19 setembro, 2019

Você acha que seus dedos podem dançar?


(You think your fingers can dance?)




Dica
Não superestime sua capacidade para tal performance. Vá, comece seu treinamento pelo "Vida Longa e Próspera" do Sr. Spock, que tem um nível de menor exigência.

Ahoy. Que dia é hoje?

Em 1995, John Baur e Mark Summers, nos EUA, proclamaram o 19 de setembro como o Dia dos Piratas. Durante esse feriado paródico todos deveriam falar ou, pelo menos, se cumprimentar como piratas.
A dificuldade para saber as palavras apropriadas para a data (hoje) pode ser em parte sanada pela consulta ao Dicionário das Expressões dos Piratas, do WIKILIVROS.
Exemplo:
GROG s.m. Grogue (rum)
O feriado, e sua observância, brota de uma visão romantizada da Idade de Ouro da Pirataria.

N. do E.
O grogue é uma bebida alcoólica feita à base de rum, água e açúcar. O almirante inglês Edward Vernon, alcunhado de Old Grog (daqui a denominação da bebida), tornou-se célebre, em 1740, ao mandar os marinheiros aumentar a ração de rum adicionando água, mantendo a ração dos oficiais sem nenhuma mistura.

Arquivo
Por que os piratas usavam o tapa-olho?
Um pirata entra no bar...

18 setembro, 2019

Os homens, ora bolas

... aos 20 anos jogam futebol.
... aos 40 anos jogam tênis.
... aos 60 anos jogam golfe.

Já reparou que quando você envelhece as bolas diminuem?


Tabela: C.E. Aguiar; G. Rubini,Scielo, SciELO
http://dx.doi.org/10.1590/S1806-11172004000400003

Cadáveres humanos que se movem

A maneira como investigamos cenas de crime pode estar prestes a mudar. Durante o processo de decomposição, corpos humanos ainda se movimentam significativamente até um ano depois da morte.
Essa foi a descoberta de um grupo de cientistas de uma "body farms" (fazendas de cadáveres) em Sydney, apelido dado a um laboratório de tafonomia – área da ciência que estuda o que acontece a um organismo após a morte.
A investigação da Australian Facility for Taphonomic Experimental Research - AFTER (Instalação Australiana para Pesquisas Tafonômicas Experimentais) foi feita usando diversas câmeras que capturaram a decomposição dos cadáveres por 17 meses. Os estudos acontecem em um terreno no qual diversos corpos são isolados e observados.


Até então, investigadores acreditavam que se o corpo não fosse manipulado após a morte, ele permaneceria exatamente no mesmo local. Em declaração para o ABC News, Alyson Wilson, pesquisadora da "fazenda", deu o exemplo de um braço que começou abaixo do corpo e acabou em seu lado.
Para a cientista , essa descoberta pode ajudar investigações de crimes e desastres, dando oportunidade para a vítima "contar sua última história".
A vice-diretora da AFTER, Maiken Ueland, disse ainda que outra descoberta importante foi a de que, nas condições propícias, os corpos podem ser mumificados a qualquer época do ano, e continuar neste processo por até três anos. O achado pode também impedir que investigações sigam um caminho errado.

17 setembro, 2019

O seu peso muda entre os polos e o equador?

R - A Terra não é exatamente esférica, mas sim é como uma esfera "achatada" (tecnicamente, um esferoide oblato), com o raio no equador ligeiramente maior que o raio nos polos. Isso tem o efeito de aumentar ligeiramente o seu peso nos polos (já que nos polos você está mais próximo do centro da Terra)
A força gravitacional (que depende da distância), por sua vez, diminui levemente no equador.
Levando em conta ambos os efeitos acima, a aceleração gravitacional é de 9,78 m/s² no equador e 9,83 m/s² nos polos. Então, você pesa cerca de 0,5% a mais nos polos do que no equador.

Hey, James (6)

- Queríamos parecer tendo mais idade e também participando de uma festa ou algo parecido. Você pode fazer isso?
- Com certeza.


James Fridman ajuda a realizar seus sonhos por meio do Photoshop.
[1] [2] [3] [4] [5]

16 setembro, 2019

Homenagem a Lupicínio Rodrigues

O cantor e compositor Lupicínio Rodrigues (Porto Alegre, 16 de setembro de 1914 - Porto Alegre, 27 de agosto de 1974)  faria 105 anos nesta segunda-feira, 16.
Por isso, o doodle na página inicial do Google o homenageia com uma ilustração em que ele é representado com o microfone na mão, substituindo as letras "oo" da logo do buscador. Ao lado de Lupicínio há um coração que se parte ao meio, em alusão ao samba "dor-de-cotovelo" ("sofrência", no português do Brasil de hoje, e "heartbreak", em inglês), um estilo que ele cultivou e pelo qual ficou conhecido. Como de costume, o clique no conteúdo leva o usuário a uma lista de resultados de busca relacionados ao cantor.


Suas canções foram gravadas por muitos cantores brasileiros, sendo o intérprete mais famoso delas o cantor Jamelão, que gravou dois álbuns exclusivamente com composições de Lupicínio.
Dentre as suas composições mais gravadas, estão:
"Felicidade", "Cadeira vazia", "Nervos de aço", "Vingança", "Ela disse-me assim", "Nunca", "Esses moços", "As aparências enganam", "Torre de Babel", "Se acaso você chegasse", "Dona Divergência", "Maria Rosa", "Há um Deus", "Brasa", "Quem há de dizer" e "Volta".
Lupicínio também escreveu o Hino Oficial do Grêmio, de Porto Alegre-RS.

