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13 junho, 2026

Aversão estética

Esta imagem é uma ilustração histórica da revista britânica "Punch", publicada em 17 de fevereiro de 1877, satirizando as modas da época.
A cena retrata um diálogo social sobre "verdadeiro refinamento artístico", com foco nas cores vibrantes de roupas femininas.
O texto menciona a aversão de um personagem aos novos corantes sintéticos derivados do alcatrão de hulha, populares na época por produzirem cores intensas como malva e magenta.


Anfitrião:
"Vamos descer para a ceia, Sr. Mirabel. Permita-me apresentá-lo à Srta. Chalmers."
Sr. Mirabel:
"Sei. É a jovem alta ao lado de sua esposa!"
Anfitrião:
"Sim. Ela é a garota mais charmosa que conheço."
Sr. Mirabel:
"Eu não duvido. Mas... ah, como me afetam os corantes sintéticos, você não sabe! Eu realmente não poderia descer para a ceia com uma jovem que usa guarnições malva na saia e fitas magenta no cabelo!"
Anfitrião:
"Sim, ela é a garota mais charmosa..."

08 maio, 2026

O rato na chaleira

A chaleira, ao que parece, estava em desuso e ficou por muito tempo em uma prateleira com a tampa parcialmente aberta, como vemos na foto. Certa noite, um rato entrou na chaleira, possivelmente na esperança de encontrar algum resto de comida. Não se sabe por que o pequeno animal decidiu deixar a chaleira pelo bico, mas foi o que ele tentou fazer, com o resultado retratado na foto. Sua cabeça passou sem problemas; suas patas dianteiras também; mas ele não conseguiu ir mais longe, e ficou preso. Na manhã seguinte, alguém pegou a chaleira e ajudou o rato a sair, fazendo com que ele emergisse por inteiro e, finalmente, pudesse mancar dolorosamente para longe.
~ Strand Magazine, julho de 1897 (Futility Closet)


Para muitos, "The Strand" é sinônimo de Sherlock Holmes.Fundada em 1891 e editada por George Newnes, era uma revista de interesse geral, oferecendo ficção, humor, atualidades, sátira política, biografias de celebridades e muito mais.Sherlock Holmes fez sua primeira aparição em "The Strand" em 1891, e grande parte da ficção de Doyle também aparece nesses volumes, juntamente com obras de muitos dos autores mais conhecidos do mundo, como Mark Twain, Júlio Verne e outros. A revista também era conhecida por seu amplo uso de fotografias, o que levou a uma crescente demanda por histórias sobre "curiosidades" de todo o mundo que pudessem ser ilustradas com fotos. As edições mensais eram compiladas em volumes encadernados de 6 meses, de janeiro a junho e de julho a dezembro.

19 março, 2025

Gibi, a revista que se tornou sinônimo de HQ no Brasil

1ª edição: 12 de abril de 1939.
Editora O Globo. Formato tabloide com 32 páginas. Custava 300 réis.
Primeira série da revista foi até o número 1739, em 31 de maio de 1950.

Um dicionário de português certamente traz a definição de gibi como "nome dado às revistas de histórias em quadrinhos (HQ)" — ou algo parecido com isso. No entanto, Gibi é um termo que já significou menino, moleque, menino negro. Muitos desses garotos vendiam jornais nas ruas das grandes cidades. Foi esse pequeno vendedor negro de jornais que inspirou o nome e com que o personagem nas capas em sucessivas edições.
E o que aconteceu depois? A editora "O Globo" lançou uma uma revista em quadrinhos chamada Gibi. Na capa, como um símbolo, todos os seus números traziam uma representação negativamente estereotipada de um menino negro, o tal "gibi", mascote que emprestava nome à publicação. 
E o sucesso de vendas da revista no Brasil acabou transformando a palavra gibi em sinônimo de revista de histórias, além de inspirar as bibliotecas brasileiras a dotarem a denominação de gibiteca para seus acervos de HQ.
Não estar no gibi (exemplo: essa notícia não está no gibi), diz-se quando algo é incrível ou fora do comum.
Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/articles/cg3ldpgvgnlo

