É uma expressão popular usada para indicar um acontecimento inesperado e que serve para mostrar que nem sempre as pessoas controlam o que vai ocorrer em sua vida e na vida das outras pessoas.
A ironia do destino pode acontecer de muitas maneiras. Por exemplo, alguém comprar um circo e o anão começar a crescer.
Pior do que a ironia do destino só o sarcasmo do destino.
Quem criou o conceito da garrafa de Klein
Felix Klein, matemático. Nasceu em 25 de abril de 1849 em Düsseldorf, Prussia (atual Alemanha) e faleceu em 22 de junho de 1925 em Göttingen, Alemanha.
Conhecida por suas "propriedades estranhas", a garrafa de Klein é um objeto matemático que vive em um espaço de quatro dimensões embora possa ser visualizado em um espaço de três dimensões. A garrafa de Klein, um conceito de matemática bastante interessante, trata-se de uma superfície fechada sem margens e não orientável. Isto é, uma superfície em que, de modo consistente, não é possível definir um "interior" e um "exterior" nem as noções de direita e esquerda.
Se você colocar água em uma garrafa normal, a água não sai. Mas, se você colocar em uma garrafa de Klein, a água sairá, porque a garrafa não tem uma parte interior. Nela, o interior e o exterior se confundem. Entre as estruturas relacionadas que também não são orientáveis está a faixa de Möbius. Enquanto uma faixa de Möbius é uma superfície com borda, uma garrafa de Klein não possui borda (a título de comparação, uma esfera é uma superfície orientável sem borda). Wiki
Quem construiu a garrafa de Klein
Mitsugi Ohno, soprador de vidro. Nasceu em 28 de junho de 1926 em Bato-machi, Tochigi-ken, no Japão e faleceu no dia 22 de outubro de 1999.
Aos 35 anos, Mitsugi emigrou para os Estados Unidos, juntamente com a esposa e filhos, no dia 5 de Fevereiro de 1961. Na Universidade Estadual de Kansas (KS), o professor Alvin B. Cardwell lhe ofereceu a posição de soprador de vidro, onde passou a desenvolver as vidrarias usadas na Universidade.
Nas horas vagas, ele produzia esculturas de vidro em escala reduzida. Suas esculturas eram extremamente detalhadas, e Mitsugi tornou-se conhecido na Universidade de Kansas por dizer: "Tudo aquilo que pode ser produzido com o vidro, sou capaz de fazer".
O professor Cardwell lhe fez um desafio: construir uma garrafa de Klein legítima em vidro.
A garrafa de Klein pode ser construída (no sentido matemático, porque esta não pode ser concebida fisicamente sem permitir que a superfície apresente uma intersecção com ela mesma).
Após vários dias tentando, construir a garrafa de Klein com uma única abertura, Mitsugi afirmou que o objeto seria impossível de fabricar em vidro. Mas, algum tempo depois, a solução do problema revelou-se a ele num sonho, e Mitsugi foi ao laboratório para soprar o vidro e fabricá-la. Essa foi a mais complexa obra de Mitsugi ao longo de sua carreira como soprador de vidro.
Entre as bilhões de estrelas da Via Láctea algumas se movem muito mais rapidamente do que todas as outras. Estas estrelas, conhecidas como estrelas hipervelozes, não são originárias da Via Láctea, mas de uma galáxia vizinha e invadiram a nossa galáxia graças às suas velocidades extremas.
É o que diz um estudo publicado por um grupo de pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, que criou um modelo para calcular a trajetória e a velocidade destas estrelas de hipervelocidade e com isso descobrir a sua verdadeira origem: a Grande Nuvem de Magalhães.
Na Via Láctea, há pelo menos 100 bilhões de estrelas. Até a presente data, já foram descobertas 20 estrelas hipervelozes, embora estime-se que existam cerca de 10 mil delas na galáxia em que vivemos.
O estudo também estima que a Grande Nuvem de Magalhães nos envie uma destas estrelas de hipervelocidade a cada 300.000 anos ou mais.
"Na minha opinião como cidadão vialáctico, eu não gosto da ideia de que essas estrelas venham assim tão facilmente. Deveriam fazer um muro intergaláctico e que paguem os Magalhães..."
Conheça nossos vizinhos
Grupo Local - É o grupo composto por mais de 54 galáxias que inclui nossa Galáxia, a Via Láctea, sendo a maioria delas galáxias anãs, com o centro gravitacional localizado entre a Via Láctea e a Galáxia de Andrômeda. As galáxias do Grupo Local cobrem uns 10 milhões de anos-luz de diâmetro e têm uma aparência binária. Os dois membros principais do grupo são a Via Láctea e a Galáxia de Andrômeda. Estas são duas galáxias espirais e cada uma tem um sistema de galáxias satélites. Andrômeda é a maior do grupo. e Via Láctea é a segunda maior, sendo possivelmente a mais massiva. A terceira e quarta são a Galáxia do Triângulo e a Grande Nuvem de Magalhães, que são satélites de Andrômeda e da Via Láctea, respectivamente. (N. do E.)
— Que diabos, precisamente, significa "pois é"? Sem essa expressão, as conversas cariocas seriam reduzidas pela metade, mas uma definição de conteúdo confunde qualquer análise. Ela não necessariamente quer dizer que o sujeito esteja concordando com o interlocutor, nem o contrário. É tão vaga que desconfio que tenha sido inventada por um político. E nem estou entrando no mérito do "pois não?".
Tim Vickery, colunista da BBC Brasil
Vídeo: "Pois é" de Tom e Chico, por Elis Regina
— Xá comigo! E nem estou entrando no mérito do "Pois é" do Ataulfo Alves, do "Pois é" do conjunto Los Hermanos, do "Pois é, pra quê?" do Sidney Miller, do "É, pois é" do Almir Guineto e do "Pois é, Seu Zé", do Gonzaguinha.
