".)
Curiosamente, o mesmo fenômeno pode surgir quando agregamos várias estimativas feitas por uma única pessoa (a "sabedoria da multidão interna"). E os pesquisadores de comportamento organizacional Philippe van de Calseyde e Emir Efendić agora descobrem que a precisão pode ser ainda mais refinada quando as pessoas são solicitadas a considerar uma questão da perspectiva de alguém de quem frequentemente discordam.
"Assumir uma perspectiva discordante leva as pessoas a considerar e adotar segundas estimativas que normalmente não considerariam como uma opção viável, resultando em primeira e segunda estimativas que são altamente diversas (e, por extensão, mais precisas quando agregadas)", escrevem os pesquisadores. "Nossos resultados sugerem que a discordância, muitas vezes destacada por seu impacto negativo, pode ser uma ferramenta poderosa na produção de julgamentos precisos."
(https://www.roywalkerwealth.com/2018/01/why-you-cant-beat-market-sir-francis-galton.html)
(https://www.futilitycloset.com/2020/12/08/the-value-of-disagreement/)

Pergunta-se:
Seria este fenômeno um argumento em favor da existência do tribunal do júri?

30 maio, 2021

Autocracia liberal democrata: patologia ou ignorância?

Fernando Gurgel Filho
Não sei se é somente aqui, no Patropi, ou se em todos os países eles são assim. Falo da figurinha carimbada mais contraditória da espécie animal, o "liberal capitalista democrata" que sonha com o extermínio da democracia.
É uma simpática figurinha, encontrada com facilidade entre os valorosos cidadãos enclausurados e entrincheirados na mais nobre e sofrida classe média, que dizem professar os mais nobres e salutares princípios liberais. Entretanto, sonham 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano, com uma ditadura militar que venha lhes "salvar/libertar" das abomináveis ditaduras comunistas.
Ou seja, a democracia que apoiam seria sempre uma democracia que controlam, mesmo à distância, sem aparatos totalitários. Mas, sempre que a democracia no País ameaça se transformar em algo maior e mais liberal, em algo que seja realmente democrático, que permita a participação do populacho em geral, aí a porca torce o rabo e a simpatica figurinha pede ditaduras militares que venham lhes "salvar/libertar". É mole?
Creio que isto se deve a algum problema de disfunção de conhecimento ou, o mais provável, algum arraigado analfabetismo funcional que não lhes permite saber que as "abomináveis ditaduras comunistas" não passam do que seria para eles "desejadas ditaduras militar". Além de estarem alicerçadas em quartéis, não há nenhuma diferença de procedimento e de estrutura em nenhuma delas. Não há ditadura melhor do que outra. Todas são autocráticas, opressoras, não permitem qualquer indício de liberdades civis, torturam, exilam e/ou matam os que consideramopositores etc. etc. etc.
Na realidade paralela em que sonham viver, acreditam que estarão totalmente protegidos quando puderem usufruir das benesses do Estado em proveito próprio, sem ter que dividir políticas públicas com pretos, pobres e outros marginalizados pela sociedade. Não sabem quantas ditaduras militares - fascistas, religiosas, capitalistas, comunistas... - já fizeram naufragar grandes empresários, grandes empresas, grandes políticos, grandes atores, grandes artistas, grandes professores, grandes profissionais autônomos, grandes agropecuaristas, grandes servidores públicos... Em suma, grandes "liberais" classe média.
Por fim, creio que não é uma invenção nossa. Não temos capital humano para tal façanha. Afinal de contas, foi graças a essa simpática figurinha que o sistema permitiu a ascensão de Hitler, Mussoline, Salazar, Franco, etc.

O Sargento do samba

Nelson Mattos (25/7/1924 Rio de Janeiro, RJ - 27/5/2021 Rio de Janeiro, RJ)
Compositor. Cantor. Escritor. Pintor. Músico. Ator.
O garoto que aprendeu a tocar violão desde cedo e que compunha com seu padrasto, o letrista Alfredo Português, passou a integrar em 1942 a ala de compositores de Mangueira. E logo se tornaria um dos baluartes desta escola, tendo composto alguns de seus sambas-enredos mais importantes.
Foi sargento do Exército de 1945 a 1949, daí o apelido que tomou como nome artístico após ter participado do musical "Rosa de Ouro".


O sambista morreu na quinta-feira (27), aos 96 anos, no Rio de Janeiro, por complicações da Covid-19. Era o autor de "Agoniza mas não morre", uma espécie de hino à resiliência do samba, "Canto à natureza", "Falso amor sincero" ("O nosso amor é tão bonito / Ela finge que me ama/ E eu finjo que acredito'), "A felicidade se foi" e muitas outras canções. Nelson Sargento compôs mais de quatrocentos sambas e era presidente de honra do G.R.E.S Estação Primeira de Mangueira.

29 maio, 2021

Newton e a cicloide

Pascal e a cicloide (publicado)

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Em Junho de 1696, Johann Bernoulli publicou um desafio de 6 meses na revista científica de Leibniz, Acta Eruditorum.
Dados dois pontos com diferentes altitudes, qual é o formato da trajetória que permitiria que um objeto chegasse mais rápido do ponto mais alto ao ponto mais baixo?
Em janeiro, apenas Leibniz havia respondido, pedindo por mais tempo para resolver. Então, o desafio foi estendido até a Páscoa.
Newton recebeu uma carta com o desafio depois de chegar em casa do trabalho, e resolveu o problema antes de se deitar para dormir.


Sua resposta (cicloide), recebida anonimamente, foi uma das cinco respostas corretas recebidas.

Comentário dito em 1697, por Johann Bernoulli, sobre a solução de Isaac Newton (que também solucionava o problema da braquistócrona):
Tanquam ex ungue leonem. Reconheço o leão (Newton) por sua pata.

Urso de pelúcia

Em 1902 o Presidente Theodore Roosevelt foi a uma caçada de ursos no Mississipi. Por causa de incêndios na floresta, os batedores logo acharam um urso jovem assustado e o cercaram. Mas Roosevelt recusou-se a atirar no animal, por considerar uma atitude pouco esportiva, além de indigna a um verdadeiro caçador. E ordenou que deixassem o urso ir embora. 
O incidente gerou atenção nacional e foi retratado em um cartoon político popular por Clifford Berryman. De acordo com algumas fontes, o cartoon do jornal, intitulado "Drawing the Line in Mississippi", era uma referência não apenas à recusa de Roosevelt em atirar no animal (que era pardo), mas também ao modo como lidou com uma disputa de fronteira entre o Mississippi e a Louisiana. Outras fontes sugeriram que o cartoon era um comentário sobre a posição progressista do presidente sobre as relações raciais.
Seja como for, a imprensa deu uma cobertura muito grande sobre o episódio e várias reportagens e cartoons foram publicados. Um empreendedor de Nova Iorque chamado Morris Michtom fez um bonequinho do urso, e o apelidou de "Teddy Bear" (apelido de Theodore) - com a aprovação do Presidente.



28 maio, 2021

Nova experiência no universo Tamagotchi

Não foi à toa que, em 1997, Akihiro Yokoi, da Wiz Company, e Aki Maita, da Bandai Company, pai e mãe do Tamagotchi, foram os vencedores do Prêmio Ig Nobel de Economia: "por transformarem milhões de horas de trabalho em tempo perdido cuidando de bichinhos virtuais".
Em 1917, para celebrar os 20 anos do brinquedo, a Bandai produziu uma nova versão do bichinho. A  notícia foi para o assunto dos momentos do Twitter Brasil:
O Tamagotchi está de volta!
Agora, é a Forbes México que diz (em relatório com título e subtítulo):
Modo retrô: bichinho virtual favorito retorna como gadget para a pandemia. A novíssima versão do bichinho virtual, o Tamagotchi Pix, está em pré-venda e, além de uma câmera, traz uma variedade de funcionalidades para interagir.
Ela permitirá uma conexão com o mundo real para você conhecer 100 amigos Tamagotchi e, dentro das novas possibilidades do jogo, a maneira como você cria seu animal de estimação virtual também decidirá sua profissão futura para quando ele retornar ao planeta Tamagotchi.
Leia aqui.

Sobre os retro toys: leia aqui.

