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08 novembro, 2025

Não se deve engolir pilhas

Uma das coisas interessantes sobre eletricidade é que há mais carga em uma bateria tipo botão do que em um raio.
@lcamtuf@infosec.exchange na Mastodon jura que isso é verdade.
Um ampère é o fluxo de um coulomb (~6 quintilhões de elétrons) por segundo. Uma bateria CR2032 típica contém cerca de 200 mAh. Simplificando um pouco, isso significa que ela pode fornecer 1 mA por 200 horas. Uma hora equivale a 3.600 segundos, o que equivale a 720 coulombs.
Um raio típico é frequentemente estimado em 15 coulombs.
De qualquer forma, acho que é por isso que não se deve engolir pilhas.

19 março, 2024

Raio e fogos de artifício

No exato momento em que fogos de artifício estavam explodindo, alguém captou a imagem de um raio.


Captar ou capturar?
Em se tratando de registrar uma imagem é recomendado usar o verbo captar.


28 julho, 2022

Relâmpago e tornado

Hoje estamos celebrando a força e a beleza do nosso mundo natural. Com esta incrível fotografia na qual vemos um relâmpago (raio) pondo em destaque um tornado.

11 dezembro, 2020

⚡Raio e vulcão (2)

Vulcões podem criar seus próprios raios (como se vê nesta fotografia do vulcão Calbuco, tirada em 24 de abril de 2015).
A colisão no ar de rochas fragmentadas, cinzas vulcânicas e água pode criar uma carga estática.
O raio não desce das nuvens, mas tem origem na própria coluna de erupção, quando esta descarrega a energia estática através de um processo chamado separação de carga.

Foto: Francisco Negroni

O vulcão Calbuco está localizado na região dos lagos, ao sul de Santiago, no Chile. Após mais de 40 anos de inatividade, em abril de 2015 o vulcão entrou em erupção lançando mais de 200 milhões de toneladas de cinzas e causando a evacuação de cerca de 2.000 pessoas.

Raio e vulcão (1)

25 dezembro, 2018

⚡Raio e vulcão


Vulcões podem criar seus próprios raios (como se vê nesta fotografia do Anak Krakatoa, tirada em 23 de dezembro de 2018).
O vulcão em si está obscurecido pela coluna de erupção.
A colisão no ar de rochas fragmentadas, cinzas vulcânicas e água pode criar uma carga estática.
O raio não desce das nuvens, mas tem origem na própria coluna de erupção, quando esta descarrega a energia estática através de um processo chamado separação de carga.
— Jess Phoenix, vulcanólogo norte-americano co-fundador da organização Blueprint Earth, e membro da Royal Geographical Society.

O Anak Krakatoa, na Indonésia, é considerado um dos vulcões mais perigosos do mundo. No último sábado, um deslizamento de terra submarino causado por sua erupção provocou um tsunami que deixou centenas de mortos. Segundo pesquisadores, o potencial catastrófico dele é ainda maior, já que vem crescendo de tamanho a cada nova erupção. Anak Krakatoa significa "filho de Krakatoa" – ele ganhou esse nome pois sua formação aconteceu após uma erupção de outro vulcão, o Krakatoa.

Raio e arco-íris

24 agosto, 2017

Queimaduras por raio

Ser atingido por um raio não é divertido. Além de saber que você irritou o todo-poderoso Zeus, você pode sofrer as consequências de queimaduras terríveis (admitindo-se que você teve a sorte de escapar de uma parada cardíaca).
Essas queimaduras (lightning flowers ou, menos romanticamente, figuras de Lichtenberg) deixam estranhas figuras na pele que lembram samambaias. São causadas pela passagem da corrente elétrica de um raio por vasos cutâneos e podem durar de algumas horas a meses. Há sempre um ponto central a partir do qual a queimadura se propagou para os locais mais distantes. Braços, costas, pescoço, peito ou ombros são as regiões do corpo em que essas lesões são mais observadas.


