Marietta Baderna (1828 – 1892) foi uma bailarina italiana, radicada no Brasil a partir de 1849. Casou-se com o maestro Gioacchino Giannini no Rio de Janeiro e suas apresentações tornaram-se populares na cidade, onde seu sobrenome entrou para o vocabulário do português brasileiro como sinônimo de "confusão".
Movida por seu talento, Baderna estreou nos palcos brasileiros e seu sucesso foi um acontecimento muito celebrado à época, e "baderna" tornou-se sinônimo de "beleza", mas posteriormente, recebeu críticas por parte da elite conservadora ao introduzir, entre os passos do balé clássico, gestos do lundu, da umbigada e de outras danças afro-brasileiras.
Em meio a essa polêmica, aqueles que defendiam sua dança, passaram a ser chamados de "baderneiros" e a palavra "baderna" mudou o seu significado e tornou-se sinônimo de "tumulto".
Com relação aos ataques, Baderna e os fãs revoltados chegaram a ser defendidos por figuras importantes como o escritor José de Alencar.
"Baderna – O memoricídio no dicionário" (imagem da capa) Movida por seu talento, Baderna estreou nos palcos brasileiros e seu sucesso foi um acontecimento muito celebrado à época, e "baderna" tornou-se sinônimo de "beleza", mas posteriormente, recebeu críticas por parte da elite conservadora ao introduzir, entre os passos do balé clássico, gestos do lundu, da umbigada e de outras danças afro-brasileiras.
Em meio a essa polêmica, aqueles que defendiam sua dança, passaram a ser chamados de "baderneiros" e a palavra "baderna" mudou o seu significado e tornou-se sinônimo de "tumulto".
Com relação aos ataques, Baderna e os fãs revoltados chegaram a ser defendidos por figuras importantes como o escritor José de Alencar.
Livro escrito por sua tetraneta, Paula Giannini, que conta a trajetória da artista e explicita mais um caso de apagamento do protagonismo feminino (mesmo no seio da família) na história brasileira.







