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04 março, 2024

O gotejamento continental

Por que as massas de terra cedem em direção ao Polo Sul, como no logotipo da Sherwin-Williams?


Em 1973, Ormonde de Kay Jr., membro da Royal Geographical Society, propôs uma "teoria do gotejamento continental":
Vejamos o mapa-múndi. África e América do Sul são exemplos clássicos do gotejamento, com seus topos largos e suas extremidades inferiores afiladas. Mas também a América do Norte, com a Baixa California e a Flórida penduradas nas laterais, e a Groenlândia, a qual também mostra claramente as características do gotejamento.
O que causa gotejamento continental? Algumas explicações possíveis vêm à mente: alguma força paleomagnética, por exemplo, insuspeita e, portanto, não detectada, centrada na gigantesca e montanhosa Antártica e perpetuamente puxando as bordas inferiores das massas de terra. Ou o gotejamento pode ser, de alguma forma, o resultado da rotação da Terra ou da atração lunar.
Uma conclusão, no entanto, parece inevitável: ao contrário dos ensinamentos da ciência, mas como todo aluno sempre soube, o Norte realmente está em cima e o Sul embaixo!
(https://www.futilitycloset.com/2005/10/page/3/)

01 junho, 2023

Teoria e prática

O que disseram:
  • Teoria e prática são as duas faces da mesma moeda.
  • Tentar adquirir prática apenas com teoria é como tentar matar a fome apenas lendo o cardápio.
  • Na prática, a teoria é outra.
  • Teoria é quando você sabe tudo mas nada funciona. Prática é quando tudo funciona mas ninguém sabe porquê.
  • Neste recinto teoria e prática se combinam: nada funciona e ninguém sabe porquê.
  • Toda a teoria deve ser feita para poder ser posta em prática, e toda a prática deve obedecer a uma teoria.
  • Na teoria, não há diferença entre teoria e prática. Mas, na prática, há.
O aprendizado

17 novembro, 2022

Teoria da ferradura

QUANDO OS EXTREMOS SE ENCONTRAM NUM BANHEIRO QUÍMICO


Taí uma ideia que a extrema direita foi buscar na extrema esquerda. Depois de tanta rejeição, né?

18 julho, 2022

A teoria de Bonhoeffer sobre a estupidez


No capítulo mais sombrio da história alemã, durante uma época em que turbas incitadas atiravam pedras nas vitrines de donos de lojas e mulheres e crianças eram cruelmente humilhadas, Dietrich Bonhoeffer, um jovem pastor, começou a falar publicamente contra essas atrocidades.
Depois de anos tentando mudar a opinião das pessoas, Bonhoeffer voltou para casa uma noite e ouviu do pai que dois homens estavam esperando-o em seu quarto para levá-lo.
Na prisão, Bonhoeffer começou a refletir sobre como seu país de poetas e pensadores se transformara em um coletivo de covardes, vigaristas e criminosos.
Por fim, ele concluiu que a raiz do problema não era a malícia, mas a estupidez.
Em suas cartas da prisão, Bonhoeffer argumentou que a estupidez é mais inimiga do bem do que a malícia, porque enquanto "se pode protestar contra o mal (inclusive contê-lo pelo protesto e uso da força, contra a estupidez ficamos indefesos. Nem os protestos nem o uso da força nada podem aqui. As razões caem em ouvidos surdos".
Fatos que contradizem o pré-julgamento de uma pessoa estúpida simplesmente não precisam ser acreditados e, quando irrefutáveis, são simplesmente deixados de lado como inconsequentes, incidentais.
Em tudo isso, a pessoa estúpida fica satisfeita consigo mesma e, e por irritar-se facilmente, torna-se perigosa partindo para o ataque. Por esse motivo, é necessário mais cuidado em lidar com uma pessoa estúpida do que com um malicioso.
Se quisermos saber como tirar o melhor da estupidez, devemos buscar entender sua natureza. Uma coisa é certa: a estupidez não é, em essência, um defeito intelectual, mas moral. Existem seres humanos que são notavelmente ágeis intelectualmente, mas estúpidos, e outros que são intelectualmente estúpidos, mas são tudo menos estúpidos.
A impressão que se tem não é tanto que a estupidez seja um defeito congênito, mas que, sob certas circunstâncias, as pessoas se tornam estúpidas, ou melhor, permitem que isso aconteça com elas.
Pessoas que vivem na solidão manifestam esse defeito com menos frequência do que indivíduos em grupos. E assim parece que a estupidez talvez seja menos um problema psicológico do que sociológico.
Torna-se aparente que todo forte aumento de poder, seja de natureza política ou religiosa, infecta uma grande parte da humanidade com a estupidez. Quase como se esta fosse uma lei sociológico-psicológica onde o poder precisa da estupidez do outro.
O processo em ação aqui não é uma capacidade humana em particular, como o intelecto, que de repente falhou. Em vez disso, parece que, sob o impacto avassalador do poder crescente, os humanos são privados de sua independência interior e, mais ou menos conscientemente, desistam de uma posição autônoma.
O fato de uma pessoa estúpida ser frequentemente teimosa não deve nos cegar para o fato de que ela não tenha independência. Em conversa com ela, logo percebemos que não estamos lidando com uma pessoa, mas com slogans ("nossa bandeira jamais será vermelha"), slogans ("Brasil acima de tudo") e coisas do gênero que se apoderaram dela.
Ela está enfeitiçada, cega, maltratada e abusada em seu próprio ser. Tendo assim se tornado uma ferramenta irracional, a pessoa estúpida também será capaz de qualquer mal - e incapaz de ver que é mau. Somente um ato de libertação pode superar a estupidez.
Aqui, devemos chegar a um acordo com o fato de que, na maioria dos casos, uma genuína libertação interna torna-se possível apenas quando a libertação externa a precede. Até então, devemos abandonar todas as tentativas de convencer a pessoa estúpida (em seu cercadinho).
Bonhoeffer foi morto devido a seu envolvimento em uma conspiração contra Adolf Hitler, na madrugada de 9 de abril de 1945, no campo de concentração de Flossenbürg, apenas duas semanas antes de os soldados dos EUA libertaram o campo.
Bonhoeffer disse certa vez:
"A ação surge não do pensamento, mas da prontidão para a responsabilidade. O teste final de uma sociedade moral é o tipo de mundo que ela deixa para as gerações seguintes".

