É um álbum de estúdio de Antônio Carlos Jobim lançado em 1973. O disco faz referência ao mitológico personagem Matita Perê em duas gravações:
na faixa 1 - "Águas de Março", música e letra de Jobim", em que o personagem é designado por Matita-Pereira
É peroba no campo, é o nó da madeira / Caingá candeia, é o matita-pereira.
na faixa 3 - "Matita Perê", de Jobim e Paulo César Pinheiro, como título da canção e também do álbum.
No jardim das rosas / De sonho e medo / Pelos canteiros de espinhos e flores / Lá, quero ver você / Olerê, olará, você me pegar.
Mas o que é Matita Perê? Matita Perê (18.900 resultados no Google) ou Matita Pereira (4.180.000 resultados) ou Matinta Perera (72.500 resultados) é uma personagem do folclore brasileiro, mais precisamente na Região Norte do país. Trata-se de uma bruxa velha que à noite se transforma em um pássaro agourento (rasga-mortalha) que pousa sobre os muros e telhados das casas e se põe a assobiar, e só para quando o morador, já muito enfurecido pelo estridente assobio, promete a ela algo para que pare (geralmente tabaco, mas também pode ser café, cachaça etc.).
Com poderes sobrenaturais, ela lança feitiços sobre suas vítimas capazes até de levar à morte. Quando está na sua forma mais comum, uma velha de vestido preto e cabelos caídos no rosto, costuma soltar um assobio agudo como se estivesse gritando o próprio nome. Costuma-se descrevê-la como uma bruxa idosa que se transforma durante as noites em um pássaro. Por outro lado, há versões que relatam que ela se transforma em uma coruja. Mais ainda, essa transformação envolve a representação da alma de um antepassado da personagem.
Originada como parte do folclore medieval, a história inspirou um verso de Goethe, Der Rattenfänger; uma história dos Irmãos Grimm, O Flautista de Hamelin; e um dos poemas mais conhecidos de Robert Browning, com o mesmo nome.
E embora cada escritor tenha dado seu toque à narrativa, o enredo básico permaneceu o mesmo: a cidade de Hamelin contratou o flautista para livrá-la da praga de ratos.
Seguindo as notas hipnóticas da flauta mágica do caçador de ratos, os roedores atravessaram educadamente os portões da cidade em direção à sua suposta ruína.
Mas eles não foram os únicos atraídos por sua música.
Quando a cidade se recusou a pagar o flautista por seus serviços, ele colocou em prática seu plano de vingança, atraindo as crianças de Hamelin com sua melodia.
Em transe, meninos e meninas seguiram o flautista para fora da cidade e simplesmente desapareceram.[...]
Os irmãos Grimm e Browning podem ter transformado a lenda em arte, mas parece que a história é baseada em um incidente histórico que realmente aconteceu.
A prova está gravada nas próprias paredes de Hamelin.
Uma placa na fachada de pedra da chamada casa do flautista, residência privada no estilo enxaimel datada de 1602, evidencia o mistério.
"Em 26 de junho de 1284, no dia de São João e São Paulo, 130 crianças nascidas em Hamelin foram retiradas da cidade por um flautista vestido com roupas multicoloridas. Depois de passar pelo Calvário perto de Koppenberg, desapareceram para sempre", diz a inscrição.
A inscrição não é o único indício.
Uma anotação nos registros da cidade de Hamelin, datada de 1384, lamenta que "já se passaram 100 anos desde que nossas crianças partiram".
O vitral da igreja de São Nicolau da cidade, destruído no século 17 mas descrito em relatos anteriores, ilustrava a figura do flautista com várias crianças fantasmagóricas de branco.
Além disso, o manuscrito de Luneburg do século 15, junto com cinco versos de memória histórica, alguns em latim e outros em alemão da Idade Média, fazem referência a uma história semelhante de 130 crianças ou jovens que desapareceram em 26 de junho de 1284, seguindo um flautista até um lugar chamado Calvário ou Koppen.
E assim o flautista, mais do que uma lenda, se torna símbolo de um grande mistério histórico.
Folclore (do inglês folk-lore: "conhecimento popular"). Termo usado pela primeira vez na carta enviada pelo arqueólogo Ambrose Merton - pseudônimo de Willian Thoms - endereçada à revista londrina "The Atheneum", que a publicou em agosto de 1845.