Twain e Orwell nas listas de leitura

Mark Twain é um autor popular nas escolas públicas americanas. Mas, como a maioria dos autores políticos, frequentemente leremos alguns de seus escritos menos políticos ou os leremos sem saber por que, em primeiro lugar, o autor os escreveu. A "Animal Farm" (A Revolução dos Bichos, no Brasil), de George Orwell, por exemplo, serve para reforçar a propaganda antissocialista americana sobre como as sociedades igualitárias estão fadadas a se transformar em seus opostos distópicos. Mas Orwell era um revolucionário anticapitalista de um tipo diferente - um defensor da democracia da classe trabalhadora de baixo - e isso nunca é apontado. Podemos ler sobre Huck Finn e Tom Sawyer, mas "Solilóquio do rei Leopoldo; Uma defesa de seu domínio no Congo" não está na lista de leitura. Isso não é por acaso. Nesta sátira, uma leitura fácil de 49 páginas, Mark Twain zomba da defesa do rei Leopoldo de seu reino de terror, em grande parte pelas palavras do próprio Leopoldo.
As listas de leitura são criadas por conselhos de educação para preparar o alunado a seguir as ordens e suportar o tédio.
~ Liam O’Ceallaigh
http://www.walkingbutterfly.com/2010/12/22/when-you-kill-ten-million-africans-you-arent-called-hitler/

27 maio, 2021

Indez

É o ovo que se coloca no lugar em que se quer que a ave faça a postura. Pode ser ovo natural ou artificial. Coloca-se o indez para galinhas, capotes, canários e outras aves.


Segundo o Dicuonário Preliberam, "indez" tem como sinônimos "isca" e "chamariz".

No mercado pet, encontram-se os ovos indezes artificiais – comumente fabricados à base de plástico. Ovos indezes, são utilizados com o principal objetivo de fazer eclodir ao mesmo tempo todos os ovos naturais de uma matriz (fêmea responsável pela reprodução). Para utilizá-los é bem simples. Quando a ave botar o primeiro ovo, você o substitui no ninho pelo ovo indez, guardando o ovo fértil em um local apropriado. Na segunda postura, você substitui o segundo ovo fértil pelo segundo ovo indez, e assim sucessivamente. Quando acabar a postura, você deve retirar todos os ovos indezes do ninho, e colocar de volta  todos os ovos férteis. Dessa maneira, todos os ovos serão chocados simultaneamente, culminando com o nascimento dos filhotes na mesma data.
[http://blog.cobasi.com.br/reproducao/]

Eu não sei se vi, se ouvi ou se morei lá...
Comentando o "Indez", de Bartolomeu Campos de Queirós, alguém escreveu: "É realmente um ovo deixado no ninho para que a criação continue. Fazendo viva a poesia em um passeio mato adentro, com o coração em reza: São Bento da água benta! / Jesus Cristo no altar! / Arreda cobra, arreda bicho / Deixem o poeta passar".

Que é o UTC?

Em 1972, o Tempo Universal Coordenado (sigla UTC) foi adotado em todo o mundo. O UTC é determinado a partir de seis relógios atômicos primários, coordenados pelo Bureau Internacional de Pesos e Medidas, localizado na França.
A abreviação - UTC - foi escolhida como um compromisso internacional entre as iniciais do termo em inglês, "Coordinated Universal Time", e em francês, "Temps Universel Coordonné". Nem CUT nem TUC, portanto.
Os limites do fuso horário usados ​​pelas nações são traçados de acordo com considerações políticas. Os segundos de pulo são adicionados ao periodicamente UTC, aproximadamente uma vez a cada 18 meses, para que o tempo do relógio atômico altamente preciso corresponda ao tempo medido pela rotação da Terra, que é levemente variável devido às forças da maré pela Lua.

http://parlonssciences.ca/ressources-pedagogiques/documents-dinformation/temps-universel-coordonne

26 maio, 2021

Pinturas rupestres no coração da Amazônia

SPUTINIKNEWS, 30/11/2020 - Datadas de aproximadamente 12.500 anos, estas rochas com pinturas foram chamadas de "Capela Sistina da Antiguidade", devido à grande quantidade de imagens no local.
De acordo com o Channel 4, os pesquisadores descobriram o local em 2019, mas mantiveram a descoberta em segredo, só revelando as pinturas há poucos dias. Um documentário sobre a descoberta será emitido no dia 5 de dezembro, chamado "Mistério: os Reinos Perdidos da Amazônia".
Nas pinturas é possível encontrar imagens de animais extintos da Era do Gelo. Entre as imagens estão camelos, preguiças grandes e cavalos pré-históricos, retratados com grande precisão.
Além dos animais mencionados, também há imagens rupestres de tartarugas, peixes, pássaros, lagartos e pessoas dançando.


Notas musicais

1. Oitavas
2. Compassos
3. Duração das notas
Os símbolos das notas musicais são usados para representar a duração do som a ser executado. São mostrados na figura abaixo, por ordem decrescente de duração: semibreve, mínima, semínima, colcheia, semicolcheia, fusa e semifusa.


Cada nota tem metade da duração da anterior. Se pretendermos representar uma nota de um tempo e meio (por exemplo, o tempo de uma mínima acrescentado ao de uma colcheia) usa-se um ponto após a nota.
Antigamente, existiam ainda a breve, com o dobro da duração da semibreve, a longa, com o dobro da duração da breve, e a máxima, com o dobro da duração da longa, mas essas notas não são mais usadas na notação atual.
A duração real (medida em segundos) de uma nota depende da fórmula de compasso e do andamento utilizado. Isso significa que a mesma nota pode ser executada com duração diferente em peças diferentes ou mesmo dentro da mesma música, caso haja uma mudança de andamento.
[. . .]
http://noisydoctor.blogspot.com/search/label/Aulas

25 maio, 2021

O que tem para hoje?



"Bem, para começar... vou fazer uma imersão nestes livros."


Forças opostas


Esta é uma foto sobre a qual o capitão Gordon McCabe, de Richmond, Virgínia, escreveu:
"Envio fotos de duas balas, uma federal e a outra confederada, que se encontraram no ar e se achataram uma contra a outra. As balas foram recolhidas em 1865 entre as linhas de tiros, imediatamente após a evacuação de Petersburgo."
- Francis Trevelyan Miller, The Photographic History of the Civil War, 1911

Ninguém saiu ferido (pelo menos por estes dois tiros), ao contrário de: Uma bala que cumpriu seu destino.

24 maio, 2021

De Lord Kelvin ao Google

"Quando você mede o que está falando e o expressa em números, você sabe algo sobre isso. Mas quando não pode expressá-lo em números, seu conhecimento é de um tipo escasso e insatisfatório."
William Thompson, Lord Kelvin *

O GOOGLE em números:


O gigante das buscas já usou 6006.13 (em dobro) para pagar uma recompensa.

* Lord Kelvin (26 de junho de 1824 - 17 de dezembro de 1907) - Nascido como William Thomson, tornou-se um influente físico, matemático e engenheiro que foi descrito como um Newton de sua época. Na Universidade de Glasgow, na Escócia, ele foi professor por mais de meio século. Suas atividades iam desde ser o cérebro por trás da colocação de um cabo telefônico transatlântico até a tentativa de calcular a idade da Terra a partir de sua taxa de resfriamento. Em 1892, quando foi nomeado Barão Kelvin de Largs, ele escolheu o nome do rio Kelvin, perto de Glasgow. E o nome que ele escolheu para si mesmo representa mais do que apenas uma escala de temperatura.

Pavlov condicionado


Ivan Pavlov é conhecido por descobrir o condicionamento clássico, o processo pelo qual um animal ou um ser humano aprende uma nova resposta, quando dois estímulos são emparelhados. Poderia Pavlov ter se condicionado durante seu próprio experimento sem saber? Bem, podemos apenas especular. Mas o que você acha?

- Se tem uma coisa que me dá água na boca, essa coisa é o copo.

23 maio, 2021

A arte de fazer perguntas

Ruy Castro, jornalista e escritor
Nas últimas semanas, recorri à minha já quase secular trajetória pela imprensa para cometer dois artigos ("Perguntas à queima-roupa", 7/5, e "Pequeno manual para a CPI", 12/5), em que tentei passar a possíveis interessados — os senadores da CPI da Covid, por exemplo — algumas dicas sobre como fazer perguntas. Afinal, é delas que vivem os jornalistas, e alguns tiveram a sorte de trabalhar em veículos em que a entrevista era uma grande atração.
Um deles, a antiga Playboy, cujas entrevistas passavam tal seriedade que mesmo os mais alérgicos a elas, como Frank Sinatra e Miles Davis, aceitaram concedê-las. A própria edição brasileira, em sua melhor fase, nos anos 80 e 90, entrevistou empresários, candidatos à Presidência e até suas maiores inimigas: as feministas. E por que eram tão boas as entrevistas de Playboy? Porque seus repórteres tinham cláusulas pétreas a seguir na elaboração da pauta e na sua aplicação. Eis algumas.
Preparar-se para a entrevista como se fosse a última que o sujeito daria em vida. Ler sobre ele para aprender tudo que se sabia a seu respeito, para perguntar justamente sobre o que não se sabia. Fazer uma pauta com centenas de perguntas, com perguntas alternativas entre uma e outra, como repique à pergunta anterior.
Nunca fazer duas perguntas ao mesmo tempo — faz-se a primeira e mantém-se a seguinte engatilhada. Ficar atento à resposta para possíveis buracos e ir a eles em seguida. Nunca cortar ou se intrometer numa resposta — afinal, o camarada está ali para falar. Em caso de súbito branco numa resposta, nunca tentar "ajudar" o entrevistado — ele que se obrigue a preenchê-lo e, ao fazer isso, dirá o que não queria.< br /> E, se o entrevistado mentir, nunca chamá-lo de mentiroso na lata, claro, mas fazer com que ele perceba logo que você não se deixou tapear. Afinal, os repórteres, ao contrário da CPI, não têm poder de prisão.
Grato a Jaime Nogueira pelo envio desta matéria.

