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13 novembro, 2025

O espírito de gentileza

"...poderia salvar o mundo. O que nos falta é isto: espírito de gentileza." (Érico Veríssimo)

Não confunda com:

De pai para filho
Érico Veríssimo é um dos escritores mais importantes e influentes da literatura brasileira. Nascido em 1905, no município gaúcho de Cruz Alta, ele sempre teve interesse pelo universo das letras, tendo criado sua primeira revista com apenas 10 anos de idade. Publicou seu primeiro romance, "Clarissa", aos 28 anos, e a partir daí teve uma bem-sucedida carreira tanto como escritor como tradutor, e até criou sua própria editora. Quando aluno do ciclo colegial, li com indescritível prazer cerca de vinte livros de sua autoria, inclusive o monumental "O Tempo e o Vento", que se compõe de sete volumes. Eram-me emprestados, um a um, pelo colega José Ernesto Moura de Oliveira, que tinha a coleção completa das obras do escritor. Adiante, passei a ler os bem-humorados escritos de Luís Fernando Veríssimo, filho do grande mestre das letras nacionais.

04 julho, 2020

"É você, idiota?"

O que você diria quando confrontado com a eternidade? O Russia Beyond relembra as últimas palavras de escritores russos.

1. "Uma certa borboleta já está voando."
O vencedor do Prêmio Nobel Vladímir Nabokov tinha interesse em entomologia e colecionava borboletas. Dmítri, o filho do escritor, lembra que, quando ele estava se despedindo de seu pai, os olhos de Vladímir repentinamente se encheram de lágrimas: "Perguntei por que ele disse que uma certa borboleta já estava voando...".

2. "Estou morrendo! Faz tempo que não bebo champanhe!"
O escritor e médico Anton Tchekhov morreu de tuberculose na cidade alemã de Badenweiler. Segundo uma antiga tradição local, o médico que diagnostica uma doença fatal em um paciente lhe oferece champanhe. As últimas palavras de Tchekhov foram dirigidas ao seu médico.

3. "A Rússia me comeu, como um porco idiota come seu porquinho."
O poeta simbolista Aleksandr Blok ficou bastante doente na primavera de 1921. A doença foi causada por fome durante a guerra civil, exaustão nervosa e pela recusa da intelligentsia russa em aceitar seu poema revolucionário "Os Doze". O escritor Maksim Górki, o comissário do povo Anatóli Lunatcharski, e os amigos do poeta tentaram obter permissão para que Blok fizesse tratamento no exterior, mas o Politburo do partido bolchevique travou o processo. O escritor morreu no dia em que o passaporte com permissão de viagem foi finalmente emitido.

4. "É você, idiota?"
Mikhail Saltikov-Schedrin era conhecido por seu humor e sátira implacáveis. Conta-se que ele teria cumprimentado sua própria morte com a pergunta: "É você, idiota?".

5. "Eu te amei e não te enganei uma vez sequer, nem mesmo em pensamento."
Essas foram as palavras finais do escritor Fiódor Dostoiévski à sua esposa Anna. Durante todo o período em que permaneceram casados, os dois passaram poucos dias distantes um do outro. Anna não era apenas esposa do escritor, mas também sua assistente – ela copiava seus manuscritos e lidava com os editores.

6. "Eu amo a verdade."
Aos 83 anos, o conde Lev Tolstói escapou para sua propriedade em Iásnaia Poliana, na região de Tula, a 200 km de Moscou. Acompanhado por sua filha e um médico, viajou em um vagão de trem na terceira classe. Durante o trajeto, pegou um resfriado, que se transformou em pneumonia. Já delirante, o escritor disse: “Eu amo a verdade”.

7. "Traga-me a escada!"
A imagem de uma escada é um dos principais mistérios do escritor Nikolai Gógol. Quando criança, o pequeno Kolia ouvia de sua avó a lenda de uma escada que levava as almas das pessoas ao céu. De diferentes formas, essa imagem está presente em muitas das obras de Gógol. "A escada, rapidamente, traga-me a escada!" foram as últimas palavras do escritor, segundo testemunhas oculares.