Um homem se encontra isolado na torre de uma igreja devido ao transbordamento de um rio da região por fortes chuvas.
Assim, ele passa toda a manhã até que, à tarde, chega um bote.
— Viemos resgatá-lo.
— Não, obrigado. Tenho fé em Deus e sei que Ele me salvará.
O homem continua no campanário enquanto o bote se distancia.
Assim, ele passa toda a noite até que, na manhã seguinte, se aproxima do campanário uma lancha.
— Viemos resgatá-lo.
— Não, não estou precisando. Tenho fé em Deus e sei que Ele me salvará.
O homem continua no campanário enquanto a lancha se vai.
Passam as horas e, de tarde, chega um helicóptero.
— Viemos resgatá-lo.
— Não, obrigado. Eu confio plenamente em Deus e sei que Ele me salvará.
Um membro da equipe de socorro do helicóptero o adverte:
— Olha que a coisa pode piorar. A represa que fica rio acima está prestes a romper.
— Tranquilo, sigam. Eu tenho absoluta fé em Deus, e Ele me salvará.
O helicóptero parte.
À noite, a represa cede e a água destrói tudo em sua passagem pelo campanário.
O homem morre afogado e sua alma vai ao Céu, onde se apresenta a Deus.
— Deus, eu sempre fui um devoto, um cristão de fé inabalável. Por que, então, não vieste me ajudar?
— Não te ajudei, dizes? Ora, se eu te mandei um bote, uma lancha e um helicóptero!
Este estilo de combate chamado de "pancadaria russa", que marca os grandes feriados do grande país eslavo, existe desde tempos antigos e personifica as virtudes marciais fundamentais dos homens russos: coragem, bravura e camaradagem.
Jaime Nogueira
Monte o seu time.
Acima, uma encenação do filme "O Barbeiro da Sibéria", de Nikita Mikhalkov. Em 0:44, um dos personagens após cair com o rosto na neve parece gritar "ai, Jesus".
Mas esse pugilato massivo "à la" russa tem suas regras. São um total de 9, segundo o RUSSIA BEYOND.
Não é um disco redondo apoiado na parte traseira de quatro elefantes que estão sobre uma tartaruga gigante.
Não é uma grande mulher nua chamada Gaia cujo clítoris fica na Tailândia.
Não é um planeta redondo como calculava o grego Eratóstenes com suas varetas.
Não é um planeta oco com o interior habitável.
A Terra é simplesmente como mostra esta fotografia que consta do acervo da Sociedade da Terra Cúbica
O astrofísico Neil deGrasse Tyson fazia uma palestra no Wilbur Theatre, de Boston, quando Jack, de 6 anos, lhe perguntou qual era o sentido da vida,
Então, qual é o sentido da vida? Acho que as pessoas fazem essa pergunta na suposição de que "sentido" é algo que você pode olhar e dizer "Aqui está, eu o encontrei! Este é o sentido que eu estava procurando!". Essa ideia, no entanto, não considera a possibilidade de que "sentido" é algo que você possa criar. Algo que você possa fabricá-lo para si mesmo e para os outros.
Então, quando eu penso em "sentido da vida", eu me pergunto: "Será que eu aprendi alguma coisa hoje que eu não sabia ontem, trazendo-me um pouco mais para perto de saber tudo o que pode ser conhecido no Universo?" Se eu viver um dia e eu não sei um pouco mais do que eu fiz no dia anterior, eu acho que desperdicei aquele dia. Então, as pessoas que, no final do ano letivo, dizem "O verão! Eu não tenho o que pensar!", sei lá… Pensar lhe traz para mais perto da Natureza. Saber como as coisas funcionam lhe dá poder para influenciar os acontecimentos. Dá-lhe poder para ajudar as pessoas que possam precisar dele para ajudar a si mesmo e sua trajetória.
Então, quando eu penso no sentido da vida, não é uma questão eterna e irrespondível; para mim, está ao meu alcance todos os dias. Então, para você, com a idade de seis anos e três quartos, posso sugerir que você pode explorar a natureza, tanto quanto você puder. E, ocasionalmente, significa sujar a sua roupa, porque você pode querer saltar em poças e seus pais não querem que você faça isso. Diga-lhes que eu lhe dei permissão!
Eu dou-lhe mais permissões. Alguma vez você já bateu nas coisas em sua cozinha? Você ainda é uma criança e parte da condição de ser uma criança é explorar o mundo ao seu redor. E todas as leis da Natureza que influenciam esse mundo. Então, pegue diferentes coisas e bata nelas com uma colher e perceba que os sons são diferentes. Soa diferente com diferentes colheres. Seja alumínio, aço ou cobre, Soam diferentes! A maioria dos pais dizem "não faça isso, você vai ficar sujo. Pare com isso, porque faz muito barulho". Você responde "Por que vocês me tiveram, em primeiro lugar?". Algumas pessoas não tem filhos para que eles tenham as casas arrumadas. Porque as crianças fazem bagunça! Elas fazem isso porque estão explorando o mundo. Então, você tem a minha permissão… bem, você estará em apuros, eu não vou estar por perto…
Portanto, o seu sentido da vida estará em suas mãos; se você tem liberdade, você pode explorar o mundo. Então, quando você ficar mais velho, você estará tão perto de saber como funciona o mundo que, provavelmente, você vai dizer "Eu sei como resolver isso! Eu estive pensando sobre isso. Tenho pensando nisso desde que eu estava batendo nas coisas na cozinha. Quando eu ainda estava pegando os flocos de neve com a minha língua ao descer a rua." [...]
Os visitantes do Museu imperial, em Petrópolis, após passarem por magníficos e belos salões não têm como não ficarem admirados com tanta suntuosidade, com tanto luxo e requinte. Quase ao final da visita, todos têm que passar por uma mostra de retratos e de instrumentos da escravidão brasileira. Uma senhora que estava em nosso grupo, ainda jovem, com dois filhos pequenos, ficou horrorizada com aquele final de percurso no museu. Parecia ter sido tomada de pavor por aquelas salas onde eram exibidos retratos de escravos e, também, pelourinhos, chicotes etc.
