EntreMentes
O BLOG DO PAULO GURGEL
06 junho, 2026
Por que elefantes não têm bolas?
- Sim. Bolas, do inglês "balls".
Claro, sendo machos, os elefantes machos têm que ter testículos, como é o caso de quase todos os mamíferos machos (eu disse quase). O que os elefantes não têm é um escroto. Então, eles têm bolas. Eles simplesmente não têm bolas externas. É como uma baleia, exceto que aparentemente os elefantes nunca mostraram nenhum sinal de que, em seu passado evolutivo, tivessem um escroto; ao contrário das baleias, que possivelmente tinham. Os testículos das baleias estão dentro de seus corpos para mantê-los na temperatura perfeita. Se a maioria dos outros mamíferos (incluindo humanos) tivesse suas bolas dentro de seus corpos, o esperma cozinharia. (Ericles Lima, Quora)
- Mas este aqui possui UMA bola. O que já é um começo...
05 junho, 2026
O legado que Thermen deixou no Ocidente
As pessoas que conheceram Termen depois da guerra comentaram que ele mal movia os lábios enquanto falava, um hábito adquirido por viver sob constante vigilância.
No final da década de 60, Termen deixou o trabalho de espionagem e conseguiu um emprego em uma universidade, onde fazia pesquisa acústica. Certo dia, um jornalista ocidental em visita encontrou Termen e, infelizmente, noticiou no New York Times que ele ainda estava vivo.
Isso foi demais para o chefe de Termen, que levou todos os instrumentos musicais dele para fora e os destruiu com um machado. "Eletricidade só serve para fazer cadeiras elétricas", explicou. E assim terminou a carreira universitária de Termen.
É assim que a opressão muitas vezes se manifesta. Ninguém ligou de Moscou para dizer a esse cara para destruir a obra de Termen. Mas ele não quis se arriscar e adotou uma postura proativa.
O resto da vida de Termen foi gasto tentando encontrar um pequeno espaço para trabalhar. Ele recebeu um pequeno quarto individual em um apartamento compartilhado, que encheu de equipamentos e arquivos antigos. Ele nunca parou de dar aulas de theremin.
Ele passou seus últimos anos tentando despertar interesse em um dispositivo chamado microscópio do tempo. Havia minúsculos corpúsculos no sangue que podiam ser vistos com o equipamento fotográfico de alta velocidade adequado. Eles eram a chave para a imortalidade.
As pessoas que convidaram Termen para conferências musicais no final de sua vida fizeram grandes esforços para mantê-lo em silêncio sobre o microscópio temporal. Assim frustrado, ele morreu em novembro de 1993, aos 97 anos.
Apesar dos esforços de músicos como Clara Rockmore e de participações ocasionais em músicas populares, como "Good Vibrations", o theremin permaneceu um instrumento de nicho. Os poucos músicos de estúdio que sabiam tocá-lo ganhavam muito bem compondo trilhas sonoras para filmes. Mas o theremin tinha esse poder de cativar a imaginação. Inspirou uma geração de pessoas como Robert Moog, o grande pioneiro dos sintetizadores, que começou fabricando theremins e nunca perdeu a paixão por eles. Moog considera o reparo do theremin original de Clara Rockmore o ponto alto de sua carreira.
O que tornou o instrumento tão durável foi sua bela simplicidade. Não apenas como interface, mas como circuito. É um dos circuitos de rádio "reais" mais simples que você pode construir. O projeto original de Termen exigia apenas cinco válvulas eletrônicas. Por isso, sempre foi um elemento básico em projetos de eletrônica caseira e um ótimo ponto de partida para experimentos. Era "hackeável" no melhor sentido da palavra.
E, claro, o theremin, e Termen, têm outro legado, em todos os dispositivos com tela capacitiva (sensível ao toque). Esses celulares em nossos bolsos não são apenas dispositivos de vigilância, mas pequenos theremins, capazes de rastrear a posição dos seus dedos com a mesma magia elétrica que Termen usava para criar música. Acho maravilhoso que o legado desse homem se estenda até aí.