"Do mesmo modo, ninguém aqui vai me ouvir pronunciar a palavra 'folclore'. Os vínculos entre o conceito erudito de 'folclore' e a discriminação cultural são mais do que estreitos. São íntimos. 'Folclore' é tudo aquilo que não se enquadrando, por sua antiguidade, no panorama da cultura de massa é produzido por gente inculta, por 'primitivos contemporâneos', como uma espécie de enclave simbólico, historicamente atrasado, no mundo atual. Os ensinamentos de Lina Bo Bardi me preveniram definitivamente contra essa armadilha. Não existe 'folclore' o que existe é cultura."
"Cultura como tudo aquilo que, no uso de qualquer coisa, se manifesta para além do mero valor de uso. Cultura como aquilo que, em cada objeto que produzimos, transcende o meramente técnico. Cultura como usina de símbolos de um povo. Cultura como conjunto de signos de cada comunidade e de toda a nação. Cultura como o sentido de nossos atos, a soma de nossos gestos, o senso de nossos jeitos."
Trechos do discurso do cantor e compositor Gilberto Gil, quando tomou posse, em 2 de janeiro de 2003, no Ministério da Cultura, durante a gestão do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Precisamos da natureza - água, sol, ar - para sobreviver, mas ela realmente não precisa de nós. Ela é generosa conosco, mas ela tem algumas condições, e nós temos que respeitá-las." ~ Rachel Carson, bióloga e pioneira do conservacionismo Água: uma celebração impressionante do elemento da vida baseado no folclore indiano
É a história de sete irmãs, enviadas pelos pais para encontrar água. Depois de andarem o dia todo subindo e descendo morros, elas finalmente chegaram a um lago - mas ficava muito abaixo delas, e portanto inacessível. Testemunhando sua luta e desânimo, o lago teve pena delas e fez uma oferta - ele se elevaria se elas lhe dessem seu bem mais precioso.
Dispostas a fazer qualquer coisa pela água, as irmãs concordaram, e a mais jovem tirou um lindo anel do dedo e jogou no lago. A água subiu rapidamente, as irmãs encheram as panelas e ficaram muito contentes.
Ilustração: Tara Books
Mas assim que elas se preparavam para voltar para casa, a irmã mais nova começou a chorar, lamentando ter sacrificado o anel. Ela o queria de volta. Suas irmãs insistiram que haviam feito uma barganha com o lago, por isso tendo que honrar o compromisso. Mas não havia como fazer a irmã mais nova mudar de ideia. Recusando-se a abandoná-la, as outras seis mulheres relutantemente começaram a procurar pelo anel. E todas desceram para a água, entraram no escuro e desapareceram, para nunca mais serem vistas - o lago as engolira por terem quebrado sua promessa. O anel na história representa uma barganha que as irmãs fizeram com o lago - uma promessa que elas então quebraram. Quando se vai contra uma barganha e se torna ganancioso, a natureza castiga como o lago fez com as sete irmãs. Suas leis são rigorosas.
A expressão acima, muito usada em boa parte da região nordestina, mas pouco conhecida no restante do país, especialmente nas grandes cidades, é empregada quando qualquer situação chega a seu ponto final, irreversível, definitivo e que, por isso, não tem mais jeito e não pode ser modificada.
= Vamos esquecer o assunto.
(Grato ao jornalista e escritor JB Serra e Gurgel por ter feito o contrário, isto é, me lembrado o assunto.)
Se o assunto é decidido ... quando não há mais questão ... se não cabe discussão ... e o martelo foi batido ... se não restar mais moído ... e acabou-se o bafafá ... se o que fazer já não há ... e recorrer não se pode ... emende o fio do bigode ... morreu Maria Preá ...
De onde surgiu esta expressão, apud Larissa Brandão:
Conta-se, no caso, que o vigário de determinado lugarejo interiorano foi apanhado em flagrante por seu sacristão quando transava com Maria Preá, uma paroquiana com atrativos físicos que atraíam a atenção de qualquer filho de Deus que tivesse os hormônios certos funcionando nas horas certas. Pouco importa saber como esse romance incomum começou, e mais ainda, de que forma chegou ao rola-rola, e ainda por cima na casa paroquial. O fato é que desse dia em diante o sacristão passou a fazer chantagem com o vigário, conseguindo dele tudo o que desejava. Bastava dizer em sussurro "Olha a Maria Preá!", para que o religioso se rendesse às suas exigências, embora o fizesse muito a contragosto. Mas fazer o quê numa situação dessas? Como explicar aquela aventura amorosa aos paroquianos?
