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01 setembro, 2022

Pedras para leitura

ANTES DE 1200
Os povos antigos definiram a visão como "o mais maravilhoso dos cinco sentidos" e dedicaram estudos inteiros sobre o olho e a visão. Eles sabiam como aumentar as coisas com esferas de vidro cheias de água através das quais podiam observar objetos ampliados. Os antigos romanos, que conheciam os mecanismos de ampliação e sabiam fazer vidro, não sabiam como produzir lentes para auxílio visual.
1200
Em Veneza, eles sabiam que o cristal de rocha, quando moldado em formas fortemente convexas, ajudava na visão durante a leitura, e essas "lapides ad legendum", ou seja, "pedras para leitura", são reconhecidas no Capítulo que governava a Guilda dos "Artesãos de Cristal": usados como lentes de aumento e simplesmente colocados sobre o próprio objeto.
Além disso, esses artesãos também faziam discos de cristal que eram chamados de "roidi da boticelis", ou seja, tampões de vidro que eram usados para fechar potes contendo pomadas preciosas. O estudioso Luigi Zecchin deduziu que, ao aproximar os olhos de um dos discos, todos os objetos se tornavam claramente visíveis. De qualquer forma, em 1284 os "roidi da ogli", "vidro redondo para os olhos", estão presentes na lista de itens de rotina da produção.
É nesta fase em Veneza que podemos dizer que a invenção dos óculos ocorre, ou seja, quando as lentes são devidamente montadas e colocadas diante dos olhos: a história da fabricação de lentes de vidro leva à história dos óculos.
1300
Em 1301, os Giustizieri Vecchi, os superintendentes das Artes Venezianas, concederam permissão a todos os artesãos para fazer "Vitreos to oculis ad legendum" (lentes de vidro para leitura), desde que as vendessem como vidro e não como cristal para evitar fraudes.
Quando a pasta de vidro transparente e incolor foi descoberta, as lentes tornaram-se acessíveis, portanto, o comércio de óculos pôde ultrapassar as fronteiras da lagoa veneziana pela primeira vez. De acordo com esses documentos registrados, pode-se pensar que em 1300 a arte de fazer óculos era uma prática comum.
Em seguida, os primeiros óculos foram feitos com lentes redondas biconvexas, para melhorar a visão para longe. Eles consistiam em duas lentes; cada um montado com um aro de metal ou de couro forjado, rebitados juntos na extremidade de cada alça. Eram segurados diante dos olhos com as mãos, para facilitar a leitura, mas ainda não havia como usá-los com segurança e firmeza.
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Ilustração - Primeiros óculos em uma pintura por Conrad von Soest. (Este trabalho está em domínio público em seu país de origem e em outros países e áreas onde o termo de direitos autorais é a vida do autor mais 100 anos ou menos.)

15 julho, 2020

Nunca perca seus óculos!

Certa vez, tive a súbita sensação de não estar com os óculos no rosto. Então, comecei a procurá-los nos bolsos, no cavalete do quadro-negro, na mesa do projetor de slides...
(Estava dando uma palestra para médicos e enfermeiros do PSF.)
Notando a aflição, um dos ouvintes me avisou:
- Estão na testa, professor.
De fato, estavam, e dei a busca por encerrada.

(pensando) Há um jeito de se precaver.

Obs. A imagem é só ilustrativa.

07 novembro, 2019

A preguiça de óculos

Uma doença crônica em que as vítimas não têm a força de vontade para fazer qualquer coisa que exija esforço. Toda a população (com exceção dos workaholics) sofre desta doença. Não há cura conhecida.
A preguiça é o melhor dos 7 pecados, pois ela impede de cometer os outros 6.

Produto do dia
Lying glasses são ótimos para prevenir cãibras no pescoço ou cansaço ocular. Permitem assistir TV enquanto deitado de costas. Sua visão com um ângulo de 90 graus para baixo, eliminando a necessidade de movimentos da cabeça.

25 abril, 2018

Limpadores de para-brisa para óculos

Eu não sei por que esta ideia não pegou. Em 1959, Klara Karwowska inventou estes pequenos limpadores de para-brisa para óculos:

Via
"A presente invenção é dirigida a um dispositivo de limpeza para manter as lentes dos óculos limpas de vapor, chuva, neve e outras matérias estranhas, e o seu mecanismo inclui uma fonte de energia que pode ser adequadamente instalada na armação."
A bateria torna os óculos um pouco volumosos, mas esse é um preço pequeno a se pagar para ter uma visão clara.
Eu poderia usar estes óculos no chuveiro!

