18 junho, 2018

Palavras arcaicas

"Multa renascentur quae jam cecidere, cadentque quae nunc sunt in honore vocabula, se volet usus, quem penes arbitrium est et ius et norma loquendi."
"Muitas palavras que já morreram terão um segundo nascimento, e cairão muitas das que agora gozam das honras, se assim o quiser o uso, em cujas mãos estão o arbítrio, o direito e a lei da fala." (Horácio, Ars Poética)


Conheça 10 palavras que desapareceram da língua portuguesa, universiaBrasil

Expressões que não desapareceram porque evoluíram para formas reduzidas:
— Vossa Mercê, vosmecê, você, ocê, cê ou vc
— Vamos em boa hora, vamos embora, vambora ou simbora, bora

17 junho, 2018

Nove mães

"Algumas coisas precisam de tempo. Nove mães não fazem um bebê em um mês."
Warren Buffet

As Nove Mães de Heimdallr
Na mitologia nórdica, são as nove irmãs que deram à luz o deus Heimdallr.

"Heimdallr e suas Nove Mães" (1908), por WG Collingwood,
 nas quais as Nove Mães de Heimdallr são retratadas como ondas

Troféu de lama - 2

A câmera caiu de um avião em voo e foi parar num chiqueiro. É vídeo para ganhar o troféu de lama.

16 junho, 2018

Messi, Cristiano e o Bode Ioiô

Recentemente, o argentino Lionel Messi posou com um bode. Motivo: bode em inglês (goat) também é sigla para "o maior de todos os tempos" (greatest of all times).
Ontem, ao comemorar um de seus golos contra a seleção espanhola, o craque português Cristiano Ronaldo (foto) deu a entender que possuía uma barbicha invisível.
Pois bem. Fiz esta nota para lembrar também que viveu em Fortaleza, na década de 1920, o famoso Bode Ioiô.
Figura folclórica da cultura popular cearense, Ioiô costumava perambular pelas ruas centrais da cidade, na companhia de boêmios e escritores que frequentavam os bares e cafés ao redor da Praça do Ferreira, antigo centro cultural da capital, e que lhe davam cachaça para beber. Segundo conta a história popular, recebeu o nome de Ioiô por percorrer sempre o mesmo trajeto, definido entre a Praça do Ferreira e a Praia de Iracema.
GOAT de verdade foi o Ioiô, isto sim!
🐐

Dicas contra notícias falsas

  1. Busque a fonte original
  2. Cruze com outras fontes: muitos casos já foram desmentidos
  3. Se a notícia não tem fonte, não repasse
  4. Cheque a data: a "novidade" pode ser antiga
  5. Pesquise a credibilidade de quem publicou
  6. Desconfie de adjetivos demais
  7. Vá além da manchete: leia a notícia inteira.
  8. Faça uma busca reversa da imagem
  9. Acesse os sites que encontram boatos
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Como fazer a busca reversa de imagem usando o Google: Passo 1. Visite o site do Google Imagens e clique no ícone da máquina fotográfica. Passo 2. Escolha entre indicar o endereço da imagem na internet ou enviar a própria imagem para o Google. Passo 3. Fazendo isso o Google retornará resultados na web que sejam ligados à imagem, assim como imagens similares que foram inseridas em outros sites. Passo 4. O Google também indica páginas que utilizam a mesma imagem. http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2015/12/como-fazer-uma-busca-reversa-por-imagens-usando-o-google-e-o-tineye.html
C.Q.D. Ler também: Fake news

15 junho, 2018

Ampulheta geométrica

Arquimedes demonstrou:
Vol (cilindro) = Vol (esfera) + Vol (cone).

Então, @RodBogart criou esta ampulheta:

(foto adaptada)

Uma nota técnica do autor - O cilindro tem uma região em forma de cone para se juntar à esfera, caso contrário a areia não flui corretamente. A pureza matemática atende à realidade.

Seca e Meca e olivais de Santarém

Seca (diz-se também Ceca, em português) era a importante cidade de Córdova (Espanha) e Meca, a cidade santa do Islã.
(Correr, andar) Seca e Meca é portanto uma expressão nitidamente árabe. Corresponde a dizer: «fazer muito e não adiantar nada».
Uma das explicações tradicionais pretende que Ceca «era a designação popular da mesquita de Córdova», conforme comenta Sérgio Luís de Carvalho, em "Nas Bocas do Mundo" (Lisboa, Planeta Manuscrito, 2010, páginas 97/98), onde acrescenta:
«[...] correr Ceca e Meca remete para as antigas peregrinações hispano-muçulmanas que se faziam entre a principal cidade santa do Islão e a capital muçulmana da Ibéria. Saliente-se que, de entre todas as antigas cidades islâmicas que tinham mesquita, Córdova era a mais distante de Meca.[...]»
É, pois, plausível que, na génese da expressão em apreço, Ceca e Meca ocorram sem referência específica a lugares realmente existentes, mas apenas como forma de criar uma rima, que, ao mesmo tempo, permite exagerar (hipérbole) o esforço associado à longa deslocação a que a expressão parece, afinal, aludir.
Refira-se ainda que, em português, existe outra versão desta locução: «por ceca e meca e olivais de Santarém» (ver obra citada de S. Luís de Carvalho).
"Seca e Meca e olivais de Santarém" é também o título de um livro de 1946 do folclorista cearense Gustavo Barroso.

ciberdúvidas
wiktionary

14 junho, 2018

Redefinindo uma senha

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Criando uma senha

O homem que sonhou o infinito

Srinivasa Ramanujan (1887 — 1920), foi um matemático indiano. Sem formação acadêmica, realizou contribuições substanciais nas áreas da análise matemática, teoria dos números, séries infinitas, frações continuadas etc.
Sua história foi relatada no filme intitulado The Man Who Knew Infinity ("O homem que viu o infinito").
Ramanujan disse que esta fórmula exótica veio a ele em um sonho:


Há também uma conhecida anedota acerca de Ramanujan que mostra seu espírito dedicado à matemática. Estando hospitalizado em Londres, foi visitado por G.H. Hardy que viera de táxi e comentou que número do mesmo era 1729. Ramanujan disse que era um belo número, pois se tratava do menor número natural representado, de duas formas diferentes, pela soma de dois cubos: 1729 = 103 + 93 = 13 + 123.

