Mostrando postagens com marcador mortos. Mostrar todas as postagens
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22 junho, 2021

Congelados no tempo

Usuários das redes sociais estão compartilhando imagens do Google Street View que mostram amigos e parentes que já morreram.
O movimento ganhou força depois de uma postagem da conta Fesshole, no Twitter, que pediu aos seguidores que procurassem por imagens na plataforma de mapas tiradas antes da morte de parentes.
Lançado nos Estados Unidos em 2007, o Google Street View já foi implementado em todo o mundo.
Há uma maneira de olhar para as imagens antigas na plataforma - basta clicar no ícone do relógio no lado superior esquerdo do Google Maps (o recurso não aparece no Google Earth).

"Posso voltar a 2009 e ver meus pais andando na rua de mãos dadas. Perdi os dois há 8 e 6 anos." @seanyboyo

Alguns dizem que ver as imagens, tiradas quando seus entes queridos ainda estavam vivos, cria um forte sentimento de ligação com eles.

Bem, isso chegou à BBC.

16 maio, 2021

A fotografia post-mortem


Na Inglaterra vitoriana, entre os anos de 1837 e 1901, a morte se apresentava à vista de todos de muitas maneiras particulares, e acredita-se que o costume de retratar os entes queridos mortos teve início quando a Rainha Vitória pediu para que um familiar, recentemente falecido, fosse fotografado, de modo a preservar uma lembrança.
Os trabalhos eram concebidos com engenho e arte para conservar uma imagem natural dos que deixavam este mundo. Estruturas de madeira e metal eram especialmente confeccionadas e posicionadas para sustentar os corpos eretos, sentados ou em pé, em poses que simulavam as atitudes e gestos dos vivos.
Muitas vezes, a única fotografia de uma pessoa, era justamente aquela tirada após sua morte. Ou, quando outras opções aconteciam, era a melhor. (*) 
Fotos convencionais eram um luxo para bem poucos, mas a fotografia post-mortem era considerada necessária. As famílias acreditavam que manter a imagem do ente querido facilitava, à sua alma, viver eternamente.

(*) Desde que bem posicionados, mortos não se mexem.

25 setembro, 2014

Mortos x Vivos

Um dos erros demográficos mais comuns é dizer que o número de pessoas que atualmente vivem na Terra (mais de 7 bilhões) excede o número total de seres humanos que, em todos os tempos, já habitaram o planeta. A realidade, de acordo com cálculos do Population Reference Bureau, é muito diferente: como você pode ver nesta gravura da revista Quo, que compara o número dos seres humanos que vivem hoje com o número daqueles que já viveram.
Para fazer a comparação, o demógrafo Carl Haub decidiu começar a contagem a partir de 50 mil anos atrás, quando, sem dúvida, o Homo sapiens já povoava o nosso planeta. Embora haja insuficiente informação, Haub estimou as taxas de crescimento da população, para diferentes períodos históricos, e concluiu que, nestes 50 mil anos, nasceram e morreram cerca de 107 bilhões de pessoas na Terra.


Em termos globais, os mortos superam os vivos por 100 bilhões. Por isso, se houvesse um apocalipse zumbi, nós teríamos que lutar contra um exército muito superior em número.

Como se preparar para um apocalipse zumbi

Pensamento milenar
Herança é aquilo que os mortos deixam para que os vivos se matem. Anônimo

02 novembro, 2013

R.I.P.

Carta do bispo de Chelmsford, datada de 3 de fevereiro de 1923, que ficou para os tempos:
Senhor,
Eu me pergunto como muitos de nós, nascidos e criados na era vitoriana, gostaríamos de pensar que, no ano de 5923, por exemplo, o túmulo da rainha Vitória seria violado por um grupo de estrangeiros que, após vasculhar o seu conteúdo, levasse o corpo dessa grande rainha do mausoléu em que foi colocado e, em meio à dor de todo o povo, exibisse-o para toda gente que quisesse vê-lo?
A questão de saber se tal tratamento, que consideraríamos indecoroso no caso da grande rainha inglesa, não é também indecoroso no caso do rei Tutancâmon?
Não, eu não esqueço o grande valor histórico que pode trazer o exame da coleção de joias, móveis, e, acima de tudo, dos papiros descobertos na tumba, e eu percebo que amplos interesses podem justificar a sua investigação completa e até mesmo, em casos especiais, a sua remoção temporária. Mas, em qualquer caso, eu protesto firmemente contra a remoção do corpo do rei a partir do local onde tem descansado durante milhares de anos. Tal remoção faz fronteira com a indecência e fere todo o sentimento cristão sobre a sacralidade dos locais de sepultamento dos mortos.
JE Chelmsford

Futility Closet

02 novembro, 2011

PAPEL PICADO. O slideshow

No México, papel picado (papel perfurado) se refere a uma tradicional arte de cortar papel com a finalidade de obter efeitos decorativos. Usualmente, o papel é perfurado com um instrumento chamado fierrito, uma espécie de cinzel muito afiado. Os desenhos obtidos consistem de figuras humanas e de animais, flores e letras.

20 junho, 2007

Em tempos de guerra

O mundo precisa de pás...
para enterrar os seus mortos.


Frase que li na exposição Arte Postal, que se encontra no Centro Cultural do Banco do Nordeste, em Fortaleza.
É de Yuri Bruschi.