Garçom… que dose de mentira você tem?
- Temos: eu te amo, nunca vou te deixar, eu quero você comigo, sinto saudades... E também temos uma que anda saindo bastante: pode confiar em mim.
- Ah… Manda ver todas que hoje eu quero me iludir.
Cool Illusion, Bits and Pieces
06 março, 2017
A música na vida de Luís II da Baviera
Luís havia acabado de completar 18 anos quando o pai morreu subitamente, deixando-lhe o trono da Baviera. Embora não estivesse totalmente preparado para o cargo, sua juventude e boa aparência o tornaram popular na Baviera. Um dos seus primeiros atos como rei foi convocar o compositor Richard Wagner para a sua corte em Munique poucas semanas depois da sua ascensão ao trono. Wagner tinha uma notória reputação de revolucionário e namorador e estava constantemente em fuga dos credores. Luís admirava Wagner desde a adolescência, depois de ter assistido às óperas Lohengrin e Tannhäuser aos 15 anos. As composições de Wagner apelavam à imaginação e fantasia do rei e preenchiam um vazio emocional. Em 4 de maio de 1864, Wagner, aos 51 anos de idade, foi recebido em audiência por Luís II no Palácio Real de Munique. Após sua primeira reunião com o rei, Wagner escreveu: "Ah, é tão elegante e inteligente, emotivo e encantador, que temo que sua vida derreta neste mundo vulgar como um sonho fugaz dos deuses". O rei foi provavelmente quem salvou a carreira de Wagner. Acredita-se que as composições posteriores de Wagner, bem como sua estreia no prestigiado Teatro Real de Munique (atual Ópera do Estado Bávaro), jamais teriam acontecido sem o patronato de Luís.
Um ano após a audiência com o rei, Wagner apresentou a aclamada ópera Tristan und Isolde (Tristão e Isolda) em Munique. Mas o comportamento extravagante e escandaloso do compositor desagradou o povo conservador da Baviera e Luís foi forçado a pedir a Wagner que deixasse a capital seis meses depois, em dezembro de 1865.
O interesse cênico de Luís não se limitava a Wagner. Em 1864, promoveu a construção de um novo teatro real, conhecido hoje com Staatstheater am Gärtnerplatz (foto), confiando a sua direção a Karl von Perfall em 1867.
Luís desejava levar a Munique o melhor do teatro europeu e, com o auxílio de Perfall, apresentou ao público bávaro obras de Shakespeare, Calderón, Mozart, Gluck, Ibsen, Weber e muitos outros. Também contribuiu para melhorar substancialmente o padrão de interpretação de obras de Schiller, Molière e Corneille.
Entre 1872 e 1885, o rei assistiu a 209 apresentações privadas (Separatvorstellungen) como único espectador, ou com um convidado, em dois teatros da corte, perfazendo um total de 44 óperas, sendo 28 de Wagner incluindo oito apresentações de Parsifal, 11 balés e 154 peças, num custo total de 97.300 marcos alemães.
Extraído da Wikipédia
Ver também: O CASTELO DE NEUSCHWANSTEIN
Apaixonado por música, "o rei dos contos de fadas" foi um ardente admirador do compositor Richard Wagner, cujas óperas mandou executar, só para si, mais de 200 vezes. Luís II sentava-se sozinho no camarote dos Wittelsbach no Teatro (que permanece até hoje à disposição da família).
Para criar um ambiente acústico adequado, soldados eram encarregados de simular o público. Não podiam virar-se em hipótese alguma, pois o rei queria ficar sozinho, sem ser observado. Os soldados sempre dormiam durante o "serviço". Mas roncar era estritamente proibido.
Um ano após a audiência com o rei, Wagner apresentou a aclamada ópera Tristan und Isolde (Tristão e Isolda) em Munique. Mas o comportamento extravagante e escandaloso do compositor desagradou o povo conservador da Baviera e Luís foi forçado a pedir a Wagner que deixasse a capital seis meses depois, em dezembro de 1865.
O interesse cênico de Luís não se limitava a Wagner. Em 1864, promoveu a construção de um novo teatro real, conhecido hoje com Staatstheater am Gärtnerplatz (foto), confiando a sua direção a Karl von Perfall em 1867.
Luís desejava levar a Munique o melhor do teatro europeu e, com o auxílio de Perfall, apresentou ao público bávaro obras de Shakespeare, Calderón, Mozart, Gluck, Ibsen, Weber e muitos outros. Também contribuiu para melhorar substancialmente o padrão de interpretação de obras de Schiller, Molière e Corneille.
Entre 1872 e 1885, o rei assistiu a 209 apresentações privadas (Separatvorstellungen) como único espectador, ou com um convidado, em dois teatros da corte, perfazendo um total de 44 óperas, sendo 28 de Wagner incluindo oito apresentações de Parsifal, 11 balés e 154 peças, num custo total de 97.300 marcos alemães.
Extraído da Wikipédia
Ver também: O CASTELO DE NEUSCHWANSTEIN
Apaixonado por música, "o rei dos contos de fadas" foi um ardente admirador do compositor Richard Wagner, cujas óperas mandou executar, só para si, mais de 200 vezes. Luís II sentava-se sozinho no camarote dos Wittelsbach no Teatro (que permanece até hoje à disposição da família).
Para criar um ambiente acústico adequado, soldados eram encarregados de simular o público. Não podiam virar-se em hipótese alguma, pois o rei queria ficar sozinho, sem ser observado. Os soldados sempre dormiam durante o "serviço". Mas roncar era estritamente proibido.
05 março, 2017
O buscador perfeito
Pesquisa: tem fogo aí?
Resultado: ganhe tempo teclando "enter" ao invés de clicar em "pesquisar".
Você quis dizer: acende logo o meu, pô!
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Três canções abrasileiradas
por Paulo Gurgel Carlos da Silva
Ó Minas GeraisO feito de Alberto Santos Dumont, contornando a Torre Eiffel em seu balão n° 6, no dia 19/10/1901, segundo Everaldo José, inspirou diversas composições, entre as quais a marcha "A Conquista do Ar", sucesso de 1902. Uma criação de Eduardo das Neves, a canção glorifica o inventor da aviação em versos desbragadamente ufanistas, que o público da época adorou ("A Europa curvou-se ante o Brasil / e clamou parabéns em meigo tom / brilhou lá no céu mais uma estrela / apareceu Santos Dumont").
Palhaço de circo, poeta, compositor e principalmente cantor, Eduardo das Neves foi o nosso artista negro mais popular no início do século. Pai do também compositor Cândido das Neves, deixou modinhas, lundus, cançonetas, sendo de sua autoria os versos em homenagem ao encouraçado Minas Gerais, feitos sobre a melodia da valsa "Vieni sul Mar", do folclore veneziano.
Aliás, ainda sobre a mesma melodia, o radialista Paulo Roberto escreveria, em 1945, nova letra exaltando o estado mineiro ("Lindos campos batidos de sol / ondulando num verde sem fim..."), mantendo o refrão popular ("Ó Minas Gerais / ó Minas Gerais / quem te conhece não esquece jamais...").
http://cifrantiga3.blogspot.com.br/2006/03/conquista-do-ar-santos-dumont.html, Nota "A conquista do ar (Santos Dumont)", postada no Cifrantiga por Everaldo José dos Santos
https://www.youtube.com/watch?v=er2ZS2qRA9I. Vídeo c/ Luciano Pavarotti
https://youtu.be/BT_5h8XrLJ4. Vídeo c/ Renato Teixeira
https://www.letras.mus.br/hinos-de-estados/126612/. Hino de Minas Gerais
Zé Pereira
Em 1846, há um acontecimento que revoluciona o carnaval carioca: o aparecimento do "Zé Pereira" (tocador de bumbo). Para alguns estudiosos, esse era o nome ou apelido dado ao cidadão português José Nogueira de Azevedo Paredes, supostamente o introdutor no Brasil do hábito português de animar a folia carnavalesca ao som de bumbos, zabumbas e tambores, anarquicamente tocados pelas ruas.
