Em 13 de abril de 2029, o asteroide 99942 Apophis passará com segurança a uma distância de cerca de 32.000 quilômetros acima da superfície da Terra, dentro da órbita geoestacionária, não representando nenhuma ameaça ao planeta. Essa aproximação extremamente próxima tornará o asteroide visível a bilhões de pessoas a olho nu no céu noturno claro.
Este será um evento único no milênio e uma ocasião única para uma campanha mundial de conscientização sobre asteroides, seu valor científico e de recursos e o perigo potencial que eles representam.
Em dezembro de 2016, a Assembleia Geral da ONU adotou a resolução A/RES/71/90 , em que declarou 30 de junho o Dia Internacional dos Asteroides para "comemorar todos os anos, em nível internacional, o aniversário do impacto de Tunguska sobre a Sibéria, hoje Federação Russa, em 30 de junho de 1908, e conscientizar o público sobre o risco de impacto de asteroides".
Em 2024, a Assembleia Geral declarou 2029 o Ano Internacional de Conscientização sobre Asteroides e Defesa Planetária para aproveitar a aproximação do 99942 Apophis e aumentar a conscientização global sobre asteroides.
Você sabia?
Como todos os asteroides, Apophis é um remanescente da formação inicial do nosso sistema solar, há cerca de 4,6 bilhões de anos. Ele se originou no cinturão principal de asteroides entre Marte e Júpiter.
Apophis tem cerca de 340 metros de largura. É classificado como um asteroide tipo S, ou tipo pedregoso, feito de materiais de silicato (ou rochosos) e uma mistura de níquel metálico e ferro.
A órbita de Apophis cruza a órbita da Terra. Ele completa uma órbita ao redor do Sol em pouco menos de um ano terrestre (cerca de 0,9 anos).
http://www.un.org/en/observances/asteroid-awareness-year
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30 junho, 2025
31 dezembro, 2020
2020: uma odisseia neste espaço
Créditos
Este artigo sobre 2020 é um esboço. Você pode ajudar não o expandindo.
roteiro: Stephen KingFoi f***
direção: Quentin Tarantino
trilha sonora: Yoko Ono
24 setembro, 2020
Santa ignorância, Gabriel
Deus: Gabriel, você terminou de configurar os eventos dos 2020s?
Gabriel: Sim. Espere aí... Você disse 2020... no plural?
Deus: Claro, a década de 2020.
Gabriel: Achei que você quisesse dizer 2020, o ano.
Deus: Então, você colocou uma década de história, com tudo o que havia de ruim, em apenas um ano?
Gabriel: Sim.
Deus: Santa ignorância, Gabriel. Agora vou ter que inventar novos eventos para esta década.
Conforme a norma internacional da Organização Internacional de Padronização para a representação de datas (ISO 8601), a década de 2020, também referida como os anos 2020 ou, ainda, os 2020s, compreende o período de tempo entre 1.º de janeiro de 2020 e 31 de dezembro de 2029.
Gabriel: Sim. Espere aí... Você disse 2020... no plural?
Deus: Claro, a década de 2020.
Gabriel: Achei que você quisesse dizer 2020, o ano.
Deus: Então, você colocou uma década de história, com tudo o que havia de ruim, em apenas um ano?
Gabriel: Sim.
Deus: Santa ignorância, Gabriel. Agora vou ter que inventar novos eventos para esta década.
Conforme a norma internacional da Organização Internacional de Padronização para a representação de datas (ISO 8601), a década de 2020, também referida como os anos 2020 ou, ainda, os 2020s, compreende o período de tempo entre 1.º de janeiro de 2020 e 31 de dezembro de 2029.
09 agosto, 2018
Vênus, seu eterno entardecer
Vênus gira tão lentamente em seu próprio eixo que precisa de 243 "dias da Terra" para completar um "dia de Vênus". Na verdade, é o "dia" mais longo dos planetas do Sistema Solar, mais longo inclusive do que o próprio ano do planeta (o tempo que Vênus leva para rodar em torno do Sol).
Como o raio de Vênus é de 6.000 km, isso significa que sua circunferência máxima é de cerca de 38.000 km. Então, se você caminhar sobre o equador de Venus, caminhando a um bom ritmo sem parar — 156 km / dia, cerca de 6,5 km / h — você poderá andar sem ver findar o pôr-do-sol, em uma espécie de pôr-do-sol eterno.
Pôr do Sol ou pôr-do-sol
Escrevemos sem hífen e Sol (com inicial maiúscula), quando nos referimos exclusivamente ao astro. E escrevemos pôr-do-sol, com hífenes e sol (com inicial minúscula), quando não nos referimos ao astro, mas sim à ocasião, ao momento, ao aspecto em que o Sol se põe. Uma coisa é o Sol — o astro; outra coisa é a posição, o momento em que ele está, ou o aspecto que ele nos oferece. Por isso, escrevemos: «Trabalho de sol a sol.» Suponhamos um astrônomo a escrever sobre o astro Sol. Escreverá pôr do Sol com a palavra Sol bem individualizada: com inicial maiúscula e inteiramente separada do que lhe antecede. Repare-se que o vocábulo Sol não se encontra ligado à palavra anterior por meio de hífen. Não forma um todo com as palavras anteriores. Reparemos em pôr-do-sol. O vocábulo sol não está individualizado. Forma um todo com as duas palavras anteriores. Por isso está ligado ao antecedente pelo hífen e escrito com inicial minúscula.
