10 janeiro, 2019

Geraldinos e Arquibaldos

Nelson Rodrigues criou estas expressões, "geraldinos" e "arquibaldos", para designar os frequentadores da geral e das arquibancadas do Maracanã. Retratando-os com suas agruras, num paralelismo com a vida, nos setores em que eles ficavam no maior estádio do mundo.
Enquanto a elite da época aboletava-se em suas cadeiras azuis.
Nos tempos do cronista (Google: você quis dizer: rodrigues anos), o ingresso da geral era ¼ do preço das arquibancadas. O ingresso das arquibancadas, por sua vez, era ¼ do preço das cadeiras.
Foi inspirado no comportamento do povão no Maracanã que Luiz Gonzaga Júnior, o Gonzaguinha, compôs a canção "Geraldinos e Arquibaldos". Ela aparece no terceiro disco do cantor e compositor, datado de 1975:
"Melhor se cuidar
No campo do adversário
É bom jogar com muita calma
Procurando pela brecha
Pra poder ganhar."



Com a transformação dos estádios em arenas, o Maracanã expandiu o setor das cadeiras e o preço dos ingressos. E geraldinos e arquibaldos desapareceram, notadamente no futebol.

Saiba mais em QUE FIM LEVOU?

Crowdfunding

por Jaime Nogueira
PANTEÃO DOS INFAMES, a versão brasileira destinada às estrondosas vaias e apupos a um seleto grupo de inquilinos ilustres (outros não tanto). Não serão construídos monumentos como a Abadia da Santa Cruz do Valle de los Caídos. (1) Uma simples placa com a nominação dos execrados atualizada anualmente e uma estátua equestre em bronze do Padroeiro montado no Bigode, obviamente com sua arte final devidamente tropicalizada de forma a representar o povo brasileiro. O Patrono ou Cavalariano terá mandato de 4 anos, não renovável.
O local escolhido para o PANTEÃO DOS INFAMES de tão chique, que até o Sandro (Botticelli) (2) a ilustrou para o fôlder de lançamento do empreendimento: um elegante astroblema (3) em local a escolher de preferência dentro do perímetro do Nono Círculo. (4) Um impasse cruel: o Senhorio recusa a doação ou aluguel de parte da área, temeroso do comportamento selvagem dos novos hóspedes, questão de imagem. A intenção deste crowdfundig é arrecadar fundos para para empreitada e pagar as propinas e os devidos alvarás. A área visada é privilegiada, localizada às margens do bucólico Lago de Cócite, e outros locais podem ser estudados. (5)
De qualquer forma, o destemido e nada discreto Comandante da Guarda Pretoriana já está aceitando parcerias dedutíveis na Lei Rouanet que a SRF gentilmente abriu exceção e será lavrado um Termo de Compromisso da COAF garantindo absoluto sigilo se a operação for em espécie ou Caixa 2.

(1) https://pt.wikipedia.org/wiki/Valle_de_los_Ca%C3%ADdos
(2) https://pt.wikipedia.org/wiki/Sandro_Botticelli
(3) https://pt.wikipedia.org/wiki/Cratera_de_impacto
(4) https://pt.wikipedia.org/wiki/Inferno_(Divina_Com%C3%A9dia
(5) https://maringapost.com.br/ahduvido/10-descricoes-do-inferno-em-diversas-culturas/

09 janeiro, 2019

O enigma das maçãs

Quais os 3 personagens que você identifica com as 3 maçãs?

(http://acertijosymascosas.blogspot.com.br/2014/11/personajes-acertijo.html)

Enigma fácil.
De cima para baixo: Eva, Guilherme Tell e Newton

Galileu explica seu novo método de observar o Sol

Em 1612, na segunda carta a Marc Welser, Galileu explicou seu novo método de observar o Sol:
O método é este: direcione o telescópio para o Sol como se fosse observá-lo. Tendo focado e estabilizado, exponha uma folha de papel branca e plana a cerca de 30 cm da lente côncava; sobre ela se projetará uma imagem circular do disco solar com todas as manchas, exatamente com a mesma simetria como estão no Sol. Quanto mais o papel for movido para longe do tubo, maior será a imagem e melhores serão os pontos representados. Assim, eles serão vistos sem causar danos ao olho, mesmo o menor deles - que, quando observado através do telescópio, dificilmente pode ser percebido, e ainda assim com fadiga e lesão para os olhos.”
Anteriormente, ele havia observado o Sol apenas diretamente — ao nascer e ao se pôr.
(http://pballew.blogspot.com/2018/08/on-this-day-in-math-august-12.html#links)
Istoria e dimostrazioni intorno alle macchie solari - seconda lettera
Galileu e as cartas sobre as manchas solares:a experiência telescópica contra a inalterabilidade celeste, Marcelo Moschetti

Há uma pintura interessante no Rijksmuseum, um museu nacional holandês dedicado às artes e à história em Amsterdã, mostrando as várias formas pelas quais as pessoas viram um eclipse solar em 1642. À esquerda, um homem aponta para uma bacia com água. Dois homens veem o eclipse com um espelho. Outros olham para o sol através de um pedaço de vidro.
(http://pballew.blogspot.com/2018/08/on-this-day-in-math-august-12.html#links)

08 janeiro, 2019

Primeiro dia como entregador de pizzas

MOÇA BONITA - Eu não tenho dinheiro. Mas talvez eu possa pagar a pizza de um outro modo...

*Cai a toalha*

ENTREGADOR - Legal! Eu sempre quis ter uma toalha dessas.

Arquivos do Preblog (dezembro de 2009)
A entrega domiciliar é um caso (de polícia) à parte. Não poucas vezes, a pizza vem gelada e a cerveja, quente. Se é isso o que diz a lei da compensação, ora, dispensamos o cumprimento da referida lei. Como também pedimos que, haja o que houver, não vá o entregador além da pizza. Significando isto resistir à provocação de uma mulher que, na ausência do marido, entende de priorizar o sexo sobre o estômago. PGCS

Um robô antimentira

Um pai compra um robô detector de mentiras, que bate nas pessoas quando elas mentem. Ele decide testá-lo no jantar daquela noite.
O pai pergunta ao filho o que ele fez na tarde.
O filho diz: "Fiz algumas tarefas escolares".
O robô bate no filho.
O filho diz: "Ok, Ok. Eu estava na casa de uma amiga assistindo filmes."
O pai pergunta: "Que filme você assistiu?"
O filho diz: "Toy Story".
O robô bate no filho.
O filho diz: "Ok, ok, estávamos assistindo pornografia".
O pai reage: "O quê? Com a sua idade, eu nem sabia o que era isso!".
O robô bate no pai.
A mãe ri e diz: "Bem, ele certamente é seu filho".
O robô bate na mãe.

"Anti" e o hífen
O prefixo anti é utilizado na língua portuguesa para indicar oposição a algo. Somente é separado do segundo elemento por hífen nos casos em que este inicia por "i" ou "h". Caso o segundo elemento inicie com a consoante "s" ou "r", é necessário dobrá-la, sem usar hífen. Nos demais casos, quando o segundo elemento inicia por outras consoantes ou vogais, não há hífen.

