18 fevereiro, 2021

O cheiro da chuva

What are some interesting facts about rain?
http://www.quora.com/What-are-some-interesting-facts-about-rain/answer/Bhaskar-Dutta-15
Autor: Bhaskar Dutta (I am a clone, real me is elsewhere.)
Tradução: Paulo Gurgel Carlos da Silva

Estamos todos familiarizados com o cheiro / aroma fresco durante a primeira chuva de verão.
A maioria de nós adora esse cheiro, não é?
O cheiro do solo após a primeira chuva, também chamado de "petrichor" (em inglês), é produzido devido a uma série de reações.
Tentarei explicar os compostos químicos por trás do cheiro da chuva.
As três principais origens desses compostos são:
  • bactérias no solo,
  • óleos liberados pelas plantas durante o tempo seco, e
  • carga elétrica nas proximidades de tempestades.
Bactérias no solo
Existe uma classe particular de bactérias que vivem no solo, chamadas actinomicetos, que produzem um composto conhecido como geosmina ("perfume da terra", em grego).
Geosmina é um álcool bicíclico e tem um sabor e aroma de terra distintos.
Quando o composto é removido do solo pelas gotas de chuva, ele se espalha no ar fazendo com que nosso sistema olfativo o detecte facilmente.
O nariz humano é extremamente sensível à geosmina e é capaz de detectá-la em concentrações tão baixas quanto 5 partes por trilhão.
A hipótese é que durante a evolução humana, esse cheiro distinto muitas vezes ajudou os antigos seres humanos a procurar pastagens frescas e a encontrar comida, especialmente após um período prolongado de fome e seca.
Contudo, a presença de geosmina na água pode causar um gosto desagradável de lama.
Mas, no que diz respeito ao cheiro de chuva, a geosmina não é o único composto que torna esse cheiro agradável.
Óleos liberados pelas plantas
Os óleos produzidos pelas plantas durante o tempo seco é outro fator que contribui para o aroma agradável após um longo período de seca.
Foi sugerido em pesquisas que as plantas produzem uma mistura particular de óleos durante o tempo seco, principalmente com o propósito de inibir o crescimento das raízes das plantas próximas e minimizar a competição por água.
Esses óleos contêm uma variedade de compostos menores e voláteis, incluindo ácido palmítico e ácido esteárico, que são coletados no solo e nas rochas.
No caso da primeira chuva, os compostos voláteis dentro deles são liberados no ar.
Eles se combinam com a geosmina no ar para produzir aquele aroma característico de "patrichor".
Carga elétrica
Às vezes, sentimos até um cheiro antes da chuva.
Isso se deve a uma causa diferente.
O cheiro antes de uma tempestade é resultado da carga elétrica estática presente no ar.
Essa carga causa a divisão de algumas moléculas de oxigênio na atmosfera em átomos de oxigênio individuais, que podem então se combinar com outras moléculas de oxigênio na atmosfera para formar o ozônio, O3.
O ozônio (cientificamente conhecido como trioxigênio devido ao fato de ser composto por três átomos de oxigênio) é notavelmente pungente e tem um cheiro muito forte, frequentemente descrito como semelhante ao do cloro ou de fios queimados.
É instável na baixa atmosfera, e geralmente só é encontrado mais acima - no entanto, o vento produzido por uma tempestade pode varrê-lo da alta atmosfera, tornando possível para nós detectá-lo como aquele cheiro de "pré-chuva" característico.

17 fevereiro, 2021

É mandrágora que chama?




Comentários
"Alguém plantou uma costela de Adão neste jarro."
"Filha do Groot?"
"A natureza se rendeu ao padrão estético da bunda grande."
"Agora eu entendi porque você queria tanto um bonsai".
"Menina, tão expondo teus nudes."
"Um dia passa a ser vista como normal esta planta funkeira." (PGCS)

http://twitter.com/DjShortyBless/status/1233795166051409924

O resto é ...

mar (Tom Jobim, "Wave")
confete
silêncio (Shakespeare, "Hamlet")
história
o luar de Paquetá (Nelson Rodrigues)
"Luar de Paquetá" é uma antiga canção de Freire Júnior e Hermes Fontes em homenagem à ilha de Paquetá, que faz parte de um arquipélago na baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Paquetá é também conhecida como "Ilha dos Amores" e foi um dos cenários do romance "A moreninha", de Joaquim Manuel de Macedo, e de uma novela homônima da Rede Globo.

16 fevereiro, 2021

O fator frio

http://www.bitsandpieces.us/2020/03/02/musta-been-the-chill-factor/

"Valhei-me, Nossa Senhora
Mãe de Deus de Nazaré
A vaca mansa dá leite
A braba dá quando quer
A mansa dá sossegada
A braba levanta o pé."
~ João Grilo (personagem do "Auto da Comparecida", de Ariano Suassuna)

Esguichos de leite

Quando o carnaval era o entrudo

"Scène de Carnaval", comemoração do entrudo popular nas ruas brasileiras, de Jean-Baptiste Debret, 1834

