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28 julho, 2025

Uma homenagem a Blaise Pascal

Aqui uma homenagem ao inventor do transporte público, o filósofo francês Blaise Pascal.
http://www.straphanger.blog/the-inventor-of-transit/
Depois de inventar a calculadora mecânica, o filósofo pré-iluminista voltou sua mente para o problema do trânsito em Paris, que, com uma população de meio milhão, era então a segunda cidade mais populosa do mundo e a mais densamente povoada. Os ricos se locomoviam em carruagens particulares, puxadas por cavalos, pelas quais pagavam grandes somas para mantê-las. E os pobres andavam a pé.
Pascal imaginou um sistema pelo qual "les petites gens" pudessem se mover, se não com tanto conforto quanto os ricos, pelo menos com a mesma rapidez e confiabilidade. Seus "carrosses à cinq sous" eram carruagens puxadas por cavalos, cada uma com a capacidade para oito passageiros, "infinitamente convenientes", como Pascal as descreveu em seu apelo por uma patente real, e "saindo em horários regulares, mesmo quando vazias".
Por uma tarifa de cinco "sous", "les carrosses" transportavam passageiros por cinco linhas, em ambos os lados do Rio Sena. Mas um aumento da tarifa para seis "sous" levou a protestos e, após quinze anos de atividade, o serviço foi encerrado.

08 agosto, 2024

Tinha que ser em Paris


E tinha que ser as mulheres em Paris para mostrar a grandeza e o significado de "Liberdade, Igualdade e Fraternidade".
A grandeza dos esportes está em jogar para vencer, não para diminuir ou destruir os adversários. Está em exercitar o poder de superação e de liberdade que os esportes oferecem, enquanto se constroem teias de empatia e correntes de fraternidade e solidariedade.
O que torna a vitória, mesmo em esportes individuais, uma vitória coletiva. O que torna a disputa, mesmo para quem perdeu, uma arte que somente é possível existir com todos os participantes. Daí a importância e a grandeza do esporte.
Daí a importância e a grandeza de transformar em ações construtivas as ideias e os ideais contidos em um lema como o de "Liberdade, Igualdade e Fraternidade", sem guerras sangrentas ou disputas violentas.
Daí a importância, a grandeza e a beleza que, até este momento, as mulheres estão mostrando nestas Olimpíadas, emolduradas pela beleza de Paris.
Então, tinha que ser em Paris 2024 onde, pela primeira vez em toda a história das Olimpíadas, há igualdade no número de participantes entre homens e mulheres.
Fernando Gurgel Filho
Fernando, 
O logo para os Jogos Olímpicos de Paris em 2024 é a união entre: 1) a medalha de ouro, 2) a chama da tocha olímpica e 3) o rosto de Marianne - um querido símbolo da mulher para o povo francês.

29 julho, 2024

"Festa dos Deuses"

Jogos Olímpicos franceses vêm a público esclarecer que a performance das drag queens não fazia referência ao quadro "A Última Ceia", de Leonardo da Vinci, como muitos acreditaram, mas sim à obra 👉"Festa dos Deuses" (Le Festin des Dieux), de Jan Harmensz van Bijlert,👈 pintada por volta de 1635 e mantida no Museu Magnin, em Dijon.

No Olimpo, os deuses estão reunidos para um banquete que celebra o casamento de Tétis e Peleu. À esquerda estão Minerva, Diana, Marte e Vênus acompanhados de Cupido. Flora, a deusa da primavera, está por trás deles. Apolo coroado, identificável por sua lira, preside o centro da mesa. Reconhecemos ainda Hércules com sua clava e Netuno com seu tridente. Na extrema direita, Eris colocou o pomo da discórdia sobre a mesa. Faltam alguns deuses, provavelmente devido ao corte sofrido pela tela na parte esquerda; a presença do pavão de Juno sugere isso. (Magnin Musée)

05 dezembro, 2022

Fabricantes de perucas desempregados

Relatório feito à Academia de Ciências de Paris, em 1791, que defendeu o sistema métrico, incluía a subdivisão decimal do círculo. A comissão que fez o relatório era composta por JC Borda, J. Lagrange, PS Laplace, G. Monge e de Condorcet.
Um sistema métrico de ângulos foi proposto, com 400 graus em uma volta completa (100 graus em ângulo reto).Certamente era um sistema racional, mas sua introdução exigiria que todos os relógios, todas as tabelas trigonométricas, todos os gráficos etc. fossem alterados. Condorcet propôs que equipes de fabricantes de perucas desempregados fossem usadas para recalcular as tabelas matemáticas com as novas unidades.
Por que, pode-se perguntar, os fabricantes de perucas estariam desempregados? Pois bem, tinham sido empregados pelos aristocratas que, depois da Revolução, já não necessitavam dos seus serviços!
https://pballew.blogspot.com/2022/03/on-this-day-in-math-march-19.html

