Mostrando postagens com marcador seres. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador seres. Mostrar todas as postagens

24 março, 2019

Híbridos

Imagine uma época em um futuro próximo, quando os oceanos ficam tão sobrecarregados com nossos detritos, que algum tipo de evolução bizarra toma lugar. Uma evolução que funde os habitantes dos oceanos com o lixo tecnológico que descartamos. Se você se dispuser a imaginar, então você poderá ver algo assim.

24 fevereiro, 2017

O porquinho-da-índia

Não é porquinho nem veio da Índia. Eles são roedores da família Caviidae e o nome "índia' deve-se ao fato de originalmente provirem das chamadas "Índias Ocidentais" (atual continente americano), onde alguns povos andinos, no período da colonização, os criavam para deles se alimentarem. Atualmente, em alguns países — como o Peru —, ainda existe essa tradição, sendo um prato típico e apreciado na culinária local.
Os europeus tomaram contato com este animal desde o século XVI, ao atingirem os domínios do Império Inca. Ao chegarem à Espanha, os porquinhos-da-índia tornaram-se moda, vindo a espalhar-se por toda a Europa como animais de estimação.
Lembrando-se do tempo em que foi criança, Manuel Bandeira dedicou a seu porquinho-da-índia de estimação este poema:
Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele prá sala
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
- O meu porquinho-da-índia foi minha primeira namorada.
Outros equívocos relacionados com a nomeação dos seres reais e abstratos
Azulejo - Geralmente não é azul.
Clorofila - Não apresenta o átomo do cloro na molécula.
Micose fungóide - Não é doença causada por fungo, apesar do que os nomes (os dois) possam sugerir.
Abreviatura - O tamanho do nome leva a pensar em algo grande.
Fósforo - Não está nos palitos e sim na lixa da caixa.
...

24 dezembro, 2016

Os 7 Perpétuos no Natal

por Marcelo Naranjo

  1. Panetone
  2. Peru
  3. Pernil
  4. Passas
  5. Papai Noel
  6. Parentes
  7. Pavê (ou Pacumê)

N. do E.
Os Perpétuos (Destino, Morte, Sonho, Destruição, Desejo, Desespero e Delírio) são um grupo de seres que personificam vários aspectos do universo na série de história em quadrinhos Sandman, de Neil Gaiman. Eles existem desde a aurora dos tempos e acredita-se que estão entre as criaturas mais poderosas (ou, pelo menos, influentes) do universo Sandman, desempenhando papel central ao longo da história, em que Sonho é o protagonista.
Os Perpétuos são uma família pouco convencional de sete irmãos. Em suas formas mais comuns, todos têm a pele branca (apesar de Destruição, Delírio e Destino serem bem menos pálidos que os outros) e a maioria tem cabelos negros, mas as aparências e personalidades variam bastante. Eles têm algum controle sobre os conceitos que representam mas, da mesma forma que os deuses retratados em Sandman, também são modelados a partir de expectativas e crenças subconscientes dos seres humanos. Em particular, a aparência de Sonho varia bastante, dependendo do observador.
Embora seja perdida na tradução em português, há uma aliteração interessante nos nomes da família dos Perpétuos: todos eles, no inglês original, começam com "D" (Destiny, Death, Dream, Destruction, Desire, Despair, Delirium/Delight). Existe inclusive a suspeita de que outros conceitos importantes, como Tempo, tenham ficado de fora da lista dos Perpétuos por não haver nenhuma palavra equivalente (em inglês) com "D" inicial. WIKIPÉDIA

24 outubro, 2008

Alguns seres do imaginário brasileiro

Boitatá
Bicho temido que habita nos campos santos. Para limpar a sua honra de monstro ultrajado, espera um dia dar uma carreira (no sentido olímpico da palavra) naquele cientista que descreveu ser ele: “a inflamação de produtos fosfóreos de corpos orgânicos em decomposição”.
Boto
Mamífero em forma de peixe dos rios da bacia amazônica. Um autêntico Don Juan fluvial, pois se transforma em rapaz de boa aparência para seduzir as moiçolas ribeirinhas. Considerado o progenitor das crianças de paternidade ignorada, esta fama está a se desfazer pelo uso generalizado dos exames de DNA.
Curupira
É visto nas matas brasileiras a cavalgar um porco-do-mato. Tem os cabelos vermelhos e os pés invertidos com os quais consegue uma melhor aceleração em seu veículo animal. Por sua mania de percutir as árvores da floresta, há muito tempo virou uma persona non grata entre os cupins.
Lobisomem
Oriundo do Velho Continente, naturalizou-se brasileiro. Sem abdicar o feio costume por lá adquirido de cometer desatinos em série nas noites de lua cheia. Meio lobo e meio homem, a sua porção racional é a que uiva.
Saci
O famoso negrinho de uma perna só. Entre as baforadas de seu cachimbo, vive a armar ciladas nos caminhos para atazanar os viajantes. O travesso molecote do barrete vermelho respeito só tem aos nascidos em Caratinga, a terra de São Ziraldo, um santo bípede. PGCS