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05 maio, 2021

Os planetas segundo a astronomia clássica

"A história da astronomia é uma história de horizontes em retrocesso." - Edwin Powell Hubble

Etimologicamente, os planetas são viajantes do espaço, pois o termo deriva do grego planetes, que significa "que viaja, que vagueia". É o adjetivo que aparece na expressão aster planetes ("astros errantes"), usada para designar os astros que se movem, por oposição aos que são "fixos". Para os astrônomos da Antiguidade, que observavam o céu a olho nu, as estrelas mantinham a mesma distância entre si, enquanto os planetas davam a impressão de de que se movimentavam erraticamente no espaço.
A astronomia clássica reconhecia sete planetas: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, além do Sol e da Lua, incluídos na lista porque não eram estáticos. Urano e Netuno só foram descobertos com o desenvolvimento dos instrumentos ópticos.

Ilustração - Parte de uma tabuleta babilônica de Sippar, construída em 870 A.C., atualmente no British Museum.

O calendário lunar da Babilônia foi o primeiro a ser dividido em quatro períodos correspondentes às quatro fases da Lua. Esta divisão em períodos de sete dias deu origem às semanas como as conhecemos hoje. De fato, como se pode ver na relação abaixo, o nome de cada dia da semana (em inglês, francês e espanhol) advém do nome do objeto celeste adorado em cada dia na Babilônia (Mesopotâmia).

Mesopotâmia: Ingl. / Fr. / Esp.
Dia da Lua: Monday / Lundi / Lunes
Dia de Marte: Tuesday / Mardi / Martes
Dia de Mercúrio: Wednesday / Mercredi / Miercoles
]Dia de Júpiter: Thursday / Jeudi / Jueves
Dia de Vénus: Friday / Vendredi / Viernes
Dia de Saturno: Saturday / Samedi / Sabado
Dia do Sol: Sunday / Dimanche / Domingo

21 dezembro, 2020

2020: a grande conjunção

Hoje, estamos sendo brindados com uma visão rara e espetacular no céu: a grande conjunção. (*)
É uma sobreposição visual de Júpiter e Saturno - os dois maiores planetas de nosso sistema solar, no céu noturno. As imagens dos planetas quase se sobreporão como se fossem a de um único astro, um evento que não é facilmente visível desde a Idade Média - quase 800 anos atrás.
Este fenômeno celestial pode ser testemunhado de qualquer lugar do globo!


Com base em suas órbitas, de nosso ponto de vista aqui na Terra, Júpiter e Saturno se cruzarão a 0,1 grau um do outro. Mas as aparências enganam, já que os dois gigantes gasosos na verdade estarão a uma vasta distância entre si, de aproximadamente 725 milhões de quilômetros.

(*) É também popularmente chamada de "Estrela de Belém", em alusão ao evento bíblico que anuncia o nascimento de Jesus Cristo aos três reis magos, segundo a tradição cristã.

Doodle: Celebrating Summer 20202 and the Great Conjunction (Southern Hemisphere)

17 maio, 2020

O alinhamento geral dos planetas

Não se afobe não, que não é pra já (parafraseando o Chico). O tempo necessário para o alinhamento dos oito planetas do Sistema Solar é grande demais para vir a acontecer algum dia.
Leiam isto que está no site Sky and Telescope:
Mercúrio, o planeta mais rápido, ultrapassa Vênus a cada 0,396 anos, permanecendo dentro de um arco de 3,6° por 0,004 de ano cada vez. A cada passagem, a chance de que a Terra esteja também dentro deste arco de 3,6° é 1 em 100. Então, na média, os três planetas internos se alinham a cada 39,6 anos. As chances de que Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno estarão todos dentro deste arco junto com eles é de 1 em 100 elevada à quinta potência. Então, em média, os oito planetas se alinham a cada 396 bilhões de anos. Se você quiser ser ainda mais preciso exigindo que os planetas estejam dentro de um raio de 1° entre eles, este tempo cresceria para uma vez a cada 13,4 trilhões de anos.
Antes disto, o sol vai se tornar uma gigante vermelha, perder boa parte de sua massa, engolir Mercúrio e Vênus e permitir que o resto dos planetas se desloque para outras órbitas.

