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26 janeiro, 2026

A Biblioteca Humana

Lema: "Não julgue um livro pela capa."
É desta maneira que a Biblioteca Humana se apresenta em seu site oficial. Fundada em Copenhagen, na Dinamarca, a primeira unidade da Biblioteca Humana completou 25 anos em junho. O projeto se espalhou mundo afora com o intuito de levar o aprendizado por meio de livros que são para lá de interativos: as próprias pessoas.
É um lugar onde pessoas reais são emprestadas aos leitores. E onde perguntas difíceis são esperadas, apreciadas e respondidas.
O acervo da biblioteca conta com assuntos relacionados à experiências humanas e podem ser acessados por meio da contação destas histórias pelas próprias pessoas que a vivenciaram. A instituição trabalha, principalmente, com grupos de voluntários que geralmente são estereotipados pela sociedade, como minorias sexuais, religiosas ou raciais.
Entre as histórias da sede dinamarquesa, destacam-se depoimentos como o “Rapaz do Orfanato”, “Crianças sobreviventes do Holocausto” e “A história de um cigano”.

 

10 junho, 2025

Fronteira Canadá-Dinamarca

10/06/2022. Depois de 49 anos de troca de garrafas e bandeiras, canadenses e dinamarqueses terminaram o pseudoconfronto chamado Guerra do Uísque. Ao concordaram em dividir a Ilha Hans entre eles, assim criando uma fronteira terrestre entre o Canadá e a Dinamarca (Groenlândia).


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04 abril, 2025

O passeio de Vance e esposa na Dinamarca

Apenas 3 horas e 15 minutos se passaram entre a chegada e a saída deles. Foi apenas uma sessão de vídeo e foto, nada mais. Apenas uma filmagem de RP no local. Foi só isso.
O único lugar que o vice-presidente Vance "visitou" na Dinamarca foi a Base Espacial Pituffik dos EUA. Os groenlandeses se recusaram a falar com Vance; Vance teve que cancelar a visita à capital Nuuk.
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Vance: "Não temos outra opção. Precisamos tomar uma posição significativa na Groenlândia para manter as pessoas aqui seguras e para manter nosso próprio país seguro".
Comentário - Esta "Nenhuma outra opção" traduz-se por "Indicador de inteligência Inequívoco" (Unambiguous Intelligence Indicator). Os EUA efetivamente dizem que invadirão e anexarão a Groenlândia.
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Essa medida é universalmente impopular (fonte: Elena Ouro):
  • Apenas 6% dos groenlandeses querem se juntar aos EUA — na verdade, há mais pessoas que acham que os EUA falsificaram o pouso na Lua (10%). 
  • Em torno de 85% dos groenlandeses se opõem.
  • E menos de 30% dos americanos querem que a Groenlândia se junte aos EUA.
Ver também: Groenlândia em 3 tempos

25 outubro, 2023

O trem que viaja de navio

Entre Rødby, na Dinamarca, e Putgarten, na Alemanha, o trem da Eurocity usa a balsa (ferryboat) para atravessar o mar. A travessia dura quarenta e cinco minutos, e este vídeo com os melhores momentos, sete e meio.

05 abril, 2021

O rei que se tornou um pirata

Quando você pensa em uma convergência entre um rei e um pirata, vai se surpreender ao descobrir que isso aconteceu a um  governante descendente dos vikings.
Eric VII era rei da Dinamarca desde os sete anos de idade, e esse domínio acabou por incluir também a Noruega e a Suécia. Ele era um governante impopular, travando guerras mal concebidas e cobrando impostos, até que os suecos começaram a se rebelar e os nobres se articularam para derrubá-lo. E ele nem tinha herdeiro. Esses assuntos vieram à tona em 1438.
Com as paredes fechando, Erik viu que seu destino estava selado. Ele decidiu deixar o país com a arca do tesouro real, algumas das joias da coroa, os acessórios reais e a bandeira histórica do país. Ele sabia para onde estava indo: juntar-se aos piratas.
Os piratas em questão eram homens desgastados pelo mar que durante anos criaram medo e destruição entre os comerciantes e nobres da Suécia, Dinamarca e cidades alemãs conhecidas como Liga Hanseática. Os inimigos dos piratas - a nobreza que já foi amiga do rei Erik - eram as mesmas pessoas com quem ele agora se encontrava em desacordo. Então, naturalmente, os inimigos de seus inimigos se tornaram seus amigos.