Pensão em dobro

Justiça condena gêmeos a pagarem pensão à filha de um deles
Nenhum dos gêmeos assumiu espontaneamente a paternidade da criança. Segundo consta nos autos, os réus ficaram jogando essa responsabilidade de um para o outro.
Devido à semelhança entre os dois (que são gêmeos idênticos), a mãe da criança não teve condições de reconhecer com precisão quem a havia engravidado. Exames de DNA foram então realizados, mas indicaram que qualquer um deles poderia ser o pai, já que ambos compartilham a mesma carga genética.
Com isso, o juiz decidiu que a pensão alimentícia deverá ser paga pelos dois, (*) que terão os nomes incluídos na certidão de nascimento da criança..
O caso aconteceu em Cachoeira Alta, Goiás.
G1 - c/ vídeo

(*) Cada um terá de pagar 30% do salário mínimo como pensão. Isto significa que a menina receberá o dobro do que outras crianças de semelhante origem econômica costumam ganhar no Brasil.

Ver também: O crime do malaio.

Saúde e comunidade

Michael Foley (*)
Então, por que um registro tão impressionante de criatividade alcoólica entre os religiosos? Eu acredito que há duas razões subjacentes.
Primeiro, as condições eram certas para isso. Comunidades monásticas e ordens religiosas similares possuíam todas as qualidades necessárias para produzir bebidas alcoólicas finas. Eles tinham vastas extensões de terra para plantar uvas ou cevada, uma longa memória institucional através da qual o conhecimento especial poderia ser transmitido e aperfeiçoado, uma facilidade para o trabalho em equipe e um compromisso com a excelência, até mesmo nas menores tarefas, como meio de glorificar a Deus.
Em segundo lugar, é fácil esquecer, em nossa época atual, que durante grande parte da história humana o álcool foi fundamental na promoção da saúde. As fontes de água geralmente carregavam agentes patogênicos perigosos, e pequenas quantidades de álcool seriam misturadas com água para matar os germes.
Os soldados romanos, por exemplo, recebiam uma dose diária de vinho, não para embriagar-se, mas para purificar qualquer água que encontrassem em campanha. E dois bispos, Santo Arnulfo de Metz e São Arnold de Soissons, são responsáveis ​​por salvar centenas de pessoas de uma praga porque eles admoestaram seu rebanho a beber cerveja em vez de água. Uísque, licores de ervas e até mesmo bitters também foram inventados por razões medicinais.
E se a cerveja pode salvar almas da peste, não admira que a Igreja tenha uma bênção especial para ela que começa assim: "Ó Senhor, abençoe esta criatura (cerveja), que por Sua bondade e poder foi produzida a partir de grãos, e pode ser uma bebida saudável para a humanidade".
(*) Michael Foley é Professor Associado de Patrística na Baylor University. Este texto integra o artigo Feeling guilty about drinking? Well, ask the saints, originalmente publicado em The Conversation.

15 setembro, 2019

De fininho

Fernando Gurgel Filho
Aqui no Patropi, adotamos a expressão "sair à francesa" quando queremos sair de um evento sem longas despedidas. Normalmente, em eventos com muita gente conhecida — para não atrapalhar —, como em aniversários, batizados, casamentos etc.
Na realidade, segundo os entendidos, a expressão surgiu na França quando os franceses adotaram o hábito inglês de sair das festas sem se despedir de ninguém. Apesar de ficarem horrorizados com aquele costume inglês — mau costume, diziam —, sempre que queriam sair sem serem notados, diziam
eles lá que iam "sair à inglesa".
Mas o tempo passa e as expressões mudam quando um evento muito marcante acontece. Principalmente um evento traumático, acontecido com gente importante em cidade muito importante. Muito importante pra gente do lugar, claro. Foi o que aconteceu em uma bela cidade do interior aqui de Goiás, próxima ao Distrito Federal.
O Bio, nascido Severino em Pernambuco e ninguém sabe como foi parar lá naquela cidade, era um dos mais conhecidos frequentadores das casas das luzes vermelhas. Daquelas casas mais frequentadas pelos honrados pais de família da cidade.
👫 De repente, quase sumiu da boemia, dos bares e das casas das "primas". Saía de casa muito raramente. Tinha encontrado a mulher de sua vida. Assim, meio por acaso. Madrugava quando ia voltando pra casa e se deparou com uma bela morena descendo de um caminhão, com uma trouxa pesada nas mãos. Ofereceu ajuda. Papo vai, papo vem, a morena chamada Tereza disse que estava ali pra trabalhar e procurava um lugar onde ficar, mas acabou tomando umas saideiras com o Bio e aceitou o convite de dormir na casa dele. Nunca mais saiu dali e viveram felizes para sempre.
Até que um dia, como dizia o poeta, o "pra sempre sempre acaba" e Tereza simplesmente sumiu. Dizem as más línguas que fugiu, de madrugada, em um caminhão. Acabrunhado, Bio voltou a frequentar a boemia assiduamente e, claro, todos os amigos perguntavam o que tinha acontecido. E chegavam à pergunta fatal:
— E aí, cumpadre, cadê Tereza?
O Bio, os olhos cheios d'água, voz embargada, baixava a cabeça e sempre respondia:
— Tereza foi embora, não deixou nem um adeus!
Daí em diante, naquela próspera cidade goiana, quando alguém quer sair de uma festa sem se despedir, diz apenas:
— Olha, não repara, não. Vou sair igual Tereza.

Bônus: A beleza em Tereza
"Todo mundo se admira / da mancada que a Terezinha deu / que deu no pira / e ficou sem nada ter de seu. / Ela não quis levar fé / Na virada da maré." ~ Baden Powell e Paulo César Pinheiro

Andando para trás sem olhar

É uma cena básica em qualquer filme de palhaçada. Tentando uma foto mais ampla, um fotógrafo caminha de costas (sem olhar) e tropeça em algo. Divertido, talvez, mas em certas ocasiões também perigoso.



