Veja Charles Darwin, que tinha apenas 22 anos quando partiu em sua viagem de cinco anos a bordo do Beagle, em 1831. Voltando aos 27 anos, ele foi celebrado em toda a Europa por suas descobertas em botânica e zoologia e por suas primeiras teorias da evolução. Nos 30 anos seguintes, Darwin teve enorme orgulho em sentar-se no topo da hierarquia dos cientistas-celebridades, desenvolvendo suas teorias e publicando-as como livros e ensaios - o mais famoso sendo o "Sobre a Origem das Espécies", em 1859.
Mas, à medida que Darwin chegava aos 50 anos, ele estagnava; ele bateu em uma parede em sua pesquisa. Ao mesmo tempo, um monge austríaco de nome Gregor Mendel descobriu o que Darwin precisava para continuar seu trabalho: a teoria da herança genética. Infelizmente, o trabalho de Mendel foi publicado em um obscuro jornal acadêmico e Darwin nunca o viu - e, em qualquer caso, Darwin não tinha a habilidade matemática para entendê-lo. A partir de então, ele fez pouco progresso. Deprimido em seus últimos anos, ele escreveu a um amigo íntimo: "Não tenho o coração nem a força na minha idade para começar qualquer investigação que dure anos, que é a única coisa de que gosto".
Provavelmente, Darwin ficaria agradavelmente surpreso ao saber como sua fama cresceu após sua morte, em 1882. Pelo que ele pôde ver quando era velho, entretanto, o mundo havia passado por ele e ele se tornado irrelevante.
Seu declínio profissional está chegando (muito) mais cedo do que você pensa. Veja como tirar o máximo proveito disso:
theatlantic.com/magazine/archive/2019/07/work-peak-professional-decline
tywkiwdbi.blogspot.com/2020/09/moving-past-grihastha.html
Bom para 06/06/2021, dia em que completo 73.
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06 junho, 2021
19 fevereiro, 2020
Calafate
A profissão de calafate era exercida tanto em terra quanto em água. Era, neste último caso, numa definição possível, "um oficial de guarnição de navios antigos de madeira que tinha a seu cargo o casco do navio, o leme, as bombas e o calafeto". Por seu turno, o calafeto, a arte em que se especializavam estes homens, "consistia em tapar as fendas, junturas ou buracos do tabuado dos pavimentos com estopa alcatroada bem calcada e cobri-la com breu a fim de preservar a chapa da umidade da água".(Brochura da exposição "Calafates e outras profissões ligadas à atividade marítima", 14 de setembro a 23 de novembro de 2019, Galeria Municipal do 11 | Setúbal - Portugal)
Numa visita que fiz ao Memorial Amazônico da Navegação, em Belém, deparei-me com estes versos num dos pôsteres do museu:
Mestre Calafate
(Beka)
Um quarteirão de tabaco
Quartilho e meio de gás
Duzentas gramas de massa
Alvaiade de água raz
Rema Mestre Calafate
Pro porto que Deus te deu
Carece chegar em tempo
Que o tempo vai virar breu
A íntegra da letra da canção com Beka e o Grupo Ver-O-Peso:
04 junho, 2019
01 março, 2017
A Sra. Hora de Greenwich
por David Rooney
O Museu dos Relojoeiros (The Clockmakers' Museum) em Londres é o lar de muitos relógios maravilhosos. Numa de suas vitrines, pode-se ver um relógio de bolso com a aparência modesta e que seria fácil de ser perdido.No entanto, tomou parte em uma história muito perto do meu coração, a história de Ruth Belville, a Sra. Hora de Greenwich (Greenwich Time Lady), cuja biografia escrevi em 2008.
O relógio de bolso em exposição no Museu dos Relojoeiros foi originalmente de propriedade de John Belville, astrônomo sênior do Royal Observatory Greenwich, que o usou entre 1836 e sua morte em 1856, depois de levar com precisão a Hora de Greenwich a uma rede de assinantes em Londres, cada um pagando uma taxa anual para receber uma visita semanal do relógio.