Bill vs. Bill

OK, eu realmente não poderia inventar isso. Stratford Upon Avon - meu palpite por volta de 1605. William Shatner, por motivos que logo se tornarão óbvios, viaja de volta no tempo em um robô com a intenção expressa de matar William Shakespeare. Quem salvará o Mestre Shakespeare? Seu salvador vem na forma de alguém que não conhece suas obras. Oh - e é tudo em Lego. Criado pela AMAA Productions de Austin, Texas, isto é uma confusão absoluta.
Via Kuriositas



William Shartner, o capitão Kirk da nave estelar USS Enterprise, é até hoje adorado e considerado pelos fãs um dos melhores personagens da franquia de Star Trek. William Shakespeare é William Shakespeare e ponto.

22 maio, 2021

A Mãe de Whistler

Internautas discutem sobre a restauração deste quadro por Mr. Bean:
"Eu acho que esta é uma réplica exata da "Mãe de Whistler". Não acho que eles usaram a pintura real durante a produção do filme, especialmente na cena em que Bean acidentalmente arruinou a pintura com seu espirro, a tinta azul de uma caneta quebrada e, o mais fino, substituiu o rosto pelo desenho de outro (de um homem careca e de nariz grande), que em nada se parece com o rosto de Anna Whistler."
"Se você acha que os cineastas usaram a pintura real para fazer este filme, então, desculpe dizê-lo, mas você é um idiota."
"Não, não acho que seja a pintura real em si, mas uma réplica exata. Eles teriam um grande problema se usassem a pintura real no filme, especialmente para aquela cena. Até agora, a pintura real está atualmente em um museu em Chicago e ainda está intacta."
"Você não assiste filmes, não é? As pessoas no filme também são atores."
"Rowan Atkinson é uma réplica exata de Mr. Bean."
"Pesquisei e acho que vocês dois estão certos: acho que a pintura é uma réplica e as pessoas são atores pagos. No entanto, tenho a mente aberta e se alguém tiver mais informações sobre isso, ainda posso mudar de ideia."
"Fica a lição: espirre sempre no lenço, nunca carregue uma caneta quebrada no bolso e nunca use diluente de laca, especialmente em pinturas de valor inestimável."
"A pintura da Mãe de Whistler era habitada pelo espírito vingativo e maligno de uma bruxa poderosa que foi afogada, baleada, esfaqueada, enforcada e finalmente decapitada. O Sr. Bean acabara de salvar a América de um espírito maligno vingativo."

A Cortina do Abraço

A fotografia abaixo de Mads Nissen, intitulada "O Primeiro Abraço", foi eleita a Foto do Ano pela World Press Photo Foundation.


Na página do Instagram de Nissen:
Rosa Luzia Lunardi, 85 anos, é abraçada pela enfermeira Adriana Silva da Costa Souza, o primeiro abraço que ela recebe em cinco meses. Em março (de 2020), asilos em todo o país fecharam suas portas para os visitantes, impedindo milhões de brasileiros de visitar seus parentes idosos, enquanto os cuidadores foram obrigados a limitar todo contato físico com os vulneráveis ​​ao mínimo absoluto. Mas, no "Viva Bem", um asilo para idosos em São Paulo, foi criada uma invenção bem simples, "A Cortina do Abraço", que permitiu que as pessoas se vissem e se abraçassem sem arriscarem a vida. E para quem não tem visitantes, voluntários e funcionários estão prontos para intervir - porque, como dizem no "Viva Bem": "Todo mundo merece um bom abraço".
O efeito de um abraço através da cortina: "asas de anjo", é o que parece.

21 maio, 2021

Discurso sobre o método

De um  discurso de Sir Edward Victor Appleton, no Banquete Nobel de 1947:
Senhoras e senhores,
Vocês não devem superestimar os métodos científicos como irão aprender com esta história. É sobre um homem que começou uma investigação para descobrir por que as pessoas se embebedam. Acredito que esta história possa interessá-los aqui na Suécia.
Certa noite, esse homem ofereceu a alguns de seus amigos uma bebida composta por uma certa quantidade de uísque e uma certa quantidade de água com gás e, no devido tempo, observou os resultados. Na noite seguinte, deu aos mesmos amigos outro gole, de conhaque e água com gás na mesma proporção da noite anterior. E assim continuou por mais dois dias, mas com rum e água com gás e gim com água com gás. Os resultados eram sempre os mesmos.
Ele então aplicou o método científico, usou seu senso de lógica e tirou a única conclusão possível - que a causa da intoxicação deve ter sido a substância comum: ou seja, a água com gás!
É contado por Ronald Clark, que acrescenta:
Appleton ficou satisfeito, mas um pouco surpreso com o enorme sucesso da história. Só mais tarde ele soube que o príncipe herdeiro bebia apenas água com gás - "um daqueles bônus inesperados que até mesmo os indignos recebem da Providência, de vez em quando", como ele disse.

Topo do Arco de Darwin, formação rochosa em Galápagos, desaba


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O arco de Darwin, formação rochosa nas ilhas Galápagos, Equador, desabou parcialmente, anunciou o Ministério do Meio Ambiente do Equador, país do qual as ilhas fazem parte, na segunda (17). De acordo com a pasta, o motivo foi a erosão natural das rochas. As duas colunas que sustentavam a ponte que as unia seguem de pé.
A formação rochosa foi um dia parte de uma ilha homônima, nomeada em homenagem ao naturalista inglês Charles Darwin, que usou o arquipélago equatoriano como laboratório para desenvolver sua teoria sobre a evolução das espécies.
As proximidades do arco são um ponto popular para mergulho, já que há grande variedade de vida submarina. Turistas passando pelas redondezas a bordo de embarcações também costumam fotografar a formação. Não é permitido, porém, acesso terrestre à ilha Darwin ou ao arco em si.
Galápagos, arquipélago formado por 234 ilhas, ilhotas e rochedos (com apenas 4 ilhas habitadas e população de 30 mil pessoas), fica no Pacífico, a cerca de 1000 km da costa do Equador. Com flora e fauna únicas, é Patrimônio Natural da Humanidade.
Seus habitantes mais famosos são as tartarugas-das-galápagos, que podem pesar até 400 kg. A espécie também é longeva e um exemplar, em cativeiro na Austrália, chegou aos 170 anos.

VÍDEO CNN: antes e depois

20 maio, 2021

E a liberdade de expressão?

Quando os trolls veem que seus esforços estão sendo resistidos com sucesso, eles costumam reclamar que seu direito à liberdade de expressão está sendo violado.
Vamos examinar esta afirmação. Embora a maioria das pessoas na internet defenda fervorosamente a liberdade de expressão, este não é um direito absoluto: tem limitações práticas. Por exemplo, você não pode gritar "Fogo!" quando isto não está ocorrendo em um teatro lotado, e você também não pode fingir que está transportando uma bomba, enquanto espera para embarcar em um avião. 
Nós aceitamos estas limitações porque admitimos que servem a um bem maior.

O que é um troll?
http://www.microsiervos.com/docs/trolls-de-internet.txt

Comendo gelo

Um encontro no mar profundo entre um caranguejo e algumas bolhas de gás metano aparentemente apetitosas, documentado em vídeo:


(Agradecimentos a Improbable Research por chamar nossa atenção para isso.)

Durante um estudo do fundo do mar na costa de Vancouver, a equipe de ciência liderada pelo cientista Peter Brewer observou um caranguejo interagindo com o metano natural que estava borbulhando do fundo do mar. O hidrato de metano, um gelo sólido de metano, formou-se quando o caranguejo tentou comer as bolhas. Este vídeo ilustra também uma propriedade incomum do comportamento do gás hidrocarboneto sob pressão extrema e baixas temperaturas como as existentes no mar profundo.