Elas podem ser indicadores úteis. Se os paramédicos trazem o seu corpo inconsciente, e o médico vê essa estranha tatuagem, ele vai saber imediatamente que você precisa de tratamento para os efeitos da queda de um raio.

N.B. Nem toda queimadura por raio produz exatamente o resultado descrito nesta postagem.

No Acta
82 - Descargas atmosféricas
577 - Um câncer curado por raio
687 - Raios em domicílio

Ver também: The Sullivan Show

03 novembro, 2016

O raio salva-vidas

Um trem corria de Buffalo a Lockport, Nova Iorque, levando cerca de 200 passageiros, quando um raio impediu um desastre, em 1894.
Era uma noite chuvosa e escura, e o maquinista Schaffer estava com muita dificuldade para ver a via férrea mostrada pelo feixe de luz da locomotiva. Ele só podia ver a cerca de 50 metros à frente.
De repente, o clarão de um relâmpago, seguido de um forte trovão, iluminou os trilhos por quase um quilômetro à frente, dando a Schaffer a visão momentânea de um perigo. E ele agarrou a alavanca reversa e gritou para que o auxiliar acionasse os freios.
As rodas guincharam, e o trem de passageiros parou a um palmo de um trem de carga que estava parado nos trilhos.
O raio que acabara de cair salvou a vida dos passageiros.

- Peter Viemeister, The Lightning Book, 1961

29 agosto, 2016

Com Zeus não se brinca

Um assalto a uma igreja em são Petersburgo, Rússia, terminou como os ladrões não haviam planejado. Mas não foi porque a polícia os prendeu: um raio os atingiu durante a fuga.
Sites internacionais de notícias destacaram que os ladrões foram "punidos por Deus, imediatamente".

http://www.amanhecernews.com.br/2015/12/ladroes-roubam-igreja-e-sao-mortos-por.html
Inicialmente, achei estranho que um raio tenha matado os assaltantes, estando eles no interior de um carro, . É que os ocupantes de uma carro ficam protegidos das descargas elétricas, como se estivessem numa gaiola de Faraday. Mas, vendo a imagem do veículo a explodir, a coisa faz sentido.

01 setembro, 2014

O toque de tentenublo

"Ainda somos muito supersticiosos. Milhares de anos de fé cega e sobrenatural criaram, ao que parece, um gânglio religioso no cérebro humano. Atrofiado e quase desaparecido em algumas pessoas, persiste pujante e crescendo nas demais." – Ramón y Cajal, biólogo

O toque de tentenublo consiste no repicar dos sinos que é feito em certas regiões da Espanha com a finalidade de afastar as tempestades de granizo. O toque é acompanhado por orações a Santa Barbara e litanias como "si lluvia traes ven para acá, si piedra, vete para allá" (se chuva trazes vem para cá, se pedra, vai para lá).
Este costume fundamenta-se na crença de que, com o barulho dos sinos, as tempestades são dissipadas, ou pelo menos suavizadas, sem produzir os danos temidos no campo.
Ao som dos sinos, as pessoas recitam a seguinte ladainha: "Tente nublo, tente en ti, no te caigas, sobre mi, guarda el pan, guarda el vino, guarda los campos, que están floridos" (Tente praga, latente em você, não caia em mim, salve o pão, proteja o vinho, proteja os campos que estão floridos).
Atualmente, o número de paróquias que ainda adotam essa prática encontra-se reduzido.
No capítulo IV de "Recuerdos de mi vida", de Ramón y Cajal, encontro a seguinte passagem:
"Una voz salida de entre el gentío nos llamó la atención acerca de cierta figura extraña, negruzca, colgante en el pretil del campanario. En efecto, allí, bajo la campana, envuelto en denso humo, la cabeza suspendida por fuera del muro, yacía exánime el pobre sacerdote, que creyó poder conjurar la formidable borrasca con el imprudente doblar de la campana. Algunos hombres subieron a socorrerle y halláronle las ropas ardiendo y una terrible herida en el cuello, de que murió pocos días después. El rayo había pasado por él, mutilándole horriblemente. En la escuela, la maestra yacía sin sentido sobre el pupitre, fulminada también, aunque sin heridas importantes.
Poco a poco nos dimos cuenta de lo ocurrido: un rayo o centella había caído en la torre, fundiendo parcialmente la campana y electrocutando al párroco; continuando después sus giros caprichosos, penetró en la escuela por una ventana, horadó el techo del piso bajo, donde los chicos estábamos, derrumbando buena parte de la techumbre; pasó por detrás de la maestra, a quien privó de sentido, y, después de destrozar un cuadro del Salvador, colgante del muro, desapareció en el suelo por un boquete, especie de madriguera ratonil, labrada junto a la pared. Ocioso fuera encarecer el estupor que me causara el trágico suceso."

