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13 outubro, 2025

E se a terra fosse girada em 90 graus?

Em sua série de vídeos "E se?", Randall Munroe, do XKCD, e Henry Reich, do MinutePhysics, analisam questões teóricas absurdas de fãs, não importa o quão estúpidas elas sejam.
Agora, sabemos que a Terra gira 360° todos os dias. Mas essa questão é sobre girá-la em uma direção diferente, para os lados para ser exato, e com isso mudando sua orientação completamente.
Para ver o que aconteceria, eles teoricamente transformaram o Meridiano de Greenwich no Equador. Isso mudaria tudo, especialmente a maneira como veríamos o globo. 


Londres estaria de repente nos trópicos, e a Índia, onde a Sibéria costumava estar. A Antártida seria uma ilha muito menor sem sua camada de gelo. Já alguns lugares não mudariam muito quanto ao clima, apenas ficariam num hemisfério diferente. E se essa mudança acontecesse gradualmente, a Terra se adaptaria; mas, se fosse de uma maneira brusca, poderia ser um evento de extinção em massa.

28 junho, 2025

Avaliação de satisfação da permanência

Você recomendaria a Terra a alguém que conheça?

    Sim

    Não

    Aos Vogons, possivelmente

Os Vogons são uma espécie alienígena de "O Guia do Mochileiro das Galáxias", de Douglas Adams. São responsáveis pela destruição da Terra a fim de facilitar o projeto de construção de uma rodovia intergaláctica para uma rota expressa do hiperespaço. Eles são parecidos com lesmas, mas vagamente humanoides, embora mais volumosos do que os humanos. Os Vogons têm a pele verde e são descritos como "uma das espécies mais desagradáveis da galáxia — não são realmente maus, mas mal-humorados, intrometidos e insensíveis", e têm "tanto apelo sexual quanto um acidente de trânsito", além de serem os autores da "terceira pior poesia do Universo". Eles são empregados como burocratas do governo galáctico, são péssimos atiradores e seguem as ordens como são ditas, não permitindo quaisquer exceções.

03 fevereiro, 2025

Proteção da biodiversidade da Terra

Para evitar a 6ª extinção em massa, cientistas propõem proteger 1,2% da Terra.
Em um artigo revolucionário publicado recentemente na revista Frontiers in Science, um grupo de pesquisadores e conservacionistas ligados à ONG norte-americana Resolve, propõe uma solução inédita para proteger a biodiversidade existente na Terra, preservando uma área equivalente a 1,2% da superfície do planeta.
Com um custo factível e um cronograma realista, o plano define áreas que devem ser protegidas a tempo de evitar as extinções mais factuais e iminentes. Ao todo, são 16.825 locais atualmente desprotegidos, que abrigam espécies raras ou em risco de extinção, em 164 milhões de hectares de terreno.
O custo dessas milhares de "arcas de Noé" ecológicas ficaria em torno de US$ 169 bilhões (ou R$ 822 bilhões). A boa notícia é que 38% desses refúgios já estão anexos a áreas de conservação ambiental existentes, ou ficam a menos de 2,5 quilômetros delas. Esse fator será crucial para reduzir os custos de aquisição e gestão dos terrenos. Além disso, a maioria destes "hotpoints" estão concentrados em áreas tropicais, e se restringem a cinco países principais: Filipinas, Brasil, Indonésia, Madagascar e Colômbia.
Para os autores, preservar essas áreas críticas não tem a ver apenas com a proteção da fauna, mas é parte de uma estratégia maior para proteger o planeta. Isso porque as regiões futuramente resguardadas, principalmente as florestas, são na prática enormes sumidouros de carbono, que ajudarão a reduzir os gases de efeito estufa na atmosfera.
Extraído de: Tecmundo
N. do E.
Extinção em massa é um termo utilizado para caracterizar catástrofes naturais que têm a capacidade de eliminar cerca de 75% das espécies em pouco tempo.
As cinco extinções em massa anteriores :
- do Ordoviciano-Siluriano
- do Devoniano
- do Permiano-Triássico
- do Triássico-Jurássico
- do Cretáceo-Paleogeno.
O novo evento é chamado de extinção do Antropoceno e é a única extinção em massa causada por seres humanos. Destruição de habitat naturais, poluição e agricultura desenfreada são apenas alguns dos fatores que contribuem para a próxima extinção.