Estranho, então, que na literatura acadêmica sobre segurança e ergonomia, quase não há estudos acadêmicos sobre essa síndrome onipresente. Na verdade, só parece haver um - o experimento prático que o ergonomista profissional Dr. Kenneth Nemire, da Califórnia, criou para investigar o assunto.
Dois pesquisadores pediram a transeuntes que os fotografassem, mas acrescentaram um pedido para que o prédio atrás deles fizesse parte do cenário. Um terceiro pesquisador (invisível) ficou gravando os eventos em vídeo. Mais tarde, os vídeos foram analisados ​​para ver quantos passos os fotógrafos deram para trás e também se olhavam para trás.
A pesquisa revelou que, embora a maioria dos 39 participantes tenha olhado para trás antes de caminhar para trás, uma proporção significativa deles não o fez (13%). Não é uma porcentagem alta, talvez, mas tendo em mente o número de pessoas em todo o mundo que tiram fotos em qualquer dia, ainda é um número alto de acidentes potencialmente divertidos (ou, talvez, não tão divertidos).
Nenhum fotógrafo se feriu neste estudo observacional.
Via Improbable Research

Referência: Walking Backwards Without Looking: An Observational Study. Proceedings of the Human Factors and Ergonomics Society Annual Meeting. Volume: 56: 1, páginas: 685-689, dezembro de 2016.
https://doi.org/10.1177/1071181312561143

Ler também: Andando em círculos, Blog EM

14 setembro, 2019

Ensaio geral

Com receita, pode

Essa piada começa com uma mulher comprando arsênico...
Arsênico é talvez o veneno mais prolífico da história, e por várias razões: tem sido historicamente fácil de obter, é inodoro e insípido, pode ser introduzido calmamente, ao longo do tempo, em pequenas doses despretensiosas e, no final, os sintomas do envenenamento por ele imitam aqueles de algumas doenças comuns. Durante a maior parte da história, não havia maneira confiável de detectá-lo, e assim o arsênico era uma ameaça à espreita, com mortes comuns e sub-relatadas.
Numa cidadezinha do interior, uma mulher um tanto transtornada entra em uma farmácia e diz ao farmacêutico:
- Olá. Eu quero comprar arsênico, por favor.
O farmacêutico, assustado, responde à mulher:
- Minha senhora, infelizmente não posso vender isto! É veneno! Qual seria a finalidade?
- Matar meu marido! - responde ela.
O farmacêutico assustado retruca:
- Pior ainda! Não posso vender de jeito NENHUM!
A mulher, então, tira da bolsa uma fotografia do marido mantendo relações íntimas com a esposa do farmacêutico, que responde:
- Ah, bom... A senhora não me disse que tinha receita!

Teste de Marsh

13 setembro, 2019

A abdução das canetas

Cada caneta que desaparece contribui para fortalecer a hipótese de que as canetas são sondas que retornam a seus donos alienígenas.
As borrachas também. Conforme você vai apagando seus escritos, elas vão coletando as informações que levarão para um mundo distante.
Eu não conheço uma pessoa que já usou uma borracha até o final.
Sabe aquela teoria que diz que "do chão não passa"? É pura mentira!
Então, a caneta cai no chão e passa para uma outra dimensão?
O melhor da caneta Bic é a a tampa. Na hora de coçar o ouvido não tem nada melhor.
A Bic é a única empresa no planeta que produz os dois itens mais roubados da história: a caneta e o isqueiro, e esse ciclo nunca acabará.
[https://twitter.com/wwwmlna/status/1112049290908708866]

A abdução das canetas é fichinha diante da abdução dos guarda-chuvas. PGCS

Dia do Programador

Charles e Ada
Hoje, 13 de setembro, é comemorado o dia do programador.
E você sabe a razão? É que hoje é o 256º dia do ano, e 256 é o número de valores que podem ser representados em um byte de 8 bits. Pois é.
E sabe quem foi que começou esse negócio de programação? Uma mulher: Ada Lovelace (filha do poeta Lord Byron). Ela colaborou com Charles Babbage no projeto Máquina Analítica, o primeiro computador mecânico, criando algoritmos para serem processadas pela máquina — o primeiro programa de computador.

No BuzzFeed: 13 projetos criados por mulheres que combatem o machismo e o racismo na tecnologia https://bzfd.it/2CSvuF2 

#DiaDoProgramador
https://twitter.com/i/moments/1040376111518101504

12 setembro, 2019

Eu também quero creditar

"Arte é furto." Pablo Picasso
"Você começa como impostor e torna-se verdadeiro." Glenn O’Brien
"O que é originalidade? Plágio não detectado." William Ralph Inge
"Aqueles que não querem imitar, não produzem nada." Salvador Dali
"Genialidade: 1% de inspiração e 99% de transpiração." Thomas Edison


Nada é meu.
Créditos: calangoscansados, medium, tudo pela arte...

A berne como rito de passagem

Berne é uma infecção produzida por um estágio larval (tapuru, no popular) da mosca Dermatobia hominis, conhecida no Brasil como mosca-berneira, a qual infecta diversas espécies animais, eventualmente o ser humano.