Em 1836, não havia melhor maneira de saber a hora certa no centro de Londres. O relógio de bolso de John Belville era o estado da arte do tempo, proporcionando o tempo com uma precisão de um décimo de segundo.
A história poderia ter terminado com a morte de John Belville em 1856. Por esse tempo, informações de horas por telégrafo começavam a surgir, fornecendo a hora exata para qualquer pessoa com o equipamento certo.
No entanto, muitos dos assinantes de John estavam dispostos a continuar com a tecnologia que conheciam e confiavam. E pediram a sua viúva, Maria, para assumir o seu negócio.
Maria Belville continuou realizando o serviço, com o mesmo relógio, por mais 36 anos, até 1892, quando decidiu se aposentar.
Novamente, o serviço poderia ter terminado ali. Por esse tempo, a hora através do telégrafo era uma tecnologia estabelecida, com empresas comerciais concorrendo pela prestação do serviço. Mas o telégrafo elétrico, embora mais moderno, não era tão preciso nem tão confiável quanto o velho relógio de bolso.
Em minha pesquisa, descobri inúmeras reclamações por escrito sobre o serviço de tempo dos Correios. Parece que a empresa tinha um monte de problemas para manter suas linhas em ordem, enquanto Maria Belville funcionava, semana após semana, regular como um relógio. Assim, quando ela se aposentou, muitos de seus assinantes pediram a sua filha, Ruth, para entrar no negócio da família.
E aqui está a parte mais surpreendente da história. Ruth Belville prosseguiu realizando o mesmo trabalho com o relógio de bolso do século XVIII, a cada semana, por mais de 48 anos.
Durante o reinado de Ruth, transcorreu a era da rádio, com a BBC a transmitir o som do Big Ben desde 1924. E o telégrafo elétrico também estendeu seu alcance e sua confiabilidade.
No entanto, ainda havia um mercado para a tecnologia mais antiga do relógio de bolso. As novas tecnologias não substituem de imediato as mais antigas. Elas podem coexistir por muito mais tempo do que poderíamos supor.
Ruth finalmente se aposentou em 1940, aos 86 anos de idade, quando a Segunda Guerra Mundial tornou impossível que ela continuasse andando pelas ruas com segurança. E o fez com uma grande sensação de melancolia por sentir que o seu tempo havia-se esgotado.
Era o fim de um notável capítulo que durou 104 anos na história da distribuição do tempo e da tecnologia em geral.
Ela faleceu em 1943.
Tradução: PGCS
https://blog.sciencemuseum.org.uk/ruth-belville-the-greenwich-time-lady/
http://www.futilitycloset.com/2016/06/06/podcast-episode-108-greenwich-time-lady/
Ver também: O despertador humano
07 setembro, 2016
O despertador humano
Com os avanços da tecnologia certos postos de trabalhos, que já foram considerados necessários, deixaram de existir. O despertador humano foi um deles.
Sua função consistia em acordar as pessoas para que chegassem em tempo ao trabalho. Para isso, ele se utilizava de uma longa vara, com a qual cutucava as janelas das casas dos dorminhocos. Em casos mais difíceis, o despertador também atirava pedras.
Fonte: 15 Jobs We Just Don’t Have Anymore, no site 22 Words, cujo lema é "livrando o mundo do tédio".
"Chegar a"ou "chegar em"?
A primeira forma é a correta. O verbo "chegar" rege a preposição "a" (cheguei a Santos). Embora seja muito comum, "chegar em" é coloquialismo, portanto, é inadequado na escrita. A única exceção para o uso de "chegar em" é quando há referência a tempo (chegar em cima da hora).
Sua função consistia em acordar as pessoas para que chegassem em tempo ao trabalho. Para isso, ele se utilizava de uma longa vara, com a qual cutucava as janelas das casas dos dorminhocos. Em casos mais difíceis, o despertador também atirava pedras.
Fonte: 15 Jobs We Just Don’t Have Anymore, no site 22 Words, cujo lema é "livrando o mundo do tédio".
"Chegar a"ou "chegar em"?
A primeira forma é a correta. O verbo "chegar" rege a preposição "a" (cheguei a Santos). Embora seja muito comum, "chegar em" é coloquialismo, portanto, é inadequado na escrita. A única exceção para o uso de "chegar em" é quando há referência a tempo (chegar em cima da hora).
