29 maio, 2026

Mulher de 30 e Homem de 30

Dos vinte aos trinta, quem eu quiser; dos trinta aos quarenta, quem me quiser... 
Provérbio

Mulher de Trinta
Compositor: Luís Antônio (nome artístico)
Intérprete: Miltinho
Você, mulher / Que já viveu, que já sofreu / Não minta / Um triste adeus, nos olhos seus / A gente vê, mulher de trinta.
http://youtu.be/03IuPyCrcOQ?si=gXCY4mo-ytcrXL-7

Homem de Trinta 
Sérgio Sampaio
Álbum "Sinceramente"
Eu me desenho, amor / Como se pinta / Um quadro novo com o brilho e a cor / De todo homem de trinta.
https://youtu.be/aB80YLzDhqs?si=-dAtujfkrBUIN-9P
Sérgio Sampaio é também o autor de "Eu quero é botar meu bloco na rua".

28 maio, 2026

Tridente


O Brasão de Armas da Ucrânia (conhecido como Tryzub; em português,"'Tridente") apresenta as mesmas cores encontradas na bandeira ucraniana: um escudo de fundo azul com um tridente amarelo.
A utilização deste símbolo foi suplantada a partir do século XI pela tradição cristã de utilizar as imagens de santos (principalmente São Jorge, considerado protetor da família), e mais tarde por simbologia heráldica dos cossacos ou imagens culturais. 
O tridente só foi pensado como um símbolo nacional em 1917, quando um dos mais proeminentes historiadores ucranianos, Mykhailo Hrushevsky, propôs a sua adoção. Em 22 de Março de 1918, a Verkhovna Rada (Conselho Central) aprovou-o como o brasão de armas da então fugaz República Nacional da Ucrânia. Fonte: Ukraine World

27 maio, 2026

ARGUMENTUM EX SILENTIO

Frances Wood baseou seu controverso livro "Marco Polo foi à China?" num argumento pelo silêncio. Ao argumentar que Marco Pólo (gravura)jamais foi até à China e que ele teria apenas inventado seu relato. Baseando-se na falta de elementos que deixa de citar, como o chá, a Grande Muralha da China e a prática de amarrar os pés das moças (pés de lótus). Ela argumentou que nenhum estrangeiro que tivesse passado quinze anos na China teria deixado de perceber e de relatar estes elementos. A maior parte dos historiadores, porém,discorda da sinóloga.

26 maio, 2026

Novo teste de embriaguez

Um homem é parado na estrada por estar com o farol quebrado. O policial olha para dentro do carro e vê uma coleção de facas no banco de trás.
– Senhor, por que todas essas facas? – pergunta.
– São para o meu número de malabarismo – ele responde.
– Prove – diz o policial.
O homem sai do carro e faz malabarismo com as facas.
Nisso, dois homens passam de carro.
– Puxa – diz um deles –, ainda bem que parei de beber. Esses novos testes de embriaguez estão cada vez mais difíceis.
(http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=15966)

25 maio, 2026

Dois homens, duas toalhas...

Dois homens, duas toalhas e música! Isso é tudo de que eles precisam para fazer o público rir.

Todo dia 25 de maio os fãs da série "O guia do mochileiro das galáxias", do autor britânico Douglas Adams, comemoram o Dia da Toalha. A série de cinco livros conta a história de Arthur Dent e seus amigos em aventuras pelo espaço, e a toalha é um item essencial para esses viajantes. Por isso, durante todo esse dia, os fãs carregam uma toalha com eles. Alguns usam como uma capa, outros como um turbante, o importante é carregá-la todo o tempo e, claro, postar fotos nas redes sociais. ou vídeos nos blogues.

O Dia da Toalha em 2016 e 2019.

24 maio, 2026

"Tira os óculos e recolhe o homem"

Moreira da Silva - Jards Macalé
Quis apelar para o bom-senso do delegado
Ele não atendeu:
-Você vai ser é enquadrado. Tira os óculos e recolhe o homem  
Fecha o cadeado, incomunicabilidade com ele!

http://youtu.be/xglkQWLXVEI?si=G9gG94fyoAg-VRTq
Moreira explica:
Tira os óculos (para não tentar cortar os pulsos na carceragem).

23 maio, 2026

O medalhista olímpico mais velho de todos os tempos

Aos 72 anos, o atirador esportivo Oscar Swahn representou a Suécia, nos Jogos Olímpicos de 1920 em Antuérpia, na Bélgica. Esta foi a terceira participação de Swahn, que também competiu nos Jogos Olímpicos de 1908 e 1912 (os jogos de 1916 não aconteceram).
Swahn era um atirador de elite com rifle. 

Ele ganhou medalhas nestas três competições:

Ouro (Londres, 1908) Individual
Ouro (Londres, 1908) Equipe
Ouro (Estocolmo, 1912) Equipe

Prata (Antuérpia, 1920)
Prata (Londres, 1908)

Bronze (Londres, 1908)
Bronze (Estocolmo, 1912)

22 maio, 2026

O ponto de não retorno do pepino

"É de pequenino que se torce o pepino" trata-se de um ditado popular de origem portuguesa, com registros desde o século XVII, que significa que a educação, valores e hábitos de uma pessoa devem ser moldados desde a infância, quando ainda é mais fácil corrigir comportamentos e ensinar virtudes.

"O ponto de não retorno (ou tipping point)" é um limiar crítico a partir do qual um sistema sofre mudanças drásticas e irreversíveis, entrando em um novo estado de equilíbrio do qual não consegue mais retornar às condições originais, mesmo que as causas iniciais do dano sejam interrompidas.

A junção da expressão com o ditado é para significar que a, partir de um certo ponto que o pepino (ou que o menino) alcance, não será mais possível corrigir os desvios verificáveis.

(Não conheço o fedelho. A foto meramente ilustrativa.)

21 maio, 2026

O valor da individualidade

por Nelson José Cunha
Este vídeo é uma pequena, mas poderosa alegoria da condição humana.
Um grupo de pessoas aguarda em uma sala. Sempre que um sinal sonoro toca, todos se levantam. Uma mulher recém-chegada observa a cena sem entender o motivo. Nos primeiros momentos, permanece sentada. Logo, porém, começa a se levantar também - não por compreender a razão, mas simplesmente porque o grupo o faz.
Gradualmente, as pessoas vão saindo da sala. No final, ela fica sozinha. Ainda assim, continua obedecendo ao sinal. A regra perdeu o sentido, mas o hábito permaneceu.
O experimento revela uma das forças mais profundas da vida social: a tendência humana à conformidade.
O psicólogo Solomon Asch* demonstrou, em seus experimentos clássicos, que indivíduos perfeitamente racionais eram capazes de negar o que viam com os próprios olhos apenas para não contrariar o grupo. Stanley Milgram* mostrou até onde pessoas comuns podem chegar quando obedecem automaticamente a uma autoridade. Gustave Le Bon*, em sua análise das multidões, observou que o indivíduo frequentemente perde parte do senso crítico ao se dissolver no coletivo.
É assim que as culturas se perpetuam - e nem sempre isso é ruim. A civilização humana só existe porque aprendemos a transmitir conhecimentos, hábitos e valores de geração em geração. A imitação é uma ferramenta poderosa de sobrevivência. Nenhuma criança reinventaria sozinha a linguagem, as normas sociais ou as técnicas essenciais à vida
. O problema surge quando herdamos comportamentos sem jamais submetê-los à reflexão crítica.
É nesse terreno fértil que nascem preconceitos, idolatrias, consumismos vazios, modismos passageiros e crenças repetidas de forma mecânica. Muitas vezes defendemos ideias que nunca examinamos de verdade. Compramos o que não precisamos. Desejamos o que os outros desejam. Rejeitamos pessoas porque fomos ensinados a rejeitá-las. Não pensamos; apenas reproduzimos.
A dúvida, portanto, não é uma ameaça à civilização. É um instrumento de maturidade.
René Descartes* transformou a dúvida em método filosófico. John Stuart Mill* defendeu a individualidade como condição essencial para o progresso humano.
Sem pessoas dispostas a questionar os consensos, a sociedade se reduz a mera repetição.
Talvez a verdadeira liberdade comece exatamente aí: no instante em que alguém tem a coragem de perguntar “por quê?” antes de simplesmente se levantar junto com todos os outros.
Referências citadas:
*Solomon Asch – Experimentos de conformidade
*Stanley Milgram – Experimento de obediência à autoridade
*Gustave Le Bon – Psicologia das multidões
*René Descartes – Método da dúvida
*John Stuart Mill – Defesa da individualidade e da liberdade de pensamento

20 maio, 2026

O roubo de um dólar

A complexidade em conseguir tratar problemas de saúde gratuitamente afetou James Verone. Em 2011, na época com 59 anos, ele decidiu arriscar sua liberdade para conseguir um diagnóstico médico — e, posteriormente, um procedimento especializado.
Suspeitando de que estava sendo acometido por um câncer, James colocou seu plano em prática. Era junho de 2011, quando o americano entrou em um banco na Carolina do Norte, Estados Unidos, e entregou um bilhete para uma das atendentes do caixa.
No papel, havia um pedido curioso: Verone queria apenas um dólar: era esta sua estratégia para acabar atrás das grades. Quando a funcionária do banco avisou que iria chamar as autoridades, o ladrão se mostrou calmo e apenas aguardou a chegada das viaturas. “Eu disse para o atendente que esperaria pela polícia. Queria deixar claro que não cometi o crime por razões financeiras, mas por razões médicas”, contou o homem em uma entrevista.
Capturado, Verone tinha duas possibilidades: pagar uma fiança de dois mil dólares ou esperar na cadeia o julgamento por roubo. Sem hesitar, optou pela segunda alternativa, afinal, seu objetivo era ser atendido por médicos de graça.
Enviado para a prisão, em poucos dias ele teve sua consulta agendada. Mas o diagnóstico de câncer não aconteceu.
Um ano após daquele roubo de um dólar, em junho de 2012, Verone foi liberado. Sem bens materiais ou financeiros, o americano estabeleceu residência em um abrigo para moradores de rua, onde iria tentar recomeçar a vida, agora curado e podendo desfrutar da liberdade novamente.
Até que ponto iríamos para salvar nossa vida?
Aqui no Brasil, ainda que com dificuldades, podemos contar com o serviço público para realizar procedimentos médicos específicos. Noutros países a situação pode ser bem mais complexa - como foi este caso nos Estados Unidos.