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03/11/2018 - Atualizando ...
No YouTube: Mark Zuckerberg responde sobre quem é seu cientista favorito.
Comentário de um internauta: Se Ramanujan tivesse acesso à internet, ele provavelmente teria desperdiçado a maior parte de seu tempo no Facebook e não teria chegado a nenhuma de suas teorias.

13 junho, 2018

Convivendo com as aranhas - 3




por Jonco Stl


Não me peça para matar uma aranha para depois criticar meus métodos. Sim, eu tive que usar uma espada de samurai e não, não sinto muito por sua mesa.

Convivendo... 1 e 2

Hollerith, o "pai" do processamento de dados

Herman Hollerith (29 de fevereiro de 1860 — 17 de novembro de 1929)
Estatístico e inventor americano de uma máquina de tabulação que foi importante precursora do computador eletrônico.
Para o recenseamento dos EUA de 1890, ele criou várias máquinas de cartão perfurado para automatizar a triagem de dados. Cada máquina que lia os cartões usava agulhas metálicas que, atravessando os buracos nos cartões, faziam uma conexão elétrica com o lado oposto. E a corrente elétrica resultante ativava um contador mecânico.
Em vez de sete anos, a apuração levou apenas dois dias. Só uma coisa frustrou os norte-americanos: em vez dos esperados 75 milhões de habitantes, os Estados Unidos tinham "apenas" 62 milhões.
Ele economizou aos Estados Unidos 5 milhões de dólares no censo de 1890, completando a análise dos dados em uma fração do tempo que teria tomado sem elas e com uma quantidade menor de mão de obra do que seria necessária da outra forma.
Em 1896, ele criou a Tabulating Machine Company, uma precursora da IBM.

Referências
http://pballew.blogspot.com.br/2017/11/on-this-day-in-math-november-17.html#links
https://www.terra.com.br/noticias/1860-nasce-herman-hollerith-pai-do-processamento-de-dados,bcb60cdcbd55ca58461661876bf10a830nfl0epx.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tabuladora

12 junho, 2018

Hey, James (3)

— Oi, James, adoro seu trabalho. Tem como fazer com que este vestido (que eu acho muito curto) fique mais longo? Obrigada.
— Aí está. Agora encontre alguém para usá-lo.


James Fridman ajuda a realizar seus sonhos por meio do Photoshop.

Hey, James: [1] [2]

Relógio externo








A MELHOR MANEIRA

DE FAZER

PARAR O TEMPO







Por que só o Brasil celebra hoje o Dia dos Namorados?
Grande parte dos países do mundo comemora a data em 14 de fevereiro, dia de São Valentim. O Brasil é o único que a celebra em 12 de junho. O motivo: uma campanha publicitária de 1949 idealizada por João Dória (pai do ex-prefake de SP) para as Lojas Clipper. Como junho era um mês fraco nas vendas, muitos comerciantes logo adotaram essa ideia.
Apesar da explicação de Moments, o blog EM vai continuar com a data. Exclusivamente para comemorar o #FelizDiaDoChifre.

11 junho, 2018

O mapa dos endônimos

Um endônimo (endonym) é o nome de um lugar, site ou local no idioma das pessoas que moram lá. Esses nomes podem ser oficialmente designados pelo governo local ou podem simplesmente ser amplamente utilizados.
Este mapa descreve endônimos dos países do mundo em suas línguas oficiais ou nacionais. Nos casos em que um país tem mais de uma língua nacional ou oficial, a linguagem mais usada pela população local é mostrada.
Alguns fatos de linguagem mundial:
A língua oficial ou nacional mais comum do mundo é o inglês, com 86 países ou territórios. Essas jurisdições representam aproximadamente um terço do número de países totais e aproximadamente 30% da área terrestre do planeta.
Após o inglês, as línguas oficiais mais comuns são o francês, o espanhol e o árabe.
Combinados, estas quatro línguas são usadas em suas formas oficiais em 157 países, cerca de dois terços de todos os países.

Uma carta de indulgência para um pecado futuro

Johann Tetzel (1465, em Pirna, Saxônia - 1519, em Lepzig, Saxônia), foi um frade dominicano alemão e pregador. Além disso, foi o Grande Inquisidor de heresias na Polônia e, mais tarde, tornou-se o Grande Comissário para indulgências na Alemanha. Ele ficou conhecido pela concessão de indulgências em troca de dinheiro, o que permitiria a remissão da pena temporal devida ao pecado, uma posição fortemente contestada por Martinho Lutero.
Esta frase é atribuída a Tetzel:
"Tão logo uma moeda na caixa cai, a alma do purgatório sai".
Conta-se que, depois de Tetzel ter recebido uma quantidade substancial de dinheiro em Leipzig, um nobre lhe perguntou se era possível receber uma carta de indulgência para um pecado futuro. Tetzel rapidamente respondeu que sim, insistindo, no entanto, que o pagamento tinha de ser feito de uma só vez. E o nobre assim o fez, recebendo logo em seguida uma carta selada de Tetzel. Quando Tetzel deixou Leipzig, o nobre lhe atacou no caminho, deu-lhe uma grande surra e o mandou de volta para Leipzig, de mãos vazias, e com o comentário de que este era o pecado futuro que ele tinha em mente.
(https://pt.wikipedia.org/wiki/Johann_Tetzel)