Até que certo dia o vigário voltou mais cedo de uma tarefa que tinha ido realizar em sua missão pastoral. A porta da casa onde morava estava aberta, como de costume, e por isso ele entrou sem fazer alarde, como também era seu hábito. Ao passar pela porta entreaberta de um dos quartos, rumo à cozinha, e surpreender, num relance de olhar, o sacristão com o tronco curvado para frente, servindo passivamente de mulher para um garotão das redondezas, sua surpresa foi tamanha que ele não conseguiu dizer uma única palavra: só ficou ali parado, de boca aberta, olhando a cena patética. Mas logo foi percebido pelo sacristão, que "desarrolhando-se" do seu jovem parceiro tratou de ajeitar a roupa, aproximar-se do padre que ainda o observava de queixo caído, e murmurar em voz aflita: "Seu Vigário, não conte nada pra ninguém. O senhor não viu nada, está bem? E olhe: de hoje em diante, morreu a Maria Preá!".
E foi por causa disso que a frase nasceu. Não faz muito tempo, Itanildo Medeiros, natural de Angicos, no Rio Grande do Norte, compositor, empresário de bandas de forró e secretário de Cultura em sua cidade natal, pesquisou essa mesma história, descobriu sua origem, e como o que nela se diz ter acontecido integra o riquíssimo acervo folclórico nordestino, ele não se contentou em divulgá-la, apenas, mas valeu-se de seus dotes poéticos para escrever um poema de literatura de cordel sobre o tema, cujos últimos versos estão transcritos aí abaixo: Assistindo aquela cena / mas lembrando do passado, / o padre ficou com pena / e também aliviado. / Mas, mesmo com a vergonha / daquela cena medonha, / o padre gritou de lá: / Sacristão, se oriente / pois, pra nós, daqui pra frente, / morreu Maria Preá.
Fonte: https://groups.google.com/forum/#!topic/projetobios/FzYx79FaY5w
O poema de Itanildo Medeiros na íntegra, dito por outro destaque da literatura de cordel, o Braulio Bessa:
Verbete futuro para o Dicionário Brasileiro de Frases (DBF): Agora é tarde, Inês é Morta
"Em um momento de mudança de tecnologia, em que a câmera digital começava a chegar com mais força, os dois percorreram lugares de romaria para levantar um acervo e registrar o trabalho dos fotógrafos que usavam técnicas que hoje praticamente desapareceram" conta a também curadora da mostra, Rosely Nakagawa. Graças ao trabalho de preservação dos dois, hoje essa exposição tem o registro físico de monóculos, pequenas peças de plástico em que se vê um slide contra a luz; de câmeras instantâneas lambe-lambe, criações caseiras de madeira que tinham um laboratório de revelação integrado; e da fotopintura, que mescla fotografia e pintura.
Debaixo da doçura de um figo há um ciclo de vida algo temível para quem aprecia esta fruta. Leia o artigo e descubra-o. Uma pista? Envolve vespas. Muitas vespas.
Não há forma simpática de escrever isto: sempre que alguém come um figo, está também a comer vespas. São insetos da família Agaonidae que polinizam as flores da figueira. Na verdade, cada uma das espécies de figueira vive em simbiose perfeita com uma espécie particular de vespa: o animal entra no fruto para deixar os ovos e depois acaba por transportar o pólen das plantas, permitindo a reprodução destas.
Voltando à terrível verdade: vale a pena repetir, sempre que alguém come um figo, está também a comer vespas. Como? O figo tem um buraco por natureza, na base, está a ver? . É muito estreito, mas as vespas esgueiram-se através dele para o interior da fruta. Depois de depositar os ovos, as vespas morrem e são absorvidas pela fruta. No seu interior, as pequenas vespas crescem. Os machos acasalam-se com as fêmeas e morrem em seguida. As fêmeas abandonam o figo, já fecundadas e cobertas do pólen da figueira.
É assim que, quando comemos uma destas frutas, acabamos por comer a fruta e umas quantas vespas mortas dentro dele.
É um tipo de anão com um único e grande pé. Mutatis mutandis, talvez tenha sido um parente remoto do Saci Pererê. O RESULTADO DE UM INQUÉRITO
Segundo relatos de aventureiros europeus que estiveram na Terra do Fogo, ele deitava-se no chão e levantava o enorme pé, que cobria todo o seu corpo, para se proteger do sol ardente.
Sol ardente na Terra do Fogo?
Em Ushuaia (cidade da Argentina e capital da Província da Terra do Fogo), a temperatura média varia de 2°C (junho/julho) a 10°C (dezembro/janeiro).