(imagem: http://www.neatorama.com/2020/04/22/The-King-Who-Became-a-Pirate)

Erik passou uma década inteira como rei pirata, sempre esperando voltar ao poder no país que acreditava ser dele. Mas quando seu sobrinho, Christoffer, do Bayern, morreu repentinamente - sem filhos e com 31 anos de idade -, seus compatriotas trouxeram um novo rei de uma linhagem diferente, Christian o Primeiro.
Erik finalmente perdeu a esperança de recuperar o trono. Com a morte de seu sobrinho, a linhagem real de sua família, que remonta aos antigos reis vikings, chegou ao fim. Não havia mais nada por que que lutar. Ele voltou a seu local de nascimento, Pomerania, e morreu lá aos 77 anos.

Extraído de: The King Who Became a Pirate, Narratively

14 fevereiro, 2021

Há algo de podre no reino da Dina®

Vem da peça "Hamlet", de William Shakespeare. Hamlet é o príncipe herdeiro da Dinamarca. Está fora do país, e, quando volta, encontra uma situação muito estranha: o pai morreu inesperadamente, a mãe mais que depressa casou com o tio, que agora é rei, o fantasma do pai aparece para ele… Aí, o príncipe Hamlet diz a frase: "Há algo de podre no reino da Dinamarca".
— Elio Pastore, Quora

Era uma vez no reino da Dinamarca
Esse vídeo — bem elaborado, por sinal — de Tatiana Feltrin, nos traz a estória de Hamlet em detalhes (homicídios, traições, conspirações, incestos, busca de poder, mortes, loucuras, elucubrações, fantasmas, tragédias..). Assistam.
— http://youtu.be/kO4-S0fGC0c


Bordoadas e bordões em Hamlet (a peça de Shakespeare mais representada e estudada até hoje)
"...Fragilidade, teu nome é mulher..."
"Aquilo que prometemos no calor da paixão, acalmada a paixão, é por nós abandonado."
"Há algo de podre no reino da Dinamarca."
"Há mais coisas entre o céu e a terra, Horácio, do que sonha tua vã filosofia".
"Duvida da luz dos astros, de que o Sol tenha calor, duvida até da verdade, mas confia em meu amor."
"Ser ou não ser... Eis a questão."
"Necessito de sangue em vez de lágrimas."
"O hábito, esse demônio que devora todos os sentimentos."
"A vilania, mesmo oculta, há de surgir à luz do dia e aos olhos do homem."
"Eu poderia viver recluso em uma casca de noz e me considerar rei do universo infinito."
"Mata-se o corpo, e não a alma."
"O resto é silêncio."

22 agosto, 2019

Por que Donald Trump quer fazer da Groenlândia o 51º estado americano?

APP - À primeira vista, este imenso território gelado oferece poucos atrativos, mas seus recursos naturais e sua situação geográfica fazem dele uma peça importante para o futuro, diante do apetite de outras superpotências no Ártico.
Copenhague e o governo local rejeitaram de forma categórica a oferta de compra da possessão dinamarquesa autônoma feita pelo presidente americano. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen classificou a proposta de compra como "absurda" e disse que Copenhague não tem o poder de vender a Groenlândia, que tem um alto grau de autonomia.
Em resposta, Trump cancelou uma visita que faria no início de setembro à Dinamarca, seu aliado na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).


A Groenlândia - "terra verde" em dinamarquês - tem verde apenas no nome. Com três quartos de sua superfície cercados pelas águas do oceano Ártico, esta ilha de quase dois milhões de quilômetros quadrados é 85% recoberta de gelo. Mais de 90% de seus 55 mil habitantes são inuits procedentes da Ásia Central. Cerca de 17 mil vivem na capital, Nuuk.
Para além da exportação de pescado, é sobretudo por suas entranhas que a Groenlândia desperta tanto interesse das potências estrangeiras: seu subsolo esconde minerais preciosos (ouro, rubi, urânio, olivina) e reservas de gás e petróleo. A China já tem uma licença para uma mina de terras-raras.
Já a Rússia espera se tornar, no Ártico, a primeira potência econômica e militar, também se beneficiando da rota do Norte, que reduz o trajeto entre os oceanos Pacífico e Atlântico.
Não é a primeira vez que os Estados Unidos tentam colocar as mãos na Groenlândia. Já em 1867, o Departamento de Estado havia manifestado seu interesse. Depois, em 1946, o presidente Harry S. Truman havia oferecido US$ 100 milhões no câmbio da época - em ouro - por essa ilha. Sem sucesso.
Talvez Donald Trump tenha consultado um manual de História ao propor a compra da Groenlândia à Dinamarca. Em 1916, o reino escandinavo concordou com a venda, por US$ 25 milhões, das Índias Ocidentais Dinamarquesas, nas Antilhas, que se tornaram as Ilhas Virgens Americanas.