RAIO. O que fazer?, Esta eu deixo com o Aleixo e The Sullivan Show (EntreMentes)
Um câncer curado por um raio (Acta Pulmonale)

21 janeiro, 2014

Um raio mortífero na praia

O fotógrafo Rogério Soares, 40 anos, registrou o momento em que a turista brasileira Rosangela Biavati foi atingida pela descarga elétrica na praia da Enseada, no Guarujá. O profissional estava fazendo fotos do movimento das praias quando, por volta das 15 horas, o tempo começou a fechar. “Chamou a minha atenção o carro parado na faixa de areia, e comecei a fazer o registro.”
De dentro do carro da reportagem, onde se abrigava da chuva, Soares sentiu o impacto do raio. “Foi tão forte que eu achei que tinha caído ao meu lado.”
Foi quando ele se deu conta de que a moça que fotografava entrando no mar, de braços abertos, estava no chão, sendo socorrida pelos familiares. “Por cerca de dois minutos eles tentaram reanimá-la, mas como continuavam caindo raios, os parentes a tiraram dali na caminhonete”, afirma.
Em janeiro do ano passado, Soares acompanhou profissionalmente o caso de um menino que foi atingido por um raio quando caminhava com os pais no calçadão.
A professora de Física da FEI (Fundação Educacional Inaciana) Rosângela Gin diz que o alerta é essencial. “Não adianta se proteger só da chuva. A pessoa precisa se abrigar em local fechado, e não em pontos de ônibus, debaixo de árvores.” Segundo Rosângela, os quiosques da praia não são seguros por serem abertos. O ideal, conforme a especialista, é se abrigar dentro de um imóvel ou carro fechado.
A professora explica que em locais abertos a probabilidade de uma pessoa ser atingida por um raio é maior por conta de sua altura em relação ao solo. “O raio procura os pontos mais altos para se conectar com o chão.” Além disso, a pessoa não precisa ser atingida diretamente para sofrer consequências para a saúde. “A descarga elétrica pode alcançar uma pessoa a até dez quilômetros de distância de onde o raio caiu.”

Um surpreendente memento mori, fotografado por Soares

A melhor maneira de se proteger de um raio?
Viver em um país desenvolvido.
"Os Estados Unidos são um grande estudo de caso para o fenômeno", escreveu Rebecca J. Rosen no The Atlantic. No início do século 20, cerca de 400 estadunidenses eram mortos por raios, anualmente. Em 2011, esse número foi 23.
Contribuem para a redução de mortes por raios nos países desenvolvidos a urbanização, a tecnologia, a qualidade das moradias, a educação pública e outros fatores.

07/08/2017 - Só para comparar
Raio atinge um rio (vídeo)

07 setembro, 2013

O raio da morte de Arquimedes

Luz solar refletida por edifício derrete carro
Um homem se queixou de que um arranha-céu londrino recém-construído derreteu partes de seu Jaguar (VÍDEO), o qual estava estacionado em uma rua próxima. Aparentemente, o problema foi causado pela luz solar ao ser refletida do edifício para o carro. De acordo com a  BBC News, a construtora prometeu pagar os reparos no veículo e a prefeitura da cidade, como medida de precaução, interditou três vagas de estacionamento enquanto aguarda as conclusões da investigação.
Será que isso é verdade mesmo?
Eis aqui qual foi a conclusão do E-FARSAS.


