~ Strand Magazine, julho de 1897 (Futility Closet)
EntreMentes
O BLOG DO PAULO GURGEL
08 maio, 2026
O rato na chaleira
~ Strand Magazine, julho de 1897 (Futility Closet)
07 maio, 2026
Túnel verde
~ HunterNP, Mastodon
Túnel verde, este sim.
Localizada no bairro Independência, em Porto Alegre (RS), a Rua Gonçalo de Carvalho ganhou projeção internacional ao ser frequentemente citada como a rua mais bonita do mundo. As árvores formam um corredor natural (túnel verde) em plena área urbana. E a rua se tornou um dos símbolos de preservação ambiental na capital gaúcha.
06 maio, 2026
Sincronias
Quaisquer duas coisas que oscilam aproximadamente no mesmo intervalo, se estiverem fisicamente próximas uma da outra, tenderão gradualmente a se encaixar e pulsar exatamente no mesmo intervalo. As coisas são preguiçosas. É preciso menos energia para pulsar cooperativamente do que para pulsar em oposição. Os físicos chamam essa preguiça bela e econômica de arrastamento.
Todos os seres vivos são osciladores. Nós vibramos. Amebas ou humanos, pulsamos, movemo-nos ritmicamente, mudamos ritmicamente; marcamos o tempo. Você pode ver isso na ameba sob o microscópio, vibrando em frequências nos níveis atômico, molecular, subcelular e celular. Essa pulsação constante, delicada e complexa é o próprio processo da vida tornado visível.
Nós, enormes criaturas multicelulares, precisamos coordenar milhões de frequências de oscilação e interações entre frequências diferentes em nossos corpos e no ambiente. A maior parte dessa coordenação é efetuada pela sincronização dos pulsos, pela harmonização das batidas com um ritmo mestre, por sincronização.
Assim como os dois pêndulos, embora por meio de processos mais complexos, duas pessoas podem se sincronizar mutuamente. Um relacionamento humano bem-sucedido envolve sincronia — entrar em sintonia. Se isso não acontecer, o relacionamento será desconfortável ou desastroso.
Considere ações deliberadamente sincronizadas como cantar, entoar cânticos, remar, marchar, dançar, tocar música; considere ritmos sexuais (o namoro e as preliminares são dispositivos para entrar em sincronia). Considere como o bebê (lactente) e a mãe (lactante)estão ligados: o leite sai antes do bebê chorar. Considere o fato de que mulheres que moram juntas tendem a entrar no mesmo ciclo menstrual. Nós nos conectamos o tempo todo.
Ver também:
Metrônomos e vagalumes
05 maio, 2026
Luz e chaves
Pedestre que passava por um local à noite. E notou um homem que rastejava sob um poste de luz, aparentemente procurando algo.
Transeunte: "Você perdeu alguma coisa?"
Homem de joelhos: "Sim, deixei cair minhas chaves."
Transeunte: "Por aqui?"
Homem de joelhos: "Não, ali perto da porta da frente da minha casa."
Transeunte, oça a cabeça e diz: "Então, por que você está procurando por aqui?"
Homem de joelhos: "Porque a luz aqui é melhor."
04 maio, 2026
Sombras têm átomos?
Uma sombra é simplesmente uma área onde não há ou há menos fótons, por que estes foram bloqueados por algo entre a área de sombra e a fonte de luz.
Já átomos individuais projetam sombras!
Isso é compreendido há cerca de 100 anos, mas só foi demonstrado experimentalmente em 2012.
Com técnicas de alta precisão, pesquisadores do Centro para Dinâmicas Quânticas da Universidade de Griffith, na Austrália, conseguiram capturar a imagem da sombra de um átomo de itérbio (David Kielpinski, Nature).
Para a realização da imagem, os pesquisadores precisaram aprisionar o átomo de itérbio dentro de uma câmera de vácuo, segurado por campos magnéticos. Depois, o átomo foi exposto a uma frequência específica de luz que permitiu a captura de imagem por um microscópio de altíssima resolução.