Gostaria de encerrar com minha anedota favorita sobre Termen, do final de sua vida. Termen passou anos tentando se filiar ao Partido Comunista, e eles sempre arranjavam desculpas para rejeitá-lo.
Quando ele tinha noventa anos, candidatou-se novamente, mas disseram-lhe que para ingressar teria de fazer um curso avançado de cinco anos em marxismo-leninismo. Então ele o fez. Frequentou a escola noturna e concluiu o curso.
Em 1991, literalmente semanas antes da queda da União Soviética, Termen recebeu seu distintivo do partido. O bolchevique de 95 anos foi, por um breve período, o comunista mais jovem do país. Naturalmente, as pessoas lhe perguntavam: "Lev Sergeyevich, por que diabos você se filiaria ao Partido Comunista agora, quando todos os outros estão saindo?" Ele lhes deu a resposta mais ousada que se possa imaginar: "Eu prometi a Lenin."
Prometi à Tasha e ao Mike que minha apresentação teria duração de trinta minutos. Muito obrigado a todos!
(Aplausos estrondosos e prolongados.)
OUR COMRADE THE ELECTRON (NOSSO CAMARADA, O ELÉTRON) - 10.ª parte desta palestra, que Maciej Ceglowski proferiu em 14/02/2014, na Webstock, em Wellington, Nova Zelândia.
[http://idlewords.com/]
Traduzida por Paulo Gurgel.
04 junho, 2026
Sobre as armas de fogo para os cartéis mexicanos de drogas
- O "tráfico de formigas". A principal forma de operação. Centenas de "laranjas" (cidadãos americanos sem antecedentes criminais) compram legalmente uma ou mais armas em lojas, supermercados, internet ou feiras de armas nos EUA.
- Contrabando pela fronteira. Essas armas são então escondidas em veículos e contrabandeadas através da fronteira para o México, onde são vendidas aos cartéis.
- Falta de controle eficaz. A diferença na legislação é um fator chave. Enquanto o México tem uma das leis mais restritivas do mundo, os EUA possuem milhares de pontos de venda próximos à fronteira, facilitando as compras ilegais.
03 junho, 2026
A evolução do cinema
... dos dispositivos de armazenamento de dados
02 junho, 2026
Gelo fino
01 junho, 2026
O quadrado mágico de Lo Shu
31 maio, 2026
Zé do Norte
O menino Alfredo Ricardo, órfão de pai e de mãe, teve uma infância muito pobre. Trabalhou na enxada, apanhou algodão, conduziu tropas de burro. Gostava de cantar desde a infância, mas sem imaginar que isso pudesse ser um meio de vida.
Em 1921, foi para Fortaleza e alistou-se no Exército, indo servir no Rio de Janeiro. Convidado, atuou em programa de rádio, obtendo grande sucesso com uma embolada de sua autoria. Acabou sendo levado para a Rádio Tupi onde passou a cantar adotando o pseudônimo de Zé do Norte, em 1940.
Zé do Norte publicou o livro "Brasil Sertanejo" em 1948 e, cinco anos depois, indicado pela escritora cearense Raquel de Queiroz, atuou como consultor de linguajar nordestino e compositor no filme "O Cangaceiro", de Lima Barreto (1953). Sua música "Mulher Rendeira" (sobre motivo atribuído a Virgulino Ferreira, o Lampião) ficou mundialmente conhecida após ser incluída no referido filme.
O sucesso desta fita em Cannes elevou Zé do Norte ao Olimpo do cancioneiro popular nacional. Outras de suas canções de sucesso foram: "Sôdade, Meu Bem Sôdade", gravada por Nana Caymmi e Maria Bethânia, entre outros, e "Lua Bonita", gravada por Raul Seixas e Belchior (vídeo), entre outros.
