24 julho, 2026
Nosso "Barretão"
Começou no cinema em 1961, como co-autor do roteiro e co-produtor do filme "Assalto ao Trem Pagador", dirigido por Roberto Farias. Essa película obteve um enorme sucesso, tanto no Brasil, como no exterior. A partir de então começou uma série de grande produções cinematográficas, divididas com uma importante atividade política e cultural.
Conhecido como "Barretão", ele esteve por trás de clássicos do Cinema Novo ("O Padre e a Moça", "Terra em Transe"), de adaptações literárias consagradas ("A hora e a vez de Augusto Matraga", "Dona Flor e seus dois maridos", "Luzia Homem") e de filmes que levaram o Brasil ao Oscar, consolidando uma trajetória de mais de seis décadas dedicada à produção cinematográfica.
Além dos filmes que marcam sua carreira como produtor, foi pai de Bruno Barreto e Fábio Barreto - dois diretores da geração pós-Cinema Novo - e de Paula Barreto, formada em Comunicação Social.
Internado no Hospital Copa Star para tratar de uma infecção pulmonar, Barreto morreu em 22 de julho de 2026, aos 98 anos, no Rio de Janeiro.
Ele era militante do Partido dos Trabalhadores.
"Em reconhecimento à sua obra e à sua contribuição para a cultura brasileira, decreto luto oficial de três dias", escreveu o presidente Lula em sua rede social. Destacando a atuação de Barreto desde o Cinema Novo, movimento que ganhou força nos anos 1960 e do qual o produtor participou com obras como "Vidas Secas" e "Terra em Transe".
O presidente afirmou que Barreto teve um papel central na produção cinematográfica brasileira e ajudou a revelar talentos e viabilizar produções que marcaram época. E também citou filmes como "Dona Flor e seus dois maridos", "O Quatrilho" e "O que é isso, companheiro?", produções associadas à trajetória profissional de Barretão.
Os dois últimos levaram o Brasil à disputa do Oscar de melhor filme internacional.
Segundo o presidente, o produtor LC Barreto também se destacou pela defesa do audiovisual brasileiro e por atuar em favor de políticas públicas para o setor.
17 julho, 2026
Estratégias da imprensa brasileira para sinalizar a censura durante a ditadura militar
Já o Diario de Pernambuco optou por uma abordagem diferente: a publicação de narrativas ficcionais sobre eventos sobrenaturais. Fundado em 1825 e reconhecido como o jornal diário em circulação mais antigo da América Latina, o Diario de Pernambuco enfrentava dificuldades para preencher seus espaços editoriais devido ao corte sistemático de matérias pelos censores. Então, em dezembro de 1975, começou a publicar uma série de matérias relatando o suposto aparecimento de uma "perna fantasma" no bairro de Tiúma.
A criatura era descrita como uma perna humana decepada, coberta por pelos escuros e espessos, que se movia autonomamente pelas ruas da cidade, atacando transeuntes com rasteiras e chutes durante a noite. Considerada uma das lendas urbanas mais conhecidas do imaginário recifense, foi reapropriada ao longo das décadas em diversas adaptações culturais, inclusive no filme "O Agente Secreto" (2025), que a incorporou como um elemento narrativo central.
10 julho, 2026
Marietta Baderna
Movida por seu talento, Baderna estreou nos palcos brasileiros e seu sucesso foi um acontecimento muito celebrado à época, e "baderna" tornou-se sinônimo de "beleza", mas posteriormente, recebeu críticas por parte da elite conservadora ao introduzir, entre os passos do balé clássico, gestos do lundu, da umbigada e de outras danças afro-brasileiras.
Em meio a essa polêmica, aqueles que defendiam sua dança, passaram a ser chamados de "baderneiros" e a palavra "baderna" mudou o seu significado e tornou-se sinônimo de "tumulto".
Com relação aos ataques, Baderna e os fãs revoltados chegaram a ser defendidos por figuras importantes como o escritor José de Alencar.
06 julho, 2026
Madrugada de horror com abalos em João Câmara - RN
26 junho, 2026
Hino do Brasil: eleito como o mais bonito dos países da Copa
O que o jornal destacou no hino brasileiro
Segundo o texto, o grande diferencial do hino é a gloriosa introdução orquestral de 28 segundos. A publicação afirmou que, embora a execução completa dure quase dois minutos, esse trecho inicial é o ponto mais marcante e ajuda a colocar o Brasil no topo da lista.
