Mostrando postagens com marcador pandemia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pandemia. Mostrar todas as postagens

12 fevereiro, 2026

O distanciamento social no mundo das formigas

Após o início da pandemia de COVID-19, o mundo respondeu com medidas de saúde pública, incluindo confinamentos, medidas de distanciamento social e restrições de viagens. A ideia era evitar o contato próximo para reduzir a transmissão do vírus. Mas os humanos não são os únicos a modificar o ambiente em que vivem para reduzir o risco das epidemias.
As formigas também praticam o distanciamento social quando expostas a uma pandemia.
Um novo estudo publicado na revista Science revela que as formigas-pretas-de-jardim (Lasius niger) modificam a arquitetura de seus ninhos para retardar uma infestação – uma "versão inseto" de distanciamento social incorporada ao ambiente.


O autor principal, Luke Leckie, da Universidade de Bristol, explica que as formigas são conhecidas por alterarem seu comportamento de escavação dependendo da temperatura e da composição do solo. No entanto, segundo Leckie, "Esta é a primeira vez que se demonstra que um animal não humano modifica a estrutura do seu ambiente para reduzir a transmissão de doenças."
Expostas a esporos de fungos (Metarhizium brunneum), as formigas fizeram modificações significativas no layout do formigueiro. E as entradas acabaram ficando, em média, cerca de 6 mm mais distantes umas das outras. Com esse aumento no espaçamento entre as entradas, resultou em menos pontos de aglomeração na superfície. Elas também construíram câmaras com rotas mais longas e sinuosas em locais menos centrais. E chegaram a cavar múltiplos túneis, provavelmente rotas alternativas de circulação para evitar os contatos entre si.
A análise mostrou que os ninhos redesenhados reduziram com sucesso o risco de exposição dos indivíduos à infecção.

06 agosto, 2021

ca.das.tra.men.to

Não é só o negacionismo que atrapalha uma campanha de vacinação. O reducionismo também.


A propósito:
- Por que a vacina está sendo tão pressionada?
- Ora, se não pressionar, ela não sai da seringa. (Vítor Bezerra)

31 maio, 2021

A marcha da pandemia no Twitter

André Dahmer (@malvados):

Roberto Silveira (@_RobertSilveira):

Paulo Silva(@EntreMentes):
Em 2023 as autoridades vão tirar o sofá da sala. Ce sera le fin.

22 maio, 2021

A Cortina do Abraço

A fotografia abaixo de Mads Nissen, intitulada "O Primeiro Abraço", foi eleita a Foto do Ano pela World Press Photo Foundation.


Na página do Instagram de Nissen:
Rosa Luzia Lunardi, 85 anos, é abraçada pela enfermeira Adriana Silva da Costa Souza, o primeiro abraço que ela recebe em cinco meses. Em março (de 2020), asilos em todo o país fecharam suas portas para os visitantes, impedindo milhões de brasileiros de visitar seus parentes idosos, enquanto os cuidadores foram obrigados a limitar todo contato físico com os vulneráveis ​​ao mínimo absoluto. Mas, no "Viva Bem", um asilo para idosos em São Paulo, foi criada uma invenção bem simples, "A Cortina do Abraço", que permitiu que as pessoas se vissem e se abraçassem sem arriscarem a vida. E para quem não tem visitantes, voluntários e funcionários estão prontos para intervir - porque, como dizem no "Viva Bem": "Todo mundo merece um bom abraço".
O efeito de um abraço através da cortina: "asas de anjo", é o que parece.

04 outubro, 2020

Magnetismo nasal

The Guardian relatou em 30 de março de 2020:
Um astrofísico australiano foi internado no hospital depois de colocar quatro ímãs no nariz, na tentativa de inventar um dispositivo que impedisse as pessoas de tocarem no rosto durante a pandemia de coronavírus.
Daniel Reardon, pesquisador de uma universidade de Melbourne, estava construindo um colar que faria soar um alarme ao contato facial quando ocorreu o acidente.
O astrofísico de 27 anos, que estuda pulsares e ondas gravitacionais, disse que estava tentando combater o tédio do autoisolamento com quatro poderosos ímãs de neodímio.
ASSISTA: massa de borracha come um ímã (blog EM mostra a força do campo magnético de um deles)