Contudo, é provável que ele tenha feito modificações em canções que já fossem cantadas pelos sertões nordestinos. Ou, então, que ele tenha adotado como suas (hipótese José Neumanne Pinto) as canções que sua mãe cantava no sertão do Rio do Peixe.
"Lua Bonita" c/ Belchior e Dominguinhos
30 maio, 2026
Roteadores Wi-Fi comuns poderão em breve identificar pessoas
"O funcionamento é semelhante ao de uma câmera comum, com a diferença de que, em nosso caso, ondas de rádio são utilizadas em vez de ondas de luz para o reconhecimento", explica o especialista em cibersegurança o professor Thorsten Strufe, do KASTEL. "Portanto, não importa se você está carregando um dispositivo Wi-Fi ou não."
Desligar o smartphone não é suficiente para evitar a detecção. Dispositivos sem fio próximos, conectados à rede, ainda geram sinal suficiente para que o sistema funcione.
A precisão quase perfeita levanta preocupações com a privacidade
A tecnologia é poderosa, mas ao mesmo tempo acarreta riscos aos nossos direitos fundamentais, especialmente à privacidade.
Os pesquisadores estão particularmente preocupados com a forma como a tecnologia poderia ser usada em países autoritários para monitorar manifestantes ou rastrear cidadãos sem o seu conhecimento. Eles defendem a inclusão de proteções e salvaguardas de privacidade mais robustas no próximo padrão Wi-Fi IEEE 802.11bf.
Extraído de: Instituto de Tecnologia de Karlsruhe ( KIT). "O Wi-Fi comum agora pode identificar pessoas com precisão quase perfeita."
29 maio, 2026
Mulher de 30 e Homem de 30
Intérprete: Miltinho
Você, mulher / Que já viveu, que já sofreu / Não minta / Um triste adeus, nos olhos seus / A gente vê, mulher de trinta.
http://youtu.be/03IuPyCrcOQ?si=gXCY4mo-ytcrXL-7
Homem de Trinta
Álbum "Sinceramente"
Eu me desenho, amor / Como se pinta / Um quadro novo com o brilho e a cor / De todo homem de trinta.
https://youtu.be/aB80YLzDhqs?si=-dAtujfkrBUIN-9P
28 maio, 2026
Tridente
27 maio, 2026
ARGUMENTUM EX SILENTIO
26 maio, 2026
Novo teste de embriaguez
– Senhor, por que todas essas facas? – pergunta.
– São para o meu número de malabarismo – ele responde.
– Prove – diz o policial.
O homem sai do carro e faz malabarismo com as facas.
Nisso, dois homens passam de carro.
– Puxa – diz um deles –, ainda bem que parei de beber. Esses novos testes de embriaguez estão cada vez mais difíceis.
(http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=15966)
25 maio, 2026
Dois homens, duas toalhas...
Dois homens, duas toalhas e música! Isso é tudo de que eles precisam para fazer o público rir.
Todo dia 25 de maio os fãs da série "O guia do mochileiro das galáxias", do autor britânico Douglas Adams, comemoram o Dia da Toalha. A série de cinco livros conta a história de Arthur Dent e seus amigos em aventuras pelo espaço, e a toalha é um item essencial para esses viajantes. Por isso, durante todo esse dia, os fãs carregam uma toalha com eles. Alguns usam como uma capa, outros como um turbante, o importante é carregá-la todo o tempo e, claro, postar fotos nas redes sociais. ou vídeos nos blogues.
24 maio, 2026
"Tira os óculos e recolhe o homem"
Quis apelar para o bom-senso do delegado
Ele não atendeu:
-Você vai ser é enquadrado. Tira os óculos e recolhe o homem Fecha o cadeado, incomunicabilidade com ele!
Tira os óculos (para não tentar cortar os pulsos na carceragem).
