"Minha palhoça", de J. Cascata
c/ Silvio Caldas (Odeon, 1935)
Tem jornal, lá tem revista / Uma Kodak para tirar nossa fotografia / Vai ter retrato todo dia.
http://discografiabrasileira.com.br/composicao/32718/minha-palhoca
"Desafinado", de Tom Jobim e Newton Mendonça
c/ João Gilberto e Tom Jobim Fotografei você na minha Rolleiflex / Revelou-se a sua enorme ingratidão.
http://youtu.be/n81JA6xSbcs?si=cnj7ydqgYHBsB8re
"Alegria, Alegria", de Caetano Veloso
c/ Caetano (Philips, 1968) Eu tomo uma Coca-Cola / Ela pensa em casamento / E uma canção me consola / Eu vou. a Primeira Coca-Cola, Petrúcio e Fausto Nilo
http://youtu.be/Dy759_Y8E-c?si=OylgvRYwrcTDKeb0
"Mustang cor de sangue", de Marcos e Paulo Sérgio Valle
c/ Marcos Valle (EMI, 1969)
A questão social / Industrial / Não permite que eu / Ande a pé / Na vitrine um Mustang cor de sangue / Um Mustang! / [...] / Não permite que eu / Seja fiel / Na vitrine um Corcel cor de mel / Meu Corcel!
http://youtu.be/4yD_k1BgjaE?si=prLrqrG6UXCJEQNX
"Balada de Madame Frigidaire", de Belchior
c/ Belchior (Sony Music, 1999) Ando pós-modernamente apaixonado pela nova geladeira / Primeira escrava branca que comprei.
http://youtu.be/GvRSoBIQYCc?si=V8zEVdHW-wXRs5hT
Miss Suéter, de João Bosco e Aldir Blanc
c/ Ângela Maria, João Bosco e Zimbo Trio (Vídeo) Fascínio tenho eu por falsas louras / Ah, a negra lingerie / Com sardas, sobrancelha feita a lápis / E perfume da Coty.
"O YouTube não é apenas um veículo para profissionais", diz Ryan McGrady, pesquisador sênior da Iniciativa para Infraestrutura Pública Digital na Universidade de Massachusetts Amherst, nos EUA. "Nós confiamos nele como o braço de vídeo padrão da internet. O YouTube é infraestrutura. É uma ferramenta crítica que pessoas comuns usam para se comunicar."
Para revelar esse lado do YouTube, McGrady e seus colegas construíram uma ferramenta que disca vídeos aleatoriamente. O scraper tentou mais de 18 trilhões de URLs potenciais antes de coletar uma amostra grande o suficiente para uma análise científica real. Entre as descobertas, os pesquisadores estimam que o vídeo mediano foi assistido apenas 41 vezes; postagens com mais de 130 visualizações estão, na verdade, no terço superior do conteúdo mais popular do serviço. Em outras palavras, a grande maioria do YouTube é praticamente invisível.
A maioria desses vídeos não é para que vejamos. Eles existem porque as pessoas precisam de um sótão digital para armazenar suas memórias. É uma internet não moldada pelas pressões de cliques e algoritmos – um vislumbre de um lugar onde o conteúdo não precisa ter desempenho, onde ele pode simplesmente existir. Se algum desses vídeos se tornasse viral, significaria que algo deu terrivelmente errado. Não é para isso que a maior parte do YouTube serve. http://www.bbc.com/future/article/20250306-inside-youtubes-hidden-world-of-forgotten-videos
Róbale una sonrisa a los papás que aman la cerveza, saludándolos con esta original tarjeta del Día del Padre. Roube um sorriso aos pais que adoram cerveja, cumprimentando-os com este original cartão para o Dia dos Pais.
https://www.youtube.com/watch?v=z3LwtNeHkOU
Las cosas que haces por la cerveza en el día del padre (13/08/2023). As coisas que fazes pela cerveja no Dia dos Pais.
https://www.youtube.com/shorts/T9Gf--fBogo
"Porque a vontade mesmo era a de me abraçar com ele, sentir-lhe a barba na minha, afagar-lhe os raros cabelos e prantearmos juntos a nossa inépcia para construir um mundo palpável." Trecho da crônica "O dia do meu pai" (1959), de Vinicius de Moraes para Clodoaldo de Moraes. Já falecido na época, Clodoaldo era poeta (amigo de Olavo Bilac), latinista e pai de Vinicius, Lygia, Laetitia e Helius.