"Eu tenho alguns equipamentos eletrônicos, mas realmente não tenho experiência ou conhecimento na construção de circuitos ou coisas parecidas", disse ele. "Eu imaginei que: 1) se construísse um circuito que pudesse detectar o campo magnético; 2) se usasse os ímãs de neodímio nos pulsos e 3) o dispositivo poderia acionar um alarme ao aproximar as mãos do rosto. Um pouco de tédio pelo autoisolamento me fez pensar assim".
No entanto, o astrofísico montou a parte eletrônica ao contrário - - só completava o circuito quando o campo magnético não estava presente. "Inventei acidentalmente um colar que vibra continuamente, a menos que você aproxime a mão do rosto", disse ele.
“Depois de desistir dessa ideia, eu ainda estava um pouco entediado e fiquei brincando com os ímãs. Prendi-os nos lóbulos das orelhas e depois prendi-os em minhas narinas... e as coisas degringolaram".
Reardon disse que colocou dois ímãs dentro de suas narinas e dois do lado de fora. Quando ele removeu os ímãs do lado de fora, os dois que estavam dentro ficaram juntos. Infelizmente, o pesquisador tentou usar os ímãs restantes para removê-los.
"Nesse momento, meu parceiro que trabalha em um hospital estava rindo de mim", disse ele. “Eu estava tentando puxá-los para fora, mas há uma septo no fundo do nariz que você não consegue superar".
"Depois de 20 minutos de luta, decidi procurar a solução no Google e encontrei um artigo sobre um garoto de 11 anos que havia passado por igual problema. A solução era mais ímãs. Colocados do lado de fora para compensar a atração dos que estão dentro."
“Enquanto eu estava puxando para baixo para tentar remover os ímãs, eles se prenderam e eu perdi o controle. E esses dois ímãs terminaram em minha narina esquerda. Nesse ponto, fiquei sem ímãs."
Antes de ir ao hospital, Reardon tentou usar um alicate para retirá-los, mas eles ficaram magnetizados pelos ímãs dentro de seu nariz.
"Toda vez que eu colocava o alicate perto do nariz, meu nariz inteiro se deslocava em direção ao alicate e, em seguida, o alicate grudava no ímã", disse ele. "Foi um pouco doloroso neste momento".
"Meu parceiro me levou ao hospital em que trabalha porque queria que todos os seus colegas rissem de mim. Os médicos acharam engraçado, fazendo comentários como 'Esta é uma lesão devido ao autoisolamento e ao tédio'."
No hospital, uma equipe de dois médicos aplicou um spray anestésico e removeu manualmente os ímãs do nariz de Reardon.
"Quando eles tiraram os três da narina esquerda, o quarto caiu em minha garganta", disse ele. "Isso poderia ter sido um problema se eu o engolisse ou inspirasse, mas felizmente consegui me inclinar para a frente e tossir ... Desnecessário será dizer que não vou mais brincar com ímãs".

O relatório de alta de Daniel Reardon

O astrofísico garantiu ao Guardian Australia que havia descartado novas experiências com os ímãs e com o rosto tocado, e que encontraria outras maneiras de passar o tempo em casa.

http://www.theguardian.com/australia-news/2020/mar/30/astrophysicist-gets-magnets-stuck-up-nose-while-inventing-coronavirus-device

22 setembro, 2020

Ventriloquismo: em ascensão

Está na época ideal para você escolher a carreira de ventríloquo.


Ventríloquos talentosos (vídeo)

11/05/2021 - Bits and Pieces repercutiu"Ventriloquismo: em ascensão" com o título "On the rise..."

17 agosto, 2020

Excessos

Fernando Gurgel
A pandemia muda a nossa percepção da realidade, mas as mulheres sempre dão um jeito de nos trazer à dura rotina do dia a dia. Mesmo isolados, saindo de casa apenas quando é absolutamente necessários, tivemos que fazer alguns exames de rotina.
Como, o ano passado, tive uma trombose, o angiologista aconselhou tomar uma taça de vinho regularmente. Talvez aconselhar não seja o termo correto, pois o angiologista que me indicaram parece meio vitoriano quando à ingestão de bebidas alcoólicas.
Na consulta atual, com uma geriatra, esta reforçou a indicação da taça de vinho e disse mais:
- Uma dose por dia é sempre saudável. O que não pode é deixar tudo para o final de semana e beber até o limite do suportável, porque pode sobrecarregar o fígado.
Tudo bem, então.
Ontem, seguindo estes sábios ensinamentos, tomei uma dose de cachaça, uma de vodca, uma de rum, uma de uisque, uma taça de vinho e uma latinha de cerveja. Ou seja, sem excessos.
Excessos vieram apenas quando as reclamações começaram: "Tá comemorando o quê? Estamos no meio de uma pandemia, mas as bebidas não vão sumir de hora pra outra. Deixa, pelo menos, um pouco para o final de semana..." Etc., etc., etc., até o último gole e 24 horas após.