19 maio, 2026

Sonho secreto

Alguns sonham em viajar para o espaço.
Eu sonho em ter uma porta secreta numa biblioteca que me leve a outra biblioteca [oculta].

18 maio, 2026

O menino elétrico

Este experimento foi amplamente celebrado na Europa como a famosa demonstração do "Menino Elétrico".
Um menino era suspenso por fios de seda. A seguir, carregado eletricamente por Stephen Gray, que aproximava seu tubo friccionado (gerador de eletricidade estática) dos pés do menino, sem tocá-lo. E demonstrava-se que o rosto e as mãos do menino atraíam a palha, o papel e outros materiais.
Existia um misterioso fluido elétrico que poderia se propagar por algumas coisas... e por outras não.
O que levou a Gray dividir o mundo em dois diferentes tipos de substâncias: isolantes e condutoras. As isolantes como a seda, o cabelo, o vidro e a resina, detinham a carga elétrica em seu interior e não a deixavam passar, enquanto as condutoras permitiam que a eletricidade se propagasse.
Stephen Gray poderia ter sido o exemplo perfeito do cientista cavalheiro (se tivesse sido um cavalheiro). Nascido em 1666, era filho de um tintureiro. Ter um ofício sólido não era uma má posição, considerando a época, mas num período em que, para aprender, era preciso ter acesso a materiais, professores e uma biblioteca, Gray estava em clara desvantagem. Ele se educou por conta própria, graças à sua amizade com pessoas que possuíam bibliotecas e à sua natureza incansavelmente observadora.
No final do século XVIII, os cientistas estavam fazendo grandes avanços na manipulação da eletricidade e o público queria participar da diversão. As demonstrações de eletricidade eram um dos eventos mais populares da época. Para o público, eram divertidas e incríveis. Mas para os meninos que participavam, eram simplesmente incômodas.
Depois de algum tempo, com o menino suficientemente carregado, entrava em cena o livro. Gray sabia como criar tensão e interesse em sua plateia. Mas ele não revelava seu melhor truque de imediato. Segurando o livro perto da mão do menino, Gray pedia que ele virasse as páginas sem tocá-lo. O menino estendia a mão e a página mais próxima flutuava em sua direção.
Dando continuidade a seu trabalho, Gray convidava uma pessoa da plateia. Colocando-a em um pedestal isolante, ele a fazia dar as mãos ao menino. Embora a pessoa não sentisse nenhuma diferença em seu corpo, ao estender a mão sobre as páginas de um livro ou sobre pedaços de papel soltos, ela  descobria que havia sido investida com o poder do menino.

17 maio, 2026

La Banda

"A Banda" do brasileiro Chico Buarque interpretada pela cantora Marina Voica, que dominou as paradas musicais da Romênia, nas décadas de 1960, 70, 80 e até mesmo 90.

16 maio, 2026

O piso não aguentou o peso

Uma banheira gigante para uso do czar Alexandre da Rússia no Palácio Babolovsky, São Petersburgo. Era originalmente um pedaço de granito de uma ilha finlandesa, pesando mais de 160 toneladas. Uma equipe recebeu a tarefa de transformar a rocha em uma banheira, e o trabalho levou uma década para ser concluído.


Nunca foi usada, pois a estrutura do piso não aguentou o peso da banheira.

15 maio, 2026

Um Sistema Solar invertido

Entenda a contradição desta descoberta
Um sistema exoplanetário a cerca de 116 anos-luz da Terra pode mudar completamente a forma como sabemos que os planetas se formam, de acordo com pesquisadores que o descobriram usando telescópios da Nasa e da Agência Espacial Europeia (ESA).
Quatro planetas orbitam LHS 1903 — uma estrela anã vermelha, o tipo mais comum de estrela no Universo — e estão dispostos em uma sequência peculiar. O planeta mais interno é rochoso, enquanto os dois seguintes são gasosos e, inesperadamente, o planeta mais externo também é rochoso.
Essa configuração contradiz um padrão comumente observado em toda a galáxia e em nosso próprio Sistema Solar, onde os planetas rochosos (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) orbitam mais perto do Sol e os gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) estão mais distantes.
Os astrônomos suspeitam que esse padrão comum surge porque os planetas se formam dentro de um disco de gás e poeira ao redor de uma estrela jovem, onde as temperaturas são muito mais altas perto do corpo celeste. Nessas regiões internas, compostos voláteis como água e dióxido de carbono são vaporizados, enquanto apenas materiais que podem suportar calor extremo — como ferro e minerais formadores de rochas — conseguem se aglomerar em grãos sólidos. Os planetas que se formam ali são, portanto, principalmente rochosos.
Mais distante da estrela, além do que os cientistas chamam de "linha de gelo", as temperaturas são baixas o suficiente para que a água e outros compostos se condensem em gelo sólido — um processo que permite que os núcleos planetários cresçam rapidamente. Quando um planeta em formação atinge cerca de 10 vezes a massa da Terra, sua gravidade é forte o suficiente para atrair grandes quantidades de hidrogênio e hélio e, em alguns casos, esse crescimento descontrolado produz um planeta gigante gasoso como Júpiter ou Saturno.
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14 maio, 2026

Vampiromania

Figuras vampirescas existem desde a antiguidade: em mitos, no folclore e na religião. Na Mesopotâmia, por exemplo, havia histórias de demônios que bebiam sangue. As mitologias grega e romana citam a "estirge" (em latim: strix), um pássaro de mau agouro que se alimentava de sangue.
Séculos depois, os vampiros apareceram no folclore eslavo e dos Bálcãs, já com algumas das características que hoje associamos à sua figura contemporânea: cadáveres reanimados que não suportavam a luz do sol, a aproximação de um crucifixo e, claro, o alho.
A primeira figura do tipo a surgir na literatura inglesa apareceu em 1819, na pele do aristocrata Lord Ruthven, personagem do conto "O Vampiro", de John Polidori. Na sequência: "Varney, o Vampiro" (1847), de James Malcolm Rymer, e a novela "Carmilla", de Joseph Sheridan Le Fanu, na qual a personagem principal é uma vampira.
Mais tarde, em 1897, foi a vez do romance "Drácula", de Bram Stoker, consolidar o arquétipo do imortal que vira morcego e dorme em caixões.


O personagem que inspirou o romance do irlandês Bram Stoker foi o Príncipe Vlad 3º (ca. 1428-1477),  que reinou com crueldade extrema na Valáquia, atual Romênia: a ele se atribuem mais de 80 mil mortes. Como ostentava a Ordem do Dragão (em romeno, Dracul), Vlad foi apelidado Drăculea (Filho do Dragão). 
Outro de seus apelidos era "Vlad, o Empalador", por sua preferência por esse método de tortura.
Cerca de 550 anos atrás, ele mandou empalar milhares de presos otomanos, também crianças. Esse suplício consistia em introduzir uma estaca ou lança pelo ânus da vítima e deixá-la morrer lenta e dolorosamente por hemorragia. 
Ele provavelmente sofria, pelo menos nos últimos anos de vida, de hemolacria. Ou seja: vertia lágrimas misturadas com sangue", explica o professor Vincenzo Cunsolo, da Universidade de Catânia. Em casos raros, infecções e lesões podem causar hemolacria – sangue nas secreções lacrimais. Outra causa possível é a presença de um tumor nas glândulas lacrimais.
A ideia genial de Stoker foi, sem dúvida, associar o mito do vampiro a uma figura histórica que realmente existiu. Assim, o quimérico vampiro ganhou tempo e lugar, e uma vida convincente foi-lhe atribuída. Além disso, o personagem criado por Stoker tinha um caráter um tanto charmoso: ele seduzia mulheres, ele não era somente mau, mas de certo forma também trágico. Isso é naturalmente um bom material.
A "vampiromania" atingiu um outro patamar com a invenção do cinema. Conde Drácula, por exemplo, já estrelou centenas de filmes, tornando-se, segundo levantamentos, o personagem literário mais retratado no cinema depois de Sherlock Holmes.
O primeiro filme com um vampiro "de verdade" foi, justamente, uma produção alemã: "Nosferatu", de  Murnau, realizado em 1922 com Max Schreck no papel-título e que em breve tornaria o gênero popular.
A partir de 1931, Bela Lugosi passou a incorporar o sinistro e cruel "Drácula, o Príncipe das Trevas". A tal ponto que, com o decorrer dos anos, o ator hollywoodiano de origem húngara passou a se considerar, cada vez mais, um verdadeiro vampiro. Desde Lugosi, os vampiros da tela são cultos e cavalheirescos, marcados por uma boa dose de charme e carisma. 
Pouco a pouco, o subtexto sexual foi-se acentuando. E modificações comportamentais foram então  incorporadas. Lendária é, por exemplo, a cena de "A dança dos vampiros" (1967), de Roman Polanski, em que um "vampiro judeu" não se impressiona nem um pouco com o efeito de um crucifixo cristão.
Em anos recentes, o mito foi revivido – embora numa versão adolescente adocicada.
Quando a série "Crepúsculo" (Twilight) mais uma vez transformou em entretenimento – e bilheteria milionária – o mito dos mortos-vivos sugadores de sangue. Com filmes, baseados nos best-sellers da norte-americana Stephenie Meyer, que injetam um forte componente de erotismo adolescente na narrativa. E, assim, a pálida e confusa saga cinematográfica é a versão contemporânea de uma lenda com longa tradição.
Fontes: 