No Brasil, a introdução da festa do carnaval ocorreu em meados do século XVI, por volta de 1641, trazida pelos portugueses durante a colonização brasileira. O entrudo, como era conhecida a prática de brincadeiras e folguedos, era realizado inicialmente na cidade do Rio de Janeiro. Desde o início, a comemoração contava com a participação de famílias brancas, como também de escravos. O Prof. Luiz Felipe Ferreira, em seu livro "O livro de ouro do carnaval brasileiro" (Ediouro, 2004) esclarece que existiam, no Rio de Janeiro do início do século XIX, duas grandes categorias de entrudo: o entrudo familiar e o entrudo popular. O entrudo familiar era realizado dentro das casas e, por isso mesmo, era mais "delicado". Geralmente, jogavam-se limões de cheiro em quem festejava (pequenas bolas de cera recheadas de águas perfumadas característica do carnaval da Rio de Janeiro). Já o entrudo popular, realizado nas ruas, era mais violento e grosseiro. Eram lançados quaisquer tipos de pós ou líquidos nos festejantes (inclusive urina e fezes).
http://cocada-preta.blogspot.com/2012/01/origem-do-carnaval.html

No Brasil, o carnaval "evoluiu": do entrudo até o mela-mela. Passando pelo corso, papangus, desfiles no sambódromos, bailes de máscaras, trios elétricos e o Galo da Madrugada. No Ceará, faltou esta parte do meio.
Fiz esta reflexão em 2007. Veio a pandemia e passou o rodo.

15 fevereiro, 2021

Selos: uma série dedicada a robôs

O Serviço Postal dos EUA anunciou que lançará uma série de selos dedicada aos robôs de Star Wars (Guerra nas Estrelas) como parte de uma iniciativa conjunta com a Lucasfilm / Disney para promover a educação STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).
Os robôs escolhidos são: R2-D2, C-3PO, IG-11, K-2SO, DO, L3-37, BB-8, GNK, 2-1B e C1-10P. 
Serão certamente reconhecidos pelos fãs da sérir nessas estampilhas que estarão à venda a partir de abril.


Via Laughing Squid

A domesticação da banana


A domesticação da banana transformou seus frutos cheios de sementes em frutos sem sementes (partenocárpicos) que se desenvolvem na ausência de polinização.
Os eventos iniciais deste processo ocorreram no cinturão tropical úmido que se estende da Índia às Ilhas Salomão, a faixa natural das espécies selvagens de bananas pertencentes ao gênero Musa. A evidência arqueológica mais antiga de bananas domesticadas foi achada em Papua Nova Guiné, estando datada de 7.000 anos atrás.
A África foi um centro secundário de diversificação para, pelo menos, dois grandes grupos de bananas: os plátanos e as bananas das terras altas do Leste Africano.

Outras frutas e legumes que foram domesticados: melancia, cenoura, berinjela, milho etc.

Anatomia da banana

14 fevereiro, 2021

Bar dos esquilos

"Esquilos são ratos com boas relações públicas."

Claro que você pode apenas dar uma noz para um esquilo pidão. Ou, se estiver mais generoso, distribuir nozes a granel com os esquilos da vizinhança.
Thinking outside the nut (Pensando fora da noz):
Duke Harmon, um mestre marceneiro, foi quem levou a coisa mais longe. Ele construiu um bar elegantemente refinado em que oferece aos esquilos a oportunidade de saborear uma grande variedade de alimentos. Enquanto apreciam o ambiente sofisticado e culto, seus pequenos frequentadores podem experimentar castanhas, amendoins, sementes de girassol, nozes, pistache e amêndoas.


Duke Harmon é também um bom editor de VÍDEO.

Há algo de podre no reino da Dina®

Vem da peça "Hamlet", de William Shakespeare. Hamlet é o príncipe herdeiro da Dinamarca. Está fora do país, e, quando volta, encontra uma situação muito estranha: o pai morreu inesperadamente, a mãe mais que depressa casou com o tio, que agora é rei, o fantasma do pai aparece para ele… Aí, o príncipe Hamlet diz a frase: "Há algo de podre no reino da Dinamarca".
— Elio Pastore, Quora

Era uma vez no reino da Dinamarca
Esse vídeo — bem elaborado, por sinal — de Tatiana Feltrin, nos traz a estória de Hamlet em detalhes (homicídios, traições, conspirações, incestos, busca de poder, mortes, loucuras, elucubrações, fantasmas, tragédias..). Assistam.
— http://youtu.be/kO4-S0fGC0c


Bordoadas e bordões em Hamlet (a peça de Shakespeare mais representada e estudada até hoje)
"...Fragilidade, teu nome é mulher..."
"Aquilo que prometemos no calor da paixão, acalmada a paixão, é por nós abandonado."
"Há algo de podre no reino da Dinamarca."
"Há mais coisas entre o céu e a terra, Horácio, do que sonha tua vã filosofia".
"Duvida da luz dos astros, de que o Sol tenha calor, duvida até da verdade, mas confia em meu amor."
"Ser ou não ser... Eis a questão."
"Necessito de sangue em vez de lágrimas."
"O hábito, esse demônio que devora todos os sentimentos."
"A vilania, mesmo oculta, há de surgir à luz do dia e aos olhos do homem."
"Eu poderia viver recluso em uma casca de noz e me considerar rei do universo infinito."
"Mata-se o corpo, e não a alma."
"O resto é silêncio."

13 fevereiro, 2021

Cães ESCHER


Maurits Cornelis Escher (Leeuwarden, 1898 — Hilversum, 1972) foi um artista gráfico holandês conhecido por suas xilogravuras, litografias e meios-tons (mezzotints), que tendem a representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses - padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente em formas completamente diferentes.