A tradição se espalha rapidamente e o sucesso do "Zé Pereira" foi tão grande que, anos mais tarde (1869), uma companhia teatral resolve representá-lo numa paródia da peça teatral francesa "Les pompiers de Nanterre" (Os bombeiros de Nanterre), intitulada "Zé Pereira Carnavalesco", de Larone e Martinaux. O comediante Francisco Correia Vasques incumbe-se em fazer a adaptação da canção de Antonin Louis e Philibert Burani (também intitulada "Les pompiers de Nanterre") e cantá-la na peça. A quadrinha torna-se famosa, sendo cantada até hoje:
E viva o Zé Pereira.http://pt.wikipedia.org/wiki/Z%C3%A9_Pereira. "Zé Pereira", verbete da Wikipédia
Pois a ninguém faz mal
E viva a bebedeira
Nos dias de Carnaval.
http://jornalggn.com.br/blog/lucianohortencio/o-ze-pereira-e-a-quadrilha-francesa-les-pompiers-de-nanterre. Nota "O Zé Pereira e a quadrilha francesa Les Pompiers de Nanterre" de Jairo Severiano, François Germain e Luciano Hortencio, postada por Luciano Hortencio no Jornal GGN
https://youtu.be/mXxJKOtwHEU. Vídeo de "Les pompiers de Nanterre" c/ Léo Peracchi e Orquestra (inserido na postagem)
https://youtu.be/P7oqdp87hk4. Lot 525: Vídeo Rare "Tir des Pompiers de Nanterre" Musical Paper Automaton, c. 1900 (acesso em 05/09/2018: indisponível)
http://v.qiye10000.com/v/XMTU8ND38MDq1OA.html. Vídeo "Lot 604 Rare Tir des Pompiers de Nanterre" Musical Paper Auto (em substituição ao anterior)
Quem parte leva saudades
Em 1941, Emilinha Borba lançou o samba "Quem parte leva saudades", de Francisco Scarambone (pianista, compositor e médico).
Ai, ai, ai, ai, está chegando a hora.É a versão brasileira para "Cielito Lindo", popular canção ranchera escrita em 1882 por Quirino Mendoza y Cortés (1859–1957). Diversos artistas já gravaram esta canção mexicana, como Trío Los Panchos, Pedro Infante, Vicente Fernández, Ana Gabriel e até mesmo cantores de outros países como Luciano Pavarotti.
O dia já vem raiando meu bem
e eu tenho que ir embora.
Ay, ay, ay, ay, canta y no llores,http://pt.wikipedia.org/wiki/Cielito_Lindo. "Cielito Lindo", verbete da Wikipédia
Porque cantando se alegran,
Cielito Lindo, los corazones.
https://www.youtube.com/watch?v=QVQGxFDINng. Vídeo c/ Trío Los Panchos
https://www.youtube.com/watch?v=OCawsDA-fuM. Vídeo-biografia de Emilinha Borba
04 março, 2017
Fones de ouvido - 3
Na versão extrema:
Fones de ouvido: 1 e 2
Sabia que são úteis para enfrentar AS 6 FASES EM SEU NOVO EMPREGO?
Fones de ouvido: 1 e 2
Sabia que são úteis para enfrentar AS 6 FASES EM SEU NOVO EMPREGO?
Um cavalo entra no bar...
Um cavalo entra no bar e pede uma cerveja. O garçom fica em estado de choque: um cavalo de verdade entrou em seu bar, sentou-se ao balcão como uma pessoa, e pediu uma cerveja - em português perfeito!
Ele avisa para o cavalo:
- Sinto muito, senhor, mas eu tenho que falar primeiro com meu gerente.
Então, o garçom vai aos fundos do bar e explica a situação ao gerente. O gerente pensa por um momento e diz :
- Bem, isto é um bar, então vá em frente e sirva-lhe a cerveja. Mas, considerando que ele é um cavalo, ele provavelmente não tem ideia do preço de uma cerveja, então aproveite para cobrá-la a 20 reais.
O garçom volta ao balcão com a cerveja. Lentamente, coloca a cerveja no copo trazido para o cavalo e deixa a conta sobre o balcão.
O cavalo bebe a cerveja, paga a conta e está prestes a sair.
O garçom ainda está confuso com a presença do cavalo no bar. Mas ele não quer correr o risco de ofendê-lo, fazendo perguntas erradas. Assim, ele opta apenas por dar uma deixa.
- Você sabe, nós realmente não atendemos muitos cavalos por aqui...
O cavalo responde:
- Não devia estranhar. Com vocês vendendo cerveja quente, a este preço...
Um táquion entra no bar...
Um romano entra no bar...
Um pato entra no bar...
03 março, 2017
Um voo maravilhoso
Para quem gosta de viajar e voar.
Ponha a tela em full screen e ligue o som. O equipamento, é um Pilatus suíço, concorrente do nosso Tucano da Embraer.
Depois da partida dos Alpes dirigir-se-ão para Oeste indo sobrevoar à baixa altitude o Vale do Loire passando mesmo por cima do Castelo de Chenonceau (sobre o Rio Cher) e, logo em seguida, à vertical dos telhados do Castelo de Chambord.
Caminhando para a Bretanha, ao Norte, vão ver o Mont Saint-Michel e, mais adiante, já na costa atlântica francesa de Albâtre, as brancas formações rochosas na região das falésias de Étretat, com o arco da falésia de Aval, e, pouco depois, sempre em direção a Leste, as praias do desembarque na Normandia e o memorial do cemitério americano da II GM, em Colleville-sur-Mer.
Finalmente, sem se aperceberem, estarão muito próximo do litoral Sul mediterrânico e dos Pireneus orientais sobrevoando no País dos Cátaros, não longe de Carcassonne, as ruínas do Castelo-fortaleza de Peyrepertuse.
Quase a terminar o passeio, próximo de Nimes, serão surpreendidos pelo magnífico aqueduto romano conhecido como ponte sobre o Rio Gard. Gard que é um dos afluentes do Ródano. É que importa não esquecer que, o Lago de Genebra ou Léman, é nem mais nem menos que um lago de passagem do Ródano, o qual antes de atingir o mar banha duas cidades: Lyon e Avignon.
Ponha a tela em full screen e ligue o som. O equipamento, é um Pilatus suíço, concorrente do nosso Tucano da Embraer.
Depois da partida dos Alpes dirigir-se-ão para Oeste indo sobrevoar à baixa altitude o Vale do Loire passando mesmo por cima do Castelo de Chenonceau (sobre o Rio Cher) e, logo em seguida, à vertical dos telhados do Castelo de Chambord.
Caminhando para a Bretanha, ao Norte, vão ver o Mont Saint-Michel e, mais adiante, já na costa atlântica francesa de Albâtre, as brancas formações rochosas na região das falésias de Étretat, com o arco da falésia de Aval, e, pouco depois, sempre em direção a Leste, as praias do desembarque na Normandia e o memorial do cemitério americano da II GM, em Colleville-sur-Mer.
Finalmente, sem se aperceberem, estarão muito próximo do litoral Sul mediterrânico e dos Pireneus orientais sobrevoando no País dos Cátaros, não longe de Carcassonne, as ruínas do Castelo-fortaleza de Peyrepertuse.
Quase a terminar o passeio, próximo de Nimes, serão surpreendidos pelo magnífico aqueduto romano conhecido como ponte sobre o Rio Gard. Gard que é um dos afluentes do Ródano. É que importa não esquecer que, o Lago de Genebra ou Léman, é nem mais nem menos que um lago de passagem do Ródano, o qual antes de atingir o mar banha duas cidades: Lyon e Avignon.
(enviado para postagem por Jaime Nogueira)
Um lugar de honra para Michael
1
Em 1813, Michael Faraday foi nomeado para a Royal Institution como assistente químico de Humphry Davy, a quem sucedeu como Professor de Química em 1820. Desde a idade de 14 anos, em 1805, quando era um aprendiz de encadernador, que Faraday se interessava por ciência. Em 1810, ingressou na City Philosophical Society para participar de palestras e discutir assuntos científicos. O ponto de viragem em sua vida aconteceu em 1812. Um cliente da loja de encadernação deu-lhe quatro bilhetes para ouvir umas palestras de Humphry Davy na Instituição Real. Fascinado pelos tópicos científicos abordados, Faraday tomou notas, que ele levou consigo mais tarde para mostrar a Davy, quando pedia a ele uma posição. Davy o entrevistou, mas não houve abertura naquela momento. Quando uma vaga finalmente ocorreu, em 1813, Davy recordou-se de Faraday e este foi contratado.
http://pballew.blogspot.com.br/2017/03/on-this-day-in-math-march-1.html#links
2
Em 1844, Michael Faraday foi enviado como comissários do governo para realizar um inquérito sobre uma explosão com mortes em uma mina de carvão em Haswell.
Faraday interrogou as testemunhas. Entre muitas indagações, ele perguntou como a taxa de fluxo das correntes de ar era medida.