07 janeiro, 2019

O mergulhador que salvou a catedral

No início do século XX, grandes rachaduras começaram a aparecer nas paredes maciças e tetos arqueados da Catedral de Winchester. Alguns eram largos o suficiente para que corujas pudessem entrar. Os pedaços de pedra caíam no chão.
Winchester fica em um vale do rio Itchen - com muita água subjacente. Você ainda pode ver uma inclinação distinta em algumas paredes de sua extremidade leste.
Então, William Walker, um mergulhador experiente que trabalhava no estaleiro de Portsmouth, foi chamado.
A partir de 1906, Walker trabalhou sob a água abaixo da Catedral por seis horas por dia, a profundidades de até 6 metros. Ele trabalhou na escuridão total, usando as mãos nuas para sentir seu caminho através da água turva.
Seu enorme e pesado traje de mergulho demorava muito para que vestisse. Então, quando ele parava para o almoço, ele tirava apenas o capacete. Ele também, às vezes, fumava um cachimbo por achar que isso mataria algum germe.
Levou seis anos para escavar as trincheiras inundadas e preenchê-las com sacos de concreto. Quando ele terminou, todas as águas subterrâneas puderam ser bombeadas e as paredes inferiores apoiadas com segurança por pedreiros
Em 1911, uma equipe de 150 operários da qual ele fazia parte integrou as bases com cerca de 25 mil sacos de concreto, 115 mil blocos de concreto e 900 mil tijolos. Em seguida, uma linha de contrafortes imponentes foi adicionada ao lado sul da catedral e, finalmente, o prédio estava seguro.
Infelizmente, ele morreu com apenas 49 anos, durante a grande epidemia de gripe espanhola de 1918. Desde então, a história inspiradora desse homem modesto e trabalhador capturou a imaginação pública e sua fama cresceu constantemente.
Você encontrará uma pequena estátua dele em seu traje de mergulho, segurando seu enorme capacete, na extremidade da Catedral.

The diver who saved the cathedral, WINCHESTER CATHEDRAL

No diagrama acima, da Popular Science de 1912, dois homens operam uma grande bomba no nível do solo. Abaixo deles, parado em uma plataforma logo acima do nível da água, o assistente do mergulhador controla o ar e as linhas de comunicação para o mergulhador enquanto ele se move em torno da trincheira. Walker, no fundo, segura um saco de concreto que acabou de ser baixado para ele. As trincheiras eram geralmente mais longas e mais estreitas do que aqui descritas, e a água deveria ser impenetravelmente mais turva pelos sedimentos.
(https://www.futilitycloset.com/2018/03/12/podcast-episode-192-the-winchester-diver/)

Rosa nem sempre foi "cor de menina"; nem o azul, "de menino"

"A regra geralmente aceita é que rosa é para os meninos, e azul para as meninas. O motivo é que o rosa, sendo uma cor mais decidida e forte, é mais apropriado para meninos. Enquanto o azul, que é mais delicado e gracioso, é mais bonito para a menina."

O parágrafo acima foi publicado há cem anos, em 1918, por uma revista de moda infantil americana, a "Earnshaw", voltada para profissionais da área. Foi encontrado por Jo Paoletti, professora emérita de Estudos Americanos na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, e autora do livro "Pink and Blue: Telling the Boys from the Girls in America" (Rosa e Azul: Distinguindo Meninos de Meninas nos Estados Unidos).

"(Encontrar essa frase) virou minhas suposições de cabeça para baixo", lembra a pesquisadora, em conversa com a BBC News Brasil. Afinal, o rosa nem sempre havia sido uma cor de menina, nem o azul cor de menino.

"A ideia de que há algo natural e permanente sobre o uso de rosa para as meninas e azul para garotos é historicamente errada", diz Paoletti. "Assim, também é errada a ideia de que se você não tratar as crianças segundo um estereótipo de gênero elas vão crescer confusas, serão pervertidas, vão se tornar homossexuais, transgênero. Não há nenhuma evidência disso. Não é dos estereótipos de gênero que nasce a identidade homossexual ou trans."

COR NÃO TEM GÊNERO

Nem em Cabul.

Para o pessoal do humor a ministra vai ser um prato rosa. Cheio.

06 janeiro, 2019

O discurso contra o politicamente correto

Moira Weigel: "O discurso contra o politicamente correto é uma retórica que inviabiliza o debate democrático"
Há expressões que aparecem de forma tão frequente no nosso dia a dia que as tratamos como se fossem verdades autoevidentes, sem nunca nos perguntarmos por que elas assumiram determinados significados nem desde quando são utilizadas. Moira Weigel (Nova York, 1984), pesquisadora associada da Universidade de Harvard, debruçou-se sobre duas palavras que, embora recorrentes há anos no léxico norte-americano, ganharam especial relevância desde a meteórica ascensão de Donald Trump à Casa Branca: politicamente correto. Afinal, como é possível que uma figura pública se refira a mexicanos como "estupradores" e, diante da indignação coletiva, se esquive argumentando que os seus adversários são politicamente corretos demais? Ou, num contexto mais próximo ao brasileiro, um parlamentar que, depois de afirmar que não estupraria uma deputada "porque ela não merece", se defenda da reação acusando seus opositores de o perseguirem numa cruzada em nome do politicamente correto?
Em Um álibi para o autoritarismo, artigo publicado na última edição da "Serrote", a revista de ensaios do Instituto Moreira Salles (IMS), a pesquisadora de Harvard detalha como a linguagem é parte fundamental da conexão que Trump estabeleceu com seus seguidores. O mandatário americano, diz Weigel, recebe apoios justamente por dizer coisas "ultrajantes", consideradas inapropriadas pelas convenções que estabelecem os limites do debate público. Cria empatia com parte expressiva da população porque "diz o que pensa" e por denunciar uma suposta conspiração de liberais com a imprensa, que teria o escuso objetivo de controlar inclusive as palavras que as pessoas comuns usam.
👉Não escapa a um brasileiro que leia o texto de Weigel a memória das explosivas declarações de Jair Bolsonaro, candidato à presidência da República, que, mesmo após sofrer um ataque a faca, não se furta de seguir beligerante e sair em fotos simulando ter uma arma nas mãos. Na verdade, mesmo sem encontrar uma única citação ao capitão reformado do Exército no ensaio, cuja versão original foi publicada em 2016 no jornal britânico "The Guardian", a associação é quase automática.

Siga lendo em EL PAÍS, onde o artigo completo com a entrevista da pesquisadora foi publicado por Ricardo Della Coleta em 08/09/18.

Relacionado: Harvard cancela a admissão de futuros alunos por compartilharem memes ofensivos no Facebook, por Mari Luz Peinado

O diabo violinista

O violinista Niccolò Paganini fazia shows para fãs que acreditavam que seu talento vinha do diabo. Mas este é apenas um exemplo extraído da longa linha de histórias que descreve o diabo como violinista. Segundo a lenda medieval, Satanás selecionou o violino como a arma profana com que ele atrairia as pessoas para dançar... direto para o inferno.
A imagem de Satanás como violinista decolou durante o período barroco, começando por volta de 1600. Quando Thomas Balthazar tocou na Inglaterra, em 1655, um professor de música em Oxford abaixou-se para inspecionar os pés do virtuoso alemão para se certificar de que não eram cascos fendidos. Mais tarde, a "Sonata em Sol Menor do Diabo", que data de 1740, teria sido composto por Giuseppe Tartini depois que ele despertou de um sonho febril em que o diabo lhe fez um solo "tão singularmente belo e executado com tal sabor e precisão, que superou tudo o que ele já ouviu ou concebeu em sua vida", escreveu o astrônomo francês e entusiasta da música do século XVIII Jérôme Lalande.