Onde tudo começou: Limpador de para-brisas, 1929, requerente Delco Remy Corp, US 1806336 A

05 dezembro, 2017

Fones de ouvido - 5

Óculos embaçam; fones de ouvido embaraçam. ~ PGCS


Isso deixa uma questão importante no ar: se um par de fones de ouvido com um metro de comprimento não pode passar dois minutos no bolso da calça sem embaraçar, qual é a força mágica que mantém dois metros de DNA enrolados direitinho em um espaço menor que 0,01 mm?

Fones de ouvido: [1] [2] [3] [4]

12 maio, 2017

Óculos do Lula

Lula esqueceu os óculos (*) na sala de audiências da 13ª Vara Federal de Curitiba. Quem houver encontrado, favor devolvê-los a ele. Grato.


(*) modelo "turn down for what?"
Em português: "pegar leve pra quê?!"


Ler também: Os 10 melhores momentos de Lula em Curitiba

25 fevereiro, 2017

No chão de uma galeria

Visitantes do Museu de Arte Moderna, em San Francisco, pensaram que seria uma obra pós-moderna.este par de óculos deixado no chão por um rapaz brincalhão, de 17 anos de idade,
Para testar a teoria de que as pessoas olham para qualquer coisa que esteja em um ambiente de galeria e tentam interpretá-la artisticamente, Khayatan havia colocado seus óculos no chão e se afastado para ver o que aconteceria.
Logo, as pessoas começaram a cercá-los, mantendo uma distância segura da "obra" e várias delas até tiraram fotos.

O adolescente tuitou a reação do público, atraindo para o seu relato mais de 45.000 RT.


Pluralia tantum
Óculos é um substantivo masculino plural, sendo óculo a sua forma no singular. Esta forma, contudo, não é comumente utilizada pelos falantes da língua. Assim, a palavra óculos é considerada um caso de pluralia tantum, ou seja, uma palavra utilizada no plural para indicar um único objeto composto por duas partes simétricas. O mesmo ocorre com as palavras calças e binóculos.
O erro na expressão "meu óculos" ocorre porque, erradamente, a palavra óculos é assumida como um substantivo de dois números, que se mantém invariável quer no singular, quer no plural, como pires, ônibus e lápis.
Nos casos de pluralia tantum, também se pode optar pelo uso da expressão um par de. Assim, podemos dizer: um par de óculos, um par de calças, um par de binóculos,…
http://duvidas.dicio.com.br/meus-oculos-ou-meu-oculos/
"Óculos" é representante de um tipo de substantivo que os gramáticos classificam como pluralia tantum, expressão latina que significa "apenas plurais". São palavras que levam o plural em sua formação, embora se refiram a coisas singulares – na verdade, pares simétricos. Além dos óculos, encaixam-se nessa categoria as calças, as cuecas, as tesouras…
A língua popular, especialmente a que se fala no Brasil, não gosta muito de pluralia tantum: afinal, se o objeto é um só, por que não singularizá-lo? A calça, a cueca e a tesoura, no singular, são formas que os falantes encontraram – todas já dicionarizadas e admitidas na língua culta – de driblá-lo.
Por que os óculos tiveram destino diferente? Provavelmente porque, enquanto ninguém imagina a peça de vestuário de um perneta ao ouvir falar em "uma calça", nem a metade inútil de um instrumento cortante ao ler sobre "a tesoura", "o óculo" sugeriria um monóculo, 50% do objeto referido. A solução foi abraçar despudoradamente a discordância numérica: "o óculos".
Erro crasso, sem dúvida. Onde já se viu singularizar o plural? Bom, tudo indica ter sido exatamente o que se deu com o substantivo "pires", que ninguém estranha, mas essa é outra história.
http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/consultorio/meu-oculos-meus-oculos-singular-ou-plural/

08 setembro, 2016

Óculos especiais para nós

Cerca de 60 por cento das pessoas com síndrome de Down têm problemas de visão, de acordo com o National Institute of Child Health and Human Develpment. Mas a maioria dos óculos disponíveis não se encaixa nas características faciais das pessoas que são portadoras da síndrome.
Maria Dellapina, uma mãe solteira de 4 filhos, tomou conhecimento desse problema a partir do momento em que sua filha Erin passou a precisar de óculos. Nenhuma armação encaixava-se na ponte nasal e rosto achatado de Erin.
Então, em 2004, ela fundou a Specs4us, uma empresa que produz óculos para crianças e adultos que têm essas necessidades especiais.