Se a frequência da luz fosse alterada em um bilionésimo de potência, a fotografia já não poderia ser realizada.
Com esses experimentos, a ciência se beneficia de conhecimentos que poderão ser aplicados à computação quântica e, principalmente, a técnicas de microscopia voltadas para a biologia, atividade em que o excesso de luz acaba danificando amostras biológicas, como células e DNA.
Fonte: Tecmundo
03 maio, 2026
Mucuripe
Não sei se posso chamá-la assim pois, para ser uma lost media, primeiro tem que ser uma media, e eu acho que a versão que ele cantava nunca foi gravada. Nunca houve registro da mesma, a não ser na memória de quem andava com ele.
Eis a história de "Mucuripe", copidescada de @meubrasil, no Instagram:
Belchior tinha vinte e quatro anos e, depois das aulas na Faculdade de Medicina, ele se juntava com os amigos e iam para o bar do Anísio, que ficava na praia do Mucuripe.
Um dia, Belchior estava lá observando o vai e vem das jangadas e lembrou-se de uma cena de filme antigo, em que uma pessoa dialogando com a mulher de um marinheiro, dizia-lhe para entregar todas as mágoas e sofrimentos para o mar.
É por isso que, na música, ele diz: "Vou mandar as minhas mágoas pras águas fundas do mar."
Certo dia, Fagner estava no Anísio conversando com amigos, quando Belchior lhe entregou um papel, dizendo:
– Fagner, dá uma olhada nisto
O que tinha no papel era a letra de "Mucuripe", uma canção que futuramente seria gravada por Elis Regina, Roberto Carlos, Nelson Gonçalves e pelo próprio Fagner.
Fagner levou o papel para casa e, no dia seguinte, quando almoçava com a família, uma melodia surgiu em sua cabeça. Na mesma hora, correu para o seu quarto onde se trancou.
Não demora, Fagner apareceu com a música pronta no bar do Anísio e causou espanto. Quem ouviu aquele canção logo percebeu que era só uma questão de tempo para virar um sucesso nacional.
O próprio Belchior reconheceu que a versão do Fagner era muito melhor do que a dele. É que, antes de entregar aquele papel com a letra para o Fagner, Belchior já havia colocado uma melodia em "Mucuripe", que ele até cantava no bar do Anísio.
Ou seja, "Mucuripe" virou uma letra com duas versões melódicas – bem diferentes.
02 maio, 2026
Patriotismo cego
Instalada recentemente em Waterloo Place, em Londres, a obra mostra um homem de terno dando um passo à frente do seu pedestal, enquanto uma grande bandeira cobre-lhe completamente o rosto. A figura parece confiante, mas o próximo passo, que o leva ao vazio, transforma o momento seguinte em algo inseguro.
Vem atraindo os fãs locais e, através da mídia e da internet, os seus admiradores por todo o mundo. Como costuma acontecer no que diz respeito às obras que ele faz com forte teor político.
Bansky no Blog EM:
2017: O amor nos tempos do smartphone
2018: Arte picotada
2020: Uma nova heroína
O Maracujá
A velhice não estava entre as minhas aflições. Era apenas a ruína inevitável dos outros.
O que é ser velho?
Hoje eu sei. Ou, ao menos, sei mais do que ele sabia.
E, ainda assim, há dias em que me surpreendo diante do espelho, quase paralisado. Olho com uma estranheza quase infantil para aquele rosto e penso, com uma sinceridade desarmada:
Não pode ser. Isso não sou eu.
Há um desencontro profundo entre o que os olhos veem e o que o peito sente. O espelho me mostra um homem gasto: a pele do pescoço frouxa, as bochechas rendidas pela gravidade, a testa sulcada - tanto no riso quanto na dor, como se um e outro estivessem sempre presentes. É um corpo que revela.
Que denuncia.
Que conta, sem pedir licença, a história que o tempo escreveu.