03 março, 2015
O homem certo no lugar certo
Neste vídeo (0:36):
"Chevy usa um cara muito alto para inspecionar a parte de cima dos carros na fábrica. James Scott - 2,21 metros de altura."
Atribuem a autoria desta frase (em inglês) a Henry Ford.
"Chevy usa um cara muito alto para inspecionar a parte de cima dos carros na fábrica. James Scott - 2,21 metros de altura."
Atribuem a autoria desta frase (em inglês) a Henry Ford.
16 maio, 2013
Limpeza
11 fevereiro, 2011
Nomes profissionais
Via Antena Paranóica
Ana Lisa - Psicanalista
P. Lúcia - Fabricante de bichinhos
Pinto Souto - Fabricante de cuecas
Marcos Dias - Fabricante de calendário
Olavo Pires - Balconista de lanchonete
Décio Machado - Guarda florestal
H. Lopes - Jóquei
Oscar Romeu - Dono de concessionária
Hélvio Lino - Professor de música
K. Godói - Médico proctologista
Alberta Alceu Pinto - Garota de programa
H. Romeu Pinto - Garoto de programa
Eudes Penteado - Cabeleireiro
Sara Vaz - Mãe-de-Santo
Passos Dias Aguiar - Instrutor de auto-escola
Édson Fortes - Baterista
Sara Dores da Costa - Médico reumatologista
Jamil Jonas Costa - Médico urologista
Iná Lemos - Médico pneumologista
Ester Elisa - Enfermeira
Ema Thomas - Médico traumatologista
Malta Aquino Pinto - Médico venereologista
Inácio Filho - Médico obstetra
Oscar A. Melo - Confeiteiro
24 novembro, 2010
11 junho, 2010
Qual é a profissão?
Alguém realizou estes movimentos (registrados na imagem) com a mão direita. Tente acertar qual é a profissão dele.

11 abril, 2010
Os tiradores de coco
Saiba como pode ser penoso e arriscado o trabalho dos tiradores de coco na Praia da Pipa - RN (e, por extensão, no Nordeste brasileiro) lendo esta crônica-reportagem de extraordinária sensibilidade, escrita por Ormuz Simonetti e publicada em seu blog História e Genealogia.
"É comum no litoral do nordeste, o profissional que ganha a vida subindo em coqueiros para colher seus frutos. São eles os tiradores de coco. Embora não pareça, é uma atividade de extremo risco, pois sem nenhum equipamento de segurança, esses homens arriscam suas vidas subindo em coqueiros com até 30 metros de altura. Nessa arriscada atividade eles portam apenas um facão “rabo de galo”, muito utilizado no corte de cana-de-açúcar e um recipiente plástico tipo “sprei” geralmente embalagem vazia que reaproveitam, colocando óleo diesel, principal arma contra os marimbondos caboclos e outros animais peçonhentos que habitam as copas dessas palmeiras.
Continue a ler...
06 fevereiro, 2009
Work-of-art
Antes de ler a resposta, aventure-se a dizer o que representa a figura abaixo.


Resposta
Trata-se de uma caixa de ferramentas (aberta) de um afinador de pianos. Foi criada e aperfeiçoado ao curso de 30 anos por Henry Studley, um profissional que trabalhou para o Smith Organ Co, em Massachusetts.
Reunindo mais de 300 ferramentas, com todas elas cuidadosamente arrumadas na caixa, esses aspectos mostram bem o work-of-art que Studley praticava.
26 maio, 2008
O acendedor de lampiões - 2
No quinto planeta de "O Pequeno Príncipe", de Saint-Exupéry, em seu diálogo com o principezinho.
"Quando abordou o planeta, (o principezinho) saudou respeitosamente o acendedor:
- Bom dia. Por que acabas de apagar teu lampião?
- É o regulamento, respondeu o acendedor. Bom dia.
- Que é o regulamento?
- É apagar meu lampião. Boa noite.
E tornou a acender.
- Mas por que acabas de o acender de novo?
- É o regulamento, respondeu o acendedor.