O jornal também observou que a letra é cantada em ritmo acelerado na maior parte do tempo, mas isso não diminui o impacto da composição. Para o NY Times, trata-se de um dos melhores hinos do mundo.
No ranking final, o Brasil aparece na liderança, seguido por França, Colômbia, Portugal e Escócia. Na última colocação ficou a Inglaterra, cujo hino foi descrito de forma bastante dura pelo jornal.
A melodia do Hino Nacional Brasileiro foi criada em 1831, em comemoração da abdicação de D. Pedro I, por Francisco Manuel da Silva. Seguiu como Hino Nacional durante todo o período da monarquia brasileira, sendo modificada depois da proclamação da república e permanecendo sem letra até 1909, quando Joaquim Osório Duque-Estrada criou uma nova letra para o Hino Nacional.
A composição se consolidou como símbolo nacional (juntamente com os outros três símbolos da República Federativa do Brasil, que são a Bandeira Nacional, as Armas Nacionais e o Selo Nacional) e agora ganhou também o reconhecimento internacional no curioso ranking do NY Times.
17 maio, 2026
La Banda
"A Banda" do brasileiro Chico Buarque interpretada pela cantora Marina Voica, que dominou as paradas musicais da Romênia, nas décadas de 1960, 70, 80 e até mesmo 90.
13 abril, 2026
Datas de fundação das capitais brasileiras
Região Nordeste
Recife (PE): 1537
Salvador (BA): 1549
João Pessoa (PB): 1585
Natal (RN): 1599
São Luís (MA): 1612
Fortaleza (CE): 1726. Data: 13/04, há 300 anos
Maceió (AL): 1815
Teresina (PI): 1852
Aracaju (SE): 1855
Região Sudeste
Vitória (ES): 1551
São Paulo (SP): 1554
Rio de Janeiro (RJ): 1565
Belo Horizonte (MG): 1897
Região Sul
Florianópolis (SC): 1673
Curitiba (PR): 1693
Porto Alegre (RS): 1772
Região Centro-Oeste
Cuiabá (MT): 1719
Campo Grande (MS): 1899
Goiânia (GO): 1933
Brasília (DF): 1960
Região Norte
Belém (PA): 1616
Manaus (AM): 1669
Macapá (AP): 1758
Rio Branco (AC): 1882
Boa Vista (RR): 1890
Porto Velho (RO): 1914
Palmas (TO): 1989
Capitais Federais Históricas
Salvador: 1549 - 1763
Rio de Janeiro: 1763 - 1960
Brasília: 1960 - presente
29 março, 2026
Pandeiro e tamborim
"Viva Meu Samba"
Compositor: Billy Blanco
Violão, pandeiro
O mestre João da Baiana foi o responsável pela introdução do pandeiro no samba, além de ter sido parceiro de Pixinguinha e Donga - "Pelo Telefone", com os quais formou o Grupo da Guarda Velha.
Nascido no Rio de Janeiro no dia 17 de maio de 1887, João da Baiana protagonizou um dos mais pitorescos episódios de nossa história musical.
Na Festa da Penha de 1908, teve seu pandeiro apreendido pela polícia - o senador Pinheiro Machado, que era seu admirador e que freqüentemente promovia festas em "seu" palácio no Morro da Graça, o convidou para uma dessas festas e como ele não apareceu, quis saber o motivo da falta.
Ao saber que o instrumentista tivera seu pandeiro apreendido pelos policiais, resolveu presenteá-lo com um novo pandeiro, que trazia a seguinte inscrição: "Com a minha admiração, ao João da Baiana - Pinheiro Machado".
Com essa dedicatória ("salvo-conduto") do senador, passou a tocar seu pandeiro, sem que a polícia fosse atormentá-lo!
(extraído de O Som do Animal, no Facebook)
17 março, 2026
Redistribuição dos fusos horários no BR
Ilustração por Luciano Amorim no X:
13 março, 2026
Um título: duas canções
1 - de Chiquinha Gonzaga (1899)
Um marco na obra de Chiquinha Gonzaga, a marcha Ó abre alas foi composta em 1899, despretensiosamente, para um cordão carnavalesco que ensaiava próximo a sua casa. Sua biografia revela também que foi a primeira música feita especialmente para o carnaval.