23 maio, 2026
O medalhista olímpico mais velho de todos os tempos
Swahn era um atirador de elite com rifle.
22 maio, 2026
O ponto de não retorno do pepino
"É de pequenino que se torce o pepino" trata-se de um ditado popular de origem portuguesa, com registros desde o século XVII, que significa que a educação, valores e hábitos de uma pessoa devem ser moldados desde a infância, quando ainda é mais fácil corrigir comportamentos e ensinar virtudes.
"O ponto de não retorno (ou tipping point)" é um limiar crítico a partir do qual um sistema sofre mudanças drásticas e irreversíveis, entrando em um novo estado de equilíbrio do qual não consegue mais retornar às condições originais, mesmo que as causas iniciais do dano sejam interrompidas.
A junção da expressão com o ditado é para significar que a, partir de um certo ponto que o pepino (ou que o menino) alcance, não será mais possível corrigir os desvios verificáveis.
21 maio, 2026
O valor da individualidade
Um grupo de pessoas aguarda em uma sala. Sempre que um sinal sonoro toca, todos se levantam. Uma mulher recém-chegada observa a cena sem entender o motivo. Nos primeiros momentos, permanece sentada. Logo, porém, começa a se levantar também - não por compreender a razão, mas simplesmente porque o grupo o faz.
Gradualmente, as pessoas vão saindo da sala. No final, ela fica sozinha. Ainda assim, continua obedecendo ao sinal. A regra perdeu o sentido, mas o hábito permaneceu.
O experimento revela uma das forças mais profundas da vida social: a tendência humana à conformidade.
O psicólogo Solomon Asch* demonstrou, em seus experimentos clássicos, que indivíduos perfeitamente racionais eram capazes de negar o que viam com os próprios olhos apenas para não contrariar o grupo. Stanley Milgram* mostrou até onde pessoas comuns podem chegar quando obedecem automaticamente a uma autoridade. Gustave Le Bon*, em sua análise das multidões, observou que o indivíduo frequentemente perde parte do senso crítico ao se dissolver no coletivo.
É assim que as culturas se perpetuam - e nem sempre isso é ruim. A civilização humana só existe porque aprendemos a transmitir conhecimentos, hábitos e valores de geração em geração. A imitação é uma ferramenta poderosa de sobrevivência. Nenhuma criança reinventaria sozinha a linguagem, as normas sociais ou as técnicas essenciais à vida
. O problema surge quando herdamos comportamentos sem jamais submetê-los à reflexão crítica.
É nesse terreno fértil que nascem preconceitos, idolatrias, consumismos vazios, modismos passageiros e crenças repetidas de forma mecânica. Muitas vezes defendemos ideias que nunca examinamos de verdade. Compramos o que não precisamos. Desejamos o que os outros desejam. Rejeitamos pessoas porque fomos ensinados a rejeitá-las. Não pensamos; apenas reproduzimos.
A dúvida, portanto, não é uma ameaça à civilização. É um instrumento de maturidade.
René Descartes* transformou a dúvida em método filosófico. John Stuart Mill* defendeu a individualidade como condição essencial para o progresso humano.
Sem pessoas dispostas a questionar os consensos, a sociedade se reduz a mera repetição.
Talvez a verdadeira liberdade comece exatamente aí: no instante em que alguém tem a coragem de perguntar “por quê?” antes de simplesmente se levantar junto com todos os outros.
Referências citadas:
*Solomon Asch – Experimentos de conformidade
*Stanley Milgram – Experimento de obediência à autoridade
*Gustave Le Bon – Psicologia das multidões
*René Descartes – Método da dúvida
*John Stuart Mill – Defesa da individualidade e da liberdade de pensamento
20 maio, 2026
O roubo de um dólar
Suspeitando de que estava sendo acometido por um câncer, James colocou seu plano em prática. Era junho de 2011, quando o americano entrou em um banco na Carolina do Norte, Estados Unidos, e entregou um bilhete para uma das atendentes do caixa.