In extremis
Lewis Carroll et al. | Goethe (escritor alemão) | Ney (marechal francês) | Gacy (palhaço assassino) | Corey (fazendeiro americano)

27 fevereiro, 2019

Temas cearenses no carnaval carioca de 2019

Das 14 escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro que desfilarão nos dias 3 e 4 de março de 2019 na Marquês de Sapucaí, duas vão se apresentar com temas cearenses.
União da Ilha, que levará para a Sapucaí "A peleja poética entre Rachel e Alencar no avarandado do céu", tendo como enredo um encontro (ficcional) entre dois ícones da literatura cearense: Raquel de Queirós (1910-2003) [1] [2] e José de Alencar (1829-1877).
Paraíso do Tuiuti, a escola vice-campeã do carnaval do ano passado, que levará para a Avenida o enredo "O salvador da pátria", sobre a história do bode Ioiô.
Figura folclórica da cultura popular cearense, Ioiô costumava perambular pelas ruas centrais da cidade, na companhia de boêmios e escritores que frequentavam os bares e cafés ao redor da Praça do Ferreira, antigo centro cultural da capital, e que lhe davam cachaça para beber. Em 1922, o bode foi eleito "vereador" como forma de protesto à política local. Segundo conta a história popular, recebeu o nome de "Ioiô" por percorrer sempre o mesmo trajeto, definido entre a Praça do Ferreira e a Praia de Iracema.
Imagem: Foto do bode Ioiô empalhado e exposto no Museu do Ceará (Rua São Paulo, 51 - Centro de Fortaleza).
Ler mais: http://www.ceara.com.br/cepg/h40.htm
04/03/2018 - Atualizando ...
Num trecho do enredo, o carnavalesco Jack Vasconcelos explica:
"Vocês que fazem parte dessa massa irão conhecer um mito de verdade: nordestino, barbudo, baixinho, de origem pobre, amado pelos humildes e por intelectuais, incomodou a elite e foi condenado a virar símbolo da identidade de um povo. Um herói da resistência!".
O texto que explica o enredo também cutuca a Lava Jato de Sergio Moro, ao tratar da forma como Lula foi condenado: "Não posso provar, mas tenho total convicção da autenticidade de tudo o que a ele atribuíram…".
Quem ler a sentença de Sergio Moro não encontrará a descrição de conduta criminosa nem a apresentação de provas de crime.
Fatos indeterminados…
Desta vez, Jack Vasconcelos foi buscar a história de um bode popular para, metaforicamente, passar a mensagem que o Brasil precisa entender.
Leia a íntegra deste artigo no DCM.

29 junho, 2018

O bloqueio do escritor - 4

Crédito da imagem
Em momentos como este é melhor procurar o incentivo e os conselhos daqueles que estiveram onde você está agora. Estas citações provêm da boca de escritores que passaram pela experiência de amassar papel. Se você se sente bloqueado, permita que essas palavras ajudem-no a encontrar o caminho a seguir.
"Não existe um bloqueio do escritor. Isso foi inventado por pessoas na Califórnia que não conseguem escrever." — Terry Pratchett
"A arte de escrever é a arte de aplicar o fundo das calças ao fundo da cadeira." — Mary Heaton Vorse
"Convença-se de que você está trabalhando em argila, não em mármore: em papel, não em bronze eterno." — Jacques Barzun
"O bloqueio do escritor é apenas uma maneira elegante de dizer: não tenho vontade de fazer nenhum trabalho hoje." — Meagan Spooner
"Eu nuca tive o bloqueio do escritor. Eu acho que é porque meu estilo inclui escrever muito mal." — Jennifer Egan
"Escrever é uma procrastinação de 90%: ler revistas, comer cereais, ver TV etc. É uma questão de fazer tudo o que puder para evitar escrever até as quatro horas da manhã e chegar ao ponto em que você precisa escrever." — Paul Rudnick
"Não espere ficar legal, basta escrever." — James Thurber
"Meu bloqueio foi devido a dois fatores sobrepostos: preguiça e falta de disciplina." — Mary Garden
"Eu apenas escrevo quando estou inspirado. Felizmente, estou inspirado às 9 horas todas as manhãs." — William Faulkner
"Nunca pare de escrever porque você ficou sem idéias. Preencha as lacunas de inspiração copiando o que já está escrito."— Walter Benjamin
"O segredo de ficar à frente é começar. O segredo de começar é quebrar as complexas tarefas esmagadoras em pequenas tarefas gerenciáveis ​​e depois pegar a primeira." — Mark Twain
"A arte não está em algum lugar distante." — Lydia Davis
"Tolo!", disse-me minha musa. "Olhe em seu coração e escreva." — Philip Sydney
"Você não começa a escrever coisas boas. Você começa a escrever um lixo e a pensar que é uma coisa boa, e, gradualmente, você melhora com isso. É por isso que eu digo que uma das características mais valiosas é a persistência." — Octavia Butler
"Leia muito. Escreva muito. Divirta-se." — Daniel Pinkwater
"O caminho para o inferno está pavimentado com obras em andamento." — Philip Roth
"Escrever sobre um bloqueio de escritor é melhor do que não escrever nada." — Charles Bukowski