"The Impossible Dream (The Quest)" é uma canção popular composta por Mitch Leigh, com letra escrita por Joe Darion. É a melodia mais conhecida do musical da Broadway, de 1965, "Man of La Mancha" (O Homem de La Mancha), e também é apresentada no filme de 1972, de mesmo nome estrelado por Peter O'Toole (vídeo 1).
De acordo com o compositor Mitch Lee, em "Soul Music - The Impossible Dream", o letrista original seria WH Auden. Mas houve desentendimentos com Wasserman, o autor da peça para a televisão, e a canção acabou sendo letrada por Joe Darion (com sua última gota de coragem / para alcançar as estrelas inalcançáveis).
A canção completa é cantada pela primeira vez por Dom Quixote, enquanto ele fica de vigília à sua armadura, em resposta à pergunta de Dulcinéia sobre o que ele quer dizer com "seguir a busca". Ela é reprisada parcialmente mais três vezes - a última por prisioneiros em uma masmorra, enquanto Miguel de Cervantes e seu criado sobem a escada da prisão em forma de ponte levadiça para enfrentar o julgamento pela Inquisição Espanhola.
De Elvis Presley a Frank Sinatra, foram muitos os intérpretes nos EUA que gravaram esta canção. No Brasil, Chico Buarque e Ruy Guerra escreveram a versão em português de "Sonho Impossível" (e o mundo vai ver uma flor / brotar no impossível chão), que foi gravada por Maria Bethânia em 1974, em seu álbum "Cena Muda" (vídeo 2).
A música foi composta por Alberto Ribeiro, João de Barro, o Braguinha, e Lamartine Babo.
Segundo o pesquisador Suetônio Soares Valença, a marcha "Cantores do rádio" foi composta dentro de um ônibus, depois de uma noitada em que os três haviam perdido todo o dinheiro com apostas no "Cassino da Urca". Entusiasmado com a canção concebida no banco de trás do lotação, o trocador teria dispensado os três do pagamento das passagens.
"Cantores do rádio" representou a primeira e única vez em que as irmãs Aurora e Carmen Miranda apareceram juntas em um filme. Elas interpretaram a canção, enorme sucesso gravado em 1936, no filme "Alô, Alô, Carnaval".
Além de constar da trilha sonora do filme da Cinédia, "Cantores do rádio" também esteve presente em "Quando o carnaval chegar", do cineasta Carlos Diegues. Neste filme, de 1972, fazendo uma homenagem às irmãs Miranda, o cineasta colocou os protagonistas Chico Buarque, Maria Bethânia e Nara Leão gravando a cena da canção com fraques e cartolas.
Na lista de "Quando o Carnaval Chegar"figuram ainda nomes como Hugo Carvana, Antônio Pitanga, Elke Maravilha, Odete Lara e os lendários vilões da Atlântida José Lewgoy e Wilson Grey, além da musa do cineasta Nelson Pereira dos Santos, Ana Maria Magalhães - indicada por Leila Diniz, que recusou o convite para ir ao festival de cinema na Austrália, de onde nunca mais retornou.
Em 1977, as "Frenéticas" também gravaram "Cantores do rádio".
A Quinta Sinfonia de Ludwig van Beethoven é uma das peças musicais mais conhecidas do mundo. Composta entre 1804 e 1808, ficou marcada especialmente por seu primeiro movimento, que se desenvolve ao redor de quatro notas.
Sua estreia aconteceu num grande concerto em Viena no dia 22 de dezembro de 1808, com o próprio autor regendo a orquestra.
Durante a Segunda Guerra, a BBC iniciava suas transmissões com as quatro primeiras notas da Quinta Sinfonia. A razão para isso é que essas notas – três curtas, uma longa – representam em código Morse (usado em telegrafia) a letra "V", de vitória contra os nazistas. Décadas depois, essa sinfonia foi considerada uma das bases em que se firmou a estética do rock heavy metal. (Dagomir Marquezi)
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Extraída de: Por que a escolha da Quinta Sinfonia de Beethoven como símbolo dos aliados na Segunda Guerra Mundial?
Avanca | Cinema 2020
Em animações da época, entre elas a produção da Walt Disney "Out of the frying pan into the firing line" (1942) e a da Warner Bros "Scrap Happy Daffy" (1943), protagonizadas pelas populares estrelas da animação americana Minnie Mouse e Pluto, na primeira, e Daffy Duck (Patolino, no Brasil), na segunda, as evocações ao tema da Quinta aparecem de maneira pontual, mas claramente perceptíveis.