Em resposta, um inspetor tomou uma pitada de pólvora de uma caixa, como se fosse rapé, e deixou-a cair através da chama de uma vela. Um companheiro, com um relógio, observou o tempo que a fumaça levava para percorrer uma determinada distância e anunciou o resultado.
O cientista deu-se por satisfeito. Mas, comentou sobre o manuseio descuidado da pólvora, e perguntou onde ela ficava guardada.
"Em um saco, firmemente amarrado", foi a resposta.
"Sim, mas onde vocês mantêm o saco?"
"Você está sentado nele", responderam.
Não havia cadeiras no local. E pessoas bem intencionadas tinham oferecido a Michael Faraday o melhor substituto que dispunham para uma almofada.
A agilidade do comissário do governo para desocupar aquele "lugar de honra" dá para imaginar.
http://anengineersaspect.blogspot.com.br/2010/05/fun-anecdotes-about-scientists-found-in.html
3
Preblog – Há outros momentos burlescos na história das grandes invenções. Michael Faraday, o genial físico, certa feita mostrava à rainha Vitória I um artefato magnético que ele havia criado, quando Sua Majestade, a Rainha da Grã-Bretanha e da Irlanda, a Imperatriz das Índias, não sabendo ficar calada, perguntou: "Para que serve a gerigonça?" Ora, Faraday tinha a consciência da importância de seu "rebento" no mundo do porvir e devolveu a inquirição: "Senhora, para que servem os bebês?" A rainha saiu tão agastada do episódio, conta-se, que só conseguiu gerir a loura Albion por 64 anos. Ficou conhecida como Vitória I, a Breve.
http://preblog-pg.blogspot.com.br/2008/06/nova-literatura-brasileira-1984.html
Em 1813, Michael Faraday foi nomeado para a Royal Institution como assistente químico de Humphry Davy, a quem sucedeu como Professor de Química em 1820. Desde a idade de 14 anos, em 1805, quando era um aprendiz de encadernador, que Faraday se interessava por ciência. Em 1810, ingressou na City Philosophical Society para participar de palestras e discutir assuntos científicos. O ponto de viragem em sua vida aconteceu em 1812. Um cliente da loja de encadernação deu-lhe quatro bilhetes para ouvir umas palestras de Humphry Davy na Instituição Real. Fascinado pelos tópicos científicos abordados, Faraday tomou notas, que ele levou consigo mais tarde para mostrar a Davy, quando pedia a ele uma posição. Davy o entrevistou, mas não houve abertura naquela momento. Quando uma vaga finalmente ocorreu, em 1813, Davy recordou-se de Faraday e este foi contratado.
http://pballew.blogspot.com.br/2017/03/on-this-day-in-math-march-1.html#links
2
Em 1844, Michael Faraday foi enviado como comissários do governo para realizar um inquérito sobre uma explosão com mortes em uma mina de carvão em Haswell.
Faraday interrogou as testemunhas. Entre muitas indagações, ele perguntou como a taxa de fluxo das correntes de ar era medida.
Em resposta, um inspetor tomou uma pitada de pólvora de uma caixa, como se fosse rapé, e deixou-a cair através da chama de uma vela. Um companheiro, com um relógio, observou o tempo que a fumaça levava para percorrer uma determinada distância e anunciou o resultado.
O cientista deu-se por satisfeito. Mas, comentou sobre o manuseio descuidado da pólvora, e perguntou onde ela ficava guardada.
"Em um saco, firmemente amarrado", foi a resposta.
"Sim, mas onde vocês mantêm o saco?"
"Você está sentado nele", responderam.
Não havia cadeiras no local. E pessoas bem intencionadas tinham oferecido a Michael Faraday o melhor substituto que dispunham para uma almofada.
A agilidade do comissário do governo para desocupar aquele "lugar de honra" dá para imaginar.
http://anengineersaspect.blogspot.com.br/2010/05/fun-anecdotes-about-scientists-found-in.html
3
Preblog – Há outros momentos burlescos na história das grandes invenções. Michael Faraday, o genial físico, certa feita mostrava à rainha Vitória I um artefato magnético que ele havia criado, quando Sua Majestade, a Rainha da Grã-Bretanha e da Irlanda, a Imperatriz das Índias, não sabendo ficar calada, perguntou: "Para que serve a gerigonça?" Ora, Faraday tinha a consciência da importância de seu "rebento" no mundo do porvir e devolveu a inquirição: "Senhora, para que servem os bebês?" A rainha saiu tão agastada do episódio, conta-se, que só conseguiu gerir a loura Albion por 64 anos. Ficou conhecida como Vitória I, a Breve.
http://preblog-pg.blogspot.com.br/2008/06/nova-literatura-brasileira-1984.html
02 março, 2017
O gato em sua caixa - 2
Este fenômeno (como a maioria dos fenômenos) pode ser representado por uma fórmula matemática.
O gato em sua caixa - 1
"A eficiência irracional da matemática na ciência é um dom que nem compreendemos nem merecemos." ~ Eugene Paul Wigner
O gato em sua caixa - 1
"A eficiência irracional da matemática na ciência é um dom que nem compreendemos nem merecemos." ~ Eugene Paul Wigner
O Conhecimento
Para obter a licença os motoristas de táxi de Londres devem passar por um exame de memória punitivo que inclui 25.000 ruas e todos os negócios importantes com respeito a elas. "The Knowledge" (O Conhecimento) já foi chamado o teste mais difícil do que qualquer outro tipo no mundo, exigindo milhares de horas de estudo e uma série de exames orais progressivamente difíceis, que levam em média quatro anos para ser concluído.
O guia para potenciais taxistas diz:
(Hugo J. Spiers, "Will Self and His Inner Seahorse", in Sebastian Groes, ed., Memory in the Twenty-First Century, 2016.)
Hipocampo: é uma estrutura localizada nos lobos temporais do cérebro humano, considerada a principal sede da memória e importante componente do sistema límbico. Além disso é relacionado com a navegação espacial. Seu nome deriva de seu formato arqueado apresentado em secções coronais do cérebro humano, se assemelhando a um cavalo-marinho (do grego: hippos = cavalo, kampi = curva).
O guia para potenciais taxistas diz:
Para atingir o padrão exigido para ser licenciada como um motorista de táxi "All London" você vai precisar de um conhecimento profundo, principalmente, da área dentro de um raio de seis milhas de Charing Cross. Você precisa saber: todas as ruas; conjuntos habitacionais; parques e espaços abertos; escritórios e departamentos governamentais; centros financeiros e comerciais; instalações diplomáticas; prefeituras; cartórios; hospitais; templos e locais de adoração; estádios de esportes e centros de lazer; escritórios de companhias aéreas; estações; hotéis; clubes; teatros; cinemas; museus; galerias de arte; escolas; faculdades e universidades; delegacias de polícia e sedes de empresas; tribunais civis, penais e cortes de apelação; prisões; e outros locais de interesse para os turistas. Na verdade, você precisa saber de qualquer lugar que um passageiro de táxi possa pedir para ser levado.Curiosamente, os taxistas de Londres possuem um hipocampo que a nenhum motorista comum é dado possuir.
(Hugo J. Spiers, "Will Self and His Inner Seahorse", in Sebastian Groes, ed., Memory in the Twenty-First Century, 2016.)
Hipocampo: é uma estrutura localizada nos lobos temporais do cérebro humano, considerada a principal sede da memória e importante componente do sistema límbico. Além disso é relacionado com a navegação espacial. Seu nome deriva de seu formato arqueado apresentado em secções coronais do cérebro humano, se assemelhando a um cavalo-marinho (do grego: hippos = cavalo, kampi = curva).
01 março, 2017
A Sra. Hora de Greenwich
por David Rooney
O Museu dos Relojoeiros (The Clockmakers' Museum) em Londres é o lar de muitos relógios maravilhosos. Numa de suas vitrines, pode-se ver um relógio de bolso com a aparência modesta e que seria fácil de ser perdido.No entanto, tomou parte em uma história muito perto do meu coração, a história de Ruth Belville, a Sra. Hora de Greenwich (Greenwich Time Lady), cuja biografia escrevi em 2008.
O relógio de bolso em exposição no Museu dos Relojoeiros foi originalmente de propriedade de John Belville, astrônomo sênior do Royal Observatory Greenwich, que o usou entre 1836 e sua morte em 1856, depois de levar com precisão a Hora de Greenwich a uma rede de assinantes em Londres, cada um pagando uma taxa anual para receber uma visita semanal do relógio.