Mas há mudanças mais silenciosas, mais fundas - aquelas que o espelho não alcança. Descobri, por exemplo, que o choro se tornou fácil. Agora ele brota quieto, como quem já não tenta conter o que transborda.
Não consigo olhar fotografias dos meus filhos pequenos. Evito - como quem evita um lugar perigoso. Porque a saudade não chega: avança. É súbita, afiada, quase física. Dá uma vontade desmedida de voltar no tempo.
Não para refazer grandes escolhas - elas foram acertadas. Mas para o pequeno. Segurar de novo aqueles corpos leves no colo. Sentir o calor deles adormecendo sobre o peito. Beijar as testas mornas.
A velhice me alcança com força nesses instantes. Não pelo que perdi - mas pelo que foi bom demais para caber apenas na memória.
Por isso, às vezes, fecho os álbuns antes da última página. Não por esquecimento. Por excesso.
As fotografias de meu pai - morto há trinta e cinco anos - ainda sabem me encontrar. Basta um segundo a mais… e algo cede por dentro. É um choro manso. Uma dor educada, comportada, desavergonhada - que aprendeu a falar baixo.
Nos momentos importantes, penso nele. Essa ausência nunca envelheceu. Queria que estivesse aqui - nem que fosse para ver o tamborete que acabei de fazer na oficina.
Há, nisso tudo, uma ironia discreta. A velhice só pesa quando me lembro dela. No resto, sigo vivendo - às vezes até com humor. Gosto de me chamar de velho quando tropeço, quando subo escadas e as pernas reclamam, quando o corpo, com sua honestidade brutal, me lembra dos limites.
Mas, se o corpo envelhece com franqueza quase cruel, o pensamento fez o caminho inverso. Hoje penso com mais leveza. Já não me agarro às minhas certezas. Compreendo mais do que julgo. Observo mais do que reajo.
Há uma serenidade que não existia antes - não por virtude, mas por realismo. Vejo o mundo com uma clareza que a pressa da juventude não permitia. Percebo padrões. Às vezes, antevejo finais.
Você já sabia? - perguntam.
Não. Eu não sabia. Apenas aprendi que o mundo se repete.
E é assim que respondo ao jovem que fui:
Ser velho não é apenas perder.
É um deslocamento.
O corpo enruga.
Mas algo dentro - silencioso - rejuvenesce.
Talvez porque já não precise provar nada.
Ou porque o essencial, enfim, tenha se revelado.
Envelhecer é isso:
a casca se fragiliza, por dentro, a vida insiste.
E insiste com esplendor.
Exatamente como um maracujá.
01 maio, 2026
Farmácia na UE
30 abril, 2026
A baleia Timmy
Diversas tentativas de salvamento já foram feitas, entre elas a escavação de canais para facilitar sua saída, mas todas fracassaram.
A mais recente operação de resgate, financiada por dois empresários, consiste no transporte do mamífero marinho em uma barcaça com um compartimento cheio de água, normalmente usada para levar outras embarcações, da costa alemã do Mar Báltico até áreas mais profundas.
Nesta quarta-feira, 29, a barcaça, rebocada por um barco, chegou às águas dinamarquesas, seguindo em direção ao Mar do Norte.
Apesar do alívio, o desfecho ainda é incerto.
Especialistas alertam que o transporte pode causar estresse intenso ao animal, que já está debilitado. E também há dúvidas se a baleia vai resistir ao trajeto ou se conseguirá se readaptar ao mar aberto, após tanto tempo em condições adversas.
29 abril, 2026
Arre, que arrogância!
O verdadeiro problema não é Trump em si, mas o sistema que permitiu que ele se tornasse Presidente. Se os Estados Unidos, vistos como uma das grandes potências dos séculos XX e XXI, podem eleger uma pessoa tão superficial, o país pode estar já no caminho do declínio. Outrora conhecida por liderar em ciência, tecnologia e cultura, a que se diz América agora é governada por discursos populistas, teorias da conspiração e uma política que trata a ignorância como uma virtude.