Para a maioria, ter uma berne no corpo não seria motivo para comemorar.
Mas a maioria das pessoas não é entomologista (pessoas que estudam insetos), e aparentemente, alguns entomologistas topam essa parada. Segundo Phil Torres, biólogo tropical e entomologista, esse é um rito de passagem para aqueles que estudam insetos.
Phil Torres tem uma larva em suas costas.
"Conheço alguns entomologistas mais velhos que fizeram exatamente isso, e eles me contavam histórias quando eu ainda era universitário sobre a vez que pegaram uma berne e esperaram para ver quanto tempo aguentavam ficar com ela”, diz Torres. "Você pode dizer que é tipo um rito de passagem." [,,,]
"Não é segredo que entomologistas procuram oportunidades para ter a berne. Vemos isso quase como uma medalha de honra. No mundo dos trópicos há duas conquistas assim: ser picado por uma formiga-cabo-verde e outra é pegar uma berne. Consegui a picada da formiga alguns anos atrás. É a picada mais dolorosa do mundo, dói demais... É uma experiência interessante – você pode aprender mais sobre a natureza que estuda de um modo muito íntimo, por assim dizer." [...]
"É meio estranho, você consegue sentir a larva se mexendo..., Então, eu brinco com a minha esposa dizendo que 'ela está chutando', como se fosse um bebê."
Sua entrevista completa no site VICE Brasil.

Ler também: Como me tornei isca de sanguessugas

11 setembro, 2019

Alinhamento

De acordo com a NASA este tipo de alinhamento só acontece a cada 500 anos.


Linha dos alinhamentos no blog EM
[1] [2] [3] [4] [5]

BACURAU, o filme

Filme franco-brasileiro de 2019
Gênero: suspense
Duração: 130 min.
Roteiro e direção: Kleber Mendonça Filho (diretor de AQUARIUS) e Juliano Dornelles
Sinopse: Pouco após a morte de dona Carmelita, aos 94 anos, os moradores de um pequeno povoado localizado no sertão brasileiro, chamado Bacurau, descobrem que a comunidade não consta mais em qualquer mapa. Aos poucos, percebem algo estranho na região: enquanto drones passeiam pelos céus, estrangeiros chegam à cidade pela primeira vez. Quando carros se tornam alvos de tiros e cadáveres começam a aparecer, Teresa (Bárbara Colen), Domingas (Sônia Braga), Acácio (Thomas Aquino), Plínio (Wilson Rabelo), Lunga (Silvero Pereira) e outros habitantes chegam à conclusão de que estão sendo atacados. Falta identificar o inimigo e criar coletivamente um meio de defesa.

Trailer


BACURAU (Nighthawk, 2019) - Vencedor do prêmio do júri no Festival de Cannes e de melhor filme no festival de Munique, além de muito elogiado em mostras não competitivas em festivais pelo mundo.

Onde assistir BACURAU em Fortaleza
Cinépolis Riomar 16:15 e 22:00
Centerplex Via Sul 18:00 e 20:45
Kinoplex Iguatemi 13:55, 16:40, 19:25 e 22:10
e outras salas

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08/09/2019 - "Mas, atenção, mandantes arrogantes, inescrupulosos, insensíveis, vira-latas, truculentos, grosseiros, chulos, ignorantes! 'Nunca antes na história deste país' sua escória foi tão bem representada pela capa dirigente da nação – representada, sim, porque, como sempre, essa capa são apenas patas que tiram as castanhas quentes do fogo, ela não manda nada. Como dirigentes, tivemos ditadores e democratas, de esquerda e de direita, diplomados e sem-diploma. Mas nunca tivemos deficientes mentais. Viva a novidade! Contudo, o aplauso a eles cai numa velocidade surpreendente, graças à sua própria performance: o suposto 'piso' de 30% de aprovação ruiu como castelo de cartas, a jamanta desgovernada despenca ladeira abaixo, arrastando a popularidade para 20% e daqui a pouco para 10."
Bacurau é uma lição de resistência para os tempos atuais, por Fernando Holanda, Brasil 24/7

13/09/2019 - "Rapaz, é como se aquele sertão altivo, apesar de riscado do mapa, puxasse com o violeiro Carranca (personagem de Rodger Rogério, o lendário compositor do Pessoal do Ceará) um coro de provocação ao resto do Brasil: Ai essa terra ainda vai cumprir seu ideal, ainda vai tornar-se uma imensa Bacurau. Uma imensa Bacurau, repito o refrão, na ideia de sobrevivência, na arte de teimar em ser gente e algum cheirinho de vingança (humanum est) nas ventas. Pego bigu no fado do Chico e do Ruy Guerra para tomar o vilarejo do Velho Oeste pernambucano como exemplo de reação organizada ao tratamento ao plano de extermínio por parte dos gringos invasores aliados ao coronelismo-coxinha do prefeito Tony Jr., na interpretação fria e magistral do ator paraibano Thardelly Lima. [...] Corta para 2019. Saltei da poltrona e dei de cara, na esquina da Consolação com a Paulista, com manifestantes de luto contra a ordem bolsonarista. Saí imitando o “abuso” genial de Lunga, o vingador representado pelo ator cearense Silvero Pereira."
Essa terra ainda vai tornar-se uma imensa Bacurau: uma crônica política de Xico Sá sobre a teimosia em ser gente e permanecer no mapa brasileiro, EL PAÍS Brasil

17/09/2019 - "Meu primeiro namoro acabou depois da estreia de "Aquarius" e o segundo, depois de "Bacurau". Emocionada porque meus relacionamentos andam em sincronia com sua arte, Kleber Mendonça Filho."
https://twitter.com/deborista/status/1174064303508533250
Resposta - Cupido ao contrário.

