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30 abril, 2026

A baleia Timmy

A baleia jubarte, apelidada de "Timmy" (*) pela imprensa alemã, mobilizou o país desde que ficou presa em um banco de areia próximo à cidade de Lübeck, longe de seu habitat natural, no fim de março.
Diversas tentativas de salvamento já foram feitas, entre elas a escavação de canais para facilitar sua saída, mas todas fracassaram.
A mais recente operação de resgate, financiada por dois empresários, consiste no transporte do mamífero marinho em uma barcaça com um compartimento cheio de água, normalmente usada para levar outras embarcações, da costa alemã do Mar Báltico até áreas mais profundas.


Nesta quarta-feira, 29, a barcaça, rebocada por um barco, chegou às águas dinamarquesas, seguindo em direção ao Mar do Norte.
Apesar do alívio, o desfecho ainda é incerto.
Especialistas alertam que o transporte pode causar estresse intenso ao animal, que já está debilitado. E também há dúvidas se a baleia vai resistir ao trajeto ou se conseguirá se readaptar ao mar aberto, após tanto tempo em condições adversas.
(*) Diminutivo do nome próprio Timothy e referência à praia de Timmendorfer Strand, localizada no Mar Báltico (Alemanha), onde o animal encalhou repetidamente em março e abril de 2026.
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25/05/2025 - Desde a liberação em alto-mar, o paradeiro do animal esteve incerto. Em meados de maio, a carcaça da baleia foi localizada próxima à ilha dinamarquesa de Anholt.

12 abril, 2025

Barão Vermelho

Manfred von Richthofen (1892 – 1918), piloto de caça alemão na I Guerra Mundial, ainda hoje considerado o "ás dos ases".
Richthofen era um Freiherr (literalmente "Senhor Livre"), um título de nobreza frequentemente traduzido como "Barão". Esse título não era um nome nem um direito hereditário, visto que todos os membros masculinos da família o usavam, mesmo enquanto seu pai ainda estava vivo.
Esse título combinado ao fato de que ele tinha seus aviões pintados de vermelho, levaram Richthofen a ser chamado de "Barão Vermelho" (Red Baron, em inglês), tanto dentro quanto fora da Alemanha.
Com 80 aviões derrubados em seu currículo, ele pode não sido o campeão em números absolutos. Na outra grande Guerra Mundial, seu compatriota Erich Hartmann abateria incríveis 352 adversários. Mas o Barão Vermelho fez isso antes, quando era novidade pilotar um avião de caça, coisa que se aprendia praticando.
Um irmão mais novo de Manfred, Lothar von Richthofen, creditado com 40 vitórias, foi outro ás de caça da Primeira Guerra Mundial. Para orgulho do alto comando alemão, que apreciava o valor da propaganda de dois Richthofens lutando juntos para derrotar o inimigo no ar.
Biplanos e triplanos (como o avião do Barão Vermelho) eram populares durante a Primeira Guerra Mundial porque a força e a manobrabilidade de suas pequenas asas compensavam o aumento de arrasto. Mas, durante a Segunda Guerra Mundial, os aviões em geral até mesmo os caças se tornaram monoplanos.


Desenvolvido por um dos mais importantes projetistas da Primeira Guerra Mundial, o alemão Reinhold Platz, o triplano do Barão Vermelho recebeu pela primeira vez a pintura em vermelho brilhante, no final de janeiro de 1917, com o qual ele obteve seu apelido e reputação.
Em 21 de abril de 1918, pouco antes de completar 26 anos, foi atacado por trás pelo piloto canadense Roy Brown, enquanto perseguia sua vítima de número 81. Ao mesmo tempo, artilheiros australianos dispararam do solo suas metralhadoras contra ele. E Richthofen foi atingido por um tiro letal. 
Curiosidade
O desenho animado "Corrida Maluca" dos estúdios Hanna Barbera, criou um personagem que, no caso como as histórias se passam em corridas de carros, um piloto vivencia o aviador possuindo o mesmo apelido e um carro parecido com o avião de Richthofen.

27 abril, 2024

Despacho de bagagem

No aeroporto de Frankfurt, Alemanha, funciona um sistema automático de despacho de bagagem para quem voa pela Lufthansa. Máquinas que pesam as malas, emitem os respectivos cartões e em seguida enviam a bagagem para o avião.
http://www.instagram.com/reel/C5vcNGNOvB1/?igsh=dzc1d3d6dzA4bWh1
http://www.tiktok.com/@nicolesimoes/video/7348589914658819334
Uma recifense: "Tchau, malinha!"