Trump também é um símbolo. Ele reflete o que uma grande parte do público americano — consciente ou não — escolheu: uma sociedade que vê a ignorância como bravura e rejeita o conhecimento e a expertise. Em um ambiente como esse, um líder como Trump parece quase inevitável.
Isso é perigoso para o mundo inteiro. Enquanto uma figura como Trump liderar uma superpotência como os Estados Unidos, a estabilidade global dependerá de seus caprichos, truths e rancores pessoais. A ideia da diplomacia e da diplomacia cuidadosa desaparecem, e até mesmo as questões mais sérias se tornam parte de um show. Isso poderia marcar o começo do fim, não apenas para a que se diz América, mas para todos.
28 abril, 2026
Um balanço famoso
Esta foto mostra um balanço que atravessa a fronteira internacional entre a Bélgica e os Países Baixos. Fica na divisa entre as municipalidades de Baarle-Hertog (Bélgica) e Baarle-Nassau (Países Baixos).
A região de Baarle é conhecida por ter uma das fronteiras mais complexas do mundo, com enclaves belgas dentro do território holandês e vice-versa. E o balanço simboliza a facilidade de circulação entre os dois países, onde os moradores costumam cruzar a fronteira muitas vezes por dia.
Ao permitir que as pessoas mudem de país com um simples movimento, este balanço tornou-se uma atração turística popular.
27 abril, 2026
O Cão da Itaoca
Pois bem. No início da década de 1940, quando a noite caía na Rua Romeu Martins, era melhor ficar dentro de casa porque ele aparecia. Era um capeta cheio de atitudes e com olhos de fogo, que se instalou na casa de um oficial da Força Pública.
26 abril, 2026
Violão amigo
Com Joyce (voz, assovio e violão), Yuka Kido (flauta), Kazuo Yoshida (bateria), Benisuke Sakai (baixo), Tomohiro Yahiro (percussão) e Osamu Kobayashi (piano)
25 abril, 2026
O jogo de cartas
24 abril, 2026
Otimismo
Cada vez mais admiro a resiliência.
Não a simples resistência de um travesseiro,
mas a tenacidade sinuosa de uma árvore:
ela se vira para o outro.
Uma inteligência cega, sem dúvida.
Mas dessa persistência surgiram tartarugas, rios, mitocôndrias, figos
— toda essa terra resinosa e irredutível.
23 abril, 2026
O bastão do cego
Então os homens decidem ir caminhando. Por coincidência, eles iam para o mesmo lugar. Depois de algum tempo, o homem fica irritado com o som do bastão do cego batendo no chão. No meio do caminho ele diz:
E o ceguinho imediatamente responde:
22 abril, 2026
A garota que sorri
É a fotografia de uma garota que sorri. Mas só conseguirá vê-la sorrindo... se você ficar com os olhos semicerrados.
21 abril, 2026
Uma questão "científica" para todas as épocas
- Se você deixar cair uma fatia de pão com manteiga, ela cairá no chão com a manteiga virada para baixo (Lei de Murphy).
- Se um gato for solto de uma janela ou de outro lugar alto, ele cairá em pé.
A resposta é bastante fácil de deduzir, mesmo sem realizar qualquer experimento. As leis das emulsões exigem que a manteiga atinja o chão e as leis igualmente rigorosas da aerodinâmica felina exigem que o gato não possa bater as costas no chão.
E a natureza não tem como resolver o paradoxo da estrutura combinada. Portanto, esta simplesmente não cai.
20 abril, 2026
Como ser uma árvore
(tradução: PGCS)
As árvores nos oferecem algumas das mais ricas metáforas para nossas próprias vidas — uma lente refinada sobre a qualidade da atenção que dedicamos ao mundo. "A árvore que comove alguns até às lágrimas de alegria é, aos olhos de outros, apenas uma coisa verde que atrapalha o caminho", escreveu William Blake. Walt Whitman as considerava nossas maiores mestras em viver com autenticidade . Para Hermann Hesse, a chave para a alegria existencial estava em aprender a ouvir as árvores.
