Frase que se tornou proverbial no mundo árabe.
Mansur era um "boca-suja", auxiliar de um imã, que tentava inutilmente corrigir-lhe a linguagem, permeada de palavrões. Até que lhe ocorreu a ideia de que Mansur mantivesse uma pedrinha na boca para ajudá-lo a lembrar-se de evitar expressões indecorosas.
Num certo dia de intenso calor, o imã percorria a estrada - a pé, acompanhado por Mansur -, em visitas a fieis, quando ouviu uma velha que com insistência chamava por ele, do alto de um morro. Quando os dois acabaram de subir a penosa encosta, a velha explicou que o chamara para abençoar sua ninhada de pintinhos...
O imã, passando o lenço na testa, voltou-se para Mansur (que estava ainda mais furioso...), dizendo: "Tudo bem, Mansur, pode cuspir a pedrinha!"
[http://advivo.com.br/comentario/re-proverbios-arabes-1]
N. do E.
Para adaptar a presente história ao contexto católico, substitua 1) o imã por um bispo (embora para isso baste um padre-nosso) e 2) o "boca-suja" do Mansur por um sacristão.
Ler também: Morreu Maria Preá
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29 setembro, 2019
21 março, 2019
"Entre Hâna e Mâna, lá se foi minha barba"
O provérbio explicado
Um muçulmano tinha duas esposas, Hâna e Mâna, uma jovem, outra velha; a ambas demonstrava igual afeto. No entanto, por ciúmes, a velha arrancava-lhe, carinhosamente, os fios pretos da barba, e a jovem, os fios brancos, até que por fim o pobre homem ficou sem barba...
250 Provérbios Árabes, por Luiz Jean Lauand
Um muçulmano tinha duas esposas, Hâna e Mâna, uma jovem, outra velha; a ambas demonstrava igual afeto. No entanto, por ciúmes, a velha arrancava-lhe, carinhosamente, os fios pretos da barba, e a jovem, os fios brancos, até que por fim o pobre homem ficou sem barba...
250 Provérbios Árabes, por Luiz Jean Lauand
15 junho, 2018
Seca e Meca e olivais de Santarém
Seca (diz-se também Ceca, em português) era a importante cidade de Córdova (Espanha) e Meca, a cidade santa do Islã.
(Correr, andar) Seca e Meca é portanto uma expressão nitidamente árabe. Corresponde a dizer: «fazer muito e não adiantar nada».
Uma das explicações tradicionais pretende que Ceca «era a designação popular da mesquita de Córdova», conforme comenta Sérgio Luís de Carvalho, em "Nas Bocas do Mundo" (Lisboa, Planeta Manuscrito, 2010, páginas 97/98), onde acrescenta:
«[...] correr Ceca e Meca remete para as antigas peregrinações hispano-muçulmanas que se faziam entre a principal cidade santa do Islão e a capital muçulmana da Ibéria. Saliente-se que, de entre todas as antigas cidades islâmicas que tinham mesquita, Córdova era a mais distante de Meca.[...]»
É, pois, plausível que, na génese da expressão em apreço, Ceca e Meca ocorram sem referência específica a lugares realmente existentes, mas apenas como forma de criar uma rima, que, ao mesmo tempo, permite exagerar (hipérbole) o esforço associado à longa deslocação a que a expressão parece, afinal, aludir.
Refira-se ainda que, em português, existe outra versão desta locução: «por ceca e meca e olivais de Santarém» (ver obra citada de S. Luís de Carvalho).
"Seca e Meca e olivais de Santarém" é também o título de um livro de 1946 do folclorista cearense Gustavo Barroso.
ciberdúvidas
wiktionary
(Correr, andar) Seca e Meca é portanto uma expressão nitidamente árabe. Corresponde a dizer: «fazer muito e não adiantar nada».
Uma das explicações tradicionais pretende que Ceca «era a designação popular da mesquita de Córdova», conforme comenta Sérgio Luís de Carvalho, em "Nas Bocas do Mundo" (Lisboa, Planeta Manuscrito, 2010, páginas 97/98), onde acrescenta:
«[...] correr Ceca e Meca remete para as antigas peregrinações hispano-muçulmanas que se faziam entre a principal cidade santa do Islão e a capital muçulmana da Ibéria. Saliente-se que, de entre todas as antigas cidades islâmicas que tinham mesquita, Córdova era a mais distante de Meca.[...]»
É, pois, plausível que, na génese da expressão em apreço, Ceca e Meca ocorram sem referência específica a lugares realmente existentes, mas apenas como forma de criar uma rima, que, ao mesmo tempo, permite exagerar (hipérbole) o esforço associado à longa deslocação a que a expressão parece, afinal, aludir.
Refira-se ainda que, em português, existe outra versão desta locução: «por ceca e meca e olivais de Santarém» (ver obra citada de S. Luís de Carvalho).
"Seca e Meca e olivais de Santarém" é também o título de um livro de 1946 do folclorista cearense Gustavo Barroso.
ciberdúvidas
wiktionary
22 novembro, 2014
Salim
Em sua famosa piada, ele responde assim:
A semana de um caloteiro
Salim SOIEU (aos devedores)Uma no árabe, outra no judeu:
Salim SAIEU (aos cobradores)
A semana de um caloteiro
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