Do gibi à gibiteca: origem e gênese de significados historicamente situados
Autor: Richardson Santos de Freitas
Monografia apresentada em 14 de dezembro de 2023 à Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), como atividade optativa do curso de graduação em Biblioteconomia.
RESUMO
Esta pesquisa faz um estudo sobre a palavra gibi, através do método histórico, investigando as mudanças de seu significado e sua assimilação sociocultural. Considera-se que esse gênero artístico e fonte de informação para desenvolvimento de coleções especiais prescinde de estudos críticos sobre abordagens teóricas, lexicais e historiográficas para melhor compreensão desses materiais para o desenvolvimento de coleções. Nesta investigação, os primeiros registros foram encontrados em jornais de 1888, pesquisados na Hemeroteca Virtual da Fundação Biblioteca Nacional do Brasil. Constatou-se que inicialmente gibi era um apelido atribuído a pessoas negras. Posteriormente, transformou-se em uma gíria racista direcionada aos meninos negros, possuindo o sentido pejorativo de feio e grotesco, publicados em anúncios e em páginas de quadrinhos de periódicos. Depois a palavra passou a ser usada para designar os meninos negros que vendiam jornais nas ruas. Desses pequenos vendedores surgiu a inspiração para o título da revista Gibi, lançada em 1939 pela editora O Globo. O sucesso de vendas da revista, a ampla publicidade, o investimento em relações públicas e o cenário de críticas aos quadrinhos vindas principalmente de adversários da editora transformaram a palavra gibi em sinônimo de revista de histórias em quadrinhos no Brasil, fazendo o sentido original cair em desuso. A popularização do termo inspirou as bibliotecas brasileiras a adotarem a denominação de gibiteca para seus acervos de quadrinhos.
Fonte: http://nanquim.com.br/do-gibi-a-gibiteca/

03 abril, 2023

Que horas são?

Essa pergunta simples provavelmente é feita com mais frequência hoje do que nunca. Em nossa sociedade de telefones celulares que disponibilizam relógios, a resposta nunca está mais do que a um olhar de distância, e assim podemos dividir nossos dias em incrementos cada vez menores para tarefas cada vez mais apertadas, confiantes de que sempre saberemos que são 19:02.

As revelações científicas modernas sobre o tempo, no entanto, tornam a questão infinitamente frustrante. Se buscarmos um conhecimento preciso do tempo, o indescritível infinitesimal do "agora" se dissolve em um bando disperso de nanossegundos. Limitadas à velocidade da luz e à velocidade dos impulsos nervosos, nossas percepções do presente esboçam o mundo como era um instante atrás — por mais que nossa consciência finja o contrário, nunca poderemos alcançá-lo. Aliás, são 19:03.

Mesmo em princípio, a sincronicidade perfeita nos escapa. A relatividade dita que, como um estranho xarope, o tempo flua mais devagar nos trens em movimento do que nas estações e mais rápido nas montanhas do que nos vales. A hora do nosso relógio de pulso ou da tela digital não é exatamente a mesma da nossa cabeça. São mais ou menos 19:04.

Nossas intuições são profundamente paradoxais. O tempo cura todas as feridas, mas também é o grande destruidor. O tempo é relativo, mas também implacável. Há tempo para todos os propósitos debaixo do céu, mas nunca há tempo suficiente. O tempo voa, rasteja e corre. Os segundos podem ser divididos e alongados. Como a maré, o tempo não espera por ninguém, mas em momentos dramáticos também fica parado. É tão pessoal quanto o ritmo do coração de alguém, mas tão público quanto a torre do relógio na praça da cidade. Fazemos o nosso melhor para conciliar as contradições. Parece que são 19:05.

E, claro, tempo é dinheiro. É o parceiro da mudança, o antagonista da velocidade, a moeda em que prestamos atenção. É o nosso bem mais precioso e insubstituível. No entanto, ainda dizemos que não sabemos para onde vai, e dormimos um terço dele, e nenhum de nós pode realmente explicar o quanto nos resta. Podemos encontrar 100 maneiras de economizar tempo, mas a quantidade restante, no entanto, diminui constantemente. Já são 19:06.

