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20 janeiro, 2026

Matemáticos no bar

Um número infinito de matemáticos entra no bar.
O primeiro pede 1 cerveja.
O segundo pede 1/2.
O terceiro pede 1/4.
Mas, antes que o quarto matemático faça seu pedido, o garçom chega com duas cervejas enquanto explica:
"Isso deve dar para vocês todos."

05 setembro, 2021

Os matemáticos e o diabo


Em 1954, a Argélia emitiu este selo recordando Santo Agostinho de Hipona (354–430).
Ele é também lembrado por sua citação sobre os matemátios, a de que estes estariam mancomunados com o diabo.
A citação: "Quapropter bono christiano, sive mathematici, sive quilibet impie divinantium, maxime dicentes vera, cavendi sunt, ne consortio daemoniorum animam deceptam, pacto quodam societatis irretiant." A qual foi traduzida como: "O bom cristão deve ter cuidado com o matemático e todos aqueles que fazem profecias vazias. Já existe o perigo de os matemáticos terem feito um pacto com o diabo para escurecer o espírito e confinar o homem nas cadeias do inferno."
Alguns sugerem que esta é uma tradução incorreta. A palavra latina "mathematici" deriva do significado grego de "algo aprendido" e se referia principalmente aos astrólogos. A astrologia era o principal ramo da matemática na época, o que não é mais nos tempos modernos.
De acordo com o Shorter Oxford English Dictionary, 3ª edição.

27 novembro, 2017

O teorema das quatro cores - 2

O teorema das quatro cores foi conjeturado há mais de 150 anos e, de forma conclusiva, foi comprovado em 1976. É um excelente exemplo de como as idéias antigas se combinam com novas descobertas e técnicas em diferentes campos da matemática para fornecer novas abordagens para um problema. É também um exemplo de como um problema, inicialmente pensado em ser simples para ser "resolvido", tornou-se mais complexo. Além disso, é o primeiro espetacular exemplo em que um computador esteve envolvido para provar um teorema matemático.
O começo
A conjetura de que qualquer mapa poderia ser colorido usando apenas quatro cores apareceu pela primeira vez, em 1852, numa carta de Augustus De Morgan (1806-1871), professor de matemática do University College, em Londres, para seu amigo William Rowan Hamilton (1805-1865), famoso matemático irlandês.
O problema, tão simplesmente descrito, mas tão tentadoramente difícil de provar, atraiu a imaginação de muitos matemáticos na época. No final da década de 1860, o próprio De Morgan tomou para si o problema e tentou resolvê-lo usando um mapa com quatro regiões. Neste modelo, cada região tocava nas outras três, sendo uma delas completamente fechada pelas outras. Mas, por não encontrar uma maneira de provar, ele usou o modelo como um axioma - a base de sua prova.
Uma "prova" feita em um computador é uma prova adequada?
Como a prova foi feita com a ajuda de um computador, houve um protesto imediato. Muitos matemáticos e filósofos alegaram que a prova não era legítima. Alguns disseram que as provas só deveriam ser "comprovadas" pelas pessoas, e não pelas máquinas, enquanto outras, de uma mente mais prática, questionavam a confiabilidade dos algoritmos e da capacidade das máquinas para executá-las sem erros. No entanto, como muitas das provas escritas por matemáticos são consideradas defeituosas, então o argumento sobre a confiabilidade parece vazio. Independentemente das opiniões expressas, a situação produziu uma discussão séria sobre a natureza da prova que ainda continua atual.

The Four Theorem, por Leo Rogers, Projeto NRICH

31 janeiro, 2017

O número de Erdös

É uma homenagem prestada ao matemático húngaro Paul Erdös, que publicou em toda sua vida cerca de 1500 artigos sobre matemática, boa parte deles em parceria.
Esse número é recursivamente calculado da seguinte maneira:
Erdös possui o número de Erdös igual a 0.
Um matemático M possui esse número igual à soma de 1 com o menor número de Erdös dos matemáticos que escreveram um artigo junto com M.
Existem 511 matemáticos com número de Erdös igual a 1, ou seja, que escreveram artigos em parceria com Erdös. Os matemáticos que escreveram artigos junto com estes, possuem esse número igual a 2, os que escreveram artigos junto com estes últimos, possuem o número igual a 3, e assim por diante.
Aquele que nunca escreveu nenhum artigo com Erdös ou com algum matemático que tenha escrito com Erdös ou com um matemático que escreveu com outro que tenha escrito com Erdös, e assim sucessivamente, tem número de Erdös infinito.

Se Maria colaborou com Paul Erdös num artigo, e com João em outro,
mas se João nunca colaborou com o próprio Erdös,
então João terá um número de Erdös 2.
O seu gênio e prestígio garantiam-lhe uma recepção acolhedora onde quer que chegasse, e inevitavelmente acabava por escrever um artigo com qualquer matemático que lhe apresentasse um problema interessante. Por isso, ele é provavelmente o matemático mais colaborativo de todos os tempos, e a comunidade de matemáticos que trabalhou com ele criou em sua honra o número de Erdös.
Como raramente publicava sozinho, Erdös, mais do que qualquer outro, foi creditado por "tornar a Matemática uma atividade social".

Wiki/Número de Erdös
Wiki/Paul Erdös

14 fevereiro, 2010

A lua é dos matemáticos

Mais de 300 crateras na Lua recebem nomes de matemáticos. De Ptolomeu a Gauss, passando por Arquimedes, Aristarco, Euclides, Newton, Leibnitz, Kepler, Descartes e outros, os homens dos números são permanentemente lembrados (e homenageados) pela colocação de seus nomes nos acidentes geográficos do satélite da Terra.
Este é o tema de uma interessante nota publicada em La Aldea Irredutible, o blog cultural de Javi Peláez.


Diante de tão avassaladora constatação, resta-me só parodiar o refrão de uma sempre tocada marchinha de carnaval (estamos no período).
E todos eles estão erráticos
A Lua é dos matemáticos.