2 - de J. Piedade e Jorge Faraj
http://chiquinhagonzaga.com/wp/o-abre-alas-mesmo-titulo-dois-compositores/
Nova ilusão
1 - de Pedro Caetano e Claudionor Cruz
intérpretes: Paulinho da Viola, Zélia Duncan
2 - de Zé Menezes e Luiz Bittencourt
intérpretes: João Gilberto, Os Cariocas
http://blogdopg.blogspot.com/2023/03/novas-ilusoes.html
O que será?
1 - de Chico Buarque
("À flor da terra", no álbum "Meus caros amigos")
Wikipédia
Meu vício é você
1 - de Adelino Moreira
intérprete: Nelson Gonçalves
2 - de Chico Roque e Carlos Colla
intérprete: Alcione
24 fevereiro, 2026
Encontros e despedidas
E o presidente:
- Não, meu candidato é o EURICO (marechal Eurico Gaspar Dutra); mas se houver oportunidade, eu mudo uma letra: EU FICO.
Boa viagem, INSIGNE PARTINTE!
E que Truman respondeu:
Obrigado, INSIGNE FICANTE!
22 fevereiro, 2026
Metamorfose ambulante
Seu verso mais emblemático é: "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo". Que Raulzito colocou na letra "para questionar o problema das verdades absolutas".
Raul Seixas tocado por 1.000 músicos no Allianz Parque - São Paulo, 2022
19 fevereiro, 2026
Cascalho, cascalho, cascalho
O repasse do COB é feito a todos os atletas brasileiros que subirem ao pódio. A premiação é de R$ 310 mil para os medalhistas de ouro, de R$ 210 mil para os de prata e de R$ 140 mil para os de bronze.
Em caso de mais de uma medalha, os atletas recebem por cada prova.
Para as modalidades em grupo (dois a seis atletas) ou coletivas (sete atletas ou mais), os valores são maiores, porém divididos entre todos os atletas do grupo ou equipe.
Grupo: Ouro - R$ 700 mil; Prata - R$ 420 mil; Bronze - R$ 280 mil.
Coletiva: Ouro - R$ 1,05 milhão; Prata - R$ 630 mil; Bronze - R$ 420 mil
Fonte: Notícias ao Minuto
14 fevereiro, 2026
Um gigante no slalom gigante
Nascido em Olso, o esquiador filho de pai norueguês e mãe brasileira começou a carreira competindo pela Noruega, quando chegou a se sagrar campeão da Copa do Mundo de esqui alpino, na categoria slalom - as principais diferenças em relação ao slalom gigante são a distância entre as portas que os atletas precisam passar ao longo do percurso e a velocidade que alcançam durante a descida.
Pela primeira vez, o Brasil (e toda a América do Sul) subiu ao pódio em uma edição olímpica de inverno. E a medalha conquistada por Lucas Pinheiro Braathen, no slalom gigante, entra para sempre na história do esporte.
07 fevereiro, 2026
O Agente Secreto
Kleber Mendonça Filho comemora a marca de 2 milhões de ingressos vendidos por "O Agente Secreto" no Brasil.
O filme segue a história de Marcelo, um fugitivo da ditadura militar brasileira, que foge para Recife em busca de paz, mas percebe que a cidade está longe da paz que deseja.
Lista de prêmios, honrarias, indicações e pendências de "O Agente Secreto"
Honrarias: 3
Indicações: 70
Pendências: 43
04 fevereiro, 2026
O biquíni de lacinho
Na década de 1980, os modelos asa-delta e fio dental apareceram nas areias brasileiras. Mas o fio dental só vingou no Brasil.
Quanto ao biquíni de lacinho, é também uma invenção brasileira. Do paraense David Azulay, o dono da Blue Man que sempre acreditou que a moda praia seria um dos meios mais importantes de identificação e divulgação da cultura brasileira.
Deixemos que a filha de David Azulay conte como foi a história desse "erro" que virou história.
27 janeiro, 2026
Caiu a ficha
Quando a arquiteta Chu Ming Silveira projetou, em 1971, um novo tipo de telefone público que fosse adequado a um país dos trópicos. Durável, porém leve e barato de fabricar, instalar e manter, o qual logo foi apelidado de orelhão (em alusão a ter a forma de uma grande orelha).