12 julho, 2016

Sobrevivendo com a ajuda dos óculos

Você pode pensar que ter de usá-los é uma desvantagem, mas em situações difíceis os óculos podem ser uma ferramenta valiosa.
Quem diria que nós, nerds, tínhamos uma ferramenta tão útil em nosso rosto? Dependendo do material de que são feitos, tem alguns usos super simples para os óculos em situações de sobrevivência:
  • Apanhar larvas - Usando as hastes para escavar troncos ocos em busca de larvas para o seu almoço.
  • Criar uma bússola - Se a armação é de aço inoxidável, você pode quebrar um pedaço e, esfregando uma extremidade contra a cabelo, magnetizá-lo. Em seguida, soltá-lo em alguma água parada com o fim de apontar o norte.
  • Fazer um anzol - Dobrando um pedaço da armação de metal até dar-lhe a forma clássica de um anzol.
http://lifehacker.com

03 setembro, 2015

Óculos inteligentes para cegos

Imagem: veio daqui
Os óculos inteligentes do pernambucano Marcos Antônio da Penha, 27, foram os vencedores do WSYA 2014 (World Summit Youth Awards 2014), na noite de 17/06/2015. Com a finalidade de auxiliar pessoas com deficiência visual a se locomoverem, o dispositivo competiu com mais 18 projetos em seis categorias.
Para o presidente do WSYA, Peter Bruck, o projeto do brasileiro "é realmente um salto em inovação tecnológica".
O que você achou do Brasil?
"O que eu acho incrível, e que é completamente diferente de dez anos atrás, é como os jovens são cosmopolitas, falam bem inglês e têm um pensamento progressista, muito mais que gerações passadas."
(trecho da entrevista de Peter Bruck para A Folha)
N. do E.
Os óculos inteligentes, segundo Marcos Antônio, não substituirão a bengala "que tem um aspecto psicológico tátil". Mas, ao identificar os objetos que ficam na "zona cega" da bengala (como os orelhões de telefone, por exemplo), auxiliarão os cegos em suas caminhadas pela cidade.

16 dezembro, 2014

Como funcionam os óculos



Leitores escrevem como foi a primeira vez com os óculos
"Eu me senti indo de 240p para 1080p, tantos eram os detalhes."
"Uma boa regra é que, se você vê os jogos de vídeo melhor do que a vida real, provavelmente você precisa de óculos."
"Devo dizer que, até então, eu via tudo como um jogo de 8 bits."
"Vi linhas de alta tensão. Eu pensava que elas fossem coisas teóricas."
"Quando criança, eu estava convencido de que o céu à noite só tinha 3 ou 4 estrelas. Porque essa era a quantidade de estrelas que eu podia ver."
"Se você cresceu em São Paulo, como aconteceu comigo, você poderia dizer que o céu tinha apenas 3 ou 4 estrelas e estaria correto."
"Descobri que as pessoas tinham espinhas e sardas no rosto. De repente, todo mundo ficou feio."
"Antes de usar óculos eu sempre me perguntava: por que as pessoas gostam de futebol? Quero dizer, qual é a graça em ficar assistindo a uma tela verde de televisão verde durante horas e gritando para ela?"
"Puxa! Meus óculos processam as imagens melhor do que o meu laptop!"

03 novembro, 2013

Google Glass

Os famosos óculos inteligentes do Google, que colocam telas similares à de um tablet na frente de nossos olhos, cria uma experiência inédita no mundo digital, mas também levanta sérias questões sobre:
1)  privacidade, 2) usabilidade e...



3) proverbialidade.
O uso dos óculos faz o cara ficar vesgo?