Em 1836, não havia melhor maneira de saber a hora certa no centro de Londres. O relógio de bolso de John Belville era o estado da arte do tempo, proporcionando o tempo com uma precisão de um décimo de segundo.
A história poderia ter terminado com a morte de John Belville em 1856. Por esse tempo, informações de horas por telégrafo começavam a surgir, fornecendo a hora exata para qualquer pessoa com o equipamento certo.
No entanto, muitos dos assinantes de John estavam dispostos a continuar com a tecnologia que conheciam e confiavam. E pediram a sua viúva, Maria, para assumir o seu negócio.
Maria Belville continuou realizando o serviço, com o mesmo relógio, por mais 36 anos, até 1892, quando decidiu se aposentar.
Novamente, o serviço poderia ter terminado ali. Por esse tempo, a hora através do telégrafo era uma tecnologia estabelecida, com empresas comerciais concorrendo pela prestação do serviço. Mas o telégrafo elétrico, embora mais moderno, não era tão preciso nem tão confiável quanto o velho relógio de bolso.
Em minha pesquisa, descobri inúmeras reclamações por escrito sobre o serviço de tempo dos Correios. Parece que a empresa tinha um monte de problemas para manter suas linhas em ordem, enquanto Maria Belville funcionava, semana após semana, regular como um relógio. Assim, quando ela se aposentou, muitos de seus assinantes pediram a sua filha, Ruth, para entrar no negócio da família.
E aqui está a parte mais surpreendente da história. Ruth Belville prosseguiu realizando o mesmo trabalho com o relógio de bolso do século XVIII, a cada semana, por mais de 48 anos.
Durante o reinado de Ruth, transcorreu a era da rádio, com a BBC a transmitir o som do Big Ben desde 1924. E o telégrafo elétrico também estendeu seu alcance e sua confiabilidade.
No entanto, ainda havia um mercado para a tecnologia mais antiga do relógio de bolso. As novas tecnologias não substituem de imediato as mais antigas. Elas podem coexistir por muito mais tempo do que poderíamos supor.
Ruth finalmente se aposentou em 1940, aos 86 anos de idade, quando a Segunda Guerra Mundial tornou impossível que ela continuasse andando pelas ruas com segurança. E o fez com uma grande sensação de melancolia por sentir que o seu tempo havia-se esgotado.
Era o fim de um notável capítulo que durou 104 anos na história da distribuição do tempo e da tecnologia em geral.
Ela faleceu em 1943.
Tradução: PGCS
https://blog.sciencemuseum.org.uk/ruth-belville-the-greenwich-time-lady/
http://www.futilitycloset.com/2016/06/06/podcast-episode-108-greenwich-time-lady/
Ver também: O despertador humano
28 fevereiro, 2017
Google cria ferramenta contra comentários ofensivos
Da Rádio França Internacional - O Google lançou "Perspectiva", uma ferramenta informática baseada na inteligência artificial e que ajudará os meios de comunicação a moderar automaticamente os comentários online, bloqueando as mensagens maliciosas dos "trolls", anunciou o grupo americano.Essa API (interface informática), proposta gratuitamente, permite que os editores criem programas que detectarão as mensagens "tóxicas" antes de sua publicação, determinando eles mesmos o nível de tolerância.
A "Perspectiva" está sendo testada por vários sites, como dos jornais The New York Times e The Guardian e a Wikipedia, com uma aprendizagem automática a partir de mensagens consideradas provocativas ou fora do tema.
O objetivo é facilitar o trabalho das equipes de moderadores, frequentemente sobrecarregadas com o fluxo de comentários injuriosos que impedem manter as conversas em condições normais, algo que levou muitos jornais a fechar suas páginas de comentários.
"Os meios de comunicação querem encorajar as conversas sobre seus conteúdos, mas detectar, entre milhões de comentários, aqueles que os sabotam leva muito tempo, trabalho e dinheiro", ressaltou no blog do Google Jared Cohen, presidente do Jigsaw, que construiu a ferramenta.
03/03/2017 - Só pode comentar quem leu o artigo – nova política de um site norueguês
por Débora Schach
Não é novidade que, inúmeras vezes, a seção de comentários dos sites de notícias é o parque de diversão dos trolls, a terra do non-sense e do bate-boca e o microuniverso da manifestação dos piores sentimentos humanos. Pensando em combater pelo menos alguns desses efeitos – e em incentivar discussões produtivas e construtivas – o site da empresa pública de rádio e televisão da Noruega, a NRK, está testando uma nova forma de controle de sua seção de comentários.Siga lendo esta notícia no Blue Bus
27 fevereiro, 2017
O check-in dos obesos
Durante seis meses, a companhia aérea Hawaiian Airlines pesou cada passageiro, junto com sua bagagem de mão, antes de embarcá-lo num determinado voo da empresa Os passageiros não tinham assentos reservados, sendo acomodados em função da necessidade de distribuir o peso, de maneira adequada, no Boeing 767 da Hawaiian que cobre a rota entre Honolulu e Pago Pago.
A BBC especulou que essa norma teria sido adotada por uma especial preocupação com passageiros oriundos da Samoa Americana, um território situado na Polinésia que ostenta o título de "maior concentração de obesos do mundo".
A queixa de alguns passageiros que se sentiram prejudicados levou o Departamento de Transportes dos Estados Unidos a iniciar uma investigação.
Sabe-se que algumas linhas aéreas, quando se trata de voar em aviões pequenos a hélice, preocupam-se com a distribuição do peso dos passageiros a serem transportados. Mas o procedimento de checar o peso não é feito com uma balança na porta do avião. É na base do "olhômetro" mesmo, o que aliás não gera reclamação contra elas.
A BBC especulou que essa norma teria sido adotada por uma especial preocupação com passageiros oriundos da Samoa Americana, um território situado na Polinésia que ostenta o título de "maior concentração de obesos do mundo".
A queixa de alguns passageiros que se sentiram prejudicados levou o Departamento de Transportes dos Estados Unidos a iniciar uma investigação.
Sabe-se que algumas linhas aéreas, quando se trata de voar em aviões pequenos a hélice, preocupam-se com a distribuição do peso dos passageiros a serem transportados. Mas o procedimento de checar o peso não é feito com uma balança na porta do avião. É na base do "olhômetro" mesmo, o que aliás não gera reclamação contra elas.
26 fevereiro, 2017
Trumpzilla
É público e notório o que Godzilla faz periodicamente com a cidade de Tóquio.
Preocupado com que o mesmo possa também acontecer nos Estados Unidos, caso o lagartão radiativo resolva aparecer por lá, o presidente Donald Trump colocou a frota do Pacífico em estado de alerta máximo por tempo indeterminado.
Além disso, decidiu mandar construir um muro para proteger toda a costa do Pacífico.
"Precisamos ter certeza de que esses ataques não se repetirão por aqui", declarou o presidente para o prestigiado Der Postillon. "Não podemos cometer os mesmos erros do Japão."
Para finalizar o elenco de medidas, Trump anunciou que nos próximos dias assinaria uma ordem executiva restringindo a entrada todo e qualquer réptil no país.
Arquivo
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Antônio Nássara
Carioca e filho de libaneses, Antônio Gabriel Nássara (1910 - 1996) foi desenhista, caricaturista e compositor.
Na década de 1950, Nássara ajudou o jornalista Samuel Wainer a fundar o jornal "Última Hora", no qual manteve uma página dupla e em cores com a crônica do cotidiano do Rio de Janeiro. Em 1974, passou a colaborar com o jornal de humor "O Pasquim". Nesse momento, iniciava-se a segunda fase de sua carreira, em que foi descoberto e admirado por uma geração de caricaturistas mais novos. Permaneceu ali até 1983, com o mesmo humor afiado e traço econômico e certeiro dos primeiros tempos. Segundo o chargista Jaguar (1932), ele fazia "logotipos" das pessoas que retratava.
As charges e caricaturas de Nássara se caracterizam pelas linhas econômicas e formas geometrizadas, em que tudo é redutível a esferas, cones, ovoides combinados entre si. Como notou Millôr Fernandes, Nássara é o "Mondrian do portrait-charge, corrige a natureza fazendo com que as personagens acabem se parecendo com a caricatura". Há em seus desenhos um trabalho de abstração do real, sem que se perca a fisionomia do caricaturado. No entanto, não há interesse pelo exame psicológico dos personagens.