No auge de sua utilização, havia 1,5 milhão desses aparelhos nas ruas e praças do Brasil.
E fizeram muito sucesso em quadros de humor da televisão brasileira.
Na década de 1980, com o "Zé da Galera" e o "Paquera da Jupira", personagens de Jô Soares no programa humorístico "Viva o Gordo"; e também, com o comediante Aloísio Ferreira Gomes, o "Canarinho", destaque do programa "A Praça É Nossa", que usava o telefone público próximo de outras pessoas, falando alto e provocando grandes confusões.
No cinema nacional, os orelhões foram também utilizados como peças do "mobiliário urbano". Como em "O Agente Secreto" (de 2025), em que foi preciso recriar uma Recife dos anos 1970s para as locações do filme.
Este mês de janeiro marca o início da despedida de nossos confidentes de fibra de vidro. Em povoados onde a cobertura da internet é insatisfatória, apenas 9 mil desses orelhões sobreviverão até 2028.
03 janeiro, 2026
"Melhor atuação com cigarro"
23 novembro, 2025
Tenório Jr.
20 novembro, 2025
O presidente negro do Brasil
De origem humilde, ele é considerado o primeiro e único presidente negro do Brasil.
Mas naquele início de século 20, com a preponderância de teorias racistas e uma ideia de embranquecimento da população, sua própria identidade racial se tornou objeto de controvérsia. "Rigorosamente, ele era um mestiço", define à BBC News Brasil o historiador Petrônio Domingues. Hoje, pelas categorias oficialmente utilizadas pelo IBGE, ele seria classificado como pardo.
Peçanha governou o país em um período profundamente marcado pelo racismo científico. Doutrinas como a frenologia e a eugenia ganhavam força no país, legitimando teorias que buscavam justificar a marginalização de pessoas negras e mestiças.
Na imprensa, era caricaturado em charges e anedotas que enfatizavam sua cor de pele de maneira depreciativa.
A conjuntura era do favorecimento da vinda de imigrantes estrangeiros para o Brasil, na ideia de que europeus brancos iriam, de certa forma, trazer o progresso para o Brasil. E de que a raça negra iria perdendo força, desaparecendo, a partir da miscigenação com a raça branca, também superior.
Nascido em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, teve uma infância pobre com seis irmãos em um sítio. A família se mudou para a cidade quando Peçanha chegou à idade escolar. Ele estudou Direito na Faculdade do Largo São Francisco, em São Paulo, mas acabou concluindo o curso na Faculdade do Recife.
Seu casamento chocou a sociedade da época: a noiva, Ana de Castro Belisário, a Anita, era de família rica de Campos dos Goytacazes, neta de um visconde e bisneta de dois barões. Anita chegou a fugir de casa para concretizar a união, um escândalo social que refletia as barreiras impostas pelas estruturas raciais e de classe da época.
Questões pessoais à parte, Peçanha trilhava uma sólida carreira política. Em 1890, reconhecido por seu engajamento nas lutas abolicionista e republicana, foi eleito para a Assembleia Constituinte que redigiu a primeira Carta Magna da República.
Foi deputado até 1902. No ano seguinte, tornou-se presidente do Rio de Janeiro — cargo equivalente ao atual governador. Em 1906 foi eleito vice-presidente da República. Apesar de circular em meios políticos dominados por brancos, parte da opinião pública o questionava, associando o fato de ele ser negro a eventuais dificuldades em sua capacidade de conduzir o país.
Em sua passagem pelo Palácio do Catete, deixou duas marcas importantes. Foi ele quem criou o Serviço de Proteção aos Índios, órgão que antecedeu a atual Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). E também quem fundou a Escola de Aprendizes Artífices, que é considerada a precursora do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet). E por causa disso em 2011 ele foi homenageado com uma lei federal que o tornou o patrono da educação profissional e tecnológica no Brasil.
Nilo Peçanha morreu em 1924, vítima de um problema cardíaco causado pela doença de Chagas. Há dois municípios brasileiros que o homenageiam com o nome: Nilo Peçanha, na Bahia, e Nilópolis, na região metropolitana do Rio.
Extraído de: VEIGA, Edison. Quem foi o 1.º e único presidente negro do Brasil. In: BBC News Brasil