Nelson Cunha disse...
O que vemos nesta fotografia é um caso comum de estrabismo intermitente em que o paciente consegue trazer o olho desviado para o centro se olhar para a ponta do nariz.
O Google Glass pode realmente induzir momentaneamente o desvio somente quando o usuário já tem o tipo de estrabismo descrito acima.
Esses óculos não rompem a binocularidade necessária à visão estereoscópica porque, ao contrário de uma luneta, continuamos vendo por sua parte transparente.
Sugiro que os fabricantes incluam nos óculos um dispositivo do tipo NFC (*) em que sua capacidade de filmar seja automaticamente desativada se o usuário entrar em ambiente protegido contra gravações ou quando assumir a direção de veículos.
(*) Near Field Communication (Comunicação de Campo Próximo, em português) – É uma tecnologia que permite a troca de informações sem fio e de forma segura entre dispositivos compatíveis que estejam próximos um do outro. Ou seja, logo que os dispositivos estejam suficientemente próximos, a comunicação é estabelecida automaticamente, sem a necessidade de configurações adicionais. Estes dispositivos podem ser telefones celulares, tablets, crachás, cartões de bilhetes eletrônicos e qualquer outro dispositivo que tenha um chip NFC.

05 março, 2013

Para ver um filme em 30D

evora-flux
(eu disse trinta!)
A partir do surgimento, nos últimos tempos, da tecnologia digital 3D (eu disse três!), os filmes rodados e projetados com essa tecnologia podem enganar o sentido da visão como nunca dantes.
Você vê o filme como se estivesse vendo-o através de uma janela entre o mundo real e o mundo fantástico do cinema.
Mas, para que você não veja apenas um amontoado de imagens embaçadas na tela, e sim imagens que o cérebro  interprete como tridimensionais, você necessita de usar óculos especiais.
Óculos comuns, no caso dos filmes em 30D, só que tem de pôr muitos deles no rosto.

PARA VER UM FILME EM 30D ►

20 janeiro, 2013

A estupidez de óculos

O cara que você vê na foto ao lado não é um caixa-de-óculos de verdade.
Mas é um sujeito tão fanático por óculos que mandou tatuar uma armação deles no rosto.
Um modelito nada discreto que só vai durar enquanto ele viver!
Se duvida da besteira que ele fez, assista ao vídeo da sessão de tatuagem que o transformou em um falso quatro-olhos, porém definitivamente.

Ver também...
Faz que olha.

10 junho, 2012

GOOGLE. Projeto óculos

Paulo,
Em breve estarei receitando óculos assim: um cérebro faminto por trás e um cardápio neles.
Esqueceu o nome do velho conhecido? Bump!!! Fotografe, envie e abrace-o enquanto recebe discretamente a biografia do amigo.
- Olá João !
- E Valéria, sua esposa, como está? Tiaguinho já se formou em Medicina? Olha! Espere um telefonema meu no dia seis de junho, seu aniversário.
Finalmente, amigo Paulo, andaremos sem lenço nem documento. A velha expressão "tenho tudo na palma da mão" será coisa do passado.
Teremos tudo na ponta do nariz.
Óculos? Não saia de casa sem eles.
Nelson José Cunha (oftalmologista em João Monlevade - MG)