03 janeiro, 2025

A mensagem de Jimmy Carter para a viagem da Voyager 1

29 de julho de 1977
Esta nave espacial Voyager foi construída pelos Estados Unidos da América. Somos uma comunidade de 240 milhões de seres humanos entre os mais de 4 bilhões que habitam o planeta Terra. Nós, seres humanos, ainda estamos divididos em Estados-nação, mas esses Estados estão rapidamente se tornando uma única civilização global.
Lançamos esta mensagem no cosmos. É provável que ela sobreviva um bilhão de anos em nosso futuro, quando nossa civilização estiver profundamente alterada e a superfície da Terra poderá ser vastamente mudada. Das 200 bilhões de estrelas na galáxia da Via Láctea, algumas — talvez muitas — podem ter habitado planetas e civilizações espaciais. Se uma dessas civilizações interceptar a Voyager e puder entender esses conteúdos registrados, aqui está nossa mensagem:
Este é um presente de um pequeno mundo distante, um símbolo de nossos sons, nossa ciência, nossas imagens, nossa música, nossos pensamentos e nossos sentimentos. Estamos tentando sobreviver ao nosso tempo para que possamos viver no seu. Esperamos um dia, tendo resolvido os problemas que enfrentamos, nos juntar a uma comunidade de civilizações galácticas. Este disco representa nossa esperança e nossa determinação, e nossa boa vontade em um vasto e incrível universo.
a. Jimmy Carter
39.º Presidente dos Estados Unidos: 1977 ‐ 1981
PS. A declaração foi registrada em impulsos eletrônicos que podem ser convertidos em palavras impressas.

02 janeiro, 2025

Sem terremotos a Terra seria inabitável?

A Terra recebe calor do sol, mas também de seu núcleo quente e derretido. O calor por baixo mantém a nossa superfície ativa, com massas de terra e mar movendo-se umas contra as outras e reorganizando-se, num processo denominado de placas tectônicas. Essas placas, que se movem na superfície do planeta, mudam ao longo do tempo, dando-nos montanhas, oceanos, vulcões e terremotos com o seu movimento gradual, mas por vezes violento. Este sistema como um todo cria ecossistemas vivos e mantém certos gases e minerais movendo-se para cima e para baixo na atmosfera, na superfície, na água e nas profundezas do subsolo. O efeito como um todo é o de um termostato, num equilíbrio delicado que mantém a temperatura da superfície em uma faixa que sustenta toda a vida.


Mas e se o nosso mundo fosse estático, sem placas tectônicas? Então, seria mais parecido com Vênus. Uma teoria sobre esse planeta diz que a atividade vulcânica perpétua lançou tanto dióxido de carbono na atmosfera que as temperaturas mais elevadas causaram a evaporação dos oceanos, deixando o planeta demasiado quente e seco para sustentar qualquer tipo de vida. Quando a água de um planeta acaba, não há como recuperá-la. Mas a Terra é um planeta geologicamente ativo, caso contrário não poderíamos viver aqui. Leia como isso funciona no Atlas Obscura.

07 dezembro, 2023

Fusos horários

O tempo é dividido ao redor do globo em fusos horários usando linhas imaginárias chamadas meridianos. Eles vão do Polo Norte ao Polo Sul.
Uma dessas linhas imaginárias passa por Greenwich, em Londres, que estabelece o Greenwich Mean Time, ou GMT.
Países que estão à leste do Reino Unido (como o Japão) estão à frente desse horário base e países que estão à oeste (como o Brasil) estão atrasados.
O Brasil tem quatro fusos, mas o que é seguido na maior parte do país é o fuso horário de Brasília, que é equivalente a menos 3 horas do horário em Greenwich, ou seja, é -3 GMT.
Isso significa que quando são 8h da manhã no Brasil, é 11h da manhã em Londres (a não ser que seja horário de verão em algum dos países).

Fernando de Noronha Standard Time (GMT - 2)
Brasilia Standard Time (GMT - 3)
Amazon Standard Time (GMT - 4)
Acre Standard Time (GMT - 5)

BBC News - Os cientistas agora discutem a criação de um fuso horário na Lua
A cronometragem do tempo na Lua pode ser complicada pois os relógios funcionam um pouco mais rápido na superfície lunar - um dia de 24h em um relógio lunar tem 56 microssegundos a menos do que na Terra. Pode parecer pouco, mas é uma diferença que vai se acumulando. Isso acontece porque a Lua tem uma gravidade mais fraca do que a Terra.