10 setembro, 2019

De acordo com Adam Ries

Adam Ries ou Adam Riese (c. 1492 — 1559), matemático alemão.
Foi um dos primeiros autores de livros do ensino didático da matemática.
De notar que Adam Ries não publicou seus livros em latim — uma prática comum naquele tempo — mas sim em alemão. Dessa forma, ele alcançava uma maior audiência e, tal como Martinho Lutero, contribuiu para a padronização do idioma pátrio.
Ainda hoje, na língua alemã, se usa a expressão "nach Adam Riese" (de acordo com Adam Ries), para designar um cálculo correto, bem feito.
Ilustração: reprodução do selo emitido em 1959, por ocasião do 400.º aniversário da morte dele.

Em 2009, uma carta de cobrança para Ries foi enviada para seu antigo endereço, exigindo o acerto das mensalidades de TV atrasadas. O editor do blog EM não sabe informar se a carta veio com o selo acima.

Freada de arrumação

Esta expressão nos remete aos antigos paus-de-arara em que uma freada brusca servia para ajustar, ou melhor, organizar tudo que estava sendo transportado, mesmo com atropelos. A freada de arrumação, portanto, é algo que serve para arrumar de uma maneira rápida tudo o que está solto (gente, bichos e outras cargas).

Calar um grupo de mulheres, ao se dizer: "Fala uma de cada vez, começa a mais velha", é também uma freada de arrumação.

(Novo verbete do Dicionário Brasileiro de Frases)

09 setembro, 2019

"Elementar, meu caro Watson"

Nas histórias de Arthur Conan Doyle, Sherlock Holmes com frequência comentava que suas conclusões lógicas eram "elementares", considerando-as simples e óbvias. No entanto, a frase completa "Elementar, meu caro Watson" não aparece em nenhuma das 60 histórias de Holmes escritas por Doyle.
O começo de "The Crooked Man" (1893) é o mais próximo que "Elementar" e "meu caro Watson" aparecem no texto, mas as duas expressões estão separadas por um parágrafo - e estão na ordem invertida.
"Elementar, meu caro Watson" apareceria mais tarde no capítulo 19 de "Psmith, Journalist" (1915) de PG Wodehouse, e no final do filme de 1929, "O Retorno de Sherlock Holmes", o primeiro filme sonoro com este personagem. A frase também é proferida no filme de 1935, "O Triunfo de Sherlock Holmes", uma adaptação da história "O Vale do Medo".
en.wikiquote.org

Em 21/12/2018: "Toque de novo, Sam"

A singularidade de Prandtl-Glauert


É uma imagem incrível: um cone de vapor aparecendo em torno de uma aeronave que está viajando em uma velocidade transônica. Conhecida como a singularidade de Prandtl-Glauert, esse surpreendente efeito nos faz simultaneamente abrir os olhos e cair a mandíbula.
No entanto, como isso ocorre?
Embora seja compreensível o que é naturalmente assumido, o cone de vapor (como a singularidade também é conhecida) não é criado quando um avião quebra a barreira do som. Também ele é frequentemente associado a um boom sônico, o que é incorreto. Os motores a jato podem criar a singularidade na velocidade de decolagem, e isso ocorre porque as pás dos ventiladores estão operando em uma velocidade transônica, mas não o próprio veículo.
A singularidade de Prandtl-Glauert tem vários nomes — já nos referimos a ela como um cone de vapor. Outros nomes incluem colar de choque ou ovo de choque. Foi até mesmo chamado de "avião a jato em um tutu". Uma singularidade matemática na aerodinâmica pode não soar como o mais interessante dos assuntos, mas a ciência por trás da singularidade é fascinante.
Primeiro, imagine um objeto que esteja viajando na velocidade transônica. A velocidade transônica é diferente da velocidade do som. A barreira do som é quebrada a 768 milhas por hora. A velocidade transônica está abaixo ou acima da velocidade do som e varia de 600 a 900 milhas por hora. Assim, a singularidade pode ocorrer quando um jato está a uma velocidade menor que a do som ou, na verdade, igual ou acima da barreira do som.
É, no entanto, o som um dos dois ingredientes essenciais para um cone de vapor se tornar visível para nós. A forma do cone é causada pela fonte sonora - nos casos, os jatos - viajando mais rápido que as ondas sonoras produzidas. A singularidade ocorre simplesmente como resultado da natureza ondulatória dos sons.
Para que a singularidade de Prandtl-Glauert seja visível ao olho humano, você precisa de mais uma coisa — a umidade. Quando a umidade é suficientemente alta, o ar ao redor do cone se condensa e forma a nuvem que podemos ver. Assim que a pressão do ar retorna ao normal, a nuvem se dissipa. Isso explica a singularidade ser frequentemente vista em jatos voando acima do oceano no verão — a combinação de água e calor cria um nível de umidade alto o suficiente para formar a nuvem.
Outro mito pode ser explodido aqui. Alguns supõem que a singularidade de Prandtl-Glauert é causada como resultado da queima de combustível de aviação. Você provavelmente seria perdoado por pensar que o efeito é uma contrail — as nuvens não naturais que aparecem como rastros visíveis de vapor d'água condensado produzido pela exaustão dos motores das aeronaves. No entanto, este não é o caso. O vapor d'água já está lá — está no ar antes que o jato passe por ele.
O efeito de singularidade não está restrito a aviões a jato. Eles podem ser vistos frequentemente quando o ônibus espacial é lançado (foguetes em geral, na verdade) quando o veículo começa a viajar em velocidades transônicas. Isso geralmente ocorre em torno de 25 segundos após a decolagem.
A singularidade foi assim designada por dois cientistas proeminentes da aerodinâmica que primeiro escreveram sobre isso. Ludwig Prandtl (1875 — 1953), um cientista alemão conhecido por desenvolver análises matemáticas sistemáticas para fundamentar a aerodinâmica, e Hermann Glauert (1892 — 1934), que foi um aerodinamicista britânico. Ele foi diretor científico do Royal Aircraft Establishment até sua morte em um trágico acidente aéreo, aos 41 anos de idade.
Acredite ou não, se você quiser, você pode criar uma singularidade de Prandtl-Glauert por conta própria. Você precisa de duas coisas, no entanto: um chicote e um dia úmido. Se você puder fazer como Indiana Jones, que estala o chicote com sucesso, então será capaz de ver o efeito. Quando o chicote é estalado, uma nuvem perceptível é produzida na posição em que a ponta do chicote atinge a velocidade transônica.
Quem teria pensado que uma singularidade matemática na aerodinâmica poderia ser tão interessante?
Fontes
The Prandtl–Glauert Singularity – Amazing Jet Plane Shock Collar, Kuriositas
Como quebrar a barreira do som... em casa, blog EM
https://youtu.be/VeN67KgDaOs, YouTube