- Nossa, que coisa horrível. E puxou os filhos para que estes não vissem aquelas cenas.
Como ela estava muito perto de mim, falei:
- Mas, o que nos choca mais é que, se não fosse isto - apontei para o retrato dos escravos -, não existiria aquilo. E apontei em direção aos salões suntuosos.
E completei, exagerando um pouco:
- Até hoje, em nosso belo sistema, uma coisa ainda depende da outra.
- Que horror, quase gritou, mais apavorada ainda. Deu um "rabanão" com a cabeça e saiu quase correndo, puxando as crianças. Ao invés de lhes ensinar o significado daquilo tudo.
Faço público que o Sr. Simão Alves Quarenta é um refinadíssimo patife que, quando o pai lhe morreu (por ter um filho tão ordinário, com certeza), roubou a herança das irmãs que dissipou em orgias; depois de gasta essa fortuna, suas irmãs obrigadas a esmolar para viver, este salafrário começou a passar contos de vigário nos incautos, fazendo transações em nome de firmas fantásticas, captou a confiança de uma viúva rica que lhe ouviu as lábias de velhaco e reduziu esta pobre também à mais tormentosa miséria; depois disso, empregou-se como caixa do Banco dos Sineiros e Repicadores, quebrando este importante estabelecimento de crédito, reduziu à miséria muitas famílias, e corrida essa lebre começou a negociar em gado nas feiras de Minas, presumindo-se que passando notas falsas, este sujeito está hoje de novo entre nós e estabeleceu um armazém na rua do Quebra Coco, cuidado com ele, vizinhança!!!
Uma churrascaria em Pequim tornou-se um local de jantar favorito para a comunidade científica da capital, como relata Li Hongyang.
Quando Feng Shangqing publicou um artigo em uma revista científica, ela simplesmente esperava que isso fosse benéfico para sua carreira médica. Ela certamente não imaginou que o artigo resultaria numa oferta de desconto em um restaurante de Pequim.
A médica, que se formou numa universidade em Xian, província de Shaanxi, recebeu um desconto de 84 yuan (US $ 12,67) no Lancet Barbecue, um restaurante de churrasco que é popular entre os profissionais médicos, como resultado do Fator de Impacto (FI) do seu artigo. O desconto de 84 yuan foi um múltiplo do fator de impacto do artigo de 8,4, que é considerado uma boa pontuação.
De acordo com as regras do restaurante, cientistas, profissionais médicos e cientistas sociais são candidatos a um desconto se tiverem artigos recentemente publicados em revistas que estejam incluídas em bancos de dados como o Science Citation Index e o Social Citation Index.
O FI do artigo é multiplicado por 10 para determinar o desconto, que pode representar até 30% da conta.
Paul Erdős ensinando Terence Tao em 1985, na Universidade de Adelaide.
Imagem: Wikimedia Commons
O matemático Erdős (pronuncia-se "air-dish") não tinha casa, nem trabalho, nem hobbies. Em vez disso, por 60 anos, ele perambulou no mundo, ficando com cada uma das centenas de colaboradores apenas o tempo suficiente para terminar um projeto e, em seguida, tocar em frente. Paul Erdös estruturou sua vida para maximizar a quantidade de tempo que ele dispunha para a matemática. Ele andava com uma mala desgastada e uma bolsa de plástico, cor laranja, com a logomarca do Centrum Aruhaz ("Armazém central"), uma grande loja de departamento em Budapeste. Na busca sem fim por bons problemas matemáticos e novos talentos matemáticos, o "mago de Budapeste" atravessou quatro continentes a um ritmo frenético, passando de uma universidade ou centro de pesquisa para o próximo. Seu modus operandi era aparecer na porta de um colega matemático e declarar: "Aqui estou: meu cérebro está aberto", trabalhar com o anfitrião por um ou dois dias, até que ele estivesse entediado ou seu anfitrião estivesse atarefado, e depois se mudar para outra casa. Vegre nem butulok tovabb (Finalmente, estou deixando de ficar estúpido) foi o epitáfio que o "Mozart da matemática" escreveu para si mesmo.
Fontes: The Man Who Loved Only Numbers, por Paul Hoffman https://pt.wikipedia.org/wiki/Paul Erdös
Links internos: O número de Erdös | Café com matemática | Dados e números primos
15/12/2017 - Atualizando ...
"Para [Joel] Spencer e muitos outros matemáticos, Erdös era uma versão moderna de um monge mendicante medieval. Erdös é freqüentemente chamado, sem rastro de ironia, um santo. Na verdade, havia algo santo na generosidade de Erdös, em sua honestidade e seu apoio aos direitos do indivíduo. Mas a essência da santidade de que seus amigos falam foi sua total devoção à busca matemática da beleza pura. Erdös costumava dizer que "a propriedade é um incômodo". Na verdade, para Erdös, todos os aspectos da vida - empregos, dinheiro, propriedade e vínculos pessoais íntimos - que interferiram com sua devoção à matemática eram um incômodo a ser evitado. Enquanto poucas pessoas escolheram imitá-lo, a vida de Erdös foi um exemplo apreciado por muitos."
~ Bruce Schechter, em "My Brain Is Open"
A expressão «letras garrafais» designa, em gíria jornalística, os caracteres tipográficos a partir do corpo 72, embora só acima dos 100 pontos o leitor comece a ter uma sensação visual forte. Os títulos impressos nestes corpos (o tamanho da letra) têm de ser curtos, para adquirirem «volume» na página. A imprensa séria só em situações excepcionais utiliza corpos de letra dessa dimensão, mas a imprensa sensacionalista recorre a eles com grande frequência, para induzir no leitor uma ideia de importância que as notícias e as reportagens geralmente não têm.