10 junho, 2018

Trevo de quatro folhas

No original, este fox se chama "I'm looking over a four leaf clover". Sucesso do cantor e ator americano Al Jolson (aquele que pintava o rosto de preto), revivido em um filme sobre sua vida, "O trovador inolvidável", produzido pela Columbia e estrelado pelo ator Larry Parks.
A versão em português para "Trevo de quatro folhas" foi feita por Nilo Sérgio (1921-1981), seu primeiro intérprete no Brasil. Ele iniciou sua carreira artística como crooner da orquestra "The Midnighters". Em 1943, Nilo Sérgio gravou seu primeiro disco com "The Midnighters", interpretando o fox trot "Take it from there", de Robin e Rainger. Em seguida, gravou mais onze fox trots.
A partir de 1949, Nilo Sérgio começou a abrasileirar seu repertório, embora mantivesse o estilo romântico, e gravou a marcha "I'm looking over a four leaf clover" (Trevo de quatro folhas)", de Harry Woods e Mort Dixon, para a qual ele mesmo fez a versão.
Com letra brazuca de Nilo Sérgio, T4F teve ainda gravações pelos "Vocalistas Tropicais" (em 13 de maio de 1949, lançada pela Odeon em julho seguinte, sob n.o 12934-A, matriz 8493), por João Gilberto (no disco "O amor, o sorriso e a flor", lançado em abril de 1960, no qual é a quarta faixa do lado 1) e também por Nara Leão, Marília Medalha e Fernanda Takai (no vídeo).



Toni Garrido também gravou um "Trevo de Quatro Folhas", mas esta é outra canção.
Dizem os supersticiosos que encontrar um trevo de quatro folhas traz boa sorte. Encontrar um destes é mais fácil do que parece.
Microsiervos traz o cálculo:
Uma vez que se sabe que há mais ou menos um trevo de quatro folhas em 10 mil e que se encaixam cerca de 200 trevos em cada 60 cm², é necessário apenas olhar para uma superfície de cerca de 1,2 metros quadrados - o tamanho de uma mesa , mais ou menos - para revisar 10 mil deles e com certa probabilidade encontrar um.
Referências
https://www.vagalume.com.br/art-mooney/im-looking-over-a-four-leaf-clover.html
http://dicionariompb.com.br/nilo-sergio
"Antonio Carlos Jobim; Uma biografia", por Sergio Cabral. Disponível em: https://books.google.com.br/
https://www.youtube.com/watch?v=SMk1HdzEjzU
http://www.microsiervos.com/archivo/curiosidades/trebol-cuatro-hojas-facil.html

A pipa elétrica de Ben

10/06/1752 – Esta é a data mais comumente informada, onde alguma data é fornecida, para o suposto experimento da pipa elétrica por Benjamin Franklin. O evento está mal documentado. Franklin parece nunca ter escrito sobre isso, e o único registro parece vir da caneta de Joseph Priestly, uns quinze anos depois que foi informado sobre isso por Ben.
Muitos agora pensam que o evento todo nunca ocorreu.
O relato padrão do experimento de Franklin foi contestado na sequência por uma investigação e por experiências baseadas em registros contemporâneos do historiador da ciência, Tom Tucker, cujos resultados foram publicados em 2003. De acordo com Tucker, Franklin nunca realizou o experimento e a pipa, como foi descrita, não seria capaz de desempenhar o papel alegado.
Mais uma dúvida sobre o relato padrão foi levantada por uma pesquisa da série de televisão MythBusters (Caçadores de Mitos). A equipe encontrou evidências de que Franklin teria recebido uma corrente fatal através de seu coração se o evento realmente tivesse ocorrido. No entanto, eles confirmaram que certos aspectos do experimento eram viáveis – especificamente, a capacidade de uma pipa com linha suficientemente úmida receber e enviar ao chão a descarga elétrica de um raio.
(http://pballew.blogspot.com.br/2017/06/on-this-day-in-math-june-10.html#links)

09 junho, 2018

Solidariedade - 2

"Eu não acredito em caridade. Eu acredito em solidariedade. Caridade é vertical: vai de cima para baixo. Solidariedade é horizontal: respeita a outra pessoa e aprende com o outro." (Eduardo Galeano)
Oops! Aqui por engano.

Stephen Hawking e sua supercadeira

Stephen William Hawking (8 de janeiro de 1942, Oxford, UK - 14 de março de 2018, Cambrige, UK) foi um físico teórico, cosmólogo e um dos mais consagrados cientistas das últimas décadas. Doutor em cosmologia, foi professor lucasiano de matemática na Universidade de Cambridge, na qualidade de professor lucasiano emérito, um posto que foi ocupado por Isaac Newton, Paul Dirac e Charles Babbage. Também foi diretor de pesquisa do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica e fundador do Centro de Cosmologia Teórica da Universidade de Cambridge.
Hawking era portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa incurável que paralisa os músculos do corpo sem, no entanto, atingir as funções cerebrais. A doença foi detectada quando ele tinha 21 anos. Em 1985, Hawking teve que se submeter a uma traqueostomia após ter contraído pneumonia e, a partir de então, utilizou um sintetizador de voz para se comunicar. Gradualmente, ele perdeu o movimento dos seus braços e pernas, assim como do resto da musculatura voluntária, incluindo a força para manter a cabeça erguida, de modo que sua mobilidade ficou praticamente nula. Em 2005, Hawking usava os músculos da bochecha para controlar o sintetizador e, em 2009, já não podia mais controlar a sua cadeira de rodas elétrica.
Outros cientistas criaram novas formas de tecnologia para evitar que o físico sofresse da "síndrome do encarceramento", ajudando a traduzir os pensamentos de Hawking em fala. A última versão desenvolvida pela Intel e cedida a Hawking em 2013, rastreava o movimento dos olhos do cientista para gerar palavras, embora ele afirmasse em seu site oficial (www.hawking.org.uk) que ainda prefiria usar o "cheek tracking" (rastreamento da bochecha) para utilizar a interface ACAT (um sistema também desenvolvido pela Intel).