13 maio, 2026

Um erro grave (corrigido)

Em 1816, os EUA começaram a construir um forte no Lago Champlain para se defender contra a invasão britânica - apenas para descobrir depois que ele estava realmente em terras canadenses. A construção parou, e o local foi apelidado de "Fort Blunder". O erro não foi corrigido até 1842, quando um tratado ajustou a fronteira e o local tornou-se oficialmente parte dos EUA. Dois anos depois, o forte foi reconstruído como Forte Montgomery.
 

11 maio, 2026

De piloto a astronauta

O padrão internacionalmente aceito para a altitude em que o espaço começa é a Linha de Kármán , a 100 quilômetros acima do nível do mar. A NASA concede o status de astronauta a qualquer pessoa que voe acima de 80 quilômetros (50 milhas).
O piloto de testes da NASA, Joseph A. Walker, levou um avião ao espaço. O avião era o X-15, um protótipo movido a foguete, lançado não do solo, mas de baixo de um bombardeiro B-52 já em alta altitude. Este avião teve que ser projetado de forma diferente de qualquer outro para operar sem atmosfera. De sua altitude máxima, o X-15 retornaria à Terra como um planador.
Joseph A. Walker, piloto da Segunda Guerra Mundial e físico experimental da NASA, voou pela primeira vez com o X-15 em 1960. Em 30 de março de 1961, Walker ultrapassou a altitude planejada para sua missão e entrou na mesosfera, atingindo 51 quilômetros de altitude. Ele se tornou a primeira pessoa a voar acima da estratosfera e deteve o recorde mundial de altitude por cerca de duas semanas, até que o cosmonauta soviético Yuri Gagarin se tornou a primeira pessoa a orbitar a Terra.
Mas Walker não havia terminado de voar com o X-15. Em janeiro de 1963, ele se qualificou como astronauta da NASA ao voar acima de 80 km. Mais dois de seus voos naquele ano ultrapassaram a Linha de Kármán, a 106 km em julho e a 108 km em agosto. Walker se tornou o primeiro civil americano no espaço. 

10 maio, 2026

CONSELHOS DE MÃE (2026)

FILHO, PROTEJA-SE DO FASCISMO.

ENQUANTO VOCÊ MORAR NESTE PAÍS VAI RESPEITAR A DEMOCRACIA.

SE EU PEGÁ-LO COM FAKE NEWS, VOCÊ VAI VER.

NÃO ESQUEÇA O CASACO E O TÍTULO DE ELEITOR.

09 maio, 2026

Tronco de enchente

Expressão (MG). 
Pessoa que gosta de parar a fim de puxar uma prosa. Como acontece com um tronco na correnteza que, a todo instante, interrompe a descida em uma margem do rio.

08 maio, 2026

O rato na chaleira

A chaleira, ao que parece, estava em desuso e ficou por muito tempo em uma prateleira com a tampa parcialmente aberta, como vemos na foto. Certa noite, um rato entrou na chaleira, possivelmente na esperança de encontrar algum resto de comida. Não se sabe por que o pequeno animal decidiu deixar a chaleira pelo bico, mas foi o que ele tentou fazer, com o resultado retratado na foto. Sua cabeça passou sem problemas; suas patas dianteiras também; mas ele não conseguiu ir mais longe, e ficou preso. Na manhã seguinte, alguém pegou a chaleira e ajudou o rato a sair, fazendo com que ele emergisse por inteiro e, finalmente, pudesse mancar dolorosamente para longe.
~ Strand Magazine, julho de 1897 (Futility Closet)


Para muitos, "The Strand" é sinônimo de Sherlock Holmes.Fundada em 1891 e editada por George Newnes, era uma revista de interesse geral, oferecendo ficção, humor, atualidades, sátira política, biografias de celebridades e muito mais.Sherlock Holmes fez sua primeira aparição em "The Strand" em 1891, e grande parte da ficção de Doyle também aparece nesses volumes, juntamente com obras de muitos dos autores mais conhecidos do mundo, como Mark Twain, Júlio Verne e outros. A revista também era conhecida por seu amplo uso de fotografias, o que levou a uma crescente demanda por histórias sobre "curiosidades" de todo o mundo que pudessem ser ilustradas com fotos. As edições mensais eram compiladas em volumes encadernados de 6 meses, de janeiro a junho e de julho a dezembro.

07 maio, 2026

Túnel verde

Chandelier Drive Thru Tree, Califórnia
Penso que esculpir/escavar um túnel numa sequoia-costeira gigante de 2400 anos e depois cobrar dinheiro às pessoas para conduzirem um carro/SUV através dele resume, melhor do que qualquer outra coisa, como funciona a cultura estadunidense.
~ HunterNP, Mastodon

Túnel verde, este sim.
Localizada no bairro Independência, em Porto Alegre (RS), a Rua Gonçalo de Carvalho ganhou projeção internacional ao ser frequentemente citada como a rua mais bonita do mundo. As árvores formam um corredor natural (túnel verde) em plena área urbana. E a rua se tornou um dos símbolos de preservação ambiental na capital gaúcha.
https://qr.ae/pCqYLc

06 maio, 2026

Sincronias

Ursula K. le Guin
Se você fixar dois relógios de pêndulo lado a lado numa parede, eles gradualmente começarão a oscilar juntos. Eles se sincronizam captando pequenas vibrações que cada um transmite através da parede.
Quaisquer duas coisas que oscilam aproximadamente no mesmo intervalo, se estiverem fisicamente próximas uma da outra, tenderão gradualmente a se encaixar e pulsar exatamente no mesmo intervalo. As coisas são preguiçosas. É preciso menos energia para pulsar cooperativamente do que para pulsar em oposição. Os físicos chamam essa preguiça bela e econômica de arrastamento.
Todos os seres vivos são osciladores. Nós vibramos. Amebas ou humanos, pulsamos, movemo-nos ritmicamente, mudamos ritmicamente; marcamos o tempo. Você pode ver isso na ameba sob o microscópio, vibrando em frequências nos níveis atômico, molecular, subcelular e celular. Essa pulsação constante, delicada e complexa é o próprio processo da vida tornado visível.
Nós, enormes criaturas multicelulares, precisamos coordenar milhões de frequências de oscilação e interações entre frequências diferentes em nossos corpos e no ambiente. A maior parte dessa coordenação é efetuada pela sincronização dos pulsos, pela harmonização das batidas com um ritmo mestre, por sincronização.
Assim como os dois pêndulos, embora por meio de processos mais complexos, duas pessoas podem se sincronizar mutuamente. Um relacionamento humano bem-sucedido envolve sincronia — entrar em sintonia. Se isso não acontecer, o relacionamento será desconfortável ou desastroso.
Considere ações deliberadamente sincronizadas como cantar, entoar cânticos, remar, marchar, dançar, tocar música; considere ritmos sexuais (o namoro e as preliminares são dispositivos para entrar em sincronia). Considere como o bebê (lactente) e a mãe (lactante)estão ligados: o leite sai antes do bebê chorar. Considere o fato de que mulheres que moram juntas tendem a entrar no mesmo ciclo menstrual. Nós nos conectamos o tempo todo.
Ver também:
Metrônomos e vagalumes

05 maio, 2026

Luz e chaves

Pedestre que passava por um local à noite. E notou um homem que rastejava sob um poste de luz, aparentemente procurando algo.

Transeunte: "Você perdeu alguma coisa?"

Homem de joelhos: "Sim, deixei cair minhas chaves."

Transeunte: "Por aqui?"

Homem de joelhos: "Não, ali perto da porta da frente da minha casa."

Transeunte, oça a cabeça e diz: "Então, por que você está procurando por aqui?"

Homem de joelhos: "Porque a luz aqui é melhor."