Bônus
Tu tá comendo vidro?
Não, pai, eu tô chupando pedra d'água (2 X)
Joga essa peste fora, filho
Esse diabo dói o dente
Olha que eu fui pegar nela, filho
e minha mão ficou dormente.
Tu tá comendo vidro?
Não, pai, eu tô chupando pedra d'água (2 X)
Botei ela dentro do saco, filho
e guardei que ninguém viu
molhou a farinha toda, filho
fez o trabalho e fugiu.
Chupando gelo, c/ Jorge Aragão

19 maio, 2021

Saqqara, necrópole da antiga Memphis

Saqqara (Sacará ou Sacara, em português) é o nome de um sítio arqueológico do Egito, que funcionou como necrópole da antiga cidade de Mênfis, uma das várias capitais que o Antigo Egito conheceu ao longo de sua história. Situa-se a cerca de trinta quilômetros ao sul da cidade do Cairo, apresentando uma área com mais de seis quilômetros de comprimento e um quilômetro e meio de largura. No local encontram-se estruturas funerárias de um período que se estende desde 3 000 a.C. até 950 d.C.


Na parte norte de Saqqara, situa-se outra necrópole para animais sagrados, onde se encontraram babuínos, falcões e íbis mumificados. Entre os séculos VII e III a.C., verificou-se um crescimento da importância religiosa destes animais, tendo sido construído nesta zona de Saqqara templos dedicados ao culto dos animais, acompanhados de estruturas residenciais para os sacerdotes.

As crianças desaparecidas de Hamelin

Originada como parte do folclore medieval, a história inspirou um verso de Goethe, Der Rattenfänger; uma história dos Irmãos Grimm, O Flautista de Hamelin; e um dos poemas mais conhecidos de Robert Browning, com o mesmo nome.
E embora cada escritor tenha dado seu toque à narrativa, o enredo básico permaneceu o mesmo: a cidade de Hamelin contratou o flautista para livrá-la da praga de ratos.
Seguindo as notas hipnóticas da flauta mágica do caçador de ratos, os roedores atravessaram educadamente os portões da cidade em direção à sua suposta ruína.
Mas eles não foram os únicos atraídos por sua música.
Quando a cidade se recusou a pagar o flautista por seus serviços, ele colocou em prática seu plano de vingança, atraindo as crianças de Hamelin com sua melodia.
Em transe, meninos e meninas seguiram o flautista para fora da cidade e simplesmente desapareceram.[...]


Os irmãos Grimm e Browning podem ter transformado a lenda em arte, mas parece que a história é baseada em um incidente histórico que realmente aconteceu.
A prova está gravada nas próprias paredes de Hamelin.
Uma placa na fachada de pedra da chamada casa do flautista, residência privada no estilo enxaimel datada de 1602, evidencia o mistério.
"Em 26 de junho de 1284, no dia de São João e São Paulo, 130 crianças nascidas em Hamelin foram retiradas da cidade por um flautista vestido com roupas multicoloridas. Depois de passar pelo Calvário perto de Koppenberg, desapareceram para sempre", diz a inscrição.
A inscrição não é o único indício.
Uma anotação nos registros da cidade de Hamelin, datada de 1384, lamenta que "já se passaram 100 anos desde que nossas crianças partiram".
O vitral da igreja de São Nicolau da cidade, destruído no século 17 mas descrito em relatos anteriores, ilustrava a figura do flautista com várias crianças fantasmagóricas de branco.
Além disso, o manuscrito de Luneburg do século 15, junto com cinco versos de memória histórica, alguns em latim e outros em alemão da Idade Média, fazem referência a uma história semelhante de 130 crianças ou jovens que desapareceram em 26 de junho de 1284, seguindo um flautista até um lugar chamado Calvário ou Koppen.
E assim o flautista, mais do que uma lenda, se torna símbolo de um grande mistério histórico.

O que aconteceu com as crianças desaparecidas de Hamelin?
Siga lendo: http://www.bbc.com/portuguese/vert-tra-54448658

18 maio, 2021

TEATRO CORISCO. O capitalismo mais reacionário

Tragédia em um ato
Autor: Millôr Fernandes
Personagens: o Patrão e o Empregado
Época: atual

ATO ÚNICO
Empregado
– Patrão, eu queria lhe falar algo seriamente. Há quarenta anos que eu trabalho nesta empresa e, até hoje, só cometi um erro.
Patrão
– Está bem, meu filho, está bem. Mas, de agora em diante, tome mais cuidado.
(Pano rápido)

Qual é a maneira mais rápida de obter sabedoria?

Por reflexão e por experiência que não são métodos rápidos. Então, resta a sabedoria que se pode obter por imitação.

Oops! O que nem sempre dá certo.

Ilustração: um antigo cartum do Klevisson que escaneei e publiquei em Gafanhoto meditando.

17 maio, 2021

Cai cai, peão

Fernando Gurgel Filho

Severino, peão de obra dos bons, caiu de um prédio em construção, de dez andares, e sobreviveu sem nenhuma lesão porque a queda foi amortecida por uma árvore.

Agora, ele não sabe se sobreviverá aos ataques dos grupos de ecologistas que dizem estar verdadeiramente estarrecidos com a agressão que a pobre árvore sofreu.

Depois do alerta geral, o greenpeace, a wwf, a femem e o grupo fraterno naporra – nazistas porr amor, tentam paralisar a obra e processar Severino por agressão à natureza e não aceitam o argumento de que, naquelas condições, era impossível se desviar do que estava embaixo.

O sobrevivente, depois de se explicar exaustivamente, está com enxaquecas, dores de stress, teve um avc, sofre de insônia e tem pesadelos horríveis com pés de alface perseguindo-o.

E o mestre de obras ainda colocou lenha na fogueira dizendo que o empregado era meio estranho mesmo, pois, tinha cinco filhos, ganhava um salário mínimo, todos os dias levantava às três horas da manhã, pegava três conduções lotadas para chegar ao trabalho e mais três para voltar, e estava sempre sorrindo e cantando.

"Aquilo não podia ser normal", afirmou.

Disco com borda de catupiry

Nos últimos 500 anos, a teoria prevalente tem sido a de que a Terra é redonda. No entanto, alguns acreditam que isso seja uma conspiração. Uma conspiração e tanto que começou em 1492 com um aventureiro espanhol, foi propagada por séculos e acabou sendo endossada por várias organizações aeroespaciais de diferentes países que não necessariamente se gostam. 
Tudo isso para o lucro aparente e benefício de ninguém.
Esses "odiadores de globo" acreditam que a Terra tem a forma de um frisbee, (*) em que a Antártica é, na verdade, um anel de montanhas de gelo gigantes ao redor da borda, (*) (*) fazendo a contenção de tudo. O que, se for verdade, significa que devemos à Antártica mais do que um cartão de agradecimento. Pois bem, eles acreditam que a Terra é plana, apesar de todos os corpos celestes que podemos ver certamente serem redondos. O que levanta gentilmente esta pergunta: 
"Por que diabos seríamos o único planeta plano?"
N. do E.
(*) frisbee é um objeto em forma de disco, geralmente feito de plástico com diâmetro entre 20 a 25 centímetros. Seu formato permite o voo quando são lançados em rotação.
(*) (*) como uma  borda de catupiry.

"Ele quer que eu jogue seu frisbee. Mas não tenho coragem de dizer a ele que não existe mais."


[http://brightside.me/wonder-animals/when-having-a-pet-is-like-watching-a-comedy-show-from-the-first-row-799857/]

16 maio, 2021

A fotografia post-mortem


Na Inglaterra vitoriana, entre os anos de 1837 e 1901, a morte se apresentava à vista de todos de muitas maneiras particulares, e acredita-se que o costume de retratar os entes queridos mortos teve início quando a Rainha Vitória pediu para que um familiar, recentemente falecido, fosse fotografado, de modo a preservar uma lembrança.
Os trabalhos eram concebidos com engenho e arte para conservar uma imagem natural dos que deixavam este mundo. Estruturas de madeira e metal eram especialmente confeccionadas e posicionadas para sustentar os corpos eretos, sentados ou em pé, em poses que simulavam as atitudes e gestos dos vivos.
Muitas vezes, a única fotografia de uma pessoa, era justamente aquela tirada após sua morte. Ou, quando outras opções aconteciam, era a melhor. (*) 
Fotos convencionais eram um luxo para bem poucos, mas a fotografia post-mortem era considerada necessária. As famílias acreditavam que manter a imagem do ente querido facilitava, à sua alma, viver eternamente.

(*) Desde que bem posicionados, mortos não se mexem.

"Libertango", por The Swingles

"Libertango", do compositor Astor Piazzolla, foi por ele gravado em maio de 1974, no Mondial Sound Studio, em Milão (Itália). O título une as palavras "libertad" ("liberdade", em espanhol) e "tango", marcando a decolagem de Piazzolla do tango clássico para o novo tango.



Por quase 60 anos, os Swingles expandiram os limites da música vocal, movidos pelo mesmo espírito inovador daqueles que, desde a década de 1960, foram por cinco vezes vencedores do Grammy®.

