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22 maio, 2021

A Cortina do Abraço

A fotografia abaixo de Mads Nissen, intitulada "O Primeiro Abraço", foi eleita a Foto do Ano pela World Press Photo Foundation.


Na página do Instagram de Nissen:
Rosa Luzia Lunardi, 85 anos, é abraçada pela enfermeira Adriana Silva da Costa Souza, o primeiro abraço que ela recebe em cinco meses. Em março (de 2020), asilos em todo o país fecharam suas portas para os visitantes, impedindo milhões de brasileiros de visitar seus parentes idosos, enquanto os cuidadores foram obrigados a limitar todo contato físico com os vulneráveis ​​ao mínimo absoluto. Mas, no "Viva Bem", um asilo para idosos em São Paulo, foi criada uma invenção bem simples, "A Cortina do Abraço", que permitiu que as pessoas se vissem e se abraçassem sem arriscarem a vida. E para quem não tem visitantes, voluntários e funcionários estão prontos para intervir - porque, como dizem no "Viva Bem": "Todo mundo merece um bom abraço".
O efeito de um abraço através da cortina: "asas de anjo", é o que parece.

12 julho, 2020

Asilo é o cacete!

O casal que fazia um cruzeiro no Mediterrâneo notou uma senhorinha e a tripulação do barco, garçons, ajudantes etc. todos muito íntimos dela. O casal perguntou ao garçom sobre a velhinha e descobriu apenas que ela estava a bordo nas últimas quatro viagens, ida e volta. Uma tarde, finalmente, o casal abordou a senhora e perguntou sobre as viagens. E ela respondeu singelamente:
"Ficar viajando, ida e volta, sai mais barato que um asilo para velhos nos Estados Unidos. Não ficarei num asilo nunca e, de agora em diante, fico viajando nesses cruzeiros até a morte".
E continuou: "O custo médio para se cuidar de um velho nesses asilos é de US$ 200 por dia. Ganho desconto quando compro os cruzeiros com bastante antecipação, somado ao desconto para pessoas de mais idade. A viagem me sai por US$ 65 diários e mais: pago US$ 10 dólares diários de gorjetas. Tenho mais de dez refeições diárias, se vou aos restaurantes. Posso ter o serviço na minha cabine, o café da manhã na cama todos os dias da semana. O barco tem três piscinas, um salão de ginástica, lavadoras e secadoras de roupa grátis, biblioteca, bar, internet, cafés, cinema, show todas as noites e uma paisagem diferente a cada dia. Creme dental, secador de cabelo, sabonetes e xampu. Sou muito bem tratada como cliente, e não como paciente.
E completou: "Conheço pessoas novas a cada sete ou 14 dias. TV estragada? Trocar a lâmpada, o colchão? Não tem problema. Mudam a roupa de cama todos os dias. Se cair e me machucar em algum barco da empresa, vão me acomodar em uma suíte de luxo pelo resto da vida. Agora, o melhor. Viajo pela América do Sul, Canal do Panamá, Taiti, Caribe, Austrália, Mediterrâneo, Nova Zelândia, pelos fjords, pelo rio Nilo, Rio de Janeiro, Ásia. Basta escolher. Por isso, não me procurem num asilo para velhos. Viver entre quatro paredes e um jardim como paciente de hospital? Nunca! Ah! Se eu morrer, me atiram ao mar, sem nenhum custo adicional. Para que vou parar de viajar?"

Texto em circulação na internet compartilhado por Elba Macedo.

20 fevereiro, 2020

Oscar, o gato que previa mortes

Oscar era um gato que vivia no Centro de Enfermagem e Reabilitação Steere House, em Providence, Rhode Island, EUA.
Ele chamou a atenção do público em 2007, quando foi apresentado em um artigo pelo geriatra David Dosa, no New England Journal of Medicine (JAMA). Oscar parecia ter um talento incomum para prever quando os pacientes do lar de idosos morreriam, enroscando-se ao lado deles durante suas horas finais.
Sua precisão, observada em 25 casos, levou a equipe do Centro a ligar para os membros das famílias daqueles que o gato Oscar escolhia. Isso geralmente significava que eles teriam menos de quatro horas de vida.
Hipóteses para essa habilidade incluem:
  • o gato responder a odores liberados por quem está prestes a morrer;
  • ser um comportamento aprendido ao perceber a quietude e a falta de movimento no quarto;
  • não ter a capacidade de prever a morte de pessoas, tratando-se de mais um caso de viés de confirmação.
O viés de confirmação é a tendência de buscar, interpretar, favorecer e recordar informações de modo a confirmar suas crenças ou hipóteses pré-existentes. É um tipo de viés cognitivo e um erro sistemático do raciocínio indutivo . As pessoas exibem esse viés quando se reúnem ou se lembram de informações seletivamente ou quando as interpretam de maneira parcial . O efeito é mais forte para questões emocionalmente carregadas e para crenças profundamente arraigadas. WIKIPÉDIA
De acordo com o Dr. David Dosa (que, em 2010, ainda escreveu um livro sobre o assunto), muitos membros da família se consolavam com a atitude de Oscar. Eles apreciavam o companheirismo do gato a um ente querido que estava morrendo.

17 maio, 2014

Jogos de adivinhação

Nos asilos de idosos passa-se o tempo em jogos de adivinhação. Num destes, o interno procura acertar o que é a tatuagem de um companheiro.