Mas muito além do âmbito das metáforas criadas pelo homem, as árvores são maravilhas soberanas da natureza, deslumbrantes na poética inata de sua realidade biológica e ecológica. Sua fotossíntese é a maneira que a natureza encontra para produzir vida a partir da luz. A clorofila — que compartilha uma afinidade química com a hemoglobina em nosso sangue — permite que uma árvore capture fótons, extraindo uma porção de sua energia para produzir os açúcares que a constituem — a matéria-prima para folhas, casca, raízes e galhos — e liberando os fótons em comprimentos de onda mais baixos de volta para a atmosfera. Uma árvore é um captador de luz que gera vida a partir do ar — um olho enorme sintonizado com a luz do universo.
As árvores absorvem avidamente a luz vermelha — os comprimentos de onda mais longos do espectro visível — mas a luz infravermelha vizinha passa diretamente através delas. Sob a copa das árvores, onde a competição por esses comprimentos de onda é acirrada, a luz vermelha se esgota e a infravermelha domina. Embora as árvores não possam absorver a luz infravermelha, elas, diferentemente dos humanos, conseguem "enxergá-la" com fotorreceptores químicos chamados fitocromos. A proporção entre os dois tipos de luz indica às árvores o quanto devem crescer e em qual direção, com os fitocromos atuando como interruptores liga/desliga para o crescimento. A abundância de luz vermelha sob céus desimpedidos liga o interruptor, sinalizando para a árvore espalhar seus galhos amplamente em quaisquer espaços vazios na copa; na sombra densa onde a luz infravermelha domina, o interruptor desliga, reduzindo o crescimento dos galhos laterais e fazendo com que a árvore cresça verticalmente, buscando o céu aberto.
Com a chegada do outono, que refresca o ar e diminui a luminosidade, a alquimia de transformar a luz em crescimento torna-se metabolicamente muito custosa para as árvores de folha caduca. A clorofila começa a se decompor, revelando os outros pigmentos que sempre estiveram presentes — o amarelo da xantofila, o laranja dos carotenoides, os vermelhos e roxos das antocianinas, transformando a copa das árvores em uma ária de cores. Entretanto, a camada de células que mantém o caule preso ao ramo começa a se desfazer. As folhas começam a se soltar — um processo conhecido como abscisão.
Mas, ao despojarem os galhos, revelam os pequenos botões dos novos brotos que se formaram durante todo o verão, preparando o crescimento para a próxima primavera. Esqueléticas e pulmonares, as árvores de inverno erguem-se contra o céu plúmbeo, sua casca um poema em braille de resiliência.
19 abril, 2026
A festa das redes sociais personificadas
– Sou o único que responde as perguntas aqui. (ChatGPT)Nessa recriação, uma adorável senhora representando o Facebook aparece como guardiã de relíquias de família que sua mãe agora só usa para enviar felicitações de aniversário e republicar frases motivacionais (algo tão real quanto a própria vida). O Instagram é obcecado por filtros, poses e locais "instagramáveis" , enquanto copia descaradamente o TikTok, o novo "organizador das festas", que só pensa em conteúdo viral e crianças viciadas como se fossem drogados.
Naturalmente, o X, o Twitter "repaginado" com seu complexo de identidade, se apresenta como uma zona de guerra permanente e psicopática, onde o importante é cancelar alguém ou alguma coisa antes do almoço. Enquanto isso, o YouTube tenta vender sua redenção moral após anos de conteúdo duvidoso, usando a desculpa de que "fazemos tudo pelas crianças"... Ahã, sei. E, acima de tudo, pelas marcas.
Nessa realidade encenada, ninguém engana ninguém: todos admitem, com diferentes graus de vergonha, que o verdadeiro negócio é otimizar a extração de dados e monetizar os usuários, enquanto os próprios usuários acreditam ser os que lucram (uma forma curiosa de se referir às migalhas). Até mesmo novatos como o Twitch e outras plataformas obscuras estão entrando no caos, demonstrando que a linha que separa entretenimento, publicidade e venda de privacidade desapareceu há muito tempo.