08 setembro, 2019

O velho e a dançarina



Comentários
O aquecimento global derreteu o gelo, ele escapou e agora vê a primeira fêmea.
Eu preciso de você, baby, para aquecer minha noite de solidão.
Quando você está tão bêbado que não sabe se é sonho ou realidade.
Virgem aos 70 anos.
Na Tailândia há muitas ladyboys.
[O melhor] Isto é o que acontece quando você, finalmente, sai de casa depois de jogar videogame por 35 anos seguidos.

Nova corrida lunar

China, Rússia e EUA disputam a corrida e foram os únicos não signatários de tratado sobre a propriedade compartilhada da Lua por toda a humanidade
"Os Estados Unidos estão voltando à superfície da Lua antes do que vocês pensam", escreveu o chefe da Nasa, Jim Bridenstine, em novembro passado.
Logo após essa declaração, a China enviou uma sonda espacial ao lado escuro da Lua pela primeira vez na história da humanidade.
Enquanto isso, na Rússia, o vice-chefe da agência espacial russa Roscosmos declarou cautelosamente: "Suponho que a corrida lunar recomeçou. Provavelmente, surgiu uma nova concorrência entre os três poderes espaciais". O terceiro é, obviamente, a Rússia.
A agência espacial russa promete apresentar seu novo conceito para a exploração da Lua até meados de 2019.
Por que todo mundo precisa ir à Lua?
O voo para a Lua é muito caro, mas os especialistas afirmam que o investimento trará bons dividendos no futuro: o estudo da Lua é importante para a ciência básica, o satélite é considerado um porto espacial para expedições a Marte com reservas de combustível e outros recursos.
Segundo o acordo das Nações Unidas de 1979, a Lua e seus fósseis são uma "herança comum da humanidade", e ninguém pode declarar sua soberania ali.
No entanto, nem a Rússia, nem os Estados Unidos, nem a China o ratificaram. Assim, novos debates sobre os recursos da Lua são, provavelmente, apenas uma questão de tempo.
Por exemplo, há na Lua um isótopo do hélio, o hélio-3, cujas reservas no satélite da Terra podem fornecer energia à humanidade por pelo menos 250 anos.

Siga lendo em RUSSIA BEYOND
https://br.rbth.com/ciencia/82030-nova-corrida-lunar

França, 1902 - Viagem à Lua

"Eis nosso homem. Ele pode sobreviver sem ar, água, comida, abrigo..."
(R. K. Laxman)

07 setembro, 2019

Tornando visível o invisível

Se os pássaros deixassem trilhas no céu como elas pareceriam?
Durante anos, o fotógrafo Xavi Bou, residente na Barcelona, ​​ficou fascinado com essa questão. Assim como uma impressão sinuosa aparece quando uma cobra desliza pela areia, ele imaginou, então, o padrão que se formaria no deslocamento aéreo de um pássaro. Mas é claro que os pássaros em voo não deixam vestígios - pelo menos, visíveis a olho nu. Bou, agora com 38 anos, passou os últimos cinco anos tentando capturar os contornos indescritíveis desenhados por pássaros em movimento ou, como ele diz, "tornando visível o invisível".


"No inverno, os estorninhos se reúnem em grandes grupos", diz Bou, que tirou essa foto na aldeia agrária de Arbeca, na Espanha.

Ver reportagem: www.nationalgeographic.com

O segundo hino de nossa nacionalidade

Ary Barroso compôs "Aquarela do Brasil" no início de 1939, numa noite de chuva torrencial, que o obrigou a ficar em casa, contrariando seus hábitos. Antes que a chuva terminasse, ainda teve inspiração para compor outra obra-prima, a valsa "Três lágrimas".
Com "Aquarela do Brasil", Ary Barroso pretendeu fazer, segundo o site Cifrantiga, "uma declaração de amor ao Brasil. É a obra mais representativa de grande fase de sua carreira (1938-1943), em que ele completa um processo de refinamento de seu repertório, incorporando-lhe requintes até então inusitados em nossa música popular. E como foi preferencialmente um compositor de samba, é neste gênero que melhor empregará esses requintes, de forma especial nos chamados sambas-exaltação, um novo tipo de música do qual é inventor e "Aquarela do Brasil", o paradigma. No que esse gênero ofereceria em qualidades e defeitos, esta composição apresenta em suas características fundamentais: os versos enaltecedores de nosso povo, nossas paisagens, tradições e riquezas naturais, a melodia forte, sincopada, sonoridades brilhantes tudo isso apresentado num crescendo, do prólogo ao final apoteótico, que procura transmitir uma visão romântica e ufanista".
"Aquarela do Brasil" é uma das mais populares canções brasileiras de todos os tempos. Sua primeira gravação aconteceria em 1939, por Francisco Alves, acompanhado por orquestra que executava um arranjo de Radamés Gnattali, grandiloquente como exigia a composição. Com esta gravação iniciava-se sua monumental discografia, que incluiria figuras como Sílvio Caldas, Antônio Carlos Jobim, Radamés Gnattali, o próprio Ary Barroso, Carmen Miranda, Elis Regina, Gal Costa, Tim Maia, João Gilberto, Erasmo Carlos, Caetano Veloso e Clara Nunes (vídeo), entre outros.
A carreira internacional de "Aquarela do Brasil" começou por Hollywood, em 1943, quando Walt Disney a incluiu no filme "Alô Amigos". No mesmo ano, gravada por Xavier Cugat, fez grande sucesso nos Estados Unidos, quando chegou a ultrapassar a marca de um milhão de execuções. Também gravaram esta composição as orquestras de Morton Gould, Billy Vaughn (em "La Paloma", de 1959, eu possuía este LP), Ray Conniff, Tommy e Jimmy Dorsey e os superastros Bing Crosby e Frank Sinatra.
A partir de então, popular no Brasil e no exterior, "Aquarela do Brasil" se consagraria como uma espécie de segundo hino de nossa nacionalidade.