M.C. Escher no blog EM

O mercado aberto

Até a década de 1990, era considerado legal comprar bens roubados no Mercado de Bermondsey (Caledonian Market), em Londres, sem medo de processos judiciais.
O mercado operava sob a antiga lei de "marché ouvert", ou "mercado aberto", um conceito jurídico medieval que permitia a venda aberta de bens roubados em mercados designados de uma cidade.
A ideia era que, se você fosse roubado e não verificasse se sua propriedade roubada estava sendo vendida em um mercado local, então você não estava tomando medidas razoáveis ​​para recuperá-la.
Surpreendentemente, o Mercado de Bermondsey operou sob essa lei até 1994, quando uma pintura roubada de Joshua Reynolds foi vendida por 100 libras e o comprador evitou a acusação de ter adquirido bens roubados, argumentando que a venda estava sujeita a essas regras.
A brecha já foi abolida.

Bermondsey (Caledonian Market), 1950

"Nemo dat quod non habet", que significa "ninguém dá o que não tem", é o conceito jurídico atualmente aplicado. Às vezes, chamado apenas de "nemo dat", trata-se da regra que afirma que a compra de uma posse de alguém que não tem o direito de propriedade também nega ao comprador qualquer título de propriedade.

12 fevereiro, 2021

A Era do Wi-Fi - 8

Um copo d'água, a senha do Wi-Fi e um borrifo de álcool em gel, sendo um de cada vez não deve ser negado a ninguém.

O diretor de arte @PabloRochat gentilmente fornece a seus vizinhos (e a qualquer pessoa que passe em frente a sua residência) o acesso Wi-Fi gratuito. A senha é um pouco complicada, especialmente se você quise digitá-la em um telefone. Mas é grátis.

O telefone vermelho da Guerra Fria

Era uma linha direta de comunicação entre o governo dos EUA e o da União Soviética durante a Guerra Fria.
A ideia de um meio de comunicação entre a Casa Branca, em Washington DC, e o Kremlin, em Moscou, surgiu após a Crise dos Mísseis Cubanos. Esse impasse militar, em outubro de 1962, quase provocou uma guerra nuclear – em parte, pela falta de diálogo rápido entre os dois governos.
Durante a crise, os Estados Unidos levaram quase 12 horas para receber e decodificar uma mensagem com três mil palavras de Nikita Khruschev, então secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética, um tempo perigosamente longo em se tratando do risco de um confronto nuclear. Enquanto os Estados Unidos elaboravam uma resposta, uma mensagem mais dura a partir de Moscou foi recebida a seguir, exigindo que os mísseis americanos fossem removidos da Turquia.


Assessores da Casa Branca viram que a crise poderia ter sido resolvida mais rapidamente e até evitada, se a comunicação tivesse sido mais rápida. Em agosto de 1963 (57 anos atrás), uma linha direta de comunicação (também conhecida como Moscow-Washington Hotline) foi implantada entre os dois países.
O primeiro uso da linha foi em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, quando as duas superpotências se informaram sobre movimentos militares que poderiam ter sido provocativos ou ambíguos. De modo a evitar que, devido à proximidade da Frota do Mar Negro soviética com a Sexta Frota dos Estados Unidos no Mar Mediterrâneo, possíveis mal-entendidos ocorressem entre as duas potências.
Com o tempo, a linha foi substituído por tecnologias mais modernas, como transmissões via satélite.
Ironicamente,
não era um telefone
(e sim um teletipo, uma espécie de máquina de escrever eletromecânica conectada a uma linha telefônica)
e não era vermelho
(o apelido foi dado pela mídia).
Regatar: A caixa-preta dos aviões.

11 fevereiro, 2021

Do terno, o paletó

O terno (português brasileiro) ou fato (português europeu) é um conjunto de indumentária tanto masculino como feminino confeccionado geralmente com o mesmo tipo de tecido.
É composto de calça, casaco e, por vezes, colete, daí o nome terno (de três peças). A rigor, o terno é o conjunto de calça, paletó e colete, sendo que este último foi, aos poucos, sendo deixado de lado. Então, tornou-se aceito o terno ser apenas o conjunto de calça e paletó.
Para a indumentária feminina, que é composta por uma saia e um casaco, usa-se  no Brasil, o termo francês tailleur.
O terno nasceu dos luxuosos trajes da Corte Francesa, que eram, basicamente, o colete, bermudas até os joelhos e a inusitada peruca adotada pela nobreza europeia.
É tido como o traje do homem de negócios ocidental. Ao adquirir sua forma atual, durante a Revolução Industrial do século XVIII, na Inglaterra, mudou profundamente os conceitos da moda masculina.
Extraído de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Terno

A vida é o que você faz dela

No "Guia do Mochileiro das Galáxias", de Douglas Adams, uma raça super inteligente de seres constrói um computador, chamado Deep Thought (Pensamento Profundo), para obter uma resposta à pergunta final sobre o universo: "Qual é o significado da vida, do universo e tudo mais?".
Em resposta a essa pergunta, o computador fornece uma resposta muito simples e supostamente absurda: "42".

Douglas Adams passava parte de seu tempo, na escola e na vida profissional, como programador de computadores. Em programação, o asterisco é comumente usado para significar "o que você atribui a ele", "o que você quer que seja" etc. Na principal linguagem de programação da época, ASCII,  "42" é a designação do asterisco.
A Deep Thought foi perguntado: "Qual era o verdadeiro significado da vida?", e ele respondeu com o que tinha em mãos (no sentido conotativo): "42".
42 = a vida é o que você faz dela.