No papel, havia um pedido curioso: Verone queria apenas um dólar: era esta sua estratégia para acabar atrás das grades. Quando a funcionária do banco avisou que iria chamar as autoridades, o ladrão se mostrou calmo e apenas aguardou a chegada das viaturas. “Eu disse para o atendente que esperaria pela polícia. Queria deixar claro que não cometi o crime por razões financeiras, mas por razões médicas”, contou o homem em uma entrevista.
Capturado, Verone tinha duas possibilidades: pagar uma fiança de dois mil dólares ou esperar na cadeia o julgamento por roubo. Sem hesitar, optou pela segunda alternativa, afinal, seu objetivo era ser atendido por médicos de graça.
Enviado para a prisão, em poucos dias ele teve sua consulta agendada. Mas o diagnóstico de câncer não aconteceu.
Um ano após daquele roubo de um dólar, em junho de 2012, Verone foi liberado. Sem bens materiais ou financeiros, o americano estabeleceu residência em um abrigo para moradores de rua, onde iria tentar recomeçar a vida, agora curado e podendo desfrutar da liberdade novamente.
Até que ponto iríamos para salvar nossa vida?
Aqui no Brasil, ainda que com dificuldades, podemos contar com o serviço público para realizar procedimentos médicos específicos. Noutros países a situação pode ser bem mais complexa - como foi este caso nos Estados Unidos.
19 maio, 2026
Sonho secreto
Eu sonho em ter uma porta secreta numa biblioteca que me leve a outra biblioteca [oculta].
18 maio, 2026
O menino elétrico
Um menino era suspenso por fios de seda. A seguir, carregado eletricamente por Stephen Gray, que aproximava seu tubo friccionado (gerador de eletricidade estática) dos pés do menino, sem tocá-lo. E demonstrava-se que o rosto e as mãos do menino atraíam a palha, o papel e outros materiais.
O que levou a Gray dividir o mundo em dois diferentes tipos de substâncias: isolantes e condutoras. As isolantes como a seda, o cabelo, o vidro e a resina, detinham a carga elétrica em seu interior e não a deixavam passar, enquanto as condutoras permitiam que a eletricidade se propagasse.
Depois de algum tempo, com o menino suficientemente carregado, entrava em cena o livro. Gray sabia como criar tensão e interesse em sua plateia. Mas ele não revelava seu melhor truque de imediato. Segurando o livro perto da mão do menino, Gray pedia que ele virasse as páginas sem tocá-lo. O menino estendia a mão e a página mais próxima flutuava em sua direção.
Dando continuidade a seu trabalho, Gray convidava uma pessoa da plateia. Colocando-a em um pedestal isolante, ele a fazia dar as mãos ao menino. Embora a pessoa não sentisse nenhuma diferença em seu corpo, ao estender a mão sobre as páginas de um livro ou sobre pedaços de papel soltos, ela descobria que havia sido investida com o poder do menino.
17 maio, 2026
La Banda
"A Banda" do brasileiro Chico Buarque interpretada pela cantora Marina Voica, que dominou as paradas musicais da Romênia, nas décadas de 1960, 70, 80 e até mesmo 90.
16 maio, 2026
O piso não aguentou o peso
15 maio, 2026
Um Sistema Solar invertido
Um sistema exoplanetário a cerca de 116 anos-luz da Terra pode mudar completamente a forma como sabemos que os planetas se formam, de acordo com pesquisadores que o descobriram usando telescópios da Nasa e da Agência Espacial Europeia (ESA).
Quatro planetas orbitam LHS 1903 — uma estrela anã vermelha, o tipo mais comum de estrela no Universo — e estão dispostos em uma sequência peculiar. O planeta mais interno é rochoso, enquanto os dois seguintes são gasosos e, inesperadamente, o planeta mais externo também é rochoso.