04 maio, 2026

Sombras têm átomos?

Não.
Uma sombra é simplesmente uma área onde não há ou há menos fótons, por que estes foram bloqueados por algo entre a área de sombra e a fonte de luz.
Já átomos individuais projetam sombras!
Isso é compreendido há cerca de 100 anos, mas só foi demonstrado experimentalmente em 2012.
Com técnicas de alta precisão, pesquisadores do Centro para Dinâmicas Quânticas da Universidade de Griffith, na Austrália, conseguiram capturar a imagem da sombra de um átomo de itérbio (David Kielpinski, Nature).


Para a realização da imagem, os pesquisadores precisaram aprisionar o átomo de itérbio dentro de uma câmera de vácuo, segurado por campos magnéticos. Depois, o átomo foi exposto a uma frequência específica de luz que permitiu a captura de imagem por um microscópio de altíssima resolução.
Se a frequência da luz fosse alterada em um bilionésimo de potência, a fotografia já não poderia ser realizada.
Com esses experimentos, a ciência se beneficia de conhecimentos que poderão ser aplicados à computação quântica e, principalmente, a técnicas de microscopia voltadas para a biologia, atividade em que o excesso de luz acaba danificando amostras biológicas, como células e DNA.
Fonte: Tecmundo

03 maio, 2026

Mucuripe

Existe uma lost media (mídia perdida) de Belchior que, só quem frequentava um bar específico em Fortaleza, na década de 1970 (quando o compositor tinha vinte e pouco anos), é que teve a rara chance de ouvi-lo cantando.
Não sei se posso chamá-la assim pois, para ser uma lost media, primeiro tem que ser uma media, e eu acho que a versão que ele cantava nunca foi gravada. Nunca houve registro da mesma, a não ser na memória de quem andava com ele.
Eis a história de "Mucuripe", copidescada de @meubrasil, no Instagram:
Belchior tinha vinte e quatro anos e, depois das aulas na Faculdade de Medicina, ele se juntava com os amigos e iam para o bar do Anísio, que ficava na praia do Mucuripe.
Um dia, Belchior estava lá observando o vai e vem das jangadas e lembrou-se de uma cena de filme antigo, em que uma pessoa dialogando com a mulher de um marinheiro, dizia-lhe para entregar todas as mágoas e sofrimentos para o mar.
É por isso que, na música, ele diz: "Vou mandar as minhas mágoas pras águas fundas do mar."
Certo dia, Fagner estava no Anísio conversando com amigos, quando Belchior lhe entregou um papel, dizendo:
 Fagner, dá uma olhada nisto
O que tinha no papel era a letra de "Mucuripe", uma canção que futuramente seria gravada por Elis Regina, Roberto Carlos, Nelson Gonçalves e pelo próprio Fagner.
Fagner levou o papel para casa e, no dia seguinte, quando almoçava com a família, uma melodia surgiu em sua cabeça. Na mesma hora, correu para o seu quarto onde se trancou. 
Naquela época, alguém só saía da mesa de refeição, se o pai ou a mãe desse autorização. Então, eles ficaram batendo na porta do quarto de Fagner enquanto ele compunha a melodia.
(Pois é... Quando uma música surge assim, de repente, e se a gente não gravá-la na hora pode a esquecer para sempre. E muita gente não tinha naquele tempo um gravador.)
Não demora, Fagner apareceu com a música pronta no bar do Anísio e causou espanto. Quem ouviu aquele canção logo percebeu que era só uma questão de tempo para virar um sucesso nacional.
O próprio Belchior reconheceu que a versão do Fagner era muito melhor do que a dele. É que, antes de entregar aquele papel com a letra para o Fagner, Belchior já havia colocado uma melodia em "Mucuripe", que ele até cantava no bar do Anísio.
Ou seja, "Mucuripe" virou uma letra com duas versões melódicas  bem diferentes.
Apesar das eventuais turbulências entre os dois, o próprio Belchior considerava a versão de Fagner muito melhor. E nunca mais cantou "Mucuripe" em sua versão original.

"Aquela estrela é dela. Vida, vento, vela, leva-me daqui."

Trata-se de uma citação de Augusto Pontes, poeta e "guru" do Pessoal do Ceará. Belchior incorporou-a ao final da música, e estes versos tornaram-se um dos pontos mais fortes da canção. Em entrevista (de 2006), Augusto Pontes afirmou que não se importava com a utilização dos versos e que considerava a citação como uma homenagem, nunca tendo pedido parceria por isso.

02 maio, 2026

Patriotismo cego

Uma nova escultura de Banksy parece mostrar um homem cego pela própria bandeira.
Instalada recentemente em Waterloo Place, em Londres, a obra mostra um homem de terno dando um passo à frente do seu pedestal, enquanto uma grande bandeira cobre-lhe completamente o rosto. A figura parece confiante, mas o próximo passo, que o leva ao vazio, transforma o momento seguinte em algo inseguro.
Vem atraindo os fãs locais e, através da mídia e da internet, os seus admiradores por todo o mundo. Como costuma acontecer no que diz respeito às obras que ele faz com forte teor político.


Bansky no Blog EM:

O Maracujá

Agora que sou velho, posso enfim responder ao jovem que um dia fui - aquele rapaz inquieto, confuso diante do próprio futuro. O coração acelerado pela necessidade de tomar decisões importantes sem experiência para referendá-las.
A velhice não estava entre as minhas aflições. Era apenas a ruína inevitável dos outros.
O que é ser velho?
Hoje eu sei. Ou, ao menos, sei mais do que ele sabia.
E, ainda assim, há dias em que me surpreendo diante do espelho, quase paralisado. Olho com uma estranheza quase infantil para aquele rosto e penso, com uma sinceridade desarmada:
Não pode ser. Isso não sou eu.
Há um desencontro profundo entre o que os olhos veem e o que o peito sente. O espelho me mostra um homem gasto: a pele do pescoço frouxa, as bochechas rendidas pela gravidade, a testa sulcada - tanto no riso quanto na dor, como se um e outro estivessem sempre presentes. É um corpo que revela.
Que denuncia.
Que conta, sem pedir licença, a história que o tempo escreveu.
Mas há mudanças mais silenciosas, mais fundas - aquelas que o espelho não alcança. Descobri, por exemplo, que o choro se tornou fácil. Agora ele brota quieto, como quem já não tenta conter o que transborda.
Não consigo olhar fotografias dos meus filhos pequenos. Evito - como quem evita um lugar perigoso. Porque a saudade não chega: avança. É súbita, afiada, quase física. Dá uma vontade desmedida de voltar no tempo.
Não para refazer grandes escolhas - elas foram acertadas. Mas para o pequeno. Segurar de novo aqueles corpos leves no colo. Sentir o calor deles adormecendo sobre o peito. Beijar as testas mornas.
A velhice me alcança com força nesses instantes. Não pelo que perdi - mas pelo que foi bom demais para caber apenas na memória.
Por isso, às vezes, fecho os álbuns antes da última página. Não por esquecimento. Por excesso.
As fotografias de meu pai - morto há trinta e cinco anos - ainda sabem me encontrar. Basta um segundo a mais… e algo cede por dentro. É um choro manso. Uma dor educada, comportada, desavergonhada - que aprendeu a falar baixo.
Nos momentos importantes, penso nele. Essa ausência nunca envelheceu. Queria que estivesse aqui - nem que fosse para ver o tamborete que acabei de fazer na oficina.
Há, nisso tudo, uma ironia discreta. A velhice só pesa quando me lembro dela. No resto, sigo vivendo - às vezes até com humor. Gosto de me chamar de velho quando tropeço, quando subo escadas e as pernas reclamam, quando o corpo, com sua honestidade brutal, me lembra dos limites.
Mas, se o corpo envelhece com franqueza quase cruel, o pensamento fez o caminho inverso. Hoje penso com mais leveza. Já não me agarro às minhas certezas. Compreendo mais do que julgo. Observo mais do que reajo.
Há uma serenidade que não existia antes - não por virtude, mas por realismo. Vejo o mundo com uma clareza que a pressa da juventude não permitia. Percebo padrões. Às vezes, antevejo finais.
Você já sabia? - perguntam.
Não. Eu não sabia. Apenas aprendi que o mundo se repete.
E é assim que respondo ao jovem que fui:
Ser velho não é apenas perder.
É um deslocamento.
O corpo enruga.
Mas algo dentro - silencioso - rejuvenesce.
Talvez porque já não precise provar nada.
Ou porque o essencial, enfim, tenha se revelado.
Envelhecer é isso:
a casca se fragiliza, por dentro, a vida insiste.
E insiste com esplendor.
Exatamente como um maracujá.
Nelson José Cunha
N. do E.
A flor do maracujá (Passiflora) simboliza principalmente a Paixão de Cristo, sendo conhecida como a "flor-da-paixão". 
Quando chegaram no continente americano, missionários espanhóis do século XVI interpretaram suas estruturas como símbolos religiosos: filamentos como a coroa de espinhos, estigmas como os cravos, e anteras como as chagas de Jesus. 
A flor também representa a paz e a espiritualidade.
Paulo Gurgel

01 maio, 2026

Farmácia na UE

Um homem entrou na farmácia e disse: "Algo para o fim de semana, por favor. Um pacote com 3". O farmacêutico respondeu: "Desculpe, não é permitido, são as normas da UE. Tem que ser um pacote com 6, 8 ou 12". O homem perguntou por quê, e o farmacêutico explicou: "Bem, um pacote com 6 é para a França, já que as francesas fazem amor seis dias por semana e vão à igreja no domingo. Um pacote com 8 é para a Itália, já que as italianas fazem amor 6 dias por semana e duas vezes no domingo. Um pacote com 12 é para o Reino Unido". "Por quê?", perguntou o homem. "Janeiro, fevereiro, março..."