Arquivo: "Adios Nonino"

15 maio, 2021

Uma piada para programador explorando o efeito Droste

O efeito Droste [1] [2] é um um tipo específico de imagem recursiva.
Diz-se que uma imagem exibe este efeito quando contém uma cópia pequena da própria imagem em seu interior. Esta cópia menor, por sua vez, exibe internamente outra cópia ainda menor, e assim sucessivamente.
Apenas na teoria este efeito é infinito, pois, com a continuidade do processo, há um limite para a resolução das imagens. O efeito é curto devido a uma redução exponencial do tamanho da imagem a cada repetição.


Ainda bem que o efeito Droste tem limites. Preocupam-me todas essas crianças que não conseguem dormir assustadas por "recursões".

Zé Pilintra

"Eis o malandro na praça outra vez
Caminhando na ponta dos pés
Como quem pisa nos corações
Que rolaram dos cabarés."
(A volta do malandro- Chico Buarque)

Zé Pilintra (Zé Pelintra) é uma das entidades dos cultos afro-brasileiros, especialmente entre os umbandistas. É considerado o espírito patrono dos bares, das mesas de carteado e de jogos de dados, e das sombras das encruzilhadas onde trabalham suas protegidas, as damas da noite. Entretanto, ele não está alinhado com entidades de cunho negativo.
Teria surgido no Catimbó, na região Nordeste do país. E o culto a ele dedicado, num processo de sincretismo religioso, difundiu-se pelo Brasil a partir dos terreiros de Umbanda frequentados por nordestinos.
É comumente representado trajando terno completo na cor branca, sapatos de cromo, gravata vermelha e chapéu panamá com fita vermelha ou preta.
Zé Pelintra, tanto na Umbanda, como no Catimbó, é tido como protetor das classes menos favorecidas em geral, tendo ganhado o apelido de "Advogado dos Pobres", pela patronagem espiritual e material que exerce.

Frases atribuídas a Zé
A maior sabedoria é parecer que não sabe de nada.
Cuide o que você fala, para quem fala e de que maneira fala. A língua é o chicote da alma.
Seja dono do seu silêncio para não ser escravo de suas palavras.
O silêncio é a resposta que devemos dar aos tolos. Onde a ignorância fala, a inteligência não dá palpites.
Você não precisa participar das confusões alheias. Se as pessoas são como são, as escolhas são delas. Aprenda a ser filtro, não esponja
Quem muito se acha, um dia se perde.
Quando a vida me desafia, eu dobro a aposta.
Só quem tem veneno entra em festa de cobra.
Quem se abriga debaixo do meu panamá, desamparado nunca há de ficar.

14 maio, 2021

Contos telegráficos

Dolorosamente, ele mudou "é" para "era".

Estranhos. Amigos. Melhores amigos. Amantes. Estranhos.

"Número errado", diz uma voz familiar.

"Você não é bom artista, Adolf."

Incendiou o palheiro. Encontrei a agulha.

Desculpe soldado, sapatos vendidos em pares.

Six Word Stories

Histórias que têm apenas seis palavras: 1 e 2

Música e linguagem

"Em comparação com a literatura, a música está acima da barreira da língua. Um poema em francês ou um romance em alemão não nos dizem nada se não compreendermos essas línguas, mas podemos apreciar sem dificuldade a música francesa, alemã, americana etc." 
- www.meusresumos.com (link inativo)

"A mais difícil de se falar de todas as aventuras é a música, porque a música não tem um significado a falar de si. Se a música pudesse ser traduzida em fala humana, não precisaria mais existir. Como o amor, a música é um mistério que, quando resolvido, se evapora."
- Ned Rorem, Music From Inside Out, 1967

"A música expressa aquilo que não pode ser dito e sobre o qual é impossível ficar em silêncio."
- Victor Hugo

"Mas a música nos move e não sabemos por quê;
Sentimos as lágrimas, mas não podemos rastrear sua fonte.
É a linguagem de algum outro estado,
Nascido de sua memória? Pois o que pode despertar
O forte instinto da alma de outro mundo
Como a música?"
- Letícia Elizabeth Landon, The Golden Violet, 1827

===============================Que é isto?==============================


Resposta - A lápide do compositor Alfred Schnittke. A pausa de uma semibreve sob uma fermata indica que a pausa deve durar o tempo que o músico quiser. Marcada com fff, ou muito fortissimo, significa que ela deve ser realizada muito fortemente.

Ler e ouvir: A linguagem da música, por Arnaldo Niskier


13 maio, 2021

Os chifres do "Moisés" de Michelangelo

Quando Moisés desce do Monte Sinai com as tábuas da Lei, está irreconhecível, tendo o rosto transformado pelo contato que teve com Deus. O termo hebraico utilizado para descrever a transformação no rosto de Moisés é ... uma palavra que pode ter dois sentidos de tradução: pode se referir à luz, vindo a ser traduzida como "seu rosto resplandecia", ou pode ainda se referir a chifres, vindo a ser traduzida como "de seu rosto brotavam chifres".
A ideia de que haveria uma referência a chifres brotando da cabeça de Moisés foi seguida por Jerônimo, que traduziu o termo valendo-se da palavra latina "cornuta", o que deixou a interpretação bastante conhecida no mundo latino. Acontece, porém, que devido à percepção de algumas divindades pagãs cornudas como demônios, principalmente durante o cristianismo primitivo (especialmente o deus Pã), além de uma tradição de conexão entre Satanás e o bode que remonta ao texto de Levítico, pode-se dizer que ter chifres não é considerado algo bom para os cristãos. Não foi à toa, portanto, que a tradução de Jerônimo serviu como fonte de inspiração para representações de caráter antissemítico ao longo da história.
Por outro lado, a interpretação de Moisés portando chifres é "compartilhada por uma corrente dentro da tradição judaica", ou seja, não é necessariamente negativa. Nesta tradição judaica, portanto, de modo muito diferente da perspectiva cristã tradicional, os chifres possuem um caráter bastante positivo, elevando Moisés, de modo quase literal - afinal, trata-se de uma tradição judaica a respeito da subida de Moisés até o céu, primeiramente indicada por Rimon Kasher.
http://revista.faculdadeunida.com.br/index.php/reflexus/article/view/441/417

Uma explicação para o sucedido poderá ser a tradução errada de "karan" (baseado na raiz "keren", que geralmente significa "chifre"; o termo é atualmente interpretado como significando "radiando" ou "emitindo raios") feita por São Jerônimo para o latim.

A Terra com os anéis de Saturno, desculpe o auê

Da próxima vez eu me mando
Que se dane meu jeito inseguro
Nosso amor vale tanto
Por você vou roubar os anéis de Saturno.
– Rita Lee e Roberto de Carvalho

Dependendo de sua perspectiva, vivemos em um mundo grande ou em um mundo pequeno. Para os cientistas que estudam os muito pequenos, como os microbiologistas, nosso mundo é uma gigantesca placa de Petri repleta de inúmeros organismos.
Mas, para os cientistas que estudam os muito grandes, como os astrônomos, a Terra é minúscula ao nível do inimaginável quando comparada com o que mais existe: planetas, estrelas, galáxias e aglomerados de galáxias.
Oferecendo uma perspectiva astronômica, John Brady produziu a imagem abaixo mostrando como a Terra ficaria com os anéis de Saturno:


Os anéis de Saturno, embora enormes, são muito tênues para serem vistos a partir da Terra a olho nu. O primeiro humano a observá-los foi Galileu Galilei em 1610, com seu telescópio caseiro, mas o renomado italiano morreu antes que ele pudesse determinar o que seriam. Então, 45 anos se passaram antes que o matemático holandês Christiaan Huygens sugerisse, pela primeira vez, que eram anéis em vez de planetas, como Galilei havia pensado inicialmente.
O sexto planeta do sol, Saturno, é famoso por exibir o maior, mais extenso e, sem dúvida, o mais bonito conjunto de anéis dentro do nosso sistema solar. Desde a descoberta de Galileu, os anéis de Saturno foram extensivamente rotulados, categorizados e estudados. Os astrônomos têm nomes para os anéis, bem como para as lacunas entre eles, alguns dos quais podem ser vistos no mapa rotulado abaixo (com os anéis mais próximos de Saturno na extrema esquerda):


Os anéis são feitos de partículas tão pequenas quanto pontuais e tão grandes quanto blocos de gelo (de que são realmente feitos). Apesar de mapear o sistema com detalhes incríveis, os cientistas não sabem ao certo como esse sistema espetacular de anéis se formou.