Fernando,
O diabo mora nos detalhes. Aquele seu amigo alemão não lhe falou nisso?
A pedra do diabo. Lübeck, Alemanha

06 agosto, 2020

O que é igual a 7 anos humanos

Se o tempo passa sete vezes mais rapidamento para o cão do que para o ser humano...
então,
1 ano do cão equivale a 7 anos humanos.
⌚🐕 = ⌚👨👨👨👨👨👨👨


Mito.
Novos estudos estão contestando esta equivalência.
A única coisa que é igual a 7 anos humanos é 2020.

25 junho, 2020

Superação




Ontem, o diabo sussurrou em meu ouvido:

"Você não é forte o suficiente para resistir a esta tempestade."

Eu gritei pra ele:

"Dois metros para trás, seu FDP."

02 junho, 2020

Astrologia em tempos de pandemia

Carlos Orsi *
"Vejo um ano muito bom e produtivo". Foi assim que a astróloga americana e best-seller internacional Susan Miller resumiu suas impressões para 2020, em entrevista publicada em novembro de 2019, no site Fashion Week Daily. "O que é excepcional sobre o ano é que Júpiter se ligará a Plutão, algo que acontece a cada 13 anos. É uma fantástica assinatura de sucesso", disse ela, cheia de entusiasmo. Em entrevista à rede de TV CBS, concedida em janeiro — quando o novo coronavírus já dava suas primeiras voltas — Miller dobrou a aposta, prevendo "um grande ano, um ano próspero. Não vejo recessão". Para nativos de Touro, em especial, ela previu "viagens internacionais".
No Brasil, o astrólogo João Bidu — dono de um pequeno império editorial de publicações esotéricas, centrado na cidade de Bauru (SP) — havia previsto em 2020 "mais leve" do que 2019. No YouTube, depois de fazer as mesmas previsões que qualquer pessoa de bom senso faria (celebridades vão se divorciar, presidiários vão se rebelar, algumas pessoas vão ganhar na loteria), Bidu acrescenta que 2020 assistiria a uma "sensível melhora da imagem do Brasil no exterior", "melhora considerável no emprego" e, que "viagens internacionais devem crescer de forma robusta, melhorando o fluxo de estrangeiros para o nosso país". Será que os taurinos de Miller viriam todos para cá?
Os céus disseram a Bidu que neste ano haveria "uma grande arrancada para [o Brasil] se tornar um dos grandes centros turísticos do mundo". E que o presidente Jair Bolsonaro teria "muita sorte, carisma e alegria". "Seu humor deve melhorar bastante" e o governo teria "grandes vitórias".
Que a pandemia pegou os profetas profissionais de calças curtas é uma das surpresas menos surpreendentes — e uma das piadas sinistras — da crise atual. Bidu acabou se desculpando em nota publicada pelo G1. "Ninguém poderia imaginar que viria um coronavírus para fazer todo esse estrago", disse, aparentemente sem sentir a ironia.
* Carlos Orsi é jornalista e editor-chefe da Revista Questão de Ciência, onde você pode ler a íntegra deste artigo.

15 maio, 2020

Pandemic (Brasil, 2020)

A história do "RMS Brazil" que naufragou no Oceano Pandêmico após colidir com o iceberg SARS-CoV-2.
Uma paródia do fime "Titanic" por Henrique Acquaviva.
Com criatividade, o youtuber criou este vídeo de 4:40 minutos a partir de cenas recortadas do filme. Em "Pandemic", tanto os (involuntários) personagens quanto os trágicos fatos se situam no Brasil atual.



Grato à filha Natália que me enviou o divertido vídeo. Espero vê-la brevemente em Belém - com Renan, o filho que nascerá (meu segundo neto).

14 maio, 2020

Haverá mudanças?