Em 1917, Monteiro Lobato (1882-1948) propôs aos leitores do "Estadinho", suplemento do jornal O Estado de São Paulo, do qual era colaborador, que enviassem cartas contando tudo o que soubessem ou tivessem ouvido falar sobre o mito do Saci-Pererê. Especificamente, pedia respostas a três perguntas:
Qual a sua concepção pessoal do Saci; como o recebeu na sua infância; de quem recebeu; que papel representou tal crendice na sua vida etc.
Qual a forma atual da crendice na região do país em que o leitor vivia.
Que histórias e casos interessantes conhecia a respeito do Saci.
O inquérito recebeu dezenas de respostas, que apresentaram tons variados. Muitas traduziam uma nostalgia da infância passada em fazendas do interior de São Paulo e Minas Gerais, outras atribuíam a crença no Saci à ignorância da população rural.
Esses depoimentos foram reunidos em um livro que foi publicado em 1918.
É o primeiro livro a tratar da crença no Saci, um dos personagens mais conhecidos do folclore brasileiro. Lobato, porém, não assinou a obra como autor, considerando que o seu papel havia sido apenas de editar os textos que recebera.
"Sou adepto do Saci. 100% nacional, não é chato, não toca campainha, não pede doces e não fala inglês. Nem precisa! 31 de outubro, Dia do Saci!" – Aldo Rebelo
02/11/2015 - Atualizando ...
Esta nota foi republicada ontem no Jornal GGN - hoje c/ 4 comentários.
Por Renato Braz (atenção para este violonista e intérprete) e o percussionista Bré. Outros músicos participaram desta gravação (sem os créditos informados no vídeo).
Uma canção de Dorival Caymmi. Ou de domínio público, tendo sido recolhida pelo compositor baiano. Dia do Folclore
É festejado a 22 de agosto, porque foi nessa data, em 1846, que o inglês William John Thoms lançou a palavra "folclore", composta por duas expressões: "folk", do inglês, significando "povo", e "lore", significando "estudo".
:-) Eu fiz uma viagem
A qual foi pequenininha
Eu sai dos Olhos d'Água
Fui até Alagoinha
Agora colega veja
Como carregado eu vinha
Eu trazia minha nega
E também minha filhinha
Trazia o meu tatu-bola
Filho do tatu-bolinha
Trazia o meu facão
Com todo o aço que tinha
Vinte couros de boi manso
Só no bocal da bainha
Trazia uma capoeira
Com quatrocentas galinhas
Vinte sacos de feijão
E trinta sacos de farinha :-( Mas a sorte desandou
Quando eu cheguei a Alagoinha
Bexiga deu na nega
Catapora na filhinha
Morreu o meu tatu-bola
Filho do tatu-bolinha
Roubaram o meu facão
Com todo o aço que tinha
Vinte couros de boi manso
Só no bocal da bainha
Morreu minha capoeira
Das quatrocentas galinhas
Gorgulho deu no feijão, colega
E mofo deu na farinha
Cidades e vilas alemãs estão embelezadas pela Maibaum, uma verdadeira saudação à primavera, às primeiras colheitas e ao amor.
Todos os anos, a partir de 30 de abril, vivencia-se aqui a Maibaum que, originária de rituais de fertilidade e carregada de simbologia, representa a "Árvore de Maio" ou "Árvore da Vida". De acordo com as tradições alemãs, eles preservam essa homenagem a Maia, deusa romana da fertilidade, entoando cânticos e instalando na praça central de suas cidades a "Árvore de Maio".
A Maibaum é um pinheiro, medindo entre 27 e 32 metros, que tem o tronco limpo, pintado e decorado com fitas e ao qual, posteriormente, são fixadas hastes com flâmulas e/ou bandeiras das instituições públicas, privadas e religiosas que participam da homenagem.
Em Daxlanden, área do estado de Karlsruhe, a Schlaucherplatz está embelezada por esta Maibaum (que Andreas fotografou).
De acordo com uma lenda do norte europeu, a cegonha é responsável por trazer os bebês para os pais. A lenda é muito antiga, mas foi popularizada no século XIX pelo conto "As Cegonhas", de Hans Christian Andersen. O folclore alemão afirma que as cegonhas encontravam os bebês em cavernas e pântanos e traziam-nos para as famílias num cesto às costas ou pendurados no bico. Os bebês eram então dados às mães ou largados pela chaminé. As famílias teriam de notificar quando queriam crianças, colocando doces para a cegonha no parapeito da janela. A partir daí o folclore espalhou-se por todo o mundo.