Essa configuração contradiz um padrão comumente observado em toda a galáxia e em nosso próprio Sistema Solar, onde os planetas rochosos (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) orbitam mais perto do Sol e os gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) estão mais distantes.
Os astrônomos suspeitam que esse padrão comum surge porque os planetas se formam dentro de um disco de gás e poeira ao redor de uma estrela jovem, onde as temperaturas são muito mais altas perto do corpo celeste. Nessas regiões internas, compostos voláteis como água e dióxido de carbono são vaporizados, enquanto apenas materiais que podem suportar calor extremo — como ferro e minerais formadores de rochas — conseguem se aglomerar em grãos sólidos. Os planetas que se formam ali são, portanto, principalmente rochosos.
Mais distante da estrela, além do que os cientistas chamam de "linha de gelo", as temperaturas são baixas o suficiente para que a água e outros compostos se condensem em gelo sólido — um processo que permite que os núcleos planetários cresçam rapidamente. Quando um planeta em formação atinge cerca de 10 vezes a massa da Terra, sua gravidade é forte o suficiente para atrair grandes quantidades de hidrogênio e hélio e, em alguns casos, esse crescimento descontrolado produz um planeta gigante gasoso como Júpiter ou Saturno.
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14 maio, 2026
Vampiromania
Séculos depois, os vampiros apareceram no folclore eslavo e dos Bálcãs, já com algumas das características que hoje associamos à sua figura contemporânea: cadáveres reanimados que não suportavam a luz do sol, a aproximação de um crucifixo e, claro, o alho.
A primeira figura do tipo a surgir na literatura inglesa apareceu em 1819, na pele do aristocrata Lord Ruthven, personagem do conto "O Vampiro", de John Polidori. Na sequência: "Varney, o Vampiro" (1847), de James Malcolm Rymer, e a novela "Carmilla", de Joseph Sheridan Le Fanu, na qual a personagem principal é uma vampira.
O personagem que inspirou o romance do irlandês Bram Stoker foi o Príncipe Vlad 3º (ca. 1428-1477), que reinou com crueldade extrema na Valáquia, atual Romênia: a ele se atribuem mais de 80 mil mortes. Como ostentava a Ordem do Dragão (em romeno, Dracul), Vlad foi apelidado Drăculea (Filho do Dragão).
Cerca de 550 anos atrás, ele mandou empalar milhares de presos otomanos, também crianças. Esse suplício consistia em introduzir uma estaca ou lança pelo ânus da vítima e deixá-la morrer lenta e dolorosamente por hemorragia.
A "vampiromania" atingiu um outro patamar com a invenção do cinema. Conde Drácula, por exemplo, já estrelou centenas de filmes, tornando-se, segundo levantamentos, o personagem literário mais retratado no cinema depois de Sherlock Holmes.
A partir de 1931, Bela Lugosi passou a incorporar o sinistro e cruel "Drácula, o Príncipe das Trevas". A tal ponto que, com o decorrer dos anos, o ator hollywoodiano de origem húngara passou a se considerar, cada vez mais, um verdadeiro vampiro. Desde Lugosi, os vampiros da tela são cultos e cavalheirescos, marcados por uma boa dose de charme e carisma.
Quando a série "Crepúsculo" (Twilight) mais uma vez transformou em entretenimento – e bilheteria milionária – o mito dos mortos-vivos sugadores de sangue. Com filmes, baseados nos best-sellers da norte-americana Stephenie Meyer, que injetam um forte componente de erotismo adolescente na narrativa. E, assim, a pálida e confusa saga cinematográfica é a versão contemporânea de uma lenda com longa tradição.
13 maio, 2026
Um erro grave (corrigido)
12 maio, 2026
11 maio, 2026
De piloto a astronauta
O piloto de testes da NASA, Joseph A. Walker, levou um avião ao espaço. O avião era o X-15, um protótipo movido a foguete, lançado não do solo, mas de baixo de um bombardeiro B-52 já em alta altitude. Este avião teve que ser projetado de forma diferente de qualquer outro para operar sem atmosfera. De sua altitude máxima, o X-15 retornaria à Terra como um planador.