Normalmente, as missões de curto prazo para a Lua usam antenas de rádio para tentar manter o equipamento sincronizado com o tempo na Terra, mas especialistas da ESA dizem que esse método pode não ser adequado a longo prazo conforme os humanos comecem a manter uma permanência maior no satélite natural da Terra.
Estabelecer um fuso horário na Lua significará que o mesmo pode ser feito para futuras visitas a outros locais no espaço, como Marte.

06 setembro, 2023

E se a Lua orbitasse na mesma altura da ISS?

Uma das coisas divertidas a se fazer com a astronomia (e a ciência em geral) é imaginar como seria se as coisas fossem diferentes. Por exemplo, agora a Lua orbita a Terra a uma distância média de cerca de 384.000 quilômetros. Mesmo que isso a torne o objeto astronômico mais próximo do nosso planeta, ainda é muito longe - uma viagem de quatro dias em uma cápsula espacial, por exemplo.
Mas e se fosse mais perto? O usuário do YouTube "yeti dynamics" (nome real: Nick) é um animador que criou um vídeo fantástico mostrando como seria na Terra se a Lua nos orbitasse na mesma distância que a Estação Espacial Internacional (ISS). Os resultados são bastante surpreendentes! Torne-o em alta resolução e tela cheia para obter o efeito total.[...]


O movimento no vídeo é acelerado; a essa distância, a Lua orbitaria a Terra em cerca de 90 minutos ou mais. Cruzaria o céu em aproximadamente cinco minutos.
Em suma, seria uma visão muito impressionante! Infelizmente, se você visse, estaria muito, muito morto.
Porque?
A resposta é a gravidade, especificamente, as marés.[...]
Pois bem, se aproximarmos muito a Lua, de repente um lado da Terra é muito mais próximo dela do que o outro: o lado mais próximo da Terra estará a 2.158 quilômetros do centro da Lua, e o lado mais distante, a quase 15.000 quilômetros. Essa é uma diferença enorme, e as marés sentidas pela Terra seriam enormemente amplificadas – quase 100.000 vezes ao que experimentamos agora! Haveria inundações globais à medida que uma onda de maré de quilômetros de altura varresse o mundo a cada 90 minutos (devido à órbita mais próxima e mais rápida da Lua), varrendo tudo em seu caminho. A própria Terra também seria esticada para cima e para baixo, então haveria terremotos apocalípticos, sem mencionar o enorme aquecimento interno da Terra e o vulcanismo subsequente. Eu acho que os oceanos podem até ferver devido ao enorme calor liberado do interior da Terra, então pelo menos isso nos pouparia do dilúvio. Mas... substituir a água por lava., qual seria a vantagem?[...]
E seria ainda pior para a Lua. A Terra tem mais de 80 vezes a massa da Lua e, portanto, as marés que a Lua experimentaria seriam ainda maiores. Na verdade, a essa distância a Lua estaria bem dentro do limite de Roche da Terra, a distância da Terra em que suas marés poderiam fragmentar outro objeto astronômico. Em outras palavras, as marés da Terra literalmente rasgariam a Lua em pedaços! Portanto, nem mesmo teríamos uma Lua; teríamos um espesso anel de detritos de uma ex-Lua. V. Equação
Isso seria também bacana de ver, exceto pelo fato de todo mundo estar morto.
Extraído de: http://slate.com/technology/2014/05/close-encounter-what-if-the-moon-orbited-much-closer-to-earth.html
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Equação:
Esse sinal que parece um "p" se refere às densidades médias ('M' para a terra e 'm' para a Lua) e R é o raio da Terra.
Onde:
- a massa da terra é aprox 6x10^24 quilos (densidade ~5514kg/m³)
- a da lua é aprox 7,4x10²² quilos (densidade ~3342kg/m³)
Logo, esse cálculo demonstra a distância mínima que a Lua tem que ficar pra não virar um anel de detritos em torno da Terra: 7500 km aproximadamente. 
http://twitter.com/gfr_goncalves
http://twitter.com/Astronomiaum/status/1615083307154411525

05 abril, 2023

Em relação a um globo escolar ...

O planeta Marte está a 1,6 km de distância.

A Lua está a 10 metros de distância.

A Estação Espacial Internacional orbita a 3/8 de polegada (1 cm) acima da superfície.