A origem da expressão é, na minha opinião, espanhola.
Há, em Espanha, uma espécie de ginja (cereja) designada por ginja garrafal (em Portugal também existe a mesma designação), que se caracteriza por frutos maiores e mais duros do que os das restantes espécies. O garrafal, aqui, não tem qualquer relação com garrafa e aparece associado a uma noção de grandeza.
Faça um passeio virtual no Washington Banana Museum, o Museu da Banana de Washington.
A curadora da exposição permanente é Ann Mitchell Lovell, que reuniu neste museu cerca de 6.000 itens: uma mistura de artefatos, arte popular e outras peculiaridades culturais dedicadas à fruta nº 1 do mundo.
The Gang's All Here (1943), full movie (blu-ray version)
Alice Faye, Carmen Miranda, Phil Baker e outros
Benny Goodman e orquestra
No Brasil : Entre a Loura e a Morena (versão dublada em português)
Abolida em 1888 e tendo contribuído para a queda do Império no ano seguinte, a escravidão foi o fato mais obscuro da história do Brasil em que índios e, principalmente, negros eram tratados como animais e sem qualquer direito civil. Pessoas vendiam, compravam e até alugavam escravos, em uma atividade que movimentava a economia brasileira no século 19.
Como se sabia quem vendia, quem comprava ou quem alugava? Como se reportava à fuga de escravos que, cansados de tanto sofrimento, fugiam de seus proprietários? Por meio de anúncios de jornal.
Douglas Nascimento, do site São Paulo Antiga, fez uma seleção de 14 anúncios relacionados a escravos do jornal "Correio Paulistano", que foram veiculados entre os anos de 1857 e 1879. Considerados normais e corriqueiros naqueles tempos, os anúncios hoje causariam repulsa e indignação, confira-os.
Estes anúncios não podem ser esquecidos, pelo contrário. São provas documentais de um passado terrível da história do Brasil.
(matéria sugerida pelo colaborador Jaime Nogueira)
O teorema das quatro cores foi conjeturado há mais de 150 anos e, de forma conclusiva, foi comprovado em 1976. É um excelente exemplo de como as idéias antigas se combinam com novas descobertas e técnicas em diferentes campos da matemática para fornecer novas abordagens para um problema. É também um exemplo de como um problema, inicialmente pensado em ser simples para ser "resolvido", tornou-se mais complexo. Além disso, é o primeiro espetacular exemplo em que um computador esteve envolvido para provar um teorema matemático. O começo
A conjetura de que qualquer mapa poderia ser colorido usando apenas quatro cores apareceu pela primeira vez, em 1852, numa carta de Augustus De Morgan (1806-1871), professor de matemática do University College, em Londres, para seu amigo William Rowan Hamilton (1805-1865), famoso matemático irlandês.
O problema, tão simplesmente descrito, mas tão tentadoramente difícil de provar, atraiu a imaginação de muitos matemáticos na época. No final da década de 1860, o próprio De Morgan tomou para si o problema e tentou resolvê-lo usando um mapa com quatro regiões. Neste modelo, cada região tocava nas outras três, sendo uma delas completamente fechada pelas outras. Mas, por não encontrar uma maneira de provar, ele usou o modelo como um axioma - a base de sua prova.
Uma "prova" feita em um computador é uma prova adequada?
Como a prova foi feita com a ajuda de um computador, houve um protesto imediato. Muitos matemáticos e filósofos alegaram que a prova não era legítima. Alguns disseram que as provas só deveriam ser "comprovadas" pelas pessoas, e não pelas máquinas, enquanto outras, de uma mente mais prática, questionavam a confiabilidade dos algoritmos e da capacidade das máquinas para executá-las sem erros. No entanto, como muitas das provas escritas por matemáticos são consideradas defeituosas, então o argumento sobre a confiabilidade parece vazio. Independentemente das opiniões expressas, a situação produziu uma discussão séria sobre a natureza da prova que ainda continua atual.
Chorar como eu chorei / Ninguém deve chorar / Amar como eu amei / Ninguém deve amar / Chorava que dava pena / Por amor a Madalena. (Ary Macedo e Ayrton Amorim)
https://youtu.be/o8V7gSHqjZU - c/ Linda Batista
https://youtu.be/wuRMYPhw9ng - c/ Miltinho
Madalena, Madalena / Você é meu bem querer / Eu vou falar pra todo mundo / Vou falar pra todo mundo / Que eu só quero é você. (adaptação de Martinho)
https://youtu.be/-94RB8byUVc - c/ Martinho da Vila
No outro dia eu fui acordando / Pois foi um sonho a grande jornada / Por isso mesmo eu creio em Madalena / A pecadora foi santificada / E será sempre minha protetora / Porque minh'alma já sente amparada. (Faísca)
https://youtu.be/j2Xpji6wm3M - c/ Criolo e Barrerito
Maria Madalena dos Anzóis Pereira / Teu beijo tem aroma de botões de laranjeira / Mas a pretoria não é brincadeira / Maria Madalena dos Anzóis Pereira. (Pedro Caetano)
https://youtu.be/VQkRYGAoFF8 - c/ Cyro Monteiro e Regional do Benedito Lacerda
Madalena, você foi ao samba sem me avisar / Parece incrível, mulher / Você não tem pensar / Veja se isto é hora / O sol já está de fora / Vou para o trabalho / E você no samba até agora.