Nós temos uma nova droga para curar o bloqueio do escritor. Seu efeito colateral mais importante é o plágio.

Bloqueios anteriores: 1, 2 e 3

18 fevereiro, 2017

Escritores e tradutores

"Os escritores fazem as literaturas nacionais e os tradutores fazem a literatura universal. Sem os tradutores, os escritores não seríamos nada, estaríamos condenados a viver encerrados na nossa língua." (José Saramago, extraído do site da Fundação José Saramago)

Um óbice: Serenata sintética.

29 julho, 2016

Alguns conselhos (não solicitados) para escritores

Você é um escritor? Então, eu posso lhe oferecer minhas condolências. É um momento triste, difícil em sua vida. Mas você pode ser capaz de sobreviver. Isto é simplesmente a cruz que você deve carregar, então carregue-a com o máximo de dignidade possível.

Comece cada artigo com a palavra begin (comece). Este é exatamente o movimento crucial. Estabelece que o artigo começou, não deixando qualquer margem para dúvidas.

Tente não usar todas as letras de que gostaria. A menos que você tenha muita sorte, todas elas não vão estar em seu teclado.

Ouvi dizer que cellar door (porta da adega) é a combinação mais agradável de palavras no idioma inglês. Por que não aproveitar isso? Coloque essa expressão na sua escrita, em todas as oportunidades e sem qualquer respeito ao contexto. Se ela agrada a todos não haverá nenhuma desvantagem em usá-la.


Use pull quotes (aspas de citação) muitas vezes. Eles são um grande atalho para os escritores que não são bons em layouts de páginas atraentes. Além disso, podem fazer qualquer grupo de palavras parecer muito importante.

Sempre que tiver chance, use um tamanho de letra ligeiramente maior do que o necessário. Isso permite você escrever artigos relativamente curtos e que, à primeira vista, parecem substanciais para os leitores. Se os leitores terminam de ler seus artigos antes de cansar, eles ganham um sentimento de realização para compensar todas as características da fonte que eles dão em cima. Todo mundo ganha.

Extraído de: Unsolicited Advice for Freelance Writers, por Dennis Farrel. In: Something Awful

28 setembro, 2013

Homenagem ao Mestre

O escritor Tarō Hirai (21/10/1984 - 28/07/1965) foi o grande responsável pelo desenvolvimento do romance de mistérios no Japão. Ele escrevia sob o pseudônimo de Edogawa Rampo.
É uma interpretação fonética do nome do principal mestre do gênero: Edgar Allan Poe.

Google: Homenagem ao Discípulo em 21/10/09

07 junho, 2013

A regra do pênis pequeno

Alguns argumentam que toda escrita é uma traição ou uma agressão. De fato, o ato de escrever envolve, muitas vezes, uma invasão, um roubo ou uma exposição de algo privado, e a questão do direito de um escritor a usar as vidas de pessoas reais em seu trabalho sempre foi controversa.
Uma das estratégias utilizadas por escritores para fugir de ações judiciais de difamação é a "regra do pênis pequeno". Isto é, incluir a ocorrência deste detalhe anatômico na descrição de um personagem baseado em pessoa real (no mínimo, porque constrange o provável autor de uma ação). Foi descrita no artigo "Escritores como saqueadores...", de Dinitia Smith, publicado no "New York Times", em 1998.
A regra em questão esteve presente numa disputa, em 2006, entre Michael Crowley e Michael Crichton. Crowley alegou que, depois que ele escreveu um comentário desagradável sobre "State of Fear", um romance de Crichton, este o caluniou, incluindo um personagem chamado "Mick Crowley" no romance seguinte. No romance, Mick Crowley é um estuprador de crianças, descrito também como sendo um jornalista em Washington, pós-graduado em Yale e com um pênis pequeno.

