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25 julho, 2024

Hello, Halley

Halley é um dos cometas mais brilhantes que nos visitam, e é o único com um período curto – 76 anos em termos cósmicos é curto – pelo que sua passagem pelos céus do nosso planeta está documentada há muito tempo: desde 239 a.C. Embora tenha o nome de Edmund Halley, que calculou a sua órbita a partir de suas observações da visita de 1682.
Em sua visita mais recente, em 1986, enviamos para visitá-lo uma verdadeira flotilha de sondas espaciais, que na verdade ficou conhecida como a "Flotilha Halley". Entre elas estava a sonda Giotto, da Agência Espacial Europeia, que na noite de 13 para 14 de março de 1986 fez a maior aproximação ao cometa, alcançando apenas 596 quilômetros do seu núcleo.
Presumivelmente, na próxima visita enviaremos sondas ainda mais sofisticadas. Não podemos nos esquecer que, desde então, conseguimos visitar vários outros cometas e até colocar a sonda Rosetta em órbita em torno de 67p/Churyumov-Gerasimenko e o módulo de aterragem Philae em sua superfície, numa das missões espaciais mais espectaculares dos últimos anos.
E o cometa certamente será fotografado da Terra com equipamentos muito mais sofisticados do que os disponíveis em 1986 e, sobretudo, acessíveis a muito mais pessoas.
Mas, acima de tudo, dará mais uma vez um espetáculo que poderá ser apreciado a olho nu.
(https://www.microsiervos.com/archivo/ciencia/cometa-halley-afelio-acercarse-sol.html)

(https://slideshows-pg.blogspot.com/2010/08/o-encontro-marcado.html)

09 agosto, 2023

Autoengano insustentável

por Fernando Gurgel Filho
Nem sei o porquê, mas quando ouço ou leio algo indicando que uma obra humana é "autossustentável" fico logo achando uma tremenda bobagem. Enganação mesmo.
Vejamos um exemplo: um prédio de apartamentos. Em primeiro lugar, ele não produz água nem oxigênio. Se usar energia solar, como não produz seu próprio calor, precisa do sol. Todo o meio ambiente embaixo e ao redor do prédio foi destruído para todo o sempre. Ao ser habitado, vai produzir tanto lixo que vai degradar ainda mais o meio ambiente. Onde está, então, a tal autossustentabilidade?
Ora, se analisarmos com cuidado, nem o planeta onde moramos e destruímos é "autossustentável". Está inserido dentro de um sistema de onde capta energia, capta calor, etc. Além de ter sua velocidade totalmente influenciada por este sistema onde está circulando.
Então, vamos parar de autoenganação e entender de que o planeta precisa - e o ser humano, se quiser sobreviver um pouco mais por aqui - é de ações efetivas e, mesmo assim, parece que a efetividade de ações humanas positivas para o meio ambiente está cada vez menor.
Ou seja, depois de um longo período de aumento de temperaturas no planeta, já estão falando em um próximo período de aumento da torrefação. E não haverá floresta ou oceano que reverta o quadro.

Slideshow HENRIQUETA E A AUTOSSUFICIÊNCIA
Henriqueta tem um motivo justo para não se enquadrar no esquema. (PGCS)

12 maio, 2021

Por que é difícil caçar uma mosca com a mão

  • Seus olhos compostos têm um ângulo de visão quase total, uma espécie de "visão de 360 graus", de modo que veem o perigo vindo de qualquer lugar.
  • Seu pequeno cérebro processa informações 10 vezes mais rápido do que o dos humanos.
  • As moscas podem executar prompts de voo em ângulos de 90 graus em 50 milissegundos.
  • Elas têm um tempo de reação de menos de 5 milissegundos (o da luz de um flash), conforme cronometrado.
  • Elas têm estruturas sob as asas chamadas halteres que usam como giroscópios: isso permite que mantenham a cabeça e os olhos relativamente estáticos e, assim, vejam melhor. (Quando removidos pelos cientistas, as moscas perdem o controle do voo.)
Seu único ponto fraco parece ser o mesmo que existia (presume-se) em alguns dinossauros: é difícil para elas ver objetos que não se movem.
Então, uma maneira de tentar caçá-las é chegar bem perto (para reduzir a distância), muito devagar, e então -- pá! -- Aplicar um golpe rápido e certeiro. Provavelmente não funcionará, mas não custa tentar.