09 fevereiro, 2021

Gárgulas

Uma gárgula é uma estátua grotesca esculpida em uma pedra.
São estranhas, bizarras, desagradáveis ou simplesmente feias. Nós associamos as gárgulas aos tempos medievais, graças principalmente a um certo corcunda que habitou o campanário da Catedral de Notre-Dame de Paris. Mas elas já existiam muito tempo antes do infeliz Quasímodo.
Gárgulas não são são apenas estátuas feitas com o propósito de assustar. Foram projetadas para transportar água para longe do telhado e das laterais de grandes edifícios.

Faça um tour pelo mundo delas.

31 janeiro, 2021

Maxim's e Museu de Art Nouveau

A Letícia Chevrier, do blog Parisieníssima, nos guia neste vídeo sobre o Maxim's e o Museu de Art Nouveau de Paris.
Em 1981, o estilista Pierre Cardin compra o mítico restaurante. Apaixonado pelo Art Nouveau, ele decide expor, de forma permanente, sua grande coleção de artigos do gênero. Em 2004, nos andares de cima do Maxim's, ele abre o Museu.
Art Nouveau
  • Conceito: estilo artístico modernista manifestado em várias áreas de expressão artística
  • Origem: Europa (Paris e Londres) com expansão para os Estados Unidos e outros países
  • Período: 1890 a 1910
  • Abrangência: artes plásticas, decorativas e gráficas; arquitetura; móveis; vidraria; têxteis, louças, joias etc.
  • Características: inspirado na natureza (folhas, flores, animais); uso das linhas curvas; presença recorrente da figura feminina; paixão pelo simbolismo

InDICAção do VÍDEO: Nelson Cunha
"Mas, na art nouveau há uma outra paixão, o simbolismo. E, para o simbolismo, este lustre é um ótimo exemplo. Ele apresenta cegonhas que carregam sinos (campânulas) de vidro em seus bicos, no lugar de bebês. O que significa carregar os sinos de vidro? É dar à luz. E dar à luz é uma outra forma de trazer à vida, que é o que elas fazem quando carregam os bebês. E a história volta ao princípio." (André, diretor do Museu)
A arte de Mucha

22 outubro, 2019

Canção do Sena

Chanson de la Seine
(Jacques Prévert)
La Seine tem sorte
Não tem preocupações
E quando passeia
Pela extensão de seus cais
Com seu belo vestido verde
E com suas luzes douradas
Notre-Dame ciumenta
Imóvel e severa
Do alto de todas suas pedras
A olha de través.


Última linha, última gota
Victor Hugo escreveu "O Corcunda de Notre-Dame" sob enorme pressão financeira, deixando a sua mesa apenas para comer ou dormir.
Finalmente, sua filha Adèle escreveu:
"Em 14 de janeiro, o romance terminou. E o frasco de tinta que Victor Hugo comprou ao iniciar a obra terminou junto; ele chegou, no mesmo momento, à última linha e à última gota."
Paris: na carreira
A Catedral de Notre-Dame de Paris é uma das mais antigas catedrais francesas em estilo gótico. Iniciada sua construção no ano de 1163, é dedicada a Maria, Mãe de Jesus Cristo (daí o nome Notre-Dame – Nossa Senhora), e situa-se na pequena Île de la Cité (Ilha da Cidade), rodeada pelas águas do Rio Sena. Durante o espírito do romantismo, Victor Hugo escreveu, em 1831, o romance "Notre-Dame de Paris" (O Corcunda de Notre-Dame). Situando os acontecimentos na Catedral, durante a Idade Média, a história fala de Quasímodo que se apaixona por uma cigana de nome Esmeralda. Esta ilustração romântica do monumento abriu portas a uma nova vontade de conhecimento da arquitetura do passado e, principalmente, da Catedral de Notre-Dame de Paris.
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2017/03/paris-na-carreira.html

"É que o amor é como árvore. Rebenta por si próprio, penetra profundamente em todo o nosso ser e continua muitas vezes, a verdejar sobre um coração em ruínas." ~ Victor Hugo