Leia sobre as origens e a progressão do conceito do diabo como violinista neste artigo de Addison Nugent, em Ozy.

05 janeiro, 2019

Como driblar um carro de assaltantes

Está circulando nas redes sociais um vídeo que mostra um homem fugindo de assaltantes, na noite do dia 1°. O caso teria acontecido, por volta das 20 h, na cidade de Poá, em São Paulo.
No vídeo, o homem é abordado por assaltantes, que estavam em um carro e sai correndo.



Contei 3 dribles: em 0:12, 0:16 e 0:20 (tendo a ajuda, no último drible, de um "carro do bem" que fez o corta-luz).

A moça no metrô


Esse gato está no lugar errado.
Senão, vejamos:
1) Que é o escapa-gato?
2) O TESTE

04 janeiro, 2019

Enfiar o pé na jaca

Enfiar (ou meter) o pé na jaca (ou no jacá), como se sabe, significa passar do ponto na bebida, tomar um porre, um pifão, embora o sentido possa ser ampliado para abarcar também tipos não alcoólicos de excesso e desregramento.
Como será que uma coisa foi dar na outra?
A origem de expressões idiomáticas nunca é assunto pacífico. Neste caso, as teses variam um pouco, mas não costumam fugir da que é exposta pelo músico Henrique Cazes (*) em seu livro "Suíte gargalhadas" (apud Sérgio Rodrigues, blog Sobre Palavras), reunião de historietas reais protagonizadas por personagens da música popular brasileira:
A origem dessa denominação do pileque remonta aos tempos em que os bares tinham, na parte da frente, cestos com frutas e legumes. Era o modelo botequim-quitanda. E era nos cestos de palha, chamados jacás, que ficavam os artigos à venda. Quando alguém bebia demais, ao sair, enfiava o pé no jacá.
Sérgio Rodrigues prossegue: "A relativa obscuridade da palavra jacá bastaria para explicar a metamorfose ocorrida desde então, mas é preciso registrar que, além disso, a imagem de um pé enfiado numa jaca gorda e visguenta, com seu cheiro estonteante, tem uma expressividade que nos ajuda a compreender o fato de a expressão ter caído no gosto dos falantes".
A fruta não cai longe do pé, um provérbio com poucas palavras aqui sendo ilustrado por uma imagem que vale mil. (rsrsrs)


(*) Henrique Cazes é também idealizador e apresentador da série de vídeos APANHEI-TE CAVAQUINHO.

Histórico do DBF
05/10/2007 - "Bebel que a cidade comeu" e "Deite-se na cama e crie fama" AQUI
13/03/2014 - "Imagine se pega no olho?" AQUI
18/02/2015 - "Impitimam é meuzovo" AQUI
02/02/2016 - "Vá correndo fazendo vento" AQUI
09/07/2016 - "Boas cercas,bons vizinhos" AQUI
08/11/2016 - "Besta elevada ao quadrado" AQUI
25/01/2017 - "Não sou má, é que me desenharam assim" AQUI
16/03/2017 - "Chore um rio por mim" AQUI
18/06/2017 - "Vá direto ao assunto" AQUI
15/12/2017 - "Botar suspensório em cobra" AQUI
16/02/2018 - "Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa" AQUI
29/04/2018 - "A palo seco" AQUI
01/05/2018 - "Corre, trem" AQUI
27/07/2018 - "Batidas na madeira" AQUI
02/09/2018 - "Sem querer explicar, mas já explicando..." AQUI
04/11/2018 - "Voltando à vaca fria" AQUI
02/12/2018 - "Morreu Maria Preá" AQUI

Agricultura lunar

Chang'e-4
Na quinta-feira (3), a China se tornou o primeiro país a pousar uma sonda no lado oculto Lua — a Chang'e-4, que já mandou as primeiras imagens da superfície do satélite da Terra.
A Chang'e-4, assim batizada em homenagem à deusa chinesa da Lua, carrega um recipiente de alumínio de 3 quilos, com sementes de batatas, tomates e da Arabidopsis thaliana (uma planta com flores), além de um punhado do ovos do bicho-da-seda.
Contendo ar, água e uma solução nutritiva especial, o cilindro lacrado constitui um ecossistema completo, no qual se espera a produção de oxigênio pelas plantas, a partir da utilização do dióxido de carbono exalado pelas larvas do bicho-da-seda. O sucesso deste projeto de universidades chinesas nos dirá o quanto a gravidade extremamente baixa da Lua pode afetar o crescimento dos organismos vivos e a qualidade da seda que os insetos produzem.
As vidas desses pioneiros lunares serão transmitidas para a Terra por meio de uma pequena câmera instalada no cilindro.
A gravidade da lua é de apenas 17% da gravidade da Terra, o que torna mais complicada a sobrevivência de organismos em crescimento. A biosfera de alumínio de Chang'e-4 é isolada e equipada com seu próprio suprimento de energia para regular a luz e a temperatura que são diferentes na Lua, embora não haja muito o que fazer para neutralizar a microgravidade.
Já está claro que a agricultura lunar não será fácil. Como os cientistas da ISS descobriram, a água tende a se aglomerar em baixa gravidade. É provável que a água pulverizada na base da planta "grude no caule ou adira ao material no qual a planta cresce", observa a NASA, em The Physics of Space Gardens. A conferir: se plantas e animais estabelecerão uma sinergia para crescer sob a magra gravidade lunar.

N. do E.
O astronauta Mark Watney (Matt Damon) sobreviveu comendo batatas, quando ele ficou preso em Marte. Mas isso foi na ficção — no filme "The Martian" ("Perdido em Marte", no Brasil).
Ao consumidor, as batatas

03 janeiro, 2019

A descoberta dos elementos químicos nos últimos 300 anos

Este vídeo mostra quando se deu a descoberta de 105 elementos químicos nos últimos 300 anos.
Dos 118 elementos que formam a tabela, 13 já eram conhecidos desde a antiguidade: carbono, fósforo, enxofre, ferro, cobre, arsênico, prata, estanho, antimônio, ouro, mercúrio, chumbo e bismuto.
O vídeo começa no ano de 1718 e, em 1739, o cobalto é descoberto, sendo adicionado na relação como o 14.º elemento.
O hidrogênio apesar de ser tão elementar e tão abundante no universo só foi descoberto em 1766.
Quando o século XIX começou, 35 elementos já eram conhecidos, incluindo o urânio, que tomou o nome do planeta Urano, e não o contrário.
No início do século XX, a tabela tinha 85 elementos. Todos os outros ainda não descobertos pertenciam às chamadas terras raras: lantanídeos e actinídeos.
Do elemento 95 ao 118, existem apenas versões sintetizadas em laboratório, porque não são elementos encontrados na natureza. E o último destes foi obtido em 30 de dezembro de 2015.



A ONU proclamou o ano de 2019 como o Ano Internacional da Tabela Periódica de Elementos Químicos. Então, você já pode entrar no espírito do ano.