Extraído de: Crazy Image Shows How Tiny Earth Is Compared To Saturn's Rings, Business Insider
(http://twitter.com/Rainmaker1973/status/1265621357582319617)

13/05/2009 O sumiço dos anéis de Saturno

12 maio, 2021

Por que é difícil caçar uma mosca com a mão

  • Seus olhos compostos têm um ângulo de visão quase total, uma espécie de "visão de 360 graus", de modo que veem o perigo vindo de qualquer lugar.
  • Seu pequeno cérebro processa informações 10 vezes mais rápido do que o dos humanos.
  • As moscas podem executar prompts de voo em ângulos de 90 graus em 50 milissegundos.
  • Elas têm um tempo de reação de menos de 5 milissegundos (o da luz de um flash), conforme cronometrado.
  • Elas têm estruturas sob as asas chamadas halteres que usam como giroscópios: isso permite que mantenham a cabeça e os olhos relativamente estáticos e, assim, vejam melhor. (Quando removidos pelos cientistas, as moscas perdem o controle do voo.)
Seu único ponto fraco parece ser o mesmo que existia (presume-se) em alguns dinossauros: é difícil para elas ver objetos que não se movem.
Então, uma maneira de tentar caçá-las é chegar bem perto (para reduzir a distância), muito devagar, e então -- pá! -- Aplicar um golpe rápido e certeiro. Provavelmente não funcionará, mas não custa tentar.

Microsiervos c/ vídeo (em inglês).

Mr. Obama alcançava 100 por cento de sucesso matando moscas na Casa Branca. É sua rate of success in hunting.
Slideshow TÉDIO NO TRABALHO

Teoria de Dunbar

Ao que parece, há limites bem definidos para o número de amigos, colegas e conhecidos que uma pessoa comum é capaz de manter.
E, de acordo com uma pesquisa do fim do século 20, este número mágico é 150.
Mas será que esse limite é válido para a sociedade hiperconectada de hoje, considerando que muitos perfis nas redes sociais contam com milhares de seguidores?
Por meio de estudos com primatas não humanos, o antropólogo britânico Robin Dunbar concluiu que havia uma relação entre o tamanho do cérebro e o tamanho do grupo com o qual nos relacionamos.
O especialista descobriu que o tamanho do neocórtex – parte do cérebro associada à cognição e à linguagem – em relação ao corpo está vinculado ao tamanho de um grupo social coeso. E essa relação limita o grau de complexidade que um sistema de interação social é capaz de administrar.
Dunbar e seus colegas aplicaram esse princípio básico aos seres humanos, examinando dados históricos, antropológicos e psicológicos contemporâneos sobre o tamanho dos grupos sociais, incluindo quão grandes esses grupos ficam antes de se dividirem ou se desfazerem.
E encontraram uma consistência notável em torno do número 150.
Segundo Dunbar e muitos pesquisadores influenciados por ele, essa regra de 150 é válida tanto para as sociedades primitivas de caçadores-coletores, como para uma surpreendente variedade de agrupamentos modernos: escritórios, comunas, fábricas, acampamentos, organizações militares, vilas inglesas do século 11 e até mesmo para a lista de destinatários de cartões de Natal.
E, de acordo com ele, se um grupo exceder 150 pessoas, é improvável que dure muito tempo ou seja coeso.
Mas nem tudo gira em torno do número 150. Outros números também foram concebidos dentro da hipótese do cérebro social, como é conhecida a teoria de Dunbar.
Segundo ele, nosso círculo social mais próximo é formado por apenas cinco pessoas – entes queridos. E é seguido por camadas sucessivas de 15 (bons amigos), 50 (amigos), 150 (contatos significativos), 500 (conhecidos) e 1500 (pessoas que você pode reconhecer).
As pessoas com quem nos relacionamos podem migrar para dentro e para fora dessas camadas, mas a ideia é que é preciso abrir espaço para novas adesões.
Evidentemente, todos esses números representam, na verdade, o alcance. Os extrovertidos tendem a ter uma rede mais ampla, com relações mais pulverizadas. Já os introvertidos se concentram em um grupo menor de contatos sólidos.
As mulheres, por sua vez, costumam ter um pouco mais de contatos nos círculos mais próximos.
"O que determina essas camadas na vida real, no mundo cara a cara (...), é a frequência com que você vê as pessoas", diz Dunbar.
"Você precisa tomar uma decisão todos os dias sobre como vai investir o tempo disponível na interação social, e esse tempo é limitado."
Dunbar não sabe ao certo por que essas camadas de números são múltiplos de cinco, mas diz que "o número cinco parece ser fundamental para macacos e símios em geral".
Algumas organizações levaram esse conceito a sério. A Receita Federal sueca, por exemplo, reestruturou seus escritórios para permanecer dentro do limite de 150 funcionários.


Siga lendo em: Teoria de Dunbar: somos mesmo incapazes de ter mais de 150 amigos?
Christine Ro, BBC Future

11 maio, 2021

Esqueçam Arquimedes

Há uma outra explicação sobre a origem da palavra EUREKA!

(hipótese não patrocinada)

Abrigo Morrison

Nessa foto de março de 1941, vemos um casal britânico dormindo dentro de um "Abrigo Morrison". Foi usado como uma proteção contra o colapso de casas durante os bombardeios aéreos na Segunda Guerra Mundial.

https://twitter.com/FotosDeFatos/status/1092152956814802944

10 maio, 2021

Triscadeicafobia - III

Schoenberg sofria de triscadeicafobia, que é um medo paralisante do número 13. O irônico, ou incrível, é que ele nasceu em 13 de setembro de 1874 e, como o destino quis, morreu em 13 de julho de 1951 (uma sexta-feira 13) aos 76 anos (7 + 6 = 13). Para ele, uma combinação perigosa.
Poderíamos considerar irrelevantes esses fatores extramusicais da vida desse importante compositor vienense que chegou à cena musical, praticamente, como autodidata. Entretanto, a superstição também influenciou algumas de suas decisões na vida profissional. Vamos a um bom exemplo. No final da década de 1920, de forma intencional, grafou o título de sua ópera inacabada como "Moses und Aron", quando o correto seria "Moses und Aaron", adivinhem o motivo!
E será que esse fascínio pela numerologia influenciou Schoenberg na maior de suas invenções, o sistema dodecafônico de composição?

Triscadecaifobia: I e II

De Rômulo a Rômulo

Abandonados quando crianças, os irmãos Rômulo e Remo foram amamentados por uma loba.

Loba capitolina

Diz a lenda (*) que a cidade de Roma foi fundada por eles. Rômulo queria chamá-la Roma e edificá-la no Palatino, enquanto Remo desejava nomeá-la Remora e fundá-la sobre o Aventino. Como forma de decidir foi estabelecido que se deveria indicar, através dos auspícios, quem seria escolhido para dar o nome à nova cidade e reinar depois da fundação. Tendo surgido uma discordância sobre quem se tornaria o governante da cidade que eles fundaram, Rômulo acabou matando seu irmão Remo e se tornou o primeiro rei de Roma. Coincidentemente, o último imperador do Império Romano também se chamava Rômulo, formalmente Rômulo Augusto. Ele era conhecido pelo apelido de Pequeno Augusto (Augustulo) e governou por apenas 10 meses. No ano 476, Rômulo cedeu seu trono a um soldado bárbaro chamado Odoacro, que se tornou o primeiro rei da Itália e, com esse evento, a história deu uma volta completa.
Sua deposição por Odoacro tradicionalmente marca o fim do Império Romano no Ocidente, o fim da Roma Antiga, e o começo da Idade Média na Europa Ocidental.

(*) A maioria das histórias foram cridas sem exame, e essa crença é um preconceito. Fábio Pictor relata que, muitos séculos antes dele, uma vestal da cidade de Alba, indo buscar água com o seu cântaro, foi violada e deu à luz a Rômulo e Remo, que eles foram nutridos por uma loba etc. O povo romano acreditou nessa fábula; não perdeu tempo em examinar se naqueles tempos existiam vestais no Lácio, se era possível que a filha de um rei saísse de seu convento com seu cântaro, se era provável que uma loba amamentasse dois meninos em vez de os comer como fazem todos os lobos. Estabelece-se assim o preconceito.
Voltaire, Preconceitos históricos. "Dicionário Filosófico"

09 maio, 2021

Uma curta relação mãe-filho

Andando por um supermercado, um jovem notou que uma senhora de idade o estava seguindo. Ele a ignorou por um tempo, mas quando chegou à fila do caixa, ela ficou na frente dele.
"Mil perdões", disse ela. "Me desculpe por ficar olhando, mas você se parece muito com o meu filho, que morreu recentemente".
"Eu sinto muito pela sua perda", o jovem respondeu. "Há algo que eu possa fazer por você?"
"Bem, quando eu estiver saindo do mercado, você poderia dizer 'Tchau, mamãe?". Isso faria com que eu me sentisse muito melhor", disse a senhora, com um sorriso doce no rosto.
"Claro que eu posso fazer isso!", prometeu o jovem.
Conforme a senhora pegava suas sacolas e saía, o moço gritou "Tchau, mamãe!", assim como ela tinha pedido. Ele ficou feliz em ver a senhora sorrindo.
No caixa, na hora de pagar, ele viu que o total de sua compra era quase R$ 200 mais alto do que deveria ser. "Esse valor está errado", disse ele. "Eu só tenho alguns itens!"
"Ah", explicou a moça do caixa. "A sua mãe disse que você pagaria pelas compras dela!"