Como compositor, Nássara foi letrista de diversas canções, sobretudo marchinhas de carnaval. Como "Formosa" (com J. Ruy), seu primeiro sucesso (de 1932), "Retiro da saudade" (com Noel Rosa), gravada por Francisco Alves e Carmen Miranda em 1934, a antológica "Alá-lá-ô" (com Haroldo Lobo), "Florisbela" (com Frazão), , "Mundo de zinco" (com Wilson Batista), "Meu consolo é você" (com Roberto Martins), o grande hit "Balzaquiana", que ganhou uma versão para o francês de Michel Simon, e outras.
Em 1956, Nássara criou a capa do disco "Polêmica", da Odeon, dedicado à famosa "briga" entre Noel Rosa e Wilson Batista. Um fato interessante é que ele foi parceiro dos dois compositores daquela polêmica. Como de muitos outros grandes autores da MPB, aliás.
Fonte: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa3203/nassara
Musicograma
Na década de 1950, Nássara ajudou o jornalista Samuel Wainer a fundar o jornal "Última Hora", no qual manteve uma página dupla e em cores com a crônica do cotidiano do Rio de Janeiro. Em 1974, passou a colaborar com o jornal de humor "O Pasquim". Nesse momento, iniciava-se a segunda fase de sua carreira, em que foi descoberto e admirado por uma geração de caricaturistas mais novos. Permaneceu ali até 1983, com o mesmo humor afiado e traço econômico e certeiro dos primeiros tempos. Segundo o chargista Jaguar (1932), ele fazia "logotipos" das pessoas que retratava.
As charges e caricaturas de Nássara se caracterizam pelas linhas econômicas e formas geometrizadas, em que tudo é redutível a esferas, cones, ovoides combinados entre si. Como notou Millôr Fernandes, Nássara é o "Mondrian do portrait-charge, corrige a natureza fazendo com que as personagens acabem se parecendo com a caricatura". Há em seus desenhos um trabalho de abstração do real, sem que se perca a fisionomia do caricaturado. No entanto, não há interesse pelo exame psicológico dos personagens.
Como compositor, Nássara foi letrista de diversas canções, sobretudo marchinhas de carnaval. Como "Formosa" (com J. Ruy), seu primeiro sucesso (de 1932), "Retiro da saudade" (com Noel Rosa), gravada por Francisco Alves e Carmen Miranda em 1934, a antológica "Alá-lá-ô" (com Haroldo Lobo), "Florisbela" (com Frazão), , "Mundo de zinco" (com Wilson Batista), "Meu consolo é você" (com Roberto Martins), o grande hit "Balzaquiana", que ganhou uma versão para o francês de Michel Simon, e outras.
Em 1956, Nássara criou a capa do disco "Polêmica", da Odeon, dedicado à famosa "briga" entre Noel Rosa e Wilson Batista. Um fato interessante é que ele foi parceiro dos dois compositores daquela polêmica. Como de muitos outros grandes autores da MPB, aliás.
Fonte: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa3203/nassara
Musicograma
25 fevereiro, 2017
No chão de uma galeria
Visitantes do Museu de Arte Moderna, em San Francisco, pensaram que seria uma obra pós-moderna.este par de óculos deixado no chão por um rapaz brincalhão, de 17 anos de idade,
Para testar a teoria de que as pessoas olham para qualquer coisa que esteja em um ambiente de galeria e tentam interpretá-la artisticamente, Khayatan havia colocado seus óculos no chão e se afastado para ver o que aconteceria.
Logo, as pessoas começaram a cercá-los, mantendo uma distância segura da "obra" e várias delas até tiraram fotos.
O adolescente tuitou a reação do público, atraindo para o seu relato mais de 45.000 RT.
Pluralia tantum
Óculos é um substantivo masculino plural, sendo óculo a sua forma no singular. Esta forma, contudo, não é comumente utilizada pelos falantes da língua. Assim, a palavra óculos é considerada um caso de pluralia tantum, ou seja, uma palavra utilizada no plural para indicar um único objeto composto por duas partes simétricas. O mesmo ocorre com as palavras calças e binóculos.
O erro na expressão "meu óculos" ocorre porque, erradamente, a palavra óculos é assumida como um substantivo de dois números, que se mantém invariável quer no singular, quer no plural, como pires, ônibus e lápis.
Nos casos de pluralia tantum, também se pode optar pelo uso da expressão um par de. Assim, podemos dizer: um par de óculos, um par de calças, um par de binóculos,…
http://duvidas.dicio.com.br/meus-oculos-ou-meu-oculos/
"Óculos" é representante de um tipo de substantivo que os gramáticos classificam como pluralia tantum, expressão latina que significa "apenas plurais". São palavras que levam o plural em sua formação, embora se refiram a coisas singulares – na verdade, pares simétricos. Além dos óculos, encaixam-se nessa categoria as calças, as cuecas, as tesouras…
A língua popular, especialmente a que se fala no Brasil, não gosta muito de pluralia tantum: afinal, se o objeto é um só, por que não singularizá-lo? A calça, a cueca e a tesoura, no singular, são formas que os falantes encontraram – todas já dicionarizadas e admitidas na língua culta – de driblá-lo.
Por que os óculos tiveram destino diferente? Provavelmente porque, enquanto ninguém imagina a peça de vestuário de um perneta ao ouvir falar em "uma calça", nem a metade inútil de um instrumento cortante ao ler sobre "a tesoura", "o óculo" sugeriria um monóculo, 50% do objeto referido. A solução foi abraçar despudoradamente a discordância numérica: "o óculos".
Erro crasso, sem dúvida. Onde já se viu singularizar o plural? Bom, tudo indica ter sido exatamente o que se deu com o substantivo "pires", que ninguém estranha, mas essa é outra história.
http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/consultorio/meu-oculos-meus-oculos-singular-ou-plural/
Para testar a teoria de que as pessoas olham para qualquer coisa que esteja em um ambiente de galeria e tentam interpretá-la artisticamente, Khayatan havia colocado seus óculos no chão e se afastado para ver o que aconteceria.
Logo, as pessoas começaram a cercá-los, mantendo uma distância segura da "obra" e várias delas até tiraram fotos.
O adolescente tuitou a reação do público, atraindo para o seu relato mais de 45.000 RT.
Pluralia tantum
Óculos é um substantivo masculino plural, sendo óculo a sua forma no singular. Esta forma, contudo, não é comumente utilizada pelos falantes da língua. Assim, a palavra óculos é considerada um caso de pluralia tantum, ou seja, uma palavra utilizada no plural para indicar um único objeto composto por duas partes simétricas. O mesmo ocorre com as palavras calças e binóculos.
O erro na expressão "meu óculos" ocorre porque, erradamente, a palavra óculos é assumida como um substantivo de dois números, que se mantém invariável quer no singular, quer no plural, como pires, ônibus e lápis.
Nos casos de pluralia tantum, também se pode optar pelo uso da expressão um par de. Assim, podemos dizer: um par de óculos, um par de calças, um par de binóculos,…
http://duvidas.dicio.com.br/meus-oculos-ou-meu-oculos/
"Óculos" é representante de um tipo de substantivo que os gramáticos classificam como pluralia tantum, expressão latina que significa "apenas plurais". São palavras que levam o plural em sua formação, embora se refiram a coisas singulares – na verdade, pares simétricos. Além dos óculos, encaixam-se nessa categoria as calças, as cuecas, as tesouras…
A língua popular, especialmente a que se fala no Brasil, não gosta muito de pluralia tantum: afinal, se o objeto é um só, por que não singularizá-lo? A calça, a cueca e a tesoura, no singular, são formas que os falantes encontraram – todas já dicionarizadas e admitidas na língua culta – de driblá-lo.
Por que os óculos tiveram destino diferente? Provavelmente porque, enquanto ninguém imagina a peça de vestuário de um perneta ao ouvir falar em "uma calça", nem a metade inútil de um instrumento cortante ao ler sobre "a tesoura", "o óculo" sugeriria um monóculo, 50% do objeto referido. A solução foi abraçar despudoradamente a discordância numérica: "o óculos".
Erro crasso, sem dúvida. Onde já se viu singularizar o plural? Bom, tudo indica ter sido exatamente o que se deu com o substantivo "pires", que ninguém estranha, mas essa é outra história.
http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/consultorio/meu-oculos-meus-oculos-singular-ou-plural/
O peso do dinheiro
Você já parou para pensar no peso do dinheiro?
Estamos falando do do peso literal de cada nota ou moeda que forma uma fortuna.Podemos citar o peso da maior moeda de ouro já produzida no mundo. Esta preciosidade pesa 99 quilos, mede 50 centímetros de circunferência e 2,5 centímetros de espessura.