[17/04, 22:49] Nelson Cunha: O futuro das viagens será assim. Você mesmo compra a passagem, escolhe o assento, imprime o cartão, corre para o portão de embarque e entra no avião sem piloto. No destino final você pega um táxi sem motorista e vai para hotel sem concierge. Passa o cartão na porta do quarto e vai rezar para você mesmo não perder seu emprego. Vai dar certo isto?
[18/04, 06:52] Paulo Gurgel: No quarto do hotel não tem um robozinho que reze por você?
[18/04, 07:03] Nelson Cunha: Tem sim. E faz massagens íntimas, prepara o café, responde suas dúvidas existenciais e anuncia que está disponível um curso on line de reabilitação profissional, uma vez que seu emprego sumiu.

25 outubro, 2023

O trem que viaja de navio

Entre Rødby, na Dinamarca, e Putgarten, na Alemanha, o trem da Eurocity usa a balsa (ferryboat) para atravessar o mar. A travessia dura quarenta e cinco minutos, e este vídeo com os melhores momentos, sete e meio.

02 fevereiro, 2023

A Batalha de Stalingrado

Não faltaram horrores durante a Segunda Guerra Mundial. O evento que deu ao mundo campos de concentração também nos deu o Estupro de Nanquim, o Bombardeio de Dresden e a destruição de Hiroshima e Nagasaki. Esses cenários de pesadelo geralmente ocorriam quando um grupo tinha poder sobre outro e usava esse poder para matar indiscriminadamente.
No entanto, as linhas de frente em si não eram exatamente um piquenique. Como as fotos da guerra nos mostram, os soldados rasos de todos os lados enfrentaram condições que a maioria de nós nem consegue imaginar. As marchas forçadas eram comuns, e a vida na linha de frente era um pesadelo constante que deixava muitos homens alquebrados mais do que apenas no sentido físico. E então houve a luta.
As batalhas da Segunda Guerra Mundial foram apocalipticamente brutais, devido a avanços na artilharia, tanques e outras armas de guerra. Houve muitas escaramuças sangrentas durante o conflito, mas talvez nenhuma tão terrível quanto a Batalha de Stalingrado . Essa batalha infame poderia ser chamada mais precisamente de cerco. Ele teve lugar de 23 de agosto de 1942 a 2 de fevereiro de 1943 - um total de cinco meses, uma semana e três dias. Em termos de número de soldados envolvidos, foi o maior encontro isolado na Segunda Guerra Mundial e provou ser um ponto de viragem na Frente Oriental. Os militares alemães se superestimaram em uma tentativa infrutífera de capturar Stalingrado. Se tivesse dado certo, o mundo seria muito diferente hoje.
Os historiadores tentaram compreender a insanidade de Stalingrado por meio de fatos e números, mas talvez as únicas vozes que realmente podem captar a experiência sejam aquelas que a viveram.

Quinn Armstrong, Ranker

13 julho, 2022

Lili Marlene

Lili Marlene (Lili Marleen) é uma canção de amor alemã que se tornou popular durante a Segunda Guerra em toda a Europa e no Mediterrâneo entre as tropas do Eixo e Aliadas. Escrita em 1915 como um poema, a canção foi publicada em 1937 e foi gravada pela primeira vez por Lale Andersen em 1939 como "Das Mädchen unter der Laterne" ("A Garota sob a Lanterna").
A canção conseguiu popularidade apesar da oposição do regime nazista, em particular de Joseph Goebbels, o todo-poderoso Secretário de Propaganda nazista, que não a apreciava e proibiu. Após a captura de Belgrado pelos alemães, em 1941, a Rádio Belgrado tornou-se a emissora oficial de propaganda das forças germânicas. O General Rommel gostou da música e pediu que a Rádio Belgrado a incorporasse à sua programação. E a canção logo se tornou a assinatura do programa que ia ao ar indicando o fim da transmissão diária. Os soldados, tanto alemães como aliados, a ouviam e sua popularidade se espalhou.
Depois dessa transmissão pelo rádio, não havia meios de conter a sua difusão. Todos a ouviam e "Lili Marlene" tornou-se a favorita dos dois lados, independente do idioma. Era cantada até em hospitais militares e explodia em alto-falantes junto com os anúncios de propaganda, através das fronteiras, em todas as direções.
Englobava a circunstância curiosa de ser uma canção que transcendia os ódios da guerra: as tropas americanas gostavam particularmente de "Lili Marlene" na versão cantada por Marlene Dietrich - uma atriz e cantora de nacionalidade alemã.
Em 2005, a Bear Family Records lançou um conjunto de 7 CDs "Lili Marleen an allen Fronten" ("Lili Marlene em todas as frentes"), incluindo quase 200 versões de "Lili Marlene" com um livreto de 180 páginas (ISBN 3-89916-154-8).