Transcrito do vídeo Bonhoeffer‘s Theory of Stupidity por PGCS. 
O print screen da imagem e os grifos são nossos.

Outros LINKS

26 novembro, 2021

Crenças conspiratórias

"Conspiranoia" básica
- Eu não creio em conspirações, se bem que esta (aqui a pessoa insere sua teoria de conspiração preferida) tem o seu lado racional.

Uma conspiração pode realmente permanecer secreta? Existe uma resposta científica para isso.
Um exemplo famoso de teoria de conspiração é a "farsa" da Apollo 11. As teorias conspiratórias alegando que o pouso na Lua de 1969 foi falsificado ainda circulam desde que Neil Armostrong e Buzz Aldrin pisaram na superfície da Lua. Ora, manter um segredo dessa magnitude por esses 50 anos teria sido muito difícil. O físico e biólogo David Robert Grimes publicou uma equação matemática que estima quantas pessoas seriam necessárias para manter uma conspiração em segredo e quanto tempo levaria para que a mesma fosse exposta ao público. A equação leva em consideração o número de conspiradores envolvidos, quanto tempo se passou e a probabilidade de alguém dar com a língua nos dentes. De acordo com a fórmula de Grimes, se o pouso na Lua foi uma farsa, teriam sido necessárias 411.000 pessoas para mantê-lo em segredo. Além do mais, por sua matemática, alguém teria revelado a verdade em menos de quatro anos.
(http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=16595)

Abstrato de: "Sobre a viabilidade de crenças conspiratórias", por David Robert Grimes
Ideação conspiratória é a tendência dos indivíduos de acreditar que eventos e relações de poder são secretamente manipulados por certos grupos e organizações clandestinas. Muitas dessas conjecturas ostensivamente explicativas não são falsificáveis, carecem de evidências ou são comprovadamente falsas, mas a aceitação pública continua alta. Os esforços para convencer o público em geral da validade das descobertas médicas e científicas podem ser dificultados por tais narrativas, que podem criar a impressão de dúvida ou discordância em áreas onde a ciência está bem estabelecida. Por outro lado, existem exemplos históricos de conspirações expostas e pode ser difícil para as pessoas diferenciar entre afirmações razoáveis e duvidosas. Neste trabalho, estabelecemos um modelo matemático simples para conspirações envolvendo múltiplos atores com o tempo, que produz probabilidade de falha para qualquer conspiração. Parâmetros para o modelo são estimados a partir de exemplos da literatura de escândalos conhecidos, e os fatores que influenciam o sucesso e o fracasso da conspiração são explorados. O modelo também é usado para estimar a probabilidade de reivindicações de algumas crenças conspiratórias comumente sustentadas; isto é, que os pousos na Lua foram fingidos, a mudança climática é uma farsa, a vacinação é perigosa e que a cura do câncer está sendo ocultada por interesses particulares. Simulações dessas afirmações preveem que a falha intrínseca seria iminente mesmo com as estimativas mais generosas para a capacidade de manter segredos dos participantes ativos - os resultados deste modelo sugerem que grandes conspirações (≥1000 agentes) rapidamente se tornam insustentáveis e propensas ao fracasso.
http://doi.org/10.1371/journal.pone.0147905