Joseph A. Walker, piloto da Segunda Guerra Mundial e físico experimental da NASA, voou pela primeira vez com o X-15 em 1960. Em 30 de março de 1961, Walker ultrapassou a altitude planejada para sua missão e entrou na mesosfera, atingindo 51 quilômetros de altitude. Ele se tornou a primeira pessoa a voar acima da estratosfera e deteve o recorde mundial de altitude por cerca de duas semanas, até que o cosmonauta soviético Yuri Gagarin se tornou a primeira pessoa a orbitar a Terra.
Mas Walker não havia terminado de voar com o X-15. Em janeiro de 1963, ele se qualificou como astronauta da NASA ao voar acima de 80 km. Mais dois de seus voos naquele ano ultrapassaram a Linha de Kármán, a 106 km em julho e a 108 km em agosto. Walker se tornou o primeiro civil americano no espaço.
10 maio, 2026
CONSELHOS DE MÃE (2026)
FILHO, PROTEJA-SE DO FASCISMO.
ENQUANTO VOCÊ MORAR NESTE PAÍS VAI RESPEITAR A DEMOCRACIA.
SE EU PEGÁ-LO COM FAKE NEWS, VOCÊ VAI VER.
NÃO ESQUEÇA O CASACO E O TÍTULO DE ELEITOR.
09 maio, 2026
08 maio, 2026
O rato na chaleira
~ Strand Magazine, julho de 1897 (Futility Closet)
07 maio, 2026
Túnel verde
~ HunterNP, Mastodon
Túnel verde, este sim.
Localizada no bairro Independência, em Porto Alegre (RS), a Rua Gonçalo de Carvalho ganhou projeção internacional ao ser frequentemente citada como a rua mais bonita do mundo. As árvores formam um corredor natural (túnel verde) em plena área urbana. E a rua se tornou um dos símbolos de preservação ambiental na capital gaúcha.
06 maio, 2026
Sincronias
Quaisquer duas coisas que oscilam aproximadamente no mesmo intervalo, se estiverem fisicamente próximas uma da outra, tenderão gradualmente a se encaixar e pulsar exatamente no mesmo intervalo. As coisas são preguiçosas. É preciso menos energia para pulsar cooperativamente do que para pulsar em oposição. Os físicos chamam essa preguiça bela e econômica de arrastamento.
Todos os seres vivos são osciladores. Nós vibramos. Amebas ou humanos, pulsamos, movemo-nos ritmicamente, mudamos ritmicamente; marcamos o tempo. Você pode ver isso na ameba sob o microscópio, vibrando em frequências nos níveis atômico, molecular, subcelular e celular. Essa pulsação constante, delicada e complexa é o próprio processo da vida tornado visível.
Nós, enormes criaturas multicelulares, precisamos coordenar milhões de frequências de oscilação e interações entre frequências diferentes em nossos corpos e no ambiente. A maior parte dessa coordenação é efetuada pela sincronização dos pulsos, pela harmonização das batidas com um ritmo mestre, por sincronização.
Assim como os dois pêndulos, embora por meio de processos mais complexos, duas pessoas podem se sincronizar mutuamente. Um relacionamento humano bem-sucedido envolve sincronia — entrar em sintonia. Se isso não acontecer, o relacionamento será desconfortável ou desastroso.
Considere ações deliberadamente sincronizadas como cantar, entoar cânticos, remar, marchar, dançar, tocar música; considere ritmos sexuais (o namoro e as preliminares são dispositivos para entrar em sincronia). Considere como o bebê (lactente) e a mãe (lactante)estão ligados: o leite sai antes do bebê chorar. Considere o fato de que mulheres que moram juntas tendem a entrar no mesmo ciclo menstrual. Nós nos conectamos o tempo todo.