Coringa ou joker é a carta do baralho que, em certos jogos, muda de valor conforme a combinação de cartas que o jogador tem em mãos.

Douglas Adams descartava todas as teorias
O cálculo do 42 de Douglas Adams

(Arquivado no blog EM para publicar em 11 de fevereiro, o 42º dia do ano.)

10 fevereiro, 2021

O método Coué

Emile Coué (1857 - 1926), farmacêutico e psicólogo francês. Introduziu na Europa e nos Estados Unidos um método popular de psicoterapia e auto-aperfeiçoamento, baseado na auto-sugestão otimista. Depois de observar que, em certos casos, ele conseguia melhorar a eficácia de um medicamento ao elogiar sua eficácia para o paciente.
Coué encorajava seus pacientes a dizerem a si mesmos, 30 vezes por noite, antes de dormir: "Todos os dias, de todas as formas, estou cada vez melhor".
Quando perguntado, se ele se considerava um curador, Coué costumava afirmar:
"Nunca curei ninguém em minha vida. Tudo o que faço é mostrar às pessoas como elas podem se curar."
1980: O refrão da música "Beautiful Boy" - que John Lennon escreveu para Sean (seu único filho com Yoko Ono) - faz uma referência ao mantra de Coué:

"Antes de ir dormir
Faça uma pequena oração:
Todos os dias, de todas as maneiras
Estou ficando cada vez melhor."



A letra de "Beautiful Boy" também  contém uma famosa citação de Lennon, "Vida é o que acontece com você enquanto você está ocupado com outros planos". No entanto, a expressão desse sentimento pode ser rastreada até um artigo do Reader's Digest, de 1957, que a atribui a Allen Saunders.

Gretchen e Mefistófeles

Fausto é a obra-prima do poeta alemão Goethe. Baseado em uma lenda medieval, revela a decadência do espírito humano que se deixa seduzir pelo mal. Fausto possui todas as ciências do mundo, mas revela-se insatisfeito com o conhecimento que já tem. Buscando ser mais sábio e de melhor aparência, faz um pacto com o Demônio, encarnado na figura de Mefistófeles. Certo dia, caminhando em uma rua, Fausto vê a bela Gretchen (Margarida), uma jovem de apenas 14 anos. Apaixona-se imediatamente, e pede a Mefistófeles que o ajude a conquistar para ele. Mefistófeles então se insinua para a vizinha de Gretchen, Marta, que é uma amiga e protetora da jovem, e aos poucos ganha confiança das duas, permitindo a Fausto que este se aproxime de Gretchen. A jovem gosta desde o início de Fausto porque ele a trata como uma princesa em suas palavras, o que ela acha estranho, uma vez que é de origem humilde. Apesar de todo esse encantamento, ela percebe que Fausto é negligente em relação à religião, e ao mesmo tempo desconfia e sente antipatia por Mefistófeles, vendo em sua figura algo de negativo. Fausto deseja muito ficar a sós com Gretchen, mas a presença da mãe da menina no apartamento das duas atrapalha os planos dele. Induzido por Mefistófeles, Fausto dá à mãe da menina, através desta, um aparente sonífero, pensando em apenas adormecê-la para ter momentos íntimos com Gretchen, mas o Demônio havia dado a Fausto um veneno mortal. A mãe de Gretchen morre, porém ela não culpa Fausto. Adiante, Gretchen pressente estar grávida, o que naqueles tempos significava tornar-se uma pária, uma vez que não era casada. O irmão de Gretchen, Valentim, fica enfurecido por saber disso e desafia Fausto para um duelo. Este, com o auxílio de Mefistófeles, mata Valentim. Gretchen desce para ver o irmão agonizante, que a amaldiçoa por seu comportamento supostamente devasso. Levada pelo desespero, Gretchen pratica o infanticídio e é levada à Justiça. Fausto desespera-se e culpa Mefistófeles. Este apenas replica, dizendo que Fausto agiu livremente e ele nada tem a ver com todo o drama. Fausto visita a Gretchen na prisão e tenta fazer com que ela fuja, porém ela se recusa a fazer a vontade de Fausto. Gretchen, como fiel católica, deseja expiar a sua culpa. Diz que entrega a Deus sua alma. Mefistófeles, ao ouvir as palavras cristãs da boca de Gretchen grita: Sentenciada! Os anjos recebem a alma de Gretchen que se salva, mas a Fausto, Mefistófeles grita que é dele e apodera-se da sua alma. No final do poema, mais uma vez a redenção católica está presente na contemplação da Virgem Maria, a Mater Gloriosa. Esta intercede pela alma de Fausto, que escapa às mãos de Mefistófeles. Fausto e Gretchen estão unidos novamente no Céu.
Extraído de: Resenha: Fausto I e II, de Goethe, por Felipe Pimenta


Gretchen (imagem refletida no espelho) e Mefistófeles, os dois personagens que representam a dualidade do Bem e do Mal, na obra de Goethe. Esta escultura de madeira do século 19 encontra-se no Museu Salar Jung, em Hyderabad, Índia.
http://imgur.com/gallery/LCztkZE (imagem ampliada)

Ver também: A paródia de "Fausto" em Copenhague

09 fevereiro, 2021

Gárgulas

Uma gárgula é uma estátua grotesca esculpida em uma pedra.
São estranhas, bizarras, desagradáveis ou simplesmente feias. Nós associamos as gárgulas aos tempos medievais, graças principalmente a um certo corcunda que habitou o campanário da Catedral de Notre-Dame de Paris. Mas elas já existiam muito tempo antes do infeliz Quasímodo.
Gárgulas não são são apenas estátuas feitas com o propósito de assustar. Foram projetadas para transportar água para longe do telhado e das laterais de grandes edifícios.