Na página específica, a Wikipédia traz uma grande relação dos usos de "Aquarela do Brasil" na cultura popular: cinema e televisão. O último deles em 2017, em Star Wars - Episódio VIII.

06 setembro, 2019

Teoria dos conjuntos

Concluído o exame pré-natal, vinha a pergunta:
"Doutor, vou ter menino ou menina?"
Numa época em que a ultrassonografia ainda não dava suas cartas, um médico mais esperto adotou este truque para lidar com o "princípio da incerteza".

Quando o filósofo e matemático Bertrand Russell anunciou o nascimento do primeiro filho, um amigo disse:
“Parabéns, Bertie! É menino ou menina?"
Russell respondeu:
“Sim, claro. O que mais poderia ser?"

O ensinamento de Diógenes

Diógenes de Sinope (412 a.C. – 323 a.C.) foi um filósofo grego. Ele era o expoente máximo do cinismo (lembrando que a palavra cínico tem outro sentido no âmbito filosófico), uma corrente filosófica que exigia do praticante uma vida despojada de bens, o repúdio à maioria das convenções humanas e a completa independência da mente e do espírito.
Muitas anedotas sobre Diógenes referem-se a seu comportamento semelhante ao de um cão, e seu elogio às virtudes dos cães. Os modernos termos "cínico" e "cinismo" derivam da palavra grega "kynikos", a forma adjetiva de "kynon", que significa "cão".


Ele também gostava de usar a sagacidade para desafiar os valores e crenças de seus concidadãos na antiga Atenas.
Aqui está um exemplo.
A Diógenes foi perguntado: "Qual é a diferença entre a vida e a morte?"
Ele respondeu: "Nenhuma diferença".
"Bem, então, por que você permanece nesta vida?"
"Porque não há diferença", disse Diógenes.

Ler também: Tamerlão e a existência miserável

05 setembro, 2019

Acendedores de lampiões, por Debret

Esta aquarela de Jean-Baptiste Debret mostra o sistema de iluminação pública do Rio de Janeiro, na primeira metade do século 19, à base de óleo de baleia.


O desenho dá uma ideia de como era o serviço de iluminação pública no Rio, antes do advento do gás. Dois negros escravos, um descendo o lampião suspenso na fachada de uma casa, na antiga Rua da Ajuda, e outro trazendo à cabeça, enorme canjirão de óleo de baleia com o respectivo funil, preparam um candeeiro de quatro mechas para servir à noite.
Com as primeiras "minas" de petróleo sendo descobertas no Brasil, o óleo de baleia deixou de ser utilizado como fonte de energia para a iluminação pública, a partir da década de 1870, embora a função de acendedor de lampiões continuasse a existir nos tempos da iluminação com derivados do petróleo.