Hawking se descrevia como ateu. Em algumas ocasiões, usou a palavra "Deus" em seus livros e discursos, mas, segundo ele próprio, no sentido metafórico e relativo. Hawking acredita que "o universo é governado pelas leis da ciência. As leis podem ter sido criadas por um Criador, mas um Criador não intervém para quebrar essas leis". Ele comparou a ciência e a religião durante uma entrevista, dizendo que "há uma diferença fundamental entre a religião, que se baseia na autoridade, e a ciência, que se baseia na observação e na razão. A ciência vai ganhar porque ela funciona".
Apesar de confinado a uma cadeira de rodas e incapaz de falar sem o auxílio de um sintetizador de voz (que o deixava "com um sotaque americano"), Stephen Hawking realizou notáveis contribuições no campo da cosmologia (o estudo do universo como um todo) e da gravidade quântica, além de escrever as 262 páginas do maior "best-seller" da ciência para leigos: "Uma breve história do tempo". WIKI

Na Genno e Scientia: Como Hawking escrevia e pronunciava seus discursos
1. Um tablet era instalado em um suporte de metal acoplado a um dos braços da cadeira.
2. No menu havia termos prontos, como "sim", e uma lista de palavras em ordem alfabética, além da função "soletrar".
3. Um sensor nos óculos captava os movimentos da bochecha usados para escolher as frases.
4. O texto completo era enviado ao sintetizador, que criava a voz simulando entonação, segundo Sam Blackburn, assistente de Hawking. O som saía atrás do suporte do computador.
5. Para palestrar, ele escrevia o discurso antes. Na hora da participação, envia ao sintetizador uma frase por vez, o que deixava a fala mais natural.

No blog EM: Stephen Hawking está fora de controle

08 junho, 2018

Troféus para não-humanos

Em 1982, os editores da revista TIME selecionaram o Computador Pessoal para "Máquina do Ano", em lugar do seu conhecido prêmio "Homem do Ano". O computador superou o presidente dos EUA, Ronald Reagan, a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher e o primeiro-ministro de Israel, Menachem Begin.
O ensaio da revista relatou que 80% dos americanos esperavam que, "em um futuro razoavelmente próximo, os computadores domésticos seriam tão comuns como os aparelhos de televisão e as máquinas de lavar louça".
Reconhecida como o "Planeta do Ano", a Terra tornou-se em 1988 o segundo receptor não-humano para o prêmio.
Em 1999, o título foi alterado para "Pessoa do Ano" (Person of the Year), num esforço para evitar a acusação de sexismo.
Esses prêmios são concedidos desde 1927 pela revista.

Poseidon e o homem na praia

"Se não mudarmos o nosso comportamento, podemos acabar com mais plástico do que peixe nos oceanos."
O vídeo abaixo é uma curta de animação produzida por The Animation Workshop para conscientizar as pessoas sobre a necessidade de preservar os oceanos da poluição.
Segundo dados divulgados pela ONU:
"Pelo menos 8 milhões de toneladas de plástico vão parar nos oceanos a cada ano, afetando 600 espécies marinhas, das quais 15% estão ameaçadas de extinção."



Oito de junho é Dia Mundial dos Oceanos.

07 junho, 2018

Religiões abraâmicas

A diferença entre as três religiões abraâmicas, segundo Bill Maher:
  • Cristianismo: murmuram para o teto
  • Judaísmo: murmuram para a parede
  • Islamismo: murmuram para o chão
Atualizando ...
  • Testemunhas de Jeová: murmuram para a porta da frente (fechada)
William "Bill" Maher, Jr. (20 de Janeiro de 1956, Nova Iorque) é um comediante de stand up, apresentador de televisão, comentador político e escritor estadunidense. É um grande crítico da religião, a qual chama de "loucura consensual".
"Não acredito que Deus seja um pai solteiro que escreve livros. A religião oferece respostas a perguntas que não podem ser respondidas de forma alguma". Perguntas como "Para onde vou quando morrer?", segundo Maher, "são impossíveis de responder. Ao dizer que tem as respostas, a religião é desonesta e impede as pessoas de pensar".

Via de consequência
"Eu sou o único entre os meus amigos que ainda não se casou. E suas mulheres não querem que eles tenham contato comigo. Eu sou uma espécie de escravo que escapou. Eu levo para eles as notícias da liberdade."