26 maio, 2021

Notas musicais

1. Oitavas
2. Compassos
3. Duração das notas
Os símbolos das notas musicais são usados para representar a duração do som a ser executado. São mostrados na figura abaixo, por ordem decrescente de duração: semibreve, mínima, semínima, colcheia, semicolcheia, fusa e semifusa.


Cada nota tem metade da duração da anterior. Se pretendermos representar uma nota de um tempo e meio (por exemplo, o tempo de uma mínima acrescentado ao de uma colcheia) usa-se um ponto após a nota.
Antigamente, existiam ainda a breve, com o dobro da duração da semibreve, a longa, com o dobro da duração da breve, e a máxima, com o dobro da duração da longa, mas essas notas não são mais usadas na notação atual.
A duração real (medida em segundos) de uma nota depende da fórmula de compasso e do andamento utilizado. Isso significa que a mesma nota pode ser executada com duração diferente em peças diferentes ou mesmo dentro da mesma música, caso haja uma mudança de andamento.
[. . .]
http://noisydoctor.blogspot.com/search/label/Aulas

12 maio, 2021

Teoria de Dunbar

Ao que parece, há limites bem definidos para o número de amigos, colegas e conhecidos que uma pessoa comum é capaz de manter.
E, de acordo com uma pesquisa do fim do século 20, este número mágico é 150.
Mas será que esse limite é válido para a sociedade hiperconectada de hoje, considerando que muitos perfis nas redes sociais contam com milhares de seguidores?
Por meio de estudos com primatas não humanos, o antropólogo britânico Robin Dunbar concluiu que havia uma relação entre o tamanho do cérebro e o tamanho do grupo com o qual nos relacionamos.
O especialista descobriu que o tamanho do neocórtex – parte do cérebro associada à cognição e à linguagem – em relação ao corpo está vinculado ao tamanho de um grupo social coeso. E essa relação limita o grau de complexidade que um sistema de interação social é capaz de administrar.
Dunbar e seus colegas aplicaram esse princípio básico aos seres humanos, examinando dados históricos, antropológicos e psicológicos contemporâneos sobre o tamanho dos grupos sociais, incluindo quão grandes esses grupos ficam antes de se dividirem ou se desfazerem.
E encontraram uma consistência notável em torno do número 150.
Segundo Dunbar e muitos pesquisadores influenciados por ele, essa regra de 150 é válida tanto para as sociedades primitivas de caçadores-coletores, como para uma surpreendente variedade de agrupamentos modernos: escritórios, comunas, fábricas, acampamentos, organizações militares, vilas inglesas do século 11 e até mesmo para a lista de destinatários de cartões de Natal.
E, de acordo com ele, se um grupo exceder 150 pessoas, é improvável que dure muito tempo ou seja coeso.
Mas nem tudo gira em torno do número 150. Outros números também foram concebidos dentro da hipótese do cérebro social, como é conhecida a teoria de Dunbar.
Segundo ele, nosso círculo social mais próximo é formado por apenas cinco pessoas – entes queridos. E é seguido por camadas sucessivas de 15 (bons amigos), 50 (amigos), 150 (contatos significativos), 500 (conhecidos) e 1500 (pessoas que você pode reconhecer).
As pessoas com quem nos relacionamos podem migrar para dentro e para fora dessas camadas, mas a ideia é que é preciso abrir espaço para novas adesões.
Evidentemente, todos esses números representam, na verdade, o alcance. Os extrovertidos tendem a ter uma rede mais ampla, com relações mais pulverizadas. Já os introvertidos se concentram em um grupo menor de contatos sólidos.
As mulheres, por sua vez, costumam ter um pouco mais de contatos nos círculos mais próximos.
"O que determina essas camadas na vida real, no mundo cara a cara (...), é a frequência com que você vê as pessoas", diz Dunbar.
"Você precisa tomar uma decisão todos os dias sobre como vai investir o tempo disponível na interação social, e esse tempo é limitado."
Dunbar não sabe ao certo por que essas camadas de números são múltiplos de cinco, mas diz que "o número cinco parece ser fundamental para macacos e símios em geral".
Algumas organizações levaram esse conceito a sério. A Receita Federal sueca, por exemplo, reestruturou seus escritórios para permanecer dentro do limite de 150 funcionários.


