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11 maio, 2025

Trabalho maternal

Bonus track do álbum "Cochicho no silêncio vira barulho, irmã", da cantora Verônica Ferriani.

escomunal, adjetivo de dois gêneros
(pouco usado)
m.q. descomunal

10 maio, 2020

Dona Elzita

Uma saga de 45 anos que envolve pistas falsas no Brasil e no exterior, visitas a quartéis, cemitérios e manicômio judicial, interpelações a torturadores, súplicas a autoridades da República e pedidos de ajuda a organizações internacionais.
A história de Elzita Ramos de Oliveira Santa Cruz, que carregou como bandeira e razão de vida uma pergunta sem resposta, que repetiu enquanto teve voz, sobre o paradeiro do seu filho Fernando.
Ela morreu no ano passado, aos 105 anos, sem conseguir enterrar Fernando Santa Cruz, desaparecido em fevereiro de 1974, após ser preso por órgãos de repressão da ditadura militar, em uma esquina de Copacana, no Rio de Janeiro.
Fernando foi vítima de "morte não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro".
Dona Elzita costumava recitar uma poesia que, dizia ela, aprendeu quando criança. Familiares, no entanto, confirmam ser de sua autoria:
"Passam-se os anos, e o véu do esquecimento / Baixando sobre as coisas, tudo se apaga / Menos da mãe, no triste isolamento, / a saudade que o coração lhe esmaga."

12 maio, 2019

A contribuição da mãe para a sociedade





"Todo homem ou mulher que é sensível, todo homem ou mulher que tem a sensação de ser uma pessoa no mundo, e para quem o mundo significa alguma coisa, toda pessoa feliz, está em débito infinito com uma mulher." ~ Donald Winnicot

10 maio, 2015

Mães: ontem e hoje

Hoje, a vida de muitas mães é diferente e mais livre do que no século passado. Até 1962, por exemplo, as mulheres casadas só podiam trabalhar fora de casa se o marido permitisse. Isso foi uma limitação imposta pelo Código Civil de 1916. Ele substituiu a legislação portuguesa até então vigente, mas isso não significou avanço algum para os direitos civis das mulheres.
As mães podem até querer trabalhar, e não precisam mais autorização do marido para isso, mas nem sempre isso é possível, já que se a mãe não puder contar com a família, ou com uma babá, simplesmente não há onde as crianças ficarem enquanto as suas mães trabalham. Somente cerca de 15% das crianças brasileiras podem contar com uma escolinha ou creche.
Desde quando o dia é comemorado?
No Brasil, em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em Portugal, o Dia das Mães é celebrado no primeiro domingo de Maio, embora durante muitos anos tivesse sido comemorado no dia 8 de Dezembro, dia da Nossa Senhora da Conceição.
Alguns fatos interessantes:

  • Em 1914 já existiam carrinhos de bebê de madeira, chupetas e mamadeiras, mas ainda não existiam lenços umedecidos ou fraldas descartáveis.
  • No Brasil, até 1930 ainda eram realizados mais partos domiciliares do que hospitalares. Isto mudou e atualmente existe inclusive uma dúvida na sociedade se partos em casa ainda deveriam ser permitidos.
  • Embora a primeira cesariana já tenha sido realizada em 1500, no século passado elas ainda eram raramente feitas. Hoje em dia, no entanto, mais da metade de todas as crianças brasileiras nascem através deste tipo de parto. Na rede privada de saúde, este número sobe ainda mais e varia entre 83 e 90% de todos os partos.
  • No ínicio do século XX, e com o fim da escravatura ainda não tão distante, era muito comum encontrar amas de leite. Geralmente escravas ou ex-escravas que amamentavam os filhos dos seus donos.
  • A expectativa de vida das mães de hoje é cerca de 30 anos maior do que no início do século passado. As meninas que nascem hoje no Brasil vão viver, em média, 78 anos (IBGE).
  • Em Portugal, a idade média na qual as mulheres têm o seu primeiro filho é de 29 anos, uma tendência mundial que ainda não é verificada no Brasil. Por aqui as mães seguem tendo filhos ainda bastante jovens (média de 24 anos), mas mais tardia que a média do começo do século. Naquela época, a maioria das mulheres tinha o seu primeiro filho até os 19 anos de idade.
  • Até 1960, as mulheres brasileiras tinham uma média de 6 filhos. Atualmente, o Brasil já está abaixo da média de reposição (2,1), sendo que temos uma média de 1,9 filhos por mulher.

Para sempre

Carlos Drummond de Andrade. In: "Lição de Coisas"
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Um olhar para as mães na História da Arte, HUFFPOST

11 maio, 2014

Piada pelo Dia das Mães

Mãe: "Então, quando você chegar aqui ao prédio, você aperta o interfone com o cotovelo, pede para o porteiro abrir a porta do elevador e também para ele apertar o botão de subir do elevador. Chegando aqui, você toca a campainha com o cotovelo que eu abro a porta".
Filho: "Mas eu não entendi, mamãe. Por que eu tenho que apertar o porteiro eletrônico com o cotovelo, o porteiro abrir a porta do elevador para mim e também apertar o botão de subir do elevador, e eu tocar a campainha com o... cotovelo?"
Mãe: "Ué, não me diga que você não vai estar com as mãos ocupadas trazendo o meu presente?"
Fontes: Alef News, Anima Tunes, Brazilian Voice etc

Supermãe

Tradução: PGCS

Vídeo THE SUPERMÃE, com a heroína de papel que Ziraldo criou para ser a mãezona do Carlinhos.

04 maio, 2014

Uma homenagem faturada

A criadora do Dia das Mães, Anna Jarvis, não tinha filhos próprios e lamentou a comercialização do feriado.
Anna propôs um Dia das Mães nacional (EUA), em 1907, em parte para honrar a sua própria mãe. Ela promoveu sua ideia com governadores, deputados, jornalistas e, em 1914, o presidente Woodrow Wilson reservou o segundo domingo de maio para homenagear as mães do país.
Mas o feriado foi quase imediatamente cooptado pelos comerciantes, o que horrorizou Anna. "Confeitaria colocar uma fita branca em uma caixa de bombons e aumentar o preço só porque é Dia das Mães", reclamou ela, em 1924. "Não há relação entre doces e este dia. É pura comercialização".
Ela tentou conter a maré comercial por meios legais, incorporando-o ao Dia das Mães internacional, e ameaçando com direitos autorais contra o que ela sentia ser celebrações comerciais. Ela tinha recomendado o uso de cravos para marcar o feriado. Quando floristas elevaram o preço dos cravos, ela passou a distribuir botões de celuloide.
Anna tinha uma amargura especial para os filhos que compravam cartões produzidos em massa para suas mães. "Um cartão impresso piegas e insincero ou um telegrama ready-made não significa nada, exceto que você está com preguiça de escrever para a mulher que fez mais por você do que qualquer outra pessoa no mundo", disse ela. "Qualquer mãe preferiria ter uma linha rabiscada por seu filho ou sua filha do que um cartão comercial."
"Uma ligação telefônica não é suficiente. Escreva uma carta para sua mãe. Nenhuma pessoa é ocupada demais que não possa fazer isso."
Não teve jeito. O verdadeiro espírito da data nunca foi assimilado. Em 1943, suas finanças começaram a combalir e, sem dinheiro e quase cega, ela foi internada em um hospital da Filadélfia. Seus amigos prometeram ajudá-la, e ela morreu no sanatório West Chester, em 1948.

The parent trap, Futility Closet