30 abril, 2026

A baleia Timmy

A baleia jubarte, apelidada de "Timmy" (*) pela imprensa alemã, mobilizou o país desde que ficou presa em um banco de areia próximo à cidade de Lübeck, longe de seu habitat natural, no fim de março.
Diversas tentativas de salvamento já foram feitas, entre elas a escavação de canais para facilitar sua saída, mas todas fracassaram.
A mais recente operação de resgate, financiada por dois empresários, consiste no transporte do mamífero marinho em uma barcaça com um compartimento cheio de água, normalmente usada para levar outras embarcações, da costa alemã do Mar Báltico até áreas mais profundas.


Nesta quarta-feira, 29, a barcaça, rebocada por um barco, chegou às águas dinamarquesas, seguindo em direção ao Mar do Norte.
Apesar do alívio, o desfecho ainda é incerto.
Especialistas alertam que o transporte pode causar estresse intenso ao animal, que já está debilitado. E também há dúvidas se a baleia vai resistir ao trajeto ou se conseguirá se readaptar ao mar aberto, após tanto tempo em condições adversas.
(*) Diminutivo do nome próprio Timothy e referência à praia de Timmendorfer Strand, localizada no Mar Báltico (Alemanha), onde o animal encalhou repetidamente em março e abril de 2026.
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25/05/2025 - Desde a liberação em alto-mar, o paradeiro do animal esteve incerto. Em meados de maio, a carcaça da baleia foi localizada próxima à ilha dinamarquesa de Anholt.

29 abril, 2026

Arre, que arrogância!

Donald Trump não é uma exceção na política americana; ele é seu resultado natural. Sua trajetória de estrela de reality show a Presidente mostra o declínio intelectual e político dos Estados Unidos. Trump não entende de ideologia, história ou diplomacia. Em vez disso, ele usa a arrogância para encobrir sua ignorância. Tristemente, muitos americanos acham isso atraente.
Ele se assemelha ao herói americano superficial que vemos em filmes de Hollywood — forte, mas não pensativo, excessivamente confiante e orgulhoso de saber muito pouco. No mundo real, guerras não são vencidas apenas pela força; diplomacia exige inteligência e liderança demanda responsabilidade. Mas para pessoas como Trump, o mundo é um palco para um filme de ação, cheio de grandes ameaças e gestos chamativos. Ele transforma política, governança e relações internacionais em um programa de TV.
O verdadeiro problema não é Trump em si, mas o sistema que permitiu que ele se tornasse Presidente. Se os Estados Unidos, vistos como uma das grandes potências dos séculos XX e XXI, podem eleger uma pessoa tão superficial, o país pode estar já no caminho do declínio. Outrora conhecida por liderar em ciência, tecnologia e cultura, a que se diz América agora é governada por discursos populistas, teorias da conspiração e uma política que trata a ignorância como uma virtude.
Trump também é um símbolo. Ele reflete o que uma grande parte do público americano — consciente ou não — escolheu: uma sociedade que vê a ignorância como bravura e rejeita o conhecimento e a expertise. Em um ambiente como esse, um líder como Trump parece quase inevitável.
Isso é perigoso para o mundo inteiro. Enquanto uma figura como Trump liderar uma superpotência como os Estados Unidos, a estabilidade global dependerá de seus caprichos, truths e rancores pessoais. A ideia da diplomacia e da diplomacia cuidadosa desaparecem, e até mesmo as questões mais sérias se tornam parte de um show. Isso poderia marcar o começo do fim, não apenas para a que se diz América, mas para todos.

28 abril, 2026

Um balanço famoso


Esta foto mostra um balanço que atravessa a fronteira internacional entre a Bélgica e os Países Baixos. Fica na divisa entre as municipalidades de Baarle-Hertog (Bélgica) e Baarle-Nassau (Países Baixos).
A região de Baarle é conhecida por ter uma das fronteiras mais complexas do mundo, com enclaves belgas dentro do território holandês e vice-versa. E o balanço simboliza a facilidade de circulação entre os dois países, onde os moradores costumam cruzar a fronteira muitas vezes por dia.
Ao permitir que as pessoas mudem de país com um simples movimento, este balanço tornou-se uma atração turística popular.

27 abril, 2026

O Cão da Itaoca

Você já ouviu falar do Cão da Itaoca?
Pois bem. No início da década de 1940, quando a noite caía na Rua Romeu Martins, era melhor ficar dentro de casa porque ele aparecia. Era um capeta cheio de atitudes e com olhos de fogo, que se instalou na casa de um oficial da Força Pública.
Os jornais relataram que, na residência do tenente João Lima,  foram registradas "cenas impressionantes, cuja significação exterior recorda a atividade de entes invisíveis".  Na casa, um santuário foi lançado à distância, espatifando-se; houve uma "queda teatral do fogão da cozinha"; uma "dança dos talheres", pois os utensílios da cozinha voaram pelos ares; os pratos tiniam; panelas desciam do fogão e rolavam pelo chão; um vaso se ergueu e foi-se alojar no quintal; e uma toalha passou a voar "como um tapete mágico". 
Entre 20 e 22 de março de 1941, o caso foi noticiado nos principais jornais da cidade: Gazeta de Notícias, O Povo, O Nordeste, Unitário e Correio do Ceará, além da Ceará Rádio Clube (PRE-9), a primeira e então única rádio de Fortaleza. Devido à repercussão dos fenômenos na capital cearense, a casa de João Lima foi visitada pela Federação Espírita e mobilizou a Delegacia de Investigações e Capturas, na tentativa de solucionar o caso.
Um dia, seja lá quem estivesse por trás dos fenômenos de poltergeist, o cujo parou de praticá-los. E a inércia voltou aos objetos da casa da Romeu Martins.
Entre um café coado e um sinal da cruz, as pessoas ficaram a se perguntar sobre o que aconteceu com o Cão da Itaoca para ele encerrar a sua atuação local. 
Aplacado pelo tempo? Incomodado pelas rezas (que não foram poucas) das beatas? Ou por que  tinha concluído o grande propósito de sua reinação, que era colocar Itaoca no mapa da cidade?
Más-línguas, porém, garantiram que ele se mandou foi mesmo por medo. Dos catimbozeiros do lugar.

26 abril, 2026

Violão amigo

De: Joyce Moreno e Paulo César Pinheiro
Com Joyce (voz, assovio e violão), Yuka Kido (flauta), Kazuo Yoshida (bateria), Benisuke Sakai (baixo), Tomohiro Yahiro (percussão) e Osamu Kobayashi (piano)

Apresentação na TV japonesa em 1994:

"Violão pedaço / Do meu paraíso / Que me estende o braço / Sempre que eu preciso."

25 abril, 2026

O jogo de cartas

Um estudo da Colorado College descobriu que a direção para a qual olhamos enquanto jogamos cartas indica que tipo de valores temos na mão.
No caso abaixo, qual dos jogadores é useiro e vezeiro em trapacear?

(Cartoon Caption Contest" do site The New Yorker)

24 abril, 2026

Otimismo

por Jane Hirshfield
Cada vez mais admiro a resiliência.
Não a simples resistência de um travesseiro, 
cuja espuma retorna repetidamente à mesma forma,
mas a tenacidade sinuosa de uma árvore: 
ao encontrar a luz bloqueada de um lado,
ela se vira para o outro.
Uma inteligência cega, sem dúvida.
Mas dessa persistência surgiram tartarugas, rios, mitocôndrias, figos
— toda essa terra resinosa e irredutível.

"Lua de Inverno em Toyamagahara", 1931 — uma xilogravura vintage de árvores do artista japonês Hasui Kawase.

23 abril, 2026

O bastão do cego

Uma família estava esperando o ônibus. Mas não era uma família qualquer: tratava-se do pai, da mãe e nada menos do que seus nove filhos. Minutos depois, um homem cego junta-se a eles no ponto esperando o ônibus. O ônibus chega ao ponto abarrotado de gente. Primeiro entra a mãe e as nove crianças, e aí o veículo fica lotado. Quando o pai e o homem cego vão entrar, o motorista fecha a porta e diz: 
"Sinto muito, mas já está cheio demais. Esperem o próximo". 
E vai embora.
Então os homens decidem ir caminhando. Por coincidência, eles iam para o mesmo lugar. Depois de algum tempo, o homem fica irritado com o som do bastão do cego batendo no chão. No meio do caminho ele diz:
"Escute, por que o senhor não coloca uma borracha na ponta da sua vara para não ficar fazendo esse barulho irritante? Isso está me dando nos nervos!"
E o ceguinho imediatamente responde: 
"Ah, é? O senhor é que deveria ter colocado uma borracha na SUA vara. Assim teríamos conseguido entrar no ônibus".

