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13 abril, 2026

Datas de fundação das capitais brasileiras

Região Nordeste
Recife (PE): 1537
Salvador (BA): 1549
João Pessoa (PB): 1585
Natal (RN): 1599
São Luís (MA): 1612
Fortaleza (CE): 1726. Data: 13/04, há 300 anos
Maceió (AL): 1815
Teresina (PI): 1852
Aracaju (SE): 1855

Região Sudeste
Vitória (ES): 1551
São Paulo (SP): 1554
Rio de Janeiro (RJ): 1565
Belo Horizonte (MG): 1897

Região Sul
Florianópolis (SC): 1673
Curitiba (PR): 1693
Porto Alegre (RS): 1772

Região Centro-Oeste
Cuiabá (MT): 1719
Campo Grande (MS): 1899
Goiânia (GO): 1933
Brasília (DF): 1960

Região Norte
Belém (PA): 1616
Manaus (AM): 1669
Macapá (AP): 1758
Rio Branco (AC): 1882
Boa Vista (RR): 1890
Porto Velho (RO): 1914
Palmas (TO): 1989

Capitais Federais Históricas
Salvador: 1549 - 1763
Rio de Janeiro: 1763 - 1960
Brasília: 1960 - presente

12 janeiro, 2026

Museu Calouste Gulbenkian

Calouste Sarkis Gulbenkian nasceu em Scutari (atual Üskaüdar, distrito de Istambul, Turquia) em 1869, numa família de origem arménia. Pioneiro da indústria petrolífera e colecionador excepcionalmente perspicaz e conhecedor, Gulbenkian chegou a Portugal em 1942, enquanto a Segunda Guerra Mundial grassava na Europa. Passou os últimos anos da sua vida em Lisboa, onde faleceu em 1955.
Em 1956, com a criação da Fundação que leva o seu nome, o desejo de Gulbenkian – que as obras de arte que reunira ao longo de quatro décadas como colecionador fossem mantidas sob o mesmo teto – foi concretizado.
Este desejo concretizou-se em 1969 com a inauguração do Museu Calouste Gulbenkian. O acervo do museu conta com cerca de 6.000 peças. A amplitude do acervo reflete as preferências e os gostos pessoais de Gulbenkian, que sempre o guiaram. Abrange vários períodos da história da arte, desde a antiguidade clássica e oriental até a arte europeia do início do século XX.
O Museu Calouste Gulbenkian, situado no recinto do Parque de Santa Gertrudes, é um marco da arquitetura museológica em Portugal. Com inúmeras aberturas para o exterior, o edifício oferece aos visitantes um diálogo contínuo entre a Natureza e a Arte.
As galerias de exposição permanente encontram-se no primeiro piso, distribuídas por dois pátios. Cada galeria liga-se à sua sucessora segundo um sistema de classificação cronológica e geográfica, resultando em dois itinerários independentes dentro do circuito geral do museu.
Gulbenkian interessava-se especialmente pela arte oriental (talvez devido às suas próprias origens) e as numerosas cerâmicas, tapetes, tapeçarias, iluminuras, encadernações de livros e candeeiros de mesquita do Oriente da coleção são uma ilustração desse interesse. Estas exposições traçam as várias tendências artísticas da Pérsia, Turquia, Síria, Cáucaso, Arménia e Índia, do século XII ao XVIII, e estão em exposição na Galeria Oriental-Islâmica.

06 julho, 2024

Por que Michael A. Fox é Michael J. Fox?

Nos EUA, quando alguém passa a atuar em filmes, tem que se juntar à guilda dos atores. E a guilda (associação) não permite que dois atores tenham o mesmo nome, para evitar riscos de confusão, especialmente no pagamento de direitos autorais.
Como já havia um ator chamado Michael Fox, Michael J. Fox teve que escolher outro nome.
Geralmente, os atores tomam a inicial de seu nome do meio. Mas Michael J. Fox não queria ser chamado de Michael A. Fox (seu nome do meio é Andrew).
Ele temia que se tornasse uma piada de mau gosto se sua carreira decolasse. De fato, Michael A. Fox seria pronunciado "Michael, uma raposa!" ("Michael, um cara bonito!"). Fox = hunk ("um pedaço de mau caminho"), em linguagem coloquial.
O ator escolheu, portanto, o "J" em vez do "A", em homenagem a um ator que admirava: Michael J. Pollard.

Em 2000, o ator canadense fundou a The Michael J. Fox Foundation, que viria a se tornar o maior financiador sem fins lucrativos de pesquisas sobre a doença de Parkinson no mundo, com mais de US$ 1 bilhão em projetos de pesquisas até o momento. E o logo desta Fundação é uma raposa estilizada.



10 maio, 2021

De Rômulo a Rômulo

Abandonados quando crianças, os irmãos Rômulo e Remo foram amamentados por uma loba.

Loba capitolina

Diz a lenda (*) que a cidade de Roma foi fundada por eles. Rômulo queria chamá-la Roma e edificá-la no Palatino, enquanto Remo desejava nomeá-la Remora e fundá-la sobre o Aventino. Como forma de decidir foi estabelecido que se deveria indicar, através dos auspícios, quem seria escolhido para dar o nome à nova cidade e reinar depois da fundação. Tendo surgido uma discordância sobre quem se tornaria o governante da cidade que eles fundaram, Rômulo acabou matando seu irmão Remo e se tornou o primeiro rei de Roma. Coincidentemente, o último imperador do Império Romano também se chamava Rômulo, formalmente Rômulo Augusto. Ele era conhecido pelo apelido de Pequeno Augusto (Augustulo) e governou por apenas 10 meses. No ano 476, Rômulo cedeu seu trono a um soldado bárbaro chamado Odoacro, que se tornou o primeiro rei da Itália e, com esse evento, a história deu uma volta completa.
Sua deposição por Odoacro tradicionalmente marca o fim do Império Romano no Ocidente, o fim da Roma Antiga, e o começo da Idade Média na Europa Ocidental.

(*) A maioria das histórias foram cridas sem exame, e essa crença é um preconceito. Fábio Pictor relata que, muitos séculos antes dele, uma vestal da cidade de Alba, indo buscar água com o seu cântaro, foi violada e deu à luz a Rômulo e Remo, que eles foram nutridos por uma loba etc. O povo romano acreditou nessa fábula; não perdeu tempo em examinar se naqueles tempos existiam vestais no Lácio, se era possível que a filha de um rei saísse de seu convento com seu cântaro, se era provável que uma loba amamentasse dois meninos em vez de os comer como fazem todos os lobos. Estabelece-se assim o preconceito.
Voltaire, Preconceitos históricos. "Dicionário Filosófico"