A morte de Alan Turing

Alan Turing (23 de junho de 1912 — 7 de junho de 1954) foi um matemático e cientista da computação britânico. Foi influente na formalização do conceito de algoritmo e no desenvolvimento da ciência da computação, desempenhando um papel importante na criação do computador moderno. Ele também foi pioneiro na inteligência artificial e ficou conhecido como o Pai da Computação.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Turing trabalhou para a inteligência britânica em Bletchley Park, num centro especializado em quebra de códigos. Por um tempo ele foi chefe do Hut 8, a seção responsável pela criptoanálise da frota naval alemã. Planejou uma série de técnicas para quebrar os códigos alemães, incluindo o método da bomba eletromecânica para encontrar definições para a máquina Enigma.
Como homossexual declarado, no início dos anos 1950 foi humilhado em público, impedido de acompanhar estudos sobre computadores e, julgado por "vícios impróprios", foi condenado a terapias que equivaliam à castração química. [1]
Em 8 de junho de 1954, um criado de Turing encontrou-o morto, o que tinha ocorrido no dia anterior em sua residência. Um exame post-mortem estabeleceu que a causa da morte foi envenenamento por cianeto. Quando seu corpo foi descoberto, uma maçã estava meio comida ao lado de sua cama, e embora a maçã não tenha sido testada quanto ao cianeto, especula-se que este foi o meio pelo qual uma dose fatal foi ingerida. Um inquérito determinou que ele tinha cometido suicídio, havendo o seu corpo sido então cremado.
A mãe de Turing argumentou com veemência que a ingestão fora acidental, causada pelo armazenamento descuidado de seu filho de produtos químicos de laboratório. O biógrafo Andrew Hodges sugere que Turing pode ter se matado deliberadamente de forma bastante ambígua para dar à sua mãe alguma negação plausível. Outros sugerem que Turing estaria encenando uma cena do filme Branca de Neve, de 1937, seu conto de fadas favorito, salientando que ele tinha "um prazer especialmente mordaz na cena em que a bruxa malvada mergulha a maçã na poção venenosa".
Jack Copeland defende que a morte pode ter sido acidental como resultado de inalação de vapores de cianeto durante uma experiência química conduzida no improvisado laboratório que tinha em casa e onde já anteriormente sofrera acidentes por descuido. O mesmo autor afirma que - contrariamente ao que se tem afirmado - profissionalmente o trabalho lhe corria bem, que andava alegre e que interagia socialmente com normalidade e boa disposição. Constata que a maçã encontrada à cabeceira não foi testada laboratorialmente para determinar a presença de cianeto, que os níveis do veneno no organismo eram uniformes, portanto mais compatíveis com a inalação lenta do que com a ingestão. Conclui, deste modo, que a investigação foi mal conduzida e precipitada e que os elementos disponíveis não indiciam necessariamente que a causa da morte seja suicídio. WIKI
N. do E.
[1] Em 2009, após uma campanha de internet, o primeiro-ministro britânico Gordon Brown fez um pedido oficial de desculpas público, em nome do governo britânico, devido à maneira pela qual Turing foi tratado após a guerra. Em 2013, Alan Turing recebeu o perdão real da rainha Elizabeth II de sua condenação por homossexualidade.
[2] Anos depois, para honrar Turing, os desenvolvedores da Apple Computers usaram o símbolo de uma maçã com uma mordida no logotipo. A última parte, sobre o logotipo da Apple, parece não ser verdade, mas é uma ótima história e uma boa desculpa para contar aos alunos sobre o trabalho de Turing ... então eu conto. Pat Ballew, Pat´s Blog

06 junho, 2018

Gentileza gera gentileza

13 de novembro: Kindness Act Day

"Nenhum ato de gentileza, não importa quão pequeno seja, é desperdiçado." - Esopo

José Datrino, mais conhecido como Profeta Gentileza (Cafelândia, 11 de abril de 1917 – Mirandópolis, 29 de maio de 1996), foi uma personalidade urbana carioca, espécie de pregador, que se tornou conhecido por fazer inscrições peculiares sob um viaduto situado na Avenida Brasil, na zona portuária do Rio de Janeiro, onde andava com uma túnica branca e longa barba.
"Gentileza gera gentileza" é sua frase mais conhecida.
Controvérsias
Um artigo de autoria da professora Luiza Petersen e do jornalista e escritor Marcelo Câmara, que conviveram com Datrino ("Jornal do Brasil" de 21/02/2010), e rebatido por outro artigo publicado no Jornal do Brasil, afirma que ele, apesar de falar em gentileza como um mantra, era "agressivo, moralista e desbocado [...] Vociferava, ofendia e ameaçava espancar transeuntes ao ponto de às vezes ser necessário chamar a polícia para acalmá-lo". A maioria da população, especialmente as mulheres e crianças, fugia dele". A imagem que se criou dele após sua morte, segundo os autores, não corresponde às lembranças dos que conviveram com ele durante os anos 1960 e 1970.

08/06/2018 - Fernando Gurgel disse...
Marisa Monte tem uma música a respeito do Gentileza:



Em outro vídeo ela conta a história desta música. Marisa Monte também gera Gentileza, Fernando.

O criador do sistema de leitura para cegos

Louis Braille (1809 ― 1852)
Ele nasceu em 4 de janeiro de 1809 em Coupvray, na França, a cerca de 40 km de Paris. Seu pai, Simon-René Braille, foi um fabricante de arreios e selas. Aos três anos, provavelmente ao brincar na oficina do pai, Louis feriu-se no olho esquerdo com uma ferramenta pontiaguda, possivelmente uma sovela (usada para fazer furos no couro) . A infecção que se seguiu ao ferimento alastrou-se ao olho direito, provocando a cegueira total.
Na tentativa de que Louis tivesse uma vida o mais normal possível, os pais e o padre da paróquia matricularam-no na escola local. Louis tinha enorme facilidade em aprender o que ouvia e em determinados anos foi selecionado como líder da turma. Com 10 anos de idade, Louis ganhou uma bolsa do Institut Royal des Jeunes Aveugles de Paris (Instituto Real de Jovens Cegos de Paris).
O fundador do instituto, Valentin Haüy, foi um dos primeiros a criar um programa para ensinar os cegos a ler. As primeiras experiências de Haüy envolviam a gravação em alto-relevo de letras grandes, em papel grosso. Embora rudimentares, esses esforços lançaram a base para desenvolvimentos posteriores. Apesar de as crianças aprenderem a ler com este sistema, não podiam escrever porque a impressão era feita com letras costuradas no papel.
Louis aprendeu a ler as grandes letras em alto-relevo nos livros da pequena biblioteca de Haüy. Mas também se apercebia que aquele método, além de lento, não era prático. Na ocasião, ele escreveu no seu diário:
"Se os meus olhos não me deixam obter informações sobre homens e eventos, sobre ideias e doutrinas, terei de encontrar uma outra forma."
Em 1821, quando Louis Braille tinha somente 12 anos, Charles Barbier, capitão reformado da artilharia francesa, visitou o instituto onde apresentou um sistema de comunicação chamado de escrita noturna. [1] Tratava-se de um método de comunicação táctil que usava pontos em relevo dispostos num retângulo com seis pontos de altura por dois de largura e que tinha aplicações práticas no campo de batalha, quando era necessário ler mensagens sem usar a luz que poderia revelar posições. Assim, era possível trocar ordens e informações de forma silenciosa. Usava-se uma sovela para marcar pontinhos em relevo em papelão, que então podiam ser sentidos no escuro pelos soldados. A escrita noturna baseava-se numa tabela de trinta e seis quadrados, cada quadrado representando um som básico da linguagem humana. Esta ideia de usar um código para representar palavras em forma fonética foi introduzido no Instituto. Louis Braille dedicou-se de forma entusiástica ao método e passou a efetuar algumas melhorias.
Assim, nos dois anos seguintes, Braille esforçou-se em simplificar o código. Por fim desenvolveu um método eficiente e elegante que se baseava numa célula de apenas três pontos de altura por dois de largura. O sistema apresentado por Barbier, era baseado em 12 pontos, ao passo que o sistema desenvolvido por Braille é mais simples, com apenas 6 pontos. [2] Em 1824, com apenas 15 anos, Louis Braille terminou o seu sistema de células com seis pontos. Pouco depois, ele mesmo começou a ensinar no instituto e, em 1829, publicou o seu método exclusivo de comunicação que hoje tem o seu nome. Exceto algumas pequenas melhorias, o sistema permanece basicamente o mesmo até hoje.