Como limpar um espectógrafo

A marcha da ciência nunca avançou suavemente. Ao longo dos anos, foi marcada por episódios de drama e comédia, de fracasso e triunfo, por golpes de sorte ultrajantes, merecidos e não merecidos, e às vezes por tragédia humana. Viu amizades intelectuais profundas, bem como animosidades ferrenhas e, de vez em quando, atos de roubo e maldade, enganos e até mesmo uma fraude ou duas. Os cientistas se apresentam em todas as formas: o obsessivo e o diletante, o genial, o invejoso, o preternaturalmente brilhante e o lerdo (que, às vezes, vê mais no final), a mente aberta e o intolerante, o recluso e o arrivista.
Robert Williams Wood (2 de maio de 1868 - 11 de agosto de 1955) foi um físico experimental estadunidense. Em Researches in Physical Optics, de 1913, ele legou à posteridade o modo prático de como limpar um espectógrafo.
Espectrógrafo, para quem não está a fim de ler o artigo da Wikipédia, é o equipamento que realiza um registro fotográfico de um espectro luminoso.
Eis o sobredito legado de Wood:
"O tubo longo foi feito prendendo placas de oito polegadas, e foi pintado de preto por dentro. Alguns problemas foram causados por aranhas, que construíram suas teias em intervalos ao longo do tubo, uma dificuldade que eu superei enviando uma gatinha através dele e destruindo posteriormente as aranhas com fumaça venenosa." (How to clean a 40-foot spectrograph)
Mas esta foi a menor das façanhas dele. Em Eurekas and Euphorias, Walter Bruno Gratzer escreve que o o físico "iria alarmar os cidadãos de Baltimore cuspindo nas poças em dias úmidos, enquanto secretamente deixava cair um pedaço de sódio metálico, que explodiria em um jato de chamas amarelas".
(http://pballew.blogspot.com/2018/08/on-this-day-in-math-august-11.html#links)

02 janeiro, 2019

O soldado sobrecarregado

Uma aula interessante a que assisti na Escola de Engenharia foi ministrada pelo Prof. Homero Lenz Cesar, o pai de Claudio Lenz Cesar (v. entrevista), um dos físicos brasileiros mais importantes da atualidade. Em pouquíssimas palavras, Prof. Homero detalhou o real significado do que seja a Ciência, ao assegurar com todas letras que "O homem é o único animal que tem condições de complicar as coisas". Tenho certeza de que o saudoso Professor estava com a razão. Segue um texto, no mínimo hilário, relacionado com a sobrecarga que os recrutas das temidas Forças Armadas Americanas têm que arrastar no lombo, nas marchas e nos campos de batalha. Boa parte desta parafernália é composta por "gadgets", de utilidade discutível, cujo uso a industria armamentista penhoradamente agradece. ~ Jaime Nogueira

Uma história pesada
A infantaria sobrecarregada não é um problema novo.
Em 107 a.C., o general romano Gaius Marius decidiu que a cauda de logística estava diminuindo suas legiões, então ele ordenou que os soldados carregassem seus próprios equipamentos . A carga incluía até quinze dias de rações, uma serra, uma cesta de vime, uma pá, um odre, uma foice e uma picareta, além de armas, armaduras e um escudo. Esses legionários marchariam 20 milhas por dia com 80 libras. de engrenagem, ganhando o apelido de "Mulas Marius".
Avance um milênio ou mais para a era do cavaleiro medieval. Seu traje completo de armadura de campo pesava cerca de 60 libras, mas permitia movimento suficiente para o usuário montar um cavalo sem ajuda. O cavaleiro francês Jean de Maingre, por exemplo, poderia subir a parte de baixo de uma escada usando apenas as mãos enquanto estava de armadura completa.
Armaduras pesadas desapareceram com a chegada da idade das armas de fogo. Mas logo o peso pesado da munição virou um flagelo para os soldados. Na Guerra Civil Americana , um soldado típico da União poderia levar um total de 60 libras de equipamentos, incluindo um mosquete de dez libras. Na Segunda Guerra Mundial, um soldado americano poderia estar carregando 75 libras , razão pela qual muitos soldados feridos se afogaram durante o desembarque do Dia D, em 1944.
As Forças Armadas sempre souberam que isso é um problema. Desde 1945, os militares realizaram pelo menos cinco grandes pesquisas sobre a carga do soldado. Todos concordaram que os soldados estavam sobrecarregados e procuraram maneiras de diminuir o peso. E todos eles falharam, porque as cargas não só aumentaram para o soldado moderno como mais do que duplicaram.
Em 2016, o Marine Corps Times relatou um novo padrão de força e resistência. Um oficial de infantaria do Corpo de Fuzileiros Navais deveria ser fisicamente capaz de carregar 152 libras por nove milhas. Essa carga pode parecer extrema, mas até mesmo documentos oficiais descrevem carregar 100 libras como padrão. No debate que se seguiu, sobre se isso era realista, um soldado de infantaria da Marinha descreveu que chegava a carregar mais de 200 libras durante as missões no Afeganistão.
A tecnologia deveria ser a solução. Em vez disso, fez crescer o problema.

Siga lendo: The Overloaded Soldier: Why U.S. Infantry Now Carry More Weight Than Ever, Popular Mechanics

Aqui está Wally

Curtindo Wally adoidado
"Aqui está Wally" (ou Waldo, dependendo do país) é um robô cuja missão na vida é perscrutar as páginas dos livros "Onde está Wally?", para localizar este personagem em uma multidão.
Os rostos presentes na multidão são enviados ao serviço Google Auto ML Vision que compara cada um deles com o de Wally. Se há uma sobreposição de 95% ou superior, a mão do robô é instruída para se mover para as coordenadas da superfície de contacto e ponto.
De acordo com a agência Red Pepper, o robô leva em torno de 4 segundos para localizar Wally, sendo mais rápido que a maioria das crianças de 5 anos.




Só perguntam: ONDE está Wally?
Ninguém nunca pergunta: COMO está Wally?

01 janeiro, 2019

A Cadeia de Comando de Morgan Freeman


Se Deus viesse à Terra, ele teria que assumir a forma de Morgan Freeman. Neste ponto, qualquer coisa menor seria decepcionante. ~ Jonco Stl

Juízo, Milênio

Feliz aniversário de 18 anos, Milênio!
Agora que você é um adulto, pare de agir como um adolescente desajustado e de nos atacar como se fôssemos seus pais.
N. do E.
O terceiro milênio d.C. é o período compreendido entre 1º de janeiro de 2001 e 31 de dezembro de 3000, sendo este o atual milênio.