Em "Out of the frying pan into the firing line" as donas de casa americanas são convocadas, por meio do rádio, para economizar gordura de cozinha, que poderia ser transformada em poderosos explosivos capazes de destruir o adversário. As ilustrações imagéticas dos ataques dos aliados narrados na mensagem radiofônica no início da animação apresentam a associação dos dois símbolos da resistência, a letra "V" e a sonoridade inicial da Quinta. O trecho se refere ao momento de um ataque ao navio inimigo que se parte e afunda no formato da letra "V" acompanhado pelas notas iniciais do tema musical da sinfonia, e nos canhões vitoriosos dos aliados que, na sequencia, aparecem posicionados no formato da letra V.
Em "Scrap Happy Daffy", o tema da Quinta soa também no início da animação, quando o Füher lê no "The American Press" a manchete em primeiro plano - "Mussolini in scrap heap now lets junk Hitler - Daffy", associada à "fotografia" do Pato fazendo o gesto do "V" da vitória. Vale destacar que, na sequência, a fúria de Hitler com a manchete do jornal é acompanhada da trilha musical com trecho da abertura da ópera Rienzi, de Richard Wagner. (Cecília Nazaré de Lima)
Uma canção composta em 1954 por Tom Jobim e Billy Blanco. É sobre dois homens que querem uma mesma mulher que conheceram no Leblon. Em certo momento da letra, há este diálogo: - É a minha Tereza da Praia / - Se ela é tua, é minha também / - O verão passou todo comigo / - Mas o inverno, pergunta com quem. Na época, circulavam boatos de uma rivalidade artística entre Dick Farney e Lúcio Alves, e a emblemática canção deu ensejo a que os dois, cantando-a juntos, promovessem uma "pacificação".
No segundo vídeo (legendado em espanhol), Lúcio é substituído pelo baterista Toninho.
Nova Ilusão, 1941
Autores: Pedro Caetano e Claudionor Cruz
Intérpretes: Renato Braga, Lúcio Alves, Paulinho da Viola e Zélia Duncan
É dos teus olhos a luz, que ilumina e conduz minha nova ilusão. É nos teus olhos que eu vejo o amor e o desejo do meu coração. És um poema na terra, uma estrela no céu, um tesouro no mar. És tanta felicidade, que nem a metade consigo exaltar. Se um beija-flor descobrisse a doçura e meiguice que teus lábios tem, jamais roçaria as asas brejeiras por entre roseiras em jardins de ninguém. Oh, dona dos sonhos, ilusão concebida, surpresa que a vida me fez das mulheres! Há no meu coração um amor em botão que abrirás se quiseres.
As histórias dos bastidores da canção, por Laura Macedo.In:http://blogln.ning.com
Numa terça-feira do verão carioca de 1941, quatro dias antes de estrear o show no Golden Room do Copacabana Palace, Sílvio Caldas encontrou-se por acaso com o seu velho amigo Claudionor Cruz. Sabendo da estreia de Sílvio, grande cartaz a época, Claudionor ofereceu para lançar no show uma valsa inédita, apaixonada, seresteira como as que Sílvio gostava e como as que Claudionor fazia tão bem com seu parceiro Pedro Caetano. Sílvio Caldas, ele próprio compositor de belas valsas, agradeceu. Valsas tinha muitas. Que tal Claudionor e Pedro fazerem um samba. Um samba choro nos moldes de "Da cor do pecado", música e letra de Bororó, que o próprio Sílvio gravara com sucesso, em 1939. Não querendo perder a oportunidade Claudionor Cruz prometeu a Sílvio Caldas entregar o novo samba no dia da estreia, sábado. Promessa difícil de cumprir porque Pedro e Claudionor moravam um no centro e o outro no subúrbio e não poderiam se encontrar antes disso. Foi de Pedro Caetano a ideia e Claudionor aceitou na hora. Ele, Pedro, faria uma nova letra para "Da cor do pecado", ou seja, com o mesmo número de versos, cada verso com o mesmo número de sílabas, observando a pontuação e a acentuação melódica de Bororó. Ao mesmo tempo Claudionor faria a melodia que coubesse perfeitamente na letra de "Da cor do pecado". Primeira e segunda partes prontas, letra e melodia casadas, samba intitulado “Nova ilusão”. Sílvio Caldas aprendeu um pouco antes de entrar em cena. Lançou na noite de estreia, mas por algum motivo jamais o gravaria. Quem fez primeiro foi Renato Braga, irmão do compositor João de Barro, o Braguinha. Nada aconteceu. Em março de 1953, Lúcio Alves reviveu com arranjos de Radamés Ganattali, já então como samba canção. E as lições que ficam dessa história são pelo menos três: uma, o atestado do imenso talento de Pedro Caetano e Claudionor Cruz, dois gigantes da nossa música popular brasileira, ambos hábeis tanto em letra como em melodia. Outra lição: a de que até um Sílvio Caldas podia errar na hora de escolher o que gravar. A terceira: a de que o novo samba nasceu para ficar, sobretudo quando revivido mais de trinta anos depois por Paulinho da Viola (vídeo 1).