O assunto foi lembrado há algum tempo pela postagem WIKIPÉDIA. As cinco páginas mais insólitas, do blog Gente de Mídia.

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Polegares, onde estão?, Koro e Penis growth

30 maio, 2013

Escreviam em pé

Leonardo da Vinci, Benjamin Franklin, Thomas Jefferson, Charles Dickens, Lewis Carroll, John dos Passos, Virginia Woolf, Ernest Hemingway e Vladimir Nabokov tinham pelo menos uma rotina profissional em comum: escreviam em pé.
Muitas vezes, utilizando-se de um mobiliário improvisado que lhes servissem de escrivaninha.
Uma entrevista com Hemingway, publicada no Paris Review, em 1958, inclui esta descrição sobre o escritor:
"Um hábito de trabalho que Hemingway tem desde o início de sua carreira: ele escreve em pé, sobre um par de mocassins de couro desgastado de kudu (de um antílope africano que ele provavelmente matou), em sua máquina de escrever posicionada à altura do peito."
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Ernest x Ernestine

11 agosto, 2012

Meu nome é Fernando...

Não acredite em escritor depois de algumas doses. Veja o texto abaixo, extraído de crônica do escritor Fábio de Sousa Coutinho, no Jornal da Associação Nacional dos Escritores - ANE:
"Em noite de estrepitosa confraternização etílica entre as mesas do Antonio's, no Leblon dos anos de 1970, alguém se aproxima do ouvido de um dos mais exaltados convivas e cochicha:
- Otto, você está falando alto demais, se houver informante da repressão por aí, você se ferra.
Num rompante que misturou sofisticado bom humor e uma calculada dose (sem trocadilho) de ousadia, Otto Lara Resende subiu na cadeira e proclamou, alto e bom som:
- Digo e repito para quem quiser ouvir: a ditadura militar é o maior atraso do Brasil, tem de acabar e vai cair. Se algum dedo-duro estiver presente, pode anotar: meu nome é Fernando Sabino!"
(colaboração de Fernando Gurgel Filho)

Sabino formava, com Hélio Pellegrino e Paulo Mendes Campos, o trio de amigos inseparáveis de Otto, os quatro cavaleiros do apocalipse mineiro, todos saídos de Belo Horizonte na década de 1940 e radicados no Rio, desde então. Mas Otto teve dezenas, talvez centenas, de outros amigos, quase todos fascinados pela conversa a um tempo solta, divertida e invariavelmente culta e bem informada do grande "causeur". Nelson Rodrigues, um desses admiradores, chegou a agregar um apêndice ao título de uma de suas peças mais célebres: "Bonitinha mas ordinária, ou Otto Lara Resende".

Outra do Otto

10 dezembro, 2011

Retratos com palavras


O artista plástico e escritor John Sokol encontrou uma maneira de unir suas duas paixões em uma série de retratos. Desenhando rostos de personalidades, na maioria das vezes retratos de escritores, através da escrita cursiva de palavras que foram tiradas diretamente de suas obras.

Neste exemplo: Ezra Pound - Os Cantos.