Linha dos alinhamentos no blog EM
[1] [2] [3] [4] [5] [6]

25 fevereiro, 2020

Pare o mundo que eu quero descer

"Ligo o rádio
E ouço um chato
Que me grita nos ouvidos
Pare o mundo
Que eu quero descer."
– Raul Seixas, em "Eu também vou reclamar" (1976), referindo-se ao cantor/compositor Silvio Brito, de "Pare o mundo que eu quero descer" (1976), que à época imitava-lhe o estilo.

Se você está entediado com a Terra e quer ir embora, vai ter que se lançar daqui a uma velocidade de escape de 11 km/s. Com esta velocidade você percorre a ponte Rio-Niterói em 1.2 segundos.
A velocidade de escape é a velocidade necessária para que um foguete deixe um planeta e depende da massa total desse planeta. Se você reparar bem, a velocidade dos foguetinhos para sair dos planetas gasosos é maior do que para sair dos planetas rochosos. É que queles são bem mais massivos (Júpiter, então nem fala) do que estes.


Como os australianos resolveram o seu problema de lançamento de foguete
http://blogdopg.blogspot.com/2016/12/o-lancamento-de-um-foguete-na-australia.html

28 janeiro, 2020

09 novembro, 2019

A colisão de Theia com a Terra

A Terra é o único planeta rochoso que tem muita água e um satélite relativamente grande que estabiliza seu eixo. Se não fossem esses fatores, não existiria vida em nosso planeta. Segundo um comunicado da Universidade de Münster (Alemanha), os cientistas comprovaram a hipótese de que 4,4 bilhões de anos atrás a Terra colidiu com um corpo celeste gigante chamado Theia, que era do tamanho de Marte, e na sequência dessa colisão se formou a Lua.



Antes, os cientistas pensavam que Theia se formou na parte interior de nosso Sistema Solar, na qual também se encontra o planeta Terra. Todavia, um novo estudo, publicado na Nature Astronomy, demonstrou que Theia proveio da parte exterior do Sistema Solar. Os investigadores chegaram a esta conclusão fazendo análises da composição de nosso planeta.
A análise de radioisótopos do molibdênio revelou que a maior parte do material do manto terrestre consiste de uma substância parecida à composição dos asteroides carbonosos ricos em água que se formam somente na parte exterior do Sistema Solar.
Os investigadores acreditam que tenha sido Theia que alimentou o manto terrrestre com o material dos asteroides carbonosos, ao tempo em que trouxe também uma grande quantidade de água para a Terra.

Formation of the Moon brought water to Earth, WWU Münster

"Tetheia"

24 agosto, 2019

Mercúrio, o planeta mais próximo da Terra

Ryan F. Mandelbaum
Uma equipe de cientistas acaba de demonstrar algo que pode surpreendê-lo: Mercúrio, e não Vênus, é o planeta mais próximo da Terra (em média).
Os pesquisadores apresentaram seus resultados esta semana em um artigo recente na revista Physics Today (12 mar 2019). Eles explicam que nossos métodos para calcular qual planeta é "o mais próximo" simplificam demais o assunto. Mas isso não é tudo. "Mercúrio é o vizinho mais próximo, em média, de cada um dos outros sete planetas do sistema solar", escrevem eles.
Nossas concepções errôneas sobre o quão próximos os planetas são um do outro vêm da maneira como geralmente estimamos distâncias para outros planetas. Normalmente, calculamos a distância média do planeta ao Sol. A distância média da Terra é de 1 unidade astronômica (UA), enquanto a de Vênus é de cerca de 0,72 UA. Se você fizer subtração, você verá que a distância média da Terra até Vênus é de 0,28 UA, a menor distância para qualquer par de planetas.
Mas um trio de pesquisadores percebeu que essa não é uma maneira precisa de calcular as distâncias dos planetas. Afinal, a Terra passa o mesmo tempo no lado oposto de sua órbita de Vênus, a 1.72 UA de distância. É preciso calcular a média da distância entre cada ponto ao longo da órbita de um planeta e cada ponto ao longo da órbita de outro planeta. Os pesquisadores realizaram uma simulação baseada em duas suposições: que as órbitas dos planetas eram aproximadamente circulares e que suas órbitas não estavam em um ângulo relativo entre si.
De fato, os pesquisadores descobriram que Mercúrio era o planeta mais próximo da Terra na maior parte do tempo, em média, assim como para todos os outros planetas do sistema solar. A órbita inclinada e excêntrica de Plutão não se encaixa nessas suposições, mas não é um planeta de qualquer maneira, de acordo com a União Astronômica Internacional.
(Por favor, não me envie um email sobre isso.)
Eu acho que é hora de dizer adeus a Vênus e boas vindas ao nosso vizinho mais próximo: o melhor planeta, Mercúrio.