Wikipedia
http://www.sabercultural.com/template/musicas/LiliMarlene.html

Grato a Jaime Nogueira pela sugestão do tema.

16 março, 2022

O sagaz Lichtenberg

Georg Christoph Lichtenberg ((Ober-Ramstadt, Alemanha, 1742 — Göttingen, Alemanha, 1799) foi um personagem incomum.
  • Um matemático e físico lembrado principalmente como escritor.
  • Um autor admirado por suas anotações para livros que nunca escreveu.
  • Um nome desconhecido que grandes mentes (Goethe, Schopenhauer, Kant, Nietzsche, Tolstói, Humboldt, Freud, Einstein) não deixavam de mencionar.
Lichtenberg foi também quem deduziu que o formato ideal para uma folha de papel seria o de um retângulo cujo lado maior medisse √2 vezes o lado menor — o que levou ao padrão A4, o tamanho de papel mais amplamente utilizado em todo o mundo.

Assinatura de Lichtenberg e desenho que aparecem em um imã de geladeira vendido como souvenir em Göttingen (Gotinga). BBC News

Em Queimaduras por raio, mencionei as tais "figuras de Lichtenberg". Estranhas imagens que podem ser vistas na pele lembrando samambaias (fractais, para alguns autores). São causadas pela passagem da corrente elétrica de um raio por vasos cutâneos e podem durar de algumas horas a meses. Há sempre um ponto central a partir do qual a queimadura se propagou para os locais mais distantes. Braços, costas, pescoço, peito ou ombros são as regiões do corpo em que essas lesões são mais observadas.

18 setembro, 2021

O piloto Bernert

Fritz Otto Bernert foi um piloto alemão que combateu e se tornou conhecido durante a I Guerra Mundial.
Nascido em Ratibor, na Alta Silésia, em 6 de março de 1893, ele estava servindo no 173º Regimento de Infantaria, quando a guerra eclodiu em agosto de 1914. Tendo recebido lesões em combate, em novembro e dezembro de 1914 – esta última uma ferida de baioneta que cortou um nervo do braço esquerdo, tornando-o funcionalmente inútil – Bernert foi dispensado do serviço na infantaria, após um período de hospitalização.
Destemido, ele pediu remoção para a Força Aérea, onde graduou-se seis meses após como observador aéreo – para realizar missões de reconhecimento. No verão de 1915, disfarçando a extensão do comprometimento funcional do braço esquerdo, ele recebeu treinamento para se tornar um piloto de combate.
No ano seguinte, Bernert iniciava uma carreira de às da aviação militar com 27 vitórias aéreas. Sua maior façanha se deu em 24 de abril de 1917, quando, no exíguo tempo de 30 minutos, ele abateu cinco aeronaves britânicas.
Em agosto de 1917, como resultado de outra lesão adquirida em combate, que o manteve internado por três meses, sua carreira aérea foi dada como terminada.
Ele morreu em sua cidade natal, a 18 de outubro de 1918, vitimado pela pandemia de gripe espanhola que varreu o mundo.

Fontes
http://www.firstworldwar.com/bio/bernert.htm
http://www.theaerodrome.com/aces/germany/bernert.php
http://www.frontflieger.de/3berot0t.html

12 agosto, 2021

Catedral da Luz


No início dos anos 1930, Adolf Hitler ordenou ao arquiteto Albert Speer que começasse um projeto, mas não qualquer projeto. O profissional teria que criar a maior estrutura de propaganda nazista que pudesse existir. Um local que fosse capaz de deslumbrar o poder do nascente regime na Alemanha para o resto do mundo. Com este início surgiu a grande obra: a Catedral da Luz.
A partir de 1933, essa arquitetura se tornou o principal símbolo dos comícios do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães em Nuremberg. Consistia de 130 holofotes antiaéreos, separados por 12 metros e apontados para o céu, de modo a formar uma série de barras verticais de luz que cercavam os participantes.