Siga lendo em: Teoria de Dunbar: somos mesmo incapazes de ter mais de 150 amigos?
Christine Ro, BBC Future

04 julho, 2019

O gato é um líquido?

O físico francês Marc-Antoine Fardin foi premiado com o Ig Nobel de Física em 2017 por sua pesquisa inovadora em reologia, que é o estudo de como a matéria flui e se deforma. Um dos problemas na reologia é a definição de termos. A definição que aprendemos na escola é que um líquido é o estado da matéria que toma a forma de seu recipiente, mas não o volume.
(A definição é refinada para os cientistas.)
O ponto principal do artigo que ganhou o prêmio, "On the rheology of cats" (Sobre a reologia dos gatos), encontrado nesta revista, é que, se os gatos podem se encaixar na definição científica de um líquido. Como, talvez, a maioria de nós não saiba o suficiente sobre os estados da matéria, Fardin dá-nos, a nós que não somos físicos, um curso de curta duração em reologia.

O Bored Panda traz algumas provas irrefutáveis sobre a teoria de que os gatos são líquidos.

Pinterest

Outra diferença entre cão e gato:
Os cães se escondem quando fazem algo errado. Os gatos se orgulham disso.

07 abril, 2019

A Terra Rosca

Há pessoas que acreditam que a Terra é plana. Sim, elas realmente acreditam nisso - e algumas delas até vão além disso.
Algumas pessoas acreditam que a Terra tem a forma de um donut. Não, não um donut cheio de creme, mas um donut clássico com um buraco bem no meio.
Elas acham que a Terra se parece com isto.


No fórum Donut-Shaped Earth, um guru da teoria dirige-se assim a seu público:
Vou expor minha teoria, e então poderemos ajustá-la apontando falhas e ver se podemos pensar em argumentos que irão neutralizar essas falhas.
Exemplo:
P - Por que o buraco no centro da rosca não é visto?
R - É porque a luz se dobra e segue a curvatura da rosca, tornando assim o buraco invisível...
E por aí vai. Se ao menos houvesse dito que o buraco era mais em baixo.

23 março, 2019

Tartarugas cosmológicas

... até o fim
A seguinte anedota é contada a respeito de William James.
Depois de uma palestra sobre cosmologia e a estrutura do sistema solar, James foi abordado por uma velhinha.
"Sua teoria de que o Sol é o centro do sistema solar, e a Terra é uma bola que gira em torno dele, Sr. James, é interessante, porém está errada. Eu tenho uma teoria melhor", disse a velhinha.
"E qual é, madame?" perguntou James, educadamente.
"Nós vivemos em uma crosta de terra que está nas costas de uma tartaruga gigante."
"Se a sua teoria está correta, madame", retrucou ele, "onde a tal tartaruga está?"
"O senhor é um homem muito inteligente, Sr. James, e essa é uma pergunta muito boa", respondeu a velhinha, "mas eu tenho a resposta: a tartaruga está nas costas de uma segunda tartaruga, muito maior e que está exatamente sob a primeira".
"Mas... onde a segunda tartaruga está?" persistiu James, pacientemente.
A velhinha cantou, triunfante:
"Não adianta, Sr. James, há tartarugas até o fim."
  JR Ross, Constraints on Variables in Syntax, 1967

... em todo o caminho
Stephen Hawking incorporou o ditado "Turtles all the way down" (Tartarugas em todo o caminho)" em seu livro de 1988, "Uma Breve História do Tempo":
Um cientista conhecido (alguns dizem que foi Bertrand Russell ), uma vez deu uma conferência pública sobre astronomia. Ele descreveu como a Terra orbita em torno do Sol e como o Sol, por sua vez, orbita em torno do centro de uma vasta coleção de estrelas que é a nossa Galáxia. No final da palestra, uma velhinha nos fundos da sala levantou-se e disse: "O que você nos disse é lixo. O mundo é realmente uma placa plana apoiada nas costas de uma tartaruga gigante." O cientista deu um sorriso superior antes de responder: "Onde a tartaruga se apoia". "Você é muito inteligente, jovem, muito inteligente", disse a velha senhora. "Mas há tartarugas em todo o caminho!"
– Wikipédia

Quer você a veja como profundamente metafísica, ou apenas zombando da física, você ainda pode sorrir ao ler sobre essa teoria (das tartarugas até o fim / em todo o caminho).