A piada final é quase cativante, graças às risadas gravadas. Menção especial para o ChatGPT, que nem sequer é uma rede social, mas está simplesmente perambulando por aí tentando "contribuir com alguma coisa" ao som de música de terror. Porque nenhuma das redes sociais na festa sabe o que está por suceder".
18 abril, 2026
Chico Buarque - Ele Faz Cinema
Este site-livro é o resultado de um trabalho de pesquisa, que se encontra disponível gratuitamente e sem qualquer caráter comercial.
Divide-se em oito seções apresentando: a música de Chico no cinema (por meio de trilhas); o cinema na música de Chico (as referências da música do compositor na sétima arte); os livros de Chico no cinema (adaptações de sua obra literária); o cinema nos livros de Chico (alusões ao cinema em seus livros); o teatro de Chico no cinema (trabalhos do músico no teatro levado às telas); Chico ator de cinema; a vida de Chico no cinema (documentários e programas dos quais é protagonista); e o cinema na vida de Chico (ou como a sétima arte permeou sua vida).
Numa conta sempre sujeita a omissões, Mattos localizou 60 títulos, entre filmes de ficção e documentários, longas e curtas-metragens, com canções de Chico em suas trilhas musicais. O primeiro deles foi há exatos 60 anos, quando ele compôs a trilha para o filme "O Anjo Assassino" (1966).
17 abril, 2026
A queda do homem focada na libertação feminina
O rico e o pobre são duas pessoas
O soldado protege os dois
E o operário trabalha pelos três
E o vagabundo come pelos quatro
E o advogado defende os cinco
E o juiz condena os seis
E o medico examina os sete
E o coveiro enterra os oito
E o diabo carrega os nove
E a mulher engana os dez (bis)
2 Na versão das Velhas Virgens (rock)
O rico e o pobre são duas pessoas
O soldado protege os dois
O operário trabalha pelos três
O cidadão paga pelos quatro
O vagabundo come pelos cinco
O advogado rouba os seis
O juiz condena os sete
O médico mata os oito
O coveiro enterra os nove
E o diabo leva os dez
Mas a mulher, a mulher engana os onze
A mulher engana os onze de uma vez
Água morro abaixo
Fogo morro acima
E mulher quando quer dar, ninguém segura
3 Na versão do Zuleta (cartum)
É uma sátira da história bíblica de Adão e Eva, sugerindo que Eva escapou do patriarcado. A ilustração mostra Adão e uma figura de autoridade (possivelmente Deus) amarrados por meio da serpente a uma árvore, enquanto Eva foge livremente. A cena subverte a narrativa tradicional da "queda do homem", ao focá-la na libertação feminina.
16 abril, 2026
Gabinete da Paródia
ÚLTIMO DESPEJO
Nosso amor que eu não esqueço
E que teve seu começo
Numa Festa do Chitão
Morre hoje no porrete
Sem distrato e sem "bilete"
Sem lucrar, sem ter pensão.
PARATOLOS
O meu pai era tucano
Meu avô, da TFP
O meu bisavô, bicheiro
Meu tataravô, barão
Vou a Miami todo ano
Sou "coxinha" brasileiro.
NOVO CANTO DA EMA
A ema gemeu no tronco do juremá.
(Dizem que) a ema gemeu no tronco do juremá. (bis)
Você bem sabe que a ema quando bica
Vem trazendo em seu bico um bocado de azar.
Eu tenho medo, pois acho que é muito cedo
Muito cedo, meu benzinho, pra cloroquina acabar.
PERSEGUIÇÃO
- Se entrega, Corisco!
- Eu não me entrego, não!
Vou falar com o embaixador
Pra sair da aperriação.
- Se entrega,Corisco!
- Eu não me entrego, não!
Não me entrego pra PF
Não me entrego pro Xandão
Eu me entrego só na Hungria
De "arminha" aqui na mão.