Nova Ilusão, 1948
Autores: Zé Menezes e Luiz Bittencourt
Intérpretes: Os Cariocas, Billy Eckstine e João Gilberto (vídeo 2)
Foi o destino talvez causador desse samba infeliz, ter você junto a mim outra vez, relembrar todas as juras que fiz. Tão satisfeito fiquei ao sentir nosso amor reviver, eu nem sei se sorri ou se chorei, custei até mesmo a crer. Recomeçamos assim a nossa felicidade, jamais alguém pensaria que aquela amizade viesse de novo a ter fim. Mas durou pouco afinal, essa nova ilusão terminou e não sei, se por bem ou por mal, você foi e não voltou.
José Menezes de França nasceu em 06/09/1921, em Jardim, Ceará. Compositor, arranjador e multiinstrumentista, dominava o cavaquinho, o bandolim, o banjo, o violão tenor, o violão de 6, 7 e 10 cordas, a guitarra e o contrabaixo. Em 1948, teve sua primeira composição gravada, o samba "Nova Ilusão", lançado pelo grupo "Os Cariocas", na gravadora Continental. Esse samba, inclusive, acabou se tornando o prefixo das apresentações do grupo. In:Zé Menezes, o craque das cordas
É permitido criar músicas com nomes de outras músicas que já existem?
Canções são mais que títulos e, na visão prática da lei, títulos (que são frequentemente muito curtos) não podem ter seus direitos autorais garantidos. Violações de direitos autorais requerem uma reprodução ou imitação substancial de conteúdo. Não podemos reclamar para nós o direito sobre as palavras "eu te amo", por exemplo, porque não há tantas formas de dizer a mesma coisa, convenhamos. Sequências de acordes também não têm direitos autorais; melodias e letras, por outro lado, sim.
https://pt.quora.com (Sealtiel)
Se estiver em dúvida, consulte a Lei 9.610/98. Veja o que ela diz: Art. 8º Não são objeto de proteção como direitos autorais de que trata esta Lei: VI - os nomes e títulos isolados; http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9610.htm
Segundo o Grove Dictionary, solmização é o "uso de sílabas em associação com alturas como dispositivo mnemônico para indicar intervalos melódicos".
Existem muitos sistemas desse tipo nas principais culturas musicais do mundo; eles auxiliam na transmissão oral da música e podem ser usados tanto para o ensino direto quanto para memorizar o que foi ouvido. Um sistema de solmização não é uma notação: é um método de reconhecimento auditivo em vez de visual. Por definição, a solmização é, portanto, um recurso relacionado com a memória e com a oralidade.
http://musica.ufmg.br/nasnuvens/wp-content/uploads/2020/11/2018-10-Solmizacao-de-Cancoes-Populares.pdf
"Do-re-Mi" de "The Sound of Music" (Noviça Rebelde)
Sérgio Marcus Rangel Porto (1923 - 1968), cronista, radialista e compositor.
Conhecido também pelo pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta. É o autor do famoso FEBEAPÁ ou Festival de Besteiras que Assola o País.
Em 1953, escreveu a "Pequena história do jazz". Em 1954, atuou como colaborador da "Revista de Música Popular", fundada por seu tio Lúcio Rangel e por Pérsio de Moraes.
Ainda em 1956, destacou-se em São Paulo ao participar, por 16 semanas na TV Tupi, do programa "O céu é o limite", respondendo perguntas sobre a música popular brasileira, tendo faturado o maior prêmio pago até então pelo programa: 300 mil cruzeiros.
Era grande admirador e pesquisador de música popular, possuindo uma discoteca avaliada em cerca de 30 mil discos entre 78 rpm e LPs.
Em 1965, Sérgio Porto passou a dedicar-se ao teatro de revista, tendo escrito entre outras "Pussy pussy cats", revista produzida por Carlos Manga, na qual apareceu o seu famoso Samba do crioulo doido. Gravado pelo Quarteto em Cy, em 1968, o samba fez grande sucesso, sendo inclusive apresentado em show do mesmo nome, que correu quase todo o país com cerca de 100 apresentações, e do qual ele próprio participava ao lado do Quarteto em Cy. Fonte: Dicionário de Cravo Albin
Em 1973 o Quarteto em Cy gravou a marcha-rancho Nabucodonosor, também de Sérgio Porto. Gravada cinco anos após a morte do criador da família Ponte Preta (Tia Zulmira, Primo Altamirando, Rosamundo, Bonifácio, o Patriota...), que havia falecido em 1968, Nabucodonosor foi registrada em compacto simples Odeon S7B-630-A e figurou também na coletânea "Só sucessos" – volume 11. O site "O Caixote" (fora do ar) trazia a informação de que Nabucodonosor foi composta em homenagem a Rogéria e que seu título original era Marcha da Bicha Louca, que foi censurado.