Richard Branson x Jeff Bezos subiram a uma espessura de duas moedas (2 mm) acima da superfície.

Fonte: Neil deGrasse Tyson, Twitter

Relacionada: O globo terrestre em alto relevo 

07 fevereiro, 2023

O epitáfio do planeta

Deveria ser esculpido nas paredes de um grande canyon para adiante ser lido por cilizações alienígenas:

PODERÍAMOS TÊ-LO SALVO, MAS ÉRAMOS TOLOS DEMAIS.

15 dezembro, 2022

Modelo Magnético Mundial

O Norte magnético, o ponto na superfície do planeta para o qual aponta uma bússola convencional, é criado pela agitação do metal fundido no núcleo da Terra, que cria enormes correntes elétricas que produzem o campo magnético.
Há quase quatro séculos (desde o matemático britânico Henry Gellibrand), sabe-se que esse ponto muda de posição. Em 1850, foi precisamente posicionado no Canadá, em uma das ilhas do arquipélago canadense no Ártico.

Percurso estimado (1620-1850) e posições medidas (quadrados brancos) do polo Norte magnético. Simon Wakefield/Wikimedia Commons.

O Norte magnético, que se movimenta com velocidade e direção difíceis de prever, nos últimos 20 anos começou a se mover em direção à Sibéria, a uma taxa de movimentação bem acima da média  antes registrada. Enquanto, no século passado, foi cerca de 15 quilômetros por ano, em 2018 chegou aos 55 quilômetros. Do início do século 19 até hoje, o polo Norte magnético já se movimentou mais de 1.100 quilômetros.
Explicar esse comportamento errante é difícil devido às dificuldades para rastrear os fluxos do ferro líquido no interior da Terra.
No entanto, a atualização periódica de suas coordenadas é indispensável. O Modelo Magnético Mundial orienta as rotas da aviação comercial, as manobras militares e as bússolas dos smartphones.

https://blogdopg.blogspot.com/2014/06/a-inversao-dos-polos-magneticos-da-terra.html
https://blogdopg.blogspot.com/2019/02/polo-magnetico-do-canada-para-russia.html
https://br.sputniknews.com/ciencia_tecnologia/2019121314889543-polo-norte-magnetico-estaria-sendo-empurrado-para-russia-/
https://revistapesquisa.fapesp.br/o-errante-polo-norte-magnetico/

10 novembro, 2022

A Terra é o melhor mapa da Terra

Aqui está um círculo de 5.000 quilômetros de raio (tendo Paris como centro) de acordo com a projeção de Mercator.
Palheta de guitarra.

Como outros já disseram, é impossível traduzir um objeto 3D em 2D sem distorcê-lo de alguma forma. A projeção de Mercator distorce o tamanho dos países, porém mantém intacta as formas e as distâncias.
Mercator ganhou popularidade porque era bom para a navegação,
Outras projeções distorcem as formas. A projeção Gall-Peters, por exemplo, mapeia as áreas de modo que elas tenham os tamanhos corretos em relação umas às outras. Como qualquer projeção de área igual, ela atinge esse objetivo distorcendo a maioria das formas. 
É sempre uma troca. O único mapa preciso é o próprio globo.