ANP. Petróleo e Estado. Rio de Janeiro: 2015. 310p. Arquivo PDF

O acendedor de lampiões 1 2

Como os manifestantes de Hong Kong estão lidando com o gás lacrimogênio

Uma dica meio subversiva do Jaime Nogueira:
Como escapar do gás lacrimogênio quando os gentis e delicados cavalheiros da PM partirem para cima de você em seu próximo protesto. Glück alf, negada...
  • Um vídeo viral mostra um manifestante em Hong Kong neutralizando um cartucho de gás lacrimogêneo, prendendo-o em uma garrafa térmica.
  • Um especialista em gás lacrimogêneo avalia as maneiras de neutralizar o agente químico.
  • Os produtos químicos encontrados no wasabi e na mostarda ativam os mesmos receptores nervosos que o gás lacrimogêneo.
Você provavelmente já viu este vídeo viral de um manifestante em Hong Kong, arrancando uma lata de gás lacrimogêneo do chão, colocando-a em uma garrafa térmica e selando a tampa. Então ele sacode. O que sai da garrafa térmica é uma pilha de lodo cinza escuro.
Alguns sugeriram que o manifestante neutralizou a caixa de gás lacrimogêneo com água, enquanto outros disseram que o nitrogênio líquido fez o truque. Então, um usuário do Twitter relatou que o manifestante no vídeo o procurou e revelou o conteúdo do contêiner: lama.
Se verdadeiro, é simples, eficaz e fácil de encontrar.
Mas estávamos curiosos sobre por que o gás lacrimogêneo é tão frequentemente usado em tumultos e, principalmente, como neutralizá-lo. Por isso, procuramos Sven Eric Jordt, um farmacologista da dor e toxicologista da Duke University, para saber mais.
Jordt diz que o agente do gás lacrimogêneo ativa receptores nos nervos sensoriais periféricos, uma rede sinuosa de fibras nervosas encontradas em todo o corpo. "Quando você é exposto à fumaça, isso queima seus olhos", diz Jordt.
Os efeitos podem ser horríveis (aula de demonstração na Escola de Instrução Especializada, no Realengo - GB, em 1972). Os expostos ao gás lacrimogêneo relataram tosse, inflamação respiratória e até ataques de asma. Pode queimar os olhos e a pele, deixando as vítimas incapacitadas por horas. Vômitos e náuseas também foram relatados.
Jordt e seus colegas descobriram anteriormente que o receptor ativado pelo gás lacrimogêneo também é ativado por produtos naturais, como os produtos químicos encontrados na mostarda e no wasabi. Mas o gás lacrimogêneo é muito mais potente, diz ele.
A lama definitivamente daria certo, diz Jordt. "Isso extinguiria os componentes em chamas, bloquearia o suprimento de oxigênio do cartucho e as aberturas por onde o aerossol sai."
Mas Jordt não estava convencido pelo vídeo de que havia água no recipiente. "Parece que um pó saiu com a carga", diz ele. "Se houvesse água lá dentro, você veria a água saindo."
Se houvesse nitrogênio líquido no contêiner, como sugeriu um tweet, Jordt diz que "esfriaria enormemente a carga e interromperia a reação química". Mas provavelmente haveria muita névoa saindo do contêiner.
"Também é possível que a carga seja extinta apenas colocando-a na garrafa térmica", diz Jordt. "É difícil dizer. Existem opções diferentes aqui. "O que quer que estivesse lá (refresco não é), foi eficaz para interromper a reação".

Jennifer Leman, POPULAR MECHANICS (3 de setembro de 2019)

Os grifos são nossos. PGCS

04 setembro, 2019

O sadismo cotidiano

Ao descrever um dos mais sórdidos personagens da literatura universal, Nikolai Stavógrin, no livro "Os demônios", Editora 34, tradução (magnífica) de Paulo Bezerra, pág. 666, Fiódor Dostoiévski usou estas palavras:
"Não era da vileza que eu gostava... Gostava do êxtase que me vinha da angustiante consciência da baixeza".

De onde vem a maldade?
É uma pergunta que muitos de nós já fizemos: por que algumas pessoas têm prazer em serem cruéis? Não aquelas classificadas como psicopatas ou condenadas por crimes violentos, mas especificamente os bullies das escolas, os trolls da internet e até membros da sociedade tidos como respeitáveis.
Recentemente, o psicólogo Delroy Paulhus, da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, examinou profundamente as partes mais sombrias da psique humana. "Preparamos questionários com perguntas extremas e descobrimos que alguns voluntários facilmente admitiam já ter causado dor em outras pessoas apenas por prazer", conta.
É muito fácil tirar conclusões rápidas e simplistas sobre esse tipo de indivíduo. "Temos uma tendência a querer simplificar o mundo, dividindo as pessoas entre as boas e as más", afirma o psicólogo. Mas existe uma "taxonomia" para os diferentes tipos de maldade encontradas no dia-a-dia.
Segundo ele, essa tendência não é apenas um mero reflexo do narcisismo, da psicopatia ou do maquiavelismo, mas sim uma subespécie de maldade, à qual deu o nome de "sadismo cotidiano".
Caça aos trolls
Paulhus acredita que esse comportamento é semelhante ao dos trolls da internet. "Eles são a versão online do sadista cotidiano porque passam um bom tempo procurando pessoas para atacar".
Um pesquisa anônima com indivíduos que deixam comentários com teor de trolagem na rede concluiu que eles são os que marcam mais pontos nos testes de personalidade cruel e têm o prazer como sua principal motivação.
Texto: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/02/150216_vert_fut_maldade_ml
Imagem: do tarot das redes sociais
Arquivo
Sobre trolls | A face da trollagem

Laboratório de violão

Ele poderia mudar de tom para ninar o bebê?


http://bitsandpieces.us/2019/03/guitar-lullaby/#respond

Coisas terríveis acontecem ao se tocar uma canção em Ré Maior.

Uma rede, um violão

03 setembro, 2019

Fones de ouvido - 14

Seus fones de ouvido estão sempre caindo?

Fim do problema.
(http://bitsandpieces.us/2019/03/life-hack/)
+ fones de ouvido
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O Testemunho das Rochas

O Dr. Joseph Barratt foi um polímata excêntrico que viveu em Middletown, Connecticut, em meados do século XIX. Além da medicina, ele tinha muitas outras paixões como a botânica, a geologia, a paleontologia e línguas nativas.
Seu apartamento era repleto de minerais, rochas, fósseis, livros, esqueletos articulados, pássaros taxidermizados, folhas pressionadas, cérebros preservados em jarros e outras curiosidades naturais. Por fim, a saúde mental de Barratt deteriorou-se a ponto de ele ser enviado para uma instituição asilar, onde morreu em 1882.
Para celebrar a curiosidade científica de Barratt e reconhecer suas contribuições para a paleontologia, seus amigos coletaram duas placas de arenito de uma pedreira próxima para ser sua lápide. A pedra vertical, sobre a qual o nome de Barratt é esculpido, tem várias pegadas de dinossauros nas costas. A segunda laje, sobre a qual a primeiro repousa, contém os fósseis de dois tocos de árvores da era jurássica, juntamente com a inscrição "O Testemunho das Rochas".
Outras lápides
- de Diofanto
- de Walter Summerford
- de Alfred Schnittk
- do compositor Alfred Snichttke
- do túmulo mais visitado (em Utah, EUA)