El planeta más cercano a la Tierra es Mercurio y no Venus, GIZMODO

08 novembro, 2018

Paisagens reunidas

As planícies de Vênus, Terra, Lua, Marte e Titã:


Astrônomos amadores interagindo...
Oceano não é planície.
É uma planície de inundação.
É onde a chuva na Espanha principalmente cai.
O que são aquelas coisas esquisitas em Vênus?
Venera 13, um lander soviético. Fundiu poucas horas depois de fotografar.
Titã, a maior lua de Saturno.
Eu pensei que tínhamos um novo planeta.
Corrigindo Terra:

10 julho, 2018

Um acessório planetário de mesa

Esta recriação (recreação?) dos planetas do Sistema Solar, o Deskspace, é obra do pessoal do DeskX, de Hong Kong.
Para cada um dos planetas foi utilizado um tipo de mineral diferente que se adequasse à cor predominante no planeta real:
Mercúrio com labradorita, Vênus com nefrita, a Terra com sodalita, Marte com obsidiana, Júpiter com olho-de-tigre (um tipo de quartzo), Saturno com calcita, Urano com amazonita, Netuno com olho-de-gato (uma pedra sintética) e Plutão (que está aqui porque sim) com heliotropo.


Na verdade, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno são planetas gasosos, mas as gemas escolhidas para representá-los o fazem muito bem. (PGCS)

Ver também: Um sistema solar de chocolate.

07 março, 2017

Anéis planetários

Algum dia você desejou ter todos os planetas do sistema solar (inclusive o bom e velho Plutão) num único dedo?
Graças a Inna, isto agora é possível.


Nascida em Kiev, Ucrânia, e vivendo atualmente em Tel-Aviv, Inna é uma criadora de joias artesanais. Como este conjunto de anéis empilháveis de prata, pérolas de vidro e pedras reproduzindo os planetas do nosso sistema solar.
Bem-vindos a Jaminc!

Ver também: Um sistema solar de chocolate

29 agosto, 2016

Sua idade em outros planetas (2)

Quanto mais longe um planeta estiver do Sol, maior é o seu período de revolução. Isto é, o tempo que ele leva para completar uma volta em torno do Sol.
Assim, a idade de uma pessoa seria contada com tempos diferentes em cada planeta, diminuindo o número de anos de Mercúrio para Netuno. Jamais um ser humano completou um ano netuniano, e um ano uraniano também não é para todo mundo.
Como está o volume de seus negócios?
É que coisas estranhas acontecem com os dias vividos em Mercúrio e Vênus. Ao compararmos: no primeiro, o dia que dura 58,6 dias terrestres ao ano local de 87,97 dias terrestres, e, no segundo, o dia que dura 243 dias terrestres ao ano local de 224,7 terrestres.
Pode-se afirmar que, em Vênus, o dia dura mais que o ano. É o dia mais longo do sistema solar.

Planeta            Período de rotação     Período de revolução
Mercúrio                           58,6 dias                        87.97 dias
Vênus                                243 dias                        224,7 dias
Terra                                 0.99 dias                      365,26 dias
Marte                                1.03 dias                         1,88 anos
Júpiter                               0.41 dias                       11,86 anos
Saturno                              0.45 dias                       29.46 anos
Urano                                0.72 dias                       84,01 anos
Netuno                              0.67 dias                      164.79 anos

Sua idade em outros planetas - 1

19 janeiro, 2016

Júpiter, Terra e Plutão


"Júpiter é 11x maior do que a Terra. Mas a Terra é apenas 5x maior do que Plutão. Os jupiterianos certamente teriam nos rebaixado a Planeta Anão há muito tempo." ~ Neil deGrasse Tyson