O tempo e a memória moldam nossas percepções de nossa própria identidade. Podemos nos sentir à mercê da história, mas também nos vemos como agentes do futuro com livre arbítrio. Essa concepção está perturbadoramente em desacordo com as idéias de físicos e filósofos, no entanto, visto que o tempo é uma dimensão como as do espaço, então ontem, hoje e amanhã são igualmente concretos e determinados. O futuro existe tanto quanto o passado; é apenas em um lugar que ainda não visitamos. Em algum lugar são 19:07.

"O tempo é a substância de que sou feito", escreveu o escritor argentino Jorge Luis Borges. "O tempo é um rio que me leva, mas eu sou o rio; é um tigre que me destrói, mas eu sou o tigre; é um fogo que me consome, mas eu sou o fogo". Esta edição especial da Scientific American (A Matter of Time) resume o que a ciência descobriu sobre como o tempo permeia e guia tanto nosso mundo físico quanto nosso eu interior. Esse conhecimento deve enriquecer a imaginação e fornecer vantagens práticas para quem espera vencer o relógio ou pelo menos manter-se em sintonia com ele. Agora são 19:08. Sincronizem seus relógios.

05 junho, 2022

Revista Brasileira

A Academia Brasileira de Letras (ABL) lançou a nova edição da Revista Brasileira na quarta-feira, 1º de junho, às 19h, na Livraria da Travessa, no Shopping Leblon. O evento foi aberto ao público e inaugurou a décima fase da Revista Brasileira, com o número 110 sob a direção da Acadêmica Rosiska Darcy de Oliveira. A revista ainda se beneficiou de uma reforma gráfica elaborada pelo designer Felipe Taborda. Os Acadêmicos Carlos Diegues, Zuenir Ventura e Joaquim Falcão compõem o Conselho Editorial.

Segundo a atual diretora da Revista Brasileira, nas páginas da publicação, o "pensamento é convocado a interpretar esse mundo à deriva, tendo como norte a fidelidade ao humanismo e à liberdade”.

"Inauguramos nesse número a fase X da Revista Brasileira. Incontornável e simbólico, o tema das Amazônias se impõe como ilustração do que pretendemos: contemporaneidade, relevância, diversidade de opiniões, respeito pela memória ancestral e anúncio do que está por vir. Poesia e prosa guardam seu lugar de nobreza. As páginas se abrem agora para a fotografia, o cinema, o palco, a música, as artes plásticas, as novas linguagens e os movimentos culturais. A ciência e a tecnologia vêm juntar-se a todas as artes na tessitura de um mundo surpreendente" – destaca a Acadêmica Rosiska Darcy de Oliveira no editorial da revista.

Há também uma seção de poesia cantada, composta por letras de canções, entrevistas e artigos assinados pelos Acadêmicos Gilberto Gil, Antonio Cicero e pela jornalista e escritora Regina Zappa.

Ficcionistas da Casa, os Acadêmicos Paulo Coelho, João Almino, Ignácio de Loyola Brandão e Antônio Torres revelam o seu universo de criação. Encontramos também artigos científicos assinados pelo Acadêmico Paulo Niemeyer e outros cientistas como o médico Dr. J. J. Camargo, o cosmólogo Luiz Alberto Oliveira e o engenheiro José Luiz Alquéres. Os movimentos culturais, com destaque para o legado da Semana de Arte Moderna, são abordados pelo Acadêmico Antonio Carlos Secchin e o prof. José Miguel Wisnik.

Uma sessão dedicada às cerimônias realizadas na ABL neste ano traz o discurso de posse da Acadêmica Fernanda Montenegro e o discurso de recepção da Secretária Geral da ABL, Nélida Piñon. Também a saudação ao escritor Ruy Castro, vencedor do Prêmio Machado de Assis, pelo Acadêmico Cicero Sandroni, assim como o agradecimento do escritor.

Os livros lançados por acadêmicos no ano de 2021 fecham esse número da revista.

O número 110 da Revista Brasileira será brevemente disponibilizado no site da ABL, assim como vem sendo os números anteriores [https://www.academia.org.br/publicacoes/revista-brasileira]. Serão lançados quatro números anuais.