O rosto de Paris
http://blogdopg.blogspot.com/2013/05/o-rosto-de-paris.html

29 julho, 2017

O apartamento exclusivo da Torre Eiffel

No topo deste colossal monumento, o engenheiro Gustave Eiffel criou para si mesmo um espaço para morar. Um apartamento com cerca de 200 metros quadrados, a 300 metros de altura, ao qual somente ele tinha acesso.
Pequeno e decorado de forma simples, o espaço era repleto de armários e mesas de madeira. Com papel de parede elegante, a poltrona de veludo, um piano e pinturas a óleo eram suas únicas extravagâncias.
O escritor Henri Girdard conta, em seu livro dedicado à história de construção da obra, "La Tour Eiffel de Trois Cent Métres" (1891), sobre "o incontável número de pessoas que enviaram cartas ao engenheiro para alugar seu pied-à-terre". Contudo, todas as propostas foram recusadas.
As motivações do engenheiro para a construção não são claras. Mas como criador de torres, pontes e outras grandes estruturas, a localização era uma oportunidade para estudar o vento e os princípios da resistência do ferro. Entre os estudiosos e inventores que já passaram pelo espaço, estão Thomas Edison, que presenteou o amigo com um de seus fonógrafos.
A decoração e os móveis continuam os mesmos até hoje, e manequins foram inseridos para receber os que visitam o apartamento.


Ver também:
A história de Victor Lustig, o vigarista que "vendeu" a Torre Eiffel a um sucateiro de Paris. Pasmem, senhores. Para vencer essa "licitação por carta-convite", o comprador ainda precisou subornar.

07 abril, 2017

As coincidências em nossas vidas

Vamos contar uma história:
Em 1929, uma americana chamada Anne Parrish foi a Paris com o marido.
Era um domingo ensolarado de junho. Eles foram à missa em Notre Dame, visitaram o mercado de aves e almoçaram no Les Deux Magots.
Anne resolveu dar uma caminhada. Um passeio que acabou em um tenda de livros á margem do Sena, onde ela encontrou um exemplar do livro infantil de Helen Madeira, "Jack Frost and Other Stories".
Valeu a pena comprar aquele livro que tinha sido a sua leitura favorita quando era criança.
Ela correu de volta para o marido para lhe mostrar o livro. Ele virou as páginas.E achou a escrita de uma criança rabiscada na frente:
"Anne Parrish, 209 North Weber Street, Colorado Springs"
Esse livro que ela comprou, um oceano longe de casa, era o mesmo que ela tanto amara enquanto criança.
Como isso aconteceu?
Como um matemático disseca uma coincidência:
Você não disse na história inicial as variáveis ​​ocultas.
Eu comecei a cavar e aventei como poderia o livro estar ali naquele momento em particular, justamente quando Anne Parrish andava pelas barracas.
Quando você começa a cavar encontra biografias. Anne Parrish não era uma pessoa aleatória. Sua mãe era amiga de Mary Cassatt, a famosa pintora impressionista que se mudou para Paris. Isso poderia perfeitamente ter sido como o livro viajou através do Atlântico - pelas mãos de Mary Cassat.
Mas o marido de Anne Parrish é também um detalhe-chave. Charles Corliss é importante nesta história.
Neste caso, ele passou a ser um industrial muito rico. Com a riqueza dele tornou mais provável para Anne Parrish fazer o que era inacessível para  maioria dos americanos da época: saborear o vinho perto do Sena,
Mary Cassat morreu em 1926, apenas três anos antes de Anne visitar Paris. Sua propriedade foi provavelmente liquidada, ou seja, o livro de Anne entrou no mercado. E para livros ingleses em Paris, os vendedores não têm muitas opções.
Quais são as lojas de livros em Paris?
Havia apenas duas naqueles anos: a Shakespeare and Company e as tendas de livros de Paris.
Outro detalhe que falta?
Anne Parrish era também uma autora de livros infantis. Esta seria certamente a primeira seção que ela iria verificar quando se navega em livros.
Com todos esses fatos juntos, você pode começar a fazer algumas estimativas.
Qual era a probabilidade de Anne ir a Paris em 1929?
O matemático Joseph Mazur adivinha: 0,1 - um décimo.
Ele vasculhou os registros das viagens de Anne e viu que ela e seu marido foram a Paris a cada dois anos. Dez contra um para ela ir a Paris em 1929 é realmente muito conservador.
A probabilidade das livrarias parisienses serem por ela visitadas?
Conservadoramente, 0,3. Ela era um autora em uma longa viagem, e havia definitivamente uma chance em três de que ela procurasse alguns livros.
E a probabilidade de o livro estar naquela primeira barraca?
Com todos esses fatores juntos, era provavelmente 0,01 - uma em cem.
Quais as chances de encontrar o livro?.
Cerca de 1 para 3.331.
E as chances de conseguir um "quatro de um tipo" no pôquer?
São de 1 para 4.164. Digamos que isso representa uma hora jogando pôquer.
http://www.themindvoyager.com/mathematician-dissects-coincidence/
https://youtu.be/PQynVVwlcSE

