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10 outubro, 2023

Parece difícil, mas é fácil

Este problema que foi resolvido pelo matemático húngaro-americano John von Neumann:
Dois ciclistas a 30 quilômetros de distância começam a pedalar um em direção ao outro a 15 km/h. No instante em que eles começam, uma mosca começa a ir e voltar entre um e outro a 30 km/h. Quando os ciclistas se encontrarem, qual a distância total que a mosca terá percorrido?
Um estudante apresentou esse problema ao matemático, que instantaneamente deu a resposta correta: 
— 30 quilômetros.
— Certo — disse o aluno. Sabe, a maioria das pessoas não percebe que os ciclistas se encontrarão em uma hora, então a mosca terá que ter voado 30 quilômetros. Em vez disso, elas acham que precisam somar uma série infinita para chegar ao resultado.
— Mas foi isso que eu fiz — respondeu von Neumann.

18 junho, 2021

A mosca de Atenas

As moscas-dos-cavalos (apelidadas no Brasil de mutucas) são insetos da família Tabanidae da ordem Diptera. Geralmente são grandes, ágeis e preferem voar sob o sol, evitando áreas escuras e sombreadas. Os machos têm um aparelho bucal fraco e apenas as fêmeas mordem os animais com a finalidade de obter a proteína necessária à produção dos ovos. Para exercer sua hematofagia, o aparelho bucal das fêmeas é um órgão forte e penetrante, com dois pares de lâminas cortantes e uma parte esponjosa usada para lamber o sangue que escorre do ferimento.
As moscas-de-cavalo têm aparecido na literatura desde que Ésquilo, na Grécia Antiga, mencionou que elas em sua perseguição persistente levavam as pessoas à loucura.
A história conta que Sócrates era conhecido entre seus concidadãos como "a mosca de Atenas". Diz-se também que o filósofo ficou encantado com o apelido porque o descrevia muito bem: sua missão era provocar as pessoas por meio de perguntas e explicações que incomodavam e, sobretudo, faziam despertar. 
Aos que o condenaram à morte, Sócrates, de acordo com os escritos de Platão, argumentou que a dissidência, como a mosca, era fácil de vencer, mas o custo de silenciar indivíduos irritantes poderia ser muito alto para a sociedade: "Se você matar um homem como eu, vocês vão se machucar mais do que vão me machucar".
Sócrates se comparou a um moscardo que, a serviço da verdade, picava o nobre corcel (que era Atenas) para tirá-lo de sua existência complacente e monótona.
É uma boa metáfora: as moscas são conhecidas por morder e incomodar o gado e outros animais de curral. Nisso são implacáveis, pois mordem, continuam mordendo e não há muito o que os animais possam fazer para enxotá-las.

12 maio, 2021

Por que é difícil caçar uma mosca com a mão

  • Seus olhos compostos têm um ângulo de visão quase total, uma espécie de "visão de 360 graus", de modo que veem o perigo vindo de qualquer lugar.
  • Seu pequeno cérebro processa informações 10 vezes mais rápido do que o dos humanos.
  • As moscas podem executar prompts de voo em ângulos de 90 graus em 50 milissegundos.
  • Elas têm um tempo de reação de menos de 5 milissegundos (o da luz de um flash), conforme cronometrado.
  • Elas têm estruturas sob as asas chamadas halteres que usam como giroscópios: isso permite que mantenham a cabeça e os olhos relativamente estáticos e, assim, vejam melhor. (Quando removidos pelos cientistas, as moscas perdem o controle do voo.)
Seu único ponto fraco parece ser o mesmo que existia (presume-se) em alguns dinossauros: é difícil para elas ver objetos que não se movem.
Então, uma maneira de tentar caçá-las é chegar bem perto (para reduzir a distância), muito devagar, e então -- pá! -- Aplicar um golpe rápido e certeiro. Provavelmente não funcionará, mas não custa tentar.

Microsiervos c/ vídeo (em inglês).