Curiosidade. A Fase III da Revista, a chamada "fase José Veríssimo", circulou de janeiro de 1895 a setembro de 1899. Em seu endereço (Ouvidor, 66) reuniam-se os escritores que fundaram a Academia Brasileira de Letras. E nas páginas da então "Revista Brazileira" foram publicados os discursos proferidos na sessão inaugural pelo Presidente Machado de Assis e pelo Secretário-Geral Joaquim Nabuco, assim como a “Memória histórica” do 1.º Secretário Rodrigo Otávio.

25 novembro, 2021

Rinoceronte - de cabeça para baixo

O logotipo do Ig Nobel é uma variação de "The Thinker" ("O Pensador") de Rodin, representando a famosa estátua derrubada de seu pedestal ... e rebatizada de The Stinker ("O Fedorento"). E os projetos que homenageia podem parecer um pouco tolos à primeira vista - mas o prêmio definitivamente não é o equivalente científico dos Razzies (o anti-Oscar, dado aos piores filmes e performances do ano). Vai para estudos sólidos, revisados por pares, feitos por cientistas respeitados.
E, de fato, uma pessoa ganhou tanto o Ig quanto o original: o físico russo Andre Geim levou para casa o Prêmio Nobel de 2010 por "experimentos inovadores relacionados ao grafeno bidimensional" - uma década depois de ganhar o Ig "por usar ímãs para levitar um sapo". "E ele diz às pessoas", observa o professor veterinário Robin Radcliffe, "que valoriza cada prêmio igualmente".
Radcliffe e seus colegas, que ganharam um Ig Nobel em 2021 "pelo trabalho na Namíbia sobre métodos de realocação de rinocerontes negros", ficaram igualmente entusiasmados com a premiação Ig. "Nossa equipe está super animada", diz ele. "Conseguimos tanta exposição para a conservação dos rinocerontes que não a teríamos de outra forma. Obter este reconhecimento foi maravilhoso".


Cornellians, a revista de ex-alunos da Universidade Cornell

23 abril, 2021

A revista Nature

Em 1869, foi publicado o primeiro número da revista Nature, editada pelo astrônomo Norman Lockyer A primeira edição incluiu artigos sobre astronomia, plantas, mariposas, ensino de ciências nas escolas, um obituário para Thomas Graham, paleontologia e avisos de reuniões. A Nature continua sendo uma das revistas científicas mais populares e respeitadas do mundo, publicando artigos de pesquisa em uma ampla gama de campos científicos.
Você pode ler a primeira edição aqui.


Natureza! Estamos cercados e abraçados por ela: impotentes para nos separar dela e impotentes para penetrar além dela.
Sem perguntar ou avisar, ela nos puxa para sua dança circular e nos gira até ficarmos cansados ​​e cair de seus braços. Ela está sempre moldando novas formas: o que é, nunca foi; o que foi, não volta. Tudo é novo, mas nada além do velho ...
Até agora, Goethe.
Quando meu amigo, o Editor da Nature, me pediu para escrever um artigo de abertura para seu primeiro número, veio à minha mente essa maravilhosa rapsódia sobre “Nature”, que tem sido um deleite para mim desde a minha juventude. Pareceu-me que nenhum prefácio mais adequado poderia ser colocado antes de um Diário, que visa espelhar o progresso daquela moldagem pela Natureza de uma imagem de si mesma, na mente do homem, que chamamos de progresso da Ciência.
[Em uma carta ao chanceler von Mülle ] Goethe diz que, por volta da data desta composição de “Natureza”, ele estava principalmente ocupado com anatomia comparada; e em 1786, deu a si mesmo um trabalho incrível para fazer outras pessoas se interessarem por sua descoberta, que o homem tem um osso intermaxilar. Depois disso, ele passou à metamorfose das plantas; e à teoria do crânio; e, finalmente, teve o prazer de sua obra ser retomada por naturalistas alemães. A carta termina assim: - “Se considerarmos as grandes conquistas pelas quais todos os fenômenos da Natureza foram gradativamente ligados na mente humana ... iremos, não sem um sorriso ... nos alegrar no progresso de cinquenta anos.” ...
Quando outro meio século se passar, os leitores curiosos dos últimos números da Nature provavelmente verão nosso melhor, "não sem um sorriso"; e, pode ser, que muito depois de as teorias dos filósofos cujas realizações estão registradas nestas páginas, se tornarem obsoletas, a visão do poeta permanecerá como um símbolo verdadeiro e eficiente da maravilha e do mistério da Natureza.
TH Huxley
Da Nature 1 , 9-11 (1869)
doi: https://doi.org/10.1038/d41586-019-03356-z