Conheça mais sobre a Groenlândia, novo objeto do desejo de Trump, Yahoo

15 março, 2019

O caminho para a sabedoria

Um grook ("gruk", em dinamarquês ) é uma forma de poema aforístico criada pelo poeta e cientista dinamarquês Piet Hein, que escreveu mais de 7000 deles, principalmente em dinamarquês e em inglês. Alguns acham que esse nome é uma fusão de grin ("risada") com suk ("suspiro"), mas Piet Hein disse que "sentiu que a palavra tinha saído do ar".
Os grooks ou gruks de Piet Hein começaram a aparecer no jornal "Politiken", sob a assinatura Kumbel Kumbell, pouco depois da ocupação nazista em abril de 1940. Foram concebidos como uma construção espiritual e uma forma ligeiramente codificada de resistência passiva. São multifacetados e caracterizados por ironia, paradoxo, brevidade, uso preciso da linguagem, ritmo e rima, e apresentam uma natureza muitas vezes satírica.

O CAMINHO PARA A SABEDORIA
- Piet Hein
Bem, é simples
e simples de expressar:
Errar
e errar
e errar de novo,
mas errar
e errar
e errar cada vez menos.

Divertir-se como simples diversão
e levar a sério a seriedade
mostram o quanto você
não tem discernimento para nenhuma delas.

Pode ser observado, de uma maneira geral,
que a vida seria melhor, claramente.
se mais pessoas com nada a dizer
pudessem dizê-lo sucintamente.

03 setembro, 2017

Esculturas de tábuas

Todos os dias, Thomas Dambo recupera peças de madeira que ele encontra em sua cidade de origem, Copenhague. Oferece "uma nova vida" a esses restos de madeira, criando esculturas surpreendentes que confundem o nosso senso de proporção.
Germano Gurgel
Esta é uma de suas obras:


Página do artista

28 agosto, 2016

A guerra do uísque

O Canadá e a Dinamarca são países de natureza pacífica e democrática. Apesar disso, estão envolvidos há quase um século em uma disputa territorial. No centro dessa disputa, está um pequeno afloramento nas águas do Ártico conhecido como Ilha Hans, entre o Canadá e a Groenlândia (Dinamarca).


A propriedade dessa ilha vem provando ser um assunto diplomático "quente". Enquanto não chegam a um acordo, militares de um país visitam-na periodicamente para: 1) remover a bandeira do outro país e 2) deixar na ilha uma garrafa da bebida nacional.

N. do E. 
Ao visitar a ilhota, os dinamarqueses deixam lá uma garrafa de schnapps, bebida típica da Dinamarca, enquanto os canadenses deixam uma garrafa da tradicional marca de uísque Canadian Club.

Poderá também gostar de ver
Wagah (Índia) x Wahga (Paquistão)

13 setembro, 2013

Poemas aforísticos

Quando a Alemanha ocupou a Dinamarca em 1940, o físico Piet Hein publicou um poema aparentemente inofensivo:

"Perder uma luva
é certamente algo doloroso,
porém não é nada comparado
com a dor de perder uma luva,
jogar fora a outra,
e encontrar a primeira novamente."

Os censores alemães deixaram passar, não entendendo o seu significado: que, enquanto a ocupação durasse seria ruim, parar de resistir seria pior. "O que acontece a você vindo de fora é menos importante do que como você o conduz", explicou mais tarde. "Os dinamarqueses sabiam o que eu quis dizer."
Nos anos seguintes, Hein cultivou o talento para esses pequenos poemas aforísticos que ele chamava de grooks (gruks, em dinamarquês).

A ESTRADA PARA A SABEDORIA?
Piet Hein
"Bem, é claro
e simples de expressar.
Errar e errar e errar de novo,
mas menos, cada vez menos."