22 abril, 2026

A garota que sorri

Esta imagem foi criada por um artista russo.
É a fotografia de uma garota que sorri. Mas só conseguirá vê-la sorrindo... se você ficar com os olhos semicerrados.

21 abril, 2026

Uma questão "científica" para todas as épocas

  1. Se você deixar cair uma fatia de pão com manteiga, ela cairá no chão com a manteiga virada para baixo (Lei de Murphy). 
  2. Se um gato for solto de uma janela ou de outro lugar alto, ele cairá em pé.
Mas... 
O que acontece se você prender um pedaço de pão com manteiga, com a manteiga virada para cima, nas costas do gato e jogar o gato pela janela? O gato cairá em pé ou a manteiga se espalhará no chão?
A resposta é bastante fácil de deduzir, mesmo sem realizar qualquer experimento. As leis das emulsões exigem que a manteiga atinja o chão e as leis igualmente rigorosas da aerodinâmica felina exigem que o gato não possa bater as costas no chão.
E a natureza não tem como resolver o paradoxo da estrutura combinada. Portanto, esta simplesmente não cai.

20 abril, 2026

Como ser uma árvore

por Maria Popova
(tradução: PGCS)
As árvores nos oferecem algumas das mais ricas metáforas para nossas próprias vidas — uma lente refinada sobre a qualidade da atenção que dedicamos ao mundo. "A árvore que comove alguns até às lágrimas de alegria é, aos olhos de outros, apenas uma coisa verde que atrapalha o caminho", escreveu William Blake. Walt Whitman as considerava nossas maiores mestras em viver com autenticidade . Para Hermann Hesse, a chave para a alegria existencial estava em aprender a ouvir as árvores.
Mas muito além do âmbito das metáforas criadas pelo homem, as árvores são maravilhas soberanas da natureza, deslumbrantes na poética inata de sua realidade biológica e ecológica. Sua fotossíntese é a maneira que a natureza encontra para produzir vida a partir da luz. A clorofila — que compartilha uma afinidade química com a hemoglobina em nosso sangue — permite que uma árvore capture fótons, extraindo uma porção de sua energia para produzir os açúcares que a constituem — a matéria-prima para folhas, casca, raízes e galhos — e liberando os fótons em comprimentos de onda mais baixos de volta para a atmosfera. Uma árvore é um captador de luz que gera vida a partir do ar — um olho enorme sintonizado com a luz do universo.
As árvores absorvem avidamente a luz vermelha — os comprimentos de onda mais longos do espectro visível — mas a luz infravermelha vizinha passa diretamente através delas. Sob a copa das árvores, onde a competição por esses comprimentos de onda é acirrada, a luz vermelha se esgota e a infravermelha domina. Embora as árvores não possam absorver a luz infravermelha, elas, diferentemente dos humanos, conseguem "enxergá-la" com fotorreceptores químicos chamados fitocromos. A proporção entre os dois tipos de luz indica às árvores o quanto devem crescer e em qual direção, com os fitocromos atuando como interruptores liga/desliga para o crescimento. A abundância de luz vermelha sob céus desimpedidos liga o interruptor, sinalizando para a árvore espalhar seus galhos amplamente em quaisquer espaços vazios na copa; na sombra densa onde a luz infravermelha domina, o interruptor desliga, reduzindo o crescimento dos galhos laterais e fazendo com que a árvore cresça verticalmente, buscando o céu aberto.
Com a chegada do outono, que refresca o ar e diminui a luminosidade, a alquimia de transformar a luz em crescimento torna-se metabolicamente muito custosa para as árvores de folha caduca. A clorofila começa a se decompor, revelando os outros pigmentos que sempre estiveram presentes — o amarelo da xantofila, o laranja dos carotenoides, os vermelhos e roxos das antocianinas, transformando a copa das árvores em uma ária de cores. Entretanto, a camada de células que mantém o caule preso ao ramo começa a se desfazer. As folhas começam a se soltar — um processo conhecido como abscisão.
Mas, ao despojarem os galhos, revelam os pequenos botões dos novos brotos que se formaram durante todo o verão, preparando o crescimento para a próxima primavera. Esqueléticas e pulmonares, as árvores de inverno erguem-se contra o céu plúmbeo, sua casca um poema em braille de resiliência.

19 abril, 2026

A festa das redes sociais personificadas

Como seria uma festa onde os participantes fossem as redes sociais transformadas em personagens bastante desagradáveis? O pessoal do Enchufe.tv teve a ideia de capturá-las num de seus esquetes hilários.
– Sou o único que responde as perguntas aqui. (ChatGPT)
Nessa recriação, uma adorável senhora representando o Facebook aparece como guardiã de relíquias de família que sua mãe agora só usa para enviar felicitações de aniversário e republicar frases motivacionais (algo tão real quanto a própria vida). O Instagram é obcecado por filtros, poses e locais "instagramáveis" , enquanto copia descaradamente o TikTok, o novo "organizador das festas", que só pensa em conteúdo viral e crianças viciadas como se fossem drogados.
Naturalmente, o X, o Twitter "repaginado" com seu complexo de identidade, se apresenta como uma zona de guerra permanente e psicopática, onde o importante é cancelar alguém ou alguma coisa antes do almoço. Enquanto isso, o YouTube tenta vender sua redenção moral após anos de conteúdo duvidoso, usando a desculpa de que "fazemos tudo pelas crianças"... Ahã, sei. E, acima de tudo, pelas marcas.
Nessa realidade encenada, ninguém engana ninguém: todos admitem, com diferentes graus de vergonha, que o verdadeiro negócio é otimizar a extração de dados e monetizar os usuários, enquanto os próprios usuários acreditam ser os que lucram (uma forma curiosa de se referir às migalhas). Até mesmo novatos como o Twitch e outras plataformas obscuras estão entrando no caos, demonstrando que a linha que separa entretenimento, publicidade e venda de privacidade desapareceu há muito tempo.
A piada final é quase cativante, graças às risadas gravadas. Menção especial para o ChatGPT, que nem sequer é uma rede social, mas está simplesmente perambulando por aí tentando "contribuir com alguma coisa" ao som de música de terror. Porque nenhuma das redes sociais na festa sabe o que está por suceder".
Vídeo em espanhol:

18 abril, 2026

Chico Buarque - Ele Faz Cinema

Autor: Carlos Alberto Mattos, crítico e pesquisador de cinema
Este site-livro é o resultado de um trabalho de pesquisa, que se encontra disponível gratuitamente e sem qualquer caráter comercial.
Divide-se em oito seções apresentando: a música de Chico no cinema (por meio de trilhas); o cinema na música de Chico (as referências da música do compositor na sétima arte); os livros de Chico no cinema (adaptações de sua obra literária); o cinema nos livros de Chico (alusões ao cinema em seus livros); o teatro de Chico no cinema (trabalhos do músico no teatro levado às telas); Chico ator de cinema; a vida de Chico no cinema (documentários e programas dos quais é protagonista); e o cinema na vida de Chico (ou como a sétima arte permeou sua vida).
Numa conta sempre sujeita a omissões, Mattos localizou 60 títulos, entre filmes de ficção e documentários, longas e curtas-metragens, com canções de Chico em suas trilhas musicais. O primeiro deles foi há exatos 60 anos, quando ele compôs a trilha para o filme "O Anjo Assassino" (1966).

17 abril, 2026

A queda do homem focada na libertação feminina

1 Na versão do Pinduca (carimbó)
O rico e o pobre são duas pessoas
O soldado protege os dois
E o operário trabalha pelos três
E o vagabundo come pelos quatro
E o advogado defende os cinco
E o juiz condena os seis
E o medico examina os sete
E o coveiro enterra os oito
E o diabo carrega os nove
E a mulher engana os dez (bis)

2 Na versão das Velhas Virgens (rock)
O rico e o pobre são duas pessoas
O soldado protege os dois
O operário trabalha pelos três
O cidadão paga pelos quatro
O vagabundo come pelos cinco
O advogado rouba os seis
O juiz condena os sete
O médico mata os oito
O coveiro enterra os nove
E o diabo leva os dez
Mas a mulher, a mulher engana os onze
A mulher engana os onze de uma vez
Água morro abaixo
Fogo morro acima
E mulher quando quer dar, ninguém segura

3 Na versão do Zuleta (cartum)
É uma sátira da história bíblica de Adão e Eva, sugerindo que Eva escapou do patriarcado. A ilustração mostra Adão e uma figura de autoridade (possivelmente Deus) amarrados por meio da serpente a uma árvore, enquanto Eva foge livremente. A cena subverte a narrativa tradicional da "queda do homem", ao focá-la na libertação feminina.

16 abril, 2026

Gabinete da Paródia

Por Paulo Gurgel

ÚLTIMO DESPEJO
Nosso amor que eu não esqueço
E que teve seu começo
Numa Festa do Chitão
Morre hoje no porrete
Sem distrato e sem "bilete"
Sem lucrar, sem ter pensão.

PARATOLOS
O meu pai era tucano
Meu avô, da TFP
O meu bisavô, bicheiro
Meu tataravô, barão
Vou a Miami todo ano
Sou "coxinha" brasileiro.