28 outubro, 2015

A crucificação de Jesus no alinhamento dos planetas

Miguel Antonio Fiol diz que você pode ver a crucificação de Jesus no alinhamento planetário de 33 d.C., o ano em que Jesus supostamente morreu.
Esse alinhamento começou em meados de março e durou até meados de abril de 33 d.C. Anteriormente, outro alinhamento aconteceu no ano 4 a.C., considerado por alguns estudiosos como o ano do nascimento de Jesus. No total, o alinhamento ocorreu seis vezes entre os anos 0 e 2000 d.C., o equivalente a uma vez a cada 333 anos.
Parecendo com a imagem da crucificação, Fiol fez ainda as seguintes descobertas:
• A "coroa de espinhos" (ou "halo") é representado pelos anéis de Saturno.
• Uma linha direta de Júpiter, através de Marte, passa exatamente pela "cintura" de Jesus.
• As duas "mãos", Urano e Júpiter, apresentam rotações em sentidos opostos, como os dois "pés", representados no desenho, lado a lado, pelos planetas Terra e Vênus.

www.patheos.com
N. do E.
Meu sistema de crenças não foi abalado pelas descrições de Fiol. Os anéis de Saturno fazem inclusive um bom halo. Agora, se Marte estivesse posicionado onde o coração de Jesus está, teria se solidificado minha crença na pareidolia.
[1] [2] [3] e O Coração de Plutão

08 setembro, 2015

Uma lição de humildade

Se representarmos o Sistema Solar por livros em que a espessura de cada página seja igual a um milhão de quilômetros, o Sol estaria na página 1 do primeiro volume.
Júpiter estaria na página 283 do segundo volume; Saturno, na 433 do terceiro; Urano, na 383 do sexto, e Netuno, na 53 do décimo.
Mercúrio, Vênus, Terra, Marte e o cinturão de asteroides ficariam todos no primeiro volume.
Quando penso nesta comparação, não posso evitar de pensar em quanta razão tinha Carl Sagan ao dizer que a astronomia era uma lição de humildade.
Outro dado curioso é que todos os planetas do Sistema Solar cabem nos 384 mil quilômetros, em média, que há entre a Terra (à esquerda dos demais planetas da ilustração) e a Lua (à direita):

20 julho, 2015

As atmosferas dos planetas do Sistema Solar

Planeta – Gás dominante
Mercúrio: oxigênio 42%
Vênus: gás carbônico 96%
Terra: nitrogênio 78%
Marte: gás carbônico 95%
Júpiter: hidrogênio 90%
Saturno: hidrogênio 96%
Urano: hidrogênio 83%
Netuno: hidrogênio 80%

Andy Brunning, um professor de química no Reino Unido, criou este gráfico sobre a composição das atmosferas dos planetas em nosso sistema solar. O gráfico também diferencia os "planetas terrestres" dos  "gigantes gasosos" e informa a pressão atmosférica de cada um.

Clique aqui para vê-lo na versão ampliada.

Brunnig edita um blog chamado Compound Interest (Juros Compostos).

13 novembro, 2012

Um sistema solar de chocolate

Os hotéis japoneses Rihga Royal Hotels oferecem a seus clientes uma tentação que nenhum astrônomo amador consegue resistir: um "sistema solar" de chocolate (aromatizado).
Os "planetas" vêm com os seguintes sabores: Mercúrio, de manga; Vênus, de creme de limão; Terra, de coco; Marte, de laranja; Júpiter, de baunilha; Saturno, de uva passa; Urano, de chocolate ao leite; Netuno, de cappuccino.
A sequência dos "planetas" no estojo está correta, mas o tamanho relativo deles, não. E há uma versão desses bombons que inclui o "Sol", no sabor abacaxi.
Ainda bem, pois não se entende o sistema solar sem o Sol. Quanto a Plutão... ah, não tripudiem!

