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08 junho, 2024

Plástico ao mar (2)

Não vejo problemas em comercializar abacaxi em rodelas, cana em roletes, tangerina em gomos etc. Quanto a estas frutas curvas (foto), não parece ser uma boa idéia. Em todos os casos, substitua-se o isopor das bandejas por papelão.


8 de junho, Dia Mundial dos Oceanos

04 junho, 2024

Ó mar salgado!

Os oceanos cobrem aproximadamente 70% da superfície da Terra. Cerca de 97% de toda a água do planeta é salgada. Se todo esse sal pudesse ser extraído do oceano e distribuído uniformemente pela superfície terrestre, formaria uma camada com mais de 166 metros de altura, equivalente à altura de um prédio de 40 andares. Fonte: USGS

As intempéries carregam para dentro dos oceanos o material de que é feito os continentes e arrasta mais facilmente tudo o que é solúvel em água. E aqui entra o sal, ou cloreto de sódio.
E de onde vem a água para formar as intempéries, como chuva e neve?
Sim, evaporam dos oceanos, com a energia que estes recebem do Sol.
Ocorre que o sal praticamente não evapora nas condições de temperatura e pressão dos oceanos (evapora uma quantidade ínfima, que nem conta para nosso raciocínio). Por isso os oceanos vão ficando cada vez mais salgados.
Hoje os principais oceanos da Terra têm em torno de 37.000 ppm de sal, mas a solubilidade do cloreto de sódio na água, a 25 graus Celsius, é de 280.000 ppm. Então cabe ainda muito sal. Fonte: Quora

30 maio, 2020

Se o mar pudesse escrever, o que nos diria?

No Japão, 30 de maio é o Dia do Lixo Zero. Nesse dia, a Tokyo News publicou em 2019 um editorial de página inteira intitulado "Plásticos flutuando em nossos oceanos" e destacou os efeitos devastadores dos plásticos na vida marinha.
Surpreendentemente, neste artigo, do próprio título à imagem e ao conteúdo, quase tudo não foi impresso em papel, mas "esculpido" na praia.
A escultura em areia foi concluída pelo artista Toshihiko Hosaka, que criou a enorme escultura em areia, com moradores locais e estudantes a ajudá-lo na praia de Ioka, na província de Chiba.
Demorou 11 dias para completá-lo, e mede 50 x 35 metros. O conteúdo do editorial diz: "O mar não fala, então vou falar por ele."
"Atualmente, a vida de muitos seres marinhos é perdida. O culpado é o plástico. Sacolas plásticas, garrafas plásticas, espuma plástica. ... Cerca de 8 milhões de toneladas de plásticos são descarregados diariamente em rios e oceanos ..."
"Os japoneses têm uma grande responsabilidade nisso, a produção de lixo per capita do Japão está em segundo lugar no mundo." Para corrigir esse problema, devemos observar atentamente o que está acontecendo no oceano. eles foram ignorados por causa da prioridade do crescimento econômico e das conveniências na vida cotidiana ".

CGTN em espanhol, 08/06/2019

24 março, 2019

Híbridos

Imagine uma época em um futuro próximo, quando os oceanos ficam tão sobrecarregados com nossos detritos, que algum tipo de evolução bizarra toma lugar. Uma evolução que funde os habitantes dos oceanos com o lixo tecnológico que descartamos. Se você se dispuser a imaginar, então você poderá ver algo assim.

15 novembro, 2018

Canudos de plástico x Meio ambiente

Quantos canudos plásticos você já usou em sua vida?
Nos Estados Unidos, são 500 milhões por dia.
Mas quem paga essa conta é a natureza.
A vida útil de um canudo é de, em média, quatro minutos – tempo suficiente para você terminar sua bebida.
Só que, feitos normalmente de polipropileno ou poliestireno, materiais que não são biodegradáveis, eles demoram até 200 anos para se decompor. Pior: quando descartados, se desintegram em pequenas partículas, que chegam aos oceanos e acabam engolidas pelos animais.
Segundo dados da ONG Ocean Conservancy, sediada nos Estados Unidos, foi o 7º item mais coletado nos oceanos em todo o mundo no ano passado.
Respondendo por 4% de todo o lixo plástico encontrado no mundo, os canudos ainda representam um desafio.
Agora, o mundo declarou guerra ao canudo de plástico.
Em meio à busca por alternativas ao plástico, outras opções já vêm sendo usadas, como canudos de metal, de vidro e até comestíveis.