Ver também:
Metrônomos e vagalumes
05 maio, 2026
Luz e chaves
Pedestre que passava por um local à noite. E notou um homem que rastejava sob um poste de luz, aparentemente procurando algo.
Transeunte: "Você perdeu alguma coisa?"
Homem de joelhos: "Sim, deixei cair minhas chaves."
Transeunte: "Por aqui?"
Homem de joelhos: "Não, ali perto da porta da frente da minha casa."
Transeunte, oça a cabeça e diz: "Então, por que você está procurando por aqui?"
Homem de joelhos: "Porque a luz aqui é melhor."
04 maio, 2026
Sombras têm átomos?
Uma sombra é simplesmente uma área onde não há ou há menos fótons, por que estes foram bloqueados por algo entre a área de sombra e a fonte de luz.
Já átomos individuais projetam sombras!
Isso é compreendido há cerca de 100 anos, mas só foi demonstrado experimentalmente em 2012.
Com técnicas de alta precisão, pesquisadores do Centro para Dinâmicas Quânticas da Universidade de Griffith, na Austrália, conseguiram capturar a imagem da sombra de um átomo de itérbio (David Kielpinski, Nature).
Para a realização da imagem, os pesquisadores precisaram aprisionar o átomo de itérbio dentro de uma câmera de vácuo, segurado por campos magnéticos. Depois, o átomo foi exposto a uma frequência específica de luz que permitiu a captura de imagem por um microscópio de altíssima resolução.
Se a frequência da luz fosse alterada em um bilionésimo de potência, a fotografia já não poderia ser realizada.
Com esses experimentos, a ciência se beneficia de conhecimentos que poderão ser aplicados à computação quântica e, principalmente, a técnicas de microscopia voltadas para a biologia, atividade em que o excesso de luz acaba danificando amostras biológicas, como células e DNA.
Fonte: Tecmundo
03 maio, 2026
Mucuripe
Não sei se posso chamá-la assim pois, para ser uma lost media, primeiro tem que ser uma media, e eu acho que a versão que ele cantava nunca foi gravada. Nunca houve registro da mesma, a não ser na memória de quem andava com ele.
Eis a história de "Mucuripe", copidescada de @meubrasil, no Instagram:
Belchior tinha vinte e quatro anos e, depois das aulas na Faculdade de Medicina, ele se juntava com os amigos e iam para o bar do Anísio, que ficava na praia do Mucuripe.
Um dia, Belchior estava lá observando o vai e vem das jangadas e lembrou-se de uma cena de filme antigo, em que uma pessoa dialogando com a mulher de um marinheiro, dizia-lhe para entregar todas as mágoas e sofrimentos para o mar.
É por isso que, na música, ele diz: "Vou mandar as minhas mágoas pras águas fundas do mar."
Certo dia, Fagner estava no Anísio conversando com amigos, quando Belchior lhe entregou um papel, dizendo:
– Fagner, dá uma olhada nisto
O que tinha no papel era a letra de "Mucuripe", uma canção que futuramente seria gravada por Elis Regina, Roberto Carlos, Nelson Gonçalves e pelo próprio Fagner.
Fagner levou o papel para casa e, no dia seguinte, quando almoçava com a família, uma melodia surgiu em sua cabeça. Na mesma hora, correu para o seu quarto onde se trancou.
Não demora, Fagner apareceu com a música pronta no bar do Anísio e causou espanto. Quem ouviu aquele canção logo percebeu que era só uma questão de tempo para virar um sucesso nacional.
O próprio Belchior reconheceu que a versão do Fagner era muito melhor do que a dele. É que, antes de entregar aquele papel com a letra para o Fagner, Belchior já havia colocado uma melodia em "Mucuripe", que ele até cantava no bar do Anísio.
Ou seja, "Mucuripe" virou uma letra com duas versões melódicas – bem diferentes.