Mr. Obama alcançava 100 por cento de sucesso matando moscas na Casa Branca. É sua rate of success in hunting.
Slideshow TÉDIO NO TRABALHO

21 março, 2021

A segurança nos números

Em 1939, "The New Yorker" publicou um conjunto de quatro contos curtos do humorista James Thurber sob o título "Fables for Our Time - II"
A primeira história era sobre uma "mosca bastante inteligente" que evitou ser apanhada por uma teia de aranha vazia. Infelizmente, quando a mosca mais tarde encontrou um grande grupo de moscas juntas em uma superfície, ela decidiu se estabelecer entre elas. Depois de ignorar a explicação de uma abelha sobre o que estava se passando ali: um papel pega-moscas.
"Não seja boba", respondeu a mosca, "elas estão dançando". 
Ela pousou e ficou presa ao papel - como todas as outras moscas.

Moral: Não há segurança nos números (ou em qualquer outra coisa).

12 setembro, 2019

A berne como rito de passagem

Berne é uma infecção produzida por um estágio larval (tapuru, no popular) da mosca Dermatobia hominis, conhecida no Brasil como mosca-berneira, a qual infecta diversas espécies animais, eventualmente o ser humano.

Para a maioria, ter uma berne no corpo não seria motivo para comemorar.
Mas a maioria das pessoas não é entomologista (pessoas que estudam insetos), e aparentemente, alguns entomologistas topam essa parada. Segundo Phil Torres, biólogo tropical e entomologista, esse é um rito de passagem para aqueles que estudam insetos.
Phil Torres tem uma larva em suas costas.
"Conheço alguns entomologistas mais velhos que fizeram exatamente isso, e eles me contavam histórias quando eu ainda era universitário sobre a vez que pegaram uma berne e esperaram para ver quanto tempo aguentavam ficar com ela”, diz Torres. "Você pode dizer que é tipo um rito de passagem." [,,,]
"Não é segredo que entomologistas procuram oportunidades para ter a berne. Vemos isso quase como uma medalha de honra. No mundo dos trópicos há duas conquistas assim: ser picado por uma formiga-cabo-verde e outra é pegar uma berne. Consegui a picada da formiga alguns anos atrás. É a picada mais dolorosa do mundo, dói demais... É uma experiência interessante – você pode aprender mais sobre a natureza que estuda de um modo muito íntimo, por assim dizer." [...]
"É meio estranho, você consegue sentir a larva se mexendo..., Então, eu brinco com a minha esposa dizendo que 'ela está chutando', como se fosse um bebê."
Sua entrevista completa no site VICE Brasil.

Ler também: Como me tornei isca de sanguessugas

28 novembro, 2016

A mosca de Bill Gates

A fama de Bill Gates e suas contribuições à humanidade no campo da dipterologia – em especial na erradicação dos mosquitos, seja geneticamente ou seja por arma a laser – fizeram com que ele ganhasse um reconhecimento: uma espécie de mosca que leva seu nome. É a chamada mosca de Bill Gates, a Eristalis gatesi, encontrada apenas nas altas montanhas da Costa Rica.
E, para que seu amigo filantropo e cofundador da Microsoft não ficasse para trás, outra mosca do mesmo habitat foi nomeada mosca de Paul Allen, aliás Eristalis alleni. [Fonte: Wikipedia.]

20 maio, 2016

Dê uma chance à mosca

Mr. Obama alcança 100 por cento de sucesso matando moscas na Casa Branca. É sua rate of success in hunting.
Fonte: Slideshow MATANDO MOSCAS...

Bits and Pieces

Fernando Gurgel disse...
O escritor italiano Dino Buzzatti tem dois livros que são imperdíveis: "Deserto dos Tártaros" e "Noites Difíceis". Este último, um livro de contos.
Em um dos contos do livro "Noites Difíceis", o escrito procurou associar o universo em que vivemos à fragilidade da existência breve da mosca. Além disso, uniu o acaso ao inacreditável para provocar um susto nos leitores.
No conto, a mosca voa sem rumo e, de repente, pousa no joelho de uma pessoa, que lhe dá um tapa, esmagando-a.
Na cabeça da mosca estava alojado o Universo. E fim.
21/05/2016

09 março, 2014

O Monge e a Mosca

Algo assim já pode ter acontecido a você.
Você ser irritado pelo zumbido de uma mosca que não consegue golpear. Como o monge, neste curta de animação de Mateus Darragh, criado com a ajuda do Irish Film Board. Tudo o que ele quer é meditar um pouco ao ar livre, porém é constantemente interrompido pela mosca!
Para ver como ele resolve a situação, você tem que assistir à animação. Mas, quando ele pensa que resolveu o problema, algo mais começa a lhe estragar a paz e o sossego!