24 agosto, 2018

A força centrípeta da estupidez

Aqui já nos reportamos ao historiador italiano Carlo Cipolla, autor de um ensaio chamado "As Leis Fundamentais da Estupidez Humana", lançado em livro.
http://blogdopg.blogspot.com/2013/07/as-leis-da-estupidez.html

No referido ensaio de Cipolla, consta também uma referência sobre a contribuição de cada néscio para tornar mais forte o seu grupo:
"Esse grupo é muito mais poderoso do que a Máfia, o complexo militar-industrial ou a internacional comunista; se trata de um grupo desprovido de estatuto, sem estrutura nem constituição, sem chefe nem presidente, que consegue, no entanto, funcionar de maneira perfeitamente coordenada, de tal maneira que a atividade de cada membro contribui para ampliar e tornar mais forte e mais eficaz a de todos os outros."
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/antes-de-apoiar-a-chapa-bolsonaro-mourao-os-evangelicos-deveriam-ler-o-que-a-biblia-diz-sobre-estupidez-por-kiko-nogueira/ (apud Kiko Nogueira)

Para lacrar, vale citar um trecho de autoria de Celso Toledo, em que ele também resgata a teoria de Cipolla e suas consequências:
"Note-se que, muitas vezes, a existência de uma fatia grande de ingênuos com traços de estupidez é insuficiente para bloquear o avanço dos bandidos porque estes ingênuos são mais complacentes e propensos a serem iludidos pelas artimanhas retóricas da bandidagem. Felizmente, a experiência sugere que parte não desprezível desses ingênuos com traços de estupidez (I2) migram, mesmo que temporariamente, para a região I1 quando percebem com algum atraso os estragos perpetrados pelos bandidos. Esse é o motor dos ciclos de avanço e retrocesso tão comuns em regiões atrasadas como a América Latina porque, ao menor sinal de alívio, eles voltam de I1 para I2. A força centrípeta da estupidez faz o trabalho."
http://terracoeconomico.com.br/as-leis-fundamentais-da-estupidez-humana (apud Pedro Lula Mota)

27 março, 2018

A Sociedade dos Filósofos Mortos


Eu tenho uma teoria:
Para fazer qualquer sentença parecer profunda tudo o que você precisa é escrever no final o nome de um filósofo morto.
Verbi gratia: Platão (com Sócrates, na gravura ao lado) ou Sócrates (com Platão, na gravura ao lado).

Platão e Sócrates divergiam só no essencial.

Ver também...
A Academia de Platão, a qual foi fechada por não suportar a concorrência do Google Traductor.

Fernando Gurgel postou um comentário.

27 janeiro, 2018

Foi Cristóvão Colombo um nobre português?

Um explorador italiano, Cristóvão Colombo, tornou-se famoso por sua descoberta do Novo Mundo. Mas uma teoria histórica recente sugere que Colombo não nasceu em Gênova, na Itália, e sim que era um nobre português que adotou o nome quando se mudou para a Espanha  e o DNA de um esqueleto poderá provar isso.
A teoria de sua ascendência portuguesa foi apresentada pela primeira vez por Fernando Branco, professor de engenharia civil da Universidade de Lisboa, em um livro publicado em 2012. Branco observa que a história pessoal de Colombo nunca foi completamente compreendida, e afirma que seu nome e vida podem ter sido uma capa. Existem numerosas semelhanças entre a vida de Colombo e a de um Pedro Ataíde, este último supostamente morto em 1476 em uma batalha naval no Cabo de São Vicente. Mas Ataíde, que teria sobrevivido nadando até a costa do Algarve, pode ter-se renomeado com o nome de um soldado francês chamado Culon, um companheiro de luta naquela batalha, porque com o nome de Ataíde seria perseguido.
Branco diz, ainda, que as menções históricas a Colombo envolvem seu nado depois de um naufrágio; outros detalhes entre as vidas de Ataíde e Columbo também se correlacionam, e o próprio Colombo nunca assinou seu nome como tal.
Em 2006, pesquisadores espanhóis sequenciaram o DNA de Hernando Colón (ou Fernando Colombo), filho e biógrafo de Cristóvão Colombo. Os restos de Fernando são os únicos que até agora foram autenticados como um parente próximo do famoso explorador, e o DNA extraído dos ossos tem sido usado como uma forma de identificar onde o próprio Colombo foi enterrado.
Os antropólogos portugueses, liderados pela professora Eugenia Cunha, da Universidade de Coimbra, removeram o esqueleto de Ataíde do seu lugar de descanso na igreja da Quinta de Santo António da Castanheira, perto de Lisboa. Se a teoria de Branco estiver correta  e ela tem o apoio de alguns historiadores da Academia Portuguesa de História  a próxima análise de DNA deverá fornecer dados sólidos para respaldá-la. Mas se os ossos de António de Ataíde não estiverem bem conservados, ou se os resultados do DNA não forem conclusivos, os pesquisadores podem ter que voltar ao campo da hipótese para recompor a vida pregressa de Cristóvão Colombo.