https://youtu.be/ARMmjqHPyCo - c/ Mestre Marçal
Eu sei que Madalena chorou / Depois que o nosso amor se acabou / Arrependido, fui pedir-lhe perdão / Madalena me disse que não. (Darci de Oliveira e Valdemar Pereira)
https://youtu.be/iKPG2xbomEk - c/ Trio de Ouro
Ai, Madalena chorou / Ai, Madalena chorou / Chorou porque não viu o Claudionor / Na escola de samba que ele era o diretor. (Osvaldo França e Blecaute)
https://youtu.be/2CirTukYRkA - c/ Hebe Camargo
Madalena foi pro mar / E eu fiquei a ver navios / Quem com ela se encontrar / Diga lá no alto mar / Que é preciso voltar já / Pra cuidar dos nossos filhos. (Chico Buarque)
https://youtu.be/VTvRcb8zYRc - c/ Chico
https://youtu.be/XeARDvy_Ric - c/ Chico (em italiano)
https://youtu.be/4Fkwn3vXxhI - c/ Nara
Pra onde vai, Madalena? / Vou pra festa no arraiá / Volta pra casa, menina / Você não perdeu nada lá. (Zé Araújo e JC Souza)
https://youtu.be/18K5U-DXJIo - c/ Ary Lobo
Ô Madalena / O meu peito percebeu / Que o mar é uma gota / Comparado ao pranto meu. (Ivan Lins e Ronaldo Monteiro)
https://youtu.be/5GzcIK5pNUQ - c/ Elis
https://youtu.be/aGbPsDKqpcg - c/ Diogo Nogueira
https://youtu.be/iCDBpPdE3wE - c/ Ivan Lins
Eu tenho a boca que arde como o sol / O rosto e a cabeça quente / Com Madalena vou-me embora / Agora ninguém vai pegar a gente. (Bob Dylan)
https://youtu.be/Bct31oodjAw - c/ Fagner
Quando ela dança todo mundo se agita / E o povo grita o seu nome sem parar / É a cigana Sandra Rosa Madalena / É a mulher com quem eu vivo a sonhar. (Roberto Liv)
https://youtu.be/SDThFO9hbAk - c/ Sidney Magal
Entra em beco, sai em beco / Há um recurso, Madalena / Entra em beco, sai em beco / Há uma santa com seu nome / Entra em beco, sai em beco / Vai na próxima capela / E acende uma vela / Pra não passar fome. (Isidoro Oliveira)
https://youtu.be/JtuakMJchb8 - c/ Gilberto Gil
Con ese corazón tan cinco estrellas / Que hasta el hijo de un Dios / Una vez que la vio / se fue con ella / Y nunca le cobró la Magdalena. - c/ Joaquin Sabina (vídeo)
"Billie Jean" é uma das músicas mais conhecidas de Michael Jackson, e o seu videoclipe ainda é considerado um dos vídeos musicais mais emblemáticos da década de 1980.
Aqui o guitarrista Steve Onotera revisita "Billie Jean", ao tocar esta música no estilo Spaghetti Western,
Guitarrista canadense de ascendência japonesa + violão clássico espanhol + música pop estadunidense + estilo de filme ocidental italiano = choque cultural
Spaghetti Western é um subgênero de filmes ocidentais que surgiram em meados da década de 1960, na sequência do estilo de produção de filmes de Sergio Leone. O típico time do Spaghetti Western era composto por um diretor italiano, uma equipe técnica ítalo-espanhola, um elenco de atores italianos, espanhóis, alemães e americanos e, às vezes, uma estrela de Hollywood desbotada (o que não foi o caso quando o jovem Clint Eastwood estrelou em três dos filmes de Sergio Leone).
Empresas, grande mídia, instituições patronais, muitos políticos e todos aqueles que apoiam a reforma, no entanto, buscam suavizar seus impactos incorporando um senso de urgência heroica, que advém do principal argumento pró-reforma, a saber: o de que a suposta modernização da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) reverteria o quadro de desemprego no país, no médio prazo, quando sabemos que o único elemento capaz de dinamizar a economia e contribuir com a geração de emprego é o crescimento econômico, e não a flexibilização das relações laborais. [...] O trabalho intermitente significa para todos nós, na condição de trabalhadores e assalariados, que teremos de estar disponíveis à empresa e à arbitrariedade do empregador ou gestor imediato para trabalhar somente quando e se lhes for julgado conveniente e, sobretudo, recebendo também somente por essas horas efetivamente trabalhadas.
Os escravos do final de semana, por Fernando Brito
Cinco horas, aos sábados e domingos – em geral, 9 dias por mês, a R$ 4,45 a hora.
Salário mensal de R$ 200.
R$ 184, líquidos, porque desconta previdência, um desconto que de nada vale se o empregado não tirar mais uns R$ 75, todo mês, para complementar a contribuição sobre o mínimo. Neste caso, sobram-lhe R$ 110.
Mas quem disse que o patrão vai dar vale-transporte? É obrigatório, mas será, para o “trabalhador intermitente”?
Não sendo, tome aí uns sete reais pela passagem de ida e volta, nove dias: R$ 63
Sobram R$ 47.
15/04/2019 - Atualizando ..
"O trabalho é a melhor das regularidades e a pior das intermitências." ~ Victor Hugo
Brasileiro é tão idiota e tem tanta superstição misturada com preconceito, que custa a acreditar como ele assimila costumes, atos e celebrações estrangeiras, principalmente se forem norte-americanas. Deve ser por pura ignorância mesmo.
Não vamos nem falar nessa coisa de Dia das Bruxas, sem nenhuma tradição entre nossas mentes colonizadas, e que tem uma enorme aceitação entre os mais fervorosos defensores de nossa nacionalidade. Pois bem!
Aí, ao juntar nossa superstição mais idiota a todas sextas-feiras ao nosso preconceito mais mesquinho aos negros, fica difícil acreditar que o Brazuca Azul de Anil aceite tão ardorosamente, quase amorosamente, essa coisa de "Black Friday". Deve ter alguma explicação sócio-econômico-cultural, dessas que apenas justificam mas não explicam nada. Tudo bem!
Tudo bem? Ora, repito, deve ser uma puta(ra) ignorância mesmo. Primeiro, sendo como são, como aceitam uma promoção de uma "sexta-feira negra"?