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Relacionada: Sol Negro

05 agosto, 2021

Theodor Morell: médico ou charlatão?

Hitler era um governante absoluto sem nenhum superior formal. Ele reforçava isso ao injetar deliberadamente arbitrariedades nas cadeias de comando nos níveis mais altos do estado nazista, dividindo para governar. Mas Hitler permitia que dois indivíduos, Martin Bormann e Theodor Morell, controlassem de forma surpreendente sua agenda, tarefas e saúde, de 1942 em diante. Eles não eram seus superiores, é claro, mas se tornaram extremamente poderosos.
Morell, um charlatão, era seu médico pessoal. Para horror de outros médicos, Morell usou Hitler para testar todos os tipos de drogas que supostamente aumentam a vitalidade. Hitler recebia injeções diárias e visivelmente se deteriorava, fazendo com que vários altos oficiais nazistas e militares se preocupassem com a estabilidade mental do ditador.
Theodor Gilbert Morell (1886 - 1948, na foto ao lado) foi o médico particular do führer alemão Adolf Hitler. Era conhecido na Alemanha por seus tratamentos não convencionais.
Theodor Morell iniciou suas atividades médicas em um navio, e cresceu na carreira, especializando-se em doenças de pele e doenças venéreas. Serviu durante a I Guerra Mundial, trabalhou com atletas olímpicos, atores e atrizes do cinema alemão e personalidades da política antes de Hitler.
Com a ascensão do nazismo, foi aventada a possibilidade de Morell ser judeu devido à cor de sua pele. Perdendo a clientela, ele se filiou ao partido nazista para afastar qualquer rumor. Conheceu o líder nazista num jantar em 1936, quando receitou um medicamento que fez efeito quase instantaneamente em Hitler, o que fez Morell receber a confiança do Führer. Antes já havia tratado o fotógrafo de Hitler, Heinrich Hoffman, e a mãe de Eva Braun, Franziska Braun.
Apesar de Morell ter treinamento médico e ter praticado medicina antes de conhecer Hitler, foram feitas investigações pelos Aliados sobre seu passado e ele então passou a ser retratado como um charlatão. Historiadores tem especulado se seus tratamentos foram responsáveis pela débil saúde de Hitler. Aproveitando-se das relações que adquiriu ao ser médico pessoal de Hitler, enriqueceu e montou fábricas de remédios patenteados, aumentando ainda mais sua fortuna.
Ao final da Segunda Guerra, Morell não foi preso ou mesmo julgado, pois não havia participado do holocausto, e também não foi um entusiasta do nazismo. Morreu em 1948, de causas naturais.
https://www.quora.com/Who-was-Hitlers-superior/answer/Ray-Lancaster-2
https://pt.wikipedia.org/wiki/Theodor_Morell

19 maio, 2021

As crianças desaparecidas de Hamelin

Originada como parte do folclore medieval, a história inspirou um verso de Goethe, Der Rattenfänger; uma história dos Irmãos Grimm, O Flautista de Hamelin; e um dos poemas mais conhecidos de Robert Browning, com o mesmo nome.
E embora cada escritor tenha dado seu toque à narrativa, o enredo básico permaneceu o mesmo: a cidade de Hamelin contratou o flautista para livrá-la da praga de ratos.
Seguindo as notas hipnóticas da flauta mágica do caçador de ratos, os roedores atravessaram educadamente os portões da cidade em direção à sua suposta ruína.
Mas eles não foram os únicos atraídos por sua música.
Quando a cidade se recusou a pagar o flautista por seus serviços, ele colocou em prática seu plano de vingança, atraindo as crianças de Hamelin com sua melodia.
Em transe, meninos e meninas seguiram o flautista para fora da cidade e simplesmente desapareceram.[...]