(Mais fortes são os poderes do Supremo!)
15 abril, 2026
O Cavalo em Movimento
Descoberta. As fotografias provaram que o cavalo realmente fica com todos os cascos no ar em determinado momento.
Inovação. Utilizando um sistema de 12 câmeras com obturadores ultrarrápidos disparados por fios, Muybridge capturou momentos imperceptíveis ao olho humano.
Legado. Este experimento é considerado um precursor fundamental do cinema moderno e do estudo científico do movimento.
14 abril, 2026
O navio porta-drones
Em termos práticos, provavelmente nenhuma marinha iria arriscar avançar o NRP D. Joao II sozinho – particularmente porque este, que se saiba, não costuma ter um sistema de defesa instalado. Contudo, não deixa de ser revolucionário ao permitir operações múltiplas, a partir de um único navio, sendo a maior valia a sua utilização em conflitos de baixa e média intensidade.
Porta-drones atuais
- China: O Zhu Hai Yun, desde 2022. Realiza pesquisas oceanográficas e de economia marinha.
- Turquia: A Marinha Turca opera, desde 2023, o TCG Anadolu, um navio de assalto anfíbio. Este é considerado o primeiro da categoria (Plataforma Naval Multifuncional) para fins militares.
- Portugal: a Marinha Portuguesa prevê, para o segundo semestre de 2026, a entrega do NRP D. João II pelo estaleiro Damen (Romênia). Será capaz de operar drones aéreos, aquáticos e subaquáticos, e ainda helicópteros médios e pesados.
- Irã: tenta a construção do seu porta-dones Shahid Bagheri.
13 abril, 2026
Datas de fundação das capitais brasileiras
Região Nordeste
Recife (PE): 1537
Salvador (BA): 1549
João Pessoa (PB): 1585
Natal (RN): 1599
São Luís (MA): 1612
Fortaleza (CE): 1726. Data: 13/04, há 300 anos
Maceió (AL): 1815
Teresina (PI): 1852
Aracaju (SE): 1855
Região Sudeste
Vitória (ES): 1551
São Paulo (SP): 1554
Rio de Janeiro (RJ): 1565
Belo Horizonte (MG): 1897
Região Sul
Florianópolis (SC): 1673
Curitiba (PR): 1693
Porto Alegre (RS): 1772
Região Centro-Oeste
Cuiabá (MT): 1719
Campo Grande (MS): 1899
Goiânia (GO): 1933
Brasília (DF): 1960
Região Norte
Belém (PA): 1616
Manaus (AM): 1669
Macapá (AP): 1758
Rio Branco (AC): 1882
Boa Vista (RR): 1890
Porto Velho (RO): 1914
Palmas (TO): 1989
Capitais Federais Históricas
Salvador: 1549 - 1763
Rio de Janeiro: 1763 - 1960
Brasília: 1960 - presente
12 abril, 2026
O Monstro da Água Verde
Testemunhas oculares descreveram-na como tendo a forma de uma tartaruga com chifres, de um lagarto encantado e, ainda, de um boi com um olho só.
O caso teve repercussão nacional, mobilizando até uma força especial do DNOCS, armada e treinada para capturar a criatura.
No entanto, contrastando com os relatos lendários, apenas um jacaretinga de tamanho comum (com 1,6 metro e 32 quilos) foi encontrado. E as buscas foram oficialmente encerradas.
A história deste monstro inspirou reportagens publicadas no jornal "O Povo" e na revista "O Cruzeiro". Até uma cachaça foi à época batizada com o nome de “Bicho da Água Verde”. E, consolidando a fama que alcançou, empalharam-no (antes de virar um "caro data vermibus", digamos assim) a fim de que todos pudessem vê-lo no museu da cidade.
http://www.blitzliteraria.com.br/2026/01/o-monstro-do-acude-botija-da-fazenda.html
11 abril, 2026
A melancia enquanto símbolo
Nesta linha de raciocínio, o emoji da melancia (🍉) também é amplamente utilizado nas redes sociais. A fim de evitar o "shadow banning" (redução de alcance) por algoritmos que suprimem os termos que se relacionam com a causa palestina.