Poderá também gostar de ler
FÉRIAS. Quais são as chances de você encontrar seu chefe?

12 abril, 2016

O pequeno sapateiro

Em uma rua atemporal de Paris funciona a loja de sapatos do Sr. Botte. Mas... a vida cotidiana dele está prestes a ser perturbada com a presença de um astuto concorrente que abre seu negócio em frente à loja do habilidoso sapateiro.


23 fevereiro, 2016

Vontade

Stephane Moussin

Vontade de ir a Paris
igual ao ano passado.
Ano passado também não fui
mas tive vontade.

O rosto de Paris

16 novembro, 2015

25 novembro, 2014

Cadeados do amor

Forever Alone
Alguns pontos turísticos de forte apelo romântico se destacam também pela grande quantidade de cadeados que os casais apaixonados costumam colocar nesses locais.
Segundo a superstição, depois de colocado, deve-se jogar fora a chave do cadeado – como símbolo do compromisso. E única forma de quebrar o pacto de amor seria encontrar a chave e destrancar o cadeado.
(Há quem apele para o alicate.)
Na Pont des Arts, em Paris, a prefeitura já se preocupa com essa superlotação de cadeados. Receia que o peso extra que eles acrescentam ao parapeito da ponte possa gerar algum desabamento.

O Sr. Solteiro da Silva esteve aqui. ►

26/11/2014 – Atualizando...
Margot et Rose na Ponte dos Amores, um pacto de amor selado para sempre!

03/06/2015 – Atualizando...
Deu no Buzzfeed:
Todos os cadeados do amor foram removidos da Pont des Arts.

16 outubro, 2014

A Sociedade de Autópsia


Alguns anos atrás, sábios de Paris organizaram uma sociedade de autópsia com o objetivo de aprofundar os conhecimentos sobre a estrutura e a fisiologia do cérebro, correlacionando as características intelectuais dos indivíduos necropsiadas com as aparências post mortem de seus cérebros.
A coisa toda foi considerada uma piada científica, mas a existência da sociedade foi um fato real para um de seus membros: M. Asseline, que, havendo falecido recentemente, teve o cérebro cuidadosamente examinado pelos companheiros sobreviventes, que fizeram um relatório completo dos resultados para a Sociedade de Antropologia de Paris.
O seguinte relato sobre o assunto encontra-se em Nature, de 14 de agosto de 1879, p. 377:
"M. Asseline morreu em 1878, com a idade de 49. Ele era um republicano e um materialista; possuía uma enorme capacidade de trabalho, grande faculdade de assimilação mental e uma memória extraordinariamente retentiva, e tinha uma disposição gentil, benevolente, gosto refinado e inteligência sutil. Como escritor, ele sempre demonstrou grande aprendizado, força incomum de estilo e elegância de dicção, e na sua relação com os outros era modesto, sensível e até mesmo tímido. No entanto, a autópsia mostrou circunvoluções espessas e grosseiras, que M. Broca diria serem características de um cérebro inferior. A fossa ou depressões, especialmente a parieto-occipital esquerda, estavam muito marcadas, que Gratiolet as consideraria de um personagem símio e um sinal de inferioridade cerebral frequentemente encontrados em mulheres (sic) e em alguns homens de inferioridade intelectual indiscutível. Os ossos cranianos eram, em alguns pontos, finos e translúcidos, a sutura frontal não era totalmente ossificada, e um grau de assimetria se manifestava, com destaque, na região frontal direita. Pesava o cérebro 1.468 gramas, ou seja, cerca de 60 gramas acima da média dada por M. Broca para a idade de M. Asseline. As aparentes contradições entre o peso do cérebro e o caráter marcado das depressões parieto-occipitais, atraíram muita atenção, e os membros da Société d'Anthropologie foram seriamente convidados por M. Hovelacque para, em prol da ciência, se juntarem à Société d'Autopsie, com a qual a antropologia já estava em dívida por muitas observações importantes."
Chicago Medical Journal and Examiner, citado em New Orleans Medical and Surgical Journal, de janeiro de 1880