Microsiervos c/ vídeo (em inglês).

Mr. Obama alcançava 100 por cento de sucesso matando moscas na Casa Branca. É sua rate of success in hunting.
Slideshow TÉDIO NO TRABALHO

10 julho, 2019

"Bohemian Rhapsody" ilustrada com memes

Luke Maynard adaptou seu slideshow viral no Face da clássica canção do Queen, "Bohemian Rhapsody", para o formato de vídeo.



Outros vídeos de "Bohemian Rhapsody":
1 - com Fred Mercury e a banda Queen (link externo)
2 - com o músico brasileiro Joe Penna
3 - com o físico Timothy Blais
4 - com uma impressora

27 abril, 2018

Na altura da lua

Locução adverbial. Na altura da lua. No alto, lá em cima, nas alturas.
"Ontem um boateiro disse / estourou Tapacurá / Todo Corpo de Bombeiro / agora correu pra lá / a cheia já vem na rua / quase à altura da lua / invade o Recife já…"
"A mentira cabeluda e a carreira que nós demos", José Soares, o poeta-repórter, em "Viagem ao Planeta dos Boatos", Homero Fonseca.
Fonte: Dicionário do Nordeste, Fred Navarro, 2a. edição, Companhia Editora de Pernambuco – Cepe, Recife, 2013.

Ó LUA
Com "As Bahias e a Cozinha Mineira"



Ó lua / Se apareces toda nua / Os meu olhos indecentes / Vão cantar murmúrio e dor.
Não sabes de mim / Porém tua presença em meu peito / É nascer de vida a vida / Como a morte para o amor.
Por querer-te perto, aprendi a distância / Nos teus ombros esbanjar meu cabelo / Sou mirrado, flores, germino pétalas no asfalto / Coração vagabundo da altura da lua, a morte.

Slideshow Ó LUA MOONDANA

12 abril, 2018

Aqueles que se dobram

Parece que Mark Zuckerberg e seu diretor criativo previram o futuro quando projetaram este logotipo para o Facebook.


De acordo com o estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS), o nome chikungunya tem sua origem em uma palavra em maconde (língua dos povos macondes que habitam o norte de Moçambique e o sul da Tanzânia) que significa “aqueles que se dobram”, descrevendo a aparência encurvada dos pacientes ...

Slideshow POR QUE OS HOMENS ANDAM TÃO ENCURVADOS?

Novo!
Cinco coisas que você talvez não saiba sobre o Facebook reveladas por Zuckerberg em seu depoimento no Congresso dos Estados Unidos.


O robô Mark "Zuckerborg" sempre foi o tema central na comunidade dos Zuckmemes. Uma piada que surgiu durante o seu depoimento foi que ele se parecia muito com Data, de Star Trek. Você sabe, o androide.

05 setembro, 2017

Hubble e o recuo dos horizontes

"A história da astronomia é uma história do recuo dos horizontes." - Hubble

Edwin Powell Hubble (Marshfield, 20 de novembro de 1889 — San Marino, 28 de setembro de 1953) foi um astrônomo estadunidense.
Famoso por ter descoberto que as até então chamadas nebulosas eram, na verdade, galáxias fora da Via Láctea, e que estas afastam-se umas das outras em uma velocidade proporcional à distância que as separa.
Hubble estudou a estrutura das galáxias e classificou-as pelo formato.
Seu nome foi dado ao primeiro telescópio espacial, posto em órbita em 1990, para estudar o espaço sem as distorções causadas pela atmosfera.
A classificação das galáxias:
  • espirais
  • espirais barradas
  • elípticas
  • irregulares
A classificação acima, apesar dos anos que se passaram desde que foi criada por Hubble, continua sendo utilizada. A nossa galáxia, a Via Láctea, por exemplo, é uma galáxia espiral.