Fontes: Luciano Hortêncio e Samuel Machado Filho.
Samba do crioulo doido
Foi em Diamantina
Onde nasceu JK
Que a Princesa Leopoldina
Arresolveu se casar
Mas Chica da Silva
Tinha outros pretendentes
E obrigou a princesa
A se casar com Tiradentes
{Lá iá lá iá lá ia
O bode que deu vou te contar} bis
Joaquim José
Que também é
Da Silva Xavier
Queria ser dono do mundo
E se elegeu Pedro II
Das estradas de Minas
Seguiu pra São Paulo
E falou com Anchieta
O vigário dos índios
Aliou-se a Dom Pedro
E acabou com a falseta
Da união deles dois
Ficou resolvida a questão
{E foi proclamada a escravidão} bis
Assim se conta essa história
Que é dos dois a maior glória
Dona Leopoldina virou trem
E Dom Pedro é uma estação também
{Ô, ô , ô, ô, ô, ô
O trem tá atrasado ou já passou} bis
Nabucodonosor
Nunca mais quero sair fantasiado
Nunca mais quero brincar no carnaval
Nunca mais, ai, nunca mais serei vaiado
Naqueles bailes do Municipal
Foi no ano passado, eu me fantasiei, imaginem vocês
Fui pra lá carregado, todo enfeitado, com mil paetês
Com miçangas e vidrilhos, apliques, lantejoulas
Bordados eu tinha até mesmo nas minhas ceroulas
Quantas noites tive que ficar acordado
Quantas noites eu cheguei mesmo a passar mal
Quantas noites eu caprichei nos meus babados
Pra quase ir em cana no final
Começou o desfile, a fofoca comia em pleno salão
Sonho de Messalina, não sabe de quem, levou um bofetão
Esplendor Renascentista foi desclassificado
Aí deu um pulo pra cima e caiu desmaiado
Foi então que desisti de desfilar
Foi então que abandonei a passarela
Foi então que começaram a me estranhar
[E o povo já gritava prende ela] bis
Terminou o desfile eu só não chorei porque não sou mulher
E mesmo que fosse, eu nunca seria como uma qualquer
[Fui pra minha casa curtindo a minha dor
Rasgado e amassado de Nabucodonosor]
bis
Thread de LUIZ ANTÔNIO SIMAS:
Um nome inadmissível de logradouro carioca é a praça Maria Magdala Oliveira, em Campo Grande. Madame Mag era colunista do jornal Diário de Notícias e inimiga do samba, que considerava manifestação primitiva e boçal de pretos. Queria um Rio europeu. Encheu tanto o saco que Janet de Almeida e Haroldo Barbosa compuseram inspirados nela, em 1945, a música Pra que discutir com madame (Madame diz que a raça não melhora / E a vida piora por causa do samba...). E essa figura é praça na cidade inventada pelo samba. A gravação mais famosa da música é a de João Gilberto. Mas sou louco pelo raro registro do próprio Janet de Almeida, craque carioca falecido aos 26 anos! e que inspirou muito João. Que sincopado! E eu acho que a praça deveria mudar de nome para Praça Janet de Almeida. O samba venceu, madame!
Pra que discutir com madame 1 - Janet de Almeida 2 - Elza Soares 3 - João Gilberto
1 - "Flor do cerrado" (Waldir Azevedo)
Chorinho
Brenna Freire e regional (instrumental)
2 - "Flor do cerrado" (Caetano Veloso)
E da próxima vez que eu for a Brasília / Eu trago uma flor do cerrado pra você.
Gal Costa e Dominguinhos
3 - "Flores do cerrado" (Alceu Valença)
É preciso ter cuidado / pra não morrer de saudade. / Colher flores no cerrado / não ligar pra vaidade.
Da trilha sonora de "A luneta do tempo", filme dirigido por Alceu Valença.
1 - "Boca de Goiaba" com o Choro das 3. Aqui, o vídeo do show de lançamento do CD "Boca de Goiaba", em São Paulo, em que o Choro das 3 executa o frevo (que dá nome ao disco) com uma mini-orquestra de frevo.