Extraído de: DNA Testing Of Skeleton May Prove Christopher Columbus Was Really Portuguese, por Kristina Killgrove. In: Forbes

12 setembro, 2016

Como ocultar o nosso planeta dos aliens

Paul Rodgers, no Forbes:
"Astrônomos da Universidade de Columbia desenvolveram a teoria de construir uma capa de invisibilidade, usando um laser com 30 MW de potência, o qual poderia mascarar a presença do planeta em alguns ou em todos os comprimentos de onda. [...] O atual método para detetar a presença de planetas é baseado em variações no brilho de estrelas, causadas pela passagem de um planeta em frente delas. [...] mas, ao disparar um laser do planeta em trânsito (o laser só precisaria operar cerca de dez horas por ano), seria possível esconder a sombra criada pelo planeta que passa na frente de sua estrela. Assim, o brilho da estrela, aparentemente, permanece inalterado mesmo quando o planeta fica entre a estrela e o observador."
O estudo é intitulado, precisamente, A Cloaking Device for Transiting Planets (Um Mecanismo de Invisibilidade para Planetas em Trânsito) e afirma que, se podemos fazer isso, as chances são também de que outras civilizações possam fazê-lo. E, assim, controlar se os extraterrestres querem ser vistos e quando ou se, em vez disso, preferem permanecer oculto a outros observadores.
Dependendo da configuração e da potência do laser, poder-se ia obter ocultações menos ou mais completas, parciais ou em todos os comprimentos de onda, e também naqueles que se associam com a presença de elementos na atmosfera -- como o oxigênio -- e que, por isso, também servem como indicadores da habitabilidade ou da possível presença de vida no planeta.
O método também poderia fazer exatamente o contrário: provocar distorções como as que são relacionadas com o trânsito do planeta, de forma a comunicar sua presença e difundir informações para observadores a respeito de nossa capacidade tecnológica.

– Sei não. Prefiro que usem esse método somente como capa de invisibilidade.
Justificativa – Estou com o Prof.Stephen Hawking, que teme que o contato humano com civilizações tecnologicamente mais avançadas seja tão devastador para a humanidade quanto foi a chegada dos europeus para as sociedades indígenas ao redor do mundo, meio milênio atrás.