28 agosto, 2012

Sua idade em outros planetas

No endereço abaixo, preenchendo a sua data de nascimento no formato MM/DD/AAAA, você pode saber a idade que teria nos vários planetas do sistema solar.
Olhando para os números obtidos, você logo perceberá que está em idades diferentes nos diferentes planetas. Isso levanta a questão de como nós definimos os intervalos de tempo que medimos. O que é um dia? O que é um ano?
A Terra está em movimento. Na verdade, com vários movimentos diferentes, todos ao mesmo tempo. Há dois que especificamente nos interessam. Em primeiro lugar, a Terra gira sobre seu eixo, como um pião. Em segundo lugar, a Terra gira em torno do Sol, como uma bola de espirobol que rodeia a haste central.
A rotação da Terra sobre seu eixo é como nós definimos o dia. Nós dividimos ainda mais este período de tempo em 24 horas, cada um dos quais é dividido em 60 minutos, cada um dos quais é dividido em 60 segundos. Não existem regras que governam as taxas de rotação dos planetas, tudo depende da quantidade de "spin" no material original que entrou na formação de cada um. O gigante Júpiter tem muita rotação, virando uma vez em seu eixo a cada 10 horas, enquanto Vênus leva 243 dias para girar uma vez.
A revolução da Terra em torno do Sol é como nós definimos o ano. Um ano é o tempo que leva a Terra para fazer uma revolução - um pouco mais de 365 dias.
Todos nós aprendemos na escola que os planetas se movem em diferentes taxas em torno do Sol. Enquanto a Terra leva esses 365 dias para fazer um circuito, o planeta mais próximo do Sol, Mercúrio, leva apenas 88 dias. E o distante Plutão (*) leva 248 anos para uma revolução.

(*) Plutão não é mais considerado planeta.

05 abril, 2012

Por que Plutão deixou de ser um planeta?

De fato, Plutão deixou de ser considerado um planeta, e ele agora pertence a uma categoria denominada "planeta anão".
Para entender porque isto aconteceu vamos contar um pouquinho de história:
Em 1930, o astrônomo americano Clyde Tombaugh descobriu um corpo no céu, era apenas um pequeno ponto, mas ao calcular a sua órbita percebeu que ele tinha uma órbita mais afastada que Netuno, seria o nono planeta, e este corpo celeste foi batizado de Plutão. No início chegou-se a estimar que Plutão poderia ser maior que o planeta Terra, mas medições posteriores mostraram que ele na verdade seria bem menor que a nossa Lua.
Já nos anos 1970, alguns astrônomos começaram a propor a idéia de que Plutão não seria de fato um planeta, pois além de pequeno e pouco massivo, sua órbita era muito achatada e inclinada em comparação aos outros planetas.
Mas, no fim da década, foi descoberta um satélite de Plutão, que foi batizado de Caronte, o que dava argumentos para os defensores de Plutão como um planeta. Apenas na década de 1990 foi descoberto outro objeto trans-netuniano. Nos anos seguintes, com a construção de telescópios avançados, o número destes objetos cresceu rapidamente, e alguns deles eram quase tão grandes quanto Plutão (Sedna, Varuna, Quaoar, etc.). Em 2005, foi divulgado que um destes objetos, posteriormente batizado de Eris, era maior que Plutão.
Então, chegou-se a um impasse: se Plutão era um planeta, Eris (que é maior) também deveria ser. Finalmente, em 2006, houve uma reunião da IAU (União Internacional de Astronomia) e, em uma votação histórica, a assembéia da IAU decidiu que Plutão deixaria de ser um planeta. Ele, Ceres e Eris foram denominados "planetas anões".
Como um comentário vale acrescentar o seguinte: se Plutão fosse descoberto hoje ele nunca seria classificado como planeta. A descoberta de Tombaugh foi um feito incrível, demoraram mais de 60 anos para outro objeto celeste ser descoberto nas mesmas circunstâncias. Plutão é pequeno demais e leve demais para ser um planeta.
O artigo veio daqui.

POBRE PLUTÃO!

Bônus: Urano, agora que Plutão não é mais planeta...

14 julho, 2011

Feliz aniversário, Netuno!

journeytothestars
Dependendo de ter como ponto de referência o centro de massas do sistema solar ou o centro do Sol, a 11 de julho de 2011, ou, a 12 de julho, respectivamente, Netuno completou sua primeira órbita, a contar de quando foi descoberto em 23 de setembro de 1846.
O planeta levou quase 165 anos terrestres para fazer essa revolução em torno do Sol. A serem traduzidos para... 1 ano de Netuno, daí o aniversário.
Um exemplo bem diverso é Vênus, que tem os anos mais curtos do que os dias.

Poderá também gostar de ver
O ritmo dos planetas.