2 - "Goiabada Cascão" (Wilson Moreira / Nei Lopes) com Beth Carvalho e Fundo de Quintal, no Samba na Gamboa. "Goiabada cascão em caixa / É coisa fina, sinhá / Que ninguém mais acha."
3 - "Rancho da Goiabada" (João Bosco / Aldir Blanc) com Elis Regina. "É goiabada cascão / Com muito queijo / Depois café, cigarro e um beijo / De uma mulata chamada Leonor / Ou Dagmar."
Milli Vanilli foi uma dupla de reggae e dance music formada em 1988, cujos integrantes eram o francês Fabrice "Fab" Morvan e o germano-americano Robert "Rob" Pilatus. O álbum de estreia da dupla alcançou altas vendas internacionalmente e os premiou com um Grammy de Melhor Artista Estreante em 1990. Entretanto, a carreira deles revelou-se uma fraude, tendo sido o prêmio revogado depois da revelação de que os supostos cantores não cantavam no disco.
Wikipedia
A partir da década de 1970, restaurantes com o nome (parcial ou completo) do título desta canção de Toquinho e Vinicius foram abertos no Brasil. Como o "Kabuletê", na Praia do Futuro, em Fortaleza, a "Pizzaria Tonga da Mironga do Kabulete", em Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, e o "Tonga da Mironga do Kabuletê", em Boa Vista, Roraima.
No "Recanto das Letras", lê-se também um cordel inspirado no tema.
Ao lado: "Vininha"
Se os livros de Jorge Amado abriram um novo mundo para os leitores soviéticos, uma obscura adaptação de "Capitães da Areia" se encarregou de fixar o encanto da Bahia no imaginário de muitos soviéticos. O filme americano "The Sandpit Generals" (nome que, traduzido ao pé da letra, seria "Generais do Areal"), dirigido por Hal Bartlett e finalizado em 1971, levou pela primeira vez ao país, imagem, movimento, cores e som a uma história do autor baiano.
Segundo Joselia Aguiar, quando autorizou a adaptação de seu livro, Jorge Amado indicou seu grande amigo Dorival Caymmi para compor a trilha sonora. A música (aparecem também trechos de "Dora" e "É Doce Morrer no Mar", composta por Caymmi e Jorge Amado) é um elemento crucial no encanto do filme, em particular a canção-tema, "Canção da Partida".
"Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar, meu bem-querer
Se Deus quiser, quando eu voltar do mar
Um peixe bom eu vou trazer
Meus companheiros também vão voltar
E a Deus do céu vamos agradecer."
"Canção da Partida" ficou ainda mais conhecida quando ganhou uma letra em russo — feita ainda nos anos 1970 pelo poeta e músico Iúri Tseitlin —, a qual mais parece um manifesto dos garotos de rua de "Capitães da Areia". Ou seja, a letra da música embora sem traduzir os versos originais, transformou-se numa espécie de hino de uma geração de jovens na URSS.
"Minha vida se iniciou nos cortiços da cidade
E não escutei palavras amáveis
Quando vocês faziam carinho em seus filhos
Eu pedia comida e passava frio
Ao me ver, não escondam o olhar
Já que não tenho culpa de nada, nada."
Quanto ao longa-metragem, foi inteiramente filmado em Salvador e arredores em 1969 e estrelado por jovens atores americanos e brasileiros (Guilherme Lamounier, Eliana Pittman). Caymmi, inclusive, fez uma participação menor no filme, interpretando o pescador João Adão, amigo de Pedro Bala, o líder dos meninos.
O longa chegou aos cinemas soviéticos em 1973, antes do livro ser lançado no país. Ou seja, o público estava conhecendo pelo filme, e não pelo livro, a história de Pedro Bala e sua turma de crianças e adolescentes vivendo nas ruas de Salvador dos anos 1930.
Há estimativas de que esse filme, um fracasso nos EUA e proibido no Brasil pelo regime militar, foi assistido por cerca de 43 milhões de pessoas na União Soviética.