- Mas foi copiada dos "istadusunidu"!!!
Deve ser esta a única explicação. E tem mais, ao importar tais asneiras nem atentamos para o verdadeiro significado da coisa e a tal "Black Friday" vigora a semana inteira!
Pois é, tem "Black Friday" segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sábado, domingo... Vários comerciantes só não fazem na sexta-feira. Arriscar o azar assim de bobeira, né?
Acontece com a tal "Black Friday" o mesmo que a música "Imagine", do John Lennon, que algumas pessoas insistem em cantar em celebrações religiosas. Deve ser uma puta(ra) ignorância mesmo! Simples assim.
1
O antigo diretor do Diário de Minas (José Oswaldo de Araújo, poeta parnasiano de renome estadual e futuro prefeito de Belo Horizonte) contaria, anos mais tarde, a impressão que lhe causou o comentário de um amigo, o escritor Afonso Pena Júnior, ao ler os primeiros poemas de Carlos Drummond de Andrade: "Aqui há Otis", sentenciou o futuro ensaísta de "A arte de furtar e seu autor", poeta simbolista já quarentão, que, em sua juventude, já brilhara em dois grupos literários belo-horizontinos, os "Cavaleiros do Luar" e os "Jardineiros do Ideal". "Aqui há Otis" - eram estes os dizeres das placas que anunciavam a instalação de elevadores, um dos símbolos da modernidade que, ufa, desembarcava na jovem capital de Minas.
— "O desatino da rapaziada", por Umberto Werneck https://books.google.com.br 2
Ainda continuei trabalhando no hospital quase um ano. Já publicando, me pagavam 10 mil réis por desenho. Aí me devolviam os originais que eram grandes assim, e com esse desenhos do "Eu Vi" (revista em que o desenhista cearense Luiz Sá publicou seus primeiros desenhos no início da década de 1930) fiz uma exposição no Museu de Artes e Ofícios. Vendi um bocado de quadros. Inclusive um, "A Fundação da Cidade do Rio de Janeiro", um desenho todo estrambólico: aqueles índios trabalhando, tal e tal, um Estácio de Sá assim, e numa construção eu botei: "Aqui há Otis". Aí chegou um senhor, comprou na hora. Ele falou: "Esse seu quadro aqui, nas 400 agências da Otis no mundo inteiro, tem esse quadro". Então eu disse: "Estou muito importante". Não fiz com maldade nenhuma, que eu não tinha essa maldade de dar golpe. É porque a gente chegava ao Rio e via assim num prédio: "Aqui há Otis", "Aqui há Otis", era só o que se via. Ele me pagou 100 mil réis pelo quadro, que era dinheiro naquele tempo.
— Uma entrevista histórica dada por Luiz Sá ao também cartunista Fortuna, em abril de 1975, no terceiro número da revista "O Bicho". http://www.onordeste.com
(Os grifos são nossos.) 3
— Uma demonstração da segurança do elevador Blog EM, 14/08/2017
Depois de participar de grupos dados à libertinagem e aos jogos de azar, Pascal experimentou uma transformação em sua vida.
Em 1654, após escapar da morte em um acidente de carruagem numa das pontes de Paris, ele entrou em êxtase espiritual. Em "Memorial", Pascal situou no tempo o início de sua crise mística:
"Ano da graça de 1654, segunda-feira, 23 de Novembro, dia de São Clemente, papa mártir, e de outros no martirológio. Vigília de São Crisógono, mártir, e de outros. Das dez horas e meia da noite, mais ou menos, até cerca de meia-noite e meia."
Logo depois, ele foi viver em meditação, no Convento de Port Royal, onde já havia entrado, como freira, sua irmã Jacqueline.
Num certo sentido, podemos afirmar que, convertido à religião, Pascal dedicou-se à filosofia.
Blaise Pascal foi uma exceção na sua época. Enquanto a maioria dos filósofos vivia quase exclusivamente da herança de Descartes, que defendia o racionalismo e a especulação lógica, fria, clara e precisa aplicada a toda e qualquer forma de ciência, seja ela exata ou humana, Pascal moveu uma guerra contra esses conceitos.
(http://webpages.fc.ul.pt/~ommartins/seminario/pasca_l/religiao.htm)
Aqui é Joseph. Ele construiu uma máquina de Rube Goldberg para assar um peru.
Em seu apartamento no Brooklyn, NY, ele registrou em vídeo como a máquina funciona.
Este é o vídeo:
Uma máquina de Rube Goldberg é uma máquina que resolve um problema da vida quotidiana com objetos familiares, porém de forma inusitada.
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marcial, relativo a guerras (palavra com origem latina: na mitologia romana Marte era o deus da guerra)
O eclipse de Tales
De acordo com Heródoto, a aparição de um eclipse solar foi interpretada como um presságio e interrompeu uma batalha entre os medos e os lídios, no lugar que atualmente fica no centro da Turquia. A luta imediatamente parou, e eles concordaram em fazer uma trégua. Como os astrônomos podem calcular as datas dos eclipses históricos, Isaac Asimov descreveu essa batalha como o primeiro evento histórico cuja data é conhecida com a precisão do dia: 28 de maio de 585 a.C. ("Predicted Solar Eclipse Stops Battle", WIRED)
Uma versão americana
As tribos Seneca e Mohawk estavam se preparando para a guerra quando um eclipse solar total varreu a região no final da tarde de 28 de junho de 1451. As duas tribos imediatamente celebraram a paz. ("A Star Called the Sun", George Gamow).
