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12 fevereiro, 2023

05 julho, 2021

Há algo de podre nisso daí

HAMLET: Pode-se pescar com um verme que haja comido de um rei, e comer o peixe que se alimentou desse verme.
O REI: Que queres dizer com isso?
HAMLET: Nada; apenas mostrar-vos como um rei pode fazer um passeio pelos intestinos de um mendigo.

O Hamlet contemporâneo comprou um celular. Com aquela tela fria empunhada, o príncipe verteu a sua tormenta existencialista no Google: "ser ou não ser, eis a questão". O oráculo binário lhe respondeu com uma imagem: caveira.jpg.
— Tito Senna

Há algo de podre no reino da Dina®

"Quando saíres em uma jornada de vingança, caves antes duas sepulturas." - Confúcio.
Ou, no caso de "Hamlet", inúmeras...
Como uma típica tragédia, todos os personagens principais de Hamlet terminam mortos!
http://beduka.com/blog/materias/literatura/resumo-de-hamlet/

23 maio, 2021

Bill vs. Bill

OK, eu realmente não poderia inventar isso. Stratford Upon Avon - meu palpite por volta de 1605. William Shatner, por motivos que logo se tornarão óbvios, viaja de volta no tempo em um robô com a intenção expressa de matar William Shakespeare. Quem salvará o Mestre Shakespeare? Seu salvador vem na forma de alguém que não conhece suas obras. Oh - e é tudo em Lego. Criado pela AMAA Productions de Austin, Texas, isto é uma confusão absoluta.
Via Kuriositas



William Shartner, o capitão Kirk da nave estelar USS Enterprise, é até hoje adorado e considerado pelos fãs um dos melhores personagens da franquia de Star Trek. William Shakespeare é William Shakespeare e ponto.

14 fevereiro, 2021

Há algo de podre no reino da Dina®

Vem da peça "Hamlet", de William Shakespeare. Hamlet é o príncipe herdeiro da Dinamarca. Está fora do país, e, quando volta, encontra uma situação muito estranha: o pai morreu inesperadamente, a mãe mais que depressa casou com o tio, que agora é rei, o fantasma do pai aparece para ele… Aí, o príncipe Hamlet diz a frase: "Há algo de podre no reino da Dinamarca".
— Elio Pastore, Quora

Era uma vez no reino da Dinamarca
Esse vídeo — bem elaborado, por sinal — de Tatiana Feltrin, nos traz a estória de Hamlet em detalhes (homicídios, traições, conspirações, incestos, busca de poder, mortes, loucuras, elucubrações, fantasmas, tragédias..). Assistam.
— http://youtu.be/kO4-S0fGC0c


Bordoadas e bordões em Hamlet (a peça de Shakespeare mais representada e estudada até hoje)
"...Fragilidade, teu nome é mulher..."
"Aquilo que prometemos no calor da paixão, acalmada a paixão, é por nós abandonado."
"Há algo de podre no reino da Dinamarca."
"Há mais coisas entre o céu e a terra, Horácio, do que sonha tua vã filosofia".
"Duvida da luz dos astros, de que o Sol tenha calor, duvida até da verdade, mas confia em meu amor."
"Ser ou não ser... Eis a questão."
"Necessito de sangue em vez de lágrimas."
"O hábito, esse demônio que devora todos os sentimentos."
"A vilania, mesmo oculta, há de surgir à luz do dia e aos olhos do homem."
"Eu poderia viver recluso em uma casca de noz e me considerar rei do universo infinito."
"Mata-se o corpo, e não a alma."
"O resto é silêncio."

25 janeiro, 2020

A Casa de Julieta

A história de amor mais famosa do mundo se passou na cidade italiana de Verona.
Embora Shakespeare não tenha especificado o local exato, acredita-se que a Casa di Giulietta (Casa de Julieta), no centro da cidade, tenha sido o lar da famosa heroína. Hoje, a casa do século XIII funciona como museu e é um lugar de peregrinação para os românticos.
Milhares de cartas do mundo inteiro chegam à Casa de Julieta todos os anos. Esta tradição, que já tem décadas, fez com que Verona ganhasse o apelido de "cidade do amor", além de manter ocupada uma equipe de voluntários da ONG Clube de Julieta, conhecidos como "secretários de Julieta", escrevendo respostas individuais.
Fique na Casa de Julieta no Dia dos Namorados com o Airbnb. Em 14 de fevereiro (Dia dos Namorados, em alguns países), a Casa permitirá pela primeira vez a estadia de um casal.