31 agosto, 2011

Autor x Autor

Vladimir Nabokov
30. Gustave Flaubert (Madame Bovary) sobre George Sand (Mattéa)
“Uma grande vaca recheada de nanquim”
29. Robert Louis Stevenson (O Médico e o Monstro) sobre Walt Whitman (Leaves of Grass)
“Ele escreve como um cachorro grande e desengonçado que escapou da coleira e vaga pelas praias do mundo latindo para a lua”
28. Friedrich Nietzsche (Assim Falou Zaratustra) sobre Dante Alighieri (A Divina Comédia)
“Uma hiena que escreveu sua poesia em tumbas”
27. Harold Bloom (A Invenção do Humano) sobre J.K. Rowling (Harry Potter)
"Como ler 'Harry Potter e a Pedra Filosofal'? Rapidamente, para começar, e talvez também para acabar logo. Por que ler esse livro? Presumivelmente, se você não pode ser convencido a ler nenhuma outra obra, Rowling vai ter que servir."
26. Vladimir Nabokov (Lolita) sobre Fyodor Dostoievsky (Crime e Castigo)
"A falta de bom gosto do Dostoievsky, seus relatos monótonos sobre pessoas sofrendo com complexos pré-freudianos, a forma que ele tem de chafurdar nas trágicas desventuras da dignidade humana - tudo isso é muito difícil de admirar"
25. Gertrude Stein (The Making of Americans) sobre Ezra Pound (Lustra)
“Um guia turístico de vila. Excelente se você fosse a vila. Mas se você não é, então não é."
24. Virginia Woolf (Passeio ao Farol) sobre Aldous Huxley (Admirável Mundo Novo)
"É tudo um protesto cru e mal cozido"
23. H. G. Wells (Guerra dos Mundos) sobre George Bernard Shaw (Pygmalion)
“Uma criança idiota gritando em um hospital"
22. Joseph Conrad (Coração das Trevas) sobre D.H. Lawrence (Filhos e amantes)
“Sujeira. Nada além de obscenidades.”
21. Lord Byron (Don Juan) sobre John Keats (To Autumn)
“Aqui temos a poesia 'mija-na-cama' do Johnny Keats e mais três romances de sei lá eu quem. Chega de Keats, eu peço. Queimem-no vivo! Se algum de vocês não o fizer, eu devo arrancar a pele dele com minhas próprias mãos.”
20. Vladimir Nabokov sobre Joseph Conrad
“Eu não consigo tolerar o estilo loja de presentes de Conrad e os navios engarrafados e colares de concha de seus clichês românticos.”
19. Dylan Thomas (25 Poemas) sobre Rudyard Kipling (The Jungle Book)
“O senhor Kipling representa tudo o que há nesse mundo cancroso que eu gostaria de que fosse diferente”
18. Ralph Waldo Emerson (Concord Hymn) sobre Jane Austen (Orgulho e Preconceito)
“Os romances da senhorita Austen me parecem vulgares no tom, estéreis em inventividade artística, presos nas apertadas convenções da sociedade inglesa, sem genialidade, sem perspicácia ou conhecimento de mundo. Nunca a vida foi tão embaraçosa e estreita."
17. Martin Amis (Experiência) sobre Miguel Cervantes (Dom Quixote)
“Ler 'Don Quixote' pode ser comparavel a uma visita sem data para acabar de seu parente velho mais impossível, com todas as suas brincadeiras, hábitos sujos, reminiscências imparaveis e sua intimidade terrível. Quando a experiência acaba (na página 846 com a prosa apertada, estreita e sem pausa para diálogos), você vai derramar lágrimas, isso é verdade. Mas não de alívio ou de arrependimento e sim lágrimas de orgulho. Você conseguiu!"
16. Charles Baudelaire (Paraísos Artificiais) sobre Voltaire (Cândido)
"Eu cresci entediado na França. E o maior motivo para isso é que todo mundo aqui me lembra o Voltaire... o rei dos idiotas, o príncipe da superficialidade, o antiartista, o porta-voz das serventes, o papai Gigone dos editores da revista Siecle"
15. William Faulkner (A Cidade) sobre Ernest Hemingway (Por Quem os Sinos Dobram)
"Ele nunca sequer pensou em usar uma palavra que pudesse mandar o leitor para um dicionário."
14. Ernest Hemingway sobre William Faulkner
"Pobre Faulkner. Ele realmente pensa que grandes emoções vem de grandes palavras?"