O dia da lua morta
Em zulu, "Isandlwana" significa "o dia da lua morta". Em 22 de janeiro de 1879, por volta das 14 horas e meia, ocorreu na África do Sul um eclipse solar anular (em que a Lua é visualmente pequena para encobrir o Sol). Mas isso não teve influência sobre o resultado final desta batalha em que os zulus venceram os britânicos. (Falhanços militares, Blog EM)
Em 413 a.C., um eclipse lunar causou pânico entre os marinheiros da frota de Atenas e afetou o resultado de uma batalha na Guerra do Peloponeso. Os atenienses estavam prontos para mover suas forças de Siracusa quando a lua foi eclipsada. Os soldados e marinheiros ficaram assustados com esse presságio celeste e relutaram em partir. Seu comandante, Nicias, consultou os adivinhos e adiou a partida por 27 dias. Esse atraso deu uma vantagem a seus inimigos, os siracusanos, que então derrotaram toda a frota ateniense e o exército, e mataram Nicias.
A chilena Gabriela Mistral (1889-1957), agraciada em 1945, foi a primeira mulher do continente americano a receber a distinção. A poeta, diplomata, feminista e pedagoga, autora de "Tala" e "Desolación", foi premiada "por sua poesia lírica, inspirada por fortes emoções, que fez de seu nome um símbolo das aspirações idealistas de todo o mundo latino-americano".
Um segundo chileno foi premiado com o Nobel em 1971. Pablo Neruda, autor de "uma poesia que, com a ação de uma força elemental, reaviva o destino e os sonhos de um continente", como assim justificou a Academia Sueca. Neruda (1904-1973), também político e diplomata, produziu uma vasta obra, com destaque para "Vinte poemas de amor e uma canção desesperada" e sua autobiografia "Confesso que vivi", entre outros trabalhos.
"Volver a los 17"
Violeta Parra foi uma compositora, cantora, artista plástica e ceramista chilena, considerada a mais importante folclorista e fundadora da música popular chilena.
Violeta Parra pode ser considerada a mãe da canção comprometida com a luta dos oprimidos e explorados, tendo sido autora de páginas inapagáveis, como a canção "Volver a los 17", que mereceu uma antológica gravação de Milton Nascimento e Mercedes Sosa. Outra de suas canções, "La Carta", cantada em momentos de enorme comoção revolucionária, nas barricadas e nas ocupações, tem entre os seus versos o que diz "Os famintos pedem pão; chumbo lhes dá a polícia". Mas suas canções não apenas são marcadas por versos demolidores contra toda a injustiça social. O lirismo dos versos de canções como "Gracias a la vida" (gravada por Elis Regina) embalou o ânimo de gerações de revolucionários latino-americanos em momentos em que a vida era questionada nos seus limites mais básicos, assim como a letra comovedora de "Rin de Angelito", quando descreve a morte de um bebê pobre: "No seu bercinho de terra um sino vai te embalar, enquanto a chuva te limpará a carinha na manhã".
O telefone toca insistentemente. Mesmo sabendo que pode ser vendedor(a) de alguma empresa que não se preza nem ao consumidor, a senhora atende:
- Alô!
- Alô, boa tarde, gostaria de estar falando com o Senhor X.
- É sobre o quê, minha filha?
- A semana passada eu conversei com ele e fiquei de estar apresentando uma nova proposta de contrato da nossa TV a cabo. É um combo.
A senhora interrompeu, fingindo-se assustada:
- Falou com ele a semana passada? Como você conseguiu, minha santa!
- Liguei para este número e ele atendeu.
- Você deve ser uma pessoa muito especial.
- Mas ele atendeu, foi muito educado e pediu-me para estar apresentando o nosso produto...
- Pois é, filha, eu moro aqui e nunca mais consegui falar com ele. Gostaria tanto de ouvir a voz dele!
- Desculpe, minha senhora, ele não mora mais aí?
- Mora não, minha santa, desde que morreu, há uns seis anos...
Plaft, telefone abruptamente desligado na fuça da cliente.
Jornal GGN – Chico Buarque declarou apoio à Frente Nacional Contra a Censura - FNCC, que será realidade no dia 21, quando será lançada em Belo Horizonte. O evento se dará no Palácio das Artes. Chico saúda o movimento e afirma ser necessário que artistas, bem como brasileiros esclarecidos em geral, se manifestem enquanto é tempo. A escalada dos movimentos ditos conservadores, mas que na realidade são fascistas é grande, e é preciso reagir.
Esses movimentos conservadores se valem de intimidação e de violência, tanto nas ruas quanto nas redes sociais, contra a liberdade de expressão, disse Chico. E, nos últimos meses, eles, os fascistas travestidos de moralistas, iniciaram uma cruzada moralista para cobrir as reais intenções, que é desviar a atenção do público para isso enquanto o Brasil é desmontado por Temer e sua patota. O Brasil vai sendo dilapidado. (*)
A Frente Nacional Contra a Censura publicou mensagem no Facebook que explica bem a que veio e o próximo evento em Belo Horizonte.
(*) "O golpe tem três eixos: retirar direitos, entregar riquezas e proteger corruptos." ~ Erika Kokay (PT - DF), entrevista à TV 247
"Passando por cima de direitos democráticos elementares; a onda obscurantista que assola o País vem condenando exposições, peças de teatro, apresentações de dança, shows e outras atividades artísticas e culturais e promove retrocessos em vários aspectos da vida nacional. Tal movimento visa controlar e cercear as liberdades de pensamento, de criação e manifestação artística legítimas de nosso povo.
Seguindo esse caminho de resistência, entidades da sociedade civil, intelectuais, artistas, personalidades e ativistas de diversas áreas e segmentos democráticos em âmbito nacional estão articulando uma – Frente Nacional Contra a Censura – a ser lançada formalmente no dia 21 de novembro, no Palácio das Artes."
N. do E.
Mata-burros são dispositivos que impedem a fuga de animais nas propriedades rurais, mesmo quando a porteira está aberta.
As previsões de Stephen Hawking para a Terra
O astrofísico britânico afirmou que é necessário construir uma base lunar nos próximos 30 anos e colonizar Marte até 2025. Para ele, o futuro da humanidade depende da exploração do espaço. "Tentar se espalhar por aí talvez seja a única estratégia que pode nos salvar de nós mesmos. Estou convencido de que os seres humanos precisam sair da Terra."