Fernando Gurgel Filho
Em uma entrevista para O Estado de SP, à pergunta "Há muita expectativa sobre o que está por vir – do ponto de vista emocional, o que mudará na humanidade depois da pandemia: a solidariedade será maior? Haverá mais transcendentalismo ou materialismo?", Mia Couto respondeu: "Não sou muito otimista em relação a uma mudança total. Não iremos despertar amanhã, no final desse surto epidêmico, com uma mentalidade coletiva nova. Tenho dúvidas das mudanças que se alcançam por via do medo. Gostaria, no entanto, de acreditar que haverá lições importantes: por exemplo, uma percepção mais clara da importância do Estado, dos sistemas públicos de saúde e de educação, do ideal da cooperação solidária em vez da competição e da exclusão." 
Por coincidência, outro dia, estava justamente escrevendo algo sobre isto. Sobre o que mudará. E o que escrevi parece que está dentro da linha de pensamento do Mia Couto.
Tenho uma amiga que sempre repete: "Sobreviventes são perigosos porque sabem que podem sobreviver".
E, na solidão do isolamento social, comecei a pensar nesta frase, a partir de outra que as pessoas divulgam quase todos os dias: "O mundo depois da pandemia nunca mais será o mesmo". Querendo dizer, com isto, que a humanidade mudará radicalmente. E, da forma como anunciam isto, tende a mudar para melhor. O que a frase de início nos deixa em dúvidas quanto a esta mudança para melhor.
Ora, sabemos que o mundo não muda, assim, do dia pra noite. Pode ter mudado muito, depois do cataclismo da dimensão do que destruiu os dinossauros e quase toda a vida na superfície do planeta. Mas não existe nenhuma comprovação científica de que o que ficou, principalmente vidas, tenha sido melhor para o planeta do que o que foi destruído.
Aconteceram mudanças importantes depois das Grandes Guerras? Aconteceram mudanças importantes depois das grandes pandemias: peste negra, gripe espanhola...? Talvez. Algumas instituições, algumas formas de organização do Estado começaram a ser questionadas, mas, na minha opinião, o ser humano, em sua unicidade e, por consequência, em sua totalidade, não parece ter mudado muito, não.
E os sobreviventes, muitos dos quais, fortes o suficiente para sobreviver a uma tragédia, não parecem ter sido "escolhidos" por serem mais solidários, humanistas ou fraternos, do que os outros. Foram apenas por uma questão de melhor adaptabilidade às novas condições. Mas a essência do ser humano não mudou. Seus hábitos, sua luta pela sobrevivência, suas crenças, sua organização social... Nada disso mudou.
Não para melhor. Pelo menos, não a curto prazo. E somente aconteceram mudanças importantes no mundo, na sociedade, com muita luta dos que sobreviveram e que já tinham, antes da tragédia, outra perspectiva de vida para o mundo.
Enfim, uma pandemia, por si só, não quer dizer que a sociedade, a humanidade, vá melhorar. Muito pelo contrário. Infelizmente. Mesmo que a maioria dos seres humanos sofra muito com a doença e o isolamento social.

27 abril, 2020

Cartilha da gripe espanhola

Previna-se contra a gripe (s. d.), cartilha distribuída pelas campanhas do Serviço Nacional de Educação Sanitária (ver: Fundação Biblioteca Nacional, Sessão de Obras Gerais).

Perdigotos – Que perigo!
Se estás resfriado amigo,
Não chegues perto de mim.
Sou fraco, digo o que penso.
Quando tossir use o lenço
E, também se der atchim.
Corrimãos, trincos, dinheiro
São de germes um viveiro
E o da gripe mais freqüente.
Não pegá-los, impossível.
Mas há remédio infalível,
Lave as mãos constantemente.
Se da gripe quer livrar-se
Arranje um jeito e disfarce,
Evite o aperto de mão.
Mas se vexado consente,
Lave as mãos freqüentemente.
Com bastante água e sabão.
Da gripe já está curado?
Bem, mas não queira, apressado,
Voltar à vida normal.
Consolide bem a cura,
Senão você, criatura,
Recai e propaga o mal.

Via "Revisitando a espanhola: a gripe pandêmica de 1918 no Rio de Janeiro", por Adiana da Costa Goulart
http://doi.org/10.1590/S0104-59702005000100006

05 abril, 2020

Distanciamento social


A TURMA TODA ESTÁ SEGUINDO A ORIENTAÇÃO

Ruído por ruído
O fato é que esse vírus tem mudado radicalmente o comportamento das pessoas. Antes tossiam para esconder o peido, agora peidam para esconder a tosse.