NOVO CANTO DA EMA
A ema gemeu no tronco do juremá.
(Dizem que) a ema gemeu no tronco do juremá. (bis)
Você bem sabe que a ema quando bica
Vem trazendo em seu bico um bocado de azar.
Eu tenho medo, pois acho que é muito cedo
Muito cedo, meu benzinho, pra cloroquina acabar.

PERSEGUIÇÃO
- Se entrega, Corisco!
- Eu não me entrego, não!
Vou falar com o embaixador
Pra sair da aperriação.
- Se entrega,Corisco!
- Eu não me entrego, não!
Não me entrego pra PF
Não me entrego pro Xandão
Eu me entrego só na Hungria
De "arminha" aqui na mão.
(Mais fortes são os poderes do Supremo!)

15 abril, 2026

O Cavalo em Movimento

A imagem abaixo mostra a famosa série de fotografias "The Horse in Motion" (O Cavalo em Movimento), criada por Eadweard Muybridge (1830 - 1904).


Objetivo. O trabalho foi encomendado para resolver um debate sobre se um cavalo levanta todos os quatro cascos do chão simultaneamente durante o galope.
Descoberta. As fotografias provaram que o cavalo realmente fica com todos os cascos no ar em determinado momento.
Inovação. Utilizando um sistema de 12 câmeras com obturadores ultrarrápidos disparados por fios, Muybridge capturou momentos imperceptíveis ao olho humano.
Legado. Este experimento é considerado um precursor fundamental do cinema moderno e do estudo científico do movimento.


Muybridge foi contratado pelo magnata das ferrovias e ex-governador da Califórnia, Leland Stanford, para resolver um debate popular e uma aposta significativa de US$ 25.000. Stanford apostara que todos os quatro cascos de um cavalo deixariam o chão simultaneamente durante o galope. Essa questão desafiava os limites da tecnologia fotográfica da época e levou Muybridge a uma busca para congelar um momento invisível a olho nu.

14 abril, 2026

O navio porta-drones

É um tipo de navio, seja civil ou militar, concebido para servir de base móvel para operar, principalmente, veículos não tripulados, podendo estes serem aquáticos, subaquáticos e aéreos.
Em termos práticos, provavelmente nenhuma marinha iria arriscar avançar o NRP D. Joao II sozinho – particularmente porque este, que se saiba, não costuma ter um sistema de defesa instalado. Contudo, não deixa de ser revolucionário ao permitir operações múltiplas, a partir de um único navio, sendo a maior valia a sua utilização em conflitos de baixa e média intensidade.
Porta-drones atuais
  • China: O Zhu Hai Yun, desde 2022. Realiza pesquisas oceanográficas e de economia marinha.
  • Turquia: A Marinha Turca opera, desde 2023, o TCG Anadolu, um navio de assalto anfíbio. Este é considerado o primeiro da categoria (Plataforma Naval Multifuncional) para fins militares.
  • Portugal: a Marinha Portuguesa prevê, para o segundo semestre de 2026, a entrega do NRP D. João II pelo estaleiro Damen (Romênia). Será capaz de operar drones aéreos, aquáticos e subaquáticos, e ainda helicópteros médios e pesados.
  • Irã: tenta a construção do seu porta-dones Shahid Bagheri.

13 abril, 2026

Datas de fundação das capitais brasileiras

Região Nordeste
Recife (PE): 1537
Salvador (BA): 1549
João Pessoa (PB): 1585
Natal (RN): 1599
São Luís (MA): 1612
Fortaleza (CE): 1726. Data: 13/04, há 300 anos
Maceió (AL): 1815
Teresina (PI): 1852
Aracaju (SE): 1855

Região Sudeste
Vitória (ES): 1551
São Paulo (SP): 1554
Rio de Janeiro (RJ): 1565
Belo Horizonte (MG): 1897

Região Sul
Florianópolis (SC): 1673
Curitiba (PR): 1693
Porto Alegre (RS): 1772

Região Centro-Oeste
Cuiabá (MT): 1719
Campo Grande (MS): 1899
Goiânia (GO): 1933
Brasília (DF): 1960

Região Norte
Belém (PA): 1616
Manaus (AM): 1669
Macapá (AP): 1758
Rio Branco (AC): 1882
Boa Vista (RR): 1890
Porto Velho (RO): 1914
Palmas (TO): 1989

Capitais Federais Históricas
Salvador: 1549 - 1763
Rio de Janeiro: 1763 - 1960
Brasília: 1960 - presente

12 abril, 2026

O Monstro da Água Verde

É uma lenda surgida na década de 1960 em Palmácia, o município cearense em que os moradores relataram a aparição de uma criatura aquática no açude Botija, da Fazenda Água Verde.
Testemunhas oculares descreveram-na como tendo a forma de uma tartaruga com chifres, de um lagarto encantado e, ainda, de um boi com um olho só.
PrtSc Web
A comoção foi tamanha que mergulhos e pescas no açude foram à época proibidos. Centenas de visitantes acorreram ao local, atraindo também policiais e caçadores que chegaram a atirar a esmo no suposto monstro.
O caso teve repercussão nacional, mobilizando até uma força especial do DNOCS, armada e treinada para capturar a criatura.
No entanto, contrastando com os relatos lendários, apenas um jacaretinga de tamanho comum (com 1,6 metro e 32 quilos) foi encontrado. E as buscas foram oficialmente encerradas.
A história deste monstro inspirou reportagens publicadas no jornal "O Povo" e na revista "O Cruzeiro". Até uma cachaça foi à época batizada com o nome de “Bicho da Água Verde”. E, consolidando a fama que alcançou, empalharam-no (antes de virar um "caro data vermibus", digamos assim) a fim de que todos pudessem vê-lo no museu da cidade.
Tempos depois, um forró foi composto em homenagem a ele por Antônio Lincoln Coelho Reginaldo (álbum "Palmácia, Minha Paixão").  P.S. Equívocos ainda são cometidos por aqueles que, para efeitos de direito, apontam o distrito de Água Verde, em Guaiúba, como tendo sido o domicílio do monstro. Quando ele viveu e morreu de desamor em Palmácia.
http://www.blitzliteraria.com.br/2026/01/o-monstro-do-acude-botija-da-fazenda.html

11 abril, 2026

A melancia enquanto símbolo

A melancia tornou-se um símbolo da identidade palestina porque, quando cortada, a fruta exibe as mesmas cores da bandeira palestina: verde, branco, preto e vermelho. E, como alternativa para driblar a censura e a repressão de Israel contra a a bandeira palestina, representá-la por este símbolo logo se popularizou nas áreas ocupadas e situações de conflitos.
Nesta linha de raciocínio, o emoji da melancia (🍉) também é amplamente utilizado nas redes sociais. A fim de evitar o "shadow banning" (redução de alcance) por algoritmos que suprimem os termos que se relacionam com a causa palestina.

10 abril, 2026

A geração mimeógrafo

O mimeógrafo tornou-se o símbolo da nova geração literária. Um equipamento simples e acessível que possibilitava imprimir poemas em pequenos livretos artesanais, cujas edições tinham um acabamento simples, propositalmente improvisado. E que eram vendidas diretamente pelos autores, nas ruas, praças, bares e universidades, assim permitindo uma maior flexibilidade na divulgação de suas obras.
Autores que se destacaram nesse cenário marginal:
Cacaso, nome artístico de Antônio Carlos de Brito, que ganhou publicidade com a antologia "26 poetas hoje"; Chacal, pseudônimo de Ricardo de Carvalho Duarte, autor de "Preço da Passagem", livro que foi vendido para que ele pudesse conhecer de perto a contracultura na Inglaterra; Paulo Leminski, que preferia fazer poemas breves, trocadilhos, haicais e brincar com ditados populares; Waly Salomão, autor do livro "Me segura qu'eu vou dar um troço"; e o compositor Torquato Neto, um dos participantes do movimento tropicalista.

09 abril, 2026

A adoção do nome Homer Simpson


O romance de Nathanael West, de 1939, "The Day of  the Locust" (O Dia do Gafanhoto), contém um personagem chamado Homer Simpson.
Em 2012, numa entrevista para a "Smithsonian", Matt Groening disse:
"Peguei esse nome de um personagem secundário do romance "O Dia do Gafanhoto", de Nathanael West. Como Homer era o nome do meu pai, e eu achei Simpson um nome engraçado por ter a palavra "simp" nele, que é abreviação de "simpleton" (simplório), eu simplesmente o adotei."
A imagem mostra um close-up estilizado dos olhos e boca do personagem Homer Simpson da série de televisão "Os Simpsons". (FC e links)

08 abril, 2026

O parto da baleia cachalote

Imagens raras de uma baleia cachalote dando à luz ofereceram aos cientistas uma janela para o comportamento desses mamíferos grandes e esquivos.
O vídeo, gravado em 2023 no Caribe, mostra baleias fêmeas trabalhando juntas para auxiliar uma baleia, nos cuidados com o filhote logo após o parto.
O parto em si durou cerca de meia hora. Em seguida, as baleias (avó e tias) se revezaram, em grupos de duas ou três, erguendo o filhote acima da água com seus corpos, por várias horas, até que ele conseguisse nadar sozinho.
É um nível de coordenação extremamente incomum no reino animal, especialmente fora da ordem dos primatas como macacos e humanos.

http://apnews.com/article/sperm-whale-birth-video-drone-ad85d8ad8454d7bd25807304699d3c74
http://www.neatorama.com/2026/03/27/Families-of-Whales-Band-Together-to-Support-Newborn/

07 abril, 2026

Qual é o país mais redondo?