07 outubro, 2022

O sexto oceano

Um novo estudo dá novas provas à teoria de que o planeta Terra tem um sexto oceano, além do Atlântico, Pacífico, Índico, Ártico e Antártico, e que ele se encontra abaixo de nossos pés.
Publicado na revista Nature Geoscience, o artigo afirma que esse oceano abrange todo o globo em uma camada entre o manto superior e o inferior da Terra, a cerca de 650 quilômetros de profundidade. Em comparação, a crosta terrestre tem uma profundidade média de 8 a 40 quilômetros.
Os geólogos já vinham acumulando há algum tempo evidências de que existe uma grande quantidade de água no manto da Terra, mantida em minerais porosos, e não como um grande corpo de água, como acontece na superfície. Em 2014, um estudo sugeriu que essa zona de transição pudesse contar até 1% de seu peso em água, com base em amostras de um mineral chamado de ringwoodite, (*) encontrado em um diamante extraído no Brasil.
Em 2017, um dos pesquisadores de um estudo semelhante publicado na revista Science disse à New Scientist que a zona de transição poderia conter tanta água quanto todos os oceanos da superfície do planeta.
O novo estudo também examinou um diamante, este extraído em Botswana, e descobriu que provavelmente se formou a cerca de 660 quilômetros de profundidade associada à zona de transição. Estudando a ringwoodite encontrada no diamante e com base na condição desse mineral, os pesquisadores agora acreditam que a região aquosa se estende um pouco abaixo da zona de transição e no manto inferior do planeta.
br.noticias.yahoo.com/ (matéria enviada por Jaime Nogueira)
(*) N. do E.
Até recentemente, os cientistas nunca tinham visto ringwoodita de dentro da Terra. Para estudar o mineral, eles tiveram que sintetizá -lo em um laboratório ou extraí-lo de meteoritos. Em 2014, uma pequena amostra do mineral foi extraída da Terra pela primeira vez. Um grão foi encontrado dentro de um diamante extraído no Brasil. O pequeno fragmento tinha menos de 40 micrômetros de comprimento. O diamante veio originalmente da zona de transição do manto da Terra . A zona de transição está localizada várias centenas de quilômetros abaixo da superfície. É aí que altas temperaturas e pressões criam ringwoodita a partir da olivina , outro mineral. Na zona de transição, a olivina foi aquecida e comprimida em ringwoodita. Eventualmente, um diamante se formou ao redor do ringwoodita. Então, um vulcão trouxe o diamante para a superfície.Ringwoodite pode absorver água. Mas não pode absorver água na forma líquida, sólida ou gasosa! Altas temperaturas e pressões não apenas transformam a olivina em ringwoodita. Eles também fazem com que as moléculas de água se dividam. Isso cria radicais hidroxila (-OH) . Os poros da ringwoodita absorvem os radicais hidroxila. Isso prende a água quebrada dentro da estrutura molecular do mineral. Havia radicais hidroxila na ringwoodita aprisionada no diamante brasileiro. O peso da água foi cerca de 1% do peso total da amostra. Os cientistas compararam isso com a quantidade total de ringwoodita estimada no manto da Terra. Ao que tudo indica, a quantidade de água nas profundezas da superfície do planeta é aproximadamente igual à quantidade nos oceanos

09 maio, 2022

A primeira foto da Terra obtida do espaço

Em 24 de outubro de 1946, não muito depois do fim da Segunda Guerra Mundial e anos antes do satélite Sputnik inaugurar a era espacial, um grupo de militares e cientistas no deserto do Novo México viu algo novo e maravilhoso - as primeiras imagens da Terra como vistas do espaço.

Vista da Terra de uma câmera no V-2 # 13 lançado em 24/10/1946. 
(White Sands Missile Range / Applied Physics Laboratory)

As fotos granuladas em preto e branco foram tiradas de uma altitude de 105 quilômetros por uma câmera cinematográfica de 35 milímetros montada em um míssil V-2 lançado do White Sands Missile Range. Capturando um novo quadro a cada segundo e meio, a câmera do foguete subiu direto, em seguida, caiu de volta à Terra minutos depois, colidindo no solo a cerca de 550 quilômetros por hora. A própria câmera foi destruída, mas o filme, protegido em uma fita de aço, saiu ileso.
Antes de 1946, as fotos mais altas já tiradas da superfície da Terra eram as do balão Explorer II, que havia ascendido 22 quilômetros em 1935, alto o suficiente para discernir a curvatura da Terra. As câmeras V-2 atingiram quase cinco vezes essa altitude, onde mostravam claramente o planeta em contraste com a escuridão do espaço.

https://www.airspacemag.com/space/the-first-photo-from-space-13721411/

01 janeiro, 2022

A "caixa preta" da Terra

22/12/2021 - DW Brasil
Em um dos extremos do planeta, no sul da Austrália, cientistas e artistas criaram um dispositivo para registrar o fim - ou a transformação completa - do mundo como o conhecemos, devido às alterações no clima.
O ano de 2022 marcará a construção e a inauguração de um dispositivo teoricamente indestrutível, capaz de registrar como a humanidade administra o planeta em meio às mudanças climáticas. A chamada "caixa preta" da Terra será instalada em um dos extremos mais inóspitos do mundo, na costa oeste da Tasmânia, ilha pertencente à Austrália.
Inspirado nas "caixas pretas" dos aviões - que registram o que acontece em caso de acidente aéreo -, o dispositivo, criado por artistas e cientistas australianos, pretende gravar passo a passo a transformação - ou a destruição - do mundo tal qual conhecemos hoje.
A Tasmânia foi escolhida por se tratar de uma área política e geograficamente estável, segundo informaram os criadores da máquina, a empresa de comunicação e marketing Clemenger BBDO e a Universidade da Tasmânia.
"A menos que mudemos drasticamente nosso modo de vida, as mudanças climáticas e outros problemas causados pelo homem provocarão o colapso da nossa civilização", diz o site da Earth's Black Box (Caixa Preta da Terra, em tradução livre para o português), criada após a COP 26, a conferência do clima das Nações Unidas que ocorreu em Glasgow, Escócia, em novembro passado.