A nota do dólar americano pesa cerca de 0.983 gramas.
No Brasil, cada nota pesa em torno de 0,25 gramas, segundo o site da Casa da Moeda. Sendo assim, um volume de 10 mil notas de 100 reais, que corresponde a 1 milhão de reais, pesa 2,5Kg.
Para finalizar, para alcançar o valor de 1 trilhão de dólares, por exemplo, são necessárias 10 bilhões de notas de 100 dólares, que alcançam um peso de cerca de 10 mil toneladas de dinheiro.
Lembrando que a nota de 100 dólares pesa aproximadamente 1 grama.
Para imprimir 1 trilhão de dólares em cédulas de 100 é preciso derrubar 240 mil árvores.
www.agkcorretora.com.br (enviado por Jaime Nogueira)
24 fevereiro, 2017
Carnaval político
Vídeos com quatro marchinhas que estão viralizando na internet. O blog EM deseja que o seu carnaval fique mais triste alegre.
O porquinho-da-índia
Não é porquinho nem veio da Índia. Eles são roedores da família Caviidae e o nome "índia' deve-se ao fato de originalmente provirem das chamadas "Índias Ocidentais" (atual continente americano), onde alguns povos andinos, no período da colonização, os criavam para deles se alimentarem. Atualmente, em alguns países — como o Peru —, ainda existe essa tradição, sendo um prato típico e apreciado na culinária local.
Os europeus tomaram contato com este animal desde o século XVI, ao atingirem os domínios do Império Inca. Ao chegarem à Espanha, os porquinhos-da-índia tornaram-se moda, vindo a espalhar-se por toda a Europa como animais de estimação.
Lembrando-se do tempo em que foi criança, Manuel Bandeira dedicou a seu porquinho-da-índia de estimação este poema:
Azulejo - Geralmente não é azul.
Clorofila - Não apresenta o átomo do cloro na molécula.
Micose fungóide - Não é doença causada por fungo, apesar do que os nomes (os dois) possam sugerir.
Abreviatura - O tamanho do nome leva a pensar em algo grande.
Fósforo - Não está nos palitos e sim na lixa da caixa.
...
Os europeus tomaram contato com este animal desde o século XVI, ao atingirem os domínios do Império Inca. Ao chegarem à Espanha, os porquinhos-da-índia tornaram-se moda, vindo a espalhar-se por toda a Europa como animais de estimação.
Lembrando-se do tempo em que foi criança, Manuel Bandeira dedicou a seu porquinho-da-índia de estimação este poema:
Quando eu tinha seis anosOutros equívocos relacionados com a nomeação dos seres reais e abstratos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele prá sala
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
- O meu porquinho-da-índia foi minha primeira namorada.
Azulejo - Geralmente não é azul.
Clorofila - Não apresenta o átomo do cloro na molécula.
Micose fungóide - Não é doença causada por fungo, apesar do que os nomes (os dois) possam sugerir.
Abreviatura - O tamanho do nome leva a pensar em algo grande.
Fósforo - Não está nos palitos e sim na lixa da caixa.
...
23 fevereiro, 2017
Pedindo perdão
FILHO: Pai, eu pretendo me casar.
PAI: Primeiro, diga "perdoe-me".
FILHO: Por quê?
PAI: Diga "perdoe-me".
FILHO: Mas por quê? Que eu fiz?
PAI: Apenas diga "perdoe-me".
FILHO: Mas... que eu fiz de errado?
PAI: Diga "perdoe-me".
FILHO: Por quê???
PAI: Diga "perdoe-me"!
FILHO: Por favor, diga-me o porquê.
PAI: Vamos, diga "perdoe-me"...
FILHO: OK, pai... Perdoe-me.
PAI: Isso! Você realizou seu treinamento. Quando você aprende a pedir perdão por qualquer coisa, você está preparado para casar.
http://www.myconfinedspace.com/2016/01/31/marriage-training/
PAI: Primeiro, diga "perdoe-me".
FILHO: Por quê?
PAI: Diga "perdoe-me".
FILHO: Mas por quê? Que eu fiz?
PAI: Apenas diga "perdoe-me".
FILHO: Mas... que eu fiz de errado?
PAI: Diga "perdoe-me".
FILHO: Por quê???
PAI: Diga "perdoe-me"!
FILHO: Por favor, diga-me o porquê.
PAI: Vamos, diga "perdoe-me"...
FILHO: OK, pai... Perdoe-me.
PAI: Isso! Você realizou seu treinamento. Quando você aprende a pedir perdão por qualquer coisa, você está preparado para casar.
http://www.myconfinedspace.com/2016/01/31/marriage-training/
O mapa da situação
O dr. Sten Grillner é pesquisador do Departamento de Neurociências do Instituto Karolinska, na Suécia. Estudando como o cérebro processa informações e controla os olhos, Grillner e outros pesquisadores confirmaram que uma área chamada quadrigemina corpora, que fica situada no mesencéfalo de todos nós, vertebrados, é a responsável por isso.
O estudo foi realizado em lampreias, um peixe pequeno pouco evoluído e que está próximo da forma dos primeiros vertebrados.
A quadrigemina corpora contém uma rede complexa de neurônios que controlam os movimentos da cabeça e dos olhos. Informações de diferentes partes chegam e são ali organizadas para criar um mapa do que está ocorrendo.
É o mapa da situação.
Fonte
Uråldrigt område i hjärnan styr ögonrörelser (Antiga área do cérebro controla os movimentos dos olhos). Publicado a 16 de setembro de 2016 em eLife online (doi: 10.7554/eLife.16472)
O estudo foi realizado em lampreias, um peixe pequeno pouco evoluído e que está próximo da forma dos primeiros vertebrados.
A quadrigemina corpora contém uma rede complexa de neurônios que controlam os movimentos da cabeça e dos olhos. Informações de diferentes partes chegam e são ali organizadas para criar um mapa do que está ocorrendo.
É o mapa da situação.
Fonte
Uråldrigt område i hjärnan styr ögonrörelser (Antiga área do cérebro controla os movimentos dos olhos). Publicado a 16 de setembro de 2016 em eLife online (doi: 10.7554/eLife.16472)
22 fevereiro, 2017
O pensamento de FH analisado por MF. Conclusão
LIÇÃO TERCEIRA
Há vezes, e não são poucas, em que FhC atinge níveis insuperáveis.
Vejam, pra terminar esta pequena explanação, este pequeno trecho ainda escolhido ao acaso.
Eu sei, eu sei — os defensores de FhC, a máfia de beca, dirão que o acaso está contra ele. Mas leiam:
Formulou o enfoque como análise!
É demais! É demais! E sei que o vosso sábio governando, nosso FhC, espécie de Sarney barroco-rococó, poderia ir ainda mais longe.
Poderia analisar a fórmula como enfoque.
Ou enfocar a análise como fórmula.
É evidente que só não o fez em respeito à simplicidade de estilo.
Tópico avulso sobre imodéstia e pequenos disparates do eremita preferido dos Mamonas Assassinas.
Vaidade todos vocês têm, não é mesmo? Mas há vaidades doentias, como as das pessoas capazes de acordar às três da manhã para falar dois minutos num programa de tevê visto por exatamente mais ou menos ninguém.
Há vaidades patológicas, como as de Madonas e Reis do Roque, só possíveis em sociedades que criaram multidões patológicas.
Mas há vaidades indescritíveis.
Vaidade em estado puro, sem retoque nem disfarce, tão vaidade que o vaidoso nem percebe que tem, pois tudo que infla sua vaidade é para ele coisa absolutamente natural. Quem é supremamente vaidoso, se acha sempre supremamente modesto.
Esse ser existe materializado em FhC (superlativo de PhD). Um umbigo delirante.
O que me impressiona é que esse homem, que escreve mal — se aquilo é escrever bem o meu poodle é bicicleta — e fala pessimamente — seu falar é absolutamente vazio, as frases se contradizem entre si, quando uma frase não se contradiz nela mesma, é considerado o maior sociólogo brasileiro.
Nunca vi nada que ele fizesse (Dependência e Desenvolvimento na América Latina, livro que o elevou à glória, é apenas um Brejal dos Guajas, mais acadêmico) e dissesse que não fosse tolice primária.