Os irmãos Grimm e Browning podem ter transformado a lenda em arte, mas parece que a história é baseada em um incidente histórico que realmente aconteceu.
A prova está gravada nas próprias paredes de Hamelin.
Uma placa na fachada de pedra da chamada casa do flautista, residência privada no estilo enxaimel datada de 1602, evidencia o mistério.
"Em 26 de junho de 1284, no dia de São João e São Paulo, 130 crianças nascidas em Hamelin foram retiradas da cidade por um flautista vestido com roupas multicoloridas. Depois de passar pelo Calvário perto de Koppenberg, desapareceram para sempre", diz a inscrição.
A inscrição não é o único indício.
Uma anotação nos registros da cidade de Hamelin, datada de 1384, lamenta que "já se passaram 100 anos desde que nossas crianças partiram".
O vitral da igreja de São Nicolau da cidade, destruído no século 17 mas descrito em relatos anteriores, ilustrava a figura do flautista com várias crianças fantasmagóricas de branco.
Além disso, o manuscrito de Luneburg do século 15, junto com cinco versos de memória histórica, alguns em latim e outros em alemão da Idade Média, fazem referência a uma história semelhante de 130 crianças ou jovens que desapareceram em 26 de junho de 1284, seguindo um flautista até um lugar chamado Calvário ou Koppen.
E assim o flautista, mais do que uma lenda, se torna símbolo de um grande mistério histórico.

O que aconteceu com as crianças desaparecidas de Hamelin?
Siga lendo: http://www.bbc.com/portuguese/vert-tra-54448658

26 abril, 2021

Batalha de Kursk

Seis de junho de 2021 marcará o 77.º aniversário do desembarque na Normandia, a ambiciosa operação dos Aliados que pode ser considerada o começo do fim da Segunda Guerra Mundial. Mas não se deve esquecer de que a resistência férrea da União Soviética, especialmente na Batalha de Kursk, muito haja contribuído para colocar o exército alemão na defensiva quase dois anos antes. PGCS
Soldados soviéticos em Kursk
A campanha que culminou com essa batalha foi um sucesso estratégico soviético. Pela primeira vez, uma grande ofensiva alemã foi detida antes de alcançar um avanço. Os alemães, apesar de usarem armas tecnologicamente mais avançadas do que em anos anteriores, não conseguiram romper as profundas defesas soviéticas e ficaram surpresos com as importantes reservas operacionais do Exército Vermelho. Este resultado mudou o padrão de operações na Frente Oriental, com a União Soviética assumindo a partir de então as iniciativas operacionais. A vitória soviética em Kursk foi dispendiosa, com o Exército Vermelho perdendo consideravelmente mais homens e material do que o exército alemão. No entanto, o maior potencial industrial da União Soviética e sua força de trabalho permitiram-lhes suportar e reabastecer essas perdas, sem afetar sua força estratégica global.
Heinz Guderian escreveu:
"Com o fracasso em Kursk (entre julho e agosto de 1943), sofremos uma derrota decisiva. As formações blindadas, reformadas e reequipadas com tanto esforço, haviam perdido muitos homens e as equipes ficariam desativadas por muito tempo. Era problemático se eles puderiam ser reabilitados em tempo de defender a Frente Oriental ... Escusado será dizer que [os soviéticos] exploraram sua vitória ao máximo. Não haveria mais períodos de silêncio na Frente Oriental. A partir de agora, o inimigo estava em posse indiscutível da iniciativa."
Com a vitória, a iniciativa passou firmemente ao Exército Vermelho. Durante o resto da guerra, os alemães limitaram-se a reagir aos avanços soviéticos e nunca conseguiram recuperar a iniciativa nem lançar uma grande ofensiva na Frente Oriental. Os desembarques ocidentais aliados na Itália abriram uma nova frente, desviando ainda mais os recursos e a atenção da Alemanha.
Embora a localização, o plano de ataque e o momento fossem determinados por Hitler, ele culpou a derrota de sua equipe. Ao contrário de Stalin, que dava aos generais comandantes a liberdade de tomar importantes decisões de comando, a interferência de Hitler nos assuntos militares alemães aumentava progressivamente, enquanto sua atenção aos aspectos políticos da guerra diminuía. O oposto era verdadeiro para Stalin. Durante toda a campanha de Kursk, ele se baseou no julgamento de seus comandantes e, como suas decisões levaram ao sucesso no campo de batalha, ele aumentou sua confiança em seu julgamento militar. Stalin se retirou do planejamento operacional e raramente anulou as decisões militares, o que resultou no aumento de liberdade de ação do Exército Vermelho durante o curso da guerra. WIKI