26 outubro, 2021

Quantas pessoas já viveram na Terra?

Foi escrito durante a década de 1970 que 75% das pessoas que nasceram estavam vivas naquele momento.

Isso era totalmente falso.

Supondo que comecemos a contar por volta de 50.000 aC, a época em que o moderno Homo sapiens apareceu na Terra (e não a partir de 700.000 aC, quando os ancestrais do Homo sapiens apareceram, ou vários milhões de anos atrás, quando os hominídeos estavam presentes), levando em consideração que todos os dados populacionais são uma estimativa grosseira e assumindo uma taxa de crescimento constante aplicada a cada período até os tempos modernos, que um total de aproximadamente 106 bilhões de pessoas nasceram desde o início da espécie humana, tornando a população atualmente viva em 7,9 bilhões de pessoas (cerca de 6% de todas as pessoas que já viveram no planeta Terra).

Outros estimaram o número de seres humanos que já viveram em algo entre 45 bilhões e 125 bilhões, com a maioria das estimativas caindo na faixa de 90 a 110 bilhões de pessoas.

15 julho, 2021

O superprofundo poço de Kola

O buraco mais profundo cavado pelo homem na Terra trata-se do Poço Superprofundo de Kola, nos confins do Círculo Polar Ártico.


Tem 12,2 km de profundidade, e os moradores locais juram que podem ouvir os gritos das almas torturadas no inferno. Os soviéticos levaram quase 20 anos (de 1970 a 1989) perfurando-o. Apesar disso, não chegaram ao centro da Terra. Na verdade, a broca ainda estava a apenas um terço do caminho entre a crosta e o manto da Terra quando o projeto foi interrompido
A crosta terrestre apresenta apenas 40 km de espessura. Para além dali, há um manto com 3.000 km de profundidade. Abaixo dele, o núcleo da Terra.
O buraco mais profundo já cavado na Terra - BBC News Brasil


12/04/2023 - Atualizando ...
Por que não cavar mais fundo do que 12,2 km na Terra?
A profundidade de 12,2 km é conhecida como a "descontinuidade de Mohorovičić" ou "Moho" e marca a fronteira entre a crosta terrestre e o manto superior. A principal razão pela qual não podemos cavar mais fundo do que isso é porque a pressão e a temperatura aumentam drasticamente à medida que se aprofunda na Terra. A temperatura no centro da Terra é estimada em cerca de 5.500 graus Celsius, o que é muito mais quente do que qualquer material conhecido pode suportar sem se derreter. Além disso, a pressão nas profundidades mais extremas é tão grande que poderia esmagar qualquer estrutura que tentasse alcançá-la. Mesmo que pudéssemos superar esses desafios técnicos, a perfuração de mais de 12,2 km seria extremamente cara e levaria muito tempo. Por todas essas razões, os cientistas geralmente estudam a estrutura interna da Terra usando terremotos e outras técnicas indiretas de investigação em vez de cavar diretamente no solo.

29 junho, 2021

A lógica do gato (3)

Se a Terra fosse plana...
Já haveria selfies de jovens russos pendurados em suas bordas.
E os gatos também estariam por lá... empurrando as coisas para fora.