Por que as pessoas insistem em errar?
A razão básica de a maioria das pessoas achar que o terceiro milênio iniciou-se em 1º de janeiro de 2000 consiste na confusão entre contagem e medida.
Com efeito, nós contamos os anos e temos o costume de iniciar qualquer tipo de contagem a partir do um. Consequentemente, quem construiu o calendário fez o natural, qual seja: iniciou a contar os anos da Era Cristã a partir do um e não a partir do zero; com efeito, em nosso calendário não existe ano zero.
Por outro lado, quando medimos ( por exemplo, quando medimos um comprimento, um peso etc ) iniciamos do zero. Note que isso em nada contradiz o dito acima, pois a função do calendário é "contar anos" e não "medir anos".
Aprofundemos um pouco a discussão. É perfeitamente correto dizer que o tempo é uma grandeza contínua e, como tal, tem de ser medido e não ser contado. Assim um físico mede o tempo de duração de seu experimento, embora possa ter de contar quantos segundos o mesmo durou.
Uma situação ainda mais delicada é a da idade das pessoas: nós contamos os anos de vida, mas isso nem sempre é adequado; com efeito, se quisermos expressar a idade de uma criança de menos de um ano costumamos apelar para meses, por exemplo, dizendo que ela tem três meses e não que ela tem 0,25 anos; e embora possamos dizer que uma outra tem meio ano de vida, dificilmente alguém diria que uma outra criança tem um terço de ano de vida.
(http://mathematikos.mat.ufrgs.br/disciplinas/ufrgs/mat01038041/portosil/milenio.htm)

31 dezembro, 2018

Fogos de artifício ao reverso

Melbourne, Austrália (2013)



Outros já comentaram antes de você
Tudo na Austrália é ESTE LADO PARA CIMA
Música chata.Teria sido legal ouvir também ao reverso o som das explosões.
Explosões são mais suaves do que implosões.
É assim que os orgasmos femininos se parecem.
Big Bang no reverso: é assim que o mundo vai acabar.
Alguém viu aquele UFO no canto inferior esquerdo? Detalhes.
Vá para casa Entropia, você está bêbada.
As coisas estão ficando piores para os cães. [pgcs]
É a melhor formar de entrar no ano passado. [pgcs]

Brasil (2019)
Reza a lenda que...
Se você usar laranja🍊 na noite da virada, alguém acrescentará R$ 24 mil em sua conta bancária. Contanto que você não esqueça de invocar o santo.
— São Queiroz! São Queiroz! Faz um depósito para nós!
Onde reclamar (em caso de não ser atendido): PSL (Partido do Suco de Laranja).

Ciclos, epiciclos e o Ano Novo

por Renato Sabbatini
Todo final de ano nossas caixas postais são inundadas por mensagens de amigos que nos desejam um bom Ano Novo. Alguns céticos acham que essa história de ano novo é apenas uma convenção feita entre todos nós para marcarmos a passagem dos ciclos de tempo. Ou seja, o réveillon seria apenas um ponto qualquer na órbita elíptica contínua que o planeta Terra realiza ao redor do Sol, e que se convencionou ser o ponto de transição de um ano para outro.
Bem, realmente é isso mesmo, e pior ainda, pois o ano não tem uma duração exata de 365 dias (na realidade é de 365 dias, 5 horas, 49 minutos e 12 segundos, o chamado ano sidéreo. É por isso, aliás, que existem anos bissextos a cada 4 anos, com a finalidade de compensar com um dia adicional o acúmulo das diferenças em relação a um ano com 365 dias exatos.
Assim, é engraçado que grande parte da humanidade estoure fogos, abra o champanhe e se felicite num determinado instante de tempo, que convencionamos chamar de início do ano novo. É certamente bastante inexato do ponto de vista astronômico, mas seria muito pouco divertido celebrar, digamos, às 5:49:12 h da manhã do dia seguinte!
Siga lendo:
http://noosfera.org.br/?p=123
N. do E.
Cada ano tem, exatamente, 365,242199 dias. Para compensar esse "excedente", foi criado o ano bissexto, com um dia a mais, que acontece de quatro em quatro anos. Porém, para se aproximar ainda mais do número real, o ano bissexto só acontece nos anos seculares (anos terminados em "00") que são divisíveis por 400. Portanto, 2100, 2200 e 2300 não ganharão um dia adicional, apenas 2400.
http://blogdopg.blogspot.com.br/2009/08/anos-bissextos.html
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Amanhã será o primeiro dia na história em que adultos terão sido nascidos no século XXI.
É fundamental observar que um século começa no início de um ano 01 e termina no fim de um ano 00 - por exemplo, o século XX começou em 1º de janeiro de 1901 e terminou em 31 de dezembro de 2000 e o século XXI (atual) começou em 1º de janeiro de 2001 e terminará em 31 de dezembro de 2100.

30 dezembro, 2018

Gira, girassol

«Para que lado se há-de virar o girassol
quando cercado de mil sóis?»
Provérbio Zen

«Nesse ano, espalharei em meu peito sementes de girassol e cobrirei a cabeça com ervas aromáticas, para que a minha pele transpire luz e a minha boca profira perfumes.»
Sementes de Girassol, Frei Betto

«Um girassol nos teus cabelos
Batom vermelho, girassol
Morena flor do desejo
Ah, teu cheiro em meu lençol!»
Girassol, Alceu Valença

«Girasselfie»

Deixe seu jardim do conhecimento florescer:
Lá vem o sol

Apareceu a Margarida

para Luciano Hortencio
Onde está a Margarida?
Cantiga de roda de origem francesa. No original se chama "Sèche tes larmes, Maria", ou seja, "Seque tuas lágrimas, Maria".
Onde está a Margarida? / Olê, olê, olá! / Onde está a Margarida? / Olê, seus cavaleiros! / Ela está em seu castelo / Olê, olê, olá! /  Ela está em seu castelo / Olê, seus cavaleiros!
http://www.vagalume.com.br/carequinha/onde-estara-a-margarida.html

Margarida
De Gutemberg Guarabira (com o grupo Manifesto)
Álbum: II Festival Internacional da Canção Popular - Rio.
Inspirada na cantiga de roda "Onde está a Margarida?", esta música venceu a fase nacional do Segundo Festival Internacional da Canção, FIC, promovido em 1967 pela TV Globo.
Eu já fui rei, já fui cantor, já fui guerreiro / E agora enfim sou companheiro / Da mulher que apareceu / E apareceu a Margarida, olê, olê, olá / E apareceu a Margarida, olê, seus cavaleiros.
http://www.vagalume.com.br/roupa-nova/margarida.html
http://youtu.be/4RHXauIRD30 (em francês, com Hervé Vilard)
[http://www.drzem.com.br/2013/05/a-historia-da-musica-margarida-de.html]

Daisy Bell
Composição de Harry Dacre, 1892 (Daisy é Margarida)
Daisy, Daisy, give me your answer do / I'm half crazy all for the love of you / It won't be a stylish marriage / I can't afford a carriage / But you'll look sweet upon the seat / Of a bicycle built for two.
Quando o computador HAL 9000 está sendo desligado em "2001: Uma Odisséia no Espaço", a adaptação para o cinema que Stanley Kubrick fez do romance homônimo de Arthur C. Clarke, a máquina começa a cantar a música "Daisy Bell".
Isso é de certo modo poético. Durante uma visita a Bell Labs em 1961, o escritor Arthur C. Clarke tinha testemunhado o primeiro computador (um IBM 7094, com vocais programados por John Kelly e Carol Lockbaum, e acompanhamento programado por Max Mathews) a cantar, através de um sintetizador de voz, a canção "Daisy Bell". No Brasil, essa canção já teve uma letra menos poética usada como propaganda do Fimatosan (ex Phymatosan), um xarope para "tosse e bronchites", do Laboratório Simões. Era um jingle que terminava assim:
Fimatosan, melhor não tem, é o amigo que lhe convém. Fi-ma-to-san.
http://blogdopg.blogspot.com/2011/06/daisy-bell.html