“Também tenho um pé na cozinha”, “(os brasileiros) são todos caipiras”, “(os aposentados) são uns vagabundos”, “(o Congresso) precisa de uma assepsia”, “Ser rico é muito chato”, “Todos os trabalhadores deviam fazer checape”, “Não vou transformar isso (a moratória de Itamar) num fato político”. “Isso (a violência, chamada de Poder Paralelo) é uma anomia”. E por aí vai.
Pra não lembrar o vergonhoso passado, quando sentou na cadeira da prefeitura de São Paulo, antes de ser derrotado por Jânio Quadros, segundo ele “um fantasma que não mete mais medo a ninguém”.
Eleito prefeito, no dia seguinte Jânio Quadros desinfetou a cadeira com uma bomba de Flit.
E, sempre que aproxima mais o país do abismo no qual, segundo a retórica política, o Brasil vive, esse FhC (superlativo de PhD) corre à televisão e deita a fala do trono, com a convicção de que, mais do que nunca, foi ele, the king of the black sweetmeat made of coconuts (o rei da cocada preta), quem conduziu o Brasil à salvação definitiva e à glória eterna.
E que todos querem ouvi-lo mais uma vez no Hosana e na Aleluia. Haja!
LIÇÃO SEGUNDA
Há vezes, e não são poucas, em que FhC atinge níveis insuperáveis.
Vejam, pra terminar esta pequena explanação, este pequeno trecho ainda escolhido ao acaso.
Eu sei, eu sei — os defensores de FhC, a máfia de beca, dirão que o acaso está contra ele. Mas leiam:
“É oportuno assinalar aqui que a influência dos livros como o de Talcot Parsons, The Social System, Glencoe, The Free Press, 1951, ou o de Roberto K. Merton, Social Theory and Social Structure, Glencoe, The Free press, 1949, desempenharam um papel decisivo na formulação desse tipo de análise do desenvolvimento. Em outros autores enfatizaram-se mais os aspectos psicossociais da passagem do tradicionalismo para o modernismo, como em Everett Hagen, On the Theory of Social Change, Homewood, Dorsey Press, 1962, e David MacClelland, The Achieving Society, Princeton, Van Nostrand, 1961. Por outro lado, Daniel Lemer, em The Passing of Traditional Society: Modernizing the Middle East, Glencoe, The Free Press, 1958, formulou em termos mais gerais, isto é, não especificamente orientados para o problema do desenvolvimento, o enfoque do tradicionalismo e do modernismo como análise dos processos de mudança social”.Amigos, não é genial? Vou até repetir pra vocês gozarem (no bom sentido) melhor: “formulou (em termos mais gerais, isto é, não especificamente orientados para o problema do desenvolvimento) o enfoque (do tradicionalismo e do modernismo) como análise (dos processos de mudança social)”.
Formulou o enfoque como análise!
É demais! É demais! E sei que o vosso sábio governando, nosso FhC, espécie de Sarney barroco-rococó, poderia ir ainda mais longe.
Poderia analisar a fórmula como enfoque.
Ou enfocar a análise como fórmula.
É evidente que só não o fez em respeito à simplicidade de estilo.
Tópico avulso sobre imodéstia e pequenos disparates do eremita preferido dos Mamonas Assassinas.
Vaidade todos vocês têm, não é mesmo? Mas há vaidades doentias, como as das pessoas capazes de acordar às três da manhã para falar dois minutos num programa de tevê visto por exatamente mais ou menos ninguém.
Há vaidades patológicas, como as de Madonas e Reis do Roque, só possíveis em sociedades que criaram multidões patológicas.
Mas há vaidades indescritíveis.
Vaidade em estado puro, sem retoque nem disfarce, tão vaidade que o vaidoso nem percebe que tem, pois tudo que infla sua vaidade é para ele coisa absolutamente natural. Quem é supremamente vaidoso, se acha sempre supremamente modesto.
Esse ser existe materializado em FhC (superlativo de PhD). Um umbigo delirante.
O que me impressiona é que esse homem, que escreve mal — se aquilo é escrever bem o meu poodle é bicicleta — e fala pessimamente — seu falar é absolutamente vazio, as frases se contradizem entre si, quando uma frase não se contradiz nela mesma, é considerado o maior sociólogo brasileiro.
Nunca vi nada que ele fizesse (Dependência e Desenvolvimento na América Latina, livro que o elevou à glória, é apenas um Brejal dos Guajas, mais acadêmico) e dissesse que não fosse tolice primária.
“Também tenho um pé na cozinha”, “(os brasileiros) são todos caipiras”, “(os aposentados) são uns vagabundos”, “(o Congresso) precisa de uma assepsia”, “Ser rico é muito chato”, “Todos os trabalhadores deviam fazer checape”, “Não vou transformar isso (a moratória de Itamar) num fato político”. “Isso (a violência, chamada de Poder Paralelo) é uma anomia”. E por aí vai.
Pra não lembrar o vergonhoso passado, quando sentou na cadeira da prefeitura de São Paulo, antes de ser derrotado por Jânio Quadros, segundo ele “um fantasma que não mete mais medo a ninguém”.
Eleito prefeito, no dia seguinte Jânio Quadros desinfetou a cadeira com uma bomba de Flit.
E, sempre que aproxima mais o país do abismo no qual, segundo a retórica política, o Brasil vive, esse FhC (superlativo de PhD) corre à televisão e deita a fala do trono, com a convicção de que, mais do que nunca, foi ele, the king of the black sweetmeat made of coconuts (o rei da cocada preta), quem conduziu o Brasil à salvação definitiva e à glória eterna.
E que todos querem ouvi-lo mais uma vez no Hosana e na Aleluia. Haja!
Millôr Fernandes
LIÇÃO PRIMEIRALIÇÃO SEGUNDA
A Arca de Kentucky
"Quando vier o fim do mundo, eu quero estar em Kentucky porque tudo lá acontece 25 anos depois que acontece em qualquer outro lugar." – Mark Twain
Uma grande réplica de um barco incompatível com a navegação, construída com peças de metal produzidas pela engenharia de precisão e com madeira cortada a serra elétrica, com o material entregue no local de construção por caminhões movidos a combustível fóssil, que foi montada inteiramente sobre uma base fixa na terra por um exército de operários que manusearam ferramentas elétricas, escavadoras e gruas, a qual nunca vai ser levada para a água, com as réplicas dos animais expostas em terra seca e não a bordo (vão se afogar se houver uma inundação!), e dispondo ainda de uma loja que vende réplicas de dinossauros feitas na China – esta é a Arca de Kentucky.
BEM-VINDOS AO "ILUMINADO" SÉCULO XXI
EM QUE PESSOAS HONESTAMENTE ACREDITAM QUE ISTO NÃO ACONTECEU
E HONESTAMENTE ACREDITAM
QUE ISTO ACONTECEU
THE ARK ENCOUNTER IS A MONUMENT TO MAN’S STUPIDITY, American NewsX
Uma grande réplica de um barco incompatível com a navegação, construída com peças de metal produzidas pela engenharia de precisão e com madeira cortada a serra elétrica, com o material entregue no local de construção por caminhões movidos a combustível fóssil, que foi montada inteiramente sobre uma base fixa na terra por um exército de operários que manusearam ferramentas elétricas, escavadoras e gruas, a qual nunca vai ser levada para a água, com as réplicas dos animais expostas em terra seca e não a bordo (vão se afogar se houver uma inundação!), e dispondo ainda de uma loja que vende réplicas de dinossauros feitas na China – esta é a Arca de Kentucky.
BEM-VINDOS AO "ILUMINADO" SÉCULO XXI
EM QUE PESSOAS HONESTAMENTE ACREDITAM QUE ISTO NÃO ACONTECEU
E HONESTAMENTE ACREDITAM
QUE ISTO ACONTECEU
THE ARK ENCOUNTER IS A MONUMENT TO MAN’S STUPIDITY, American NewsX
21 fevereiro, 2017
Cinco pássaros
Deixa ver se eu acerto:
Três pássaros | Ginástica (localizada) para pássaros | Twitter x Galvão
QUATRO FÊMEAS E UM MACHO?!
Três pássaros | Ginástica (localizada) para pássaros | Twitter x Galvão
Trianguleno, a molécula esquiva
Em 1950, o químico tcheco Erich Clar previu a criação de uma molécula triangular perfeita com hidrocarbonetos. Nascia a ideia do trianguleno, um composto lendário que ninguém era capaz de sintetizar. O problema é que o trianguleno, sendo formado por seis moléculas de benzeno, em sua configuração triangular apresentava dois elétrons livres que reagiam imediatamente com qualquer outro átomo. Assim que a molécula era criada se autodestruía.