07 maio, 2019

Filosofia Nordestina, por Mírian Monte

Perdoem-me a intromissão,
Mas tem razão o Ministério da Educação.
Se o nordestino continuar filosofando,
Será um disparate, será desumano!
Imagine se surgisse outro Graciliano,
Uma nova Raquel de Queiroz...
O que seria de nós?!
O Brasil perderia as estribeiras!
Já pensou se resgatarem a Nise da Silveira?
Ah, meu pai amado, meu Jorge Amado!
Nem cravo e canela resolvem a querela!
“Parem o mundo que quero descer”,
Quero consignar essa queixa,
Parafraseando Raul Seixas.
E se os estudantes falarem versos
Contarem prosas,
Ou citarem Rui Barbosa?
Ariano Suassuna que assuma essa ciranda,
Porque nem Pontes de Miranda
Conseguiria solucionar!
E nem se fale em José de Alencar:
Imagine se “O Guarani” fosse uma trilogia!
Teríamos versos em tupi, na poesia!
Vou encerrar com Tobias Barreto,
Eu prometo!
Ou melhor seria com Castro Alves?
Que os anjos nos salvem!
Esse povo do Nordeste
É povo de muita sabedoria...
Imagina se nas escolas
Ensinarem filosofia?
(repassado por Jaime Nogueira)





Memória
Revista "O Caboré", edição de março de 1968. Brochura, 77 páginas. Editado pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Federal do Ceará.
(pesquisado por blog EM)

06 novembro, 2018

Réquiem para uma mídia impressa

Para quem gosta da VEJA, coisas do gênero e tem estômago. Será ou foi O Quarto Poder "de jure et de facto" do que sobrou da República?
Jaime Nogueira
Tenho a clara convicção de que a mídia impressa perdeu totalmente a força política e a reverência e credibilidade que tinha até os últimos 10 anos. Coitados dos italianos de Niterói donos de banca de Jornal, que atualmente sobrevivem vendendo cigarro, refrigerante, balas e coisas típicas de pequenas bodegas ou, melhor definido pelos pernambucanos, como "fiteiros". Foram-se os tempos em que as pessoas se aglomeravam em torno das bancas para bisbilhotar as manchetes do dia e cumprir o ritual de adquirir seu exemplar, quando não o recebia em casa, e dar aquela discreta espiadinha nas capas das revistas de mulher pelada com a devida discrição de quem compra camisinha numa farmácia cheia de mulheres conhecidas. O "modus operandi" desta mídia é por demais manjado - é a voz do dono do jornal e seus interesses, e só, como nas nostálgicas propagandas da RCA Victor.
O texto abaixo é um réquiem destas coisas. [JN]
A Corrupção Como Espetáculo Midiático: Análise das capas da revista Veja sobre a Lava Jato. Célia Ladeira MOTA e Paulo Henrique Soares de ALMEIDA.

14 agosto, 2018

Histórias Incríveis

1
Amazing Stories foi a primeira revista dedicada exclusivamente à ficção científica. Antes desta publicação, as histórias de ficção científica fizeram aparições regulares em outras revistas, incluindo algumas publicadas por Gernsback, mas Amazing ajudou a definir e lançar um novo gênero de ficção pulp. A primeira edição apareceu em 10 de março de 1926, com a data de capa em abril de 1926.
Ver capa da 1ª edição, ao lado.
2
Amazing Stories foi também a antológica série de fantasia, horror e ficção científica criada pelo diretor e produtor Steven Spielberg para a televisão, que foi ao ar pela NBC de 1985 a 1987 nos EUA (no Brasil, no começo dos anos 90). Era uma série inusitada desenvolvida no formato de "Além da Imaginação" (The Twilight Zone), com histórias, do tipo que são contadas ao redor de uma fogueira ou lidas à noite para as crianças. Contos voltados para a fantasia, mas que também exploravam os gêneros humor, suspense, drama e terror, e teve a participação de muitos atores famosos.
1º episódio: "O Trem". A história fantástica de um velhinho que insiste que um trem irá atravessar a casa recém comprada pela família, mas o único que acredita nele é seu netinho.