A Mosca-Minuto

Poderá também gostar de ver...
Mosca na sopa, Um relógio carnívoro, A entrevista da mosca, e o slideshow TÉDIO NO TRABALHO (Matando moscas...)

23 outubro, 2013

O Casu Marzu

Ao morder esta iguaria é aconselhável cobrir os olhos. A medida não é para proteger a mente da visão nauseante, mas para proteger os seus olhos das larvas - que podem saltar a até seis centímetros do queijo, com uma precisão malévola!


O Casu Marzu (foto), um queijo da Sardenha infestado por larvas vivas, é o produto lácteo mais escandalosamente fabricado em nossa galáxia. O artífice queijeiro é a Piophilia casei, a mosca do queijo, também conhecida como "capitão-queijo", que coloca seus ovos no queijo do leite de ovelha produzido na região.
Um método tradicional para atraí-la é fazer um furo no bloco de queijo e pingar nele uma gota de óleo. Mas o esforço não é sempre necessário. Os "capitães-queijo", originalmente encarregados de limpar cadáveres decompostos, já tomaram de entusiasmo pelos alimentos curados e fermentados pelo Homo sapiens.
Descoberta uma fonte de alimentação adequada, uma mãe da espécie Piophilia casei coloca centenas de ovos, que, eclodindo em seguida, originam uma horda vil de larvas famintas, ansiosas para devorar o próprio habitat.
No caso do Casu Marzu, estas larvas liberam uma enzima para a digestão da gordura, que faz o queijo apodrecer. Este processo, ao final, produz uma massa pegajosa e repleta de larvas - e tudo pronto para ser comido!
Sobre o odor: alguém já o comparou ao "cheiro de meias de ginástica, embebidas em leite e que foram deixadas atrás de um vaso sanitário durante uma semana". Argh!

Fonte: mental_floss

20 agosto, 2013

O matador de mosca

Eis aqui este inefável personagem conforme as concepções dos vários movimentos artísticos de vanguarda:
(do realismo ao minimalismo)

Ver também: MATANDO MOSCAS...

31 janeiro, 2012

A Mosca-Minuto

One Minute Fly tem uma vida útil muito limitada. Um minuto para experimentar tudo o que faz a vida valer a pena.


Poderá também gostar de ver...
Efeméridas, Mosca na sopa, Um relógio carnívoro, A entrevista da mosca e o slideshow Matando moscas...

15 fevereiro, 2008

Mosca na sopa

Comecemos por aquilo que contém a mosca, isto é, a sopa. A qual já se encontra bem na sua frente, servida em prato fundo. Apenas aguardando que você - com a fome dos diabos em que se acha - meta logo a colher. Hum... tem cheiro agradável, parece apetitosa e há tentadores pãezinhos na mesa para o acompanhamento. Comme il faut, diria o cronista mundano. E assim poderemos saltar a etapa em que você teria gritado:
- Garçom, o meu prato está molhado.
E ele:
- É a sopa.
Sim , você já se encontra depois do equívoco em questão. Quando já está prestes a sorver a primeira colherada de uma refeição que consagrou o Zarur. Mas aí... de um modo absolutamente frustante, você constata: uma mosca na sopa! Uma hórrida mosca que só Deus sabe dos monturos e de outros locais abjetos por onde andara (o inseto, bem entendido). Até que, num adejo não bem calculado, acabou sendo - como disse o Raulzito - a mosca que pousou na sua sopa. Nojo, asco, repulsa... Pensar que você jamais entra num frege-moscas, que só vai a restaurante limpo, bem administrado e com chêf (a quem manda recomendações ao se retirar satisfeito).
Então, diante do desagradável incidente, agora é chamar o...
- Garçom.

Ilustração: charge de Bello na Tribuna de Minas.

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