TudoPorEmail

O café da manhã

Bom para 09/05/2021
Mother's day blessed grief. Tradução: PGCS

08 maio, 2021

NAPORRA - Nazistas Porr Amor

Fernando Gurgel Filho

Em virtude do alto custo dos hospitais, vacinas e prevenção, nesta pandemia vamos criar a NAPORRA - Nazistas Porr Amor.

Será uma associação não governamental, sem fins lucrativos e que tem os elevados objetivos de:

a) encurtar o caminho das almas bondosas, enviando-as mais cedo para o encontro tão esperado com o Criador;

b) criar câmaras de gás em todos os municípios para facilitar o envio das almas bondosas e evitar a falência dos exploradores de gás natural e revendedores de gás residencial, haja vista o alto preço de mercado;

c) com o mesmo objetivo, para diminuir custos, usar livros, enciclopédias, dicionários, etc, como combustível, pois também afasta o populacho sobrevivente de conhecimentos que não precisam, pois não necessitam se libertar de nada, nós os libertaremos por toda a eternidade;

d) aumentar a pobreza, a marginalidade e a penúria da população, para que esta não se afaste do caminho da Salvação pois é "mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus";

e) manter todos trabalhando eternamente, pelo menos 12 horas por dia, 7 dias por semana, sem descanso remunerado, férias, aposentadorias ou outras bobagens do gênero, para afastar de uma vez a vagabundagem reinante e para que seja cumprida a Lei Divina: "ganharás o pão com o suor do teu rosto".

Ao mesmo tempo que a NAPORRA promoverá o bem estar da maioria da população, se esforçará para induzir à perdição completa das minorias abastadas, milionárias e burguesas, para que se afastem definitivamente do Reino dos Céus:

a) dando-lhes condições de acumular volumes incalculáveis de riquezas e bens materiais, sem nenhuma preocupação, com a máxima avareza e vagabundagem que puderem;

b) oferecendo-lhes cruzeiros por lugares paradisíacos onde poderão se enxovalhar na lascívia, concupiscência, vícios e prazeres infinitos;

c) criando novas, mais caras e mais prazerosas comidas e bebidas, de forma que não consigam se libertar da gula e a ganância seja cada vez maior;

d) inaugurando novos pontos comerciais, galerias e centros comerciais de luxo, onde brilharão as roupas, joias, perfumes e bens de consumo - todos caríssimos - que os levarão mais rápido para o caminho da perdição;

e) investindo fortemente em saúde, educação e segurança para que estas pobres almas prolonguem muito suas vidas vazias e prorroguem o doloroso julgamento do Juízo Final.

N. do E. O nome para esta associação foi muito bem escolhido, Fernando. Ao colocar um duplo R em POR, o que confere à preposição um forte sotaque germânico, você também nomeia a entidade a ser criada com uma abreviatura igualmente forte, NAPORRA, que mata na porrada. Além do que, você mostrou que segue  os ditames da  economia linguística.

Mictório

Urinol (português europeu) ou mictório (português brasileiro) é nome que se dá a um lugar, geralmente de acesso público, reservado para o ato de urinar, ou seja, para a micção, vindo deste termo o nome mictório.

Eis a conclusão do trabalho vencedor do Prêmio Ig Nobel de Medicina de 2011:
As pessoas tomam as melhores decisões sobre algumas coisas (mas as piores sobre outras) quando estão sob um forte desejo de urinar.
Não importa o quanto você tenha balançado; algumas gotas ainda descerão pelas calças.

07 maio, 2021

10h10


Não muito cedo pela manhã.
Não muito tarde à noite.
Uma boa estadia em qualquer lugar do universo.
Neil deGrasse

É a hora exibida em quase todos os anúncios de relógios.
http://blogdopg.blogspot.com/2020/02/hora-veja.html

Alguém tem que morrer, Baby

Quando você estiver lendo isso, alguém foi assassinado. Alguém, que esperou na fila da Mal-Wart, do Best Buy ou de alguma outra loja de departamentos, foi pisoteado, morto a tiros, esfaqueado, atropelado, atropelado no estacionamento, ou talvez até morrido de permanência na fila, simplesmente para ter alguma coisa. Mais coisas. Nunca tem coisas suficientes. Sempre há o desejo de ter mais coisas. Temos que ter mais objetos em nossas casas, e talvez então, talvez, encontremos a felicidade e seremos gratos por isso.
Mas, primeiro, alguém tem que morrer.
Estamos excluindo as pessoas na estrada checando seus telefones celulares, acelerando, bebendo, chapados e alimentados por pressa, raiva e desespero (Obrigado, Aimee!). As mortes no trânsito fora dos estacionamentos deixaremos como danos colaterais. Vamos excluir também aquelas pessoas que estão enchendo suas almas com pílulas e álcool barato, além de comer demais. Eles vão morrer mais devagar, talvez até anos depois, pois estamos falando de Black Friday, Baby, e alguém tem que morrer.
Pense no mundo, não, isso é impreciso, pense nos Estados Unidos, cinquenta anos atrás. Nem todo mundo tinha televisão e quase ninguém tinha mais de um aparelho. Cada casa podia ter um telefone. A maioria das famílias tinha um carro. Nunca havia mais de dois ou três canais na televisão. E todas as lojas ficavam fechadas no dia seguinte ao Dia de Ação de Graças.
Mas agora todo mundo tem um telefone, e há duas ou três televisões em cada casa. Há dois ou três carros, e todo mundo tem que ter seu próprio som. Cada indivíduo se tornou seu próprio universo, seu próprio mundinho, com cada faixa em uma lista de reprodução específica em sua existência e cada toque no telefone exclusivamente para a pessoa que possui o dispositivo, que ninguém jamais utilizará.
Este é um sistema alimentado pelo desejo. O espaço vazio em nossas almas, onde antes havia interação entre as pessoas e, principalmente, entre as pessoas com quem nos importávamos, esse desapareceu há muito tempo. Desde que pessoas da mesma família assistem a diferentes televisões e, depois, não falam sobre o filme que acabaram de assistir, porque não estavam sintonizadas no mesmo canal.
Mais do que qualquer outra pessoa que você já conheceu, ou não, sou um produto desse sistema. Eu poderia passar semanas sem falar com outro ser humano e numa boa. Eu sou o cara que você leu sobre quem tinha todas as suas contas no pagamento automático e morreu há dez anos, mas ninguém sentiu falta dele. A menos que minha mãe me sobreviva, isso não está fora de questão. Em um céu cheio de estrelas, não importa quão próximas elas pareçam, a maioria fica a milhões de quilômetros de distância uma da outra.
A única coisa que posso lhe dizer agora é que estou me livrando das coisas. Estou doando coisas e jogando fora outras, e não importa para mim o que vai acontecer. Tudo tem que ir. Estou de volta ao Dog Rescue, ajudando com outras instituições de caridade e deixando meu telefone no caminhão com mais frequência agora. Ainda não gosto de pessoas, mas estou procurando por pessoas mais parecidas comigo e descobrindo que somos uma proporção maior da humanidade do que eu esperava.
Ele está morto, Jim. Aquela pessoa que queria mais coisas pela metade do preço foi chutada na cabeça por outra pessoa que queria coisas, e agora temos a contagem de corpos da Black Friday. É um número muito humano, com cada pessoa lá antes do amanhecer, deixando sua família para trás em mais de uma maneira - - por coisas.
Estou indo embora.
Se cuide, Mike
Friday Firesmith – Black Friday. Tradução: PGCS

06 maio, 2021

Uma vez na lua azul

Em algumas ocasiões a cor da lua efetivamente fica azul. Isso acontece em ocasiões raras por efeito de uma grande quantidade de poeiras, cinzas ou fumaças lançadas na atmosfera por erupções vulcânicas e incêndios florestais.
Como aconteceu em 1883, quando o vulcão Krakatoa explodiu na Indonésia.
As partículas de poeira na atmosfera são normalmente de um tamanho que difrata a luz azul, fazendo a lua parecer avermelhada ao pôr do sol. Partículas maiores de poeira vulcânica difratam a luz vermelha, fazendo a lua parecer azulada.
Há quem afirme que essa explosão vulcânica foi o que exatamente deu origem à expressão "Once in a blue moon", utilizada para descrever eventos pouco comuns.
Entretanto, a expressão "lua azul" com o significado de "raridade" é antiga e remonta à Inglaterra medieval. Por exemplo, em uma obra de William Barlow, o bispo de Chichester, o Tratado do Buryall of the Masse, de 1528, em que o autor incluiu uma referência sarcástica a uma lua azul (apud "The Phrase Finder").
Muitos não podem ouvir a expressão sem lembrar-se de uma melodia: "Blue Moon", de Richard Rodgers e Lorenz Hart, que é uma das canções com não raros intérpretes (Frank Sinatra, Dean Martin, Billie Holliday, Ella Fitzgerald, Elvis Presley Elton John e outros).