08 junho, 2018

Troféus para não-humanos

Em 1982, os editores da revista TIME selecionaram o Computador Pessoal para "Máquina do Ano", em lugar do seu conhecido prêmio "Homem do Ano". O computador superou o presidente dos EUA, Ronald Reagan, a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher e o primeiro-ministro de Israel, Menachem Begin.
O ensaio da revista relatou que 80% dos americanos esperavam que, "em um futuro razoavelmente próximo, os computadores domésticos seriam tão comuns como os aparelhos de televisão e as máquinas de lavar louça".
Reconhecida como o "Planeta do Ano", a Terra tornou-se em 1988 o segundo receptor não-humano para o prêmio.
Em 1999, o título foi alterado para "Pessoa do Ano" (Person of the Year), num esforço para evitar a acusação de sexismo.
Esses prêmios são concedidos desde 1927 pela revista.

15 maio, 2018

Aqui ó, Europa



A edição desta semana (nº 20/2018) da revista Der Spiegel, a principal da Alemanha, mostra um dedo médio erguido representando o presidente Donald Trump a dizer:
GOODBYE, EUROPE!
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está mergulhando a Europa no desamparo, com o término do acordo com o Irã, e o Oriente Médio encontra-se ameaçado de novas guerras.
A relação transatlântica está seriamente danificada.

05 agosto, 2016

Sidney Paget, o ilustrador de Sherlock Holmes

Sidney Edward Paget (1860 — 1908) foi um ilustrador britânico da era vitoriana que fez muitos trabalhos para a revista The Strand Magazine.
É conhecido como o criador das mais populares ilustrações de Sherlock Holmes. Ele foi inadvertidamente contratado para ilustrar "As Aventuras de Sherlock Holmes", uma série de doze contos publicados entre 1891 e 1892, quando os editores acidentalmente mandaram-lhe um contrato de trabalho, ao invés de mandar a seu irmão Walter que também era ilustrador.
Em tons predominantemente escuros para refletir o espírito lúgubre dos textos, as ilustrações de Paget influenciaram os filmes estadunidenses de detetives, o cinema noir e, com certeza, todo e cada filme com Sherlock Holmes.
Ele publicou cerca de 356 ilustrações das séries e, depois de sua morte, outros ilustradores descobriram que tinham que copiar o estilo de Paget quando desenhavam Sherlock Holmes.
Sidney Paget fez de Sherlock Holmes o que John Tenniel fez de Alice de Lewis Carroll: definiu a aparência de um personagem realmente bom e original.
Um conjunto das revistas The Strand com as histórias ilustradas de Sherlock Holmes é um dos itens mais raros e caros na história das publicações para seus colecionadores. Um original de Paget, de Holmes e Moriarty em "Mortal Combat at the Edge of the Reichenbach Falls", por exemplo, foi vendido em 2004 por 220.800 dólares.

Uma das ilustrações criadas por Sidney Paget para The Adventure of the Speckled Band, um conto policial de Sir Arthur Conan Doyle protagonizado por Sherlock Holmes e Dr. Watson, publicado pela primeira vez na Strand Magazine, em fevereiro de 1892, com 9 ilustrações de Sidney Paget.