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O paradoxo de Fermi

12 fevereiro, 2016

Defendendo Darwin

por James J. Krupa, professor de Biologia da Universidade de Kentucky, EUA
Nós vivemos em uma nação onde a aceitação pública da evolução das espécies é a segunda mais baixa de 34 países desenvolvidos, apenas à frente da Turquia. Cerca de metade dos americanos rejeitam algum aspecto da evolução, acreditam que a Terra tem menos de 10.000 anos de idade e que os seres humanos conviveram com os dinossauros. Onde eu moro, muitos acreditam que a evolução seja sinônimo de ateísmo, e há aqueles que consideram que estou ensinando heresia para milhares de estudantes. Um pastor local, que eu nunca conheci, escreveu um artigo no Christian University reclamando que eu estava a ensinar, como um não-cristão, uma religião alternativa.
Há alunos que se matriculam em meus cursos já aceitando a evolução. Embora ainda não estejam particularmente bem informados sobre o assunto, eles estão ansiosos para saber mais. Há  os estudantes, cujas mentes já estão lacradas para a possibilidade de existir a evolução, mas que assistem as minhas aulas para cumprir uma exigência da faculdade. E há os alunos que ainda não têm opinião mas que, de uma forma ou de outra, são mentes abertas. Estes são os alunos que eu espero convencer apresentando as evidências sobre a evolução.
Alguns alunos se ofendem com muita facilidade. Durante uma palestra, um estudante fez uma pergunta que eu já ouvi muitas vezes: "Se nós evoluímos dos macacos, por que ainda há macacos?" Minha resposta foi e é sempre a mesma: Não evoluímos dos macacos. Os humanos e os macacos evoluíram a partir de um ancestral comum. Uma população ancestral evoluiu em uma direção para os macacos modernos, enquanto outra evoluiu para os seres humanos. Essa explicação funciona para a maioria dos estudantes, mas não para todos. Naquela ocasião, eu tentei outra. Argumentando o seguinte: os católicos são a mais antiga denominação cristã e, se os protestantes evoluiram dos católicos, por que ainda há católicos? Alguns alunos riram, alguns acharam que era um exemplo esclarecedor, e outros ficaram claramente ofendidos. Dois dias depois, um estudante caminhou até o púlpito depois da aula e me informou que eu estava errado sobre os católicos. Ele disse que os batistas foram os primeiros cristãos, o que é claramente mostrado na Bíblia. Eu lhe perguntei em que parte da Bíblia lera isso. Ele olhou para mim e disse: "João Batista, dã-ã!" E se retirou.
Para compreender verdadeiramente a evolução, você primeiro deve entender a ciência. Infelizmente, uma das palavras mais mal utilizadas hoje é também uma das mais importantes para a ciência: teoria . Muitos veem incorretamente a teoria como o oposto do fato. A Academia Nacional de Ciências fornece definições concisas para estas palavras críticas: O fato é uma explicação científica que foi testada e confirmada tantas vezes que já não há uma razão convincente para que continue sendo testada. Já a teoria é uma explicação detalhada de alguns aspectos da natureza, que é apoiada por um vasto conjunto de provas que geram predições testáveis ​​e falseáveis.
Na ciência, algo tanto pode ser fato quanto teoria. Sabemos da existência de patógenos, é um fato, e a teoria dos germes fornece explicações testáveis ​​sobre a natureza da doença. Sabemos da existência de células, é um fato, e a teoria celular fornece explicações testáveis ​​de como as células funcionam. Da mesma forma, sabemos que a evolução é um fato e que as teoria da evolução explica os padrões e mecanismos biológicos. O falecido Stephen Jay Gould disse-o ainda melhor:
"A evolução é uma teoria. É também um fato. E fatos e teorias são coisas diferentes, mas não degraus de uma hierarquia para aumentar a segurança. Fatos são dados do mundo. Teorias são estruturas de idéias que explicam e interpretam os fatos."
Ler mais.

Slideshows: TRIBUTO A CHARLES DARWIN e ENSINEM A CONTROVÉRSIA!

10 agosto, 2015

O Panopticon

No século 18, o jurista inglês Jeremy Bentham (1748–1832) projetou o Panopticon (imagem), um modelo estrutural que poderia ser aplicado às mais diversas instituições (penitenciárias, por exemplo), como forma de otimização da vigilância e de economia de pessoal que realiza tal função.
Esta estrutura era caracterizada por um edifício circular com uma torre de vigilância e as celas dispostas em sua volta. Cada uma das celas teria uma abertura para a entrada de luz e portas com grades para a difusão da luz no interior do edifício.
Porém, a difusão da luz se daria de um modo que o encarcerado não conseguisse enxergar o exterior, nem o vigilante presente no centro da torre. Todo esse mecanismo estrutural tinha como objetivo a impactação psicológica sobre os encarcerados, para que eles se sentissem observados todo o tempo. Sem conseguir enxergar o que ocorria externamente ao edifício, eles seriam tomados por um enorme sentimento de solidão, mesmo que estivessem "acompanhados" pelo vigilante. Bentham acreditava que este impacto nunca seria esquecido por aqueles que passassem por lá. Com isso, o local atuaria como uma espécie de prevenção para que o encarcerado, por receio de voltar novamente à instituição, não mais tornasse a delinquir.
Ele estava tão obcecado com a ideia que propôs colocá-la em prática, pessoalmente. "Permitam-me construir uma prisão neste modelo", escreveu ele ao Committee for the Reform of Criminal Law. "Eu vou ser o carcereiro. Vocês vão ver que o carcereiro não terá salário. Não vai custar nada à nação".
Ele passou grande parte da década de 1790 tentando emplacar seu projeto. E, como não conseguiu encontrar apoio, o Panopticon nunca foi construído.
No Wikipédia, você lê que a Teoria Panóptica de Bentham tinha um alcance maior. Além das penitenciárias, o autor preconizava a sua aplicação nas fábricas, manicômios, hospitais e escolas.

02 agosto, 2015

O método científico de cortar um bolo

Débora Schach, Blue Bus
Sabia dessa? Você tem cortado bolo do jeito errado durante toda a vida!
É matemática pura. O jeito que a maioria das pessoas fatia um bolo simplesmente não é interessante, a não ser que se coma o bolo inteiro de uma só vez. Isso porque o corte em pedaços triangulares deixa parte do bolo exposta ao ressecamento, o que compromete a qualidade do produto.
Neste vídeo, o autor britânico Alex Bellos demonstra uma teoria publicada na revista Nature, em 1906, que explica – de forma bastante convincente – qual seria a melhor forma de cortar um bolo.