Faça um tour pelo mundo delas.

Rei da cocada preta

A cocada preta é um doce típico da culinária brasileira. Em Salvador ele é vendido nos tabuleiros das baianas, entre acarajés, abarás e vatapás.


Dizem que, quando a família real veio ao Brasil, esse quitute era disputado na Corte, onde o rei era o primeiro a se servir da iguaria. Daí a expressão "rei da cocada preta", que a irreverência carioca criou e hoje é usada, como deboche, para identificar uma pessoa convencida.
Fonte: Blog Cocada Preta

Expressões relacionadas: "se achar"; "querer ser as pregas" etc.

O uso bilíngue desta expressão por Millôr Fernandes:
"E, sempre que aproxima mais o país do abismo no qual, segundo a retórica política, o Brasil vive, esse FhC (superlativo de PhD) corre à televisão e deita a fala do trono, com a convicção de que, mais do que nunca, foi ele, the king of the black sweetmeat made of coconuts (o rei da cocada preta), quem conduziu o Brasil à salvação definitiva e à glória eterna."
O pensamento de FH analisado por MF. Conclusão

Bom para o DBF.

08 fevereiro, 2021

Afinal de que país é Tim Maia?

"Babu é o Tim Maia brasileiro." ~ Latino, em "Altas Horas" (23/01/2021)

(TM, antes de Latino falar)
(TM, depois de Latino falar)

O ex-BBB Babu foi o ator principal da cinebiografia de Tim Maia. Tem como juntar uma mesinha com Jobim, Elis, Tim Maia e expulsar o Latino da sala?

Foto histórica: ases da música brasileira
Alcione-Tim Maia-Beth Carvalho-Martinho-João Nogueira

Uma expectativa calculada de catástrofe

O conhecimento da física pode levar uma pessoa enérgica e muito bem informada a ter preocupações reais e/ou imaginárias - preocupações massivas - sobre o futuro. Um novo estudo, publicado em formato digital, pode ou não deixar isso claro.
Atualmente, produzimos ~10 21 bits digitais de informação anualmente na Terra. Assumindo uma taxa de crescimento anual de 20%, estima-se que, após ~350 anos a partir de agora, o número de bits produzidos excederá o número de todos os átomos da Terra, -10 50. Após ∼300 anos, a energia necessária para sustentar esta produção digital excederá 18,5 × 10 51 W, ou seja, o consumo total de energia planetária hoje, e, depois de ∼500 anos a partir de agora, o conteúdo digital será responsável por mais da metade da massa da Terra, de acordo com o princípio de equivalência massa-energia-informação. Além dos desafios globais existentes como clima, meio ambiente, população, alimentação, saúde, energia e segurança, nossas estimativas apontam para um outro evento singular para o nosso planeta, a chamada catástrofe da informação.
Essas questões são válidas, independentemente dos desenvolvimentos futuros em tecnologias de armazenamento de dados. Em termos de dados digitais, o princípio de equivalência massa-energia-informação formulado em 2019 ainda não foi verificado experimentalmente, mas assumindo que isso esteja correto, então, em um futuro não muito distante, a maior parte da massa do planeta será composta de bits de informação.

https://doi.org/10.1063/5.0019941

07 fevereiro, 2021

Homenagens póstumas em canções

Homenagem a Francisco Alves, o Chico Viola
"Chora Estácio, Salgueiro e Mangueira / Todo o Brasil emudeceu / Chora o mundo inteiro / Chico Viola morreu."
– Wilson Batista e Antonio Nássara
Além de "Chico Viola", de Nássara e Wilson Batista, lançada pouco tempo após sua morte, o samba-canção "Uma cruz na estrada" foi composto para homenagear o cantor, de autoria de Irany de Oliveira e Ary Monteiro. Gravada por Carlos Galhardo em 1953, esta canção somente foi lançada no ano seguinte. Também em 1954, foi lançada, na voz de Nelson Gonçalves, o samba "Francisco Alves" de autoria de David Nasser e Herivelto Martins cuja letra dizia:
"Até a lua do Rio / Num céu tranquilo e vazio / Não inspira mais amor / O violão desafina / Porque chora em cada esquina / A falta do seu cantor." Também de Herivelto e Nasser é "O maior samba do mundo", em cujos versos os autores dizem o que fariam se tivessem o piano de Ary Barroso, o violão de Noel Rosa, a pena de Orestes Barbosa e o "vozeirão" de Nelson Gonçalves:
"E o Chico Alves / Voz de pássaro cantor / O maior samba do mundo / Eu faria pro meu amor", gravado por Linda Batista em 1959, e depois por Dora Lopes e outros.