10 abril, 2026
A geração mimeógrafo
Autores que se destacaram nesse cenário marginal:
Cacaso, nome artístico de Antônio Carlos de Brito, que ganhou publicidade com a antologia "26 poetas hoje"; Chacal, pseudônimo de Ricardo de Carvalho Duarte, autor de "Preço da Passagem", livro que foi vendido para que ele pudesse conhecer de perto a contracultura na Inglaterra; Paulo Leminski, que preferia fazer poemas breves, trocadilhos, haicais e brincar com ditados populares; Waly Salomão, autor do livro "Me segura qu'eu vou dar um troço"; e o compositor Torquato Neto, um dos participantes do movimento tropicalista.
09 abril, 2026
A adoção do nome Homer Simpson
O romance de Nathanael West, de 1939, "The Day of the Locust" (O Dia do Gafanhoto), contém um personagem chamado Homer Simpson.
Em 2012, numa entrevista para a "Smithsonian", Matt Groening disse:
"Peguei esse nome de um personagem secundário do romance "O Dia do Gafanhoto", de Nathanael West. Como Homer era o nome do meu pai, e eu achei Simpson um nome engraçado por ter a palavra "simp" nele, que é abreviação de "simpleton" (simplório), eu simplesmente o adotei."A imagem mostra um close-up estilizado dos olhos e boca do personagem Homer Simpson da série de televisão "Os Simpsons". (FC e links)
08 abril, 2026
O parto da baleia cachalote
O vídeo, gravado em 2023 no Caribe, mostra baleias fêmeas trabalhando juntas para auxiliar uma baleia, nos cuidados com o filhote logo após o parto.
O parto em si durou cerca de meia hora. Em seguida, as baleias (avó e tias) se revezaram, em grupos de duas ou três, erguendo o filhote acima da água com seus corpos, por várias horas, até que ele conseguisse nadar sozinho.
É um nível de coordenação extremamente incomum no reino animal, especialmente fora da ordem dos primatas como macacos e humanos.
http://apnews.com/article/sperm-whale-birth-video-drone-ad85d8ad8454d7bd25807304699d3c74
http://www.neatorama.com/2026/03/27/Families-of-Whales-Band-Together-to-Support-Newborn/
07 abril, 2026
Qual é o país mais redondo?
Gonzalo Ciruelos, “What is the roundest country?”, Math Horizons
06 abril, 2026
Um exemplo pioneiro de interação homem-máquina de alto nível
Ao longo de sua vida, Hawking manteve o foco em entender o universo por meio da observação científica e das evidências. Sua posição sobre religião e Deus refletia seu compromisso em buscar explicações baseadas em leis naturais, em vez de intervenções sobrenaturais. (Lucas Rabello)
Componentes e Funcionamento do Sistema de Comunicação (TecMundo)
- Sensor Infravermelho: Instalado nos óculos e apontado para a bochecha de Hawking, o sensor detectava contrações musculares, permitindo selecionar letras e comandos.
- Software ACAT (Assistive Context-Aware Toolkit): Desenvolvido pela Intel, funcionava como um corretor avançado, prevendo palavras para acelerar a comunicação.
- Sintetizador de Fala: Um computador integrado transformava o texto selecionado em sua voz robótica icônica.
- Controle de Ambiente: A cadeira permitia que ele controlasse remotamente luzes, portas, televisão e som em sua casa.
- Conectividade: O sistema incluía um hub USB e componentes eletrônicos alimentados por baterias, permitindo uso contínuo.
05 abril, 2026
Vou-me embora pro Passado
Desta vez, apresentando uma paródia construída "na casca" (como ele diz) do famoso poema “Vou-me embora pra Pasárgada”, de Manuel Bandeira.
Na Bodega do Quirinal
Vida de candidato
Comício de beco estreito