A psicanálise sugere a natureza duradoura da fábula da cegonha e do recém-nascido por está ligada à necessidade psicológica de aliviar o desconforto dos pais em discutir sexo e procriação com as crianças. As aves sempre foram associadas a símbolos maternais (como Juno), e a cegonha pode ter sido escolhida para o papel pela sua plumagem (representação de pureza), tamanho (suficientemente grande para transportar um bebê) e voo a alta altitude (para voar entre a Terra e o Céu). WIKIPÉDIA Parcialmente Nublado
"O aboio típico no Nordeste do Brasil é um canto sem palavras, entoado pelos vaqueiros quando conduzem o gado para os currais ou no trabalho de guiar a boiada para a pastagem.
É um canto ou toada um tanto dolente, uma melodia lenta, bem adaptada ao andar vagaroso dos animais, finalizado sempre por uma frase de incitamento à boiada: ei boi! boi surubim!, ei lá, boizinho!
Esteja atrás (no coice) ou adiante da boiada (na guia) o vaqueiro sugestiona o gado que segue, tranqüilo, ouvindo o canto.
No sertão do Brasil é sempre um canto individual, entoado livremente, sem letras, frases ou versos a não ser o incitamento final que é falado e não cantado. [...]
O escritor José de Alencar, no seu livro 'O sertanejo', diz do ritual do aboio: Não se distinguem palavras na canção do boiadeiro; nem ele as articula, pois fala do seu gado, com essa linguagem do coração que enternece os animais e os cativa."
Fonte: GASPAR, Lúcia. Aboio. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Acesso em: 23 nov 2012. Vídeo: Aboio (abertura), da trilha sonora de "O Auto da Compadecida", filme de Guel Arraes (2000), baseado no livro homônimo de Ariano Suassuna.
Fazer sopa de pedra é obter vantagens, procedendo por partes e com ar de quem não quer nada. A origem da expressão, de acordo com Raimundo Magalhães Jr., está na conhecidíssima história de um frade que saiu a pedir esmolas e, à noite, extenuado, longe do convento, sentiu muita fome e entrou numa casa, a fim de pedir comida. Logo, descobre que lidava com gente de muita avareza e diz, então, que não quer nada mais que um pouco de água, para fazer uma sopa de pedra. Põe a água para ferver com as pedras, mas, aos poucos, vai pedindo sal, pimenta e outros temperos, depois passa a pedir os legumes e, por fim, a carne.
Na internet, há uma versão mais detalhada dessa história com o personagem Pedro Malasartes.
É um grupo russo de danças folclóricas que foi fundado em 1948. Desde então, o grupo tem deslumbrado plateias ao redor do mundo com suas coreografias.
Berezka (Берёзка) significa bétula em russo.
Quando da adesão ao grupo, as dançarinas são instruídas a manter em segredo (inclusive em família) o que aprendem sobre a "técnica do passo flutuante".
[...] Outro recurso muito eficaz, o mais eficaz de todos eles, consiste em ``contrariar'' os santos. [...] levava-se para ali o S. Sebastião da igreja local, trazendo-se, em troca, [...] a imagem do Senhor do Bonfim, tudo processionalmente, com rezas e cânticos. Enquanto não chovia os santos não voltavam para seus lugares.
"Dicionário do Folclore Brasileiro", de Luis da Câmara Cascudo
Vídeo: Coral Conversa Afinada, 1ª Mostra de Corais de Alumínio (SP) - 22/10/2007
Música: Edu Lobo
Letra: Chico Buarque
São José de porcelana vai morar Na matriz da Imaculada Conceição O bom José desalojado Pode agora despertar E acudir os seus fiéis sem terra, sem trabalho e pão.
Vai a Virgem de alabastro Conceição Na charola para a igreja do Bonfim A Conceição incomodada Vai ouvir nossa oração Nos livrar da seca, da enxurrada e da estação ruim.
Bom Jesus de luz neon sai do Bonfim Pra capela de São Carlos Borromeu O bom Jesus contrariado Deve se lembrar enfim De mandar o tempo de fartura que nos prometeu.
Borromeu pedra-sabão vai pro altar Pertencente à estrela-mãe de Nazaré A Nazaré vai de jumento Pro mosteiro de São João E o Evangelista pra basílica de São José
Mas se a vida mesmo assim não melhorar Os beatos vão largar a boa-fé E as paróquias com seus santos Tudo fora de lugar Santo que quiser voltar pra casa Só se for a pé.