Homenagem a Raimundo Jacó
Em 8 de julho de 1954, o vaqueiro Raimundo Jacó foi assassinado no Sítio Lages, em Serrita -PE. Tomando conhecimento de que o crime ficou sem solução, seu primo Luiz Gonzaga protestou com a criação da música "A morte do vaqueiro".
"Numa tarde bem tristonha / Gado muge sem parar / Lamentando seu vaqueiro / Que não vem mais aboiar."
– Luiz Gonzaga e Nelson Barbalho
A indignação com a covardia desse assassinato deu origem a um evento religioso chamado "Missa do Vaqueiro".

Homenagem a Zuzu e Stuart Angel
Em "Angélica" (1977), bela e triste música de Chico Buarque de Hollanda e melodia de Miltinho (MPB4) em homenagem à estilista Zuleika Angel Jones (Zuzu Angel), mãe do militante político Stuart Angel Jones e da jornalista Hildegard Angel, a estrofe indaga:
"Quem é essa mulher / Que canta sempre esse estribilho / Só queria embalar meu filho / Que mora na escuridão do mar."
Além da consagração internacional como estilista de moda, a mineira Zuzu Angel ficou conhecida pela incansável e incessante busca de seu filho Stuart, militante político, preso em 14 de abril de 1971. Stuart foi torturado e morto pelo Centro de Informações da Aeronáutica (CISA) no aeroporto do Galeão e dado como desaparecido pelas autoridades.
A busca de Zuzu pelas explicações, pelos culpados e pelo corpo do filho só terminou com sua morte, ocorrida na madrugada de 14 de abril de 1976, num acidente de carro na Estrada da Gávea, saída do antigo Túnel Dois Irmãos, na cidade do Rio de Janeiro, posteriormente batizado com seu nome, "Zuzu Angel". O Karmann Ghia TC conduzido por Zuzu Angel derrapou na saída do túnel e saiu da pista, chocou-se contra a mureta de proteção, capotando e caindo na estrada abaixo, matando-a instantaneamente. Zuzu está sepultada no Cemitério de São João Batista, no Rio de Janeiro.
Uma semana antes do acidente, ela deixara na casa de Chico Buarque de Hollanda um documento que deveria ser publicado caso algo lhe acontecesse, em que escreveu:. "Se eu aparecer morta, por acidente ou outro meio, terá sido obra dos assassinos do meu amado filho", o que foi devidamente comprovado posteriormente.
Leia na íntegra: Quem é essa mulher? por Leonardo Isaac Yarochewsky

A cadela "batera"

Maple, a cadela percusionista, e seu tutor, um humano que atende pelo nome de Trench. Ela, que é um mix de border collie/golden retriever/pastor-de-shetland, mostra que tem muita noção de ritmo, além de saber engajar-se em suas performances. O repertório da dupla é variado, indo desde trilhas sonoras de filmes, como "Harry Potter" e "Star Wars", passando por clássicos de Elvis Presley, até músicas natalinas.


Ver também: O garoto "batera"

06 fevereiro, 2021

Arquivo Z

Z de Ziraldo, cartunista, desenhista, jornalista, cronista, chargista, pintor e dramaturgo brasileiro.
Ziraldo Alves Pinto nasceu em Caratinga, Minas Gerais, no dia 24 de outubro de 1932. Seu nome de batismo vem da combinação dos nomes de sua mãe, Zizinha, e de seu pai, Geraldo. Desde criança já mostrava talento para o desenho. Com seis anos, ele teve um de seus desenhos publicado no jornal "Folha de Minas".
Criador de A Turma do Pererê, que foi publicada primeiramente em cartuns em 1959, nas páginas da revista "O Cruzeiro". Depois, sob o nome de "Pererê", passou a ser publicada mensalmente a partir de outubro de 1960 até abril de 1964. "Pererê", que foi a primeira revista brasileira de histórias em quadrinhos totalmente colorida, conquistou rápido sucesso no Brasil. O que permitiu que fossem publicadas 43 edições em sua primeira série, com tiragens de 120 mil exemplares em média.
Em 1975, as histórias em quadrinhos com os personagens da Mata do Fundão voltaram a ser publicados, com o título de "A Turma do Pererê", pela Editora Abril. No entanto, esta segunda série foi cancelada em 1976, com apenas 10 edições. Desde então os quadrinhos do Pererê passaram a ser apenas republicados em almanaques nos anos seguintes, com poucas histórias ainda inéditas. Até que, em 1980, Ziraldo passou a dedicar-se às histórias do Menino Maluquinho.
Ziraldo Pinto foi também um dos fundadores do hebdomadário O Pasquim, (1969), um porta-voz da contracultura e da indignação intelectual com o regime militar, e do semanário Bundas (1999), uma sátira ao mundo das celebridades exposto em "Caras" ("Quem mostrou a bunda em Caras, não mostrará a cara em Bundas", segundo ele).


Principais personagens do Pererê
Saci 
Boneca de Piche http://blogdopg.blogspot.com/2009/01/alm-de-coice-queda.html
Tininim (indiozinho)
Tuiuiú (indiazinha) http://blogdopg.blogspot.com/2020/01/a-fama-obriga.html
Moacir (jabuti) http://blogdopg.blogspot.com/2020/07/jabuti-em-foco.html
Galileu (onça)
Geraldinho (coelho)
Alan (macaco)
Pedro Vieira (tatu)

Camas de faquir

"Vergonha: a cidade mais rica do Brasil, no Estado mais rico do Brasil, cria camas de faquir para o povo que já vive como faquir." -  Fernando Brito, "Tijolaço"


Quem é?
O padre Júlio Lancelotti, com a marreta que usou para arrancar as pedras mandadas botar (e depois, pela repercussão, também mandadas tirar) pela Prefeitura de São Paulo, sob um viaduto do bairro do Tatuapé.