As ruas deles, que são as áreas comuns dos prédios, não são como as nossas, cercadas. O prédio é só um bloco com uma porta. O resto é rua. Essas áreas comuns, que não tem carros passando, eles chamam de pátios. E uma pessoa que falou do fenômeno de Capitães da Areia nos pátios russos, num de seus livros biográfico,foi ninguém menos que o presidente, Vladimir Putin:
"Nos primeiros anos de escola, não me aceitaram entre os 'pioneiros' (um movimento semelhante aos escoteiros, mas que seguia a ideologia soviética). Afinal, criei-me no pátio, onde a autoafirmação de uma criança se manifesta de maneira totalmente diversa. Viver no pátio e criar-se nele é equivalente a viver numa selva. É muito parecido. No pátio, a vida é livre. A vida na rua é, em si mesma, muito livre. Exatamente como no filme 'Capitães da Areia'. Para a gente era o mesmo. A diferença estava talvez apenas nas condições climáticas. Em 'Capitães...' era mais quente. E lá a garotada se reunia na praia. Mas de resto, o que acontecia com eles e a gente era absolutamente a mesma coisa."
No YouTube há inúmeros clipes de cantores/as ou instrumentistas russos tocando ou cantando a música.
É uma forma de taça creditada a Pitágoras de Samos. Quando é preenchida além de um certo ponto, um efeito de sifonagem (conforme os princípios dos vasos comunicantes) faz com que a taça drene seu conteúdo através da base.
Em A, o corte transversal de uma taça pitagórica a ser enchida; em B, é possível beber todo o líquido do copo; mas em C, o efeito sifão faz com que o copo drene
Vídeo
"Um dos meus colegas foi a uma conferência na Grécia e voltou com um presente, de uma coisa que é muito antiga, de 400 a.C., ou até mesmo mais antigo, mas que eu nunca tinha visto antes. É chamado de copo de Pitágoras, que tem essa ponta estranha no meio. E a história de que foi inventado por Pitágoras, aquele que trabalhou em triângulos retângulos. Ele inventou isso a fim de que, quando desse vinho a seus estudantes, todos eles tomariam a mesma quantidade. E se um deles fosse ganancioso teria o que merece." [...]
Amigo é pra essas coisas
Silvio da Silva Júnior / Aldir Blanc
c/ Ruy Faria e Chico Buarque
- Salve!
- Como é que vai?
- Amigo, há quanto tempo!
- Um ano ou mais...
- Posso sentar um pouco?
- Faça o favor.
- A vida é um dilema
- Nem sempre vale a pena...
- Pô...
- O que é que há?
- Rosa acabou comigo.
- Meu Deus, por quê?
- Nem Deus sabe o motivo.
- Deus é bom.
- Mas não foi bom pra mim.
- Todo amor um dia chega ao fim.
- Triste...
- É sempre assim.
- Eu desejava um trago.
- Garçom, mais dois.
- Não sei como eu lhe pago.
- Se vê depois.
- Estou desempregado...
- Você está mais velho.
- É...
- Vida ruim.
- Você está bem disposto.
- Também sofri.
- Mas não se vê no rosto.
- Pode ser...
- Você foi mais feliz.
- Dei mais sorte com a Beatriz.
- Pois é..
- Vivo bem.
- Pra frente é que se anda.
- Você se lembra dela?
- Não.
- Lhe apresentei...
- Minha memória é fogo!
- E o l´argent?
- Defendo algum no jogo.
- E amanhã?
- Que bom se eu morresse!
- Pra quê, rapaz?
- Talvez Rosa sofresse.
- Vá atrás!
- Na morte a gente esquece.
- Mas no amor a gente fica em paz.
- Adeus
- Toma mais um.
- Já amolei bastante.
- De jeito algum!
- Muito obrigado, amigo.
- Não tem de quê.
- Por você ter me ouvido.
- Amigo é pra essas coisas.
- Tá...
- Tome um cabral.
- Tua amizade basta.
- Pode faltar.
- O apreço não tem preço, eu vivo ao Deus dará
Amigo da onça
Sílvio da Silva Júnior / Aldir Blanc
c/ MPB4 (arr. Magro)
- Salve!
- Prazer rever você.
- É... já faz um tempão.
- Tamos aí.
- E aqui, no mesmo bar.
- Muita sorte ou azar.
- Que cara é essa?
- É aquele velho amor.
- O meu papo mudou.
- O meu também, tô firme na poupança.
- Dá pra ver pela pança.
- Mas senta.
- Pra dois sem colarinho.
- Você se agarra direitinho no passado.
- E o que há de errado?
- Eu me dei bem assim.
- À minha custa ou então de gente igual a mim.
- Tás me gozando, eu nunca te fiz mal.
- Pessoalmente, mas no todo é que eu encuco.
- Ficou maluco, precisa se internar.
- Sei que ando mal...
- Pra variar.
- Pois é, um pouco mais de humor.
- Com a fome que eu tou.
- Nem pense nisso, pede o de salaminho.
- Sem bancar o bonzinho.
- Mas, ora essa, tá me agredindo à beça.