Extraído de: Mundo declara guerra ao canudo plástico, por Luís Barrucho, da BBC Brasil
Crédito da imagem: #recuseocanudo, Deskgram

Vídeo: Poseidon e o homem na praia

08 junho, 2018

Poseidon e o homem na praia

"Se não mudarmos o nosso comportamento, podemos acabar com mais plástico do que peixe nos oceanos."
O vídeo abaixo é uma curta de animação produzida por The Animation Workshop para conscientizar as pessoas sobre a necessidade de preservar os oceanos da poluição.
Segundo dados divulgados pela ONU:
"Pelo menos 8 milhões de toneladas de plástico vão parar nos oceanos a cada ano, afetando 600 espécies marinhas, das quais 15% estão ameaçadas de extinção."



Oito de junho é Dia Mundial dos Oceanos.

07 março, 2018

A lixeira flutuante que suga resíduos plásticos nos oceanos

A enorme quantidade de resíduos plásticos espalhados pelos oceanos inspirou uma dupla de surfistas australianos a criar uma lixeira flutuante.
Apelidado de "Seabin", o invento, que pode sugar pedaços de plástico de diferentes tamanhos e até pequenas quantidades de combustível, tem uma bolsa de tela removível, que pode ser esvaziada quando ficar cheia.
Segundo os criadores, a lixeira flutuante funciona com um mecanismo alimentado por energia solar. A ideia é utilizá-la em portos e embarcadouros, onde o vento e as correntes aumentam o acúmulo de resíduos. O projeto deverá ser comercializado neste ano.
A lixeira aquática pode coletar 1,5 kg de lixo por dia, o que dá 83 mil sacos plásticos por ano. Estima-se que 5 milhões de toneladas de plástico sejam jogados aos mares todos os anos.
Peter Ceiglinski, um dos fundadores do Projeto Seabin, defende que, se várias dessas lixeiras forem espalhadas pelos oceanos, o impacto pode ser significativo.
"Suga pedaços pequenos, pedaços grandes, microplástico e óleo também. Elas são relativamente pequenas, mas até que estão tendo impacto importante. Se colocarmos centenas de milhares de Seabins, o resultado se soma", afirmou.
Atualmente, mais de 5 trilhões de pedaços de plástico, que pesam no total 270 toneladas, estão flutuando nos oceanos do planeta, provocando danos diretos aos animais marítimos e à cadeia alimentar, conforme pesquisa publicada no jornal acadêmico PLOS One.
Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/geral-40039382 c/ vídeo (BBC Brasil)

09 janeiro, 2016

Oceanos são enormes

A área mostrada sem terras é maior do que a China, o Canadá ou a Europa. Qual seria a sensação de estar no meio do Pacífico?