1 e 2 da série

17 maio, 2021

Disco com borda de catupiry

Nos últimos 500 anos, a teoria prevalente tem sido a de que a Terra é redonda. No entanto, alguns acreditam que isso seja uma conspiração. Uma conspiração e tanto que começou em 1492 com um aventureiro espanhol, foi propagada por séculos e acabou sendo endossada por várias organizações aeroespaciais de diferentes países que não necessariamente se gostam. 
Tudo isso para o lucro aparente e benefício de ninguém.
Esses "odiadores de globo" acreditam que a Terra tem a forma de um frisbee, (*) em que a Antártica é, na verdade, um anel de montanhas de gelo gigantes ao redor da borda, (*) (*) fazendo a contenção de tudo. O que, se for verdade, significa que devemos à Antártica mais do que um cartão de agradecimento. Pois bem, eles acreditam que a Terra é plana, apesar de todos os corpos celestes que podemos ver certamente serem redondos. O que levanta gentilmente esta pergunta: 
"Por que diabos seríamos o único planeta plano?"
N. do E.
(*) frisbee é um objeto em forma de disco, geralmente feito de plástico com diâmetro entre 20 a 25 centímetros. Seu formato permite o voo quando são lançados em rotação.
(*) (*) como uma  borda de catupiry.

"Ele quer que eu jogue seu frisbee. Mas não tenho coragem de dizer a ele que não existe mais."


[http://brightside.me/wonder-animals/when-having-a-pet-is-like-watching-a-comedy-show-from-the-first-row-799857/]

13 maio, 2021

A Terra com os anéis de Saturno, desculpe o auê

Da próxima vez eu me mando
Que se dane meu jeito inseguro
Nosso amor vale tanto
Por você vou roubar os anéis de Saturno.
– Rita Lee e Roberto de Carvalho,

Dependendo de sua perspectiva, vivemos em um mundo grande ou em um mundo pequeno. Para os cientistas que estudam os muito pequenos, como os microbiologistas, nosso mundo é uma gigantesca placa de Petri repleta de inúmeros organismos.
Mas, para os cientistas que estudam os muito grandes, como os astrônomos, a Terra é minúscula ao nível do inimaginável quando comparada com o que mais existe: planetas, estrelas, galáxias e aglomerados de galáxias.
Oferecendo uma perspectiva astronômica, John Brady produziu a imagem abaixo mostrando como a Terra ficaria com os anéis de Saturno:


Os anéis de Saturno, embora enormes, são muito tênues para serem vistos a partir da Terra a olho nu. O primeiro humano a observá-los foi Galileu Galilei em 1610, com seu telescópio caseiro, mas o renomado italiano morreu antes que ele pudesse determinar o que seriam. Então, 45 anos se passaram antes que o matemático holandês Christiaan Huygens sugerisse, pela primeira vez, que eram anéis em vez de planetas, como Galilei havia pensado inicialmente.
O sexto planeta do sol, Saturno, é famoso por exibir o maior, mais extenso e, sem dúvida, o mais bonito conjunto de anéis dentro do nosso sistema solar. Desde a descoberta de Galileu, os anéis de Saturno foram extensivamente rotulados, categorizados e estudados. Os astrônomos têm nomes para os anéis, bem como para as lacunas entre eles, alguns dos quais podem ser vistos no mapa rotulado abaixo (com os anéis mais próximos de Saturno na extrema esquerda):


Os anéis são feitos de partículas tão pequenas quanto pontuais e tão grandes quanto blocos de gelo (de que são realmente feitos). Apesar de mapear o sistema com detalhes incríveis, os cientistas não sabem ao certo como esse sistema espetacular de anéis se formou.

Extraído de: Crazy Image Shows How Tiny Earth Is Compared To Saturn's Rings, Business Insider
(http://twitter.com/Rainmaker1973/status/1265621357582319617)

13/05/2009 O sumiço dos anéis de Saturno

25 abril, 2021

A Nova Terra

A sério: se nos prometessem uma "Nova Terra", como uma substituta da Terra, ficaríamos menos inclinados a cuidar da atual?
Esta foi uma das perguntas feitas em um artigo de 2010 para o The Expository Times. O autor, Professor Edward Adams, do King's College, em Londres, Reino Unido, aponta que:
"De acordo com a promessa, 'aguardamos novos céus e uma nova terra' (2 Ped 3.13). Esta promessa deu esperança, conforto e inspiração aos cristãos ao longo da história. Mas parece oferecer pouco incentivo para uma ação ambiental positiva. Se os cristãos estão esperando uma' Nova Terra', por que se envolveriam em atividades destinadas a preservar a antiga?
Após uma análise detalhada dos textos bíblicos relevantes, o professor argumenta que:
"[...] a esperança de uma nova criação cósmica nessas passagens não é totalmente desprovida de apelo ambiental. 'Esperar' pelos novos céus e nova terra não significa abdicar da responsabilidade moral e não é incompatível (sic) com a ação pró-ambiental."
Improbable Research