Apesar de tudo, levou tempo até essa inovação ser aceita. As pessoas com visão não entendiam quão útil o sistema inventado por Braille podia ser, e um dos professores principais da escola chegou a proibir seu uso pelas crianças. Felizmente, tal decisão teve efeito contrário ao desejado, encorajando as crianças a usar o método e a aprendê-lo em segredo. Com o tempo, mesmo as pessoas com visão acabaram por perceber os benefícios do novo sistema. No instituto, o novo código só foi adotado oficialmente em 1854, dois anos após a morte de Braille, provocada pela tuberculose em 6 de janeiro de 1852, com apenas 43 anos.
Na França, a invenção de Louis Braille foi finalmente reconhecida pelo Estado. Em 1952, seu corpo foi transferido para Paris, onde repousa no Panthéon. WIKI

[1] Escrevendo no escuro, blog EM
[2] Sistema Braille, blog Nova Acta

05 junho, 2018

O Manifesto do Chuchu

por Roberta Sudbrack (*)
Bastaria a chancela de Carmem Miranda, em minha opinião, para que a fama do chuchu fosse outra. Só isso já seria o bastante para que recebesse honras de Chefe de Estado ao chegar à feira livre todos os dias. Todos os outros legumes e verduras deveriam fazer uma flexão e baixar as cabecinhas enquanto ele passasse.
Ora, se numa de suas músicas mais conhecidas, esta inclusive, um belo desabafo, ela escolhe alguém como o chuchu para manifestar seu patriotismo e amor pelo Brasil! "Enquanto houver Brasil, na hora das comidas, eu sou do camarão ensopadinho com chuchu". O que mais podemos querer que ele prove? Que tem textura? Tem! Que tem sabor? Mas é claro que tem. Que tem personalidade? Das fortes! Que tem apelo? Ora, pergunte à Carmem Miranda, meu caro!
(*) Roberta Sudbrack é chèf autodidata.
Este manifesto está postado na íntegra em Gastronomix.
A clássica mistura dos ingredientes camarão e chuchu foi eternizada por Carmem Miranda neste samba de Vicente Paiva e Luiz Peixoto, "Disseram que Eu Voltei Americanizada", no qual ela respondeu a uma fria acolhida do público brasileiro ao voltar a nosso país.
O vídeo abaixo tem cenas com diminuição da nitidez. (PGCS)


Criaturas escatológicas


Plínio, o Velho, escreveu sobre uma alarmante criatura da lenda antiga:
Há relatos sobre a existência de um animal selvagem em Paeonia chamado bonasus, que tem a crina de um cavalo, mas em todos os outros aspectos se parece com um touro. Seus chifres são curvados para trás, de forma a não ser útil para a luta, e é dito que, por isso, ele se salva fugindo. Entretanto, ao fugir, emite um rastro de esterco que, às vezes, cobre uma distância de até três "furlongs" (603 metros). No contato com os caçadores que o perseguem é como uma espécie de fogo.
Na Idade Média, essa criatura evoluiu (com alguma coisa piorando) para o bonnacon, do Bestiário de Cambridge do século XII:
Ainda que sua frente não defenda este monstro, a sua barriga é totalmente suficiente. Ao se virar para fugir, ele emite um peido, com o conteúdo do seu intestino grosso cobrindo três hectares. E qualquer árvore que venha a ser atingida pega fogo. Assim, por meio de seus excrementos nocivos, ele expulsa seus perseguidores.
Parece vagamente ter vivido no sul da Ásia. Espero que permaneça por lá.
https://www.futilitycloset.com/2017/07/30/rude-weapons/

Escatologia
É uma teoria relativa aos acontecimentos do fim do mundo e da humanidade, ou seja, as últimas coisas que devem acontecer antes e depois da extinção da vida na Terra.
Na língua portuguesa, a palavra escatologia, também pode significar o ato de analisar excrementos (fezes), sendo um sinônimo de cropologia, nome dado ao ramo da medicina/biologia que estuda os dejetos humanos/animais.
Assumindo um sentido figurado, este termo ainda pode estar relacionado ao gosto de certos indivíduos por conteúdos obscenos ou sórdidos.
A explicação para a enorme distinção entre os significados de ambos os termos pode ser encontrada nas raízes etimológicas das palavras.
Escatologia, no sentido de "teoria acerca das últimas coisas que vão acontecer no fim da humanidade", surgiu a partir do grego éskhatos, que significa "extremo" ou "último", que agregado ao sufixo "logia" (estudo), forma o significado literal de "estudo das últimas coisas".
Porém, a palavra escatologia, no sentido de "afinidade por excrementos", se originou do termo grego skatós​, que quer dizer "excremento".
https://www.significados.com.br/escatologia/