É uma canção folclórica norte-americana que fala de uma vida mal-sucedida em Nova Orleans. Já foi gravada por inúmeros cantores (Bob Dylan, Joan Baez....) e bandas (The Beatles, Pink Floyd...), mas a sua versão mais famosa ainda pertence à banda inglesa The Animals (1964).
Alan Price, tecladista de The Animals, tem uma opinião divergente quanto ao local de origem da canção. Para ele, House of the Rising Sun teria surgido na Inglaterra, no século XVI, ambientada em um bordel do Soho. Posteriormente, emigrantes ingleses teriam levado essa canção para os Estados Unidos, onde a mesma foi adaptada a Nova Orleans.
No Brasil recebeu o título de "A Casa do Sol Nascente". A música tem uma harmonia simples e, ao mesmo tempo, inusitada.
There is a house in New Orleans
They call the Rising Sun
And it's been the ruin of many a poor boy
And God I know I'm one
My mother was a tailor
She sewed my new bluejeans
My father was a gamblin' man
Down in New Orleans
Now the only thing a gambler needs
Is a suitcase and trunk
And the only time he's satisfied
Is when he's on a drunk
------ organ solo ------
Oh mother tell your children
Not to do what I have done
Spend your lives in sin and misery
In the House of the Rising Sun
Well, I got one foot on the platform
The other foot on the train
I'm goin' back to New Orleans
To wear that ball and chain
Well, there is a house in New Orleans
They call the Rising Sun
And it's been the ruin of many a poor boy
And God I know I'm one
Se for para morrer de batida, que seja de limão!
Nem no dia que morre o coveiro falta no cemitério.
Quem tem rabo de palha não senta perto do fogo.
Em rio com piranha, macaco toma água de canudinho.
De mulher feia e marimbondo, quando não corro, me escondo.
Do Oiapoque ao Chuí, só paro para fazer xixi.
Criança e tamanco só se faz com pau duro.
Detesto pessoas egoístas; preocupam-se mais com elas do que comigo.
Devo, não pago; nego enquanto puder.
Minha sogra caiu do céu: a vassoura dela quebrou.
Chicote, se não for usado, vira pedaço de couro.
Carteiro feliz é aquele que gosta de sê-lo!
Se procuras uma mão disposta a te ajudar vais encontrá-la no final do teu braço.
Cana na fazenda dá pinga; pinga na cidade dá cana.
Beleza não põe mesa, mas garante a sobremesa.
Vou colocar uma boca térmica para conservar os beijos quentes.
Se o amor é cego, o negócio é apalpar.
Sou fã das escurinhas, porque Deus criou-las.
Deus fez o mundo em seis dias porque não tinha ninguém perguntando quando ia ficar pronto.
Agora estou fazendo a dieta da sopa... deu sopa, eu como!
Casamento é uma droga: começa com a filha, termina com a sogra.
E... num caminhão de reboque:
Parachoque, para-choque ou pára-choque? O vocábulo para- tanto pode ser prefixo quanto elemento de composição, também chamado de falso prefixo.
Sendo prefixo, tem os seguintes significados:
"Proximidade", "ao lado de", "ao longo de", como: parágrafo, paraninfo, paratireoide, parêntese, paracentral. "Funcionamento desordenado ou anormal", como: parafonia (alteração mórbida da voz); parafrenia (delírio crônico); paralexia (perturbação da capacidade de leitura). "Semelhante", como: paradidático, paraestatal, parafiscal, paramédico. "Oposição": paranomia, paradoxo.
Sendo elemento de composição (ou falso prefixo), significa "aquilo que protege contra, que apara". O Acordo Ortográfico vigente eliminou o acento desse elemento, e algumas palavras também perderam o hífen. Eis as palavras formadas com para-:
Com hífen: para-brisa, para-choque, para-lama, para-raios, para-sol. Sem hífen: paraquedas, paraquedista, paraquedismo. A palavra apresentada, portanto, tem de ser escrita com hífen e sem acento: Para-choque.
A espinhela é a denominação vulgar do apêndice xifóide, um prolongamento cartilaginoso que fica na porção inferior do osso esterno. E a espinhela caída, segundo a crença popular, seria o relamento dessa estrutura de modo a causar, no portador da anormalidade, um debilitamento acompanhado de dores vagas propagantes do tórax ao abdome e vice-versa.
É uma moléstia vaga, talvez imaginária, e para a qual os compêndios médicos não dedicam sequer um verbete.
E só muita reza para curar o que a gente nem sabe se existe.