Margarida
De Lupicínio Rodrigues
Eu vou explicar pra vocês / Como é a Margarida / Uma espiga de milho / No ponto de ser colhida.
http://youtu.be/EkRb2DCwbt4

Margarida
Com Moreira da Silva
Eu preciso consertar a minha vida / Que ficou arruinada quando a Margarida me deixou. / Eu, que nunca havia ido ao pesado, / Desta vez fui obrigado a enfrentar o batedor - mas que calor.
http://www.letras.mus.br/moreira-da-silva/842811/

Margarida
Composição de Lauro Maia e Humberto Teixeira,
Ai, Margarida / Gosto muito de você / Mas sou pobre, pobre, pobre / E casar não pode ser.
É uma marcha gravada por J. B. de Carvalho, com acompanhamento de Benedito Lacerda e seu Conjunto.
Fonte: O balanceio de Lauro Maia, de Miguel Ângelo de Azevedo (Nirez), Ceará, 1991 (Edição do Autor)

Margarida
Composição de M. Luberti e Riccardo Cocciante (Concerto Per Margareth)
Versão de Mourão Filho
Se eu puder, eu subo ao céu / Pra buscar aquela estrela / E depois levar pra ela / Porque Margarida é bela.
http://youtu.be/tqOKSju74EQ - com Altemar Dutra

Desfolhando a Margarida
De Ary Vidal e Luís Reis
Faz tempo que me encontro nessa lida / Desfolhando a Margarida / Por causa de uma mulher.
http://itunes.apple.com/br/album/eu-miltinho/1070015381 - com Miltinho

Margarida Perfumada
De Cícero Menezes e Carlinhos Brown
Encontrei Margarida perfumada / Como dava risada / Por também me encontrar / Seu olho já me espionava / Indo pra Timbalada...
http://youtu.be/1wKk4F_y87Y

Flor de Lis
De Djavan
E foi assim que eu vi nosso amor na poeira, poeira / Morto na beleza fria de Maria / E o meu jardim da vida ressecou, morreu / Do pé que brotou Maria / Nem Margarida nasceu.
"... o tema é simples e narra a tristeza do Eu-Lírico pelo fim de um relacionamento que parecia ser perfeito. Ele fica se perguntando o que pode ter acontecido para aquela pessoa perfeita a quem tanto amava, ter mudado tão bruscamente. Fato consumado, ele faz uma auto-crítica e se questiona por haver se entregado tão fortemente a um relacionamento que no final, não passou de decepção. Ela, que parecia ser uma pessoa meiga e única (daí o "flor de Lis", que, além de ser o símbolo da candura, é uma flor muito rara) mostrou-se, no final, ser uma pessoa fria e insensível. Ou pior, uma pessoa comum e banal, uma vez que na temática do "jardim" que ele usou para contar seu drama, longe de Maria ser uma flor de lis, ela não foi sequer uma Margarida, que é uma das flores mais comuns e banais que existem." ~ Sérgio Soeiro
http://analisedeletras.com.br/djavan/flor-de-lis-2/

Apareceu a Margarida
Marchinha de Paulo Celestino
Apareceu a Margarida / Olê, olê, olá / No festival / Veio pra se desfolhar / Neste carnaval.
http://www.letras.mus.br/marchinhas-de-carnaval/959716/
(inclui Carolina)

Veja Margarida
De Vital Farias
Eu vou partir / Pra cidade garantida, proibida / Arranjar meio de vida, Margarida / Pra você gostar de mim / Essas feridas da vida, Margarida / Essas feridas da vida, amarga vida / Pra você gostar de mim.
http://youtu.be/M7WTex9l-f8 - com Elba Ramalho (vídeo)



Musical Madalena e A beleza em Tereza

29 dezembro, 2018

O primeiro longa-metragem de animação do mundo

SABIA QUE...
… em 1938, pela animação Branca de Neve e os Sete Anões, o cineasta Walt Disney ganhou uma estatueta do Oscar em tamanho real acompanhada de sete miniaturas?
O prêmio foi apresentado pela atriz-mirim Shirley Temple, a qual aparece na foto abaixo com Walt Disney.


NO ENTANTO...
... o primeiro longa-metragem animado do mundo foi realizado por Quirino Cristiani. O ítalo-argentino está no hall dos grandes animadores mundiais por duas vezes: como autor do primeiro longa-metragem de animação, El Apóstol (1917), e por ter produzido o primeiro longa-metragem de animação sonorizado, Peludópolis (1931). Walt Disney, ao visitar a cidade de Buenos Aires no ano de 1941, convidou Quirino Cristiani para trabalhar com ele nos EUA, que preferiu permanecer na Argentina.
Dois misteriosos incêndios no estúdio de Cristiani, um em 1957 e outro em 1961, destruíram todos os seus filmes, com exceção de "El mono relojero", a única cópia de filme remanescente até hoje.
Quirino Cristiani, a história não contada do animador pioneiro da Argentina, de Giannalberto Bendazzi
[https://pt.wikipedia.org/wiki/Quirino_Cristiani]

CONCEITOS
Longa-metragem, no Brasil, é uma obra cinematográfica com duração de pelo menos setenta minutos. "El Apóstol" tinha setenta minutos de duração e era composto por 58.000 quadros. Baseado no conto de fadas "Branca de Neve", dos Irmãos Grimm, "Branca de Neve e os Sete Anões", que foi o primeiro longa-metragem de animação da Disney, tem a duração de 83 minutos.
Animação refere-se ao processo segundo o qual cada fotograma de um filme é produzido individualmente, podendo ser gerado tanto por computação gráfica quanto fotografando uma imagem desenhada, ou repetidamente fazendo-se pequenas mudanças a um modelo e fotografando o resultado. Quando os fotogramas são ligados entre si e o filme resultante é visto a uma velocidade de 16 ou mais imagens por segundo, há uma ilusão de movimento contínuo.

Antes do pote e do cesto: a cabaça

É muito bom falar sobre como o uso do fogo mudou o curso da evolução humana. Mas, depois do passado remoto, ficar de pé diante do fogo como agora é apenas parte da culinária. Muitas outras coisas têm de continuar sendo feitas: esfolar, cortar, transportar e... armazenar.
Talvez seja por isso que as humildes cabaças foram algumas das primeiras plantas a serem domesticadas.
O termo "cabaça" não é botânico, mas é o que você usa. Ele cobre uma variedade de plantas com partes globulares ocas, sendo o termo frequentemente estendido para as plantas em que elas crescem. Muitas estão na família Cucurbiticaea, outras crescem em árvores da família Bignoniacaeae. Em todo o mundo, a mais importante é a cabaça Lagenaria siceraria.
Recipientes úteis e muitas vezes bonitos podem ser feitos de cabaças. Elas variam muito em tamanho: daquelas que você mal consegue abarcá-las até aquelas bem pequenas que você pode segurar na palma de sua mão.