O raio da morte de Arquimedes
Luciano de Samósata, escritor do século II, escreveu que durante o cerco a Siracusa (214–212 a.C.), Arquimedes destruiu navios inimigos com fogo. Séculos depois, Antêmio de Trales menciona espelhos ustórios como a arma utilizada por Arquimedes. O dispositivo, chamado de "raio de calor de Arquimedes" , teria sido usado para concentrar a luz solar em navios que se aproximavam, levando-os a pegar fogo.
A credibilidade desta história tem sido objeto de debate desde o Renascimento. René Descartes a considerou falsa, enquanto pesquisadores modernos tentaram recriar o efeito, usando apenas os meios que estavam disponíveis a Arquimedes. Foi sugerido que uma grande quantidade de escudos bem polidos de bronze ou cobre atuando como espelhos poderiam ter sido utilizados para concentrar a luz solar em um navio. Poderia ter-se usado o princípio do refletor parabólico de maneira similar a um forno solar de alta temperatura.
Um teste do raio de calor de Arquimedes foi realizado em 1973 pelo cientista grego Ioannis Sakkas. O experimento foi realizado na base naval de Skaramangas nos arredores de Atenas. Nesta ocasião 70 espelhos foram usados, cada um com um revestimento de cobre e com um tamanho de aproximadamente 1,5 por 1 m. Os espelhos foram apontados para uma réplica de um navio romano, feito de madeira compensada, a uma distância de aproximadamente 50 metros. Quando os espelhos foram enfocados com precisão, o navio irrompeu em chamas em questão de poucos segundos. O navio de madeira compensada era revestido por tinta de betume, o que pode ter facilitado a combustão.
Em outubro de 2005, um grupo de estudantes do MIT conduziu um experimento com 127 espelhos quadrados com lados de 30 cm, focados em uma maquete de navio de madeira a uma distância de cerca de 30 m. Chamas surgiram em uma parte do navio, mas só depois de o céu estar sem nuvens e o navio ter permanecido estacionário por cerca de dez minutos. Concluiu-se que o dispositivo era uma arma viável nessas condições. O grupo do MIT repetiu a experiência para o programa de televisão MythBusters, utilizando um barco pesqueiro de madeira em São Francisco como o alvo. Novamente alguma carbonização ocorreu, juntamente com uma pequena quantidade de chamas. Para pegar fogo, a madeira precisa atingir a sua temperatura de autoignição, que é de cerca de 300 °C.
Quando os MythBusters transmitiram o resultado do experimento de São Francisco, em janeiro de 2006, a afirmação foi categorizada como mentira ("mito detonado") devido à duração do tempo e as condições climáticas ideais necessárias para a combustão ocorrer. Também foi salientado que, como Siracusa vê o mar a leste, a frota romana teria de ter atacado durante a manhã para um ótimo acúmulo de luz usando-se os espelhos. Os MythBusters também salientaram que um armamento convencional, como flechas em chamas ou, ainda, catapultas, seriam uma maneira mais fácil de incendiar um navio a curta distância.
Em dezembro de 2010, os MythBusters (VÍDEO) tentaram novamente reproduzir a história do raio de calor em uma edição especial, com Barack Obama em destaque, intitulada "President's Challenge" (O Desafio do Presidente).  Vários experimentos foram realizados, incluindo um teste em larga escala com 500 crianças escolares mirando espelhos em uma maquete de um barco romano a 120 m de distância. Em todos os experimentos, a vela não alcançou os 210 °C  necessários para que pegasse fogo, e o veredito foi novamente o de "detonado". O programa concluiu que o efeito mais provável dos espelhos teria sido: cegar, ofuscar, ou distrair a tripulação do navio.