Em 2016, Gonzalo Ciruelos, estudante de ciência da computação da Universidade de Buenos Aires, calculou que o país mais redondo do mundo é Serra Leoa. Com um índice de circularidade de 0,934 em uma escala de 0 a 1.
Ele se inspirou em David Barry, que descobriu que o país mais retangular do mundo é o Egito. Com 0,955 na mesma escala.
Suponho que cada país tenha seu motivo para ser famoso.

Gonzalo Ciruelos, “What is the roundest country?”, Math Horizons

06 abril, 2026

Um exemplo pioneiro de interação homem-máquina de alto nível

Diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) aos 21 anos, em 1963, os médicos inicialmente deram a Stephen Hawking apenas dois anos de sobrevida. No entanto, contrariando todas as previsões, ele se tornou o sobrevivente mais longevo da doença, falecendo aos 76 anos, em 2018.
Com o avanço de sua condição, Hawking adaptou-se às crescentes limitações físicas. Sua capacidade de comunicação evoluiu com a tecnologia, utilizando um sistema avançado de computador acoplado à sua cadeira de rodas. O dispositivo tinha uma tela com teclado que ele controlava por meio de movimentos da bochecha, permitindo-lhe continuar compartilhando suas ideias com o mundo.
Ao longo de sua vida, Hawking manteve o foco em entender o universo por meio da observação científica e das evidências. Sua posição sobre religião e Deus refletia seu compromisso em buscar explicações baseadas em leis naturais, em vez de intervenções sobrenaturais. (Lucas Rabello)

Componentes e Funcionamento do Sistema de Comunicação (TecMundo)
  • Sensor Infravermelho: Instalado nos óculos e apontado para a bochecha de Hawking, o sensor detectava contrações musculares, permitindo selecionar letras e comandos.
  • Software ACAT (Assistive Context-Aware Toolkit): Desenvolvido pela Intel, funcionava como um corretor avançado, prevendo palavras para acelerar a comunicação.
  • Sintetizador de Fala: Um computador integrado transformava o texto selecionado em sua voz robótica icônica.
  • Controle de Ambiente: A cadeira permitia que ele controlasse remotamente luzes, portas, televisão e som em sua casa.
  • Conectividade: O sistema incluía um hub USB e componentes eletrônicos alimentados por baterias, permitindo uso contínuo.

05 abril, 2026

Vou-me embora pro Passado

Com vocês, o paraibano de Campina Grande, Jessier Quirino.
Desta vez, apresentando uma paródia construída "na casca" (como ele diz) do famoso poema “Vou-me embora pra Pasárgada”, de Manuel Bandeira.


Na Bodega do Quirinal
Vida de candidato
Comício de beco estreito

04 abril, 2026

Toaletes no Espaço

Agora existem 10 toaletes no Espaço:
Estação Espacial Internacional (ISS): 4
Crew Dragon acoplada à ISS: 1
Soyuz acoplada à ISS: 1
Estação Espacial Tiangong (TSS): 2
Shenzhou atracada na TSS: 1
Artemis II em órbita ao redor da Lua: 1
Esta será a primeira vez que um vaso sanitário sairá da órbita terrestre baixa!
Fonte: CosmoQuest
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A missão Artemis II é um empreendimento extraordinário que possivelmente anuncia o retorno das ambições e conquistas da Corrida Espacial da década de 1960. Esses astronautas estão realizando a primeira decolagem humana da órbita terrestre baixa em 54 anos.
O vaso sanitário de US$ 30 milhões da cápsula Orion recentemente foi notícia por apresentar uma breve falha. Este vaso sanitário é notável por ser o de tecnologia mais avançada para as situações de microgravidade. A Scientific American explica que os astronautas da Apollo não tinham um vaso sanitário de sucção de alta tecnologia. Eles tiveram que se virar com uma variedade de tubos e bolsas que não funcionavam bem no Espaço. Os astronautas detestavam isso, pois a matéria fecal ocasionalmente escapava e flutuava pela cápsula.
Enquanto o Sistema Universal de Gerenciamento de Resíduos da nave Artemis II continuar funcionando, seus astronautas certamente terão uma boa permanência fora da Terra.

03 abril, 2026

O presente maior

Menina de 10 anos, criada em um orfanato, recebe um presente no dia do aniversário.
Abre a caixa com o cuidado de quem já aprendeu a não esperar demais da vida. Lá dentro, o tão sonhado iPad.
Mas não é o presente que a desarma.
É a frase acesa na tela.
Ela lê. Hesita. E pergunta, com a voz ainda incrédula:
"Vou ser adotada?"
Naquele instante, o objeto perde o valor.
Porque não há presente maior para uma criança do que deixar de ser só no mundo.
Nascer em uma família bem constituída é uma fortuna silenciosa - dessas que só percebemos quando falta.
Esta é a importância das coisas corriqueiras: exatamente por serem comuns, deixam de ser vistas.
Quem procura alegria e felicidade e não encontra, muitas vezes está sentado sobre elas - distraído, à procura do que já possui.
Nelson Cunha

02 abril, 2026

Vamos falar sobre o violão de sete cordas?

 Transcrito de um depoimento (reel) do violonista Yamandu Costa:


"Um grupo de músicos do Pixinguinha encontrou no Largo da Carioca, no centro do Rio, um grupo de músicos ciganos russos tocando na rua, atrás de alguma graninha e tal. E um dos músicos reparou que um dos violões tinha uma corda a mais. O contraponto, como a gente chama no Sul, é o floreio que você pode dar à música. E isso é uma coisa que ficou muito característica dentro do violão de sete cordas. Você pega, por exemplo, um choro (executa trecho). Enfim, é uma maneira de tocar improvisado. E tem mestres que fizeram isso com perfeição. Eu sei que é um instrumento que vai se aculturando, ele não para. Ele vai caminhando e gostando de lugares novos e vai entrando em diversos tipos de músicas diferentes. E vai se aculturandode uma maneira natural. E isso é muito bom, muito interessante."

01 abril, 2026

A sinceridade não é o que se diz

A palavra "sincero" veio de "sine cera" (sem cera). Essa junção de palavras latinas também deu origem a "sincero" (em espanhol), "sincero" (em italiano), "sincère" (em francês), "sincere" (em inglês) e "sincer" (em romeno).
Cícero, em seu tratado "De Amicitia" (Sobre a amizade), a usou com o mesmo significado

A versão mais comum para a origem dessa palavra é que, em Roma, os escultores desonestos, quando esculpiam uma estátua de mármore com pequenos defeitos – trincas ou pequenas imperfeições no material ou na confecção – usavam uma cera especial para ocultar e esconder essas imperfeições nas estátuas e de um modo que o comprador não percebesse.
Com o tempo, as pessoas que compravam essas estátuas descobriam as imperfeições, ou seja, descobriam que era uma escultura "cum cera". Os escultores honestos faziam questão de dizer que suas estátuas eram "sine cera", ou seja, perfeitas, sem defeitos escondidos.

Há ainda outra versão para a origem da palavra. Segundo esta versão, os artesãos romanos fabricavam vasos de cera. Se a cera era de excelente qualidade – pura –, o vaso tinha uma transparência que permitia ver os objetos colocados dentro dele. Os romanos apreciavam muito um vaso assim e diziam que era um vaso que parecia não ter cera, límpido, que deixava ver o que estava dentro dele.
Não importa a versão, com o tempo, a palavra "sincera" passou a ser usada no sentido que é utilizada atualmente e que tem tudo a ver com a história subjacente a seu significado original.
http://www.epochtimes.com.br/conheca-origem-palavra-sincero/

Com toda a sinceridade, nunca encontrei um etimologista de verdade que desse crédito a essa história. A origem do adjetivo latino "sincerus", matriz do nosso, está provavelmente na junção de "sin" (um só) com "cerus" (que cresce, que se desenvolve), resultando na ideia de algo que é sempre igual a si mesmo, sem qualquer impureza, ambiguidade, surpresa. Sua primeira acepção no latim clássico era "puro, que não tem mistura (…), de boa qualidade" (Saraiva).
Sérgio Rodrigues, http://veja.abril.com.br/blog

Verdadera etimología de «sincero»
El adjetivo procede directamente del latín sincēru, y ya al menos Cicerón (siglo i a. C.) lo usó con el mismo significado que se le suele dar hoy en día (DLE: «modo de expresarse o de comportarse libre de fingimiento»), por ejemplo en su tratado De amicitia (Sobre la amistad): omnia fucata et simulata a sinceris atque veris todo lo fingido y falso puede distinguirse de lo sincero y verdadero. http://www.delcastellano.com/etimologia-sincero/

Nos dicionários Houaiss e Aurélio não aparecem essas supostas etimologias.