Acima está uma cabaça aberta ao meio que eu comprei em um mercado no sul da Cidade do México. Cortada desta maneira, ela é um par de grandes colheres. Cortada na parte inferior, faz uma tigela. Cortada na parte superior, e conectada com madeira ou palha, faz um jarro. E, cortada de cima a baixo, transforma-se em uma caixa de aninhamento.
São muitos os exemplos das possibilidades de utilização das cabaças.
Da África para as Américas, de Roma para o Japão, e para os confins do norte e sul do Pacífico, as pessoas usaram-nas para muitos fins além da culinária: desde caixas de rapé a cachimbos, a gaiolas de grilos e instrumentos musicais.
Um dos seus usos mais intrigantes foi como uma bainha de pênis. Em Papua, Nova Guiné, na década de 1970, montou-se uma campanha para persuadir os homens a abandonar as cabaças em favor das calças de pano.
No entanto, do ponto de vista da história da comida, as cabaças não são tão limitadas. Leves, disponíveis, são porosas o suficiente para resfriar líquidos por evaporação; estéreis o suficiente para fazer queijo e manteiga; resistentes o suficiente para aquecer e cozinhar; e fortes o suficiente para armazenar carne e grãos. Além disso, o cuidado com que elas são cortadas, pintadas, adornadas e polidas sugere que, não apenas hoje, mas na história da humanidade, comer é muito mais do que simplesmente uma questão de nutrição, mas fundamental para a vida social, cultural e religiosa.

Extraído de: Before the Pot, Before the Basket . . . the Gourd, por Rachel Laudan

28 dezembro, 2018

Desbolsonário de bolso

Simplesmente hilário. Pena que o Estanislau Ponte Preta (Stanislaw) não esteja participando e contribuindo diretamente com este projeto. Certamente, inspirando-o. ~ Jaime Nogueira


Escrito por Luisa Buarque e Márcia Sá Cavalcanti Schuback, com projeto gráfico de Brigita Gelžinytė, o "Desbolsonário de bolso" acaba de ser lançado nas redes pela "Edições Clandestina". São quase 50 páginas de verbetes organizados de forma profissional para se entender o Brasil atual. Não deixe de ler. Pode ser um vademecum indispensável para sua sobrevivência nos próximos quatro anos.
~ Nocaute, o Blog do Fernando Moraes

Desbolsonário - versão pdf

O magazine "Puck", a primeira revista de humor nos EUA, célebre por suas charges coloridas, caricaturas e sátiras políticas dos acontecimentos da época, nesta edição de 1877 mostra que "fake news" (notícias falsas), "cheap sensations" (sensações baratas) e "humbug news" (notícias baratas) já tinham virado notícia naquela época.

Adeus a Miúcha

(1937 - 2018)
Morreu ontem (27) no Rio de Janeiro, aos 81 anos, a cantora Miúcha.
Em mais de 40 anos de carreira a carioca Heloísa Maria Buarque de Hollanda lançou 14 discos. Entre seus trabalhos mais importantes estão dois discos gravados com Tom Jobim.
Ela fazia parte de uma família com muitos talentos. Foi criada em São Paulo em um ambiente fecundamente musical. Sua casa era frequentada por Vinicius de Moraes e outros intelectuais amigos de seu pai..
Filha do historiador Sérgio Buarque de Hollanda (autor do clássico "Raízes do Brasil") e da pianista e pintora Maria Amélia Alvim, ela era irmã do compositor/cantor Chico Buarque, da ex-ministra da Cultura Ana de Hollanda e da também cantora Cristina Buarque. E ainda mãe da cantora Bebel Gilberto, filha do músico João Gilberto, com quem foi casada durante oito anos.
Entre as músicas mais conhecidas na voz de Miúcha estão: "Pela luz dos olhos teus" (no vídeo), "Maninha", "Falando de amor", "Anos dourados", "Vai levando" e "História de uma Gata", da peça infantil "Saltimbancos".



Miúcha com Lula no Estaleiro Mauá (RJ):



19/11/2010 - Lançamento do navio petroleiro Sérgio Buarque de Holanda




No arquivo do blog EM:
No Baixo Leblon, a introdução de Tom e Chico para "A turma do funil"
O tempo mítico de Maninha
A luz dos olhos teus, segundo Vinicius de Moraes e a coreana Soomi Park

04/01/2019 - Atualizando ...
Na Missa de Sétimo Dia da mãe, Miúcha, a cantora Bebel Gilberto fez a igreja toda cantar, emocionada, na igreja do Leme, “Vai levando” (1975), do tio Chico Buarque com Caetano Veloso.

27 dezembro, 2018

A façanha de cruzar a Antártida a pé - e sozinho!

O superatleta e palestrante motivacional Colin O'Brady, de 33 anos, atravessou o continente gelado sem qualquer tipo de assistência, tornando-se o primeiro homem a realizar este tipo de expedição. Ele sobreviveu utilizando-se apenas dos mantimentos que pôde carregar num trenó (puxado por ele mesmo) e que não podia ser reabastecido.
Com a altitude média de 7.500 metros, a Antártida é o continente mais frio, seco e ventoso do planeta.
A posição de Colin, definida pelo GPS, foi diariamente indicada em sua página na Internet, a colinobrady.com.
O americano andou cerca de 1.500 quilômetros em 54 dias, numa disputa com o britânico Louis Rudd, de 49 anos, que segue caminhando para ser o segundo.

Colin x Louis

O Grito (depois do Natal)


O Grito de Munch e outros gritos

26 dezembro, 2018

Pedra, água e robô

Jogar pedras sobre a superfície de um lago é uma das pequenas alegrias da infância. Você pode fazer uma pequena rocha plana roçar na superfície de um lago? Claro que pode. O desafio é saber quantas vezes você consegue fazê-la saltar antes de perder o impulso.

Como projeto de férias de verão, Mark Rober e equipe construíram um robô lança-pedras perfeito, algo a que chamaram carinhosamente de Skippa. Após muitos erros e correções, Skippa conseguiu lançar pedras que chegaram a quicar na água por cerca de 60 vezes.
Mas o reinado nesta disciplina continua em mãos dos humanos, porque desde 2013 o recorde mundial de Stone Skipping é o de incríveis 88 saltos, a marca pessoal de Kurt Steiner.



É mais um caso de determinismo nominativo: Stein em alemão significa pedra.