24 outubro, 2014

O terrorismo eleitoral da Veja

Transcrição da fala da presidente Dilma sobre a última reportagem de capa da revista Veja:
"Meus amigos e minhas amigas, eu gostaria de encerrar minha campanha na TV de outra forma, mas não posso me calar frente a esse ato de terrorismo eleitoral articulado pela revista Veja e seus parceiros ocultos. Uma atitude que envergonha a imprensa e agride a nossa tradição democrática. Sem apresentar nenhuma prova concreta e mais uma vez baseando-se em supostas declarações de pessoas do submundo do crime, a revista tenta envolver a mim e ao presidente Lula nos episódios da Petrobras que estão sob investigação da justiça. Todos os eleitores sabem da campanha sistemática que a revista move há anos contra Lula e contra mim, mas dessa vez a Veja excedeu todos os limites. Desde que começaram as investigações sobre ações criminosas do Senhor Paulo Roberto Costa eu tenho dado total respaldo a Policia Federal e ao Ministério Público até a sua edição de hoje, às vésperas das eleições que em todas as pesquisas, apontam a minha nítida vantagem sobre meu adversário a maledicência da Veja tentava insinuar que eu poderia ter sido omissa na apuração dos fatos. Isso já era um absurdo, isso já era uma tremenda injustiça, hoje a revista excedeu todos os limites da decência e da falta de ética pois insinua que eu teria conhecimento prévio dos maus feitos na Petrobras e que o presidente Lula seria um de seus articuladores. A revista comete esta barbaridade, esta infâmia contra mim e contra o presidente Lula sem apresentar a mínima prova. Isso é um absurdo, isso é um crime, é mais do que clara a intenção malévola da Veja de interferir de forma desonesta e desleal nos resultados das eleições. A começar pela antecipação da edição semanal para hoje, sexta-feira, quando normalmente chega às para as bancas no domingo, mas como das outras vezes e nas outras eleições, Veja vai fracassar no seu intento criminoso, a única diferença é que dessa vez ela não ficará impune. A justiça livre desse país seguramente vai condená-la por esse crime. Ela e seus cúmplices tão pouco conseguirão sucesso no seu intento criminoso. O povo brasileiro tem maturidade suficiente para discernir entre a mentira e a verdade. O povo brasileiro sabe que não compactuo e nunca compactuei com a corrupção. A minha história mostra isso. Farei o necessário doa a quem doer, de investigar e de punir quem mexe com o patrimônio do povo. Sou uma defensora intransigente da liberdade de imprensa, mas a consciência livre da nação não pode aceitar que mais uma vez se divulgue falsas denúncias no meio de um processo eleitoral em que o que está em jogo é o futuro do Brasil. Os brasileiros darão sua resposta à Veja e seus cúmplices nas urnas e eu darei minha resposta na justiça." VÍDEO
Blogosfera
[1] A capa criminosa da Veja desta semana |  [2] Como funciona a "venda casada" entre a Veja e o JN |  [3] Ley de Medios começou: Dilma vai processar a Veja |  [4] PSDB em desespero: Veja tenta última cartada |  [5] Golpe de Veja forçará redemocratização da mídia | [6] Aposta da Veja é terceiro turno golpista | [7] A última tacada da Editora Abril | [8] Golpe midiático em marcha: Globo entra hoje no 'escândalo' da Veja | [9] Credibilidade da Veja vira piada nas redes
O valor da mentira e coisas afins
"Golbery do Couto e Silva dizia que a mentira tem mais valor que a verdade. A verdade é monótona, tem uma só leitura. Já a mentira traz um enorme conjunto de informações a serem pesquisadas, as intenções do mentiroso, a maneira como a mentira foi montada." ~ Luis Nassif
"Prova não é a palavra de ninguém – gravada, escrita ou dita em público. Porque o ser humano pode dizer qualquer coisa que imagine que vá beneficiá-lo ou prejudicar um opositor. Imagine que alguém queira destruir moralmente você. Ele afirma que você é pedófilo, por exemplo. Grava um vídeo e coloca no YouTube. O fato de ele haver falado que você é pedófilo não prova nada, evidentemente. Você o processa. A Justiça vai pedir provas. Se o difamador não as tiver, estará diante de uma encrenca considerável. O raciocínio acima não vale, infelizmente, para o jornalismo, dada a influência que as empresas de mídia exercem sobre a Justiça no Brasil. Mas vale em sociedades mais avançadas. O caso clássico, neste capítulo, é o de Paulo Francis." ~ Paulo Nogueira
"É hora de tratar os barões da mídia como de fato são: inimigos! Não do PT e da esquerda; inimigos de um projeto social generoso, inimigos da Democracia. Os barões da mídia representam o atraso, o preconceito, são o partido de direita no Brasil. Um partido extremista, que precisa ser enfrentado, e derrotado. Nas urnas e nas ruas." ~ Rodrigo Vianna