Slideshow O UNIVERSO

30 dezembro, 2015

Marjorie Rice e seus pentágonos

Pavimentação de superfície por polígonos
Recobrir uma superfície plana com peças poligonais constitui uma das atividades mais antigas realizadas pelo homem.
Kepler foi o primeiro a estudar pavimentações do plano utilizando polígonos regulares. Em seus estudos, observou que polígonos regulares idênticos pavimentam perfeitamente um plano apenas se seus ângulos internos forem um divisor de 360.
O triângulo equilátero pode realizar uma pavimentação porque cada um de seus ângulos internos mede 60º (divisor de 360). O quadrado e o hexágono regular também pavimentam um plano porque possuem ângulos internos respectivamente iguais a 90 e a 120.
Pentágonos regulares não pavimentam um plano sem sobreposições ou cortes porque seus ângulos internos medem 108, que não é um divisor de 360. O triângulo equilátero, o quadrado e o hexágono regular são os únicos polígonos regulares capazes de pavimentar o plano. Pavimentações como essas são chamadas de periódicas uma vez que recobrem o plano repetindo um mesmo padrão.


Na imagem acima está a 15ª maneira de dispor pentágonos irregulares sem deixar sobras de espaço. Foi descoberta em 2015 por uma equipe de matemáticos usando para isso um algoritmo de computador. A anterior havia sido descoberta há 30 anos (1985). Mas a 13ª, descoberta cinco antes, é a que tem a história mais interessante, uma vez que não foi descoberta por um matemático, mas por uma dona de casa de San Diego, Marjorie Rice.
Marjorie não tinha uma educação matemática além do ensino médio. Mas, Marjorie estava sempre interessada em matemática. Quando seus filhos estavam todos na escola, Marjorie começou a estudar e resolver problemas de matemática para se divertir. Um deles tinha uma assinatura da "Scientific American", e Marjorie gostava de ler os artigos de Martin Gardner. Um dia, em 1975, ela leu um artigo que Martin Gardner escreveu sobre uma nova maneira de pavimentação com o pentágono. Até 1968, os matemáticos acreditavam que havia apenas cinco diferentes tipos de pentágonos que poderiam cobrir uma superfície plana sem deixar lacunas (em "telha de avião"). Mas, em 1968, mais três (6, 7 e 8) foram descobertas, e, em 1975, uma quarta (9) fora encontrada -. ​​a que Martin Gardner relatou em seu artigo. Quando leu isso, Marjorie ficou curiosa sobre se ela poderia encontrar o seu próprio novo tipo de pentágono. Então, ela começou a trabalhar. Ela criou a sua própria notação para as relações entre os ângulos de seus pentágonos. Sua nova notação a ajudou a ver as coisas de maneiras que os matemáticos profissionais tinham negligenciado. E, finalmente ... ela encontrou um (10)!
Marjorie escreveu a Martin Gardner para contar a ele sobre sua descoberta. Em 1977, Marjorie já havia descoberto mais três tipos de pentágonos que pavimentam o plano (11, 12 e 13) e seu novo amigo, o matemático Doris Schattschneider, tinha publicado um artigo sobre o trabalho de Marjorie em "Mathematics Magazine".
Marjorie tem um site chamado Intriguing Tessellations em que ela escreveu sobre o seu trabalho e postou algumas das suas obras. Aqui está um de seus pentágonos transformado em um mosaico de peixes (V. slideshow). Ela comemorou seu 90º aniversário este ano e vive com sua filha na Califórnia. Marjorie não é mais capaz de responder a perguntas sobre suas pavimentações. Esperamos que você goste desse website que caracteriza seu trabalho.
Conclusão
Há atualmente quinze tipos diferentes de pentágonos conhecidos por "telha de avião". Mas... há mais? Ninguém sabe ao certo. Existindo, ou não, mais tipos de pentágonos que pavimentam o plano com perfeição aqui temos o que os matemáticos chamam um problema em aberto. Talvez você possa encontrar um novo tipo – ou provar que ele não pode ser encontrado!
Referências
http://mathmunch.org/2013/02/25/marjorie-rice-inspired-by-math-and-subways
https://sites.google.com/site/intriguingtessellations/home
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u9383.shtml

Curiosidade
Gugólgono - polígono de 10100 lados.