+ informações
Trata-se de óculos em que a lente corrige a ametropia (se houver) e ainda funciona como tela onde são projetadas todas as informaçōes solicitadas. Como você vai ver, o comando é por voz. Os óculos estão ligados a web e tambem têm a mesma funcionalidade de uma câmera.
Dito isso, vamos descrever o encontro entre dois amigos, sendo que um deles porta o Google Glass.
O cara esqueceu o nome do amigo, fotografa-o com os óculos, envia a foto para um banco de imagens e enquanto dá o abraço no amigo, recebe discretamente as informações sobre ele. As informações aparecem na telinha só para o usuário. Com elas em frente de si, ele pode chamar o amigo pelo nome, perguntar pela esposa e filho etc.
NJC
A alternativa Alckmin
José Maria Alckmin encontra o filho do eleitor.
- Como vai seu pai, meu filho?
- Meu pai já morreu há muito tempo, doutor Alckmin.
- Morreu pra você, filho ingrato. Porque ele continua vivo em meu coração.
PG
Nelson strikes again
Paulo,
Como você sabe, moro em cidade pequena, 70 mil almas ainda não encomendadas. Quando saio a pé, sou prontamente reconhecido pelo nome. São 35 anos de castigo dentro de um consultório atendendo de A a Z (mais A do que Z).
Na rua, passo por seguidos vexames porque minha memória para nomes beira o nível "Alzheimático" (gostou do neologismo?).
Apelo para a alma do Alckmim, o da anedota, mas o seu truque não funciona mais, as pessoas me desafiam a lembrar seus nomes, acho que apenas pelo prazer sádico de me verem balbuciar. Entrego os pontos, confesso que não me lembro e volto para casa humilhado. Pelo menos ainda sei o caminho de volta.
Até quando, amigo Paulo, até quando?
NJC
Nelson,
No consultório, o problema costuma ter solução. Através da secretária que separa a ficha clínica do cliente que você vai atender. Nela estão todos os dados de que você precisa para entabular uma conversa médico-paciente, como você sabe. Um método que só falha quando a secretária, idem. Aí o macete é você se dirigir ao cliente, perguntando: "Como é o seu nome completo?". E torcer para que ele não seja do tipo chato, daquele que responde assim: "Me diga a parte que você sabe que eu lhe digo o resto". É overdose.
Agora, sendo fora do consultório só com o Google Glass mesmo, Nelson. Enquanto isso, vá lendo esta crônica: Lapsos de memória.
PG
Paulo,
Já uso dessa esperteza. Escuto quando a secretária chama o cliente e assim posso surpreendê-lo tratando-o pelo prenome antes que me entregue o prontuário. Delicio-me com o sorriso de satisfação deles, mas algumas vezes, por não ouvir direito, chamo Samuel de Manuel. Alguns, mais ingênuos, ao sairem, comentam com a secretária que tenho excelente memória. Deus está aí de testemunha de que pequenas e bem intencionadas fraudes não estreitam o caminho do céu.
NJC

26 novembro, 2010

Exames de vista pelo celular

"Estou preocupado agora com o meu futuro profissional.
Ser trocado por um AIPODE é a suprema humilhação."
Ver a notícia que deixou o oftalmologista Nelson Cunha com os cabelos cílios em pé:
Catarinense desenvolve gadget de dois dólares que, acoplado ao telefone celular, é capaz de dizer se uma pessoa precisa de óculos ou não. (Mariana Lucena, revista Galileu)


Ilustração: Tiago Allen

AI, meu Deus. PODE isso?
- Não se afobe não, Nelson. O teste de triagem pelo gadget vai é aumentar a fila dos portadores de vícios de refração nos consultórios oftalmológicos. E a grande "concorrência" vai continuar por parte das biroscas, onde o cliente, após experimentar o estoque de óculos da casa, escolhe - por aproximação - aqueles que vai usar. PG

25 fevereiro, 2010

Óculos autoajustáveis

Distribuição de óculos lança novo olhar para a luta contra a pobreza

Por DOUGLAS HEINGARTNER
VEGHEL, Holanda - Fornecer óculos aos pobres pode ser um dos investimentos mais valiosos no mundo em desenvolvimento. Centenas de milhões de pessoas - há quem estime em até 2 bilhões - não têm lentes corretivas que lhes permitam levar vidas melhores e mais produtivas.
Um estudo publicado em junho de 2009, numa revista da Organização Mundial da Saúde, estimou em US$ 269 bilhões por ano o custo em produtividade perdida por causa de problemas de visão. Além do mais, combatê-los precocemente pode evitar a cegueira no futuro.
Agora há esforços para distribuir óculos baratos em grande escala. Uma tecnologia promissora é a dos óculos autoajustáveis, em que usuários destreinados acertam o foco sozinhos em menos de um minuto, reduzindo muito a necessidade de oftalmologistas, que são raros na África e em muitas partes da Ásia. (...)
Link (exclusivo para assinantes UOL)

Dr. Nelson Cunha, oftalmologista em Minas Gerais, comentou o artigo: "Não há muito sentido em deixar que o usuário decida qual a melhor lente. O míope, por exemplo, vai escolher sempre algumas dioptrias a mais e os hipermétropes, a menos. Os astigmatismos não são corrigidos com esse óculos. Vale pela curiosidade e pelo fato de que é melhor uns óculos doados do que nenhum."