13. Gore Vidal (O Julgamento de Paris) sobre Truman Capote (A Sangue Frio)
“Ele é uma dona de casa totalmente empenada do Kansas, com todos os seus preconceitos.”
12. Oscar Wilde (O Retrato de Dorian Grey) sobre Alexander Pope (Ensaio sobre a crítica)
“Existem duas formas de se odiar poesia: uma delas é não gostar, a outra é ler Pope."
11. Vladimir Nabokov sobre Ernest Hemingway
"Quanto ao Hemingway, eu li um livro dele pela primeira vez nos anos 40, algo sobre sinos, bolas e bois, e eu odiei."
10. Henry James (Calafrio) sobre Edgar Allan Poe (Os Crimes da Rua Morgue)
"Se entusiasmar com o Poe é a marca de um estágio decididamente primitivo da reflexão."
9. Truman Capote sobre Jack Kerouac (On The Road)
“Isso não é escrever. Isso é só datilografar.”
8. Elizabeth Bishop (Norte e Sul) sobre J.D. Salinger (Apanhador no Campo de Centeio)
“Eu odiei o 'Apanhador no Campo de Centeio'. Demorei dias para começar a avançar, timidamente, uma página de cada vez e corando de vergonha por ele a cada sentença ridícula pelo caminho. Como deixaram ele fazer isso?"
7. D.H. Lawrence sobre Herman Melville (Moby Dick)
“Ninguém pode ser mais palhaço, mais desajeitado e sintaticamente de mau gosto como Herman, mesmo em um grande livro como 'Moby Dick'. Tem algo falso sobre sua seriedade, esse é o Melville."
6. W. H. Auden (Funeral Blues) sobre Robert Browning (Flautista de Hamelin)
"Eu não acho que Robert Browning era nada bom de cama. Sua mulher também provavelmente não ligava muito pra ele. Ele roncava e devia ter fantasias sobre garotas de 12 anos."
5. Evelyn Waugh (Memórias de Brideshead) sobre Marcel Proust (Em Busca do Tempo Perdido)
“Estou lendo Proust pela primeira vez. É uma coisa muito pobre. Eu acho que ele tinha algum problema mental."
4. Mark Twain (As Aventuras de Huckleberry Finn) sobre Jane Austen
"Eu não tenho o direito de criticar nenhum livro e eu nunca faço isso, a não ser quando eu odeio um. Eu sempre quero criticar a Jane Austen, mas seus livros me deixam tão bravo que eu não consigo separar minha raiva do leitor, portanto eu tenho que parar a cada vez que eu começo. Cada vez eu eu tento ler 'Orgulho e Preconceito' eu quero exumar seu cadáver e acertá-la na cabeça com seu osso do queixo."
3. Virginia Woolf sobre James Joyce (Ulisses)
"Ulisses é o trabalho de um estudante universitário enjoado coçando as suas espinhas"
2. William Faulkner sobre Mark Twain
"Um escritor mercenário que não conseguia nem ser considerado da quarta divisão na Europa e que enganou alguns esqueletos literários de tiro-certo com cores suficientemente locais para intrigar os superficiais e preguiçosos."
1. D.H. Lawrence sobre James Joyce
“Meu Deus, que idiota desastrado esse James Joyce é. Não é nada além de velhos trabalhos e tocos de repolho de citações bíblicas com um resto cozido em suco de um jornalismo deliberadamente sujo."

www.flavowire.com, via revistatrip.uol.com.br (indicação: Fernando Gurgel Filho)

02 outubro, 2008

Marcelo no Epi2008

No XVI Congresso Mundial de Epidemiologia (Epi2008), recentemente realizado em Porto Alegre, o meu irmão Marcelo Gurgel teve a oportunidade de conhecer o renomado Moacir Scliar, membro da Academia Brasileira de Letras.
Ambos são médicos sanitaristas, professores universitários e escritores.
Nessa ocasião, também estava presente a nutricionista Juliana Oliveira, professora assistente da Universidade Federal de Alagoas.

Marcelo, Juliana e Moacir Scliar

09 agosto, 2007

Carapuça

Do francês Jacques Prévert (1900 – 1977), poeta e roteirista de cinema, definindo os escritores:
“Sujeitos que, às vezes, escrevem uns sobre os outros e, o mais das vezes, sobre si mesmos.”


Ei, os blogueiros (que Prévert não tinha como prever que adiante existiriam) não ficam fora dessa.