07 dezembro, 2020

A Sala de Âmbar

Você já ouviu falar da Oitava Maravilha do Mundo? Pois, certa vez, ela existiu mesmo, na forma da Sala de Âmbar - uma obra-prima de design complexo e um dos artefatos mais valiosos da Rússia. Originalmente projetado e construído no início do século XVIII, a Sala de Âmbar trocou algumas mãos antes de desaparecer em 1945.
Origem
A Sala de Âmbar é o resultado de uma colaboração entre o escultor barroco alemão Schluter e o artesão dinamarquês Gottfried Wolfram. Embora esteja associada principalmente à Rússia Imperial, a sala foi originalmente construída para a Monarquia Prussiana em 1701 e abrigada no Palácio de Charlottenburg, em Berlim. Em 1716, a sala foi presenteada ao czar russo Pedro, o Grande, como parte de uma aliança entre a Rússia e a Prússia contra a Suécia. Os painéis de âmbar que decoravam as paredes foram desconstruídos, colocados em grandes caixas e transferidos para o Palácio de Inverno na recém-fundada cidade de São Petersburgo. Em 1755, a sala foi realocada novamente, a pedido de Elizabeth, filha do czar, para o Palácio de Catarina em Tsarkoye Selo.​
Foi nesse local que a sala foi ampliada e, em sua conclusão em 1770, alcançou um total de pouco mais de 54 metros quadrados, adornado com mais de 6 toneladas de âmbar e outras pedras preciosas. Os historiadores estimam que o valor atual da sala seria de aproximadamente US $ 176 milhões. Nos dois séculos seguintes, a grandiosa sala deslumbrou visitantes da Rússia e do resto da Europa, seu esplendor excedendo até as próprias expectativas de Schluter.


Desaparecimento
A Sala de Âmbar sobreviveu à Revolução de 1917. Porém, quando a Alemanha nazista invadiu a então URSS em 1941, nenhum tesouro nacional no país estava seguro. Os curadores soviéticos sabiam que a valiosa Sala de Âmbar estava em grande perigo e tentaram protegê-la realocando-a para longe do front. No entanto, ao tentar realizar a tarefa, o curador Anatoly Kuchumov descobriu que os painéis de âmbar haviam-se tornado frágeis ao longo dos anos e a realocação poderia causar muitos danos. Em vez disso, ele ordenou cobrir as paredes da sala com papel de parede fino, na esperança de que os nazistas passassem por ela sem perceber.
Infelizmente, esse plano falhou. Hitler conhecia bem a história da Sala de Âmbar e a via como propriedade alemã que deveria ser devolvida à sua terra natal. Em apenas 36 horas, os nazistas descobriram os painéis preciosos e desmontaram a sala completamente. Os painéis foram enviados para a Alemanha e a sala foi reconstruída no Castelo Konigsberg. Lá permaneceu em exibição para povo alemão por dois anos. Em 1943, quando os ventos da guerra começaram a virar em favor dos aliados, Hitler ordenou que todas as posses saqueadas e guardadas em Konigsberg fossem realocadas. Mais uma vez a sala foi parar em grandes caixas e posta em movimento, desta vez, para nunca mais ser vista.
Teorias da conspiração
Siga lendo:
http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=15728
http://br.rbth.com/arte/historia/2017/07/08/onde-encontrar-a-verdadeira-camara-de-ambar_794480
A nova Sala de Âmbar
Em 1979, o governo soviético ordenou que uma réplica da sala fosse reconstruída onde a original ficava no Palácio de Catarina. O projeto levou 25 anos para ser concluído e custou US $ 11,3 milhões. Sua inauguração em 2003 marcou o 300.º aniversário de São Petersburgo. Embora seja uma reprodução, se você já estiver na área, vale a pena visitar a "nova Sala de Âmbar".
O barão Eduard von Falz-Fein, empresário de origem russa do Liechtenstein, passou 30 anos de sua vida à procura da famosa sala. Em 2004, ele declarou que, embora a câmara original tivesse perdida para sempre, a nova versão era um substituto digno. "Eu vi a Câmara de Âmbar antiga quando tinha cinco anos, e vi a nova. A nova é ainda melhor", disse von Falz-Fein à revista russa "Argumenti i Fakti".