03 março, 2014

O Beijo dos Oceanos

Estamos chegando ao 100º. aniversário da abertura do Canal do Panamá, o "Beijo dos Oceanos", que criou uma comunicação artificial entre os dois maiores oceanos do mundo. O envolvimento dos Estados Unidos nesse projeto ainda é hoje motivo de controvérsias, e a contínua ocupação ianque da Zona do Canal (até 1999) foi certamente um ponto sensível nas amizades e relações pan-americanas. Ocorrendo na esteira de inúmeras atividades de construção do império dos Estados Unidos na aquisição / anexação do Havaí, Porto Rico, Guam e as Filipinas e, por algum tempo, Cuba, a construção e posterior posse do Canal do Panamá selava os EUA como um super poder global. Apesar das conotações imperialistas do envolvimento dos EUA no Canal do Panamá, a criação do Canal também representou um pouco do que havia de melhor na América - criatividade, perseverança e otimismo diante da adversidade.
A ideia do Canal do Panamá era muito antiga - foi lançada em 1534, pelo rei Carlos V de Espanha, apenas algumas décadas após a descoberta europeia do Novo Mundo. Na década de 1860, após o sucesso com o Canal de Suez, entre o Mediterrâneo e o Mar Vermelho, que ligava a Europa à Ásia por uma rota marítima mais curta, a França tentou a construção de um canal através do istmo do Panamá,  Após 8 anos de retrocessos, incluindo terremotos, febre amarela, malária e inundações, os franceses desistiram do Canal do Panamá, e os planos para a construção deste canal ficaram paralisados por mais de 15 anos. Adiante, os norte-americanos retomaram a ideia da construção do Canal do Panamá, mobilizando algumas de suas melhores mentes tecnológicas e de engenharia. Havia muitos obstáculos geológicos, políticos, climáticos, de saúde pública e técnicos, e a luta para completar o canal levou mais de 10 anos.
I took Panama
Assisti a essa peça de teatro em Bogotá, Colômbia, no ano de 1975. Tinha como enredo a intervenção militar de Roosevelt em apoio aos rebeldes panamenhos em sua revolta contra os senhores colombianos. Por haver ajudado o Panamá a tornar-se independente da Colômbia, os EUA receberam concessões financeiras e jurídicas importantes em suas negociações para a construção, a manutenção e a exploração comercial do Canal.
retronaut
O Brasil sem o Acre em 1915, no mapa "The Kiss of the Oceans"
O Acre já pertenceu à Bolívia. Em 1877, começaram a chegar na região grandes levas de colonizadores, quase todos nordestinos, em busca da borracha encontrada na Floresta Amazônica. No final do século, já havia na região 50 mil brasileiros. Em 1899, os bolivianos tentaram assegurar o controle da área, mas os brasileiros, sob a liderança do gaúcho Plácido de Castro, entraram em confronto com as tropas bolivianas e proclamaram o Estado Independente do Acre. O governo brasileiro, então, ocupou militarmente a região e, em seguida, entrou em conversações diplomáticas com a Bolívia. Em 17 de novembro de 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis, o Brasil obteve a posse definitiva da região. PGCS

15 fevereiro, 2014

Se todo o gelo se derretesse

Como ficaria a Terra se todo o gelo se derretesse
If All The Ice Melted é um interativo da National Geographic que representa visualmente o recuo das linhas costeiras (e não tão costeiras) dos continentes, caso o nível do mar subisse de 65 metros. Esta elevação dos oceanos seria a consequência do derretimento dos 21 milhões de quilômetros cúbicos de água que, atualmente, existem no planeta sob a forma de gelo.


Um processo que, ao ritmo atual, poderá levar cerca de 5 mil anos.
A última vez que o planeta esteve totalmente sem gelo foi no Eoceno, há uns 34 milhões de anos, quando havia bosques tropicais na Antártida.

Pelo menos, Pernalonga não precisaria ter esse trabalho todo.

08 março, 2013

Sem navios e sem esponjas

O cartunista Randall Munroe gosta de responder a perguntas bizarras da Física em seu blog What If?.
Sua pergunta mais recente é:
Qual seria a queda do nível do mar, se todos os navios foram retirados de uma só vez dos oceanos?
O Princípio de Arquimedes nos diz que a água deslocada por um navio pesa tanto quanto o próprio navio. Se pudermos descobrir o peso total de todos os navios do mundo, poderemos descobrir a quantidade de água que é deslocada por eles; em seguida, dividindo esse volume pela área da superfície dos oceanos, conseguiremos descobrir em quanto o nível da água iria baixar.
E a sua resposta para a pergunta?
O nível do mar cairia 6 micra. Quer dizer: pouco mais do que o diâmetro de um fio de teia de aranha. Mas, porque o nível do mundo do mar está a subir de qualquer maneira (pelo derretimento das geleiras e pela expansão térmica da água, efeitos do aquecimento global), ele iria retornar para o nível anterior no prazo de 16 horas.
E o que dizer da velha piada sobre quanto mais profundo seriam os oceanos sem as esponjas?
Embora as estimativas da biomassa de esponjas sejam difíceis de encontrar, a resposta provavelmente é que, se você removeu todas elas, o nível do mar cairia em não mais do que algumas micra... ou muito menos se você espremeu as esponjas antes.

15 janeiro, 2013

Mare aureum

Há ouro nos oceanos em quantidade suficiente para gerar uma riqueza de cerca de 15 milhões de dólares para cada pessoa na Terra.
Bem, se o precioso metal pudesse ser todo extraído.