A taça de Pitágoras

É uma forma de taça creditada a Pitágoras de Samos. Quando é preenchida além de um certo ponto, um efeito de sifonagem (conforme os princípios dos vasos comunicantes) faz com que a taça drene seu conteúdo através da base.


Em A, o corte transversal de uma taça pitagórica a ser enchida;
em B, é possível beber todo o líquido do copo;
mas em C, o efeito sifão faz com que o copo drene

Vídeo
"Um dos meus colegas foi a uma conferência na Grécia e voltou com um presente, de uma coisa que é muito antiga, de 400 a.C., ou até mesmo mais antigo, mas que eu nunca tinha visto antes. É chamado de copo de Pitágoras, que tem essa ponta estranha no meio. E a história de que foi inventado por Pitágoras, aquele que trabalhou em triângulos retângulos. Ele inventou isso a fim de que, quando desse vinho a seus estudantes, todos eles tomariam a mesma quantidade. E se um deles fosse ganancioso teria o que merece." [...]

05 maio, 2021

Como funciona o fascismo

Os dez pilares do fascismo de acordo com o livro Como Funciona o Fascismo, de Jason Stanley.
Passado mítico (culto a um passado maravilhoso que não existiu)
Propaganda (onde tudo está invertido: as notícias reais são chamadas de fake news, a anticorrupção é corrupção)
Antiintelectualismo (Steve Bannon disse: é a emoção, a raiva que leva as pessoas a elegerem seus líderes)
Hierarquia (as minorias devem se adaptar ou sumir)
Distanciamento da realidade (pós-verdade; substituir os fatos por teorias da conspiração)



Vitimização (os homens são vítimas do feminismo, os brancos são vítimas dos negros)
Lei e ordem (criminalizar as dissidências)
Tensão sexual (repulsa à sexualidade)
Sodoma e Gomorra (os valores de um grupo são superiores aos de outro grupo, logo a perseguição aos inferiores é justificada)
Arbeit Macht Frei (os opositores são preguiçosos, fracos, criminosos)

Os planetas segundo a astronomia clássica

"A história da astronomia é uma história de horizontes em retrocesso." - Edwin Powell Hubble

Etimologicamente, os planetas são viajantes do espaço, pois o termo deriva do grego planetes, que significa "que viaja, que vagueia". É o adjetivo que aparece na expressão aster planetes ("astros errantes"), usada para designar os astros que se movem, por oposição aos que são "fixos". Para os astrônomos da Antiguidade, que observavam o céu a olho nu, as estrelas mantinham a mesma distância entre si, enquanto os planetas davam a impressão de de que se movimentavam erraticamente no espaço.
A astronomia clássica reconhecia sete planetas: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, além do Sol e da Lua, incluídos na lista porque não eram estáticos. Urano e Netuno só foram descobertos com o desenvolvimento dos instrumentos ópticos.

Ilustração - Parte de uma tabuleta babilônica de Sippar, construída em 870 A.C., atualmente no British Museum.

O calendário lunar da Babilônia foi o primeiro a ser dividido em quatro períodos correspondentes às quatro fases da Lua. Esta divisão em períodos de sete dias deu origem às semanas como as conhecemos hoje. De fato, como se pode ver na relação abaixo, o nome de cada dia da semana (em inglês, francês e espanhol) advém do nome do objeto celeste adorado em cada dia na Babilônia (Mesopotâmia).

Mesopotâmia: Ingl. / Fr. / Esp.
Dia da Lua: Monday / Lundi / Lunes
Dia de Marte: Tuesday / Mardi / Martes
Dia de Mercúrio: Wednesday / Mercredi / Miercoles
]Dia de Júpiter: Thursday / Jeudi / Jueves
Dia de Vénus: Friday / Vendredi / Viernes
Dia de Saturno: Saturday / Samedi / Sabado
Dia do Sol: Sunday / Dimanche / Domingo

04 maio, 2021

Funerais de um gaio

Quando um gaio selvagem descobre o corpo de um gaio morto, ele convoca outros pássaros a gritarem sobre o corpo por até meia hora. Não está claro por que eles fazem isso - estes pássaros são territoriais e normalmente não sociais. Possivelmente, é uma forma de compartilhar notícias de perigo, concentrar a atenção para encontrar um predador ou ensinar aos jovens sobre os perigos do meio ambiente.

VÍDEO

O primeiro jornal do mundo

O primeiro protojornal apareceu em torno de 131 a.C. Conhecida como Acta Diurna, mantinha os cidadãos romanos informados sobre os acontecimentos políticos e sociais da Antiga Roma.
Notícias de eventos como vitórias militares, lutas de gladiadores e outros jogos, nascimentos e mortes e alguns outros assuntos constavam da pauta da Acta Diurna. Eram gravadas em metal ou pedra e publicadas em áreas com tráfego intenso de pedestres, como o Fórum Romano, onde cidadãos livres se reuniam para discutir ideias, filosofia e política.
Depois de alguns dias, essas notas eram retiradas, arquivadas e substituídas por outras. Infelizmente, nenhuma cópia intacta da Acta Diurna sobreviveu até os dias atuais.

03 maio, 2021

Recarga

Arte de Angel Boligán:
https://twitter.com/angelboligan/status/1059131153578364931

🛌Comentários avulsos

Este meme representa todas as pessoas cujo sono nunca passa.

Fico me revirando na cama, acho que meu carregador está com mau contato.

Eu durmo de lado.

E eu que estou no oitavo andar? Tenho a bateria difícil de recarregar.

🛌Notas avulsas

O sono alimenta?

Recarga de marido

O telégrafo alfabético

Charles Wheatstone e William F. Cooke receberam em 1840 a primeira patente de um telégrafo alfabético.
O telégrafo ABC, que foi popular na Inglaterra e na Europa, principalmente porque não exigia a presença de um telegrafista treinado para enviar ou ler as mensagens.
O operador simplesmente girava uma roda para a letra desejada. E o instrumento enviava uma sequência apropriado de pulsos elétricos para um ponteiro eletromagneticamente controlado de um receptor escravo. O qual por sua vez se movia, em uma roda de letras semelhante, de modo a reproduzir a mensagem enviada.

Pesquisar com o nome "telégrafos de agulha" em HISTORIA DE LA TELEGRAFIA

02 maio, 2021

Microliteratura (2)

A chamada microliteratura vem ganhando espaço (apesar de usá-lo tão pouco) nesses tempos tecnológicos, muitas vezes por estar associada às ideias do minimalismo.
Nela estão o microconto, o micropoema, o haikai e outras produções literárias assemelhadas.
No caso do microconto, costuma-se limitá-lo a um teto de 150 caracteres. A concisão, no entanto, não é a única característica do microconto. Este, mais do que mostrar, deve sugerir. Cabendo ao leitor a tarefa de preencher - com a imaginação - as "elipses narrativas" do microconto.
Estabelecer um limite de 150 caracteres permite, por exemplo, o microconto ser enviado como "torpedo" por um telefone celular, o que em si já evidencia a sua ligação com as novas tecnologias de informação e comunicação.
Uma variante do microconto é o nanoconto, do qual se exige um máximo de 50 letras. São exemplos do nanoconto:
"Quando acordou o dinossauro ainda estava lá."
"Garota, 9, desaparece ao usar creme que rejuvenesce 10 anos."
O professor de literatura comparada da Universidade Hebraica de Jerusalém, David Fishelov, é um estudioso das "histórias que têm apenas seis palavras". Em seu ensaio sobre o assunto, "The Poetics of Six-Words Stories", cujo título tem inclusive seis palavras (desde que você conte a hifenizada "Six-Words" como sendo apenas uma palavra).
Então, quem foi o criador dessa tão radical categoria de narrativa?
Alguns afirmam que foi Ernest Hemingway. Com seu famoso conto: "For sale: baby shoes, never worn" (À venda: sapatos de bebê, nunca usados).
Quanto ao micropoema, reúno alguma experiência no ramo com meus "Micropoemas do Infortúnio".
Voai, beija-flor
Helicoptérica ave, voai
- - - para trás, principalmente.
Pois não importa aonde ides
- - - e sim:::
- - - - - - - - - ¿onde estiverdes?
E, para finalizar o tema, não poderia omitir o papel da microcrítica, a qual funciona no modelo dicotomizado do "gostei" vs. "não gostei". Sendo oportuno, a meu ver, que se substitua o caráter textual da microcrítica pelos sinais de polegares.

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