- Eu não compreendo, disse o principezinho.
- Não é para compreender, disse o acendedor. Regulamento é regulamento. Bom dia.
E apagou o lampião.
Em seguida enxugou a fronte num lenço de quadrinhos vermelhos.
- Eu executo uma tarefa terrível. Antigamente era razoável. Apagava de manhã e acendia à noite. Tinha o resto do dia para descansar e o resto da noite para dormir...
- E depois disso, mudou o regulamento?
- O regulamento não mudou, disse o acendedor. Aí é que está o drama! O planeta de ano em ano gira mais depressa, e o regulamento não muda!
- E então? disse o principezinho.
- Agora, que ele dá uma volta por minuto, não tenho mais um segundo de repouso. Acendo e apago uma vez por minuto!
- Ah! que engraçado! Os dias aqui duram um minuto!
- Não é nada engraçado, disse o acendedor. Já faz um mês que estamos conversando.
- Um mês?
- Sim. Trinta minutos. Trinta dias. Boa noite.
E acendeu o lampião."
"Quando abordou o planeta, (o principezinho) saudou respeitosamente o acendedor:
- Bom dia. Por que acabas de apagar teu lampião?
- É o regulamento, respondeu o acendedor. Bom dia.
- Que é o regulamento?
- É apagar meu lampião. Boa noite.
E tornou a acender.

- Mas por que acabas de o acender de novo?
- É o regulamento, respondeu o acendedor.
- Eu não compreendo, disse o principezinho.
- Não é para compreender, disse o acendedor. Regulamento é regulamento. Bom dia.
E apagou o lampião.
Em seguida enxugou a fronte num lenço de quadrinhos vermelhos.
- Eu executo uma tarefa terrível. Antigamente era razoável. Apagava de manhã e acendia à noite. Tinha o resto do dia para descansar e o resto da noite para dormir...
- E depois disso, mudou o regulamento?
- O regulamento não mudou, disse o acendedor. Aí é que está o drama! O planeta de ano em ano gira mais depressa, e o regulamento não muda!
- E então? disse o principezinho.
- Agora, que ele dá uma volta por minuto, não tenho mais um segundo de repouso. Acendo e apago uma vez por minuto!
- Ah! que engraçado! Os dias aqui duram um minuto!
- Não é nada engraçado, disse o acendedor. Já faz um mês que estamos conversando.
- Um mês?
- Sim. Trinta minutos. Trinta dias. Boa noite.
E acendeu o lampião."
O acendedor de lampiões - 1
No célebre poema de Jorge Mateus de Lima (1895 - 1953), alagoano de União dos Palmares, que foi médico, poeta e romancista.
Jorge de Lima tinha 14 anos de idade quando escreveu este soneto.
"Lá vem o acendedor de lampiões da rua!
Este mesmo que vem, infatigavelmente,
Parodiar o sol e associar-se à lua
Quando a sombra da noite enegrece o poente!
Um, dois, três lampiões, acende e continua
Outros mais a acender, imperturbavelmente,
À medida que a noite aos poucos se acentua
E a palidez da lua apenas se pressente.
Triste ironia atroz que o senso humano irrita:
Ele que doira a noite e ilumina a cidade,
Talvez não tenha luz na choupana em que habita.
Tanta gente também nos outros insinua
Crenças, religiões, amor, felicidade,
Como este acendedor de lampiões da rua!"
Jorge de Lima tinha 14 anos de idade quando escreveu este soneto.
"Lá vem o acendedor de lampiões da rua!

Este mesmo que vem, infatigavelmente,
Parodiar o sol e associar-se à lua
Quando a sombra da noite enegrece o poente!
Um, dois, três lampiões, acende e continua
Outros mais a acender, imperturbavelmente,
À medida que a noite aos poucos se acentua
E a palidez da lua apenas se pressente.
Triste ironia atroz que o senso humano irrita:
Ele que doira a noite e ilumina a cidade,
Talvez não tenha luz na choupana em que habita.
Tanta gente também nos outros insinua
Crenças, religiões, amor, felicidade,
Como este acendedor de lampiões da rua!"
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