04 junho, 2018

Pessoas dependem de você

blogdopg.blogspot.com.br

A origem da palavra Abracadabra

Hoje esta palavra costuma ser usada como encantamento por mágicos de palco e, principalmente, por ilusionistas. Antigamente, porém, acreditava-se no poder de Abracadabra para a cura de febres e inflamações.
A primeira menção conhecida a Abracadabra foi feita no século II d.C. pelo médico e polímata Quintus Serenus, num poema chamado "De Medicina Praecepta" (em um tratado médico escrito em versos). Ao imperador romano Caracala, o médico prescreveu que o imperador usasse-a num amuleto para curar sua doença.
Ele usou como talismã um pedaço de papel, com a palavra ABRACADABRA escrita sobre ele, a qual se repetia com uma letra a menos na linha seguinte, até restar apenas o A.
Assim:

ABRACADABRA
ABRACADABR
ABRACADAB
ABRACADA
ABRACAD
ABRACA
ABRAC
ABRA
ABR
AB
A

A palavra em si já era considerada mágica, e no formato triangular, o amuleto teria muito mais poder. O triângulo era considerado a forma geométrica mais perfeita.
Na Roma antiga, era um método para combater a malária que, à época, não estava associada à picada de mosquitos, mas a demônios ou espíritos malignos. E a malária, que tem registros já no ano 450, teve sua própria deusa protetora: a deusa Febris .
A coisa não terminava aí: o médico recomendava enrolar o papel, envolvê-lo em um pano e pendurá-lo no pescoço por nove dias, após o que o enfermo teria que jogar o talismã sobre o ombro em um rio cuja corrente se movia para o leste.
A proteção era contra a malária e as febres pantanosas em geral. Mas se não funcionasse, o médico também tinha outra recomendação: ungir todo o corpo com gordura de leão. Embora não explicasse se o próprio enfermo tinha que matar o leão.
O que é certo é que, já no século XVII, não só protegia da malária, mas também de outras doenças . Daniel Defoe, autor de "Robinson Crusoé", conta em seu livro "The Year of the Plague" como os londrinos tentavam evitar a peste escrevendo a palavra Abracadabra nos linteis de suas portas a fim de que ela permanecesse fora de suas casas.
Há outras teorias sobre a origem desta palavra que um dia entrou no universo dos mágicos.
Abracadabra ganhou o sentido mais comum, ordinário, a partir do início do século 19 com os primeiros shows de ilusionismo que se tornaram bastante populares na França e na Inglaterra. Foi desta forma que ela ganhou a conotação que atualmente conhecemos.

https://www.grandesmedios.com/origen-abracadabra/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Abracadabra

03 junho, 2018

Gaiola para tucano

Charge de Ivan Cabral:


Ivan Cabral, natural de Areia Branca(RN), Chargista e artista gráfico da TVU/UFRN. Mestre em Educação pela UFRN. Membro do Grupehq-Grupo de Pesquisa em História em Quadrinhos (Natal-RN). Controlador do blog Sorriso Pensante.

Versículos tucânicos
Conhecereis Gilmar e Gilmar vos libertará.

O sole mio

Assista a jovem e talentosa Amira Willighagen interpretando a canção "O sole mio", ao lado de Patrizio Buanne, no concerto "Classic is Groot" (de 2016), na África do Sul.



Composta em 1898, "O sole mio" ("Meu sol", em português) é uma das mais famosas canções napolitanas. A letra é de Giovanni Capurro e a melodia foi feita por Eduardo di Capua (posteriormente, foi descoberto que Alfredo Mazzucchi também participou da composição).
Já foi interpretada por muitos cantores em todo o mundo, dentre eles o tenor Luciano Pavarotti. Em língua inglesa, a letra de "O sole mio" recebeu duas versões: "There's no tomorrow" (1949), gravada por Tony Martin, e It's now or never" (1960), gravada por Elvis Presley.

02 junho, 2018

Ordens religiosas e vinificação

por Michael Foley
O vinho foi inventado 6.000 anos antes do nascimento de Cristo, mas foram monges que preservaram em grande parte a vinicultura na Europa. Ordens religiosas como os beneditinos e jesuítas tornaram-se vinicultores experientes. Eles pararam apenas porque suas terras foram confiscadas nos séculos 18 e 19 por governos anticatólicos, como a Assembléia Constituinte da Revolução Francesa e o Segundo Reich da Alemanha.
Para celebrar a Eucaristia, que exige o uso do pão e do vinho, os missionários católicos trouxeram seu conhecimento sobre a plantação de videiras com eles para o Novo Mundo. As uvas vinícolas foram introduzidas na Alta Califórnia, em 1779, por Saint Junipero Serra e seus irmãos franciscanos, lançando as bases para a indústria vitivinícola da Califórnia. Um padrão semelhante surgiu na Argentina, no Chile e na Austrália.
Os homens piedosos não só preservaram e promulgaram a enologia, o estudo dos vinhos: eles também fizeram-na avançar. Um dos pioneiros no "méthode champenoise", ou o "método tradicional" de fazer vinho espumante, foi um monge beneditino cujo nome agora adorna um dos melhores champanhes do mundo: Dom Pérignon.
De acordo com a lenda, quando Pérignon provou seu primeiro lote em 1715, ele gritou para seus colegas monges: "Irmãos, venha rapidamente. Eu estou bebendo estrelas!"
Monges e sacerdotes também encontraram novos usos para a uva. Os jesuítas são creditados com a melhoria do processo de fabricação da grappa na Itália e do pisco na América do Sul, ambos aguardentes de uva.
Feeling guilty about drinking? Well, ask the saints, CRUX
N. do E.
Existe uma diferença histórica entre o Peru e o Chile sobre a exclusividade de se usar o nome "pisco". Enquanto o Peru defende que "pisco" é uma denominação de origem (similar a Champagne, por exemplo) e que somente pode usar o termo "pisco" aquele produzido no Peru, o Chile defende que "pisco" é um nome genérico (como vinho ou uísque).
City Tour em Santiago do Chile, Linha do Tempo