- Eu não estou pra conversa.
- Então se manda, não temos que aturar.
- Vão querer me encarar?
- Cai fora ou vou chamar o guarda.
- Por mim tu chama até o raio que o parta.
- Ah, mas que falta.
- Eu tenho pressão alta.
- Mas quando assalta a quem é pobre, ela não sobe.
- Não admito meu nome, meu valor...
- Custa barato em qualquer casa de penhor.
- É bom lembrar com quem tu tá falando.
- Tô falando e andando.
- Já basta, não topo gente rude.
- Quem está incomodado...
- Que se mude, conheço meu lugar.
- Então vá passear.
- Que ingratidão, despeita um velho amigo.
- Esse papo é antigo.
- Não é possível, você não se comove.
- Vai tomar teu "Engov".
- Teu caso só bordoada cura.
- Tu é contra abertura.
- Eu?
Todas as pessoas solitárias
De onde elas todas vêm?
Todas as pessoas solitárias
De onde elas todas são?
Imortalizada em uma música dos Beatles, originalmente em "Revolver", álbum de 1966, Eleanor Rigby foi enterrada em um cemitério em Liverpool, não por coincidência o berço dos "garotos" John Lennon e Paul McCartney.
A canção também entrou como o Lado B de "Yellow Submarine", em 1966.
Quanto ao nome dado à canção, de acordo com Paul, foi um que ele escolheu aleatoriamente. Não por coincidência (talvez fruto do subconsciente). Descobriu-se que "Eleanor Rigby" estava escrito em uma lápide no cemitério por onde ele, o autor da letra, e John cortavam caminho.
Fonte: http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/tumulo-de-eleanor-rigby-sera-leiloado-no-reino-unido/
O circo chegou
Jorge Ben Jor, o alquimista da música brasileira, executando a versão acústica de "O Circo Chegou", do disco "Ben" de 1972, com letra e arranjo criativos. Olha que o circo chegou
Não custa nada você ir até lá. http://youtu.be/en-Esw5QsjU
Todo mundo vai ao circo
Batatinha (autor) c/ Dona Ivone Lara Todo mundo vai ao circo,
Menos eu, menos eu
Como pagar ingresso,
se eu não tenho nada,
Fico de fora escutando a gargalhada. http://youtu.be/yufvDSvsCKw O circo (propriamente dito)
Sidney Miller (autor) Vai, vai, vai começar a brincadeira
Tem charanga tocando a noite inteira
Vem, vem, vem ver o circo de verdade
Tem, tem, tem picadeiro de qualidade http://youtu.be/EwIcHJleS5A http://youtu.be/huPhWmvZvUM c/ Nara Leão
Na carreira (O Grande Circo Místico)
Edu e Chico
Poema, balé, teatro e cinema Ir deixando a pele em cada palco e não olhar pra trás E nem jamais, jamais dizer
Adeus. http://youtu.be/CGyBCHJ0E0E
Uma pessoa que é boa com você mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.
— Garçom, um sushi.
— Pra comer ou pra postar no Instagram?
— Pra postar no Instagram. Se fosse pra comer, eu pediria algo mais barato. Uma coxinha, por exemplo.
Garçom, aqui nessa mesa de bar / Você já cansou de escutar / "Qual é a senha do Wi-Fi?".
— Garçom… que dose de mentira você tem?
— Temos: eu te amo, nunca vou te deixar, eu quero você comigo, sinto saudades... E também temos uma que anda saindo bastante: pode confiar em mim.
— Ah… Manda ver todas, que hoje eu quero me iludir.
Garçom, fecha a conta dos meus parentes no Face, por favor!
Toda mulher é feminista, até o garçom trazer a conta.
Eu gasto 90% do meu dinheiro com bebida. Os outros 10% são do garçom.
Garçom, tem o reflexo de um homem triste e solitário na minha sopa.
O garçom deve ter um mecanismo de segurança que o impede de enlouquecer.
🎶"Neste mesmo lugar" — c/ Alcione
(Armando Cavalcanti - Klecius Caldas) O mesmo garçom se aproxima, / Parece que nada mudou / Porém qualquer coisa não rima / Com o tempo feliz que passou.
🎶"Bar da noite" — c/ Ângela Maria
(Bidu Reis - Haroldo Barbosa) Garçom, se o telefone tocar / E se for pra mim / Garçom, repita pra ela / Que eu sou mais feliz assim.
🎶"Garçom" — c/ Reginaldo Rossi
(R. Rossi) WIKI Garçon, aqui nessa mesa de bar / Você já cansou de escutar / Centenas de casos de amor.