Finalmente, utilizando-se de uma abordagem diferente, uma equipe de pesquisadores da IBM Research conseguiu criar o trianguleno. O resultado é uma molécula ainda instável, e que apresenta propriedades únicas.
A descoberta terá de ser revista por outros pesquisadores, mas apenas a técnica que foi usada para criar a trianguleno já será útil para tentar sintetizar outros compostos considerados impossíveis até agora.
Extraído de Scientists have created a long-fabled triangle-shaped molecule in the lab, em Science Alert
Finalmente, utilizando-se de uma abordagem diferente, uma equipe de pesquisadores da IBM Research conseguiu criar o trianguleno. O resultado é uma molécula ainda instável, e que apresenta propriedades únicas.
A descoberta terá de ser revista por outros pesquisadores, mas apenas a técnica que foi usada para criar a trianguleno já será útil para tentar sintetizar outros compostos considerados impossíveis até agora.
Extraído de Scientists have created a long-fabled triangle-shaped molecule in the lab, em Science Alert
20 fevereiro, 2017
O capitão do mato
![]() |
| Rugendas, 1823 - WIKIPÉDIA |
O artista alemão Rugendas, viajando no Brasil em 1822-25, retratou um capitão do mato negro (de alma branca), montado a cavalo e conduzindo um negro fugitivo para ser "imparcialmente" julgado na Casa Grande.
Nos últimos anos do regime da escravidão, em 1887-88, quando os escravos fugiam em massa das fazendas da Província de São Paulo, os chefes do Exército, ainda gozando do prestígio de combatentes da guerra do Paraguai, recusaram-se a assumir a desprezível função.
02/04/2017 - Atualizando ...
Os que acreditam que a terceirização trará aumento do número de empregos devem ser lembrados de que, durante o período escravagista no Brasil, por 350 anos, os escravos viveram em regime de pleno emprego desfrutando de um único direito trabalhista – o de morrer. In: Oficina de Concertos Gerais e Poesia
Discurso, piada e jeton
José Lins do Rego foi o primeiro a quebrar uma regra da Academia Brasileira de Letras, em 1955.
Em vez de elogiar o antecessor, como seria de costume, disse que Ataulfo de Paiva não poderia ter ocupado a cadeira por faltar-lhe vocação.
Jorge Amado, para autorizar a adaptação de "Gabriela" para a TV, impôs que o papel principal fosse dado a Sônia Braga. "Por quê?", perguntavam os jornalistas, Jorge respondeu: "O motivo é simples: nós somos amantes." Ficou todo mundo de boca aberta. O clima ficou mais pesado quando Sônia apareceu. Mas ele se levantou e, muito formal disse: "Muito prazer, encantado." Era piada. Os dois nem se conheciam até então.
Há muitos anos, um imortal da Academia Mineira de Letras reclamava do jeton de duzentos cruzeiros, que ele achava muito pequeno.
– Precisamos dar um jeito nisso! Duzentos cruzeiros é uma vergonha! Ou quinhentos cruzeiros ou nada!
Prontamente, um colega prudentemente reagiu:
– Pera lá: ou quinhentos cruzeiros ou duzentos mesmo.
Em vez de elogiar o antecessor, como seria de costume, disse que Ataulfo de Paiva não poderia ter ocupado a cadeira por faltar-lhe vocação.
Jorge Amado, para autorizar a adaptação de "Gabriela" para a TV, impôs que o papel principal fosse dado a Sônia Braga. "Por quê?", perguntavam os jornalistas, Jorge respondeu: "O motivo é simples: nós somos amantes." Ficou todo mundo de boca aberta. O clima ficou mais pesado quando Sônia apareceu. Mas ele se levantou e, muito formal disse: "Muito prazer, encantado." Era piada. Os dois nem se conheciam até então.
Há muitos anos, um imortal da Academia Mineira de Letras reclamava do jeton de duzentos cruzeiros, que ele achava muito pequeno.
– Precisamos dar um jeito nisso! Duzentos cruzeiros é uma vergonha! Ou quinhentos cruzeiros ou nada!
Prontamente, um colega prudentemente reagiu:
– Pera lá: ou quinhentos cruzeiros ou duzentos mesmo.
19 fevereiro, 2017
Futebol veicular
Este goleiro só tem um braço mas é bom que só.
No demolition soccer o goleiro é apropriadamente chamado de abre-valas.
No demolition soccer o goleiro é apropriadamente chamado de abre-valas.
A Calçada do Gigante
É a designação dada a um conjunto de aproximadamente 40 000 colunas de basalto, encaixadas como se formassem uma enorme calçada de pedras gigantescas, formadas pela disjunção de uma grande massa de lava basáltica,proveniente de uma erupção vulcânica, ocorrida há cerca de 60 milhões de anos.
Os topos das colunas parecem com um piso de pedras, estendendo-se do sopé das falésias até o mar, onde desaparecem. Embora a maioria das colunas seja hexagonal, algumas têm 4, 5, 7 ou 8 lados. As colunas mais altas medem cerca de 12 metros de altura.
A formação está localizada na costa da Irlanda do Norte, acerca de 3 quilômetros ao norte da vila de Bushmills, no condado de Antrim. Foi declarada como Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - UNESCO, em 1986, sob o nome de "Calçada do Gigante e sua Costa", e como Reserva Natural, em 1987.
A Lenda
Segundo uma lenda irlandesa um gigante chamado Finn MacCool queria enfrentar numa luta um gigante escocês chamado Benandonner, mas havia um problema: não existia uma embarcação com tamanho suficiente para atravessar o mar e levar um ao encontro do outro. A lenda diz que MacCool resolveu o problema construindo uma calçada que ligava os dois lados, usando enormes colunas de pedra. O gigante escocês aceitou o desafio e viajou pela calçada ate à Irlanda. Ele era mais forte e maior do que MacCool. Percebendo isso, a esposa de Finn MacCool, de forma muito perspicaz decidiu vestir seu marido gigante como um bebé. Quando Benandonner chegou à casa dos dois e viu o bebé, pensou: "Se o bebê é deste tamanho, imagine-se o pai!”, e fugiu correndo de volta para a Escócia. Para ter certeza de que não seria perseguido por Finn MacCool, ele destruiu a estrada enquanto corria, restando apenas as pedras que agora formam a Calçada do Gigante.
Ver também:
Formações rochosas
Os topos das colunas parecem com um piso de pedras, estendendo-se do sopé das falésias até o mar, onde desaparecem. Embora a maioria das colunas seja hexagonal, algumas têm 4, 5, 7 ou 8 lados. As colunas mais altas medem cerca de 12 metros de altura.
A formação está localizada na costa da Irlanda do Norte, acerca de 3 quilômetros ao norte da vila de Bushmills, no condado de Antrim. Foi declarada como Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - UNESCO, em 1986, sob o nome de "Calçada do Gigante e sua Costa", e como Reserva Natural, em 1987.
A Lenda
Segundo uma lenda irlandesa um gigante chamado Finn MacCool queria enfrentar numa luta um gigante escocês chamado Benandonner, mas havia um problema: não existia uma embarcação com tamanho suficiente para atravessar o mar e levar um ao encontro do outro. A lenda diz que MacCool resolveu o problema construindo uma calçada que ligava os dois lados, usando enormes colunas de pedra. O gigante escocês aceitou o desafio e viajou pela calçada ate à Irlanda. Ele era mais forte e maior do que MacCool. Percebendo isso, a esposa de Finn MacCool, de forma muito perspicaz decidiu vestir seu marido gigante como um bebé. Quando Benandonner chegou à casa dos dois e viu o bebé, pensou: "Se o bebê é deste tamanho, imagine-se o pai!”, e fugiu correndo de volta para a Escócia. Para ter certeza de que não seria perseguido por Finn MacCool, ele destruiu a estrada enquanto corria, restando apenas as pedras que agora formam a Calçada do Gigante.
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Formações rochosas
18 fevereiro, 2017
Escritores e tradutores
"Os escritores fazem as literaturas nacionais e os tradutores fazem a literatura universal. Sem os tradutores, os escritores não seríamos nada, estaríamos condenados a viver encerrados na nossa língua." (José Saramago, extraído do site da Fundação José Saramago)Sobre os escritores em língua portuguesa mais traduzidos, segundo o Observatório da Língua Portuguesa #Saramago pic.twitter.com/kGH7fQhbLp— Fundação J. Saramago (@FJSaramago) 27 de setembro de 2016
Um óbice: Serenata sintética.
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