À primeira vista pode até parecer que você está quebrando todas as regras de etiqueta, mas o resultado vale a pena. Prepare-se para mudar, de agora em diante, um hábito anacrônico de sua vida.

Vídeo
Como subtrair pedaços de uma pizza (sem ninguém desconfiar)

24 abril, 2015

A teoria geral dos fatos

Filósofos, cientistas e outros têm dados suas contribuições para a teoria geral dos fatos. Contribua você também.
"Os fatos devem provar a bondade das palavras." ~ Sêneca
"Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas." ~ Friedrich Nietzsche
"Primeiro, informe-se dos fatos; depois, pode distorcê-los quanto quiser." ~ Mark Twain
"Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados." ~ Aldous Huxley
"Os fatos são coisas estúpidas antes de serem postos em conexão com alguma lei geral." ~ Louis Agassiz
"Nós estamos neste universo. Mas, talvez, o fato mais importante é que o universo está em nós." ~ Neil DeGrasse Tyson
"Os fatos mudam o tempo todo." ~ Samuel Arbesman. In: "A Meia-vida dos Fatos"
"Eu vos digo que o melhor time é o Fluminense. E podem me dizer que os fatos provam o contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos." ~ Nelson Rodrigues
"Os pequenos fatos inexplicados contêm sempre algo com que deitar abaixo todas as explicações dos grandes fatos." ~ Paul Valéry
"Se os fatos não se adequam à teoria, mude os fatos." ~ Albert Einstein
"Todos os fatos têm três versões: a sua, a minha e a verdadeira." ~ Provérbio chinês
"Fatos podem gerar opiniões. O contrário, nunca. Essa é a minha opinião." ~ Caio Carraro
V. factoide.

13 março, 2015

Cem autores contra Einstein

Uma coleção de críticas a Einstein pode ser encontrada no livro Hundert Autoren gegen Einstein (Cem Autores contra Einstein), publicado em 1931, que contém textos curtos de 28 autores e trechos de publicações de outros 19 autores. O restante da lista dos autores inclui ainda pessoas que, só por algum tempo, se opuseram à Teoria da Relatividade.
Além de objeções filosóficas (principalmente com base no kantismo), também foram incluídas no "Cem Autores..." críticas a supostas falhas elementares da Teoria. Na verdade, essas falhas  foram devido a mal-entendidos dos autores sobre a Relatividade. Assim, Hans Reichenbach descreveu o livro como "uma acumulação de erros ingênuos" e como "involuntariamente engraçado". Albert von Brunn interpretou o livro como um passo atrás para os séculos 16 e 17.
Em resposta a esse livro, Einstein teria dito que, "se estivesse errado, um só autor teria sido suficiente" (para refutá-lo).
De acordo com Goenner, as contribuições para o livro são uma mistura de incompetência matemática e física, excesso de confiança e sentimentos reprimidos dos críticos contra os físicos contemporâneos que defendiam a nova teoria. A compilação dos autores mostram, continua Goenner, que esta não foi uma reação da comunidade dos físicos, mas uma inadequada reação de cidadania de parte da educação acadêmica, que não sabia o que fazer com a Relatividade.
Somente um físico (Karl Strehl) e três matemáticos (Jean-Marie Le Roux, Emanuel Lasker e Hjalmar Mellin ) estavam presentes no livro.
Dois autores (Reuterdahl, von Mitis) eram antissemitas e outros quatro foram possivelmente ligados ao movimento nazista. No entanto, nenhuma expressão antissemita é encontrada no livro, o qual também incluiu contribuições de alguns autores de ascendência judaica (Salomo Friedlander, Ludwig Goldschmidt, Hans Israel, Emanuel Lasker , Oskar Kraus, Menyhért Palágyi ).

15 junho, 2014

Teoria da Evolução. Mecanismos

Como é possível que formas primitivas de vida evoluam para as milhões de criaturas diferentes que atualmente existem? Infelizmente, a teoria da evolução é muitas vezes incompreendida porque os seus mecanismos parecem contra-intuitivos.
Usando infográficos e personagens atraentes, este vídeo - com  legendas em português que podem ser ativadas - explica de forma didática como a evolução foi/é possível.



Embora seja óbvio dizer:
O termo teoria, quando usado no contexto científico, não tem o mesmo significado que apresenta na linguagem comum. Em ciência, a teoria está além da hipótese. É a forma mais rigorosa, confiável e completa do conhecimento possível sobre um tema.