Regulamento Oficial do Concurso

02 outubro, 2017

Eis o figo

Frederico I (1122-90), conhecido como "Barbarossa" por causa de sua barba vermelha, governou primeiramente como duque de Swabia, depois como rei dos territórios alemães, e finalmente como imperador do Sacro Império Romano-Germânico. No final da década de 1150, Frederico marchou com seu exército para o norte da Itália a fim de enquadrar algumas cidades recalcitrantes na Lombardia. Durante esta campanha, Frederico deixou sua esposa Beatrice em Milão. Enquanto o Barbarossa estava fora, os milaneses fizeram das suas. A repugnante população realizou um ato revoltante - pelo menos, no que se referia a Frederico. Eles expulsaram sua esposa da cidade, sentada ao contrário em uma mula, para que ela fosse apreciando enquanto a mula se afastava a humilhação pela cidade.
Isso pode ter sido uma boa piada para os habitantes locais, mas foi o imperador que deu a última risada.
No ano de 1162 Frederico voltou para subjugar a revolta. De acordo com o cronista Giambattista Gelli, o imperador, agora incensado, exortou os cidadãos sitiados a cederem, o que eles finalmente fizeram ... e recebeu-os com misericórdia, porém na seguinte condição: "Que toda pessoa que desejasse viver deveria, com os dentes, tirar um figo da genitália de uma mula". Ou seja, Barbarossa deu aos cabeças da rebelião a escolha entre ser enforcado (ou decapitado) ou salvar-se. Apresentando, como um sinal de resgate, o figo ao carrasco. A cereja do bolo, por assim dizer, era que o figo estava enfiado na mula da imperatriz, quero dizer, na mula propriamente dita. E o prisioneiro tinha que extraí-lo com os dentes. Ele, então, o entregaria ao verdugo, dizendo: "Ecco il fico" (traduzido como "Aqui está o figo"). Como se isso não fosse um castigo suficiente, ele tinha de fazer a operação de volta para que o figo estivesse pronto para a extração pelo próximo da fila.
Supostamente, a bizarra punição foi aplicada na praça principal de Milão, Para os milaneses que se sujeitaram ao rito, Frederico, permanecendo fiel à sua palavra, poupou suas vidas. Mas o mesmo não se pode dizer daqueles que se recusaram a participar e que, por isso, foram devidamente executados.
No entanto, durante décadas o incidente passou a ser usado para humilhar e insultar os milaneses. Você já deve ter visto o gesto. A forma precisa é fechar a mão com o polegar empurrado para fora, entre os dedos indicador e médio, e morder o polegar. O nome exato do gesto é conhecido como "fazer um figo". (*) Ainda era um insulto generalizado no tempo de Shakespeare, visto que o bardo inglês colocou-o no Ato I, Cena I de "Romeu e Julieta".
https://stronglang.wordpress.com/2016/11/01/biting-the-fig-the-finger-part-ii/




(*) Não confundir com "fazer figa", um sinal feito com os dedos da mão para supostamente afastar doenças, perigos e coisas ruins em geral. A figa feita com os dedos médio e indicador cruzados vem dos tempos da perseguição aos cristãos (séculos I ao IV). Este gesto (na imagem ao lado) era uma tentativa de se fazer uma cruz sem atrair a atenção dos perseguidores. (N. do E.)

31 março, 2017

Honorificabilitudinitatibus

É a palavra mais longa utilizada por Shakespeare em sua obra. Aparece apenas uma vez, mencionada pelo personagem Costard, na cena I do ato V de "Love's Labour's Lost" (Trabalhos de Amor Perdidos).
Honorificabilitudinitatibus é dativo e ablativo plural da palavra latina honorificabilitudinitas, que pode ser traduzida como "o estado de ser capaz de alcançar honras".
É também a maior palavra a figurar no idioma inglês alternando consoantes com vogais.
Neste vídeo, um elenco tenta inutilmente pronunciar a tal palavra. Apenas um dos atores foi capaz de alcançar a honra..



No mínimo vai ficar com o papel de Costard .na próxima temporada da peça.