Outro exemplo de arquitetura hostil: O banco de Camden

05 fevereiro, 2021

O quarto dos acontecimentos sinistros


No romance "O Iluminado", de Stephen King, os acontecimentos sinistros acontecem no quarto 217.
Contudo, a administração do Hotel Timberline Lodge, onde foram gravadas algumas cenas do filme homônimo de Stanley Kubrick, pediu para que o número do quarto fosse mudado para 237. A precaução foi tomada para que os hóspedes não evitassem o quarto 217 (já que o de número 237 não existia no hotel).
Curiosamente, o quarto 217 é o mais solicitado pelos hóspedes.

Verbos auxiliares de si próprios

Em expressões como "vai indo", "vem vindo", há indiscutível cunho pleonástico; são, porém, ambas formas corretas, e podem ser empregadas normalmente no vernáculo. Veja-se, nessa esteira, o exemplo de Camilo Castelo Branco: "Parece-me que são horas de vir vindo o jantar". 
Em realidade, trata-se de caso em que o verbo vir acaba sendo auxiliar de si próprio, em construção perfeita e correta, como também demonstra o seguinte exemplo de Machado de Assis: "Vieram vindo depois os bravos, os apoiados, os não-apoiados, uma bonita agitação".
De maneira geral, as locuções verbais são formadas por um verbo auxiliar + verbo principal. O verbo auxiliar aparece flexionado, remetendo ao tempo, modo, número e à pessoa da ação verbal. O verbo principal aparece em formas nominais, quais sejam: gerúndio, infinitivo ou particípio.
Fiz uma compilação de outros exemplos em que os verbos "ir" e "vir" aparecem como auxiliares de si próprios:
"Eu vou indo, correndo, pegar meu lugar no futuro." Paulinho da Viola, "Sinal fechado".
"Podem preparar / Milhões de festas ao luar / Que eu não vou ir / Melhor não pedir / Eu não vou ir, não quero ir." Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, "Você e eu".
"Ao chegar bem perto fez um sinal com o braço. Respondi com um gesto aflito de quem pede socorro. Ele deve ter entendido: fez uma volta e veio vindo por detrás, para passar bem em cima de mim." Fernando Sabino, "O menino no espelho".
"Pois vejo vir vindo no vento / O cheiro da nova estação." Belchior, "Como os nossos pais".
"Por meios e modos, sortimos arranjados animais de montada, arranchamos dias numa fazenda hospitaleira, e viemos vindo atravessando o Pardo e o Acari, em toda a parte a gente era bem recebida. Guimarães Rosa, "Grande sertão: veredas".

04 fevereiro, 2021

Confissão público-privada dos pecados - 6

Um homem comparece no confessionário da igreja:
"Perdoe-me, padre, porque pequei."
"Qual é o seu pecado, meu filho?", pergunta o padre.
"Bem, há cerca de um mês, eu estava na biblioteca até a hora de fechar e, quando estava me preparando para ir embora, começou a chover muito forte e não pude sair. Depois de algum tempo, eu e a bibliotecária perdemos o controle e... bem, ficamos juntos a noite toda, se é que você me entende..." 
"Isso é ruim, meu filho, mas não horrível", disse o padre. "Se isso foi apenas um único deslize, Deus vai perdoar".
"Esse é o problema...", disse o homem. "Cerca de uma semana atrás, eu ajudei minha vizinha a instalar sua televisão nova. Quando, estava me preparando para ir para casa, começou a chover forte, muito forte. Novamente, eu não pude sair e nós passamos a noite toda juntos também..."
O padre permaneceu em silêncio e o homem, cobrindo o rosto de vergonha, começa a chorar: "O que devo fazer agora, padre?"
"O que você deve fazer?!", gritou o padre. "Você deve sair daqui agora mesmo, antes que comece a chover!"

http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=4859

Desta série: 1, 2, 3, 4 e 5

Borboletas, abelhas e "lágrimas de crocodilo"

Quando o biólogo costarriquenho Carlos de la Rosa observou uma borboleta e uma abelha simultaneamente bebendo lágrimas de um crocodilo, não sabia bem o que estava acontecendo.
Perplexo, ele começou a olhar para o assunto e descobriu que vários desses eventos haviam sido registrados ao redor do mundo por cientistas, turistas e fotógrafos. O próprio De la Rosa tinha visto traças beberem lágrimas de tartaruga na Amazônia, e outros relataram que borboletas e abelhas bebiam lágrimas de outros tipos de répteis.
Mas, por que isso acontece?
Segundo o biólogo, essas lágrimas devem conter recursos minerais valiosos como o sal. As borboletas, ressalta, são conhecidas por beberem de poças enlameadas e ricas em nutrientes. Embora o sal seja abundante no oceano, pode o cloreto de sódio (nome químico do sal) ser um recurso raro e valioso em terra.
Sobre as "lágrimas de crocodilo":
Quando alguém finge tristeza, "chora lágrimas de crocodilo". Esta é uma frase que vem de um antigo mito, a de que os répteis choram enquanto comem suas presas. Um pesquisador da Universidade da Flórida concluiu que os crocodilos realmente vertem lágrimas durante o banquete – mas por razões fisiológicas, e não por se encontrarem possuídos de um vulgarmente suposto remorso reptiliano.
Os cientistas não têm certeza se os répteis se beneficiam de alguma forma com esse fuzuê das borboletas e abelhas. Eles podem simplesmente permitir que os insetos bebam as lágrimas porque não se importam. Ou, então, porque não conseguem facilmente afastá-los.