06 março, 2014

Preferiria não

Veja a resposta da socióloga Silvia Viana, autora de “Rituais de sofrimento” à revista Veja. Ao final ela conclui ao estilo do personagem de Bartleby (o Escrivão), do escritor Herman Melville.
Respondo seu e-mail pelo respeito que tenho por sua profissão, bem como pela compreensão das condições precárias às quais o trabalho do jornalista está submetido. Contudo, considero a ‘Veja’ uma revista muito mais que tendenciosa, considero-a torpe. Trata-se de uma publicação que estimula o reacionarismo ressentido, paranoico e feroz que temos visto se alastrar pela sociedade; uma revista que aplaude o estado de exceção permanente, cada vez mais escancarado em nossa “democracia”; uma revista que mente, distorce, inverte, omite, acusa, julga, condena e pune quem não compartilha de suas infâmias – e faz tudo isso descaradamente; por fim, uma revista que desestimula o próprio pensamento ao ignorar a argumentação, baseando suas suposições delirantes em meras ofensas.
Sendo assim, qualquer forma de participação nessa publicação significa a eliminação do debate (nesse caso, nem se poderia falar em empobrecimento do debate, pois na ‘Veja’ a linguagem nasce morta) – e isso ainda que a revista respeitasse a integridade das palavras de seus entrevistados e opositores, coisa que não faz, exceto quando tais palavras já tem a forma do vírus.
Dito isso, minha resposta é: Preferiria não.
Atenciosamente, Silvia Viana

26 setembro, 2013

DRÁCULA. Jornal de Estudos

Se você escreveu algum ensaio (com 4 mil a 6 mil palavras) sobre um dos seguinte tópicos...
  • Bram Stoker;
  • o romance Drácula;
  • o Drácula histórico;
  • a Transilvânia;
  • o vampiro no folclore e na cultura universal;
  • o vampiro no cinema, na televisão e nas HQ;
  • a cultura gótica;
  • a saga Crepúsculo etc.

... saiba que poderá publicá-lo no Journal of Dracula Studies.
Trata-se de uma revista especializada sobre esses assuntos que existe desde 1999 e que, atualmente, encontra-se em seu 13º número.

Serviço: journalofdraculastudies@kutztown.edu

24 março, 2013

O colete contra-ataca


"Mãos ao alto!"
"Ok!" BAM!

"Nenhuma intimidade hoje, querida! Estou usando um colete Samuel Schwarz."
"Que mal há nisso?" BAM!

Este dispositivo de autodefesa apareceu em uma edição de 1929 da revista Mechanix Modern.
Foi projetado de modo que, quando o usuário levanta as mãos, ele puxa duas cordas que estão presas em seus dedos e que disparam uma metralhadora instalada em um colete blindado.

10 Retro Body Armors... - io9.com

03 janeiro, 2013

Há 30 anos...


O "Homem do Ano de 1982", da revista Time, foi na verdade um... não humano.
Com o troféu rebatizado de "Máquina do Ano", a edição de 3 de janeiro de 1983, trazia na capa da revista a imagem do seu ganhador: um computador!
Apenas 30 anos atrás.
Naquele tempo, a máquina já petrificava quem olhasse para ela. Como se tivesse os poderes da mitológica Medusa (ei, esta comparação é minha!).

Zelmar Guiotto, de Porto Alegre, republicou esta nota em seu blog.

Luis Nassif Online republicou esta nota em 04/01. Foi comentada por 3 leitores.

01 abril, 2011

"Literapia" e "Contando causos..." - Lançamentos

-
CONVITE
A Unicred Fortaleza convida para mais uma Célula de Arte e Cultura com o lançamento do novo número da revista "Literapia". Na ocasião, haverá também uma noite de autógrafos de "Contando causos: de médicos e mestres", livro do médico e economista Prof. Marcelo Gurgel Carlos da Silva, cuja renda será revertida para as ações culturais da Academia Cearense de Medicina.
A revista e o livro serão apresentados pelo Prof. Pedro Henrique Saraiva Leão, presidente da Academia Cearense de Letras e membro da Academia Cearense de Medicina.


Local: Agência Sede da Unicred
Avenida Dom Luís, 300 - Loja 166 - Meireles - Fortaleza
Data: 1º de abril de 2011 (hoje), às 19h
Confirmar presença: 4012 1125 (Laísa ou Izabel)