09 novembro, 2020

Margarita philosophica

Gregor Reisch (nascido em Balingen em Württemberg, por volta de 1467; morreu em Freiburg, Baden, em 9 de maio de 1525) foi um escritor humanista alemão.
Ele é mais conhecido por sua Margarita philosophica, que apareceu pela primeira vez em Freiburg, em 1503. É uma enciclopédia de conhecimento destinada a a jovens estudantes contendo doze livros: gramática latina, dialética, retórica, aritmética, música, geometria, astronomia, física, história natural, fisiologia, psicologia e ética. A utilidade do trabalho foi aumentada por numerosas xilogravuras e um índice completo.
Tabela de cálculo de Gregor Reisch: ilustração da Margarita Philosophica.
http://br.pinterest.com/pin/9710955425897457
A xilogravura (ao lado) mostra a Aritmética instruindo um algorista e um abacista (representados incorretamente como Boécio e Pitágoras). Houve forte competição entre os dois desde a introdução da álgebra na Europa, no século XII, até seu triunfo no século XVI.

03 novembro, 2020

O novo aeroporto de Berlim

Da série "Se fosse no Brasil...":

Com nove anos de atraso com relação ao ano previsto para o término das obras e com um orçamento três vezes superior ao inicial foi finalmente concluído o novo Aeroporto de Berlim.
Problemas financeiros e técnicos de todos os tipos, e uma pitada de corrupção, fizeram com que a inauguração do aeroporto não tivesse acontecido em 2011.

20 outubro, 2020

Um evento no céu de Nuremberg


Ao nascer do sol, em 14 de abril de 1561, os cidadãos de Nuremberg (Alemanha) viram "um espetáculo muito assustador". O céu parecia se encher de objetos cilíndricos dos quais discos e globos vermelhos, pretos, laranjas, azuis e brancos emergiram. Cruzes e tubos parecidos com canos de canhão também apareceram quando os objetos prontamente "começaram a lutar uns contra os outros".
Este evento, uma das primeiras citações registradas de OVNIs, foi retratado nesta xilogravura do século XVI por Hans Glaser.

Sic erat scriptum.

26 agosto, 2020

O maior relógio cuco do mundo

O relógio cuco típico da Floresta Negra (no sul da Alemanha) foi inventado pelo relojoeiro Franz Anton Ketterer no século 18, é esculpido à mão e tem o formato de uma casinha. No século 19, um terço de todos os relógios do mundo eram confeccionados na região. No local, até hoje, se produz o original relógio cuco da Floresta Negra - um deles é o maior do mundo. Durante 5 anos, dois relojoeiros trabalharam na peça de 4,5 metros de altura por 4,5 metros comprimento. Finalizado em 1994, ele é desde então o maior relógio cuco do mundo.


22 maio, 2020

Viva seu Zé Pelin!

O inventor do balão dirigível foi o conde alemão Ferdinand Adolf Heirinch von Zeppelin (1839 -1917). No dia 2 de julho de 1900, com um balão impulsionado por dois pequenos motores, o conde conseguiu sobrevoar o lago Constanza, na fronteira da Alemanha com a Suíça.
Por conta desse feito extraordinário na História da Aviação, os dirigíveis ficaram sendo chamados de zepelins, o mesmo nome do seu inventor.
O sucesso dos balões dirigíveis levou à fundação, na Alemanha, da primeira companhia aérea de transportes de cargas e de passageiros: a Deutsche Luftschiffahrts Aktein Gesellchaft.
Por apresentar uma posição geográfica privilegiada no Nordeste do Brasil, a cidade do Recife foi escolhida para abrigar a primeira base operacional dos dirigíveis "Zeppelin" e "Hindenburg". Para tanto, construiu-se em Jiquiá um Parque de Aerostação, com uma torre de atracação de 16 metros de altura. Era a primeira estação aeronáutica para dirigíveis da América do Sul e tinha uma função semelhante a dos faróis.
No dia 22 de maio de 1930 (há 90 anos), quando um desses dirigíveis chegou a Recife pela primeira vez, o fato teve tamanha relevância que Estácio Coimbra, governador de Pernambuco naquela época, decretou feriado estadual. E o dirigível terminou pousando no Campo dos Dirigíveis do Jiquiá.
O Graf Zeppelin realizou 63 viagens unindo o Recife à Europa. Em 1936, veio a ser substituído por outro dirigível, o Hindenburg. Este último realizou sete viagens ao Brasil, antes do acidente que o destruiu, em 1937, ao pousar em Lakehurst, no estado norte-americano de New Jersey.
Os zepelins faziam tanto sucesso que, em certa ocasião, Ascenso Ferreira escreveu um poema (trecho) sobre eles:
– Apontou!
– Parece uma baleia se movendo no mar!
– Parece um navio avoando nos ares!
– Credo, isso é invento do cão!
– Ó coisa bonita danada!
– Viva seu Zé Pelin!
– Vivôôô!
Deutschland über alles! Chopp! Chopp! Chopp!
– Atracou!
Fontes
Vainsencher, SA. Zepelin. In: Fundação Joaquim Nabuco [http://basilio.fundaj.gov.br]. Acessado em 14/10/2018
Silva, LD. Chegada do Graf Zeppelin ao Recife completa 85 anos. In: Diário de Pernambuco [http://www.diariodepernambuco.com.br]. Publicado em 19/05/2015. Acessado em 14/10/2018.