"... o primeiro elemento de adaptação, acomodação e de conquista do português." ~ Célia Corsino
Provérbios
Sábado de aleluia, carne no prato, farinha na cuia.
Não há carne sem osso nem farinha sem caroço.
Farinha pouca, meu pirão primeiro.
Não é só na memória afetiva dos brasileiros que a mandioca é importante – dela, Jorge Amado escreveu em seu "Navegação de Cabotagem": "onde quer que esteja levo o Brasil comigo mas, ai de mim, não levo farinha de mandioca e sinto falta todos os dias, ao almoço e ao jantar". [1] "Comida de pobre é farinha: engrossa o que está fino, esfria o que está quente e aumenta o que está pouco." ~ Otacílio Correia. [2]
Em 1817, na “Revolução dos Padres”, em Pernambuco, eles deixaram de fazer hóstias de trigo para fazê-las com tapioca. Mandioca, portanto. [3]
O Brasil não está fora do hábito da entomofagia. Na Serra da Ibiapaba, no Ceará, por exemplo, há pessoas que destacam as "bundas" das formigas tanajuras (fêmeas aladas das saúvas, que aparecem em grande quantidade no início da estação chuvosa e que são capturadas) para fritá-las, misturá-las com farinha de mandioca e... comê-las! [4]
Diálogo [5] [6] — Gosta de mulher? — Muito. — E de farinha? — Vixe!!!
Canto de capoeira "Ô Inácio, ô Inácio Mulher casa não come Farinha do mesmo dia Se ela come, ela morre E seu filho não se cria." [7]
Entrevista
"A gente planta um pauzinho no chão. E daquele pedaço de pau dá essas coisas maravilhosas. O alimento da gente. A gente tira a goma, tira a farinha; tira a crueira, a crueira serve pra fazer caldo pra pessoa que às vezes tá com a cabeça fraca, caldinho de crueira; as cascas servem pros animais comer e pra adubar a terra. A manipueira vai para essas plantas aí (mostra as bananeiras), fica a coisa mais linda a bananeira. Um pedacinho de pau que a gente planta no chão".~ Fátima Tremembé, para a jornalista Izabel Gurgel [8]
Num país que o soit-disant Mundo Ocidental Cristão colocava em dúvida, há uns 30 a 40 anos atrás, sobre a capacidade de seu povo de pelo menos se alimentar decentemente.
Sem maiores comentários!
Jaime Nogueira
Meu caro Esculápio:
Estou lhe enviando em arquivo PDF um livro primoroso (23 COISAS QUE NÃO NOS CONTARAM SOBRE O CAPITALISMO), escrito pelo coreano Ha-Joon Chang, professor da Universidade de Cambridge e amante das boas polêmicas, que explica direitinho a lambança que Temeroso e sua Quadrilha estão a fazer no Brasil de hoje. Estilo e bom humor muito similar ao de John Kenneth Galbraith.
Põe tua mão esquerda sobre teu ombro direito e a outra mão sobre teu ombro esquerdo.
Aperta fortemente, felicitando a ti mesmo. Nenhuma mulher se lembrou da porra desta data.
Feliz Dia!
A identificação do amadurecimento da melancia por sua aparência, tamanho ou cor da casca é muito difícil. O método comum subjetivo é geralmente baseado no som produzido por uma percussão aplicada na fruta. Este método, porém, é propenso a erros por fatores humanos. Pode ser uma boa maneira apenas para pessoas com muita experiência em sua execução. Por isso, pesquisadores estudam novos métodos acústicos para avaliar o grau de amadurecimento da melancia.
No Improbable Research, há a citação de três destes novos testes científicos: dois realizados na Coreia do Sul e um no Irã.
Há bordões que por uma razão, ou outra, marcam definitivamente. "Ponha um tigre no seu carro" se referindo à gasolina dos postos Esso. "Maria sai da lata" se referindo ao óleo "Maria", (*) do avô do meu amigo Laodse de Abreu Duarte. Ou a famosa pichação, dos anos 60 e 70 nos muros e nas estradas paulistas: "Cão Fila Km 26" feitas pelo lendário criador de cachorros desta raça, Antenor Lara Campos, o Tozinho, que morreu com 87 anos, em 2012. Contava, em meio a muitos palavrões, achando graça, suas aventuras com essas pichações. Chegou a ser preso pelo militares que imaginaram pudesse ser a sigla de algum comando comunista. Tozinho morava na Estrada do Alvarenga, em São Bernardo, num sítio de 30 mil m², banhado pela represa Billings. O Km 26, que aparecia na inscrição, segundo Tozinho, não existe. "A estrada termina no Km 25. Aumentei um por minha conta." Mas nada o impediu de pichar, pessoalmente, usando uma camionete fornida de tinta, de São Paulo a Manaus. Tanto sucesso só se compara às pichações das casas Pernambucanas. Era um tempo em que não havia ainda os grafiteiros, e foram essas suas primeiras pichações escritas em pedras, porteiras, tronco de árvores, casas abandonadas, carcaça de automóveis, nas cidades e ao longo das estradas, muito poucas pavimentadas, àquela época, que mostraram a força da propaganda. "Cão Fila Km 26" chegou a ganhar premio de uma associação de publicidade e marketing. Tozinho nunca foi receber o premio em dinheiro com medo de ser preso e obrigado a pagar multa maior do que o premio.
http://elunardelli.blogspot.com.br/2014/04/aqui-ha-otis.html
(*) No Ceará, corresponderia à Neguinha do Pajeú, estampada na lata do óleo de cozinha Pajeú, personagem de um produto da Siqueira Gurgel que se transformou em uma expressão bastante usada pelos cearenses para designar uma pessoa sapeca e sem modos. N. do E.