03 fevereiro, 2021

A lógica do gato (2)

Estes seres têm ideias próprias. Em dúvida sobre o que lhes pertence no ambiente doméstico, utilizam-se de uma árvore de decisões.

(http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=9452)

A lógica do gato (1)

Bohemian Rhapsody executada com boomwhackers

Pouco antes de morrer, o vocalista do Queen, Freddie Mercury, observou : "Faça o que quiser com minha vida e minha música, apenas não a torne chata".
Missão aqui cumprida, graças aos bateristas de graduação de Harvard, mais conhecidos como THUD. O grupo, que ensaia semanalmente, está disposto a considerar qualquer coisa com potencial percussivo - copos de plástico, quadros-negros, baldes - como um instrumento musical, mas é mais conhecido por suas performances com boomwhackers.
Um boomwhacker, para os não iniciados, é um tubo de plástico leve e oco, cujo comprimento determina seu tom musical. Quando bate na mão ou na coxa, produz um som ressonante. A codificação por cores ajuda os jogadores a identificar qual boomwhacker buscar durante um número acelerado e precisamente orquestrado.
Em teoria, os boomwhackers são simples o suficiente para uma criança dominar, mas o THUD leva as coisas a um platô mais alto, com partituras personalizadas e sistematizadas, para que nenhum executante fique preso a uma tarefa impossível de ser realizada.



Outros vídeos com "Bohemian Rhapsody":
1 - com Fred Mercury e a banda Queen (link externo)
2 - com o músico brasileiro Joe Penna
3 - com o físico Timothy Blais
4 - com uma impressora
5 - ilustrada com memes

02 fevereiro, 2021

Cuscuz

No café, almoço e jantar. Com manteiga, ovo, queijo coalho, com qualquer coisa. Que alimento, meus amigos!!!
É uma das maravilhas que o Nordeste precisa ensinar ao País.
Barato e fácil de preparar.
O bolo amarelo da unidade sertaneja. O símbolo máximo da diplomacia. Quem come cuscuz não quer guerra com ninguém.
Além de tudo, um prato cheio para os trocadilhos.
(André Gallindo https://twitter.com/andregallindo/status/1263488438227140611)

"O pantanal é uma festa. Os rios só dão pacu e tambacu. Nas matas só se ouve o jacu, a curicaca e o mucurututu. Está cheia, também, de sucuri e surucucu. E para finalizar, o povo adoooora comer cuscuz."
~ Fernando Gurgel Filho, em Cantando Cuitelinho

Novo significado

Até o mais comum dos objetos, suficientemente descontextualizado, tem o poder de assumir um novo significado.
Vemos isso, no talvez mais famoso deles, com a "Fountain" (Fonte), de Marcel Duchamp. A chamada escultura pronta (conceito ready-made) era, na verdade, simplesmente um urinol assinado "R. Mutt". No entanto, em parte, separando-o do todo, Duchamp desafiou seu público a ver o mictório de porcelana como arte.
Naturalmente, isso nos leva ao recém-criado arquivo dos cortes de cabelo de Mark Zuckerberg.

01 fevereiro, 2021

O onipresente brigadeiro

Sua história é curiosa.
Em 1945, o brigadeiro Eduardo Gomes disputava as eleições para presidente do Brasil.
O slogan da campanha do militar era "vote no brigadeiro que é bonito e solteiro". Em troca de doações para a campanha, muitas mulheres passaram a produzir umas guloseimas com leite Moça e achocolatado. Assim nasceu o brigadeiro, este docinho que está presente em todas as festas de aniversários pelo Brasil afora.

Assunto do momento 75 anos depois...
Governo federal gasta 15 milhões com leite condensado.


26/01/21 - Pois é, o PR do Brasil gastou esta grana toda apenas com leite condensado. E eu aqui a pesquisar no YouTube (entre dezenas de vídeos) como fazer brigadeiro sem leite condensado.

Em fase de elaboração: Bem-casados

O desastre do ônibus espacial Columbia

01/02/2003 Todos os sete membros da tripulação do STS-107 morreram quando o orbitador da Columbia se desintegrou durante a reentrada na atmosfera da Terra.
📷A foto à direita (da NASA) veio do processamento de um rolo de filme que foi recuperado entre os destroços.
O STS-107 foi o 113º vôo do programa Space Shuttle e o vôo final do Space Shuttle Columbia. A missão lançada do Centro Espacial Kennedy, em 16 de janeiro de 2003, durante seus 16 dias em órbita, conduziu uma série de investigações científicas internacionais.
O Conselho de Investigação de Acidentes da Columbia determinou que a falha foi causada por um pedaço de espuma que se rompeu durante o lançamento e danificou os componentes do sistema de proteção térmica (painéis de carbono-carbono reforçados e telhas de proteção térmica) na borda principal da asa esquerda do orbitador. Durante a reentrada, a asa danificada superaqueceu lentamente e se separou, levando à perda de controle e à desintegração do veículo.