Como o raio de Vênus é de 6.000 km, isso significa que sua circunferência máxima é de cerca de 38.000 km. Então, se você caminhar sobre o equador de Venus, caminhando a um bom ritmo sem parar — 156 km / dia, cerca de 6,5 km / h — você poderá andar sem ver findar o pôr-do-sol, em uma espécie de pôr-do-sol eterno.
Alvy, Microsiervos
Pôr do Sol ou pôr-do-sol
Escrevemos sem hífen e Sol (com inicial maiúscula), quando nos referimos exclusivamente ao astro. E escrevemos pôr-do-sol, com hífenes e sol (com inicial minúscula), quando não nos referimos ao astro, mas sim à ocasião, ao momento, ao aspecto em que o Sol se põe. Uma coisa é o Sol — o astro; outra coisa é a posição, o momento em que ele está, ou o aspecto que ele nos oferece. Por isso, escrevemos: «Trabalho de sol a sol.» Suponhamos um astrônomo a escrever sobre o astro Sol. Escreverá pôr do Sol com a palavra Sol bem individualizada: com inicial maiúscula e inteiramente separada do que lhe antecede. Repare-se que o vocábulo Sol não se encontra ligado à palavra anterior por meio de hífen. Não forma um todo com as palavras anteriores. Reparemos em pôr-do-sol. O vocábulo sol não está individualizado. Forma um todo com as duas palavras anteriores. Por isso está ligado ao antecedente pelo hífen e escrito com inicial minúscula.
David Vasco, Instituto Universitário de Lisboa
08 junho, 2018
Troféus para não-humanos
Em 1982, os editores da revista TIME selecionaram o Computador Pessoal para "Máquina do Ano", em lugar do seu conhecido prêmio "Homem do Ano". O computador superou o presidente dos EUA, Ronald Reagan, a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher e o primeiro-ministro de Israel, Menachem Begin.
O ensaio da revista relatou que 80% dos americanos esperavam que, "em um futuro razoavelmente próximo, os computadores domésticos seriam tão comuns como os aparelhos de televisão e as máquinas de lavar louça".
Reconhecida como o "Planeta do Ano", a Terra tornou-se em 1988 o segundo receptor não-humano para o prêmio.
Em 1999, o título foi alterado para "Pessoa do Ano" (Person of the Year), num esforço para evitar a acusação de sexismo.
Esses prêmios são concedidos desde 1927 pela revista.
O ensaio da revista relatou que 80% dos americanos esperavam que, "em um futuro razoavelmente próximo, os computadores domésticos seriam tão comuns como os aparelhos de televisão e as máquinas de lavar louça".
Reconhecida como o "Planeta do Ano", a Terra tornou-se em 1988 o segundo receptor não-humano para o prêmio.
Em 1999, o título foi alterado para "Pessoa do Ano" (Person of the Year), num esforço para evitar a acusação de sexismo.
Esses prêmios são concedidos desde 1927 pela revista.
31 dezembro, 2016
Poema do Fim do Ano
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Mora uma louca chamada Esperança:
E quando todas as buzinas fonfonam
Quando todos os reco-recos matracam
Quando tudo berra quando tudo grita quando tudo apita
A louca tapa os ouvidos
e
atira-se
e – ó miraculoso voo! –
Acorda outra vez menina, lá embaixo, na calçada.
O povo aproxima-se, aflito
E o mais velhinho curva-se e pergunta:
– Como é teu nome, menininha dos olhos verdes?
E ela então sorri a todos eles
E lhes diz, bem devagarinho para que não esqueçam nunca:
– O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…
Mora uma louca chamada Esperança:
E quando todas as buzinas fonfonam
Quando todos os reco-recos matracam
Quando tudo berra quando tudo grita quando tudo apita
A louca tapa os ouvidos
e
atira-se
e – ó miraculoso voo! –
Acorda outra vez menina, lá embaixo, na calçada.
O povo aproxima-se, aflito
E o mais velhinho curva-se e pergunta:
– Como é teu nome, menininha dos olhos verdes?
E ela então sorri a todos eles
E lhes diz, bem devagarinho para que não esqueçam nunca:
– O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…
"Poemas para a Infância" (Mario Quintana – Poesia Completa, Editora Nova Aguilar, 2005)
02 janeiro, 2010
01 janeiro, 2008
O que é que há, velhinho?
O Ano Velho passou por mim, desolado. Numa das mãos, levava a ampulheta do Tempo em que escorriam os seus últimos minutos. Na outra, uma ceifadeira. Conclui que iria, com esta, cumprir o propósito de pôr fim à sua existência.E que a Morte, infalível em seu ofício, emprestara-lhe o temível instrumento.
Requiescat in pace.
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