Papai lambe tudo

"A melhor maneira de ensinar seu filho sobre impostos é comer 30% (*) do seu sorvete."
(*) 40% no Brasil

01 junho, 2018

Os joelhos de Nara Leão

Nara Leão nasceu em Vitória, em 1942. No início da década de 60, no Rio de Janeiro, ganhou o epíteto de "a musa da Bossa Nova". Sua casa se tornou uma espécie de sede do movimento. Ela própria já era, então, uma das principais cantoras naquele estilo.
Uma importante instituição nacional eram os "joelhos de Nara Leão". A moça tímida capixaba que descendia de italianos, transitando com seus vestidos em linha A, tubinhos de Courrégès e minissaias inglesas (que deixavam seus belos joelhos à mostra), tornou-se merecedora de um profundo interesse público por seus joelhos.
Ela morreu na manhã de 7 de junho de 1989, aos 47 anos, vítima de um tumor cerebral. Ela sofria com a doença já havia 10 anos. O câncer estava numa área do cérebro que impedia qualquer cirurgia.
A pobre menina rica de Vinícius de Moraes, a musa da Bossa Nova, a moça dos joelhos mais bonitos da MPB, a voz dos desconhecidos da música, a garota da Banda, o açúcar com afeto de Chico Buarque, a mãe da Isabel e do Francisco, a mulher doce e de opinião forte. Essa foi Nara Leão, na definição de Petit Gabi.
Os joelhos de Nara Leão deixavam seus admiradores... de joelhos. Mas por mais, muito mais que isso: ela foi uma das mulheres mais marcantes na música popular brasileira.
Referências
http://tropicalia.com.br/ilumencarnados-seres/biografias/nara-leao
http://www.ascronicasdesantos.com/os-joelhos-de-nara-leao
https://www.sul21.com.br/jornal/30-anos-da-morte-de-elis-70-do-nascimento-de-nara/
http://obviousmag.org/archives/2011/04/uma_leoa_chamada_nara.html#ixzz51YWdv9qJ

O Conde Lucanor - 2

O Conde é uma obra narrativa da literatura espanhola medieval, escrita entre 1330 e 1335 por Don Juan Manuel, príncipe de Villena e neto do rei Fernando III de Castela. O seu título castelhano completo é "Libro de los ejemplos del conde Lucanor y de Patronio".
O livro consiste de cinco partes, a mais conhecido das quais é uma série de 51 exempla (plural de exemplum) ou histórias moralizantes tiradas de várias fontes, como Esopo e outros contos clássicos e tradicionais.
A finalidade didático-moral é a marca do livro. O conde, começa a conversa dando ciência a seu conselheiro Patrônio de um problema ( "Um homem me fez uma proposta ...") e solicitando um parecer para resolvê-lo. Patrônio sempre responde com grande humildade, garantindo não ser necessário dar conselhos a uma pessoa tão ilustre como o conde, mas oferecendo-se para contar uma história da qual se pode tirar uma lição para resolver o problema.
Cada capítulo termina mais ou menos da mesma maneira, com pequenas variações, com um dístico que condensa a moral da história.
Conto XIII - O que aconteceu a um homem que caçava perdizes
Don Juan Manuel
Trad.: Henry Alfred Bugalho
Outra vez, o Conde Lucanor conversava com Patronio, seu conselheiro, e lhe disse:
— Patronio, alguns nobres muito poderosos e outros nem tanto, às vezes, causam danos a minhas terras ou a meus vassalos, mas, quando nos encontramos, eles me pedem desculpas, dizendo-me que fizeram-no obrigados pela necessidade, muito a contragosto e sem poderem evitar. Como eu gostaria de saber o que devo fazer em tais circunstâncias, suplico-vos que me deis vossa opinião sobre este assunto.
— Senhor Conde Lucarno, disse Patronio, o que haveis me contado, e sobre o qual me pedis conselho, parece-se muito com o que ocorreu a um homem que caçava perdizes.
O conde lhe pediu que contasse a história.
— Senhor conde, disse Patronio, havia um homem que estendeu suas redes para caçar perdizes e, quando já apanhado bastantes, o caçador voltou para junto da rede onde estavam suas presas. Na medida em que as recolhia, tirava-as da rede e as matava e,enquanto fazia isto, o vento, que batia em cheio em seus olhos, o fazia chorar. Ao ver isto, uma das perdizes, que estava presa na malha, começou a dizer a suas companheiras:
— Olhem, amigas, o que acontece a este homem! Ainda que nos mate, olhem como ele se condói por nossa morte e, por isto, chora!
Mas outra perdiz que avoava por ali, mais velha e mais sábia do que a outra que havia caído na rede, respondeu-lhe:
— Amiga, dou graças a Deus porque me salvei da rede e agora peço a Ele que salves a mim e a todas minhas amigas dum homem que busca nossa morte, mesmo que dê a entender com lágrimas que muito se condói.
Vós, senhor Conde Lucanor, evitai sempre aqueles que vos causam dano, mesmo que dêem a entender que sentem muito; mas se algum vos prejudica, sem buscar vossa desonra, e se o dano não for muito grave para vós, se se trata duma pessoa à qual deveis favores, e que além disto foi forçado a isto pelas circunstâncias, eu vos aconselho que não se importeis demais, mas deveis procurar que tal não se repita tão freqüentemente que chegue a macular vosso bom nome ou vossos interesses. Mas se vos prejudica voluntariamente, rompei com ele para que vossos bens e vossa fama não se vejam lesionados ou prejudicados.
O conde viu que este era um bom conselho que Patronio lhe dava, seguiu-o e tudo ficou bem.
E vendo don Juan que o conto era bom, ordenou pô-lo neste livro e fez estes versos:
A quem te faz mal, mesmo que seja para ti pesar,
Busca sempre um modo para poder dele se afastar.

http://www.revistasamizdat.com/2008/11/o-conde-lucanor.html
www.cervantesvirtual.com