Poderá também gostar de ler: Palavronas

01 agosto, 2016

Quem fratura um dedo fatura um amigo

Ellen Terry, aos 16 anos de idade
Em 1856, Ellen Terry, aos 10 anos de idade, estava prestes a dizer a fala final de Puck, em "Sonho de Uma Noite de Verão", de Shakespeare, quando um assistente de palco fechou um alçapão sobre seu pé, quebrando-lhe o hálux, vulgo dedo grande do pé. Ela gritou, e a gerente Ellen Kean ofereceu dobrar seu salário se ela terminasse a representação.
Assim, apoiada por Kean de um lado e por sua irmã Kate, por outro, ela recitou o monólogo.
"Como eu consegui, não sei!", escreveu Ellen em seu livro de memórias, de 1908. "Mas meu salário foi duplicado – de quinze xelins para trinta – e Mr. Skey, diretor do Bartolomew's Hospital, que estava por lá, naquela mesma noite foi até os bastidores para recolocar o meu dedo do pé no lugar certo. Ele ficou sendo meu amigo pela vida toda".
Fratura do hálux
http://www.clinicadeckers.com.br/html/orientacoes/ortopedia/109_fratura-halux.html
Por que nós ainda temos os dedos dos pés?
Sério, por quê? Eles são péssimos para pegar as coisas, quebram facilmente, e eles parecem, em um sentido puramente estético, meio estranhos.
Ler no Acta Obscura.
Nomenclatura
http://blogdopg.blogspot.com.br/2014/06/nomenclatura-para-os-dedos-do-pe.html

23 abril, 2014

O Dia Internacional do Livro

O Dia Internacional do Livro se comemora hoje (23) porque nesse dia, em 1616, teriam falecido dois dos maiores escritores da literatura universal: Cervantes y Shakespeare. Mas é tão errônea essa coincidência como a maioria das teorias sobre os paralelismos em suas vidas e obras.
A data do falecimento
O erro mais difundido é o da data em que eles morreram. Cervantes faleceu no dia 22 de abril, porém foi sepultado no dia 23. Falecido no dia 23 de abril do calendário juliano, a data da morte de Shakespeare corresponderia ao dia 3 de maio do calendário gregoriano (à época não adotado pela Inglaterra).
Nunca se encontraram
Cervantes nunca ouvir falar do gênio de Stratford-upon-Avon. Há evidências de que Shakespeare tenha lido a primeira parte de Dom Quixote. Um é romancista e outro é dramaturgo, e não há influências diretas entre as obras dos dois autores.
Semelhanças de estilo
Estas características devem-se provavelmente ao fato de que os dois escritores viveram na mesma época, tiveram influências culturais próximas e, quiçá, as mesmas leituras – o que os levou a oferecerem "soluções literárias paralelas".

21 novembro, 2007

Os sonetos de William

Entre 1592 e 1594, quando os teatros londrinos foram obrigados a permanecer fechados, em razão da peste que grassava na cidade, isso não ofuscou a fama em ascensão de William Shakespeare que, durante o período, continuou sendo aclamado por seus belos sonetos.
Enviando-me o que publico, Selênia Granja, responsável pelo Blog Incidental, me faz refletir sobre este aspecto. O maior nome da dramaturgia ocidental haver sido também um extraordinário poeta, cujo legado nesta área abrange um conjunto de 154 sonetos.
Este é o de número XIX, traduzido por Ivo Barroso:

"Tempo voraz, ao leão cegas as garras
E à terra fazes devorar seus genes;
Ao tigre as presas hórridas desgarras
E ardes no próprio sangue a eterna fênix.
Pelo caminho vão teus pés ligeiros
Alegres, tristes estações deixando;
Impões-te ao mundo e aos gozos passageiros,
Mas proíbo-te um crime mais nefando:
De meu amor não vinques o semblante
Nem nele imprimas o teu traço duro.
Oh! permite que intacto siga avante
Como padrão do belo no futuro.
-------Ou antes, velho Tempo, sê perverso:
-------Pois jovem sempre há-de o manter meu verso.

09 setembro, 2007

Canse e depois durma

No terceiro ato de Cimbelino, Shakespeare colocou nos lábios de um personagem esta afirmação:
“Ronca o cansaço em cima de uma pedra, enquanto a indolência acha duro o melhor travesseiro.”
Traduzindo isto para o mundo real:
Se não estiver cansado ao ponto não vá para a cama. A menos que aprecie deitar-se num... “colchão de molas cimento”.

Imagem do quadro Insomnia, que Richard Hess fez para o New York Times.