19 julho, 2014

Visita ao necrotério

No século 19, passear no necrotério de Paris chegou a ser uma diversão popular para homens, mulheres e crianças. Junto com a Torre Eiffel e as Catacumbas (com seus ossários), a morgue da cidade alinhava-se entre os monumentos mais visitados de Paris.
Era organizado em duas partes, separadas por uma divisória de vidro. Na primeira, ficavam os cadáveres refrescados por correntes de água (os equipamentos de refrigeração só foram instalados em 1897). E, na segunda, aconteciam os desfiles públicos.


A exposição pública dos corpos tinha uma finalidade administrativa clara: a identificação e o reconhecimento das vítimas de morte violenta. Mas a visita ao necrotério era motivada principalmente pela curiosidade mórbida das pessoas em ver a morte e os corpos, sobretudo por que estes eram expostos despidos.
Em 1907, um decreto moral do prefeito Lépine fechou as portas do necrotério para o público. Depois de uma forte campanha promovida pelos ativistas do "higienismo moral".

26 novembro, 2013

Comunicação rápida

Durante uma das muitas revoltas do século XIX, em Paris, o comandante de um destacamento do exército recebeu ordens para evacuar uma praça da cidade, disparando contra a ralé.
Ele ordenou a seus soldados que ocupassem posições de tiro com os rifles apontados para a multidão.
Um silêncio medonho se fez presente, e  ele, sacando a espada, gritou em plenos pulmões:
"Mesdames et Messieurs, tenho ordens para disparar contra a ralé . Mas como eu vejo um grande número de honestos e respeitáveis cidadãos à minha frente, eu peço que vocês se retirem para que eu possa atirar com toda segurança nessa ralé."
A praça ficou vazia em poucos minutos.
Paul Watzlawick, Change: Principles of Problem Formation and Problem Resolution, 1974

Paul Watzlawick (Villach, 1921 — Palo Alto, 2007) foi um dos mais notáveis teóricos da Teoria da Comunicação. Segundo ele, existem 5 axiomas na comunicação entre dois indivíduos. Se um destes axiomas por alguma razão não funcionar a comunicação pode falhar.
É impossível não se comunicar. Todo comportamento é uma forma de comunicação. Como não existe forma contrária ao comportamento ("não-comportamento" ou "anticomportamento"), também não existe "não-comunicação". Então, é impossível não se comunicar.
Toda comunicação tem um aspecto de conteúdo e um aspecto de relação. Isto significa que toda a comunicação tem, além do significado das palavras, mais informações. Essas informações são a forma de o comunicador dar a entender a relação que tem com o receptor da informação.
A natureza de uma relação depende da pontuação das sequências comunicacionais entre os comunicantes. Tanto o emissor como o receptor da comunicação estruturam essa comunicação de forma diferente e, dessa forma, interpretam o seu próprio comportamento durante a comunicação dependendo da reação do outro.
Os seres humanos comunicam de forma digital e analógica. Para além das próprias palavras, e do que é dito (comunicação digital), a forma como é dito (a linguagem corporal, a gestão dos silêncios, as onomatopeias) também desempenham uma enorme importância - comunicação analógica.
As permutas comunicacionais são simétricas ou complementares, segundo se baseiem na igualdade ou na diferença. WIKIPÉDIA

30 dezembro, 2012

La dernière mode à Paris?

Paris, como sempre, sai na frente em matéria de luxo e moda.
Agora acrescentaram uma função adicional à joia: revelar a preferência sexual
da garota. Está tudo tão confuso nos dias de hoje que não se sabe mais quem é João ou Maria.
A abordagem será mais segura se ela estiver usando uma joia destas.
Se, durante a conversa, a garota puxar discretamente (sic) a correntinha, esteja certo de que sua conversa agradou
Nelson Cunha


06 maio, 2012

Um circo de pulgas da vida real

Filmado em Paris em 1949, este circo de pulgas devia ser na época o menor show da Terra. Amarradas por finos arames, as mais ou menos amestradas pulgas puxavam carroças de miniatura sobre uma mesa. No geral, o espetáculo dava a impressão de uma corrida maluca.
Pagava-se 10 francos para assistir (estando sujeito a comichões) o que agora você vê de graça.