30 março, 2020

A "Trégua do Lobo"

Uma história sobre soldados russos e alemães unindo armas para caçar lobos furiosos foi apenas isso: uma história.
Em abril de 2019, os autores do videogame "Tannenberg", um jogo de tiro ambientado na I Guerra Mundial e descrevendo eventos em torno da Batalha de Tannenberg (1914), introduziram um evento no jogo chamado "Wolf Truce" - basicamente um modo do jogo em que o jogador luta contra lobos.
Os desenvolvedores do jogo basearam o modo em um evento aparentemente real, supostamente relatado pelo "The New York Times", em 29 de julho de 1917.
Um recorte de jornal relatando o evento naquela época foi fornecido:
"No decurso da campanha do inverno passado, os lobos acumularam-se em um número tão grande, no setor de Kovno-Wilna-Minsk, que se tornaram uma verdadeira praga para as forças de combate russas e alemãs. Tão insolentes eram esses animais, em seus ataques a grupos de soldados, que se tornaram uma ameaça séria até mesmo para os homens que combatiam nas trincheiras.
Veneno, fogo de espingarda, granadas de mão e até metralhadoras foram utilizados sucessivamente na tentativa de erradicar o incômodo. Mas tudo em vão. Os lobos - em nenhum lugar tão grandes e poderosos como na Rússia - estavam desesperados com a fome e ignoravam o perigo. Bandos novos apareceriam no lugar daqueles que eram mortos pelas tropas russas e alemãs.
Como último recurso, os dois adversários, com o consentimento de seus comandantes, entraram em negociações para um armistício e uniram forças para superar a praga do lobo. Por um curto período, houve paz. E a tarefa de vencer o inimigo comum foi empreendida. Os lobos foram progressivamente cercados, várias centenas deles foram mortos e os restantes fugiram em todas as direções. É relatado que os soldados não foram mais molestados."
Essa "informação" chegou aos jornais da época e, posteriormente, até a algumas publicações históricas. No entanto, poucas pessoas verificaram as fontes do "The New York Times". A primeira foi o jornal "Bridgeport Evening Farmer", em 15 de fevereiro de 1917. "Hopkinsville Kentuckian" também publicou a "notícia" (usando quase as mesmas palavras), em 22 de fevereiro, seguida pelo "Daily Empire", do Alasca, em 16 de março.
Não há registros oficiais sobre a "Trégua do Lobo".


RUSSIA BEYOND

22 fevereiro, 2020

O carro alegórico das queimadas

Neste ano, é uma das estrelas dos festejos carnavalescos de Colônia. Entre as atrações no tradicional desfile da próxima segunda-feira (24/02), ponto alto do Carnaval da cidade do oeste da Alemanha, está um carro alegórico com um boneco do presidente brasileiro, segurando a bandeira do Brasil atada a um palito de fósforo tamanho família e exibindo um largo sorriso, diante de árvores carbonizadas e sambistas seminuas chamuscadas.


Esta alegoria sobre rodas, uma crítica às queimadas na Amazônia, desfilará produzindo fumaça. Literalmente.

DW Brasil

06/03/2020 - Parodiando ...
"Este PIB é o pum produzido com talco, espirrando do traseiro do palhaço e fazendo a risadaria feliz da velhacada."