Slideshow
PAVIMENTAÇÃO COM PENTÁGONOS

28 janeiro, 2015

Há vida durante um porre fenomenal?

por Fernando Gurgel Filho
Sugestão de pesquisa para o IgNobel: há vida durante um porre fenomenal?
Após tomar um porre, o ser humano perde a noção de tudo. Perde o rumo, perde a dignidade, perde a memória... Quando acorda, alguns não se lembram de quase nada, outros não se lembram de absolutamente nada...
Um amigo, em um de seus domingos gastronômicos, resolveu fazer uma paella. Armou-se de uma garrafa de um bom conhaque francês para refogar os camarões e uma boa vodca quase congelada para bebericar com água tônica.
Como os camarões não estavam muito sedentos de conhaque, deixou uma taça apropriada por perto e passou a acompanhar os trabalhos com a agradável bebida. E a vodca, agora pura, para "limpar as papilas gustativas do gosto meio adocicado do conhaque".
Resultado: amnésia alcoólica. Apenas no dia seguinte soube do resultado: foi "gentilmente" retirado da cozinha pelos familiares, deram-lhe um banho gelado e jogaram-no em cima da cama. Resultado que gera recriminações até hoje. Para sua satisfação, o netinho vive perguntando: "Vô, quando cê vai fazer outra paella daquela?". Ao que ele responde, sério: "Nunca mais, filho, vai ser difícil acertar na mão outra vez.". E não é só o netinho. Aquela paella, nem ele sabe como, dizem que ficou muito boa. "O sabor ficou entre o divino e o maravilhoso!", costuma dizer.
Mas ele se conforma porque um outro amigo foi menos "venturoso". Segundo o próprio amigo contou, este foi a um seminário e à noite, cansado, sentou-se no piano bar do hotel e passou a conversar com um dos hóspedes que dizia estar, também, participando de um outro seminário que havia terminado à tarde.
Ambos apreciadores de um bom uísque, beberam e conversaram até tarde da noite. O amigo esqueceu da vida e de tudo. A última coisa que se lembra foi de ter bebido um uísque 18 anos, que o outro dizia ser maravilhoso e que foi buscar no quarto.
No outro dia, não sabia nem a que horas chegou ao quarto. Nem como. Mas estava nu, a cama meio revirada e a porta fechada, mas sem ter sido trancada à chave. E o que é pior: nada foi roubado e o quarto estava impecável. Até hoje sente calafrios quando se lembra. Ganhou até umas boas horas de terapia. Que não resolveram sua angústia existencial: "Se, pelo menos, o FDP tivesse roubado alguma coisa eu não ficaria imaginando uma tragédia pior!", costuma dizer.
Ainda assim, o ser humano, pretensioso como é, crê fanaticamente em uma alma que volta a viver depois que todas as células de seu corpo entram em colapso, ou seja, depois de mortinho e enterrado. Com base nessa crença, ainda afirma categoricamente que pode se lembrar de vidas passadas.
Então, fica a pergunta fundamental: se existe uma alma que sobrevive após a morte, para onde ela vai durante um porre fenomenal? Ou não há vida durante um porre?

Slideshow DE PORRE
(POSIÇÕES INSPIRADAS NA IOGA)

04 junho, 2014

Estátuas são chatas

Uma vez que você sabe que elas são assim, evite interagir com elas. Não podendo vingar-se dos pombos, poderão descarregar seus rancores em você.


28 maio, 2014

02 abril, 2014

Ofurôs

Ofurô (風呂; banheira, em japonês) é um tipo de banheira tradicional do Japão, caracterizada pelo formato bem mais profundo e mais curto do que uma banheira ocidental, o que permite a seu usuário tomar banho com o corpo em posição fetal - suficiente para que a água cubra os ombros de uma pessoa sentada. Pode ser utilizado por mais de uma pessoa ao mesmo tempo.
Neste slideshow, com cenas de pessoas e animais tomando banho em "ofurôs", os parâmetros acima descritos não foram levados em consideração.