Uma pedra dourada

O planeta que não era

Vulcano, nome dado ao planeta hipotético, é o deus romano do fogo.
Crédito: Wellcome Images
Apesar de até ter recebido um nome - Vulcano -, o "planeta escondido" permaneceu sendo um dos mais desconcertantes fenômenos do Sistema Solar. Procurado por 56 anos, tornou-se um planeta hipotético, até que o físico alemão Albert Einstein o "expulsou do céu" com sua Teoria da Relatividade.
"É um planeta, ou se preferir, um grupo de planetas menores que circulam na proximidade da órbita de Mercúrio", propôs em 1859 Urbain Joseph Le Verrier, o mais famoso astrônomo do mundo à época e diretor do Observatório de Paris. Ele dizia que só um planeta "seria capaz de produzir a perturbação anômala sentida por Mercúrio".
Foi a sólida reputação de Le Verrier que deu peso à hipótese sobre a existência de Vulcano. Treze anos antes de indicar a existência de Vulcano, La Verrier já havia apresentado à academia francesa a proposta de que um planeta perturbava a órbita de Urano. Ele apontou para sua existência através de cálculos matemáticos.
Assim como Mercúrio, Urano também mostrava uma pequena discrepância em sua órbita que não podia ser explicada pela força da gravidade dos outros planetas e do Sol. No entanto, a partir da lei da gravitação universal - formulada por Isaac Newton em 1687 - e supondo a presença e o movimento de um corpo celestial mais distante do que Urano, Le Verrier conseguiu não só descobrir um novo planeta como também se consagrou na posição de "astro" da ciência.
Mercúrio nunca estava onde indicavam as projeções, baseadas nos conhecimentos da época. A solução para o enigma deveria ser, como aconteceu no caso de Urano, a presença de um outro planeta, no caso, Vulcano. Só faltava encontrá-lo para provar sua existência.
Vulcano parecia ser um dos últimos enigmas do Sistema Solar e tornou-se um dos corpos celestes mais procurados da astronomia. Ao longo dos anos, astrônomos - profissionais e amadores - anunciaram ter avistado Vulcano. Mas a existência do planeta foi confirmada e negada várias vezes. A mídia divulgou a notícia de sua presença mais de uma vez e a especulação persistiu até o século 20.
Mais precisamente até novembro de 1915.
Pouco antes de apresentar a teoria, Einstein usou-a para explicar a discrepância na órbita de Mercúrio. Einstein não só disse: "Meus cálculos são melhores". Ele disse: "Precisam mudar completamente a ideia que têm das características da realidade".
O cerne da Teoria da Relatividade de Einstein é que o espaço e o tempo não são estáticos. Para justificar quão peculiar é a órbita de Mercúrio, Einstein argumentou que um objeto maciço, no caso o Sol, foi capaz de dobrar o espaço e o tempo e ainda alterar o caminho da luz, de modo que um raio, ao passar próximo ao Sol, viajaria por um caminho curvo. Com seus cálculos, Einstein demonstrou que a relatividade geral predizia a diferença observada no periélio mercuriano.
Negar a existência de Vulcano foi central para Einstein, porque mostrou que essa ideia estranha e radicalmente nova, a de que espaço e tempo fluem é realmente o caminho certo para ver o Universo. Mercúrio, de acordo com a teoria de Einstein, não estava tendo a órbita alterada por nenhum outro objeto. Simplesmente, ele se moveu por um espaço-tempo distorcido.
Assim, "Vulcano foi expulso do céu astronômico para sempre", escreveu o autor Isaac Asimov em seu ensaio científico "O Planeta Que Não Era", de 1975.

Extraído de:  https://www.bbc.com/portuguese/curiosidades-41304844, BBC Brasil

25 dezembro, 2018

⚡Raio e vulcão


Vulcões podem criar seus próprios raios (como se vê nesta fotografia do Anak Krakatoa, tirada em 23 de dezembro de 2018).
O vulcão em si está obscurecido pela coluna de erupção.
A colisão no ar de rochas fragmentadas, cinzas vulcânicas e água pode criar uma carga estática.
O raio não desce das nuvens, mas tem origem na própria coluna de erupção, quando esta descarrega a energia estática através de um processo chamado separação de carga.
— Jess Phoenix, vulcanólogo norte-americano co-fundador da organização Blueprint Earth, e membro da Royal Geographical Society.

O Anak Krakatoa, na Indonésia, é considerado um dos vulcões mais perigosos do mundo. No último sábado, um deslizamento de terra submarino causado por sua erupção provocou um tsunami que deixou centenas de mortos. Segundo pesquisadores, o potencial catastrófico dele é ainda maior, já que vem crescendo de tamanho a cada nova erupção. Anak Krakatoa significa "filho de Krakatoa" – ele ganhou esse nome pois sua formação aconteceu após uma erupção de outro vulcão, o Krakatoa.

Raio e arco-íris

Um jogo no Natal de 1937


O Natal de 1937 teve uma história curiosa. O clima teve uma participação crucial na história. O Reino Unido amanheceu sob forte neblina e muitos dos jogos programados foram suspensos por falta de condições de visibilidade. Mas um jogo foi mantido: o Chelsea enfrentou o Charlton Athletic, no estádio Stamford Bridge. No primeiro tempo, os times empatavam por 1 a 1.
A visibilidade era ruim, mas o jogo continuou mesmo assim. Apesar de o jogo ter se desenrolado normalmente no primeiro tempo, no segundo a neblina ficou mais forte e não se via nada em campo. O goleiro do Charlton, Sam Bartram, perdia de vista seus companheiros quando seu time atacava. Ele não conseguia ver nem sequer os defensores. Os jogadores reapareciam do meio da neblina quando se aproximavam da área defendida por Bartram. De onde estava, o goleiro não via quase nada além da sua própria área e, claro, não via também as arquibancadas.
Naquela solidão da grande área, Bartram não via nada acontecer por um tempo que ele sentiu ser grande. Grande até demais. Claro, isso era um bom sinal, porque o seu time não estava sendo atacado. "Os rapazes devem estar dando uma sova nesses caras", pensou o goleiro, segundo escreveu em sua biografia.
"Cada vez eu via menos e menos os jogadores. Tinha certeza que dominávamos a partida, mas me parece óbvio que não havíamos feito um gol, porque meus companheiros teriam voltado para as suas posições de defesa e eu teria visto alguns deles. Também não escutei os gritos de comemoração", descreveu Bartram.
O goleiro precisava decidir o que fazer, depois de tanto tempo sem ver absolutamente nada acontecer, nem ninguém se aproximar. Ele preferiu não arriscar sair do gol. Achava que poderia vir um contra-ataque rápido que o surpreendesse. Preferiu ficar embaixo das traves, imaginando que o seu time estava atacando, e caso aparecesse um atacante surgido do meio da neblina, ainda teria tempo de reagir e tentar impedir o gol.
"Eu ficava me aquecendo trotando no lugar e por umas duas vezes eu cheguei a ficar na risca da grande área para ver se conseguiria ver alguma coisa que estava acontecendo depois da metade do campo", contou o goleiro na biografia. Mas ele não teve sucesso. Continuava sem ver nada. E sem nada acontecer.
Depois de alguns minutos, finalmente apareceu alguém no campo. Mas não era o que o goleiro esperava. Caminhando, um policial surgiu na sua vista. "O que está fazendo aqui?”, perguntou o oficial, surpreso ao ver o jogador ali. "A partida foi interrompida faz 15 minutos! O estádio está completamente vazio".
Sem entender o que aconteceu, Bartram desceu para os vestiários. Encontrou seus companheiros já de banho tomado e trocados, se matando de rir do goleiro. Contaram a ele que não o avisaram nada sobre a suspensão do jogo para ver quanto tempo ele ficaria esperando na neblina. Assim se deu aquele jogo, que acabou mesmo 1 a 1.

A neblina que deixou o goleiro Sam Bartram sozinho em campo em um jogo no Natal de 1937, por Felipe Lobo. Em: Tivela

24 dezembro, 2018

Canções de Cordialidade - III

Feliz Natal!
Composição:
Heitor Villa-Lobos
Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho

Tradicionalmente, o Natal começa no dia 1.º de dezembro com uma festa no local de trabalho. E só termina quando você acaba de pagar o que gastou. Por volta de 15 de abril do ano seguinte.

Bônus
Mr. Bean rege uma banda de Natal